O PODER DA PERSISTÊNCIA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

A persistência mostra capacidade de perseverança, indicando tenacidade e força de vontade.

Está aí uma característica que todos nós devemos possuir ou almejar. A palavra “persistência” vem do latim “persistere” que significa “continuar com firmeza”, ou seja, refere-se àquele que não desiste fácil. Agir com persistência é ser esforçado e ter foco em seus objetivos, sem se deixar abalar facilmente por quaisquer dificuldades ou obstáculos que apareçam.

A persistência diz respeito à capacidade de perseverança, indicando tenacidade e força de vontade. Os persistentes têm as ideias claras e lutam para conseguir aquilo que se propõem. São conscientes de que quem vence na batalha da vida é aquele que se levanta pela manhã e corre atrás de seus sonhos. A chave do sucesso pessoal e profissional está baseada na persistência de lutar por metas e objetivos, não importando os obstáculos a serem vencidos.

O mais comum é não conseguir tudo aquilo que se propõe logo de cara. É importante a pessoa ter em mente que deve encontrar o equilíbrio entre o que é possível e factível naquele momento, para não se frustrar com sucessivos fracassos. É neste momento que entra um planejamento bem elaborado, o que torna os sonhos alcançáveis.

As pessoas que vencem no campo de trabalho são profissionais que já apresentaram, eventualmente, alguns fracassos em sua caminhada, mas estão conscientes de que podem aprender com seus erros e, assim, corrigir e retomar novos caminhos. Preste atenção: errar uma vez se considera aprendizado, mas errar duas ou mais vezes a mesma equação pode indicar outros problemas.

A persistência é uma qualidade valorizada pelos recrutadores, juntamente com a determinação. Um profissional persistente é aquele que não vai desistir diante da primeira negativa do chefe nem ficar desestimulado. Ele está determinado a fazer sua ideia dar certo e vai trabalhar para melhorá-la, ao invés de simplesmente abandoná-la. Quando você se torna uma pessoa persistente, você se torna mais focada, com energia, motivada e emocionalmente controlada. A persistência e a autoconfiança geram uma retroalimentação positiva que só pode trazer um resultado – aquilo que se deseja.

Veja bem, é preciso ter em mente que você não será capaz de conquistar tudo aquilo que almeja. A ideia da persistência é que a pessoa tenha um caminho em mente para atingir aquilo que deseja e, mais do que isso, caso o seu plano não dê certo, que tenha alternativas para seguir em frente, ou se adapte às circunstâncias e, assim, não se sinta desmotivado e desista de seus objetivos.

Portanto, nada de desculpas ou de desistir no primeiro obstáculo! Momentos de dificuldade durante a caminhada certamente vão aparecer. Entretanto, serão essas mesmas dificuldades que vão ajudá-lo a conquistar aquilo que deseja. Atualmente você não está conseguindo alcançar seus objetivos? Analise suas ações e veja se elas são condizentes para que tenha sucesso em sua trajetória. Não conseguiu atingir a meta de primeira? Continue tentando e seja resiliente.

Charles Chaplin disse certa vez que “A persistência é o menor caminho para o êxito”.

Nota: Menina com Gato e Piano, obra de Di Cavalcanti

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APRENDENDO A SER FELIZ

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A felicidade é a transição do espírito para um estado mais perfeito, enquanto o sofrimento é a transição para um estágio inferior. (Baruch Spinoza)

 A alegria não tem efeito apenas sobre a mente, mas principalmente sobre o corpo – a infelicidade o destrói, enquanto a felicidade o regenera e o revigora. (Stefan Klein)

Se múltiplos são os pontos de vista, inúmeras são as definições sobre o que é a felicidade. Quando olhada sob um ponto de vista mais simplificado, trata-se de um estado de espírito que se encontra atrelado à maneira como sentimos e vivemos a vida.

Com o chegar da maturidade vamos aprendendo que os problemas possuem a dimensão que damos a eles e que todos são passageiros. Aquilo que nos faz sofrer hoje, amanhã poderá provocar em nós boas risadas. Partindo desta premissa, procurar sempre minimizar os dissabores – o que não significa encobri-los com subterfúgios – é uma boa rota na busca pela felicidade.

Necessitamos encarar os aborrecimentos com sabedoria, tentando resolvê-los na medida do possível, sem fazer dos contratempos um bicho de sete cabeças ou uma tempestade. É claro que tropeços muitas vezes existirão ao perseguirmos nossos objetivos, mas sempre podemos voltar ao ponto de partida, recomeçando a caminhada incansavelmente. Não se ganha a felicidade, ela precisa ser trabalhada.

Esperar “grandes” momentos para ser feliz pode ser o mesmo que embarcar numa canoa furada ou passar a existência em brancas nuvens. Isso me faz lembrar a história de uma mulher que ganhou uma camisola do marido em seu aniversário. A peça era tão linda que ela dizia para si mesma que somente a usaria numa ocasião especial. Passaram-se dias, meses e anos sem que encontrasse uma data propícia para fazer uso de seu precioso mimo. Terminou abatida por uma doença súbita. Após sua morte a família envolveu seu corpo em sua maravilhosa camisola – única vez em que a vestira.

De igual maneira vivenciam um grande perigo aqueles que esperam momentos especiais para serem felizes. Correm o risco de tê-los muito esporadicamente ou deles jamais gozarem, se grande for a exigência. Sigamos o exemplo das crianças, pois elas sempre acham uma maneira de ficarem felizes.

Cada um de nós deve moldar o próprio cérebro a fim de que esse assimile como ser feliz através das coisas mais simples que surgem. O primeiro passo é aprender a viver apenas um dia de cada vez.  O segundo é adotar um comportamento à Poliana*, buscado olhar – através de uma janela imaginária – os aborrecimentos  com os quais a vida costuma nos brindar, por maiores que possam parecer, sempre procurando seus pontos positivos. 

É necessário desenvolver a percepção de que, de uma forma ou de outra, os contratempos também são responsáveis pelo nosso crescimento pessoal. Não devemos procrastiná-los, mas, se não é possível resolvê-los, tampouco devemos ficar a ruminá-los, pois, como diz um velho ditado, “o que não tem solução, solucionado está”. Tocar a existência para frente faz-se necessário, como nos ensina o poeta português Fernando Pessoa: “Navegar é preciso!”. 

Está comprovado cientificamente que existe uma parte do cérebro responsável por produzir as sensações de bem-estar. As nossas emoções estimulam essa região cerebral. E se “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, podemos treinar para sermos felizes. É exatamente isso que deve ser feito – treinar e treinar.

Começar o dia agradecendo pelo sol, chuva ou tempo nublado – todos são belos e importantes nos seus diferentes aspectos. Direcionar os pensamentos positivos para cada ser vivo que surge à frente. Cumprimentar as pessoas com um alegre “Bom- dia!” e as abraçá-las sempre que for possível. E o que é o abraço senão um laço de amor com o qual envolvemos as pessoas?

As atitudes positivas estimulam a nossa capacidade intelectual, pois, segundo a neurolinguística (ciência que diz respeito às relações entre a linguagem e a estrutura cerebral), as pessoas felizes são mais criativas e tendem a resolver os problemas com mais sabedoria e rapidez. E quem não quer ser feliz?

Devemos trabalhar para nos sentirmos bem diariamente e não quando algo arrebatante e fantástico acontecer – Deus sabe lá quando. Acompanhar com atenção as emoções prazerosas que inundam nosso cérebro ajuda-nos a buscá-las. Fazendo isso, estaremos exercitando a tendência natural para expandir nossos pensamentos e sentimentos positivos, modificando nossos circuitos cerebrais e fazendo surgir novas conexões na nossa complexa rede neuronal.

É fato que para sermos felizes dependemos do ambiente em que vivemos e da cultura em que nos inserimos, mas também é fato que dependemos, sobretudo, da maneira como olhamos o mundo e interagimos  com todas as suas formas de vida. Os preconceitos arraigados e doentios têm sido um dos maiores inimigos dos sentimentos positivos.

Trabalhar para ter pensamentos e sentimentos positivos não significa transformar-se numa pessoa omissa ou deslumbrada, num robô ou zumbi. O compromisso com os problemas que nos envolvem e com nossos semelhantes, país ou planeta continua. É impossível ser feliz sem se ater a eles, pois somos uma junção de elos e, quando um enferruja, põe em perigo todos os outros, pois acabará se rompendo. O que muda é o nosso tipo de ação.

Em vez de ficarmos remoendo diariamente as mazelas da vida, cheios de um azedume irritante e sem valia, passamos a colocar a mão na massa, dando o melhor de nós em prol daquilo em que acreditamos. A comunhão com o planeta Terra deve ser real e irrestrita. E se nada disso convenceu você, medite sobre as palavras do escritor Stefan Klein**:

As pessoas felizes são também mais amáveis, atenciosas e dispostas a enxergar o bem em seus semelhantes. Engajam se mais no bem-estar comum […] A felicidade é um objetivo de vida e ao mesmo tempo um caminho para uma existência melhor.

 Nota: a ilustração é uma tela do pintor brasileiro Edmar Fernandes

Obs.:
*Poliana – personagem do livro do mesmo nome, cuja autora é Eleanor H. Porter
**Stefan Klein – autor do livro “A Fórmula da Felicidade”, Editora Sextant

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

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OS MUITOS TIPOS DE SORRISO

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Autoria de Lu Dias Carvalho

E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão. (Fernando Pessoa)

As pessoas sorriem por muitas razões, das quais apenas algumas têm a ver com o que expressa a emoção positiva. As pessoas sorriem para estabelecer conexões com os outros, pedir desculpas, passar por situações complicadas, para impressionar, seduzir e apaziguar. Elas sorriem para mascarar sentimentos negativos, sorriem quando envergonhadas, também para restaurar relações harmoniosas. (Marianne LaFrance)

É sabido que certas culturas são mais contidas em suas emoções, enquanto outras são bem mais expressivas – como a nossa, por exemplo. Contudo, não existe um só povo que não exprima seus sentimentos usando a mesma expressão facial.

O escritor e biofísico Stefen Klein explica que “A cultura influencia muito pouco o diapasão das emoções humanas. É verdade que existem povos mais expressivos e outros mais reservados quanto à manifestação das emoções, mas todos exteriorizam alegria, aflição, medo e raiva de formas muito parecidas”. E complementa: “uma vez que a mímica facial é a mesma para todos os povos, as emoções elementares e o modo como nós as manifestamos devem ser inatos”, e não aprendidos como supunham alguns. Cita o fato de os cegos – ainda que sejam de nascença – usarem as mesmas expressões faciais ao sorrirem, por exemplo. Todavia, este é ainda um estudo em andamento.

Paul Ekman – pesquisador reconhecido por seus trabalhos no campo das emoções – descobriu que há 19 maneiras diferentes de sorrir, embora 18 delas – segundo ele – não sejam autênticas, mas se encontram inseridas no cotidiano das pessoas, servindo-lhes de disfarce para encobrir os sentimentos, quando não se quer mostrá-los por completo – sendo essenciais à convivência humana.

Quem não conhece o sorriso de constrangimento, através do qual indicamos que nos sentimos embaraçados diante de alguma piada que não nos agradou? E aquele sorriso falso que indica que estamos participando de algo contra a nossa vontade? Há também o chamado “sorriso amarelo” indicativo de medo. O sorriso forçado, como aquele de quando se tira uma foto em grupo, sob a exigência de que todos sorriam. Há o sorriso polido ou de cortesia e aquele que denota ironia. Existe o frustrado por não termos atingido um propósito e o malvado que parece dizer: “Aguarde-me, sua batata está assando!”. E outros tantos.

Se 18 dos 19 tipos de sorriso não são genuínos, concluímos, então, que existe apenas um verdadeiro. Mas onde se encontra o diferencial? – indagará leitor. O “unzinho” restante é o que transmite alegria – sentimento de contentamento, satisfação e júbilo –, enquanto os outros não passam de um arremedo de demonstração de tal sentimento.

Trata-se daquele sorriso grande, sem amarras ou elegância, moldando todo o rosto e isso quando também não balança o corpo. Ele levanta os dois cantos da boca, faz com que as pálpebras se comprimam, desenha um monte de rugas em torno do canto dos olhos (dizem até que é o responsável pelos “pés de galinha”), elevando ligeiramente as partes superiores das maçãs do rosto. E como se toda esta ginástica fosse pouca, esse sorriso gostoso ainda contrai os músculos orbiculares das pálpebras. Tem até um nome: sorriso de Duchenne – numa homenagem ao fisiologista francês que em 1862 realizou um estudo pioneiro do músculo orbicular do olho e chamava esse movimento de “Doces movimentos de emoções da alma”.

Agora que temos o conhecimento sobre o único sorriso verdadeiramente prazenteiro, nenhum sorrisinho amarelo irá mais nos enganar. Será mesmo? Mentira! Cerca de 10% das pessoas são capazes de reproduzir intencionalmente o sorriso de Duchenne, sem treinamento algum, transformando-o, assim, num sorriso falso. Nós outros, no intuito de imitá-lo, podemos recorrer a truques, como buscar a lembrança de uma piada engraçada ou a de um fato que nos fez rir muito.

Outra coisa, as mulheres sorriem mais do que os homens e conseguem fingir melhor um sorriso verdadeiro. De olho nelas! Agora que já nos encontramos exímios na avaliação de sorrisos, podemos rir à vontade dos falsos sorrisos dos políticos e dos atores ruins que não aprenderam a representar. Que tal correr até o espelho para ver se você se encontra no grupo dos 10% capazes de imitar o sorriso de Duchenne? Mais uma coisinha: você está me devendo um sorriso bem gostoso. Vamos lá!

Fonte de pesquisa
A Fórmula da Felicidade/ Stefan Klein/ Editora Sextante

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BUSCANDO UM PROPÓSITO DE VIDA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Um objetivo na vida é a única fortuna valiosa que se pode encontrar. Não se deve procurá-lo em terras estranhas, mas dentro do coração. (Robert Louis Stevensos)

Caro leitor, você tem um propósito de vida? Bom, primeiramente é importante saber o que significa “ter um propósito de vida”. Trata-se de tudo aquilo que orienta nossa trajetória e está intimamente relacionado com a nossa personalidade. É o que justifica o porquê de levantarmos da cama todos os dias. Ter propósito, em última instância, está relacionado com nossos talentos, ações, objetivos, sonhos e aspirações.

A vida é bem complexa, bem o sabemos. Colocar nela um propósito verdadeiro certamente vai ajudar a fazer com que se torne mais colorida e divertida. Seu propósito é o que vai lhe dar alívio nas horas mais duras e difíceis. Todos os dias, bilhões de pessoas ao redor do mundo seguem suas rotinas sem se perguntar qual é o verdadeiro propósito de suas vidas. Entretanto, temos de parar em meio à correria do dia a dia e nos perguntar: Para onde isso que eu faço todos os dias vai me levar? Estou feliz?

Um estudo conduzido por três pesquisadores de universidades inglesas (College London, Princeton University e Stony Brook University) revelaram que pessoas que viam sentido real no que faziam tinham menos chances de morrer precocemente do que as demais. A pesquisa acompanhou um grupo de 9.050 ingleses, com idade média de 65 anos e dividiu os participantes em quatro grupos: desde os que tinham um claro propósito de vida até os que não tinham nenhum. E concluiu que quem tem propósitos de vida firmes vivem mais e melhor.

Quem não tem um propósito no seu viver, a fim de direcionar a sua mente, costuma andar errante pela vida, desprovido de objetivos e alegrias. Pode ficar sempre para baixo, por não ter certeza de qual é o seu lugar no mundo. Encontrar seu propósito de vida parece ser uma tarefa complexa, mas a partir do momento em que você passa a se conhecer melhor e a obter as respostas certas, passará a dar passos mais firmes em direção a seus objetivos, ciente de que tem muito a contribuir como ser humano.

Portanto, tire alguns minutos de seu tempo para refletir. Dê preferência a um local onde não possa ser interrompido. Pegue papel, caneta e responda às perguntas de maneira totalmente honesta consigo mesmo:

  • Quem eu realmente sou?
  • Qual a minha importância para o mundo?
  • Quais são minhas qualidades e como posso utilizá-las dando minha contribuição?
  • Quais são os meus maiores talentos?
  • Quando penso em mim, quais são as principais características que me vêm à mente?
  • O que realmente me dá prazer e que eu gostaria de fazer?
  • O que me faz vibrar?
  • O que me faz feliz?
  • O que me faz sorrir?
  • O que faz meu coração bater mais forte?
  • Qual a atividade que me leva a esquecer do tempo?
  • O que eu defenderia com unhas e dentes?
  • Como eu quero que os outros se lembrem de mim?
  • Qual o legado gostaria de deixar?

As respostas verdadeiras irão ajudá-lo a definir seus propósitos de vida.

Robert Louis Stevensos, escritor britânico, expressou uma grande verdade, ao dizer que “um objetivo na vida é a única fortuna valiosa que se pode encontrar. Não se deve procurá-lo em terras estranhas, mas dentro do coração”. Preencha a sua vida!

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PERDOAR É COMPLEXO, MAS…

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

perdaoO Perdão e Sua Saúde

Perdoar significa “conceder perdão, absorver, remitir (culpa, dívida, pena, etc), desculpar e se poupar”. O ato de perdoar envolve tudo isso e ainda muito mais. Pesquisas e estudos vêm sendo desenvolvidos nesses últimos anos para mostrar e comprovar o poder e os benefícios do perdão. Vários estudos foram realizados para descobrir as causas de doenças ligadas às emoções e ao estresse e acabaram por concluir que problemas como dores de cabeça, dores musculares, fibromialgia, gastrite, úlceras, problemas cardiovasculares, hipertensão, problemas gastrointestinais, doenças alérgicas e vertigens podem estar relacionados com a dificuldade de perdoar.

O ato de perdoar é realmente muito complexo. Embora não pareça, é muito difícil esquecer uma ofensa e, ainda por cima, conviver em harmonia com o ofensor. Porém, temos que aprender que perdoar é a arte de fazer as pazes quando algo não acontece como queríamos. Perdoar é fazer as pazes com a palavra “não”. Além de importante para a convivência, o ato de perdoar pode evitar uma série de transtornos causados em uma briga ou desentendimento. Quando uma pessoa não perdoa, revive a situação desagradável e nutre a mágoa, tornando-se mais estressada e propensa ao desenvolvimento de doenças cardíacas e psiquiátricas.

Não há perdão sincero sem o esquecimento da raiva e da mágoa que lhe deram origem. Esquecer a mágoa e a raiva não significa esquecer os fatos. Eles, muitas vezes, permanecem na memória e são motivo de aprendizado. Se esquecêssemos de todo o mal que alguém nos fez no passado, não aprenderíamos a nos cuidar melhor no futuro. Devemos esquecer a emoção negativa que toma a forma de raiva, mágoa, ou seja, se perdoamos verdadeiramente, conseguimos lidar com os fatos como algo distante, algo que não nos atinge mais, embora lembremos que eles aconteceram.

Lições de Vida

  • Para perdoar precisamos compreender a nós mesmos e aos outros. Se não nos dedicamos a compreender o outro, estamos esquecendo que, se estivéssemos em seu lugar, talvez fizéssemos coisa igual ou pior. E, mesmo que não cometêssemos o mesmo erro, isso se deveria apenas ao fato de já termos aprendido uma lição que ele ainda não aprendeu. Se aprendemos a lição, é porque já passamos por ela, ou seja, já erramos muitas vezes. Se não sentimos pelo outro a mesma compreensão que sentimos em nossa própria defesa, então, nosso perdão não existe, ele é pura vaidade.
  • Aprendendo a não sentir mágoa e a não se sentir ofendido com tanta frequência, você precisará perdoar menos, e isso equivale a ter aprendido a verdadeira humildade. Certa vez, perguntaram a Mahatma Ghandi se ele perdoava com muita frequência, ao que ele respondeu: “Não, ninguém nunca me ofendeu”.
  • Se alguém errou com você, ainda que gravemente, não perca tempo e saúde do corpo e da alma alimentando a raiva e a mágoa, elas te mantêm aprisionado ao passado. Perdoe e siga. Perdoar é inteligente. Perdoar é libertar primeiro a si mesmo, depois o outro. Faz bem ao corpo e à alma. Errar é humano, mas perdoar é divino!

Se mesmo assim achar difícil perdoar quem o ofendeu, leia abaixo os “Nove Passos para o Perdão”, do doutor Luskin, autor do livro o “Poder do Perdão”:

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber de sua decisão.

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofre agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos – ou dez anos – atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo.

6. Desista de esperar coisas que as pessoas ou a vida não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia tentando alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heroica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.

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OH! CÉUS, OH! VIDA, OH! AZAR!

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

Muitos dos leitores devem se lembrar do desenho animado criado pelos estúdios Hanna-Barbera (EUA), no qual os dois personagens viajam pelo mundo em busca de uma vida tranquila, de sucesso e fortuna. O leão Lippy é um otimista nato que acredita que tudo irá dar certo. Já a hiena Hardy é o típico reclamador contumaz. No texto desta semana vamos ver como identificar esse tipo de pessoa, a partir da observação de suas diversas facetas.

O reclamador contumaz é aquele que reclama de tudo. Nunca nada está bom. Aliás, sempre pode piorar. É igual o personagem da hiena Hardy, que repete o bordão: “Oh vida, oh céus, oh azar… Isso não vai dar certo!”. É um pessimista nato. Sofre nas filas de hospital, nas filas do banco ou em qualquer lugar que tenha que esperar. Tem um semblante pesado, anda curvado e nunca demonstra atitudes de proatividade.

Indignado com o mundo e com tudo que o cerca, o reclamador habitual sabe de todas as mazelas e notícias ruins que saem nos noticiários. É o difusor de péssimas notícias, pois não se contenta em ficar ranzinza sozinho. Reclama muito, mas não tem resolução para quase nada. Aliás, nunca pergunte como andam as coisas, pois se o fizer, se prepare! Puxe uma cadeira e senta, pois vai demorar. É realmente um deus nos acuda.

Muitos dos reclamadores estão desiludidos com tudo e com todos – os homens não prestam, as mulheres são todas iguais, a família é uma instituição falida, o mundo está de cabeça para baixo e por aí segue. Já outros adoram sofrer compulsivamente, pois seus problemas são sempre piores, maiores, mais complexos que o dos outros! Eles querem demonstrar que sua força está em aguentar todas as mazelas que suportam. Por fim, existem os reclamadores que estão sempre atarefados, reclamam que nunca têm tempo pra nada e que estão sempre ocupados. Colocam-se sempre açodados e com algo a fazer, entretanto, são procrastinadores diários.

O fato é que a lamúria e a constante reclamação criam conexões neurais que vão estimular a produção de cortisol e adrenalina (hormônios do estresse) que provocam estados de tensão e esgotamento. E isso, no longo prazo, pode acarretar doenças. Por outro lado, quem tem pensamentos positivos cria conexões neurais que estimulam a produção dos “hormônios da tranquilidade” – endorfina e serotonina. É simples! Pensamentos positivos trazem boas coisas e pensamentos negativos certamente vão andar de mãos dadas com a hiena Hardy.

Para não nos tornarmos pessoas reclamadoras, a atitude a ser adotada aponta para o desenvolvimento da inteligência emocional que tem entre suas características a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e passar a motivar as pessoas ao seu redor. Para ser otimista, treine o cérebro e seu corpo com hábitos simples. Busque se levantar sempre alegre. Pratique meditação (ou oração) por 15 minutos diários. Faça 30 minutos de exercícios físicos e seja uma pessoa engajada, ou seja, envolva-se em atividades que tenham real significado, como a profissão, um hobby, esportes ou  o voluntariado. Sinta-se útil!

Vá e faça, mas deixe de reclamar! Lembre-se de que a vida é fugaz.

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