AS MARAVILHAS DO CHÁ VERDE

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Já está bem estabelecido que o chá verde ou “green-tea” é benéfico para as pessoas e contra diversas patologias, desde ajudar no controle dos níveis de colesterol, passando pelo equilíbrio do peso corporal e até como coadjuvante no combate ao câncer. O chá verde cobre várias indicações, de acordo com grande número de artigos científicos realizados em todo o mundo. Entre as inúmeras doenças às quais se atribui os benefícios do chá verde, incluem as viroses, como a gripe, os resfriados, o zika vírus, a dengue, etc. Vamos ver hoje como o chá verde pode nos ajudar a combater estas viroses.

O chá verde é retirado de uma espécie particular da planta, a Camellia sinensis. Ao componente principal do chá verde dá-se o nome de polifenol, que são as substâncias que possuem atividades que vão estimular de forma benéfica nossa saúde. Possui enorme atividade antioxidante, o que significa que podem exercer proteção contra os famosos radicais livres. Uma xícara média de chá verde contém cerca de 250mg de polifenóis, sendo esse chá, portanto, extremamente benéfico à saúde.

Mas o que tem o chá verde a ver com as viroses? Para que o leitor tenha um melhor entendimento sobre o tema, é interessante saber que todo e qualquer vírus necessita de um organismo para sobreviver e se multiplicar. Eles são como parasitas, que fora do nosso corpo morrem rapidamente. Quando eles são transmitidos para uma pessoa, procuram células para invadir e se multiplicar. É neste momento que entram em ação os polifenóis do chá verde. Pesquisas apontam no sentido de que estas substâncias impedem a entrada do vírus em nossas células e, portanto, a doença viral, seja ela qual for, não irá evoluir.

Pesquisa recente de São José do Rio Preto (SP) e do Mato Grosso diz que chegaram a um composto que conseguiu inibir o vírus da zika, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e da chikungunya. O trabalho é inédito no Brasil e foi publicado em uma revista científica internacional. Foram seis meses de testes e os pesquisadores contam que usaram um composto natural encontrado no chá verde: o epigalo catequina galato (EGCG), ou seja, um polifenol. Eles isolaram o zika e aplicaram o composto que inibiu a entrada do vírus na célula. Este mesmo composto do chá verde já tinha se mostrado eficaz no combate a outros vírus como o do HIV, do herpes, vírus da influenza (gripe) e o da hepatite C. Agora também se mostrou uma arma poderosa contra o vírus da zika.

A importância desta descoberta decorre dos casos de microcefalia e problemas neurológicos em fetos de mães que foram infectadas pelo vírus da zika. Chegou-se à inibição de 85% dos vírus, o que é mais do que satisfatório. O chá pode ser usado por mulheres grávidas e grande parcela da população, sem maiores problemas. Portanto, vá de uma xícara ao dia em qualquer período do ano e de duas a três xícaras de chá verde nos períodos de alguma doença viral. Fica a dica!

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Sebastiano del Piombo – A MORTE DE ADÔNIS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição A Morte de Adônis é uma das belas obras do pintor italiano Sebastiano del Piombo  (c.1485-1547) que foi aluno de Giovanni Bellini e de Giorgione. O artista sobressaiu, sobretudo, na realização de grandes retábulos para as igrejas de Roma e também na confecção de retratos. Seu estilo  em que predomina a monumentalidade e uma linguagem formal muito forte foi influenciado por Rafael Sanzio e Michelangelo.

A pintura refere-se a um mito encontrado nas “Metamorfoses” de Ovídio, a respeito da grande paixão que Vênus – deusa da beleza e do amor –  nutria pelo jovem caçador Adônis. Como ele fosse muito intrépido, ela tinha medo de que acabasse morrendo – conforme aconteceu – ao ser atacado por um javali. A cena pintada mostra a chegada de Vênus e sua corte ao local onde o jovem encontra-se, mas já sem vida.

Vênus mostra-se mortificada pela dor, com os olhos voltados para o chão. Ela segura fortemente a perna direita, dobrada sobre a esquerda, como se com aquele gesto pudesse controlar seu sofrimento. Ao seu lado, de pé, encontra-se seu filho Cupido – o deus do amor, – com o seu rostinho voltado para o dela, como se quisesse consolá-la. Atrás dela estão três ninfas de seu séquito que se voltam para Pã – deus dos bosques, campos, rebanhos e pastores – tocando sua flauta, como que a silenciá-lo diante da dor da deusa. Uma delas aponta o braço para ele. No chão, em segundo plano, está o corpo ensanguentado e lívido de Adônis.

Ao fundo avista-se uma paisagem com uma lagoa e o Palácio Ducal de Veneza, na ilha de San Giorgio. Esta pintura remete a um trabalho de transição do artista em que ele mistura as formas plásticas romanas com a coloração veneziana. Chamam a atenção nesta obra os nus esculturais e o domínio das cores por parte do artista.

Ficha técnica
Ano: c. 1485
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 189 x 285 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Guignard – SEU ENCANTO POR OURO PRETO

Autoria do Prof. Pierre Santos

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Guignard, quando esteve em Ouro Preto pela primeira vez, ficou embasbacado. Isso foi em 1942. Ele havia ganhado o Prêmio do Salão Nacional, no Rio de Janeiro, e veio conhecer Minas. Foi o poeta Manuel Bandeira que o aconselhou: “Vá pra Minas que tem tudo a ver com você.” Mário Silésio conta que eles chegaram à noite em Ouro Preto, após o dia inteiro de viagem. Guignard, cansado, não quis ver nada e foi dormir. No dia seguinte, acordou cedo e não sabia dizer uma palavra, maravilhado com o que via. Então exclamou: “É isso que eu procurei a vida inteira. Eu quero viver é aqui.”.

Muitos anos se passaram e foi nessa época turbulenta que Guignard mudou-se para Ouro Preto. A situação dele não era boa. Hélio Hermeto e Abílio Machado me procuraram para organizarmos a Fundação Guignard, em que assumi a secretaria, sob a presidência de Milton Campos. Pedro Aleixo emprestou sua casa, no bairro de Antônio Dias, para Guignard, que não tinha um tostão, morar até a Fundação adquirir um imóvel próprio. Quando faleceu, ele deixou uma conta bancária, que também havia recebido significativa contribuição da Fundação. Nós conseguimos doação de muito dinheiro, de várias firmas, do Estado, do Governo. Foi com esse dinheiro que foi adquirida a casa da Rua Conselheiro Quintiliano, em Ouro Preto.

Já se falava na criação de um Museu Guignard. Sim, ele participava e dizia: “Ah, uma salinha qualquer em algum museu está ótimo.” Ele se deixava levar. O que queria era apenas viver a poesia da sua pintura e nada mais. Era a única coisa que o interessava, era o seu objetivo. Vivia artisticamente, era um anjo andando nas ruas. E como tal foi embora.

Quando Guignard faleceu, apareceram alguns parentes e ganharam na justiça o direito de herança, quadros, imóvel, enfim, tudo o que a Fundação Guignard estaria organizando para um futuro memorial do artista. Não se pensou em um contrato que garantisse a ela o direito a esses bens. Às vezes eu me pergunto se a Fundação existiu. Houve o registro no cartório, o que lhe conferia caráter jurídico. Pessoas importantes do meio intelectual e artístico estiveram reunidas no dia da instalação e posse da Fundação, mas ficou impossível agregá-los posteriormente. As decisões eram tomadas por uma comissão pequena: o Hélio, o Abílio, eu e aqueles mais interessados.

A morte do Guignard não foi uma surpresa. De alguma forma já era esperada. O Santiago foi contra sua mudança para Ouro Preto e tinha razão quando afirmava: “Se ele sair da minha companhia, não vive seis meses”. Viveu um pouco mais, uns oito talvez. O Wilde tomava conta dele e ia a todos os bares da cidade pedir para não lhe venderem bebida. Mas como é que não iam vender um rabinho de galo – cinzano com uma pinguinha – que ele tanto gostava?

Ficha técnica
Artista: Alberto da Veiga Guignard
Obra: Paisagem de Ouro Preto
Ano: 1958
Técnica: óleo sobre painel
Dimensões: 42 x 50 cm
Localização: não encontrada

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Giorgione Barbarelli – A PROVA DE FOGO DE MOISÉS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição A Prova de Fogo de Moisés é uma obra do pintor italiano Giorgione Barbarelli da Castelfranco (c. 1477 – 1510), renomado artista do Alto Renascimento em Veneza. Sua formação aconteceu na oficina de Giovanni Bellini. Seu estilo traz influências de Vittorio Carpaccio, Antonello da Messina e Leonardo da Vinci, assim como dos pintores holandeses. É tido como fundador da pintura veneziana, tendo influenciado muitos artistas, dentre eles estão Sebastiano del Piombo e Ticiano.

Em sua pintura de tema raro, e que acontece ao ar livre, o artista mostra Salomão, ainda bebê, passando por uma prova de fogo, a mando do faraó. Ao tomar conhecimento, por parte de um profeta, de que Moisés, ao tornar-se homem, iria usurpar seus poderes e riqueza, o faraó egípcio exige que ele passe por um teste. São apresentadas à criança duas vasilhas, uma com carvão em brasa e outra com ouro. Como Moisés optasse pelo carvão em brasa, o faraó considerou infundada a profecia.

Nos jardins do palácio, visto ao fundo, em segundo plano, o faraó apresenta-se num trono de mármore, coberto por um tapete vermelho. Em seu grupo estão três homens, um dele idoso, e duas mulheres. A que segura o bebê é sua filha. O segundo grupo é composto por nove figuras, dentre elas um soldado. Dois jovens apresentam as vasilhas com ouro e brasas à criança, cujas mãozinhas estão direcionadas para as brasas. Um dos moços observa a criança, enquanto o outro volta os olhos para a mãe. Eles usam calças justas ao corpo, dando destaque à genitália, o que era um costume da época. Gigantescas árvores levantam-se à direita do grupo.

A paisagem, que se descortina ao fundo, é notável, principalmente pela capacidade do pintor em criar artifícios composicionais para mostrar distância entre ela e a cena. Além do palácio, ela também é composta por árvores, rio, estrada e colinas ondulantes. Também é possível notar, à direita, um homem trabalhando na terra e um soldado mais atrás, com sua brilhante armadura e escudo.

Obs.: Presume-se que o grupo central, incluindo os dois jovens, assim como a paisagem, foi pintado por Giorgione, cabendo o restante a seus assistentes, como se pode comprovar pela qualidade do desenho e do colorido.

Ficha técnica
Ano: c. 1505
Técnica: óleo em painel
Dimensões: 89 x 72 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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Giuseppe Arcimboldo – QUATRO ESTAÇÕES / QUATRO ELEMENTOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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   (Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

O Verão é quente e seco, como o Fogo. O Inverno é frio e molhado, como a Água. O Ar e a Primavera são ambos quentes e molhados, e o Outono e a Terra são frios e secos. (Giambattista Fonteo)

As alegorias referentes às Quatro Estações e aos Quatro Elementos não foram invenções de Giuseppe Arcimboldo. A novidade encontrava-se na forma como o artista representou-as, ou seja, em forma de cabeças, embora antes dele já houvesse cabeças compostas com diversos objetos, mesmo antes do Renascimento. A pintura criativa, engenhosa e cheia de detalhes do artista é que fez toda a diferença.

O famoso pintor italiano Giuseppe Arcimboldo pintou a primeira série das Quatro Estações, composta por “Primavera”, “Verão”, “Outono” e “Inverno” em 1563, quando se encontrava a serviço do Imperador Fernando I. Infelizmente o “Outono” dessa primeira série perdeu-se. Mas o pintor fez outras séries com pequenas diferenças, mas todas elas dotadas do mesmo nível de qualidade e criatividade.

O tamanho das quatro telas de Quatro Estações é igual e todas ostentam uma guirlanda de flores em volta da figura. A grinalda possui forma retangular e mostra-se bem diferente do estilo das pinturas. Existe a hipótese de que tenha sido agregada à tela mais tarde. O fundo escuro das telas dá projeção às figuras. Há muitas simetrias simbólicas nas quatro composições. As cabeças encontram-se de perfil, duas voltadas para a direita e duas para a esquerda. Na ilustração do texto temos: “Verão e Primavera” e “Inverno e Outono”.

Depois vieram os Quatro Elementos, compostos por “Água”, “Fogo”, “Terra” e “Ar”, sendo que os dois últimos não foram ainda localizados. Também são obras famosas do pintor: “O Advogado”, “O Cozinheiro” e “O Escanção”, estando as duas últimas perdidas. Assim como nas telas relativas Às Quatro Estações, as pinturas referentes aos Quatro Elementos são pintadas sob a forma de uma cabeça em perfil.

Para Giambattista Fonteo — ajudante e amigo de Arcimboldo — as séries Quatro Estações e Quatro Elementos possuem várias características comuns, a começar pelo número quatro e pelas características pares: frio/quente, molhado/seco.

Por ocasião do Ano Novo os súditos do Imperador presenteavam-no. E em 1569 o Imperador Maximiliano II recebeu de Arcimboldo as séries Quatro Estações e Quatro Elementos, acompanhados de um poema (com 308 estrofes) de Giovanni Battista Fonteo, amigo e ajudante do artista, relativo aos quadros, o que reforça a ideia de que esses foram feitos para o Imperador que muito os apreciou, inclusive postando-os em seu quarto de dormir. Também reafirma a suspeita de que a arte de Arcimboldo estava correlacionada com a vida na corte, podendo ser explicada em termos de “alegorias imperiais”.

A composição dessas séries, sempre pedidas pelo Imperador, a quem servia o artista, reafirmou o talento de Giuseppe Arcimboldo como pintor, tornando-o muito conhecido em sua época. Tem sido motivo de estudo até os dias de hoje, no que diz respeito à história do pensamento humano, levantando uma série de abordagens. É preciso levar em conta, sobretudo, que na corte em que vivia Arcimboldo havia um grande número de intelectuais, alquimistas e mágicos, havendo, portanto, no século XVI, uma grande proximidade entre as artes e aquilo que se tinha como as ciências da época.

Nota: conheçam as obras acima em detalhes, aqui neste blog, procurando no ÍNDICE GERAL por MESTRES DA PINTURA  e depois pelo nome do pintor.

Fontes de pesquisa:
Arcimboldo/ Editora Paisagem
https://www.nga.gov/exhibitions/2010/arcimboldo/arcimboldo_brochure.pdf

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Guignard – SUA ARTE E A COR

Autoria do Prof. Pierre Santos

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Fiz um trabalho sobre a arte em Belo Horizonte, desde a instalação da Capital até Guignard e os seus alunos imediatos, mas parei por aí. Também lecionei durante muitos anos na Escola de Belas-Artes e a minha primeira aula, a cada semestre, era sobre o artista, para que os alunos conhecessem a dimensão e a importância de sua obra.

 A primeira vez que fui com Guignard a Ouro Preto, ele me levou à igreja de São Francisco de Paula. “Olha essa vista!”. Então desceu comigo, fomos para frente da igreja de Nossa Senhora do Pilar. O interessante em Guignard era o seguinte: escolhia o lugar e pintava vários quadros. Outro dia saía a pé, sem o cavalete, sem nada. Ia procurar novos rumos, outras referências paisagísticas. Ele sempre achava o que queria.

Guignard falava assim: “Tem uma Ouro Preto que ninguém jamais viu.”. Fiz várias viagens a Ouro Preto com ele. Geralmente nos hospedávamos no Hotel Toffolo. Quando ele ia sozinho, ficava na casa de amigos como a de Theódulo Pereira ou a da Lili Corrêa de Araújo, o Pouso Chico Rey. Ele despertava um encantamento, exercia um fascínio sobre intelectuais e alguns segmentos da sociedade. Mas ninguém vendia arte no Brasil, muito menos Guignard. O Di Cavalcanti, com uma obra fantástica, morreu 10 anos depois dele, praticamente na miséria. Ele gostava muito do Jefferson Lodi, do Wilde Lacerda, do Vicente Abreu.

Os pintores brasileiros de que muito falava eram Clóvis Graciano e Di Cavalcanti. Do Portinari ele nunca me falou. Tenho a impressão de que achava o seu jeito de fazer arte, meio acadêmico, meio preso. Ele ouvia muita música enquanto pintava. Adorava Mozart e Brahms. Também me lembro de Guignard solfejando alguma coisa de música popular. Tinha uma música que cantava de vez em quando: “Se a noite for chegando… eu me perdi no deserto…” Era mais ou menos assim: “Sabiá laranjeira, ouço o teu cantar bem perto…” É uma música antiquíssima, folclórica.

A arte de Guignard perdeu um tanto da cor, da tinta que ele punha. Sua pincelada foi ficando cada vez mais rala, mas era um efeito proposital. Todo mundo achava que ele estava poupando tinta. O Roberto Marinho soube disso e mandou para ele toneladas de tintas, das várias marcas que utilizava para pintar. Ele gostava muito da tinta Laurrilt, que era francesa. Mesmo assim, Guignard continuou a pintar dessa forma até o fim da vida. E a sua arte ganhou em dramaticidade, embora tenha perdido um pouco o impacto da cor. Ficou muito dramática, claro e escuro como as paisagens de Ouro Preto. Os últimos autorretratos são trágicos. Ele estava sentido a aproximação da morte, coisa impressionante.

Obs.: Ouça a música Sabiá Laranjeira, autoria de Dércio Marques:

 https://www.ouvirmusica.com.br/dercio-marques/1902336/

Nota: Floresta Tropical [Entardecer], Alberto da Veiga Guignard (1938), obra destruída em incêndio, agosto de 2012, pertencia ao marchand e colecionador Jean Boghici.

 

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