El Greco – CAVALHEIRO DA MÃO NO PEITO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Cavalheiro da Mão no Peito é uma das obras-primas de El Greco, exímio retratista, para quem o rosto, responsável por expandir a beleza interior, as mãos finas, que indicavam pureza, e o olhar veemente, cujo objetivo era refletir a alma, eram as partes do corpo mais importantes a serem retratadas.

O personagem possui um olhar profundo e triste. A renda branca da gola da roupa contorna sua cabeça, enquanto a renda do punho circula a mão direita, postada sobre o peito, como se o cavalheiro estivesse numa atitude de juramento. A mão longa e fina traz os dedos anular e médio unidos, seguindo a convenção maneirista, personificando a retidão, a moderação e a generosidade.

Uma corrente de ouro desce pelo tronco do retratado, onde se prende uma grande medalha. Também encontra-se visível a parte superior de uma bela espada.

A personagem retratada é elegante e parece pertencer à fina estirpe. Vem sendo identificada como o marquês de Montemayor, escrivão supremo de Toledo.

Ficha técnica
Ano: 1578-1580
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 81 x 66 cm
Localização: Museu do Prado, Madri, Espanha

Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol

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DESOLAÇÃO INVERNAL…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Desolação Invernal perto da Estação Hamamatsu corresponde à 30ª estação da série 53 Estações de Tokaidô, obra do artista japonês Hiroshige.

Nesta estampa, o artista apresenta um grupo de pessoas, logo à primeira luz do dia, sob um frio rigoroso, esquentando-se, próximo a uma fogueira situada debaixo de um alto pinheiro.

Presentes no local estão:

• um camponês de pé e de costas para a fogueira, com as roupas levantadas para aquecer as costas e as nádegas, enquanto fuma;
• um segundo camponês, de cócoras, com as mãos direcionadas para a fogueira, no intuito de aquecê-las;
• um terceiro camponês, bem próximo ao tronco do pinheiro, de frente para o observador, e, que também parece fumar;
• um quarto camponês, assentado e encolhido, de costas para o observador;
• um viajante, de pé, de frente para o observador, bem agasalhado, usando um enorme chapéu que esconde seu rosto;
• uma mulher, de pé, de costas para o observador, carregando uma criança nas costas.

Os quatro camponeses estão com roupas leves, praticamente só com a parte de cima, como os braços de fora, penando com o rigor do inverno.

A planície gelada está dividida em duas partes pelo pinheiro e pela grossa nuvem de fumaça que levanta da fogueira. Ao fundo, muitas árvores estão despidas de suas folhas. Mais distante, tem-se a visão de um castelo.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1832-1834
Dimensões: 22,7 x 34,8 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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El Greco – JOVEM ACENDENDO UMA VELA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Jovem Acendendo uma Vela, também conhecida como O Assoprão, foi realizada para o cardeal Farnese.

 O jovem modelo é o mesmo do quadro Macaco, Jovem Acendendo uma Vela e Homem. Essa obra foi pintada quando o artista encontrava-se em Roma, época em que teve início o seu interesse pela aplicação da luz artificial em suas obras. Observem o reflexo da luz da vela e do tição em brasa em todo o corpo do garoto, excepcionalmente em seu rosto.

 Ao contrário de suas demais composições, que apresentam vários temas, esta possui um único: o garoto acendendo a vela num tição em brasa, que ele sopra vigorosamente.

 Ficha técnica
Ano: 1575
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 61 x 51 cm
Localização: Nova York, Manhasset, EUA

 Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol

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GOLPE – O PAQUERADOR DE SHOPPING

Autoria de Alfredo Domingos

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Há relatos em demasia sobre a aproximação de indianos com mulheres do mundo inteiro, em especial envolvendo as brasileiras, com o fito de os primeiros obterem vantagens. Isso está muito bem enfocado e alertado em dois importantes textos da Lu Dias, aqui no blog Vírus da Arte & Cia. – “Índia – golpe da união com estrangeiras” e “Índia – mulher estrangeira x indiano”.

Existem artimanhas das mais variadas para a aproximação, praticadas pelos homens estrangeiros, conforme as próprias mulheres têm apresentado. Deduz-se que a intenção principal não é o amor ingênuo, e sim algum tipo de ganho financeiro ou de oportunidades. Essa apelação, aproveitando, talvez, a solidão momentânea da mulher é extremamente desagradável, desrespeitosa, e também com contornos de delito provenientes dos golpes que provavelmente serão aplicados. Considerando essa situação, exponho outro tipo de golpe conduzido fora das conexões internacionais, bem perto, ali na esquina.

O agente principal da farsa já é conhecido como o “paquerador de shopping”. E, infelizmente a “trama” é verdadeira, sendo a vítima uma pessoa da nossa amizade. Diga-se, a princípio, que a área de atuação abrange alguns shoppings, com mudanças frequentes, para não dar na pinta, imagina-se. De passagem, vale comentar que o shopping é excelente cenário para a atividade da conquista. Ali encontramos ambiente mágico, luzes feéricas, alegria em excesso e facilidade para obter alguma coisa ou, até mesmo, uma pessoa. Normalmente, não se sai do shopping de mãos vazias, podemos carregar também as mãos alheias, agarradinhas.

Há toda uma preparação por parte do “artista” (verdadeiro ator na arte de engabelar as mulheres). Roupas apertadas, de garotão. Cabelo arrepiado com auxílio de gel. Tênis coloridos. E para fechar o visual, carrega a inseparável mochila. Isso sob as mais de quatro décadas que o cidadão já percorreu, ostentando uma feiura quase inigualável, o que surge como incrível. Os seus procedimentos eficazes são o posicionamento estratégico no alto da escada rolante e a forma de abordar as incautas. É reconhecido como um especialista no ofício.
O aproveitador utiliza um ingrediente que tem tudo para garantir o sucesso da empreitada – a boa observação, conduzida de cima, sobre as mulheres que sobem, desprevenidas, na escada em movimento. A presa, para o bote, deve aparentar estar solitária ou em dificuldades, com a tristeza aparente, e, em consequência, no estado de carência. Exatamente dessa forma, aconteceu com a tal nossa amiga. Havia sido arrancada recentemente de um casamento de meia dúzia de anos. O ex-marido, ao despertar-se no que se transformou num mau dia, disse-lhe apenas:

– O nosso casamento já deu, e após o café da manhã tirarei o time de campo.

Ironicamente, a raiva aumenta quando ela se lamenta por ainda ter fornecido o “breakfast”. Fazer o quê?! Revestida de profunda mágoa e sem um companheiro, a amiga converteu-se em fácil conquista para o “paquerador”.

Numa segunda-feira insossa, à tarde, calçando surradas sandálias de borracha, sem preparo algum para colóquio amoroso, foi pega de surpresa pelo galanteador, que do seu posto de vigilância disparou sentença irresistível:

– Chegou a “deusa da tarde”! Desculpe-me, mas tinha que lhe dizer o quanto fiquei fascinado! Não consegui ficar calado.

A fala constituiu-se em jogada de mestre! A abordada não ofereceu resistência. Daí, sem demora, houve um convite para o cafezinho, que foi aceito de bom grado. Em decorrência do papo de cerca-lourenço, marcaram novo encontro. Rápido, assim! À primeira vista, ele é gentil, cheio de rapapés. Sem dúvida, sabe cortejar as mulheres. Trata-se de profissional! Falando em profissional, cabe inserir a sua profissão, segundo o próprio: atividade liberal “free lancer”. Que maravilha, hein? É um tudo, tendendo a nada! Ocorreram encontros, todos sem muito gasto, o mínimo de despesa, porém, recheados de carícias, palavras melosas e outras coisas íntimas! Todavia, uma decisiva pedra estava para ser mexida no tabuleiro da oportunidade. Aquela do xeque-mate!

O amigo revelou-se incomodado por não poder se dedicar inteiramente a ela, confessou a paixão. Mas para colocar tudo em pratos limpos precisava, “por decência”, abrir o jogo e contar detalhes sensíveis da sua vida. Mentira ao afirmar que morava sozinho. Alegou que aturava, com pena, uma pobre ex-esposa, doente mental, que necessitava de cuidados. Mas a situação era muito ruim para ele, pois não se concentrava no trabalho, em função dos desvarios da criatura, além das demandas da doença. Precisava tomar uma decisão firme e sair de casa para canalizar o seu amor somente nela, a namorada, e ter sossego para produzir o sustento, que estava sendo deixado de lado. Acrescentou que atravessava difícil situação financeira, por tudo que foi contado, não dispondo de condições para arcar com as despesas de aluguel, etc.

Para resumir, a nossa amiga compadeceu-se e ofereceu, inicialmente por um curto período, acolhimento no seu apartamento. Para ele, muito melhor a emenda do que o soneto, claro! Em um mês, mais ou menos, o sabido estava aboletado não somente na residência, mais em tudo o mais, inclusive no carro! Sujeito bem-sucedido este! Outras necessidades foram sanadas. Tratamento dentário. Uma antiga dívida. E a tão sonhada cirurgia oftalmológica, nunca resolvida. Coitado, concentrava problemas demais! Contudo, o fim acaba chegando para tudo. Depois de seis meses, instalado com todas as mordomias, sem comparecer com um real que fosse, a minha amiga, finalmente, percebeu o conto do vigário. Revoltada com a vida mansa do sujeito e o pouco afeto por ele dedicado ultimamente, indicou-lhe a porta da rua para a saída definitiva, em busca de outro pouso ou de alguém mais bobo que permitisse a continuação da “farra”.

Parece, contudo, que o esperto não se emendou. Dia desses, foi visto em ação, cortejando outra desavisada, com a mesma cara de pau, desfazendo-se em mesuras. Fica o providencial alerta: mulheres, atenção, o “paquerador de shopping” está solto!

Nota: Imagem de www.torange-pt.com

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ESTAÇÃO MARIKO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Estação Mariko faz parte da 21ª estação da série 53 Estações de Tokaidô, do artista japonês Hiroshige.

A composição apresenta uma cena de rua. Dois homens estão assentados num banco, de frente para um restaurante, sendo servidos pela dona do local, uma senhora idosa. Eles comem uma sopa feita com inhames da montanha.

Ao lado esquerdo do restaurante, um árvore com flores brancas sinaliza a primavera, assim como a ameixeira, em frente, com suas flores avermelhadas, próxima a uma casa com telhado amarelo.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1841-1842
Dimensões: 19,8 x 31,9 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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El Greco – COROAÇÃO DA VIRGEM

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Coroação da Virgem é uma das muitas versões deste tema, feitas pelo artista El Greco.

A Virgem encontra-se em seu trono, feito de nuvens, tendo aos pés a lua crescente, sustentada por três anjinhos. Ela está sendo coroada pela Santíssima Trindade: o Pai, à sua esquerda; O Filho, à direita e o Espírito Santo, em forma de pomba, acima da majestosa coroa, tendo atrás de si um foco de luz dourada.

Anjos e querubins observam a cena da coroação da Virgem.

Ficha técnica
Ano: 1590-1591
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 90 x 100 cm
Localização: Museu do Prado, Madri, Espanha

Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol

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