El Greco – PURIFICACAÇÃO DO TEMPLO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Purificação do Templo, também conhecida como Expulsão dos Mercadores do Templo, é baseada na passagem dos Evangelhos que narra a presença de Jesus no Templo, inconformado com os vendilhões que ali se encontravam.

El Greco, que fez desta obra duas versões anteriores, demonstra o seu grande conhecimento no desenho de arquitetura e perspectivas geométricas, embora o emprego dos contrastes cromáticos ainda deixem a desejar. É a primeira obra que adota totalmente o estilo veneziano.

É possível observar no Templo, um grande número de vendilhões, composto por homens e mulheres com os seios à vista. As pessoas encontram-se assustadas e agitadas em volta de Cristo, muitas delas tentando se proteger das chicotadas. Espalhados pelo chão estão gaiolas e cestos com animais.

Ficha técnica
Ano: 1570-1572
Técnica: têmpera sobre painel
Dimensões: 65 x 83 cm
Localização: Galeria Nacional, Washington, EUA

Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol
Pintura na Espanha/ Jonathan Brown

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SHURA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Shura faz parte da série 69 Estações de Kisokaidô e corresponde à 40ª estação, obra do artista japonês Hiroshige.

Diante de uma chuva repentina, um grupo de viajantes procura abrigo debaixo do telhado de um pequeno santuário xintoísta, situado à beira da estrada.

Dentro do santuário já se encontram dois peregrinos budistas, reconhecidos através dos chapéus em forma de colmeia.

Outro viajante escreve seu nome nos postes do santuário, como era tradição à época, ainda que sua visita fosse forçada pelo temporal. Dois samurais, carregando suas espadas, correm em direção ao lugar.

Mais distante, em direção oposta aos personagens mencionados, dois homens, parcialmente encobertos pela chuva, estando um a cavalo e outro a pé, protegem-se com capas.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1837-1842
Dimensões: 22,5 x 35 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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El Greco – ASSUNÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O quadro Assunção foi encomendado a El Greco para ornamentar a Capela Oballe, na Igreja de São Vicente, e se trata de uma das últimas obras do pintor. Ao receber a encomenda, o artista exigiu que fosse verticalmente maior, a fim de que pudesse alongar suas figuras, características peculiares ao seu estilo.

 Na parte inferior da composição, está a cidade de Toledo, numa forma espectral, à luz da lua, cuja metade encontra-se encoberta pelo primeiro anjo, cujos pés parece tocar um monte de rosas e açucenas. Esse enorme anjo, com seu manto amarelo dourado e com suas imensas asas abertas, de costa para o observador, parece empurrar para cima a figura majestosa de Maria e seu séquito de anjos, passando a impressão de que tudo se encontra em movimento ascendente.

 Acima da Virgem, que ocupa o centro da tela, está o Espírito Santo, em forma de pomba, enviando-lhe raios de luz. À direita e à esquerda de Maria, anjos instrumentistas recebem-na em sua morada celestial. A pomba está cercada por inúmeros querubins, dos quais se destacam apenas a cabeça e as asinhas.

 A Virgem, que tem as duas mãos cruzadas no peito, mostra o seu distanciamento da vida terrena, permanecendo totalmente em êxtase, com os olhos levantados para o alto, como se estivesse a observar o Espírito Santo acima dela.

 Para muitos críticos de arte, El Greco, nesta composição, coloca-se muito distante da realidade, tal e o exagero visto nas torções e nos alongamentos das figuras.

 Ficha técnica
Ano:1607-1613
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 347 x 174 cm
Localização: Museu de Santa Cruz….

 Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol

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KARUIZAWA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Karuizawa faz parte da série 69 estações de Kisokaidô e corresponde à 19ª estação, obra do artista japonês Hiroshige.

Já é o final da tarde, quando um viajante a cavalo, juntamente com seu criado, chega à estação Karuizawa.

O criado, abaixado perto de uma fogueira, de costas para o amo, acende seu cachimbo. Por sua vez, o cavaleiro pede fogo ao passante para acender o seu.

A fogueira, com sua grossa nuvem de fumaça branca ilumina parte da árvore, deixando a outra mais escura. E a lanterna de papel que o cavaleiro leva dependurada em sua sela, ilumina parte da bagagem.

Um pouco mais distante encontra-se outra fogueira. À frente são vistas algumas casas e, à esquerda, está o monte Asama.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1837-1842
Dimensões: 22,6 x 34,8 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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El Greco – MACACO, JOVEM ACENDENDO UMA VELA E HOMEM

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição de El Greco denominada Macaco, Jovem Acendendo uma Vela e Homem tem o seu significado oculto até os dias de hoje. Nenhuma das hipóteses aventadas conseguiram elucidar sua interpretação iconográfica.

No quadro estão presentes um homem, um garoto e um macaco. O menino tenta acender uma vela com uma brasa, único foco de luz da composição, que clareia especialmente o rosto do garoto e sua mão direita, dando à tela um efeito de claro-escuro.

O modelo central é o mesmo do quadro Jovem Acendendo uma Vela. O garoto tenta acender a vela, usando um pedaço de madeira em brasa, assoprando-o com visível força. O mais engraçado é que até o macaco parece estar soprando, torcendo para que a vela acenda, enquanto o homem, à direita, com seu chapéu vermelho, ri da cena.

Ficha técnica
Ano: 1577
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 49 x 64 cm
Localização: Museu do Prado, Madri, Espanha

Fonte de pesquisa
El Greco/ Editora Girassol

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GOLPES – COMO ESTÁ DIFÍCIL SER GENTIL!

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Em tempos idos, uma das boas qualidades a serem ditas sobre alguém é que a pessoa era “gentil”. Esta palavrinha tão modesta no número de letras e de apenas duas sílabas encerrava um mundaréu de preciosidades: nobreza, afabilidade, generosidade, cavalheirismo, delicadeza, graciosidade, cortesia, amabilidade, boa educação, civilidade, atenção, cortesia, sensibilidade, deferência, discrição, polidez, sociabilidade, e por aí vai. Mas longe estão os tempos em que se primava por ser “gentil”. Os tempos de hoje são outros, de modo que “gentileza” passou a significar também “ingenuidade”.

O leitor deve estar achando que eu me levantei de ovo virado e que briguei com o mundo. Nada disso. Sou uma pessoa otimista por natureza, mas sempre movida pela razão. Não há mais como negar que uma parte da humanidade tornou-se tão astuta, ardilosa e dissimulada que obrigou a outra a botar a “gentileza” em fuga, de modo que, mais uma vez na história humana, o mal faz um grande estrago, impedindo a evolução espiritual de nossa espécie. O meu desabafo tem razão de ser. Vou expô-lo.

Nós, brasileiros, somos vistos em todo o mundo como um povo hospitaleiro, alegre e “gentil”. Alegram-me muito tais qualidades, pois isso significa que prezamos a vida e dividimos com os outros a nossa sede por um mundo melhor, centrado na comunhão com todos os povos, uma vez que somos parte de um todo. E dentro de nosso país, nós, mineiros, carregamos com grande honra o elogio de sermos um povo “gentil”. Sem nenhum apego ao bairrismo, digo que é verdade. Se nos pedem uma orientação para um determinado endereço, por pouco não levamos a pessoa ao local de destino. Só para ilustrar o que digo, num dia chuvoso, um meu amigo de outro Estado ficou encabulado ao dar sinal para um táxi, esse parar, e o motorista explicar que não poderia levá-lo, pois já fora chamado pelo telefone. O taxista perguntou-lhe então qual era o seu destino e lhe deu uma carona até onde os caminhos de ambos divergiam. Mesmo o meu amigo querendo dar ao cavalheiro taxista uma gorjeta, pois o cronômetro estava parado, esse não aceitou. Mas, por que não podemos continuar sendo assim, generosos?

Hoje, recebi de uma amiga o alerta sobre um novo golpe no país. Espertalhões estão colocando uma criança chorando, na rua, carregando um papel com um endereço, como se estivesse perdida, pedindo que a leve ao endereço indicado. Estão também usando idosos como isca. No endereço mostrado estão eles, os bandidos, à espera da alma que fez aquela boa ação. E, como “prêmio” ela é roubada ou sequestrada. Adverte-me a minha boa amiga Esther: “Não ofereça ajuda à criança ou ao idoso, ainda que seja até à esquina seguinte, mas chame a polícia (190), que irá ao encontro dos meliantes.”.

Notícias dão conta de que tal modalidade de assalto tem sua origem na cidade de São Paulo ou na do Rio de Janeiro, e, que vem se espalhando como praga por todo o país. Mas isso não vem ao caso, pois malfeitores estão espalhados por todos os cantos do país e do mundo. O melhor mesmo é se prevenir. Mas, por que fazem isso com a generosidade que há em nós? Por que coagem crianças e idosos, seres tão indefesos? Até quando?

Obrigada, Ester, pelo alerta!

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