A CASA DE CHÁ NIKENJAYA…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa A Casa de Chá Nikenjaya perto do Santuário de Hachiman em Fukagawa faz parte da série Restaurantes de Primeira Classe e Casas de Chá em Edo (atual Tóquio), obra do artista japonês Hiroshige.

 A burguesia da época procurava sempre as casas de chá e os restaurantes mais famosos. A estampa mostra a Casa de Chá Nikenjaya, que ocupava dois edifícios. No meio da composição está um jardim com palmeiras. Ali, estão representadas duas cortesãs com suas sombrinhas abertas, abrigando-se de uma chuva passageira.

 Na entrada do portal do Santuário Hachiman há uma lanterna de pedra de cada lado. À sua esquerda, duas pessoas conversam e, à direita, encontra-se uma terceira figura.

 Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1835-1842
Dimensões: 22,1 x 35 cm

 Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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PRODUTOS ORGÂNICOS X CONVENCIONAIS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Este é um tema que merece algumas reflexões. O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos e, desde 2008, está na liderança como um dos maiores consumidores desses produtos químicos, cabendo a cada brasileiro (imagine!) uma ingestão média de 5,2 litros de veneno agrícola por ano. O dado foi divulgado durante o Dia Internacional da Luta contra os Agrotóxicos. Sem agrotóxico, baixa a produção. Com a cultura orgânica, mais saúde, porém ela não é acessível a todos. O que fazer?

O emprego de aditivos químicos para elevar a produtividade das lavouras é muito antigo. Data de milênios, conforme os manuscritos chineses. Entretanto, os agrotóxicos industriais somente começaram a ser utilizados durante a Segunda Guerra Mundial.

A maioria dos especialistas da área chegou ao consenso de que a aplicação controlada de fertilizantes e defensivos agrícolas não causa danos à saúde, “não existindo pesquisas científicas conclusivas que atestem que a ingestão dessas substâncias, em pequenas doses através dos alimentos, causem males à saúde” –  palavras dos defensores do agronegócio. No entanto, o que preocupa esses mesmos especialistas é o uso indevido e/ou abusivo desses produtos químicos por parte dos produtores, o que pode causar efeitos crônicos em longo prazo, como determinados tipos de câncer, diminuição da fertilidade (redução do número de espermatozoides) e até a má formação de fetos.

Os ambientalistas, por sua vez, querem o fim da pulverização aérea de agrotóxicos, medida já praticamente banida em toda a Europa, além do fim da isenção fiscal para esses produtos. Na pulverização aérea, uma pequena parte do agrotóxico cai na planta. O restante deposita-se no solo e na água. Em outras palavras, essa prática traria mais prejuízos do que benefícios.

Na agricultura orgânica não se utiliza agrotóxicos. Para controlar pragas e insetos, os agricultores lançam mão do controle biológico, ou seja, a utilização de insetos predadores, micro-organismos e plantas que combatem os pulgões, lagartas e moscas que atacam as plantações. Esse é o olhar do cultivo orgânico.

Então, o que fazer? Se puder, recomendo os orgânicos, claro! Quando não for possível consumir apenas produtos orgânicos, seja pelo preço proibitivo ou pela falta de oferta, algumas atitudes podem minimizar a ingestão de insumos artificiais junto com os alimentos.

Uma delas é comprar apenas produtos de época. Fora da estação adequada é quase certo que uma fruta, verdura ou legume tenha recebido cargas maiores de agrotóxicos. Também é sempre mais seguro comprar produtos de sua região. Alimentos que percorrem longas distâncias, normalmente são pulverizados pós-colheita, e possuem alto nível de contaminação.

Embora não se possa eliminar completamente os agrotóxicos, medidas como retirar as folhas externas das verduras, lavar todos os alimentos em água corrente e mergulhá-los em uma solução de água com vinagre ajudam a retirar parte desses contaminantes.

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VISTA DA RUA NIHONBASHI

Autoria de Lu Dias Carvalho

viruniA estampa Vista da Rua Nihonbashi faz parte da série 100 Vistas Famosas do Edo (atual Tóquio), obra do artista japonês Hiroshige.

A Rua Nihonbashi faz parte do bairro dos comerciantes de algodão. Por ela várias pessoas transitam: cortesãs, gueixas, carregadores, senhor feudal e seu séquito, vendedores, etc., com seus chapéus e sobrinhas.

À direita da rua, um homem vende melões, enquanto, atrás dele, outro sujeito, com a barriga e pernas de fora, leva um tabuleiro cheio de caixas de talharim.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1858
Dimensões: 33,9 x 22,4 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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PONTE SETA À LUZ…

Autoria de Lu Dias Carvalho

ponseluA estampa Ponte Seta à Luz do Final da Tarde faz parte da série Oito Vistas da Província de Ômi, e se trata, sem dúvida, de uma das obras mais admiráveis do artista japonês Hiroshige.

 O sol ainda ilumina a tarde que cai. A ponte corta o rio de águas azuis. Muitas pessoas, incluindo carregadores e um homem a cavalo, estão a atravessá-la, nas duas direções.

 Na parte direita da estampa, três barcos, com dois canoeiros em cada um, remam em direções contrárias. Ali também se encontra um barco à vela. Na margem direita são vistas três figuras humanas.

 Na parte esquerda da estampa, sete barcos à vela navegam, três mais próximos e quatro mais ao longe. É possível observar o telhado de várias casas.

 A ponte de Seta passa acima de uma ilhota, para onde se dirige um dos barcos, e ali parece se encontrar várias pessoas.

 Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1857
Dimensões: 34 x 22,5 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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JOHN LENNON E YOKO ONO – ÚLTIMA FOTO

Autoria de Lu Dias Carvalho chico1

Por que ninguém me avisou que John seria levado embora? É nisso que penso quando vejo essa foto. (Yoko Ono)

Você retratou nosso relacionamento exatamente como ele é. Prometa para mim que esta imagem vai ser a capa. (John Lennon)

A fotógrafa estadunidense Annie Leibovitz tornou-se conhecida por fotografar  pessoas famosas, mas jamais poderia imaginar que iria tirar a última foto profissional de John Lennon, que foi assassinado naquele mesmo dia.

Durante 10 anos, Annie trabalhou como chefe de fotografia da afamada revista Rolling Stone, sendo responsável por 142 capas. Transferiu-se para a Vanity Fair e depois para a Vogue. Publicou seis livros de fotografias. Teve uma relação homoafetiva com a escritora, crítica de arte e ativista, também estadunidense, Susan Sontag, que durou até os últimos anos de vida dessa.

A revista Rolling Stone havia pedido à fotógrafa Annie Leibovitz uma foto de John Lennon sozinho, mas o cantor exigiu que Yoko Ono, artística plástica japonesa e sua mulher, também participasse. Na época, era um dos casais mais conhecidos em todo o mundo. A sessão de fotos com Lennon e Yoko aconteceu no apartamento luxuoso, onde moravam, no edifício Dakota, em frente ao Central Park.

Ao ver a foto acima, em meio a outras tantas, Lennon escolheu-a e pediu à fotógrafa que ela fosse publicada na capa da revista. Mas, como a gente faz um plano e a vida nos oferta outro, a foto foi realmente capa da revista Rolling Stone, mas na edição feita em homenagem póstuma ao ex-Beatle.

Na foto, Yoko está toda vestida, enquanto John apresenta-se nu, com sua pele branca em evidência, criando um grande contraste. A visão é de um Lennon mais fragilizado, dependente de uma mulher mais forte, como se fosse um bebê agarrado à mãe, envolvendo-a com o seu corpo, numa postura quase fetal.

Yoko, por sua vez, vestindo uma blusa preta de mangas e uma calça jeans, com seus longos cabelos escuros, tem apenas o rosto à mostra. O carpete de cor neutra, onde o casal encontra-se, destaca ainda mais a sua figura, dando a impressão de que seus cabelos soltos estão esvoaçando para cima e de que ela está se resvalando em direção ao chão.

John envolve com o braço esquerdo o rosto de Yoko e com o direito segura seus cabelos. De olhos fechados, deixa que seus lábios toquem suavemente a face esquerda de sua mulher, numa mostra de extremado carinho.

Yoko traz os braços dobrados sob a cabeça, como se entregasse seu corpo inteiramente aos afagos de Lennon. Contudo, seu rosto parece triste e distante. Seus olhos abertos parecem vagar para longe, como se captasse o que estaria por vir

No lado direito da foto, naquilo que parece um sofá, é possível ver um pedaço da calça jeans, provavelmente de Lennon.

O casal foi retratado poucas horas antes do assassinato de John Lennon, em 1980.

Nota:
Existem muitas controvérsias quanto à última foto de John Lennon. Mas, comercialmente falando, trata-se da que ilustra este texto, publicada na capa da revista Rolling Stone, feita por Annie Leibovitz no apartamento do casal.

Fontes de pesquisa:
Tudo sobre fotografia / Editora Sextante

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A PONTE SANJÔ-ÔHASHI EM QUIOTO

Autoria de Lu Dias Carvalho

Edo

A estampa A Ponte de Sanjô-Ôhashi em Quioto faz parte da série 53 Estações de Tokaidô, do artista japonês Hiroshige.

A Ponte de Sanjô-Ôhashi sobre o rio Kamo é a última estação da Estrada Costeira Oriental que ligava Edo à antiga capital imperial, Quioto.

A estampa mostra uma vista no início da noite. Ao fundo estão os montes Hiei e Higashiyama.

Atravessando a ponte encontram-se a escolta de um senhor feudal, carregadores e viajantes solitários. É possível observar que parte do rio está seca. A ponte está em diagonal em relação ao rio.

O artista usa a tradição da perspectiva aérea. Parte de algumas casas está visível, enquanto de outras só é possível ver o telhado.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1832-1834
Dimensões: 22,4 x 34,9 cm

Fonte de pesquisa:
Hiroshige/ Editora Taschen

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