Modigliani – NU SENTADO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor italiano Amedeo Modigliani é conhecido pela série de nus que ostenta em sua obra. Visivelmente sensuais, seus nus, contudo, não se mostram vulgares ou apelativos. Lembram os grandes mestres da pintura, muito apreciados pelo pintor: Ticiano, Ingres e Goya.

No quadro de Modigliani, Nu Sentado, a modelo tem o corpo levemente inclinado para a esquerda. Suas formas são proporcionais e harmoniosas. A cabeça, também reclinada para a esquerda, recosta-se no ombro. Seus cabelos negros e longos caem pelos ombros e costas, enquanto uma mecha desce em direção ao seio direito. Apenas parte de seu braço direito, apoiado na cadeira, apresenta-se visível. Seu rosto possui a forma oval e seus olhos encontram-se fechados sob sobrancelhas finas e arqueadas. A modelo traz as pernas juntas e a púbis forma um delicado triângulo. Sua mão esquerda mostra-se inacabada.

A composição de Modigliani apresenta uma ambientação bastante simples, fato peculiar ao artista, de modo que o olhar do observador é direcionado apenas para a figura.

Ficha técnica
Ano: 1916
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 92 x 60 cm
Localização: Courtauld Institute, Londres, Inglaterra

Fonte de pesquisa
Modigliani/ Abril Coleções

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ÁGUA – O BEM MAIS VALIOSO DA VIDA

Autoria de Dr. Telmo Diniz

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Composta por dois átomos de hidrogênio (H) e um de oxigênio (O), formando a molécula de H2O, a água é a principal substância para a manutenção da vida de todas as espécies. Ela corresponde a aproximadamente 70% da superfície terrestre e também o mesmo percentual do nosso corpo.

Apesar da abundância de água no planeta, é importante ressaltar que esse recurso natural deve ter seu uso racionalizado, visto que sua quantidade e qualidade estão sendo afetadas drasticamente em virtude das ações humanas, sobretudo pelas atividades industriais, expansão urbana, agricultura, mineração e uso doméstico inadequado. É neste último ponto que gostaria de falar um pouco mais.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia. Ou seja, gastamos o dobro de água, sem necessidade. É perda de dinheiro e de recursos hídricos. Portanto, é importante uma mudança de hábitos para preservar o bem mais valioso do planeta.

Dicas simples que todos podemos seguir incluem:
• O banho deve ser rápido. Cinco minutos são suficientes para higienizar o corpo. A economia é ainda maior se, ao se ensaboar, fechar-se o registro. Isto economiza 90 litros.
• Fazer a escovação dos dentes com a torneira fechada. Só isto pode evitar o desperdício de 11 litros em quem faz a higienização bucal por 5 minutos. A mesma economia se dá durante o barbear.
• O ideal é ter em casa bacia sanitária com caixa acoplada, que é mais econômica. Bacias com válvula gastam muitos litros de água a mais.
• Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe antes e, só então, abra a torneira. Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia.
• Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave poucas peças por vez.
• As plantas devem ser regadas durante o verão logo pela manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por rega.
• Adote o hábito de usar a vassoura, e menos a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum e que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 280 litros de água.

Devemos ter a consciência de que há um limite de água potável no nosso planeta e, que esse recurso é fundamental para a manutenção e desenvolvimento da vida. Sendo assim, temos que lutar pela preservação da água, mudando nossos hábitos e exigindo políticas de saneamento ambiental. Se cada um fizer sua parte poderemos ter água de boa qualidade por mais tempo, para nós e para as futuras gerações.

Nota: foto do australiano Bill Gekas, premiado e renomado fotógrafo de belas artes. Autodidata, sua admiração pelo trabalho de ‘velhos mestres holandeses’, como Rembrandt e Vermeer, influencia fortemente seu trabalho.

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Modigliani – MULHER COM GRAVATA PRETA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Mulher com Gravata Preta é uma das mais conhecidas obras do artista italiano Amedeo Modigliani.

A personagem é retratada a meio corpo, de frente para o observador, com a cabeça levemente retorcida. Seus olhos, vazios como os de uma escultura, parecem fugidios e melancólicos. Seus lábios fechados são vermelhos e suas bochechas rosadas. Os cabelos escuros, presos em um coque no alto da cabeça, apresentam algumas mechas caindo sobre a testa. As sobrancelhas são finas e desiguais, estando a da direita apenas pela metade. Deixar partes inacabadas era algo comum à pintura de Modigliani.

A figura usa uma blusa branca e uma longa gravata preta, que desce até a margem inferior da tela, sendo possível observar que foi feita com uma única pincelada. A parte inferior do corpo não possui o mesmo acabamento dado ao rosto, como se o pintor tivesse se cansado de sua obra. Além da modelo, nada há que possa chamar a atenção do observador.

O pintor deixa a sua assinatura à direita, na parte superior da tela.

Ficha técnica
Ano: 1917
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65,4 x 50,5 cm
Localização: Galeria Fujikawa, Tóquio, Japão

Fonte de pesquisa
Modigliani/ Abril Coleções

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LAWRENCE ANTHONY – A VIAGEM DOS ELEFANTES

Autoria desconhecida

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ALGO NO UNIVERSO – MUITO MAIOR E MAIS PROFUNDO QUE A INTELIGÊNCIA HUMANA. A VIAGEM DOS ELEFANTES PARA PRESTAR SUA ÚLTIMA HOMENAGEM – MAS COMO ELES PODERIAM SABER?

Um homem bom morreu de repente, e vindo de muito, muito longe, duas manadas de elefantes, sentindo que eles haviam perdido um amado amigo humano, moveram-se numa solene procissão fúnebre, para visitar a família enlutada na residência do falecido. Se alguma vez houve uma ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação de todos os seres, foi quando refletimos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem. O coração tão generoso e dedicado deste homem ofereceu a cura a esses elefantes, e agora eles vêm prestar sua carinhosa homenagem a seu amigo. (Leila Gal Berner)

Lawrence Anthony, uma lenda viva na África do Sul, autor de três livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes, valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas, entre elas o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdá durante a invasão dos Estados Unidos em 2003.

No dia 7 de março de 2012 Lawrence Anthony faleceu. Deixou saudades e é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e numerosos elefantes. Dois dias após seu falecimento, os elefantes selvagens apareceram em sua casa, guiados por duas grandes matriarcas. Outras manadas selvagens apareceram em bandos para dizer adeus ao seu amado amigo homem.

Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 12 milhas para chegar à sua residência sul-africana. Ao testemunhar esse espetáculo, os humanos obviamente ficaram abismados não apenas por causa da suprema inteligência e “timing” perfeito com que esses elefantes pressentiram o falecimento de Lawrence, mas também devido às profundas lembranças e emoções que os amados animais relembraram numa forma tão organizada. Caminharam lentamente, durante dias, marchando pelo caminho numa fila solene, desde seu habitat até à casa do amigo falecido.

Como os elefantes da reserva, pastando a milhas de distância em partes distantes do parque, poderiam saber da morte de Lawrence Anthony? Sua esposa, Françoise, estava particularmente comovida, pois os elefantes não haviam vindo a sua casa antes desta data, por bem mais de três anos, mas sabiam perfeitamente, aonde estavam indo. Os animais, obviamente, queriam apresentar suas sentidas condolências a seu amigo que havia salvado suas vidas e, tamanho era o respeito demonstrado, que ficaram por dois dias e duas noites sem comer absolutamente nada.

E assim, numa manhã, eles partiram para a sua longa viagem de volta.

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Modigliani – JEANNE HÉBUTERNE SENTADA…

Autoria de Lu Dias Carvalhomodi12345

O grande magnetismo do pintor italiano Amedeo Modigliani atraía as mulheres. Além disso, ele era um refinado cavalheiro. Na sua curta vida de apenas 35 anos, Jeanne Hébuterne, uma estudante de desenho, foi a companheira com quem viveu seus últimos três anos de vida. Dela pintou mais de 30 retratos.

Na composição Jeanne Hébutner Sentada com o Braço sobre o Espaldar, Modigliani mostra sua companheira sentada numa cadeira, de frente para o observador, ao lado de uma porta de mogno, fechada. Atrás de si, existe apenas uma parede acinzentada.

O braço esquerdo de Jeanne encontra-se escorado no espaldar da cadeira, enquanto o direito descansa sobre seu colo. Seu pescoço é longo e ligeiramente deformado, e o rosto, de formato oval, possui olhos amendoados azuis-claros, que não apresentam pupilas. A cabeça, pequena em relação ao conjunto do corpo, está levemente inclinada para a direita. Os cabelos, presos num coque no alto da cabeça, tocam a parte superior da tela.

A figura é desenhada com linhas curvas e finas. Possui mãos enormes e alongadas. Como é comum nos retratos do artista, os modelos estão sempre inertes, sem denotar nenhuma ação que não seja a de posar para ele. Jeanne parece distante e enigmática.

Jeanne conheceu Modigliani quando tinha 19 anos e, aos 21 já estava morando com ele, quando ficou grávida. No ano seguinte sobreveio nova gravidez. Mas, com a morte do companheiro, Jeanne não suportou o baque e se suicidou aos 22 anos de idade, grávida de nove meses. Foi enterrada sob a mesma lápide do companheiro, onde jaz o epitáfio “… companheira devotada até no sacrifício extremo”.

Ficha técnica
Ano: 1918
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 65 cm
Localização: Norton Simon Museum, Pesadena, EUA

Fonte de pesquisa
Mondigliani/ Abril Coleções

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Modigliani – PAUL ALEXANDRE SOBRE FUNDO VERDE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição de Amedeo Modiglian,i denominada Paul Alexandre sobre Fundo Verde, demonstra o grande talento do artista italiano, exímio conhecedor da história da arte.

A figura está vestida de acordo com as regras da moda burguesa, à época. Por sua posição, com a cabeça quase tocando a margem superior da tela, vê-se que o médico foi retratado de um ponto de vista um pouco rebaixado. Às suas costas, descortina-se um fundo verde-garrafa. A mão esquerda, colocada na cintura, compactua com a expressão orgulhosa do retratado, enquanto a direita estende-se ao longo do corpo. Embora tenha suas proporções levemente alongadas, seu corpo apresenta-se esbelto e natural.

O contexto em que se insere o personagem não faz exceção aos outros retratos do artista, em que os detalhes são usados com muita sobriedade. Na composição estão presentes: uma cortina vermelha, à direita da figura e, na parede, junto ao ombro esquerdo de Paul, um quadro com uma pintura apenas esboçada, identificada como A Judia, obra do mesmo artista. Modigliani retratou seu amigo como um homem que se veste apuradamente, cheio de sensatez e inteligência e com um ar meio cínico. E, como era comum às obras do artista, esta também se mostra inacabada. Não há assinatura na tela e a mão direita do retratado encontra-se incompleta.

Paul Alexandre, médico e colecionador de artes, foi muito importante na vida de Modigliani. Além da profunda e sincera amizade que os unia, ele admirava, encomendava e comprava sua arte, ajudando-o a se sustentar durante muitos anos. Essa amizade só se rompeu, quando o médico foi convocado para participar da Primeira Guerra Mundial. Mesmo tendo retornado da guerra, os dois amigos não mais voltaram a se encontrar.

Ficha técnica
Ano:1909
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 100 x 81 cm
Localização: Museu de Arte Fuji, Tóquio, Japão

Fonte de pesquisa
Modigliani/Abril Coleções

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