TRANSTORNOS DE ANSIEDADE MAIS COMUNS

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A ansiedade é comum a todos os seres humanos. Trata-se de uma reação natural de seu organismo e faz parte do instinto de sobrevivência: “lutar ou fugir”. Quando passageira e em razão de algum acontecimento estressante, ela o ajuda a ficar mais alerta através da liberação dos hormônios do estresse, sem lhe causar danos. Contudo, quando a sensação de apreensão ou pavor é de longa duração e sem nenhuma causa aparente traz efeitos ruins para o corpo e a mente.

É muito comum que pessoas com ansiedade também desenvolvam depressão, pois ambas as doenças estão interligadas, sendo o problema de saúde mental que mais cresce em todo o mundo. Segundo pesquisas médicas, a ansiedade pode ser tanto a causa como o sintoma da depressão.

Muita gente nunca ouviu falar do transtorno afetivo sazonal (TAS) – um tipo de depressão que ocorre no inverno, quando os dias ficam mais curtos e há menos incidência de luz solar. As pessoas que vivem em lugares frios, ao contrário das que vivem nos trópicos, são as maiores vítimas. A razão disso, acreditam alguns estudiosos, está no fato de a falta de sol diminuir os níveis de serotonina – substância cerebral importante na regulação do humor – e também na redução da preciosa vitamina D tão importante para o funcionamento do organismo.

Tipos de Transtornos mais comuns:

TAG – o chamado transtorno de ansiedade generalizada está ligado à preocupação excessiva. A pessoa fica ansiosa a maior parte do tempo.

ATAQUES DE PÂNICO – sintoma comum dos transtornos de ansiedade. É um turbilhão de medo avassalador que acontece repentinamente. Uma de suas características mais comuns é a hiperventilação (respiração rápida). Pode durar de dois minutos a cerca de meia hora.

FOBIAS – medo irracional de uma situação, ou animal ou objeto, sendo que um tipo de fobia pode levar a outro. As pessoas ansiosas podem desenvolver fobias com mais facilidade. As mais comuns: 1. Agorafobia – medo de sair de um ambiente em que se sentem seguras para um espaço diferente; 2. Claustrofobia – medo de espaços fechados, mesmo quando não houver perigo algum; 3. Fobia Social – medo de qualquer situação que envolva encontrar-se com pessoas, preocupando-se com a opinião delas; 4. Fobia de Sangue – medo de ver sangue, de tomar injeções, fazer exames de sangue, etc.; 5. Fobia simples – medo de animais (aves, insetos, etc.) ou objetos específicos (botões, pontes, telefones, etc.).

TOC – o chamado transtorno obsessivo-compulsivo apresenta-se nas formas de obsessões e compulsões. A obsessão trata-se de um pensamento repetitivo e involuntário, enquanto a compulsão diz respeito a uma ação física repetitiva. As compulsões também podem estar relacionadas com a repetição de palavras, frases ou orações. Dentre as causas que podem ocasionar o TOC, acredita-se que as pessoas perfeccionistas estejam mais suscetíveis a desenvolver tal doença.

TDC – o transtorno dismórfico corporal é semelhante ao TOC. A pessoa possui a autoimagem distorcida, mostrando muita preocupação com o que considera um defeito em seu corpo, embora os outros nem notem. Olham com frequência o espelho para verificar sua aparência, sempre preocupada com seu aspecto exterior, o que acaba lhe causando ansiedade social e depressão. Tal distúrbio pode levar a transtornos alimentares como a bulimia ou a anorexia.

TEPT – o chamado transtorno por estresse pós-traumático é uma condição mental causada por um acontecimento traumático. A pessoa traumatizada vê-se revivendo o fato, durante semanas, meses ou anos, por meio de lembranças inesperadas que surgem como flashbacks, alucinações ou pesadelos. São vitimadas por ansiedade intensa, ataques de pânico, depressão, distúrbios do sono, etc. Algumas pessoas, se não tratadas, serão incapazes de levar uma vida normal.

Nota: a ilustração é A Bebedora de Absinto, obra de Pablo Picasso.

Fonte de Pesquisa
50 coisas que você pode fazer para controlar a ansiedade – Wendy Green

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ANSIEDADE/DEPRESSÃO E PLANTAS MEDICINAIS

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A utilização de plantas como base para tratar doenças é um hábito milenar, seja por meio do uso de chás, outros preparos caseiros ou até, mais recentemente, os medicamentos fitoterápicos. (Site Guia da Farmácia)

As plantas medicinais são as espécies vegetais, cultivadas ou não, em geral, tradicionalmente utilizadas com o propósito de aliviar sintomas e/ou promover a cura de afecções. (Dra. Camila de Albuquerque Montenegro)

Existem muitas plantas medicinais que ajudam a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, embora o estudo sobre elas ainda não esteja totalmente concluído. Elas podem ser cultivadas em quintais ou vasos dentro de casa; compradas como sachês de chás em supermercados; como cápsulas ou tinturas em farmácias de homeopatia, sendo também comum encontrá-las desidratadas em mercados ou feiras. Antes de usar é importante saber para que serve a planta medicinal. Quais são os princípios ativos, como preparar e qual a dosagem. Vejamos as mais comuns:

Camomila – trata-se de uma das plantas mais conhecidas. As flores é que são utilizadas, pois possuem um aminoácido de nome glicina que é um relaxante muscular e nervoso, além do flavonoide de nome apigenina que aumenta os efeitos calmantes. O ideal é tomar o chá ainda quente, feito por infusão de cinco a dez minutos.

Erva-de-são-joão – trata-se de um arbusto com flores amarelas. É responsável por aliviar a depressão, a ansiedade e o TAG. Sua substância ativa é a hipericina, acredita-se que ela seja capaz de contribuir com o humor positivo. Antes de tomá-la faz-se necessário uma conversa com o médico ou farmacêutico, caso esteja tomando um outro medicamento para que não potencialize o efeito de certos antidepressivos. As pessoas acometidas por transtorno bipolar não devem fazer uso desse chá.

Lúpulo – é uma trepadeira e dela se usa as flores. Além de aliviar o estresse, também induz ao sono profundo. Imagina-se que possa agir sobre o sistema nervoso central. Comumente é usado para combater a ansiedade e a insônia. Não é recomendada para quem tem depressão, pois pode potencializar o efeito de sedativos, comprimidos para dormir e álcool.

Melissa (erva-cidreira) – planta muito comum em solo brasileiro. É usada para diminuir a ansiedade, a insônia e dores de cabeça associadas à irritabilidade. É um fitoterápico aprovado para “distúrbios nervosos do sono”. Acredita-se que seja capaz de estimular a produção de neurotransmissores, podendo também equilibrar os efeitos da cafeína. Pode causar sonolência nas pessoas mais sensíveis a seus efeitos.

Maracujá (passiflora) – arbusto trepadeira, também muito comum em solo brasileiro. Tanto suas flores quanto suas folhas podem ser usadas para combater o estresse e os períodos de grande ansiedade. Também combate a insônia. Suas substâncias ativas possuem efeito levemente sedativos. Algumas pessoas podem apresentar confusão mental ou tontura ao fazer uso dessa planta. Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem fazer uso desse fitoterápico.

Valeriana – trata-se de uma planta com flores rosas e brancas, também conhecida pelo nome de “valium da natureza”. Dela é usada a raiz. É tida como benéfica no alívio do estresse, depressão, ansiedade e insônia. Mulheres grávidas ou lactentes não devem tomá-la. É preciso conversar com o médico ou farmacêutico, caso esteja tomando outro medicamento, pois pode trazer problemas quando ingerida com certas drogas.

Verbena – é uma planta de flores lilases. Dela são usadas tanto as flores quanto as folhas. Dentre os efeitos benéficos que proporciona estão o alívio da tensão nervosa, da depressão e a promoção de um sono profundo. Não é recomendada para o uso de mulheres grávidas, pois pode provocar contrações.

Obs.:

  1. Os medicamentos fitoterápicos são aqueles obtidos a partir das plantas medicinais (drogas ou derivados vegetais), as quais passam por operações farmacotécnicas ou de tecnologia farmacêutica para ser inseridas em uma forma farmacêutica.
  2. Todo fitoterápico deve ter sua ação comprovada por meio de ensaios farmacológicos e toxicológicos que garantam eficácia, segurança e qualidade, para ser registrados e utilizados com o fim profilático, curativo ou paliativo, afirma a Dra. Camila.
  3. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico.
  4. Segundo o Ministério da Saúde, atualmente há registro de 2.160 Unidades Básicas de Saúde que disponibilizam fitoterápicos ou plantas medicinais.
  5. A Fitoterapia é praticada por 1.457 equipes de saúde e a Farmácia Viva está instalada em oitenta municípios.

Fontes de pesquisa
50 coisas que você pode fazer para controlar a ansiedade/ Wendy Green

Guia da Farmácia


https://www.mundodomarketing.com.br

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TAB, FILHO E SEPARAÇÃO

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Autoria de Rodrigo Morais

Na nossa sociedade, infelizmente, a confusão entre diagnóstico (que identifica uma situação para indicar os tratamentos, buscando melhor qualidade de vida) e “rótulo” (ideia de julgamento social, baseada nos preconceitos e estereótipos) tem lançado uma neblina na compreensão de muitas pessoas, que ao invés de popularizar as informações sobre os transtornos (aumentando sua aceitação e reduzindo a invisibilidade social), incita-as ao entendimento de diagnóstico como rótulo, como indutor de estigma social; levando-as à tentativas constantes de relativização do diagnóstico, minimização e manipulação de informações. Como se, para alguém que tem um transtorno psicológico real, o fato de transmitir a outra pessoa a percepção de que não possui aquela condição, e perceber nessa pessoa algum acolhimento, pudesse em si livrá-la de todos os sintomas e dificuldades decorrentes de sua situação real, de forma quase mágica.

Eu lido com uma situação dessa. Tenho uma companheira que foi diagnosticada com TAB (Transtorno Afetivo Bipolar) aos 14 anos (seu pai possui TAB, depressão, esquizofrenia e mais recentemente, desenvolveu Alzheimer). Foi atendida regularmente por psiquiatra e medicada durante mais de 14 anos com estabilizante de humor e antidepressivo. Devido ao comportamento do pai, seu ambiente familiar foi instável, traumático, conturbado e abusivo em todos os níveis. A mãe, impotente diante do desequilíbrio do pai, possivelmente entendia que era uma forma de “compensá-los” deixando-os fazer o que queriam e mentindo, encobrindo diversas situações do pai, sem enxergar os outros problemas que isso iria gerar.

Até onde conheço, não é indicado o uso de cannabis para pessoas que tem TAB, porém ela fuma maconha desde a adolescência, como infelizmente é comum em muitos círculos sociais, fazendo uso quase diário, durante alguns períodos, intercalando com ciclos de maior intervalo. Durante o nosso namoro, eu não tinha conhecimento da situação, achava estranho que, nalguns dias, ela ficava o dia inteiro na cama. Falava que era depressão, que ia passar. Dizia que tomava medicamentos, mas que seu objetivo era reduzir a utilização, até não precisar mais. Após idas e vindas, tivemos um filho e iniciamos uma vida em conjunto na tentativa de criá-lo da melhor forma.

Foram 3 anos de muitos abusos emocionais, desequilíbrio, agressões verbais constantes, insegurança psicológica, e oscilações no comportamento (pontuados, sim, por alguns momentos bons), culminando em um episódio em que ela decidiu (por conta própria, contra todos os meus pedidos) amamentar nosso filho, horas depois de ter fumado maconha. Minha preocupação não é moral (ela é adulta e já está lidando com as consequências), e sim com a saúde do meu filho.

Eu havia enviado estudos de diversas fontes, todos desaconselhando uso de maconha em situação de amamentação, e já havia pedido que não fizesse isso. Ela havia dito que concordava, mas na hora mudou e disse que nunca tinha concordado (gaslighting) e que aquilo era questão de opinião e ela pensava diferente. Precisei dizer a ela que caso continuasse, eu chamaria a mãe dela ou a polícia – isso a fez parar de amamentar, mas imediatamente começou a relativizar a situação, dizendo que eu estava falando de forma agressiva, e isso também afetava o nosso filho. Naquele momento, acho que perdi qualquer admiração e amor que ainda restava por ela, ao ver quão irresponsável estava sendo, relativizando a situação e tentando me colocar como responsável.

O relacionamento agora está caminhando para uma separação (detalhei um pouco das situações em outras postagens que fiz aqui neste fórum). Hoje em dia, uma separação geralmente se encaminha para uma guarda compartilhada, mas confesso que tenho muita dúvida sobre a condição dela de criar um filho. Preparar refeições, dar banho, e colocar para dormir são coisas que dividimos e ela faz sem dificuldades, até aí sem problemas, a questão é pensar na formação de personalidade, caráter, princípios e valores ao longo dos anos.

Na atual situação (vivendo juntos e dividindo as tarefas), por diversas vezes perde a hora, dorme demais, desiste das coisas. Esquece coisas importantes. Acorda tarde e trabalha com a roupa com que dormiu. Imagino como seria numa situação de morar sozinha e ter de cuidar de si e do nosso filho. Sem falar de outros hábitos familiares/culturais, como críticas em excesso, inveja, desmerecer as conquistas dos outros, reclamações e pessimismo constante. Não quero que meu filho seja mais um a fazer parte dessa espiral descendente.

Ela não tem dialogo comigo, quando temos qualquer desentendimento banal que um casal resolveria facilmente. Habitualmente leva essas situações nossas para “desabafar” com outras pessoas (obviamente, contando a versão dela), expondo nossa vida. O maior problema é que a partir do nascimento de nosso filho, ela passou a consultar-se com uma psiquiatra online que, segundo ela, “removeu” seu diagnóstico de TAB, dizendo que ela tem TDH. É triste dizer, convivo com ela faz 6 anos, morando juntos a mais de 3 anos e posso afirmar pelo convívio e pelas inúmeras situações que vivemos, que ela tem todos os sintomas de TAB e que está piorando a cada dia.

Minha esposa tem uma grande capacidade de convencimento, manipulação, terceirização de responsabilidade… Eu não sei o que ela falava para a psiquiatra dela, pois nunca deixou que eu participasse de uma sessão sequer (ela se trancava no quarto para ninguém ouvir), sendo que é altamente recomendado que alguém acompanhe, pelo menos, alguns minutos, pois a percepção da pessoa pode ser muito diferente da realidade. A psiquiatra é de outra cidade, atende pela internet no horário marcado, não consegue enxergar o conjunto de evidências da vida dela que não condiz com o que ela supostamente falou. Desconfio que tenha induzido a psiquiatra a remover esse diagnóstico (até onde sei, não realizaram nenhuma tomografia de crânio, ou seja as evidências que a psiquiatra tem, são unicamente as coisas que ela falava).

Confesso que estou em grande dúvida a respeito de seguir com uma separação amigável (guarda compartilhada) ou avançar para um pedido de guarda unilateral do meu filho. Sei que isso traria outros problemas também….

Agradeço se alguém tiver algum insight sobre a situação.

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ELIMINE O MEDO DE VIVER

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Você já percebeu como o mundo está repleto de pessoas com medo? Medos e angústias estão mais presentes na vida das pessoas do que imaginamos. Muita gente vive em um estado de apreensão constante, como se viver fosse um peso a ser carregado dia após dia. Viver preocupado e inseguro não pode ser uma opção de vida. Se for seu caso, comece a combatê-lo a partir de agora.

Não podemos confundir o medo criado por nós com o medo real, como quando se está em situações de risco de vida. Claro que se tem medo de uma arma apontada. Isso é normal! O que não se pode deixar é que a insegurança tome conta, através de medos infundados que paralisam e engessam. O medo de não suportar as dificuldades à frente. Clarice Lispector falou sobre o tema: “… o medo de viver, o medo de respirar. Com urgência, preciso lutar, porque esse medo me amarra mais do que o medo da morte. É um crime contra mim mesmo. Estou com saudade do meu anterior clima de aventura e minha estimulante inquietação…”.

Quando o medo está presente, você fecha todas as portas, pois a insegurança faz com que a solidão seja mais suportável do que o enfrentamento da vida real. Não se pode ir para as situações, achando que tudo já deu errado. Pode até ocorrer. Nem sempre tudo vai sair conforme queremos. Mas temos de tentar. Não se esconda!

O medo, aquela emoção natural de cuidado, de proteção, de atenção com o que pode apresentar riscos, atualmente está se transformando em uma paranoia sem limites. Já não se distingue a realidade da fantasia. São adultos pedindo ajuda a psicólogos para adquirir coragem de ir à festa da empresa, porque têm medo de que algo dê errado. Um chefe assustado pode interpretar o interesse do funcionário em participar de um congresso, como um sinal de que ele está procurando outro emprego ou, até mesmo, de que queira tomar o seu lugar. O medo faz com que a gente interprete fatos simples, como se fossem inimigos reais. Viver inseguro tornou-se um estilo de vida.

Nossas perdas trazem um medo iminente e até inconsciente. Ninguém quer perder saúde, pessoas amadas, posição social, confiança, etc. Quem vence recebe um status simbólico de sucesso, de perfeição, de êxito. Mas o que está por trás dos dramas, derrotas, desencontros existenciais, enfim, no enfrentamento de nossos medos é o que nos impulsiona para o amadurecimento e para a evolução.

Viver com medo não é viver. É sobreviver. Viver implica em correr riscos. Implica na possibilidade de nos expormos à rejeição e à perda. Implica, sobretudo, na possibilidade de experimentar emoções intensas. E isso é o que dá cor à vida de cada um, independentemente do seu percurso. Faça sua parte. Doe-se sem medo. Você tem o que mostrar. Descubra-se.

A alegria evita mil males e prolonga a vida. (William Shakespeare)

Nota: imagem copiada de www.radiorainhadapaz.com.br

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FENG SHUI – IMPORTÂNCIA DE DOAR

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Autoria de Lu Dias Carvalho

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Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. (Gandhi)

Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. (Gandhi)

Se já desfrutamos de certo objeto ou se dele fazemos pouco caso, permitamos então que ele faça um novo caminho, sem medo ou desculpa. Pouco importa quem nos deu, ou se foi herança de família, ou por quanto tempo nós o temos, pois ele ficará um dia para trás, quer queiramos ou não, quando deste planeta nós nos ausentarmos. E para quem não sabe, segundo a filosofia milenar do Feng Shui, podemos ser afetados negativamente, ao fazer associações pessoais com os objetos, pois esses emitem energia, poluindo não apenas a nossa mente, como o ambiente em que vivemos.

Quando alguém morre na família, nada mais sábio e humano do que doar as suas roupas e objetos pessoais para quem esteja precisando. Os mortos não necessitam de coisas materiais. Tampouco devemos vender objetos usados e de pouco valor, pois o preço insignificante que acharemos por eles jamais compensará os fluidos positivos que o beneficiado enviará ao doador. Quanto mais doamos, mais recebemos, pois toda ação enseja uma reação. Sem falar que toda avareza é atraso de vida, é doença crônica da alma, é um nítido raio-X da mesquinhez da vida interior da pessoa.

Doar o que se tem em excesso ou aquilo que não mais é usado não é uma ode ao consumismo, mas uma forma de descarregar os fardos, quer sejam eles espirituais ou materiais. O entulho que é feito em nosso lar ou em nosso escritório é tão oneroso para a nossa saúde, quanto o que é feito em nossa mente. Sem falar que nada pode ser tão prazeroso, como saber que algo que nos serviu, pode servir a outrem, deixando espaço livre para uma nova aquisição, se necessária. Nossa casa é um altar onde habita o nosso corpo. E este altar não pode estar tão acumulado de velharias de modo a impedir que as graças do absoluto por ele fluam. Isso sem falar que toda desordem material é um reflexo da desordem mental. Também precisamos ensinar nossas crianças a desfazerem-se dos brinquedos e roupas que não mais usam.

O Feng Shui ensina que, após dois anos sem usarmos uma determinada coisa, provavelmente nunca a usaremos, e o melhor a fazer será nos despojarmos dela, livrando-nos de uma energia parada, estagnada num canto qualquer, que some serve de atraso para a nossa vida. Pelo menos os antigos egípcios, ao acumular riquezas, acreditavam que as levavam consigo após a morte, para desfrutarem numa outra vida. Mas nós, em pleno século XXI, sabemos que deste planeta nada levaremos, a não ser o bem que aqui fizermos.

Sem dúvida alguma, uma das piores formas de apego é aquele voltado para as coisas materiais. A pessoa vê-se refém de objetos inanimados, como se esses fizessem parte de seu corpo, ou como se os divinizasse. Tal atitude doentia impede que ela se desfaça de coisas já sem uso, de modo que possam servir a outrem (Há tantos bazares com a finalidade de ajudar os desprovidos). Na verdade, somos apenas zeladores temporários dos objetos que passam pela nossa vida. A matéria nada mais é que energia em transição. Mal e mal somos donos de nosso corpo, sujeito às doenças e às armadilhas do tempo. O espírito pode ser indestrutível, mas a parte humana é comprovadamente transitória.

Aproveite um fim de semana ou feriado, ou até mesmo suas férias, e livre-se de um monte de bugigangas que entulham seu guarda-roupa, seus armários, sua casa – sua vida. Deixe espaço para que a energia positiva possa fluir intensamente. Deixe que as coisas cheguem e partam na mais perfeita naturalidade, assim como acontece com todos os seres vivos. E harmoniosa será a sua a existência. É preciso aprender a viver com leveza, adotando a filosofia de que “menos é sempre mais”.

Nota: assistam ao programa (TV fechada) denominado ACUMULADORES COMPULSIVOS.

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CONTROLANDO OS SENTIDOS

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Autoria do Prof. Hermógenes

O Professor Hermógenes, um dos precursores da ioga no Brasil, escreveu mais de 30 livros sobre a saúde física e mental.  Neste texto retirado de seu livro “Yoga para Nervosos”*, ele nos ensina a trabalhar com os sentidos.

O candidato à saúde mental, à paz e à realização espiritual não pode se descuidar de uma higiene estética. Ele deve selecionar a qualidade e controlar a quantidade das impressões externas e internas, a fim de que seus sentidos, ávidos eles mesmos de cada vez mais satisfações, não o desviem da meta. Aqui, como em todos os campos e aspectos da vida, o homem só terá saúde se souber manter-se senhor e jamais se deixar dominar.

Ser senhor quer dizer ter controle. Ter controle sobre uma ação significa poder, conscientemente, começar, acelerar, retardar, parar, recomeçar quando quiser, portanto, dirigir a ação. Desde que perca o controle de seus sentidos, tornando-se um sensual, o homem pode descer aos abismos da infelicidade e da degradação. No controle da sensibilidade, o candidato à felicidade deve:

a) saber e poder escolher as impressões que contribuam para isto e usá-las na medida certa;
b) reconhecer e poder obstar as impressões adversas e delas se defender;
c) saber distinguir entre as benéficas e as que são somente agradáveis;
d) saber discernir as que podem vir a se tornar obsessivas, a fim de evitá-las.

Como se já não bastassem os dramas, sofrimentos, apreensões, decepções e mesmo tragédias que o destino semeia em cada vida e que acarretam enorme desgaste nervoso e, portanto, distúrbios, a indústria das emoções, através do cinema, da telenovela, do teatro, da tevê, bem como dos espetáculos desportivos violentos, como as lutas, as corridas, os campeonatos, diariamente submetem o público a perniciosos impactos. Tanto mais bem elaborados sejam tais espetáculos, tanto mais eficientes, e tanto mais capazes de contribuir para desordens nervosas. E o público, fascinado, inconscientemente, se entrega aos forjadores de emoções. Estas devem ser cada vez mais excitantes, profundas e dominantes.

Na Roma antiga eram os gladiadores que atendiam às necessidades malsãs do sensualismo do público sádico. Hoje são os lutadores de “catch” que se esmeram, por todos os modos – desde os nomes (Carrasco, Drácula…) até ao aspecto físico – para infundir terror e ódio em milhões de inadvertidos, imaturos, e viciados espectadores. Quanto mais “proibida pela censura”, mais preferida é a película de cinema. A fórmula de violência, terror e sexo é a mais comercial e, portanto, a preferida por produtores, diretores e exibidores de filmes. As frases com que tais filmes são anunciados bem demonstram um clamoroso quadro de saúde mental do grande público. Apregoam o que o povo deseja: violência e erotismo. Desgraçadamente isto é o “normal”, o mais frequente. O normal patológico do qual já temos falado.

O “normal” é isto, esta busca irracional e patética de cada vez maior prazer, sensações mais perturbadoras e divertimentos com alto poder estressor. Por que as pessoas pagam para se meterem numa montanha russa? Por que multidões se alinham nas margens de uma pista de corrida de carros, esperando que um deles se despedace? Por que o teatro e a televisão estão cada vez mais explorando o mórbido e o erótico? Por que as músicas da juventude estão se tornando mais barulhentas, mais à base de ritmo e mais carentes de melodia e harmonia? Por que a poesia deu lugar à novela sexo/policial? Por que o Carnaval, cada ano, é mais bacanalizado? Por que até crianças uivam de entusiasmo com o estrangulamento que um lutador está fazendo no outro? Por que os jovens com seus carros suicidamente “voam”? Por que, a cada dia, novos divertimentos são inventados, desencadeando sensações novas, que “enlouquecem” seus participantes? Por que o jovem, em todo o mundo, está empenhado na corrida psicodélica?

Você que quer ter paz; você que não deseja e nem precisa se sentir ajustado e mesmificado com esta alarmante “normalidade”, tome consciência do fato, analise-o, com distância, e defenda-se contra a corrupção sensual coletiva, contra a esquizofrenização da sensibilidade. Você não precisa destas sensações. Deixe-as para os que não têm como desfrutar das suaves e sadias sensações espiritualizadas, patrimônio de quem empreende a vida redentora do Yoga.

Se, por acaso, você já é um sensual, pode começar a desconfiar de que seu distúrbio nervoso tem raízes nesta distorção estética, isto é, neste estado patológico de sua sensibilidade. Se você tem dado rédeas à sua sensualidade, ou melhor, a seus jnanaindriyas (os sentidos), comece já a formular um plano para corrigir-se disto que o escraviza ao mundo e o afasta de Deus. Resista à alucinofilia crescente que está arrebatando os fracos de todo mundo.

*O livro “Yoga para Nervosos” encontra-se em PDF no Google.

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