RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / FAMÍLIA

Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários profissionais do Cinema fizeram uma lista dos melhores filmes de todos os tempos do gênero Família, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes do gênero Família de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/família)

 Ranking / Filme / Diretor

 1º – A Canção da Estrada  (Satyajit Ray)
2º – Em Busca do Ouro  (Charles Chaplin)
3º – A Felicidade Não Se  Compra (Frank Capra)
4º – O Mágico de Oz  (Victor Fleming)
5º – ET – O Extraterrestre  (Steven Spielberg)
6º – Levada da Breca  (Howard Hawks)
7º – A Noviça Rebelde  (Robert Wise)
8º – Branca de Neve e os Sete Anões  (Walt Disney)
9º – Como Era Verde Meu Vale  (John Ford)
10º – A Viagem de Chihiro  (Hayao Miyazaki)
11º – Milagre na Rua 34  (George Seaton)
12º – Minha Querida Dama  (George Cukor)
13º – Sherlock Jr.  (Buster Keaton)
14º – Procurando Nemo  (Andrew Stanton)
15º – Fantasia  (James Algar)
16º – Pinóquio  (Hamilton Luske)
17º – O Ladrão de Bagdá  (Ludwig Berger)
18º – O Homem Mosca  (Fred C. Newmeyer)
19º – Princesa Mononoke  (Hayao Miyazaki)
20º – Nossa Hospitalidade  (Buster Keaton)
21º – Agora Seremos Felizes  (Vincente Minnelli)
22º – Shrek  (Andrew Adamson)
23º – A Roda da Fortuna  (Vincente Minnelli)
24º – Ídolo, Amante e Herói  (Sam Wood)
25º – Oliver!  (Carol Reed)
26º – Meu Vizinho Totoro  (Hayao Miyazaki)
27º – Central do Brasil  (Walter Salles)
28º – Marinheiro por Descuido  (Buster Keaton)
29º – O Ladrão de Bagdá  (Raoul Walsh)
30º – O Garoto  (Charles Chaplin)
31º – Virtude Selvagem (Clarence Brown)
32º – Quatro Irmãs  (George Cukor)
33º – O Circo  (Charles Chaplin)
34º – Meu Amigo Harvey  (Henry Koster)
35º – Sete Noivas para Sete Irmãos  (Stanley Donen)
36º – O Homem das Novidades  (Edward Sedgwick)
37º – O Balão Branco  (Jafar Panahi)
38º – O Calouro  (Fred C. Newmeyer)
39º – A Vida de um Sonho  (George Stevens)
40º – Bambi  (David Hand)
41º – A Bela e a Fera  (Gary Trousdale)
42º – O Maior Espetáculo da Terra  (Cecil B. DeMille)
43º – O Rei Leão  (Rob Minkoff)
44º – Os Incríveis  (Brad Bird)
45º – Sete Oportunidades  (Buster Keaton)
46º – Uma História de Natal  (Bob Clark)
47º – Laputa, o Castelo no Céu  (Hayao Miyazaki)
48º – Girl Shy  (Fred C. Newmeyer)
49º – Monstros S.A.  (Peter Docter)
50º – Marinheiro de Encomenda (Charles Reisner)
51º – Vendedor de Ilusões  (Morton Da Costa)
52º – Carlitos nas Trincheiras  (Charles Chaplin)
53º – Toy Story  (John Lasseter)
54º – O Vagabundo  (Raj Kapoor)
55º – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban  (Alfonso Cuarón)
56º – Um Violinista no Telhado  (Norman Jewison)
57º – O Caçula  (Ted Wilde)
58º – Whisper of the Heart  (Yoshifumi Kondo)
59º – Up – Altas Aventuras  (Peter Docter)
60º – O Rei e Eu  (Walter Lang)
61º – A Dama e o Vagabundo  (Clyde Geronimi)
62º – Ser e Ter  (Nicolas Philibert)
63º – Wall-E  (Andrew Stanton)
64º – Kiki’s Delivery Service  (Hayao Miyazaki)
65º – Aniki Bóbó  (Manoel de Oliveira)
66º – Kirikou e a Feiticeira  (Michel Ocelot)
67º – Dumbo  (Ben Sharpsteen)
68º – Shrek 2  (Andrew Adamson)
69º – Uma Cilada para Roger Rabbit  (Robert Zemeckis)
70º – Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais  (Nick Park)
71º – Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar  (Hayao Miyazaki)
72º – O Gigante de Ferro  (Brad Bird)
73º – Os Sinos de Santa Maria  (Leo McCarey)
74º – O Cisne Negro  (Henry King)
75º – O Estranho Mundo de Jack  (Henry Selick)
76º – Um Dia, Um Gato  (Vojtech Jasny)
77º – Os Raptores  (<a “>Philip Leacock)
78º – O Roseiral da Vida  (Roy Rowland)
79º – A Mocidade É Assim Mesmo  (Clarence Brown)
80º – Yellow Submarine  (George Dunning)
81º – A Fantástica Fábrica de Chocolate  (Mel Stuart)
82º – Pinchcliffe Grand Prix  (Ivo Caprino)
83º – Watership Down  (Martin Rosen)
84º – O Testamento de Deus  (Jacques Tourneur)
85º – O Jardim Secreto  (Agnieszka Holland)
86º – Família  (Fernando León de Aranoa)
87º – The Living Desert  (James Algar)
88º – A Mascote do Regimento  (David Butler)
89º – Mother India  (Mehboob Khan)
90º – O Fantástico Sr. Raposo  (Wes Anderson)
91º – Mary Poppins  (Robert Stevenson)
92º – Ratatouille  (Brad Bird)
93º – Wall  (Yash Chopra)
94º – Jasão e o Velo de Ouro  (Don Chaffey)
95º – Toy Story 2  (John Lasseter)
96º – O Bobo da Corte  (Melvin Frank)
97º –  Speedy  (Ted Wilde)
98º – 20.000 Léguas Submarinas  (Richard Fleischer)
99º – O Urso  (Jean-Jacques Annaud)
100º – Yeelen – A Luz  (Souleymane Cissé)
Vejam também: RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / FAMÍLIA

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Michelangelo – ESCRAVO AGONIZANTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Michelangelo procurou conceber suas figuras, como se elas existissem ocultas no bloco de mármore, em que estava trabalhando, sendo sua tarefa remover a pedra que as cobria. (E.H. Gombrich)

 Ao contrário da criação de Adão, presente no teto da Capela Sistina, o Escravo Agonizante, também conhecido como o Escravo Moribundo ou Escravo Amarrado, do genial Michelangelo, retrata o momento em que a vida está se desvanecendo do corpo do jovem escravo. Ainda assim, é impossível não encontrar beleza nessa entrega final, quando o corpo não consegue mais resistir.

Apesar da morte aparente, o langor que transparece no rosto do escravo e a musculatura trabalhada de seu corpo quase sem vida são de uma beleza incomparável. O personagem nu, com apertadas faixas no peito, é vitimada por um espasmo longo e lento.

O artista não trabalhou o mármore por inteiro, deixando o pé direito do escravo, aprisionado ao bloco. A figura longa e sinuosa  foi executada em três ângulos:  os cotovelos e  o joelho que avança, exprimindo extensão em altura, lagura e profundidade.

Esta escultura, feita para adornar a base do túmulo de Júlio II, não chegou a ser colocada no monumento definitivo, sendo presenteada pelo artista a Roberto Strozzi, exilado na França,  onde se encontra até os dias de hoje. Michelangelo talhou no mármore, ao esculpir o Escravo Agonizante, uma obra de grande sensibilidade e beleza que parece real.

A base do túmulo de Júlio II tratava-se de um esmerado projeto, com fascinantes figuras de Escravos Amarrados. Ainda que tenha trabalhado nele durante quarenta anos, tendo sido muitas vezes interrompido e reduzido, o artista não conseguiu terminá-lo.

Ficha técnica:
Data: 1513 – 1516
Altura: 2, 29 m
Material: mármore
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Renascimento/ Taschen
Tudo sobre Arte/ Sextante
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 Obras da Pintura Europeia/ Könemann
Os Pintores mais Influentes/ Girassol
Arte em Detalhes/ Publifolha
Góticos e Renascentistas/ Abril Cultural

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Filme – TITANIC

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A melhor demonstração da genialidade humana se impondo sobre a natureza humana foi a construção do Titanic. Mas a viagem inaugural terminou num pesadelo que abalou a crença na capacidade do ser humano, apontando suas limitações. (James Cameron)

Vê-lo emergir do fundo da escuridão como um navio fantasma sempre me emociona. Ver os tristes destroços do grande navio aqui no fundo, onde ele pousou às 2:30 horas de 15 de abril de 1912 depois de sua longa queda da superfície. (Brock Lovett)

O trágico naufrágio do majestoso transatlântico Titanic, 1912, em sua viagem inaugural, responsável pela morte de mais de 1500 pessoas, já foi tema de duas produções cinematográficas que misturam amor e tragédia.

O primeiro filme, Titanic (1953), em preto e branco, vencedor do Oscar de melhor roteiro, foi dirigido pelo cineasta Jean Negulesco, tendo nos papéis principais os astros: Clifton Webb, Barbara Stanwyck e Robert Wagner.

Sinopse do Titanic (1953)

Ano de 1912. Julia Sturges (Barbara Stanwyck), uma socialite, embarca no Titanic acompanhada pelos filhos Annette (Audrey Dalton) e Norman (Harper Carter), e deixa para trás o marido, Richard Ward Sturges (Clifton Webb). Julia está cansada do estilo sofisticado do seu esposo e planeja viver nos Estados Unidos com os filhos. Richard arruma um jeito de embarcar no último minuto e descobre que Julia quer se divorciar dele. Eles acabam discutindo e coisas duras são ditas, mas quando o Titanic bate num iceberg e começa a afundar todos os problemas deles se tornam bem pequenos.

O segundo filme, Titanic (1997), dirigido pelo cineasta norte-americano James Cameron, foi vencedor de 11 Oscar, além de angariar uma das maiores bilheterias de todos os tempos, só ultrapassada por Avatar, do mesmo diretor. É sobre ele que irei comentar.

O filme começa mostrando a equipe do caçador de tesouros Brock Lovett (Bill Paxton) munida de uma câmera-robô, em meio aos destroços do transatlântico Titanic, a quatro mil metros de profundidade, debaixo de uma pressão extrema da água, em busca de riquezas sepultadas ali. O navio Keldish serve como base para a operação de busca.

Lovett imagina que no cofre resgatado pela equipe esteja o famoso diamante Coração do Oceano, que pertenceu ao rei francês Luís XVI, uma das joias mais valiosas do planeta. Contudo, surpreende-se ao se deparar apenas com desenhos de uma garota nua, que traz no pescoço o tal diamante. Apesar de decepcionado, Lovett repassa sua descoberta para a tevê em todo o mundo. E é através da mídia televisiva que uma centenária senhora toma conhecimento da notícia e das imagens encontradas pela equipe de Lovett, o que a leva, depois de entrar em contato com o explorador, a tomar um helicóptero e, acompanhada de sua neta Lizzy (Susy Amis), dirigir-se ao navio Keldish, onde se apresenta a Lovett como Rose Dawson Calvert, sobrevivente do trágico naufrágio do Titanic. Ela começa a contar a sua história que se desenrola em forma de um romance em meio à tragédia acontecida 85 anos antes. Ei-la:

O órfão Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), um grande talento para o desenho, vive no interior dos Estados Unidos. Trata-se de um rapaz bonito e aventureiro que morou em Paris, sobrevivendo com a venda de seus desenhos. Jack, através de uma partida de pôquer, ao lado de seu amigo italiano Fabrizio (Danny Nucci), ganha em Southampton, Inglaterra, as passagens para viajar no transatlântico Titanic, de volta para seu país.

No transatlântico também se encontra a jovem aristocrata Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet), que aceita se casar com Cal (Billy Zanel), um homem riquíssimo, mas extremamente autoritário, diante dos apelos de sua mãe orgulhosa, Ruth (Frances Fischer), para manter seu status e impedir que sua família caia na falência, uma vez que só possuem agora o nome aristocrático e muitas dívidas.

Cal, percebendo que Rose reluta em aceitá-lo como marido, usa de astúcia para vencer sua resistência. Presenteia-a com o diamante Coração do Oceano, antecipando o presente do noivado que deveria acontecer somente após a chegada do transatlântico aos Estados Unidos.

O encontro entre Rose e Jack acontece quando ela, não mais aguentando a pressão do noivo, tenta se jogar ao mar, mas é impedida pelo rapaz que a convence de não fazer aquilo, pois, ele teria que pular atrás para salvá-la. Enquanto fala, Jack vai se despindo, para mostrar que está falando sério. Rose desiste do suicídio e Jack é convidando para um jantar na primeira classe, como forma de agradecimento, onde fica conhecendo a nata da aristocracia, presente no Titanic em sua viagem de inauguração. A partir daí nem tudo são flores para Jack que é humilhado pela mãe arrogante de Rose, vigiado pelo secretário de seu noivo e constrangido pela evidente diferença de classes sociais. O casal, em razão do amor que os une passa pelas mais árduas provas, inclusive pela separação que advirá com o naufrágio. E os retratos, que ficaram sepultados por quase nove anos no leito profundo do mar, são a única prova desse amor intenso e sofrido.

Os passageiros do transatlântico falam sobre a sua segurança, pois é dotado de avançada tecnologia, de modo que jamais poderá afundar. Extremamente confiantes, seus donos estão ansiosos para lograrem o feito de bater o recorde de tempo de travessia até Nova York. E, por mero problema estético, o navio só leva metade dos botes salva-vidas necessários ao número de pessoas presentes na viagem.

Durante a viagem, apesar de alguns alertas de icebergs no oceano Atlântico, o capitão dá ordens para que seja aumentada a sua velocidade. É noite de 14 de abril. Jack e Roses encontram-se no convés, atraindo a atenção dos vigias que, repentinamente, deparam com um enorme iceberg, sendo impossível evitar a colisão iminente. Grande parte do navio fica danificada. Não há dúvidas de que não tardará em afundar.

Os botes, como já sabiam os donos do navio, não são suficientes para todos. Cobrem apenas metade dos passageiros. Mulheres e crianças da primeira classe terão a preferência. Na terceira classe, trancafiados por portões de ferro que tentam impedir o avanço das águas salgadas do oceano, os passageiros já se encontram condenados à morte. Aos da primeira classe resta a luta pela vida. Água e pânico dão forma ao trágico pesadelo. A morte é iminente para todos.

Cal, o autoritário noivo de Rose, fingindo ser pai de uma criança, tenta subornar um oficial, para ganhar espaço em um dos botes. Uma mãe desesperançada conta a seus filhos uma história, na qual crianças transformam-se em cisnes. Centenas de pessoas debatem-se nas águas gélidas do oceano Atlântico, ansiando por manter a vida.

Rose é resgatada no único bote salva-vidas que retorna par tentar salvar mais pessoas. No navio Carpathia, que chegara para resgatar os náufragos, ela se esconde de Cal, adotando um novo sobrenome: Dawson, e passa a realizar tudo que planejara com Jack.

Após contar sua trágica história, deixando Lovett e sua equipe embasbacados, Rose vai até o convés do navio e lança ao mar o diamante Coração do Oceano, que estivera o tempo todo com ela. Agora, ele iria adornar o túmulo de Jack, nas profundezas daquele oceano, para sempre.

Curiosidades sobre o filme Titanic:

  • Ganhou 87 prêmios em todo o mundo, além de ter a maior bilheteria, até ser ultrapassado por Avatar, do mesmo diretor.
  • Foi agraciado com 11 Oscar: melhor diretor, melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor figurino, melhores efeitos sonoros, melhor edição de som, melhores efeitos especiais, melhor trilha sonora e melhor canção.
  • O diretor James Cameron não queria nenhuma canção no filme, mas o compositor James Horner, em parceria com o letrista Will Jennings, compôs secretamente My Heart Will Go On, cantada por Celine Dion. A música foi aceita pelo cineasta e se tornou a trilha sonora mais vendida da história do cinema, além de ganhar o Oscar de melhor trilha sonora e melhor canção e inúmeros prêmios.
  • Depois do filme Leonardo DiCaprio foi alçado à condição de ídolo, que tem hoje a defesa do meio ambiente como questão de honra, tendo criado sua própria instituição: DiCaprio Foundation.
  • Kate Winselet foi a atriz mais jovem indicada ao Oscar, até então (22 anos).
  • Antes de fazer o filme, James Cameron pesquisou 5 anos sobre o Titanic, só dando início à produção, após ganhar permissão para visitar seus escombros.
  • As imagens dos destroços do transatlântico mostradas no início do filme são reais, imagens nunca vistas até então.
  • Um tanque com capacidade para 64 milhões de litros de água salgada, no México, foi usado nas cenas do naufrágio.
  • Três maquetes, em diferentes escalas, foram usadas com os efeitos especiais, além de uma maquete completa do cenário dos escombros.
  • A cena em que Jack grita “Eu sou o rei do mundo!” custou um milhão de dólares, pois foi toda gerada por computadores: personagens, golfinhos, mar, e pássaros.
  • Foram gastos trinta milhões de dólares somente com novas câmeras e efeitos especiais, visuais e sonoros. Muitos efeitos especiais foram criados pela primeira vez.
  • Tudo o que gira em torno do romance foi feito com base nos fatos, relatos dos sobreviventes, nas fotos remanescentes, tendo a história do transatlântico como moldura.
  • Para o filme, foram construídas uma metade do navio e três partes separadas dele: a popa (frente), a proa e meia-nau (parte do meio), cada uma com seis metros.
  • As tomadas do transatlântico inteiro vistas durante o filme não são reais, mas feitas digitalmente.
  • Há dezenas de pessoas adicionadas digitalmente em diversas tomadas do navio.

Fonte de pesquisa:
Cinemateca Veja

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A Rev. dos Bichos (11) – BOLA DE NEVE X NAPOLEÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

P12A Granja dos Animais não vivia bons tempos com a chegada da seca. A terra estava impossível de ser trabalhada. Intensificaram-se as reuniões no celeiro. Mais uma vez os porcos arvoraram-se na sua capacidade intelectual para resolverem os problemas inerentes à política agrícola da granja, com o assentimento dos outros bichos, pois, na terra de cego quem tem um olho só é rei, sem falar nos omissos, cuja filosofia é “tanto faz como tanto fez”.

As coisas teriam andando a contento, se a rivalidade entre os dois maiorais, Bola de Neve e Napoleão, não tivesse chegado a um patamar insuportável. Estavam naquele pé em que dois bicudos não se beijam. Porém, não se pode negar que Napoleão era o mais invejoso, despeitado e belicoso. Qualquer animal que tivesse um mínimo de perspicácia compreenderia que as coisas não terminariam bem entre os dois. Assim como acontece com os homens, o poder era disputado a unhas e dentes. A princípio, a disputa era encoberta por certa névoa, até se tornar clara para quem quisesse tomar partido. E foi isso que aconteceu. Alguns bichos ficaram ao lado de Bola de Neve, enquanto outros bandearam para o lado de Napoleão. O primeiro obtinha a maioria de aliados através de seus discursos, e o segundo, nos conluios.

Assim como os homens, os dois outrora amigos porcos, em tempo de vacas magras, quando eram escravizados pela tirania de Jones, comiam no mesmo coxo e dividiam os mesmos ideais, mas, a partir do momento em que as coisas começaram a prosperar na granja, o poder subiu-lhes à cabeça, de modo que o lugar começou a ficar pequeno para os dois narizes de tomada elétrica. E eu fico cá pensando na semelhança desta história com a dos partidos políticos criados pelos homens. A princípio, seus criadores dizem-se imbuídos dessa e daquela filosofia, tudo para o bem do povo e coisa e tal. Depois, passam a saltitar entre um partido e outro, à cata daquele que possa lhe trazer maior ganho pessoal e destaque. E o povo? Fica a ver navios! Foi para a Cucuia.

O fato é que Bola de Neve pensou em construir um moinho de vento para gerar eletricidade para a Granja dos Animais. Já com todo o planejamento pronto, a princípio, só encontrou desinteresse por parte de Napoleão que manipulou para angariar adeptos, e, consequentemente, a granja foi dividida em duas facções. Havia também o problema com a defesa da granja. Napoleão achava que os animais deveriam usar armas de fogo, enquanto Bola de Neve defendia que deveriam enviar mais pombos para propagar a Revolução entre os bichos de outras granjas, de modo a fazê-los se rebelar e, assim fortalecidos, não haveria necessidade de armamentos.

O dia D foi aquele em que Bola de Neve apresentou os planos do moinho de vento, sendo rebatido por Napoleão que, ao perceber que todos iriam concordar com seu inimigo, fez entrar no local seus guarda-costas. E quem eram eles? Nada mais, nada menos do que aqueles cãezinhos que ele prometera cuidar, lá no início da história. O fato é que os animais pularam sobre Bola de Neve que teve que fugir às pressas em direção à estrada. Os homens também são assim, quando lhes falta a capacidade de vencer com argumentos, democraticamente, partem para a violência.

A partir da fuga de Bola de Neve, Napoleão assumiu o comando da granja. Os bichos, amedrontados, tinham medo até de abrir o bico ou balançar o rabo. Garganta ficou ainda mais falante e atrevido. Encarregou-se de desmerecer todos os feitos de Bola de Neve, pois rei posto é rei morto tanto lá como cá. Disse até que a ideia da construção do moinho era de seu novo chefe, tendo sido roubada pelo escorraçado. Agora, levaria avante o seu plano, sem a presença do pernicioso, mau-caráter e antigo amigo. O que poderia acontecer daí para a frente?

(*) Imagem copiada de apanaceiaessencial.blogspot.com

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / NOIR

Autoria de Moacyr Praxedes

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Vários amantes do cinema fizeram uma lista dos melhores filmes  de todos os tempos do gênero Noir, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes Noir de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/noir)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Pacto de Sangue  (Billy Wilder)
2º – A Marca da Maldade  (Orson Welles)
3º – O Terceiro Homem  (Carol Reed)
4º – Embriaguez do Sucesso  (Alexander Mackendrick)
5º – Relíquia Macabra  (John Huston)
6º – O Mensageiro do Diabo  (Charles Laughton)
7º – Uma Rua Chamada Pecado  (Elia Kazan)
8º – Interlúdio  (Alfred Hitchcock)
9º – Fúria Sanguinária  (Raoul Walsh)
10º – Pacto Sinistro  (Alfred Hitchcock)
11º – Farrapo Humano  (Billy Wilder)
12º – As Diabólicas  (Henri-Georges Clouzot)
13º – Rififi  (Jules Dassin)
14º –O Segredo das Jóias  (John Huston)
15º – Laura  (Otto Preminger)
16º – Fuga do Passado  (Jacques Tourneur)
17º – O Fugitivo  (Mervyn LeRoy)
18º – A Sombra de uma Dúvida  (Alfred Hitchcock)
19º – À Beira do Abismo  (Howard Hawks)
20º – Os Assassinos  (Robert Siodmak)
21º – A Montanha dos Sete Abutres  (Billy Wilder)
22º – Paixões em Fúria  (John Huston)
23º – Alma em Suplício  (Michael Curtiz)
24º – Punhos de Campeão  (Robert Wise)
25º – O Destino Bate à Sua Porta  (Tay Garnett)
26º – Os Corruptos  (Fritz Lang)
27º – Fúria  (Fritz Lang)
28º – O Último Refúgio  (Raoul Walsh)
29º – Mortalmente Perigosa  (Joseph H. Lewis)
30º – Vive-se Só uma Vez  (Fritz Lang)
31º – Rancor  (Edward Dmytryk)
32º – No Silêncio da Noite  (Nicholas Ray)
33º – Quando Fala o Coração  (Alfred Hitchcock)
34º – Curva do Destino  (Edgar G. Ulmer)
35º – Gilda  (Charles Vidor)
36º – Retrato de Mulher  (Fritz Lang)
37º – O Grande Golpe  (Stanley Kubrick)
38º – Anjo do Mal  (Samuel Fuller)
39º – Amarga Esperança  (Nicholas Ray)
40º – Scarface, a Vergonha de uma Nação  (Howard Hawks)
41º – Força do Mal  (Abraham Polonsky)
42º – Corpo e Alma   Robert Rossen)
43º – Sombras do Mal  (Jules Dassin)
44º – Baixeza  (Robert Siodmak)
45º – O Estranho  (Orson Welles)
46º – Pânico nas Ruas  (Elia Kazan)
47º – Beijo da Morte  (Henry Hathaway)
48º – Uma Vida por um Fio  (Anatole Litvak)
49º – Cidade Nua  (Jules Dassin)
50º – Até a Vista, Querida  (Edward Dmytryk)
51º – Na Teia do Destino  (Max Ophüls)
52º – A Dama de Shangai  (Orson Welles)
53º – Cão Danado  (Akira Kurosawa)
54º – A Morte num Beijo  (Robert Aldrich)
55º – Almas Perversas  (Fritz Lang)
56º – Mercado de Ladrões  (Jules Dassin)
57º – A Carta  (William Wyler)
58º – O Beco das Ilusões Perdidas  (Edmund Goulding)
59º – Prisioneiro do Passado  (Delmer Daves)
60º – The Small Back Room  (Michael Powell)
61º – Passos na Noite  (Otto Preminger)
62º – Amar Foi Minha Ruína  (John M. Stahl)
63º – Rumo ao Inferno  (Richard Fleischer)
64º – Brutalidade  (Jules Dassin)
65º – Chaga de Fogo  (William Wyler)
66º – O Invencível  (Mark Robson)
67º – O Relógio Verde  (John Farrow)
68º – Suspeita  (Alfred Hitchcock)
69º – Com as Horas Contadas  (Rudolph Maté)
70º – Sublime Devoção  (Henry Hathaway)
71º – Alma Torturada  (Frank Tuttle)
72º – O Tempo Não Apaga  (Lewis Milestone)
73º – A Dama Fantasma  (Robert Siodmak)
74º – O Império do Crime  (Joseph H. Lewis)
75º – A Trágica Farsa  (Mark Robson)
76º – Cidade Tenebrosa  (André De Toth)
77º – O Justiceiro  (Elia Kazan)
78º – Anjo Embriagado  (Akira Kurosawa)
79º – Um Preço para Cada Crime  (Bretaigne Windust)
80º – Horas de Desespero  (William Wyler)
81º – A Taverna do Caminho  (Jean Negulesco)
82º – Precipícios D’Alma  (David Miller)
83º – O Homem Errado  (Alfred Hitchcock)
84º – Seu Tipo de Mulher  (John Farrow)
85º – O Demônio na Noite  (Alfred L. Werker)
86º – Capitulou Sorrindo  (Stuart Heisler)
87º – Ninguém Crê em Mim  (Ted Tetzlaff)
88º – Alma em Pânico  (Otto Preminger)
89º – Amor e Sangue  (Josef von Sternberg)
90º – Entre Dois Fogos  (Anthony Mann)
91º – Quem Matou Vicki?  (H. Bruce Humberstone)
92º – Envolto nas Sombras  (Henry Hathaway)
93º – A Máscara de Dimitrios  (Jean Negulesco)
94º – O Caminho da Tentação  (André De Toth)
95º – Os Quatro Desconhecidos  (Phil Karlson)
96º – A Casa da Rua 92  (Henry Hathaway)
97º – Os Assassinos  (Don Siegel)
98º – Espelhos D’Alma  (Robert Siodmak)
99º – A Dália Azul  (George Marshall)
100º – Coração Prisioneiro  (Max Ophüls)
Vejam também RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / NOIR

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Michelangelo – MADONA NA ESCADA

Autoria de Lu Dias Carvalho manesc

Aos 15 anos de idade, o jovem Michelangelo apresenta o seu relevo marmóreo sobre a Madona na Escada, também conhecido como a Virgem com o Menino. É possível notar pequenos erros no feitio da obra, o que não impede que ela seja o primeiro testemunho de seu talento. As figuras são desproporcionais e sem equilíbrio. Na composição, o relevo é mínimo, a ponto de pouco se distinguir do fundo. Ele aplica uma técnica de Donatello, o sticiatto (achatado). Apesar dos pequenos erros, há na composição uma série de detalhes preciosos.

À época, a temática da Virgem Maria com o Menino Jesus era muito comum não apenas entre os pintores, mas também entre os escultores florentinos. Normalmente, mãe e filho eram ilustrados em atitude lúdica, com a atenção da Virgem totalmente voltada para seu Menino, mas Michelangelo opta por trilhar um novo caminho, ao dar à postura da mãe outra dimensão. Ela está sentada calmamente, de perfil, amamentando sua criança, que é obrigada a fazer uma pequena torção para mamar. A Virgem não direciona para Ele o seu olhar, mas se mostra perdida em seus pensamentos, meditando sobre o destino do filho amado.

O campo do relevo divide-se em duas partes: na primeira está a Virgem e o Menino e, na segunda, em segundo plano, estão quatro crianças brincando descontraidamente e a escada, acentuadamente íngreme, que dá nome à obra. Os meninos estão apenas esboçados.

A Madona e seu Menino avolumam-se no primeiro plano. Maria é uma imensa e robusta personagem, que traz seu bebê assentado em seu colo, com a cabecinha recostada no seu seio esquerdo, protegido por seus braços. A Virgem é tão grande que sua auréola toca na moldura superior. Maria, com a cabeça coberta com um véu, traz o olhar bem distante. O rosto do Menino não é visível ao observador. Ele se aconchega ao corpo da mãe, buscando proteção, com o bracinho direito virado para trás.

As quatro crianças brincam animadamente entre si. Três delas estão no topo da escada. A criança, que se encontra mais abaixo na escada, é mais volumosa, e estende um pano à outra, que se encontra quase escondida detrás da Virgem.

Para alguns críticos, o pano pode ser uma alusão ao sudário da Paixão de Cristo e o relevo é uma referência ao sacrifício de Cristo, levando em conta, também, o bracinho abandonado de Jesus.

Ficha técnica:
Data: c. 1490
Material: mármore
Dimensões: 55,5 x 40 cm
Localização: Casa Buonarroti, Florença, Itália

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Tudo sobre Arte/ Sextante

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