PERUCAS, PENTEADOS E ENFEITES

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Autoria de LuDiasBH

                   

O uso de perucas, penteados e enfeites nos cabelos tem sido uma constante na vida das mulheres. Os homens também aderiram à peruca, como forma de embelezamento. E não foram poucos os períodos da história da humanidade em que mulheres e homens fizeram uso de tal ornamento, a começar pela época dos assírios. No século XVIII, as perucas tornaram-se volumosas, dificultando, sobretudo, a locomoção das mulheres. Mostrar-se bela valia qualquer sacrifício, o que levava tais damas, quando viajavam em carruagens, a serem obrigadas a ajoelharem-se dentro dos veículos, a menos que botassem a cabeça para fora, o que costumava fazer chover perucas em dias de ventania. E nem é preciso falar nos piolhos!

Até mesmo as perucas, tidas como símbolo de vaidade e sedução, caíram em desgraça na visão de algumas sociedades puritanas e de certas seitas religiosas, num determinado período de nossa história. Seus membros ou adeptos eram proibidos de usar qualquer tipo de enfeite nos cabelos, sendo que, em algumas dessas instituições, as pessoas eram obrigadas a raspar a cabeça, como indicativo de que renunciavam à sexualidade e aos prazeres do mundo. Na Inglaterra da era Cromwell, a severidade moral beirava as raias da loucura, tentando controlar os “diabólicos” cabelos e os impulsos sexuais. As mulheres eram obrigadas a manter suas madeixas escondidas debaixo de toucas brancas, enquanto os homens deveriam trazê-las curtíssimas. Quem não seguisse o figurino da moralidade era taxado de libertino.

Na era vitoriana (período do reinado da rainha Vitória, no Reino Unido), época tida como de excessivo moralismo, muitas mulheres recusaram-se a aprisionar suas madeixas debaixo de toucas, preferindo abalar a “moral” do reino. Nos dias de hoje, como homens e mulheres tendem a tornarem-se cada vez mais próximos em seus estilos, quer seja em relação aos cabelos, roupas ou atitudes, não mais causa surpresa qualquer que seja o tipo de corte, cor ou tamanho dos cabelos, embora esses ainda sirvam como identidade de alguns grupos.

Nota: obras do pintor inglês Joshua Reynolds

Fonte de pesquisa
Enciclopédia do Casal de Hoje/ Editora Três

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