A VOZ DO DONO

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Autoria de LuDiasBHtambor1

Segundo Reinaldo Pimenta em seu livro A Casa da Mãe Joana, a expressão “a voz do dono” é de origem inglesa (His master’s voice), tendo surgido a partir de um fato verdadeiro.

Um cãozinho, perdido na rua, fora encontrado pela amiga da esposa do político e escritor inglês Sir Thomas More (1478-1535), que acabou dando à senhora More, o animal de presente. Já bem apegada ao cão, a esposa de Sir Thomas More surpreendeu-se, certo dia, com a visita de um mendigo, que se dizia dono do animal.  Como saber se aquele homem estava falando a verdade?

Sir Thomas More teve uma brilhante ideia. Postou sua mulher num canto da sala e o mendigo no outro. No meio, colocou o cão. Pediu então aos dois que chamassem o animal ao mesmo tempo.  O bichinho não titubeou, dirigiu-se ao mendigo, reconhecendo a sua voz. More presumiu, portanto, que o animal reconheceu a voz do dono. Embora com o coração cheio de tristeza, a senhora More  entregou o cão ao mendigo. Mas o dono do animal, ao receber uma moeda de ouro, deixou o bicho com a mulher, talvez por saber que ela poderia lhe dar uma vida melhor, em vez de ficar perambulando pelas ruas.

Não resta dúvida de que os animais reconhecem a voz e o cheiro de seus donos e, sobretudo, são guiados pelo amor que recebem e que sentem por eles, sem jamais indagarem sobre a classe social a que pertencem. Vejam a ternura que emana da foto acima.

Fonte de pesquisa:
A Casa da Mãe Joana / Reinaldo Pimenta

Nota: Imagem copiada de educouto69.wordpress.com

11 comentários sobre “A VOZ DO DONO

  1. Pedro Rui

    Edward Chaddad

    Eu digo sempre, os humanos são muito egoístas, e os animais como o gato, o cão, o golfinho e outros animais viventes na terra, todos eles são muito inteligentes e meigos.

    Como você diz,o homem está a destruir o que de bom temos,o homem perdeu a noção do que é amar; os animais fazem nos ver que todos nós precisamos de carinho, de ser amados e amar, sejam humanos sejam outros animais.
    Tenho muita pena de que os animais que você falou no seu comentário estão já em extinção, infelizmente.
    Abraços Edward

    Rui Pedro

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Pedro Rui
      Você chamou a atenção para uma das consequências da ação humana sobre a natureza, que está levando a extinção de nossa fauna e flora. Isto é inquestionável e, infelizmente, incompreensível pois somos inteligentes. Acredito que o amor à matéria está substituindo os valores humanos mais importantes, como a honra, a dignidade, a honestidade, a compaixão, a solidariedade, enfim, o amor aos seres vivos, sejam humanos ou não, inclusive a vida vegetal, sentimento que todos devemos ter. Presente está a grande paixão pelo gozo material, o imediatismo na obtenção de lucros, de rendas, de dinheiro, sem medir as consequências, mesmo que se possa perceber que estamos, cada vez mais, destruindo nosso planeta.

      Na história focalizada pela LuDias, vemos que o cão tem maior sensibilidade de que nós, humanos, pois prefere o carinho, o amor, a ternura daqueles que o cercam, sem sequer pensar nos gozos de uma boa alimentação, de um teto, de um abrigo.

      Foi muito bom, Pedro Rui, ter este diálogo com você.
      Obrigado por suas observações e ideais. Concordo com todas elas.

      Um forte abraço

      Responder
  2. Pedro Rui

    Agradeço pela parte que me cabe.
    Ainda bem que apareceu o dono da cadelinha que tu encontraste; fOi um alivio para ela que ficou feliz?

    Abraços Lu

    Rui Pedro

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro Rui

      Você merece todos os elogios, pois é uma pessoa maravilhosa.
      Fico feliz por você fazer parte deste blog.
      Sua presença é sempre encantadora.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  3. Pedro Rui

    O engraçado é que eles, tanto gatos como cães, quando saem sozinhos não saem da porta; como sabemos, os gatos têm um território grande e marcam todo ele, mas os meus gatos não saem, ou melhor, dão só a volta e entram pela cozinha, pelas traseiras, a porta tem uma entrada feita só para gatos. O Lucas é um cão grande, o Snoopy é pequeno e também passa.
    Principalmente os gatos, eles têm medo de serem abandonados novamente, por isso não saem da porta e, quando querem entrar pela porta da frente, eles miam tanto para entrar e para sair. Os animais são muito inteligentes, nós humanos somos por vezes egoístas. O texto e a imagem que está em cima mostram o amor que eles nos dedicam e nós a eles, amor para uma vida toda.
    Abraços Lu

    Rui Pedro

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro Rui

      Como vê, os bichinhos gostam de proteção e carinho.
      E você nos passa o exemplo de seu grande amor aos animais.
      Como o mundo seria belo, se todos os humanos fossem assim!

      Grande abraço,

      Lu

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    2. Edward Chaddad

      Rui Pedro
      Poucos são aqueles que duvidam que o homem é o ser vivo que mais inteligência tem. E penso como Pieget, que entende que a inteligência é a adaptação a uma situação nova, inclusive contínua construção de estruturas. Em síntese, a adaptação biológica. Adaptação à vida e a qualquer situação nova.

      Estamos vendo, hoje, que o ser humano está, dia após dia, destruindo o planeta. Isto não é nada inteligente, convenhamos.

      Sou idoso. Lembro-me, quando era criança, que se ensinava que os animais não tinham nenhuma inteligência. Esta era privilégio do homem. Somente o ser humano era inteligente, ele que foi feito à imagem e semelhança de Deus. Esta maneira de ver, felizmente, está se modificando e podemos perceber, inclusive, pela nossa observação que os animais são inteligentes e muito. Cientistas estão mostrando que os animais são inteligentes. Surpreendentemente, é o porco um daqueles que possuem mais inteligência. Depois ainda temos o polvo, o corvo, os golfinhos, o elefante, os primatas, o papagaio, o cão, os gatos, etc.. Agora, há uma fato que me é inquestionável. Os cães e gatos são os animais mais sentimentais que temos. Companheiros do ser humano. Eles enfeitam nossa vida.

      E não são como os seres humanos, os cães e gatos ligam-se àqueles que escolheram como “donos” de uma forma terna, carinhoso e amorosa. Chegam a dar a vida para defender aquele que amam. Exemplos disto, há aos montes. São muito amorosos, preferem mais o carinho do que a matéria.

      Parabéns pelos seus felizes comentários.

      Abraços

      Responder
  4. Pedro Rui

    Quando vou passear com os meus dois cães, os meus três gatos também me acompanham, pois eu moro numa rua com fim, e por lá não passam carros. Há uma harmonia e um amor entre todos nós; os meus vizinhos ficam admirados com os gatos; eles dizem que nunca viram tal coisa; todos os meus animais são livres,quando querem ir à rua, todos eles pedem para abrir a porta; os cães ladram e os gatos miam para irem à rua.
    Abraços Lu

    Rui Sofia

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rui

      No comentário acima eu falei sobre o respeito e amor que nós temos pelos animais.
      Se eles o seguem é porque você é muito importante para eles.
      Onde você mora, é possível deixá-los soltos, pois a rua não possui saída.
      Mas aqui, se ficarem soltos serão mortos por carros ou roubados.
      Meses atrás encontrei uma cadelinha perdida e a trouxe para casa.
      Depois deixei meu endereço com pessoas do local onde a encontrei, para quando o dono viesse à procura dela.
      E assim aconteceu.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Edward Chaddad

    LuDias
    Penso que os animais não possuem donos. Eles, ao contrário do que acreditamos, é que escolhem seus amores. Digo isto mesmo: amores. Eles são sentimentais e demais. Muitos não acreditam. Mas sua história demonstra e muito. Eles são atraídos, basicamente, pelo amor que a eles demonstramos.

    Aqui em nossa casa, no quintal, já tivemos mais de 20 gatos, agora são onze. Hoje, ainda, temos quatro cães, três fêmeas e um macho. Acreditem se quiser. Os gatos e os cães nos escolheram. Os primeiros, principalmente, estão soltos (os cães estão em um pequeno canil – passeamos com eles todos os dias). E mesmo soltos não se afastam de casa: não é amor à casa, nem aos alimentos, é apego que eles todos têm a minha esposa, que os trata com um carinho imenso.

    Ontem, ainda, minha esposa saiu a pé, em visita a uma vizinha, e os gatos começaram a segui-la pelo quarteirão. Precisou voltar, recolher todos em um quarto – fiquei aguardando – para poder sair. Conhecemos cães que seguem os “donos”, mas gatos?! Para entender, dois deles foram criados pela Cidinha, com mamadeira, pois a mãe faleceu no mesmo dia do parto. Todos os gatos são alimentados, mas ficam aguardando o carinho dela. Enquanto ela não vem, ficam miando.
    Os animais têm sentimentos.

    Adorei o texto!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      Você, Cidinha, Cris Martin, Rui Pedro, Paulo Afonso e eu, entre muitos outros, somos apaixonados por animais. E mais do que isso, nutrimos por eles um profundo respeito, pois os vemos como companheiros de planeta, incapazes que somos de lhes fazer mal. Temos a consciência de que a Terra não pertence somente a nós, humanos. E, que ao aprendermos dividir com eles o que de graça recebemos, estaremos nos tornando seres humanos de melhor qualidade.

      Certa vez, alguém me disse:
      – Tenha medo de quem desta animal ou os maltrata, pois essa pessoa não tem sensibilidade e nem respeito por si própria.

      Então, passei a analisar alguns tipos que encontrava, e, que assim se expressavam. Confesso que eram pessoas da pior índole. O conselho é verdadeiro.

      Sempre admirei você e a Dix por esse imenso amor aos bichinhos. É por isso que eles os amam, seguem-nos e os diferenciam. Realmente é difícil encontrar gatinhos que sigam pessoas, mas esses estavam seguindo a mãezona Cidinha. Que lindo! Merecia uma foto.

      A história aqui apresentada é deveras comovente, assim como a foto. Tocam-nos a alma.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder

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