EXISTE UMA DIETA PARA A MENTE?

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Vários pacientes do consultório me questionam como fazer a melhor prevenção ao envelhecimento, em especial com relação à doença de Alzheimer. A resposta, aparentemente, pode ser simples de seguir, como ter hábitos de vida saudáveis com uma alimentação equilibrada, atividades físicas regulares e menos estresse. Focando no primeiro item, ano passado saiu um livro do neurologista norte-americano David Permutter com o título “Dieta da Mente – Os Grãos Modernos Estão Destruindo, Silenciosamente, o Seu Cérebro”.

O autor defende que uma alimentação rica em carboidratos e glúten provocam danos ao organismo, em especial ao cérebro. Esses alimentos podem causar demência, déficit de atenção, epilepsia, ansiedade, enxaquecas, depressão, etc. O neurologista afirma que o destino de nosso cérebro não está na genética, mas naquilo que comemos. A alimentação é, segundo estudos, um modulador epigenético, ou seja, capaz de transformar o DNA para melhor ou para pior. Esses e vários outros problemas surgem devido ao alto potencial inflamatório de alimentos com glúten (pães, bolos, biscoitos, cerveja). Imagine, até o nosso mineiríssimo pão de queijo!

A proposta da dieta é voltar a comer da forma como nossos ancestrais do período Paleolítico, com um cardápio predominantemente composto por gorduras (75%) e proteínas (20%) e pouquíssimos carboidratos (5%). A diferença é grande quando comparada com a dieta atual, de 60% de carboidratos, 20% de gordura e 20% de proteínas. De acordo com o regime descrito no livro, isso vale não só para quem tem sensibilidade ao glúten, mas para todos. Segundo o autor, “não há risco de aumentar as gorduras do corpo, se ele não estiver sob os efeitos negativos dos carboidratos”.

Ele atesta em seu livro que a inflamação causada por esses nutrientes desencadeia um processo de oxidação no organismo, mais precisamente o LDL (conhecido como colesterol ruim) oxidado que provoca o acúmulo de gordura nas artérias. Além de pregar que as gorduras são amigas do homem, o neurologista afirma que fazer jejuns (de 24 a 72 horas) e tomar suplementos, como cúrcuma, probióticos e óleo de coco, também ajudam a melhorar as funções cerebrais.

Corroborando o que afirma o neurologista, pesquisadores da Universidade Rush (EUA) demonstraram que adultos mais velhos que seguiram a Dieta da Mente de forma mais rigorosa apresentaram um desempenho cognitivo equivalente ao de pessoas 7,5 anos mais jovens, em comparação com aqueles que não seguiram a dieta tão rigorosamente. Os resultados foram publicados na revista “Alzheimer & Dementia”, o jornal científico da Associação de Alzheimer dos EUA.

Particularmente prefiro algo mais equilibrado, pois a redução drástica dos carboidratos e o aumento do consumo de gordura podem, no médio e longo prazo, acarreta problemas cardiovasculares. A palavra de ordem não está na proibição e, sim, na moderação.

6 comentários sobre “EXISTE UMA DIETA PARA A MENTE?

  1. Marco Dantas

    Também concordo com o equilíbrio alimentar. Porém, uma coisa fiz e foi perceptível a melhora em minha saúde: cortei o glúten. Sumiram: refluxo, inapetência no período vespertino acompanhado de sono excessivo. As dores no joelho, e articulações, como por exemplo no punho esquerdo, bastava eu aumentar a carga de exercícios com barras e eu sofria com dor no punho. Corrida já não podia fazer pelo joelho. Se eu comia qualquer coisinha, a parte alta do estômago estufava. Hoje não. Alimentação sem glúten aliada aos demais hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos melhoraram sobremaneira a minha qualidade de vida. Indico a todos o livro “Barriga de Trigo” do cardiologista William Davis. Quanto à dor nas articulações segue link interessante.

    http://dietasemgluten.blogspot.com.br/2013/07/alergia-alimentar-e-dor-nas.html

    Marco Dantas

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Marco

      Nós temos aqui no blog uma coluna do doutor Telmo (chamada VIDA SAUDÁVEL), com textos excelentes. Ele é partidário do equilíbrio alimentar. Num de seus textos, ele diz que o excesso de exercícios faz o mesmo mal ao corpo que a falta. Quando tiver um tempinho, não deixe de ler alguns artigos dele. É engraçado o número de pessoas que vem sofrendo com o glúten. Pelo visto, o gostoso pão nosso de cada dia está ficando em desuso.

      Um grande abraço,

      Lu

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      1. Marco Dantas

        Lu, de fato, o modismo antiglúten é uma realidade. Mas eu aderi a ela depois de ler um livro escrito por um cardiologista, com dados científicos comprovados. Amanhã isso pode mudar? Sim, claro! Desde que a indústria abandone a molécula modificada geneticamente para aumentar a produção. O pãozinho nosso de cada dia carrega uma alteração proteica de míseros 5%. O bastante para tornar o trigo um alimento de difícil digestão, com reflexos diretos sobre o intestino (órgão que muitos médicos o consideram como o nosso segundo cérebro) e até mesmo em doenças como autismo e esquizofrenia. No livro citado, inclusive disponível na internet, há detida explicação sobre a modificação do glúten. Por anos, os neurologistas execraram o café. Hoje exibe seus benefícios. Causa-me espécie posicionamento de pessoas, sem nenhuma autoridade científica, dizer que a dieta sem trigo será sempre perigosa, que é um modismo! Certo hebdomadário tupiniquim (Veja), publicou em suas páginas amarelas uma entrevista com um FILÓSOFO, execrando a dieta antigluten. Aí não dá, não é amiga? Amo a filosofia, mas se preciso de médico, nunca irei procurar um filósofo para isso.
        Se os malefícios à saúde não estimular ao indivíduo abstinência ao trigo (sim. Ele vicia! de forma diferente das drogas que nos fazem bem, ele – o trigo – causa mal). Para entender o plano de fundo político que levou à mudança genética do trigo, vale a pena ler o livro “Cinza do Pacote Tecnológico do Agronegócio”. Para mostrar que não sou radical quanto ao glúten, segue link da revista superinteressante sobre o glúten.

        http://super.abril.com.br/ciencia/a-verdade-sobre-o-gluten

        Em relação aos excesso de exercícios físicos, óbvio que o excesso, sem a devida orientação de um profissional, vai levar a malefícios ao indivíduo. Assim como, também treinar sem a ingesta de nutrição adequada ou ainda não repousar o necessário. O crescimento dos músculos vai obedecer essa rotina. É uma máxima invariável. Eu já pratiquei corrida, tinha a famosa “canela seca”. Mas depois dos 40, os joelhos forçaram-me a parar de correr “forte”. Assim, pratico musculação em certos dias da semana. Em outros faço exercícios aeróbicos (esteira) para fortalecer musculatura cardíaca. Fato inconteste o aumento da minha massa muscular e um baixíssimo índice de gordura. Tenho certeza que se eu vier a alcançar a senilidade, não estarei com um barrigão ou serei apenas pele e osso. Pois esses são os dois únicos caminhos que levam à procrastinação da prática esportiva. Evidente, muitas pessoas estão nessa condição por doença. Mas os que sempre tiveram vida saudável, com certeza envelhecem com um bom tônus muscular, e por consequência melhor.

        Marco

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Marco

          Achei muito interessante as suas explicações sobre o glúten. Conheço várias pessoas que têm rejeição a ele. Quando comem algo com glúten, começam a ficar cheios de gases, com a barriga inchada. Confesso que não sabia dessa molécula modificada. O que os empresários não fazem com os grãos para ganharem dinheiro? Ainda bem que não sou chegada a pães, bolachas e bolos. Prefiro os produtos derivados do milho. Também achei estranho um filósofo falar sobre o glúten. Realmente não é uma opinião muito abalizada. Você tem toda a razão. Que os intestinos são um segundo coração, disso não tenho dúvidas, pois tudo que nos magoa ou chateia recaem sobre eles. O nosso aparelho digestivo é muito sensível e realmente dá o grito quando as coisas não estão bem. Irei ver o livro indicado por você.

          Quanto aos exercícios físicos, esses são de fundamental importância para todos nós, em quaisquer que sejam as idades. A pessoa deve adaptá-los ao ritmo de vida e ao próprio organismo. Uma nova descoberta é que a diminuição do colesterol tem muito mais a ver com exercícios físicos do que com os alimentos ingeridos. Eu, por exemplo, tenho que fazer sempre exercícios físicos pois o meu teima em passar do nível desejado. E quem não puder fazer algum tipo de exercício, quer por saúde ou falta de tempo, deverá pelo menos fazer caminhada. E, não resta dúvida que os espartanos tinham razão, quando punham o esporte como de fundamental importância para a própria vida (Mens sana in corpore sano).

          Um grande abraço,

          Lu

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