O GRANDE “PIÃO” TERRESTRE (III)

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Autoria do Prof. Rodolpho Caniato

A Gravitação de Isaac Newton

Embora caiba a Hyparco a glória da descoberta da precessão dos equinócios, ainda permaneceria desconhecida por muitos séculos a causa para esse deslocamento. Isso só se tornaria possível depois da descoberta da Gravitação de Isaac Newton, em 1687. A partir daí toda “mecânica” dos corpos celestes passava a ser explicável com as mesmas leis que se aplicam aos fenômenos mecânicos conhecidos aqui na Terra: a mecânica agora funcionava “assim no céu como na Terra”. Entre os corpos celestes, agora muita coisa ficava explicada com a força da atração GRAVITACIONAL. A órbita quase circular da Terra ao redor do Sol ficava explicada pela força de atração gravitacional entre ambos, Terra e Sol. Com a, então nova, Gravitação também ficava previsível (embora ainda não medido), o maior diâmetro da Terra na região do seu equador.

A Terra então não deveria ser perfeitamente esférica mas um pouquinho achatada nos polos; seu diâmetro no  equador deveria ser um pouco maior que o diâmetro nos Polos. Esse achatamento nos Polos teria que acontecer devido à rotação da Terra, previsão já feita e justificada por Newton. As medidas um pouco mais tarde confirmaram aquilo que a Gravitação de Newton previra como efeito da rotação do nosso planeta. Logo que a Mecânica de Newton se refinou e avançou, especialmente pela contribuição de alguns grandes matemáticos franceses (Poisson, D´Alambert, Lagrange e Laplace), muitas outras coisas foram sendo descobertas, explicadas ou previstas: a mecânica das rotações, por exemplo.

Logo depois da publicação das ideias da Gravitação de Isaac Newton (1686), com a ajuda de Edmund Halley, iniciou-se uma grande busca e muitos astrônomos passaram a procurar as consequências das então novas ideias. Destacou-se nessa ocasião o sucessor de Edmund Halley (na direção do Observatório Real de Greenwich, James Bradley (1693-1762). Ele buscava o que imaginava ser a primeira consequência imediata do deslocamento da Terra em sua órbita: a paralaxe anual das estrelas. Suas trabalhosas e demoradas buscas acabaram por encontrar outras coisas também importantes, ainda muito antes de se encontrar o que era o primeiro propósito da busca. Uma delas foi a chamada nutação: efeito combinado  do Sol e da Lua que provocam um efeito adicional ao “bamboleio” do eixo.

Enquanto vai fazendo a volta principal que gera o cone, o eixo faz também outros pequenos “balanços”: um para frente e para trás, combinado com outro para os lados. O pequeno balanço “para frente para trás  tem um período de 18,5 anos. Sua amplitude “para frente para trás” é de 18´´ e de 14´´ para os lados.   Esse pequeno movimento elíptico da extremidade de sua agulha de tricô, faz com que aquela superfície cônica que você imaginou fazendo a rotação das extremidades da agulha, se transforme  numa superfície cônica mas  levemente ondulada. Existem ainda outras componentes menores nesse complicado “bamboleio” do nosso grande “pião” terrestre em seu complexo movimento que nos leva a bordo, sem pressa, pelo espaço afora.

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