UMA BATALHA NO COMBATE À ANSIEDADE

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de Paulo Jardim

Há uns dois meses eu descobri este blog e me identifiquei de imediato. Penso: que bom que existem pessoas como a Lu, para compartilhar das nossas angústias.

Assim como muitos aqui, sofro de uma angústia terrível, que o meu atual psiquiatra identificou como um transtorno misto de depressão com ansiedade. É muito sofrimento. Dói na alma.

Tenho 35 anos e a primeira vez que me recordo de ter tido estes ataques foi aos 12 ou 13 anos de idade, ou seja, 2/3 da minha vida têm sido de altos e baixos. Fui levando a vida, passando em vestibular, entrando na faculdade e trabalhando, mas aos 22 anos de idade eu simplesmente travei, não dei conta de seguir. Foi a primeira vez que fui ao psiquiatra. Não dava mais para adiar. Estava esgotado. Trabalhava em um Banco, com muita pressão, e fazia uma graduação que exigia muito intelectualmente.

Fiz o meu primeiro tratamento. Tomei uma combinação de medicamentos. Melhorei e as coisas foram se ajustando. Consegui concluir a faculdade, mesmo que com um ano de atraso. Saí do serviço no Banco, em que estava há quase cinco anos, pois, apesar de gostar, não o estava suportando mais. Nessa época já estava namorando a minha atual esposa. Estamos há 15 anos juntos. É a pessoa que amo e a mais maravilhosa do mundo. Ela me deu um tesouro de presente, a minha filhinha de quatro aninhos. Uma dádiva que Deus colocou nas nossas vidas. Comecei a estudar para concursos e fui aprovado em vários. Mas sempre, sempre passei mal, principalmente às vésperas de realizar alguma prova. Vomitava, tinha dores de barriga, palpitações, como se meu coração fosse sair pela boca. Mãos geladas (não frias, geladas mesmo), suor, insônia, tudo isso… Uma dor sem fim…

Tomei posse em um cargo em que fiquei por quase dois anos. Para trabalhar, estava tomando um ansiolítico por conta própria (totalmente errado, tenho consciência). Não o tomava o tempo todo. Tomava dia sim, dia não, duas vezes ao dia, ou seja, sem controle nenhum. Fui nomeado para um cargo federal, em outro município, e larguei aquele em que estava, optando por outro, mesmo em uma cidade que não era a minha. Mas minha esposa, que é um anjo que caiu do céu na minha vida, aceitou e me apoiou na hora da mudança. Mudamos radicalmente nossa vida. Isto foi em 2008. Aí nos casamos, sendo que ela largou tudo na cidade anterior em que morávamos, para me acompanhar.

Comecei bem o trabalho, gostando do que estava fazendo, mas tive uma crise daquelas de parar no hospital. Foi sofrido para ela também. Comecei outro tratamento com um novo psiquiatra. No início, com o novo antidepressivo, foi um sofrimento, mas mais uma vez, com a graça de Deus, consegui superar as primeiras semanas e melhorei bastante. Fiquei uns quatro anos bem. Passamos um período muito difícil nessa época, mesmo eu estando bem. Minha esposa queria engravidar, mas tinha um problema. Foram uns dois anos de tratamento. Ela ficou bem para baixo, mas conseguiu superar esses percalços da vida. Ainda bem, pois ela me equilibra. Acabou engravidando e em 2012 me deu o maior tesouro da minha vida, nascia a minha princesa.

Em 2012 fui transferido do meu trabalho para a cidade onde nasci e sempre morei. Agora estamos em casa. Foi tudo muito tumultuado. A minha filha nasceu, fui transferido de cidade, terminei a construção da casa, moramos um período com a minha sogra, mudamos para a nossa casa, enfim muita coisa e… Travei de novo. Desta vez fui a um terceiro psiquiatra que me receitou novos medicamentos. Fiz cerca de uns dois anos de tratamento. O início foi tenebroso, mas como já sabia que todo início é difícil, aguentei bem a barra e superei com cerca de três a quatro semanas. Fiquei bem uns três anos. Descontinuei o antidepressivo, com orientação médica desta vez, e fiquei bom. Estava fazendo umas disciplinas isoladas de mestrado (sempre em universidade pública) para ir bem devagar, e conciliar com o trabalho, mas de repente, travei de novo.

Descobri que tive a Síndrome de Cushing* por uso de remédio inadequado e me enlouqueci. Voltei mais uma vez para o psiquiatra. Desta vez já era o quarto. Bem conservador, atento e muito observador, atendeu-me com muita paciência e cautela. Retomamos o tratamento com medicamentos já usados anteriormente. O início, como sempre, foi doloroso, sendo quatro semanas sofridas. Não houve o efeito desejado. Sentia dor no estômago e variação de altos e baixos durante o dia. Foi me proposto tomar outros medicamentos. Faz cerca de 2 meses que estou fazendo uso desses. Ainda sinto uns altos e baixos ao longo do dia, mas nem sempre. Estou fazendo também psicoterapia, associada ao medicamento, e acredito que está me ajudando muito.

O que me está incomodando, às vezes, é a minha indisposição para o trabalho. Gosto de trabalhar, prestei concurso para esse órgão, sou servidor federal de carreira. Sempre fui líder de equipe, desde os 22 anos, quando comecei a trabalhar no Banco. Sempre sofri com a ansiedade. Quando me é dada uma tarefa quero cumprir para ontem. Pressiono tanto a minha equipe que, no ano passado, seus componentes disseram-me que não estavam suportando meu excesso de ansiedade. Falaram que eu delegava, mas não os deixava executar. Agora estou tentando relaxar mais, delegar mais e acompanhar as tarefas. Mas tem sido difícil. Percebi que o problema não é o trabalho. Até porque já passei por vários e sempre chego à mesma situação. Será que depois de 24 anos de tanto sofrimento, eu irei conseguir controlar o meu estado emocional?

* A Síndrome de Cushing é uma doença que ocorre devido à elevada quantidade de cortisol no sangue, causando sintomas como rápido aumento de peso e acúmulo de gordura na região abdominal e face, além do desenvolvimento de estrias vermelhas no corpo e pele oleosa com tendência à acne, por exemplo.

Nota: A Noite Estrelada, obra de Van Gogh

22 comentários sobre “UMA BATALHA NO COMBATE À ANSIEDADE

  1. Tereza Autor do post

    Lu

    Parabéns pelos seus textos!

    Escrevo pra tentar tirar uma dúvida cruel. Eu me trato de depressão e TAG desde 2015. Passei uma fase muito difícil , pensava que iria morrer de tanto mal-estar: enxaqueca , calores pelo corpo, coração acelerado, mas saí do fundo do poço.

    Neste ano, incentivada por algumas pessoas a deixar o remédio, porque já me sentia bem, acabei largando-o em março. Pra que foi que fiz isso? No final de junho revivi tudo de novo. A doutora ficou chateada e disse que voltamos à estaca zero.

    Reiniciei o tratamento no final de julho, já tenho dois meses e cinco dias de uso. Durante esse tempo tive sintomas a cada semana: insônia, rinite, dor de cabeça que depois passaram. Mas neste início de outubro comecei a semana com ansiedade forte, enxaqueca, corpo agitado, mal-estar no corpo e sudorese… Isso ainda pode ser efeito colateral?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, aguentar esta dupla (depressão+TAG) não é mesmo fácil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para vencer a luta. Ainda assim, podemos achar que o inimigo foi totalmente vencido, até que um belo dia ele bate em nossa porta, como se quiséssemos recebê-lo, isto porque os transtornos mentais costumam ser reincidentes.

      Realmente foi uma insensatez ter parado sem a anuência médica, sem ter passado pelo desmame. Nesses casos, o transtorno mental costuma vir ainda mais forte, fazendo com que a pessoa realmente volte à estaca zero. Ao retomar o tratamento é como se fosse a primeira vez. O organismo reluta em receber um novo antidepressivo (ainda que seja um que já foi usado, pois ele entende como sendo a primeira vez) e os efeitos adversos costumam ser bem fortes. Contudo, é importante que o tratamento seja retomado, para não agravar a situação do doente.

      Você me diz que os sintomas adversos voltaram agora em outubro. Pelo tempo, não era mais para tê-los com tamanha intensidade. Presumo que a dosagem esteja baixa ou que o medicamento deixou de fazer efeito, sendo necessário mudar para outro, mas somente sua médica, depois de uma análise mais elaborada, poderá dizer o que realmente está acontecendo. Sugiro que marque uma nova consulta para conversar com ela.

      Tereza, aguardo notícias suas. Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Tereza

        Lu

        Lu agradeço o carinho. Você ajuda muito nesses momentos tão delicados.

        A medicação que eu tomo é o Valdoxan. Reiniciei no final de julho. Em agosto foi terrível, porque eu sentia de tudo, principalmente agitação e inquietude todo santo dia de manhã. À tarde e à noite tudo isso passava. Ao iniciar setembro foi uma coisa. Logo no início foi uma insônia e rinite de 10 dias, depois foram uns 5 dias de dores de cabeça que depois passou. Os dias 19 e 20 foram os melhores que eu tive, pois a agitação e a inquietude diminuíram bastante, mas do dia 20 em diante passei a ter taquicardia dia sim, dia não e a ansiedade veio se manifestar no dia 3 de outubro, acompanhada de enxaqueca, tremores e mal-estar no corpo.

        0 que melhorou em mim foram o nó que eu tinha na garganta e o choro. Eu chorava muito, tinha pensamentos negativos. No momento estou tranquila. Peço a Deus pela minha recuperação e a dos demais que passam por isso.

        Um grande abraço e que Deus te abençoe.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tereza

          A maioria das pessoas depressivas queixa-se de que o pior horário é a parte da manhã, melhorando à tarde e à noite. Existe aí também um fator psicológico que é o fato de ter que enfrentar um novo dia, sem saber por quais sintomas irá passar, o que leva ao abatimento, à falta de ânimo, aos pensamentos negativos, ao cansaço, etc. Há também o fato de que nessa parte do dia o metabolismo muda, havendo uma mudança nos ritmos circadianos, etc.

          Você diz:

          “0 que melhorou em mim foram o nó que eu tinha na garganta e o choro. Eu chorava muito, tinha pensamentos negativos. No momento estou tranquila. Peço a Deus pela minha recuperação e a dos demais que passam por isso.”

          Que maravilha! Significa que já está começando a ver luz no fim do túnel.

          Abraços,

          Lu

  2. Marli Gonçalves

    Lu,
    o psiquiatra aumentou a dose do Lexapro de 20 para 25 mg faz 37 dias. Eu estava sentindo muitos efeitos colaterais, mas estou dormindo bem, e alguns sintomas estão mais fracos, porém, na parte da manhã eu levanto com as pernas bambas, parecem fracas. Às vezes eu penso que não vou melhorar, eu sempre fui muito ativa, e agora com esta preguiça. Quero voltar a ser o que eu sempre fui. Você disse que pode demorar até 3 meses para certas pessoas. Será que enquanto eu estiver sentindo esses efeitos ruins eu posso tomar 2 gotinhas de Rivotril pela manhã, porque a parte da manhã é a pior pra mim.

    Aguardo retorno, Obrigada pelo seu carinho!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      Não é que os transtornos adversos durem até três meses. O que eu disse é que, muitas vezes, o antidepressivo demora até três meses para mostrar toda a sua eficácia. Certo? Continue observando se esses efeitos colaterais estão ficando cada vez mais leves, pois, assim, eles não tardarão a desaparecer. Caso não estejam, volte ao seu médico. Quanto ao rivotril, ele é indicado para a fase inicial do tratamento e você já se encontra no 37º dia com a dosagem mais alta. O ideal é conversar com seu médico para que ele avalie seu estado e veja a necessidade de tomá-lo ou não. Também existem os ansiolíticos naturais (fitoterápicos) que, se não me engano, podem ser vendidos sem receita médica. Veja com o farmacêutico.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  3. Marli Gonçalves

    Lu, estou mais sossegada agora.

    Deus te abençoe e proteja muito por nos ajudar nesta fase tão difícil.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      Nós somos uma família que se ajuda mutuamente. Não se esqueça de dar novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  4. Marli Gonçalves

    Lu

    Gostaria de tirar uma dúvida com você, amanhã vai fazer 4 semanas que eu estou tomando Lexapro com a dose de 25 mg, já sinto que estou melhorando, mas ainda tenho um pouco de falta de energia e um pouco de cansaço, isso só na parte da manhã, pois à tarde e à noite está tranquilo. Como faz 4 semanas que eu estou tomando, os efeitos bons vão surgindo aos poucos? Eles vão sendo iluminados na medida em que eu vou tomando o lexapro? Eu fico muito ansiosa porque pensei que a gente melhorasse rápido.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      Os bons efeitos do antidepressivo vão acontecendo aos poucos. Muitas pessoas levam até três meses para senti-los em toda a sua totalidade. Isso varia de um organismo para outro. Nesta fase é preciso paciência. O antidepressivo não é como um remédio para dor, ele vai agindo aos poucos no nosso corpo. Fiquei tranquila e continue POP (paciente, otimista e persistente). Quanto a sentir-se pior na parte da manhã, isso acontece com a maioria das pessoas com transtornos mentais. Há também o efeito psicológico que é o fato de ter que enfrentar um novo dia. Mas tudo isso irá passar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  5. Marli Gonçalves

    Lu

    Hoje está fazendo 21 dias que o psiquiatra aumentou a dose do Lexapro. Tenho ansiedade, depressão e síndrome do pânico. Ele pediu para eu tomar no início Rivo2tril para ajudar no tratamento, só que eu tenho medo, mas ontem eu estava me sentindo muito ansiosa, com aquele nó na garganta e tomei 3 gotinhas. Hoje amanheci melhor, agora quero a sua opinião: devo continuar tomando enquanto o antidepressivo não faz efeito?

    Obrigada querida, Deus abençoe!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      A função do ansiolítico é justamente a de ajudar no início da medicação, quando os efeitos adversos atormentam muito. Pode tomar, sim, sem medo nenhum, a dosagem indicada por seu médico. Isto irá ajudá-la a passar melhor na fase inicial. Continue firme com seu tratamento e logo se sentirá melhor.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  6. Marli Gonçalves

    Lu

    Já escrevi pra você e tenho uma dúvida: o psiquiatra me receitou lexapro 25 mg e hoje está fazendo 20 dias que estou tomando, pois antes eu tomava de 20. Ele disse que eu poderia tomar Rivotril quando estivesse muito ansiosa. O Rivotril ajuda nos efeitos colaterais do Lexapro? Estou sentindo muito cansaço, sem vontade de fazer nada, sinto muito na parte da manhã, depois vou melhorando. Aguardo a sua resposta, obrigada fique com Deus.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      O rivotril é usado como um coadjuvante no início do tratamento com o antidepressivo, ou seja, ele ajuda a pessoa a ficar mais calma e relaxada para para passar pela fase inicial que, muitas vezes, é difícil. Desse jeito ele acaba minimizando os efeitos adversos do lexapro. É normal que ainda esteja sentindo os sintomas ruins, mas eles não tardarão a passar. Continue firme no seu tratamento. Procure fazer outras atividades, como caminhadas e saídas com amigos. Lembre-se de que é preciso ajudar também. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Marli Gonçalves

        Obrigada, Lu, pelo seu carinho, mas é muito desgastante ficar assim, às vezes eu penso que não vou voltar a minha vida de antes, aí vem o desespero.

        Deus abençoe!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marli

          Sei que a espera é muitas vezes dolorida, mas tudo é questão de tempo. Tenha força e continue firme na caminhada. Pensar positivamente é um grande aliado. Assim como tantos outros, você também verá a luz no fim do túnel. Acredite!

          Beijos,

          Lu

  7. Marli Gonçalves

    Lu
    Obrigada, querida, pelo seu carinho e pronta sempre a responder as nossas dúvidas, agradeço de coração.

    Fique com Deus!

    Responder
  8. Marli

    Lu
    Tenho ansiedade e síndrome do pânico. Estou fazendo tratamento com psiquiatra. Faz 14 dias que ele aumentou a dose do Lexapro, que era de 20 mg, para 25 mg. Estou sentindo muitas reações, como cansaço, sem vontade de fazer nada e nem de sair de casa. Gostaria de saber se é normal sentir isso e quando começam a vir os resultados bons. Aguardo resposta, obrigada!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marli

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos que serão mais fortes ou menos de acordo com cada organismo. Contudo, após cerca de três semanas, eles passam. As reações citadas por você são normais, mas nesse início de tratamento é bom manter contato com seu médico, relatando-lhe tudo que lhe ocorre.

      Marli, todo tipo de transtorno mental exige tratamento. Prossiga em seu acompanhamento médico e jamais pare por conta própria, pois as crises tendem a voltar mais fortes ainda. Saiba que não se encontra sozinha, podendo sempre contar conosco. Vou lhe enviar uns links que a ajudarão muito.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Marli Gonçalves

        Obrigada querida pela resposta!

        Eu estava bem, e no ano passado parei de tomar o remédio sem ordem médica, mas em junho do ano passado voltei e ele, dei continuidade ao lexapro. Como você disse, as crises voltaram mais fortes. O psiquiatra aumentou a dosagem, mas estou sentindo muitos efeitos ruins, sem vontade de fazer nada. A parte da manhã e a pior, já acordo cansada. Hoje fez 14 dias que eu estou tomando a nova dosagem.

        Nossa Lu, como é horrível sentir assim, sem forças pra nada, as coisas que eu gostava de fazer, nem faço mais, deixei de ir para a academia, não tenho vontade de sair, eu quero a minha vida de volta.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marli

          É uma pena que muitos médicos não informem que não se pode parar a medicação por conta própria. O importante agora é que voltou ao antidepressivo, o que contribuirá para a sua melhora. Os efeitos ruins que está sentindo são normais, mas esses irão passando com o decorrer dos dias. Como já se encontra no 14º dia com a nova dosagem, significa que está prestes a sentir os bons efeitos. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Saiba também que a parte da manhã é realmente a pior, pois nos traz o alerta de que teremos um longo dia pela frente, mas tudo isso irá passar. Procure voltar à academia, pois exercícios físicos são excelentes para o combate aos transtornos mentais.

          Continue dando notícias.

          Beijos,

          Lu

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *