Arquivo do Autor: Lu Dias Carvalho

Signorelli – OS CONDENADOS AO INFERNO

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor italiano Luca Signorelli (c.1445 – 1523) provavelmente teve como primeiro mestre Piero dela Francesca, conforme atestam suas obras iniciais que são muito parecidas com o estilo de Piero. Também estudou com Antonio del Pollaiuolo e Andrea del Verrocchio que tiveram grande influência no seu desenvolvimento artístico. Normalmente suas figuras possuem uma pose geométrica estilizada. Nutria grande predileção por representar as figuras nuas, mas em movimento, lembrando a escultura de sua época. Era um mestre na representação de pormenores exatos do corpo humano.

A composição intitulada Os Condenados ao Inferno é uma obra do artista que retrata com intensa dramaticidade o desespero de uma massa de humanos, numa das cenas representativas do Juízo Final (Evangelho de Mateus, 25: 31-46). Ele foi muito influenciado pelos sermões do monge Savanarola, sendo que sua pintura, ao abordar tal temática, causava grande impacto nos observadores, à época.

A paisagem ao fundo é minúscula, sendo toda a atenção voltada para o emaranhado de figuras humanas de contornos firmes e silhuetas definidas nas mais diferentes posturas. Signorelli explora uma infinidade de atitudes e posições do corpo humano. Nenhuma das figuras possui o mesmo rosto e a mesma posição. Todos os corpos mostram músculos bem definidos.

Para diferir homens e mulheres dos demônios torturadores, o artista deu cores fortes aos últimos. Os corpos dos humanos estão nus e contorcidos em gestos que exprimem grande desespero. Alguns estão sendo puxados, outros amarrados, dentre outros tipos de tortura física. À esquerda, um corpo feminino voa em direção a um poço de fogo, enquanto outros são engolidos pelas chamas. Um demônio voa com uma mulher em suas costas, enquanto outro persegue duas outras.

No céu os três arcanjos – Miguel, Rafael e Gabriel – trajando suas armaduras e de pé sobre pequenas nuvens, observam o trabalho dos demônios desinteressadamente, um indicativo de que mais nada adiantava fazer. Um deles traz a espada desembanhada. Os demônios em voo olham-nos visivelmente amedrontados.

Nota: Toda a capela de San Brizio foi usada para mostrar o Juízo Final, sendo o tema dividido em seis grandes cenas.

Ficha técnica
Ano: 1499-1503
Técnica: afresco
Dimensões: 670 cm (largura total)
Localização: Cappella di San Brizio, Orvieto, Itália

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://www.khanacademy.org/humanities/renaissance-reformation/early-renaissance1/painting-in-florence/a/signorelli-the-damned-cast-into-hell
https://www.khanacademy.org/humanities/renaissance-reformation/early-renaissance1/painting-in-florence/a/signorelli-the-damned-cast-into-hell
https://bloggingtheodicy.wordpress.com/2011/05/11/signorellis-damned-cast-into-hell/

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Friedrich – CAMINHANTE SOBRE UM MAR…

Autoria de Lu Dias Carvalho

A arte é finita, finitos são o conhecimento e a capacidade de todos os artistas. (Caspar David Friedrich)

 Caspar David Friedrich foi um dos maiores pintores do sublime no paisagismo romântico. (Antony Mason)

 Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros de fora para dentro. (Friedrich)

O pintor e escritor romântico alemão Caspar David Friedrich (1774 – 1840) era filho de um fabricante de sabão e velas. Estudou com Jens Juel, dentre outros, na Academia de Copenhague. A seguir foi trabalhar em Dresden como pintor de cenografia, onde se tornou amigo de muitos pintores do movimento romântico alemão, entre os quais se encontravam Georg Friedrich Kersting e Carl Gustave Carus. Ali retomou a pintura em tela. Foi membro da Academia de Berlim e da de Dresden.

Friedrich apreciava pintar paisagens, contudo, sem se ater a uma construção objetiva das mesmas. Em vez de criar uma representação objetiva da natureza em seus trabalhos,  procurou inserir em suas obras pensamentos e percepções metafísicas experimentadas por ele – um artista contemplativo. É tido como o criador da pintura paisagística alemã. Nutria uma grande reverência pela natureza. Acreditava que ela era dona de um poder grandioso e generosamente permitia ao homem dela desfrutar, mas com reverência.

A composição intitulada Caminhante sobre um Mar de Bruma – também conhecida como Viajante Observa um Mar de Bruma ou Andarilho Acima da Névoa ou ainda Montanhista em uma Paisagem de Neblina – é uma obra-prima do artista contemplativo que gostava de retratar a dramaticidade da natureza. Esta pintura é tida como uma das obras mais representativas do Romantismo. Nos últimos dois séculos a imagem transformou-se num ícone cultural. Tem sido dito que sua pintura traz embutido em si um significado simbólico, embora esse esteja muitas vezes imperceptível. Baseando-se nesta concepção, a pintura acima poderia simbolizar a decaída da esperança na Europa em razão das guerras napoleônicas.

A solitária figura humana – ampliada no que diz respeito à cena – de costas para o observador, encontra-se em primeiro plano, observando a paisagem alpina que se desenrola à sua frente. Parte do céu está coberta por nuvens. Ao fundo, próximo ao horizonte, o céu começa a mostrar-se luminoso.

O homem está vestido com um casaco verde-escuro sobre uma camisa verde-claro e botas. Encontra-se de pé, ereto, sobre um monte de escuras rochas escarpadas. Seu olhar ultrapassa o mar de brumas para se fixar ao longe, onde se erguem montanhas azuladas, semicobertas pelo nevoeiro que começa a dissolver-se. Ele segura uma bengala, apoiada na rocha, com a mão direita. Seus cabelos dourados estão revoltos pelo vento.

Friedrich apresenta aqui uma constante em seu trabalho que era o ato de contrastar espaços próximos e distantes. Entre a figura humana e o distante pico ele criou um denso mar de névoa que deixa alguns rochedos sobressaírem-se aqui e acolá, repassando um clima de grande mistério e trazendo uma sensação de isolamento, perda e infinito. A presença do homem é paradoxal, pois ao mesmo tempo em que mostra seu domínio sobre a paisagem, também deixa claro a sua insignificância – como ser humano – em meio a ela. Ele parece reverenciar a natureza, mas também deixa impressa a sua solidão.

Ficha técnica
Ano: 1817/18
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 98,4 x 74,8 cm
Localização: Hamburguer Kunsthalle, Hamburgo, Alemanha

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Romantismo/ Editora Taschen
https://www.artsy.net/article/artsy-editorial-unraveling-mysteries-caspar-david-friedrichs-

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Stephan Lochner – A VIRGEM DO JARDIM DAS ROSAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

                                                 (Clique na imagem para ampliá-la)

O pintor alemão Stephan Lochner (c. 1410–1451) foi um dos principais nomes da Escola de Colônia. Chegou a morar por certo tempo nos Países Baixos, mas foi em Colônia que teve uma importante oficina e tornou-se participante do conselho da cidade. Foi um grande admirador das obras de Jan van Eyck. A influência desse seu contemporâneo levou-o a criar um estilo muito primoroso. As obras tradicionais de sua Colônia também o levaram a criar pinturas delicadas, líricas e sensíveis. Lochner também unificou a vocação realística do sul da Alemanha com o idealismo do final do Gótico de Colônia. Suas obras apresentam uma intensa luminosidade e grande transparência, com grande destaque para os reflexos de luz. Ele foi sem dúvida alguma um importante pintor de sua época, com seu estilo delicado. É tido como um dos primeiros pintores alemães que seriam prestigiados pelos românticos.

A composição intitulada A Virgem do Jardim de Rosas ou A Virgem das Rosas ou ainda A Virgem do Caramanchão de Rosas é uma obra votiva do artista lírico que só gostava de criar em cima dos aspectos mais ternos da religião. Aqui ele apresenta a Virgem Mãe sentada sobre almofadas vermelhas, usando um vestido e manto azuis, trazendo seu Menino no colo, rodeada por treze anjos alados. As vestes de Maria apresentam inúmeras tonalidades de azul, sendo a parte do manto que toca o gramado a mais clara e a próxima ao broche a mais escura. Ela segura delicadamente o braço direito de sua Criança. A pintura é de uma delicadeza inimaginável, o que prova o quão sensível era o artista.

Apesar das muitas figuras presentes na pintura, o olhar do observador converge sempre para a Virgem e o Menino — presentes no centro da composição. As flores (lírios do vale, violetas, margaridas, rosas, etc.) às suas costas e também presentes no relvado simbolizam sua virtude.  O broche de unicórnio preso ao seu vestido é uma alusão à sua virgindade — segundo a lenda, o unicórnio só poderia ser apanhado por uma virgem casta. A coroa — cuja beleza é salientada pela magnífica auréola atrás — simboliza sua majestade. A testa alta da Virgem está de acordo com a moda da época, mas também significa poder espiritual.  Seu olhar voltado para baixo simboliza sua humildade. A maçã que o pequeno Jesus Cristo segura na mãozinha esquerda simboliza a redenção do pecado original em razão de sua Paixão.

Os anjos músicos encontram-se em primeiro plano — dois de cada lado. Aquele que toca o alaúde possui asas semelhantes às penas de um pavão — símbolo do renascimento espiritual, ou seja, da ressurreição de Jesus Cristo. Os olhos presentes nas penas também podem ser interpretados como um sinal de onisciência de Deus. À direita da Virgem com seu Menino estão dois anjos com as mãos em postura de oração e um terceiro de pé, colhendo uma rosa. À sua esquerda estão quatro anjinhos, sendo que um deles segura uma cesta com maçãs semelhante à que o Menino traz na mão.

Na parte superior da pintura Deus Pai — posicionado no meio — abençoa a Virgem e sua criança. À sua frente está o Espírito Santo em forma de uma pomba branca, direcionando sobre Mãe e Filho seus sete raios. Um anjo encontra-se à direita e outro à esquerda. Ambos seguram a cortina de brocado, sendo que o fundo dourado simboliza o céu. O pintor conseguiu sugerir o espaço em que a Virgem encontra-se entronizada em frente a um fundo dourado e, diante desse, vê-se um palco com dois anjos que arredam para trás a cortina que parece pender da moldura.

Os morangos — com suas inúmeras simbologias — vistos no gramado podem ser uma referência à Paixão de Cristo (sua forma lembra o coração de Jesus e o sangue que ele derramou pela humanidade), mas ao florescer e frutificar ao mesmo tempo, pode se referir à virgindade de Maria. Trata-se também de uma planta trifoliada podendo simbolizar a Santíssima Trindade — o que também vale para o trevo visto no gramado.

Ficha técnica
Ano: c. 1448
Técnica mista sobre madeira
Dimensões: 51 x 40 cm
Localização: Museu Wallraf-Richartz, Colônia, Alemanha

Fontes de pesquisa
Gotico/ Editora Taschen
A história da arte / E. H. Gombrich
1000 obras primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.artbible.info/art/large/560.html
https://www.stefanbarme.de/stefan-lochner-madonna-im-rosenhag/
https://de.wikipedia.org/wiki/Madonna_im_Rosenhag

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Heemskerck – RETRATO DE FAMÍLIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor e gravador holandês Maerten van Heemskerck (1498 – 1574) foi aluno de Cornelis Willemsz e de Jan Lucasz. Depois de trabalhar dois anos com o pintor Jan van Scorel em Harlem, ele partiu para a Itália, onde ficou cerca de quatro anos. Ao regressar, tornou-se deão da Guilda de São Lucas em Harlem. Além de retratos, compôs pinturas mitológicas e religiosas. Foi um dos grandes nomes intermediários entre a arte italiana e a holandesa do século XVI.

A obra intitulada Retrato de Família é um dos principais trabalhos do artista e também um dos mais importantes retratos no que diz respeito à arte neerlandesa do século XVI, combinando a tradição neerlandesa com as influências recebidas na Itália. O pintor mostra o seu talento criativo. Retrata o rico burguês Pieter Jan Foppez e sua família – seus amigos.

O senhor Pieter Jan Foppez e sua esposa Alijdt Mathijsdr formam duas colunas, mas sem rigidez, entre as quais estão inseridas duas de suas crianças (Jan e Cornelia), sendo que a mais nova (Pieter) encontra-se no colo da mãe, nua, lembrando o Menino Jesus nos braços da Virgem Maria. Eles vestem roupas da época. O pai foca o observador e traz uma grande bolsa dependurada em seu cinto. O copo de vinho tinto em sua mão direita parece fazer um convite ao observador, embora haja um frio distanciamento entre esse e as figuras da composição. Sua mão esquerda, descansando no ombro de sua filha, mostra seu anel de sinete no dedo indicador. A mãe está vestida com recato.

Uma mesa ornada com toalha de damasco branca, sobre a qual se encontram frutas, queijo e pão, está diante da família. Tudo ali é finamente trabalhado em seus detalhes. É impossível ficar indiferente à cesta de frutas e ao cacho de uvas, ambos meticulosamente trabalhados. Trata-se de um pequeno passo que dá início ao surgimento da natureza-morta como um gênero em si mesmo.

Um rosário de contas de cor coral parece fazer parte de seus trajes e seu filho de colo aponta o crucifixo nele presente ao observador. Existe a possibilidade de que este retrato tenha sido encomendado em razão do nascimento ou do batismo do filho mais novo.

Nota: esta pintura, durante muito tempo, foi atribuída a Jan van Scorel.

Ficha técnica
Ano: c. 1530
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 118 x 140 cm
Localização: Staatliche Gemäldesammlung, Kassel, Alemanha

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://www.wga.hu/html_m/h/heemsker/1/fam_port.html

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Froment – MOISÉS E A SARÇA ARDENTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor francês Nicolas Froment (c.1430 – 1485) foi um dos mais renomados pintores do sul da França na segunda metade do século XV, responsável por pintar retábulos, murais, miniaturas e cenários para teatro. Em Avinhão trabalhou a serviço do rei René d’Anjou. Presume-se que tenha visitado a Itália. Os primeiros trabalhos do artista mostram influência dos Países Baixos.

A composição intitulada Moisés e a Sarça Ardente é uma obra da maturidade do artista, encomendada pelo rei René de Provença. Pertencia originalmente a um tríptico, sendo sua parte central. A cena é inspirada numa passagem do Antigo Testamento. Aqui é a Virgem Maria, trazendo seu Menino ao colo, quem aparece a Moisés, sentada no meio de uma sarça ardente – e não Deus. Isso prova o quanto era cultuada a Mãe de Jesus na Idade Média.

O Menino Jesus traz um espelho oval na mão esquerda, onde refletem a sua figura e a de sua mãe. O que parece ser um grande camafeu a atar as roupas do anjo traz a cena que mostra Adão, Eva e a serpente no Jardim do Éden (Pecado Original). Trata-se de outra referência à Virgem, representante da nova Eva (“Ave” significa “Eva” invertido). Pequenas chamas levantam-se como línguas de fogo do emaranhado de arbustos que se queima, mas não é consumido. Várias flores ali presentes simbolizam a virgindade de Maria.

Moisés encontra-se sentado próximo ao seu cão pastor, guardando o rebanho de seu sogro Jetro, quando é tomado por aquela visão grandiosa. Sua mão direita está levantada para proteger os olhos contra tamanha luminosidade. Um anjo, trazendo na mão direita um cetro, aparece à sua frente para ordenar-lhe que retire seu calçado, pois aquele é um solo sagrado. Um de seus pés já se encontra descalço, enquanto sua mão esquerda retira o outro calçado.

A sarça encontra-se sobre um pequeno rochedo que divide a tela em três partes que não guardam muita relação entre si no que diz respeito a motivos e perspectivas. A união de vários elementos incomuns lado a lado é uma característica do simbolismo medieval.Ao fundo descortina-se a paisagem de uma cidade, vista à esquerda e à direita do rochedo. O caracol, presente próximo ao pé descalço de Moisés, simboliza a eternidade. Os 12 troncos que formam a sarça ardente, composto por três tipos de plantas, representam as 12 tribos de Jacó.

Ficha técnica
Ano: c. 1475/76
Técnica mista sobre madeira
Dimensões: 305 x 225 cm
Localização: Catedral de Saint-Sauveur, Aix-en-Provence, França

Fontes de pesquisa
Gotico/ Editora Taschen
1000 obras primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.wga.hu/html/f/froment/burning.html

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Martin Schongauer – A ADORAÇÃO DOS PASTORES

Autoria de LuDiasBH

O gravador e pintor alemão Martin Schongauer (c. 1450 – 1491) era filho de um ourives. Formou-se provavelmente na oficina de Caspar Isenmann, pertencente à cidade de Colmar. Seu trabalho como pintor foi muito pouco documentado, ao contrário do de gravador, cujo trabalho levava o monograma E. S.. Através de suas famosas gravuras em cobre e de seus desenhos, assim como de seus retábulos, exerceu grande influência no Gótico tardio na Alemanha. Na pintura acima é visível a influência flamenga especialmente a de Rogier van der Weyden.

A composição denominada A Adoração dos Pastores — e também Natividade — é uma obra do artista. A cena que acontece num humilde estábulo mostra a Virgem Maria e seu esposo José adorando o Menino Jesus. Ali também se encontram três pastores — aparentando diferentes idades — com suas vestes esfarrapadas e em postura de adoração diante da criança recém-nascida. Tudo na cena tem por objetivo destacar a figura do Menino Jesus que acabara de nascer.

José, usando um manto vermelho e uma bolsa de couro presa à sua cintura, encontra-se de pé, com as mãos entrecruzadas. Logo adiante dele está Maria, trajando um belíssimo manto azul, ajoelhada diante de seu Menino. Os três formam uma diagonal que desce entre suas cabeças. Dois gastos sacos, atrelados ao cajado de José, ocupam a parte inferior esquerda e levam os olhos do observador para dentro da cena. Um boi encontra-se deitado próximo ao Menino e um burro está de pé logo atrás.

O trabalho elaborado de Martin Schongauer chama a atenção sobretudo pela beleza das dobras das vestimentas de Maria e de José e também na representação do pano branco e do velho manto já corroído pelas traças, colocados sobre um feixe de palha, onde se encontra deitado o pequeno Jeus. Os cachos dos cabelos da Virgem é outra prova da fantástica capacidade artística do pintor.

Uma bela paisagem, adornada por um rio de águas azuis, estende-se ao fundo. Ovelhas brancas pastam numa de suas margens.

Ficha técnica
Ano: c. 1480
Técnica mista sobre carvalho
Dimensões: 37,5 x 28 cm
Localização: Gemäldegalerie, Staaliche Muzeu, Berlim, Alemanha

Fontes de pesquisa
Gotico/ Editora Taschen
1000 obras primas da pintura europeia/ Könemann
https://painting-planet.com/the-adoration-of-the-shepherds-by-martin-schongauer/

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