Arquivo do Autor: Lu Dias Carvalho

Fra Filippo Lippi – ADORAÇÃO NA FLORESTA

Autoria de Lu Dias Carvalho

Lippi remove toda uma série de detalhes narrativos que teriam estado presentes em um presépio padrão – ele cria um conjunto de mistérios e os preserva. (Luke Syson)

 O pintor italiano Fra Fillipo Lippi (c.1406-1469) – também conhecido apenas como Lippo Lippi – perdeu seus pais quando ainda era criança, indo morar com uma tia que, por ser muito pobre, internou-o num mosteiro carmelita vizinho, portanto, ele entrou para a ordem do Carmelo quando era ainda muito criança e, ao que parece, contra a sua vontade. Vivendo no Mosteiro de Santa Maria del Carmine (Florença/Itália), onde teve a oportunidade de acompanhar os artistas Masolino e Masaccio que ali trabalhavam na pintura de afrescos. O contato com esses dois grandes artistas viria a influenciá-lo grandemente, como mostram seus trabalhos iniciais.

A delicada composição intitulada Adoração na Floresta é uma obra do artista, sendo tida como uma de suas mais primorosas obras e uma das mais finas do período. Foi inspirada nos ensinamentos de santa Brígida da Suécia – uma santa medieval – cujas visões mostravam Jesus chegando ao mundo como homem, entre pedras.

A Virgem Mãe, em primeiro plano, encontra-se ajoelhada, com as mãos em postura de oração, sobre um carpete verde salpicado de delicadas flores, diante de seu Menino nu, recém-nascido, que ali se encontra deitado – ponto focal da obra. Seu rosto delicado, direcionado ao filho, mostra certa tristeza, como se ela antevisse seu futuro. As dobraduras de seu rígido manto azul, enfeitado com ouro na barra, são extraordinárias. Há uma explosão de dourado na composição.

A floresta ao fundo é densa e escura, apresentando muitos pinheiros cortados e toras empilhadas. Não existem as figuras tradicionais que aludem ao nascimento de Jesus Cristo, como gruta, estábulo, vaca, burro, pastores, reis magos e José. Algumas flores silvestres possuem cinco pétalas numa alusão às Cinco Chagas que Jesus receberá em sua crucificação. Um pintassilgo – ave que se alimenta da semente do espinheiro – pousado no chão, próximo aos pés do pequeno Jesus, faz menção à coroa de espinhos que Cristo usará no futuro. À direita vê-se uma ave de pescoço longo.

Na parte superior, marcando o meio da tela, encontra-se Deus Pai com os olhos voltados para o Menino. Abaixo dele está o Espírito Santo em forma de uma pomba branca que emana seus sete raios em direção à criança, cujo rostinho está direcionado para o observador. O pequeno João Batista, à esquerda, vestido com sua roupa de pele de animal, acima da qual usa um manto avermelhado, traz na mão direita a cruz – seu tradicional atributo – e um pergaminho com a inscrição: “Eis o Cordeiro de Deus”. Seus olhos estão direcionados para fora do quadro. Acima de João, ajoelhado, está o monge Bernard de Clairvaux – fundador da Ordem Cisterciense e um grande adorador da Virgem – com os olhos baixos, em postura de oração.

Esta obra traz uma complexa iconografia da Trindade, da Virgem Maria e de São João Batista, diferentemente de outras obras sobre a Natividade. O artista assinou seu nome na parte inferior da pintura, à esquerda, no machado que jaz próximo à raiz da árvore cortada.

O artista, no fim de sua carreira, criou inúmeras obras de adoração com características fantasiosas semelhantes a esta que foi criada sob a encomenda de um dos homens mais ricos da Renascença de Florença – o banqueiro Cosimo de Medice, mas durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler exigiu que ficasse escondida junto ao ouro nazista e às joias subtraídas das vítimas dos campos de concentração. Foi resgatada, levada para os Estados Unidos e depois devolvida ao seu país de origem.

Ficha técnica
Ano: c. 1459
Técnica: têmpera sobre choupo
Dimensões: 126,7 x 115,3 cm
Localização: Staatliche Museen zu Berlin, Berlim, Alemanha

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/Adoration_in_the_Forest_(Lippi)

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OS PRESÉPIOS DE NATAL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Nada me encantava mais do que passar o Natal na cidadezinha onde viviam meus avós. Mal entrava dezembro, já começava a azucrinar meus pais para que me dessem a data exata de nossa viagem. Se a demora era muita, implorava para que me deixassem ir à frente, coisa que nunca acontecia, mas que não me custava tentar.

Não pensem os leitores que o meu desassossego devia-se à comilança que se instalava naquele mês, ou para ficar encarapitada com os primos nas árvores frutíferas do pomar ou à beira do forno de biscoitos, provando cada leva que saía fumegando, ou ainda em volta dos tachos de cobre borbulhantes de doces em profusão e das mais diferentes qualidades. O meu encantamento estava bem além do paladar. A minha fascinação desmedida era pelos presépios. Ia desde a hora em que se preparava o material até o momento em que eram armados e o ritual que se seguia.

Primeiro preparavam-se as rochas. Folhas de jornal eram dispersas pelo chão e sobre elas era passado um grude feito de farinha de mandioca, usando uma brocha de pintar casa. Imediatamente vinham com o carvão e a malacacheta (mica) moídos e jogados sobre as folhas. Algumas pessoas, em vez de carvão, costumavam usar borra de café. A diferença ficava apenas na cor das rochas: com carvão ficavam bem pretinhas, com borra de café ficavam ocras. O mais importante era a malacacheta que dava o toque final às supostas pedras que ficavam faiscando como se verdadeiras fossem. Depois de lambuzadas, as folhas eram colocadas ao sol. Devia-se ter o cuidado de revirá-las de um lado para o outro, para que ficassem bem secas e resistentes.

Após tudo preparado, vinha a armação do presépio propriamente dita. A sustentação era feita com caixotes ou caixas de papelão. Em volta e subindo pelas paredes (normalmente o presépio era feito tomando-se o ângulo entre duas paredes) vinham as rochas que eram feitas afofando-se a folha de jornal pintada com a mão fechada por dentro, de modo a tomar o formato de uma pedra. Colocavam-nas, uma a uma, bem juntinhas, com pregos ocultos, de modo que se tinha a impressão de estar diante de um alto rochedo. No ponto mais alto era instalada a estrela D’Alva que tinha por fim guiar os três reis magos: Belchior, Baltazar e Gaspar.

A segunda parte era a mais primorosa: arranjar o local da gruta onde nasceria o Menino Jesus. Cerca de 10 dias antes, o arroz já tinha sido plantado em pequenas vasilhas de jeito que, ao armar o presépio, ele já se encontrava grandinho e verdejante. Os pequeninos vasos eram belamente organizados entre as rochas, como se o arroz ali tivesse nascido. Bacias de musgo também enfeitavam a gruta. Areia fininha e branca era colocada em toda a entrada. No meio, punha-se uma vasilha com água e dentro um espelho, dando a impressão de um lago. No suposto lago eram colocados sapos, peixes, cisnes, patos e outros bichinhos aquáticos.  Fora, na areia, espalhavam-se bois, vacas, carneiros, pombinhos e tudo o mais que fosse bicho. Alguns presépios tinham até mesmo os desconhecidos dinossauros.

A manjedoura não podia faltar no presépio, sendo uma peça de fundamental importância. Em volta dela, além dos animaizinhos, havia Maria, José, os reis magos e todos os santos que se tivesse na casa. Alguns presépios eram bem ecumênicos, pois traziam Iemanjá, Buda, Shiva, Super-Homem e outros mais. O Menino Jesus só podia ser colocado depois da Missa do Galo, ou seja, depois da meia-noite, quando a família, reunida rezava o terço e fechava a cerimônia cantando Noite Feliz. Ação que se repetia até o desmonte do presépio.

Durante o período em que os presépios ficavam montados, grupos da comunidade saíam tocando violão, acordeom e cantando de casa em casa, visitando o Menino Jesus. Após a cantoria, saudando o real dono da festa, havia um gostoso café, acompanhado de queijo, requeijão, biscoitos variados, bolos, broas, queijadinhas, beijus e pão de queijo. Para os chegados aos aperitivos, não faltava uma boa branquinha, assim como quinados e licores diversos. Da casa mais modesta à mais rica, todos eram recebidos com imensa alegria, como se formassem uma só família. Também me é impossível  esquecer das pastorinhas que animavam as noites de dezembro e início de janeiro, não apenas na cidade, mas nas roças e sítios, onde ganhavam galinhas, porcos e perus, guardados para a festa final do dia 6 de janeiro.

Quando o desmanche do presépio aproximava-se, os reis magos eram colocados de frente para a saída da gruta, ou seja, de costas para a manjedoura. Para minha tristeza, dia 6 de janeiro era o prazo para que todo aquele encantamento se evaporasse e a vida voltasse ao normal. Restava-me o consolo de que outros natais viriam pela frente. Mas era preciso esperar muito tempo. A tristeza só não era maior porque começavam os preparativos para o Ano Novo, embora eu me revoltasse com a morte de alguns dos animaizinhos representados nos presépios.  A minha cabeça de criança não conseguia entender, como podiam matar os bichinhos do Menino Jesus. Achava que Ele ficava muito triste com as pessoas. E ainda acho! Em protesto, passei a não comer carne.

Nota: Imagem copiada de http://www.flickr.com/photos/raimundoalves/2890667251

Obs.:
Este texto é dedicado aos meus queridos tios Antônio A. Pereira e Davina G. Avelino que até hoje preservam a magia do Natal, unindo toda a família em torno do presépio e a todos os meus leitores queridos, com os votos de um Feliz Natal.

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FRUTAS DO NATAL E SIMPATIA

Autoria de Luiz Cruz

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Ao iniciar dezembro, é época para se programar para o Natal. Os preparativos para a montagem do presépio mobilizam a família toda, cada um dá a sua contribuição. O presépio é uma tradição natalina e não pode faltar, mesmo que seja simples e pequenino.

Uma das lembranças de minha infância é a figura de uma senhora que circulava por Tiradentes no período natalino. Era conhecida popularmente como “Veia-do-barro-branco”. Uma anciã de porte baixo, tez clara, mas ligeiramente dourada pelo sol. O cabelo branco, bem comprido, sempre enrolado em um grande totó. Seu rosto era de aspecto inesquecível, para sempre! Era arredondado, cheio de linhas vincadas que moviam ao gesticular e ao conversar, em tom altivo, eloquente e comunicativo. Faltava-lhe um olho e o outro era de um azul forte, brilhante e muito expressivo. Por onde passava, inundava o ambiente com sua presença e alma iluminada.

A “Veia-do-barro-branco” andava pelas ruas da cidade com um balaio sobre a cabeça, cheio de gabiroba (C. pubescens, da família Myrtaceae), que era vendida a litro. Era a fruta da época, a qual nos remessava ao clima natalino. Fruta saborosa, nativa do Brasil e conhecida por uma variação de nomes: guavirova, guabiraba, guariramba e outros. Planta típica de áreas de campo, podendo ser apreciada na Serra de São José. Bom mesmo é saboreá-la no pé, mas dela se pode fazer deliciosos licor, geleia, sorvete, suco, batida e até pudim.

A gabiroba é rica em proteínas, carboidratos e vitaminas do complexo B. Além do fruto, as folhas da planta são usadas em infusão para aliviar dores musculares, através de banhos de imersão. Naqueles tempos, além da gabiroba, a “Veia-do-barro-branco” caçava e vendia tatus (mamíferos pertencente à ordem Cingulata e à família Dasypodidae), que trazia presos em outro balaio. Coisa que hoje em dia não pode ocorrer de forma alguma.

Outra fruta do período natalino é a romã, uma infrutescência da romãzeira (Punica granatum), que é originária da Grécia, mas bem aclimatada no Brasil. A fruta é coletada para integrar os arranjos decorativos de Natal. No dia de Reis ela é aberta e saboreada. É rica em proteína, cálcio e vitaminas do complexo B. É usada para sucos e medicinalmente ajuda a reduzir a pressão arterial e para a prevenção de alguns problemas cardiovasculares. Da parte amarela que envolve a polpa pode-se fazer um chá para inflamações da garganta, que é usado na forma de gargarejo.

Com a romã se faz uma das simpatias de Reis: retirar de uma romã nove sementes, pedindo aos três Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar que lhe traga saúde, amor, paz e dinheiro. Depois, pegar três das nove sementes e guardar dentro da sua carteira, para nunca lhe faltar dinheiro. Das restantes, engolir três sementinha e jogar para trás as últimas três que sobraram, fazendo seus pedidos.

A gabiroba e a romã são frutas que dão sabor especial ao período natalino e não podem faltar no final do ano.

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Mestres da Pintura – FRA FILIPPO LIPPI

Autoria de Lu Dias Carvalho

Ao invés de estudar, ele passava todo o tempo rabiscando desenhos em seus livros e nos dos outros, o que naturalmente levou a que o monsenhor lhe desse todas as oportunidades possíveis para que aprendesse a pintar. (Giorgio Vasari)

 O trabalho de Masaccio foi profundamente importante para Filippo Lippi – deu-lhe uma maneira profundamente nova de pensar sobre representação, sobre como mostrar figuras, usar luz e sombra para trazer um sentido de forma e presença e dar a colocação de figuras em um o mundo que foi fundado na gravidade. (Jeffrey Ruda)

O pintor italiano Fra Fillipo Lippi (c.1406 – 1469) – também conhecido apenas como Lippo Lippi – perdeu seus pais quando ainda era criança, indo morar com uma tia que, por ser muito pobre, internou-o num mosteiro carmelita vizinho, portanto, ele entrou para a ordem do Carmelo quando era ainda muito criança. Embora não tivesse feito a escolha de ser um frade, ele foi treinado para seu um, o que lhe possibilitou desenvolver sua vocação artística. Ali permaneceu até os 30 anos de idade.

Vivendo no Mosteiro de Santa Maria del Carmine (Florença/Itália), Fra Fillipo Lippi teve a oportunidade de acompanhar os artistas Masolino e Masaccio que ali trabalhavam na pintura de afrescos. Em razão de seu grande interesse, o prior do convento permitiu que ele aprendesse a pintar. O contato com esses dois grandes artistas viria a influenciá-lo grandemente, como mostram seus trabalhos iniciais. Na cidade de Pádua  recebeu a sua ordenação.

Fra Filippo Lippi trabalhou na cidade de Veneza e depois na de Florença, onde realizou inúmeras encomendas para a família dos Medici, pois suas obras haviam se tornado muito populares. Mudou-se depois para Prato, onde foi capelão de Santa Margarida. Ali trabalhou em grandes afrescos para a capela-mor da catedral da cidade. Veio depois a trabalhar em afrescos para a catedral de Spoleto, porém morrendo antes de completá-los, cabendo tal incumbência aos discípulos de sua oficina. Dentre seus alunos estavam seu filho Fillipino Lippi e Sandro Boticelli.

O pintor, após um tempo em Prato, foi obrigado a abandonar a ordem do Carmelo, pois havia se envolvido com uma noviça de nome Lucrecia Buti, com quem teve seu único filho – Filippino Lippi – que viria a ser aluno e assistente de Sandro Botticelli em Florença, após a morte do pai e veio a tornar-se um dos grandes pintores de Florença. E assim como seu pai, tornou-se mais conhecido como pintor de afrescos.

Fra Filippo Lippi é tido como um dos mais importantes sucessores de Masaccio. Ao lado de Fra Angelico, ele é tido como um dos mais formidáveis pintores de afrescos de sua época.

Fontes de pesquisa
1000 obras-primas da pintura europeia/ Ed. Könemann
Renascimento/ Editora Taschen
https://en.wikipedia.org/wiki/Filippo_Lippi

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Giorgio Morandi – NATUREZA-MORTA

Autoria de Lu Dias CarvalhoO pintor italiano Giorgio Morandi (1890 – 1964) veio de uma família muito modesta da cidade de Bolonha, onde nasceu. Seu pai Andrea era um pequeno comerciante e sua mãe Maria Maccaferri dona de casa. Foi o primeiro de cinco irmãos.  Após os estudos regulares, trabalhou no escritório de seu pai por um tempo. Embora sua cidade fosse desprovida de tradições artísticas, ali havia uma Academia de Belas Artes, onde o rapazinho veio a estudar, mesmo percebendo que o ensino ministrado pela academia era muito limitado. Ele passou a completar sua instrução com a leitura de livros e revistas de arte, vindas da França, pois naquela época a Itália vivia um período de relativa obscuridade.

Esta natureza-morta de Morandi mostra como o artista em sua expressão, aproximava-se das primeiras experiências cubistas de Picasso e especialmente de Braque, que entre todos os cubistas foi o único que, muitas vezes, reduziu a figura a uma forma plana, mostrando apenas seu perfil.

 Ficha técnica
Ano: 1914
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 54 x 67 cm
Localização: Coleção particular

Fontes de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultural

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Giorgio Morandi – NATUREZAS-MORTAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

                                

O pintor italiano Giorgio Morandi (1890 – 1964) veio de uma família muito modesta da cidade de Bolonha, onde nasceu. Seu pai Andrea era um pequeno comerciante e sua mãe Maria Maccaferri dona de casa. Foi o primeiro de cinco irmãos.  Após os estudos regulares, trabalhou no escritório de seu pai por um tempo. Embora sua cidade fosse desprovida de tradições artísticas, ali havia uma Academia de Belas Artes, onde o rapazinho veio a estudar, mesmo percebendo que o ensino ministrado pela academia era muito limitado. Ele passou a completar sua instrução com a leitura de livros e revistas de arte, vindas da França, pois naquela época a Itália vivia um período de relativa obscuridade.

As duas naturezas-mortas apresentadas acima são obras do artista, ambas pertencentes ao ano de 1920 e indicativas do final da chamada “fase metafísica” de Morandi.

Na natureza-morta à esquerda, o pintor trabalhou com mais suavidade, não apresentando as sombras e os limites dos objetos com a rigidez de antes, sendo possível notar um halo de ternura a envolver os objetos. As herméticas construções do período imediatamente anterior não mais aparecem. As coisas são apresentadas com mais naturalidade e espontaneidade.

Na natureza-morta à direita, as lembranças do período metafísico de Morandi não são mais encontradas. As pinceladas são claras e nelas é possível encontrar uma série de modificações tonais. Os objetos tornam-se mais leves, perdendo parte do volume, enquanto a luz atravessa-os, deixando-os translúcidos. Suas formas misturam-se com o próprio ambiente em que se encontram, efeito que é produzido mediante um jogo de luzes e sombras que antes eram encontrados em sua fase “metafísica”.

Ficha técnica
Ano: 1920
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 66,5 x 60,5 cm (pintura à esquerda) / 38 x 33 cm (pintura à direita)
Localização: Coleção Particular

Fontes de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultural

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