TÔKAIDÔ – SHINAGAWA

Autoria de Lu Dias Carvalho

Togotsu IA estampa Tôkaidô – Shinagawa, obra do artista japonês Utagawa Kunisada, faz parte da série 53 Estações da Estrada Tôkaidô.

Durante as viagens, conhecidos e parentes muitas vezes seguiam os viajantes até Shinagawa, de onde se despediam. Ali, havia muitas casas de chá, de frente para o mar, onde eles faziam uma parada.

A estampa mostra um daimiô (que significa “grande nome”), acompanhado de sua respectiva comitiva, subindo o monte Ôtono. Ao fundo, no mar azul, são vistas inúmeras embarcações a vela.

Em primeiro plano, uma mulher, elegantemente vestida e com um rico penteado, com motivos de flor-de-cerejeira enfeitando seu quimono, faz uma alusão à primavera. Ela se encontra próxima a um braseiro chinês.

Daimiô – era o título atribuído aos senhores que geriam grandes territórios japoneses e que tinham sob seu comando um grande número de vassalos.

Ficha técnica
Artista: Utagawa Kunisada-ga
Ano: c. 1836
Dimensões: 22,5 x 18,4 cm

Fonte de pesquisa
Pinturas do Mundo Flutuante/ IMS
O Japão/ Louis Frédéric

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Anita Malfatti – A VENTANIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

A VENTAN

A composição A Ventania, obra da artista brasileira Anita Malfatti, é claramente influenciada pelo trabalho do holandês Vincent van Gogh, ao apresentar pinceladas de textura espessa, ressaltadas e rápidas. Nela, o vento é o elemento principal, ao dobrar tudo que à sua volta se encontra, com sua força colossal, num turbilhão de formas e cores.

O observador tem a impressão de que também se encontra sob a força da ventania, que se encaminha em sua direção, levando o que encontra à frente, pois há uma visível cuidado, por parte da artista, com o deslocar do vento e com as cores.

Esta tela fez parte da exposição de 1917 e também da semana de Arte Moderna, em 1922.

Ficha técnica
Ano: c. 1915-1916
Dimensões: 51 x 61 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Anita Malfatti/ Coleção Folha

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TÔKAIDÔ – KAWASAKI

Autoria de Lu Dias Carvalho

Togotsu IIA estampa Tôkaidô – Kawasaki, obra do artista japonês Utagawa Kunisada-ga, faz parte da série 53 Estações da Estrada Tôkaidô.

O artista apresenta um barco fazendo a travessia do rio Rokugô. Na outra margem do rio,várias pessoas aguardam a vez para atravessarem. Mais ao fundo, encontram-se dois famosos restaurantes, algumas casas e muitas árvores.

Em primeiro plano está uma bonita mulher, vestida na última moda. Sua presença alude a possíveis serviços sexuais.

Ficha técnica
Artista: Utagawa Kunisada-ga
Ano: c. 1836
Dimensões: 22,5 x 18,4 cm

Fonte de pesquisa
Pinturas do Mundo Flutuante/ IMS

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Anita Malfatti – O HOMEM DE SETE CORES

Autoria de Lu Dias Carvalho

O HOMSECOR

Esta composição, denominada O Homem de Sete Cores, obra da pintora brasileira Anita Malfatti, faz parte dos trabalhos feitos por ela, quando se encontrava estudando nos Estados Unidos. Contudo, acredita-se que as folhas de bananeira, vistas à direita, foram acrescidas quando a artista já se encontrava no Brasil, incentivada pelo movimento nacionalista com qual deparou ao regressar a seu país, quando os modernistas brasileiros voltavam-se para uma temática mais nacionalista.

Transpor os limites da tela era uma característica comum às obras de Anita. Podemos observar que a figura não insere toda a cabeça dentro da tela, mas apenas parte dela, onde se vê o queixo e parte da boca, sem qualquer equilíbrio estético. O mesmo acontece com parte do pé esquerdo. A pintora não se preocupava com as regras dominantes da época. Não se atrelava a elas.

A figura nua encontra-se meio de perfil, com o corpo tortuoso, o que acentua a sua musculatura avantajada. Tem-se a impressão de que se encontra andando. As cores verde e azul são predominantes na composição.

Ao ser exibida na Semana de Arte Moderna, em 1922, esta obra tinha como título O Movimento.

Ficha técnica
Ano: c. 1915-1916
Dimensões: 60,7 X 45 cm
Técnica: carvão e pastel sobre papel
Localização: Acervo do Museu de Arte Brasileira – FAAP, São Paulo, Brasil

Fonte de pesquisa
Anita Malfatti/ Coleção Folha

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NIHON-BASHI

Autoria de LuDiasBH

TotsuA estampa Nishon-Bashi, obra do artista japonês Utagawa Kunisada-ga, faz parte da série 53 Estações da Estrada Tôkaidô. O local apresentado é uma ponte e vizinhança.

Pela ponte circulam vários homens, alguns deles empurrando uma carroça cheia de fardos. Mais abaixo, muitos outros circulam com seus cestos carregados.

Em primeiro plano, uma sedutora mulher veste trajes de gueixa. Ela se encontra de perfil, como se estivesse caminhando.

Mais ao fundo, à esquerda, delimitado por uma tênue linha negra, vê-se o Monte Fuji todo coberto pela neve. Três pipas no céu parecem formar três outros montes.

Ficha técnica
Artista: Utagawa Kunisada-ga
Ano: c. 1836
Dimensões: 22,5 x 18,4 cm

Fonte de pesquisa
Pinturas do Mundo Flutuante/ IMS

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A MÃE IMIGRANTE

Autoria de Lu Dias Carvalho giov123

A Mãe Imigrante é uma fotografia de Dorothea Lange, feita em 1936, que mostra a miséria estampada no rosto de uma mãe, Florence Thompson, uma camponesa da Califórnia, num acampamento de colhedores de ervilhas. Ela está rodeada por seus dois filhos, que escondem o rosto diante da máquina da fotógrafa, e traz mais um bebê no colo. Esta é uma das fotos mais conhecidas da década de 1930, um ícone da Grande Depressão que abalou o mundo. À época, Florence tinha 32 anos de idade e sete filhos. Ela foi fotografada quando se encontrava em Nipono, na Califórnia, EUA, à procura de um emprego ou de ajuda social para que seus filhos não morressem de fome.

A década de 30 refere-se ao período da Grande Depressão, tido como o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX, muito penoso para a humanidade, pois trouxe um alto índice de desemprego, queda na produção de todos os tipos de bens, queda das ações nas bolsas de valores, entre outras mazelas. Em suma, revirou a economia de muitos países de cabeça para baixo. Como nas crises, quem mais sofre são os pobres, pois não possuem nada que lhes garanta a manutenção de suas famílias, após perderem seus empregos.

Os Estados Unidos foram um dos países que mais sentiram os efeitos da Grande Depressão, ao lado do Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, etc. Florence e muitas outras famílias viviam na miséria extrema. Foi um período de muitos suicídios, tanto do lado dos grandes empresários e fazendeiros, como por parte dos desempregados. A Grande Depressão foi responsável pela ascensão de Adolf Hitler na Alemanha e de outros regimes totalitários, em outros países.

Dorothea Lange fazia parte do grupo de fotógrafos, empregados pelo governo de Franklin D. Roosevelt para registrar a vida dos trabalhadores migrantes. Ela encontrou, num acampamento, abrigadas por uma tenda provisória, Florence e suas crianças, que há muitos dias não comiam, a não ser vegetais congelados, retirados dos campos. A família já havia vendido até os pneus do carro para comprar comida.

Florence, nos seus 32 anos, mostra-se envelhecida pelo sofrimento, pelo desespero e pela incerteza do que viria. Os sulcos em sua testa e ao redor dos olhos são profundos. O olhar parece perdido ao longe, enquanto a mão direita segura o queixo. Florence morreu em 1983, 47 anos depois de ser fotografada, sendo enterrada ao lado do marido George. Em seu túmulo lê-se:

FLORENÇA LEONA THOMPSON Mãe Migrante – A Lenda da Força da Maternidade americana

A fotógrafa Dorothea Lange (1895-1965) era norte-americana, filha de imigrantes alemães. Foi pioneira entre as mulheres na fotografia, assim como uma das mais brilhantes de todos os tempos.

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