DORMINDO EM 60 SEGUNDOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Ao que parece, os insones podem agora dormir sossegados, sem ter que ficar revirando na cama a noite toda, brigando com Morfeu. Este milagre vem sendo propagado pelo cientista americano, Dr. Andrew Weill, formado em medicina pela famosa Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. E, se assim for, os ansiolíticos que induzem o sono estarão com os dias contados, e o bolso dos insones menos vazio.

A técnica de respiração 4-7-8 tem como objetivo levar a vítima da vigília forçada a dormir como um anjo. Muitos de nós conhecemos pessoas que devem praticar tal técnica faz muito tempo, pois mal encostam a cabeça no travesseiro e já atingem o sono, deixando a gente com uma inveja danada, enquanto conta milhares de carneirinhos pulando cerca.

O método é chamado de “tranquilizante natural para o sistema nervoso”, trabalhando com a diminuição da tensão corporal. Que maravilha!

Vejamos os passos a serem seguidos:

1. Expirar completamente o ar dos pulmões.
2. Em seguida, fechar a boca e inalar o ar pelo nariz, enquanto conta até quatro, mentalmente.
3. Depois, segurar a respiração por sete segundos e expirar o ar pela boca contando até oito.
4. A cada quatro vezes que se faz essa mecânica, contabiliza-se um ciclo.
5. Para conseguir dormir, você deve repetir o ciclo três vezes.

Não há do que reclamar, pois o método é muito simples, leva pouco tempo e não é necessário que se use qualquer equipamento, capaz de ser feito até por crianças. Agora ninguém poderá mais reclamar. Segundo Dr. Andrew Weill, esta técnica é inspirada em uma antiga prática indiana chamada de pranayama, que significa “controle da respiração”,  que ajuda no controle da ansiedade.

O Dr. Andrew Weill sugere que tal técnica seja praticada duas vezes por dia, sendo necessárias entre seis e oito semanas pra que se consiga cair no sono em apenas 60 segundos. Vamos tentar gente!

ASSISTAM AO VÍDEO (em inglês)

Fonte de pesquisa:
http://www.correio24horas.com.br

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Bosch – O BARCO DOS LOUCOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição O Barco dos Loucos, também conhecida como A Nave dos Loucos, obra de Hieronymus Bosch, faz parte do conjunto formado por Alegoria do Prazer e a A Morte do Avaro. Presume-se que faça parte dos primeiros trabalhos do pintor, levando em conta a relativa simplicidade da pintura e significado alegórico.  Representa o mundo temporal e o espiritual.

No barco, representante de ambos os mundos, terreno e espiritual, passam o tempo mergulhados nos prazeres da carne, sem se preocuparem com a fluidez da vida, portanto, em vez de ancorarem no porto da salvação, todos irão chegar às costas do país dos loucos, recebendo a condenação no dia do Juízo Final. A obra apresenta vários personagens.

Na parte central do barco encontram-se sentados uma freira e um monge. Enquanto ela tenta tocar um alaúde, instrumento musical que muitas vezes é associado ao desregramento, traz os olhos fixos e a boca aberta, juntamente com o monge, tentando abocanhar um alimento pendurado numa corda, parecido com um pão ou bolo, movido pelo homem que sobe na árvore. Uma tábua, que se encontra entre eles, contém um prato com cerejas, tidas como as frutas da imodéstia, enquanto ao lado está um copo, provavelmente contendo dados para serem jogados.

Nada indica que o artista tenha feito sua obra baseando-se num fato real, ou seja, na expulsão dos loucos da cidade. Possivelmente trata-se de uma representação simbólica da seleção dos maus. Como monges e freiras devessem ficar sempre separados, a presença de ambos no mesmo espaço, já era um indicativo de condenação à época do pintor. Por sua vez, naqueles tempos, o alaúde, por ter um buraco redondo, simbolizava a vagina, enquanto a gaita simbolizava o pênis. Manejá-los remetia à luxúria.

O jogo entre a freira e o monge, para ver quem é capaz de comer o pão, ou o que quer que seja, evidencia a gula, embora alguns estudiosos interpretam que os dois estão apenas cantando. Outra presença marcante é o número de barris e recipientes para vinho, a sugerir a embriaguez. Ao que parece, o pintor quer mostra que, para cometer tantos pecados, é preciso que sejam dementes. Os loucos, portanto, na composição de Bosch, são as pessoas que se comportaram inadequadamente, segundo os princípios morais da época, incapazes, portanto, de alcançarem o reino dos céus.

Há na composição duas árvores dentro do barco. Uma é usada como leme, sendo ligada à popa, e a outra, com folhas, é usada como mastro. Um grande peixe está suspenso num galho seco, enquanto outro galho sustém um louco, de costas para o grupo, que bebe vinho numa tigela, usando o uniforme dos loucos da época, e trazendo na mão uma vara contendo na ponta as suas próprias feições . Ele parece ser o mais calmo de todo o grupo.

A bandeira em forma de flâmula do mastro, desfraldada ao vento, traz uma lua crescente, emblema dos turcos, que queriam invadir a Europa. Era também usada para marcar os dementes em uma composição, por isso, eles eram vistos sob a bandeira dos desafetos dos cristãos.

Saindo de uma enorme moita, um sujeito tenta cortar a fita que prende ao mastro um ganso assado, o que remete ao pecado da gula. Mesmo que as velas, o leme e os ramos não sejam capazes de impulsionar o barco, isso não afeta o prazer dos ocupantes, que já se encontram bêbados e alegres. Sendo que duas freiras e um frade deixam de lado as obrigações ligadas ao espírito, para se comprazerem com os prazeres mundanos.

Em cima, no meio da árvore, aparece algo que tanto pode ser uma caveira quanto uma coruja, considerada a ave da sabedoria e da morte, pois, em razão do estado atual do quadro é impossível precisar. Qualquer uma estaria de acordo com a obra. Na água estão dois homens. Um deles levanta sua tigela, pedindo mais vinho. Um outro, seguro naquilo que seria o leme, parece vomitar.

Havia muita simbologia na arte da Idade Média. Através do conhecimento de tais sinais, o observador podia decifrar a obra. O significado dessa simbologia ainda é muito estudado nos dias de hoje para melhor compreensão da arte desse tempo. Por exemplo, um barco poderia significar um símbolo de Estado, da Igreja, da fé ou a vida. A água era ligada à limpeza, à renovação e ao batismo. Também significava perigo, ameaça ou pecado. Assim, as figuras nuas representadas na água de O Barco dos Loucos são pecadores. A água também poderia estar relacionada à demência, inclusive, na cidade holandesa de Meulebeck, os dementes eram levados a passar sobre uma ponte, com o intuito de obterem a cura.

Ficha técnica
Ano: c. 1494
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 57,8 x 32,5 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de Pesquisa
Los secretos de las obras de arte/ Taschen
Bosch/ Abril Coleções
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
Bosch/ Tachen

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Bosch – A CARROÇA DE FENO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O mundo é uma carroça de feno e cada um pega o quanto pode. (Ditado flamengo)

Porque toda a carne é como a erva … secou o feno e caiu a flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. (Epístola de S. Pedro)

A Carroça de Feno trata-se da obra central de um tríptico do pintor Hieronymus Bosch, sendo que na parte esquerda está representado o Paraíso e na direita o Inferno. Assim como toda a obra do pintor, esta é também incomum, contendo inúmeros personagens e objetos, muitas vezes sem nenhuma interação. Dentre os pecados tidos como mortais, a ambição, ou avareza, pelos bens materiais, parece ter sido a maior preocupação do pintor, sendo tratada em muitas de suas obras, embora os demais pecados também sejam apresentados nesta composição.

No centro da composição encontra-se uma carroça cheia de feno, puxada por seres estranhos, diabos. Sobre ela cresce uma touceira de mato, diante da qual se encontram três personagens em harmonia, um deles tocando um alaúde. Atrás deles, um casal está abraçado, sendo observado por alguém detrás da moita. As pessoas ali estão ladeadas pela figura de um anjo que olha para o céu, pois é o único a notar a presença divina, e de um diabo com cauda de pavão, a perturbar a música. Ambos representando o bem e o mal.

Acompanhando a carroça, estão o papa, o rei e o imperador, com seus séquitos, montados em seus cavalos, como se o feno pertencesse a eles por direito, sendo os donos de tudo, enquanto em volta da carroça, disputam homens e mulheres, usando escadas, garfos, ganchos e até mesmo as próprias mãos, para retirarem um pouco de feno para si, que, à época, era de fundamental importância no inverno. Alguns caem, em desespero, sob as rodas. Próximo aos diabos que conduzem a carroça é possível ver um monte de terra, com uma porta de madeira, de onde várias pessoas tentam sair. Com a presença do rei, papa e imperador, Bosch mostra que o poder terreno estava aliado ao espiritual.

A carroça está andando em direção ao Inferno, depois de ter deixado o reino da inocência, ou seja, o Paraíso, e os personagens irão pagar pelos pecados cometidos. Nem mesmo o trio de poderosos foi poupado por Bosch. Na parte superior da tela, em uma nuvem dourada, Cristo, mostrando suas feridas, olha para a humanidade com tristeza.

Na parte inferior da composição, há um grande número de personagens. Eles parecem alheios à passagem da carroça de feno. Estas pessoas estão envolvidas em enganar e roubar, sempre movidas pela ganância: um homem com um chapéu preto é um manipulador de marionetes, sendo que a criança próxima a ele pode ter sido roubada; uma cigana lê enganosamente a sorte de uma mulher, enquanto seu filho procura algo na saia dessa; um curandeiro causa sofrimento e trapaceia um cliente; uma freira busca pegar um demônio vestido de azul, que está tocando uma gaita de foles, que simboliza o pênis; três freiras enchem um enorme saco de feno pertencente a um monge bonachão, que tem um copo na mão, e rouba a Igreja. Atrás das cenas descritas, há muitas outras de assassinato.

Ao usar o feno como parte central da obra, o pintor El Bosco fez uma alusão às coisas mundanas, à efemeridade da vida e à tolice da ganância humana, diante de uma existência tão efêmera. Na sua pintura, o feno é usado pelos empregados de Satanás para corromper os homens arrogantes, avarentos e prepotentes, de modo a levá-los para o inferno. O feno também era tido, no século XVI, como o símbolo da falsidade e da fraude. Há duas versões dessa pintura.

Vejamos como Bosch demonstra os pecados mortais na sua tela:

  1. o papa, o rei e o imperador são os donos do carregamento de feno (Soberba);
  2. o homem de chapéu alto, acompanhado por uma criança, tendo às costas uma marionete, pode ser tido como um falso mendigo (Avareza);
  3. um curandeiro, diante de sua tenda com letreiros e frascos de pomadas, ludibria suas vítimas. Seu porta-moedas cheio de feno indica que ele é desonesto (Avareza);
  4. três freiras enchem um saco de feno, enquanto um frade, com sua barriga protuberante, bebe (Gula);
  5. o casal amoroso, de pé, no topo do monte de feno pode ser entendido como a representação da Luxúria;
  6. os dois homens brigando no centro da composição representam a Ira;
  7. o povo querendo pegar o feno, também pode representar a Inveja;
  8. um homem deitado debaixo das vestes de uma mulher com um bebê, pode significar a Luxúria, etc.

No Paraíso, visto à esquerda, são apresentadas cenas da criação: surgimento de Eva da costela de Adão, o pecado original e a expulsão do paraíso do casal. Os anjos indisciplinados, figuras pequenas semelhantes a insetos, na parte superior, também são expulsos. O pintor, em suas obras, criou para representar o diabo figuras híbridas, mistura de homem, animal e vegetal. No Inferno, visto à direita, o pintor apresenta o lugar com todos os seus horrores.

A temática principal de A carroça de Feno é a ganância humana. Desde os primórdios, tem sido essa a grande preocupação cristã, combatendo o triste paradoxo do excessivo amor aos bens materiais e o amor a Deus, coisa impossível de conciliar. Atualmente, o homem continua bem mais ávido pela riqueza, e pior, tenta tirar da natureza todos os seus tesouros, pois o feno não mais lhe interessa.

Ficha técnica
Ano: entre 1485 e 1500
Técnica: óleo sobre madeira
Painel central: 135 x 100 cm
Paineis laterais: 135 x 45 cm (cada um)
Localização: Museu do Prado, Madri, Espanha

Fonte de pesquisa
Los secretos de las obras de arte/ Taschen
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

Bosch/ Abril Coleções

Bosch/ Taschen

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O DIABO NA IDADE MÉDIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O diabo e sua corte, tidos como seres reais para a imensa maioria do povo, eram bastante difundidos na Idade Média, conforme podem ser vistos nos registros de confissão, descrições de experiências místicas e crônicas biográficas da época. A Igreja propagava sua presença, espalhando que o ser humano estava rodeado por espíritos ruins. A ignorância era tamanha, que uma simples dor de dente, falta de apetite ou ressaca alcoólica era atribuída ao rei das trevas e sua corte. Até mesmo um ruído involuntário, como rir, suspirar ou soltar um pum era tido como coisa do demo comunicando-se com seus asseclas. Mas esse procedimento esdrúxulo vem ressuscitando nos nossos dias, com a esperteza de certos credos, que proliferam feito erva-daninha, com o fim de amedrontar o fiel e ganhar-lhe a fidelidade eterna, além de parte de seu parco salário.

Conta-se que certo monge, em 1487, deixou escrito que, enquanto se conduzia para sua cela, recebeu uma rasteira de um espírito do mal ou de uma alma do purgatório que queria pedir ajuda. Portanto, até o ato de tropeçar estava ligado ao mal. Pessoas contavam que recebiam golpes físicos dos espíritos da maldade, sem que esses se mostrassem visíveis. Noutras vezes, eles se mostravam em forma de animais como cães, gatos, ursos, camundongos, moscas e porcos. Coitados dos bichinhos! O fato de um cão arranhar uma porta à noite já era motivo de tomar tal ato como uma visita do demo. Fico imaginando o sofrimento daquele povo, numa época em que o número de ratos, por exemplo, era assustador, correndo pelos cantos da casa a noite toda, e sendo tidos como enviados das trevas.

Segundo relatos da época, as freiras, monges e sacerdotes, que acabavam de receber os votos de castidade, eram um prato cheio para os servos do diabo, que ficavam a tentá-los, como se fossem exuberantes figuras do sexo oposto, de modo a fazê-los cair na luxúria. Haja tentação e ignorância!

O temor era a mola mestra da fé, levando o homem a optar pelo bem ou pelo mal. Escolher o mal seria fazer um pacto com Satanás. Na Idade Média, asseguravam Estado e Igreja que esse pacto era selado com a união sexual. Diziam até que em certas partes do mundo, pessoas de ambos os sexos abriam mão da fé, para fornicar com o diabo. Isso que era escolha ruim! O pior é que, ainda hoje, mais de meia dúzia de séculos depois, pessoas ainda caem nessa lorotagem, tornando sua vida mais sofrida, ao abraçar crenças que relegam a ciência ao porão da mente. Penso eu, que os diabos humanos que incitam tal comportamento, deveriam responder processos, pois têm na exploração da força do mal unicamente a usura pelo dinheiro… grana… gaita… pecúnia.

Na Idade Média, os bruxos eram tidos como comparsas do diabo e, por isso, a Igreja exortava que esses homens e mulheres fossem caçados e mortos. Demoníaca ignorância! Havia até um manual, denominado “Malleus maleficarum”, de processos de inquéritos e sermões, compilados em três volumes, reproduzidos inúmeras vezes e espalhados mundo afora. Era o terror fazendo dos homens escravos cativos. Por isso, Satanás e seu séquito tinha um espaço bem maior dentro da Igreja, assim como hoje, do que Deus. E todo aquele que disso discordasse, ou não professasse tal fé, era tido como herege, pactuado com o demo e não conhecedor do “Senhor Jesus”. Hoje é tudo como dantes no quartel de Abrantes. Tudo não passando de invenção para aumentar o poder das centenas de credos espalhados pelo mundo cristão. Ig

Nota: a imagem acima é parte da obra de Bosch, denominada O Jardim das Delícias, presente aqui no nosso blog.

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Van Gogh – LES ALYSCAMPS

Autoria de Lu Dias Carvalho

Les Alisc I   Les Alisc II

O pintor holandês Vincent van Gogh, que em vida conseguiu vender somente um quadro, tendo passado as piores privações, a ponto de pensar em parar de pintar, teve recentemente uma de suas obras leiloadas, em Nova York, por nada menos do que a cifra de US$ 66,3 milhões. Em 1990, o quadro Retrato de Dr. Gachet foi arrematado por US$ 82,5 milhões. Observe o leitor que eu me refiro a dólares. Mesmo tendo pintado 879 quadros, em menos de uma década, Van Gogh só conseguiu vender A Vinha Vermelha, por um valor insignificante. Atualmente, seus quadros estão entre os mais caros do mercado das grandes obras de arte. Quanta ironia o tempo provoca!

A tela Les Alyscamps (primeira gravura), que mostra uma cena outonal com suas árvores flamejantes e chão dourado, foi pintada no sul da França, em 1888, tendo sido inspirada pela arte do pintor francês Paul Gaugain, após sua chegada a Arles, ocasião em que o artista holandês convidou o amigo para conhecer os lugares onde gostava de pintar. E juntos, no antigo cemitério conhecido como “Les Alyscamps”, necrópole edificada pelos romanos, fora dos muros da cidade, os dois puseram-se a pintar, comportamento comum entre eles, cada um fazendo a sua versão. Na ocasião, também foi pintado por Van Gogh outro par de telas, denominado Queda das Folhas de Outono, num total de quatro telas, enquanto Paul Gauguin pintou duas, em razão da rapidez das pinceladas do artista holandês, o que não agradava muito a seu colega, que pintava com calma.

A composição Les Alyscamps é na verdade um par de quadros, tendo o primeiro sido vendido em 2003 por US$ 11,76 milhões (segunda gravura).

Fichas técnicas
Ano: 1888
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 92 x 74 cm
Gênero: Pintura de paisagem
Localização: coleção particular

Ano: 1888
Técnica: tinta a óleo
Dimensões: 92 x 73,5 cm
Gênero: Pintura de paisagem
Localização: Coleção Basil P. E Elise Goulandris, Laussane, Suiçã

Fontes de pesquisa
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2015/05/06/quadro-de-van-gogh
http://en.wikipedia.org/wiki/Les_Alyscamps

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Picasso – AS MULHERES DE ARGEL

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Mais uma obra do mercado da arte surpreende pelo preço alcançado em leilão. Desta vez trata-se de As Mulheres de Argel, obra do pintor espanhol Pablo Picasso, pintada em 1955, que foi arrematada por nada mais e nada menos do que 179, 3 milhões de dólares, em Nova York. Que loucura! Ou a imensa maioria das pessoas possui dinheiro de menos, ou os ricaços perderam totalmente a noção do valor de suas fortunas. Será que alguém aqui tem a noção do que é possível fazer com uma quantia tão exorbitante? Confesso que não tenho. Chega a ser um escândalo, diante da vida miserável que tantas pessoas levam neste nosso velho mundo, onde a saúde e a educação andam sempre em decadência, na maioria dos países.

Esta obra de Picasso representa uma cena passada num harém, sem dúvida alguma inspirada nas Mulheres de Argel em seu Apartamento, de Eugéne Delacroux. O valor conseguido foi o mais alto já atingido num leilão, pago por uma obra de arte. E a disputa entre os interessados só durou 11 minutos, como se estivessem a comprar vinhos. A obra mais cara, vendida em leilão foi Três Estudos de Lucian Freud, de Francis Bacon, vendida por US$ 142 milhões, em 2013.

Que mundo louco, meu Deus!

Fontes de pesquisa:
Jornal do Brasil
Correio do Povo

Ficha técnica
Não encontrei dados para compor a ficha técnica. Quem conseguir, peço repassar para mim.

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