O FAZENDEIRO E O ÍNDIO

Autoria de Suedro Potiele

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Certa vez um fazendeiro
Contratou como empregado
Um índio muito dócil
Porém não modernizado,
Até que um dia, para curtir
A folga de um feriado,
O fazendeiro foi à cidade
Do nativo acompanhado.

Na cidade, os dois chegando,
O fazendeiro se sentou
No banco de uma praça
E pro índio assim falou:
Vai buscar água pra mim
Porque com este calor
Minha goela tá tão seca
Que até se esturricou.

O índio, obediente
Apesar de ignorante,
Munido de um caneco
Lá se foi no mesmo instante
À procura de água fresca
Até que, após andar bastante,
Apenas por intuição
Veio parar num restaurante.

O índio neste recinto
Não sabia o que fazer
Até que um dos garçons
Resolveu lhe atender
Perguntando gentilmente:
O que você vai querer
Água fresca – disse o índio –
Que é pro meu patrão beber.

Uma vez que vivia
Ocupado o tempo inteiro
O garçom só lhe indicou
A direção do banheiro
E o nativo agradecendo
Foi mais do que ligeiro
Apanhar a dita cuja
Que levou ao fazendeiro.

Após salvar o líquido
Sem ao menos desconfiar
Que de onde ele viera
Não convém nem relatar,
O homem ainda sedento
Não hesitou em ordenar
Que o índio fosse outra vez
Da mesma água, buscar.

Só que o índio desta vez
Apenas foi e retrocedeu.
Vendo o índio sem a água
O patrão o repreendeu:
Por que não trouxe a água?
O que foi que aconteceu?
Ao que o índio esbravejando,
Deste jeito respondeu:

Patrão, me desculpe,
Mas tô aqui pelo pescoço
Porque aqui na cidade
Tem cada sujeito grosso.
Eu não pude apanhar a água
Foi por causa de um moço.
O mal-educado tava
Sentado em cima do poço.

Nota: ilustração do autor
Extraído do livro: Cordel Engraçado
Contato com o autor:
Celular: 8711-3714

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Almeida Júnior – O DESCANSO DA MODELO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Almeida Júnior é, entre os artistas contemporâneos, um dos que maiores disposições mostram e mais qualidades possuem para acompanhar o movimento artístico de seu tempo. (Gonzaga Duque)

A composição Descanso do Modelo, obra do pintor brasileiro Almeida Júnior, foi pintada em Paris, quando ali esteve pela primeira vez como estudante de arte, sendo exibida no Salon de Paris de 1881. O próprio artista dele fez outras cópias, posteriormente, algumas delas presentes hoje em coleções particulares. Almeida Júnior retrata em sua tela duas figuras humanas, um homem e uma mulher numa sala, rodeados por inúmeros objetos, desenhados com perfeição.

A modelo de pele morena, seminua, sem demonstrar timidez alguma, e de costas para o observador, traz as mãos sobre o teclado do piano, tendo à sua frente, um caderno de partituras aberto. Seu rosto sorridente está voltado para o pintor, como se quisesse ganhar sua aprovação. Sobre um banco, com almofada vermelha, um tecido está jogado displicentemente, provavelmente trata-se de sua roupa.

O pintor, com sua barba longa e cabelos cobertos por um gorro, e seus trajes escuros, à esquerda da tela, encontra-se sentado diante de seu cavalete, de frente para o observador, mas com o rosto virado para a modelo. Ele fuma um cigarro e aplaude a pianista, trazendo um sorriso no rosto. A seus pés estão a paleta e os pinceis, e, à direita, a caixa de tintas. Um enorme quadro jaz na parede, acima de sua cabeça. Não é possível saber o que ele pinta em seu cavalete, que se encontra de costas para o observador.

A habilidade do pintor na confecção do papel florido, que recobre a parede, onde se encontram duas porcelanas dependuras, com desenhos semelhantes, e o vaso com flores, à direita, chamam a atenção. A estamparia dos tapetes, cortinas, toalhas, tecido que encobre parte da modelo e aquele sobre o qual ela se senta, são um esmero à parte.

O quadro é essencialmente descritivo, onde predominam instrumentos musicais: pandeiro, clarinete e flauta decorando a parede e o alaúde sobre o piano. Dois candelabros, um com vela e outro sem, encontram-se acima da tampa do piano. Vários vasos são vistos no aposento, em louça e bronze. Dois galhos de rosa estão jogados sobre o tapete, à direita.

O modo como se apesentam pintor e modelo demonstra que existe uma grande sintonia entre os dois, que gozam alegremente do momento de descanso.  Almeida Júnior também tocava piano.

Ficha técnica
Ano: 1882
Dimensões: 100 x 130 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil

Fonte de pesquisa
Almeida Júnior/ Coleção Folha
A arte brasileira em 25 quadros/ Rafael Cardoso

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DÊ PODER A ALGUÉM E DESCUBRA QUEM É

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso.
Mas não se esqueçam de que
o abuso é sempre a regra. (Bertolt Brecht)

Não há quem não conheça o provérbio popular que diz que “o poder corrompe”. Alguns acham que se trata de uma bobagem criada pelo povo, outros que não é bem assim, pois depende do caráter da pessoa, e alguns outros afirmam que nada tem a ver com a verdade. Mas a ciência entrou em campo para nos dar uma resposta dentro dos rigores científicos, mesmo que desagrade a muitos e surpreenda a uns poucos.

O pesquisador americano Adam Galinsky, Ph.D. em psicologia social pela renomada Universidade de Princeton, diz que o poder, na maioria das vezes, torna as pessoas mais corruptas, gananciosas, mesquinhas e hipócritas e, em geral, muda-as para pior.

A experiência foi aplicada em forma de testes comportamentais a voluntários. Os pesquisadores observaram que, nos testes aplicados, “os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas, ao se desculparem por atitudes que condenavam nos outros.” Como acontece na vida real, tais sujeitos julgavam-se acima do bem e do mal, como se certas regras comportamentais não dissessem respeito a eles.

Portanto, meus queridos leitores, abram os olhos, pois o poder corrompe sim. E não pensem que é só o poder de grande porte. Alguns indivíduos há, que mesmo no posto de gerentes de departamentos, representantes de comunidades, diretores de escolas, assessores de políticos, síndicos de prédios, dirigentes de clubes, chefes em  instituições públicas, portadores de diplomas de curso superior, etc., adotam uma postura de seres especiais, de uma espécie humana diferenciada da comum. E pior, aqueles que ousam questioná-los para maior compreensão de determinado assunto, usando os meios legais, são tidos como desrespeitosos, desequilibrados e arrogantes. Sendo até mesmo intimidados por processos judiciais, por estarem “duvidando da honra alheia” ou os “desrespeitando” no exercício de suas funções.

Diz a pesquisa que embora os “notáveis mais notáveis” saibam que o poder os deixa no centro das atenções pelo cargo ocupado, psicologicamente sentem-se invisíveis e inacessíveis à qualquer forma de punição. Coisa que não acontece às pessoas ditas comuns, que são sempre penalizadas. Em muitos países, a impotência, as firulas ou a morosidade da justiça acabam reforçando esse comportamento imoral dos “poderosos”, deixando-os “invisíveis”, para agirem impunemente.

Segundo o pesquisador Adam Galinsky, a melhor maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele, pois já se pode afirmar com absoluta certeza que o uso do poder provoca mudanças comportamentais nos indivíduos. E pior, a maior transformação é aquela que os torna mesquinhos, corruptos e hipócritas. De modo que tais figuras começam com pequenos deslizes e vão afrouxando seus padrões éticos, ante a falta de cobrança e punição. Daí, para se transformarem em “deuses do Olimpo”, é um pulo. E voltamos ao politeísmo!

Quem pensa que os “dominantes” quando flagrados em seus delitos mostram-se envergonhados e arrependidos está redondamente enganado. Primeiro, porque eles já cometeram muitas irregularidades que não lhes trouxeram punição alguma e, segundo, porque se julgam no direito de tê-las cometido, pois não se veem como cidadãos comuns, a quem cabe os rigores da lei. É o tal do “Você sabe com quem está falando?”.

A maioria das pessoas, quando fora do poder, possui um tipo de comportamento, mas assim que se vê imbuída de uma faísca de autoridade, muda a conduta (Quem não conhece alguém assim?). Essa maioria não apenas assume postura imoral, como se torna ditadora e hipócrita, defendendo padrões rígidos de comportamentos para os outros, mas que nunca dizem respeito a si. Vemos, na verdade, que tais indivíduos trabalham, não pelo bem da coletividade, mas pelo bem de si mesmos.

Adam Galinsky diz que a melhor saída para conter essa tendência humana de agir mal, quando se encontra no poder, é fazer com que os “poderosos” tenham de prestar contas. De modo que o combate à falta de ética, à imoralidade e à arrogância do poder seja constante, exigindo-se processos decisórios transparentes das pessoas, em qualquer que seja a função que exerçam, em nome de uma coletividade ou de um povo.

O pesquisador faz uma comparação com a história de O Senhor dos Anéis. Assim que ele coloca o anel no dedo, torna-se invisível e passa a agir mal.

Diz ele: “O poder é este anel.”.

O poder, no entanto, caros leitores, pode se transformar numa armadilha cruel para o ambicioso e da qual ele não conseguirá escapar, pois não resta dúvida de que a vida é regida por forças opostas, num vai e vem contínuo. O que hoje traz alegria ao ambicioso, poderá ser amanhã motivo de sua própria desgraça, pois toda ação produz uma reação.

Nota: Imagem copiada de http://oserprofeta.com

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Pintores Brasileiros – ALMEIDA JÚNIOR

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Era o mais autêntico e genuíno representante do tradicional tipo paulista. Mas sem nenhum traquejo de homem de cidade. Falava como os primitivos provincianos e tal qual estes vestia-se, andava, retraía-se. Mas isso não impediria que fizesse um curso brilhantíssimo, durante o qual recebeu diversas premiações em desenho figurado, pintura histórica e modelo vivo, inclusive, em 1874, a grande medalha de ouro com o quadro Ressurreição do Senhor. (Gastão Pereira da Silva)

Aos poucos, por uma confluência de valores pessoais com circunstanciais favoráveis, Almeida Júnior virou uma espécie de símbolo da brasilidade an arte de sua época. (Rafael Cardoso)

O pintor José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899), filho do funcionário público José Ferraz de Almeida e de Anna Cândida de Amaral e Souza, nasceu na cidade de Itu, São Paulo. Tinha duas irmãs, Maria Amélia e Francisca Amália. Ainda criança, a família já notava o talento do garoto para a pintura. E, com a ajuda do padre Miguel Correa Pacheco, não tardou a ser mandado para o Rio de Janeiro, a fim de refinar seu talento,  matriculando-se na Academia Imperial de Belas Artes.

Almeida Júnior, na Academia, iniciou seus estudos aperfeiçoando-se no desenho, começando pela estatuária e pelo modelo-vivo, e a partir daí tiveram início as aulas de pintura. Teve como principais mestres Jules le Chevrel, que tinha formação francesa e era professor de desenho, e o famoso pintor brasileiro Victor Meirelles, professor de pintura. Como era comum à época em todo o mundo, Almeida Júnior fazia cópia dos trabalhos dos mestres europeus.

Por sua pintura Belizário Esmolando, ele ganhou a Medalha de Ouro, prêmio principal da Academia onde estudava. Contudo, não se dispôs a concorrer ao Prêmio de Viagem, que poderia levá-lo a estudar na Europa, por timidez, segundo dizem alguns historiadores.

Ao retornar a Itu, o pintor abriu seu ateliê, onde dava aulas de desenho e fazia as encomendas recebidas, sendo, em sua maioria, pertencentes aos políticos e à elite cafeeira. Mas tudo mudaria para o artista, ao encontrar-se com o imperador dom Pedro II, quando esse esteve no interior paulista para inaugurar um ramal da estrada de ferro Mogiana. Já conhecendo a aptidão do artista em outras exposições, ofereceu-lhe uma bolsa de estudos na Europa.

Quando chegou ao Velho Mundo, Almeida Júnior estava com 26 anos, na época em que os impressionistas continuavam envolvidos com seus trabalhos. O artista também foi testemunha do escândalo provocado pela escultura A Idade do Bronze, obra de Auguste Rodin, acusado de ter usado gesso sobre o modelo e amigo Auguste Neyt, algo condenável à época.

Em Paris, Almeida Júnior foi estudar na École Nationale Supérieure des Beuax-Arts, tendo como orientador o mestre Alexandre Cabanel. Ele tanto aprendia sobre as escolas artísticas tradicionais quanto as modernas. Ali ficou durante seis anos, retornando posteriormente àquele país por três vezes. Também esteve na Itália.

Ao retornar ao Brasil, o artista abriu seu ateliê na cidade de São Paulo. Ali recusou a solicitação para ser professor da Academia Imperial de Belas Artes, para a qual foi nomeado como membro honorário. Na cidade paulistana, o pintor trabalhou intensamente, fazendo exposições individuais e coletivas, participando de mostras internacionais, executando encomendas e depois retornando à Europa.

Dentre as encomendas feitas ao pintor, a maior procura era por retratos. O artista abria mão das poses cansativas para executá-los pela observação da fotografia, o que originou algumas críticas em relação a tal método. Também trabalhava com outras temáticas: religiosa, naturezas-mortas, cenas de gênero, paisagens urbanas e rurais, pintura alegórica, tendo feito uma única pintura histórica (A Partida da Monção). Em suma, era um artista completo. Na última década de sua vida, o pintor dedicou-se muito ao universo caipira, criando inúmeras obras.

Almeida Júnior, um dos maiores nomes da pintura brasileira, foi assassinado em 1899, aos 49 anos de idade, no auge de sua carreira, por seu primo José de Almeida Sampaio, um fazendeiro, que se casara com Maria Laura do Amaral Sampaio, com quem o artista mantinha um relacionamento secreto e por quem era apaixonado. Segundo pesquisas, o casal chegou a ter um filho, tendo sua amada servido de modelo para vários de seus quadros, tais como: A Pintura, Leitura, O Importuno e Saudades.

José Ferraz de Almeida Júnior é tido como o pintor que mais apreendeu o realismo dos pintores franceses Gustave Courbet e Jean-Fraçois Millet. Até hoje, a obra do artista é revista pelos mais diferentes estudiosos.

Fonte de pesquisa
Almeida Júnior/ Coleção Folha
http://www.aprovincia.com.br/memorial-piracicaba/especial/vida-e-tragica-morte-de-almeida-jr/

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CAUSAS E COMBATE ÀS AFTAS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Também conhecida por estomatite aftosa, a afta é uma condição comum caracterizada pela formação de úlceras na cavidade oral. São benignas e não são contagiosas, afetando cerca de 20% da população, em algum grau. Essas úlceras ocorrem periodicamente e curam-se completamente na maioria das vezes. Na maior parte dos casos, as úlceras duram cerca de sete a dez dias. Entretanto, o problema é aguentar aqueles dias, e saber o que fazer para amenizar o incômodo, que elas provocam.

As causas não estão completamente esclarecidas. Parecem ser provocadas por desequilíbrios no sistema imunológico. Mas alguns dos gatilhos já são conhecidos, entre os quais podemos citar:

• traumas locais, como mordidas acidentais;
• altos níveis de estresse;
• poucas horas de sono;
• presença da Helicobacter pylori, a mesma bactéria que causa úlcera gástrica;
• refluxo gastroesofágico;
• alimentos, como chocolate, café, refrigerantes, tomate e abacaxi;
• hábito do tabagismo;
• alterações hormonais durante o ciclo menstrual;
• deficiência de algumas vitaminas e minerais, como vitamina B12, vitamina C, zinco, ferro e ácido fólico etc.

Portanto, podemos ver que as causam são várias e podem ocorrer isoladas ou em conjunto.
As aftas instalam-se com maior frequência na infância e adolescência e, normalmente, recorrem por vários anos antes que desapareçam na fase adulta. Não há cura, e os tratamentos visam a controlar a dor, promover a cicatrização e reduzir a frequência dos episódios de ulceração.

Na maioria dos casos, a afta desaparece sozinha. O foco principal do tratamento, quando necessário, é impedir que o agente causador continue provocando a inflamação da úlcera. O remédio caseiro de mais fácil utilização é uma solução de 50% de água oxigenada e 50% de água. Com a ajuda de um cotonete faça a aplicação da solução diretamente na afta. Em seguida, coloque uma pequena quantidade de leite de magnésia na afta, de três a quatro vezes por dia. Pequenos pedaços de gelo colocados perto da lesão também podem ser uma boa opção para controlar a inflamação local. Isto alivia o desconforto e pode auxiliar na cura da ferida.

Se houver muita dor ou dificuldade para deglutir, o médico pode recorrer a tratamentos sintomáticos, como os bochechos com medicamentos anti-inflamatórios, assim como à aplicação de pomadas para uso oral, do tipo orabase. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de anti-inflamatórios sistêmicos (como os corticoides) e/ou remédios para reduzir a acidez do estômago. Em casos de má alimentação, a mesma deverá ser corrigida e, eventualmente, a suplementação com algum polivitamínico poderá ser necessária. Da mesma forma, alimentos ácidos ou muito condimentados deverão ser evitados, pois são substâncias abrasivas e irritantes. O uso de escovas com cerdas macias também poderá ser útil.

As aftas são auto limitadas. Úlceras da cavidade oral que não cicatrizam necessitam de avaliação especializada.

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Ercole de Roberti/Lorenzo Costa – A EXPEDIÇÃO…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A Expedição dos Argonautas é uma obra dos pintores Ercole de Roberti e Lorenzo Costa.

Numa embarcação a vela encontram-se vários personagens. As velas infladas pelo vento levam o barco de madeira escura para longe da costa rochosa. A água do mar não possui o  azul ou verde característicos, mas um branco láteo. Tudo parece estranho, numa mistura de mundo fantástico com real.

Os pintores representam o navio Tonda, embarcação usada no século XV, para transportar mercadoria na região do mar Mediterrâneo. Como possui enfeites de ouro, a viagem enfocada na composição não é comercial, mas trata-se de uma aventura.

Na popa da embarcação está um homem forte, embrulhado numa pele de leão, segurando uma espada. Ele representa o deus Hércules, herói da mitologia grega. A seu lado, de vermelho, está seu companheiro e pagem Hylas. Na proa encontra-se Jason, responsável por guiar a expedição, em busca do Velocino de Ouro. Dentro do barco estão várias pessoas, algumas delas viradas para trás, enquanto outras se entretêm numa conversa. São os chamados argonautas.

Na lenda, o navio chamava-se Argos, por isso a expedição recebeu o nome de “Expedição dos Argonautas”. Sendo 50 os argonautas. Ao fundo aparece uma cidade com suas torres.

Esta obra não se encontra assinada, o que traz muitas dúvidas para os estudiosos de arte quanto à sua real origem. Supõe-se que foi feita em carvalho e álamo pelos pintores Ercole de Roberti e Lorenzo Costa.

Nota: Leiam sobre a lenda da mitologia grega, que conta a história dos tripulantes (argonautas) da nau Argos, em busca do Velocino de Ouro.

Ficha técnica
Ano: entre 1840-1890
Dimensões: 43 x 53 cm
Técnica: ?
Localização?

Fonte de pesquisa
Los secrtos de las obras de arte/ Taschen

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