Grünewald – A NATIVIDADE DE ISENHEIM

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor Matthias Grünewald pintou a Natividade como parte do retábulo de Isenheim, cujas partes representam a história da vida de Jesus Cristo, desde a Anunciação até a sua Ascensão.

Na cena que representa a Natividade, Maria não se encontra em um estábulo, como comumente vemos, mas ao ar livre, e sem a companhia de São José, do boi e do jumento. Ao contrário, tem ao redor de si objetos comuns à vida diária de uma família, como a banheira de madeira com um pano sobre ela, o jarro e a cama. Alguns estudiosos da obra do pintor veem na banheira de madeira e na vasilha um valor simbólico, ou seja, a limpeza com água alude ao batismo. Também podem representar o asseio para com o bebê.

A Virgem segura o filho ternamente nos braços e o olha com doçura, enquanto um anjo, de frente para ela, toca sua viola de gamba. À direita de Maria, está uma construção ricamente ornamentada. Nela se encontram a própria Virgem e vários anjos, com suas roupas coloridas, em tamanho reduzido, sendo que alguns tocam instrumentos musicais.

Às costas da Virgem, uma paisagem toma metade da composição. O jardim fechado, onde ela se encontra, simboliza a sua pureza.  Maria é comparada a uma rosa sem espinhos. Bem ao fundo da paisagem é possível ver dois pastores, que recebem de um anjo a boa nova sobre o nascimento de Jesus, em Belém. Vários anjos esvoaçam pelo céu da paisagem.

A Virgem é apresentada em grande escala, com coroa e halo, desproporcionalmente aos outros elementos presentes na composição, sendo a intenção do artista mostrar a sua importância como mãe do Salvador.

Ficha técnica
Ano: c. 1514
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões do Painel central: 265 x 304 cm
Localização: Musée d’ Unterlindem, Colmar, França

Fonte de pesquisa:
Los secretos de las obras de arte/ Taschen

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A HIGIENE NAS NAUS PORTUGUESAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Bendito sejam os nossos índios que, convivendo com nossos rios caudalosos, legaram-nos uma forte preocupação com a higiene corporal, pois, se tivéssemos sido guiados pelos descobridores portugueses e seus marinheiros, que aqui aportaram em suas caravelas por ocasião da descoberta de nosso país, e pelos que vieram a seguir, estaríamos mais para gambá do que para gato, pois as condições de higiene nas naus eram precaríssimas.

Aprisionados em espaços diminutos, marinheiros e passageiros navegavam meses a fio até encontrar o destino. A maior parte dos compartimentos das naus era destinada à carga da Coroa, dos mercadores e dos passageiros. Outra parte era ocupada com o armazenamento de água, vinho, víveres, madeira e demais objetos úteis à viagem. Mesmo no espaço deliberado para os oficiais (capitão, mestre, piloto, feitor, escrivão) e marinheiros, eram guardados pólvora, biscoitos, velas, etc.

O banho a bordo era um artigo de luxo, pois a água potável era reservada para beber e para o preparo dos alimentos. Ainda que não fosse por isso, tal hábito higiênico não era tido como necessário. Portanto, não é de se espantar que as pessoas aqui chegassem apinhadas de parasitas como piolhos, pulgas e percevejos, num coça-coça desesperador, o que lhes ocasionava feridas purulentas.

Os minúsculos compartimentos dos passageiros eram multiuso. Ali mesmo, os viajores realizavam suas necessidades fisiológicas, vomitavam, expeliam o escarro e também se alimentavam, sem nenhuma privacidade. Não havia para onde correr, pois de ambos os lados cercavam-nos o impávido oceano. Mas, já sabendo da fedentina que se instalaria, litros de água-de-flor eram levados nas caravelas, assim como ervas aromáticas para serem queimadas, para ao menos aliviar os narizes mais sensíveis contra a fetidez que tomava conta das naus.

A precária, para não dizer inexistente, higiene contagiava até mesmo a água e os alimentos, que além de insuficientes, acabavam deteriorando com muita rapidez. Os marinheiros iniciantes e passageiros mais pobres eram obrigados a comer, para não morrerem de fome, biscoitos embolorados e asquerosos, já carcomidos pelas baratas e outros alimentos em decomposição, como carnes podres e vinhos avinagrados.

A falta de higiene, aliada à péssima alimentação, desidratava os passageiros já desnutridos por longos meses de viagem, sendo muito comuns febres altas e delírios. O escorbuto, doença advinda da falta de vitamina C, corroía as gengivas, fazia-as cheira mal e levava à queda dos dentes, sendo um dos males mais amedrontadores para os viajantes, levando a uma morte muito sofrida. As doenças estomacais eram constantes. Muitos enlouqueciam antes de chegar à terra.

Durante os períodos de calmaria, as naus ficavam paradas vários dias. Em tais ocasiões, enlouquecidos pela fome, os marinheiros comiam tudo que lhes caía às mãos e pudessem mastigar: ratos, sola de sapatos, papeis, biscoitos com larvas de inseto, etc. E pior, quando não mais conseguiam suportar a sede, alguns bebiam a própria urina, enquanto outros buscavam o suicídio. Apesar o sofrimento, os castigos arbitrados pelo capitão da nau, que tinha poder de vida e morte sob os que estavam debaixo de sua guarda, eram cruéis. Tanto usavam as chicotadas, como o “strappado” (pessoas dependuradas no teto pelos pulsos, tendo os braços amarrados atrás das costas. Havia também a “toca”, em que se cobria a boca com o pano e derramavam água sobre a cabeça do coitado, como se fosse afogá-lo. O mais serio dos castigos estava aliado ao motim, punido com a morte. Haja dureza!

A vida nas naus portuguesas (e também nas outras da época) não era fácil. Dentro delas trabalhavam auxiliares, cuja idade variava entre oito e 15 anos. Cabia-lhes a limpeza do convés e trabalhos gerais. Quanto mais pobre fosse a origem do trabalhador infantil, mais pesado era o seu serviço, o que não acontecia com os de origem rica. O trabalho mais pesado que se fazia dentro da nau era o de mantê-la sem água dentro, para evitar o naufrágio. Para tanto, as bombas manuais ficavam em funcionamento dia e noite.

O porão era, sem dúvida, o lugar mais nojento, pois ali a água parada agregava-se às fezes, vômitos, escarros e urina dos tripulantes, muitos deles, de tão fracos, nem conseguiam chegar ao convés, para ver a luz do dia. Aliados à tal imundície, também encontravam-se ratos, piolhos e baratas que também produziam excrementos.

Fonte de pesquisa
Uma Breve História do Brasil/ Mary Del Priore e Renato Venancio

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LABIRINTITE – INVESTIGAÇÃO DAS CAUSAS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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Labirintite é um termo muito utilizado quando a pessoa tem algum desequilíbrio. A primeira reação de alguém que tem algum tipo de tonteira costuma ser o famoso “sentar uns minutinhos para ver se passa”. Às vezes, essa técnica pode funcionar. Porém, uma alteração do equilíbrio corporal pode indicar doenças sistêmicas e, portanto, deve ser investigada a fundo e não só ficar “tomando um remédio para a labirintite”.

As alterações do labirinto ocorrem com mais frequência a partir dos 40 anos de idade, mas podem também surgir em qualquer faixa etária e em ambos os sexos. O labirinto é formado por dois componentes: a cóclea, responsável pela audição, e os canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. Quando ocorre uma falha no funcionamento desse conjunto, principalmente devido à falta de suprimento de sangue e de oxigênio (daí serem muito frequente em idosos), o cérebro recebe informações erradas a respeito da posição do corpo e é daí que ocorrem os sintomas de desconforto. Nem sempre a pessoa apresenta vertigem clássica, que é a tontura rotatória, mas muitas vezes ela surge com desequilíbrios vagos, com a sensação de cabeça vazia, de estar flutuando ou embriagado.

Várias vezes as tonturas, vertigens ou zumbidos nos ouvidos, não são problemas diretos do labirinto e, portanto, não é uma labirintite e sim um labirintopatia, que em última análise denota um problema sistêmico causando os desequilíbrios. Entre as causas da labirintopatia estão algumas doenças como a diabetes, colesterol e/ou triglicérides altos e a hipertensão arterial. Do mesmo modo, o consumo de alguns remédios, que têm efeitos colaterais tóxicos para o ouvido, podem causar os desconfortos. O ácido acetilsalicílio (AAS) e os antibióticos aminoglicosídeos são bons exemplos. O abuso de cafeína, presente no café, de chocolate, de chá e de refrigerantes também são fatores que podem contribuir muito para o desenvolvimento e piora dos sintomas.

A labirintopatia não deve ser tratada como uma anomalia isolada. O médico clínico, ao atender um paciente com mal-estar, desequilíbrio ou sensação de ouvido tampado, deve indicar um medicamento adequado que alivie os sintomas e solicitar exames que possam detectar as possíveis causas. Descartando todos os problemas sistêmicos que possam causar esse desconforto, o médico especialista deverá ser consultado.

É muito importante o leitor entender que o labirinto sofre influência direta de todo o organismo. Portanto, seguir regras e ter bons hábitos faz a diferença, como manter o peso ideal, fazer caminhadas diárias três a quatro vezes por semana, evitar períodos longos de jejum, ter uma alimentação equilibrada com baixos índices de açúcar e de gorduras saturadas, fazer check-up anual com o médico assistente, etc. São ações que ajudarão e muito para o controle do problema. Lembre-se que as medicações para labirintite são tão somente para controle dos sintomas. As causas devem ser investigadas.

Nota: imagem copiada de dexaketo.wordpress.com

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Piero della Francesca – A NATIVIDADE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Em sua Natividade o pintor Piero della Francesca apresenta-nos uma cena bastante simples em que mostra a Virgem com seu Menino e os anjos, tendo por fundo a paisagem de uma cidade com suas montanhas e árvores.

O grupo encontra-se num abrigo em ruínas, com as paredes laterais pela metade e o telhado grosseiro está escorado por dois paus. A Virgem está ajoelhada diante do Menino. Trata-se de  uma mulher graciosa com seu vestido e manto azuis. Ela tem os cabelos presos e traz no pescoço um singelo colar. O Menino Jesus nu, deitado sobre um colchãozinho azul, levanta os braços pequeninos para a mãe, que responde seu gesto apenas com um olhar.

À direita da Virgem cinco anjos músicos fazem um concerto, festejando a chegada de Jesus. Três deles são instrumentistas, enquanto dois que aparentam ser mais singelos, são cantores. Imbuídos que estão em seu ofício, eles formam um grupo aparentemente centrado apenas no seu papel.

José, esposo da Virgem está assentado detrás dela, sendo visto de perfil. Ele se encontra em silêncio, centrado em seus pensamentos.  Dois pastores com seus cajados, vistos quase de frente, apresentam-se à sua direita. Um deles ergue o braço apontando para a estrela que os guiou até ali, mas que se encontra ausente da pintura.

Ao fundo o jumentinho levanta a cabeça zurrando, enquanto o boi parece acompanhar a cena com atenção. A presença dos dois animais traz à composição uma certa ingenuidade e pureza. A choupana, quase que centralizada na composição, deixa ver, de ambos os lados pedaços da paisagem, composta por árvores, rochas e água, à esquerda, e uma cidade à direita. Sobre o telhado da choupana encontra-se um pássaro que parece acompanhar toda a cena.

Em A Natividade as figuras angelicais e humanas de Piero della Francesca estão maravilhosamente inseridas contra um panorama rural que se perde ao longe. A obra é simples, mas sublime.

Ficha técnica:
Ano: 1470
Dimensões: 124,5 x 123 cm
Técnica: óleo sobre madeira
Localização: National Gallery, Londres

Fontes de pesquisa:
Cristo na Arte/ Manuel Jover
Enciclopedia dos Museus/ Mirador

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Filme – ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO

Autoria de Lu Dias Carvalho

ASQMA– Você não é santo. Arrumou táxi de graça, quarto de graça e alguém para ouvir suas histórias chatas. Não percebeu que quando falava no avião eu começava a ler o saco de vomitar? Será que não se tocou: “Acho que o cara não está interessado!” Nem tudo é piada. Precisa saber discernir. Escolher o que é engraçado, meio divertido ou interessante. Você é um milagre! Suas histórias não têm nada disso! Não são divertidas nem por acidente. (Neal)

– Quer me magoar? Se você se sente melhor assim, continue. Sou o alvo fácil. Tem razão. Eu falo demais. Também ouço demais. Posso ser um cínico como você, mas não gosto de ferir os sentimentos dos outros. Pense o que quiser de mim. Não vou mudar. Gosto de mim mesmo. Minha esposa gosta de mim. Meus clientes gostam de mim. Sou artigo genuíno. O que vê é o que sou. (Del)

O filme Antes Só do que Mal Acompanhado (1987), obra do cineasta estadunidense John Hughes, é uma daquelas obras que sentimos prazer em rever, pois sua temática é sempre atual: a arte da convivência humana. Os atores Steve Martin e John Candy parecem interpretar a si mesmos, de tão natural e perfeito que é a interpretação e sincronia dos dois, numa direção apurada de Hughes.

Neal Page (Steve Martin) é um publicitário de Chicago, atraente e impecavelmente vestido, dono de uma situação próspera, que expande autoconfiança, mas que não se sente à vontade perto de pessoas comuns e em meio a situações que fogem ao seu controle. Possui uma mente extremamente organizada, mas não sabe viver com a simplicidade. Por sua vez, Del Griffith (John Candy) é um caixeiro-viajante de Chicago, que tem como ofício vender argolas para cortinas de banheiro, que ele considera “as melhores do mundo”. Ao contrário de Neal, Del é um sujeito alto, gordo, desengonçado, desorganizado e que se esconde debaixo de um amontoado de agasalhos, e, que gosta muito de conversar com as pessoas que se encontram a seu lado.

O filme narra a véspera do Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day) nos Estados Unidos, data que é comemorada na última quinta-feira de novembro. As pessoas estão ansiosas para voltarem para casa, a fim de comemorar o feriado junto com a família, como acontece com os dois protagonistas do filme. Eles se encontram em Nova York e querem retornar a Chicago. Neal ouve impacientemente o chefe, ansioso para que a reunião acabe, pois já tem passagem com hora marcada. Na rua, existe uma frenética batalha para se conseguir um táxi. E foi nessa guerra de nervos, para não perderem o voo, que Neal e Del encontram-se pela primeira vez, com o segundo levando a melhor. E, como se não bastasse, ambos pegam o mesmo voo, e sentam-se próximos.

O inverno está rigorosíssimo. Aeroportos estão superlotados, alguns voos são cancelados e outros desviados. Juntos, Del e Neal passarão pelas mais inusitadas aventuras, uma vez que o voo é desviado, em razão do mau tempo. Contudo, o que fica em evidência daí para frente é o atrelamento dos dois, donos de temperamentos totalmente diferentes, mas sendo obrigados a conviver durante a inusitada viagem. Enquanto o primeiro faz tudo para agradar o seu novo “amigo”, o segundo só anseia por ficar livre dele, preferindo permanecer sozinho, numa clara hostilidade.

Del é uma pessoa alegre, empática, que se preocupa com os problemas de Neal, fazendo tudo para ajudá-lo a ir para casa e chegar a tempo de passar o feriado com a família. Seus sentimentos são visíveis. Sente-se triste ao saber que o táxi que pegara seria de Neal. Quer ajudá-lo de todas as formas, enquanto o outro parece se fechar num casulo, sem mostrar nenhuma simpatia. O voo dos dois é desviado para Wichita, onde não existem mais vagas em hotéis. Ali, fazendo uso de seu cartão de crédito e de sua autoconfiança, Neal consegue um quarto de motel, onde, em razão da desorganização e modos de Del, é terrivelmente franco com ele, criticando seu jeito de ser e dizendo que quer se ver livre dele. Nesse momento há um diálogo tenso entre os dois. A tristeza e a mágoa de Del são visíveis. A partir desse momento, ele ganha totalmente a simpatia do espectador. E o filme, numa mudança fantástica, passa a ser muito mais do que uma simples comédia.

Um dos momentos cômicos do filme é quando Neal acorda entrelaçado com Del, na estreita cama do motel. Outro momento engraçado é quando Neal solta todos os palavrões possíveis, quando descobre que foi enganado pelo dono da locadora de automóveis, sendo obrigado a caminhar cinco quilômetros até o terminal rodoviário, em meio à neve e à lama. Não se contém ao encontrar com a atendente da locadora, que se encontra num alegre bate-papo ao telefone. Há também um momento cômico dentro do ônibus, quando Neal puxa uma música que ninguém sabe cantar e é olhado com desdém. Del salva a situação puxando “We´re the Flinstones!”. O enorme baú, que Del carrega a trancos e barrancos, é hilário.

O final do filme é surpreendente, pois ficam claras as mudanças operadas no sisudo Neal, em razão da convivência com Del, como se ele tivesse aprendido a julgar as pessoas pelo que elas são e não pelas aparências, pois sempre tomava como parâmetro a sua maneira egoística de olhar a vida. A cena final, que mostra Neal voltando para buscar Del, que se encontra triste e solitariamente num banco da plataforma da estação ferroviária, é tudo aquilo que o espectador esperava que acontecesse, atingindo diretamente seu coração.

Nota: outros filmes do diretor: Clube dos Cinco, Mulher Nota Mil, Curtindo a Vida Adoidado.

Fonte de pesquisa
Grandes Filmes/ Roger Ebert

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Teste – A ARTE PRÉ-HISTÓRICA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Antes mesmo que a civilização surgisse, bem anteriormente à invenção da escrita, cerca do ano 4000 a.C., a arte já se fazia presente entre os humanos que já esculpiam e representavam imagens de animais nas paredes de suas cavernas, demonstrando grande habilidade artística ao imitar a natureza. Eles se valiam dos materiais naturais que encontravam, como óxido de ferro, carvão, pedras, ossos, etc. Para obter os pigmentos para pintar, maceravam minerais e carvão natural.

1. Ainda não se chegou à conclusão sobre o que pode ter levado os artistas das cavernas a desenhar, pintar e esculpir. Presume-se que a arte pré-histórica:

a) Tinha o objetivo de enfeitar suas cavernas.
b) Era reproduzida em rituais de magia para dar sorte aos caçadores.
c) Fazia parte do calendário usado para marcar as guerras tribais.
d) Servia para demarcar a posse de cada grupo presente na caverna.

2. O homem das cavernas pintava usando os dedos, soprando com a boca ou usando toscos pinceis feitos de pelos de animais. Essas pinturas, feitas em paredes de pedras são chamadas de:

a) Arte Gótica.
b) Arte Renascentista.
c) Arte Românica.
d) Arte Rupestre.

3. Os mais importantes sítios arqueológicos encontrados são: Caverna de Altamira, Caverna de Lascaux, Parque do Vale do Côa e Parque Nacional da Serra da Capivara, que se encontram, respectivamente, nos países:

a) Brasil, Portugal, Espanha e França;
b) Portugal, Brasil, França e Espanha;
c) França, Espanha, Brasil e Portugal;
d) Espanha, França, Portugal e Brasil.

4. No conjunto de cavernas de Lacaux são encontrados quase 600 animais, representados com perfeição. O local foi fechado ao público porque:

a) a presença de morcegos danificava as pinturas.
b) o valor cobrado aos visitantes era abusivo.
c) a exposição ao ar estragava as pinturas.
d) os visitantes arrancavam pedaços das rochas.

5. Dentre os animais pintados nas cavernas estão os _____, atualmente extintos:

a) Mamutes
b) Tilacinos
c) Bisões
d) Dinossauros

6. Esculturas em pedra também foram encontradas no período pré-histórico. Elas possuem a forma feminina estilizada e estão possivelmente ligadas à fertilidade da mulher. A ilustração acima se refere à:

a) Vênus de Urbino.
b) Vênus de Willendorf.
c) Vênus de Milo.
d) Vênus de Laussel.

7. Grandes monumentos de pedra relativos à Pré-história foram encontrados em várias regiões da Europa. O Santuário de Stonehenge (ver gravura acima) é tido como uma das primeiras obras arquitetônicas da história e encontra-se:

a) na Inglaterra.
b) na Itália.
c) no Havaí.
d) no Peru.

8. Os monumentos de pedra descritos acima são conhecidos pelo nome de:

a) meteoros.
b) meteoritos.
c) megálios.
d) megálitos.

9. O homem pré-histórico já produzia uma forma de música. Ele criou instrumentos sonoros feitos de ossos, madeira e pedra. Dentre esses encontravam-se:

a) tambores de couro.
b) flautas de ossos.
c) gaitas de cobre.
d) bateria de pedras.

10. Pode-se afirmar que o homem das cavernas já dançava, pois nas paredes das cavernas havia desenhos e pinturas mostrando pessoas aparentemente dançando. Tudo leva a crer que as danças eram praticadas em cerimônias:

a) fúnebres, para pedirem a salvação das almas.
b) sociais, para comemorarem casamentos no grupo.
c) religiosas, para pedirem aos deuses abundância na caça,
d) de cura, administradas pelo pajé ou xamã da tribo.

Gabarito
1b/ 2d/ 3d/ 4c/ 5c/ 6b/ 7a/ 8d/ 9b/ 10.c

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