Portinari – MULHER COM CRIANÇA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Mulher com Criança, obra do artista brasileiro Candido Portinari, retrata a vida cotidiana no morro. Duas figuras colossais, a mãe e o filho, ocupam um terço da tela.

A mulata traz a mão esquerda na sua cabeça, juntamente com um pano, e a direita encontra-se sobre a cabeça da criança. Mãe e filho estão descalços. Ela parece fitar o observador, enquanto o garoto, de perfil, traz o rosto encoberto por uma sombra. Os cabelos negros da personagem caem-lhe pelas costas. O vestido de um ombro só, permite ver grande parte de seu colo. O jarro de barro a seu lado assemelha-se com sua forma arredondada.

Atrás dos dois personagens, à esquerda, apresenta-se o morro cheio de barracos. Mais ao fundo está o mar, de onde se avista uma embarcação, e dois morros. O céu traz a mesma coloração do mar, suavizada pela linha mais clara do horizonte.

Ficha técnica
Ano: 1936
Dimensões: 100 x 81 cm
Técnica: Óleo sobre tela
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Cândido Portinari / Coleção Folha

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SEM PRECONCEITOS: CADELA E GATINHO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Não sei quanto tempo levará para que parte da humanidade entenda que há uma grande generosidade nos animais e, com isso, passe a tratá-los com mais carinho e respeito. E  também compreenda que a apregoada bondade humana não é tão grande assim.

Que mãe, com os peitos cheios de leite, tendo deixado o rebento em casa, seria capaz de alimentar um bebê faminto, encontrado na rua? Com certeza ela arrumaria mil e um motivos para não praticar tal ação. Imagine, então, se esse bebê fosse de outra etnia!

A cadelinha acima, fotografada em Zamora, cidade espanhola, em 25/07/2000, permaneceu imóvel para alimentar um filhotinho de gato. Com os úberes cheios, ela não se fez de rogada, ou demonstrou qualquer tipo de preconceito em relação à outra espécie. Canídeo e felídeo dão um belo exemplo à espécie humana. Sem preconceitos!

Fonte: fotografia referente a e-mail recebido.

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A PONTE NIHONBASHI AO NASCER…

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa A Ponte Nihonbashi ao Nascer do Dia é a primeira estação (ponto de parada) da série 53 Estações de Tôkaidô, do artista japonês Hiroshige.

O dia amanhece agitado na Ponte Nihonbasbhi. Em primeiro plano, um imenso portão de madeira está aberto em duas bandas, para dar passagem às pessoas que cruzam a ponte de madeira em arco. Perto dali estão lojas, armazéns, mercados de peixe e casas, alinhadas às margens do rio.

O horizonte ainda se encontra colorido de tons de laranja. Os vendedores de peixe já estão voltando do mercado, com seus cestos cheios, já fora do rebuliço da ponte.

Dois carregadores, inclinados para frente, com pesadas cargas, abrem caminho para o senhor feudal (daimyô) com sua imensa comitiva. Eles carregam enormes malas de roupas, suspensas num pau, que é apoiado no ombro esquerdo. Estão visivelmente cansados, arqueados pelo peso. Atrás deles, vêm dois homens portando gigantescos estandartes. Um terceiro e menor estandarte é visto mais atrás.

Dois cães vadios, alheios à agitação do lugar, são vistos na parte inferior direita da composição.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1832-1833
Dimensões: 26,6 x 34,3

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Taschen

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Portinari – FESTA DE SÃO JOÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição Festa de São João é uma obra do artista brasileiro Candido Portinari. Na verdade, a tela mostra os preparos para a festa de São João, quando todo o morro entra em reboliço, por se tratar de uma festa muito popular no Brasil.

Várias personagens compõem a obra:

• à esquerda, três mulheres carregam latas na cabeça;
• atrás delas, numa escadaria, duas sobem com latas à cabeça, enquanto outra desce;
• à direita, três mulheres estendem roupas, de costas para o observador;
• no primeiro plano, encontram-se várias figuras com o rosto sombreado, excetuando, o rostinho iluminado da garota com laço azul no cabelo preto, que fixa o observador;
• uma mulher está assentada de frente para o observador, ao lado de três crianças, enquanto outra está de costas, tendo um garotinho a lhe segurar o vestido;
• uma mulher está debruçada sobre o pilão, enquanto outra segura uma lata de água;
• a menina de laço segura um bebê, tendo à sua frente outra criança assentada;
• entre os dois paus de sebo, que mais parecem estruturas metálicas, está uma mulher com uma trouxa de roupas na cabeça;
• uma criança sobe por um dos paus de sebo;
• um homem com chapéu azul carrega toras, para armar a fogueira;
• à esquerda, uma mulher brinca com uma criança;
• bem mais acima, vária mulheres carregam latas na cabeça, etc.

Dois mastros desfraldam suas bandeiras. O morro, quase tocando o céu, está cheio de casas. E três coqueiros perfilam elegantemente.

Ficha técnica
Ano:1939
Dimensões: 172 x 193 cm
Técnica: óleo sobre tela
Localização: Acervo do Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Fundación Cosntantini, Argentina

Fonte de pesquisa
Portinari/ Coleção Folha

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Arte de Rua – SEHER ONE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Eu acredito que a nossa infância é o nosso destino. Tudo o que me rodeava na minha infância, e o modo como eu desenvolvi as coisas que vi, os desenhos animados, as histórias em quadrinhos que eu li, o cinema e as ruas foram fatores que desempenharam um papel no despertar do amor pela magia da arte. (Seher One)

O mexicano David Pinon Hernandez, conhecido como Seher, sinônimo de “profeta” no Oriente Médio, é designer e um dos famosos artistas de rua. Diz-se muito tranquilo e criativo, apaixonado por arte e design de livros, que tem na natureza a sua fonte de inspiração. Ele conta que desde criança já gostava de desenhar e tinha predileção pelas histórias fantasiosas, com seus personagens irreais. E assim que cresceu, travou conhecimento com amigos, que se dedicavam ao grafite, o que o levou a participar da arte de rua, tendo feito grafite durante seis anos. Com o tempo, percebeu que apenas as letras não lhe eram suficientes, pois tinha fascinação por personagens imaginários. Dos adesivos caseiros ele passou para os cartazes, depois para as técnicas mistas e os murais.

Seher One define-se como um artista urbano, que possui uma técnica mista, em que utiliza sprays, acrílico e marcadores para criar um mural, que deve ir muito além do reboco e do uso de seu nome. Seu objetivo é repassar uma ideia, emoção ou o movimento das coisas, de modo que tudo seja fluido e flutue. Para ele, sua arte é uma espécie de pós-grafite. Nos seus trabalhos, procura incluir elementos que acha importantes, entrelaçados com lembranças de sua infância. Alguns desses elementos são repetitivos, como uma caixa de leite, abóbora, fauna e crânios, cada um com seu significado próprio. E, embora seu trabalho já tenha um início e um fim determinado no projeto, enquanto o elabora ele o transforma, acrescentando elementos novos.

Seher One é conhecido particularmente pela mistura de cores que apresenta em seus trabalhos. E, segundo ele, uma de suas influências foi o pintor espanhol Salvador Dalí, assim como Andy Warhol, MC Escher, Hasao Miyasaki e Takashi Murakami, entre outros. Embora goste de cores, é importante que se preserve o equilíbrio da obra, numa busca constante de aperfeiçoamento, explica ele.

O artista mexicano, que se diz um amante das cores, diz que elas possuem fortes associações com as emoções humanas. E cada uma delas reflete o seu estado de espírito num determinado momento. Para ele, a cor é o elemento principal de sua obra, acima até mesmo do próprio design. Ele faz o desenho em branco e preto e, de acordo com o seu estado de espírito, ou da mensagem que está querendo transmitir,  usa esse ou aquele padrão de cores.

Segundo Seher One, embora sinta uma grande admiração por muitos artistas tradicionais mais velhos, gostaria muitíssimo de pintar com Os Gêmeos (brasileiros) e Kaws.

Fonte de pesquisa
http://artasylumboston.wordpress.com/seher-one

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TÔKAIDÔ – SHIRASUKA

Autoria de Lu Dias Carvalho

 tv1Hokusai fez cerca de 500 desenhos para sete séries que tinham relação com a estrada Tôkaidô. Os temas centrais das estampas são as atitudes e as atividades humanas. O artista concentra seu interesse, principalmente, na aparência e no modo de agir dos viajantes, assim como nos ofícios dos habitantes locais.

Os viajantes das sete séries são normalmente monges andarilhos, carregadores e serviçais, senhores com um só ajudante e carregadores e serviçais.

Nesta estampa, 53 Estações da Estrada Tôkaidô-Shirasuka, detalhada e cheia de inúmeras informações, seis personagens, entre senhores e carregadores fazem uma viagem entre Tôkaidô e Shirasuka. Montanhas e árvores espalham-se pela paisagem.

A estrada de Tôkaidô (Estrada do mar do Leste) tinha 53 pontos de parada e muitos albergues para atender os viajores. Essas estações formaram os núcleos de futuras cidades japonesas. Cada quilômetro era assinalado por um marco de pedra. O título, portanto, está ligado ao número de pontos de parada.

Ficha técnica
Artista: Katsushika Hokusai (1760 – 1849)
Dimensão: 21,1 x 16,4 cm
Data: c.1810

Fontes de pesquisa
Ukiyo-e / Instituto Moreira Salles
O Japão / Editora Globo

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