A SECA DO CEARÁ (1ª parte)

Autoria de Leandro G. de Barros

a sece

Seca as terras as folhas caem,
Morre o gado sai o povo,
O vento varre a campina,
Rebenta a seca de novo;
Cinco, seis mil emigrantes
Flagelados retirantes
Vagam mendigando o pão,
Acabam-se os animais
Ficando limpo os currais
Onde houve a criação.

Não se vê uma folha verde
Em todo aquele sertão,
Não há um ente daqueles
Que mostre satisfação.
Os touros que nas fazendas
Entravam em lutas tremendas,
Hoje nem vão mais ao campo.
É um sítio de amarguras,
Nem mais nas noites escuras
Lampeja um só pirilampo.

Aqueles bandos de rolas
Que arrulavam saudosas
Gemem hoje coitadinhas
Mal satisfeitas, queixosas.
Aqueles lindos tetéus
Com penas da cor dos céus,
Onde algum hoje estiver,
Está triste mudo e sombrio
Não passeia mais no rio,
Não solta um canto sequer.

Tudo ali surdo aos gemidos
Visa o espectro da morte,
Como o nauta em mar estranho,
Sem direção e sem Norte
Procura a vida e não vê,
Apenas ouve gemer.
O filho ultimando a vida
Vai com seu pranto o banhar
Vendo esposa soluçar
Um adeus por despedida.

Foi a fome negra e crua,
Nódoa preta da história,
Que trouxe-lhe o ultimatum
De uma vida provisória.
Foi o decreto terrível
Que a grande pena invisível
Com energia e ciência
Autorizou que a fome
Mandasse riscar seu nome
Do livro da existência.

E a fome obedecendo,
A sentença foi cumprida
Descarregando lhe o gládio,
Tirou-lhe de um golpe a vida
Não olhou o seu estado,
Deixando desamparado
Ao pé de si um filinho,
Dizendo já existisses
Porque da terra saísses
Volta ao mesmo caminho.

Vê-se uma mãe cadavérica
Que já não pode falar,
Estreitando o filho ao peito
Sem o poder consolar.
Lança-lhe um olhar materno,
Soluça, implora ao Eterno,
Invoca da Virgem o nome.
Ela débil triste e louca,
Apenas beija-lhe a boca,
E ambos morrem de fome.

Vê-se moças elegantes
Atravessarem as ruas.
Umas com roupas em tira,
Outras até quase nuas,
Passam tristes, envergonhadas
Da cruel fome, obrigadas
Em procura de socorros.
Nas portas dos potentados,
Pedem chorando os criados
O que sobrou dos cachorros.

Aqueles campos que eram
Por flores alcatifados,
Hoje parecem sepulcros
Pelos dias de finados.
Os vales daqueles rios,
Aqueles vastos sombrios
De frondosas trepadeiras,
Conserva a recordação
Da cratera de um vulcão
Ou onde havia fogueiras.

Nota:   Criança Morta, Cândido Portinari

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Michelangelo – FIGURAS NO TETO DA CAPELA SISTINA (V)

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Eu tinha feito certos desenhos, mas me pareceram medíocres. Então o papa fez-me outra exposição sobre as cenas abaixo, dizendo que podia fazer no teto o que desejasse. (Michelangelo)

O que é criado com os maiores esforços deve aparentar ter sido realizado rapidamente, quase sem trabalho, apesar de não ser assim. A grande regra: empregar todas as forças e faze coisas que pareçam ter sido feitas sem esforço algum. (Michelangelo)

Júlio II, em 1508, deu a Michelangelo Buonarroti a incumbência de redecorar o teto da Capela Sistina, que fora pintado, em 1481, por Piermatteo d’Amelia, como um firmamento estrelado. O artista foi responsável por grande parte dos motivos pintados no grandioso complexo de representações.

A figura humana foi sempre a grande paixão de Michelangelo, que criou uma linguagem visual própria, tanto na pintura quanto na escultura. Ela tinha para ele a primazia absoluta, quase sempre envolta por um vazio ou por um marco arquitetônico. É impossível não se deter diante da grandeza dos personagens vigorosos, gigantescos, expressivos e harmônicos desse genial artista. Suas figuras são quase humanas, faltando apenas o toque do Criador, como fez na criação de Adão, para lhes dar vida. Nelas, podemos presenciar uma gama de sentimentos: tormento, fervor, cólera, ternura e afeição, reflexo de uma intensa vida interior. Michelangelo não fazia distinção de gênero, dotando todos os seus personagens com a mesma força e carga emocional. Só na abóbada da Capela Sistina estão cerca de 300 representações, ocupando mais de mil metros quadrados.

Será um prazer contar com sua presença, caro leitor, neste passeio turístico. Iremos conhecer mais um pouco sobre uma das criações artísticas mais famosas em todo o mundo – a abóbada da Capela Sistina.

Disposição das figuras no teto da Capela Sistina:
(Os números correspondem à posição do afresco no quadro esquemático logo acima, sendo importante conhecer a localização de cada um.)

Penachos – Mostram imagens do Velho Testamento, em que são retratados os heroicos e milagrosos acontecimentos da história do povo de Israel, que são:

4 – Judite e Holofernes – a história de Judite que seduziu e decapitou o general Holofernes, inimigo de seu povo.
6 – Davi e Golias – Davi matando o gigante Golias.
44 – A Serpente de Bronze – a serpente de bronze de Moisés, que salvou os israelitas picados pelas serpentes do deserto.
46 – A Punição de Amã – Amã, ministro do rei Assuero da Pérsia, sendo punido, porque quis exterminar o povo judeu, que ficara sob tal domínio, após a queda da Babilônia.

Sibilas e Profetas – representam as Sibilas, personagens da mitologia greco-romana, descritas como mulheres que possuíam poderes proféticos, e os Profetas:

5 – Profeta Zacarias
8 – Sibila Délfica
10 – Profeta Joel
16 – Profeta Isaías
18 – Sibila Eritréia
24 – Sibila Cumana
26 – Profeta Ezequiel
32 – Profeta Daniel
34 – Sibila Pérsica
40 – Sibila Líbica
42 – Profeta Jeremias
45 – Profeta Jonas

Histórias Centrais – simbolizam nove histórias do Gênesis, divididas em grupos de três, representando a origem do universo, do homem e do mal:

9 – A embriaguez de Noé
13 – O dilúvio
17 – O sacrifício de Noé
21 – O pecado Original
25 – A criação de Eva
29 – A criação de Adão
33 – A separação das águas e da terra
37 – A criação do Sol e da Lua
41 – A separação da luz e das trevas 

Velas – refere-se aos espaços triangulares, onde se encontram os ancestrais de Jesus Cristo até Abraão.

Lunetas – Abertura de forma circular, envidraçada, colocada no topo de janelas e portas. Também é um tipo de abóbada. Ali também estão representados os antepassados de Cristo até Abraão.

1 – Eleazar e Matan
2 – Jacó e José
3 – Aquim e Eliúde
7 – Azor e Sadoque
11 / 12 – Josias, Jeconias e Salatiel
14 / 15 – Zorobabel, Abiúde e Eliaquim
19 / 20 – Osias, Jotão e Acaz
22 / 23 – Ezequias, Manassés e Amon
27 / 28 – Roboão e Abias
30 / 31 – Asa, Josafá e Jorão
35 / 36 – Salmom, Boaz e Obed
38 / 39 – Jessé, Davi e Salomão
43 – Aminadabe
47 – Naassom

Medalhões – retratam cenas do Livro dos Reis que complementam narrativamente as histórias principais. São ao todo dez medalhões.

Fontes de pesquisa:
Gênios da Arte/ Girassol
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Grandes Mestres/ Abril Cultural
Renascimento/ Taschen
Tudo sobre Arte/ Sextante
1000 Obras da Pintura Europeia/ Könemann
Os Pintores mais Influentes/ Girassol
Arte em Detalhes/ Publifolha
Góticos e Renascentistas/ Abril Cultural

Nota: Esquema numérico do teto da Capela Sistina. Imagem disponível em
http://upload.wikimedia.org

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / DOCUMENTÁRIOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes de todos os tempos do gênero Animação, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Documentários de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/documentários)

Ranking / Filme / Diretor

1º – O Homem da Câmera  (Dziga Vertov)
2º – A Dor e a Piedade  (Marcel Ophüls)
3º – Shoah  (Claude Lanzmann)
4º – Noite e Neblina  (Alain Resnais)
5º – Nanook, o Esquimó  (Robert J. Flaherty)
6º – Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música  (Michael Wadleigh)
7º – Salesman  (Albert Maysles)
8º – Crumb  (Terry Zwigoff)
9º – O Apocalipse de um Cineasta  (Fax Bahr)
10º – Titicut Follies  (Frederick Wiseman)
11º – Hotel Terminus  (Marcel Ophüls)
12º – Tragédia Americana  (Barbara Kopple)
13º – The Times of Harvey Milk  (Rob Epstein)
14º – Corações e Mentes  (Peter Davis)
15º – Na Linha da Morte  (Errol Morris)
16º – Basquete Blues  (Steve James)
17º – The War Game  (Peter Watkins)
18º – Olympia: Ídolos do Estádio – Vol. 1  (Leni Riefenstahl)
19º – Sans Soleil  (Chris Marker)
20º – High School  (Frederick Wiseman)
21º – Stop Making Sense  (Jonathan Demme)
22º – O Homem de Aran  (Robert J. Flaherty)
23º – Os Catadores e Eu  (Agnès Varda)
24º – O Triunfo da Vontade  (Leni Riefenstahl)
25º – Olympia: Vencedores Olímpicos – Vol. 2  (Leni Riefenstahl)
26º – A Feitiçaria Através dos Tempos  (Benjamin Christensen)
27º – Berlim, Sinfonia de uma Metrópole  (Walter Ruttmann)
28º – A Batalha do Chile – A Insurreição da Burguesia  (Patricio Guzmán)
29º – Buena Vista Social Club  (Wim Wenders)
30º – A Caminho do Leste  (D.A. Pennebaker)
31º – História de Louisiana  (Robert J. Flaherty)
32º – O Último Concerto de Rock  (Martin Scorsese)
33º – Tokyo Olympiad  (Kon Ichikawa)
34º – Sob a Névoa da Guerra  (Errol Morris)
35º – O Sol do Marmelo  (Víctor Erice)
36º – Brother’s Keeper  (Joe Berlinger)
37º – O Homem Urso  (Werner Herzog)
38º – 28 Up  (Michael Apted)
39º – Na Captura dos Friedmans  (Andrew Jarecki)
40º – Sherman’s March  (Ross McElwee)
41º – Microcosmos – Fantástica Aventura da Natureza  (Claude Nuridsany)
42º – Terra Sem Pão  (Luis Buñuel)
43º – The Memory of Justice  (Marcel Ophüls)
44º – Waco: The Rules of Engagement  (William Gazecki)
45º – Ilha das Flores  (Jorge Furtado)
46º – Verdades e Mentiras  (Orson Welles)
47º – Heima  (Dean DeBlois)
48º – Tocando o Vazio  (Kevin Macdonald)
49º – Culloden  (Peter Watkins)
50º – Best Boy  (Ira Wohl)
51º – Gimme Shelter  (Albert Maysles)
52º – Salve o Cinema  (Mohsen Makhmalbaf)
53º – American Movie  (Chris Smith)
54º – Santiago  (João Moreira Salles)
55º – O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill  (Joe Berlinger)
56º – Caminhos Cruzados  (Rob Epstein)
57º – Lake of Fire  (Tony Kaye)
58º – Ser e Ter  (Nicolas Philibert)
59º – American Dream  (Barbara Kopple)
60º – Pequeno Dieter Precisa Voar  (Werner Herzog)
61º – Edifício Master  (Eduardo Coutinho)
62º – Tiros em Columbine  (Michael Moore)
63º – O Homem Que Ouvia a Grã-Bretanha  (Humphrey Jennings)
64º – My Flesh and Blood  (Jonathan Karsh)
65º – La Section Anderson  (Pierre Schoendoerffer)
66º – Minha Viagem para a Itália  (Martin Scorsese)
67º – Nos Braços de Estranhos – Histórias do Kindertransport  (Mark Jonathan Harris)
68º – Tempo de Protesto  (Sam Green)
69º – Nirvana Live! Tonight! Sold Out!!  (Kevin Kerslake)
70º – Kon-Tiki  (Thor Heyerdahl)
71º – O Equilibrista  (James Marsh)
72º – Memória do Saqueio  (Fernando Solanas)
73º – Gente no Domingo  (Edgar G. Ulmer)
74º – A Batalha do Chile 3 – O Poder Popular  (Patricio Guzmán)
75º – Lenny Bruce: Swear to Tell the Truth  (Robert B. Weide)
76º – Koyaanisqatsi – Uma Vida Fora De Equilíbrio  (Godfrey Reggio)
77º – Super Size Me – A Dieta do Palhaço  (Morgan Spurlock)
78º – O Mundo do Silêncio  (Jacques-Yves Cousteau)
79º – Rua 54  (Fernando Trueba)
80º – Anvil! A História de Anvil  (Sacha Gervasi)
81º – Os Animais Também São Seres Humanos  (Jamie Uys)
82º – Charlie: A Vida e a Arte de Charles Chaplin  (Richard Schickel)
83º – Lições da Escuridão  (Werner Herzog)
84º – Nascidos em Bordéis  (Zana Briski)
85º – Uma Verdadeira Glória  (Garson Kanin)
86º – Punishment Park  (Peter Watkins)
87º – Anna dos 6 aos 18  (Nikita Mikhalkov)
88º – Fahrenheit 9/11  (Michael Moore)
89º – No Direction Home: Bob Dylan  (Martin Scorsese)
90º – Meu Melhor Inimigo  (Werner Herzog)
91º – The Cove  (Louie Psihoyos)
92º – Control Room  (Jehane Noujaim)
93º – Cabra Marcado para Morrer  (Eduardo Coutinho)
94º – 35 Up  (Michael Apted)
95º – 42 Up  (Michael Apted)
96º – Uma Breve História do Tempo  (Errol Morris)
97º – A Batalha do Chile 2 – O Golpe de Estado  (Patricio Guzmán)
98º – Reze para o Diabo Voltar para o Inferno  (Gini Reticker)
99º – Pátria Proibida  (Christopher Quinn)
100º – The Living Desert  (James Algar)
Vejam também RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / DOCUMENTÁRIO

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A INFLAMAÇÃO E O EXAME DA PCR-uc

Autoria do Dr. Telmo Diniz pcr

Inflamação silenciosa

A inflamação é definida como uma reação fisiológica e bioquímica a determinadas agressões. Todos nós a conhecemos bem na sua fase aguda que é caracterizada pela tríade:

  • dor,
  • calor
  • rubor (vermelhidão).

O processo inflamatório desencadeia uma série de eventos, por exemplo, para combater uma infecção bacteriana ou viral; para a cicatrização de feridas, entre várias outras. Ou seja, é como se fosse a forma do nosso organismo fazer a sua manutenção, recompondo “as peças” necessárias ao bom funcionamento. Na inflamação crônica silenciosa, esta clássica tríade do processo não aparece e a pessoa não sente absolutamente nada.

A inflamação clássica está usualmente associada à dor, como ocorre em casos de doenças autoimunes como a artrite reumatoide, por exemplo. Na inflamação silenciosa ou oculta, o nível de percepção de dor não existe. Como resultado, nenhuma ação é tomada, prolongando-se por anos, causando contínuas lesões no coração, nos vasos, no sistema imunológico, no cérebro, etc. Essas constantes e contínuas lesões, muitas das vezes, resultam em doenças:

  • cardíacas,
  • aterosclerose,
  • câncer,
  • e doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

A inflamação silenciosa ocorre quando há um desequilíbrio entre os precursores pró-inflamatórios (favorecem o desenvolvimento do processo inflamatório celular) derivados do ácido araquidônico e os precursores anti-inflamatórios (inibem o desenvolvimento do processo inflamatório) derivados do EPA e DHA, mais conhecido por Ômega 3.

Você deve estar se perguntando: mas como posso saber se tenho essa tal de inflamação silenciosa? Solicite a seu médico que no próximo exame peça a PCR-uc (proteína C Reativa ultrassensível), que pode ser medida no sangue. Ela quantificará a quanto andas o equilíbrio pró e anti-inflamatório no seu organismo.

No caso de inflamação aguda, ela será rapidamente produzida no fígado, alcançando um pico em 48 horas e então cai gradativamente, quando o processo de injúria for controlado. Na inflamação silenciosa, este aumento é bem menos expressivo, porém constante. Com isso as artérias vão sofrendo uma lesão contínua, o que levará a um risco aumentado de infarto no coração e isquemias cerebrais, devido justamente ao processo de aterosclerose.

Pesquisas recentes demonstram que mesmo pequenas elevações na PCR-uc representam um maior risco cardiovascular, independente de outros fatores como colesterol, triglicerídeos e outros. Claro que se os lipídeos estiverem também alterados esse risco aumenta de forma exponencial.

A medida da PCR-uc, como qualquer outro exame, não deve ser avaliada de forma isolada. Só o médico poderá correlacionar a alteração laboratorial com o quadro clínico.

 A PCR-uc pode estar cronicamente aumentada em casos como:

  • obesidade,
  • diabetes não controlado,
  • dieta inadequada,
  • inatividade física, entre várias outras condições.

Portanto, não podemos ser simplistas, como ver uma alteração laboratorial e logo lançarmos mão de anti-inflamatórios para “tentar” resolver o problema. O melhor tratamento medicamentoso poderá ter utilidade, porém, doenças devem ser tratadas, hábitos de vida alterados para que o organismo possa, muitas das vezes, entrar em harmonia e controlar a inflamação oculta e silenciá-la.

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A Rev. dos Bichos (15) – AS MASSAS E AS NEGOCIATAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O sexto mandamento do Animalismo rezava: “Nenhum animal matará outro animal.”. Todos os animais sabiam disso, mas não ousavam balbuciar nada diante dos porcos e dos cães. Contudo, não levou muito tempo para que fosse mudado para “Nenhum animal matará outro animal, sem motivo.”.

O fato é que o povo, digo, os bichos, podem formar uma massa acéfala muito perigosa, quando sob o controle de más influências. Digo isso porque a bicharada achou certíssimo o acréscimo dado ao sexto mandamento, pois, pensavam eles, havia bons motivos para matar os traidores aliados a Bola de Neve. Com o apoio das massas, Napoleão reinava como bem queria sem ter quem barrasse suas loucuras, quer por medo ou ignorância, de forma que o descalabro só aumentava. Garganta, por sua vez, lia diariamente as estatísticas da produção da Granja dos Bichos, comprovando os progressos em todos os sentidos, embora a comida diminuísse a cada dia.

Entre os humanos, quanto mais poderosos tornam-se os políticos mais se afastam do contato com o povo, pois poder e gentalha não devem se misturar, pensam eles, sendo reservado a tais contatos apenas poucos dias, de quatro em quatro anos, por ocasião das eleições. E, quando se faz totalmente necessário uma relação mais próxima, fora de tal calendário, eles se apresentam rodeados por seus comparsas e leões de chácara, de modo que seja mantida a distância que julgam necessária. O mesmo passou a acontecer com Napoleão, a quem era creditado tudo que desse certo, sendo os desacertos creditados às massas, digo, à bicharada.

Achando o campo da granja muito pequeno para as suas maracutaias, Napoleão aliou-se a um dos granjeiros para ampliar suas negociatas, sendo estabelecido um acordo secreto entre os dois. Coisa bem comum entre os políticos humanos, mas jamais vista entre os bichos. Só que, como acontece no mundo dos homens, a esperteza quando é grande demais acaba comendo o dono, de modo que Napoleão levou o maior tombo ao receber notas falsas por uma mercadoria, patrimônio de todos os bichos, que vendera às ocultas, com o apoio apenas de seus apaniguados.

O grande líder, no afã de levar a melhor na maracutaia, tentou jogar com dois dos granjeiros. Resultado, um deles lhe passou a perna, enquanto o outro partiu para a briga ao se sentir traído. E, com isso, o ignóbil jogou todos os bichos numa batalha sangrenta, onde muitos animais perderam a vida.

E mais uma vez o moinho de vento desabou! O que virá depois disso?

 Fonte de pesquisa
Revolução dos Bichos/ George Orwell

(*) Imagem copiada de comendolivros.blogspot.com

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / ANIMAÇÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

2Vários amantes do Cinema escolheram os melhores filmes  de todos os tempos do gênero Animação, dando-lhes uma nota de 1 a 10. E assim surgiu o Ranking dos Melhores Filmes de Animação de Todos os Tempos, conforme explica o blog Melhores Filmes:

Para chegar a esta lista de filmes, foi realizada uma pesquisa minuciosa com livros de cinema, em sites e revistas internacionais especializadas, e levou-se em consideração também a premiação em festivais e críticas em importantes veículos mundiais. A cada filme, foi atribuída uma nota, de acordo com a média formulada a partir da pesquisa inicial e do peso que cada obra contém na história do cinema mundial. (http://melhoresfilmes.com.br/generos/animação)

Ranking / Filme / Diretor

1º – Branca de Neve e os Sete Anões (Walt Disney)
2º – A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki)
3º – Procurando Nemo (Andrew Stanton)
4º – Fantasia (James Algar)
5º – Pinóquio (Hamilton Luske)
6º – Princesa Mononoke (Hayao Miyazaki)
7º – Shrek (Andrew Adamson)
8º – Meu Vizinho Totoro (Hayao Miyazaki)
9º – O Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata)
10º – Bambi (David Hand)
11º – O Castelo Animado (Hayao Miyazaki)
12º – A Bela e a Fera (Gary Trousdale)
13º – O Rei Leão (Rob Minkoff)
14º – Os Incríveis (Brad Bird)
15º – Laputa, o Castelo no Céu (Hayao Miyazaki)
16º – Monstros S.A. (Peter Docter)
17º – Toy Story (John Lasseter)
18º – Nausicaä do Vale dos Ventos (Hayao Miyazaki)
19º – Millennium Actress (Satoshi Kon)
20º – As Aventuras do Príncipe Achmed (Lotte Reiniger)
21º – Whisper of the Heart (Yoshifumi Kondo)
22º – Up – Altas Aventuras (Peter Docter)
23º – A Dama e o Vagabundo (Clyde Geronimi)
24º – Wall-E (Andrew Stanton)
25º – O Fantasma do Futuro (Mamoru Oshî)
26º – O Planeta Selvagem (René Laloux)
27º – As Bicicletas de Belleville (Sylvain Chomet)
28º – Barefoot Gen (Mori Masaki)
29º – Kiki’s Delivery Service (Hayao Miyazaki)
30º – Akira (Katsuhiro Ôtomo)
31º – Kirikou e a Feiticeira (Michel Ocelot)
32º – Neon Genesis Evangelion: The End of Evangelion (Hideaki Anno)
33º – Persépolis (Vincent Paronnaud)
34º – Valsa com Bashir (Ari Folman)
35º – Dumbo (Ben Sharpsteen)
36º – Shrek 2 (Andrew Adamson)
37º – Uma Cilada para Roger Rabbit (Robert Zemeckis)
38º – Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (Nick Park)
39º – Ninja Scroll (Yoshiaki Kawajiri)
40º – Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar (Hayao Miyazaki)
41º – O Gigante de Ferro (Brad Bird)
42º – Alice (Jan Svankmajer)
43º – When the Wind Blows (Jimmy T. Murakami)
44º – Memories (Kôji Morimoto)
45º – O Estranho Mundo de Jack (Henry Selick)
46º – Interstella 5555 (Leiji Matsumoto)
47º – Metrópolis (Rintaro)
48º – Yellow Submarine (George Dunning)
49º – Tokyo Godfathers (Satoshi Kon)
50º – Pinchcliffe Grand Prix (Ivo Caprino)
51º – Fullmetal Alchemist (Seiji Mizushima)
52º – Watership Down (Martin Rosen)
53º – Galaxy Express 999 (Rintaro)
54º – O Fantástico Sr. Raposo (Wes Anderson)
55º – Only Yesterday (Isao Takahata)
56º – Waking Life (Richard Linklater)
57º – Ratatouille (Brad Bird)
58º – Vampire Hunter D (Yoshiaki Kawajiri)
59º – Toy Story 2 (John Lasseter)
60º – Porco Rosso – O Último Herói Romântico (Hayao Miyazaki)
61º – A Bela Adormecida (Clyde Geronimi)
62º – Aladdin (Ron Clements)
63º – Vida de Inseto (John Lasseter)
64º – A Fuga das Galinhas (Peter Lord)
65º – Lupin III, o Castelo de Cagliostro (Hayao Miyazaki)
66º – Os Mestres do Tempo (René Laloux)
67º – Mary e Max – Uma Amizade Diferente (Adam Elliot)
68º – Rio (Carlos Saldanha)
69º – Coraline e o Mundo Secreto (Henry Selick)
70º – South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes (Trey Parker)
71º – Cinderela (Clyde Geronimi)
72º – Alice no País das Maravilhas (Clyde Geronimi)
73º – Como Treinar o Seu Dragão (Dean DeBlois)
74º – Peter Pan (Clyde Geronimi)
75º – Conspiradores do Prazer (Jan Svankmajer)
76º – 5 Centímetros por Segundo (Makoto Shinkai)
77º – Os Simpsons – O Filme (David Silverman)
78º – O Mágico (Sylvain Chomet)
79º – Chico & Rita (Tono Errando)
80º – Mogli – O Menino Lobo (Wolfgang Reitherman)
81º – A Noiva Cadáver (Tim Burton)
82º – A Era do Gelo (Chris Wedge)
83º – Cowboy Bebop – O Filme (Shinichirô Watanabe)
84º – O Lugar Prometido em Nossa Juventude (Makoto Shinkai)
85º – South Park: Imaginationland (Trey Parker)
86º – Príncipes e Princesas (Michel Ocelot)
87º – Ghost in the Shell 2: Innocence (Mamoru Oshî)
88º – Horton e o Mundo dos Quem! (Jimmy Hayward)
89º – As Aventuras de Azur e Asmar (Michel Ocelot)
90º – Rango (Gore Verbinski)
91º – Detona Ralph (Rich Moore)
92º – As Aventuras de Tintim (Steven Spielberg)
93º – A Revolução dos Bichos (Joy Batchelor)
94º – Animatrix (Peter Chung)
95º – O Comilão Otesánek (Jan Svankmajer)
96º – Enrolados (Nathan Greno)
97º – Kung Fu Panda 2 (Jennifer Yuh)
98º – Frankenweenie (Tim Burton)
99º – Lupin Iii – O Segredo de Mamo (Yasuo Ôtsuka)
100º – A Pequena Sereia (Ron Clements)
Vejam também RANKING – MAIS 100 BONS FILMES / ANIMAÇÃO

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