GRANDES FILMES DA ERA DE OURO

Autoria de Lu Dias Carvalho

paradiso I

Os anos 70 foram a primeira vez em que as restrições de idade foram abolidas, e jovens tiveram permissão para tomar tudo de assalto com toda a sua ingenuidade e toda a sua sabedoria e todos os privilégios da juventude. Foi uma avalanche de ideias ousadas e, por isso, os anos 70 tornaram-se um marco. (Steven Spielberg)

Os filmes dos anos 70 mantêm intato seu poder de perturbar; o tempo não lhes tirou o gume, e são tão provocadores hoje quanto eram no dia em que foram lançados. (Peter Biskind)

O final dos anos 60 e o início dos anos 70 são considerados como o apogeu da sétima arte, quando uma geração de cineastas inteligentes e experimentadores quebrou o gelo do conformismo que pavimentava os anos 50, tempo dos grandes estúdios. Também foi a época da luta pelos direitos civis, dos Beatles, da pílula, do Vietnã e das drogas. Esse coquetel de acontecimentos abalou seriamente os grandes estúdios cinematográficos, cujo compromisso único era com a rentabilidade das bilheterias. Mas Hollywood só foi cair na real, em relação às outras artes populares que se situavam à frente, meia década depois.

O movimento liderado por uma nova geração de diretores foi batizado de Nova Hollywood pela impressa da época. E essa nova leva de diretores, num curto espaço de tempo, tornou-se admirada, prestigiada, poderosa e rica. Ao contrário dos grandes diretores da época dos poderosos estúdios, como John Ford e Howard Hawks, que tinham como meta apenas serem bem pagos para contar as tradicionais histórias e não correrem riscos, os novos diretores buscavam inovações e assumiam, sem receio, seus estilos pessoais. Faziam filmes arriscados e de excelente qualidade, quebrando vários tabus de Hollywood. Filmes que quebravam a tradição da linguagem e do comportamento, muitas vezes sem heróis, sem romance e sem final feliz. Não se tratava de uma ou outra obra-prima, como vemos hoje, mas de uma quantidade expressiva delas.

A primeira geração desses novos diretores havia nascido do meio para o final da década de 30: Peter Bogdanovich, Francis Coppola, Warren Beatty, Stanley Kubrick, Dennis Hopper, Mike Nichols, Woody Allen, Bob Fosse, Robert Benton, Arthur Penn, John Cassavetes, Alan Pakula, Paul Mazursky, Bob Rafaelson, Hal Ashby, William Friendklin, Robert Altman e Richard Lester. A segunda geração era composta por diretores nascidos durante ou após a Segunda Guerra Mundial: Martin Scorsese, John Milius, Paul Schrader, Brian de Palma e Terrence Malick.

No final dos anos 60 e no início dos anos 70, Hollywood transformou-se na Terra Prometida para jovens ambiciosos e talentosos, que não tinha medo de inovar. Nessa época nasceram os grandes filmes do cinema, tais como:

1967 – Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas; A Primeira Noite de um Homem
1968 – 2001 – Uma Odisseia no Espaço; O Bebê de Rosimary
1969 – Meu Ódio Será tua Herança; Perdidos na Noite; Sem Destino
1970 – M*A*S*H*; Cada um Vive como Quer
1971 – Operação França; Ânsia de Amar; A Última Sessão de Cinema; Quando os Homens São Homens
1972 – O Poderoso Chefão

O conjunto dessas duas gerações, além dos filmes citados acima, também fez obras-primas como: A Última Missa; Nashville; Faces; Shampoo; Laranja Mecânica; Reds; Lua de Papel; O Exorcista; O Poderoso Chefão – Parte II; Caminhos Perigosos, Terra de Ninguém; A Conversação; Taxi Driver; Touro Indomável, Apocalypse Now; Tubarão; Cabarte; Klute – O Passado Condena; Loucuras de Verão, Cinzas no Paraíso; Vivendo na Corda Bamba; All That Jaz – O Show Deve Continuar; Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan; Carrei, a Estranha; Todos os Homens do Presidente; Amargo Regresso, Sombras, Lolita, Doutor Fantástico, O Homem de Prego, Quem Tem Medo de Vigínia Woolf, Star Wars.

E outros considerados não tão bons, à época, do ponto de vista artístico ou comercial, mas que são excelentes: O Espantalho, O Último Acerto; Um Lance no Escuro; O Dia dos Loucos; Próxima Parada; Bairro Boêmio; Liberdade Condicional; Quando nem um Amante Resolve; Corrida Silenciosa; Má Companhia; Tracks; Performance, O Vento e o Leão, etc.

Diretores veteranos, livres das amarras dos estúdios, também fizeram excelentes filmes: Perseguidor Implacável; Sob o Domínio do Medo; Pat Garret e Billy The Kid; O Homem que Queria Ser Rei, Cidade das Ilusões, A Noite dos Desesperados; Serpico; Um Dia de Cão.

Os bons ventos da época também trouxeram excelentes filmes britânicos: Perdidos na Noite; Amargo Pesadel; Mulheres Apaixonadas; Inverno de Sangue em Veneza. E europeus: Um Estranho no Ninho; O Bebê de Rosimary; Chinatown; O Último Tango em Paris; Pretty Baby – Menina Bonita; Atlantic City; Três Homens em Conflito; Era uma Vez no Oeste.

Em outras partes do mundo – Polônia, Japão, América Latina, Suécia, Tchecoslováquia – diretores criativos e ousados como Ingmar Bergmar, Akira Kurosawa, Michelanlego Antonioni, Federico Felllini, entre outros, produziam bons filmes.

Infelizmente, a Nova Hollywood durou pouco mais de uma década, que vai de Bonnie e Clyde (1967) até O Portal do Paraíso (1980). Por que isso aconteceu?

Fonte de Pesquisa
Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock`N`Roll Salvou Hollywood/ Peter Biskind Editora Intrínseca Ltda.

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RANKING DOS 100 FILMES IMPERDÍVEIS

Autoria de Lu Dias Carvalho

leo da mgm

Cada cinéfilo é capaz de elaborar uma lista dos 100 melhores filmes a que já assistiu. Portanto, a escolha deste ou daquele filme é muito pessoal. Mesmo assim, posto abaixo a lista dos 100 melhores filmes, segundo a opinião de vários críticos de cinema e pessoas ligadas à sétima arte. A quais deles você já assistiu?

Filme/ Ano/ Direção

1 – Cidadão Kane – 1941 – Orson Welles
2 – A Regra Do Jogo – 1939 – Jean Renoir
3 – Um Corpo Que Cai – 1958 – Alfred Hithcock
4 – Oito E Meio – 1963 – Federico Fellini
5 – 2001 Uma Odisseia No Espaço – 1969 – Stanley Kubrick
6 – O Poderoso Chefão 2 – 1974 – Ford Copolla
7- O Encouraçado Potemkin – 1925 – Sergei Eisenstein
8 – Cantando Na Chuva – 1952 – Gene Kelly e Stanley Donen
9 – O Poderoso Chefão – 1972 – Ford Copolla
10 – Era Uma Vez Em Tókio – 1953 – Yasugiro Ozu
11 – Os Sete Samurais – 1954 – Akira Kurosawa
12 – Rastros De Ódio – 1956 – John Ford
13 – A Aventura – 1960 – Michelangelo Antonioni
14 – Ladrões De Bicicletas – 1948 – Vittorio de Sica
15 – A Paixão De Joana D’ark – 1928 – Karl Theodor Dreyer
16 – Lawrence Da Arabia – 1962 – David Lean
17 – O Touro Indomável – 1980 – Martin Scorsese
18 – Acossado – 1960 – Jean Luc Godard
19 – A Doce Vida – 1960 – Federico Fellini
20 – O Atalante – 1934 – Jean Vigo
21 – Quanto Mais Quente Melhor – 1959 – Billy Wilder
22 – Luzes Da Cidade – 1931 – Charles Chaplin
23 – Aurora – 1927 – Friedrich Wilhelm
24 – Psicose – 1960 – Alfred Hithcock
25 – Rashomon – 1950 – Akira Kurosawa
26 – Dr. Fantástico – 1964 – Stanley Kubrick
27 – Casablanca – 1942 – Michael Curtiz
28 – A General – 1927 – Buston Keaton
29 – Crepúsculo Dos Deuses – 1950 – Billy Wilder
30 – Jules And Jin – Uma Mulher Para Dois – 1962 – Françoise Truffaut
31 – Fanny & Alexander – 1982 – Ingmar Bergman
32 – Taxi Driver – 1976 – Martin Scorsese
33 – Contos Da Lua Vaga – 1953 – Kenji Mizoguchi
34 – Pacto De Sangue – 1944 – Billy Wilder
35 – A Marca Da Maldade – 1958 – Orson Welles
36 – Sindicato De Ladrões – 1954 – Elia Kazan
37 – A Canção Da Estrada – 1955 – Satyajit Ray
38 – Morangos Silvestres – 1957- Ingmar Bergman
39 – Chinatown – 1974 – Roman Polanski
40 – A Grande Ilusão – 1937 – Jean Renoir
41 – O Boulevard Do Crime – 1945 – Marcel Carné
42 – Ivan O Terrivel – 1944 – Sergei Eisenstein
43 – Apocalypse Now – 1979 – Ford Copolla
44 – Ouro E Maldição – 1924 – Erich von Stroghein
45 – A Grande Testemunha – 1966 – Robert Bresson
46 – O Sétimo Selo – 1957 – Ingmar Bergman
47 – Intriga Internacional – 1959 – Alfred Hitchcok
48 – O Terceiro Homem – 1949 – Carol Reed
49 – Em Busca Do Ouro – 1925- Charles Chaplin
50 – O Tesouro De Sierra Madre – 1948 – John Huston
51 – The Magnificent Ambersons – 1942
52 – Metropolis – 1927 – Fritz Lang
53 – A Lista De Schindler – 1993 – Steven Spielberg
54 – O Desprezo – 1963 – Jean-Luc Godard
55 – A Palavra – 1955 – Carl Theodor Dreyer
56 – Matar Ou Morrer – 1952 – Fred Zinnemann
57 – Janela Indiscreta – 1954 – Alfred Hithcock
58 – Os Imcompreendidos – 1959 – François Truffaut
59 – Guerra Nas Estrelas 4 – 1977 – George Lucas
60 – Se Meu Apartamento Falasse – 1960 – Billy Wilder
61 – M – O Vampiro De Dusseldorf – 1931 – Fritz Lang
62 – Um Estranho No Ninho – 1975 – Milos Forman
63 – O Conformista – 1970 – Bernardo Bertolucci
64 – Tempos Modernos – 1936 – Charles Chaplin
65 – Amarcord – 1974 – Federico Fellini
66 – A Malvada – 1950 – Joseph Mankiewicz
67 – A Estrada Da Vida – 1954 – Federico Fellini
68 – Andrey Rublev – 1966 – Andrei Tarkoviski
69 – A Ponte Do Rio Kwai – 1957 – David Lean
70 – Os Bons Companheiros – 1990 – Martin Scorsese
71 – A Felicidade Não Se Compra – 1946 – Frank Capra
72 – Persona – 1966 – Ingmar Bergman
73 – Pulp Fiction – Tempo De Violência – 1994 – Quentin Tarantino
74 – O Intendente Sansho – 1954 – Kenji Mizoguchi
75 – Viridiana – 1961 – Luis Buñel
76 – O Leopardo – 1963 – Luchino Visconti
77 – Amadeus – 1984 – Milos Forman
78 – A Batalha De Argel – 1966 – Gillo Pontecorvo
79 – Ran – 1985 – Akira Kurosawa
80 – Blade Runner – O Caçador De Andróides – 1982 – Ridley Scott
81 – Desencanto – 1946 – David Lean
82 – A Embriaguês Do Sucesso – 1957 – James Wong Howe
83 – O Falcão Maltês – Relíquia Macabra – 1941 – John Huston
84 – O Espelho – 1975 – Andrei Tarkovski
85 – Napoleão – 1927 – Abel Ganci
86 – O Mágico De Oz – 1939 – Victor Fleming
87 – Rio Bravo – Onde Começa O Inferno – 1959 –
88 – Laranja Mecânica – 1971 – Stanley Kubrich
89 – E O Vento Levou – 1939 – Victor Fleming
90 – Uma Aventura Na África – 1951 – John Huston
91 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – 1977 – Wood Allen
92 – Meu Ódio Será Sua Herança – 1969 – Sam Peckninpah
93 – Et O Extraterrestre – 1982 – Steven Spielberg
94 – Núpcias De Escândalo – 1940 – George Cukos
95 – As Oito Vítimas – 1949 – Robert Hamer
96 – Rocco E Seus Irmãos – 1960 – Luchino Visconti
97 – Aconteceu Naquela Noite – 1934 – Frank Capra
98 – Coronel Blimp, Vida E Morte – 1943 – Michael/ Emeric
99 – O Mensageiro Do Diabo – 1955 – Charles Laughton
100 – Levada Da Breca – 1938 – Robert Altman

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CAMPEÕES DE BILHETERIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Para os cinéfilos, aqui estão os filmes responsáveis pelas dez maiores bilheterias da história do cinema mundial. E o que não nos causa nenhuma surpresa é ver Avatar assumindo a primeira posição. Percebemos também que nem sempre a premiação do Oscar combina com o gosto popular. Dos filmes aqui apresentados, apenas Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei ganharam o Oscar de Melhor Filme.

1º – Avatar (2009)
Diretor: James Cameron
Na distante lua Pandora, um herói relutante embarca em uma jornada de redenção e descoberta, liderando uma batalha heróica para salvar a civilização.

2º – Titanic (1997)
Diretor: James Cameron
A reconstituição cinematográfica do navio Titanic, que em sua primeira viagem chocou-se com um iceberg e afundou é o cenário do romance proibido entre um aventureiro que ganhou sua passagem numa mesa de jogo e a noiva de um ricaço.

3º – O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)
Diretor: Peter Jackson
Nesse último filme da trilogia O Senhor dos Anéis, trava-se a batalha final pelo poder no reino imaginário da Terra-Média.

4º – Piratas do Caribe – O Baú da Morte (2006)
Diretor: Gore Verbinski
O capitão Jack Sparrow tem uma dívida com Davy Jones, capitão do Holandês Voador, um navio fantasma com uma tripulação de mortos e moribundos, onde Jack deverá servir por 100 anos.

5º – Toy Story 3 (2010)
Diretor: Lee Unkrich
Quando Andy vai para a universidade seus brinquedos são doados para uma creche. Mas eles começam a planejar a volta para casa assim que descobrem algo terrível sobre alguns de seus novos companheiros.

6º – Alice no País das Maravilhas (2010)
Diretor: Tim Burton
Alice está em sua festa de noivado, prestes a se casar com um apalermado nobre inglês. Ela escapa da multidão e foge para o jardim, desesperada com a situação, quando cai em um buraco por seguir um estranho coelho branco.

7º – Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
Diretor: Cristopher Nolan
Com a ajuda do comissário Gordon e do promotor Harvey Dent, Batman começa a desmantelar as organizações criminosas que ainda infestam a cidade.

8º – Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)
Diretor: Chris Columbus
Harry Potter, órfão aos 10 anos de idade, que vive com seus tios, é convidado a freqüentar Hogwarts, famosa escola de bruxaria.

9º – Piratas do Caribe – No Fim do Mundo (2007)
Diretor: Gregor (Gore) Verbinski
O lord Cuttler Beckett tem o domínio do navio-fantasma, O Holandês Voador, que sob o comando do almirante James Norrington, vaga pelos sete mares caçando piratas para matá-los sem qualquer piedade.

10º – Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007)
Diretor: David Yates
David Potter retorna à Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts, para cursar o quinto ano. Insatisfeito com os rumos do curso decide entrar para o Exército Dumbledore, um grupo de estudos secretos que passa a ser encarado como uma ameaça não apenas a Hogwarts, mas ao Ministério da Magia.

Fonte de Pesquisa:
Almanaque do Oscar/ www.americanas.com.br

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AS 10 MELHORES COMÉDIAS ROMÂNTICAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Os filmes são divididos em gêneros e subgêneros, normalmente obedecendo a uma categorização comercial. Há filmes que se encaixam num determinado gênero, outros que podem ser incluídos em dois ou mais gêneros, mas existem outros que são difíceis de enquadrar em qualquer categoria. O gênero comédia divide-se nos subgêneros: comédia romântica, comédia de ação e comédia dramática.

Na comédia romântica, o romance é desenvolvido em meio a situações engraçadas, em que duas pessoas se conhecem, mas, apesar da atração visível que uma nutre pela outra, acabam por não se envolver amorosamente, por alguma razão. Mas, normalmente, depois de enfrentar as muitas dificuldades e os tenazes obstáculos no decorrer do complicado relacionamento, as coisas vão se encaixando e o par central acaba romanticamente unido.

Norah Ephron, roteirista e diretora de cinema, divide a comédia romântica em duas linhas: a judaica e a cristã. Segundo ela, na comédia cristã, são os obstáculos externos (doença, questão étnica, desavença familiar, etc.) que separam os amantes. Já na comédia judaica, tão bem representada por Woody Allen, o desacerto encontra-se no casal de amantes, normalmente acometidos por neuroses, inseguranças ou medos, que os impedem de concretizar a tão esperada união.

O American Film Institute (AFI) classificou as 10 melhores comédias românticas de todos os tempos.

1ª – Luzes da Cidade/ 1931 (Charles Chaplin)

Sinopse:
Uma jovem dançarina pergunta ao senhor de cabelos grisalhos que salvou sua vida, se ele é Calvero, o grande comediante. “Eu fui,” – responde o cavalheiro. Como um luminoso de néon que aos poucos se apaga. “Luzes da Ribalta” é uma orgulhosa homenagem a uma antiga era de entretenimento, um conto sobre as sucessões de gerações de artistas, a simbólica cerimônia de “passagem do bastão”. Chaplin vive Calvero, o salvador de uma distraída bailarina (Claire Bloom), seu futuro guia ao estrelato. Entre os destaques do filme está uma coreografia musical que cresce ilimitadamente nas mãos de Chaplin e de Buster Keaton. A extraordinária trilha sonora deste filme, assinada pelo próprio Chaplin, por Raymond Rasch e Larry Russell, garantiu ao lendário cineasta seu único Oscar ganho em categorias competitivas.

2ª – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa/ 1977 (Woody Allen)

Sinopse:
O filme conta a estória de “Alvy Singer”, humorista judeu divorciado, que faz análise há quinze anos. Ele acaba se apaixonando por “Annie Hall”, uma cantora em início de carreira, e com uma cabeça um pouco complicada. Em pouco tempo estão morando juntos e não demora a se iniciar um período de crises conjugais.

3ª – Aconteceu Naquela Noite/ 1934 (Frank Capra)

Sinopse:
A mimada Ellie Andrews (Colbert) foge de seu pai milionário (Walter Connolly), que quer impeli-la de se casar com um inútil playboy. No caminho para Nova York, Ellie conhece um jornalista desempregado, Peter Warne (Gable). Quando o ônibus em que viajam quebra, os dois briguentos saem para uma amalucada expedição em busca de carona. Peter aposta na possibilidade de transformar sua história numa matéria. Mas os problemas surgem quando a herdeira fugitiva e o impetuoso repórter se apaixonam. Dirigido por Frank Capra, foi o primeiro filme a receber todos os cinco Oscar mais importantes.

4ª – A Princesa e o Plebeu/ 1953 (William Wyler)

Sinopse:
Cansada de sua vida como nobre, a princesa Ann troca seus deveres reais por uma aventura em Roma. Lá, conhece o correspondente americano Joe Bradley que a acompanha em sua estada na cidade fingindo não reconhecê-la. Para Bradley, Ann é nada mais do que uma boa matéria. Mas ele não planejava se apaixonar por ela e viver o romance de sua vida. O filme foi indicado a dez Oscar e Audrey Hepburn levou um deles.

5ª – Núpcias de Escândalo/ 1941 (George Cukor)

Sinopse:
Clássica comédia romântica que serviu de fonte de inspiração para o musical ”Alta Sociedade”. Aqui, a história traz Katharine Hepburn como uma jovem rica recém-separada do marido (Cary Grant) e ávida por uma nova relação amorosa. A oportunidade aparece quando ela conhece um repórter (James Stewart) que está caidinho por ela. A história original, escrita por Philip Barry, foi antes encenada com grande sucesso na Broadway (estrelada justamente por Hepburn). Indicado para seis categorias do Oscar, levou as estatuetas de melhor roteiro e ator (James Stewart).

6ª – Harry & Sally – Feitos Um para o Outro/ 1989 (Rob Rainer)

Sinopse:
Após se formarem pela Universidade de Chigago, Harry Burns (Billy Crystal) e Sally Albright (Meg Ryan) viajam juntos para Nova York. Mas logo de cara nasce uma antipatia entre os dois. Com o passar dos anos, cada um leva a sua vida, se vêem esporadicamente, mas aos poucos e de forma um pouco assustadora, eles descobrem que estão se apaixonando.

7ª – A Costela de Adão/ 1949 (George Cukor)

Sinopse:
Casal de advogados se vê em lados opostos em um caso no qual a ré disparou contra o marido, ao encontrá-lo com a amante. No início, marido e mulher mantêm as discussões durante o julgamento, mas, em virtude da cobertura dada pela imprensa, o casal não expõe suas posições apenas no tribunal e isto gera algumas confusões.

8ª – Feitiço da Lua/ 1987 (Norman Jewison)

Sinopse:
Uma jovem viúva (Cher) concorda em se casar com um homem mais velho (Danny Aiello), mas quando ela conhece seu futuro cunhado (Nicolas Cage), um temperamental padeiro, termina se apaixonando por ele.

9ª – Ensina-me a Viver/ 1971 (Hal Ashby)

Sinopse:
Mostra o relacionamento entre um rapaz de 20 anos com obsessão pela morte, que passa seu tempo indo a funerais ou simulando suicídios, e uma senhora de 79 anos encantada com a vida. Eles passam muito tempo juntos e, durante esta convivência, ela expõe a beleza da vida. Ele decide se casar com ela, mas, no entanto, uma surpresa o aguarda, e irá que mudar sua vida para sempre.

10ª – Algo para Recordar/ 1993 (Nora Ephron)

Sinopse:
Após a morte de sua esposa, arquiteto Sam Baldwin (Tom Hanks) não acredita que encontrará um amor novo com outra mulher. Jonah, o filho de oito anos, acredita que o pai precisa de uma mulher para reorganizar a sua vida. Ele opta por chamar um programa de rádio nacional, no Dia de Natal, para contar sua história. Milhares de mulheres ouvem-no, e, uma delas é Annie Reed (Meg Ryan), que está prestes a se casar com Walter (Bill Pullman). Annie se torna obcecada com a idéia de que Sam deve saber que é o homem de sua vida, antes de se casar com Walter.

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RANKING DOS 100 MELHORES FILMES / ESTRANGEIROS

Autoria de Lu Dias Carvalho

cidadeus

O site DigitalDreamDoor elegeu os 100 melhores filmes estrangeiros da história do cinema. Cidade de Deus fica nesta listagem entre os 24, enquanto a revista Empire coloca-o entre os 10 melhores, ocupando o sétimo lugar.

NOME/ ANO/ PAÍS

1 – A Doce Vida / 1960 / Itália
2 – Os Sete Samurais / 1954 / Japão
3 – A Estrada da Vida / 1954 / Itália
4 – Morangos Silvestres / 1957 / Suécia
5 – A Grande Ilusão / 1937 / França
6 – 8 ½  / 1963 / Itália
7- Rashomon / 1960 / Japão
8 – Ladrões de Bicicleta / 1948 / Itália
9 – As Diabólicas / 1955 / França
10 – Fellini-Satyricon / 1969 / Itália
11 – A Fonte da Donzela / 1959 / Suécia
12 – Jean de Florette / 1986 / França
13 – M – O Vampiro de Dusseldorf / 1931 / Alemanha
14 – A Bela e a Fera / 1946 / França
15 – O Encouraçado Potemkin / 1925 / Rússia
16 – O Último Metrô / 1980 / França
17 – A Noite Americana / 1973 / França
18 – A Bela da Tarde / 1967 / França
19 – Gritos e Sussurros / 1972 / Suécia
20 – O Tigre e o Dragão / 2000 / Taiwan
21 – A Vida é Bela / 1998 / Itália
22 – A Vingança de Manon / 1986 / França
23 – Bread and Chocolate / 1973 / Itália
24 – Cidade de Deus / 2002 / Brasil
25 – O Jardim dos Finzi-Contini / 1970 / Itália
26 – Meu Tio / 1958 / França
27 – Ascensor para o Cadafalso / 1958 / França
28 – Por um Destino / Insólito / 1974 / Itália
29 – O Casamento Perfeito / 1982 / França
30 – Cenas de um Casamento / 1973 / Suécia
31 – Sempre aos Domingos / 1962 / França
32 – Yojimbo, o Guarda-Costas / 1961 / Japão
33 – Fanny e Alexandre / 1983 / Suécia
34 – Z / 1967 / Grécia
35 – Ladrão de Sonhos / 1995 / França
36 – Amarcord / 1974 / Itália
37 – Delicatessen / 1991 / França
38 – A Gaiola das Loucas / 1978 / França
39 – O Sétimo Selo / 1956 / Suécia
40 – Nosferatu / 1922 / Alemanha
41 – Primo, Prima / 1976 / França
42 – O Discreto Charme da Burguesia / 1971 / França
43 – Os Incompreendidos / 1995 / França
44 – O Carteiro e o Poeta / 1995 / Itália
45 – Solaris / 1972 / Rússia
46 – O Silêncio / 1963 / Suécia
47 – Ran / 1985 / Japão
48 – A Passageira / 1963 / Polônia
49 – Kapo / 1960 / Itália
50 – Através de um Espelho / 1961 / Suécia
51 – Guerra e Paz / 1968 / URSS
52 – Aguirre, a Cólera dos Deuses / 1972 / Alemanha
53 – Roma de Fellini / 1972 / Itália
54 – Johnny Stecchino / 1991 / Itália
55 – Esse Obscuro Objeto do Desejo / 1977 / Espanha
56 – Cinema Paradiso / 1989 / Itália
57 – Decameron / 1971 / Itália
58 – As Noites de Cabíria / 1957 / Itália
59 – Cryano / 1990 / França
60 – A Festa de Babette / 1987 / Dinamarca
61 – Moscou Não Acredita em Lágrimas / 1980 / URSS
62 – Playtime – Tempo de Diversão / 1957 / França
63 – Era Uma Vez em Tóquio / 1953 / Japão
64 – Pasqualino Sete Belezas / 1976 / Itália
65 – Mediterrâneo / 1991 / Itália
66 – Ama-me Amor / 1956 / França
67 – O Barco – Inferno em Alto Mar / 1981 / Alemanha
68 – A Paixão de Joana D’Arc / 1928 / França
69 – Orfeu Negro / 1959 / Brasil / França / Itália
70 – O Tambor / 1979 / Alemanha
71 – Andrei Rublev / 1966 / URSS
72 – Adeus Meninos / 1987 / França
73 – Farinelli / 1994 / França
74 – Pelle, o Conquistador / 1988 / Dinamarca
75 – O Labirinto de Fauno / 2006 / México
76 – O Monstro  / 1994/ Itália
77 – O Evangelho Segundo São Mateus / 1964 / Itália
78 – Acossado / 1959 / França
79 – O Baile dos Bombeiros / 1967 / Tchecoslováquia
80 – Tudo Sobre Minha Mãe / 1999 / Espanha
81 – O Anjo Exterminador / 1962 / México
82 – The Juniper Tree / 1987 / Islândia
83 – O Cheiro da Papaya Verde / 1993 / França / Vietnã
84 – Corra, Lola, Corra / 1998 / Alemanha
85 – A Viagem de Chihiro / 2001 / Japão
86 – Os Contos de Canterbury / 1971 / Itália
87 – Stalker / 1979 / Rússia
88 – Madame Rosa, a Vida à Sua Frente / 1977 / França
89 – Viver / 1952 / Japão
90 – Os 120 Dias de Sodoma / 1977 / Itália
91 – Minha Vida de Cachorro / 1985 / Suécia
92 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain / 2001 / França
93 – Underground – Era Uma Vez um País / 1995 / Iugoslávia
94 – Laternas Vermelhas / 1991 / China
95 – Fitzcarraldo / 1981 / Alemanha
96 – Céu e Inferno / 1963 / Japão
97 – Este Mundo é dos Loucos / 1966 / França
98 – Jules e Jim, uma Mulher para Dois / 1961 / França
99 – Hiroshima, Mon Amour / 1959 / França
100 – The Killer – O Matador / 1989 / Hong Kong

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O QUE É O OSCAR

Autoria de Lu Dias Carvalho
oscar

A cerimônia de entrega do Oscar, um prêmio oferecido, anualmente, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos aos profissionais da indústria cinematográfica, que mais se destacaram no ano anterior, é uma das premiações mais acompanhadas em todo o mundo.

Todos os trabalhos premiados são referentes ao ano anterior à entrega do Oscar, podendo concorrer todos os filmes que foram mostrados em, pelo menos, um cinema comercial do distrito de Los Angeles (onde fica a Academia), durante, no mínimo, uma semana.

Dentro de cada categoria são selecionados cinco concorrentes, exceção feita ao Melhor Filme, que passa de cinco para dez escolhidos, solução encontrada pela Academia para diversificar os concorrentes, de modo a atender o grande público que assiste à cerimônia, assim como evitar que apenas filmes dramáticos concorram, deixando grandes sucessos de lado. E, posteriormente é escolhido um filme, em cada categoria, para receber o prêmio.

Mas não se pode negar que é uma atitude sábia, pois, além do fator comercial, traz mais diversidade entre os concorrentes e contempla os fãs de quase todos os gêneros, agradando a gregos e troianos, uma vez que o Oscar de Melhor Filme é o carro-chefe da festa e o que mais rende dividendos em curto prazo.

A Academia de Cinema dos EUA quer se recuperar do declínio, que a premiação sofreu nos últimos anos, após o recorde de espectadores em 1998, quando Titanic do diretor James Cameron levou 11 estatuetas. O que nos mostra o quanto a cerimônia do Oscar é essencialmente comercial, o que não significa que não se tenha bons filmes premiados.

Mas, o que é mesmo o tão cobiçado Oscar? Trata-se de uma estatueta de 34,29 cm de altura, produzida à mão, com quase quatro quilogramas de peso, feita de estanho e folheada a ouro. Representa um cavaleiro nu, sobre um pedestal no formato de um rolo de filme (bobina com cinco raios, representando os cinco ramos da Academia: atores, diretores, produtores, técnicos e roteiristas), segurando uma espada. Embora o seu valor real seja pequeno, seu valor simbólico é imensurável pelo prestígio profissional que dá aos ganhadores, assim como os dividendos que traz às obras premiadas.

O Oscar, criado em 1929, é hoje um senhor octogenário. Durante a Segunda Guerra Mundial a estatueta foi confeccionada em gesso e pintada com dourado, para economizar metal. Mesmo assim, logo após a vitória dos Aliados, os agraciados receberam o prêmio original.

Por que a estatueta ganhou o nome de Oscar? Dentre as versões surgidas, a mais popular é a que diz que uma secretária-executiva da Academia, ao vê-lo, exclamou que se parecia muito com o seu tio Oscar. Foi ouvida por um jornalista, que a publicou num jornal. Outra versão conta que a atriz Bette Davis o teria apelidado com tal nome, por achar que se parecia muito com o seu primeiro marido. Portanto, não se sabe ao certo o porquê do nome.

Em 2009, os organizadores da maior festa do mundo, perceberam que estava havendo um declínio, em relação ao número de espectadores que assistem à cerimônia. De modo que novas regras foram adotadas, para recuperar o prestígio da festa. Sem dúvida, são as maiores mudanças já vistas na história do Oscar:

• Concorrem 10 produções para o Melhor Filme (em vez de cinco).

• Os discursos cansativos e chorosos, que tinham um tempo arbitrado pelo próprio ganhador, passam a ter, no máximo, 45 segundos. Os agradecimentos serão feitos nos bastidores, não no palco.

• Foi abolida a entrega de Oscar honorário durante a premiação. A entrega desse se dará antes.

• Dois mestres de cerimônia farão a apresentação da festa em vez de um.

• Os ganhadores terão seus nomes gravados no troféu, durante o Baile de Gala do Governador, que acontece logo depois da cerimônia.

• Não haverá mais os números musicais, onde se apresentavam os intérpretes dos indicados à Melhor Canção.

A premiação do Oscar, apesar de toda a lisura que procura passar, não convence a muitos dos seus críticos, assim como a uma grande parte dos cinéfilos, quanto à sua imparcialidade. Muitos acham que interesses ocultos agem por trás dos bastidores, puxando brasa para a própria sardinha.

A verdade é que o simples fato de um filme ser indicado para o Oscar acaba rendendo bons dividendos para o produtor, diretor e Cia. Para tanto, basta comparar as bilheterias de antes e depois da indicação. Levar o prêmio, então, é a glória de todas as glórias. Vê-se, claramente, que o caráter da premiação não é o de premiar o melhor filme, mas aquele com mais possibilidade de cair no gosto popular e trazer melhor retorno financeiro. O cinema de entretenimento acaba por falar mais alto, pois é o que enche os bolos.

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