A explicação genética confirma que saímos aos nossos. Os cabelos louros são do avô. Os olhos azuis são do pai. A estatura alta vem da parte do outro avô. E por aí seguem as comparações. Tudo bem, mas não me agarro à gênese! Quero tergiversar. Voar com as ideias dos tipos:
– Paulinho é tão desaforado quanto a mãe!
– João é tão organizado quanto o pai!
– Marina é cômica do mesmo jeito que é a irmã mais velha!
São estas algumas das exclamações que a família e amigos apontam como referências, fazendo tudo para que a semelhança seja reconhecida e festejada. Outras similitudes vêm das profissões:
– Ele é professor como o pai.
– Ela é médica e tem a mesma especialidade da mãe.
– Júnior herdou o pendor artístico do pai. Está cursando teatro. Faz caras e bocas da mesma forma.
– Leninha costura divinamente! Confecciona vestidos de noiva tal qual a mãe nos bons tempos.
–Tocar bem piano é dom da família inteira.
Está bem! As pessoas divagam buscando coerência, tentando atrelar uma coisa à outra. Precisamos justificar de um tudo, fazer o quê? Porém, não degenerar porque puxamos a quem nos gerou, ou está conosco vai além. Considero mais relevantes o exemplo e o ensinamento que são passados. Entendo que a convivência sadia pode salvar alguém. Pode dar rumo ao desgovernado.
A validade do provérbio está no sentido de aproveitar as boas lições, realizar o bom combate, estar atento às dicas importantes. Não importam parentesco, cor da pele, sinais físicos, ofício e demais coincidências. Releva refletir sobre o proveito que conseguimos obter e em consequência fortalecer as nossas vidas.
Nota: Artesanato do Vale do Jequitinhonha
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