ALEIJADINHO – TRIBUTO À ARTE E À VIDA
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Autoria de Luiz Cruz

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No dia 30 de novembro de 2014, na Capela do Divino Espírito Santo, em São João del Rei/MG, foi encerrada a 37ª Semana do Aleijadinho – Celebração dos 200 anos da sua morte. A programação especial teve início no dia 1º, em Ouro Preto, a antiga Vila Rica, onde nasceu Antônio Francisco Lisboa, em 1737 e onde faleceu, em 1814. O Mestre trabalhou nessa localidade vários anos e lá executou sua obra prima arquitetônica: a Capela de São Francisco de Assis.

A Semana do Aleijadinho foi criada em 1968, quando foi implantado o Museu do Aleijadinho, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, em Ouro Preto. Durante toda sua vida, o Mestre esteve ligado a essa paróquia, onde foi batizado e sepultado, em cova de Nossa Senhora da Boa Morte. Aleijadinho morou na antiga Rua de Trás, em casa de esquina, ao lado da matriz. Seu pai, o mestre carpinteiro português Manuel Francisco Lisboa, também foi ligado a essa igreja, lá se casou com Antônia Maria de São Pedro. Quando faleceu, foi enterrado no interior do templo, conforme o costume daquela época.

Ao longo do mês de novembro, aconteceram diversos eventos que celebraram a morte do Mestre Aleijadinho, os dois mais significativos foram o IX Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte, realizado em Belo Horizonte, na Escola de Arquitetura da UFMG, no período de 3 a 5, quando especialistas brasileiros e portugueses tiveram oportunidade de apresentar seus trabalhos envolvendo o meio ambiente sócio-cultural-econômico em que Aleijadinho viveu e produziu; o segundo foi realizado em Tiradentes, no período de 26 a 28, a UFMG, através do Campus Cultural Tiradentes e da DAC – Diretoria de Ação Cultural, realizou o Colóquio Aleijadinho o artista e sua época, com a participação de especialistas que propiciaram rica reflexão envolvendo o Mestre e sua contemporaneidade.

Muito foi pesquisado e debatido acerca da vida e da obra de Aleijadinho, mas, como se trata de um dos maiores escultores de todos os tempos, e por estarmos diante de significativo mito, ainda há aspectos a se desvelar, se é que algum dia se esgotará, pois a cada pesquisa, a cada novo olhar, haverá novidades. Por isso, nos dois principais eventos, ambos realizados pela UFMG, envolveram desde os maiores pesquisadores, como Ivo Porto de Menezes (que há sessenta anos pesquisa o tema Aleijadinho) e Myriam Ribeiro de Oliveira, e novos pesquisadores, como Alexandre Ferreira Mascarenhas e Marcos Tognon, dentre outros. Arquitetos, historiadores, etnógrafos, antropólogos, filósofos, especialistas das letras e outros ainda podem debruçar sobre o tema, cada pesquisa pode contribuir para melhor compreensão da vida, da obra e da época em que viveu Aleijadinho.

A 37ª Semana Aleijadinho promoveu diversos eventos culturais, não só em Ouro Preto, mas também em Belo Horizonte, Mariana, Congonhas, São João del Rei e Tiradentes, levando às cidades momentos culturais com concertos, lançamentos de livros, palestras e exibição de documentário. Não haveria melhor local para encerrar a programação cultural dessa semana do que a Capela do Divino Espírito Santo, da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de São João Del Rei. Um belíssimo templo rococó, decorado pelo artista Joaquim José da Natividade (c.1775-1840), que foi resgatado das ruínas e restaurado primorosamente por Carlos Magno Araujo. E aqui é interessante lembrar a fala do pesquisador João Antônio de Paula, lembrando que, para a existência de Aleijadinho foi necessário acontecer um ambiente cultural vasto, rico, complexo e com a atuação de centenas de artistas talentosos e um deles, sem dúvida, foi Joaquim José da Natividade. No Colóquio Aleijadinho o artista e sua época, o historiador Magno Mello, em sua conferência, citou Natividade diversas vezes, por sua importância e criatividade.

No encerramento do colóquio, numa parceria entre os organizadores e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, foi lançado um selo especial, registrando os 200 anos da morte do Mestre Aleijadinho. O selo traz a imagem da Matriz de Santo Antônio de Tiradentes, o último projeto arquitetônico do Mestre Aleijadinho, de 1810 (imagem acima).

6 comentários sobre “ALEIJADINHO – TRIBUTO À ARTE E À VIDA

  1. Luiz Cruz

    Caro Edward,
    Suas colocações são pertinentes, Aleijadinho foi um dos maiores artistas de todos os tempos, exatamente pela genialidade.
    O Brasil e especialmente Minas devem se orgulhar tanto das obras quanto do artista que ainda nos permite amplo trabalho de pesquisa.
    Abraço,
    Luiz Cruz

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  2. Edward Chaddad

    Luiz

    Minas Gerais é o berço da arte do Brasil e Aleijadinho é o seu gênio mais deslumbrante. Li que ele somente estudou o curso primário, por isso entendo-o como um gênio artístico extraordinário. Esse dom de revelar o sublime nasce com os grandes artistas.
    Parabéns pela excelência do seu texto.

    Abraços

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  3. Luiz Cruz

    Lu,
    Várias cidades celebraram o bicentenário do Mestre Aleijadinho, mas acredito que nossa programação foi especial, criando um clima altamente positivo para a troca de conhecimentos e debates sobre o mestre e seu tempo.
    Obrigado pela sua atenção de sempre.
    Abraço,
    Luiz Cruz

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  4. LuDiasBH Autor do post

    Luiz

    O nosso grande Mestre Aleijadinho merece todas as homenagens que lhe foram feitas. Parabéns a você e a todos que trabalharam e lutam para que sua memória não seja esquecida. Mais uma vez, um brilhante texto.

    Abraços,

    Lu

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    1. Luiz Cruz

      Olá Maristela,
      É muito bom saber que você está acompanhando meus textos aqui. Como você é uma pessoa das artes, sua presença e opinião são importantes para mim. Abraço ao Michael. Muito obrigado, abraço especial para você!
      Luiz Cruz

      Responder

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