Andrea del Sarto – A MADONA DAS HARPIAS

Autoria de LuDiasBH

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A composição A Madona das Harpias é uma obra-prima do pintor italiano Andrea del Sarto (1486-1531). Seu nome de nascimento era Andrea d’Angiolo di Francesco, sendo que “Sarto” foi acrescentado ao seu primeiro nome por ele ser filho de um alfaiate (que em italiano escreve-se sarto). Seu primeiro aprendizado deu-se com um ourives, continuando sua formação provavelmente com Piero di Cosimo. Dividiu sua oficina de trabalho com o pintor Jacopo Sansovino e, provavelmente, também com Franciabigio. Pintou muitos afrescos e retábulos. É tido, ao lado de Fra Bartolommeo, como maior mestre da Alta Renascença Italiana. É também um dos pioneiros do Maneirismo. Ganhou de Giorgio Vasari o apelido de “pintor sem erros”.

A pintura A Madona das Harpias, tida como a sua mais importante criação, e uma das obras mais famosas do século XVI. Adornava o altar-mor da igreja de San Francesco dei Macci, em Florença, sendo executada a pedido das freiras franciscanas. É vista como o primeiro exemplar do “classicismo” florentino. Nela estão presentes influências de três grandes gênios da pintura: a monumentalidade de Michelangelo, a proporção de Rafael e as cores de Leonardo da Vinci. As figuras estão dispostas em forma piramidal, com a cabeça da Virgem Maria formando o vértice superior.

O artista apresenta a Virgem Maria de pé, envolta em roupas coloridas, sobre um pedestal de mármore, ornado com esfinges (seres alados imaginários), às quais Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano, em sua interpretação, denominou erroneamente como sendo harpias (monstros fabulosos com corpo de mulher e corpo de abutre), daí o título da composição. Maria segura seu Menino com o braço direito e um livro com o esquerdo. À sua direita estão os santos: Francisco, segurando um crucifixo, e à esquerda São João Evangelista, com um enorme livro aberto no colo, segurando-o com um gesto similar aos de Michelangelo, como se sua mão oculta indicasse um trecho específico. Dois pequenos anjos, sobre o patamar em que se encontra inserido o pedestal, seguram nas pernas da Virgem.

A Virgem Maria e seu Menino trazem os olhos direcionados para o chão, assim como o anjo à direita, enquanto os santos Francisco e São João Evangelista parcem olhar para o espectador. O anjo risonho à esquerda dirige seu olhar para São Francisco. O livro que se encontra na mão da Virgem, apoiado na sua coxa esquerda, simboliza a sabedoria, assim como as esfinges (símbolos mitológicos da sabedoria da deusa Minerva) que decoram seu pedestal. A inscrição escrita no pedestal pode ser traduzida como: “Andrea del Sarto, florentino, fez” e mais abaixo “A Rainha é elevada ao mais alto trono – 1517”.

Obs.: Existe também a interpretação de que os adornos do pedestal sejam gafanhotos, portadores de calamidade e destruição.

Ficha técnica
Ano: 1517
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 207 x 178 cm
Localização: Galleria deglu Uffizi, Florença, Itália

Fontes de pesquisa
A Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://allegoriadellamusica.altervista.org/

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