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Correggio – LEDA E O CISNE

Autoria de LuDiasBH

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A composição denominada Leda e o Cisne é uma obra mitológica do pintor italiano Correggio, tendo este tema da mitologia grega sido representado por inúmeros pintores. Na sua tela, o artista mostra o momento em que Leda, rainha de Esparta e esposa do rei Tíndaro, encontra-se num local arborizado, tomando banho, ladeada por ninfas, Cupido, “putti” (crianças ou anjos) e suas criadas, quando recebe a visita do deus dos deuses.

Zeus (Júpiter), que por Leda havia se apaixonado, toma a forma de um cisne branco, para dela se aproximar. Ele é visto com o corpo entre suas pernas, o bico direcionado para seus lábios, e o pé direito tentando subir no seu corpo, enquanto ela o fita com ternura.

Leda encontra-se nua, de costas para uma grande árvore e com o corpo de frente para o observador, de maneira a levá-lo a presenciar sua união com o cisne (Zeus). Contudo, o pintor não permitiu que sua pintura resvalasse para a obscenidade. Um dos pés de Leda toca o chão, enquanto o outro fica no ar.

Em volta de Leda, à esquerda, estão duas ninfas dentro de uma fonte. Uma delas está sendo vestida por uma criada, enquanto a outra se mostra amedrontada com o cisne branco que dela se aproxima. Um terceiro cisne branco voa acima de sua cabeça, em direção às árvores. A outra criada, de veste azul, observa, encabulada, a ninfa e o cisne. À direita da rainha, alheios à cena, estão Cupido, tocando sua harpa e dois “putti” (crianças com asas, pequenos cupidos) brincando. À esquerda do deus do amor está sua aljava com setas.

Atrás do grupo descortina-se uma paisagem de grande beleza, com relva, árvores verdes, montanhas acinzentadas e céu azul com nuvens brancas. Segundo a mitologia grega, em razão de seu contato com Zeus, Leda acabou chocando dois ovos, deles nascendo os filhos Castor, Pólux e Helena (de Tróia)

Ficha técnica
Ano: c. 1531/1532
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 152x 191 cm
Localização: Staatliche Museen zu Berlin, Berlim, Alemanha

Fontes de pesquisa
Renascimento/ Editora Taschen

Vídeo – O BANHO TURCO – Ingres

Autoria de LuDiasBH

Para pintar sua obra-prima O Banho Turco, tela extremamente sensual, Ingres aproveitou uma série de croquis e desenhos realizados quando pintava outros nus, ao longo de sua carreira. Estão na cena cerca de duas dúzias de figuras femininas, nas mais diferentes poses, sobre suntuosos tapetes e almofadas coloridas.

Segundo alguns estudiosos de Ingres, para pintar este quadro, em que aplicou o estilo de pintura redonda, também conhecido como “tondo”, ele se baseou em descrições sobre os banhos no harém do sultão Maomé II e nas Cartas do Oriente, de Lady Montagu, aristocrata e escritora inglesa…

Obs.: Conheça mais sobre a pintura O Banho Turco, acessando o texto completo no link: http://virusdaarte.net/ingres-o-banho-turco/

e depois assista ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=bxfKN7brlpg

ARIADNE ADORMECIDA

Autoria de LuDiasBH

       

Esta colossal escultura em mármore, conhecida como Ariadne Adormecida, e antes julgada como sendo Cleópatra, por usar um bracelete em forma de cobra no braço esquerdo, é uma cópia romana da obra criada no período helenístico médio (III e II século a.C.). É tida como uma das esculturas mais notáveis da Antiguidade, sendo sua origem desconhecida. A sua identificação como Ariadne deu-se em razão de ornatos semelhantes identificados em gemas esculpidas, relevos em sarcófagos, etc. Segundo a mitologia grega, Ariadne era a princesa de Creta, filha do rei Minos e da rainha Parsífae. Ela se tornou-se conhecida por ter se apaixonado pelo herói Teseu e por ter se casado com Dionísio, o deus do vinho e das festas.

A escultura representa uma passagem do mito de Ariadne, quando essa é abandonada na ilha de Naxus por seu amante Teseu, enquanto ela dormia. O herói matou o Minotauro graças à ajuda da princesa, mas ainda assim o ingrato deixa-a para trás. Ariadne e Dionísio encontram-se na ilha em questão, apaixonam-se e casam-se.

A princesa cretense encontra-se reclinada sobre um leito de pedra, parecido com um divã, enquanto dorme, embora sua posição seja extremamente desconfortável para dormir. Ela traz a cabeça recostada na mão esquerda, contornando-a com o braço direito. Suas pernas estendidas estão cruzadas, com a direita sobre a esquerda. A cama de pedra, a mão direita e parte do rosto da escultura foram restauradas. Existem outras cópias romanas da obra, inclusive em tamanhos reduzidos, em outros museus. Presume-se que esta seja a única estátua da antiguidade com pestanas.

Ficha técnica
Ano: séculos I e II d.C.
Altura: 160 cm
Localização: Museus do Vaticano, Roma, Itália

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://eyelashesinhistory.com/sleeping_ariadne.html

 

Giorgione Barbarelli – O CONCERTO MUSICAL

Autoria de LuDiasBH

Giorgione Barbarelli da Castelfranco (c.1477–1510) era um pintor italiano de retábulo e obras sacras, sendo também conhecido por Zorzon. Quase nada se sabe a respeito de sua vida, embora suas poucas obras conhecidas tenham exercido grande influência sobre a arte dos séculos XVI e XVII.  Segundo o historiador Giorgio Vasari, ele veio de uma família muito humilde. Ainda novo, partiu para Veneza, onde foi aprendiz no ateliê de Giovanni Bellini, pintor famoso no uso da cor e da luz. Frequentou a alta sociedade daquela cidade, onde conviveu com os valores do helenismo. É tido como fundador da pintura veneziana, tendo influenciado muitos artistas, dentre eles Sebastiano del Piombo e Ticiano. Era um artista de grande inclinação poética, cujos temas não se sujeitavam ao gosto dos mecenas da época, mas à sua própria escolha.

A pintura secular e mitológica, conhecida como O Concerto Musical ou ainda Concerto Pastoral, tem sido vista por alguns críticos de arte como criação de Giorgione e por outros como criação de Ticiano. É dito também que pode ter tido a participação dos dois, pois os artistas chegaram a trabalhar em estreita colaboração, o que torna muito difícil distinguir seus respectivos estilos e trabalhos. A real atribuição deste trabalho vem sendo discutida através dos tempos, inclusive tendo sido delegada a Bellini, depois a Palma Vecchio ou Sebastiano del Piombo. Quem quer que tenha sido o responsável por sua criação deixou um trabalho maravilhoso, responsável por repassar uma grande calma, mostrando os personagens em isolamento e tranquilidade e a harmonia entre o homem e a natureza.

Quatro figuras humanas encontram-se juntas, em primeiro plano, sendo dois homens e duas mulheres. Três delas estão sentadas no relvado. Uma das mulheres, seminua, de pé, com o manto a escorrer-lhe pelo corpo, sendo preso pelos joelhos, despeja água de um jarro de vidro numa fonte de mármore, à esquerda. Embora parte de seu corpo esteja voltado para o observador, seu tronco inclina-se para sua direita. Ela parece ausente do que faz. Seu braço esquerdo oculta seus seios. No grupo que se encontra sentado, um jovem toca alaúde e a mulher, nua e de costas para o observador, sentada sobre um manto de seda, toca flauta. É interessante notar que uma das mulheres mostra a frente do corpo feminino, enquanto a outro mostra as costas. Os dois músicos voltam a atenção para o acompanhante.

Os dois jovens rapazes, um deles trajando vestes vermelhas com mangas fofas, e o outro loiro e de pés descalços, são belos. Estão vestidos de acordo com a moda do início do século XVI. Eles conversam entre si, como se não tivessem noção da presença das duas mulheres, como se ali elas não se encontrassem. Em segundo plano, à direita, no meio de um bosque, um pastor é seguido por seu rebanho, enquanto toca seu instrumento musical. No meio do rebanho encontra-se um burrinho carregado. No fundo da composição avista-se uma paisagem bucólica com edificação, árvores, lagos, montanhas e um imenso céu carregado de pesadas nuvens. A cena é banhada pela luz do pôr do sol.

É possível que a composição seja uma alegoria da poesia e da música, sendo as mulheres seres imaginários representativos da beleza ideal (musa da poesia trágica e musa da poesia pastoral), ou seja, uma fantasia dos dois rapazes, existente apenas na imaginação desses. O homem do alaúde representaria a poesia lírica e o seu companheiro seria um letrista. Há também quem interprete a obra como sendo a evocação dos quatro elementos do mundo natural (água, fogo, terra e ar), e sua relação harmoniosa. O equilíbrio entre o homem e a natureza parece ter sido a busca do pintor. O fato é que este trabalho continua sendo um dos mistérios da pintura europeia, pois as opiniões divergem quanto ao seu criador e ao seu tema.

Ficha técnica
Ano: c. 1508/09
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 110 x 138 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/pastoral-concert
http://www.wga.hu/html_m/g/giorgion/various/concert.html

FALANDO DE AMOR PELOS ANIMAIS

Autoria de Maria Cláudia Frazão

Amo os animais! Lido com adoções e fiz muito trabalho voluntário na adolescência. Hoje tenho um grupo no Facebook (Adotar é Tudo de Bom RJ ), em parceria com uma grande amiga, Cristiane Conceição, que também luta muito pela causa animal, para divulgarmos adoções, pedidos de ajuda e resgates. No momento tenho 10 cães. Só uma não é adotada. São nove vira-latas, que amo de paixão:  Feliz, Layla, Nina, Vick, Jade, Angel, Luna, Marley e Thor, e uma labradora, a Meg. O meu adotado mais idoso (Feliz) está com 18 anos. Veio para minha família com quatro meses, e superou a idade da minha Xiquita, outra “virinha” adotada, que partiu aos 17 anos.

Os cães são companheiros maravilhosos, respeitosos, que sabem quando alguma coisa não vai bem conosco. Entendem nosso tom de voz, nossas expressões faciais e nossas emoções. Queria muito ter gatos. Mas, como moro praticamente dentro da mata Atlântica, aqui aparecem muitos animais silvestres, como gambás, ouriços, quatis, raposas, esquilos e uma diversidade imensa de aves. E o cheiro, tanto dos animais, como das plantas e árvores que existem em volta, tornam meus cães mais instintivos. Então tenho receio, por ser uma matilha, de ter pelo menos um gatinho.

Adoro os gatos e toda a majestade, independência e sabedoria que possuem. Já tive gatos, sempre gostei e sinto por não poder ter nenhum no momento. São animais místicos, venerados no antigo Egito, trabalham com a energia de uma forma fascinante. Um gato, que se aconchega no colo de alguém, ou se deita sobre determinada parte do corpo da pessoa, está fazendo uma limpeza de energias, ou tentando curar algum órgão. Fica ali o tempo que é necessário. Depois não adianta colocá-lo de novo, depois que sai, pois já cumpriu sua função. Por isso, o fato de os gatos dormirem por várias horas seguidas, levando a má fama de “preguiçosos”. Na verdade, precisam recarregar as baterias, pois também absorvem as energias do ambiente, deixando-o mais equilibrado. Gatos tem uma ligação com nosso inconsciente, estão presentes em simbologias, são leitores da alma.

Infelizmente, as pessoas que não apreciam os animais, costumam ter problemas com o próprio inconsciente. E já pude constatar isso várias vezes, observando o comportamento das mesmas, e percebendo que não vivem em sua total plenitude. Os animais, natureza e seres humanos, todos estão ligados energeticamente, por uma força maior. O melhor que podemos fazer é cuidar, respeitar e amar, pois acredito que temos a mesma essência, e tudo que precisamos é viver em harmonia e equilíbrio.

Nota: foto dos animais da autora.

ESTÁTUA DO CHANCELER NAKHTI

Autoria de LuDiasBH

O Louvre possui cerca de 50.000 peças da arte egípcia. Dentre elas encontra-se a Estátua do Chanceler Nakhti, em tamanho natural, criada a partir de um único tronco de acácia. É tida como uma das mais extraordinárias peças de escultura na madeira, preservadas do Médio Império no Egito, que se iniciou por volta do ano 2000 a.C., sendo referente ao início da XII Dinastia. Esse período foi muito importante para o desenvolvimento das artes.

A Estátua do Chanceler Nakhti, em rígida postura frontal, ainda guarda vestígios de sua pintura original e encontra-se quase que inteiramente revestida de tinta vermelha. O chanceler é dono de uma silhueta delgada, embora tenha ombros fortes, reforçados pelas clavículas. Sua cabeça é oval, e o nariz não apresenta os orifícios relativos às narinas. Possui cabelos curtos e sobrancelhas bem delineadas. Seus braços descem retos ao longo do corpo. A mão esquerda encontra-se fechada no formato de punho, enquanto a direita traz o dedo polegar oculto, como se consertasse a vestimenta, o que dá um toque de naturalismo à peça.  A perna esquerda encontra-se à frente da direita, como se o personagem estivesse caminhando.

Esta estátua, cujos pés encontram-se unidos à base, foi encontrada por arqueólogos franceses, em 1903, na tumba do Chanceler Nakhti. Essa tumba havia escapado aos saqueadores.

Ficha técnica
Ano: c. 1900 aC.
Altura: 178 cm
Largura: 49 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/large-statue-chancellor-nakhti