FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

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Autoria de LuDiasBH

mabag

Para início de conversa, somos uns tolos que passamos pela vida com o senso arraigado de propriedade, quando não somos donos de coisa alguma, nem de nós mesmos, pois até nosso próprio corpo está sujeito a uma infinidade de mazelas. Tudo o que tempos foi-nos emprestado para passarmos uma curta temporada pela Terra. E pior, muitas vezes não temos o menor cuidado com aquilo que nos foi confiado, a ponto de transformar nossa vida num caos com a bagunça acumulada por nosso descaso. Alguns ainda se desculpam dizendo que é capaz de encontrar tudo, em meio a sua bagunça. Arre! Fico imaginando crianças sendo criadas em ambientes assim. Coitadinhas!

Segundo a sabedoria milenar do Feng Shui a desordem nos causa muitos desprazeres. Conheçamos alguns deles:

  • Cansados e letárgicos – quanto mais bagunça, menos energia e coragem para fazer a limpeza. Estamos perdidos no meio da energia estagnada, que só nos faz mal.
  • Somos retidos no passado – não deixamos espaço para o novo. Nossos pensamentos insistem em habitar o ontem, em cada objeto entulhado. E ficamos olhando para trás, sem coragem de ir para frente.
  • Nosso corpo fica congestionado – nossos olhos ficam embotados, a pele amarelada e não há vitalidade em nossos olhos e mente. E há um triste espaço para as alergias.
  • Pode afetar o nosso corpo – o excesso de entulho, por incrível que possa parecer, muitas vezes se alia ao excesso de peso. Segundo a autora, tanto o corpo obeso, quanto o excesso de bagunça são formas de autoproteção. Temos a crença de que estamos amortecendo os choques da vida. Funciona, portanto, como muletas.
  • Causa confusão – quando nos vemos cercados pela desordem, não vemos com clareza o que fazemos na vida. Ficamos perdidos em meio a tudo. E não podemos nos esquecer de que o exterior é o reflexo de nosso interior.
  • Afeta a maneira como nos tratam – as pessoas nos tratam, conforme o tratamento que damos a nós. Se nos valorizamos, elas nos tratarão bem. Se nos atolamos junto com os entulhos, acabamos por atrair, inconscientemente, pessoas que nos tratarão mal. A nossa casa desmazelada não passa alheia aos olhos dos amigos, e fará com que eles tenham uma imagem ruim a nosso respeito, pois nossas ações refletem nosso eu.
  • Faz adiar – quanto maior for a desordem, menos tempo teremos para colocá-la em ordem, pois a bagunça deixa estagnada a própria energia e também dificulta a nossa, por isso, nunca sabemos por onde começar, adiando indefinidamente.
  • Causa desarmonia – é um dos principais motivos de brigas nas famílias, entre colegas de apartamentos e entre companheiros de trabalho. Ninguém sabe onde se encontra nada, colocando a culpa no outro, gerando discussões, pois a desordem é uma razão de nível inferior.
  • Pode nos envergonhar – passamos a ter vergonha de convidar as pessoas para nos visitar. A mãe tem vergonha de deixar a porta do quarto do filho aberta. Se alguém chega sem aviso, perdemos o juízo.
  • Pode manter presa a nossa vida – começamos a ficar isolados e a gozar da baixa autoestima. E passamos a não nos importar com a bagunça, vivendo preso no meio dela, rezando para que ninguém venha nos visitar.
  • Acaba por nos deprimir – a energia estagnada da desordem debilita a nossa energia a ponto de nos deprimir. Quase toda pessoa deprimida vive cercada de bagunça, principalmente, num nível baixo, esparramando tudo pelo chão. Não encontra ânimo para nada. Sentimentos de desesperança são adubados pela desordem.
  • Cria excesso de bagagem – a tendência é levá-la conosco, por onde viajamos. Seremos “bagunçólatras” mesmo fora de nosso ambiente costumeiro. E somos chegados a compras de “souvenirs” para atulhar a casa, mais ainda. Perdemos a noção de espaço.
  • Entorpece a nossa sensibilidade – passamos a não viver plenamente e a fazer as mesmas coisas todos os dias. Ficamos taciturnos e enfadonhos, sem buscar novos objetivos.
  • Exige uma limpeza extra – o tempo empregado para a retirada dos entulhos será muito maior. É uma espiral descendente. Não nos sobra tempo para nada. E, quanto mais a a bagunça cresce, mais tempo teremos de dispor para fazer a limpeza.
  • Faz de nós uns desorganizados – perdemos chaves, óculos, carteira, sombrinhas, documentos, etc. A bagunça acaba por desperdiçar o nosso tempo na procura e nos deixar nervosos. Deixamos de ser cuidadosos com as coisas.
  • Pode ser um risco à saúde – começa a cheirar mal, a atrair insetos, abrigar umidade, mofo, tornando o espaço anti-higiênico. E ainda há o risco de incêndio.
  • Cria uma Simbologia indesejável – se somos inclinados à discussão, devemos evitar o uso excessivo de vermelho na decoração. É preciso haver uma seleção daquilo que nos rodeia, conforme a nossa índole. E na bagunça fica tudo misturado.
  • Cobra-nos um custo financeiro – basta fazer uma porcentagem de tudo que está num aposento, sem a devida necessidade e que exige gastos. Sem falar no custo do tempo.
  • Distrai-nos de coisas importantes – temos que ser donos de nossas coisas e não elas de nós. Tudo o que possuímos exerce um apelo sobre nossa atenção, e quanto maior é a desordem, mais nossa energia é gasta em assuntos mundanos. O intelecto fica em segundo plano, quando a bagunça é desmedida.

Portanto, organização é boa e faz bem a qualquer vivente.

Nota: Imagem copiada de http://www.prat-k.com.br

Fonte de pesquisa:
Arrume a sua bagunça com o Feng Shui … / Karen Kingston

21 comentários sobre “FENG SHUI – COMO A DESORDEM NOS AFETA

  1. Laura

    Sou muito bagunceira, mas estou tentando mudar, confesso que não é fácil. Tudo que diz no texto é a mais pura verdade.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Laura

      O importante é tomarmos consciência de que necessitamos mudar, pois daí para a frente tudo se torna mais fácil. O Feng-Shui é uma filosofia fantástica. Também tenho procurado segui-la.

      Amiguinha, obrigada por sua visita e comentário. Volte sempre!

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  2. Pedro Rui

    Tudo que dizes no texto eu assino por baixo, pois tentei ajudar meu irmão, mas não consigo, e já passou quase um ano, ainda está pior.

    Lu, tocas num ponto que me preocupa muito, as crianças estão a ser educadas em desordem, a NET ainda lhes trás mais desordem, basta ir ao facebook. Ainda ontem vi num canal da cabo em que duas esposas trocam por uma semana de casa, uma vai ter que viver por uma semana a vida da outra, com seu marido e filhos, o canal se chama Odiceia. Uma delas era tão desordenada, que a outra não conseguiu viver naquela desordem.

    Pior é que os governos das nações são os piores, andam em desordem e querem que os demais também andem, dá à grande parte das pessoas condições miseráveis. Como tu dizes, nada é nosso, tudo é emprestado, e o que nos é emprestado, que nos deixem levar as coisas com ordem, como anda um grupo de pombas em harmonia.

    Abraços

    Rui Pedro

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rui

      É muito difícil viver num ambiente bagunçado. E quem consegue, tem a vida interior mais bagunçada ainda, pois nosso interior é o reflexo de nosso exterior.

      Conheço o programa citado por você. Ele é ótimo. Mostra que algumas famílias vivem num verdadeiro chiqueiro, se se importarem com isso. Deviam pelo menos terem vergonha de aparecerem na TV. E lá estão elas, com uma verdadeira cara de pau.

      Sim, tudo nos é emprestado, sendo nosso dever cuidar para que outras gerações também possam usufruir. nós não somos donos de absolutamente nada.

      Um grande abraço,

      Lu

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  3. Eliana

    Olá Lu,
    Minha filha me enviou esse site, e estou achando muito interessante.Tenho muitas coisas guardadas, e bastante papeis acumulados. Li o que você postou sobre essa teoria chinesa, e realmente me sinto exatamente assim, desanimada. Começo a arrumar e nunca consigo terminar, e toda essa bagunça está no meu quarto, trazendo uma sensação muito ruim.
    Quero muito mudar essa situação, e vou começar a entender melhor o feng-shui, e depois começarei a organizar tudo.
    Acho que vai ser bem legal ver tudo arrumado.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Eliana

      Que bom que a sua filha trouxe-a até este cantinho. Aqui falamos de inúmeros assuntos, até mesmo da bagunça ao redor de nós, que, no fundo, reflete a nossa vida interior. Precisamos de tão pouco para viver, não é mesmo? O ato de acumular aquilo, que não usamos, indica que ainda somos excessivamente apegados às coisas, e, em consequência, ficamos com um monte de energia parada em torno de nós, atraindo coisas ruins. Nós somos energia, portanto, energia é vida. Logo, quanto mais espaço, mais fluidez teremos em nossa vida. Mas é sempre tempo para pôr mãos à obra, ainda mais quando sabemos o porquê de promover certas mudanças em torno de nós, deixando mais saudável nossa vida. Você irá se apaixonar pelo feng-shui. Depois me conte tudo.

      Muito obrigada pela sua primeira visita e por deixar o seu comentário.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
  4. Érica Abreu

    Lu, boa tarde!

    Em regras gerais, para mim a organização é a alma do bem estar! Tenho o costume de manter minhas coisas organizadas, aprendi bem cedo sobre os malefícios do acúmulo de objetos, roupas, e etc… Mas não é uma tarefa fácil desapegar.

    Abraço,

    Érica Abreu

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Érica

      Também penso como você.
      Não consigo fazer nada em meio à bagunça.
      Também não sou neurótica por limpeza.
      Em tudo precisamos de equilíbrio.

      Estava com saudades suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  5. Pedro Rui

    Tenho um irmão desorganizado, eu lhe digo: “Olha para o teu quarto, pois é assim que tens a tua mente”. Ela anda sempre no passado, distrai-se com os jogos de computador e fica todo desorientado; nunca acaba o que começa, até parece que entrou em depressão. Eu quero ajudá-lo, mas ele não aceita, prefere viver naquele mundo moribundo do que receber ajuda. Mas eu não desisti dele.
    Abraços Lu
    Rui Sofia

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro Rui

      Tanto é chata uma pessoa neurótica por limpeza, quanto uma desorganizada.
      Não consigo viver num ambiente onde tudo se encontre fora do lugar.
      Necessito de uma certa ordem, para trabalhar, dormir, comer…
      Com calma, você irá conseguir ajudá-lo. Não desista.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  6. Sandra

    Sem neuroses, a organização facilita a vida, evita o estresse, a perda de tempo; para mim é como se pudesse respirar com mais facilidade.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Sandra

      Você se lembrou das palavras mágicas “sem neurose”,
      Caso contrário a busca pela energia boa iria se transformar em doença.
      Tudo deve ser feito com equilíbrio.
      Vou acrescentar isto ao texto.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  7. Roberto Lamarão

    Lu
    Bom dia!
    Sou amigo e irmão, por escolha própria, do seu irmão de sangue Messias, tive acesso ao seu blog através dele, e fiquei muito entusiasmado por tudo que tenho tido acesso, meus parabéns.
    Beijo no teu coração.
    Roberto Lamarão

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Roberto

      É um prazer recebê-lo aqui neste cantinho.
      Puxe a cadeira e vá se assentando.
      Aqui temos uma boa diversidade de assuntos.
      Se não agradar de um, pule para outro.
      Será uma honra contar com a sua presença.
      Venha sempre trocar um dedo de prosa conosco.
      Obrigada pelo carinho.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Dadau

      O Feng Shui é uma filosofia chinesa milenar que nos ensina muita coisa boa, sobretudo como manter circulando a energia boa.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  8. Cezar

    Tudo deve ter um ponto de equilíbrio. Nem muito, nem pouco… assim como a água mata nossa sede, ela pode nos matar. Para estarmos mais próximo da felicidade e do prazer temos que ser comedidos em tudo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cezar

      É como você diz, há necessidade de equilíbrio em tudo.
      A desarmonia nasce sempre do desequilíbrio.
      A milenar filosofia budista fala do célebre Caminho do Meio.
      Seguindo-o, não há como errar.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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