OS PROVÉRBIOS E O CASAMENTO

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Autoria de LuDiasBHmas5

Os provérbios não entram em consonância depois que se realiza o casamento, pois uma das excentricidades dos adágios é não ter concordância, ou seja, temos máximas para todos os gostos. Cada um que puxe a brasa para a sua sardinha, escolhendo o ditado que lhe aprouver, de acordo com o andar de sua carruagem.

Marido e mulher são como língua e os dentes.”, mas, como os dentes costumam cair ou serem arrancados, pelos mais diversos motivos, é bom cuidar bem da união. Se a convivência é boa, o casal pode tomar para si o provérbio chinês: “O casal apaixonado diz mil coisas sem trocar uma palavra.”, ou seja, eles conversam apenas através do olhar. E um lituano ainda é mais enfático: “O casal apaixonado desenvolve tal grau de harmonia, que entre eles não escorre nem água.”. E um provérbio tâmil diz na bucha: “Se o boi e a carroça andam juntos, que importam os obstáculos?”.

Em quase todas as culturas, existe o alerta para que não se entre na vida do casal. A vida é dele e ninguém tem o direito de meter o bedelho, pois quem se mete sai com o dedo queimado. Um sisudo provérbio árabe aconselha: “Não tentes penetrar entre a árvore e a casca.”, e um brasileiro, já afeito à rima diz: “Em briga de marido e mulher não se mete a colher.”.

Mas, segundo os adágios, o casamento não é aquele mar de rosas com que sonham os enamorados, logo que se casam. Um provérbio finlandês ensina que “O amor é um jardim maravilhoso, mas o terreno do casamento é semeado de urtigas.”, ou seja, é cheio de contratempos. Portanto, não se pode ir com muita sede ao pote. Alguns há que, decepcionados, até acham que “O casamento é o túmulo do amor.”.

Também é comum enaltecer o dinheiro, em vez do amor, como afirma um provérbio chileno: “Quem se casa por amor vive penando.”, e também um francês: “Quem se casa por amor tem dias ruins e noites boas.”, enquanto outro diz que  “Só com amor a chaminé não fumega.”, ou seja, o casal poderá morrer de fome e a vida a dois ir para o brejo. O fato é que “Quando a pobreza entra pela porta, o amor sai pela janela.”. Mas um provérbio estoniano dá o xeque-mate, declarando o que é uma união sem amor: “O casamento sem amor é um tormento.”. E bota tormento nisso!

Os adágios intrometem-se em tudo. Dão palpite até na intensidade do amor. Tanto é que um provérbio esloveno adverte: “Uma mulher sensata casa-se com o homem que a ama e não o inverso.”, no que conclui o polonês: “Quando amas, és escrava; quando és amada és rainha.”. Em assim sendo, é preferível ser rainha!

Perdoe-me o leitor, se tomo partido no tumultuado mundo dos adágios, mas concordo plenamente com o provérbio polonês, acerca de ser rainha ou escrava. O ideal é que numa união, os dois amem-se e se respeitem mutuamente, mas, quando as duas taças não podem ser cheias com igualdade, o melhor mesmo é ser mais amada, carregando o cetro de rainha. E tá ruim?

Fontes de pesquisa:
Nunca se case com uma mulher de pés grandes/ Mineke Schipper
Livro dos provérbios, ditados, ditos populares e anexins/ Ciça Alves Pinto
Provérbios e ditos populares/ Pe. Paschoal Rangel

Nota: Imagem copiada de artepopularbrasil.blogspot.com

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