OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

       descabelada     feliz
                         Antes                                                        Depois

Meus caros amigos, hoje eu lhes quero dar um precípuo testemunho e desejar que, com o meu relato, algumas almas desorientadas, aflitivas e tontas como era a minha, encontrem a salvação, não a eterna, mas a terrena, já que a primeira é consequência da segunda. Amém!

O fato é que eu andava fastidiosa e serrazina com este mundo nauseabundo. Nada minimizava o nojo e o desalento entranhado no meu pobre espírito, alquebrado pela abirritação e dolência, amarfanhado por dilatados e inconceptos ardis dos muitos contratempos desta vida. E pior, eu achava que era a única vivente a carregar tão achavascada cruz.

O maridão, não aguentando o embate com os meus atormentados demônios, tratou de salvar a própria pele, tentando me persuadir a procurar um bom psiquiatrista para, ao menos, abrandar a minha afronesia. Até ele, coitado, que sempre foi tido como o pai da paciência, não estava me suportando mais. O que dá uma ideia de como a coisa estava braba, brabíssima.

Embora com as ideias meio desconjuntadas pelos fricotes de minha mente, um lampejo de lucidez mostrou-me que poderia usar a insistência do meu varão para fazer escambo. Então, elenquei uma centena de pedidos. Alguns bem incabíveis e inusitados, eu bem sei. Mas não poderia perder a ensancha. Vai que o especialista da mente me restaurasse a massa cinzenta por completo e eu não tivesse outra oportunidade… O melhor era me precaver.

Ajustes feitos na transação e ciente de que detinha 90% das vantagens, selamos o compromisso. Eu aceitei ir ao psiquiatra, para o bem da família, dos bichanos, dos amigos e do mundo concreto que me rodeia, assim como do virtual. Como eu era chata, maçante, enfadonha, impertinente, rabugenta, tediosa e sofrida! Nem eu mesma me aguentava, mas não tinha como me ver livre de mim ou de deixar-me num canto de algum armário.

Dr. Wander Lemos, o psiquiatra, recebeu-me com cara de bons amigos. Entabulamos vários assuntos antes de entrarmos no X da questão. Aqui para nós, penso que esse tipo de introdução seja para avaliar o grau de desvairamento do paciente. Mas ao me perguntar sobre o motivo que me levou até ele, aproveitei a deixa e desfiei as contas do meu martírio, bem mais apavorantes do que o de Joana D`Arc. E o maridão, que já conhecia toda a ladainha de cor e salteada, ali ao lado, dando o suporte estratégico.

Contei ao especialista que já era uma velha batalhante nos desacertos de minha mente, herança de minha amadíssima avó, que tomava cloridrato de fluoxetina havia um bocado de tempo, sem falar em muitos outros cloridatos já apagados pela memória. Foi quando ele me sugeriu mudar para certo oxalato de escitalopram, bem mais moderno. Meu Deus, quem seria esse tal mancebo? Como me trataria? Dúvidas cruéis!

Meus caros leitores, confesso que foi um duro golpe para mim, a “sugestão” dada pelo doutor, pois durante 15 anos, a Fluô (fluoxetina) e eu vivemos como unha e carne, duas grandes e inseparáveis amigas. Ela me conhecia muito melhor de que eu mesma. Havia passado muitos percalços a meu lado, sem jamais me abandonar. Sabia de tudo o que se passava em minha mente, conhecia os meandros de minhas fantasias e as mágoas acumuladas ao longo de tantos anos de caminhada juntas. Passar de uma hora para outra a conviver com esse tal senhor oxalato de escitalopram, seria como trair uma amizade feita com os neurônios de minha cadeia nervosa. E eu nunca fui mulher de atraiçoar aqueles que me são caros. Dura decisão!

Ainda havia um senão, que ora lhes conto, meus amados. A Fluô era uma pessoa simples e comedida, que exigia de mim pouquíssimo valor monetário. Gastava com ela uma quantia pequena, a cada dois meses. É fato que a amiga já fora muito poderosa, quando usava o nobre nome de Prozac. Depois que caiu sua patente, a coitadinha de minha amiga virou gente comum, sem nenhum aparato de nobreza. E estava aí a maior causa do meu forte apego a ela. Não sabia ainda o que o tal do oxalato de escitalopram iria exigir por sua permanência comigo. Mas não tardaria por esperar.

Eu não tinha saída, pois no contrato que firmara com o meu “husband” havia uma cláusula em que me comprometia a seguir a orientação do especialista. Só não contava com o golpe de ter que me afastar de minha doce e generosa Fluô. Pensei que o tratador da mente fosse me recomendar uns gramas a mais da benignidade dela. E foi sob o rigor da lei matrimonial que dei adeus à minha companheira querida, mas que perdera a força para conter os meus chiliques e fricotes. Não me restava outro caminho, senão lhe dizer adeus. Ela ainda permaneceria no meu corpo durante 15 dias, até que se esvaísse por completo. Só então, estaria eu preparada, ou seja, purificada, para receber o outro mancebo. E também evitaria uma síndrome serotoninérgica.

Dr. Wander apresentou-me o tal senhor oxalato de escitalopram, presenteando-me com uma caixinha mirrada, uma amostra grátis bem magrelinha, com sete comprimidos apenas. Disse-me que o tal mancebo em questão viera da Dinamarca e, por isso, exigia um dote cinco vezes maior do que aquele pago à minha velha amiga Fluô, brasileiríssima. Coração e bolso trombetearam ao mesmo tempo, mas o olhar do machão repassou, em neon, a ordem de que eu deveria aceitar, pois saúde e bem-estar não têm preço. Com certeza, pensava mais na sua paz de espírito do que em mim. Aceitei, já que nossa conta é conjunta e o rombo seria pela metade. Mas saí do consultório pisando alto. Indignada, é bom que se diga.

Eis que a cartelinha acanhada, inexpressiva e raquítica acabou, e lá fui eu comprar o “bendito” para os outros dias faltantes. Quase caí do salto com seu valor abusivo. Levei o tal dinamarquês para casa numa revolta sem igual, xingando todas as suas gerações. Tomara que fossem inundados pelo degelo da calota polar do Ártico e, que os vikings voltassem para dizimá-los. Eu poderia comprar mensalmente tantos livros, CDs e DVDs com um valor daqueles… E pior, como o ciclo lunático, o desgraçado do remédio só vinha com 28 comprimidos. Aqueles dinamarqueses ignorantes nem sabiam que só o mês de fevereiro possui 28 dias. Ou era ganhuça das brabas? Eu fazia questão dos outros dois comprimidos. Pensei até em procurar o PROCON, mas o maridão falou que me bastava deixar de comprar alguns pares de sapatos anualmente. Sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo. E eu tinha o discernimento de que precisava de ajuda.

Amigos queridos, foi assim que conheci o jovem Oxalato de Escitalopram. Confesso que, apesar da saudade da Fluô, no segundo dia de affaire, tirando os exageros do romance, eu já estava apaixonada pelas transformações que ele operava em mim, embora seu preço acabasse sempre por me jogar na cama, digo, na lona. Valeria à pena continuar um amancebamento tão oneroso para uma das partes? O meu buldogue dizia que sim. E ao marido a gente sempre obedece… Desde que exista algo compensativo no pacto.

Mas, como tudo na vida flui, principalmente levando em conta a guerra travada entre os laboratórios farmacêuticos, uns parentes mais pobres do moçoilo começaram a chegar ao mercado do país, fazendo com que o dote do nobre e donairoso Escitalopram despencasse. Seu preço agora é módico, modicíssimo em relação a seu valor inicial, principalmente no que tange a seus familiares. Diria que já quase equivale ao preço da minha querida Fluô. O que foi a salvação de minha mente conturbada e amotinada. E o nosso aconchego não mais passa por nenhum tipo de desencontro. Haja paixão!

Devo confessar aos leitores que o novo embeleco mudou minha vida. Hoje, o mundo é tão azul quanto o planeta Avatar. A humanidade é composta por anjos resplandecentes e generosos, sem um laico de egoísmo. O sofrimento inexiste. Homens e animais vivem em perfeita harmonia. A justiça impera em todos os lugares da Terra, inclusive no Brasil. Não existem  desigualdades sociais, tampouco qualquer tipo de preconceito em relação às raças. O planeta é tratado com respeito. E eu sou brilhante, insinuante, coruscante e maravilhosa.

Só não sei, amigos, por quanto tempo durará o meu chamego com tal varão, pois, como sabem vocês, os homens são seres inconstantes e inconsistentes. Mas o Oxa (apelido carinhoso) tem sido um cavalheiro, daqueles que nos amparam com fervor nos momentos mais difíceis da vida. Além do mais, goza de todo o apoio do titular (Existe marido que é cego!). Posso ficar sem o meu varão, mas sem o Oxa, nem ver. Sem me amancebar com ele, uma vez por dia, meus pensamentos ficam inquietantes, rodopiando na bacia do cérebro, sem saberem onde parar, tamanho é o embeleco. E eu perco toda a minha tesura, ou melhor, textura.

Portanto, meus leitores, para uma vida risonha, nada como um amante perfeito. Mas que o seu custo não seja muito grande, pois, se assim for, nossos problemas redobram. O retorno de um amásio deve ser exageradamente maior do que os prazeres que lhe damos. Fora disso não há enrabichamento que resista, ou força que mantenha o amancebo.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

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Nota: Imagens copiadas de transitivoedireto.blogspot.com e  br.freepik.com

1.176 comentários sobre “OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Milena Rodrigues

    Lu
    Conheci seu blog, e fico feliz em saber que existem pessoas para nos ajudar e tranquilizar. Fui diagnosticada com transtorno de ansiedade generalizada e início de depressão. Minha psiquiatra me receitou o Escitalopram e eu estou com um pouco de medo de começar, pois passei tanto mal essa semana que estou meio traumatizada. Sei que preciso do tratamento, mas tenho receio de não ter forças pra aguentar esse início da medicação.

    Um abraço e parabéns pelo seu lindo trabalho!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Milena

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, é normal sentir tais receios no início. Muitos aqui passaram por isso. Saiba, no entanto, que, se não iniciar o tratamento, suas crises irão agravar cada vez mais. E chegará um momento em que não mais será possível postergá-lo, pois não terá forças para aguentar as crises de ansiedade, que irão resvalar para a Síndrome do Pânico. E é preferível passar três semanas ruins do que meses e meses. Algumas pessoas nada sentem. Quem sabe você não será uma delas.

      Milena, vou lhe enviar alguns links que irão ajudá-la. Leia também os comentários.

      Abraços,

      Lu

  2. Rumapian

    Lu
    Vi seu texto e fiquei curioso, porque estou com o Bupium (cloridrato de bupropiona) que tomo, atualmente. Meu médico receitou o oxalato de escitalopram (Espran), que você elogia, porque mudou sua vida. No entato, na bula, parece a descrição do inferno (alguns dos efeitos colaterais de Espran podem incluir náusea, nariz entupido ou com coriza, aumento ou diminuição do apetite, ansiedade, inquietação, sonhos anormais, dificuldades para dormir, sonolência, tontura, bocejar, tremores, sensação de picadas na pele, diarreia, prisão de ventre, vômito, boca seca, aumento do suor, dores musculares e nas articulações, problemas sexuais como atraso na ejaculação, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e dificuldades para atingir o orgasmo, cansaço, febre ou aumento do peso). Pergunto, além da alegria de viver que o Oxa lhe proporcionou, como ficou sua vida sexual? A minha, com o Bupium, ficou muito abalada.

    Abraços

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rumapian

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais e, por sinal, muito parecidos. Mas tais reações são muito individuais. Há pessoas que passam muito mal com uma substância X e outras com Y. Tudo irá depender de como o organismo aceita o medicamento. Portanto, os efeitos adversos não se apresentam do mesmo jeito para todas as pessoa. Só para ter ideia, algumas engordam com o oxalato de escitalopram e outras emagrecem. Umas têm insônia e outras passam a dormir demais… Portanto, a”descrição do inferno” (risos) não pode ser levada muito a sério. Sem falar que tudo isso passa.

      Rumapian, de modo geral, todos os antidepressivos mexem com a libido. E comigo não foi diferente. Mas, à medida que o nosso organismo vai se adaptando com o medicamento, ele vai encontrando o equilíbrio. Como sempre digo para os meus amiguinhos, é preferível trabalhar com a “tesão” diminuída do que conviver com o desequilíbrio ocasionado pelos transtornos mentais, ou seja, a parceira (ou parceiro) vai ter que escolher, entre um garanhão desmiolado ou um contido equilibrado… risos. Mas as coisas voltarão ao eixo. Não se preocupe.

      Abraços,

      Lu

  3. Zenaide Lira Autor do post

    Já estou na terceira semana do escitalopram, e ainda continuo muito triste, com um vazio na mente, sem assunto. Há horas em que eu pesso que não estou ficando boa. Melhorei de algumas coisas, como ansiedade, batimentos acelerados e angústia, mas está difícel ter alegria, nada tem graça. Por favor, me ajude aí!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Zenaide

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

      Amiguinha, assim como cerca de 1/3 da humanidade, você sofre de transtornos mentais. O mais importante é que já buscou ajuda médica e encontra-se em tratamento. Agora é ter calma e esperar que o remédio aja corretamente em seu corpo. O fato de ainda se encontrar na terceira semana, significa que os efeitos bons não apareceram totalmente. Algumas pessoas precisam de até 30 dias. Mesmo assim, você já melhorou bastante, como disse no comentário. Agora é esperar que o medicamento combata sua tristeza. Quantos miligramas do remédio está tomando?

      Abraços,

      Lu

  4. Rosana Kneipp

    Lu

    O psiquiatra entrou com alprasolan 5mg e melhorei muito… Já pedi perdão a todos, mas nem todo mundo me perdoou ou compreendeu… Estou indo bem, ainda tenho alguns baixos mais estou procurando coisas novas para não ficar presa ao passado, inclusive retornar o projeto de fazer uma nova faculdade, tenho feito meditação e voltei ao estudo da doutrina espirita, que sempre me ajudou bastante, estou fazendo caminhadas. A fibromialgia não está me incomodando. Acho que o oxalato está ajudando também e vamos seguindo em frente. Perdi 10 quilos em 1 mês e meio, não estou tendo nenhum vontade de comer, será efeito colateral?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosana

      É muito bom saber que seu organismo já está respondendo ao tratamento. E não se preocupe com a opinião das pessoas. A sua parte você já fez. Com o tempo elas irão compreendendo que você se encontrava doente com transtornos mentais. O que importa é o que será daqui para frente.

      Quantos aos altos e baixos, todos nós passamos por isso. Preencher a vida com coisas novas e boas é um jeito maravilhoso de viver com qualidade. O passado deve servir apenas de experiência, nada mais que isso. Lembre-se de tomar lactobacilos para a fibromialgia.

      Amiga, sua perda de peso um efeito colateral do oxalato de escitalopram, que tanto pode levar a pessoa a engordar como a emagrecer. Seria bom que conversasse com seu médico, pois perder muito peso rapidamente não é bom, podendo debilitar seu organismo. Há casos em que é preciso mudar de medicamento.

      Beijos,

      Lu

        1. Josi

          Lu!
          Acho que não estou recebendo os comentários no meu email. Pode conferir se tem algo errado aí? Quero continuar compartilhando e buscando ajuda contra esses males mentais.

          Obrigada!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          O meu site, por ser pago, obdece a um determinado programa, que está sempre mudando. Tenho recebido tais reclamações, mas não sei o que está acontecendo. Pode ser uma mudança na programação do Word. Mas continue abrindo a página todo dia e saberá quais são os assuntos novos. Além disso, os comentários são muito importantes, pois vocês sempre estão trazendo experiências novas.

          Beijos,

          Lu

        3. Josi

          Lu

          São 34 dias de escitalopram 20mg e junto alprazolam 2mg. Minha vida parou. Não sinto vontade de fazer nada. Vontade até tenho, mas não tenho ânimo e nem prazer. Estou me esforçando, fui para a academia, melhorei a alimentação. Mas hoje, exclusivamente, bateu aquela coisa ruim, almocei e tomei 1mg de alprazolam e dormi até 17:00. Não consegui fazer mais nada, ou seja dia perdido. Faltei na minha academia e isso me deixou mais pra baixo ainda. Fora as cobranças financeiras. Ainda estou estabilizando minha vida financeira, com apenas 3 meses de trabalho. Eu sempre fui tão animada…

          🙁

        4. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Como já faz 34 dias de tratamento com o antidepressivo, sugiro que volte a seu psiquiatra, e converse com ele para ver o que está acontecendo, pois esse desânimo e desprazer com a vida já era para ter passado. Talvez seja o caso de mudar de antidepressivo, uma vez que o que toma não está resolvendo seu caso. E, além do mais, não deve ficar tomando alprazolam sempre, como saída. Talvez o fato também possa estar ligado à sua vida financeira. Veja o artigo no site: CONHEÇA A SÍNDROME DO BOLSO VAZIO.

          Abraços,

          Lu

        5. Josi

          Lu

          Eu estou fazendo o que posso pra tentar conseguir um médico. Estou tendo que tocar este tratamento sozinha.

          Ontem tomei 2 mg alprazolam pra descansar minha mente. Acordei bem e não ia tomar o escitalopram por medo de ficar mal. Às 11:00 da manhã eu tomei 20 mg dele.Não tomei alprazolam durante o dia (hoje é minha folga) e fui pra academia as 15:30.

          Minha irmã me falou algo em um dos meus momentos depressivos que me fez parar pra pensar. Ela disse “remédio não cura sentimento”. Eu acredito que o remédio tem a parte dele, mas existem frustrações que eu é que tenho que aprender a lidar com elas. Como você observou, o detalhe da minha vida financeira mexe muito comigo.
          Assim como frustrações em relacionamentos. E outra, minha solidão é real, tenho este agravante também. Agora não é só aquele sentimento angustiante de solidão interna. Preciso fazer novos amigos, ter mais vida social, pois essa sempre foi dentro da igreja e, como deixei, o mundo ficou meio estranho pra mim. Minha vida é casa, trabalho, pagar conta… Todo dia a mesma coisa.

          Amanhã vou voltar a tomar a dose de 10 mg e dar continuidade ao tratamento, até conseguir uma consulta. Eu até pensei em tomar o sertralina de novo. O que acha?

        6. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Minha amiguinha, você está fazendo uma grande bagunça com seu tratamento, sem nenhuma preocupação com sua saúde. Não entendo quando diz que não consegue arranjar um médico, se há postos de saúde. Se morasse numa cidadezinha atrasada, ainda assim poderia ir numa mais próxima buscar atendimento médico. Sem falar que um clínico geral também poderá atendê-la. Não precisa ser apenas um psiquiata. Ele seria o ideal, mas na falta do ideal busca-se o que se tem à mão. Também não compreendo como consegue as receitas para o seu tratamento, se elas são dadas, normalmente, para dois meses. Por que está tendo tanta dificuldade em conseguir um médico? Se sua cidade tem academia, como não tem médico? Por que não busca um posto e saúde, ainda que isso seja cansativo e demorado? O que não pode é ficar se receitando, tomando a dose que imagina que deve ser. Ora toma 20 mg, ora toma 10 mg. Isso é uma loucura. Lembre-se de que você não tem conhecimento nesta área e pode acabar se dando muito mal. Cada um no seu quadrado! E que negócio é esse de passar a tomar sertralina?

          Sua irmã tem toda a razão. Eu escrevi sobre isso no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Leia-o novamente. A solidão não acontece pelo fato de nós nos encontrarmos sós, mas por não sentirmos bem em nossa própria companhia. Você pode estar rodeada de pessoas e sentir-se sozinha. Jamais pode colocar sua felicidade na mão de ninguém. Não pode creditar aos relacionamentos as suas frustrações. Nós nos frustramos porque não sabemos lidar com nossa vida, ou porque exigimos mais do que podemos alcançar num determinado momento. Quanto maiores forem as nossas exigências, maiores serão as nossas frustrações. É por isso que precisamos ser tolerantes com os outros e com nós mesmos. Não adianta ficar pondo a culpa em ninguém. Toda mudança só pode vir de dentro de nós.

          Josi, sei que a vida financeira tem sido um problema para mais de 20 milhões de brasileiros. E isso não é fácil. Mas é preciso continuar lutando. Você não se encontra sozinha, lembre-se disto. Melhorar a vida social é um bom passo. Os amigos são importantes em nossa vida. Mas não jogue neles o peso de suas frustrações, senão eles acabarão se afastando de você, pois todo mundo tem seus problemas. Não se preocupe com a religião, mas com a sua espiritualidade. Leia o texto que postarei amanhã: RELIGIÃO X ESPIRITUALIDADE e compreenderá melhor o que falo.

          Amiga, depois de um certo tempo, a vida de todo mundo torna-se uma rotina. Ninguém consegue fugir disto. Mesmo para uma pessoa que viaja a serviço, toda semana para um lugar diferente, a vida torna-se uma rotina. A rotina só desaparece quando você ama o que faz. Se você ama seu trabalho e sente prazer em estar dentro de sua casa, tudo isso deixará de ser rotineiro para tornar-se prazeroso. Veja bem, todos os dias eu trabalho, lido com casa e respondo aos comentários. Se eu não gostasse do que faço, seria uma tremenda rotina. Mas faço tudo com o maior amor possível. É aí que mora a diferença.

          Rose, foi bom você dizer tudo o que está sentindo, pois assim pudemos ter uma conversa franca. Espero ter ajudado. Gostaria também que procurasse fugir da postura de vítima. Você é uma mulher inteligente, guerreira e POP. Lembre-se de que, nós somos aquilo que pensamos ser.

          Beijos,

          Lu

        7. Josi

          Lu
          Procurei um clínico no postinho e passei a situação… A médica não me receitou nada há mais de 3 meses atrás. Só comentou que o escitalopram era uma medicação muito boa e me deu um encaminhamento para psiquiatra e psicóloga. Disse que era para eu manter o alprazolan, uma vez que eu já estava tomando, até marcar o psiquiatra. Só que até hoje nada. Vou ver se consigo fazer uma consulta particular, porque realmente não consigo lidar com isso sozinha. Realmente eu me olho como vítima mesmo, isso não é consciente, pois sei que tem muita gente padecendo por coisa bem pior. Eu sei que só tenho que agradecer. Eu não quero ser assim.
          Estou lutando. Quanto às receitas, compro sem receita os medicamentos.

        8. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          O oxalato de escitalopram é realmente um dos melhoes antidepressivos, sendo um dos mais usados em todo o mundo. A médica estava com a razão. O que está afetando seu tratamento é a bagunça que faz, tomando a dosagem que quer, parando e voltando por conta própria… No momento, você precisa de acompanhamento médico, pode ser um clínico geral, até passar esta fase ruim. Quanto à sua postura de vítima, tenho a certeza de que não é consciente, sendo por isso que chamei a sua atenção. Então, chegou a hora de mudar, de ver e sentir a vida com mais leveza. Se você quer mudar, esse é o passo mais importante. Tenho certeza de que conseguirá, ainda que caia algumas vezes. Quanto aos medicamentos, esses não podem ser comprados sem receita médica. A pessoa que os vende está incorrendo num grave erro, podendo responder processo criminal. Todo cuidado é pouco!

          Beijos,

          Lu

        9. Josi

          Lu
          Depois de 35 dias por conta própria com 20 mg de escitalopran,incluindo alprazolan, o que faço de hoje em diante até conseguir o médico? Uma luz por favor! Eu só quero ter mais estrutura emocional pra lidar com a vida. Quanto ao trabalho, realmente, em minha busca interior, descobri que não gosto de trabalhar onde estou. Odeio trabalhar dia de domingo. Eu me sinto rebaixada na profissão, por ter feito o que antes eu amava e ainda ganhava mais e trabalhava menos. Mas no momento que vivemos, dou graças a Deus todos os dias pelo emprego que tenho. Não é o que eu quero para o resto da minha vida, mas é o que me sustenta no momento. Tenho trabalhado minha mente para encontrar prazer neste trabalho.

        10. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Há momentos na vida em que é preciso muita humildade para aceitar certas situações. Muitas pessoas estão tendo que fazer serviços de que não gostam em razão da crise que vivemos. Os tempos estão mesmo difíceis. E é muito importante trabalhar nossa estrutura emocional para seguir em frente. Você fala com muita sabedoria, quando afirma que:

          “Mas no momento que vivemos, dou graças a Deus todos os dias pelo emprego que tenho. Não é o que eu quero para o resto da minha vida, mas é o que me sustenta no momento. Tenho trabalhado minha mente para encontrar prazer neste trabalho.”

          É assim que tem que agir, para que o fardo fique menos pesado, até encontrar um trabalho de que realmente goste. Ao pensar desse modo, estará ajudando sua mente a aceitar a situação. E acabará encontrando prazer no que faz. Pense sempre que se trata de uma fase transitória. Tudo na vida passa. Dias melhores virão.

          Quanto ao tratamento, você deve seguir a dosagem que lhe foi receitada, tomando o antidepressivo todos os dias, se possível no mesmo horário. Use o alprazolam apenas quando sentir necessidade, para que seu organismo não fique dependente do mesmo. Assim agindo, logo terá uma grande melhora.

          Abraços,

          Lu

        11. Josi

          Lu, sendo assim, vou, a partir de amanhã, manter os 10 mg que me foram receitados pelo médico. Muito bom seu contato.

          Grata

        12. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Parabéns pela tomada de posição. Tenho a certeza de que irá melhorar muito.

          Abraços,

          Lu

        13. Josi

          Ei Lu

          Passando aqui pra enfim trazer boas notícias. Estou faz 3 dias com 10 mg/dia. Parece que aquela coisa ruim saiu de dentro de mim. Estou feliz por ter chegado até aqui, 43 dias direto.

        14. Josi

          Lu,

          Estou firme no escitalopram 10 mg e, por isso, feliz. Mas ainda não consegui acertar no horário. Estou tomando pela manhã, e alprazolam 2 mg à noite.Eu sei que algum deles está me deixando com sensação de cansaço. Isso fica nítido nos meus olhos. Chegam a arder, e me dá umas olheiras. Mas estou prosseguindo com mais esperança. Eu estou tentando arrumar o dinheiro pra uma consulta. Não vejo a hora de ter um acompanhamento médico.

        15. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Continue seguindo direitinho o horário do antidepressivo. Tome-o sempre de manhã e, se possível, no mesmo horário. Sempre que puder, evite tomar o alprazolam. Tome bastante líquido. E, para as olheiras, coloque sobre os olhos compressas de chá de camomila ou rodelas de pepino, durante meia hora, umas 3x ao dia.

          Abraços,

          Lu

        16. Josi

          Lu
          Passei uma noite sem tomar o alprazolam. Acho que meu organismo pediu por ele. Eu dormi muito mal e passei o dia com dor de cabeça.
          Minha cabeça ficou meio atordoada, meio zonza e a sensação de “pisando alto”. Ontem à noite, quando eu cheguei do trabalho, tomei meu banho, jantei, assisti a um pouquinho de tv (coisa que sempre gostei e até isso não fazia mais) e tomei apenas 1 mg do ansiolítico, ao invés de 2 mg, para ver como me sentiria. Foi passando o mal estar e fui dormir. Sonhei,mas não tão atribulado, como quando não tinha tomado o calmante. Hoje acordei bem e estou passando meu dia bem, sem sensação de cansaço, sem dor de cabeça, sem desânimo.

        17. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Que ótimo! Significa que seu organismo está começando a reagir bem com o antidepressivo. Tudo é questão de seguir direitinho o tratamento e de tempo. A paciência é fundamental. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        18. Josi

          Obrigada, Lu, pelo texto e pelas palavras! Seu blog é um verdadeiro consultório virtual e você uma pessoa iluminada.

          Deus te abençoe sempre!

          Obrigada!

  5. Marina

    Lu
    Comecei o tratamento com o oxalato de escitalopram, as reações ruins, conforme você havia falado, sumiram. Melhorei 90%, não usei nem uma vez o rivotril e estou dormindo muito bem. Faz 1 mês de tratamento. Minha preocupação é outra, pois minha medica só volta daqui a uma semana, e o acabou. Estou com medo de regredir, de ter ataques, ter reações, estou sem remédio nenhum a partir de hoje. Não queria voltar a ter tudo aquilo, estou com medo de que essa 1 semana desregule tudo de novo. Sabe se terei problemas? É melhor eu procurar outro médico ainda esta semana, ou mesmo ir ao posto de saéde e pegar uma receita. Achei que a minha médica até iria diminuir a medicação pela minha melhora, mas não assim “tirando” de uma vez…

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      É muito bom saber que você se encontra bem. Como viu, os benefícios que vêm depois superam o pequeno período de efeitos adversos. Quanto à falta do medicamento, acho que você deve procurar um posto de saúde para obter uma nova receita. Leve a velha e mostre ao médico. É bom não ficar sem o medicamento por um tempo longo.

      Abraços,

      Lu

  6. Helaine

    Lu e Amiguinhos!

    Preciso dizer que graças a Deus e ao uso da medicação (hoje estou com venlafaxina 75 mg) consegui quase voltar ao meu normal. Não sinto mais aquelas sensações horríveis e apatia; desde dezembro não tomo mais o remédio para dormir (zolpidem). Muitas conquistas a comemorar e muito a agradecer a Deus e a você, Lu, por ter este cantinho, onde me senti mais fortalecida. Não posso negar que ainda sinto um calafrio em pensar que posso vir a viver novamente neste deserto que é a depressão, ou que alguém que eu ame sinta as mesmas coisas. Sei que há dias cinzas, mas com fé em Deus vou rompendo os dias, um após o outro. Criei um grupo de apoio a mulheres (inspirada pela sua atitude, Lu) que em algum momento da vida passou ou passa por momentos de depressão, para que ao falar consigam deixar um pouco mais leve a bagagem…

    Aos amigos que estão em início de tratamento peço que em hipótese alguma parem de buscar os caminhos que nos levam para fora do “deserto”.

    Beijos para você, Lu (anja… rsrs) e que Deus nos abençoe sempre!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      Eu estava com saudades suas, danadinha!

      Amiguinha, estou muito feliz com o sucesso de seu tratamento. Quanto ao calafrio, que ainda sente ao lembrar-se da travessia do deserto, esse poderá ser eliminado se treinar viver o presente e apenas um dia de cada vez. O nosso passado deve ser apenas uma referência de aprendizado, mas sem jamais vivermos ligados a ele. Se a ele nos atrelarmos, estaremos deixando de viver o presente. Em meio às queimaduras que você ganhou ao atravessar esse deserto, houve também bons aprendizados, tendo você saído imensamente mais forte dessa travessia.

      Helaine, achei fantástico a criação de um grupo de apoio a mulheres depressivas. Que maravilha! Parabéns pela iniciativa, isso fará muito bem a elas e também a você, pois a troca é mútua. Nos encontros, não se esqueça de falar deste nosso cantinho, e sempre volte aqui para contar-nos sobre essa sua generosa experiência.

      Anginha, sou eu quem agradece o seu carinho,

      Lu

  7. Marina

    Lu

    Tive uma experiência ruim e traumática há mais ou menos 1 mês, pois usei uma substância ilícita e fui parar no hospital com paranoia de que iria morrer e que meu coração estava acelerado, tive uma “overdose psicofisiológica”, melhorei, mas após umas 2 semanas voltei a usar uma quantidade muito inferior da mesma substância, e no dia seguinte comecei a ter um medo sem sentido e achava novamente que iria morrer. Achei ser devido ao efeito da própria droga e nao liguei muito, pois melhorei. Após 2 semanas do ocorrido tive dores fortes de cabeça e tomei um desses remédios “dorflex” para passar. Tive uma queda brusca de pressão, muita taquicardia e uma ansiedade que não conseguia passar. No hospital me deram diazepam, apaguei. Ao acordar nada tinha mudado, sentia meu coração acelerado e um medo enorme de morrer. Voltei pro hospital e novamente diazepam. Um clínico me disse que poderia estar sofrendo com síndrome do pânico e me receitou o exa. Fiquei receosa de tomar. Esperei quase 1 semana para comprar, mas uma crise seguida da outra me fez comprar e tomar. Na primeira dose tomei 10 mg inteiro, nao dormi, minha temperatura subiu, corpo acelerou e eu fiquei calma, mas tudo parecia estar rígido e nervoso por dentro. Pela manha resolvi cortar pela metade, realmente, estou mais calma, mas a ansiedade e ritimia estranha eu ainda tenho, estou sem libido e meio pra baixo, hoje marquei uma consulta com uma psiquiatra pra saber se esse remédio é o mais indicado e se está certo isso. Só sei que meu medo de morrer ficou maior que eu, sou fumante há mais de 8 anos e não fumo faz 3 dias. Meu coração nunca esteve tão acelerado, parece ser tudo da minha mente, estou com medo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a substância ilícita usada por você foi responsável por todo o trauma sofrido, fazendo desencandear uma série de sintomas ruins. Existem organismos que são muito sensíveis e, por isso, independem da quantidade da substância usada. Você teve dois avisos bem claros. Seria bom não mais retomar tal experiência, para que não seja vítima de algo pior. Ainda bem que tudo ficou no passado. Esqueça isso e busque agora cuidar da sua saúde. Vida nova!

      Marina, a Síndrome do Pânico ainda não foi bem explicada pela medicina, mas já se sabe que uma experiência traumática pode dar origem à mesma, como lhe aconteceu. Deve-se buscar ajuda logo no início, pois, se não tratada, as crises tornam-se mais agudas e constantes. O antidepressivo, na fase inicial do tratamento, traz efeitos adversos, como os descritos por você, mas com cerca de três semanas, eles vão desaparecendo e os bons surgindo. Essa fase é mesmo ruim, mas não tardará em passar. Esse medo excessivo de morrer faz parte dos efeitos colaterais. Fique tranquila, logo estará livre de tudo isso. Não pare o tratamento e busque tomar a dosagem indicada por seu médico. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la a compreender melhor tudo isso. E não se sinta sozinha, venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Marina

        Lu
        Obrigada pelo retorno!

        Fui ao psiquiatra ontem, e ele manteve o medicamento oxalato de escitalopram 10 mg, passou um zolpidem para regular o sono e rivotril sublingual, 0,25 ml, em caso extremo, se eu tiver uma crise muito nervosa. Meu corpo vibra o tempo todo, estou controlando as crises um pouco mais, meu sono está pior. O zolpidem fez efeito na primeira dose, mas na segunda dormi 3 horas, tive pesadelos meio alucinantes e me senti muito esquisita e inquieta quando acordei.

        Estou com medo de continuar, na verdade estou com medo de tudo, parei de fumar, porque nao sinto mais vontade, porém, o psicólogo disse que o corpo precisará da nicotina, se não irá piorar, mas nao consigo fumar. Parece que me dá crises moderadas, estou com tanto medo de perder meu juizo mental, é desesperador, só queria dormir em paz e pelo menos não vibrar 24 horas, como se eu tivesse numa ressaca eterna de energético.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Sei que você está passando por uma fase difícil, minha querida. Saiba que tudo isso faz parte dos efeitos adversos do medicamento, mas que passará, possibilitando-lhe uma melhor qualidade de vida. Procure projetar seus pensamentos na melhora que irá ter sua vida. No início do tratamento é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Se paralizá-lo por conta própria, as crises irão aumentar, tendo que recomeçar tudo de novo, com maior sofrimento ainda.

          Os pesadelos alucinantes são comuns a muitas pessoas que fazem uso do zolpidem, no início do tratamento, mas logo desaparecem. Você se encontra agora em meio a uma poderosa turbulência, mas não tardará a ver o céu azul. Tudo é questão de tempo e muita paciência. Procure também tomar chá de camomila, três vezes ao dia. Elimine o café e o chocolate nessa fase, pois são estimulantes.

          Marina, não se deixe vencer pelo “medo”, que é o grande inimigo de nosso tratamento. Se deixarmos que ele guie nossas ações, logo estará nos impedindo de sair de casa. E você não irá perder seu juízo, fique tranquila quanto a isso. Leia os comentários e veja quantos já passaram por isso. Nessa fase de pensamentos conturbados, peça a alguém de sua casa para observá-la, de modo a informá-la se notar algo diferente em seu comportamento. Isto é apenas por precaução. E como disse seu médico, quando sentir que está numa crise difícil de ser contornada, faça uso do rivotril de acordo com o prescrito.

          Amiguinha, continue em contato conosco. Escreva quantas vezes necessitar. Não se sinta só!

          Abraços,

          Lu

  8. Laudicéia Oliveira

    Olá, Lu!

    Eu tenho uma filha de 18 anos que tem autismo e o psiquiatra dela receitou escitalopram, pois ela andava muito ansiosa e até estava tendo crises constantes. Ela já toma aripiprazol há três anos e agora com esses sintomas de ansiedades, e tendo crises quase constantes, o médico receitou, pra começar, 5 miligramas de escitalopram e Rivotril 0,25, mas eu fiquei na dúvida se é bom dar o Rivotril ou não. Por favor, me esclareça essa dúvida, pois estou com medo de fazer mal. E a respeito das reações adversas comecei a perceber hoje no terceiro dia de uso de escitalopram, ela está bem agitada, e a minha angústia é que ela não fala, e não sei como está se sentindo. Dou ou não o Rivotril?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Laudiceia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

      Amiguinha, realmente é difícil lidar com quem não pode verbalizar o que sente. Embora sua filha tenha 18 anos, ela é como um anjinho que vive numa outra dimensão. Compreendo perfeitamente sua preocupação. Mas fique tranquila, pois tudo irá dar certo.

      Laudiceia, é importante que você tenha imensa confiança no psiquiatra de sua filha, não apenas para tirar todas as suas dúvidas, como para se sentir mais segura. Se achar que ele não atende a tais pré-requisitos, não pense duas vezes em procurar outro. Correto? Estou certa de que você relatou ao médico sobre o uso aripiprazol feito por sua filha. Se ele lhe receitou o rivotril, que é um calmante muito usado, não há porque ter medo. Se ler os comentários, verá que um grande número de pessoas faz uso desse medicamento.

      Amiguinha, as dosagens de oxalato de escitalopram e rivotril receitadas são também baixas, portanto, não há com que se preocupar. Dê, sim, o rivotril, pois irá ajudá-la na fase difícil do tratamento, sem falar que foi prescrito pelo médico como coadjuvante do tratamento. Quando perceber que sua menina já está passando bem, poderá conversar com o psiquiatra sobre a possibilidade de suspender o rivotril. Quanto às reações adversas, elas acontecem mesmo, no início do tratamento, mas o rivotril irá ajudá-la a passar por essa fase ruim, pois trata-se de um calmante. Continue em contato conosco. Venha aqui sempre que sentir necessidade. Estamos todos torcendo por sua filha.

      Abraços,

      Lu

      1. Laudicéia Oliveira

        Lu
        Muito obrigada pela sua atenção. Você me tranquilizou. É sempre bom ler experiências de pessoas que fazem uso da mesma medicação, principalmente no meu caso, que não tenho como saber como minha filha se sente.

        Beijos obrigada pelo carinho

        1. LuDiasBH Autor do post

          Laudiceia

          Venha sempre conversar conosco. Não se sinta só em suas preocupações.

          Abraços,

          Lu

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