OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

       descabelada     feliz
                         Antes                                                        Depois

Meus caros amigos, hoje eu lhes quero dar um precípuo testemunho e desejar que, com o meu relato, algumas almas desorientadas, aflitivas e tontas como era a minha, encontrem a salvação, não a eterna, mas a terrena, já que a primeira é consequência da segunda. Amém!

O fato é que eu andava fastidiosa e serrazina com este mundo nauseabundo. Nada minimizava o nojo e o desalento entranhado no meu pobre espírito, alquebrado pela abirritação e dolência, amarfanhado por dilatados e inconceptos ardis dos muitos contratempos desta vida. E pior, eu achava que era a única vivente a carregar tão achavascada cruz.

O maridão, não aguentando o embate com os meus atormentados demônios, tratou de salvar a própria pele, tentando me persuadir a procurar um bom psiquiatrista para, ao menos, abrandar a minha afronesia. Até ele, coitado, que sempre foi tido como o pai da paciência, não estava me suportando mais. O que dá uma ideia de como a coisa estava braba, brabíssima.

Embora com as ideias meio desconjuntadas pelos fricotes de minha mente, um lampejo de lucidez mostrou-me que poderia usar a insistência do meu varão para fazer escambo. Então, elenquei uma centena de pedidos. Alguns bem incabíveis e inusitados, eu bem sei. Mas não poderia perder a ensancha. Vai que o especialista da mente me restaurasse a massa cinzenta por completo e eu não tivesse outra oportunidade… O melhor era me precaver.

Ajustes feitos na transação e ciente de que detinha 90% das vantagens, selamos o compromisso. Eu aceitei ir ao psiquiatra, para o bem da família, dos bichanos, dos amigos e do mundo concreto que me rodeia, assim como do virtual. Como eu era chata, maçante, enfadonha, impertinente, rabugenta, tediosa e sofrida! Nem eu mesma me aguentava, mas não tinha como me ver livre de mim ou de deixar-me num canto de algum armário.

Dr. Wander Lemos, o psiquiatra, recebeu-me com cara de bons amigos. Entabulamos vários assuntos antes de entrarmos no X da questão. Aqui para nós, penso que esse tipo de introdução seja para avaliar o grau de desvairamento do paciente. Mas ao me perguntar sobre o motivo que me levou até ele, aproveitei a deixa e desfiei as contas do meu martírio, bem mais apavorantes do que o de Joana D`Arc. E o maridão, que já conhecia toda a ladainha de cor e salteada, ali ao lado, dando o suporte estratégico.

Contei ao especialista que já era uma velha batalhante nos desacertos de minha mente, herança de minha amadíssima avó, que tomava cloridrato de fluoxetina havia um bocado de tempo, sem falar em muitos outros cloridatos já apagados pela memória. Foi quando ele me sugeriu mudar para certo oxalato de escitalopram, bem mais moderno. Meu Deus, quem seria esse tal mancebo? Como me trataria? Dúvidas cruéis!

Meus caros leitores, confesso que foi um duro golpe para mim, a “sugestão” dada pelo doutor, pois durante 15 anos, a Fluô (fluoxetina) e eu vivemos como unha e carne, duas grandes e inseparáveis amigas. Ela me conhecia muito melhor de que eu mesma. Havia passado muitos percalços a meu lado, sem jamais me abandonar. Sabia de tudo o que se passava em minha mente, conhecia os meandros de minhas fantasias e as mágoas acumuladas ao longo de tantos anos de caminhada juntas. Passar de uma hora para outra a conviver com esse tal senhor oxalato de escitalopram, seria como trair uma amizade feita com os neurônios de minha cadeia nervosa. E eu nunca fui mulher de atraiçoar aqueles que me são caros. Dura decisão!

Ainda havia um senão, que ora lhes conto, meus amados. A Fluô era uma pessoa simples e comedida, que exigia de mim pouquíssimo valor monetário. Gastava com ela uma quantia pequena, a cada dois meses. É fato que a amiga já fora muito poderosa, quando usava o nobre nome de Prozac. Depois que caiu sua patente, a coitadinha de minha amiga virou gente comum, sem nenhum aparato de nobreza. E estava aí a maior causa do meu forte apego a ela. Não sabia ainda o que o tal do oxalato de escitalopram iria exigir por sua permanência comigo. Mas não tardaria por esperar.

Eu não tinha saída, pois no contrato que firmara com o meu “husband” havia uma cláusula em que me comprometia a seguir a orientação do especialista. Só não contava com o golpe de ter que me afastar de minha doce e generosa Fluô. Pensei que o tratador da mente fosse me recomendar uns gramas a mais da benignidade dela. E foi sob o rigor da lei matrimonial que dei adeus à minha companheira querida, mas que perdera a força para conter os meus chiliques e fricotes. Não me restava outro caminho, senão lhe dizer adeus. Ela ainda permaneceria no meu corpo durante 15 dias, até que se esvaísse por completo. Só então, estaria eu preparada, ou seja, purificada, para receber o outro mancebo. E também evitaria uma síndrome serotoninérgica.

Dr. Wander apresentou-me o tal senhor oxalato de escitalopram, presenteando-me com uma caixinha mirrada, uma amostra grátis bem magrelinha, com sete comprimidos apenas. Disse-me que o tal mancebo em questão viera da Dinamarca e, por isso, exigia um dote cinco vezes maior do que aquele pago à minha velha amiga Fluô, brasileiríssima. Coração e bolso trombetearam ao mesmo tempo, mas o olhar do machão repassou, em neon, a ordem de que eu deveria aceitar, pois saúde e bem-estar não têm preço. Com certeza, pensava mais na sua paz de espírito do que em mim. Aceitei, já que nossa conta é conjunta e o rombo seria pela metade. Mas saí do consultório pisando alto. Indignada, é bom que se diga.

Eis que a cartelinha acanhada, inexpressiva e raquítica acabou, e lá fui eu comprar o “bendito” para os outros dias faltantes. Quase caí do salto com seu valor abusivo. Levei o tal dinamarquês para casa numa revolta sem igual, xingando todas as suas gerações. Tomara que fossem inundados pelo degelo da calota polar do Ártico e, que os vikings voltassem para dizimá-los. Eu poderia comprar mensalmente tantos livros, CDs e DVDs com um valor daqueles… E pior, como o ciclo lunático, o desgraçado do remédio só vinha com 28 comprimidos. Aqueles dinamarqueses ignorantes nem sabiam que só o mês de fevereiro possui 28 dias. Ou era ganhuça das brabas? Eu fazia questão dos outros dois comprimidos. Pensei até em procurar o PROCON, mas o maridão falou que me bastava deixar de comprar alguns pares de sapatos anualmente. Sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo. E eu tinha o discernimento de que precisava de ajuda.

Amigos queridos, foi assim que conheci o jovem Oxalato de Escitalopram. Confesso que, apesar da saudade da Fluô, no segundo dia de affaire, tirando os exageros do romance, eu já estava apaixonada pelas transformações que ele operava em mim, embora seu preço acabasse sempre por me jogar na cama, digo, na lona. Valeria à pena continuar um amancebamento tão oneroso para uma das partes? O meu buldogue dizia que sim. E ao marido a gente sempre obedece… Desde que exista algo compensativo no pacto.

Mas, como tudo na vida flui, principalmente levando em conta a guerra travada entre os laboratórios farmacêuticos, uns parentes mais pobres do moçoilo começaram a chegar ao mercado do país, fazendo com que o dote do nobre e donairoso Escitalopram despencasse. Seu preço agora é módico, modicíssimo em relação a seu valor inicial, principalmente no que tange a seus familiares. Diria que já quase equivale ao preço da minha querida Fluô. O que foi a salvação de minha mente conturbada e amotinada. E o nosso aconchego não mais passa por nenhum tipo de desencontro. Haja paixão!

Devo confessar aos leitores que o novo embeleco mudou minha vida. Hoje, o mundo é tão azul quanto o planeta Avatar. A humanidade é composta por anjos resplandecentes e generosos, sem um laico de egoísmo. O sofrimento inexiste. Homens e animais vivem em perfeita harmonia. A justiça impera em todos os lugares da Terra, inclusive no Brasil. Não existem  desigualdades sociais, tampouco qualquer tipo de preconceito em relação às raças. O planeta é tratado com respeito. E eu sou brilhante, insinuante, coruscante e maravilhosa.

Só não sei, amigos, por quanto tempo durará o meu chamego com tal varão, pois, como sabem vocês, os homens são seres inconstantes e inconsistentes. Mas o Oxa (apelido carinhoso) tem sido um cavalheiro, daqueles que nos amparam com fervor nos momentos mais difíceis da vida. Além do mais, goza de todo o apoio do titular (Existe marido que é cego!). Posso ficar sem o meu varão, mas sem o Oxa, nem ver. Sem me amancebar com ele, uma vez por dia, meus pensamentos ficam inquietantes, rodopiando na bacia do cérebro, sem saberem onde parar, tamanho é o embeleco. E eu perco toda a minha tesura, ou melhor, textura.

Portanto, meus leitores, para uma vida risonha, nada como um amante perfeito. Mas que o seu custo não seja muito grande, pois, se assim for, nossos problemas redobram. O retorno de um amásio deve ser exageradamente maior do que os prazeres que lhe damos. Fora disso não há enrabichamento que resista, ou força que mantenha o amancebo.

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Nota: Imagens copiadas de transitivoedireto.blogspot.com e  br.freepik.com

1.168 comentários sobre “OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Rumapian

    Lu
    Vi seu texto e fiquei curioso, porque estou com o Bupium (cloridrato de bupropiona) que tomo, atualmente. Meu médico receitou o oxalato de escitalopram (Espran), que você elogia, porque mudou sua vida. No entato, na bula, parece a descrição do inferno (alguns dos efeitos colaterais de Espran podem incluir náusea, nariz entupido ou com coriza, aumento ou diminuição do apetite, ansiedade, inquietação, sonhos anormais, dificuldades para dormir, sonolência, tontura, bocejar, tremores, sensação de picadas na pele, diarreia, prisão de ventre, vômito, boca seca, aumento do suor, dores musculares e nas articulações, problemas sexuais como atraso na ejaculação, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e dificuldades para atingir o orgasmo, cansaço, febre ou aumento do peso). Pergunto, além da alegria de viver que o Oxa lhe proporcionou, como ficou sua vida sexual? A minha, com o Bupium, ficou muito abalada.

    Abraços

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Rumapian

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais e, por sinal, muito parecidos. Mas tais reações são muito individuais. Há pessoas que passam muito mal com uma substância X e outras com Y. Tudo irá depender de como o organismo aceita o medicamento. Portanto, os efeitos adversos não se apresentam do mesmo jeito para todas as pessoa. Só para ter ideia, algumas engordam com o oxalato de escitalopram e outras emagrecem. Umas têm insônia e outras passam a dormir demais… Portanto, a”descrição do inferno” (risos) não pode ser levada muito a sério. Sem falar que tudo isso passa.

      Rumapian, de modo geral, todos os antidepressivos mexem com a libido. E comigo não foi diferente. Mas, à medida que o nosso organismo vai se adaptando com o medicamento, ele vai encontrando o equilíbrio. Como sempre digo para os meus amiguinhos, é preferível trabalhar com a “tesão” diminuída do que conviver com o desequilíbrio ocasionado pelos transtornos mentais, ou seja, a parceira (ou parceiro) vai ter que escolher, entre um garanhão desmiolado ou um contido equilibrado… risos. Mas as coisas voltarão ao eixo. Não se preocupe.

      Abraços,

      Lu

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  2. Zenaide Lira Autor do post

    Já estou na terceira semana do escitalopram, e ainda continuo muito triste, com um vazio na mente, sem assunto. Há horas em que eu pesso que não estou ficando boa. Melhorei de algumas coisas, como ansiedade, batimentos acelerados e angústia, mas está difícel ter alegria, nada tem graça. Por favor, me ajude aí!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Zenaide

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

      Amiguinha, assim como cerca de 1/3 da humanidade, você sofre de transtornos mentais. O mais importante é que já buscou ajuda médica e encontra-se em tratamento. Agora é ter calma e esperar que o remédio aja corretamente em seu corpo. O fato de ainda se encontrar na terceira semana, significa que os efeitos bons não apareceram totalmente. Algumas pessoas precisam de até 30 dias. Mesmo assim, você já melhorou bastante, como disse no comentário. Agora é esperar que o medicamento combata sua tristeza. Quantos miligramas do remédio está tomando?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  3. Rosana Kneipp

    Lu

    O psiquiatra entrou com alprasolan 5mg e melhorei muito… Já pedi perdão a todos, mas nem todo mundo me perdoou ou compreendeu… Estou indo bem, ainda tenho alguns baixos mais estou procurando coisas novas para não ficar presa ao passado, inclusive retornar o projeto de fazer uma nova faculdade, tenho feito meditação e voltei ao estudo da doutrina espirita, que sempre me ajudou bastante, estou fazendo caminhadas. A fibromialgia não está me incomodando. Acho que o oxalato está ajudando também e vamos seguindo em frente. Perdi 10 quilos em 1 mês e meio, não estou tendo nenhum vontade de comer, será efeito colateral?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosana

      É muito bom saber que seu organismo já está respondendo ao tratamento. E não se preocupe com a opinião das pessoas. A sua parte você já fez. Com o tempo elas irão compreendendo que você se encontrava doente com transtornos mentais. O que importa é o que será daqui para frente.

      Quantos aos altos e baixos, todos nós passamos por isso. Preencher a vida com coisas novas e boas é um jeito maravilhoso de viver com qualidade. O passado deve servir apenas de experiência, nada mais que isso. Lembre-se de tomar lactobacilos para a fibromialgia.

      Amiga, sua perda de peso um efeito colateral do oxalato de escitalopram, que tanto pode levar a pessoa a engordar como a emagrecer. Seria bom que conversasse com seu médico, pois perder muito peso rapidamente não é bom, podendo debilitar seu organismo. Há casos em que é preciso mudar de medicamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
        1. Josi

          Lu!
          Acho que não estou recebendo os comentários no meu email. Pode conferir se tem algo errado aí? Quero continuar compartilhando e buscando ajuda contra esses males mentais.

          Obrigada!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          O meu site, por ser pago, obdece a um determinado programa, que está sempre mudando. Tenho recebido tais reclamações, mas não sei o que está acontecendo. Pode ser uma mudança na programação do Word. Mas continue abrindo a página todo dia e saberá quais são os assuntos novos. Além disso, os comentários são muito importantes, pois vocês sempre estão trazendo experiências novas.

          Beijos,

          Lu

        3. Josi

          Lu

          São 34 dias de escitalopram 20mg e junto alprazolam 2mg. Minha vida parou. Não sinto vontade de fazer nada. Vontade até tenho, mas não tenho ânimo e nem prazer. Estou me esforçando, fui para a academia, melhorei a alimentação. Mas hoje, exclusivamente, bateu aquela coisa ruim, almocei e tomei 1mg de alprazolam e dormi até 17:00. Não consegui fazer mais nada, ou seja dia perdido. Faltei na minha academia e isso me deixou mais pra baixo ainda. Fora as cobranças financeiras. Ainda estou estabilizando minha vida financeira, com apenas 3 meses de trabalho. Eu sempre fui tão animada…

          🙁

        4. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Como já faz 34 dias de tratamento com o antidepressivo, sugiro que volte a seu psiquiatra, e converse com ele para ver o que está acontecendo, pois esse desânimo e desprazer com a vida já era para ter passado. Talvez seja o caso de mudar de antidepressivo, uma vez que o que toma não está resolvendo seu caso. E, além do mais, não deve ficar tomando alprazolam sempre, como saída. Talvez o fato também possa estar ligado à sua vida financeira. Veja o artigo no site: CONHEÇA A SÍNDROME DO BOLSO VAZIO.

          Abraços,

          Lu

        5. Josi

          Lu

          Eu estou fazendo o que posso pra tentar conseguir um médico. Estou tendo que tocar este tratamento sozinha.

          Ontem tomei 2 mg alprazolam pra descansar minha mente. Acordei bem e não ia tomar o escitalopram por medo de ficar mal. Às 11:00 da manhã eu tomei 20 mg dele.Não tomei alprazolam durante o dia (hoje é minha folga) e fui pra academia as 15:30.

          Minha irmã me falou algo em um dos meus momentos depressivos que me fez parar pra pensar. Ela disse “remédio não cura sentimento”. Eu acredito que o remédio tem a parte dele, mas existem frustrações que eu é que tenho que aprender a lidar com elas. Como você observou, o detalhe da minha vida financeira mexe muito comigo.
          Assim como frustrações em relacionamentos. E outra, minha solidão é real, tenho este agravante também. Agora não é só aquele sentimento angustiante de solidão interna. Preciso fazer novos amigos, ter mais vida social, pois essa sempre foi dentro da igreja e, como deixei, o mundo ficou meio estranho pra mim. Minha vida é casa, trabalho, pagar conta… Todo dia a mesma coisa.

          Amanhã vou voltar a tomar a dose de 10 mg e dar continuidade ao tratamento, até conseguir uma consulta. Eu até pensei em tomar o sertralina de novo. O que acha?

        6. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Minha amiguinha, você está fazendo uma grande bagunça com seu tratamento, sem nenhuma preocupação com sua saúde. Não entendo quando diz que não consegue arranjar um médico, se há postos de saúde. Se morasse numa cidadezinha atrasada, ainda assim poderia ir numa mais próxima buscar atendimento médico. Sem falar que um clínico geral também poderá atendê-la. Não precisa ser apenas um psiquiata. Ele seria o ideal, mas na falta do ideal busca-se o que se tem à mão. Também não compreendo como consegue as receitas para o seu tratamento, se elas são dadas, normalmente, para dois meses. Por que está tendo tanta dificuldade em conseguir um médico? Se sua cidade tem academia, como não tem médico? Por que não busca um posto e saúde, ainda que isso seja cansativo e demorado? O que não pode é ficar se receitando, tomando a dose que imagina que deve ser. Ora toma 20 mg, ora toma 10 mg. Isso é uma loucura. Lembre-se de que você não tem conhecimento nesta área e pode acabar se dando muito mal. Cada um no seu quadrado! E que negócio é esse de passar a tomar sertralina?

          Sua irmã tem toda a razão. Eu escrevi sobre isso no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Leia-o novamente. A solidão não acontece pelo fato de nós nos encontrarmos sós, mas por não sentirmos bem em nossa própria companhia. Você pode estar rodeada de pessoas e sentir-se sozinha. Jamais pode colocar sua felicidade na mão de ninguém. Não pode creditar aos relacionamentos as suas frustrações. Nós nos frustramos porque não sabemos lidar com nossa vida, ou porque exigimos mais do que podemos alcançar num determinado momento. Quanto maiores forem as nossas exigências, maiores serão as nossas frustrações. É por isso que precisamos ser tolerantes com os outros e com nós mesmos. Não adianta ficar pondo a culpa em ninguém. Toda mudança só pode vir de dentro de nós.

          Josi, sei que a vida financeira tem sido um problema para mais de 20 milhões de brasileiros. E isso não é fácil. Mas é preciso continuar lutando. Você não se encontra sozinha, lembre-se disto. Melhorar a vida social é um bom passo. Os amigos são importantes em nossa vida. Mas não jogue neles o peso de suas frustrações, senão eles acabarão se afastando de você, pois todo mundo tem seus problemas. Não se preocupe com a religião, mas com a sua espiritualidade. Leia o texto que postarei amanhã: RELIGIÃO X ESPIRITUALIDADE e compreenderá melhor o que falo.

          Amiga, depois de um certo tempo, a vida de todo mundo torna-se uma rotina. Ninguém consegue fugir disto. Mesmo para uma pessoa que viaja a serviço, toda semana para um lugar diferente, a vida torna-se uma rotina. A rotina só desaparece quando você ama o que faz. Se você ama seu trabalho e sente prazer em estar dentro de sua casa, tudo isso deixará de ser rotineiro para tornar-se prazeroso. Veja bem, todos os dias eu trabalho, lido com casa e respondo aos comentários. Se eu não gostasse do que faço, seria uma tremenda rotina. Mas faço tudo com o maior amor possível. É aí que mora a diferença.

          Rose, foi bom você dizer tudo o que está sentindo, pois assim pudemos ter uma conversa franca. Espero ter ajudado. Gostaria também que procurasse fugir da postura de vítima. Você é uma mulher inteligente, guerreira e POP. Lembre-se de que, nós somos aquilo que pensamos ser.

          Beijos,

          Lu

        7. Josi

          Lu
          Procurei um clínico no postinho e passei a situação… A médica não me receitou nada há mais de 3 meses atrás. Só comentou que o escitalopram era uma medicação muito boa e me deu um encaminhamento para psiquiatra e psicóloga. Disse que era para eu manter o alprazolan, uma vez que eu já estava tomando, até marcar o psiquiatra. Só que até hoje nada. Vou ver se consigo fazer uma consulta particular, porque realmente não consigo lidar com isso sozinha. Realmente eu me olho como vítima mesmo, isso não é consciente, pois sei que tem muita gente padecendo por coisa bem pior. Eu sei que só tenho que agradecer. Eu não quero ser assim.
          Estou lutando. Quanto às receitas, compro sem receita os medicamentos.

        8. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          O oxalato de escitalopram é realmente um dos melhoes antidepressivos, sendo um dos mais usados em todo o mundo. A médica estava com a razão. O que está afetando seu tratamento é a bagunça que faz, tomando a dosagem que quer, parando e voltando por conta própria… No momento, você precisa de acompanhamento médico, pode ser um clínico geral, até passar esta fase ruim. Quanto à sua postura de vítima, tenho a certeza de que não é consciente, sendo por isso que chamei a sua atenção. Então, chegou a hora de mudar, de ver e sentir a vida com mais leveza. Se você quer mudar, esse é o passo mais importante. Tenho certeza de que conseguirá, ainda que caia algumas vezes. Quanto aos medicamentos, esses não podem ser comprados sem receita médica. A pessoa que os vende está incorrendo num grave erro, podendo responder processo criminal. Todo cuidado é pouco!

          Beijos,

          Lu

        9. Josi

          Lu
          Depois de 35 dias por conta própria com 20 mg de escitalopran,incluindo alprazolan, o que faço de hoje em diante até conseguir o médico? Uma luz por favor! Eu só quero ter mais estrutura emocional pra lidar com a vida. Quanto ao trabalho, realmente, em minha busca interior, descobri que não gosto de trabalhar onde estou. Odeio trabalhar dia de domingo. Eu me sinto rebaixada na profissão, por ter feito o que antes eu amava e ainda ganhava mais e trabalhava menos. Mas no momento que vivemos, dou graças a Deus todos os dias pelo emprego que tenho. Não é o que eu quero para o resto da minha vida, mas é o que me sustenta no momento. Tenho trabalhado minha mente para encontrar prazer neste trabalho.

        10. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Há momentos na vida em que é preciso muita humildade para aceitar certas situações. Muitas pessoas estão tendo que fazer serviços de que não gostam em razão da crise que vivemos. Os tempos estão mesmo difíceis. E é muito importante trabalhar nossa estrutura emocional para seguir em frente. Você fala com muita sabedoria, quando afirma que:

          “Mas no momento que vivemos, dou graças a Deus todos os dias pelo emprego que tenho. Não é o que eu quero para o resto da minha vida, mas é o que me sustenta no momento. Tenho trabalhado minha mente para encontrar prazer neste trabalho.”

          É assim que tem que agir, para que o fardo fique menos pesado, até encontrar um trabalho de que realmente goste. Ao pensar desse modo, estará ajudando sua mente a aceitar a situação. E acabará encontrando prazer no que faz. Pense sempre que se trata de uma fase transitória. Tudo na vida passa. Dias melhores virão.

          Quanto ao tratamento, você deve seguir a dosagem que lhe foi receitada, tomando o antidepressivo todos os dias, se possível no mesmo horário. Use o alprazolam apenas quando sentir necessidade, para que seu organismo não fique dependente do mesmo. Assim agindo, logo terá uma grande melhora.

          Abraços,

          Lu

        11. Josi

          Lu, sendo assim, vou, a partir de amanhã, manter os 10 mg que me foram receitados pelo médico. Muito bom seu contato.

          Grata

        12. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Parabéns pela tomada de posição. Tenho a certeza de que irá melhorar muito.

          Abraços,

          Lu

        13. Josi

          Obrigada, Lu, pelo texto e pelas palavras! Seu blog é um verdadeiro consultório virtual e você uma pessoa iluminada.

          Deus te abençoe sempre!

          Obrigada!

  4. Marina

    Lu
    Comecei o tratamento com o oxalato de escitalopram, as reações ruins, conforme você havia falado, sumiram. Melhorei 90%, não usei nem uma vez o rivotril e estou dormindo muito bem. Faz 1 mês de tratamento. Minha preocupação é outra, pois minha medica só volta daqui a uma semana, e o acabou. Estou com medo de regredir, de ter ataques, ter reações, estou sem remédio nenhum a partir de hoje. Não queria voltar a ter tudo aquilo, estou com medo de que essa 1 semana desregule tudo de novo. Sabe se terei problemas? É melhor eu procurar outro médico ainda esta semana, ou mesmo ir ao posto de saéde e pegar uma receita. Achei que a minha médica até iria diminuir a medicação pela minha melhora, mas não assim “tirando” de uma vez…

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      É muito bom saber que você se encontra bem. Como viu, os benefícios que vêm depois superam o pequeno período de efeitos adversos. Quanto à falta do medicamento, acho que você deve procurar um posto de saúde para obter uma nova receita. Leve a velha e mostre ao médico. É bom não ficar sem o medicamento por um tempo longo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Helaine

    Lu e Amiguinhos!

    Preciso dizer que graças a Deus e ao uso da medicação (hoje estou com venlafaxina 75 mg) consegui quase voltar ao meu normal. Não sinto mais aquelas sensações horríveis e apatia; desde dezembro não tomo mais o remédio para dormir (zolpidem). Muitas conquistas a comemorar e muito a agradecer a Deus e a você, Lu, por ter este cantinho, onde me senti mais fortalecida. Não posso negar que ainda sinto um calafrio em pensar que posso vir a viver novamente neste deserto que é a depressão, ou que alguém que eu ame sinta as mesmas coisas. Sei que há dias cinzas, mas com fé em Deus vou rompendo os dias, um após o outro. Criei um grupo de apoio a mulheres (inspirada pela sua atitude, Lu) que em algum momento da vida passou ou passa por momentos de depressão, para que ao falar consigam deixar um pouco mais leve a bagagem…

    Aos amigos que estão em início de tratamento peço que em hipótese alguma parem de buscar os caminhos que nos levam para fora do “deserto”.

    Beijos para você, Lu (anja… rsrs) e que Deus nos abençoe sempre!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      Eu estava com saudades suas, danadinha!

      Amiguinha, estou muito feliz com o sucesso de seu tratamento. Quanto ao calafrio, que ainda sente ao lembrar-se da travessia do deserto, esse poderá ser eliminado se treinar viver o presente e apenas um dia de cada vez. O nosso passado deve ser apenas uma referência de aprendizado, mas sem jamais vivermos ligados a ele. Se a ele nos atrelarmos, estaremos deixando de viver o presente. Em meio às queimaduras que você ganhou ao atravessar esse deserto, houve também bons aprendizados, tendo você saído imensamente mais forte dessa travessia.

      Helaine, achei fantástico a criação de um grupo de apoio a mulheres depressivas. Que maravilha! Parabéns pela iniciativa, isso fará muito bem a elas e também a você, pois a troca é mútua. Nos encontros, não se esqueça de falar deste nosso cantinho, e sempre volte aqui para contar-nos sobre essa sua generosa experiência.

      Anginha, sou eu quem agradece o seu carinho,

      Lu

      Responder
  6. Marina

    Lu

    Tive uma experiência ruim e traumática há mais ou menos 1 mês, pois usei uma substância ilícita e fui parar no hospital com paranoia de que iria morrer e que meu coração estava acelerado, tive uma “overdose psicofisiológica”, melhorei, mas após umas 2 semanas voltei a usar uma quantidade muito inferior da mesma substância, e no dia seguinte comecei a ter um medo sem sentido e achava novamente que iria morrer. Achei ser devido ao efeito da própria droga e nao liguei muito, pois melhorei. Após 2 semanas do ocorrido tive dores fortes de cabeça e tomei um desses remédios “dorflex” para passar. Tive uma queda brusca de pressão, muita taquicardia e uma ansiedade que não conseguia passar. No hospital me deram diazepam, apaguei. Ao acordar nada tinha mudado, sentia meu coração acelerado e um medo enorme de morrer. Voltei pro hospital e novamente diazepam. Um clínico me disse que poderia estar sofrendo com síndrome do pânico e me receitou o exa. Fiquei receosa de tomar. Esperei quase 1 semana para comprar, mas uma crise seguida da outra me fez comprar e tomar. Na primeira dose tomei 10 mg inteiro, nao dormi, minha temperatura subiu, corpo acelerou e eu fiquei calma, mas tudo parecia estar rígido e nervoso por dentro. Pela manha resolvi cortar pela metade, realmente, estou mais calma, mas a ansiedade e ritimia estranha eu ainda tenho, estou sem libido e meio pra baixo, hoje marquei uma consulta com uma psiquiatra pra saber se esse remédio é o mais indicado e se está certo isso. Só sei que meu medo de morrer ficou maior que eu, sou fumante há mais de 8 anos e não fumo faz 3 dias. Meu coração nunca esteve tão acelerado, parece ser tudo da minha mente, estou com medo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a substância ilícita usada por você foi responsável por todo o trauma sofrido, fazendo desencandear uma série de sintomas ruins. Existem organismos que são muito sensíveis e, por isso, independem da quantidade da substância usada. Você teve dois avisos bem claros. Seria bom não mais retomar tal experiência, para que não seja vítima de algo pior. Ainda bem que tudo ficou no passado. Esqueça isso e busque agora cuidar da sua saúde. Vida nova!

      Marina, a Síndrome do Pânico ainda não foi bem explicada pela medicina, mas já se sabe que uma experiência traumática pode dar origem à mesma, como lhe aconteceu. Deve-se buscar ajuda logo no início, pois, se não tratada, as crises tornam-se mais agudas e constantes. O antidepressivo, na fase inicial do tratamento, traz efeitos adversos, como os descritos por você, mas com cerca de três semanas, eles vão desaparecendo e os bons surgindo. Essa fase é mesmo ruim, mas não tardará em passar. Esse medo excessivo de morrer faz parte dos efeitos colaterais. Fique tranquila, logo estará livre de tudo isso. Não pare o tratamento e busque tomar a dosagem indicada por seu médico. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la a compreender melhor tudo isso. E não se sinta sozinha, venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Marina

        Lu
        Obrigada pelo retorno!

        Fui ao psiquiatra ontem, e ele manteve o medicamento oxalato de escitalopram 10 mg, passou um zolpidem para regular o sono e rivotril sublingual, 0,25 ml, em caso extremo, se eu tiver uma crise muito nervosa. Meu corpo vibra o tempo todo, estou controlando as crises um pouco mais, meu sono está pior. O zolpidem fez efeito na primeira dose, mas na segunda dormi 3 horas, tive pesadelos meio alucinantes e me senti muito esquisita e inquieta quando acordei.

        Estou com medo de continuar, na verdade estou com medo de tudo, parei de fumar, porque nao sinto mais vontade, porém, o psicólogo disse que o corpo precisará da nicotina, se não irá piorar, mas nao consigo fumar. Parece que me dá crises moderadas, estou com tanto medo de perder meu juizo mental, é desesperador, só queria dormir em paz e pelo menos não vibrar 24 horas, como se eu tivesse numa ressaca eterna de energético.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Sei que você está passando por uma fase difícil, minha querida. Saiba que tudo isso faz parte dos efeitos adversos do medicamento, mas que passará, possibilitando-lhe uma melhor qualidade de vida. Procure projetar seus pensamentos na melhora que irá ter sua vida. No início do tratamento é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Se paralizá-lo por conta própria, as crises irão aumentar, tendo que recomeçar tudo de novo, com maior sofrimento ainda.

          Os pesadelos alucinantes são comuns a muitas pessoas que fazem uso do zolpidem, no início do tratamento, mas logo desaparecem. Você se encontra agora em meio a uma poderosa turbulência, mas não tardará a ver o céu azul. Tudo é questão de tempo e muita paciência. Procure também tomar chá de camomila, três vezes ao dia. Elimine o café e o chocolate nessa fase, pois são estimulantes.

          Marina, não se deixe vencer pelo “medo”, que é o grande inimigo de nosso tratamento. Se deixarmos que ele guie nossas ações, logo estará nos impedindo de sair de casa. E você não irá perder seu juízo, fique tranquila quanto a isso. Leia os comentários e veja quantos já passaram por isso. Nessa fase de pensamentos conturbados, peça a alguém de sua casa para observá-la, de modo a informá-la se notar algo diferente em seu comportamento. Isto é apenas por precaução. E como disse seu médico, quando sentir que está numa crise difícil de ser contornada, faça uso do rivotril de acordo com o prescrito.

          Amiguinha, continue em contato conosco. Escreva quantas vezes necessitar. Não se sinta só!

          Abraços,

          Lu

  7. Laudicéia Oliveira

    Olá, Lu!

    Eu tenho uma filha de 18 anos que tem autismo e o psiquiatra dela receitou escitalopram, pois ela andava muito ansiosa e até estava tendo crises constantes. Ela já toma aripiprazol há três anos e agora com esses sintomas de ansiedades, e tendo crises quase constantes, o médico receitou, pra começar, 5 miligramas de escitalopram e Rivotril 0,25, mas eu fiquei na dúvida se é bom dar o Rivotril ou não. Por favor, me esclareça essa dúvida, pois estou com medo de fazer mal. E a respeito das reações adversas comecei a perceber hoje no terceiro dia de uso de escitalopram, ela está bem agitada, e a minha angústia é que ela não fala, e não sei como está se sentindo. Dou ou não o Rivotril?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Laudiceia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

      Amiguinha, realmente é difícil lidar com quem não pode verbalizar o que sente. Embora sua filha tenha 18 anos, ela é como um anjinho que vive numa outra dimensão. Compreendo perfeitamente sua preocupação. Mas fique tranquila, pois tudo irá dar certo.

      Laudiceia, é importante que você tenha imensa confiança no psiquiatra de sua filha, não apenas para tirar todas as suas dúvidas, como para se sentir mais segura. Se achar que ele não atende a tais pré-requisitos, não pense duas vezes em procurar outro. Correto? Estou certa de que você relatou ao médico sobre o uso aripiprazol feito por sua filha. Se ele lhe receitou o rivotril, que é um calmante muito usado, não há porque ter medo. Se ler os comentários, verá que um grande número de pessoas faz uso desse medicamento.

      Amiguinha, as dosagens de oxalato de escitalopram e rivotril receitadas são também baixas, portanto, não há com que se preocupar. Dê, sim, o rivotril, pois irá ajudá-la na fase difícil do tratamento, sem falar que foi prescrito pelo médico como coadjuvante do tratamento. Quando perceber que sua menina já está passando bem, poderá conversar com o psiquiatra sobre a possibilidade de suspender o rivotril. Quanto às reações adversas, elas acontecem mesmo, no início do tratamento, mas o rivotril irá ajudá-la a passar por essa fase ruim, pois trata-se de um calmante. Continue em contato conosco. Venha aqui sempre que sentir necessidade. Estamos todos torcendo por sua filha.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Laudicéia Oliveira

        Lu
        Muito obrigada pela sua atenção. Você me tranquilizou. É sempre bom ler experiências de pessoas que fazem uso da mesma medicação, principalmente no meu caso, que não tenho como saber como minha filha se sente.

        Beijos obrigada pelo carinho

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Laudiceia

          Venha sempre conversar conosco. Não se sinta só em suas preocupações.

          Abraços,

          Lu

  8. Raphaela Barreto

    Lu
    Já comentei aqui umas 2 vezes.

    Tenho despersonalização, a médica me receitou escitalopram para tomar de manhã e quetiapina à noite, porm, a quetiapina me deu vários efeitos colaterais. O escitalopram não me deu nenhum efeito adverso no início, só depois de umas 3 semanas comecei a ter alguns sintomas de depressão. Eu estava tomando 10 mg de escitalopram, já fez um mês e minha médica pediu para que começasse a tomar 20 mg. Estou com medo de dar efeitos colaterais, peguei trauma por causa da quetiapina, foram efeitos horrorosos. Você acha que posso ter muitos efeitos adversos após aumentar a dosagem? Ou meu corpo já deve estar acostumado?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raphaela

      O tratamento inicial com antidepressivos traz efeitos adversos para todos, sendo que alguns organismos mais sensíveis sentem mais. O bom é saber que se trata apenas de uma fase e que tudo irá passar. Por piores que sejam tais sintomas, saber que o medicamento irá nos trazer qualidade de vida, compensa todo o sofrimento. Portanto, minha amiguinha, seja POP e continue firme com a sua medicação. Não precisa ter medo, pois o benefício será grande e valerá a pena.

      É possível, sim, que você sinta alguns efeitos adversos com a mudança de dosagem, mas bem mais leves de que os já sentidos, pois seu organismo já está mais receptivo à nova substância. Pode ser também que não sinta nada. Tais reações variam muito de um organismo para outro. O mais importante é saber que terá uma vida bem mais tranquila e prazerosa, quando os efeitos adversos desaparecerem. Coragem!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  9. Ilana Autor do post

    Lu, me ajude, estou péssima e precisando de ajuda. Hoje é o 27º dia de uso do escitalopram, mas estou aqui deitada, chorando, sem vontade de fazer nada, triste, não dormi à noite, ansiosa demais, com medo. Não sei o que fazer mais, tenho caminhado, fazendo grande esforço,tenho ido 5 dias na semana passada, é muito bom quando vou, mas hoje estou muito mal.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ilana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você agora é parte de nossa família.

      Amiguinha, vamos com calma, lembre-se sempre de que tudo isso é passageiro. A maioria de nós já passou por isso. As reações que está sentindo dizem respeito aos efeitos adversos, que em muitas pessoas duram mais tempo. Respire fundo e agora escreva um novo comentário, calmamente, respondendo-me:

      1- Por que está tomando antidepressivo?
      2- Qual é a dosagem?
      3- Como se sentiu nas três primeiras semanas?
      4- A insônia apareceu somente agora?
      5- Foi-lhe receitado algum calmante?
      6- Você tem acompanhado os comentários aqui?

      Estou aguardando sua resposta.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ilana

        Lu
        Estou com depressão braba há uns 3 meses. A dosagem é de 10 mg pela manhã. Eu me senti péssima nas 3 primeiras semanas,sofri muito,difícil até de lembrar, a insônia vai e vem, mas agora piorou, tomo homeopatia como calmante. Ajudaram-me muito os comentários aqui, me acalmaram e responderam minhas dúvidas, aliviando meus medos, gostei muito.

        Tenho pavor da depressão, pra mim ela é um monstro, sofri muito dessa vez, perdi completamente o prazer de comer. Sentia fome mas não conseguia comer, tudo estava ruim, e coisas de que gostava foram as mais difíceis pra mim, perdi totalmente o prazer de tudo, nem banho eu queria tomar, tomava, mas chorando por não querer tomar. Ao ir ao psiquiatra piorei, tive pânico pelo fato de ter ido, não gosto de ir nesses médicos e nem tomar esse remédios, mas a homeopatia está controlando isso.
        Muito difícil, muito mesmo. Obrigada por sua atenção!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ilana

          A depressão é mesmo algo muito chato, pois mexe com todo o nosso equilíbrio, enchendo-nos de uma tristeza sem limites. Eu conheci essa senhora ainda na minha adolescência. Venho de uma família, pelo lado materno, que traz consigo essa herança, que se perpetua ao longo de gerações. Eu e muitos membros de minha família aprendemos que se formos viver amaldiçoando a dona “deprê” estaremos perdendo tempo. Decobrimos que o melhor é aceitá-la, sem nenhum laivo de rancor, e buscar tratamento, para que sua visita seja o mais esporádica possível. E olhe que isso vem dando certo. Como acontece no AA (alcóolatras anônimos), o primeiro passo é aceitar que precisamos de ajuda de médica. Depois desse passo, todos os outros tornam-se mais fáceis. Não adianta ficar adiando a busca pelo tratamento, pois o único resultado é prolongar o sofrimento.

          Amiguinha, vejo os médicos psiquiatras (apesar do preço absurdo das consultas) como anjos em minha vida. Você nem tem noção do sofrimento das pessoas com transtornos mentais, antes das grandes descobertas feitas na áreal mental e do surgimento dos antidepressivos. Leia sobre os manicômios e sanatórios e ficará impressionada como era a vida das pessoas com síndromes mentais. Aqui no site existe textos sobre isso. Por isso, todos os dias, ao tomar minha pilulazinha pela manhã, eu agradeço imensamente por ela existir. E agradeço a todos aqueles que contribuiram para que eu tenha melhor qualidade de vida. Obrigada! Obrigada! Obrigada em nome de todos nós, vítimas dos transtornos mentais.

          Ilana, a partir do momento que olhar tudo isso com amor, seu tratamento será muito mais fácil e prazeroso, nem mesmo se lembrará de que toma tranquilizante. Cada um de nós neste planeta tem um tipo de caminho a seguir. Ninguém passa por aqui incólume. Tenha a certeza de que muitos sofrem imensamente mais do que nós. É preciso olhar a vida com olhos de compaixão para com o outro, e, sobretudo, para com nós mesmos. Quanto mais leveza botarmos em nossa vida, vivendo apenas um dia de cada vez, agradecendo pelas boas oportunidades e pequenas melhoras, no somatório, sairemos no lucro. Outra coisa, não se sinta sozinha. Estaremos sempre aqui para ajudá-la.

          Abraços,

          Lu

        2. Ilana

          Obrigada, leveza … Compaixão consigo mesmo…. Preciso aprender isso! Me ajudou bastante.

    2. Josi

      Ilana

      Estou faz pouco mais de 2 meses tomando antidepressivo. Quem já leu meus comentários neste blog, e a própria Lu, sabe da via dolorasa e desastrosa que eu tenho vivido há bastante tempo. Vou te falar uma coisa, quando eu voltei a tomar o medicamento, parecia que eu ia enlouquecer. Minha vontade nunca foi de morrer, mas de não existir. Aos trancos e barrancos cheguei até aqui. Tenho pedido a Deus pra que eu faça a coisa certa. Toda vez que penso em parar, devido algumas reações incômodas que ainda sinto, é como se ouvisse uma voz, ou a minha própria consciência, dizendo: “Continue!Continue!”. Pois é o que eu tenho feito. Portanto, força, minha amiga.

      Responder
  10. Bruno Alves

    Lu
    Sofro de ansiedade há mais ou menos 2 anos. No início achei que fosse algum problema (sério) cardíaco, pois sentia muitas palpitações (extra-sístoles) e taquicardia. Foi um verdadeiro inferno, achava que a qualquer momento eu fosse morrer, comecei a sentir muita insegurança e medo. Passei por diversos cardioologista, fiz diversos exames, de fato, as extra-sístoles apareciam, porém, todos disseram que não era nada grave e que eu não precisava me preocupar. É difícil não se preocupar quando sente o coração falhando e, de repente, acelerando. Persisti indo aos cardiologistas até que uma me receitou o Citalopram, já que meus exames não deram nada grave, a possibilidade seria ansiedade.

    Tomei o medicamento por alguns meses e me senti muito bem. Mas acabei perdendo meu convênio, não pude mais passar com ela e interrompi o tratamento. Tudo voltou à tona! Ontem passei em outro cardiologista, fiz todos os exames novamente e, vendo que estava tudo ok com o coração, ele me receitou o Oxalato de Escitalopram para minha ansiedade. Tomei de noite, acordei bem, mas no decorrer do dia senti mais palpitações, taquicardia, moleza e tontura. Estou realmente assustado! Li o (ótimo) texto e alguns comentários, vi que a maioria das pessoas tiveram essas reações. Quero muito continuar o tratamento e me livrar desses demônios, por isso vou continuar tomando. Daqui 3 semanas tenho o retorno e vou relatar todos meus sintomas para ele.

    Obrigado pelo texto e pela possibilidade de conversarmos sobre o assunto 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, os transtornos mentais devem passar por uma supervisão médica para que seus portadores sofram o mínimo possível. Quanto mais cedo a pessoa procurar ajuda médica, mais rápido será o retorno no sentido de livrar-se de seus tormentos. A ansiedade tem feito inúmeras vítimas. É assustador o número de pessoas acometidas por tal transtorno, que parece bater o da depressão. Portanto, saiba que não se encontra só, como pode perceber através dos comentários. E todos, inicialmente, acham que estão com problemas cardíacos, pois os sintomas são muito parecidos. Muitos, mesmo com o resultado dos exames em mãos, demoram a aceitar que não é nada cardíaco. A ansiedade resvala para a Síndrome do Pânico, exigindo que se busque ajuda imediata. E, pelo que percebi, você o fez.

      Não entendi o porquê de ter interrompido o tratamento ao perder o convênio, pois qualquer médico (inclusive o clínico geral) poderia lhe passar a receita, desde que levasse uma cópia da anterior. Em qualquer posto de saúde conseguiria isso. A parada abrupta com o antidepressivo leva à síndrome da abstinência, que é terrível. Não mais faça isso, pois é preciso passar pelo desmame, e isso quando o médico der alta. O importante agora é que retomou o tratamento.

      Bruno, os efeitos colaterais são mesmo chatos. No início, a pessoa sente-se pior do que antes de iniciar a medicação. Mas isso passa dentro de duas a três semanas, normalmente, e as reações boas irão chegando. Não se preocupe! Seja POP (paciente, otimista e persistente) e toque a vida. Tudo irá dar certo, ficando essa fase ruim para trás. Em lugar dos demônios virão os anjos… risos. Estarei aguardando notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Isreal Vieira

        Lu
        Primeiro parabéns, por sua iniciativa.

        Tenho 62 anos. No dia 28 de maio, passado, teve início o meu tratamento com o OXA, para TAG. E também sou hipertenso. As reações estão fortes com ondas de calor, agitações. A pressão, devido ao medo das crises está alterando. Palpitações, ritmo cardíaco também. Enfim, é a fase inicial. Antes tomava rivotril e a médica mandou continuar. E receitou também o quetipin, para a noite. Obs.:crises somente durante o dia. Está complicado, mas vou lutando. Depois passo mais sobre meu histórico, pois sempre fui ansioso. Fica com Deus!

        Obrigado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Israel

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, o início do tratamento com qualquer antidepressivo é realmente muito difícil, mas nada que a gente não consiga tirar de letra. As crises advindas da ansiedade são mil vezes piores, pois nunca sabemos quando elas chegam. Fique tranquilo, pois tudo isso logo terá passado, e você começará a sentir os bons efeitos do medicamento, passando a ter uma vida normal. Procure ficar o mais tranquilo possível, focar apenas nos bons resultados que virão. Seja POP (paciente, otimista e persistente). O importante é que acompanhe os efeitos ruins da medicação (ver no link que lhe mandei), para saber o que é normal ou, quando deverá procurar ajuda médica. Passada a fase inicial, em que deve tomar rivotril para ajudá-lo, procure fazer uso desse medicamento somente quando for realmente necessário. Existem também bons fitoterápicos no mercado.

          Israel, gostaria de saber se essa é a primeira vez que faz tratamento com antidepressivo. E venha aqui sempre que necessitar. Não se sinta sozinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Isreal Vieira

          Lu, grato pela atenção.

          A realidade que meu pai era ansioso, e na época foi até internado, foi uma fase ruim de minha vida. Eu sempre fui ansioso.
          E meu filho com 31 já está sentido também, e vai iniciar o tratamento. Uma família de ansiosos.

          Eu, com a idade de uns 35 anos, fiz tratamento com anafranil e lexotan. Ocorreu uma melhora até rápida, uns 6 meses. E aí parei com os remédios e com o tratamento. Passando alguns anos novamente fui ao médico e resolvi continuar. Sem tratamento, ledo engano, agora estou pagando a conta.

          Agora iniciei o tratamento. A médica passou o OXA, junto com o quetipin e no meio ficou o Rivotril. Um remédio que utilizei para rinite medicamentosa, que vicia e é um perigo, pois complica tudo, e ontem passei muito mal com taquicardia, pressão oscilando. Fiquei na cama o dia todo. Notei que quando pineguei nas narinas teve o início de uma forte crise, potencializada por seu uso. Parei de utilizar o mesmo e hoje estou melhor. O remedio é o NEOSORO, cloridrato de nafazolina. Fiquem atentos com este remédio, que eu utilizava há anos. E assim vamos errando por utilizar remédio sem receita médica. E se Deus quiser vamos conversando, se você permitir.

          Obrigado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Israel

          Seu transtorno mental então é hereditário. O bom é que há tratamento para o mesmo. E quanto mais cedo começar, melhor, pois sofre-se menos com as crises que só tendem a aumentar. Como poderá ver através dos comentários, este tipo de transtorno tem sido muito comum nos dias de hoje. O corre-corre da vida, assim com as suas muitas dificuldades tendem a nos deixar tensos. E se a pessoa já tem o transtorno, qualquer coisa serve de gatilho para dispará-lo. Também já usei anafranil e lexotan. Imagino que você tenha parado por conta própria, o que é sempre um grande erro, pois essa avaliação deve ser feita pelo médico. Não faça mais isso. Quanto ao remédio para renite, jamais deveria tê-lo usado por conta própria e por um grande tempo, está aí o problema. Nem mesmo os fitoterápicos devem ser usados sem o conhecimento médico, pois muitos possuem um tempo determinado para seu uso. O bom é que aprendeu. Use o rivotril no início do tratamento, para ajudá-lo, e depois só faça uso do mesmo quando realmente for necessário.

          É bom saber que já se encontra melhor. Será sempre um prazer contar com sua presença neste espaço. Convide seu filho para conhecer este cantinho.

          Abraços,

          Lu

  11. Caroline Cardoso Autor do post

    Olá, Lu!
    Conheci o site hoje através de um relato seu sobre o escitalopram. Você melhorou? Vive normal? Pois até hoje eu não achei nada que melhorasse e tirasse a ansiedade de mim.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Caroline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a ansiedade vem acometendo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo. Em contrapartida, a Ciência vem buscando uma maneira de controlar isso, jogando no mercado medicamentos cada vez mais eficientes. O ideal é que deles não precisássemos, pois, em muitos casos, bastaria apenas que a pessoa mudasse sua rotina de vida, contudo, noutros são de extrema importância, uma vez que tem a ver com o mau funcionamento dos neurônios. E imagino que você se encontre no último grupo, assim como eu.

      Caroline, desde a minha adolescência eu tomo antidepressivo. Sempre que uma substância X deixa de fazer efeito, outra me é indicada. Confesso-lhe que me sinto muito bem. Levo uma vida equilibrada, normal e produtiva. Contudo, como qualquer ser humano, também tenho os meus altos e baixos, o que é bom, pois me faz crer que não perdi as minhas emoções. Seu médico já lhe receitou oxalato de escitalopram? É um dos bons antidepressivos no mercados. Volte sempre para conversar conosco.

      Um abraço,

      Lu

      Responder
    2. Beatriz Silva

      Bom dia, Lu!
      Comecei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg, ontem de manhã, porém já tive várias crises de pânico, choro… Estou na reta final do semestre, tenho um seminário essa semana, prova logo no começo do mês que vem, sabe esse é meu último semestre, se eu não me sair bem, perco tudo que fiz até agora. Estou em pânico, não sei se devo parar com o remédio agora, é a primeira vez que tomo remédio para essa finalidade. Achei necessidade de procurar um médico, porém parece que piorei. Além dessa crise de pânico e choro constante, sinto meus braços queimar, e parece que estou anestesiada em câmera lenta. Acordei muito assustada e não consigo mais dormir, estou muito assustada.

      Obrigada pelo espaço!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Beatriz

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, acalme-se, pois tudo passa. Respire fundo, inale o ar bem devagar e encha-se de otimismo, pois a maioria de nós aqui já passou por isso, e todos sobreviveram. O importante agora é ser uma garota POP (paciente, otimista e persistente), este é o lema de nossa família.

        Beatriz, você não menciona a causa de estar tomando antidepressivo, mas deduzo que seja por ansiedade, em razão do excesso de afazeres de final de semestre, e, por isso, acabou caindo nas crises de pânico. Não são poucos os que chegam aqui com este mesmo problema. Portanto, fique tranquila, pois logo estará boa. O otimismo é o primeiro passo para o bom resultado do tratamento.

        Todo antidepressivo, no início do tratamento, traz efeitos adversos, deixando a pessoa, muitas vezes, pior do que antes de iniciá-lo. É organismo tentando livrar-se de uma substância que lhe é estranha. Mas ele acaba acalmando-se e ficando no maior “love” com o antidepressivo. Como disse, tudo é questão de tempo. Para algumas pessoas, isso passa em torno de três semanas, enquanto outras, detentoras de um organismo mais resistente, demoram um pouco mais. Eu acredito que, com três semanas, você já está muito bem. Siga em frente!

        Beatriz, é importante que você mantenha contato com seu médico no início de seu tratamento, para que ele vá avaliando os efeitos adversos pelos quais está passando, e para que saiba quando é necessário buscar ajuda médica. Não precisa ficar assustada. Para acalmar-se, leia os comentários de vários companheiros aqui, que já passaram por isso. Como disse, você está tendo crises de pânico em razão de seu extremo estado de ansiedade, que precisa ser tratado no seu início, senão tende a ficar cada vez mais severo. Se não tratá-la, poderá ficar impossibilitada até mesmo de sair de casa. Portanto, é preferível passar por essa difícil fase inicial, que dura poucos dias, e depois ficar ótima para dar continuidade ao semestre. Os professores já sabem que isso é comum a estudantes. Peça a seu médico um atestado para 15 dias, ainda que vá às aulas, e apresente-o a seus professores, para que eles saibam o que está passando consigo. Não tenha dúvida de que a ajudarão.

        Beá, continue em contato conosco. Não se sinta só em momento algum, pois aqui somos uma família. Continue seu tratamento com a certeza de que logo estará boa.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  12. Claudia

    Oi, Lu!
    Hoje faz exatamente 30 dias que estou usando a fluoxetina 20 mg. Melhorei bastante a ansiedade, apesar de várias ameaças de crise não cheguei a desenvolver nenhuma crise. Tem momentos que me sinto bem, porém em outros me sinto depressiva. Com 1 mês de uso essa dosagem já atingiu seu efeito total, ou ainda posso esperar mais melhoras antes de discutir com a psiquiatra um possível aumento da dosagem.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Em hipótese alguma a eficácia do medicamento mostrou-se em sua totalidade no período de apenas um mês. Ainda há tempo para melhoras. Em algumas pessoas, isso pode acontecer até os três meses de uso. Essas ameaças de crises ainda são consideradas normais. Apenas comente com sua médica, para que ele possa avaliar a dosagem, casi haja necessidade. Saiba também que é preciso mudanças em certos hábitos de vida, para ajudar no tratamento. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  13. Cris Alvarez

    Olá, Lu!
    Hoje fui ao psiquiatra que receitou o oxalato de escitalopram. Tomei fluoxetina por 10 anos e havia parado há 4 meses. Tive uma crise de pânico e o que segurou foi o rivotril. Retornei à fluoxetina, mas ainda tenho episódios de andiedade e uso rivotril. A médica disse para começar amanhã mesmo com 10 mg do OXI, estou apavorada. Por isso descobri este post. Estou com medo de ter efeito colateral, o retorno da fluoxetina tem 1 mês e meio. Gosto de fazer esporte, tenho medo desse outro remédio mexer com meu ânimo. Me identifiquei com seu post, me sinto traindo a fluo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos, depois de um tempo, precisam ter sua dose aumentada, ou faz-se necessário mudar para outro, pois, com o tempo, nosso organismo vai se acostumando com a substância usada, que vai perdendo o seu efeito. O aviso vem através de crises que o medicamento não mais contém. Também tive que mudar para o oxalato de escitalopram. Confesso-lhe que foi uma troca excelente. Dou-me muito bem com esse antidepressivo, que hoje é o mais receitado pelos médicos, além de ser mais moderno. Portanto, não há o que temer. O oxi deu-me bem mais disposição e nunca mais tive SP ou deprê. Já o tomo há muitos anos.

      Cris, quanto a tomar o oxalato de escitalopram logo após a fluoxetina, há controvérsias. Alguns médicos dizem que tem que haver um espaço de tempo entre um e outro, enquanto outros acham que não é necessário. Confesso-lhe que não sei quem está certo. Meu médico exigiu que eu levasse, se não me engano uma semana, para tomar o oxalato de escitalopram, após deixar a fluoxetina.

      Saiba que você irá amar o Oxi. Ele tem sido um cavalheiro maravilhoso…

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cris Alvarez

        Oi Lu, obrigada pelo carinho em me responder. Iniciei ontem e estou bem. Temos que confiar, senão por que ir ao médico?
        Seu relato me anima muito! Aumenta imensamente meu otimismo.

        Obrigada mil vezes!

        Responder
      2. Maria

        Lu, comecei com esse remédio ontem e pra mim não está sendo essa maravilha, não. Estou horrível: tontura, cabeça girando e pânico. Passei a noite com o coração acelerado. Depois de amanhã volto ao psiquiatra. Estou com verdadeiro pavor desse remédio. Sinto-me dopada. Acho que não reagi bem a ele pois até diarreia me deu.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

          Amiguinha, penso que você não foi informada por seu médico, ao lhe receitar o antidepressivo. E também não leu os comentários presentes aqui no site, na minha resposta aos leitores. A informação é fundamental para o tratamento dos transtornos mentais.

          Saiba que:
          1- Ao iniciar o tratamento, você pode ficar pior do que antes, pois seu organismo reage à nova substância, não querendo aceitá-la.
          2- Existem os efeitos adversos, que podem ser mais fortes para umas pessoas do que para outras.
          3- Os efeitos ruins duram em torno de duas a três semanas, normalmente.
          4- Alguns dos efeitos devem ser comunicados imediatamente ao médico, devendo a pessoa procurar ajuda médica (ver o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM)
          5- Algumas pessoas necessitam de um ansiolítico como coadjuvante do tratamento.
          6- A dosagem não pode ser aumentada ou diminuída por conta própria.
          7- O medicamento não deve ser parado abruptamente, devendo a pessoa passar pelo desmame, após ordem médica.
          8- Deve-se aguardar, pelo menos, um mês, para saber se o remédio irá trazer efeitos benéficos.
          9- O contato com o especialista é muito importante, principalmente no início do tratamento.
          10- É importante que a pessoa seja POP (paciente, otimista e persistente)

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Maria

          Lu

          Eu li sim seu post e os comentários. Em relação ao médico, ele não me informou nada. Só pediu que eu tomasse 10 mg desse remédio ao dia. Amanhã tenho consulta com ele. Só que eu achei o efeito colateral pior do que li nos comentários e post. Essa madrugada foi horrível. Tive formigamento nas mãos, coração acelerado, e crise de pânico. Tive que me controlar pra não gritar apavorada. Tomei fluoxetina por dois anos, de 2014 até 2016, e interrompi abruptamente pois descobri uma gravidez que por sinal perdi aos cinco meses por má formação, tudo muito traumático. Quando troquei de psiquiatra, ele me passou essa medicação. Com o outro remédio nunca tive essas coisas. Está sendo horrível. Estou com mais medo do remédio do que das crises.

          Obrigada por responder. Estou amando este blog. Tão bom falar com pessoas que nos entendem.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Eu também tomei fluoxetina por vários anos, até que essa minha amiga deixou de fazer efeito. Hoje tomo oxalato de escitalopram, que é um dos antidepressivos mais usados atualmente, pois cobre uma gama de transtornos mentais. Algumas pessoas costumam ter os efeitos adversos bem fortes, realmente, mas isso passa em cerca de duas a três semanas. Ainda assim, é bom estar acompanhada pelo médico, relatando-lhe tudo o que está sentindo. No texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, você será informada de quando se faz necessário buscar ajuda médica, em razão dos efeitos do remédio. Outra coisa, converse com seu médico sobre a possibilidade de receitar-lhe um ansiolítico para ser tomado agora no início do tratamento. O importante é que tenha sempre em mente que essa fase ruim irá passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E conte sempre com a nossa ajuda.

          Beijos,

          Lu

        4. Maria

          Lu
          Eu sempre fui uma pessoa com medo de ser feliz. Nunca fui totalmente feliz. Tive a primeira crise de pânico em 1999. Não sabia ainda que se tratava disso. Em 2014, após uma gravidez ectópica, entrei numa forte depressão e procurei uma psiquiatra. Infelizmente não tive sorte, pois era uma pessoa mercenária. Consultório sempre lotado com 50, 60 pacientes. Chegava às oito da manhã e saía ao meio dia. Esperava quatro horas pra falar com ela e não ficava 10 minutos.Tinha clínica de manipulação e os remédios eram comprados lá, por indicação dela. Passou-me cinco remédios ao dia – topiramato, fluoxetina, atorvastatina, orlistat e depakote. Só esse último não era manipulado. Com o depakote me deu esse mesmo efeito horrível do oxalato de escitalopram e ela suspendeu. Ela sabia que eu pretendia uma outra gravidez e disse que eu poderia continuar a medicação e só suspender ao engravidar. Engravidei e ao contar a ela, a mesma suspendeu tudo de uma vez. Isso em outubro. Passei outubro e novembro ótima. Em dezembro senti uns maus presentemente e a depressão voltou. Tive também uma crise de ansiedade. Fiz uma ultrasom e mostrou várias más formações: espinha bífida, hidrocefalia, crescimento restrito. Lu, foram dias horríveis. Difícil até relatar. Depois prossigo, pois é difícil comentar isso.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Ao encontrar esse tipo de mercenário(a), fique apenas na primeira consulta, não volte mais ao consultório, pois essa gente não tem nada a oferecer, falta-lhe, sobretudo, humanidade. Se denunciada, essa mulher responderia processo, pois não pode haver esse tipo de venda casada. O paciente tem que ter o direito de comprar o medicamento onde bem entender. Corra dessa enganadora!

          Amiguinha, todos nós passamos maus pedaços na vida. Tudo isso faz parte de nosso crescimento como seres humanos. Infelizmente é a dor que nos transforma em pessoas melhores, pois mexe no âmago de nosso ser, levando-nos a tomar consciência profunda de nossa humanidade e, como tal, sujeitos aos contratempos da vida. O primeiro passo é a aceitação do que nos aconteceu, cientes de que não somos os únicos no mundo a passar pelo sofrimento. E o bom é que tudo passa, tudo muda! Devemos sempre caminhar em direção ao horizonte, por pior que seja a tempestade, haveremos de encontrar luz.

          Abraços,

          Lu

    2. Joyce

      Boa-noite, Cris!
      Tomo esse medicamento faz uns 30 dias, confesso ser ótimo. Eu me identifiquei com o texto também. No início tem efeito sim, uns 15 dias… Inniciei com meio, mesmo o médico recomendando um, por sete dias, e depois o inteiro. Senti muito a boca seca e a cabeça assim meio aérea, mas tudo passou, hoje não sinto nada.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Joyce

        Espero que a Cris veja e responda seu comentário. Outra coisa, seu e-mail está incorreto. Você deve ter escrito algo errado.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Cris Alvarez

          Oi, Lu, vi o comentário sim! Obrigada pela força. Estou tomando o oxalato e não tive mais crise de pânico que é o objetivo principal. Mas me sinto desanimada e preguiçosa, mas estou me adaptando. Os seus posts foram fundamentais para me encorajar a mudar.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          Esse seu desânimo e preguiça advêm dessa fase do tratamento, mas logo irão passar. É bom saber que meus textos postados têm ajudado, assim como os comentários feitos. Não suma!

          Abraços,

          Lu

        3. Angélica de Oliveira

          Lu

          Estou com o mesmo sintoma que você, porém não comecei a tomar por medo dos efeitos. Estou tratando com homeopatia, mas o médico me passou oxi, mas pediu pra eu esperar mais 1 semana, só que percebi que não estou melhorando. Estou tendo muito medo e tive taquicardia..

        4. LuDiasBH Autor do post

          Angélica

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, eu escrevi este texto há muito tempo. Continuo tomando o oxalato de escitalopram e encontro-me ótima. Nunca mais tive ataque de pânico e minha depressão está bem controlada. Os efeitos adversos passaram em torno de três semanas, após iniciar a medicação. Como não sei qual foi o seu diagnóstico, não posso dizer nada sobre o fato de estar sendo tratada com homeopatia. Em alguns casos o tratamento homeopático resolve, mas noutros é necessário o uso de medicamento alopático. Siga direitinho a prescrição de seu médico. E não tenha medo algum dos efeitos iniciais. Muito pior é viver com medo e taquicardia ocasionada por ansiedade. Se não se tratar direitinho, tais incômodos só tendem a aumentar. Fique tranquila, pois tudo isso irá passar.

          Outra coisa, o seu e-mail está incorreto. É preciso que haja confiança dos dois lados, não é mesmo? Quando voltar a escrever, conserte-o, para que eu possa responder-lhe. Certo?

          Abraços,

          Lu

  14. Praiano

    Olá Lu!

    Estou no 41º dia, tomando 15 gotas. A partir de domingo serão 20 gotas. As crises de ansiedade aos poucos estão passando. Porém, uma tristeza toma conta de mim, quando sinto que realmente a causa de tudo isso possa ter sido a noiva. Muito difícil de lidar com isso. Estamos trocando mensagens diariamente, ela parece estar bem, mais conformada. Domingo iremos à missa. Às vezes me questiono se realmente estou depressivo, ou se isso foi um escudo para nos separarmos. Ela quer me ajudar, diz que eu estou doente, e eu fico muito mal de pensar que eu não esteja, e isso alimente falsas esperanças nela.

    Continuo sem vontade de fazer as coisas que antes me faziam bem. Normalmente fico bem quando cai a noite, e vai chegando a hora de dormir. Quando clareia é uma tristeza, pois é a hora de iniciar o dia. O único momento em que fiquei bem comigo mesmo esta semana foi terça à noite, quando comecei a fazer parte de um pequeno grupo de apoio a moradores de rua, organizado por um amigo aqui do trabalho. Meu maior medo é o da reação que terei no domingo quando a vê-la de novo.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Praiano

      É muito bom saber que você está melhorando a cada dia. Não creio que a causa tenha sido a sua relação amorosa, mas sim o transtorno mental de que foi vítima, que mexeu profundamente com todo o seu sistema emocional. Somente quando sanar tal problema poderá avaliar com clareza seus sentimentos. Qualquer antecipação será nula. Dê tempo ao tempo, meu amigo, ele é o mais sábio dos mestres. Nas horas de inquietação, a melhor coisa a fazer é buscar calma dentro de nós mesmos. As decisões mais insensatas são aquelas que tomamos sob pressão. Portanto, deixe a tempestade passar.

      Amiguinho, é normal essa dificuldade de iniciar o dia, quando se faz necessário lidar com todos os problemas. O sono funciona como uma válvula de escape. Parabéns pelo trabalho com os moradores de rua. Também faço parte de grupos de voluntariado. Quanto ao domingo, será um dia muito especial. Não permita que a ansiedade crie fantasmas. As coisas acontecerão a contento. Pensamento positivo gera ações positivas. Rezem por mim.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  15. Ric

    Realmente eu notei mais efeitos negativos do que positivos com esses ISRS, principalmente escitalopram. Sou usuário há uns 2 anos, antes usava paroxetina. Fiquei eunuco, sem libido alguma, castrado sexualmente, sem emoções, apático, sem estímulo para fazer e pensar em nada, boca seca constante, dor de cabeça. Pense muito bem antes de usarem esses medicamentos, pois mexem muito com o organismo, alteram tudo, pra largar depois é uma luta, usem somente se for necessário mesmo, como último aliado. Não vão caindo no papo de qualquer psiquiatra, pois a maioria deles so quer entupir os pacientes de remédios. Um dos poucos efeitos positivos que notei é que a gente fica anestesiado, igual zumbi, sem emoções, nem boas nem ruins, e , quando se consegue ter uma ereção e praticar sexo com alguém, o retardo da ejaculação é muito bom, principalmente para quem tem ejaculação precoce. É raro ter ereção usando essas drogas, eu era praticamente um castrado sexualmente.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ric

      Os antidepressivos agem diferetemente de um organismo para outro. Não é possível estabelecer uma única conduta. Eu, por exemplo, tomo antidepressivo desde a adolescência (venho de uma família com depressão hereditária) e sinto-me ótima. Nem mesmo me lembro de tomar o medicamento, muitas vezes, tamanho é o meu bem-estar. E, como poderá notar, existe uma certa coerência no que escrevo, o que me livra da categoria de “zumbi”… risos. Mas é verdade que muitos médicos vêm receitando antidepressivos sem passar o paciente por uma avaliação mais profunda. Há casos em que também a pessoa não busca ajuda médica e termina cometendo uma loucura por não estar medicada. Os suicídios são a face cruel da falta de tratamento, principalmente quando o transtorno é silencioso e, quem está em volta não dá conta de que a pessoa precisa de tratamento. Como vê, cada caso é um caso. Aqui neste espaço, jamais induzo o leitor a tomar ou não um antidepressivo, pois esta responsabilidade cabe ao médico, cuja formação pressupõe uma grande responsabilidade para com seu paciente. Procuro agir apenas como um anteparo emocional para os que me procuram, acalmando-os e pedindo-lhes paciência com o tratamento. Já tivemos aqui o caso de um jovem, que se matou, ao abrir mão do tratamento em razão dos conselhos de certo pastor. A família do rapaz abriu processo contra esse último.

      Ric, tudo na vida tem um preço. Todo e qualquer remédio alopático possui efeitos adversos. Assim também acontece com os medicamentos para hipertensão, diabetes, tireoide, câncer, etc. Realmente dentre os transtornos adversos do antidepressivo está a baixa da libido. Mas depois de um tempo, a maioria das pessoas tem seu quadro equilibrado. Pode-se também atenuar esse efeito mudando de medicação. Penso que você não acertou no medicamento. E, pelo que vejo, o antidepressivo não era vital para seu tratamento. Gostaria que nos contasse como tem feito para tratar seu transtorno mental.

      Amiguinho, que bom tê-lo aqui conosco. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ric

        LuDias,
        concordo que em muitos casos os remédios ajudam, e muito, pois somente quem passa pelo que passamos pode entender o que é depressão, ansiedade inexplicável, pensamentos negativos, autoestima péssima, mente cansada… É terrível passar por isso, sensações que não são possíveis de se explicar com palavras, pois são indescritíveis.

        É incrível também como os remédios mudam nossa percepção do mundo, no meu caso, depois de uns 20 dias de uso, já acalmava minha ansiedade, os pensamentos ruins sumiam, a vontade de fazer o que gosto voltava, autoestima melhora, enfim… Também fui escolhido pela genética de ter uma ansiedade e tendência a depressão perene. Estou há 5 meses sem usar nada, porém voltou tudo de ruim de novo nesse período (5 meses terríveis). Tentei controlar meus pensamentos, fazer atividades físicas, religião. No meu caso somente o remédio mesmo para ter alguma melhora na qualidade de vida, serei um dependente eterno. Vou ter consulta esta semana e vou voltar ao tratamento com escitalopram ou paroxetina.

        Lu, como você disse, tudo na vida tem um preço, o remédio tem seu preço, não escolhi ter estes problemas de ansiedade e melancolia, infelizmente dependo dos ISRS, e ainda bem que eles existem, não é? Mesmo que muitos digam que os remédios foram feitos para indústrias farmacêuticas lucrarem, mesmo muitos dizendo que nós somos fracos e que inventamos essas doenças… Por que viver na tristeza constante, melancolia, pensamentos intrusivos negativos, sem autoestima, sem vontade de fazer nada, é muito ruim. Quanto à libido diminuir é um preço que temos que pagar.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ric

          Você está coberto de razão, meu amiguinho. Nós, que vivemos nos tempos de hoje, somos privilegiados por contarmos com os antidepressivos. Ao pesquiar sobre outras épocas, é muito doloroso ver como as pessoas sofriam, muitas delas jogadas em manicômios e sanatórios como cargas indesejáveis. As famílias não sabiam como lidar com seus doentes mentais. Veja no site este texto: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA (Procure em pesquisar).

          Eu já convivo em perfeita harmonia com a minha deprê (herança maior que minha mãe deixou-me). Não a maldigo ou bendigo, apenas a aceito. Já faz parte de mim. Quando ela começa a noucatear o antidepressivo que tomo, mudo para outro. Vivemos nesse esconde-esconde, entre tapas e beijos… risos.

          Você fechou seu comentário com uma brilhante reflexão:
          “Por que viver na tristeza constante, melancolia, pensamentos intrusivos negativos, sem autoestima, sem vontade de fazer nada? Isso é muito ruim. Quanto à libido diminuir é um preço que temos que pagar.”. Ainda que as indústrias farmacêuticas ganhem dinheiro conosco, não podemos nos esquecer dos grandes pesquisadores que trabalham dia e noite para trazer-nos qualidade de vida. Benditos sejam eles!

          Abraços,

          Lu

  16. Praiano

    Boa-tarde, Lu!

    Encontrei em seu blog uma forma de seguir em frente no longo caminho que estou seguindo na luta contra a depressão.

    Minha história: estou namorando há 4 anos e 5 meses e noivo, com casamento marcado para outubro deste ano. Durante o meu relacionamento, sempre tive a sensação de que minha noiva me amava mais do que eu a ela, e isto me incomodava um pouco. Porém, sempre consegui levar na boa, nunca tive a iniciativa de terminar com ela. Ela, pelo contrário, já insinuou terminar algumas vezes, e isso foi sempre desesperador para mim quando acontecia, de forma que criei um bloqueio nos sentimentos, para me blindar, caso isso ocorresse de verdade (término por parte dela). Tudo ia relativamente bem, até que em junho de 2016 fizemos uma viagem e eu, empolgado, fui mais rápido que ela na cama. Ela demandou uma segunda vez, e isso sempre me travou. Após isso, me bloqueei completamente para o sexo com ela, a ponto de só conseguir fazer com Viagra e em raras ocasiões (isso me deixava bem desanimado). Tudo piorou quando, em outubro de 2016, fizemos uma viagem para comemorar nossos 4 anos, e percebi que não estava com vontade de viajar com ela, não tanto quando das outras vezes. Isso me desanimou muito, e comecei a ter a sensação de não amar minha noiva. A viagem foi um desastre, e foi quando contei a ela sobre o viagra. A partir daí, não consegui mais ser eu mesmo com ela. Associava à falta de sexo essa sensação de não desejá-la mais. No final do ano passado, comecei a me abrir com minha mãe sobre a possibilidade de não me casar mais. Porém, isso me era motivo de muita tristeza, a ponto de desabar em choro e desespero, quando conversava sobre essa possibilidade. Minha psicóloga encaminhou-me para um psiquiatra, que me diagnosticou com TAG e receitou Reconter 10 mg.

    Estou no 35º dia de tratamento. Em 28/01, finalmente consegui me abrir sobre minha preocupação sexual com a noiva, e ela me ajudou, a ponto de conseguir ter relações naturais com ela pela primeira vez em 7 meses. Uma descarga de alívio tomou conta de mim no orgasmo, e só conseguia falar que a amava, e que nunca ia abandoná-la. Isso veio do fundo do coração. Só que comecei a estranhar nos dias seguintes que continuava sem vontade de vê-la, e com a libido lá embaixo. Ainda tivemos relações mais 4 vezes até sábado passado (11/02). Porém, meu desespero aumentou. Achava que, após livrar a carga sexual, seria muito feliz novamente com ela, e isso não aconteceu. Uma sensação estranha toma conta de mim quando estou com ela, de não querer fazer nada, só ficar deitado. Quando não estou com ela, só consigo pensar no desespero de não aguentar e pedir para terminar com uma pessoa que me ama demais, o que me causa horríveis sensações de náusea e pânico (isso piorou muito esta semana, e o doutor subiu a dose para 20 mg). Quando estou longe dela, também não tenho ânimo para nada do que eu sempre gostei de fazer (comer, ler, nadar, etc.). Não consigo esconder a tristeza de vê-la animada com as coisas do casamento, e eu triste, sem poder corresponder. Acho que hoje à noite vou procurá-la e abrir o jogo. Não quero fazê-la ter um casamento infeliz.

    Desculpe o desabafo longo, mas realmente o meu sofrimento está grande. Gostaria de estar feliz pela proximidade do casório.

    Beijos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Praiano

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, não devemos tomar decisões quando o nosso estado emocional encontra-se em desequilíbrio. E não resta dúvida de que o seu se encontra abalado. Seu Transtorno de Ansiedade Generalizada precisa ser primeiro tratado, para que possa realmente compreender o que está acontecendo consigo em relação à sua noiva. É muito natural o fato de o homem ter o orgasmo primeiro do que a companheira. Não há problema nenhum nisso. Assim como é natural o fato de não se encontrar apto para uma segunda rodada, num determinado momento. O importante na relação é o fato de os parceiros falarem sobre o assunto com naturalidade. Saiba também que a mulher nem sempre consegue um segundo tempo, contudo, isso pode passar despercebido ao homem, o que não acontece com ele, em razão de seu órgão copulador externo que logo se manifesta. Penso eu que o problema de não a desejar está ligado à sua ansiedade, que transformou um momento vivido, que seria absolutamente normal para outro homem em perfeito equilíbrio, num trauma. Ao sentir-se transtornado, inclusive chorar, quando pensa num provável rompimento com ela, mostra o quão está ligado à sua noiva. Você diz: “Uma descarga de alívio tomou conta de mim no orgasmo, e só conseguia falar que a amava, e que nunca ia abandoná-la. Isso veio do fundo do coração.”. O coração é sempre muito verdadeiro. A falta de libido nos dias subsequentes está ligada ao trauma que ainda não resolveu e ao medicamento que está usando.

      Praiano, todos os antidepressivos apresentam efeitos adversos. Dentre tais efeitos está a queda da libido. O oxalato de escitalopram mexe na libido da pessoa, conforme poderá comprovar nos comentários. São inúmeras as reclamações sobre isso. Portanto, não se trata de sua falta de “tesão” por sua noiva, mas de um efeito decorrente do medicamento. Você diz: “Uma sensação estranha toma conta de mim quando estou com ela, de não querer fazer nada, só ficar deitado.”. É assim mesmo que acontece. Como a sua libido está baixa, manter-se deitado funciona como uma fuga para o contato íntimo. Por que não se abre com ela e conta-lhe sobre os efeitos do antidepressivo? Quem nos ama sempre nos compreenderá, tenha a certeza disso.

      Releia suas palavras: “Quando não estou com ela, só consigo pensar no desespero de não aguentar e pedir para terminar com uma pessoa que me ama demais, o que me causa horríveis sensações de náusea e pânico (isso piorou muito esta semana, e o doutor subiu a dose para 20 mg).”. Tudo isso é resultante da medicação (náusea, pânico…). Quando se tem a dosagem aumentada, os efeitos adversos ficam mais fortes, e é preciso aguardar alguns dias para que passem. E se sua noiva fosse o problema, você não diria: “Quando estou longe dela, também não tenho ânimo para nada do que eu sempre gostei de fazer (comer, ler, nadar, etc.).”. Logo, tudo se mostra ruim. Isso é natural.

      Amiguinho, não tome nenhuma decisão, pois o momento não é propício. Converse… Converse… Ela é a sua melhor a amiga e conhece-o como ninguém. Deixe essa fase ruim passar para analisar a relação de vocês. Deixe que ela o ajude. Vou lhe enviar alguns links para ajudá-lo. Aguardo um novo comentário seu. Conte conosco. Não se sinta só.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Praiano

        Boa-tarde, Lu!

        Obrigado pela resposta. Mas infelizmente acabou sendo mais forte que eu. Terminei nosso noivado no sábado. Ela chorava muito e ficou sem entender, e eu chorei junto, pois dizia que seria o melhor para nós dois, não podia condená-la a sofrer comigo. Não sei se tomei a decisão correta, pois passei o domingo muito mal. A sensação de angústia ao iniciar o dia continuou, e minha vontade continuou sendo apenas ficar deitado, sem querer conversar com minha mãe, irmãos e familiares, a não ser sobre esse assunto. Chorei muito no domingo, de angústia pelo que eu fiz com ela.

        Mandei uma mensagem ontem à noite para saber como estava. Ela me respondeu dizendo que eu precisava de ajuda, que iria me auxiliar no tratamento, e para procurarmos Deus (me convidou para ir à missa no próximo domingo). Hoje (segunda) também trocamos mensagens, pela primeira vez ela admitiu que eu estava deprimido. Até então, ela dizia que era “coisa que enfiaram em minha cabeça”. Talvez por ter visto meu estado de desespero no sábado, dia em que pedi para nos afastarmos.Tenho um carinho enorme por ela, não quero perder uma mulher que me ama tanto, mas o Reconter não está colaborando, pois os pensamentos ruins ainda persistem.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Praiano

          Naquele momento você tomou a decisão certa, pois era o que sua vontade pedia. Se não o fizesse, iria ficar fazendo mil cobranças a si mesmo. O mais importante é que deixou uma janela aberta para uma possível reconciliação, quando toda essa fase ruim passar. Procure não se mortificar com isso. Quanto mais olharmos os fatos com naturalidade, mais chances teremos de resolvê-los a contento. A sabedoria ensina que precisamos levar a vida com leveza, vivendo um dia de cada vez, sendo tolerantes conosco e com o outro. Não podemos lutar contra a corrente, mas sim procurar seguir o seu curso, para que saíamos ilesos na outra margem.

          Amiguinho, tudo tem o seu lado positivo. O fato de ter terminado o noivado fez com que sua noiva levasse a sério o problema que você ora vive. Doravante, ela compreenderá melhor seu transtorno mental e estará totalmente do seu lado. Penso eu que a relação entre vocês dois será ainda mais forte, daqui para a frente. Suas palavras atestam isso:

          “Tenho um carinho enorme por ela, não quero perder uma mulher que me ama tanto, mas o Reconter não está colaborando, pois os pensamentos ruins ainda persistem.”

          Praiano, apenas dê um voto de confiança ao senhor Reconter. Seja tolerante com ele, pois precisa de um tempo para mostrar a que veio. Veja através dos comentários que inúmeros leitores tiveram que lidar com os pensamentos ruins. Eles irão passar. Não deixe sua mente vazia. Procure preenchê-la com coisas boas: música, filmes, exercícios, etc. Tudo irá passar. E quero estar aqui para receber um comentário bem positivo seu. Afinal, a gente “semos” POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Estamos todos torcendo por você. Conte conosco!

          Abraços,

          Lu

  17. Luiza

    Olá, Lu!
    Primeiro quero lhe parabenizar pelo post, como todos aqui estou na luta contra essa doença que nos paralisa. Venho de família complicada e com vocação para a depressão. Sempre lutei e trabalhei muito, já fui diversas vezes ao psiquiatra e sempre me prescreveram a fluoxetina, com que sempre me dei bem, apesar de me dar sono, e alprazolam. Confesso que já parei e voltei várias vezes, mas ultimamente tenho tido muita ansiedade. Parece que a fluoxetina não faz mais efeito, então tenho que aumentar a dose de alprazolam.

    Minha depressão está ligada a minha profissão. Sou veterinária formada há 20 anos. Apesar de continuar amando os animais, minha paciência com os tutores já não é mais a mesma. Quando penso que tenho que trabalhar, me dá fobia, paralizo, taquicardia, etc. Sou cirurgiã-geral e sempre gostei disso, e graças a Deus com muito êxito, mas não estou mais conseguindo operar, travo, protelo e depois sinto uma culpa enorme. Não aguento mais inventar desculpas fisicas. Cheguei aqui por procurar algo sobre a troca da “fluoxetina amiga”, que parece que me abandonou… Obrigada pelo relato, que me ajudou muito.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, dentre os transtornos mentais, a depressão é o que mais se espalha pelo mundo. O bom é saber que a Ciência vem fazendo novas descobertas neste campo e colocando no mercado antidepressivos cada vez mais eficientes. Assim como a sua, a minha família também vive às turras com essa senhora, e eu, como herança, ganhei-a. Nossa intimidade é tão grande, que até já nos tornamos grandes amigas. Confesso-lhe que, ao aceitá-la, ela se tornou bem mais afável e compreensiva. Mas levou tempo para eu entender que a aceitação minava o seu poder. Já passei por um sem conta de antidepressivos. Assim que um perde a sua eficácia, receitam-me outro. A fluoxetina foi a penúltima. Vivemos juntas por longos anos. Mas a amizade foi tamanha, que ela acabou sendo vencida pela deprê. Pobre amiga Fluô! Hoje faço uso do oxalato de escitalopram, com o qual tenho me dado muito bem. Ainda continuamos, depois de cerca de cinco anos, vivendo uma tórrida paixão.

      Luiza, quando um antidepressivo passa a não fazer mais efeito, a saída é aumentar a dosagem. E, não sendo mais possível, faz-se necessário mudar para outro medicamento. Não é aconselhável aumentar a dose do alprazolam, que é também um tranquilizante. O ideal é que vá ao psiquiatra para que ele avalie o seu estado emocional e veja qual é o melhor tratamento, aumentando a dosagem ou mudando de medicamento. Não faça mudanças a seu bel prazer, pois podem ser extremamente nefastas à sua saúde. Quanto a parar o tratamento sem a anuência médica, isso é ruim, pois acaba fortalecendo seu transtorno mental, tornando o antidepressivo inóquo. E cada retorno ao medicamento traz ainda mais problemas, intensificando os efeitos adversos.

      Não é que sua paciência tenha diminuído no trato com sua profissão. A ansiedade, a intolerância e a impaciência são frutos de seu estado emocional que precisa passar por uma nova avaliação médica, tendo você que mudar, possivelmente, de medicação. Ninguém consegue trabalhar doente, e um transtorno mental mexe com todo o nosso equilíbrio. Não se sinta culpada, apenas admita que está doente e precisa de ajuda imediata. Tenho a certeza de que tudo isso irá passar, assim que acertar com um antidepressivo que controle a sua depressão. Mas não fique fazendo experiências consigo, busque um psiquiatra sério o mais rápido possível, pois a ansiedade costuma resvalar para a SP (síndrome do pânico) que é algo terrível.

      Luiza, aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

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  18. Grazi Autor do post

    Acompanho todos os comentários desse post desde que comecei a tomar o esc e fui buscar no google algumas respostas. É muito bom saber que não estou sozinha na luta.

    Faz quase dois anos que não tomo mais antidepressivo, fiquei alguns anos tomando a fluoxetina e depois mudei para o esc, mas depois vieram alguns efeitos colaterais indesejados e meu médico e eu decidimos tentar ficar sem remédios. Confesso que em alguns momentos é difícil, ainda mais quando grandes problemas vêm como tsunamis, mas nesses dois anos tenho me sentido bem e aprendido a lidar com a tristeza e a alegria, cada uma no seu momento certo.

    Mas desde o começo desse ano de 2017 grandes mudanças ocorreram na minha vida e estou sem chão, estou tentando lidar com tudo o que aconteceu, as perdas e tristezas, e confesso que está muito difícil. Fora grande cobranças para que eu tome decisões muito importantes que vão afetar a vida de outras pessoas. Às vezes me sinto num cabo de guerra, pois não há como agradar todo mundo. Sinto que frusto e frustei muitas pessoas que amo, cometi erros e tomei decisões que foram muito ruins e cá estou eu, tendo que lidar com todas as consequências em apenas um mês, em todas as áreas da minha vida.

    Confesso que estou a ponto de desistir de tudo, vim aqui hoje escrever um pouco, para, quem sabe, aliviar os fardos e pesos que tenho carregado comigo. Olhar o futuro parece uma atividade dolorosa e inútil, pois não sei se quero estar lá. Olhar para o presente faz com eu me sinta sufocada e fraca e quanto ao passado, não consigo lembrar de nada que me traga esperança. Talvez eu esteja olhando tudo com os “óculos” errados e só consiga enxergar as coisas ruins. Sei que não posso desistir, mas a dor é tão grande, parece interminável e eterna, mesmo eu sabendo que não é, e que meu problema é tão pequeno diante do de outras pessoas. O que faz com que eu me sinta pior.

    A solução mais fácil, martela em minha mente, como uma ideia fixa, como um alívio, uma libertação, um descanso. Mas talvez não seja nada disso. Gostaria muito que tudo se resolvesse logo e que eu conseguisse ser mais forte. Obrigada pelo desabafo, ajudou a aliviar minha dor e minha solidão.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Grazi

      Antigamente eu levava muito a sério todo e qualquer problema. Demorei muito para aprender que o que me fazia sofrer num determinado tempo, era depois motivo para dar boas risadas. Passei então a olhar a vida com mais leveza, sem me deixar machucar pelos problemas comuns a todos nós pobres mortais. Tomei como meta o fato de que tudo na vida passa, tanto os momentos bons quanto os ruins. Nessa fase em que se encontra, aconselho-a a retornar a seu médico, falar-lhe sobre os problemas que ora vive, a fim de que ele a ajude com um antidepressivo, que tem o poder de equilibrar suas emoções e ajudá-la a passar por certas fases de sua vida, principalmente em se tratando de perdas. Não há quem não tenha passado por isso, ou que ainda não irá passar.

      Amiguinha, sei como é difícil servir de cabo de guerra. Não se preocupe em desagradar alguns, desde que aja de acordo com a sua consciência. E não há quem nunca tenha cometido erros, pois esses fazem parte de nossa humanidade. Estamos a frustrar as pessoas e também a sermos frustrados dia após dia. Isso não é motivo para seu desconsolo. Somos todos seres imperfeitos. O importante é o reconhecimento de nosso erro e o desejo de repará-lo até mesmo através de um pedido de desculpas. Agora carregar isso como um fardo só faz danos a nós mesmos. Sua sabedoria irá ajudá-la a lidar com tais consequências e logo tudo isso terá ficado no passado. É preciso apenas de um pouco de paciência.

      Grazi, desistir é negar a própria capacidade de superar barreiras. Gosto muito de um pensamento que diz: “Estava chorando porque não tinha sapato e encontrei um homem que não tinha pés.”. Por mais que soframos, outrem, em alguma parte do país, está sofrendo muito mais. Comece por usar o futuro apenas como ensinamento. Viva apenas um dia de cada vez e não se preocupe com o futuro. Pegue mais leve consigo mesma. Jamais se esqueça de sua fragilidade como ser humano. Se assim fizer, essa dor logo dissipará. Nossa dor cresce na medida em que sentimos pena de nós mesmos. E não é por esse caminho que devemos tocar a nossa vida. Você não é pior e nem melhor do que ninguém. É apenas um ser humano.

      A solução mais fácil é mostrar que é capaz de passar por tudo isso, e sair mais forte ainda desse turbilhão. Vi, dias desses, pessoas que perderam tudo num ciclone nos EUA. Elas disseram que restavam-lhe forças para continuar caminhando, pois o mais importante era a própria vida que lhes restara, e que se sentiam prontas a continuar na caminhada. Sei que assim será com você, pois são os problemas que nos fazem crescer e tornam-nos seres humanos melhores. Tenho pena de quem nunca viveu uma situação de desespero, pois não sabe qual é a alegria de sobreviver a uma tempestade.

      Amiguinha, gostaria de receber um comentário seu amanhã, dizendo-me como se encontra. Estaremos todos nós, seus companheirinhos de caminhada, torcendo por você. Divida conosco sua dor e solidão. Jamais se sinta só.

      Mandei para você um longo e-mail, inclusive com textos para ajudá-la, mas seu e-mail eletrônico está incorreto.

      Beijos,

      Lu

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      1. Grazi

        Oi, Lu!

        Obrigada pelas palavras, todas com muita sabedoria. Hoje estou melhor, só o fato de desabafar me fez muito bem, sem medo de ser julgada ou preocupada com quem ou o que está certo. Tenho certeza que meu sofrimento é maior do que deveria ser, você disse bem: não dá para levar os problemas tão a sério.

        Amanhã vou ao médico e ao terapeuta, acho que conversar e conseguir organizar a cabeça vai melhorar ainda mais minhas ideias. Tenho certeza absoluta que meus problemas são tão pequenininhos diante da imensidão de dor e sofrimento que há no mundo, e ao confrontar meus problemas com os desafios que algumas pessoas encaram todos os dias, vi que não são nada. Às vezes falta uma visão em perspectiva, falta aceitar que sou humana e erro e não me cobrar tanto para que tudo seja perfeito e para que todos que estão a minha volta fiquem felizes. Equilíbrio é tudo, vou ficar bem, procurar ajuda e cuidar de mim, e resolvendo os problemas e desafios de forma parcelada, sem desespero. Jesus está sempre comigo, é o meu melhor amigo! Obrigada mesmo pelas palavras, Lu.

        *vou colocar outro e-mail aqui, tenho tido problemas com o meu e-mail habitual.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Grazi

          Realmente temos que ser menos intolerantes conosco e com aqueles que nos rodeiam. Não podemos levar tudo a ferro e fogo. Só há compreensão quando somos tolerantes com nossos próprios erros. O importante é reconhecê-los e modificar nosso comportamento. Apenas lamuriar não leva a lugar a algum. Todas as grandes mudanças nascem de momentos de sofrimento, grande mestre. Vou lhe passar uns links muito bons.

          Abraços,

          Lu

  19. Páh

    Oi, Lu!
    Gostaria de saber se sabe algo sobre escitalopram + álcool. Faz séculos que não bebo, e sei que devo evitar por causa do tratamento, mas hoje fui em um casamento de um amigo e bebi três copos de caipirinha, mas agora estou com medo. Tomo 20 mg de escitalopram todo dia de manhã. O que me diz? Ah, fase terrível passou, depois volto pra contar como foi tudo. Estou me sentindo muito bem e é até estranho porque estou passando por um momento bem difícil da minha vida que me pegou de surpresa, mas estou muito bem.

    Beijos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Estive fora de casa ontem, e somente agora estou a responder-lhe o comentário. Imagino que esteja bem.

      Amiguinha, a recomendação é de que não se deve beber ao tomar antidepressivos, mas uma a duas latinhas de cerveja, ou duas taças de vinho, uma vez ou outra, não trarão problemas com o oxalato de escitalopram. Aconselho-a não fazer uso de bebidas fortes como caipirinha, vodca, uisque, etc. Nunca se sabe qual é a reação do organismo. Alegra-me o fato de saber que está se sentindo bem melhor, inclusive com equilíbrio para aguentar os trancos da vida, pelos quais todos passamos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  20. Camila

    Boa-tarde a todos deste blog que, assim como eu, sofrem do mesmo mal. Mas vamos lá, pois nada e nem ninguem será mais fortes do que nós. Eu uso escitalopram 10 mg faz 1 ano, comecei usando em Portugal, onde vivi 13 anos, e no último ano tive a primeira e espero última crise de pânico. Estou agora no Brasil, lutando há um ano para acabar com isto. Desde de outubro venho reduzindo a dose para 5 mg e depois 1/4 mg, e depois dia sim e dia nao. Hoje faz uma semana que já não tomo, e estou tendo alguns efeitos. Se alguém aqui está deixando, ou já deixou, quanto tempo durarão os efeitos da abstinência?

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Camila

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, primeiro gostaria de saber se o seu desmame está seguindo prescrição médica. Em hipótese alguma pare por conta própria, pois o retorno ao medicamento poderá ser ainda mais difícil, com crises mais severas, tendo muitas vezes que aumentar a dosagem ou mudar para outro. É de fundamental importância que o desmame aconteça por ordem médica, seguindo todas as suas instruções. Não queira apressar seu tratamento, vá com calma e deixe que o psiquiatra saiba a hora certa de parar, e, mesmo assim, ele costuma errar. Se você está seguindo o ritual estabelecido por seu médico, não era para estar sofrendo com as crises de abstinência. Pode ser que tenha que continuar a tomar a medicação. Repasse para ele os sintomas que está a sentir.

      Um grande abraço,

      Lu

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    2. Luciana

      Oi, Camila!
      Estou no processo de desmame do remédio. Inventei de parar meio rápido, mas senti choques na cabeça, tipo calafrios muito fortes e não conseguia dormir. Eu tomava 20 mg, passei para 10 mg, conforme a médica me pediu, e agora passei pro remédio em gotas para ir parando bem gradualmente, de forma mais fácial. Então, das 10 gotas, passei pra 9 gotas por umas 3 semanas, depois 8 gotas por umas 2 semanas e agora estou na primeira semana tomando 7 gotas e ainda não senti os efeitos. Pretende ficar mais 2 semanas nas 7 gotas, daí vou diminuindo até parar totalmente.

      Responder
      1. Camila

        Luciana
        Eu tambem fui reduzindo, mas com o passar das semanas fui meio que acelerando pra acabar logo esta paranóia de viver só com remédios. Os efeitos do desmame que sinto sao irritabilidade súbita que dura uns 40 minutos, às vezes dores de cabeça, nos músculos do braço e perna esquerda. Para substituir o remédio, estou tomando hyperico homeopático, 1 cápsula de ômega 3 e 40 ml de cloreto de magnésio. Fora isto, faço yoga 2x por semana e consumo menos cafeéna e glúten. Acreditem foi a melhor coisa que fiz na minha vida, vale a pena pra quem quer parar. Para as noites mal dormidas descobri um santo suco pra tomar ànoite.

        1 maracuja
        2 morangos
        1 folha com talo de alface
        1 laranja
        1/2copo de água
        Bater tudo, adoçar se quiser, nao coar e beber.

        A todos boa sorte!

        Responder
  21. Inês

    Oi, Lu e todo mundo!

    Meu nome e inês e sou de Portugal. Como faz alguns meses que sumi daqui, vou fazer uma resenha de minha história.

    Sempre tive ansiedade e alguma insônia, mas em 2015 tive a minha primeira crise. Tres semanas quase sem dormir, achando que ia morrer. O psiquiatra me passou o escitalopram. Senti poucos sintomas, foram 9 meses muito bons. Depois ele decidiu retirar e 3 semanas depois estava eu com nova crise ansiedade e insônia. Veio a fluoxetina, sendo mais dificil de aguentar as primeiras semanas, e foi nessa época que comecei a vir aqui. Depois me establizei, deixei de precisar de medicamentos para dormir, comecei a ler só esses comentários, mas nunca mais escrevi nada. Em dezembro me sentia tão bem que quis começar a viver sem remédios… Retirei a fluoxetina aos poucos. Grande erro! Cá estou eu de novo desesperando, e só tenho consulta no final da semana (decidi mudar de médico).

    Essa noite estava tão mal e cansada que acabei tomando 150 mg de donarem e 1 mg de xanax, pois após os primeiros 100 mg de donarem voltei a acordar com uma forte dor no peito e palpitações. Estou esperando ansiosamente o dia da minha consulta. Tenho de me convencer e de convencer os médicos também que não posso viver sem antidepressivos, ainda que sofra apenas de TAG.

    Lu, me desculpe o abandono temporário, prometo dessa vez dar notícia todas as semanas.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Inês

      Sempre é tempo para retornar a este cantinho. Alegra-me a sua presença.

      Minha querida, o tratamento dos transtornos mentais é feito na base de experiências, pois não existe um exame que detecte se o antidepressivo deve ser interrompido ou não, ou seja, se a pessoa não mais precisa do medicamento ou deve continuar a tomá-lo. Os médicos lidam com erros e acertos, portanto, essa volta ao remédio é mais do que normal. Pode ser que o organismo exija um período maior de uso do antidepressivo ou que dele necessite ininterruptamente. Tudo irá depender de sua resposta ao tratamento. Ainda assim, muitas pessoas ficam alguns anos sem necessitar de medicamento e, quando menos esperam, vêm as crises, pois na maioria dos casos os transtornos mentais são recorrentes.

      Inês, assim que reiniciar o tratamento, tudo voltará à sua normalidade. Contudo, evite tomar medicamentos que não sejam prescritos por seu médico. Enquanto não chega o dia de sua consulta, abuse do suco de maracujá, do chá de camomila, das caminhadas e do leite morno ao deitar-se.

      Um grande beijo,

      Lu

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    2. Inês

      Oi, Lu!
      Fui hoje ao médico. Dessa vez um neurologista. Me devolveu o nosso amigo OXI. Estou recomeçando amanhã. Estou otimista. Ja sei que as primeiras semanas serão um pouco difíceis, mas há que ser POP. E se for como da primeira vez até nem deu muitos sintomas. Espero que o efeito positivo também seja o mesmo… Agora estou consciente de que minha ansiedade é crônica, e logo também o tratamento.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Oi, Inês

        Não vá cair de amores pelo senhor OXI. Lembre-se de que esse mancebo possui um harém. É muito bom começar otimista, afinal de contas você é uma garota POP. O efeito será ótimo. Vá nos dando informações.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Inês

          Oi, Lu!
          Estou no3º dia com o Oxi. Náuseas e nada de mais. Ainda estou sentindo um pouco de ansiedade, mas esse era o problema de origem, também ainda estou tomando Donarem 0.5 para dormir. Estou querendo baixar a partir da próxima semana para 0.25, e depois ir retirando à medida que o nosso mancebo vá começando a trabalhar e a apaixonar-se pelas células do meu corpo. Estou exercitando muito minha paciência.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Você se encontra na fase mais difícil, mas como é uma garota POP, irá tirar isso de letra. Além do mais, o bem-estar propiciado pelo Mr. Oxi compensará todo o sofrimento que ele traz no início do tratamento. Penso que ele fica querendo testar o campo em que está entrando… risos. Deixe para baixar o Donarem assim que passar esse período de turbulência. Desejo-lhe muito sucesso como esse nosso mancebo.

          Abraços,

          Lu

  22. Zak

    Oi, Lu, é a primeira vez que comento aqui.

    Há exatamente um ano eu descobri a página e passei a ler vários posts deixados no site, o que ajudou bastante a me dar algum conforto durante uma fase muito difícil da minha vida, em que me vi no que depois veio a ser diagnosticado como uma forte crise depressiva. Me sinto na obrigação de, pelo menos, agradecer a você pelas postagens, inclusive as de resposta aos comentários dos outros, que também muito me esclareceram. Fico bastante feliz em ver que, mesmo após todo esse tempo, você continua dando a mesma pronta atenção a todos que participam do “cantinho”.

    Além disso, escrevo também porque, agora, mais uma vez me vejo propenso a entrar em um novo ciclo depressivo, como o da vez passada, e, humildemente, dou as caras para ver se consigo obter algo que me ajude a pelo menos amenizar a situação, tamanho o medo de novamente passar por todo aquele sofrimento.

    Agora, como naquela ocasião, me vejo de volta de um período de férias passado com pais e familiares na minha cidade natal, que fica bem longe de onde eu moro e trabalho, tendo que encarar de novo minha realidade aqui, onde moro sozinho e sem ter uma companheira do meu lado. Tenho até uma boa quantidade de amigos e contatos por aqui, e meu emprego e minha casa aqui são muito bons, muitos pensariam até que estou reclamando de barriga cheia, mas a sensação de solidão, de desamparo e mesmo de fracasso pessoal por não ter conseguido até agora estabelecer um bom relacionamento duradouro com alguém me causa muito sofrimento. Daí isso me veio muito forte no início do ano passado, e, somado ao fato de eu estar iniciando um ano em que não teria mais minhas noites ocupadas pelas aulas na faculdade, que eu havia acabado de concluir, tudo transbordou numa terrível depressão, que ganhou força com o desespero que me bateu com o medo de me sentir ainda pior por ficar sem ter a faculdade a preencher o tempo e me distrair dessa sensação de solidão.

    Naquela época, certo dia, passadas umas duas semanas do início do problema, tive um episódio pontual de forte sensação de desespero e confusão, sem saber nem o que fazer, o que me levou a procurar auxílio médico. Desde lá, um psiquiatra, que também é psicoterapeuta, vem me acompanhando periodicamente, e eu venho tomando diariamente 1 comprimido de paroxetina + 1/2 comprimido de risperidona, pra poder me sentir melhor e aliviar também um velho TOC que tenho de alinhamento e rituais de higiene.

    Ocorre que, tendo controlado bem as sensações ruins desse período até a virada do ano, desde que regressei novamente de férias para cá agora neste mês, como relatei acima, me vejo abalado no sentido de voltar a ficar muito mal de novo, mesmo continuando o tratamento. Isso já está me deixando muito preocupado, até porque aqueles mesmos receios e incômodos relativos à solidão, desamparo e fracasso pessoal voltaram a bater à porta mais forte. Ao mesmo tempo me sinto mal também por não já ter afastado isso de vez.

    No fundo, sou um tanto tímido ainda com as mulheres, e um trauma de ter falhado na minha primeira vez, há alguns anos já, me deixou ainda com mais medo, por vezes até bastante aflito e apreensivo, com a possibilidade de estreitar um contato com alguma mulher de meu interesse, justamente pelo receio de, na hora H, falhar de novo. Daí acabo preso num ciclo vicioso com isso tudo, pois, ao mesmo tempo em que tenho a sensação incômoda da solidão, também fico com medo de me aproximar de uma possível futura companheira.

    Enfim, fico um tanto perdido com isso tudo, mesmo com as sessões de terapia, e se seu conhecimento e experiência, ou dos demais aqui, puder me ajudar de alguma forma, já ficaria enormemente agradecido, de verdade.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      ZaK

      Seja bem-vindo à nossa família, sinta-se em casa.

      Amiguinho, nós seres humanos somos bem complicados! Muitas vezes eu me pego analisando a vidinha simples das pessoas das pequeninas cidades do interior e pergunto-me se elas não são bem mais resolvidas do que nós, pois vivem num universo bem restrito, em que as indagações são imensamente menores, logo, também o são os conflitos existenciais. Está provado que, quanto mais complexa é uma espécie, mais frágil ela se torna. Esse é o preço pago por nosso desenvolvimento cerebral. E olhe que só temos acesso a cerca de um décimo de sua potência.

      Zak, a maioria dos transtornos mentais são recorrentes, e a depressão não foge ao grupo. Sempre acho que o primeiro passo é buscar ajuda médica, antes que as crises agravem-se. Aliado a isso, faz-se necessário fazer um tipo de exercício físico (caminhada, academia, pilates, etc.), mas, para mim, é também fundamental mudar algumas atitudes em relação à vida. Sempre digo que o medicamento faz apenas metade do serviço, cabendo a outra metade a nós mesmos. Temos que procurar viver um dia de cada vez, com a maior leveza possível, pois os problemas possuem o tamanho que damos a eles. A nós é dada a oportunidade de agigantá-los ou minimizá-los. Tudo vai depender de nossa sabedoria de vida.

      Todos nós reagimos diferentemente em relação à distância de nossos familiares, contudo, precisamos racionalizar que o nosso tempo é outro, e cada vez mais os membros de uma família dispersam-se. Porém, a tecnologia permite-nos um contato muito maior do que alguns anos atrás (zap, skipe, etc). Tenho dois amigos que estudaram na Europa, quando não havia isso. E pior, só vinham de férias de dois em dois anos, pois a passagem era muito cara. Como vê, amiguinho, somos privilegiados em relação ao nosso tempo, e não há motivo para ficar tristinho sem a comidinha e o colo gostosos da mamãe. Quanto ao tempo livre, à noite, preencha-o fazendo um curso de línguas, academia, lendo aqueles livros que pretende, preparando-se para um mestrado ou doutorado, etc. Irá lhe faltar tempo. Também poderá chamar um amigo ou parente de sua cidade para morar em sua casa.

      Zak, sempre tive como pensamento constante o fato de que eu preciso ser a melhor companhia para mim mesma. Posso ter um rol de amigos ao meu redor, mas se não gosto da minha companhia, estarei terrivelmente só. Qualquer tipo de relacionamento só deve ser iniciado quando a pessoa encontra-se bem na própria companhia. O outro deve ser apenas um complemento. Ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade, nem mesmo nossos pais. Entregar ao outro tal fardo é nos tornar objeto em vez de sujeito de nossa própria vida. Essa racionalização deve ser construída dia a dia, pois costumamos nos esquecer de quanto somos os maiores responsáveis por nossa caminhada neste planeta chamado Terra.

      Acredito que há um tempo certo para tudo. O que nos cabe é viver da melhor forma o nosso dia a dia, de modo a propiciar boas ações, energias positivas e, consequentemente, atrair pessoas boas à nossa volta, pois empatia traz empatia. Quando menos esperar, uma pessoa muito especial estará entrando em sua vida. Não vale a pena ter qualquer alguém “só para chamar de meu”, como diz uma canção. Quanto mais você se enriquecer como ser humano, sendo mais tolerante consigo e com o outro, mais abrirá um campo energético em torno de si, atraindo quem realmente faz a diferença. Ter por ter é ilusório. A união entre duas pessoas só faz sentido quando acrescenta algo a um e a outro. Fora disso é uma perda de tempo, um faz de conta. Portanto, não há porque cobrar de si o fato de já ter uma companhia firme. Mentalize diariamente alguém especial e faça tudo para merecê-la, quando bater à sua porta. Vi uma pesquisa recente, em que a imensa maioria das mulheres preferem os homens tímidos. Logo, você é um artigo de grande procuar… risos.

      Amiguinho, quem nunca falhou na hora H, D, Y…? Dias atrás, em conversa com amigos num barzinho de Belô, o papo foi exatamente esse. Cada um falando sobre momentos em que o Sr. Falus negou-se a entrar em ação. Dentre eles, um contou que estava caído por uma colega havia algum tempo, e ficou tão empolgado quando ela o aceitou que, num encontro íntimo, sua excitação era tamanha, que o Mr. Falus simplesmente recusou-se a reagir… Também comentamos sobre a capacidade de as mulheres fingirem orgasmo… E rimos muito! Portanto, veja isso como a coisa mais normal do mundo. Saiba que qualquer mulher compreende um acontecimento desse. O bom é levar na brincadeira, tomar um vinho, e marcar uma outra vez.

      Zak, pude perceber que você é uma pessoa extremamente perfecionista, que não aceita falhas. Saiba, porém, que as pessoas assim tendem a ter mais problemas. Cobre menos de si, meu amiguinho, e valorize a pessoa maravilhosa que é. Fiquei muito contente com o seu comentário, depois de tanto tempo lendo nosso site. Agradeço a sua confiança, ao abrir-se neste espaço, o que significa que o acha confiável. Muito obrigada! E não se sinta só, pois estamos aqui.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Zak

        Nossa, Lu, muito obrigado pela disponibilidade em ler e responder ao meu post, e isso com tanta presteza, consideração e carinho. Fiquei até um pouco emocionado ao final, sentindo tudo isso.

        Seu comentário quanto ao perfeccionismo até me espantou um pouco, porque sou exatamente isso, extremamente perfeccionista mesmo, e hoje, com a terapia, pelo menos, já vejo o quanto isso causa sofrimento e estou lutando para, ainda que aos poucos, para saber dosá-lo melhor e não sofrer tanto. Eu coloco muita pressão em cima de mim mesmo pra quase tudo, de repente pode até ser o que está na raiz de boa parte das minhas aflições… É uma força ainda muito poderosa com a qual venho tentando lutar, porque não consigo domá-la como queria. Suas palavras com certeza serão mais uma aliada nesta luta, obrigado.

        Enfim, seus comentários me pareceram bastante úteis. Além do lado que já comentei acima, também servirão para ajudar nos processos de elaboração que tenho que fazer para resolver minhas aflições. Desde o início do ano passado este espaço já me fazia companhia, ainda que você não estivesse ciente; agora, mais ainda, com o plus da sensação de acolhimento tão boa que você me passou agora.

        Abraços,

        Zak

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Zak

          Será um grande prazer tê-lo conosco neste cantinho, cuja intenção é a de garantir um espaço onde nós, detentores de transtornos mentais, possamos falar abertamente de nossa vida emocional, certo de que seremos compreendidos. É uma pena que alguns, assim que melhoram, desapareçam, quando poderiam repassar o sucesso do tratamento para outros, principalmente para os iniciantes.

          Amiguinho, saiba que poderá sempre contar conosco. Abraços,

          Lu

        2. Inês

          Oi, Zak!
          Sou uma daquelas que, melhorando, desapareceu, mas nunca deixei de ler este post e outros do blog. Agora me tocou ver o que você escreveu e aí decidi partilhar a minha história.

          Em setembro, o psiquiatra retirou o escitalopram que vinha tomando há um ano, e me passou a fluoxetina, porque eu não aguentava a minha ansiedade. Em dezembro passado, eu pensei comigo mesma, que minha ansiedade não é forte o suficiente e eu consigo aguentar quase sem remédio. Decidi sozinha tirar a fluoxetina. Como estava fazendo terapia até hoje estou me aguentando, só tomo a trazodona que creio que no Brasil se chama Donofren, em doses muito pequenas e durante algumas semanas, quando meu sono destabiliza, porque sem sono nao consigo controlar a ansiedade. Depois paro alguns meses ou semanas… Vou levando. Não sou contra remedio, e se alguma vez voltar a descontrolar volto a tomá-los, mas me sinto feliz de viver sem eles por agora.

        3. Páh

          Bom-dia, Inês!
          Que estranho… Minha médica falou que Escitalopram é mais para ansiedade e depressão também, fluoxetina é só para depressão, e meu problema é a ansiedade. A princípio ela passou só Alprazolam para ansiedade, esse remédio me livrou da ansiedade mas trouxe uma tristezinha como efeito colateral, coisa que nunca tive foi a depressão em si. Ela passou escitalopram pra equilibrar, pois é pra ansiedade e depressão. Ate mencionei a Fluô, mas ela disse que não é o ideal pra mim… É bem verdade que o Escitalopram causa uma depressão terrível no inicio, você tem que aguentar firme, ela vai diminuindo conforme o passar dos dias. Hoje com vinte dias de escitalopram posso dizer que não sinto nada… Mas no começo foi tenso, no primeiro dia, senti o dobro de ansiedade e um desânimo terrível, mas graças a Deus passou. 🙂 Que Deus nos ajude e abençoe nessa luta. Beijos.

        4. Zak

          Oi, Inês!

          Agradeço sua consideração. Que bom que está conseguindo achar seu caminho, eu aqui ainda ando “zonzo”, o baque veio forte novamente, mas com o acolhimento deste espaço com certeza vejo um alento pra melhorar.

          Abraços,

          Zak

  23. Renata Autor do post

    Lu
    Estou no 6° dia do Espran e com todos os efeitos adversos que só passam à noite. Pensamento negativo, de que nada que estamos planejando dará certo, suor frio, palpitação, sem apetite, coloco muita obrigação na minha cabeça, dor de cabeça, inquietação, nem olho pro lado do celular, etc. Meu namorado estava até preocupado, achando que o problema era com ele, rsrs.

    Gostaria de parabeniza-lá pela iniciativa! Tudo que você disse é exatamente o que a psiquiatra disse. Mas como é bom ler outros depoimentos de pessoas passando pelo mesmo que nós. E suas palavras nos dão um alivio de que essa piora é normal, e pensamentos são por conta do medicamento!
    O momento agora é de paciência.

    Muito obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, você se encontra na fase mais difícil do tratamento que são as três primeiras semanas. Saiba, porém, que todos esses efeitos adversos irão passar, cedendo lugar aos bons. Não se aflija, pois é assim mesmo que acontece, ainda que se sinta pior do que antes de iniciar a medicação. Seja POP (paciente, otimista e persistente), e jamais pare por conta própria, pois o retorno ao medicamento ainda é mais sofrido. Os pensamentos ruins são mesmo iquietantes, mas irão desaparecer. Diga para seu namorado que, entre duas e três semanas, sua vida retornará à normalidade. Peça-lhe paciência, e faça com que ele participe dessa fase inicial, para que possa ajudá-la. É sempre bom dividir, além de mostrar sua confiança com alguém que faz parte de sua vida.

      Renata, o seu médico não lhe passou nenhum ansiolítico para essa fase inicial? Se sentir que está difícil de segurar a barra, peça-lhe. Lembre-se de que o contato com seu especialista é muito importante na fase inicial do tratamento. Sempre que se sentir só, venha para cá conversar conosco. Poderá também interagir com outros comentaristas, enviando-lhes comentários. Não se sinta só! Conte conosco!

      Agradeço os elogios feitos. Penso que este espaço tem cumprido o seu objetivo, que é o de dar suporte emocional aos que aqui chegam, muitos em desespero profundo, por não ter com quem contar.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  24. Rodrigo Autor do post

    Lu, boa-tarde!
    Vi o blog e me interessei pelos assuntos em que você fala sobre as crises do pânico e dos remédios!

    Venho passando por um momento difícil na minha vida e demorei a entender que estava com ansiedade, até ter o primeiro ataque do pânico. O médico me receitou reconter e Rivotril. O reconter está me dando náuseas e ondas de calor, isso é normal? Eu tenho uma vida muito agitada, pois sou dj, e tenho medo que esses problemas venham afetar meu trabalho, que está se encaminhando pra um rumo muito bom.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se à vontade.

      Amiguinho, os transtornos mentais vêm acometendo cada vez mais pessoas, como poderá concluir através dos inúmeros comentários que aqui chegam.

      O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), quando não tratado em seu início, acaba resvalando para as crises de pânico. O mais importante você já fez, que foi buscar ajuda médica. Agora, resta-lhe seguir o tratamento conforme a prescrição recebida.

      Todos os antidepressivos possuem efeitos adversos, que podem durar, normalmente, entre duas e três semanas. Essa fase é mesmo braba, necessitando que a pessoa seja POP (paciente, otimista e persistente). Mas todo o sofrimento, ao final, terá valido a pena. Aguente firme! O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais usados. O rivotril é indicado para ajudá-lo na fase inicial do tratamento, mas, quando sentir-se melhor, poderá ir abrindo mão desse. Você não me disse há quanto tempo está tomando tais medicamentos.

      Rodrigo, o que está sentindo faz parte dos efeitos adversos. Não se preocupe, logo o seu organismo irá se regularizar, voltando a seu funcionamento normal, sem afetar o seu trabalho. Veja os links que enviarei para você, via e-mail.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rodrigo

        Lu,

        Obrigado pelo rápido retorno! Estou tomando os remédios há dois dias. Gostaria de saber se quem tem TAG é normal ter dores agudas no peito e no resto do corpo, pois me preocupei muito com isso, até fiz exames cardiológicos e deu tudo normal! Mas só de ter começado o tratamento eu me sinto um pouco melhor, com vontade de sair com os amigos, mas ainda sinto medo de passar mal.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, portanto, é normal que, nas três primeiras semanas, você se sinta mal. Normalmente, depois desse tempo, os efeitos ruins vão passando, cedendo lugar aos bons. Sim, é normal também que os portadores de TAG tenham tais sintomas. E quase todos vão ao médico achando que estão com problemas cardíacos, em razão das crises de pânico. Se ler os comentários desse e dos outros textos sobre o assunto, ficará surpreso a ver que essas pessoas sentiram o mesmo que você, fazendo um monte de exames, e, mesmo dando tudo negativo, ainda assim continuam cismadas.

          Amiguinho, nessas semanas iniciais do tratamento, procure ficar mais em casa, deixando a saída com os amigos para depois, uma vez que o medicamento precisa de um tempo para mostrar os efeitos positivos. Por isso, pode haver a possibilidade de que venha a ter uma crise. Nossa casa acaba nos repassando mais segurança. Aproveite para dar mais atenção à sua família. Certo?

          Nada a agradecer! Gostaria apenas que, em razão de seu trabalho e, consequentemente do número de contatos que deve ter, repassasse o endereço de nosso site (VÍRUS DA ARTE & CIA.) para outras pessoas. Aproveite para conhecê-lo, pois há muitas categorias legais, inclusive sobre música.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Maria Autor do post

          Rodrigo

          Você é jovem e recém manifestou esse transtorno em você. Eu tinha a sua idade quando também manifestou em mim. Lá se vão trinta anos. Imagine que naquela época estavam aparecendo os primeiros estudos sobre a SP e TAG. Descobri esse transtorno com meu primo psiquiatra. Ele estava pesquisando e fazendo cursos sobre os casos. Antes passei por diversos médicos e exames que não acusavam nada. Tenho até um esboço de um livro escrito por mim, nessa época, mas nunca publiquei. Hoje tomo escitalopram de cinco mg e 1 gotinha de rivotril todos os dias. Sei hoje que a SP e a depressão endógena fazem parte de meu DNA. Entretanto, vivo bem porque tenho controle sobre elas, graças à moderna psiquiatria e à ciência com seus novos medicamentos. Gostaria de compartilhar mais sobre o assunto, mas não posso me alongar muito. E mais, também graças à tecnologia através dá qual temos a LU aqui, que é nosso anjo virtual. Estou sempre por aqui. Desejo melhoras pra você, mas é bem difícil essa fase, mas tenho certeza que irá ficar bom. E nessa fase inicial fique mais recolhido em si mesmo, até melhorar.

          Abraço

        3. Rodrigo

          Maria,

          Obrigado pelas palavras, vocês são muito atenciosos por aqui. Eu me sinto melhor! Meus amigos têm me ajudado bastante nessas crises e eu me sinto mais forte pra sair disso! Mas não quero ter que depender de remédio para sempre. Mês que vem tenho uma apresentação, onde irei abrir um artista internacional, e quero estar bem até lá, é um dos dias mais importantes para mim mas tenho medo de não conseguir!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Li a sua resposta a Maria, e peço aos dois licença para fazer-me presente nesta conversa.

          Meu amiguinho, elimine de sua vida a palavra “medo”, pois ela possui uma conotação extremamente negativa, criando limitações e impulsionando-nos para trás. O “medo” só é importante como instrumento de defesa, quando nos habilita a lutar por nossa própria vida, diante de um perigo extremo. Fora disso, não há razão para estar presente. Para nós, portadores de síndromes mentais, a palavra-chave é “otimismo”. Assim sendo, é claro que você estará pronto para assumir o seu posto na abertura do tal artista, fazendo o maior sucesso. Depois nos conte como foi a apresentação.

          Abraços,

          Lu

        5. Rodrigo

          Oi, Lu!

          Passando aqui para relatar como está sendo o tratamento com o Reconter, já são 11 dias tomando o medicamento! Sei que está no começo, mas já vejo uma boa melhora, estou mais animado, e com vontade de voltar a tocar! Mas, quando há uma situação em que eu fique ansioso,tomo o Rivotril, mas até agora usei poucas vezes! Até fui a uma festa com os amigos e consegui curtir, apesar de ficar um pouco com medo! Fui à psicóloga, e ela comentou que tenho ansiedade fóbica! Só fico ansioso por ter medo de passar mal, medo de morrer, por conta da perda recente de um amigo que morreu do coração.

          Quero dizer para as pessoas que estão começando o tratamento que o remédio é bom, às vezes (raramente) sinto ondas de calor, dor no tórax e um pouco de acelero, mas já aprendi que é normal. Sempre que puder vou dar um retorno aqui.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          É muito bom receber notícias suas, ainda mais sabendo que está a melhorar a cada dia. Quanto ao medo fóbico, irá depender muito de você, vencer tal transtorno. Primeiro faça os exames cardiológicos necessários, que irão lhe dar segurança ao mostrar que está tudo bem consigo. A seguir busque racionalizar, dizendo para si mesmo que seu receio é infundado, não havendo motivo para tal. Continue tomando os medicamentos prescritos. Está correto ao fazer uso do Rivotril apenas quando sentir que é necessário.

          Será sempre um prazer recebê-lo aqui. E não se esqueça de falar deste espaço para seus amigos.

          Abraços,

          Lu

  25. Paulo

    Olá, Lu!
    Estou tomando oxalato de escitalopram, de 15 mg, já faz uma semana, mas depois disso, na hora da relação sexual, não consigo ereção, pois o pênis simplesmente cai. Será que isto é normal pela reação do remédio?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram pode diminuir a libido das pessoas, como está acontecendo com você, mas depois de um determinado tempo, o corpo vai readiquirindo a normalidade de antes. Caso tal problema esteja a incomodá-lo muito, retorne ao médico, conte-lhe o que está lhe acontecendo, sendo provável que ele até mude o medicamento. Retorne para contar-me como resolveu seu problema. Vou lhe enviar alguns links.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Paulo

        Lu, obrigado!
        Só estou preocupado porque só tem 10 dias que estou tomando este remédio, e tomo também o fontal. Então você acha que é normal, nunca tinha acontecido antes, tenho 35 anos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          A queda da libido acontece tanto com homens quanto com mulheres. Fique tranquilo! Veja os comentários de outras pessoas, abaixo, direcionados a você. Não deixe de ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM com atenção. Lembre-se de que é preferível alguém com a mente equilibrada do que um “garanhão” aloprado… risos.

          Abraços,

          Lu

  26. Páh


    Cá estou de novo após uma semana tomando o bendito do Escitalopram. A princípio até tinha dito que ele não me causou sono, eu que não estava bem e acabei adormecendo, mas hoje consigo perceber que está levando metade dos meus dias. Tenho vários planos para minhas férias e não estou conseguindo cumprir nada. Acordo umas 8h, bem disposta, mas é só tomar as gotinhas do escitalopram e o comprimido, e fico tombada na cama. Acordo várias vezes, mas sem ânimo, sem força pra me levantar. Vou acordar lá pras 13h ou 14h da tarde, mas muito indisposta e com uma sensação de ressaca, Às vezes volto até dormir de novo, meu esposo está até estranhando.

    Os sintomas de ansiedade diminuíram bastante, mas ainda fico um pouco ansiosa e irritada, e os pensamentos não param, só melhoro mesmo à noite, quando tomo o segundo comprimido de Alprazolam, daí é alívio total. Mas me diz, você também sente sono? Você toma o seu de manhã ou à noite?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Os antidepressivos são muito interessantes em relação aos efeitos colaterais, reagindo de acordo com o organismo de cada pessoa. Eu, ao contrário de você, sinto insônia. Muitas vezes preciso tomar um comprimido de bromazepam (antigo Prozac) para dormir. Também sinto pouca fome, enquanto outras pessoas passam a ter muito apetite. No seu caso, veja com seu médico se o alprazolam, que também é um tranquilizante, não está com a dosagem muito alta. Pode ser ele que esteja fazendo-a dormir tanto. Muitas vezes é preciso diminuir a dose. E, sempre que não houver necessidade, não o tome, para que seu organismo não fique cativo desse medicamento. O ideal é que converse com seu médico, caso não passe essa soneira dentro das três semanas iniciais.

      Quando a pessoa sente muito sono com o antidepressivo, é aconselhável que o tome à noite. Eu tomo meu na parte da manhã. Mas saiba que, para mudar o horário, é necessário ficar um dia sem tomar, para não incorrer numa super dosagem. Mesmo para isso, converse com seu médico. Penso que esse deve ser o melhor horário para você conseguir ficar acordada durante o dia.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Páh

        É Lu, hoje não tomei, porque vou viajar e tenho muitas coisas pra resolver e não queria ficar desanimada ou apagada durante o dia. Falei com a médica no zap. Disse-me que nos vemos essa semana, e enquanto isso é pra eu tomar à noite, como você falou. O Alprazolam é bom, pois ele não deixa grogue como o Clonazepam. Tomo 1 mg de manhã e à noite, mesmo assim eu desmaio.

        Realmente quero começar em breve o processo de desmame do Alprazolam, pois já me sinto bem dependente, sem ele os pensamentos obsessivos são mais fortes, ele resolve todos esses sintomas da ansiedade sem me deixar grogue. Mas vou conversar com ela essa semana, sim, estou achando 10 gotas diárias de 20mg demais pra mim. A princípio, ela estava em dúvida se me passava ou não esse remédio, falei que ainda rola uns medinhos de vez enquando e irritação, aí ela passou, mas vejo que a maioria aqui começa com 10 mg. Acho que meu problema precisa muito de ser resolvido com terapia, tenho muita insegurança, falta de segurança, medo de tudo, medo de mim mesma, dúvida de saber se estou bem mesmo ou não, e se estou vivendo coisas que contribuem mais ainda pra isso.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Pah

          Através de seus comentários posso perceber que seus pensamentos estão cada vez melhores encadeados, ou seja, nota uma visível melhora de sua saúde mental. Agora é preciso resolver esses pensamentos abusivos. A dosagem é de acordo com a gravidade em que se encontra a pessoa. Com o tempo, ela pode ser abaixada. Mas não faça isso sem conversar com ela. Gostaria que relesse o texto, aqui no blog, OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Talvez uma terapia possa ajudá-la, também. Tenha a confiança de que tudo se ajeitará, e você terá melhor qualidade de vida.

          Abraços,

          Lu

  27. Amanda Autor do post

    Oi, Lu!
    Meu nome é Amanda! Já faz 1 ano que luto contra a ansiedade! Tomo 10 mg de escitalopran por dia! Nesse final de ano voltei a ter crises… Quando tenho as crises me vem um pensamento obsessivo de que não gosto do meu namorado! Isso é comum? É um sentimento horrível. Sem a medicação esse pensamento toma conta de mim e meu corpo fica desestruturado! Adorei essa página. Gostaria da sua ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, muitos de nós precisam lutar a vida inteira contra os transtornos mentais. Ainda bem que a Ciência vem se desenvolvendo cada vez mais, jogando bons medicamentos no mercado e, em consequência, diminuindo significativamente nossos problemas. Portanto, precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes), acreditando que o tratamento leva-nos a uma melhor qualidade de vida.

      O fato de ter voltado a ter crises pode significar que a dosagem do antidepressivo esteja muito baixa. Aconselho-a a voltar a seu médico e conversar com ele sobre isso. Muitas vezes basta apenas um pequeno aumento na dose. Fique tranquila. Quanto aos pensamentos ruins em relação ao seu namorado, procure racionalizar, dizendo para si mesma que tudo não passa de invenções de sua mente em tratamento. Não dê importância e procure desviar o foco para outras coisas boas. Mas logo que atualizar a dosagem, tudo isso passará. Muitas pessoas passam por isso, até acertar com o tratamento. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Volte sempre para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Amanda

        Lu, obrigada por me ajudar! Pois é um pensamento que me traz muito sofrimento! Ja faz 1 ano que venho lutando, sendo 2 meses bons 1 semana ruim, num vai e volta. Comecei a tomar 1 comprimido e meio e as crises sumiram, mas o pensamento ainda me rodeia, me causando um desconforto gigantesco.
        Um beijo

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          Os pensamentos obssessivos trazem realmente muito sofrimento. Se eles persistem, apesar das técnicas usadas, você precisa voltar a seu médico e comunicar a ele esse efeito adverso que cisma em continuar. Lembre-se também de que precisa fazer a sua parte, preenchendo sua mente com outras coisas. Mente vazia é um espaço propício para os pensamentos ruins. Aguardo o seu retorno ao médico, para que lhe fale sobre tais pensamentos. Talvez seja preciso mexer na medicação, cujo objetivo é traze estabilidade para nosso organismo como um todo.

          Abraços,

          Lu

    2. Páh

      Amanda

      Eu me senti assim, quando tive minha primeira crise de síndrome do pânico, que abriu as portas para o transtorno de ansiedade. Na época, eu namorava meu marido e tinha pensamento de que não gostava dele. O sentimento simplesmente se escondeu. Eu sentia que não gostava dele, como se tivesse enjoado dele, falava pra minha mãe “eu sei que gosto, mas não estou sentindo”. Foi ruim, eu o evitava, minhas amigas falavam que era fase do namoro, que é normal, mas eu sabia que tinha a ver com o que eu estava passando. O fato da gente não estar bem também contribui, mexe com as emoções, relacionamento afetivo, se não estamos bem conosco, como estaremos bem com o outro? Esse sentimento ou essa falta de sentimento por ele durou de 2 a 3 meses, pensei até mesmo em terminar, porque eu não entendia o que estava acontecendo, queria um tempo pra mim, pra me curar, pra depois pensar em me dedicar a um relacionamento. Mas a crise passou e o sentimento voltou ao normal, mas foi péssimo, sei como se sente, flor, tenha paciência consigo, que vai passar, e fale pra ele quando não estiver se sentindo bem.

      Responder
      1. Amanda

        Páh
        Obrigada, querida! Tenho lutado contra esse pensamento faz um ano. Já fiquei três meses sem pensar nisso, mas depois volta, me trazendo uma neurose gigantesca. Sem o medicamento esse pensamento me causa crise de choro, estômago ruim, falta de ar e calafrios e uma tristeza enorme! Tenho consciência de que o amo, e isso vem por conta da minha mente doente!

        Obrigada por me ajudar com seu depoimento, espero que isso passe e eu possa viver bem e feliz com ele.

        Responder
  28. Mylla

    Que bom ter encontrado este blog e ver que existem pessoas como eu, amei muito… Eu fazia o uso de fluoxetina há 5 dias, mas me deu muita reação, passava mal demais, então diminui a dose para 10 mg. Voltei ao médico, e ele mudou para o oxalato de escitalopram. Comecei a tomar hoje e estou mal. Queria saber em quanto tempo esses efeitos colaterais passam? Está difícil, sou nova nisso, comecei a tomar remédios faz apenas 5 dias. E ele não deu intervalo, ontem tomei fluoxetina e hoje tomei o ESC … tem algum problema? Obs.: só tenho 16 anos?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mylla

      É com muito carinho que recebemos, aqui neste espaço, o mais novo membro feminino de nossa família. Sinta-se em casa, princesa.

      Amiguinha, eu também comecei a tomar antidepressivo ainda na minha adolescência. Você nem tem ideia de quantas pessoas existem, como nós. A tendência é só aumentar esse número, diante de um mundo tão apressado e competitivo, cujos valores humanos estão de cabeça para baixo. Quanto ao fato de não se aguardar um tempo entre a fluoxetina e o oxalato de escitalopram, isso tem sido muito relativo, pois alguns médicos pedem um tempo para passar de um para outro, enquanto outros especialistas não o fazem, como poderá ver em comentários aqui no blog. A gente acaba não sabendo quem está com a razão. O meu médico exigiu 15 dias entre um e outro, talvez porque eu já usasse a fluoxetina há mais de oito anos.Sendo que no seu caso, você a usou apenas por cinco dias. Mas, de qualquer forma, continue observando os sintomas que vem sentindo. E não deixe de comunicar com seu psiquiatra a respeito dos mesmos.

      Mylla, normalmente, os efeitos adversos duram entre duas a três semanas, dependendo muito da aceitação do organismo da pessoa. Há casos em que podem durar mais ou menos tempo. Você se encontra na fase mais difícil, sendo preciso muita paciência. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará deixando tudo isso para trás. E não pare de tomar o medicamento por conta própria. Sempre que necessário, entre em contato com o médico. vou lhe passar uns links que poderão ajudá-la. Gostaria também de saber qual foi o seu diagnóstico para que viesse a tomar antidepressivo. E sempre que necessitar, venha aqui conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  29. Pah

    Lu, hoje tenho 33 anos e há mais ou menos 9 anos atrás tive uma crise de síndrome do pânico, na época não sabia o que era, não fazia ideia, minha mãe não sabia o que fazer. O preconceito com psicólogo e psiquiatra, há quase 10 anos atrás, era milhões de vezes pior, então era fora cogitação procurar um psiquatra. Sofri muito durante uns dois meses, sensações horríveis, medos sem sentido, enfim, pânico. Depois disso nunca mais fui a mesma, esse pânico trouxe várias fobias (agorafobia principalmente) e ansiedade. Porém as crises de ansiedade vêm quando passo por pressões emocionais ou psicológicas.

    Tive a primeira crise há uns 3 anos, quando terminei um namoro longo, e então procurei um neuro que me receitou rivotril, porém mandou tomar antes de dormir, ou seja, dormia bem e acordava ansiosa, por que o efeito tinha passado. Eu estava fazendo um intercâmbio e levei várias caixinhas, mas não tinha coragem de tomar durante o dia, pois sigo sempre certinho o que o médico receita. Depois reatei o namoro, casei, não tomava mais remédio, porém trabalhei em uma empresa muito estressante, e alguns efeitos estavam voltando. Sempre que ficava mal arrumava receita. Peguei um emprego mais tranquilo e fiquei um tempão sem usar, mas se tivesse algum rivotril e estivesse com dificuldade de dormir tomava. O pânico também trouxe fobia social, quero encontrar amigos mas não consigo, perdi amigos assim e fui grogue encontrar alguns.

    Faço faculdade e depois de anos estou caminhando para a reta final. Já estava mega ansiosa antes do semestre letivo começar, sétimo período, muitas matérias difíceis, tcc pra fazer, relatórios de estágio, etc. A maldita crise de ansiedade veio com tudo! Havia resolvido me preparar para esse semestre, pegar firme na terapia e também procurar o próprio psiquiatra, pois sabia que seria um semestre difícil na faculdade, mas estava difícil de conseguir vagas com psiquiatras.

    Augusto Cury tem razão, as doenças psicossomáticas são o mal do século, há poucos psiquiatras pra tanta gente com confusões mentais. Depois da crise fortíssima, consegui uma vaga pra mim, e fui morrendo de vergonha e medo. Como minha queixa foi que a crise desencadeou por causa da faculdade e tal, pretendo estudar para concursos, a psiquiatra achou que não deveria me receitar Rivotril (clonazepam), porque ele tem um efeito longo e sedativo. Não adiantaria resolver minha crise e eu não ter pique para estudar, por estar sempre sonolenta. Ela então me receitou Alprazolam de 0,5, antes de dormir, fiquei cheia de medo. Falei que estava sentindo dor de cabeça e não estava melhorando. Ela falou que a dor de cabeça era coisa da minha cabeça.

    Provas vão, provas vêm, fiquei três dias sem tomar o remédio, pois não comprei. Achei que ia surtar. Nunca senti depressão, só ansiedade e nesse dia experimentei algo parecido com uma depressão profunda, como se o mundo fosse preto e branco. Eu só sabia chorar, nada tinha graça e nem sentido. Hpje tomo 1 mg de Alprazolam de manhã e 1 mg à noite, que não me deixa grogue, não tem um efeito prolongado. A princípio dá um pouco de sono, mas vai estabilizando. Foi bom pra minha fobia social, converso e encontro as pessoas com mais facilidade. Mas na última consulta falei que andava irritada e ainda sentia medo até de mim mesma. Estava no auge das provas, irritadíssima, minha tpm é forte mas sinto ela chegar e ir embora, dessa vez não senti, fiquei um mês irritadíssima, tadinho do meu marido.

    A psiquiatra me receitou o ESC (escitalopram). Demorei dias pra comprar o Esc por causa do “precinho” e por causa das minhas cismas com medicamentos, quis pesquisar bem… Esta semana comprei e comecei a tomar ontem. Acordei bem disposta, tomei meu Esc e fui tomar banho, mas depois do banho já era outra pessoa, extremamente ansiosa e com dor de cabeça, fadiga, náuseas, não queria fazer mais nada, deitei-me e ali mesmo fiquei o resto do dia, dormi muito. Não é que o remédio tenha me causado tanto sono, eu não estava bem e estava esperando melhorar para levantar e acabei adormecendo. Meu primeiro dia de Esc deixou uma leve crise de ansiedade com direito a confusão mental, irritabilidade e as mãos formigando. Confesso que estou com medo de tomar amanhã. Ela falou pra continuar com o Alprazolam, mas quase não senti ele ajudando.

    Pelo que li, o Esc faz parte da nova geração dos antidepressivos mais modernos e eficazes, entrou no mercado em 2001, foi até difícil de achar em gotas.
    Estou morrendo de medo de ficar mal amanhã, me diz se esses efeitos logo vão passar, por favor =[ Estou até pensando em pedir à psiquiatra pra parar com tudo. Aguardo sua resposta e me perdoa o textão!Vamos todas sair dessa, eu creio!
    Deus te abençoe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      O preconceito é o grande vilão na vida dos portadores de síndromes mentais, que acabam sofrendo muito mais do que deviam. Felizmente, isso vem sendo combatido em todo o mundo, uma vez que, quanto mais cedo o portador de um transtorno mental buscar ajuda, maiores serão as chances de contarná-lo. O preconceito nasce do pressuposto de que o cérebro não faz parte do corpo e, portanto, não adoece. Mas isso não passa de um ledo engano. Todas as partes do corpo estão sujeitas a adoecer, merecendo o mesmo cuidado e tratamento. A ansiedade, assim como a Síndrome do Pânico, como os demais transtornos mentais, se não tratados, tendem a gerar crises cada vez mais fortes, açambarcando outras doenças. A oração é muito importante, mas em consonância com o tratamento médico. Não posso lhe dizer quanto tempo levará para ver-se livre dos transtornos mentais, pois cada organismo reage de uma maneira diferente. Normalmente são duas a três semanas. Mas procure ficar tranquila e não se preocupar com o tempo.

      Pah, os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos, mas o benifício que vem depois compensa todo o sofrimento. As semanas inicias são realmente muito difíceis. A pessoa fica pior do que antes de iniciar o tratamento. É preciso muita coragem e garra para seguir em frente. Por isso digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Mas vale a pena todo esse transtorno. É necessário tomar a medicação conforme prescrição médica. Somente o profissional pode alterar a dosagem ou mandar parar.

      Já faz um bom tempo que faço uso do oxalato de escitalopram para depressão. Tenho me dado muito bem. Trata-se de um dos antidepressivos mais usados atualmente. Você deve tomar o alprazolam conforme indicação médica. O efeito não vem num piscar de olhos, é preciso paciência. E elimine a palavra “medo” de sua vida. Viva um dia de cada vez. Se parar com tudo, logo terá que voltar, e o retorno é sempre mais difícil e sofrido.

      Pah, será sempre um prazer recebê-la. Escreva quando e o quanto quiser. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Páh

        Lu
        Obrigada por me responder tão rápido… Ontem foi o primeiro dia com Esc e fiquei extremamente ansiosa, mas hoje, no segundo dia, me senti um pouco menos. Só acho minha dosagem alta demais, 20 mg pra quem não está tao acostumada com tantos remédios. Mandei um zap pra psiquiatra e ela também falou que é normal. Na verdade até meio que chamou minha atenção, pois já me receitou faz três semanas e demorei pra comprar, mas o medicamento é muito caro, variando de 60 a 120 reais. Quando vi o tamaninho do frasco quase cai pra trás.

        Obrigada pelos conselhos, sou mesmo muito medrosa e insegura, mas vou tentar tirar essas palavras do meu vocabulário! Um 2017 cheio de paz, amor, saúde e prosperidade! Que Deus te abençoe infinitamente e realize os desejos do seu coração.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Pah

          Esse tipo de medicamento é mesmo muito caro. Eu sempre opto pelo laboratório que estiver com o preço mais em conta. É preciso pesquisar, mesmo. Quanto à dosagem, ela depende do grau de transtorno mental em que se encontra o paciente. Com o tempo, a sua dosagem poderá ser diminuída, dependendo da reação de seu organismo. Fique tranquila.

          Retribuo os votos feitos a mim. Muito obrigada, minha querida.

          Beijos,

          Lu

  30. Fernanda

    Olá, Lu querida, que bom ter te encontrado por aqui, gratidão!

    Assim como tantas outras pessoas, eu também tenho sofrido bastante com síndrome do pânico e ansiedade. No meu caso, a minha crise foi há 3 anos atrás com os seguintes sintomas: estalos no ouvido esquerdo, vertigens, dores no peito, fadigas, medo do medo. Fiquei uns 3 meses de cama mal e nem me mechia de tanto medo que tinha. Parecia que se eu fosse me mexer iria ter crises, mas com acompanhamento médico e terapia, tudo foi voltando ao normal .Meu medicamento é venlafaxina. Na época eu cheguei a 150 mg, e há pouco tempo eu estava tomando 37,5 mg, quando comecei com alguns sintomas e já corri pro médico, que dobrou a minha dose. Já estou bem novamente. Mas é uma abstinência muito forte esses medicamentos. A minha dúvida é se vou ter que tomá-lo para o resto da vida. Já tentei tirar e não consegui. E mesmo com o medicamento às vezes me sinto um pouco avoada, como se estivesse em outro mundo, é normal? E sinto que me causa um pouco de esquecimento também. Será que pode ser devido ao medicamento?

    Feliz dia! 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      E que bom receber você por aqui! Sinta-se em família.

      Amiguinha, a ansiedade e a síndrome do pânico estão sempre atreladas. O importante é que você procurou ajuda médica, pois, se não tratadas, as crises tendem a ficar cada vez mais agudas. Através dos comentários poderá notar que muita gente toma venlafaxina. Quanto à sua dúvida, somente o tempo poderá lhe dizer qual será a duração de seu tratamento. Há casos em que a pessoa para (por ordem médica) de usar o medicamento, mas vem uma recaída e ela tem que voltar a usá-lo. O meu conselho é que não pense nisso. Procure viver apenas um dia de cada vez. Para que ocupar a mente com coisas para as quais não tem resposta agora? Jamais tire o remédio por conta própria, por causa dos efeitos da abstinência. Somente o médico poderá suspender o tratamento, ensinando como fazer o desmame.

      Fernanda, os antidepressivos não têm o poder de tirar nossas emoções, mas, sim, equilibrá-las. Logo, você passará por dias bons e outros nem tanto, pois conitinua humana… risos. A nossa lida, com seus altos e baixos, continua, pois ainda não se inventou a pílula da felicidade. Portanto, procure dar leveza à sua vida, vivendo o hoje o melhor possível. Quanto ao esquecimento, esse pode estar ligado a muitas coisas, inclusive à correria do mundo moderno, sendo difícil definir que seja em razão do uso do antidepressivo.

      Gostei muito de recebê-la. Venha sempre trocar ideias conosco. Aproveite e conheça outras partes do site.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Fernanda

        Muito obrigada, Lu, muito sábias suas palavras… É muito bom saber que no mundo ainda existem pessoas de luz, assim, como você que é sensacional.

        Beijos no coração!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fernanda

          Nada a agradecer, minha linda. Quero sempre contar com sua presença.

          Beijos,

          Lu

  31. Alda Figueiredo

    Olá, Lu!
    É um prazer comentar sobre os seus encontros e desencontro com a tal da Fluô… rsrsrs. Estive pensando comigo mesma, que a fluoxetina já não estava mais fazendo efeito, pois eu, como você, já estou na amizade com ela (a fluô) há muito anos. Fui pesquisar na internet sobre este assunto e qual não foi minha surpresa e alegria por encontrar esta sua página, que achei de um tremendo bom gosto e bem hilária. As suas palavras sobre o seu ocorrido com a mesma, amei do início ao fim. Você conseguiu fazer com que o problema da deprê, assim como as demais mazelas do nosso cérebro, fossem colocadas de uma maneira muito, mas muito contagiante. Amei mesmo! Você me parece ser uma pessoa do bem e leva para o lado da brincadeira tudo, inclusive com o texto sobre seu “husband”…. rsrsrsrs. Amei o seu jeito de comentar sobre este problema que eu também, como muitos passamos. Desde já agradeço, por tê-la achado por aqui. Continue sendo essa pessoa muito querida e de fácil comunicação. Desejo-lhe um ótimo Natal e Boas Festas com sua família.

    Sinceramente Alda.:)

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando escrevi este texto, eu o fiz na intenção de desmistificar o transtorno mental da depressão, mostrando o quão comum ele é, e que não devemos nos sentir estigmatizadas por fazermos tratamentos com antidepressivos. Só não imaginava que aqui nascia, a partir daquele momento, um fórum sobre o assunto. Achei que quase ninguém iria se interessar por meu depoimento. Ledo engano! E foram tanto os comentários, o que me levou a sentir que os psiquiatras, em sua maioria, davam poucas informações aos pacientes sobre os efeitos adversos e abstinênicia do medicamento, tampouco davam um suporte emocional às pessoas. E, ao receber os pedidos de “Ajude-me, por favor!”, pressenti que adquirira um compromisso com o mundo. Digo “mundo” porque, além de comentários de todo o Brasil, também recebo comentários de Portugal, Moçambique, Angola, etc.

      Alda, sempre deixei claro que não tenho nenhuma formação médica. Não receito ou falo contra esse ou aquele medicamento ou prescrição médica. O que sei, eu aprendi com os meus anos “em campo”. Venho de uma família materna com depressão crônica (bisavó, avó, mãe, alguns tios, muitos primos…). Senti a primeira crise ainda na adolescência. Também compreendi que poderia viver bem com a deprê, aliando o tratamento a um novo posicionamento de vida. O fato, minha amiguinha, é que depois me vi escrevendo outros textos sobre os transtornos mentais, obtendo todos eles um número impressionante de comentários. Como as pessoas se sentem carentes de informações, de quem as pode ouvir, colocar no colo, dar esperanças, mostrar que também é companheira de jornada e que não se encontram sós. Criei até um slogan para nós: “Somos POPs!” (pacientes, otimistas e persistentes), pois o tratamento precisa destes tês pilares.

      Minha querida, sou eu quem agradece por tê-la conosco, ou seja, como mais um membro de nossa família. Embora seja este o seu primeiro comentário, percebo o quão alegre e otimista é. E todos nós precisamos nos unir para acabarmos com o estigma que detém ainda, infelizemente, os usuários de antidepressivos. Se ler alguns comentários, poderá observar que existem pessoas que só têm este espaço para desabafar. E como o fazemos? Falando sobre o assunto abertamente, e mostrando que somos pessoas sensíveis e inteligentes.

      Agradeço a sua visita e comentário. Gostaria de tê-la por aqui, sempre.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alda F. Figueiredo

        Bom-dia, Lu!
        Agradeço por teres respondido ao meu comentário, flor. E fiquei feliz com o e-mail que recebi também. Sempre nos ajuda a ver alguma situação, por uma ótica diferente. Com certeza,você me verá mais vezes aqui.

        Um abraço e mais uma vez obrigada.:)

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alda

          Será sempre um prazer recebê-la neste cantinho. Obrigada pelo carinho.

          Abraços,

          Lu

      2. Alda F. Figueiredo

        Bom-dia, Lu!
        Primeiramente, gostaria de saber como foi o início deste ano novo ano prá você. Espero que tudo bem, comigo tudo certo, com saúde, que é o maior presente nosso, pois com ela corremos atrás das outras coisas. A vida está tão corrida por aqui e acredito que prá você e nossos amigos que têm a deprê
        também.

        Tive esta semana uma consulta e conversando com o médico, falei sobre a fluoxetina e tals, o que ele achava de tentarmos algo novo, pois eu já havia lido e ouvido sobre o escitalopram ou citalopram. Perguntei sobre a diferença dos mesmos, e ele me disse que o citalopram, se não me engano, passa pelo fígado e o escitalopram, já entra direto na corrente sanguínea. Depois de um bate papo gostoso, porque é muito gente boa, resolvi iniciar com o escitalopram, que me passou, com uma ressalva. Que eu iniciasse com 5 mg e depois de uma semana passasse para 10 mg. Só esqueci de perguntar pra ele, quanto tempo depois da fluoxetina, devo iniciar o tratamento do escitalopram. Afff, isso que te escrevi é um jornal hein flor? Desde já te desejo saúde e muita paz e que Deus a abençõe grandemente.:)

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alda

          É muito bom quando a gente encontra pela frente um médico que além de um bom profissional seja também uma pessoa empática. Quanto ao modo de iniciar o tratamento, com uma dosagem menor, é para que o organismo vá se adaptando aos poucos. Penso que irá dar muito bem com o oxalato de escitalopram, que é de longe o antidepressivo mais indicado pelos profissionais em transtornos mentais. Em relação ao espaço de tempo entre a fluoxetina, há diferença de postura entre os profissionais. Quando iniciei com o escitalopram, depois de usar a fluoxetina, meu médico pediu uma espera de 15 dias. Também existem médicos que pedem esse tempo, como escrevi num texto aqui, no entanto, há outros que mandam tomar logo em seguida. Eu ainda acho que deve haver um tempo entre ambos, mas o ideal é que converse com seu médico.

          Amiga, apesar da preocupação com os desatinos do governo brasileiro, que só está mexendo no bolso e na vida do trabalhador, foi boa a minha entrada de ano, procurando gastar o mínimo possível, pois o amanhã é preocupante.

          Um grande beijo,

          Lu

        2. Lia

          Boa-tarde, Alda!
          Venho lutando na minha terceira crise de depressão, mas graças a Deus os espaços entre as crises foram de 6 a 7 anos de uma pra outra,tomei fluoxetina durante um mês mais ou menos e parei. Não tenho tido muita sorte com médico, entao hoje estou sem medicamentos,faço tratamento hipnótico com uma terapeuta e psicólogo, mas sabemos que sao ferramentas que trazem resultado a longo prazo. Gostaria de saber se é possivel me passar o contato do seu médico, se for em São Paulo.

          Esta noite tive uma crise de pânico enquanto dormia com falta de ar, coração acelerado, suor e uma terrível sensação de morte,acredito que não mais consiga ficar sem alguma medicação. Muito obrigada e um ano novo cheio de paz a todos.

  32. Fernanda

    Lu, tudo bem?
    Preciso de sua ajuda novamente! Estou tomando Reconter há 4 meses e me sinto ótima. A única coisa que sinto falta, é que às vezes gosto de jantar à luz de velas com meu marido. Sempre tivemos esse ritual, e nele sempre bebíamos um pouco de vinho(adoro). E esqueci de perguntar ao meu médico se pode, tentei ir até ele, mas está em congresso. Estou na dúvida e temos um jantar marcado para a próxima semana. Sabe se “um pouco” faz algum mal ao efeito do remédio ou alguma alteração psicológica. Desculpe te ocupar com esse tipo de pergunta, mas confio muito em sua experiência.
    Obrigada!

    Beijos

    Fernanda

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Eu também sou apaixonada por um bom vinho! E viva o deus Baco!

      Amiguinha, ainda que nenhuma interação entre o oxalato de escitalopram e o álcool tenha sido relatada, mas levando em conta os outros medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central, a combinação com álcool não é recomendada, contudo, umas duas taças não farão mal. Também faço uso de oxalato de escitalopram e tomo duas taças no final de semana. Para diluir o álcool, tome o vinho sempre acompanhado de um copo com água. Na primeira brinde a você e ao maridão, na segunda brinde à minha saúde… Risos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Ivan

      Olá, Lu!
      Fui à primeira consulta com o psiquiatra, depois de muita resistência. Contei-lhe toda a minha vida. Ele me receitou escitalopram 10 mg, de manhã, e topiramato 50 mg para controlar minha compulsão pelo álcool, à noite. Comecei o tratamento ontem à noite e hoje de manhã. Estou muito estranho, cansado, meio tonto e aéreo. Ela disse que eu poderia sentir algumas coisas, mas não era pra deixar de tomar. Será que é normal? Meu estômago ruim. Minha cabeça. Quero ficar deitado. Obrigado!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Ivan

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, todo antidepressivo traz efeitos colaterais. A fase inicial do tratamento é mesmo muito difícil, mas depois de duas a três semanas, normalmente, os efeitos ruins desaparecem e os bons vão entrando em ação. A melhoria de sua qualidade de vida valerá todo esse sofrimento.

        Ivan, os sintomas relatados por você fazem parte desse período inicial. Contudo, é preciso saber quando se deve comunicar com o médico. Irei lhe repassar uns links que o ajudarão. Portanto, não se apavore. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E não pare, pois cada retorno é mais difícil ainda, uma vez que as crises só tendem a aumentar. Venha sempre conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

        Responder
    3. Lia

      Boa-noite, Lu!

      Que bom encontrar este espaço para nos dar força e esperança.

      Estou na 3ª crise de depressão, pois a primeira foi há 16 anos, a segunda há 6, e nunca fiz tratamento. Agora faço hipnose e terapia, e estou tomando fluoxetina 20 mg há 2 meses. Não tenho nenhuma reação, no entanto, não sinto melhoras. Agora lendo tanto sobre depressão, não tenho mais certeza se é depressão ou ansiedade. Esta última depressão tem sido bem pior, é mais persistente que das últimas vezes. Como identificar se é TAG ou depressão? Me diga que tudo isso vai passar e serei feliz de novo, por favor.

      Obrigada por este espaço e beijos,

      Lia

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lia

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se como membro dela.

        Amiguinha, realmente os transtornos mentais são, em muitos de seus sintomas, bem parecidos. Eles se entranham e dão-nos a impressão de serem diversos, pois possuem fases muito parecidas. Há casos em que a pessoa detém mais de um transtorno. Realmente não é fácil, muitas vezes, saber de qual (ou quais) deles a pessoa está sendo acometida. Somente uma conversa prolongada com o psiquiatra, que deve ouvir o paciente com muita atenção, poderá levá-lo a discernir o seu real transtorno.

        Ainda que numa análise sem qualquer cunho de diagnóstico, pressinto que você tem depressão episódica (recorrente), ou seja, possui episódios de depressão entremeados por fases normais. O mais interessante é que o período entre uma fase e outra é muito longo. Além disso, pode ser que tenha algum outro tipo de transtorno mental.

        Lia, se se encontra com o mesmo psiquiatra há muito tempo, sugiro que passe por outro para ter uma segunda avalição. A função dos antidepressivos é melhorar a nossa qualidade, equilibrando o nosso cérebro e, se isso não está acontecendo consigo, alguma coisa está errada. Uma outra avaliação seria de grande ajuda. Sou depressiva crônica, tomei fluoxetina por vários anos e dei-me muito bem. Só parei quando a substância deixou de fazer efeito. Hoje tomo oxalato de escitalopram. Volte mais vezes para conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Lia

          Lu

          Na verdade há vários momentos em que me sinto fora de sintonia, cérebro, alma e corpo, tudo fica meio sem sentido. De repente passa, questão de horas ou dias. Estou na terceira grande crise, mas essa terceira sem dúvida foi a pior, cheguei a ficar com medo de enlouquecer, de perder o controle de mim.

          Passei em dois médicos pelo meu convénio, que se diziam pisquiatra, mais não pareciam, então pesquisei o crm e bingo! Eram clínicos gerais. O pior de tudo foi se passarem por pisquiatra, quando liguei pra marcar no próprio convénio.

          Tomo fluo desde o fim de setembro, demorei a sentir algum efeito positivo,mas hoje me sinto mais forte pra lutar, mas estou longe de ser eu. Talvez a dosagem esteja errada, gostaria de insistir na fluo, uma vez que os efeitos colaterais foram mínimos, somente tremedeira pela manhã, o que acha? Adorei o espaço!

          Com carinho

          Lia

        2. LuDiasBH Autor do post

          Lia

          Você não deveria ter deixado sua terceira crise chegar a um ponto tão agudo. Por que não buscou ajuda médica antes? Quem possui depressão recorrente precisa de ficar atenta para iniciar o tratamento assim que ela começa a mostrar seus sinais. Mas fique tranquila, pois aos poucos seu organismo irá retomando a normalidade. Quanto aos médicos, ligue para o seu plano e reclame, pois é inconcebível que um profissional passe por habilitado no que não é. Saiba, porém, que clínico geral também pode receitar antidepressivos, assim como cardiologista, etc.

          Eu tomei fluoxetina durante muito tempo e senti-me muito bem. Já era para você estar livre dos efeitos adversos. Volte a seu médico e converse com ele. Talvez seja necessário fazer uma adequação na dosagem.

          Abraços,

          Lu

      2. Páh

        Lia

        Você escreveu: “cheguei a ficar com medo de enlouquecer, de perder o controle de mim.”

        Medo de enlouquecer e perder o controle é com certeza síndrome do pânico e ansiedade, o que torna possível trazer uma depressão também, se não tratadas nos deixam profundamente tristes e sem esperanças… Minha psicóloga costuma dizer que existe um gatilho para a crise, vc precisa descobrir o seu, isso ajuda.

        Quem tem síndrome do pânico acha que vai morrer ou que está enlouquecendo, comigo sempre foi a segunda opção. Há gente que sente os dois. Uma dica que os médicos sempre dão é que quem está enlouquecendo não sabe que está enlouquecendo, ou seja, se está preocupada com isso, não está enlouquecendo. Não se preocupe, apenas cuide dessa ansiedade e pânico com o profissional certo e o medicamento certo.
        Fica com Deus! Boa sorte! Força e fé!

        Responder
  33. Josi Lopes

    Lu, passei 6 meses tomando Sertralina 50mg e 4 meses tomando Clonazepan 2mg. Uma loucura só. Aconteceu muita coisa durante esse período.Troquei de emprego,comecei a melhorar minha situação financeira, o que trouxe um pouco de alegria, mas a depressão não me largou nem assim. Seria tanta coisa pra falar,que um comentário apenas não seria suficiente. Mas depois de parar com a Sertralina há mais de um mês e 3 dias o Clonazepan,e desempregada novamente,tudo foi desmoronando sobre minha cabeça. Lu, eu sou muito desequilibrada,impulsiva,e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda, Lu. Urgente! Não quero mais ser assim.

    Como eu já usei vários medicamentos sob prescrição médica e sob minha própria prescrição, hoje comprei o Oxalato de escitalopran.
    Tomei o 1° 15:40 e dormi até 18:00. Tinha um churrasco do aniversário do meu pai pra ir,e eu parecia uma morta viva. Sem vontade nenhuma de ir.O sintoma pesado de depressão já tinha mudado para uma apatia esquisita. Agora 22:46 é que comecei a me sentir melhor um pouco. Eu parei com a Sertralina pois fui parar no Pronto Socorro por conta de uma dosagem de 100 mg que o próprio psiquiatra tinha aumentado. E no pronto socorro,o médico suspendeu na hora, e disse que pelo tempo que eu estava tomando já tinha que ter obtido efeito. E na verdade eu continuava depressiva.

    Eu só quero começar do zero hoje, mas já fiquei desesperada em sentir o que senti hoje. Me ajude,por favor. Que Deus a abençoe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Respire fundo e procure ficar o mais calma possível, pois o desespero não leva a nada. Quanto maior for o nosso equilíbrio, melhores serão os resultados. Mais importante do que o trabalho agora é a sua saúde, pois uma pessoa doente não tem condições de trabalhar. Pense agora em melhorar seu estado emocional. O emprego vem depois. Há muito tempo pela frente.

      Amiguinha, quando você diz “Lu, eu sou muito desequilibrada, impulsiva, e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda. Urgente! Não quero mais ser assim.”, significa que está indo numa ótima direção, reconhecendo que precisa de ajuda. E não fique se culpabilizando, pois quando estamos sofrendo de qualquer transtorno mental temos dificuldades em domar as nossas emoções e costumamos agir de um modo que não queríamos. Isso acontece com todo mundo, não apenas com você. Leia os comentários para ter ideia de como isso acontece. Aceite tais atitudes como resultantes de seu transtorno. E nada de ficar se culpando. O importante é procurar ajuda médica. O que ficou para trás, ficou, e ponto final. Trabalhe apenas com o presente. Nada de ficar ruminando o passado. Vida nova, minha querida!

      Um de seus problemas, Jose, é usar a medicação sem nenhum comprometimento. Eu jamais teria coragem de usar um antidepressivo por conta própria. Isso é muito sério! A automedicação é condenável em todos os sentidos. Não faça isso. O médico precisa conhecer o seu histórico de vida para lhe receitar um medicamento, sem falar na dosagem que deverá usar. Há uma série de incompatibilidades que precisam ser levadas em conta. A coisa não é tão simples assim. Não se automedique, por favor!

      Aconselho-a a buscar um novo psiquiatra, alguém em quem sinta confiança e com quem tenha empatia e comece realmente do zero. Conte-lhe todo o seu histórico de tratamento, incluse não esconda que se automedica. Peça-lhe, também, para lhe indicar uma psicoterapia. O que você sentiu foi uma crise de pânico. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no blog. Você também precisa se ajudar, amiguinha. Espero que o oxalato de excitalopram que comprou tenha sido indicado por um médico. Se não foi, não tome. Até porque muitos medicamentos não podem ser misturados, pois as reações podem ser sérias. De certos antidepressivos para outros é necessário um tempo de espera, que só o médico poderá dizer. Você é inteligente e, portanto, irá superar essa fase com muita tranquilidade. Confie em si!

      Estarei aguardando novas notícias suas. Tudo irá dar certo. Lembre-se de que você é POP.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josi

        Lu, obrigada pela resposta.
        Hoje estou no 5° dia do Oxalato de Escitalopran 10 mg. O médico me receitou-o da primeira vez que fiz a consulta. Antes eu só tomava o Limbitrol. Quando busquei ajuda em 2014, o psicólogo pediu que eu procurasse um psiquiatra para ajustar a medicação. Em agosto de 2014, o pisquiatra me disse que eu apresentava um quadro de ansiedade com alguns sintomas depressivos, que eu era uma pessoa preocupada de natureza,e a prescrição era pra eu tomar por tempo indeterminado. Como naquela época eu ainda tinha juízo, pois era o segundo medicamento controlado que iria tomar, existia cuidado e comprometimento da minha parte. Mas eu comecei a ficar boa e parei por conta própria e daí começou a bagunça.

        O médico não tinha falado quando parar, mas também nem sequer falou que se eu parasse de uma vez, ficaria pior. Foi aí que me perdi, e tenho tentado me achar desde então. Foi nesse ponto que eu disse que queria começar do zero.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Não devemos ficar remoendo o passado. Ele deve servir apenas de experiência para nós. O importante é a sua vontade de levar o seu tratamento a sério daqui para a frente. E isso já é meio caminho andado. Todos nós caímos em esparrelas e também falta muita informação por parte dos médicos em relação aos pacientes. Portanto, a culpa não foi só sua. Não pense mais nisso. Muita gente já agiu da mesma forma. Fazendo o tratamento direitinho, logo você estará ótima como naquela época. O importante é essa força de vontade de melhorar que você demonstra. O otimismo é muito importante nesse tipo de tratamento. Doravante sei que fará parte da família POP (paciente, otimista e persistente). E eu estarei aqui torcendo por você e acompanhando todo o seu progresso. Parabéns por estar no quinto dia do tratamento. Avante, minha querida!

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu,
          Hoje eu não consegui tomar. Estou muito mal desde que comecei. Parece que a vida sumiu de dentro de mim. Estou muito pior,bem pior do que antes de tomar. Não consigo fazer nada em casa,agora sim,com 5 dias de medicação = 5 dias sem vida. Jesus!

          Eu não sei o que está acontecendo comigo, Lu. Não sei se a química no meu cérebro pode ter alterado. Eu sei que antes eu estava tomando o Clonazepan, eu acordava cedo, disposta, sorria, comia, tinha fé. Limpava minha casa. Agora sim estou igual um zumbi, como se fosse só um corpo. Totalmente incapaz. É normal se sentir assim??

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Nas duas a três primeiras semanas, a pessoa fica pior do que antes de começar o tratamento. Algumas passam muito mal, mesmo. Essa fase é realmente difícil, mas é preciso superá-la com coragem. É preciso muita força para aguentar, como pode ver através dos relatos aqui neste espaço. É preciso passar por ela para ver a luz do sol depois do sofrimento. Também é necessário manter contato com seu médico nesse início, informando-o sobre tudo que está sentindo. Muitas vezes acontece de a pessoa não se adaptar ao medicamento, ou ter que modificar a dosagem. Portanto, marque um retorno com o especialista o mais rápido possível. Anote tudo o que está sentindo para não se esquecer.

          Josi, não é bom parar, pois cada recomeço é ainda mais difícil. Volte a tomar o medicamento amanhã e já marque um retorno com seu médico. Não abandone o tratamento. E, nessa fase, peça sempre alguém para ficar do seu lado, observando como está agindo. Não fique sozinha. Essa dissociação entre corpo e mente costuma acontecer, mas, como já disse, deve ser comunicada a seu médico. Somente ele saberá quais providências tomar em relação a seu tratamento. Mas não fique triste, pois ao final tudo dará certo. Muita gente aqui já passou por tudo isso.

          Não houve alteração alguma com a química do seu cérebro. Fique tranquila. Trata-se apenas da luta de seu organismo com a nova substância. Enquanto não passa essa fase ruim, mantenha contato diário conosco. Estamos todos torcendo por você. E retorne a seu médico.

          Abraços,

          Lu

        4. Josi

          Lu

          Retornei com o Oxa 10 mg, dia 19/11/16, mas estavam complicados os efeitos colaterais. Hoje 7/12/16 tomei o 14° comprimido. Tive que ir alternando de acordo com o que eu estava suportando. Será que dá diferença no tratamento? Estou conseguinho me adaptar assim. E outra, mudei o horário pra noite, pois eu me sentia muito parada com ele. Continuo tomando à noite, junto com o Limbitrol, que eu também já tomava. Faz 10 dias que não sinto dor de cabeça. Eu passava quase o mês inteiro com dor de cabeça.

          Lu, eu fico com muita olheira, como se eu tivesse chorado (usando o Oxa), e um pouco de ardência nos olhos. Será que isso permanece enquanto eu tomar a medicação ou também com o tempo irá passar? Desde já agradeço seu atencioso retorno.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Está sendo como se você tomasse apenas 5 mg por dia. O problema é que essa dosagem é muito pequena para você. Agora que o seu organismo está suportando bem o antidepressivo, passe a tomar de acordo com a prescrição médica. Quanto ao horário, não há problemas na mudança, o que deve haver é uma diferença de 24 horas de uma dosagem para outra, no mínimo, quando se for mudar o horário, para não haver super dosagem. Quem fica muito mole durante o dia, o ideal é que tome à noite. Portanto, sem problemas. Quanto às olheiras e à ardência nos olhos, deveria conversar com o médico, pois não vi tais sintomas, inerentes aos efeitos adversos, presentes na bula. Não serão em consequência de algum creme que esteja usando no rosto, ou por não estar dormindo bem à noite? Retorne a seu médico para ver a real causa. E depois me conte.

          Abraços,

          Lu

        6. Josi

          Lu minha querida!

          Estou no 17° Oxa, e hoje faz 7 dias que consegui tomar direto sem a pausa que comentei antes. Agradeço muito a Deus, a você e aos demais que passam pelo blog e contribuem com seus depoimentos.Oro muito a Deus pra que eu não desista. Já começo ver uma luz no fim do túnel.

          Hoje não estou mais sentindo aquelas sensações depressivas do início da medicação. Meu apetite está normal. Sinto novamente prazer ao degustar os alimentos. No início foi sinistro pra mim essa questão do apetite e prazer em comer. Era como se eu estivesse com o paladar anestesiado.

          Como te falei antes, estou tomando depois das 18:00. E a partir de ontem coloquei o despertador para eu tomar no mesmo horário, sempre. Acho que agora está rolando um comprometimento não é Lu? Você sonhava muito no começo da medicação? Eu sonho muito e sonhos sem sentidos. Parece uma descarga da minha mente. Isso é normal?

          Muito obrigada por tudo. Estarei postando mais comentários sobre meu tratamento.

          Abração.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Que notícia maravilhosa! Você está bem comprometida com o seu tratamento. Parabéns! Como havia lhe dito, o apetite irá voltando aos poucos, à medida que o organismo for se equilibrando. Quanto aos sonhos, eu sonhava muito. Era cada sonho maluco… risos. Parece mesmo uma descarga da mente. Continuo sonhando bastante. Isso é normal e muito bom. Sabia que os sonhos são essenciais para o nosso equilíbrio?

          Estou orgulhosa com você, menina POP. Continue assim. Seus comentários servirão de incentivo para muitas pessoas que aqui vêm.

          Beijos,

          Lu

        8. Lia

          Josi e Lu,
          não consigo expressar o tamanho da minha alegria, ao ver o progresso da Josi e o carinho em ajuda “a la Lu”. Estou saindo da depressão agora, mas foram dias difíceis, que estão por acabar. O fato de conversar com vocês e ler as mensagens me ajudou muito!

          Força Josi, tudo dará certo! E você, Lu, não nos abandone! Obrigada mil vezes!

          Beijos e um ótimo final de semana para todos.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Lia

          Também estou muito feliz com o sucesso da Josi. É muito bom ver as pessoas superarem a fase ruim dos efeitos adversos, começando a enxergar luz no fim do túnel. Não é fácil passar pela turbulência inicial, mas vale a pena todo o sofrimento. Nada como usufruir de uma melhor qualidade de vida. Também estou contente com o seu caminhar, Lia. Todas as duas são garotas POPs! Todo o mérito é de vocês, minha querida. Parabéns! Estarei sempre aqui, na retaguarda.

          Beijos,

          Lu

  34. Ana Carolina

    Fui diagnosticada com TAG em agosto/2016 e comecei a tomar OXALATO DE ESCITALOPRAM. Sinto que estou engordando com o remédio, embora não tenha mudado a alimentação e esteja fazendo academia e correndo (coisas que já fazia antes de começar a tomar o remédio). Alguém sabe se é comum engordar? Por enquanto devo ter engordado uns 2 quilos, mas me preocupa onde isso irá parar…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Carolina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, os antidepressivos trazem efeitos adversos e, dentre esses, a possibilidade de engordar ou emagrecer. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa a emagrecer como a engordar, dependendo do metabolismo de cada organismo. Algumas pessoas perdem o apetite por completo, e emagrecem, enquanto outras passam a sentir muita fome, e engordam. Eu sou usuária desse medicamento e perdi peso, quando comecei a tomá-lo, mas, com o tempo, o meu organismo foi voltando ao normal. Muita gente tem reclamdo de ter engordado. O ideal é que converse com seu médico, caso ache que esteja engordando muito.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Sii

        Bom dia!
        Lu, minha linda, hoje faz 16 dias que estou tomando 15 mg de Exodus (Oxalato de Escitalopram), realmente melhorei com o ajuste da dosagem. Mas na minha família andam acontecendo sérios problemas. Minha irmã tem depressão e fazia tratamento com fluoxetina 60 mg e usava outro medicamento pra dormir, só que esse fim de semana ela tentou o suícidio pela segunda vez. Foi tomando tudo o que tinha de remédio e cortando os pulsos, foi um desespero só. Graças a Deus, ela avisou uma amiga que nos contou. Isso foi meia-noite de sábado para domingo. Estamos todos abalados emocionalmente. Minha mãe levou-a a outro médico, pois a médica que a acompanha já está de recesso. Esse médico mudou a medicação dela para Cymbalta 60 mg e Carbonato de Lítio, não sei a dosagem desse, e outro para dormir. Estamos todos apreensivos que ela possa tentar algo de ruim novamente. Não estou conseguindo dormir direito, não paro de pensar nisso, e sinto, às vezes, minha ansiedade voltando, frio na barriga… O que devo fazer? Ajude-me!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          A vida é uma luta contínua, por isso temos que viver um dia de cada vez, para que o nosso fardo não fique muito pesado. Quanto à sua irmã, é provável que o antidepressivo não mais estivesse fazendo efeito, caso ela já venha fazendo uso desse há muito tempo. Nesse ponto, foi muito boa a intevenção do novo médico, mudando o medicamento. Imagino o susto e o sofrimento passado por sua família. Mas acontece de pessoas com alto grau de depressão tentarem suicídio. Esse não é um caso isolado.

          Sii, como sua irmã está iniciando o tratamento com novos medicamentos, é bom que a família fique de olho nela, nessa fase inicial, quando os efeitos adversos são muito fortes. A substância principal do Cymbalta é a duloxetina, muito usada para casos de depressão. O Carbonato de Lítio também tem sido muito indicado. Penso que logo ela estará estabilizada.

          Amiguinha, é mais do que normal que você se sinta abalada, mas, como disse anteriormente, procure viver as alegrias e as tristezas de um só dia, ou seja, não as acumule. O que aconteceu já é passado e ponto final. A cada dia o seu quinhão. Não adianta ficar ruminando. A vida renova-se a cada momento. A sua preocupação desmedida só irá afetar seu equilíbrio emocional. Preocupe-se com ela, mas dentro dos limites necessários. Saiba que o sono é fundamental para nós que sofremos de transtornos mentais. Estabeleça com sua família os horários em que cada um passa a ficar de olho na mana, nessa fase inicial de uso dos novos remédios.

          Amiga, é fundamental que você cuide bem de si para poder ajudar sua irmã e família. Se estamos fragilizados não há como zelar pelo outro. Vocês já buscaram uma psicoterapia para sua irmã? Ela pratica algum tipo de exercício? Trabalha fora? Tem filhos? Recomende-lhe a leitura deste site. Incentive-a a escrever, pois isso ajuda muito, ao liberar as tensões. E não se esqueça de cuidar de você. Vou lhe repassar uns links que a ajudarão.

          Abraços,

          Lu

  35. Ana Rodrigues

    Oi, Lu, querida amiga!

    Saudades de suas sábias palavras, que só você, com toda sua doçura, sempre encontra uma forma carinhosa de nos responder e nos acalmar.
    Sempre acompanho os comentários, e às vezes faço uma pergunta aqui.

    O fato é que venho fazendo uso do escitalopram de 20 mg, iniciei o tratamento com 15 mg, mas não estava mais surtindo o efeito que obtive no início, então meu psiquiatra acabou me receitando o de 20 mg, que tomei por dois meses, porém não tive bons resultados, pelo contrário, passei a ter pensamentos piores que os que me levaram à procurar por ajuda profissional. Mas, como você sabe, não é fácil encontrar um bom psiquiatra, daqueles que estão dispostos a nos ouvir com o coração, não apenas como mais um que por ali passa. Isso me deixa muito frustrada e desiludida com tratamentos alopáticos, mas a questão é que quando estamos em crise, só queremos nos livrar do sofrimento, algo que nos alivie, faço terapia conjunta com o tratamento medicamentoso.

    A terapia ajuda, sem contar minha busca espiritual por um entendimento maior sobre o porquê ou para que temos que passar por isso, faço e fiz inúmeras tentativas de me encontrar e me entender, meditação, oração, já nem sei mais o que fazer, estou na fase do não aguento mais, mas sinto que não vou me livrar facilmente da TAG, e minha psicóloga disse que acha que não tenho TAG, e sim delírio de perseguição, o que eu concordo. Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica. Estou bem triste com essa situação. Gostaria de saber se essa piora é comum.

    Agradeço muito por você existir em nossas vidas, a tenho como um anjo,você sabe da grande admiração que tenho por você.

    Beijo,

    Ana

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Confesso-lhe que minha filosofia de vida tem sido “Viver um dia de cada vez, da melhor maneira possível, de modo que o amanhã seja um reflexo do meu hoje, pois creio que passado e futuro são raízes do presente, que crescem para trás e para a frente, de acordo com nossas ações.”. Por isso amiguinha, há muito deixei de fazer questionamentos. Navegar é preciso, seja lá quais forem as respostas, caso existam.

      Realmente é lamentável a qualidade da maioria dos profissionais da área médica, cujo única preocupação tem sido o número de $$$$. Fico pensando em como uma pessoa pode se sentir bem, prestando um serviço de péssima qualidade. Onde fica a satisfação pessoal, o sentimento do dever cumprido, o senso de ter dado de si o melhor? Serei eu retrógrada? E os preços das consultas particulares? Que abuso! Quanto despropósito! Quanta ganância! É lastimável! Como um psiquiatra pode dedicar apenas 15 minutos a alguém? Como avaliar a complexidade do cérebro humano num tempo tão minguado? Confesso que isso também me incomoda muito. O resultado desse desencanto com tais profissionais encontra-se no número crescente de pessoas, que acessa diariamente este cantinho, para ouvir de uma leiga, apenas palavras de encorajamento, pois nada tenho a oferecer senão isso. Muitas chegam aqui sem sequer ter ouvido falar sobre os sintomas adversos dos antidepressivos, abstinência, desmame, etc. O seu desencanto é meu também, minha querida Ana. Mas ainda assim precisamos dessa gente!

      Dentre as funções da terapia, a mais importante, sem dúvida, é a de ouvir o paciente. Essa interação é fundamental. Você diz: “Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica.”.

      Faça isso, converse com seu médico e veja a sugestão dele. Não pare por conta própria. Existem organismos que não se adapatam com determinados antidepressivos, necessitando de mudanças.

      Agradeço seu carinho. Vocês são muito especiais para mim!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ana

        Boa-noite, Lu!

        É minha cara, vou seguir sua filosofia de viver um dia de cada vez, porque sinto que já tenho muita informação, sobre os mais diversos assuntos e, sinceramente, não sei o que fazer com tudo que descubro, isso acaba me deixando mais ansiosa, por não conseguir por em prática. Mais uma vez agradeço de coração o seu esforço em buscar informações para nos tirar desse estado aflitivo que às vezes parece não ter fim, mas sei que não há mal que sempre dure. Vamos juntos nessa jornada, pois assim o fardo se torna mais leve.

        Abraços, Ana.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          É isso mesmo, amiguinha, pois viver o melhor possível “um dia de cada vez” já é o bastante. Há um texto muito interessante aqui no blog, do doutor Telmo Diniz, cujo título é NÃO PENSE GRANDE, PENSE PEQUENO, que eu acho da mais pura sabedoria. Nós, ocidentais, somos instados a sempre “pensar grande”, o que acaba por tornar-nos muito infelizes, quando não atingimos os objetivos sonhados. Ao voltarmos para a nossa cota de ambições diárias, elas se tornam muito mais fáceis de serem atingidas, sem nos causar grande ansiedade. O que importa é o “agora”. É ele que se fará passado e lançará as sementes para o futuro. Viva o com sabedoria e muita bondade no coração! Apenas isso!

          Lindinha, é preciso aprender a sossegar nosso coração, e consequentemente, botar freio na nossa ansiedade.

          Beijos,

          Lu

    2. Josi

      Ei Ana, bom-dia!

      Li seu comentário.Eu também, com tantas informações, acabei ficando mais perdida ainda. Realmente a filosofia de viver um dia de cada vez é a melhor. É o que eu estou tentando praticar.

      Hoje vou para meu 21° comprimido de Oxa. Eu tomei ele pela primeira vez por 4 meses certinho e consegui resultado, mas parei subitamente e me perdi.Depois foi uma loucura só, como já postei aqui no blog. Tomava, parava, jogava fora, depois comprava de novo. Só Deus! Ontem mesmo estava lendo depoimentos das pessoas que usam. É como se eu precisasse de alguém que segurasse minha mão forte e dissesse: Continue Josi,vai dar certo!

      Este blog foi de Deus pra nos ajudar. Mas quem segura minha mão mesmo sou eu e digo: Vamos Josi, você vai conseguir. Sempre oro muito a Deus por forçae por esperança,e tenho certeza que Ele está nos ajudando.

      E você continuou com o tratamento? Como estão as coisas? Desejo-lhe melhoras, superação e força.

      Abraço

      Josi

      Responder
  36. Henrique

    Bom-dia, Lu! Parabéns pelo post! Estava procurando algo sobre os efeitos colaterais do Escitalopram, pois estou tomando há 3 dias e confesso que estou péssimo. Não consegui trabalhar ontem e hoje estou trabalhando na raça. Há 5 anos que não tomo nenhum remédio (antes tomei Olcadil e depois Paroxetina). Mas recentemente minha TAG voltou a incomodar e recebi essa nova receita de Escitalopram (gotas). Mas com a Paroxetina foi assim também, nos primeiros dias tive até depressão. Então, como eu já sei desses efeitos eu estou sendo paciente (literalmente, nos dois sentidos) e tentando aguentar as pontas.

    Abraços a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Henrique

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram possui efeitos adversos assim como todos os antidepressivos. Tem um sido um dos medicamentos para os transtornos mentais mais vendidos, como poderá comprovar através dos comentários. Se a TAG voltou a incomodar, o melhor é tomar as medidas necessárias logo no início, pois quanto mais tempo deixar passar, piores serão as crises. Eu também tomo a mesma substância, só que em comprimidos. Que bom saber que você é POP (paciente, otimista e persistente), pois as pessoas otimistas tendem a colher bons resultados mais depressa. Vou lhe enviar uns links para melhores informações sobre o medicamento.

      Agradeço a sua visita e comentário. E fica o convite para que faça parte de nossa família.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Carla Andrade

      Oi, Lu!
      Há um tempo atrás, eu enviei um comentário dizendo que tenho TAG e tomo lexotan, mas antigamente uma caixa durava até um ano, só que agora estou tomando de 2 em 2 dias, e minha cardiologista e meu clínico geral insistem para eu fazer o tratamento com escilex. Eu ficava receosa por conta de alguns anos atrás, quando tomei fluoxetina e quase enlouqueci, foi quando me foi apresentado o lexotan, que até então resolvia, só que agora sinto que não é o suficiente, pois estou tento até extra-sístole, e minha cardiologista disse que é da ansiedade.

      Resolvi que vou vencer esta batalha e vou tomar o escilex, só que minha cardiologista me receitou 10 mg e disse para eu tomar metade da metade uma semana, e depois passar para a metade ou seja 0,5 ao dia. Disse para eu tomar de manhã, e se me desse sono deveria mudar para a noite, porém de manhã vou para academia e não queria parar, se me desse sono, e de noite eu acho mais difícil nos finais de semana, pois saio e quero tomar nem que seja um espumante. Resolvi que vou tomar depois do almoço. Será que dá pra tomar neste horário, porque se me der sono de tarde estou sempre em casa. Até mais!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Carla

        O lexotan (bromazepam) é um mero ansiolítico que não age na raiz de seu transtorno, como relaxante sua ação é muito passageira. Ele pode ser usado como coadjuvante do tratamento com o antidepressivo, quando for necessário. Eu mesma faço uso dele, vez ou outra, e tomo o oxalato de escitalopram. Como suas crises, sem o tratamento adequado, vêm se acentuando, você está tendo necessidade de tomar o bromazepam quase que continuadamente. E a tendência é piorar cada vez mais, se não seguir a orientação de seus médicos. Ao ser diagnosticada com TAG já deveria ter iniciado o tratamento imediatamente.

        Sua médica está iniciando a medicação bem devagar, para que seu organismo acostume-se com ela. Não há problemas em tomar após o almoço, desde que procure manter sempre o mesmo horário. O que não pode é tomar em horários diferentes, para não ocasionar aumento da dosagem, pois o efeito é acumulativo. Quando tiver dúvida em relação a ter tomado ou não o remédio, não o tome. É preferível ficar sem do que dobrar a dose.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Carla Andrade

          Lu, muito obrigada pela atenção. Você é o máximo. Vou vencer esta batalha, todos nós vamos vencer e sermos, como diz, POPs. Daqui a alguns dias darei, com certeza, ótimas notícias.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Carla

          Parabéns a todos nós, guerreiros invencíveis na nossa labuta com nossos “chilique mentais” (transtornos mentais). Tenho certeza de que você levantará nossa bandeira. Estamos todos juntos. Avante, amiguinha!

          Beijos,

          Lu

    3. Fabricio

      Estou tomando cloridato de paroxetina de 20 mg há 2 semanas e estou péssimo, não sei oq fazer. Meu médico me receitou tomar o clonazepam junto, pois estou agitado, com tremores, palpitação, e muito medo. Acordo a noite com palpitação e medo. O que faço? Responda por favor…

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Fabrício

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, a primeira coisa a fazer é relaxar e compreender que todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, que passam entre duas a três semanas, de acordo com cada organismo. Em virtude da presença de tais sintomas, o medo, embora não desejável, é mais do que compreensível. Você se encontra na fase inicial do tratamento que é mesmo muito difícil, ficando pior do que antes de iniciá-lo. É a tentativa de seu organismo em rejeitar uma substância estranha. Mas tudo isso logo passará. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Mantenha seu médico informado sobre todos os sintomas ruins pelos quais vem passando. Leia também a bula para saber quando é necessário buscar ajuda médica. Saiba que mais de 90% das pessoas passam por isso. O importante é aguentar firme, sem parar o tratamento, a não ser a pedido médico. O clonazepam tem como objetivo acalmar essa sua agitação e ajudá-lo a passar por essa fase difícil. Ao final, tudo isso valerá a pena. Logo esses sintomas ruins irão desaparecer dando lugar aos bons. E você ficará ótimo. Não tenha medo, pois você não se encontrá só. Volte aqui sempre que precisar.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Fabricio

          Mas, Lu, é normal ficar com palpitação e tremores e o lado da minha cabeça fica dormente ou dando pontadas. Será que é da ansiedade.
          Obrigado pelo conforto e carinho por ter me respondidor.

          Abraços

        2. LuDiasBH Autor do post

          Fabrício

          O contato com seu psiquiatra é muito importante no início do tratamento, para que você possa relatar a ele todos os sintomas que está sentindo. Tremores e palpitações são normais, mas irá depender do grau de intensidade. Observe se os sintomas estão diminuindo ou aumentando. Procure relaxar para que sua ansiedade não interfira nos sintomas. Se achar que estão difíceis de suportar, entre em contato com seu médico. Muitas vezes é preciso diminuir a dosagem ou mudar para outro medicamento. Mas somente o profissional poderá tomar esta decisão. Para ficar mais tranquilo, leia direitinho, com bastante calma, a bula, no seguinte endereço:

          http://www.medicinanet.com.br/bula/8296/paroxetina.htm

          Dê-me notícias amanhã, dizendo-me como se encontra.

          Abraços,

          Lu

    4. Josi

      Olá, Henrique!

      Vi seu comentário no blog. Conseguiu algum resultado? Melhorou? Eu tomei o 5° comprimido ontem, mas me sinto muito pior que antes.
      É como você disse, parece que agora sim estou com depressão. Nossa estou muito mal! Sinto uma pressão na cabeça. Desânimo total. Não consigo fazer nada em casa. Me esforcei na segunda e fiz pelas beiradas. Nem parece eu. Muito mal!

      Responder
      1. Henrique A.

        Josi, bom-dia!
        Meus efeitos colaterais duraram exatamente 2 semanas. Estou tomando há pouco mais de um mês e estou me sentindo muito bem. Sugiro superar essa fase inicial, pois vale a pena. Boa sorte! Felicidades!

        Responder
  37. Gi

    Boa-noite, Lu!
    Depois de muita hesitação, finalmente procurei um psiquiatra para “dar um jeito” nessa ansiedade que me acompanha há mais de três décadas. Como dito por você, há muito preconceito com as doenças psíquicas e sempre as deixamos em segundo plano. Demoramos a entender que justamente a ansiedade nos traz de brinde uma série de problemas e outras doenças associadas.

    Navegando pela internet para entender como funciona os medicamentos, encontro esse espaço muitíssimo interessante! Tão acolhedor que me deu vontade de escrever. Parabéns! Acabo de ingressar nessa maratona e espero ser sempre positiva e otimista. Vou tomar Oxalato de escitalopram 10 mg (Remis) e depois volto aqui pra contar o resultado.

    Abraços fraternos,
    Gi

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gi

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade.

      Amiguinha, esperar três décadas para buscar auxílio foi um tempo longo demais, muito sofrimento em vão. Mas o importante é que você agora tomou as rédeas da sua saúde mental. Considere, portanto, o daqui para frente. Uma das coisas sérias a levar em conta é jamais parar o tratamento por conta própria, pois os transtornos mentais tendem a ficar mais severos e contínuos. A descontinuidade do tratamento deve sempre partir do profissional e não do usuário do antidepressivo. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente). No início, você terá que enfrentar os efeitos adversos, que duram cerca de duas a três semanas, normalmente, mas nada que não seja superável. Tudo valerá a pena em prol de uma melhor qualidade de vida. Também faço uso do oxalato de escitalopram com essa mesma dosagem.

      Gi, mantenha contato conosco. Não se sinta só! Vou lhe passar alguns links que a ajudarão a entender melhor seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  38. Karine

    Boa tarde, Lu!

    Meu nome é Karine, tenho 40 anos e há mais ou menos 10 anos tenho TAG. Já tomei diversos antidepressivos e parei algumas vezes. Resultado: crises horríveis, sintomas adversos, parecendo uma morta-viva.

    Até semana passada tomava fluoxetina por conta de um desejo de gestação e minimização de consequências num possível feto, todavia, o medicamento não era bom pra mim, pois a Fluô despertava mais ansiedade ainda, trazendo dificuldade para dormir, entre outras. Minha psiquiatra já havia manifestado a vontade de trocar a medicação, mas eu estava muito resistente. De qualquer forma, após um ano aceitei a proposta e comecei a tomar o Oxa. O processo foi de substituição simultânea.

    Na fase 1 tomei a dose de Fluô (20 mg) que vinha tomando e agreguei (10 mg) de Oxa por cinco dias. Estou na fase 2, que é reduzir a Fluô para (10 mg) e seguir com o Oxa (10 mg). Na segunda entro na fase 3 que é tomar só o Oxa (10 mg), até a próxima consulta que será daqui a 20 dias. Fiquei um pouco receosa em tomar os dois ao mesmo tempo, mas a médica disse que seria tranquilo, eu acreditei nela, e realmente até agora, metade da fase 2, sinto poucos sintomas ruins. Eventualmente um pouco de sono, enjoo, e intestino preso.

    Também tomo 0.25 de Rivotril antes de dormir. Estou levando bem a coisa, esperando realmente que o Oxa possa me ajudar. Meu marido não aceita que eu tome medicação, sempre me criticando e isso é o que mais me incomoda. Em uma oportunidade deixei de tomar porque ele pediu, depois foi bem pior. Enfim, fico feliz em poder ler todos esses depoimentos.

    Um abraço e muito obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Karine

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se membro dela!

      Amiguinha, apesar da TAG, você me passa a sensação de ser uma pessoa muito equilibrada, perfeccionista e que tem consciência de suas reais necessidades. Isso já é um passo importante em sua caminhada. Você diz que já parou algumas vezes com o tratamento. Imagino que seja em conformidade com seu médico, pois, se assim não for, as crises irão ficando cada vez mais severas e constantes. E cada retorno trará um sofrimento maior ainda.

      Karine, como depressiva crônica, eu também uso antidepressivos desde a minha adolescência. Já passei por um monte deles, dos quais nem mesmo me lembro mais do nome. O penúltimo foi a fluoxetina, que tomei durante anos, e com a qual me dei muito bem. Mas ela parou de conter os meus “fricotes”. Meu médico indicou-me, então, o oxalato de escitalopram, com o qual venho me sentindo muito bem. Na passagem da “fluô” para o “oxi”, meu psiquiatra exigiu que eu esperasse duas semanas para tomar o segundo. Os efeitos adversos que você está sentindo são normais. Deverão passar em torno de duas a três semanas. O rivotril é um coadjuvante no tratamento. Tome somente quando sentir necessidade.

      Minha amiga, infelizmente o atraso tem feito com que muitas pessoas estigmatizem as doenças mentais. Elas não entendem que o cérebro faz parte do corpo e, por isso, também adoece assim como o coração, os rins, a pele, o fígado, etc. Os manicômios e sanatórios deixaram marcas profundas na compreensão de muitas pessoas, principalmente na dos homens. Não são poucos os que aqui chegam usando nomes femininos. Outros, bem mais conscientes e modernos, falam sobre seus transtornos e doenças mentais como sábios cidadãos do século XXI. Negar a doença não a fará desaparecer. É preciso enfrentá-la. A medicina tem trazido medicamentos cada vez mais modernos, possibilitando-nos viver com mais qualidade.

      Quanto a seu marido, será você a responsável por fazê-lo entender sua situação. Diga-lhe que o fato de ter TAG não a torna uma pessoa incapacitada, desde que faça uso do antidepressivo, assim como o hipertenso não pode ficar sem seu remédio, ou o diabético, por exemplo. Leve-o para ter uma conversa com seu médico, ou lhe peça para ler textos ou depoimentos sobre o assunto. Diga-lhe que não há vergonha alguma em tomar antidepressivos. E que as doenças mentais estarão na ponta dos três maiores problemas de saúde até o meio deste século. Mas em hipótese alguma deixe de tomar seu medicamento, sujeitando-se à vontade dele. Estou torcendo por você. Continue trazendo notícias. Certo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Dani

        Lu

        O que você acha sobre a Medicina Integrativa (realizar o tratamento alopático com as terapias alternativas)? Você já ouviu falar da Ana Maria Saad? Ela relata sobre o sério problema que teve (depressão, sindrome do pânico, compulsão entre outros, que levou-a tentar o suicídio 2 vezes) e como ela conseguiu se curar, sim porquê segundo ela de fato se curou. Caso nunca tenha ouvido, ela têm um site chamado “Pensamentos Filmados” e posta também muitos vídeos no Youtube, descrevendo e orientando as pessoas referente aos diversos tratamentos alternativos que fizeram parte do caminho que ela percorreu.

        Pergunto-lhe isso pois estou na mesma de muitos por aqui…TAG. E tenho buscado incansavelmente colocar em prática algumas práticas alternativas aliadas ao meu tratamento convencional com terapia e medicação Reconter 20 mg (Yoga, meditação guiada, meditação de aterramento, EFT, Terapia de Hipnose…) e sinto que está trazendo bons resultados. É isso, aguardo sua opinião que para mim é muito importânte!

        Grata.

        Dani

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          Sou totalmente a favor das práticas alternativas. Mas, como se sabe, elas não trazem efeitos imediatos, mas a longo tempo, como o faz a medicina homeopática. Há casos em que a pessoa precisa tomar um remédio alopático com urgência, para interromper um ciclo de extremo sofrimento que pode até levar ao suicídio. Quando isso acontece, deve-se aliar as práticas alternativa ao tratamento convencional, como você tem feito, até mesmo para levar à frente tais práticas, com a pessoa mais equilibrada.

          Já ouvi falar, sim, dessa pessoa, mas ainda acredito que os transtornos mentais são originados por deficiências químicas, pois a mente também adoece assim como qualquer outra parte do corpo. Também acredito que práticas alternativas têm o poder de ajudar muito, a começar pela mudança que devemos fazer em relação à nossa visão do mundo, como falo no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Dani, um dos melhores livros que li sobre o assunto chama-se: (veja na internet)

          O Demônio do Meio-Dia
          Autor: Andrew Solomon

          Trata-se de um livro de relato do autor sobre sua relação com a depressão. Inspirado no que sentiu na própria pele, ele faz uma investigação e um estudo dessa síndrome que aflige o homem moderno. E é claro que com a depressão vem também a TAG, a SP…

          Abraços,

          Lu

  39. Fábio

    Olá minha querida, Lu, daqui fala Fábio(Portugal).

    Já estou a fazer uso do escitalopram a cerca de mês e meio, 10 mg. Sinto umas melhoras, mas ainda não voltei ao que era. Será que se aumentar para 20 mg não ficarei melhor?

    Beijos e parabéns ao blog!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Se você já está sentindo melhoras, é bom que espere mais tempo, para que altere a dosagem do medicamento (só poderá ser feita por seu médico), pois muitos organismo levam mais tampo para usufruírem dos efeitos totais do antidepressivo. Também gostaria que lesse o meu artigo OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço para você,

      Lu

      Responder
      1. Deyse

        Oi Lu!
        Quanto tempo! Estou voltando pra dizer que já iniciei o desmame da medicação, estou tomando 15 mg de escitalopram! Porém hoje tive uma crise de ansiedade! Coisa que não sentia há certo tempo! Confesso que bateu desespero, chorei muito, com medo que volte toda a síndrome de pânico e a TAG! O que faço Lu?!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayse

          Como está sendo feito o desmame? Você estava tomando 20 mg? Mas não se preocupe, pois é por ocasião do desmame que o psiquiatra analisará se você está apta a parar o tratamento, ou não. Não há porque cair em desespero. Se ainda não for o momento de parar, basta voltar à dose que tomava e tudo se resolverá. Acompanhe direitinho o desmame e vá anotando o que sentir. Retorne a seu psiquiatra quando julgar necessário. Continue POP! Volte para me trazer notícias.

          Abraços,

          Lu

  40. Renata

    Olá, Lu!
    Tenho fibromialgia e ansiedade, não consigo dormir nem com o Alprazolam, tomei fluoxetina um tempo, mas piorava minha dor no corpo e parei. Fui ao médico e ele me receitou o Escitalopram de 10 mg, mas estou com medo de tomar, pois antidepressivos me causam aumento de ansiedade. Você acha que ele é melhor que a Fluoxetina, dá mais sono ou menos sono que a Fluoxetina? Sinto muita fraqueza nas pernas com a Fluoxetina, você não sentia nada quando tomava ela?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não tem sido poucas as pessoas que aqui chegam falando de TAG (Transtorno da Ansiedade Generalizada). O bom é que os antidepressivos estão cada vez mais modernos para combater os transtornos mentais. O oxalato de escitalopram encontra-se entre os antidepressivos mais receceitados pelos psiquiatras, como poderá ver aqui, através dos comentários. E uma de suas funções é exatamente combater a ansiedade.

      Renata, todos os antidepresssivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, que depois de duas a três semanas passam, vindo os bons resultados. O período inicial do tratamento é realmente muito sofrido, e muitas pessoas sentem-se piores do que antes de iniciarem-no. Contudo, todo o sofrimento vale a pena, depois de passado o período difícil. A pessoa passa a ter uma vida equilibrada. Os antidepressivos só causam ansiedade na fase inicial do tratamento. Seu médico poderá lhe passar um tranquilizante para tomar junto. Já tomei a fluoxetina e senti-me muito bem. Só mudei para outro antidepressivo quando ela deixou de fazer efeito, após longos anos. Nem me lembro mais como me senti no início do tratamento com ela.

      Os efeitos adversos dos antidepressivos variam de organismo. Não são os mesmos para todas as pessoas. Algumas têm muito sono, outras insônia, uns têm muito apetite e outros não conseguem comer quase nada. Mas, com o tempo, o organismo vai se adaptando ao remédio, equilibrando-se. Penso que você irá dar-se bem com o oxalato de escitalopram, que é um medicamento relativamente moderno, e muito usado. O que não pode é ficar sem fazer o tratamento, pois as crises vão ficando cade vez mais fortes, até passar a ter SP (Síndrome do Pânico). Estou torcendo por você. Quanto à fibromialgia, segundo um médico que escreve no meu site, três yakults (bebida fermentada com lactobacilos) diários são excelentes no combate da doença. Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  41. Jaqueline Autor do post

    Olá, Lu!
    Sou nova aqui, e estou muito mal novamente, tenho TAG há quase um ano e tomo o escilex de 10mg. Só que eu parei há quase um mês, por conta própria, e há uns 5 dias começaram as crises horríveis e voltei a tomar o escilex, só que estou tendo uns sintomas piores que os de antes, como ondas de frio e calor,tortura, enjoo, dor nos braços e pernas , aperto no peito, dor no estômago e sentimentos ruins. Queria saber se isso é porque eu voltei a tomar o remédio (efeitos colaterais), ou minha ansiedade piorou. Voltei a tomar faz 3 dias e parece que piorei !? Me ajude, por favor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jaqueline

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, seu psiquiatra deveria ter lhe avisado que não se pode parar por conta própria de tomar o antidepressivo. Quando isso acontece, além do sofrimento com a abstinência, o retorno ao medicamento ainda é mais sofrido. Os efeitos colaterais parecem ficar ainda mais fortes. Portanto, é normal que se sinta pior do que antes. Sua ansiedade aumentou, sim, mas por ter deixado de lado o antidepressivo, sem a orientação médica. Não faça isso jamais. Siga direitinho a prescrição médica.

      Jaqueline, alguns sintomas adversos, quando acontecem, devem ser comunicados ao médico. Vou lhe passar o link de alguns textos que irão ajudá-la. Continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Leia também, aqui no site, comentários de pessoas com o transtorno de ansiedade generalizada.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  42. Michele

    Oi, Lu!
    Fui diagnosticada com TAG e Compulsão alimentar. Não sou obesa por sorte, sei lá, mas engordei muito desde que me tornei mãe. Problemas de saúde, familiares e no serviço me levaram a desenvolver o transtorno, ou a demonstrá-lo, não sei! Mas o médico me receitou Reconter 15 mg e Topiramato 50mg. Passei dias terríveis, exatamente 5 dias, e desisti… Sei que não devia, mas me senti pior que antes do remédio. Li aqui que é normal, mas fiquei com muito medo. Pensei em procurar outro médico, mas todos os remédios me trarão efeitos colaterais e sempre fui adversa a remédios controlados…

    Sei que é difícil me ajudar assim, mas vim desabafar! Há lugares de que quero sumir, sair correndo… Há dias que não quero nem me levantar da cama. Sinto angústia, doenças psicossomáticas, meu relacionamento está se desfazendo e no período menstrual parece que vou morrer de tanto sofrimento. Tem que rir, já que chorar a gente chora quase todo dia. Será que vamos passar a vida inteira lutando contra isso?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      Seja bem-vinda à nossa imensa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, ao ler os comentários, poderá ver quão grande é o número de pessoas diagnosticadas com TAG, o que, em muitos casos, leva à compulsão alimentar. Resolvendo o primeiro problema, o segundo logo será sanado. Penso que os problemas apenas trouxeram seu transtorno à tona, pois esse jazia oculto como um iceberg. Mas não se preocupe mais com isso, agora que será medicada, ganhará melhor qualidade de vida. Siga em frente!

      Michele, você é a segunda pessoa que me escreve hoje dizendo que está tomando um antidepressivo juntamente com o Topiramato, o que me leva a crer que o segundo seja muito bom. Não resta dúvida de que os dias iniciais do tratamento são mesmo um pesadelo para a maioria das pessoas, que ficam piores do que antes. O bom é saber que essa turbulência possui tempo definido. Dentro de duas a três semanas os efeitos ruins vão passando e aparecendo os bons. O importante é não parar o tratamento, caso contrário, as crises serão cada vez mais fortes. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente) e elimine a palavra “medo” de sua vida. Assim que os bons efeitos surgirem, os problemas familiares e no trabalho irão passar, também. Converse com seu marido a respeito de seu problema, para que ela possa compreendê-la melhor. Pode também pedir a seu psiquiatra que faça isso ou pedir que ele (seu marido) leia os comentários aqui. Diga-lhe que se trata apenas de uma fase e que você precisa de contar com a ajuda dele. Seja humilde ao falar de si e ao pedir ajuda.

      Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Elimine o seu preconceito contra os remédios controlados, pois são usados por portadores de vários problemas de saúde: diabéticos, hipertensos, cardíacos, depressivos, etc. Nós só temos a agradecer à Ciência por oferecê-los a nós. Ponha mais otimismo em sua vida, a partir do uso do medicamento. Não se deixe levar por possições preconceituosas que ainda existem em relação aos problemas mentais. Eles crescem assustadoramente em todo o mundo.

      Michele, a sua vontade de sumir, não querer se levantar da cama, angústia… Tudo está ligado ao estado de saúde pelo qual passa. Mas não se desanime. Faça o tratamento direitinho e sua vida será outra. Mire-se nos exemplos dos colegas de caminhada aqui deste site. Leia suas histórias, recaídas, esperanças, e a luz no final do túnel que encontram. Não entregue os pontos. Viver é lutar todos os dias. Procure uma ginecologista para ver o seu problema menstrual, há muitos medicamentos para conter tal síndrome. Estanque essas lágrimas, fazendo o tratamento direitinho. Você deve, você é capaz de fazer o tratamento! Mire-se na nossa força. Quero sempre notícias suas. Conte com nossa ajuda, sempre. Você não se encontra só!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Boa-tarde Lu, tudo bem?
        Estou melhorando bastante, ainda tenho, às vezes, aquela ansiedade que quer dar uma subidinha na pressão, aí tomo um frontal e tudo se acerta. Meu médico aumentou minha dose de escitalopram para 1 e meio por dia, estou tomando também arsênico homeopático, e hoje comecei a tomar floral, recomendado pela minha psicóloga. Será que não faz mal todos esses remédios? Academia e regime também, 15 kg menos. Percebi que quando vou medir minha pressão, ela dá um pouco alterada, trazendo muita ansiedade, tenho que parar de medir, pois não tenho problema algum físico.

        Abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Os remédos homeopáticos não apresentam problemas, pois a dosagem é muito pequena. O floral pode ser tomado até por crianças. É totalmente inofensivo. Fique tranquilo. Quanto à pressão, você pode estar passando por uma hipertensão psicológica, ou seja, ela aumenta em razão de sua ansiedade ao medi-la. O bom mesmo é parar de medi-la. Não alimente a sua hipocondria. Parabéns pelos 15 kg perdidos, se essa era a sua intenção. Mas não abuse da academia, pois o corpo também precisa de descanso. Sinto-me feliz ao receber as notícias relativas à sua melhora. Maravilha!

          Abraços,

          Lu

      2. Michele

        Oi, Lu!
        Demorei, né… Estava no buraco da ansiedade. Tive uma crise tensa e fui a outro médico, que me receitou Sertralina e Topiramato, esse novamente.Tomei hoje já, alguns efeitos colaterais, mas nada que não suporte. De qualquer forma preciso seguir adiante, porque não dá pra viver com sentimentos ruins dentro de nós.

        Obrigada por sua preocupação. Estarei sempre aqui contando minha evolução.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Eu já estava com saudades suas.

          Amiguinha, a luta é grande até acertar com aquele medicamento que irá fazer toda a diferença. Isso acontece com todos. Continue POP. Seguindo sempre em frente. E não suma!

          Beijos,

          Lu

  43. Vinícius

    Boa-tarde, Lu!

    Desse mal todos sofremos, mas ainda bem que tem esses santos remédios para nos ajudar. Os seus textos estão ótimos, continue assim.
    Parabens, abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vinícius

      Quanto mais informados estivermos, mais fácil será o nosso tratamento. Que bom saber que estou ajudando!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  44. Bruna

    Bom-dia, Lu!
    Graças a Deus encontrei um lugar onde vejo que não somos (eu e meu marido) os únicos a passararmos por momentos difíceis! Vou tentar ser breve.

    Sou esposa de uma pessoa que tratou por anos a fio de depressão, pânico e chegou a ser diagnosticado como Bipolar, e nos últimos anos ficou sem tratamento, e tentando levar a doença do jeito mais natural, deixando os que vivem com ele, preocupados e esgotados. Consegui convencê-lo e 6ª feira (02/09) ele foi à consulta com psiquiatra. Foi diagnosticado com Transtorno de Ansiedade aumentado pelos fatores externos que inflamam “a doença”, mas não são os causadores do transtorno, como meu marido pensava. Achava que estava desse jeito devido aos problemas enfrentados. Como sempre digo, o remédio não é pra solucionar os problemas, mas o ajudará a ter força e coragem de enfrentá-los!

    Hoje posso dizer que estou esgotada, cansada, porque tenho que ser forte por todos (porque tenho 2 filhos pequenos). Fui muito acusada pelo meu marido por tudo que acontece com ele, mas sei que isso também é um tipo de fuga. Hoje ele está no seu 6º dia de 10 mg de oxalato de escitalopram e posso dizer que está numa “fossa” danada. O que posso fazer pra ajudá-lo? Já disse que ele tem que ter paciência e força, que dias melhores virão, mas meus dias, meses e posso dizer anos, não estão sendo fáceis. Deve ser hereditário pois a família (tios e primos) a maioria são assim também!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruna

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, posso imaginar como têm sido difíceis os tempos pelos quais passa, mas o importante é olhar para frente, pois o presente é uma ponte entre o passado e o futuro. Enquanto um já ficou para trás, o outro dependerá do modo como vivemos o “agora”. E quanto mais otimismo injetarmos em nossa vida, mais fáceis serão os nossos passos, por mais forte que seja a tempestade. Pesquisas médicas comprovam que os otimistas possuem melhor respostas nos tratamentos. Já que tristeza e derrotismo não acrescentam nada à nossa vida, caminhemos para frente, pois tudo na vida passa. Saiba também que encontrou um cantinho bem especial, com uma família maravilhosa.

      Ao contrário do que seu marido pensava, a TAG é também responsável pela falta de sucesso nos negócios, pois ele não se encontra equilibrado emocionalmente para tomar decisões. Um erro vai caindo sobre outro, formando um tenebroso labirinto, um buraco sem fundo, uma mistura explosiva. É humanamente impossível tomar decisões quando se está sob o fardo de uma ansiedade sem limites. Assim que o medicamento passar a fazer efeito, tudo irá mudar para ele. Você tem toda a razão, quando diz que o medicamento dará a ele o equilíbrio necessário para a resolução dos problemas. Quanto às acusações, não as leve a sério, pois não são culpa dele, que até agora não tem nenhum domínio sobre si. Somente quem sofre de TAG sabe o inferno que é a vida antes do tratamento, como você poderá ler nos comentários. Passe uma borracha nisso tudo e encare a vida daqui para a frente. Nada de ficar ruminando o passado, pois isso só fará mal aos dois e às crianças.

      Bruna, é preciso que você se prepare para ajudá-lo nessa fase inicial do tratamento. Todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam depois de duas a três semanas, de acordo com cada paciente. Não é um período fácil, pois a pessoa parece ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. Umas, ingenuamente, até param o tratamento, ficando as crises ainda mais severas. Não permita que ele faça nada sem o consentimento médico. Acompanhe-o com atenção e, sempre que necessário, entre em contato com o médico. Diga a seu marido que ele precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Convide-o a ler os depoimentos e os textos. Se necessário, veja com o psiquiatra se ele pode passar um tranquilizante para ele.

      Lindinha, o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) tem sido uma constante na vida de muitas pessoas, como poderá comprovar lendo os comentários aqui. O melhor de tudo é que existem excelentes medicamentos no mercado, que permitem a essas pessoas levarem uma vida cada vez mais normal. O primeiro passo é aceitar que se está doente e que é preciso ser medicado. Daí para a frente o organismo irá se equilibrando e tudo se encaixará, tornando a vida bem mais fácil. O fato de o seu marido ter aceitado fazer o tratamento é uma grande vitória. Estou feliz por ele e por você. Quanto a você, minha amiguinha, precisa relaxar para ajudá-lo nessa primeiras semanas. Peça ao médico para receitar-lhe um calmante fitoterápico. Eu também venho de uma família com depressão hereditária. Tomo antidepressivo desde adolescente e encontro-me muito bem. É claro que também tenho dias bons e outros nem tanto, mas por isso passam todos os viventes, pois faz parte de nossa humanidade. Meu marido também toma antidepressivo. Formamos um belo par… risos.

      Bruna, fico feliz que tenha encontrado este cantinho e que dele tenha gostado. Saiba que somos todos seus amigos. Você não se encontra só. Gostaria de saber se toma algum antidepressivo e ter notícias diárias suas e de seu marido, nessa fase inicial.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Bruna

        Nossa Lu, que resposta maravilhosa e completa!Tem dias que precisamos falar… Hoje você respondeu tudo aquilo que precisava ouvir / ler! Obrigada!

        Eu não tomo antidepressivo nenhum, somente o marido é que está em tratamento.Mas vou passar pelo meu ginecologista e ele me ajudará nisso!
        Esse negócio de hereditariedade, tenho medo, pois meu filho de 8 anos, tem muito do meu marido, tanto é que estou levando no neuropediatra, investigando se têm Defict de Atenção a pedido da escola.

        Beijos e logo logo posto pra você saber como estamos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Bruna

          Leve seu filho direitinho ao médico, conforme pedido, mas não se preocupe com isso, pois a medicina encontra-se cada vez mais avançada, com medicamentos eficazes. Pense em como viviam as crianças antigamente, quando a Ciência ainda engatinhava na área mental. Hoje é uma maravilha.

          Beijos,

          Lu

      2. Aliane

        Lu, boa-noite!
        Faço tratamento há 1 ano e 2 meses de depressão, transtorno do pânico e ansiedade, e agora minha médica descobriu que estou com um transtorno de dissociamento. Não sei o quee fazer. Continuo tomando oxalato de escitalopram 30 mg e agora ela acrencentou respiridona de 1 mg e revotril de 2 mg e quer trocar pra um chamado amitripitilina. Eu estou em pânico, já não sei mais o que tenho nem quem sou. Estou chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          Fique tranquila, minha amiguinha, pois tudo se ajeita. É muito importante que você confie em sua médica para que possa ter eficácia em seu tratamento. Se assim não for, opte por outro profissional, pois a confiança entre médico e paciente ajuda muito no tratamento. Saiba que os medicamentos usados para tratar a depressão, SP e a ansiedade ajudam no tratamento do transtorno dissociativo de identidade, também conhecido por transtorno de múltiplas personalidades, junto à psicoterapia.

          Amiguinha, se tiver dúvida quanto à troca de medicamentos que a sua médica quer fazer, converse com ela, para que lhe explique quais serão as vantagens. A amitriptilina é um antidepressivo muito conhecido, que se encontra na lista de medicamentos essenciais da organização mundial de saúde (OMS), portanto, nada há a temer. Trata-se de uma medicação muito usado em todo o mundo.

          O que fazer: comece ficando calma. Leve seu tratamento adiante e acredite que irá ficar boa. Hoje a medicina encontra-se muito avançada no campo da saúde mental. Não pare de tomar nenhum remédio sem o consentimento médico. Quanto mais tranquila ficar, mais rápido serão os progressos. É normal que se sinta “chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste”, mas tudo isso não passa de uma fase em sua vida. O importante é que se encontra em tratamento.

          Aliane, gostaria que me escrevesse sempre que possível. Ficaremos sempre em contato. Conte comigo. Estarei sempre esperando seu comentário.

          Abraços,

          Lu

        2. Aliane

          Oi, Lu, bom-dia!
          Muito obrigada por tudo. Eu confio na minha médica, mas estava bem mesmo, e do nada acotece isso de acrescentar mais uma doença, que eu nem sabia que existia. Minha querida Lu, estou muito triste, mas confiante que vou ficar bem em nome de Jesus.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          O diagnóstico de problemas mentais são por vezes muito difíceis, podendo sua médica ter-se enganado. Aguarde mais um tempo para uma reavaliação. Jogue a tristeza fora e fique apenas com a confiança. Logo tudo isso irá passar. Venha sempre conversar conosco.

          Beijos,

          Lu

  45. Janaína Autor do post

    Lu
    Estou mal faz uns 6 meses. Mas sempre naquela montanha russa, bem mal e vice-versa.Tomei durante um mês os florais de Bach e pra falar a verdade não sei se me ajudou de fato. Fui ao psiquiatra que me diagnosticou com depressão pós parto, tenho lido sobre os sintomas e sei também que posso ter TOC, pois tenho muitos pensamentos intrusivos que me perturbam muito. A médica me medicou com escitalopram, que estou tomando faz 16 dias. Os pensamentos diminuíram, mas apareceu com mais freqüência um sintoma que eu senti no início algumas vezes.Tenho a impressão de que minha vida não é real com muita frequência, quase o dia todo parece que vou acordar e era tudo um sonho. Isso me causa muito medo e angústia, pois tenho medo de perder minha filha, pois às vezes tenho a impressão que ela não existe “DEUS ME LIVRE”. Agora não sei se isso é pensamento do TOC ou despersonalização, transtorno esse pouco estudado.

    Estava vendo um video no you tube e tem uma menina que tomou venlafaxina e está recuperada da despersonalização, será que o escitalopram pra mim não está fazendo efeito? Ou é muito cedo ainda pra dizer? Alguém com o mesmo problema ou parecido? Alguma mãe com dpp? Me ajudem.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você vai começar mantendo a calma e vendo tudo dentro da normalidade. Os sintomas citados por você fazem parte da fase adversa do medicamento, inclusive a despersonalização. Saiba, porém, que isso acontece com muitos usuários de antidepressivo, na fase inicial, que dura em torno de três semanas, dependendo de cada organismo. Realmente não é fácil passar por esse período de turbulência, mas saiba que logo estará vendo céu azul. Como já faz mais de 15 dias que está tomando o oxalato de escitalopram, significa que está saindo dessa turbulência ocasionada pelo remédio. Ao ler os comentários verá que a grande maioria passa por isso. Não tenha medo. O importante é que esteja sempre em contato com sua médica, repassendo tudo que esteja sentindo.

      Jana, sua vida é real. Pense sempre nisso! Quando tal sensação vier a acontecer, repita para si mesma que se trata de um efeito adverso do medicamento, mas que já está passando. Não deixe sua mente tomar o comando de sua vida, a ponto de fazer com que você aceite que a ilusão seja realidade. E não deixe de falar sobre isso com a sua médica e seu esposo. Peça a ele para observá-la nessa fase. Certo? Eu sempre digo que nesse período é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Amiguinha, não fique buscando respostas na internet. Informações, sim, mas em sites confiáveis. Somente um psiquiatra poderá ao paciente o que tomar, e isso depois de uma longa conversa. Lembre-se de que cada organismo pode reagir de um modo diferente à medicação. Além disso, nem todo antidepressivo pode ser receitado a uma pessoa, pois entram outras questões, como cardíaca, hipertensão, etc. Esqueça as receitas baratas do Dr. Google. Informar não é o mesmo que receitar. O segundo depende de olho no olho e muita conversa, além de conhecimento do histórico pessoal e familiar do paciente. E é muito cedo para tirar qualquer tipo de conclusão sobre o medicamento. Talvez sua médica possa lhe passar um ansiolítico. Converse com ela.

      Dentre os comentários encontrará muitos casos de depressão pós parto. Leia com calma. Não se sinta só, venha sempre aqui conversar conosco.

      Um beijo para você e outro para sua filhinha que deve ser muito linda. E pensamento positivo, minha amiguinha.

      Lu

      Responder
    2. Maria

      Janaína
      Eu também estou no décimo sexto dia de escitalopram. Tenho pânico e depressão. Estava com as duas coisas e comecei a tomar o remédio de 5 mg. A ansiedade melhorou e nao tive mais crise de pânico, entretanto noto que a depressão piorou. Não tenho vontade de fazer nada, ao contrário de antes, que tinha ansiedade, mas estava mais animada. Hoje mesmo tomei o comprido e senti mal, parecendo que estava caminhando nas nuvens e que tinha despersonalizado. Achei que ia ter um AVC. Vim pra este cantinho da Lu, onde estou escrevendo. Aquela sensação ruim está passando.E acho que é a fase inicial do tratamento que é muito ruim. Temos de ser POPs.

      Um abraço e fé em Deus.

      Responder
  46. Fábio

    Olá, minha querida! Adorei o blog, queria expôr uma questão.
    Fui diagnosticado com depressão aguda e o meu psiquiatra receitou-me escitalaprom; faz 3 semanas que estou a tomar e não tive efeitos secundários nenhuns até agora, mas não vejo assim grandes melhoras. Acha que tenho que esperar mais um pouco para ver os resultados positivos?
    Tomo 10 mg de manhã e estava mesmo a pensar em aumentar a dose para os 20 mg, mas não queria aumentar por conta própria, mas a consulta com o psiquiatra é só daqui a 4 meses. O que faço?

    Beijinhos de luz e amor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, você se encontra na fase inicial do tratamento, quando o seu organismo ainda está em fase de adaptação ao antidepressivo, ou seja, arrumando a cama para ele se deitar. É realmente muito bom o fato de não ter passado pelos terríveis efeitos adversos, mas ainda assim faz-se necessário aguardar os bons resultados, cujo tempo varia de pessoa para pessoa. Você terá que esperar pelo menos 30 dias. Existem pessoas que vão sentir os bons efeitos lá para o segundo mês. Você diz que não viu “assim grandes melhoras”, o que significa que “pequenas” têm aparecido. Saiba que nós, usuários de antidepressivos temos que ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Temos que trabalhar com o tempo, também. E quanto mais tranquilos e positivos procurarmos ser, mais rápidos serão os resultados, conforme comprovam pesquisas médicas.

      Fábio, você precisa esperar mais tempo. Vá anotando tudo que se passa com você durante esse tempo, para levar para seu psiquiatra. Não adianta ficar pulando de um medicamento para outro. Eu também tomo 10 mg de oxalato de escitalopram há muitos anos (sou depressiva crônica) e tenho me dado muito bem.

      Amiguinho, somente seu médico, depois de uma avaliação de sua saúde, poderá fazer qualquer mudança na dosagem. O retorno ao psiquiatra, no início do tratamento, se tudo correr normal, deve acontecer após 30 dias e não quatro meses. Pelo menos é o que acontece aqui no Brasil (pelo modo como escreve, imagino que seja português). O retorno após quatro meses é inviável, até porque o médico tem que avaliar como o organismo do paciente está reagindo ao medicamento, pois há casos severos em que precisa ser suspenso. Não aumente a dose, pois poderá sofrer com os efeitos adversos. Devemos tomar somente a dosagem que nos é suficiente para, no futuro, quando o organismo exigir mais, possa ser aumentada. Lembre-se de que você se encontra no início do tratamento.

      O que faz? Aguarde 30 dias, caso não tenha efeitos insuportáveis, e retorne a seu psiquiatra para que ele o avalie. Não aumente a dosagem. E também não suma deste espaço.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Inês

        Oi, Lu!
        Fugi um pouco de cometar aqui para não aborrecer vocês com um monte de queixa nos dias mais difíceis. Faz duas semanas que estou tomando a Fluô e acho que estou finalmente melhorando a minha ansiedade. Comecei também a terapia para aprender a me preocupar de forma eficaz e não preocupar-me com tudo à toa. Seu blog tem me ajudado muito. Adorei ler os sensíveis flagrantes da vida real do Dr. Ivan Lage. Continue o bom trabalho que continuo dando notícias.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          A função deste cantinho é nos ajudarmos mutuamente. Não há nenhuma preocupação com as queixas dos dias mais difíceis. De que nos adiantam os amigos somente das horas boas? Deles eu abro mão. Portanto, florzinha, nada de ausência. Fico alegre com o descortinar das melhoras, dona POP. Quanto aos textos do Dr. Ivan Lage, eles são maravilhosos. Viu o quanto aquele homem é generoso? O seu trabalho é de tocar o coração.

          Um beijo no seu coração,

          Lu

      2. Fábio

        Olá, minha querida, Lu, daqui fala o Fábio de Portugal 🙂

        Venho agradecer a força e as dicas que me deu para esperar os 30 dias para o antidepressivo começar a fazer efeito. Na verdade passado os 30 dias já me sinto muito melhor, já não me sinto tão apagado da minha mente… Espero que com o tempo ainda novas melhorias possam surgir…

        Obrigado e um beijo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fábio

          Fiquei feliz com as suas notícias. A tendência é ficar cada vez melhor à medida que o medicamento pontencializa seus efeitos positivos. Não vá nos abandonar. Conheça outras partes do site. Convide seus amigos portugueses para conhecer nosso espaço, que conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Gustavo

        O seu comentário, apesar de diminuto, trouxe-me lágrimas aos olhos. É preciso haver muita generosidade dentro do coração, além de uma profunda sensibilidade, para repassar a outrem palavras tão carinhosas e incentivadoras. Sinto que você é alguém muito especial, do tipo de pessoa que faz toda a diferença em prol de um mundo melhor.

        Amiguinho, muito obrigada! Será um prazer contar com sua visita, sempre! Conheça outras categorias do site, que perfazem um total de 32, com os mais variados assuntos.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  47. Rodrigo

    Olá, tudo de bem?
    Estou com uma infecção urinária recorrente. Meu urologista passou Macrodantina e Oxe, pois informou que esse último ajudaria a tirar a sensibilidade da bexiga e da uretra, o que me faz ter vontade de urinar com frequência (perco a conta de quantas vezes vou ao banheiro por dia). Queria saber se essa combinação de medicamentos é normal, pois não tenho sintomas de ansiedade incontroláveis. Achei estranho. Gostaria de ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo
      Seja bem-vindo a este blog. Sinta-se em casa

      Amiguinho, para ser franca, eu não sabia que o oxalato de escitalopram pudesse ser usado para tal fim. Mas pensando bem, acho que o seu urologista tem razão, pois a sensibilidade da uretra e da bexiga desperta a vontade de urinar. E o antidepressivo irá controlar esse desejo constante, ao equilibrar o organismo, ainda que a ansiedade seja amena. Tenha a certeza de que ele sabe o que está fazendo, pois um deslize poderia acabar com sua carreira. Contudo, para que não paire nenhuma dúvida, e também para que fique tranquilo, não hesite em questioná-lo. Faça-lhe todas as perguntas que julgar necessárias. O médico tem o dever de tirar todas as dúvidas de seus pacientes.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  48. Inês

    Lu,um alô de Portugal!

    Eu fiz o tratamento inverso do seu. Fiz com escitalopram durante 9 meses para ansiedade e me sentia muito bem. Depois o médico (psiquiatra) decidiu pela retirada do remédio. Em três semanas estava de volta ao consultório, pior que no início. Me receitou então a fluoxetina e comecei a tomar há cinco dias atrás, dia sim e dia não, de 20 mg, pois aqui não existe dose menor. Estou me sentindo muito agitada, ansiosa com tremor nas mãos e tenho tomado medicação para dormir (trazodona). Eu sou positiva, penso que isso vai passar, mas o escitalopram não deu nada desses sintomas, apenas sonolência, acho que preferia ter continuado com ele mesmo.

    Este blog me dá força para este período inicial de tratamento tão difícil. Entretanto, vou começar psicoterapia, pois nunca tive depressão e a ansiedade vem do nada, então o médico acha que seria bom tentar descobrir se tem algo por detrás disso.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Inês

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha portuguesa, eu não entendei o porquê de seu médico ter retirado o oxalato de escitalopram, uma vez que estava se sentindo bem com ele. Normalmente, só se muda a dosagem ou o medicamento, quando não está fazendo efeito ou trazendo muitos sintomas adversos para o paciente. Em relação à sonolência, se tomava o medicamento durante o dia, poderia ter passado a tomá-lo à noite.

      O que você está sentindo são os efeitos adversos da fluoxetina, que normalmente duram cerca de duas a três semanas, dependendo de seu organismo. A fase inicial é mesmo muito difícil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Tenha a certeza de que tudo isso irá passar e você terá qualidade de vida. Não pare sem o consentimento médico, pois a ansiedade, se não tratada, resvala para a Síndrome do Pânico. E continue em contato conosco.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Inês

        O médico me retirou o escitalopram (aqui se chama só assim) porque acreditava que o meu tratamento havia terminado, pensávamos que a minha ansiedade havia ficado controlada. Porém não, e aí ele decidiu substituir pela fluoxetina. Estou indo fazer psicoterapia na próxima semana para ver se também ajuda. Depois falo pra vocês sobre os resultados. Esta manhã me senti um pouco melhor, cabeça mais limpa, mas o que me enerva mesmo é não conseguir dormir sem ajuda de outro remédio :s. Tenho medo de ficar dependente. Mas vou rezar para que seja só essa semana até os efeitos maus da fluoxetina irem embora e ficarem só os bons.

        Obs.: a mulher do meu pai é brasileira por isso me sinto tão bem desse lado do oceano como do outro.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Infelizmente não tem como o profissional saber, com exatidão, quando retirar o antidepressivo. Por isso, acontece de ele o retirar e depois ter que voltar com o tratamento, como aconteceu com você. Mas se estava dando bem com o escitalopram, por que mudou para a fluoxetina? Quanto à psicoterapia, se o seu problema tiver origem traumática, ela será ótima. Não seriam saudades do Brasil e a adaptação a uma nova cultura?

          Amiguinha, o ansiolítico é muito importante na fase inicial do tratamento, inclusive para ajudar a dormir. Mas assim que seu organismo adaptar-se bem ao antidepressivo, não mais haverá necessidade de fazer uso do mesmo. Não se preocupe com isso agora. A dependência não é assim como pensa, pois exige um tempo bem maior.

          Recebo muitos comentários de pessoas de Portugal. Inclusive tenho um leitor diário da cidade do Porto. Repasse o endereço do blog para seus amigos aí. Seja a minha representante… risos.

          Aguardo notícias suas. Abraços,

          Lu

        2. Inês

          Combinado, Lu. Serei sua representante para todos os que precisem aqui, também na cidade do Porto. Seu blog é o melhor ansiolítico possível.

          O médico quis experimentar a fluoxetina porque eu tive muita dificuldade no desmame do escitalopram. Já pensando no futuro, ele quis trocar. Mas mesmo no início, eu me sentia melhor com o escitalopram. A fluoxetina está sendo muito mais difícil de passar o período inicial. Para a semana vou aumentar a dose consoante as indicações e esperar mais dez dias e, se não melhorar, vou pedir para voltar ao esc. A psicoterapia é para ajudar a perceber se a ansiedade é causada por algum problema que eu não assumo nem para mim mesma, ou se é mesmo crônica. Essa noite me lembrei do seu POP e me ajudou imenso, pois mesmo com palpitações, peguei no sono. Obrigada por nos ouvir sempre, querida.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Para se ter certeza sobre os efeitos do medicamento em nosso organismo é necessário esperar, pelo menos, um mês. Há pessoas em que os efeitos adversos demoram mais a passar. Ao mudar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram e vice-versa faz-se necessário um período de espera, como explico em um dos textos. Sua psicóloga só irá encontrar em você saudades do Brasil… risos.

          É isso, amiguinha, nós somos POPs e nada irá nos derrubar. Tome um leite morno antes de deitar-se. Obrigada por ser minha embaixadora aí. Lembre-se de que o blog possui 32 categorias. SAÚDE MENTAL é apenas uma delas.

          Beijos,

          Lu

        4. Inês

          Obrigada, Lu pela, por sua resposta sempe pronta. Há quase uma semana com a fluô e acho que melhorei um pouco. Meu sono está regularizando com doses mínimas de calmante, meus pensamentos mais leves. Só tenho muita palpitação no peito na hora de deitar e levantar, mas sou POP e isso vai passar. Vamos torcer para que aumentando a dose nesta semana tudo se mantenha igual. Tenho lido outros textos do seu blog sim, que me têm feito sorrir bastante. Você é grande!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          À medida que o organismo vai se acostumando com o antidepressivo, os efeitos ruins vão acabando e os bons aparecendo. Tudo é uma questão de paciência. Para relaxar mais, poderá fazer uso de chá de camomila, seis vezes ao dia. Procure tomar um banhozinho tépido ao deitar-se e logo depois um copo de leite morno. Logo terá virado uma “anginha” de tão calma que se encontrará.

          Fico feliz ao saber que está lendo outras categorias do blog. Recomendo em especial VIDA SAUDÁVEL e também a ARTE DE VIVER. E continue POP, amiguinha. E grande é apenas a minha vontade de ajudar… risos.

          Grande abraço,

          Lu

        6. Dani

          Olá,Lu! Adorei seu blog!
          Tenho uma perguntinha. Eu posso tomar calmante naturais (ex. Valleriana) junto com a fluoxetina?

          Inté!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          E eu adorei a sua presença aqui. Sinta-se em família.
          Amiguinha, os calmantes naturais são ótimos. Pode tomar, sim. Mas gostaria que você informasse sobre o fitoterápico que irá tomar a seu médico, pois alguns não se adequam ao organismo da pessoa.

          Inté!

          Lu

        8. Inês

          Oi Lu!
          Uma semana com a fluô e estou desesperando. Tem horas que a minha ansiedade é tanta que parece que vou morrer. Tem outras que não sinto ansiedade nenhuma. A insônia é terrível, mas durmo com a trazodona (acho que no Brasil se chama donofren). Tenho vontade de correr ao psiquiatra e pedir meu oxi de volta. Mas além dos 15 dias de pausa que teria de fazer ainda há o risco de na segunda volta não ter o mesmo efeito. Mais uma semana tentando ser POP. Nada fácil.
          Obrigada pela sua paciência. Beijo!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Minha guerreirinha POP, respire fundo e continue. Logo tudo terá passado. A fase inicial com qualquer antidepressivo costuma ser terrível. Algumas pessoas sofrem bem mais do que outras. Mas todas vencem, exceto aquelas cujo organismo não aceita a fluoxetina. Por isso, vá comunicado ao psiquiatra todos os efeitos adversos pelos quais está passando. Se não der bem com a minha amiga fluô, deverá voltar para os braços do Oxi, com a anuência médica. Mas não desanime. É assim mesmo! Procure preencher sua mente com outras atividades. Estou torcendo por você.

          Grande abraço,

          Lu

  49. Janaina

    Olá, Lu!
    Faz três dias que comecei a tomar escilapran 10 mg. E as minhas dúvidas são muitas, porque parece que os sintomas pioraram. Estou confusa. Seria bom pra mim conversar com alguém que já toma e tirar minhas dúvidas. Fui ao especialista que me receitou, pois estou sofrendo depressão.
    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você encontrou o espaço certo, pois nosso objetivo aqui é trocar informações e ajudarmos uns aos outros. Antes de mais nada, saiba que, quando se começa o tratamento, é mesmo muito difícil, pois os sintomas ficam realmente piores do que antes. Não se trata de imaginação, isso acontece de verdade. É a luta do organismo para não aceitar uma substância nova. Mas, normalmente, depois de cerca de duas a três semanas, os sintomas ruins irão desaparecendo e os bons chegando. Nessa fase é preciso ter muita paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). Você está, portanto, na fase mais difícil, mas não desista, pois isso irá passar. E jamais pare sem consentimento médico, pois o retorno ao medicamento ainda é mais difícil, sem falar nas crises que se tornam mais fortes.

      Jana, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos psiquiatras. Eu mesma faço uso dessa substância, pois também sou depressiva, e estou me dando muito bem com o medicamento. Já o tomo há mais de quatro anos. Fique tranquila. E qualquer dúvida, venha aqui conversar conosco. Leia também os comentários para ver que a grande maioria das pessoas passa pelos efeitos adversos. Siga em frente, minha querida. Estamos aqui para ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  50. Cesar

    Boa tarde, Lu!

    Passei para falar que estou melhorando aos poucos, ainda tenho sintomas de ansiedade, 13º dia de ESC, tomei o frontal apenas nos primeiros 4 dias de trabalho, pois estava muito difícil. Ainda tenho alguns momentos de ansiedade, porém não deixo aquela adrenalina tomar conta, conseguindo controlar, meu medo é que a pressão suba com essa adrenalina, assim como subiu da outra vez.

    Queria muito também tirar uma dúvida, tem um polivitamínico chamado Viricaps, gostaria de saber se posso tomar junto com os remédio e também por estar passando por essa situação de ansiedade, sendo que na fórmula tem guaraná/cafeína.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Fico contente ao saber que continua melhorando. E olhe que ainda se encontra no início do tratamento, na fase dos efeitos adversos. Daqui para a frente se sentirá cada vez melhor. Lembre-se, contudo, de que terá momentos de ansiedade, pois isso é normal. A ansiedade só é ruim quando interfere na nossa sáude, quando aparece sem nenhum motivo. Aí, sim, é necessário buscar ajuda médica, como você o fez.

      Quanto ao polivitamínico seria bom que conversasse com seu médico em razão de sua pressão, que sobe com muita facilidade. O guaraná possui muita cafeína, sendo um estimulante energético. Pode ser que venha a aumentar a sua ansiedade e, consequentemente, sua pressão sanguínea. Leve para o médico ver a concentração do polivitamínico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Beleza, vou conversar com ele mesmo. A dificuldade que ainda sinto é de dirigir longe e sozinho, no resto está tranquilo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          À medida que seu organismo for se adaptando com o medicamento, essa dificuldade vai sendo eliminada. Por enquanto, tenha muito cuidado ao volante e procure sempre estar com alguém, já que isto lhe traz segurança.

          Abraços,

          Lu

        2. Cesar

          Olá, Lu!
          Venho contar que estou cada dia melhor, tomando escitalopram ainda. Nunca mais tive crise. Às vezes vem aquela sensação ruim, como se fosse ter uma e eu disvirtuo. Estou dirigindo sozinho, e, quando necessário, uma vez por mês ou até a cada dois meses, tomo meio frontal. Esta semana ando um pouco ansioso, mas nada demais também.

          Abraço!

        3. LuDiasBH Autor do post

          César

          Que maravilha! É bom saber que anda cada vez melhor. Ficar livre das crises vale todo o sofrimento inicial do tratamento. Quanto a andar ansioso, há muitos fatores contribuindo para isso, dentre os quais a proximidade do Natal, que sempre faz com que gastemos mais que o desejável, e essa crise pela qual passa este nosso pobre país e seu povo. Tem me feito sofrer ver o número crescente de pessoas vivendo na rua. Não há como não ficar triste e sem esperança diante de tanta canalhice de nossos Três Poderes. Portanto, essa sua ansiedade é mais do que normal.

          Abraços,

          Lu

        4. Cesar

          Bom-dia, Lu!
          Quanto tempo né, já estou 90% bom, mas ainda sinto dificuldade para dirigir até locais distantes, sozinho, por conta do trauma de ter passado mal dentro do carro, de moto vou tranquilo. Antes de ontem tomei o último escitalopram, pois meu médico mudou para venlift od 37.5 mg. Alega que, para os sintomas que restaram, ele irá tratar melhor.

          Abraço

        5. LuDiasBH Autor do post

          César

          Maravilha, meu amiguinho! Quanto à dirigir em locais distantes, isso se trata de um trauma. E se você mesmo já sabe qual é o motivo, fica ainda mais fácil saná-lo. Continue nos informando sobre seu tratamento, inclusive sobre a mudança para o Venlift. E não suma!

          Abraços,

          Lu

        6. Rick

          Minha amiga, Lu, tudo bem?

          Estou aqui para falar que estou ainda em tratamento. Tive alguns episódios hipocondríacos que contribuíram para minha ansiedade… Mas estou caminhando… Cantando… E seguindo a canção… Hoje tomo venlafaxina 75 mg e Alprazolan 2 mg ao deitar-me. Admito que ainda sinto coisas estranhas.. como despersonalização e desrealização. Porém, estou 70% curado. Faço terapia também, o que tem me ajudado bastante.

          Saudades, minha amiga.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Está tudo bem! A vida vai seguindo seu curso dentro da normalidade. E cada vez respondo mais comentários. Fico feliz ao saber que você se encontra bem melhor. Esses episódios hipocondríacos dependem muito de você. Procure não levá-los tão a sério. Quando vierem, desvie sua atenção. Essas “coisas estranhas como despersonalização e desrealização” irão passando aos poucos. Dê mais tempo para o antidepressivo agir. A terapia, junto ao tratamento psiquiátrico, ajuda bastante. E continue firme, garoto POP!

          Abraços,

          Lu

  51. Alexandra da Silva

    Olá, Lu!
    Mudei de escitalopram para paroxetina de 20 mg, faz 20 dias, mas ainda sinto um pouco de ansiedade e pensamentos ruins, mas estou levando. Gostaria de saber se você faz ou já fez terapia? Porque não vejo ninguém comentando. Eu estou fazendo e está me ajudando muito no problema da sensibilidade que tenho, porque no remédio sinto todas os efeitos adversos. Somos POPs!

    Um abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      É normal a mudança de um antidepressivo para outro, até que se acerte naquele especial. É preciso fazer experiências, infelizmente. Quanto à psicoterapia, eu nunca fiz nenhuma. E, ao que parece, muitos poucos que aqui vêm o fazem. Se você está se sentindo bem, continue. Lembre-se de que mudar velhos hábitos e a maneira de enxergar a vida é fundamental. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Não há de que, minha amiguinha. Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  52. Marina

    Olá, Lu!
    Descobri hoje que meu irmão Arthur, de apenas 16 anos, precisará tomar este remédio. A primeira coisa que procurei foi a bula, e fiquei muito triste e preocupada com tantos efeitos colaterais. Inconformada tive que procurar alguma coisa sobre o Oxa que me alegrasse, e encontrei este texto, que foi uma das poucas coisas que me fez sorrir hoje. Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, jogue essa sua preocupação fora, pois não é o bicho-de-sete-cabeças como pinta a bula. Os laboratórios são obrigados a colocar tudo ali, até mesmo um único fato acontecido. Saiba que os adolescentes têm muito mais facilidade de adaptação aos remédios do que os adultos. Eu também comecei a tomar antidepressivo ainda na adolescência, pois a minha depressão é hereditária. Não me lembro de ter sentido alguma coisa. Portanto, nada de preocupar-se com o Arthur, pois ele irá tirar de letra. Sem falar que a preocupação (pré-ocupação) é uma tolice que não leva a lugar algum. Deixe as coisas acontecerem normalmente. Não encha a cabecinha do garoto com informações negativas, certo?

      Marina, todo antidepressivo traz efeitos colaterais, embora algumas pessoas não sintam absolutamente nada, como poderá ler aqui nos comentários. Mas esses efeitos passam depois de duas a três semanas, vindo os efeitos bons. Pode ser que o Arthur, por ser muito jovem, não passe por eles (hoje, muitas crianças tomam antidepressivo). Apenas acompanhe-o para observar suas reações. Caso ache que alguma reação mais forte esteja acontecendo, entre em contato com o médico dele. No primeiro mês de tratamento, o contato com o psiquiatra deve ser mais constante. E continue me informando sobre meu mais novo paciente virtual (é o segundo com 16 anos aqui). Não se esqueça!

      O que está levando o Arthur a tomar antidepressivo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  53. Cesar

    Boa tarde!
    Tive uma crise de ansiedade e minha pressão subiu muito, fiz todos exames e não tinha nada. O clínico recomendou sertralina, estava tomando por 15 dias, porém ainda com algumas crises, dirigir sozinho somente por perto. Hoje fui no psiquiatra que me passou o ESC 10 mg, disse que poderia parar com sertralina hoje e começar amanhã com ESC 10mg. Minha dúvida é se posso parar com a sertralina hoje, que tomei 9h da manhã, e iniciar o outro amanhã à noite?
    Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Crises fortes de ansiedade podem provocar a hipertensão. Devem ser tratadas logo de início, para não resvalarem para as terríveis crises de pânico. O oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados. Em muitos casos, quando o antidepressivo em uso não traz uma resposta satisfatória, o psiquiatra muda para outro, o que é normalíssimo. É fato que algumas substâncias não devem ser misturadas, devendo-se esperar um tempo para que o organismo elimine a anterior, mas não tenha receio, se o seu médico indicou-lhe para tomar imediatamente após a primeira em uso, significa que não há problemas. Fique tranquilo e tome sua medicação de acordo com o receitado pelo médico, que deve sempre ser uma pessoa de sua inteira confiança. Qualquer dúvida que tiver, não tenha receio de perguntar-lhe, principalmente no início do tratamento, quando acontecem os efeitos adversos. Volte para dizer-me como está se sentindo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Lu, obrigado pelo retorno.
        É minha primeira consulta com ele, amanhã tenho psicólogo para fazer acompanhamento. Dr. Marcelo Maroni é o psiquiatra.
        Tem como se curar sem remédio? Logo que é algo psicológico.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando o problema mental é oriundo de um trauma, a cura via psicoterapia pode acontecer. Ainda assim, no pico da crise, a pessoa precisa estar medicada para dar conta de tocar a vida para frente e fazer o tratamento psicoterápico. Se for algo psicológico, a resolução será bem mais rápida. Depois me conte como foi a consulta.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Suponhamos que você passou por momento traumático (uma morte na família, um acidente, um relacionamento acabado, etc), que deu origem à sua ansiedade e depressão. Mas, quando problema advém do mau funcionamento cerebral, faz-se necessário o tratamento com antidepressivos. Entendeu agora?

          Abraços,

          Lu

        3. Katia

          Oi, Lu!

          Quanto tempo! Estou fazendo uso do oxi desde o fim de março/16, sem reações, tomo à noite, pois ele me dá sono. Quem me receitou foi meu cardiologista, pois tenho arritmia, controlada. Semana passada fui consultar com um psiquiatra, para acompanhar a medicação, e para pegar receita, pois mudei de cidade e meu cardio fica a 100 km agora. Fiquei assustada! Na primeira consulta, ele disse para deixar a medicação, iniciando o processo de “desmame”, mas isso na primeira consulta? Me disse para tomar um dia sim e outro não, durante um mês e retornar no seu consultório daqui 30 dias. Faz 4 meses que tomo o antidepressivo e estou me sentindo tão bem… Tenho medo de parar de tomar. O que você entende pelo tempo/duração do tratamento?

          Beijos,

          Katia

        4. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É possível que, pela conversa que teve com você, o psiquiatra tenha chegado à conclusão de que deve parar de tomar o antidepressivo. Através do desmame, ele irá descobrir se deve ou não continuar com o medicamento. Se tudo correr bem, o remédio ficará suspenso. Caso contrário voltará a tomá-lo, após retorno ao consultório. Não há outro jeito de saber se o seu tratamento já pode ser paralizado, senão dessa maneira. Trata-se, portanto, de uma experiência. Não há nada a temer. Algumas pessoas necessitam de um tempo menor para o tratamento, normalmente de seis meses, outras precisam de um ano ou mais, e outras devem fazer uso a vida toda. É isso que é chamado o tempo/duração do tratamento. Faça direitinho como ele mandou. Informe-me sempre, certo?

          Beijos,

          Lu

        5. Cesar

          Entendi, na verdade eu tive um aumento de pressão e achei que ia morrer, acredito que a partir daí fiquei com medo de fazer algumas coisas.
          Interessante que eu nao tenho esses sintomas e nunca tive, que colocam como síndrome do pânico, apenas vem subindo um gelo no corpo e amortece a cabeça e a língua, aí mudo o pensamento e passa, mas com isso parece que sinto a pressão subir. Será que é síndrome do pânico ou ansiedade, talvez até agorafobia?

          Abraço!

        6. LuDiasBH Autor do post

          César

          A Síndrome do Pânico (SP) pode se apresentar de diferentes formas. Há pessoas que sentem cãibras no corpo todo. Imagino que aquilo que sente também seja. E mudar o pensamento, não oferecendo resistência, é uma ótima estratégia, mas não pode ficar sem fazer o tratamento, pois ela tende a ficar cada vez mais forte. Pode ser, sim, que seu problema tenha surgido em razão do aumento de pressão. A ansiedade em excesso leva à Síndrome do Pânico. Mas não se preocupe, pois tudo isso irá desaparecer.

          Abraços,

          Lu

        7. LuDiasBH Autor do post

          César

          Nada a agradedecer, meu amiguinho. Continue me dando notícias.

          Abraços,
          Lu

        8. Cesar

          Lu, ontem à noite tomei pelo terceiro dia o ESC 10 mg e não tive nenhum efeito colateral por enquanto, será que ainda vou ter?
          Amanhã volto a trabalhar, e quero ver como vai ser lá, na sexta passei mal no meu emprego e não consegui ficar lá por mais de 40 minutos, acho que vou tomar metade de um frontal para ver se fico mais tranquilo. Nunca tomei, o que acha Lu? O médico receitou frontal de 0,5, quando tivesse crise de ansiedade. Se eu tomar meio já fará efeito? Se não fizer será que posso tomar a outra metade.

          Abraço

        9. LuDiasBH Autor do post

          César

          Algumas poucas pessoas não sentem os efeitos adversos do antidepressivo. Imagino que você seja uma delas. Maravilha! Fique tranquilo! Quanto ao frontal, esse medicamento é um ansiolítico para ajudá-lo a passar pelas primeiras semanas de uso do oxalato de escitalopram. Você pode tomar a metade e, se precisar, pode tomar a outra parte, conforme prescrição médica. Só não deve ultrapassar a dosagem que foi prescrita. Também procure ficar calmo, pois tudo irá dar certo. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Conte-me depois como foi seu dia.

          Abraços,

          Lu

        10. Cesar

          Bom dia, Lu,
          Dúvida que surgiu, posso fazer acupuntura junto com os remédios que estou tomando?

        11. LuDiasBH Autor do post

          César

          Pode fazer acunputura sem problema algum. E isso é ótimo!

          Abraços,

          Lu

    2. Cesar

      Bom dia, Lu!
      Tomei meio frontal de 0,5mg e vim trabalhar. Acho que estou melhor, vou aguentar firme, acredito que logo o ESC começa a fazer efeito, quantos dias será? Para quem não conseguiu ficar 40 minutos na sexta, já estou mais de 1 hora.

      Abraço

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        César

        Você irá tirar isso de letra. Procure ficar relaxado e esquecer-se do problema. O tempo em que o ESC começa a trazer efeitos positivos é normalmente entre duas a três semanas, mas há pessoas que já os sentem no segundo dia. Lembre-se de que você é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). Você irá ficar até o final de seu trabalho, numa boa. Avante, meu amiguinho!

        Abraços,

        Lu

        Responder
      2. Cesar

        Oi Lu, tudo bem?
        Será que existe algo receitado na Homeopatia que resolve pontualmente em caso de ataques de ansiedade, assim como o Frontal?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Confesso-lhe que não sei se a resposta é tão imediata quanto o Frontal, mas existem muitos remédios fitoterápicos com o objetivo de conter a ansiedade. O ideal é que você marcasse uma consulta com um homeopata, descrevesse-lhe seu problema, falando sobre o que toma, para que ele o orientasse neste sentindo.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando retornar a seu médico, não se esqueça de contar-nos como foi.

          Abraços,

          Lu

  54. Shay

    Lu, bom dia!

    Há dois anos atrás comecei com pequenas crises de ansiedade, ficava bastante nervosa ao fazer uma prova na faculdade e algumas vezes cheguei a esquecer todo conteúdo na hora da prova, tamanho era o nervosismo. Fui a um médico que me receitou Sertralina, que me ajudou muito, não tive efeitos colaterais, apesar de começar a ter sintomas de ansiedade com 26 anos (pelo menos que eu tenha percebido). Sou tricotilomaníaca desde os 13 anos. O medicamento amenizou, mas não sanou. Por problemas no plano de saúde não consegui mais consultar o psiquiatra, e por 1 ano e meio e fiquei sem medicamento algum, acreditando até mesmo que conseguiria melhorar sem o uso deles. Mas a algumas semanas atrás, tive outra crise de ansiedade na hora de uma prova e tive a sensação que iria morrer ali mesmo. Os sintomas foram muito piores, e toda vez que lembrava da bendita prova parecia que eu ia ter um AVC, mesmo depois de ter sido aprovada nela. Voltei ao psiquiatra que me receitou Escitalopram, comecei a tomar há 4 dias e a sensação é horrível, fico tonta, trêmula o dia todo, mexendo as pernas sem parar, uma dor de cabeça chata (e é muito difícil eu ter dor de cabeça), às vezes enjoo, isso desde o primeiro comprimido. Será que essa sensação é normal e daqui a 3 semanas realmente acabam esses sintomas? Estou mega ansiosa, pra variar.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Shay

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a ansiedade é normal em certos momentos de nossa vida, contudo, quando ela se torna angustiante e passa a interferir na nossa vida, significa que algo está errado, sendo necessário recorrer ao médico. E você agiu corretamente. Qualquer antidepressivo, depois de um longo tempo, passa a não mais fazer efeito para o organismo. Enquanto for possível aumentar a dosagem, o médico faz isso, mas depois torna-se necessário mudar para outro medicamento.

      Shay, a ansiedade excessiva, quando não contida, resulta em crises cada vez mais agudas e recorrentes, desembocando nas terríveis crises de pânico (Síndrome do Pânico), que trazem a sensação de que estamos morrendo, embora isso não seja verdade. Quanto ao oxalato de escitalopram, trata-se de uma das substâncias mais indicadas atualmente, como poderá ver através dos comentários. Eu também faço uso dela.

      Todo e qualquer antidepressivo traz efeitos adversos. E a magnitude desses varia de organismo para organismo. Inclusive, muitas vezes é necessário mudar até mesmo de substância, tamanha é a rejeição do organismo da pessoa ao medicamento. No início do tratamento, o quadro do paciente costuma ser tão agudo, que ele sente-se pior do que antes. Mas, normalmente, essas reações adversas passam entre duas a três semanas, contudo, alguns desses efeitos devem ser comunicados ao médico, que deve acompanhar todo o início do tratamento.

      Shay, vou lhe repassar, via e-mail, os links de alguns textos sobre o assunto. Leia-os com atenção e veja se não é necessário comunicar-se com seu médico imediatamente, em razão dos efeitos ruins que está sentindo. Muitas vezes é necessário um ansiolítico para acompanhar o início do tratamento. E assim que acertar com o medicamento, irá livrar-se da tricotilomania. Volte para dizer-me como está indo com o tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  55. Ci

    Boa tarde, Lu!

    Seu texto me deu coragem de finalmente experimentar o ESC (receitado em 03/2015), pois morro de medo das reações. Já tentei Paroxetina e pensei que ia morrer! Espero não sentir muitas reações. Torça por mim?

    Ci

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ci

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde habitam heróis e heroínas. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quanto mais cedo você fizer uso do medicamento, menor será seu sofrimento, sem falar na inquietação advinda da dúvida de tomar ou não tomar. Sem falar que a demora pode fazer com que as crises tornem-se mais fortes e contínuas. Como já sabe, as primeiras semanas são mais difíceis, mas nada que a gente não tire de letra. É por isso que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Passado esse início, sua vida será outra. Veja os comentários abaixo.

      Estaremos todos torcendo por você. Venha sempre nos dizer como anda o tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ci

        Obrigada, Lu!

        Sinto uma pressão na cabeça e muita sede. Isso é normal? Preciso persistir, minhas crises de ansiedade já não passam, tornaram-se contínuas e realmente tem me atrapalhado muito, tornando minhas relações bem complicadas. A força que encontro aqui vai me ajudar!

        Beijos,

        Ci

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ci

          Tais sintomas são normais, sim. Você precisa persistir no tratamento, caso contário não tardará a ter crises de ataque de pânico. Faz-se necessário controlar sua ansiedade, pois tais crises são terríveis. Conte conosco!

          Abraços,

          Lu

  56. Camilla

    Puxa vida, entrei aqui neste blog, porque eu tomo o Oxalato de Escitalopram há 5 anos. No início eu estava muito depressiva. Cheguei a tomar exorbitantes 40 mg por dia! Após 9 meses, eu consegui me estabilizar emocionalmente e tomei 20 mg por longos 4 anos. Mês passado diminui para 18 mg, e pretendo diminuir para 15 mg. Ele foi milagroso comigo. Com ele eu consigo viver, fazer minhas coisas, ter responsabilidades, rotina, coisas que doente eu não consigo. Mas a minha preocupação é: será que faz mal tomar antidepressivos por tanto tempo? Porque faz mais de 15 anos que eu tomo, e se eu paro de tomar, eu fico doente e não consigo “viver”. =(

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Camilla

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando somos vitimados por uma doença crônica, somos obrigados a tomar medicação a vida toda. Nesse caso, colocamos na balança o que pesa mais, se os bons resultados do medicamento em relação à nossa saúde ou qualquer efeito nocivo que ele possa deixar ao longo do tempo. E, no nosso caso, não resta dúvida de que precisamos de usar depressivo para o equilíbrio de nossa saúde mental. Portanto, que não seja essa a sua preocupação. Eu tomo antidepressivo desde adolescente, pois minha depressão é hereditária, e nunca senti nada de anormal no seu uso. Ao contrário, agradeço muitíssimo à Ciência por tal medicamento existir e proporcionar-me uma vida normal. Continue tomando sua medicação, feliz da vida, pois em tempos passados, estaríamos internadas em sanatórios. Venha sempre aqui trocar ideia conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Camilla

        Você tem toda razão, amiga! Minha depressão é hereditária também! E desde pequena mesmo já dava indícios que meu cérebro, coitadinho, tinha dificuldades para me manter. Aos 7/8 anos eu já tinha TOC e tive síndrome do pânico! Acho que os antidepressivos vão ser meus amigos pro resto da vida! Mas é como você falou, meu bem estar é muito mais importante! Ruim com eles pior sem eles.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Camilla

          Mas não será uma “besteirinha” dessas que irá nos atrapalhar a vida, pois somos mulheres guerreiras… risos. Conheça outras categorias do blog, companheira de caminhada.

          Abraço,

          Lu

    2. Lyvia

      Lu, parei a fluoxetina ontem. Vou esperar 15 dias para começar o escitalopran. Vou ficar bem nesses quinze dias sem medicamento nenhum? Estou meio tensa… Tenho Rivotril de 0,5 para emergências. Pode me dar alguma orientação?
      Obrigada

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lyvia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, fique tranquila quanto a esses quinze dias, pois a fluoxetina irá saindo lentamente de seu organismo. Quando fiz a transição, ficando 15 dias sem antidepressivo, tudo foi tranquilo. Quando ficava mais tensa, tomava um ansiolítico. Portanto, nada a temer. Use o rivotril quando achar necessário. Nesse período, venha todos os dias aqui, para ficar mais calma.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  57. Patrícia Autor do post

    Patricia
    28/07/2016 às 2:22 pm

    Olá, Lu!
    Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, hoje faz um mês que tomo o reconter de 10 mg ao dia. Os primeiros 15 dias foram muito ruins, mas agora estou bem melhor. Passei ontem pelo médico e pedi a ele pra passar um antidepressivo mais barato por que o que eu tomo é muito caro. Ele receitou o ESC, mas confesso que estou com medo de tomar e voltar a sentir tudo de novo. O que você me diz?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda ao blog. Sinta-se em família.

      Amiguinha, eu sempre compro o que se encontra mais barato. Por isso, sempre peço ao médico que coloque apenas o nome da substância principal (oxalato de escitalopram) e a dosagem. Você poderá tomar sem medo algum. Algumas pessoas mandam manipular, o que fica mais barato ainda. Mas é preciso escolher uma boa farmácia de manipulação. E retire a palavra “medo” de sua vida, pois a ciência prova que as pessoas otimistas têm melhores resultados nos tratamentos. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E venha sempre me contar como anda seu tratamento. Ainda bem que já saiu da fase dos efeitos adversos. Doravante estará cada vez melhor.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  58. Thais

    Bom dia, Lu!
    Saí ontem do psiquiatra com a medicação Escitalopram. Fui diagnosticada com um quadro depressivo moderado com algumas características de TOC.Tenho 22 anos. Confesso que estou com medo de tomar, por engordar e perder a libido! Perguntei pro doutor e ele me disse que, como meu quadro é depressivo, dá perda de ânimo, o remédio fará o efeito contrário. Apenas ressalvou que nos 5 primeiros dias pode ocorrer dor de estômago e a real melhora é só depois disso. Queria saber se os efeitos colaterais atrapalham muito a vida? Porque a depressão está, aos poucos, acabando com a minha.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thais

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a depressão e o transtorno do TOC (transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas) vêm sendo comum nos diagnósticos médicos. O importante é que existe tratamento para tais. Bendita seja a Ciência que vem nos permitindo ter uma vida cada vez melhor, com os remédios antidepressivos que se encontram no mercado.

      Thais, o antidepressivo tanto pode aumentar o apetite, como diminuí-lo. Eu me encontro no segundo grupo, pois tomo oxalato de escitalopram. Você terá primeiro que experimentar, para ver qual será a reação de seu organismo. Se começar a engordar, seu psiquiatra avaliará a questão, depois. Quanto à libido, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal. Sem falar que a depressão também acaba com a libido. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come… risos.

      Você deverá iniciar o seu tratamento o mais cedo possível, pois as crises tendem a piorar, se não forem tratadas. Os efeitos adversos podem ser vários, não apenas dor de cabeça. Vou lhe passar uns links sobre o assunto. Mas eles normalmente passam após duas a três semanas. Nada que não possamos aguentar. Afinal somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Acabe logo com a sua depressão, fazendo uso do medicamento. Leia também os comentários para entender melhor. E volte para conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  59. Rogerio Gouveia

    Bom dia, gente amiga e encucada!

    Recentemente fiz 2 meses de uso do “Reconter”(Oxalato de Escitalopram) 10 mg, dose diária. Como muitos aqui, achei o blog da Lu buscando informações e super preocupado por ter de me curvar ao uso de um antidepressivo. Isso me assusta e assusta a muitos certamente. Lembro que meu problema foi específico – grave problema financeiro na pequena empresa que administro há 18 anos. Estava uma pilha de nervos, super ansioso, sem conseguir dormir e a ponto de explodir. Potencializando o problema meio que me paralisando em relação a atitudes. Hoje posso dizer que ter procurado um psiquiatra e ter aderido ao tratamento foi um acerto.

    Há, de fato, um período inicial de adaptação… Tomei 5 mg durante as primeiras semanas e depois passei à dose de 10 mg. Os efeitos colaterais no meu caso, ficaram restritos aos corriqueiros – principalmente depois de ter elevado a dose de 5 mg para 10 mg, vivi dias onde a sensação de ansiedade e depressão se acentuaram. Depois da terceira semana isso foi ficando para trás.

    Hoje, com 2 meses de uso, os problemas persistem, mas minha maneira de lidar com eles e minha vida fora da empresa voltou a melhorar sensivelmente. Tenho dormido geralmente muito bem… Parei de ser um peso para a minha esposa (que segurou uma barra, mas também tem seus problemas como todos…). Há momentos de desânimo? Claro que sim. Mas o remédio não tem a função de resolver os problemas e todos os medos que encaramos a cada tropeço cotidiano, como também não pode ser responsável por nossa felicidade e euforia, quando alguma coisa bacana acontece. Altos e baixos são parte essencial da vida. A busca é pelo reequilíbrio. A gangorra parada no lado de baixo é que não pode ser. vez em quando é preciso pisar firme e subir…

    Diante do que leio aqui nesse tópico, meu caso é leve e tenho consciência disso. Mas gostaria de deixar meu relato de esperança para todos que vivem um mau momento. Vai passar… Tenham fé nisso. Eu venho tentando de todas as maneiras vencer essa dificuldade que me abateram. E dois meses depois, posso dizer que me sinto muitíssimo mais confiante do que naquela fase, que estava mais caído que “fiofó de cobra”. A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.

    Lu, muito obrigado por ajudar tanta gente com este espaço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rogério

      O seu comentário deixou-me muito emocionada. É muito bom saber que está melhor, tocando a vida para frente com coragem e esperança. É isto mesmo, meu amiguinho, pois navegar é preciso, esteja o mar em calmaria ou tempestuoso. O otimismo é um passo importante na resolução de nossos problemas. Sem ele é impossível tirar o barco do lugar. O desânimo faz parte da vida de qualquer mortal. Quem mandou a gente nascer com a capacidade de refletir? O importante é não deixá-lo tomar conta de nossa vida, pois há sempre luz adiante.

      Muito lindo e verdadeiro o que disse: “A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.”.

      Não suma, pois precisamos de seu otimismo aqui. Conheça também outras categorias do blog.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rogerio Gouveia

        Valeu, Lu!
        O importante é o essencial – passar uma mensagem positiva para as pessoas que estão se tratando e se reencontrando. Concordo contigo – como temos capacidade de refletir – muitas vezes o sofrimento vem de muitas maneiras e sentimos, nos abatemos. Mas o importante é o AMOR PRÓPRIO e ao próximo (de todas as distâncias).

        Beijão pra ti e pra todos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Você nem ideia de quanto mensagens positivas fazem bem. Portanto,sua presença será sempre muito querida. Conheça também outras categorias do site.

          Abraços,

          Lu

  60. Márcia Rodrigues Autor do post

    Olá, Lu!
    Achei muito interessante seu texto. Tomo fluxetina e misturei com um comprimido de valeriana, e fiquei com o coração disparado, indo parar no hospital. Antes já fazia uso de valeriana, mas foi a fluxetina que me ajudou a manter uma rotina mais saúdavel, pois tenho pensamentos de tristeza, vazio, desânimo, e com a fluxetina, consigo realizar minhas atividades com toda a criatividade que tenho. Mas às vezes percebo que fico muito faladeira, sei lá, picos de altos e baixos. Já fiz análise Yngiana e foi maravilhoso. Usem e abusem da oração da serenidade, é muito boa.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Márcia!

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você não me disse quando iniciou o tratamento com a fluoxetina. Se está no início, poderá estar sentindo os efeitos adversos da medicação, que passam com algumas semanas. Foi o mesmo médico que passou a valeriana e a fluoxetina? Se não foi, lembre-se que todo ansiolítico deve ser receitado pelo médico, depois de saber que outros remédios a pessoa está tomando.

      Tomei fluoxetina durante muito tempo. Quando ela passou a não mais fazer efeito, foi preciso mudar para outro antidepressivo. Esses pensamentos de tristeza, o vazio e o desânimo são típicos das pessoas depressivas. Ficar faladeira é até bom… risos. Nós, realmente temos esses picos de altos e baixos. Necessitamos de tais medicamentos para controlar a nossa mente quando a nossa depressão é crônica. A psicoterapia ajuda muito. Volte mais vezes para contar como anda sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Amanda

      Oi Lu!
      Como eu havia comentado, fui ao retorno com o psiquiatra, fazia 15 dias que eu estava tomando o ESPRAN (oxalato de escitalopran) e embora os efeitos colatarais ainda estivessem me incomodando, eu estava me sentindo bem melhor, mais calma e disposta. Ela pediu pra eu retornar daqui a 2 meses, e me disse que a partir de agora é só melhora. Só que na semana passada tive uma crise de pânico na quarta, tive até que tomar o rivotril que ela me deu como ‘SOS’. No outro dia, eu me senti muito deprimida e com aquela sensação pós crise, de cansaço. Dia 21 agora faz 1 mês que estou tomando o ESPRAN, e ainda sinto aquela queimaçãozinha no peito de ameaça de crise e me sinto ansiosa por dentro . Você acha que o efeito do remédio está regredindo? Quanto tempo depois de começar a tomar você se sentiu bem? Ainda me sinto bem aérea, às vezes, e com uma sensação de estar fora da realidade, de não ser eu, estranho demais.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Você ainda se encontra no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para que os usuários do antidepressivo sintam-se totalmente bem. Muitos precisam até de meses. Portanto, fique tranquila. No início é comum que aconteça algumas crises de pânico, que vão sumindo com o tempo. E quando uma crise acontece é normal a pessoa sentir-se deprimida, amedrontada e temendo outro ataque. Gostaria que lesse com atenção os artigos: O ANTIDEPRESSIVO EM NOSSA VIDA E CRISE DO PÂNICO: O MEDO DO MEDO.

        O efeito do remédio não está regredindo. Ainda é normal que isso aconteça. Confesso que nem me lembro mais quantos dias levei para sentir-me bem, pois faz muito tempo que tomo oxalato de escitalopram. E essa sensação que ainda sente, acontece no início do tratamento. Procure desligar um pouco do antidepressivo e levar uma vida normal. Mas se sentir algum incômodo muito ruim, comunique-se com seu médico. Fale-lhe também sobre essa sensação de “estar fora da realidade”.

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
  61. Felipe Autor do post

    Sabe como é início de tratamento, mil dúvidas surgem e como tu ja tens uma bagagem e experiência nisso, acho bacana trocar uma ideia contigo. Assim, como havia te falado, tomei por 3 semanas 5 mg do escitalopram e agora estou no vigésimo terceiro dia com a dosagem de 10 mg. Duas coisas me chamam muita a atenção: ainda tenho bastante angústia em certos momentos do dia. Tem horas que estou super bem e do nada vem aquela tristeza e angústia inexplicável (que parece que nada faz sentido, que nem mesmo as coisas que mais amo fazem sentido, mas eu tenho consciência disso e isso me deixa mais pra baixo). Mas o que mais me chama atenção é que, quando estou entre amigos, fazendo alguma coisa legal, eu esqueço que tenho ansiedade, angústia ou qualquer outra coisa e fico extremante em paz, a mente fica tranquila.
    Sua opinião sincera, vc acha que ainda é pouco tempo de tratamento? Com o passar do tempo e do tratamento essa angústia deve amenizar ou passar?
    Abração,
    Felipe

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Felipe

      Eu entendo sobre o que você está falando. Realmente isso acontece. Mesmo as pessoas que não se tratam de problemas mentais carregam, vez ou outra, essa tristeza que parece brotar do âmago de nosso ser. Ela diz respeito à finitude e a nossa impotência diante da vida. As pessoas mais sensíveis carregam essa tristeza ainda com mais peso. O que tem a fazer, quando isso acontece, é mover o pensamento para outras coisas, não permitindo que ele paire muito tempo em tal angústia. No seu caso, ela ainda se mostra mais potente, porque você se vê na fase inicial do tratamento, ainda sujeito aos efeitos adversos, mas isso irá amenizar ou até mesmo sumir. O não senti-la, quando está com os amigos, deve-se ao fato de ter os pensamentos preenchidos com outras coisas. Mas não se preocupe, isso é normal. E, como já percebeu, deve sempre preencher sua mente com coisas boas. Corte esses pensamentos, pois eles não levam a nada. É assim que faço.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Mariane

        Oi, Lu e pessoal!

        Desculpem-me o sumiço, mas acho que não tive muita coisa interessante a acrescentar nesses últimos dias. Após ler o relato do Felipe fiquei com vontade de falar que estou começando a segunda caixa de escilex, e também sinto em algum momento do dia o sentimento de angústia, e pensamentos ruins me invadem, meu pé começa a suar, mas agora é apenas um rápido momento do dia, antes do remédio era praticamente um dia inteiro com esse sentimento de angústia! Acredito que, por estar pouco mais de um mês, fazendo o uso do medicamento, ele possa vir a melhorar por completo esta situação. Apesar de tudo, já sinto uma melhora! Espero que os sintomas desapareçam por completo. Em meu retorno ao médico foi recomendado continuar com a dosagem de 10 mg, caso esses sintomas ainda insistam será aumentada para 15 mg. É isso aí, força pessoal! E Lu, como sempre muito atenciosa e carinhosa. Vida longa a você!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Pensei que tivesse nos abandonado. Ainda bem que voltou trazendo ótimas notícias. Quanto à angústia, é aquilo mesmo que respondi para o Felipe sobre esses momentos não desejáveis. Aconselho-a a reler, aqui no blog, o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Obrigada pelo carinho de sempre.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Mariane

          Oi, Lu e amigos do blog!
          Entrei agora no terceiro mês usando o Oxalato de escilatalopram, a dosagem foi aumentada de 10 para 15 mg por ainda estar sentindo muitos sintomas do TAG, e, acredito que vá para 20 mg, pois não senti nenhuma mudança após iniciar a dosagem de 15,mg. Essa madrugada acordei com aqueles velhos pensamentos que atormentam uma mente ansiosa “vou aguentar até a velhice assim?”, “não vou ser feliz nunca”, “a vida inteira será um martírio”, esses pensamentos continuam tomando a minha mente, e também sintomas físicos, como o aperto no peito e suor no pé em algum momento do dia. Isso me deixa bastante triste, porque talvez tenha que trocar a medicação, confesso que, no início foi mais animador, lá pelo 17º dia da primeira caixa, eu me senti bem melhor, mas, aos poucos, os sintomas foram voltando. Acrescento que está bem melhor que antes de fazer o uso da medicação, mas não está maravilhoso (sem sintomas) como eu acho que deveria estar!

          Estou meio perdida, gente. Não queria passar pelo processo de mudança de remédio, mas acho que será necessário! No mais, força para os companheiros de jornada! Lu, desculpa, só apareço para dar “bad news”… hahaha, mas é que nunca acho que tenho algo de interessante a acrescentar quando está “tudo bem”.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          As mudanças nas dosagens e também de medicamento são perfeitamente normais. Cada organismo reage de um jeito ao antidepressivo. O médico trabalha com acertos e erros, até encontrar a medicação e dosagens adequadas ao paciente. Portanto, é preciso ter bastante calma, deixando que o tratamento flua. Quanto maior for a ansiedade pelos efeitos, maior será demora, pois essa tensão irá influenciar no organismo. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a obter resultados mais rápidos e mais efetivos. Pense nisso!

          Quanto aos pensamentos ruins, quase todos nós, que fazemos tratamentos para doença mental, os temos, em maior ou menor grau. Nessa parte somente cabe a você modificar, mudando o curso de suas reflexões. Quando um pensamento ruim repassa a minha mente, eu logo o boto para fora, pois não o convidei a entrar. Mas como? Penso em outra coisa, até mesmo devaneio, leio um capítulo de um livro, ouço uma música, converso com alguém, vejo um filme, visito um amigo, faço pesquisas, escrevo, visito blogs e museus virtuais, etc. E o mais importante: eu racionalizo, ou seja converso comigo mesma: “Lu, você só tem agradecer… Praticamente um terço da população mundial sofre com a sua mesma doença, e existem outras bem mais sérias… A ciência avança cada vez mais neste campo… As pessoas à sua volta precisam de você, inclusive seus leitores… Ninguém passa pelo mundo sem sofrimento… A sua felicidade só pode vir de dentro para fora, pois você é o que imagina ser… A sua doença tem a importância que você der a ela, assim como qualquer outro acontecimento… Busque ser feliz…. Não se vitimize… Toque o barco com alegria… Viva apenas um dia de cada vez…”.

          Lindinha, o que há de errado em mudar de remédio? Já passei por incontáveis. O que importa é encontrar o melhor para seu organismo. Aquele que a deixará o melhor possível. Seja aberta ao novo. Há mulheres que mudam inúmeras vezes de marido (o que deve ser bem difícil até se adptar aos novos defeitos… risos), por que não se pode mudar de medicamento? Diga apenas que quer encontrar o melhor remédio para si. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          E não tem essa de sumir quando está bem. Nananinanão! Quero minhas abelhinhas e zangões aqui. Poderá ler outros artigos do blog (são 32 categorias) e comentar neles.

          Beijos,

          Lu

        4. Mariane

          Lu, essa conversa com você sempre me dá uma injeção de ânimo! (Acredito que não só a mim, mas a todos os companheiros aqui do blog). Muito obrigada por toda essa atenção, me sinto bem melhor após ler as suas respostas. Assim que tiver alguma evolução ou algo a acrescentar vou aparecer aqui no seu espaço sim 🙂 Ah, e sempre leio algo daqui do blog sim, vou começar a interagir nos outros posts também.

          Beijos!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Nós somos aquilo que pensamos ser. Portanto, temos que procurar pensar positivamente, sempre. Saiba que sempre encontrará aqui o nosso apoio, pois somos uma família. Será um prazer ver seus comentários em outras postagens.

          Beijos,

          Lu

  62. Ana Paula Soares

    Olá, Lu!

    Tenho 25 anos. Tive a primeira crise em janeiro passado, foi horrível, achei que ia morrer. Estava no parque com minha família e tudo estava bem. Até saímos do parque e fomos jantar.Quando cheguei em casa comecei a sentir um mal-estar (até achei que poderia ter sido a cervejinha que tínhamos tomado). Começou com uma dor de barriga, diarréia, falta de ar, tremedeira por todo corpo, o coração parecia sair pela boca,calafrios. Fazia mais de 30 graus e eu estava tomando banho com a temprematura do chuveiro em 90 graus, e continuava com frio. Deitei-me, queria dormir mas não conseguia, parecia que cada vez que fechava os olhos saía de mim. No outro dia estava melhor. Pesquisei na internet os meus sintomas e tudo apontava para crise de ansiedade e síndrome do pânico. Como havia melhorado não fui ao médico.

    Passaram se meses e nenhum sintoma apareceu. Mas em abril, num sábado, meu filho de 5 anos começou com febre de 38 graus, que ia e voltava. Eu comecei a ficar nervosa. No domingo ele começou a tomar antibiótico e melhorou (estava com amigdalite). Porém, na segunda-feira, minha filha de 2 anos começou com a mesma febre. Na tv só se ouvia falar em epidemia da gripe h1n1. Eu já quase estava surtando! O pediatra disse que era um resfriado comum. Fiquei de terça até sexta sem sair de casa só pesquisando sobre a tal gripe… Aí pronto enlouqueci de vez… Meu marido trabalhava em outra cidade a mais de 100km… Eu começei a ter palpitações, o coração acelerava, dor de barriga, não sentia fome, me deitava e ficava achando que ia morrer…. E meus filhos precisando de mim… Eu ligava pro meu marido e ficávamos mais de 1h no telefone até passar a crise…

    Comecei a ficar neurótica, achava que tinha problema de coração, passei a controlar tudo que comia. Marquei uma consulta com um clínico geral que disse que tudo estava ok… E me solicitou só alguns exame de sangue. Nessa consulta ele me receitou o Frontal, e me mandou tomar quando me desse essas crises. Eu me assustei por ter ganhando um faixa preta pra tomar…Relutei e não quis tomar… Já estava um pouco melhor. Cheguei a ir na UPA ganhar um diazepam, mas não queria tomar o Frontal.

    A nova consulta com o pediatra mostrou que o exame de sangue do meu filho tinha uma alteração (os leucocitos estavam um pouco baixo, mas por causa da amigdalite). Eu surtei novamente… Comecei a entrar em pânico, achando q meu filho estava com leucemia… Pirei mesmo… Parecia que tinha alguma coisa trancada na minha garganta.Tive que tomar o bendito Frontal por 4 dias até os novos exames ficarem prontos, mostrando que estava tudo normal… Parecia que tinham tirado uns 100 kg dos meus ombros.

    O pediatra e o meu marido tinham me avisado que essa alteração era normal por causa da amigdalite, mas isso não entrava na minha cabeça!
    Ai não me aguentei e marquei uma consulta com um cardiologista, que me examinou e me diagnosticou com Síndrome do Pânico. Ele me receitou o ESCILEX 10 mg, 1 comprimido ao dia/de manhã. Parecia que eu tinha piorado. Fui até ao consultório do médico. Ele não estava, mas a secretaria disse que era normal me sentir assim, que levaria umas 2 semanas para começar a me sentir melhor. Continuei tomando e logo melhorei… Graças ao seu post que me ajudou muito. Marquei um ecocardiograma, pois o médico achou melhor, porque daí tiro da minha cabeça que tenho algum problema de coração. Os meus exames de sangue estão ok.

    Hoje faz 21 dias que comecei a tomar o ESCILEX… Estava bem, porém no domingo de noite comecei a sentir uma leve “dor” bem acima do meu peito esquerdo, e começei a ficar nervosa. Na segunda de manhã minhas mãos estavam trêmulas e à noite comecei a sentir palpitações, mas ontem já estava melhor e hoje também. Parece que me sinto ansiosa com medo de uma nova crise! Será que o meu médico vai ter que aumentar a dose? Ele pediu para eu fazer o exame e levar pra ele…que me ligaria. O que eu faço? Desculpe pelo texto enorme!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Paula

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, está mais do que claro que você foi vítima da Síndrome do Pânico. Você já era predisposta a ela, e sua preocupação com seus filhos levou-a a um nível de ansiedade muito grande, que acabou desaguando em tal crise. Todos os sintomas que sentiu e ainda sente estão ligados a ela. Nem é preciso ficar fazendo exames, você nada tem do coração. A SP chega assim mesmo, com a sensação de que se está morrendo. É horrível. Percebo que você é uma pessoa extremamente ansiosa e insegura. É preciso trabalhar isso. Foi muito importante buscar tratamento, pois quanto mais cedo controlar tal síndrome, menos sofrerá. No início do tratamento a pessoa realmente piora. É uma pena que os médicos não expliquem isso aos pacientes, deixando-os cheios de dúvidas.

      Quanto ao fato de ainda estar sentindo certos sintomas, isso é normal, pois encontra-se no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para a adaptação ao medicamento. O seu médico pediu o ecocardiograma apenas para acalmá-la. E se ainda não ligou é porque está tudo bem. Se tivesse dado alguma coisa já teria ligado. Fique tranquila. Não invente doença. Seja POP (paciente, otimista e persistente)

      Ana Paula, o seu médico deve ter marcado um retorno para você. Será quando ele avaliará se deve ou não aumentar a dosagem do remédio. Procure relaxar e ficar o mais tranquila possível. Vou lhe passar uns textos, via e-mail, que irão ajudá-la. Escreva sempre que quiser e o quanto quiser. Pode desabafar à vontade. Continue me dando notícias.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  63. ANDRESSA DIAS

    Bom dia, gente!
    Vim desabafar. Fui diagnosticada com Síndrome do Pânico, mas insisti em dizer que não era. E não era mesmo. Fui um neurologista e fiz um exame chamado spect cerebral e deu alterações. Meu cérebro está oxidando, estou com pouca irrigação sanguínea e vou ter que investigar o que é (pode ser epilepsia, parkson, etc). O médico acha que essa alteração pode ser devido a anos de uso de esteroides anabolizantes.

    Eu sei que vocês amam os psiquiatras de vocês, eu fui muito bem atendida por todos que consultei mas nunca acreditei neles, nunca tive Síndrome do Pânico, estava tomando um remédio que não ia me curar de nada. Caso voces tenham muitos sintomas de depressão (muitas dores de cabeça, no corpo, nas articulações) procure um neurologista também, pode nao ser depressão mas algo de cunho neurológico. Depois conto o que tenho.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, existem inúmeras doenças que possuem sintomas similares. E quando se trata da mente, o campo é ainda mais nebuloso, pois somente de uns tempos para cá que a Ciência vem avançando nesta parte. O psiquiatra (ou neurologista) costuma pedir outros exames, principalmente quando o quadro apresenta dores. Mas quando são apenas sintomas comuns, tanto um quanto outro inicia o tratamento com antidepressivos ou pede que a pessoa procure tratamento psicoterápico.

      O uso de anabolizante tem sido condenado em muitos países. Mesmo no Brasil, não são poucas as reportagens publicadas. O corpo possui o seu ritmo normal, aumentá-lo ao máximo traz uma grande descompensação para o organismo. Mas fica aqui o seu alerta quanto à necessidade de exames mais profundos, quando houver dores de cabeça e nas articulações, e também quanto ao perigo que os anabolizantes trazem ao corpo.

      O importante agora é que seu problema vem sendo desvendado, o que torna mais fácil a sua cura. Continuamos aguardando suas novas informações, pois servem de auxílio para todos nós. Porém, tenho quase certeza de que deve-se ao uso de anabolizantes, pois um conhecido começou a ter um problema semelhante. Mas coragem na luta! Tudo será resolvido a contento. Siga em frente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  64. Amélia Cristina

    Boa tarde, Lu!
    Nossa! Como estou feliz em saber que existem pessoas como você, que nos estimula a não desistir do tratamento. Estou há 13 dias tomando OXALATO DE ESCITALOPRAM, receitado pela psiquiatra após o diagnóstico de ansiedade generalizada. Me encontro na fase dos sintomas super desagradáveis: tontura, náusea, tremor pelo corpo, um formigamento na cabeça que não sei bem como explicar (parece que está em curto meu cérebro) e um desânimo muito grande.

    Estou muito assutada, pois estou tomando 0,5 mg e já deveria ter aumentado, mas estou com medo dos sintomas se intensificarem. Você acha que deveria falar com a minha psiquiatra sobre esses sintomas apesar da baixa dosagem ou devo já aumentar para 10mg e ter paciência, que tudo vai passar e dias melhores virão?
    Grande beijo!
    Cris

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o oxalato de escitalopram, conforme poderá comprovar através dos comentários, tem sido um dos antidepressivos mais receitados atualmente. Eu também faço uso dessa mesma substância. Sei que não é fácil o período inicial do tratamento, mas valerá a pena passar por tudo isso, pois terá melhor qualidade de vida depois.

      Você ainda se encontra no período de turbulência, mas logo ele irá passar, advindo os bons efeitos. Paciência! Seja POP (paciene, otimista e persistente). Você deve tomar a medicação conforme orientação médica. Não há nada a temer. Os sintomas ruins irão desaparecer. Veja aqui quanto gente faz uso do Oxi… Tenha a certeza de que dias melhores virão. Só temos a agradecer, por vivermos nos dias de hoje, podendo contar com bons medicamentos no mercado. Portanto, siga à risca a orientação de sua médica, sem medo de ser feliz.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Isabela DeSouza

      Lu
      O único efeito colateral que tive foi muita sonolência por uns 2 meses. Hoje tomo 20 mg, e não sinto absolutamente nada!

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Isabela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, fico feliz ao saber que você gostou deste espaço. Venha fazer parte de nosso grupo. Muito obrigada pela sua visita e comentário.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Isabela DeSouza

        Lu
        É a primeira vez que levo a sério meu tratamento e resolvo tomar o remédio direitinho. Já tem 1 ano que estou com 20 mg do escitalopram para Transtorno Disfórico Pre Menstrual e inclusive “thoughts” e 0,5 de Rivotril pra síndrome das pernas inquietas. Também tenho psoríase e não sei se minha cabeça piora minha pele ou minha pele piora minha cabeça.

        Existe um estigma muito grande pra quem toma remédio controlado. Da primeira vez que o psiquiatra me receitou, há 13 anos atrás por causa de uma depressao pôs parto terrível, eu não segui o tratamento e minha vida deu um nó. Agora parece que está mais, digamos comum, parece que as pessoas falam com mais naturalidade a respeito. Me identifiquei com seu texto pela leveza com que você trata de um assunto sério. Me fez bem. Obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Por total desconhecimento, como se o cérebro não fizesse parte do corpo, houve um grande estigma contra as doenças mentais, mas, que aos poucos, com a nossa coragem de vir a público falar das nossas, elas vêm sendo melhor compreendidas. A medicina, nas últimas décadas, vem trazendo grandes avanços em relação ao conhecimento do cérebro, desvendando muitas doenças que nele ocorrem. E quanto mais falarmos de nossos problemas mentais, mais contribuiremos para que este estigma desapareça, pois hoje, a depressão é a doença que mais cresce no mundo, assim como outras de origem mental. Outro fator que contribui para essa visão ruim foi a existência dos manicônios e sanatórios. A história dos doentes mentais em tempos idos foi realmente muito dolorosa (veja aqui no blog em HISTÓRIA DA HUMANIDADE). O preconceito ainda é maior entre os homens. Muitos escrevem aqui com o nome de mulheres. Reconheço através dos e-mails, ou em um lapso de uso do masculino.

          Amiguinha, é muito importante seguir direitinho o tratamento, pois quanto mais o relegamos, mais fortes tornam-se as crises. Veja se dessa vez não pare. Quanto ao meu texto, quis apenas mostrar que a depressão é uma doença comum e, que deve ser tratada como qualquer outra. Porém, acabei me surpreendendo com o número de comentários, o que me levou a criar um grande espaço dentro do blog, para falarmos sobre isso.

          Você também está convidada para conhecer outras categorias do blog. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Douglas

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa. Lembre-se de que não se encontra só na sua caminhada. Volte sempre.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josenilson Edson

        Olá tudo bem!
        gostaria de saber se A fluoxetina tem relação com o tratamento de artrose. Fui diagnosticado com artrose no meu tornozelo esquerdo, atualmente sinto dores praticamente em todas as articulações do corpo, só que agora após alguns meses desse diagnóstico por um ortopedista, através de uma ressonância, fui ao reumatologista e o mesmo me receitou a fluoxetina de 20 mg. Confesso que não estou tomando, pois vi que o medicamento não está indicado para o tratamento de artrose, no entanto gostaria de saber se alguém já fez uso desse medicamento com a finalidade de tratar essa doença. Irei voltar para o médico semana que vem.
        Agradeço desde já.

        Josenilson

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josenilson

          Seja bem-vindo ao blog. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, você diz que a dor foi diagnosticada no seu tornozelo esquerdo, mas que está sentindo dores “praticamente em todas as articulações”. O fato é que a artrose não atinge assim tão rápido todas as articulações. Seu reumatologista pode ter diagnosticado em você alguma forma de depressão, que faz a pessoa sentir dores por todo o corpo. Mas, como não está se sentindo seguro com o medicamento, o ideal é que converse com ele sobre o porquê de ter lhe receitado um antidepressivo. E somente depois comece a tomar o remédio.

          Um grande abraço,

          Lu

  65. Andressa Dias

    Que coisa boa ler esses relatos!
    Tenho 26 anos, sou casada feliz, mas meu antigo emprego de 13 horas diárias me deixou maluca.

    Eu estava tomando SERTRALINA (maldita), digo isso porque me deu muito efeito colateral e decidi parar por conta :(. Faz 7 dias que não tomo a Sertralina, mas dentro dos 7 dias tive 3 ataques de pânico e fui ao hospital achando que eu ia morrer. Ou seja a Sertralina estava fazendo efeito bom sim, eu que parei.

    Estou diagnosticada com ansiedade e síndrome do pânico. Meu psiquiatra trocou a medicação para o OXALATO DE ESCITALOPRAM, tenho que começar hoje e confesso que estou com muito medo de tomar porque eu desenvolvi um pânico à medicação também. Eu acho que quando eu tomar vou morrer, ou ter AVC, algo muito doido. O psiquiatra me receitou também Diazepam 5 mg para dormir, mas não vejo necessidade, já que eu durmo 9 horas por dia, ferradas no sono (ele disse que posso ficar ansiosa por causa da medicação).

    AGORA O DILEMA: espero 20 dias até a Sertralina sair do meu organismo por completo para tomar o ESCITALOPRAM, ou começo logo mesmo achando que vou morrer por tomar?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, eu entendo perfeitamente o que está lhe acontecendo. Muitos aqui já passaram por isso, basta ler os comentários. Portanto, não se sinta sozinha em seus medos e angústias, tudo provocado pelo desequilíbrio mental. O que você precisa ter em mente é que os antidepressivos vieram para melhorar a qualidade de vida das pessoas que lutam com as doenças e síndromes da mente. Sempre falo que temos que agradecer à Ciência por nos permitir uma vida normal, através de anos e anos de pesquisas. Veja como era a vida dos doentes mentais antigamente. Há artigos sobre isso aqui no blog. Nós, que vivemos agora, somos todos privilegiados. Lutamos apenas contra os efeitos adversos iniciais. Por isso, veja o medicamento apenas como um aliado. E agradeça por poder contar com ele. Ao fazer tal análise você acabará com esse pânico ao medicamento.

      O oxalato de escitalopram é uma das substâncias mais receitadas atualmente. Nasceu de pesquisas canadenses. Tem trazido bons efeitos para quem faz uso dele. Hoje são vários os laboratórios que o produzem. É o mesmo antidepressivo que tomo. Sinto-me muito bem, embora, por ser humana, também tenha dias bons e outros nem tanto, pois as minhas emoções não morreram. Mas já não sinto nenhum efeito adverso. Você acha que quando o tomar irá morrer… Risos. Nada disso! Irá ficar vivinha da silva. Não permita que sua mente amotinada crie falsos presságios que jamais acontecerão. É preciso colocar essa senhora na rédea curta. Não lhe dê ouvidos, pois ela tem uma imaginação fértil.

      Querida, faça tudo de conformidade com o seu psiquiatra. Ninguém mais do que ele está apto a acompanhar seu tratamento. Acredite nas informações que ele lhe passa. Se diz que pode começar imediatamente a tomar o antidepressivo é porque realmente pode. Para isso ele estuda. Jamais daria uma informação que pudesse lhe trazer problemas. Outra coisa, em hipótese alguma pare por conta própria, pois o retorno é ainda mais sofrido. O diazepam é um ansiolítico que também irá mantê-la mais calma nessa fase inicial do tratamento. Ele irá ajudá a passar essa fase inicial que é muito difícil

      Andressa, ainda não existe nenhum antidepressivo que não traga efeitos adversos. Eles variam de intensidade de acordo com o organismo de cada pessoa. Mas esses efeitos vão cedendo ao longo dos dias, até sumirem por completo, ficando apenas os bons. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), em suma, ser guerreira. Não é fácil passar por esse período de turbulência, mas todos conseguem. Vale a pena tudo isso, em razão da nova vida que se descortina no horizonte de nossa vida, a seguir. Quando o organismo não aceita de jeito nenhum o remédio, o médico avalia, vê o porquê, e muda para outro.

      Lindinha, estou aguardando sua informação de que iniciou o seu tratamento hoje. Tenho certeza de que o fará. Comunique-se sempre conosco. Assim vamos nos ajudando mutuamente.

      Um beijo no seu coração de guerreira,

      Lu

      Responder
      1. ANDRESSA DIAS

        Oi, Lu!
        Muito obrigada pelo apoio. Estou relutosa em tomar a medicação, enquanto a SERTRALINA estiver no meu organismo não vou tomar, pois estou tendo muitos efeitos adversos por ter parado: dores de cabeça fortissimas, dores no corpo, palpitações, crises de choro (faz 9 dias que parei com a sertralina. O médico disse que ela fica no organismo 20 dias, vou esperar sair. Mas para piorar meu quadro clínico meu cachorrinho morreu ontem, estou destruída por dentro, mas por fora intocável, conseguindo me controlar em tudo inclusive no pânico.

        Hoje começo a PSICOTERAPIA vamos ver se vai me ajudar, quero fazer tratamento alternativo também, com uma terapeuta floral, e vou começar YOGA, pois não consigo mais treinar musculação. Enfim, vou contando pra vocês. Se for o caso começo com o Escitalopram dentro deste mês ainda.

        Beijinhos e luz.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Os efeitos adversos que você está sentido são relativos à abstinência da sertralina. É por isso que um antidepressivo nunca deve ser parado bruscamente, mas aos poucos, através do chamado desmame. Lamento pela morte de seu cachorrinho, pois sei como são essas perdas. Crio gatinhos. Tinha cinco, mas atualmente só tenho dois. Cada um que partia deixava-me arrasada. A vida desses bichinhos é muito curta.

          Assim que se sentir com forças, reinicie seu tratamento. A Yoga irá lhe fazer muito bem.

          Beijos,

          Lu

        2. Andressa Dias

          Gente, qual o horário que vocês tomam a medicação? De noite ou de manhã?
          Vou ter que começar a tomar mesmo, tentei de todas as formas ficar sem o remédio, mas sinto minhas mãos estão formigando, meu coração batendo, minha musculatura rígida, entre vários outros efeitos colaterais. Estou há 15 dias sem a sertralina, ia esperar 20 dias até ela sair do meu corpo, mas não tem como.
          obrigada pelo apoio.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Normalmente a medicação antidepressiva é tomada durante a noite ou de manhã. Se a pessoa fica o dia todo com sono, com muita moleza, o médico tende a passar para que ela tome à noite. Mas, se ela fica com muita insônia com o medicamento, ele a aconselha tomar de manhã, para não influir no sono noturno. Portanto, você irá encontrar pessoas que tomam o antidepressivo de manhã e outros de noite. Com o tempo verá qual é o horário melhor para você. Mas lembre-se de comunicar a seu médico a mudança e como fazê-la. Outra coisa, depois de 15 dias já não carrega mais sertralina no organismo, tanto é que já está com a síndrome de abstinência. Fique tranquila. E seja POP (paciente, otimista e persistente). Estou torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

  66. Marcela Tatiana

    Oi, Lu!
    Estou muito preocupada com minha saúde, o médico dobrou minha medicação, após uma recaída, tomava 25 mg de amitriptilina e 10 mg de escitalopram e agora tomo 50 mg de amitriptilina e 20 mg de escitalopram. Faz 10 dias que aumentei a amitriptilina e 7 dias que aumentei o escitalopam, mas parece que estou pior. Por que será? Pioramos tanto assim? Há utra coisa: quando troquei do fluoxetina para o escitalopram eu mudei de um dia para o outro, será esse o motivo da minha recaída, mesmo depois de 3 meses com o escitalopram?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcela Tatiana

      Não fique preocupada, amiguinha, pois todos nós que fazemos tratamento mental temos recaída. Leia os comentários para sentir que isso é muito normal. Numa crise, o médico pode dobrar a medicação e depois, aos poucos, ir diminuindo-a. Quando acontece o aumento da dosagem, os efeitos adversos são comuns e muitas vezes mais fortes. Mas esse período ruim irá passar. Não se aflija. A troca não tem mais nada a ver, pois já faz muito tempo. É o seu organismo tentando adaptar-se à nova dosagem. Tranquilize-se. Procure também fazer alguma atividade física. Dependento dos efeitos adversos (leia INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM), retorne a seu médico para uma nova avaliação. Aguardo novas notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  67. Ana

    Bom dia, Lu!
    Estou passando por um momento super difícil. Encontrei seu blog e me identifiquei bastante. Tenho 22 anos e sempre me considerei uma pessoa bastante ansiosa, com coração acelerado e inquietação, comia o tempo todo. Ano passado cursei o último ano da faculdade, obviamente estava na etapa da realização do TCC. Meu estresse e ansiedade eram tanto que engordei 5 kg, considerei normal pois todos passam por essa situação e ficam assim. Graças a Deus e ao esforço consegui me formar e em fevereiro foi minha colação.

    Até mais ou menos na terceira semana de março comecei a sentir meu apetite reduzido, eu sentia fome, porém olhava pra comida e parecia que me dava nojo, e cada dia que passava ia piorando. Fiquei com crise de sinusite e fui obrigada a tomar antibiótico, associei meu enjoo e desconforto abdominal por conta do medicamento e acreditei que quando terminasse de tomar ficaria melhor, mas engano meu, comecei a me sentir pior, muita náusea, sensação de indigestão, meu intestino estava péssimo, sentia o coração acelerado várias vezes ao dia, eu acordava com uma sensação de frio na barriga que não passava, era o dia todo e todos os dias nesse sufoco, eu mal conseguia me alimentar, tinha dia em que eu só conseguia tomar café da manhã e me sentia muito deprimida, com muita vontade de chorar com aquele nó na garganta, mas não conseguia chorar, não escorria nenhuma lágrima.

    Minha mãe começou a ficar super preocupada, ela perguntava o que estava acontecendo, mas eu não sabia responder porque não sabia dar um nome para o que eu estava passando. Ela pensou até que eu estava com anorexia, mas eu não comia porque não queria, eu tentava mas não conseguia, minha garganta travava e a comida não descia, eu tinha que forçar. Da terceira semana de março até hoje emagreci aproximadamente 6 kg, meu peso era 55,5 kg. Vendo minha situação, minha mãe resolveu me levar ao pronto socorro, *( OBS: tenho total pavor de hospital e de estar perto de pessoas doentes, sempre tive pavor de vômito, tanto de vomitar quanto de ver alguém o fazendo, se alguém me diz que esta passando mal eu já começo a suar frio, tremer e parece que meu coração vai sair pela boca)*. No hospital, eu comecei a entrar em pânico porque eu queria sair dali, estava quase desmaiando de agonia, fiquei esperando no jardim pra ver se me acalmava. Quando a médica me chamou contei tudo o que estava acontecendo e me deu uma vontade imensa de chorar, mas não saia nada, então ela me encaminhou ao psiquiatra. Marquei a consulta e comecei a fazer acupuntura, o que me fez melhorar significativamente e passei a semana relativamente bem.

    Fui à consulta e descrevi o que estava passando e o médico me diagnosticou com ansiedade com começo de somatização. Ele me prescreveu o LEXAPRO e me informou que demorava entre duas a três semanas para fazer efeito, e que se eu sentisse alguma coisa seria por conta da minha ansiedade e não por efeito do medicamento. Comecei a tomar o LEXAPRO dia 02/05/16 meio comprimido para a primeira semana e depois inteiro. No primeiro dia me senti muito ativa e feliz, no segundo dia comecei a me sentir um pouco deprimida, no terceiro dia parecia que eu ia morrer com muito calor no peito e coração acelerado e me sentia sufocada. Hoje é o quarto dia do medicamento e estou menos aflita do que ontem, porém está muito difícil eu conseguir me alimentar, é uma luta e um esforço constante, sinto fome mas esse frio na barriga e esse aperto da garganta não me deixam. Eu tento me acalmar mas às vezes entro em pânico e desespero.
    Muito obrigada e um excelente dia a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Aninha

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Eu sei como é difícil a tensão de final formatura, principalmente para as pessoas extremamente ansiosas, podendo essa desaguar no excesso de apetite ou falta desse, na tentativa de aliviá-la. E você vem passando pelos dois processos. Agora que se formou, quando já não carrega mais as preocupações relativas à formatura, acontece-lhe o inverso: a inapetência total.

      Amiguinha, todo antidepressivo traz efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode abrir o apetite como tirá-lo, dependendo de cada pessoa. Comigo aconteceu a mesma coisa: eu não conseguia comer. Porém, com o tempo, o organismo vai se equilibrando e, aos poucos, voltando ao normal. Nesse período, quando não se consegue comer, opte por vitaminas, sucos, chocolate, leite, chás, água de coco, etc, pois engolir é muito mais fácil do que mastigar. O que não pode é ficar sem se alimentar, o que tornaria seu corpo ainda mais frágil. Esse frio na barriga e esse aperto na garganta são efeitos adversos do remédio, que irão passando com o tempo. Penso que seu médico deveria lhe passar também um ansiolítico, para que aguente passar por essa fase mais difícil. Pode ser um fitoterápico. Converse com ele. E não se assuste. Tudo isso irá passar e você voltará à sua vida de antes. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Via e-mail irei lhe passar uns artigos que a ajudarão.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  68. Gilmara

    Querida Lu!
    É um prazer compartilhar com você nossas experiências com o “OXa” 10 mg. Neste blog encontro todas as respostas para nós, ansiosos, que vivemos cheias de dúvidas. Estou no meu 23° dia de tratamento com o Oxa e Lorazepam(2mg) à noite. Senti uma melhora na ansiedade, mas confesso que tomar lorazepam tem me preocupado por causar depedência. Fui ao neurologista semana passada, e ele falou que é para continuar para não ter insônia, já que um dia desses deixei de tomar o “lora” e não dormi nada, e passei o dia seguinte pessíma… Pela sua experíência será que vou ter que tomar por muito tempo o Lorazepan, e quanto tempo mais tenho que esperar para obter uma melhora mais concreta com o Oxa?

    Desde já agradeço e te parabenizo pelo lindo trabalho de ajudar a todos nós que estamos no mesmo barco. Paz e Luz para todos nós!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gilmara

      É um grande prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, é muito bom saber que já se encontra no 23º dia, saindo do período dos efeitos adversos, entrando na fase boa. Quanto ao Lorazepam, muitos médicos receitam um remédio coadjuvante no início do tratamento, para que a pessoa sofra menos com os efeitos colaterais do antidepressivo. Mas não se preocupe, assim que ficar boa, seu médico poderá ir diminuindo-o aos poucos, até suspendê-lo. Há também os fitoterápicos que são muito bons. Converse com seu médico sobre seu temor. Você já se encontra sentindo a melhora do Oxa, daqui para a frente, ela deverá ser cada vez maior.

      Obrigada pela visita, comentários e elogios ao blog. Vocês, leitores, é que são especiais. Conheça também outras categorias sobre saúde, etc.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Gilmara

        Olá, Lu!
        Venho aqui deixar mais um relato e encorajar a todos nós que passamos pelo mesmo problema… Estou no meu 48° dia de tratamento com o Escilex e agora com 0,5 mg de lorax (começei com 2mg). Estou me sentido 90% curada, já como quase estava antes, intestino regulado, sono regulado, ânimo p sair… Às vezes me irrito fora do normal mas já tenho uma grande melhora graças a Deus. No começo foi horrível, mas tinha a plena certeza que aquele quadro ia mudar… Tive paciência e começo a colher os frutos. No início fiquei com muito receio de tomar o lorax, hoje só tomo 1/4 e durmo do mesmo jeito de antes. Tenho certeza que daqui a alguns dias consigo me livrar dele (lorax). O meu recado é que não desistam jamais do tratamento pode ser demorado, mas um dia acertará!

        Lu, você foi a grande incentivadora para eu prosseguir no tratamento, talvez se não tivesse lido tantos relatos encorajadores seus não teria prosseguido na medicação. Que o Senhor na sua infinita misericódia te dê saúde para continuar ajudando tanta gente, como vem fazendo!

        Beijos, querida…

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Gilmara

          Como estou feliz com o seu relato!

          Lindinha, toda a força e coragem veio de dentro de você. Não tem nada a agradecer-me. Apenas a incentivei. E que suas palavras de ânimo ecoem em muitos outros que aqui chegarem, de modo a compreenderem que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A sua irritação diz respeito a seu temperamento. Trabalhe-o, para que ele não lhe faça mal. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  69. Barbara

    Olá, tudo bem?

    Nossa ainda bem que achei este blog, pois estou tomando o lexapro 9 gotinhas há um mês e meio e me sinto meio aérea, lenta, com falta de concentração, enfim, meio abobada, sem contar a falta de libido. Não tenho ânimo nenhum . Enfim me ajudem persisto no tratamento ou mudo de antidepressivo?

    Obrigada
    Barbara

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bárbara

      Sinta-se em família. Seja bem-vinda!

      Amiguinha, o antidepressivo pode reagir diferentemente de uma pessoa para outra. Pode ser que você precise de mais tempo para que seu organismo adapte-se totalmente. Toda parada ou mudança de antidepressivo só pode ocorrer com a permissão médica. Nunca faça isso por conta própria, pois pode lhe causar grandes danos. Aconselho-a a voltar a seu médico, relatar-lhe o que está lhe acontecendo e ver o que ele lhe diz. Quanto à libido, isso acontece, mesmo, no início do tratamento, mas depois o organismo vai se equilibrando. Não se preocupe. Volte sempre que precisar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Rick

        Oi Lu, sou eu, Rick.
        Estou no final da 2ª semana com ESC 10 mg e estou sentindo no final dessa segunda semana, minha visão meio turva. Fico logo aflito. Será que faz parte dos efeitos colaterais esse sintoma, alguém já relatou esse sintoma (específico) também?
        Aguardo sua resposta.

        Grande Abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, trata sim de um efeito do antidepressivo. Pelo visto, você já está saindo da fase braba dos efeitos adversos. Para que fique mais tranquilo, vou lhe passar, via e-mail, o link de um texto, para que saiba quando o sintoma é indicativo de que deva contatar seu médico. Continue POP (paciente, otimista e persistente) em seu tratamento. Logo estará ótimo.

          Abraços,

          Lu

  70. Josi

    Oi, Lu!
    Infelizmente, eu não consegui seguir com oxalato de escitalopran. Eu cheguei a tomar 15 dias diretos, mas não consegui, sei que dá resultados, fico lendo os posts aqui e fico pensando porque eu não consigo ir até o fim. Eu estou tomando Sertralina há 7 dias,tive uma crise de choro e tristeza antes da menstruação que me fizeram correr pra farmácia e comprar a Sertralina. Estou bem! O médico tinha dito que, ao trocar, eu deveria tomar de 50 a 75mg, mas depois da crise, hoje estou no 3º dia, estou tomando 100mg. Fui atrás da bula para pesquisar sobre superdosagem, mas pelo que encontrei, acho que pode. Se alguém puder me esclarecer algo a respeito. Sete dias certinhos, com efeitos colaterais sob controle. Me sinto bem.

    Aguardo seu retorno amiga e de quem puder ajudar também.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      É normal o fato de uma pessoa não se adaptar a determinado antidepressivo. Nesse caso é preciso mudar para outro. Fique tranquila. Eu só não estou entendendo o fato de você estar se automedicando. Como está comprando sem receita médica? Você não pode achar qual é a dosagem correta que deve tomar, mas seu médico. É muito sério a automedicação, principalmente com antidepressivos. Não faça isso em hipótese alguma, amiguinha. Remédios só devem ser receitados pelos profissionais competentes, assim como a dosagem a ser tomada. E olhe que você já está tomando 100 mg, sem ter passado por 50 e 70 mg. Estou preocupadíssima com você. Quero puxar a sua orelha. E ninguém poderá falar a respeito, pois cada caso é um caso e somente o médico pode conhecer o estado de sua paciente. E é normal as crises serem mais acentuadas na época da menstruação, quando nos encontramos muito sensíveis.

      Josi, gostaria que voltasse ao médico e conversasse com ele. Você poderá ter danos sérios, se estiver tomando antidepressivo à revelia médica. Todo cuidado é pouco!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josi Lopes

        Ei querida Lu!
        Já até indiquei seu blog pra uma amiga .
        Ela já fez contato e você já respondeu.
        Benção!

        Lu preciso de uma ajuda.
        Como te falei antes, eu parei com o escitalopran e entrei na sertralina. Os efeitos colaterais até então são mais em relação ao suor, e não sei se é coisa da minha cabeça,neura, variação de peso. Mas Lu,meu grande problema é que eu começo a melhorar e acho que não preciso mais do remédio. E paro. Me ajuda,estou indo bem com o sertralina, mas ele está acabando e preciso resolver se continuo. Minha amiga percebeu diferença em mim, e eu também. Não tenho condições de ir ao médico ainda. Pra você ter ideia, depois de dois dias sem tomar, eu percebi que fui ficando estranha e tomei ontem á noite enganda 2 comp de 50mg sertralina cada.E me sinto mto bem. O que faço?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Se eu estivesse perto de você, iria puxar suas orelhas com bastante força, como não moro, delego poderes à minha nova amiga (a que você enviou para o blog) para fazer isso por mim, caso queira parar a medicação. Menina, não brinque com a saúde. Cada volta é um retrocesso. As crises vão ficando mais agudas e o remédio trazendo mais efeitos adversos. Se você tomou ontem dois comprimidos, deveria ter passado o dia de hoje sem tomar, para não ter excesso da substância no organismo, voltando ao normal amanhã.

          Amiguinha, você deve seguir a orientação do seu médico. Não faça nada por sua própria cabeça, pois pode acabar tendo uma intoxicação até mesmo fatal. Antidepressivo não é a mesma coisa que um comprimido para febre. Leve seu tratamento com responsabilidade, antes que seja tarde.

          Abraços,

          Lu

    2. Laura

      Oi, Josi, tudo bem?

      Eu estava tomando a SERTRALINA.. meus Deus do céu, esse remédio acabou comigo. Eu não sinto vontade de fazer absolutamente nada e além disso, eu passo muito mal, me dá calafrios, cai a pressão é horrível, você está bem?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Laura

        Se está se sentindo tão mal assim com o antidepressivo, seria bom um retorno ao seu médico. Muitas vezes pode ser que a dosagem esteja elevada, ou seja preciso mudar para outro medicamento. Não deixe de olhar isso.

        Abraços,

        Lu

        Responder
      2. Josi Lopes

        Ei,Laura!
        Graças á Deus estou bem sim. Ele me deu menos efeito colateral que o Oxalato de Escitalopran.

        Responder
    3. Marcela Tatiana

      Oi, Josi!
      Você disse que não conseguiu mais tomar o escitalopram, por quê? Acho que estou no mesmo caso.
      Como você está se sentindo agora? Se quiser falar comigo, peça meu e-mail para a Lu.

      Responder
      1. Josi Lopes

        Marcela
        Eu até tomei por um tempo. Como eu estava muIto mal, segui firme e ele me tirou do buraco. Até eu achar que estava bem e que não precisava mais, e parei subitamente por conta própria. Depois virou uma bagunça pra conseguir voltar de novo, até que parei de vez e passei para sertralina. Agora estou aí dando cabeçada. Hoje mesmo escrevi pra Lu, contando mais uma das minhas…ela com razão queria puxar minhas orelhas…rs.

        Responder
  71. Flávia

    Oi Lu! Tudo bem?
    Há tempo nao posto aqui, nao é mesmo? Estive aproveitando que agora sinto-me bem melhor, o oxi me melhorou bastante! Fui viajar, a shows barzinhos, curti bastante meus amigos, e tudo isso sem crise! Parece até um sonho! Ontem mesmo voltei ao psiquiatra e ele ficou contente com os resultados e disse que estou bem estável, continuo na mesma dose até retornar lá em julho.

    O que estou meio em dúvida no momento é, ate onde é o limite do que eu posso falar com o meu psiquiatra, e se seria uma boa eu tentar uma terapia. Meu psiquiatra é gente boa, mas às vezes os conselhos dele pro que eu peço ajudam, como “voce nao pode deixar isso te dominar”, “tenha paciencia” e eu tenho tido bastante questionamentos internos sobre várias coisas. A situaçao financeira na minha casa nao está das melhores e tenho estudado para tentar concurso público. Às vezes falta-me concentração e eu fico sentindo que quero todas as minhas metas pra ontem! Eu cheguei a conversar sobre isso com o psiquiatra e ele disse que era tudo bem normal da situação, em que eu me encontrava, e nem tinha relaçao com a ansiedade. Mas eu gostaria de conselhos mais elaborados pra conhcer melhor a mim mesma e desenrolar essa situação. Qual sua opinião de terapia? Costuma funciona pro pessoal aqui? Agradeço a atençao 🙂 um abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Faz realmente muito tempo que você esteve por aqui. Mas, quando a pessoa some, logo presumo que se encontra bem. E eu fico feliz que assim você esteja e continue.

      Amiguinha, quando tomamos antidepressivo, tendemos a achar que tudo que nos acontece está ligado a ele. Esquecemo-nos de que as nossas emoções e carências continuam, que teremos dias bons e outros nem tanto, que os problemas da família continuarão refletindo em nós, que também passaremos por problemas pessoais, etc. A função principal do antidepressivo é dar-nos equilíbrio para tocar a nossa vida. Pensar que ele resolverá todos os nossos contratempos é um erro que precisa ser sanado, pois faz-nos perder a confiança no medicamento.

      Flávia, todas as pessoas passam por adversidades, pois essas fazem parte da vida. Não há como impedi-las de acontecer, mas há como enfrentá-las com equilíbrio emocional, buscando as melhores saídas. Quando a situação financeira não está bem, o caminho a tomar é diminuir despesas, abrir mão do supérfluo, modificar hábitos, gerenciar melhor as contas,etc. Não há como modificá-la sem tomar medidas para equilibrá-la. Gastar mais do que ganha é um costume muito brasileiro. Isso precisa ser revisto. Quanto a estudar para um concurso público é um passo muito bom. Precisamos buscar nossos próprios caminhos, acreditar na nossa capacidade de obter o que buscamos. Para essa meta é também preciso abrir mão de muitas coisas: passeios, barezinhos, viagens, e focar, por um tempo, naquilo que se quer. Nada existe nas nossas buscas que não exija sacrifícios. Pense nisso.

      Amiguinha, eu nunca acreditei em terapia, até por que tenho muitos exemplos de insucessos na minha família. Para mim, toda e qualquer mudança só pode ser feita unicamente pelo sujeito principal. O primeiro caminho é ler bons autores, conhecer outras filosofias de vida, etc. Eu, por exemplo, procuro centrar minha vida no Caminho do Meio (Caminho do Equilíbrio) ensinado pelo Budismo (não sou budista). Acho que o equilíbrio é a mola mestra que deve nortear nossas ações. Devemos refletir sobre o que fizemos, sempre, olhando os pontos em que não fomos tão bem. Amiga, eu estou falando de mim, mas pode ser que a terapia seja boa para você. Cada um é cada um. Dei apenas a minha opinião, como pediu. Leia livros do Dalai Lama. São muito bons para a reflexão.

      Flávia, você jamais irá encontrar as respostas que quer em psiquiatras, pois eles não têm tempo para dedicar a seus pacientes. Pensam apenas no remédio, sem se incomodar com o todo do indivíduo. Lembre-se de que vivemos num mundo capitalista, onde tempo é dinheiro. Procure bons amigos para conversar. Eles podem fazer toda a diferença.

      Espero que tenha lido o meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  72. Michele Santos

    Olá, Lu!
    Eu comecei o tratamento há 4 dias, estou sentindo diarreia, ânsia de vômito, tonturas, tremedeiras e a ansiedade redobrou! Esses sintomas costumam durar entre 2 a 3 h depois de tomar o escitalopram de 10 mg, após isso sinto-me a Mulher Maravilha. Me sinto super disposta para realizar minhas tarefas domésticas e meus estudos da faculdade. Quando anoitece, por volta das 19:00 h, começo a sentir sintomas isolados de síndrome do pânico. Fui diagnosticada com TAG e Síndrome do Panico, e li muito a respeito dessa medicação que combate exatamente o que preciso. Minha dúvida é que estou me sentindo assim, já conversei com meu médico e estamos sempre em contato. Mas eu gostaria de saber se alguém se sentiu ou se sente assim no início do tratamento. Sinto muito medo e já pensei até em desistir de dar continuidade ao tratamento, porém me lembro o quanto é importante para minha vida e também sem contar na grana que gastei com 2 caixinhas desse medicamento. Se puder me ajudar e esclarecer minhas dúvidas fico imensamente grata.
    Muito obrigado e um ótimo dia!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      É um grande prazer recebê-la aqui neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, muitos deles terríveis. É bom que saiba que as crises podem agravar ainda mais nos primeiros dias, como se o remédio estivesse fazendo mal. Trata-se da luta de nosso organismo diante de uma substância estranha. Mas cerca de duas semanas depois, de acordo com cada pessoa, os sintomas ruins vão desaparecendo e os bons chegando. Os sintomas aos quais se refere são normais no início do tratamento. Muitas pessoas já passaram por isso, basta ler os comentários. É preciso ter paciência e coragem para seguir em frente. Não pare, a não ser por indicação médica, pois, sem medicamento, as crises tornar-se-ão cada vez mais fortes e a volta ao remédio será cada vez mais sofrida. Vou lhe passar alguns links de texto para que tenha uma melhor compreensão sobre tais problemas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Michele Santos

        Obrigada, Lu!
        Me ajudou muito você me responder, pois é um incentivo a não abandonar o tratamento, porque não está fácil! Às vezes pareço ser deprimida, só choro e tenho pensamentos ruins! Vou acessar os links, sim, e não vou desistir, sei que vou conseguir. Obrigado mais uma vez até mais. Saiba que me senti muito bem-vinda por aqui viu, adorei o Blog! Parabéns!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Não desista, minha linda. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Logo essa fase ruim passará e você terá uma vida com qualidade. Cada volta ao tratamento significa sofrimento duplicado.

          Amiguinha, será sempre um prazer tê-la conosco. Continue nos falando sobre como anda seu tratamento.

          Beijos,

          Lu

      2. Michele Santos

        Lu
        Hoje faz 28 dias que estou tomando a medicação. Não estou sentindo os efeitos surpreendentes pra ser sincera, porém estou bem melhor das crises de pânico, que tinha quase que todos os dias… Ainda sinto uma vez ou outra o efeito colateral do escitalopram, mas bem menos de quando achei seu blog e pedi ajuda. Vamos ver o que dá, dia 28 tenho retorno ao psiquiatra e espero que ele me dê uma resposta para minha melhora. Me sinto apática, entende? Não sinto tristeza, porém não sinto uma alegria extrema.

        Obrigada Lu, por tudo… Que Deus te abençoe, você me ajudou muito, principalmente por ter medo pavoroso de medicação, e você foi muito importante nesse processo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Sinto-me feliz ao saber que está melhorando. E já houve um grande progresso nesses 28 dias. Ainda me lembro de como você chegou aqui. Só de ver-se livre das crises de pânico já é um grande alívio (espero que tenha lido o texto que fiz sobre o assunto). Pelo pouco tempo de uso do remédio, não dá ainda para sentir efeitos surpreendentes, miraculosos. Acalme-se minha amiguinha. Vá com calma. Tampouco a “alegria extrema” anda dando sopa por aí… risos. E mesmo quando ela vem, não demora muito, dissipa-se logo. Segundo um poeta chamado Kalil Gibran, nós não devemos ser excessivamente alegres ou excessivamente tristes, mas apenas equilibrados. Busque por ele e seus escritos no Google. Seu livro mais importante chama-se O PROFETA.

          Nada há para agradecer-me. Foi você a guerreira, todo mérito é seu. Eu apenas compartilhei palavras. Agora peço-lhe que continue aqui, ajudando outras pessoas que chegam tão sofridas e inseguras.

          Um beijo no coração,

          Lu

      1. Michele Santos

        Boa noite, Katia!

        Agora estou melhor dos efeitos colaterais. Já comecei nos 10 mg e vou continuar, pois uma hora ou outra sei que meu psiquiatra irá aumentar… Estou esperando me sentir ótima, porque ainda não me sinto, porém minhas crises de pânico já não vêm mais, graças a Deus!
        Beijos

        Responder
    2. Edilaine

      Michele
      Tive tudo isso também, passou depois de 15 dias com o medicamento, estou na quarta caixa e posso dizer 99% melhor que até mesmo antes da depressão, não desiste não.

      Responder
      1. Michele Santos

        Edilaine
        Estou bem agora… Não tão bem quanto eu esperava, mas não tive mais crises de pânico como estava tendo frequentemente. Agora é esperar, pois meu médico disse que o remédio vai fazer o efeito esperado em 60 dias… Estou contando! Obrigada pelo apoio!

        Beijos!

        Responder
  73. Katia Kist

    Oi, Lu!

    Amei o texto… Faz exatamente uma semana que comecei a tomar o “oxi” e adorei os resultados lidos aqui.

    O meu relato é sobre a dosagem inicial. Como sou uma “cagona” assumida com os efeitos colaterais, tenho arritmia e morro de medo de meu coração começar a palpitar enlouquecidamente, optei por iniciar o tratamento com 5mg na primeira semana. Na verdade no primeiro dia, quis ser valentona e tomei 10mg, mas não passei bem, fiquei meio ansiosa, com medo das reações, e já no segundo dia, quebrei o remedinho no meio: 5mg.

    Estou super bem, parece até que já fez algum efeitinho, pois estou mais tranquila e serena nesta semana. Sou daquelas que vira bicho nos dias que antecedem a “monstru” … sim, apelido que meu excelentíssimo deu para meu período menstrual. Meu humor oscila muito, me irrito com facilidade e sou muito reclamona no dia a dia. Ele brinca que nada me deixa feliz. Difícil me ver sorrindo! E é verdade mesmo. Às vezes, nem eu me aguento.

    Agora é aguardar o resultado do meu novo amigo na luta contra o mau-humor. Será que já pode ter iniciado o resultado positivo, utilizando somente uma semana de medicação? Eu acredito que deva ser “psicológico”. O que você me diz? Como foi para você o início do resultado?

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Kátia

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa.

      Que bom que não esteja passando pelos efeitos adversos do antidepressivo. Você faz parte do pequeno universo privilegiado… risos. Existem, sim, pessoas que não sentem efeitos colaterais e já começam a sentir-se bem com as primeiras dosagens. Não se trata de efeito”psicológico”. E começar com pequenas doses é o ideal, quando a pessoa pode esperar. Somente quando o paciente encontra-se muito mal é que o médico opta por uma dosagem maior logo de início.

      Lindinha, a função do antidepressivo é equilibrar o nosso humor. A depressão costuma nos deixar apáticas a tudo ou muito irritadas. Seu companheiro irá ter paz… risos. E você terá melhor qualidade de vida. O meu início foi muito tranquilo, pois lido com os antidepressivos desde a adolescência. Já nos tornamos excelente amigos. Às vezes nem me lembro que faço uso de oxalato de escitalopram. Os aborrecimentos que tenho são coisas normais da vida, motivados por acontecimentos exteriores. No mais, sinto-me muito bem. Depois me escreva dizendo como está.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Katia Kist

        Lu
        Você é uma amada, viu? Fiquei ansiosa aguardando se iria escrever algo sobre meu comentário… rsrsrs. Estou tão mais feliz, e faz apenas 10 dias de tratamento. Estou mais calma, menos irritada… Sorrindo! Estou tomando à noite, antes de dormir, e hoje será o primeiro dia que tomarei a dosagem preescrita de 10mg. Até ontem estava repartindo ao meio. Na segunda-feira conto como foi meu final de semana com os 10mg do “oxi”.

        Bom final de semana a todos!

        Beijos com um sorriso

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Eu respondo a todos os comentários feitos em qualquer parte do blog. Acho uma deselegância não responder aos comentários do leitor, que nos dá a alegria de sua presença. E quando se trata informações relativas à saúde mental, eu o faço ainda com maior rapidez, pois nunca sei quando a pessoa está precisando de uma resposta mais urgente. Vocês, leitores, são muito amados por mim, também. Quando somem, fico muito preocupada.

          Estou maravilhada com os resultados de seu tratamento. Pode ser que, ao tomar 10 mg, sinta um pequeno desconforto, e pode ser que não sinta absolutamente nada. Continue levando tudo tranquilamente. Eu sempre digo que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Eu quero saber, sim, como foi o seu final de semana.

          Abraços,

          Lu

        2. Katia Kist

          Oie !

          Lu,
          Sou do grupo das privilegiadas, mesmo! Tive somente um episódio que não foi legal, mas nada demais!
          No segundo dia em que comecei a tomar os 10mg (depois de ficar uma semana tomando somente 5 mg) , tomei o “oxi”, peguei no sono em seguida, e umas 3 horas depois acordei um pouco ansiosa, agitada, mas tomei um banho quente, relaxei e voltei a dormir. Não senti nenhuma diferença, a não ser o sono! Tomo à noite e “capoto”, meia hora depois de tomar os 10 mg. Como sou “cagona”, meu cardiologista pediu que eu tomasse à noite mesmo, antes de dormir.

          No mais,tudo na mais perfeita paz! Estou muito feliz de ter acertado a medicação, pois no ano passado “tentei” tomar a Sertralina e ela me deixou hiper, mega ansiosa … Não conseguia ficar sentada na cadeira. E desisti na primeira semana! Já com o Escitalopram está sendo totalmente diferente, estou de boa! Bom, qualquer novidade, relato aqui.

          Beijocas e boa semana!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Alguns privilegiados não sentem os efeitos adversos, enquanto outros penam… risos. O oxalato de escitalopram é uma substância relativamente nova no mercado, como menos efeitos colaterais. Outras virão, melhores ainda, tenho certeza. Seu comentário servirá de incentivo para muitas pessoas.

          Não suma, menina!

          Beijos,

          Lu

        4. Katia Kist

          Bom dia, Lu, bom dia amigos!

          Alguém tomando escitalopram 10 mg que não sente nenhum efeito colateral citado aqui (náuse, vomito, diarria …) mas se sente meio “cansada” sem muita atitude, estou na segunda semana do remedinho e ando meio “desligada”. Na primeira semana me senti tão animada, e agora essa “moleza”. Uma preguiça tomou conta de mim após a primeira cartela. Alguém com esse sintoma? Está certo isso? É comum?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É comum passar por isso. Você ainda se encontra na fase em que os efeitos adversos acontecem. Afinal não pode ficar deixando a gente com inveja, sem ter aqueles efeitos horrorosos. Pelo menos um “efeitinho” teria que ter. Essa moleza irá passar, não se preocupe. Ainda bem que tem sono, pois muitas pessoas ficam totalmente insones. Curta a sua preguiça lendo bons livros e assistindo a bons filmes. Aproveite a fase.

          Beijos,

          Lu

        6. Katia Kist

          Lu
          Não vou sumir, não!
          Relato aqui meu testemunho de felicidade. O “oxi” está sendo meu melhor amigo, já na 3ª semana de tratamento. Estou mais serena, calma, menos birrenta, lidando melhor com as dificuldades. QUALIDADE DE VIDA! Exatamente o que a Lu me falou lá no início das nossas mensagens.

          Continuem firmes e fortes, fui privilegiada de não sentir os efeitos adversos da medicação. O “oxi” me apaga, preciso tomá-lo à noite, e essa é minha dica: tentem tomá-lo à noite, não dá tempo do “psicológico” agir pensando em bobagem, creio que, vendo tantas reações negativas, as pessoas ficam na expectativa negativa também, pelo menos eu sou assim, tudo que falam, eu sinto! Mas conversem com o médico antes.

          Beijos,

          Até breve!

        7. Katia Kist

          Bom dia, Lu,bom dia a todos!
          Chegou meu momento mais temido, a semana que antecede a “monstru” TPM! Estava tranquila até então, me achando maravilhosa com os 10 mg do “oxi”,mas é só chegar minha “semaninha” diabólica que desanda tudo. Briguei com Deus e o mundo! Feriadão de mal … afeeee. Achei que o escitalopram ajudaria nessa questão, mas nessa última semana parece que não estou tomando nenhuma medicação, serotonina 0 (zero) em meio a meus neurônios de leão … rsrsrs

          Lu,será que vou ter que aumentar a dose? Estou pensando seriamente que sofro de disfunção pré-menstrual, será que o “oxi” vai dar conta dos meus hormônios? Ou não seria a medicação pra esse tipo de “problema”? Acho que para essa semaninha (que na verdade são quase 2 até passar tudo) melhor pedir para o médico um sossega leão! Sou muito inconstante, uma hora bem, outra nem tanto. Alguém é que nem eu, será? Buá!

          Beijos salgados

        8. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Os dias que antedecem a menstruação são um desespero para uma infinidade de mulheres. O próprio nome já indica: “síndrome pré-menstrual”. Mas à medida que envelhecemos, esta síndrome tende a ir amenizando. E olhe que é um número incalculável de sofredoras em todo o mundo. Não se sinta só… risos. O importante é que os amigos e familiares saibam que você passa por tal síndrome e, assim, terão mais paciência consigo nesse período. Mas não abuse! O antidepressivo ajuda, sim. Seria bom que fosse a um ginecologista e expusesse seu problema. Diga-lhe também qual é o antidepressivo que está tomando. Quanto a ser inconstante, o objetivo do antidepressivo é controlar essa sua instabilidade emocional. Gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, para que soubesse qual é a sua parte.

          Beijos,

          Lu

    2. Katia

      Lu

      Tenho um relato que acho bacana repassar, é sobre o horário de tomar o “oxi”. Comecei o tratamento tomando à noite, capotava em seguida que tomava ele (uns 30 min.), depois de três semanas, resolvi mudar o horário e tomar pela manhã (para ver como seria o meu dia). Meu apetite dobrou, fome, fome, fome. Voltei esta semana a tomar à noite e tudo normal. Passou a vontade voraz de comer. Então, aí vai minha dica, se você toma pela manhã, e tem um apetite voraz, veja com seu médico se tem como tomar à noite! Pra mim, ficou bom assim.

      Beijos

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Kátia

        É uma ótima ideia para as pessoas que dobram o apetite tomando o antidepressivo. Mas você lembrou muito bem que antes elas devem conversar com o médico.

        Um grande beijo,

        Lu

        Responder
        1. Katia

          Lu
          No meu caso, o cardiologista que faz meu acompanhamento para arritmia informou que o horário de tomar a medicação é indiferente, que poderia ver com qual me adaptaria melhor, a noite ou pela manhã …

          Até mais!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Algumas pessoas sentem muita sonolência com o antidepressivo, por isso, o ideal é que tomem-no à noite, enquanto outras não conseguem dormir, sendo melhor tomá-lo na parte da manhã. Vai depender muito do organismo de cada um.

          Beijos,

          Lu

    3. Katia

      Lu

      E bebidinhas, choppinho, etc… Alguém aqui faz uso de escitalopram e toma uma”s” cervejinha”s” de vez em quando? Pode… Não pode… Na bula vi somente que não é aconselhável.

      Beijocas

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Mas que danadinha sedenta! Vixe Maria!

        Amiguinha, o ideal é que a gente não bebesse nada, mas ninguém é de ferro e tampouco quer se enferrujar. Eu dou o mau exemplo de dizer que bebo um choppinho (apenas um) ou tomo dois copos de cerveja, ou uma taça de vinho (no máximo duas), sem medo de ser feliz.

        Beijos,

        Lu

        Responder
    4. Katia

      Bom dia, Lu!

      Venho informar que tenho tido crises de gula! O aumento de apetite para doces é algo absurdo! Sempre fui formigona, mas esses 2 kg ganhos em 3 meses de tratamento com o “oxi” estão me assustando… rsrsrsrrs. Mais alguém que teve aumento de apetite?

      Beijocas da “amiguinha” que adora esse “cantinho”! Saudades que eu estava!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Você andou sumida! Também estava com saudades suas.

        Amiguinha, os antidepressivos costumam emagrecer ou engordar, dependendo de cada pessoa. Eu fiquei totalmente sem apetite. Mas depois de um tempo, o organismo volta a equilibrar-se. Mesmo assim, procure comer mais vezes (de três em três horas e menos), para controlar seu peso. Opte também por uma alimentação mais leve.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Isabela DeSouza

          Sem mudar minha alimentação em nada, eu engordei 4 kg. Só se eu passar fome pra perder. Mesmo assim só consigo perder uns 2 kg no máximo fazendo uma super dieta rigorosa. Triste!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Normalmente, o organismo estabiliza-se depois de um tempo de uso do medicamento. Se achar que está ganhando muito peso, converse com seu médico. Eu sou do rol das que perdem o apetite. Não faça dietas que maltratem sua saúde. Opte por uma alimentação mais leve.

          Abraços,

          Lu

        3. Olinda

          Olá, quero saber se tem antidepressivos que emagrecem? Tomava sertralina por muitos anos, comecei a ganhar peso. Meu médico trocou por escitalopram e continuo ganhando peso. Total de 8 quilos, estou apavorada. Já fui obesa e tenho pânico de obesidade. Pelo que andei lendo, a fluoxetina faz perder peso. Essa informação é verdadeira?

        4. LuDiasBH Autor do post

          Olinda

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, os antidepressivos reagem diferentemente de pessoa para pessoa. O oxalato de escitalopram, por exemplo, leva algumas pessoas a perderem peso enquanto faz outras engordar. Eu, por exemplo, estou no grupo das que emagrecem, pois o escitalopram diminuiu muito o meu apetite, mas algumas pessoas relatam aqui que engordaram. Antes, tomava fluoxetina que também tirava todo o meu apetite. Assim sendo, não é possível determinar se uma pessoa irá perder peso ou engordar com esse ou aquele antidepressivo. Só depois que passa por ele que é possível sentir a reação do organismo.

          Você tem toda a razão em temer a obesidade, pois traz muitos problemas de saúde. Portanto, converse direitinho com seu médico sobre o fato de estar ganhando peso. Pode ser que a fluoxetina aja de modo diferente. Mas é preciso experimentar. Mas só faça mudanças de acordo com o parecer médico. Certo?

          Continue em contato conosco. Leia os comentários para tirar algumas dúvidas.

          Abraços,

          Lu

  74. Paulo Oliveira

    Bom dia, Lu!
    Venho contar minha experiência. Eu comecei a ter ansiedade em 04/09/2012, um dia antes do aniversário do meu filho. Foi um grande baque até descobrir o que eu tinha.

    Gastei alguns mil reais com gastro, pneumologista, fiz um bateria de exames cardíacos, gastro intestinais, entre outros. Num estalo de madrugada, eu resolvi procurar um neurologista. Mas no dia em que eu fui só tinha psiquiatra. A ansiedade aumentou, eu com aquele preconceito de que “só quem vai a psiquiatra é louco”. Mas para amenizar minha dor valia tudo. Mergulhei, mesmo com medo. O médico me ouviu e disse que nada mais era que ansiedade, que me levava a um quadro de depressão e me passou clomipramina,putz, não deu pra mim. Foram 5 dias terríveis.

    Voltei ao psiquiatra que me passou paroxetina 20 mg. Reestabeleci, só que me veio um grande problema: a falta de libido. Logo eu, que sempre a tive em alta. Aprendi a conviver com isso, alguns dia de libido a 60% e noutros a 20%. Só que depois de 3 anos, voltaram as crises, o desespero, meu Deus, tudo de novo. E para minha supresa, dois dias antes do aniversário do meu filho, de novo.

    Voltei ao meu psiquiatra, que se tornou um amigo, e ele queria que eu tomasse 40 mg da paroxetina. Aí questionei: s ecom 20 mg a libido era no máximo de 60%, imagine com 40 mg. Foi quando ele me passou o escitalopram, 10 mg. Foi bom, 6 meses sem crises, estava no céu. Tive que voltar em janeiro, pois as receitas tinham acabado. Foi quando ele aumentou a dosagem para 20 mg. Nossa, em fevereiro, agora, já foram duas crises fortes. Não entendi, se com 10 mg estava ótimo. Volto agora em março pra conversar com ele sobre o que iremos fazer .

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa, meu querido!

      Amiguinho, em razão do preconceito que ainda se tem contra as doenças mentais, essas são ainda pouco conhecidas para os leigos, infelizmente. O doente, portanto, sofre muito, até chegar a um diagóstico preciso. Passa por uma batelada de exames, gasta muito dinheiro, até descobrir que seu problema está no computador central (no cérebro). Aliado a isso está o fato de que não existem exames que comprovem o grau da doença mental, tendo o médico (psiquiatra ou neurologista) trabalhar com acertos e erros, num vai-e-vem de antidepressivos e dosagens.

      Paulo, a dificulade que o corpo tem para aceitar uma substância desconhecida também acontece quando o organismo e o antidepressivo tornam-se amigos em demasia. Eles ficam tão intímos, mas tão íntimos, que o segundo deixa de fazer efeito. E, com isso, faz-se necessário o apartamento, ou seja, mudar para outro antidepressivo. Eu já mudei para uma dezena deles, pois tenho depressão (genética) desde adolescente. Mas, se ainda há uma dosagem para subir, o médico faz isso, como aconteceu com você. Eu só não entendi por que ele mudou o escitalopram para 20 mg, se você estava “no céu” com 10 mg? Durante quanto tempo tomou 10 mg? Chegou a um mês? Essa é a minha dosagem há cerca de três anos. Preciso saber há quanto tempo toma escitalopram para dizer se ainda está dentro dos efeitos adversos.

      Amigo, quanto à queda da libido, isso acontece nos primeiros meses de tratamento com muitas pessoas, mas depois o organismo vai voltando ao normal. E não adianta nada ser um “garanhão” (risos) com a mente abilolada (risos). É preciso ter paciência, abrir-se com a parceira e compensar a queda da libido com bastante carinho (e presentes… hahahaha), afinal, toda a nossa pele tem sensibilidade. Outra coisa, torna-se necessário aliar ao tratamento novos hábitos. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Paulo Oliveira

        Boa tarde, Lu!
        Comecei a tomar escitalopram em setembro de 2015, 10 mg. Em janeiro fui pegar as novas receitas e ele resolveu mudar para 20 mg. Além do preço que mais que dobrou. Já me vieram 2 crises, 1 de 2 dias e outra a mais recente durou 4 dias.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          Eu só não entendi o porquê de ele ter mudado para 20 mg, se você estava se sentindo muito bem com 10 mg. Retorne a seu psiquiatra e converse com ele. A mudança só deve acontecer quando o paciente continua com problemas. Se estiver se sentindo muito mal, volte para 10 mg, repartindo o comprimido ao meio, até conversar com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Josi

        O fato de alguém viver solitário ou em solidão tem várias explicações. Um escritor, por exemplo, pode buscar a solidão para melhor encadeamento de suas ideias. Muitos artistas, em seus momentos criativos, preferem viver solitários, como se vê muito na história dos grandes mestres da pintura e da música. Existem também pessoas introspectivas que necessitam da solidão para viver, pois o mundo ao redor suga-lhes muita energia. Existe a solidão ocasionada pela inadaptação de uma pessoa a um determinado ambiente onde, mesma rodeada por muitas outras, ela se sente só. Há também a solidão interior ocasionada por traumas, rupturas, desgostos… Necessária para que a pessoa proteja-se em benefício de sua própria saúde, caso não queira ser esfacelada pelas circunstâncias ruins da vida. Há também a solidão decorrente de uma doença, como a depressão, em que corpo e mente pedem isolamento, até que se refaçam após tratamento. Portanto, amiguinha, a depressão também pode ser um sintoma da depressão, só que neste caso ela é passageira, se tratada.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Josi

          Mais uma vez fiquei surpreendida com a resposta. Obrigada Lu!

          Hoje comecei a tomar o suplemento de vitaminas para não perder nutrientes por conta da perda de peso. Eu ia comprar um para abrir o apetite e engordar, mas fiquei com receio de engordar muito,já que pode ser só um período de adaptação do remédio. E vamos que vamos em direção a uma melhor qualidade de vida. Meus agradecimentos a todos que postam seus comentários aqui também.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Essa é a guerreira POP que me encanta, sempre caminhando em direção à luz do entendimento, que traz otimismo e gera força para ajudar a passar pelo período de turbulência do remédio. Sei que não é fácil, pois também já passei por isso. Mas a postura otimista torna a passagem menos sofrida e auxilia o organismo a superar os efeitos adversos. Parabéns, Rosi. Sei que não tem sido fácil para você, mas ainda assim segue confiante. Como está difícil alimentar-se, procure beber chocolate, vitaminas e sucos, que descem com maior facilidade.

          Beijos,

          Lu

  75. Anelise

    BOA NOITE, GENTE!

    Vim contar mais uma etapa da minha vida, desta vez com êxito, graças a Deus. Alguns já devem ter lido algumas partes das minhas tentativas com antidepressivos, mas vou dar uma resumida.

    Eu tenho depressão e síndrome do pânico, me trato desde 2000, mas há 8 anos não tinha tido recaídas e nem crises. Estava tudo bem, tomava só fluoxetina de 20mg; até que em agosto comecei com crises e depressão forte. O psiquiatra tirou a fluo e me deu Lexapro(escitalopram) de 10 mg. Fiquei muito enjoada e não conseguia comer, mas as crises não cessaram. Ele aumentou a dose para 20 mg, mas mesmo eu continuava enjoada, sem ânimo e perdendo peso. O psiquiatra disse que meu organismo não havia se adaptado com escitalopram. Trocou para Luvox, mas não melhorei. Já estávamos em outubro e eu mal, perdendo peso e a vontade de viver. O psiquiatra então me receitou pondera (paroxetina) de 30 mg. Quase morri, já tinha perdido 25 quilos, não tinha vontade ou amor por nada. Achava que o jeito seria morrer. Passei a não gostar mais do psiquiatra e troquei-o. Foi minha sorte, esse novo disse que meu estômago e organismo estavam machucados e sensíveis, e que tínhamos que mudar de antidepressivo e começar com doses leves. Decidiu continuar com paroxetina, mas começar com a dose de 10 mg, e depois passamos para 20 mg. Comecei a me sentir bem, porém com uma fome desesperadora, fora do comum. Ele disse que teríamos que trocar novamente, e passamos para sertralina, que deu certo. Ela aumentou meu apetite, mas não compulsiva como estava antes, mas eu tive que mudar tudo, alimentação, estilo de vida e trabalho. Hoje minha medicação é Sertralina 150mg, Frontal 0,25 manhã e 0,5 noite, eu tomo ômega 3. Faço terapia que está me ajudando muito. Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, r se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.

    Este blog me ajudou muito. Eu me sentia bem melhor depois que lia os posts e as respostas deste anjo chamado Lu. Gratidão sempre, Lu.
    Grande beijo e saibam, é difícil mas não impossível. Para aqueles que ainda não acertaram a sua medicação… PACIÊNCIA E FÉ,aliás a Lu diz quesejamos POP. 🙂

    Deus nos abençõe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Ao acompanhar e responder os seus comentários aqui no blog, sou testemunha de quanto sofreu. Eu me sinto muito feliz ao ler o seu novo comentário, falando que reencontrou o seu equilíbrio e, sobretudo, pela sua tomada de consciência, ao dizer que:

      “Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, e se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.”.

      Este blog atuou apenas no sentindo de manter viva as suas expectativas de melhora, tornando-a uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Você foi e continua sendo uma grande guerreira. Queremos continuar contando com sua presença, no sentido de dar forças para outras pessoas.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
  76. Débora

    Olá, Lu!
    Espero muito que alguém me ajude e me responda. Sempre idealizei ter um filho, tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais (nem que isso durasse 4 anos). NADA DISSO ACONTECEU. Engravidei, fui morar junto com o marido em outro Estado (muito longe de minha família, e o que mais me doeu foi ficar longe da minha gêmea). Passaram-se 35 semanas de gestação e atacou cálculo renal e perda total de liquido aminiótico. Meu filho nasceu de 35 semanas, parto cesária e foi para UTI. Aí já começava meu pesadelo sem fim. Resumindo: Ver meu filho na UTI fez secar meu leite, não tive parto normal nem amamentei e estava longe da família. Tive que visitar meu filho na UTI (o que mãe nenhuma mãe merece passar). NADA saiu como eu queria, como idealizei. Eu só chorava, estava letárgica, não tinha e nem tenho vontade de fazer NADA a não ser SUMIR. Olho para meu filho e me sinto uma inútil, que falhou em todos os sentidos, TUDO ME IRRITA A PONTO DE QUERER Me MATAR. Não tenho mais vida, só raiva e frustração. Hoje fui ao médico e ele me receitou este remédio escitalopram. Só que outro efeito negativo que estou passando é o aumento de peso, só engordei desde que meu filho nasceu. Ele fez 1 aninho há 4 dias atrás, é um anjo e até com ele me irrito. Eu não aguento mais. Não me suporto! Vocês acham que este remédio, escitalopram, vai me ajudar? não vou ficar mais gorda ainda?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      É um prazer recebê-la neste cantinho, onde poderá desabafar sempre, pois formamos uma família cheia de muito amor e compreensão.

      Amiguinha, quase todo ser humano tem a tendência de idealizar a própria vida. E é bom que assim seja, pois a idealização tem um ponto positivo: joga-nos para frente. Contudo, também possui um ponto extremamente negativo: quando nos deixa perder o contato com a realidade, tornando-nos refém de nossos próprios sonhos, não aceitando que coisa alguma seja diferente do idealizado. É aí que mora o grande perigo, pois entramos em descompasso com a nossa vida e com o mundo que nos rodeia.

      É verdade que a mulher, ao desejar um filho, idealiza “ter tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais”. E você usou a palavra certa “idealiza”. Mas quem disse que podemos responder por tal idealização? Idealizar significa “criar na imaginação, projetar, planejar, fantasiar”, o que distancia enormemente do “acontecer de verdade”. Penso que foi aí que você se perdeu, amiguinha, pois passou a vivenciar apenas o sonho, e quando a realidade fez-se presente, sem se ater a seus ideiais, não a aceitou. E, como vingança, criou um mundo só para si, como quem diz: Se não é como eu quero, eu também não o aceito!”. Atitude essa desprovida de maturidade, pois as coisas dificilmente acontecem como queremos, mas como têm de ser, movidas por diversos fatores impossíveis de serem explicados em poucas palavras. Vou lhe contar um fato que aconteceu com meu primo:

      Rafael era o terceiro filho. Os irmãos que o antecederam vieram cheios de saúde. Mas Rafa nasceu down. No hospital, meu primo entrou em choque. Uma enfermeira, maravilhosa, vendo o desespero do pai, abraçou-o e disse-lhe: “Você ganhou um anjo em sua vida! Sinta-se feliz com tamanho presente, pois somente as pessoas especiais são escolhidas.” Os anos passaram-se. Os outros dois filhos, ainda jovens, foram morar em outros países, mas Rafa continua com os pais. É um filho carinhoso e sensível, sempre a cobri-los de amor.

      Como vê, temos a tendência de julgar mal os fatos. O seu bebê é um presente dos céus, um guerreirinho, um exemplo de superação. Penso que intimamente, você cobra do pequenino e de seu marido, pelo fato de ter se afastado de sua irmã gêmea, morar num Estado longe de sua família, para, em consequência, passar por tanto sofrimento. O fato de sofrer porque seu bebê estava na UTI é apenas o pano de fundo, uma vez que se encontra fofo, já com um aninho. Toda essa sua frustração e a raiva estão nos laços cortados. Enquanto você não aceitar isso, não será uma pessoa feliz. Quantas mães passam por partos prematuros, com os bebês ficando hospitalizados durante um longo período? Inúmeras! E isso não deixa a maioria delas infeliz. Nós não falhamos quando o que acontece está além de nossas possibilidades. Você não teve falha alguma, ao contrário, doou-se totalmente. Portanto, reveja com carinho a sua postura atual. Está lhe faltando humildade para aceitar a vida tal e qual ela é.

      Débora, juntamente com o oxalato de escitalopram, deveria buscar uma terapia, também. Alguém que a ajudasse retroceder no tempo e arrancar as raízes desse seu sofrimento. Quanto ao escitalopram, ele tanto pode engordar como emagrecer. Existem pessoas que perdem muito peso com ele. Eu emagreci muito. Pode ser que isso aconteça consigo. Com o tempo o corpo volta ao equilíbrio.

      Amiguinha, gostaria que voltasse para conversar mais conosco. Inclusive sobre o remédio que passará a tomar, pois no início os sintomas são agravados. Acho que o remédio irá lhe dar estabilidade emocional e melhor qualidade de vida.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Débora

        LUZINHA, meu anjo!
        Nunca mais perderei o contato com você! Tem razão em tudo que disse! Vou fazer o tratamento, vou mantendo contato e espero partilhar muitas coisas boas com vocês! Obrigada, pessoa iluminada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Depois que lhe enviei a resposta a seu comentário, temi que tivesse sido rude consigo. Seu retorno deixou-me tranquila. Será um grande prazer tê-la conosco.

          Beijo no seu coração,

          Lu

  77. Marina

    Lu

    Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pelo seu trabalho de apoio e sensibilidade com as dificuldades alheias, bem como a forma com que responde aos questionamentos, sempre com muito humanismo e empatia… Encontrei o seu blog em um momento muito propício!

    Falando um pouquinho de mim e da minha experiência com o ESC: há uns 2,5 anos atrás meu médico clínico me receitou o escitalopram, pois me sentia muito cansada, mal conseguia dormir, muitas dores corporais e por estar enfrentando uma fase muito desgastante em um antigo emprego. Tomei o ESC por uns 2 anos, até fazer a interrupção de forma gradual… No início, nas primeiras semanas, realmente tive alguns efeitos adversos (principalmente tremores, muito sono e perda de apetite – coisa que mais me desagradou pois sou bem magrinha e perco peso com grande facilidade), mas passei a tomá-lo depois do almoço. Após a adaptação meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).

    Hoje, não tomo nenhum tipo de ansiolítico ou antidepressivo, e sofro muito por ansiedade, tanto que às vezes mal consigo dormir, pareço estar ligada diretamente em uma tomada, e logo depois meu corpo reclama através de dores musculares horríveis. Minha rotina é bem puxada (trabalho o dia todo e vou para a faculdade praticamente todas as noites), e mesmo assim meu cérebro encontra um “tempinho” para a tal ansiedade.

    Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos. Há mais ou menos 15 dias busquei auxílio psicológico e a referida profissional me disse que poderíamos ter o ESC como uma carta na manga, concomitante com as nossas sessões.

    Muitas coisas externas aconteceram em poucos meses (falecimento do meu avô depois de muito sofrimento em virtude de doenças, problemas familiares, perda de um animal de estimação muito querido) e sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros. Vejo que o caminho está afunilando e me levando novamente ao encontro com o ESC. Não consigo aproveitar a minha vida, digo, ver as coisas de forma diferente a não ser pelo modo mais difícil e doloroso, não consigo curtir meus amigos, meu noivo, meu dia a dia. Meu receio é me tornar dependente de uma vez por todas deste “branquinho” e principalmente a batalha dos efeitos adversos.

    Peço desculpas pelo texto enorme, mas gostaria de poder receber uma opinião sua quanto aos fatos! Um grande abraço e mais uma vez, parabéns pela sua dedicação, muita paz e luz!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      É um grande prazer receber a sua visita. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, existem vários tipo de depressão. Ao que me parece, a sua é reincidente. Ou seja, você faz o tratamento, fica boa por um tempo e depois ela volta. Este tipo é muito comum. Eu por exemplo, sou depressiva crônica, herança herdada de minha família materna. Terei que tomar antidepressivo “forever”. Mas isso não me assusta nem um pouco, ao contrário, agradeço aos cientistas maravilhosos que trabalharam para que eu pudesse ter melhor qualidade de vida, ao contrário da época negra em que as pessoas com doenças mentais eram jogadas nos manicômios ou sanatórios. Além do mais, muita gente toma remédios para hipertensão, diabetes, tireoide, etc, a vida toda. Se o meu cérebro adoece, como qualquer parte do meu corpo, tenho mais é que tratá-lo. Que a preocupação com o remédio não seja um porém na sua busca por tratamento.

      Marina, você diz:”Após a adaptação, meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).”.

      Avalio que o seu tratamento contou apenas com o antidepressivo, que corresponde a 50% dele, pois a outra parte diz respeito inteiramente a você, na maneira como deveria ter passado a olhar o mundo, sendo mais tolerantes consigo e com as pessoas em seu derredor. Devemos aprender que não podemos condicionar a nossa vida ao comportamento dos outros. Se não nos agrada, o melhor a fazer é ignorá-lo, pois cada um responde pela própria vida. As atitudes alheias não nos dizem respeito, a menos que nos prejudiquem. As pessoas não mudam porque queremos. Elas só mudam se quiserem. Condicionar nossa felicidade a elas é ser infeliz pelo resto da vida. Essa paz que você busca encontra-se no modo como compreende e aceita a vida com seus revezes e contratempos. E não acho que suas emoções tenham ficado mascaradas, penso que ficaram mais equilibradas.

      Amiga, acredito que você precisa ir a um psiquiatra, pois tais crises, se não tratadas, só tendem a agravar cada vez mais. Até mesmo a psicóloga pensa assim, ao dizer que o antidepressivo é uma “carta na manga”. Eu, particularmente, não sou chegada a essas terapias. Considero-as um mero coadjuvante do tratamento. Conheço pessoas que ficaram anos e anos em terapias sem terem melhora alguma, a não ser quando o caso é resultante de um trauma. Essa sua ansiedade, se não tratada, poderá evoluir para as terríveis crises de pânico. E com a rotina pesada que tem, precisa de algo que lhe dê equilíbrio para seguir avante. Você mesma diz: “sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros.”. E se a carga está excessiva, busque ajuda médica, quanto mais cedo, menor será seu sofrimento. Este é o meu conselho. Não tarde a colocá-lo em prática.

      Ao dizer: “Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos.”, deixa claro que está passando por uma severa crise de depressão. Esse medo precisa ser contido, antes que a impeça de sair de casa. Percebo que sua irritabilidade é altíssima, pois, normalmente, os depressivos tendem a ficar pacatos, indiferentes, querendo só ficar deitados. Você se mostra de mal consigo e com o mundo ao seu redor. É preciso aprender a aceitar as coisas que não pode mudar. E procurar conviver bem com elas, sem que essas a afetem tanto. Gostaria que lesse o meu texo denominado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Sei que irá lhe dar uma nova dimensão sobre o que significa o tratamento com um antidepressivo.

      Eu agradeço suas palavras generosas sobre minha participação na vida dos que me procuram. Eu já passei por tudo isso, e vi minha avó, mãe, tios e primos passarem pelo mesmo. Compreendi que o conhecimento de nosso sofrimento torna-o cada vez menor. E, encontrar quem nos dê atenção é fundamental para que prossigamos na busca de melhor qualidade de vida e autoestima. Sou eu quem agradece a sua confiança. Quero tê-la sempre aqui, falando sobre seu tratamento e trocando informações conosco.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Responder
      1. Marina

        Lu
        Muito obrigada pelo seu feedback!
        Realmente busquei auxílio psicológico devido a outros problemas e também para tentar compreender um pouco mais do que se passa no meu coração e minha mente, diante de tanta confusão de pensamentos/sentimentos, tentando encontrar algumas respostas (tenho muitos questionamentos internos). Tenho consciência de que preciso reavaliar minha personalidade e trabalhar estas dificuldades, bem como, quando temos a bênção de perceber que precisamos de ajuda, de irmos buscar… Temos tudo em nossas mãos! Não sou contra a medicalização ou qualquer tipo de tratamento alternativo, pois já precisei e foi eficaz. A questão da aceitação dos fatos e das pessoas, esta, sim, é complicada, de certa forma nem eu me aceito! Precisamos encontrar a felicidade dentro de nós, depois tudo se torna mais leve!

        Obrigada pelas palavras de apoio, elas são essencialmente importantes. Retornarei no passar dos dias para relatar os acontecimentos!

        Um grande abraço apertado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          A percepção do que lhe falta e do que é preciso compreender já lhe dão as setas dos caminhos a serem trilhados. Você é uma mulher muito inteligente e haverá de fazer esta passagem com muita tranquilidade. Permita a si mesma paciência nesta busca pela compreensão, sem nada cobrar de si ou qualquer forma de censura. Bote leveza em sua vida, pois ela é única. Aguardo notícias suas!

          Beijos,

          Lu

    2. Aliane

      Lu, querida!
      Eu sou a Aliane. Andei um pouco sumida, mas ontem meu médico mudou meu remédio dee oxalato de escitalioram de 30mg para fluoxetina de 60mg. Estou meu agoniada com isso, muito aflita e nervosa, sem saber o quee pensar. Ele diz que estou ainda na faze aguda e preciso ajustar a dose. Me ajude, minha amiga, dê-me uma luz.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Aliane

        Não há porque ficar temerosa, agoniada e nervosa. Tais mudanças são normais no início do tratamento. Existem muitas substâncias antidepressivas. Nem sempre a que faz bem para uma pessoa também faz para outra. Eu tomei a fluoxetina por muitos anos. Só parei porque ela deixou de fazer efeito para mim. Foi quando o médico mudou-me para o escitalopram. Portanto, fique tranquila e confie no seu médico. Ele sabe o que está fazendo. E não adianta ficar tomando um medicamento que não surte o efeito desejado. Não tem nada o que pensar, deve apenas tomar a fluoxetina… risos.

        Um grande beijo,

        Lu

        Responder
  78. Regis

    Primeiramente venho dar meus parabéns pelo site, muito bom mesmo!

    Vou contar um pouco da minha história e também pedir conselhos.

    Sempre fui ansioso,mas nada que me trapalhassemuito na vida. Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga), isso ocorreu umas 3 vezes no máximo até ano passado.

    Ano passado, eu comecei a trabalhar em uma cidade e estudar em outra, minha vida se resumia a viajar, trabalhar e estudar e dormir pouco. Certo dia cheguei do serviço e fiquei passando mal (dengue!). Passaram-se 15 dias aproximadamente e acordei bem. Conversei com os amigos da casa, tomei café e quando cheguei no ponto para pegar o ônibus pra empresa, me veio uma tontura forte, mal conseguia olhar pros lados. No hospital falaram que era intoxicaçao, e tomei remédios pra enjoo. Meus pais me buscaram e fiquei 5 dias em casa, fraco e com enjoos. Voltei à rotina meio fraco, com as batérias “viciadas”, sempre cansado. Passaram-se mais 16 dias e passei mal novamente, uma sensaçao ruim e novamente uma forte sensaç~so de vomitar. Passei mais uma semana mal e fraco, com muitos sintomas variados.

    Passei por todos os médicos até ir num péssimo pisiquiatra na cidade de Lavras MG, que atende pelo plano. Ele me ouviu falar por 2 minutos e falou que era depressão. Receitou Pristiq, orap e stilnox (ambos muito fortes). Nao iria tomar até acordar mal. Comprei e tomei achando que iria melhorar na hora, e foi um mês de sofrimento. Conseguia trabalhar e estudar (forçando muito, pois estava fraco ainda e com medo de tudo). Fui demitido e perdi o plano depois de dois meses com esses medicamentos, que não ajudaram em nada praticamente. Minha energia tinha acabado. Fui em outro médico, um neuro, que só receitou o que eu falei que tomava. Estava ansioso com tudo que acontecia e nem saia mais de casa. E tudo piorou de novo, porque voltei a tomar esses remédios, lembrando que o ORAP vicia, e que passei muito mal por largá-lo e o médico de Lavras nao disse nada.

    Voltando a São João del Rei pra terminar a faculdade, eu já não queria mais sair, me sentia ansioso o tempo todo (estava tomando o pristiq novamente), não ia a festas e nem nada que fazia antes. Fui a outro psiquiatra que falou que os remédios qe eu estava tomando nao tinham nada a ver com meu problema. Ele me passou rivotril 0.25 sublingual, 3 vezes ao dia. Comparado ao preço da consulta, o medicamento foi de graça. Fui tomando e mesmo assim aquela ansiedade absurda dada pelo pristiq nao saia de mim. Até que, por conta própria, aumentei as doses de rivotril pra 0.5, duas vezes a dia. Minha vida foi melhorando, ja fazia bastante coisa que tinha deixado de fazer pelos ataques de ansiedade que o pristiq me deu.

    Hoje nao tomo nenhum remédio, me sinto bem fraco comparado ao que era antes, nao saio e tenho medo de chegar em mulheres, ficar ansioso e passar mal, pois diariamente me sinto um pouco tonto e meu estômago já nao é mais o mesmo (agora tenho intolerância à lactose). Tenho medo de arrumar outro emprego, sinto tremedeiras e uma fadiga absurda, e ja nao sou mais a pessoa alegre que eu era há um ano atras. Será que é depressao ou ansiedade? Depressão também dá medo de sair e passar vergonha? Será que devo procurar novamente o psiquiatra?

    Desejo melhoras a todos, eu tinha preconceito até de ter esse tipo de doença :/

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Régis

      Seja bem-vindo a este cantinho, onde formamos uma família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, você tem passado por uma verdadeira via-cruz. O mais importante é que vem juntando forças e correndo atrás de sua saúde. É fato que nem sempre encontramos bons profissionais no nosso caminho, pois a medicina vem se tornando cada vez mais uma empresa com fim lucrativo. O juramento feito pelos profissionais não tem mais crédito algum. Mas ainda existe gente boa.

      Logo no início você diz:
      “Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga)”

      Isso me chamou a atenção porque a intolerância à lactose traz tais sintomas. Não acho que acabou desenvolvendo essa intolerância recentemente, mas já a trazia consigo desde o início, só sendo descoberta agora. Além da dengue, que mexe com todo o corpo, penso eu que você estava passando mal em razão da intolerância à lactose (também conhecida como deficiência de lactase, é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos). Com certeza, para se fortalecer, deve ter tomado vários alimentos com lactose, o que só fazia agravar o seu estado de saúde. Você em momento algum teve um ataque de pânico, mas sintomas provenientes dessa intolerância. E é claro que isso gerava mais ansiedade, depressão, autoestima baixa, medo, etc, pois não tinha uma análise correta de seu problema. Se agora está com depressão, ela é resultante dessa sua luta.

      Amiguinho, eu não acho que você tenha depressão. E se a tem, ela foi adquirida em razão desse seu tratamento traumático. Mas tratando a intolerância à lactose, a depressão (se houver) desaparecerá com pouco tempo de medicação. Aconselho-o a buscar um médico gastroenterologista, e contar toda a sua sina. Verá que logo, logo será outra pessoa. Infelizmente, tudo vem sendo visto como depressão, o que faz com que muitas doenças fiquem ocultas. Gostaria que continuasse me informando sobre sua saúde. Não deixe de ir ao gastroenterologista o mais rápido possível. Depois conversaremos sobre esse medo e vergonha que sente.

      Vou lhe passar dois links para leitura:
      http://www.minhavida.com.br/saude/temas/intolerancia-a-lactose
      http://drauziovarella.com.br/letras/l/intolerancia-a-lactose/

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Regis

        Muito obrigado pela resposta, Lu, você escreve muito bem!

        Cheguei a fazer exames gástricos e nada foi achado no ano passado, só essa leve intolerância mesmo. O médico falou que os remedios estavam bagunçando minha cabeça e que a intolerância pode muitas vezes ser gerada por ansiedade. Antes de ir pra outra cidade. eu era cheio de energia, e bebia muito leite e derivados, que nunca me fizeram mal. Talvez até mesmo a dengue pode ter causado tudo isso, mas nao sei falar sobre.

        Eu me recordo de passar pelo mesmo mal de ansiedade com 3 antigas namoradas (era jovem e sem experiência e cheio de medos). Mas hoje em dia, eu me sinto num caminho de dúvidas, porque nao sei qual médico procurar e realmente começar a tomar antidepressivos nao é facil no começo. Senti na pele depressão e crise de pânico quando comecei com o pristiq. Uma coisa que não mencionei é que vi muita coisa na internet sobre esses problemas serem genéticos, e não mencionei que minha mãe ja teve problemas de ansiedade e depressão, assim como tias e primos. Tenho certeza que o psiquiatra me passará escitalopram se eu for lá, já que meu primo se tratou e deu certo.

        Muito obrigado, e vou escrevendo como anda minha caminhada. Desejo sorte e força a todos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Régis

          É interessante notar que a intolerância à lactose produz os sintomas citados por você (enjoo, dor de barriga, dores no corpo, etc.), também. E em momento algum me pareceu que tivesse tido um ataque de pânico, que é bem diferente do relatado. Você viu que essa intolerância pode ter três causas, já citadas nos links que lhe enviei. Penso que deve levá-la a sério, evitando os alimentos que provocam o mal-estar.

          Amiguinho, existem vários tipos de depressão, dentre esses está a genética, que é o meu caso. Mas não significa que por ter pessoas na família com o problema você o tenha. Porém, se estiver com depressão, quanto mais cedo começar o tratamento melhor. Com o tempo, quando não tratadas, as crises tendem a ser mais constantes, agravando-se mais e mais. Não adianta fugir da raia, pois “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”… risos. Eu tomo escitalopram e sinto-me maravilhosamente bem, minha qualidade de vida melhorou muito, tanto é que estou aqui tentando ajudar as pessoas.

          Régis, eu vejo os antidepressivos como coisas maravilhosas criadas pelo homem. Bendito sejam aqueles que trabalham para melhorar a nossa saúde. Há pouco tempo atrás, as pessoas passavam por um sofrimento atroz, muitas delas parando em sanatórios, recebendo choques elétricos, etc. Na Idade Média, elas eram abandonadas pelas famílias. Portanto, procure abrir sua visão em relação a esses remédios maravilhosos, que estão a ser aprimorados cada vez mais. O preconceito contra os problemas mentais estão sendo cada vez mais deixados para trás. O homem está aprendendo que o cérebro também adoece, assim como o coração, o fígado, os rins… E que há meios para tratá-lo. Aconselho-o, portanto, a buscar um psiquiatra. O escitalopram é hoje um dos antidepressivos mais usados. Veja os comentários.

          Quanto à sua insegurança com as mulheres, isso pode estar ligado à depressão (um comentarista aqui tinha esse mesmo problema). Essa danadinha mexe muito com a gente, tirando todo o nosso equilíbrio, jogando nossa autoestima lá embaixo. Portanto, nessa sua caminhada, dê um passo de cada vez, começando pela ida ao psiquiatra. O resto a gente irá ajeitando com calma.
          Muito obrigada pelo elogio ao blog. Realmente ele é feito com muito amor e dedicação. Tenho grande carinho por todos vocês.

          Abraços,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          É um grande prazer recebê-la neste espaço. Sinta-se em casa.

          Amiga, espero que você seja forte no início de seu tratamento, em razão dos efeitos adversos, e que tenha excelentes resultados.
          Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  79. Flávia

    Obrigada, Lu, você está certa. Suas palavras sempre abrem os meus olhos. Depois volto pra contar sobre o psiquiatra 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Continue sendo uma garota POP (paciente, otimista e persistente). É o modo como nos colocamos diante da vida é que faz toda a diferença.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  80. Flávia

    Oi, Lu!
    Dei uma lida no texto e de fato, de vez em quando eu esqueço que desanimar com alguma coisa é natural do ser humano, e continuarei tendo meus momentos. A minha ansiedade tem aumentado um pouco ultimamente, mas ao menos vem só na forma de apertos no peito e frio na barriga, nada de crise. Penso que pode ser das expectativas da virada de ano, faculdade e coisas que tenho a fazer, mas ao mesmo tempo fico em dúvida se posso estar tendo uma recaída. Em 4 meses de tratamento ainda é normal ter seus momentos ansiosos ou talvez a minha dose ainda esteja fraca? Continuo nas 10 gotas. Semana que vem volto ao psiquiatra e tiro essas dúvidas também!

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Todos nós, tomando antidepressivos ou não, teremos altos e baixos, dias bons e outros não, alegrias e tristezas em nossa vida. Isso faz parte de nossa humanidade. O antidepressivo apenas nos equilibra para transitarmos pela vida com mais tranquilidade. Pense sempre nisto. Continuamos tendo expectativas, preocupando-nos com certas coisas, ou seja, continuamos humanos. E isso não significa uma “recaída”. Você vai ter ansiedade sempre, mas dentro da normalidade, sem que isso lhe faça mal. Explique para o médico como é o seu tipo de ansiedade, ele então poderá avaliar se precisa ou não aumentar sua dosagem. Procure continuar tranquila.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  81. Pedro

    Olá, Lu!
    Eu tomei por quase 20 anos cloridrato de clomipramina, de várias dosagens, juntamente com bromazepam 3 e 6 mg. Teve épocas em que eu não tomava de vez em quando… Às vezes bebia cerveja, etc. Então bateu a depressão novamente. Meu médico trocou a medicação e me receitou o Exodus 10mg e Frontal 1mg . Comecei faz 5 dias e estou ruim ainda. Não estou tendo efeitos colaterais do remédio, mas a deprê está horrível, aqueles pensamentos ruins voltaram, bem como a vontade de não fazer nada. Minha pergunta é: mesmo por eu ter tomado medicamentos durante muitos anos, devido a troca a pessoa fica ruim no começo, tudo de novo até o remédio interagir, ou não está fazendo efeito?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, a volta de sua depressão pode ter duas causas: ou você não estava tomando o remédio direito ou ele deixou de fazer efeito em seu organismo. Todo antidepressivo traz efeitos adversos, inclusive aumentando o estado depressivo no início do tratamento. Não importa que você já tenha tomados outros antes. Cada um traz uma substância diferente para o organismo, que com ela terá que se adaptar. Daí essa briga de foice, tudo se repetindo. Até que um se apaixona pelo outro.

      Pedro, com 5 dias apenas não dá para sentir um efeito visível. É preciso mais tempo, pois o antidepressivo é acumulativo. Normalmente, somente depois da segunda semana é que o efeito bom aparece. Deve estar fazendo efeito sim, uma vez que a “deprê está horrível”. Mas tudo isso irá passar. Precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Os efeitos bons irão recompensar o sofrimento de agora.

      Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Pedro

        Oi, Lu!

        Hoje fecharei um mês com o exodus e o frontal. Tive nessa última semana uma piora no quadro, mas, como tinha marcado o retorno ao médico, eu perguntei se talvez eu tivesse que voltar aos medicamentos antigos (clô). O médico disse que era para continuar e aumentou a dosagem para 20mg de exodus e frontal 2 mg. Estou no 2° dia dessa nova prescrição e ainda acordo com pânico e totalmente sem apetite. Só melhoro um pouquinho a partir da tarde. Será que tem pessoas que demoram mais de 30 dias para começar a fazer efeito com o Exodus?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Você chegou a sentir alguma melhora com o uso do exodus e do frontal? Ou não melhorou nada? Seu quadro era o mesmo de antes e agora piorou? Gostaria de obter tais informações para poder lhe responder.

          Abraços,

          Lu

        2. Pedro

          Meu quadro ano passado não era muito bom, porque fazia o tratamento há muito tempo, errado, pois às vezes tomava o remédio, às vezes bebia para ficar bom, alternando com bebidas. Quando notei que tinha que realmente decidir por tomar a medicação certinho, e o médico mudou para o êxodus. Achei que poderia beber algumas cervejas à noite, umas 2 vezes por semana, porque na bula dizia que não interagia com álcool. Só que acho que, por esse motivo, o remédio talvez não tenha dado efeito. Parei totalmente com qualquer bebida alcoólica, e depois disso fiquei pior. Falei isso pro médico, e ele falou que mesmo não interagindo, era para não misturar as coisas. Perguntei-lhe se com a duplicação da medicação, tomando certinho, eu ia melhorar, e ele falou que sim. No começo até consegui tentar me manter estável, mas desde a semana passada estou me sentindo pior. Agora vou tentar fazer certinho com essa dosagem, vou esperar mais uns 10 dias, senão vou ao médico de novo, pois está difícil de aguentar!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Como você não seguia corretamente o tratamento, só de agora para frente é que poderá avaliar a ação do antidepressivo. Não acredito no fato de que não há interação com o álcool, pois, quando tomava fluoxetina, passei por uma crise séria. Esqueci-me de que havia tomado o remédio e, tomei uma caipirinha na casa de uma amiga. Por pouco não surtei.

          Agora que você está tomando o remédio como deve, terá que passar pelos efeitos adversos, que duram em torno de duas a três semanas. Muitas vezes a pessoa fica pior do que antes de tomar a medicação, mas é preciso ter força para passar por essa fase turbulenta. É preciso ser POP (paciente, otimista, persistente). Todo o sofrimento pelo qual está passando irá valer a pena. Sua qualidade de vida melhorará muito. Pense nisto. Leia o texto em que falo sobre os efeitos adversos, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Ele o ajudará a compreender melhor essa fase pela qual passa. Coragem, amiguinho!

          Abraços,

          Lu

  82. Flávia

    Oi Lu!
    Feliz natal e Ano Novo atrasado pra você. Acabei sumindo, pois resolvi viajar pros feriados com uns amigos e meu primo, e foi muito gostoso.
    Estou agora com 4 meses de escitalopram (ainda nas 10 gotas) e bem, pois desde o primeiro mês os ataques sumiram. Estive me sentindo num geral bem, apenas um pouco letárgica e tonta de vez em quando (talvez nem tenha a ver com o problema?). O que aconteceu é que, ao voltar da viagem, me deu uma super “down”… Eu acho que é normal, né? Com a mudança de ambiente e coisa do tipo. Com esse “down” vieram alguns outros sintomas que eu sentia antes, nada muito forte, mas me incomodou um pouco. O que você acha? Ainda estou indo bem? No fim do mês voltarei ao psiquiatra e vou relatar tudo a ele. Obrigada novamente!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Fico feliz com as boas notícias. Você está indo muito bem. Também lhe desejo um 2016 cheio de muita saúde. Quanto à pergunta, encontrará resposta no texto que escrevi aqui no blog, chamado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Você terá exatamente as respostas que procura.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  83. André

    Oi, Lu!

    Muito legal e educativo seu blog. Tive 03 episódios de depressão (doença de base) com SP. Nas 03 ocasiões eu me tratei com LEXAPRO. Estou fazendo uso há aproximadamente 06 meses, tomo 15 mg. Concordo contigo sobre a eficácia do medicamento, embora já tenha lido relatos de pessoas que diziam que o escitalopram não melhorou em nada as suas vidas. Fazendo um balanço, acredito que o escitalopram resgatou 65% da minha qualidade de vida. Aliás, no meu caso, acho que ele foi muita mais eficaz na questão do Penico do que na Depressão propriamente dita. Posso dizer que as crises de pânico praticamente sumiram, quase que na totalidade.

    Tenho lido muito sobre antidepressivos e meu objetivo como de todos os demais colegas que sofrem deste males é FICAR 100%. Na minha última consulta, há 15 dias, com o psiquiatra, eu sugeri a mudança para o EFEXOR (VENLAFAXINA), pois ouço muita gente falando bem dele, inclusive pessoas que não se deram bem com o escitalopram. Sou grato ao escitalopram, pois reitero: ME TIROU DO BURACO, todavia, quero partir para a Venlafaxina. Quem sabe não seja ela o remédio ideal para mim. Você já fez uso desse medicamento? Conhece pessoas que a utilizaram? Caso sim, poderia por gentileza compartilhar a experiência?

    Abraços e um feliz 2016 a todos nós!

    Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amiguinho, realmente um antidepressivo pode ser bom para uma pessoa e não fazer nenhum bem a outra, pois varia de organismo para organismo. Então, as pessoas têm razão, quando dizem que esse ou aquele remédio não surtiu efeito. A busca por um bom antidepressivo, aquele que irá fazer bem à pessoa, demanda, muitas vezes, uma longa caminhada.

        Você pergunta sobre a Venlafaxina. Confesso que não a conheço, pois como você, uso o oxalato de escitalopram. Alguns comentaristas aqui vêm fazendo uso dela. Poderá ver através de comentários nos textos sobre este tema. Inclusive, se vier a ser prescrita para você, não deixe de trazer-nos informações.

        Obrigada pela generosidade dos elogios.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  84. Edson

    É incrível como o escitalopram interage nas complicadas funções químicas do cérebro e por consequência transforma para melhor a vida daqueles que sofrem com depressão, transtornos ansiosos e outros tantos males da mente humana. Com menos de 1 mês de uso, eu me sinto menos preso a medos, que sabia serem irracionais, meus sonhos noturnos são mais tranquilos, onde me percebo mais benevolente com meus fantasmas e eles para comigo. Mas será que somos apenas isso, um composto químico?

    Acredito que ante disso somos amor, ódio, medo, coragem, disciplina, caos, caridade, egoísmo e uma gama infinita de atitudes e sentimentos que certamente nos conduzirá para uma estrada menos ou mais aprazível. Esses sentimentos transformam a química do nosso cérebro e não o contrário, parte deles já estão conosco no ventre de nossas mães e parte serão adquiridos e transformados no decorrer de nossas vidas, de nossas próprias e únicas experiências.

    É importante sermos bons, primeiramente para conosco, e se necessário devemos buscar ajuda médica e espiritual para consegui-lo, depois abracemos o mundo com boas atitudes. Abençoadas por Deus estas se multiplicarão na nossa “Feliz Vida Nova”.
    Um 2016 repleto de realizações a todos, é o que desejo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Nós somos tudo isso e muito mais. Nem mesmo a Ciência ainda conseguiu nos decifrar totalmente, haja vista o número de doenças ainda desconhecidas para ela.

      Um 2016 com muita paz, saúde e prosperidade para você, também.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Edilaine

      Muito legal os bons comentários sobre o escitalopram. Venho sentido melhor com ele, estou tomando Reconter, 10 gotas. Meu médico disse que, por causa de festas, se eu não me sentisse muito “up”, poderia aumentar pra 15 gotinhas. Experimentei aumentar hoje. Venho tendo galatorreia com antidepressivos, e sinto arrepios no couro cabeludo e tensão nos ombros. Bom, vamos levando!
      Abraços

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        O oxalato de escitalopram vem sendo muito indicado pelos psiquiatras. Além de apresentar menos efeitos adversos, é mais efetivo no tratamento dos problemas mentais. Quanto à galactorreia, alguns fármacos elevam a produção de prolactina, causando tal problema. Penso que assim que seu organismo adaptar totalmente ao remédio, essa disfunção desaparecerá, assim como os arrepios no couro cabeludo e a tensão nos ombros. Fique tranquila!

        Abraços,

        Lu

        Responder
  85. Alexandre

    Boa noite, Lu!

    Hoje quero apenas lhe desejar um feliz Natal e um excelente Ano Novo!
    Obrigado por ter escrito este texto e por ter se tornado um canto muito especial para todos nós, sua palavras fizeram a diferença em nossas vidas e nos deu forças para seguirmos adiante.
    Obrigado por tudo!

    Alexandre

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Sou eu quem agradece o carinho de vocês e a confiança em mim depositada. Saber que ajudei de alguma forma é o maior presente recebido neste ano de 2015. Agradeço em especial a sua atenção. Que você também tenha um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muitas bênçãos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Oziel

        Oi, Lu um feliz Natal pra você!

        Gostaria de compartilhar com você o que estou passando. Eu era um cara muito divertido, casado, tenho um filhinho de 6 anos e adorava uma cervejinha, porém, sempre com amigos, gostava de fazer uso de drogas. Usei álcool e drogas durante uns 4 anos.

        Certo dia, após uma noite de álcool e drogas, tive meu primeiro ataque de pânico, e daí em diante começaram as minhas idas e vindas do PA. Meu cardiologista me receitou o proximax (citalopram), que tomei durante três dias, porém me atrapalhou muito em meu serviço, pois parecia um zumbi, e acabei interrompendo por conta própria.

        Fiz um curso para SP (síndrome do pânico) online com Luciano Rosa Reis, e aprendi a controlar as crises sem remédios. A ansiedade foi diminuindo bastante e comecei a melhorar. Voltei a ser eu mesmo. Após uns dois meses de bem-estar sem pensamentos ruins, onde tudo parecia estar bem, acordei com um zumbido muito alto em meu ouvido direito, e apouco dias depois no esquerdo. Minha autoestima e alegria foram prejudicadas novamente por conta disso, pois não tenho dormido direito por conta do zumbido, e hoje fico a maior parte do dia na cama, pois estou de férias, e parece que eu não sou mais quem eu era. Não uso mais drogas nem álcool, desde os ataques que tive, mas porém estou pra baixo, meio desanimado. E pior estou obcecado em ficar lendo sobre zumbidos, na NET, e as notícias não são boas, pois muitos dizem que não há cura.

        Gostaria muito que me ajudasse, Lu, pois tenho medo de estar depressivo, apesar de eu sair às vezes, e fazer uma corridinha, ir à casa de amigos e de meus pais, também para não ficar em casa trancado. Você acha que eu possa estar entrando em depressão?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          É um grande prazer recebê-lo neste cantinho, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, álcool e drogas é um explosivo em potencial, deixando sequelas nas pessoas. Mas deixemos esse tempo no passado, pois o importante é o presente, período em que se encontra “limpo”. Parabéns pela força, pois muitos não conseguem sair desse buraco negro.

          A Síndrome do Pânico atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. Ainda que não mate, desnorteia sua vítima, deixando-a, sobretudo, insegura. Ela deve ser tratada assim que tem início, pois, com o tempo, seus ataques vão ficando cada vez mais próximos e mais agudos. Como se trata de um problema químico, penso eu que deva ser tratada quimicamente, ou seja, com remédios. Você agiu errado ao abandonar o medicamento após iniciar seu tratamento. Faltou-lhe, tenho certeza, informações por parte do médico, dizendo-lhe que no início é assim mesmo, podendo a fase ruim durar duas semanas ou mais, mas que depois os efeitos bons irão surgindo. E, se após esse tempo ainda continuasse se sentindo ruim, o médico faria uma reavaliação, podendo diminuir a dose ou mudar para outro antidepressivo. O fato é que você interrompeu o seu tratamento e está pagando caro por isso. Mas o importante é que está buscando ajuda agora.

          Aconselho-o a ir primeiro a um médico otorrinolaringologista (se ainda não foi). Com o resultado em mãos, procure um psiquiatra. Relate-lhe tudo, principalmente o fato de encontrar-se obcecado por informações sobre zumbidos. O fato de permanecer na cama é um indicativo de que se encontra depressivo, assim como o seu desânimo e o astral baixo, pois a depressão ataca primeiro a nossa autoestima. Não procure por informações na internet, pois só quem pode avaliar o nosso estado de saúde é o profissional formado para isso. O Dr. Google não faz consulta presencial, e cada caso é um caso. Por isso, ele erra feio!

          Não tenha medo de estar depressivo. Se estiver, apenas fará um tratamento. O mercado está cheio de antidepressivos excelentes, que restituem a nossa qualidade de vida. Eu sou depressiva e já tive muitas crises de pânico. Agora, com o oxalato de escitalopram, encontro-me ótima. Portanto, nada como passar por uma avaliação médica e voltar a ser o que era antes. Aguardo notícias suas sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        2. Oziel

          Obrigado, Lu!
          Acabei de ler seu comentário e estou me sentindo bem melhor agora. Já marquei minha consulta com otorrinolaringologista e depois irei passar com o psiquiatra. Voltei de férias e estou bem disposto com meu trabalho, pois trabalho com obras, e estou enfrentando esse sol com muita alegria. Muito obrigado! Gostaria de ir te informando sofre o meu caso.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          Estou alegre ao saber que já está tomando as medidas necessárias à sua saúde. É isso mesmo, amiguinho. E voltar de férias neste pique é muito bom. Nada como um descanso para o corpo e a mente. Será um grande prazer receber e responder os seus comentários. Quero acompanhar tudo, sim. Não deixe de me informar. Gostaria também que lesse meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSO ORGANISMO.

          Muita saúde e realizações neste 2016 para todos nós.

          Abraços,

          Lu

      2. Thiago

        Oi Lu, tudo bem?
        Como disse em outros posts, comesse a usar cloridrato de fluoxetina de 20 mg por um mês, senti alguns efeitos adversos mas depois melhorei bastante. Na próxima consulta, o médico me passou paroxetina de 10 mg, fiquei muito bem. Não senti nem efeitos do medicamento. A minha casa está em obra, trabalhei pesado e me senti muito bem disposto. Estou mais ou menos há dez dias tomando paroxetina de 10 mg, só que ontem senti o início de palpitações mais na região do peito, os músculos se contraindo, pulando involuntariamente, a as pernas fracas e um poucos trêmulas. Estou com medo de que volte as reações de novo.
        Um grande abraço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos não nos transformam em super-homens ou em supermulheres. Continuamos seres humanos. É normal que sintamos problemas vez ou outra. Pode ter sido um efeito do excesso de trabalho, ao qual o corpo não estava acostumado. Elimine a palavra “medo” de sua vida. Não há de ser nada.

          Abraços,

          Lu

  86. JUNIOR

    Boa tarde!
    Alguém sabe se o posso trocar o oxalato de escitalopram por Donarem, pois faz 2 anos que tomo o esc, e a minha libido está acabando a cada dia, mal consigo chegar ao orgasmo. E pelo que eu pesquisei, o Donarem não causa perda de libido. Me ajudem pois minha esposa acha que eu não gosto mais dela.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Júnior

      Realmente, de modo geral, os antidepressivos diminuem a libido, uns mais do que outros, é verdade. Em algumas pessoas, com o tempo, a libido vai voltando ao normal. Quanto à mudança de remédio, somente o seu psiquiatra poderá decidir, inclusive alguns remédios necessitam de um tempo de espera. Portanto, nada de fazer mudanças por conta própria. Certo? Quanto à sua esposa, converse com ela abertamente sobre o assunto. Ela é também a sua melhor amiga. Leve-a consigo ao médico para que ouça as explicações desse. Não se preocupe, pois o psiquiatra irá resolver seu problema.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Edilaine

      Lu,
      Faz uma semana que estou tomando escitalopram e já vi melhoras. Nos primeiros dias senti vertigem e dores musculares, que já estão diminuindo.
      Boa sorte a todos e viva o Escitalopram!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Seu organismo reagiu muito rápido com o antidepressivo. Maravilha! Daqui para frente serão só notícias boas. Parabéns, garota POP!

        Abraços,

        Lu

        Responder
  87. Edson

    Nossa, Lu!
    Você é uma pessoa muito especial, obrigado por sua palavras. Ao ler seu texto de apresentação já tinha percebido o quanto você escreve bem, é tudo de muita qualidade tanto na forma quanto no conteúdo. E você se coloca como espectadora de si própria, o que é fantástico! Que tal escrever um livro contando sobre sua vida, de como o transtorno mental afetou a si própria e aos outros, o surgimento do blog, o interesse pela arte e pela cultura em geral, o tempo dedicado a ajudar o próximo, a volta por cima, quais as angústias mais comuns de seus seguidores, os transtornos mais comuns apresentados. Esteja certa que estará ajudando muita gente (mais ainda) pois sua forma de escrever é leve, é positiva, tem humor na dose certa, desmitifica a doença mental. Ótimas dicas sobre o problema (acompanhamento médico, dosagem, exercícios físicos, animais de estimação, ficar longe de noticiários …). Sei que há muitos trabalhos escritos por psicólogos e psiquiatras, mas um livro escrito por um de nós é um compartilhamento de inestimável valor, que ajudará muito aos que têm medo, aos que se sentem sós com o problema, solidão essa tantas vezes relatadas neste blog. Sucesso, aguardo o lançamento para breve!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Muito obrigada por suas palavras tão gentis e pelo incentivo. Você tem toda a razão quando diz que um livro escrito por alguém que sofre com a doença é muito mais incisivo, pois não é de ouvir dizer, mas sobre o que se vive na própria pele. Quanto ao surgimento do blog e do espaço voltado para as doenças e transtornos mentais, tudo não passou de um mero acaso. Escrevi o texto “Escitalopram ou Fluoxetina” como uma crônica qualquer. E foram chegando comentários e mais comentários… risos. Depois resolvi escrever mais outro, e mais outro… e acabei criando uma categoria denominada SAÚDE MENTAL, que já tem mais de 1000 comentários. E melhor, as pessoas começaram a interagir umas com as outras, numa espécie de fórum, formando um espaço gostoso, sem tecnicismo, em que nos ajudamos mutuamente.

      Amiguinho, eu tenho paixão por escrever. Tenho artigos para vários livros: poesias, crônicas, causos, etc. Mas falta-me coragem para trabalhar com a burocracia que é o lançamento de um livro. Trabalho com revisão de livros e sei como é difícil encontrar um espaço em meio a tantas coisas boas e também mediocridades que abarrotam o mercado livreiro. Mas pode ser que no futuro eu pense nessa sua sugestão, que é realmente muito interessante. Por enquanto, espero que me leia aqui… risos.

      Édson, gostaria de sugerir-lhe a leitura do livro O DEMÔNIO DO MEIO-DIA: UMA ANATOMIA DA DEPRESSÃO, autor: Andrew Solomon, editora: Companhia das Letras. Você poderá descê-lo (pdf) da internet (eu prefiro o livro em carne osso, digo, em papel e letras… risos). Foi o melhor livro que já li sobre o assunto. Mas não é para todo mundo que o recomendo, pois exige uma reflexão e compreensão maior.

      Menino, não nos deixe sós! Volte sempre que puder!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  88. Edson

    Olá, Lu!
    Estou no meu 4º dia com o Lexapro gotas (receitado 10 gotas), começando com 1 gota até atingir 10 gotas no décimo dia. Ontem observei minhas pupilas dilatadas, será que vai ser sempre assim? Em 2009, eu sofri assédio moral muito acirrado no trabalho (a gente só percebe mesmo quando já está destruído), e depois disso sofri perdas na família. Como consequência, eu me fechei em casa, onde me sinto mais seguro, mas a situação financeira vai apertando, e fui obrigado a pedir ajuda médica, afinal quero ter uma vida normal. Meu maior problema é a ansiedade extrema em situações de entrevistas ou de apresentar-me em público, ler um trecho de um texto ou me apresentar para meia dúzia de pessoas é um tormento. A voz fica embargada e me sinto cada vez mais constrangido, é um sentimento de fracasso que toma conta. Sei que sou capaz, mas pensamentos negativos tomam conta da minha mente. Será que o Lexapro vai me dar mais autoconfiança?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Não se deixe destruir por pessoas prepotentes, insetos asquerosos que proliferam pelo mundo. Não lhes dê essa satisfação. Parta do pressuposto de que somente uma pessoa poderá torná-lo infeliz – você mesmo. Segundo a lei de causa e efeito, o que fazem de ruim retornará para elas em dose dupla. A própria vida dá o troco aos que só fazem o mal. Eles não passam impunes, pois maldade atrai maldade. Não há lei mais forte do que esta. Portanto, passe uma borracha no passado, siga em frente. Quando menos esperar, verá que a vida deu o troco por você.

      As perdas familiares são muito doloridas, embora saibamos que elas acontecem e acontecerão sempre, pois se trata de uma lei natural da vida. Não há nada que possamos fazer a não ser aceitar. A perda de minha mãe foi muito dolorida para mim. Caí numa profunda depressão. Mas hoje encaro o fato com uma compreensão maior. Somos todos passageiros do tempo. Nossa vida é fugaz e, por isso, não podemos gastá-la, pensando nos que nos fizeram mal. A melhor resposta é buscarmos ser felizes. Os entes amados, que você perdeu, também querem que você seja feliz.

      A depressão leva-nos a ficar enclausurados em casa, porque passamos a ver o mundo exterior como uma ameaça a nós. Sentimos seguro no nosso lar, como se uma barreira separasse-nos do mundo. Mas chega uma hora em que é preciso sair desse casulo e alçar voo como faz a borboleta. Isso também aconteceu comigo. E é exatamente o que você está passando a fazer. Parabéns pela atitude de deixar o esconderijo.

      Amiguinho, quando passamos por traumas, precisamos lutar com todas as nossas forças para eliminar suas cicatrizes. Portanto, é natural que esteja se sentindo assim no momento. E, pelo que pressinto, você é uma pessoa introvertida. Também sinto grande dificuldade de falar em público ou participar de um debate. As palavras evaporam-se da minha mente… risos. Parece que eu não sei nada… risos. Isso não acontece só consigo. Somos muitos e muitos com tal dificuldade. Eu uso uma estratégia. Digo para mim mesma: todos aqui são como eu e já passaram pelo que estou passando agora, portanto, irei dar o melhor de mim, afinal não estou no Juízo Final… risos. E sempre dá certo! Levante a sua autoestima e acredite no seu potencial.

      Édson, o Lexapro é tido como um dos melhores antidepressivos do mercado. Como todos os demais, também possui seus efeitos adversos, que vão desaparecendo, normalmente, após a segunda semana de uso. A sua finalidade é justamente equilibrar o nosso estado emocional. Tenha a certeza de que irá ajudá-lo a adquirir a sua autoconfiança, dando um fim a esses pensamentos negativos. Em relação à sua pupila dilatada, trata-se de um dos seus efeitos adversos. Ainda assim é bom comunicar a seu médico. Gostaria que lesse o texto, aqui no blog, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      Amiguinho, foi um grande prazer receber a sua visita e o seu comentário. Sinta-se em casa e desabafe sempre que sentir vontade. Pelo seu comentário, captei em você uma pessoa inteligente e muito especial. Lembre-se de que é a pessoa mais importante do mundo para “Você”. E ninguém poderá fazê-lo menor, sem a sua permissão.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  89. Marla

    Olá!
    Eu que cheguei a pouco do médico, que me indicou ESC 10mg 1x ao dia. Estava me sentindo tão só, quando encontro este post. Que maravilha. Vou começar este tratamento, tomara que dê super certo.
    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marla

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, o fato de já ter sido diagnosticada e já estar iniciando o tratamento é um grande passo. Como já deve ter lido nos comentários, o início do tratamento é um pouquinho sofrido para alguns, pois os sintomas ficam ainda mais agudos. Mas isso dura apenas cerca de duas semanas, vindo depois os bons resultados do antidepressivo. A palavra chave é ser POP (paciente, otimista e persistente). Gostaria que lesse os outros artigos sobre o assunto, principalmente INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para conhecer os sintomas negativos que possa vir a ter, por um tempo. Procure manter sempre contato com seu médico, repassando-lhe qualquer anormalidade mais forte. E venha sempre aqui para contar-nos como anda sua saúde.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Antonia Lisboa

        Lu
        Tive perdas grandes em minha vida, comecei com pânico, depressão, mas assim que o psiquiatra passou oxalato de escilatopram, mudou minha vida, sou outra pessoa, tomo há 5 anos. Agora estou longe do Brasil, e tenho poucos comprimidos. Tenho 14 compromidos com a validade vencida de dois meses. Será que posso tomar? Passado da validade? E se eu encontro essa medicação em Portugal? Tem alguém, que pode me responder? Fico imensamente agradecida! Porque já estou me preocupando se não tiver esse meu remédio. Agradeço, desde já a quem me responder. Fica com Deus!

        Bete

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Antônia (Bete)

          O oxalato de escitalopram é um excelente antidepressivo. Também o tomo há cerca de cinco a seis anos.

          Amiguinha, todo antidepressivo só é vendido com receita médica. Portanto, terá que ir a um médico aí, para que ele lhe forneça uma. Tenha a certeza de que é vendido aí, sim, pois é muito receitado em todo o mundo. Não tenha preocupação com isso. Essa substância ativa teve sua origem no Canadá. Depois espalhou-se por todo o mundo. Pode haver diferença apenas no nome fantasia, mas se a substância principal for o oxalato de escitalopram, pode ter certeza de que o remédio é o mesmo. Tenho duas leitoras em Portugal que o tomam. Quanto aos comprimidos vencidos há dois meses, penso que seja um tempo muito grande. Pode ser que não mais façam efeito. Procure um médico para obter nova receita. Leve a caixa do que toma para que ele veja.

          Bete, convido-a a ler o texto que postei esta semana: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Obrigada pela visita e comentário. Volte sempre!

          Beijos,

          Lu

    2. Edilaine

      Sou uma pessoa super alegre e extrovertida. Este ano tive esse desequilibro químico chamado depressão. Desde julho venho sentindo mal, um medo extremo de estar doente fisicamente, porque não consigo voltar a ser a pessoa que eu era. Fiz inúmeros exames e graças a Deus nada diagnosticado. Tomei sertralina e alprazolan. Nada de melhorar, muitas dores físicas. Ele passou então para citalopran e alprazolan pra dormir.

      O Citalopran me deixou sonolenta mesmo após meses de tratamento. Esta semana volto ao médico para ele tentar um novo remédio, voltei a fazer esportes, trabalhar, mas os resquícios da depressão, como cefaleia cervicogênica, cabeça aérea, pensamentos lentos, não passaram ainda. Desejo que todos nós nos livremos desse mal e um dia possamos estar totalmente sem remédios, felizes e adeus à depressão, pânico, ansiedade…
      Bom final de semana a todos

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Muitas pessoas passam por uma via-sacra até encontrar um antidepressivo legal para seu organismo. Portanto, não se desanime. Os sintomas citados por você fazem parte da depressão, principalmente essa preocupação com doenças inexistentes. Eles irão passar, assim que acertar no antidepressivo.

        O Citalopran é um remédio muito bom, mas se não está dando conta do recado, seu médico provavelmente irá aumentar a dosagem ou mudar para outro, possivelmente o Lexapro. Seja POP (paciente, otimista e persistente), pois, quando menos esperar, estará se sentindo ótima. Procure viver um dia de cada vez, sem levar as coisas muito a sério. Procure ser tolerante consigo mesma e com o mundo à sua volta.

        Amiguinha, volte sempre aqui para nos dizer como anda a sua saúde.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Mariane

          Olá, Lu!
          Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, na verdade hoje é o primeiro dia, e já senti as reações, vim procurar se todos também sentiam o peito ardendo em fogo, uma inquietação, ansiedade extrema, visão turva, mas lendo os comentários, eu me sinto mais motivada a continuar. Gratidão a vocês!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

          Amiguinha, como o assunto da saúde mental é muito procurado neste blog, ele está passando a ocupar o primeiro lugar no top de busca. Temos por finalidade falar sobre o assunto, trocar informações, dar apoio uns para os outros. O blog também conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Então você está debutando hoje? O que está tomando? Por quê? Qual a dosagem? Queremos saber tudo. Vamos aguardar suas respostas. Vou lhe repassar uns links de textos para ajudá-la.

          Grande beijo,

          Lu

        3. Mariane

          Lu,
          tomei hoje o primeiro comprimido do escilex 10mg, fui diagnosticada com ansiedade e início de depressão (aquele diagnóstico feito por um médico que mal te olha na cara), mas acredito mesmo que eu estou sofrendo desses males. Por um tempo tentei me livrar da angústia, aperto no peito e da apatia sozinha, mas chegou uma hora em que não deu mais.

          Muito lindo o seu blog e a sua atitude de ajudar pessoas que passam por coisas parecidas (juntos somos mais fortes). Os efeitos colaterais (mesmo sendo o 1º dia) já foram consideráveis: sensação que o meu peito estava sendo esmagado, tontura, boca seca, desespero, inquietação, mas depois de um tempinho, essa sensação horrível passou.

          Queria muito partilhar um medo que tenho, que o é de ficar dependendo desse tipo de medicação para viver. Pensei muito hoje enquanto estava sentindo as reações, que eu nunca mais teria uma vida normal, e que até pra fazer o “desmame” eu correria o risco de uma recaída, mas isso é bem comum para uma pessoa que sofre de ansiedade, né? Hahahaha estar sempre pensando que o pior vai acontecer. A única pessoa que sabe que estou nessa condição é a minha mãe, para outros finjo estar tudo bem. As pessoas que conheço, incluindo meu pai, são preconceituosas ao extremo. Lu, desculpa pelo textão hahaha e, mais uma vez, gratidão!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Hoje existe uma gama tão grande de pessoas com ansiedade e depressão que o diagnóstico está ficando cada vez mais fácil para os médicos. Contudo, existem casos que necessitam de um acompanhamento psicoterápico, principalmente quando a depressão é causada por um trauma. Procure avaliar se essa angústia apareceu de repente, se houve alguma passagem traumática em sua vida, ou se ela sempre existiu, ainda que fraquinha. Quanta mais clareza tiver do problema, mais fácil será o tratamento.

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais no início do tratamento, cada pessoa passa por mais ou menos efeitos adversos. É o corpo tentando afugentar uma substância estranha que não é do seu agrado. Com o tempo, organismo e antidepressivo caem de amores um pelo outro. É nessa fase que os efeitos ruins vão sumindo e os bons aparecendo, oferecendo melhor qualidade de vida à pessoa. Mas é bom saber quando avisar seu médico sobre certos efeitos adversos. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Amiguinha, não é fácil conviver com a ansiedade, pois ela atrapalha todos os nossos caminhos. Portanto, preocupe-se apenas em ver-se livre dela e não com o tempo que fará uso do antidepressivo. Você terá uma vida normal, sim, e com mais qualidade. Se assim não fosse, eu não estaria aqui escrevendo para você, uma vez que minha depressão é crônica. Eu só tenho a agradecer à Ciência por ter descoberto esses remédios maravilhosos que nos permitem viver com melhor qualidade de vida. Tenho alguns textos no blog que mostram como era a vida dos doentes mentais antigamente. Nós somos privilegiadas, hoje. Também é preciso educarmos nossa mente para pensarmos positivamente. Há uma expressão que diz que somos aquilo que pensamos ser. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Mariane, nós precisamos desmistificar a doença mental. Mostrar que todas as partes de nosso corpo adoecem, inclusive o cérebro. E quanto mais escondermos isso, mais estigmatizada fica a nossa doença. Foi por isso que escrevi o primeiro texto sobre o assunto, que gerou um número tão grande de comentários, que tive que criar uma categoria somente para o assunto. Não se deixe levar pelo preconceito das pessoas. Quanto mais visível for colocada a doença mental, mais informações as pessoas terão. Portanto, quando sentir vontade de falar sobre o problema, coloque-o em pauta para quem quer que seja.

          Amiguinha, agradeço a sua generosidade em relação ao blog. É bom saber que estou ajudando as pessoas no sentido de dar-lhes apoio emocional. Acredito que tornamos nosso planeta mais rico quando compartilhamos o que temos de melhor. E é isso que necessitamos fazer num mundo tão materialista, onde o capital é quem dá as cartas. Sou avessa ao capitalismo selvagem.

          Escreva o quanto quiser. Será sempre um prazer contar com a sua presença. Conheça também outras partes do blog.

          Beijos,

          Lu

  90. Anelise

    Olha eu aqui “traveis”!
    Lu, eu não me acertei com o lexapro, e agora para minha surpresa, depois de 30 dias,não me dei bem com Luvox também. :/ Fui hoje ao psiquiatra e vou começar hoje mesmo com PONDERA de 30. Tenho fé que será este que vai me tirar deste quadro deprimente. “Vamos que vamos” vencer esta batalha. Mesmo passando por maus bocados, temos que tentar rir e buscar a felicidade, difícil em alguns momentos, mas não impossível.

    Beijo a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Seu organismo é muito exigente… risos. Penso que irá dar bem com o Pondera, pois muitos aqui fazem uso dele. Mas é assim mesmo, enquanto não acertar num antidepressivo que funcione legal para você, terá que ir fazendo teste. Mas como é uma garota POP, isso não será motivo para ficar desanimada. “Vamos que vamos, assim acabamos chegando lá.”

      Beijos,

      Lu

      Responder
  91. LuDiasBH Autor do post

    Oi, Lu!
    Estou de volta para dizer que a psiquiatra aumentou a dose do escitalopram. Agora estou com 20 mg. Ela pediu também pra eu tomar 2 gotas de rivotril, sempre que ficar com falta de ar, isto é, ansiosa. Posso tomar até 15 gotas por dia, mas não tomo tudo isso, não. Estou com 4 meses nesses medicamentos e me sinto bem, apesar que de vez em quando ainda tenho crises de falta de ar. Mas também foram muitos anos pra começar a me tratar. Quero muito melhorar a minha qualidade de vida. Foram muitas perdas durante um espaço de tempo curto. Isso foi forte demais pra mim. Mas estou bem e espero que vocês tenham também paciência em seguir com o tratamento.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pat

      Que bom saber que você está melhorando com o tratamento. A sua falta de ar é em razão da sua ansiedade. Assim que domá-la, não mais a sentirá. Lembre-se de que ela é originária de seu estado ansioso. Procure ficar calma. Mas diante dos baques pelos quais passou, você é realmente uma guerreira, uma garota POP. Daqui para a frente só tende a melhorar cada vez mais.

      Obrigada pelo carinho de seu retorno.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  92. Alexandre Silva

    Oi Lu, tudo bem?

    Eu estava tomando o ESC “oxalato de escitalopram” da Europharma, fui comprar mais duas caixas e não tinha mais. A farmacêutica disse que poderia tomar o da Biosintética “Aché” sem problemas algum, pois os dois são genéricos, resolvi comprar. Você acha que vou sentir diferença entre ambos? Creio que não irei ter problemas com relação a isso, queria sua opinião.

    Obrigado Lu!
    Abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Pode tomar sem nenhuma preocupação. A farmacêutica estava correta. Pelo que já ouvi falar, o melhor seria o Lexapro, que é o original, mas eu mesma só compro o que estiver mais barato. Tome seu remédio tranquilamente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        O oxalato de escitalopram tanto pode fazer engordar quanto emagrecer. Isso depende do organismo de cada um. Eu emagreci, pois me tirou todo o apetite. Veja os comentários.

        Obrigada por sua visita e pelo seu comentário. Volte sempre.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  93. Marcia Regina

    Olá, LuDias,

    Meu caso é bem parecido com o seu , tomei, durante 15 anos, sertralina e tinha medo de mudar, mas o meu marido me deu a maior força para procurar outro médico psiquiátrico. Ele tentou vários medicamentos, em seis meses mudou 4 vezes, até chegar oxalato de escitolopram 10 mg. Estou tomando faz 35 dias. Em quinze dias eu saí daquele quadro depressivo crônico, mas eu ainda não tenho vontade de me cuidar e nem sair de casa, e não sinto alegria de viver. Hoje eu cozinho, lavo, passo roupas, cuido do meu cachorrinho e estou caminhando 20 minutos todos os dias. Vou mais ao quintal, que é bem arborescido. Gostaria de uma opinião, se este medicamento ainda está trabalhando no meu cérebro? Gostaria de saber com quanto tempo você sentiu melhora total.

    Obrigada e me responda, por favor, Lu.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Márcia

      Seja bem-vinda a este cantinho, junte-se à nossa família!

      Amiguinha, chega um tempo em que o antidepressivo passa a não fazer mais efeito, tendo o nosso organismo acostumado muito com ele. Então é hora de aumentar a dosagem ou mudar para outro. E foi isso que aconteceu conosco. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais modernos do mercado, sendo receitado por quase todos os médicos. Além de ter uma eficácia maior, seus efeitos adversos são mais toleráveis. Portanto, a troca foi ótima. Você não me disse qual é a dosagem tomada, mas, ao que parece, está insuficiente. Pode ser que, ao voltar ao psiquiatra, ele a aumente. Há casos também em que o organismo demora um tempo maior para gozar dos bons efeitos do remédio. Continue observando as mudanças.

      Márcia, é importante que continue a fazer caminhada, pois o exercício físico é muito importante. E é claro que o remédio está fazendo efeito em seu organismo, uma vez que seu quadro melhorou bastante. O fato de ainda continuar desanimada pode estar ligado à dosagem. Volte a seu médico e converse com ele, relatando-lhe o que está sentindo. Você me pergunta sobre a melhora total. Penso que ninguém chega aos 100%, mesmo as pessoas que não têm a nossa doença. A vida reserva-nos muitas surpresas, e é normal que, algumas delas, terminem por nos deixar tristes, para baixo. Isso também tem a ver com a nossa sensibilidade. Nós, depressivos, somos pessoas extremamente sensíveis, mas temos que trabalhar nossas emoções, conscientizando-nos que o mundo é tal como é, e não iremos mudá-lo só pela nossa vontade. Este trabalho de conscientização é muito importante, pois ajuda-nos a ver a vida com mais otimismo, sem sentirmos responsáveis por tudo que acontece. Quando comecei a tomar o remédio, 15 dias depois apresentei um quadro de grande melhora. Mas há dias em que me sinto triste, com vontade de ficar em casa. O remédio não nos transforma em robôs, ajuda-nos a ter equilíbrio, vivendo com qualidade. É preciso também preencher a vida, fazendo algo de que goste. Não deixe tempo para os pensamentos negativos. Nossa luta é contínua. O importante é que nos sintamos equilibrados.

      Amiguinha, será sempre um prazer responder a todos os seus comentários. Nenhum ficará sem resposta. Volte depois para me contar como está se sentindo. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Thiago

        Olá, Lu!
        Hoje é o meu 6º dia, e já me sinto bem melhor. Não tive tempo de tirar algumas dúvidas com o meu psiquiatra, estou tomando cloridrato de fluoxetina, mas também sou hipertenso e tomo losartana de 50 e atenolol de 25. Minha cardiologista disse que posso até não ser hipertenso, mais só iria tirar aos poucos as medicações, depois que eu passasse pelo psiquiatra.
        Muito obrigado por tudo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Estou muito contente com as suas notícias. Se no 6º dia você já começa a sentir melhoras, imagine quando passar das duas semanas! Agora só tende a melhorar cada vez mais. Pode ser mesmo que a sua hipertensão esteja ligada a seu estado emocional. Sua cardiologista está certíssima.

          Continue trazendo notícias, veja também (mais abaixo) o comentário de um amigo deixado para você.

          Abraços,

          Lu

        2. Thiago

          Oi, Lu!
          Você poderia me responder algo. Claro que agora é o início do tratamento e estou me adaptando, mas de vez em quando gosto de tomar uma cerveja nos finais de semana. Gostaria de saber se com a medicação, o cloridrato de fluoxetina de 20 mg isso é possível, às vezes. Muito obrigado mesmo pela sua atenção.

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Danadinho, hein?
          Meu amiguinho, os antidepressivos são incompatíveis com bebida alcoólica. São muito perigosos o efeito que essa pode ocasionar. O melhor é evitá-las. Sem falar que sua dosagem de remédio é bem alta. Nada mais gostoso do que um suco de laranja bem geladinho, além de mais saudável. Já existe no mercado cerveja sem álcool. E para mim não há muita diferença. Acho uma delícia. Aconselho-o, portanto, a evitar a cerveja com álcool.

          Abraços,

          Lu

        4. Thiago

          Oi, Lu!
          Tudo bem? Hoje é o meu 14º dia de cloridrato de fluoxetina de 20 mg. Queria saber se é normal sentir palpitações ao deitar-me? E se a medicação te faz urinar a noite toda? Fora isso não sinto mais a agorafobia.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Eu tomei a fluoxetina há cinco anos atrás, durante muito tempo. Só parei porque passou a não fazer mais efeito para mim. Assim como qualquer outro antidepressivo, ela também tem efeitos adversos, como os citados por você. Mas o ideal é que entre em contato com seu médico, caso persistam tais sintomas, para que ele faça uma reavaliação de seu. Essa interação entre médico e paciente é muito importante no início do tratamento.

          Ter se livrado da agorafobia é uma boa notícia, garoto POP. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        6. Thiago

          Oi, Lu!
          Hoje eu fui dar uma corridinha de 10 metros, para pegar a condução, depois comecei a sentir falta de ar e um aperto no peito, dentro do ônibus. Fiquei com muito medo. Isso é normal?

        7. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          É claro que é normal, pois você ainda se encontra no início do tratamento. O antidepressivo é acumulativo no nosso organismo. Quando tiver a quantidade exata, tudo isso desaparecerá. O que você teve, na verdade, ainda foi um vestígio de pânico. Quando voltar a sentir isso, respire fundo, procure tirar a atenção de si, pense numa música, num filme, na namorada… Entabule conversa com quem estiver a seu lado, observe do lado de fora do ônibus, etc. Quanto mais focado ficar em si, pior irá se sentir. Também racionalize dizendo: “Isto não é nada! Não passa de criação da minha mente! Não vou dar bolas!”. Entendido?

          Um grande abraço, guerreiro maravilhoso!

          Lu

        8. Thiago

          Oi Lu, bom dia,
          Ontem voltei ao psiquiatra, e ele trocou a medicação depois de um mês, passei de cloridrato de fluoxetina de 20 para paroxetina de 10 mg. Tem algum problema em trocar a medicação assim bruscamente?

          Abraços.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Algumas substâncias não exigem a necessidade de parar um tempo para tomá-las. Não se preocupe, se o médico não pediu para aguardar um tempo é porque ele acha isso desnecessário. Inclusive, algumas podem até ser tomadas juntas. Confie no seu médico.

          Abraços,

          Lu

        10. Thiago

          Eu estou chateado, pois vi relatos de pessoas que engordam muito com paroxetina e eu emagreci 18 kg com muito custo, e agora vou engordar com esse medicamento.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos reagem de modo diferente para as pessoas. Algumas engordam, outras emagrecem. Mesmo assim, com o tempo, o nosso organismo acaba se equilibrando. Meu amigo toma paroxetina há muito tempo e não engordou um grama. Portanto, não fique sofrendo por algo que nem poderá acontecer. E se engordar, seu médico saberá como resolver o problema. Viva o agora, cada coisa no seu tempo. Continue fazendo caminhada, usando uma alimentação saudável e com poucas calorias.

          Abraços,

          Lu

        12. Thiago

          Oi, Lu, só passando pra te desejar um lindo dia, e também a todos os amigos guerreiros que lutam a cada dia contra esses problemas, somos mais fortes do que aparentamos.

          Abraços.

        13. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Nós, guerreiros POPs, agradecemos e desejamos o mesmo para você. Coragem é o nosso lema.

          Abraços,

          Lu

      2. Tina Cezar

        Oi, Lu,

        Gostei muito de suas palavras, e senti sinceridade e compaixão ao próximo. Também estou nesta vida de tomar antidepressivo faz uns 5 anos. Tomo, melhoro, paro, daí voltam as crises novamente, crises de irritação, descontentamento, mudança de humor repentina, fico emotiva por qualquer coisas que me contraria. E vem o choro e a tristeza, enfim, sinto-me péssima. No momento estou decepcionada comigo mesma! Voltei a tomar o Oxalato de escitalopram/10 mg (Reconter Genérico) uns 15 dias atrás, me sinto melhor e também sinto dor de cabeça, será que é normal? Porém sem alegria. Eu desejo muito que estas crises nunca mais voltem! Será que isso não tem cura? Não gostaria de tomar esses medicamentos a minha vida inteira! Tenho casos de esquizofrenia na família será que isso é hereditários?

        Caso deseje, favor me responder!
        Obrigada

        Tina

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tina

          Seja bem-vinda à nossa família, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, você diz: “Tomo, melhoro, paro…”. Gostaria de saber se para por conta própria, ou, se o faz sob ordem médica. Em se tratando do primeiro caso, jamais poderia fazer isso, pois sempre que paramos sem o parecer médico, as crises voltam ainda mais fortes. Se este for o seu caso, não mais incorra nesse erro.

          Tina, ao que me parece, você não tem levado o tratamento a sério. Caso eu esteja certa, pode ser essa a causa de suas recaídas. Quanto a ter que tomar antidepressivo a vida toda ou não, não deve ser essa a sua preocupação, mas sim o seu bem-estar, a melhoria na sua qualidade de vida. Há pessoas que terão que tomar remédio a vida toda para pressão, outras para diabetes, mais outras para tireoide, e assim vai. Se esse for o seu caso, não há nada de anormal nisso. Eu, por exemplo, irei tomar durante a minha vida toda. E sinto-me feliz pelo fato de a Ciência estar me permitido viver com qualidade e disposição. Em vez de ficar chateada, olho o lado positivo, e agradeço aos cientistas que, através de horas e horas cansativas de pesquisas, permitiram-me uma vida normal. Pense nisso!

          Amiguinha, por que se decepcionar consigo mesma? Temos que ser mais compreensivos conosco e com os outros em derredor, pois afinal somos todos humanos. E a nossa humanidade mostra-se através de nossos erros e acertos. Sem as nossas falhas não seríamos gente normal. Nossos erros são trampolins para as nossas mudanças. Não os leve a sério. Não cobre muito de si. É muito importante para a nossa saúde física e mental o modo como olhamos a vida. Nós, depressivos, somos muito sensíveis, magoamo-nos por qualquer coisa, temos a tendência de ficar de mal com o mundo. Isso precisa ser trabalhado, pois precisamos viver com mais leveza, de modo que a vida não seja um fardo.

          Há vários tipos de depressão. Alguns têm cura, outros não, precisando ser controlados. Mas os antidepressivos estão aí para nos ajudar. Seu problema não tem nada a ver com a esquizofrenia. Fique tranquila. Para tirar essa dúvida boba, converse com seu médico. Quanto à dor de cabeça, trata-se de um sintoma adverso do escitalopram, que acontece no início do tratamento, mas depois some. Se estiver muito intensa, contate o seu médico. Gostaria que lesse o artigo INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, aqui no blog, para saber quais os efeitos adversos que podem acontecer.

          Tina, volte sempre para contar-me como anda a sua saúde e ler os comentários dos colegas.

          Beijos,

          Lu