OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

Autoria de LuDiasBH

       descabelada     feliz
                         Antes                                                        Depois

Meus caros amigos, hoje eu lhes quero dar um precípuo testemunho e desejar que, com o meu relato, algumas almas desorientadas, aflitivas e tontas como era a minha, encontrem a salvação, não a eterna, mas a terrena, já que a primeira é consequência da segunda. Amém!

O fato é que eu andava fastidiosa e serrazina com este mundo nauseabundo. Nada minimizava o nojo e o desalento entranhado no meu pobre espírito, alquebrado pela abirritação e dolência, amarfanhado por dilatados e inconceptos ardis dos muitos contratempos desta vida. E pior, eu achava que era a única vivente a carregar tão achavascada cruz.

O maridão, não aguentando o embate com os meus atormentados demônios, tratou de salvar a própria pele, tentando me persuadir a procurar um bom psiquiatrista para, ao menos, abrandar a minha afronesia. Até ele, coitado, que sempre foi tido como o pai da paciência, não estava me suportando mais. O que dá uma ideia de como a coisa estava braba, brabíssima.

Embora com as ideias meio desconjuntadas pelos fricotes de minha mente, um lampejo de lucidez mostrou-me que poderia usar a insistência do meu varão para fazer escambo. Então, elenquei uma centena de pedidos. Alguns bem incabíveis e inusitados, eu bem sei. Mas não poderia perder a ensancha. Vai que o especialista da mente me restaurasse a massa cinzenta por completo e eu não tivesse outra oportunidade… O melhor era me precaver.

Ajustes feitos na transação e ciente de que detinha 90% das vantagens, selamos o compromisso. Eu aceitei ir ao psiquiatra, para o bem da família, dos bichanos, dos amigos e do mundo concreto que me rodeia, assim como do virtual. Como eu era chata, maçante, enfadonha, impertinente, rabugenta, tediosa e sofrida! Nem eu mesma me aguentava, mas não tinha como me ver livre de mim ou de deixar-me num canto de algum armário.

Dr. Wander Lemos, o psiquiatra, recebeu-me com cara de bons amigos. Entabulamos vários assuntos antes de entrarmos no X da questão. Aqui para nós, penso que esse tipo de introdução seja para avaliar o grau de desvairamento do paciente. Mas ao me perguntar sobre o motivo que me levou até ele, aproveitei a deixa e desfiei as contas do meu martírio, bem mais apavorantes do que o de Joana D`Arc. E o maridão, que já conhecia toda a ladainha de cor e salteada, ali ao lado, dando o suporte estratégico.

Contei ao especialista que já era uma velha batalhante nos desacertos de minha mente, herança de minha amadíssima avó, que tomava cloridrato de fluoxetina havia um bocado de tempo, sem falar em muitos outros cloridatos já apagados pela memória. Foi quando ele me sugeriu mudar para certo oxalato de escitalopram, bem mais moderno. Meu Deus, quem seria esse tal mancebo? Como me trataria? Dúvidas cruéis!

Meus caros leitores, confesso que foi um duro golpe para mim, a “sugestão” dada pelo doutor, pois durante 15 anos, a Fluô (fluoxetina) e eu vivemos como unha e carne, duas grandes e inseparáveis amigas. Ela me conhecia muito melhor de que eu mesma. Havia passado muitos percalços a meu lado, sem jamais me abandonar. Sabia de tudo o que se passava em minha mente, conhecia os meandros de minhas fantasias e as mágoas acumuladas ao longo de tantos anos de caminhada juntas. Passar de uma hora para outra a conviver com esse tal senhor oxalato de escitalopram, seria como trair uma amizade feita com os neurônios de minha cadeia nervosa. E eu nunca fui mulher de atraiçoar aqueles que me são caros. Dura decisão!

Ainda havia um senão, que ora lhes conto, meus amados. A Fluô era uma pessoa simples e comedida, que exigia de mim pouquíssimo valor monetário. Gastava com ela uma quantia pequena, a cada dois meses. É fato que a amiga já fora muito poderosa, quando usava o nobre nome de Prozac. Depois que caiu sua patente, a coitadinha de minha amiga virou gente comum, sem nenhum aparato de nobreza. E estava aí a maior causa do meu forte apego a ela. Não sabia ainda o que o tal do oxalato de escitalopram iria exigir por sua permanência comigo. Mas não tardaria por esperar.

Eu não tinha saída, pois no contrato que firmara com o meu “husband” havia uma cláusula em que me comprometia a seguir a orientação do especialista. Só não contava com o golpe de ter que me afastar de minha doce e generosa Fluô. Pensei que o tratador da mente fosse me recomendar uns gramas a mais da benignidade dela. E foi sob o rigor da lei matrimonial que dei adeus à minha companheira querida, mas que perdera a força para conter os meus chiliques e fricotes. Não me restava outro caminho, senão lhe dizer adeus. Ela ainda permaneceria no meu corpo durante 15 dias, até que se esvaísse por completo. Só então, estaria eu preparada, ou seja, purificada, para receber o outro mancebo. E também evitaria uma síndrome serotoninérgica.

Dr. Wander apresentou-me o tal senhor oxalato de escitalopram, presenteando-me com uma caixinha mirrada, uma amostra grátis bem magrelinha, com sete comprimidos apenas. Disse-me que o tal mancebo em questão viera da Dinamarca e, por isso, exigia um dote cinco vezes maior do que aquele pago à minha velha amiga Fluô, brasileiríssima. Coração e bolso trombetearam ao mesmo tempo, mas o olhar do machão repassou, em neon, a ordem de que eu deveria aceitar, pois saúde e bem-estar não têm preço. Com certeza, pensava mais na sua paz de espírito do que em mim. Aceitei, já que nossa conta é conjunta e o rombo seria pela metade. Mas saí do consultório pisando alto. Indignada, é bom que se diga.

Eis que a cartelinha acanhada, inexpressiva e raquítica acabou, e lá fui eu comprar o “bendito” para os outros dias faltantes. Quase caí do salto com seu valor abusivo. Levei o tal dinamarquês para casa numa revolta sem igual, xingando todas as suas gerações. Tomara que fossem inundados pelo degelo da calota polar do Ártico e, que os vikings voltassem para dizimá-los. Eu poderia comprar mensalmente tantos livros, CDs e DVDs com um valor daqueles… E pior, como o ciclo lunático, o desgraçado do remédio só vinha com 28 comprimidos. Aqueles dinamarqueses ignorantes nem sabiam que só o mês de fevereiro possui 28 dias. Ou era ganhuça das brabas? Eu fazia questão dos outros dois comprimidos. Pensei até em procurar o PROCON, mas o maridão falou que me bastava deixar de comprar alguns pares de sapatos anualmente. Sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo. E eu tinha o discernimento de que precisava de ajuda.

Amigos queridos, foi assim que conheci o jovem Oxalato de Escitalopram. Confesso que, apesar da saudade da Fluô, no segundo dia de affaire, tirando os exageros do romance, eu já estava apaixonada pelas transformações que ele operava em mim, embora seu preço acabasse sempre por me jogar na cama, digo, na lona. Valeria à pena continuar um amancebamento tão oneroso para uma das partes? O meu buldogue dizia que sim. E ao marido a gente sempre obedece… Desde que exista algo compensativo no pacto.

Mas, como tudo na vida flui, principalmente levando em conta a guerra travada entre os laboratórios farmacêuticos, uns parentes mais pobres do moçoilo começaram a chegar ao mercado do país, fazendo com que o dote do nobre e donairoso Escitalopram despencasse. Seu preço agora é módico, modicíssimo em relação a seu valor inicial, principalmente no que tange a seus familiares. Diria que já quase equivale ao preço da minha querida Fluô. O que foi a salvação de minha mente conturbada e amotinada. E o nosso aconchego não mais passa por nenhum tipo de desencontro. Haja paixão!

Devo confessar aos leitores que o novo embeleco mudou minha vida. Hoje, o mundo é tão azul quanto o planeta Avatar. A humanidade é composta por anjos resplandecentes e generosos, sem um laico de egoísmo. O sofrimento inexiste. Homens e animais vivem em perfeita harmonia. A justiça impera em todos os lugares da Terra, inclusive no Brasil. Não existem  desigualdades sociais, tampouco qualquer tipo de preconceito em relação às raças. O planeta é tratado com respeito. E eu sou brilhante, insinuante, coruscante e maravilhosa.

Só não sei, amigos, por quanto tempo durará o meu chamego com tal varão, pois, como sabem vocês, os homens são seres inconstantes e inconsistentes. Mas o Oxa (apelido carinhoso) tem sido um cavalheiro, daqueles que nos amparam com fervor nos momentos mais difíceis da vida. Além do mais, goza de todo o apoio do titular (Existe marido que é cego!). Posso ficar sem o meu varão, mas sem o Oxa, nem ver. Sem me amancebar com ele, uma vez por dia, meus pensamentos ficam inquietantes, rodopiando na bacia do cérebro, sem saberem onde parar, tamanho é o embeleco. E eu perco toda a minha tesura, ou melhor, textura.

Portanto, meus leitores, para uma vida risonha, nada como um amante perfeito. Mas que o seu custo não seja muito grande, pois, se assim for, nossos problemas redobram. O retorno de um amásio deve ser exageradamente maior do que os prazeres que lhe damos. Fora disso não há enrabichamento que resista, ou força que mantenha o amancebo.

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Nota: Imagens copiadas de transitivoedireto.blogspot.com e  br.freepik.com

997 comentários sobre “OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Fernanda

    Lu, tudo bem?
    Preciso de sua ajuda novamente! Estou tomando Reconter há 4 meses e me sinto ótima. A única coisa que sinto falta, é que às vezes gosto de jantar à luz de velas com meu marido. Sempre tivemos esse ritual, e nele sempre bebíamos um pouco de vinho(adoro). E esqueci de perguntar ao meu médico se pode, tentei ir até ele, mas está em congresso. Estou na dúvida e temos um jantar marcado para a próxima semana. Sabe se “um pouco” faz algum mal ao efeito do remédio ou alguma alteração psicológica. Desculpe te ocupar com esse tipo de pergunta, mas confio muito em sua experiência.
    Obrigada!

    Beijos

    Fernanda

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Eu também sou apaixonada por um bom vinho! E viva o deus Baco!

      Amiguinha, ainda que nenhuma interação entre o oxalato de escitalopram e o álcool tenha sido relatada, mas levando em conta os outros medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central, a combinação com álcool não é recomendada, contudo, umas duas taças não farão mal. Também faço uso de oxalato de escitalopram e tomo duas taças no final de semana. Para diluir o álcool, tome o vinho sempre acompanhado de um copo com água. Na primeira brinde a você e ao maridão, na segunda brinde à minha saúde… Risos.

      Abraços,

      Lu

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    2. Ivan

      Olá, Lu!
      Fui à primeira consulta com o psiquiatra, depois de muita resistência. Contei-lhe toda a minha vida. Ele me receitou escitalopram 10 mg, de manhã, e topiramato 50 mg para controlar minha compulsão pelo álcool, à noite. Comecei o tratamento ontem à noite e hoje de manhã. Estou muito estranho, cansado, meio tonto e aéreo. Ela disse que eu poderia sentir algumas coisas, mas não era pra deixar de tomar. Será que é normal? Meu estômago ruim. Minha cabeça. Quero ficar deitado. Obrigado!

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      1. LuDiasBH Autor do post

        Ivan

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, todo antidepressivo traz efeitos colaterais. A fase inicial do tratamento é mesmo muito difícil, mas depois de duas a três semanas, normalmente, os efeitos ruins desaparecem e os bons vão entrando em ação. A melhoria de sua qualidade de vida valerá todo esse sofrimento.

        Ivan, os sintomas relatados por você fazem parte desse período inicial. Contudo, é preciso saber quando se deve comunicar com o médico. Irei lhe repassar uns links que o ajudarão. Portanto, não se apavore. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E não pare, pois cada retorno é mais difícil ainda, uma vez que as crises só tendem a aumentar. Venha sempre conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

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    3. Lia

      Boa-noite, Lu!

      Que bom encontrar este espaço para nos dar força e esperança.

      Estou na 3ª crise de depressão, pois a primeira foi há 16 anos, a segunda há 6, e nunca fiz tratamento. Agora faço hipnose e terapia, e estou tomando fluoxetina 20 mg há 2 meses. Não tenho nenhuma reação, no entanto, não sinto melhoras. Agora lendo tanto sobre depressão, não tenho mais certeza se é depressão ou ansiedade. Esta última depressão tem sido bem pior, é mais persistente que das últimas vezes. Como identificar se é TAG ou depressão? Me diga que tudo isso vai passar e serei feliz de novo, por favor.

      Obrigada por este espaço e beijos,

      Lia

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      1. LuDiasBH Autor do post

        Lia

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se como membro dela.

        Amiguinha, realmente os transtornos mentais são, em muitos de seus sintomas, bem parecidos. Eles se entranham e dão-nos a impressão de serem diversos, pois possuem fases muito parecidas. Há casos em que a pessoa detém mais de um transtorno. Realmente não é fácil, muitas vezes, saber de qual (ou quais) deles a pessoa está sendo acometida. Somente uma conversa prolongada com o psiquiatra, que deve ouvir o paciente com muita atenção, poderá levá-lo a discernir o seu real transtorno.

        Ainda que numa análise sem qualquer cunho de diagnóstico, pressinto que você tem depressão episódica (recorrente), ou seja, possui episódios de depressão entremeados por fases normais. O mais interessante é que o período entre uma fase e outra é muito longo. Além disso, pode ser que tenha algum outro tipo de transtorno mental.

        Lia, se se encontra com o mesmo psiquiatra há muito tempo, sugiro que passe por outro para ter uma segunda avalição. A função dos antidepressivos é melhorar a nossa qualidade, equilibrando o nosso cérebro e, se isso não está acontecendo consigo, alguma coisa está errada. Uma outra avaliação seria de grande ajuda. Sou depressiva crônica, tomei fluoxetina por vários anos e dei-me muito bem. Só parei quando a substância deixou de fazer efeito. Hoje tomo oxalato de escitalopram. Volte mais vezes para conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

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  2. Josi Lopes

    Lu, passei 6 meses tomando Sertralina 50mg e 4 meses tomando Clonazepan 2mg. Uma loucura só. Aconteceu muita coisa durante esse período.Troquei de emprego,comecei a melhorar minha situação financeira, o que trouxe um pouco de alegria, mas a depressão não me largou nem assim. Seria tanta coisa pra falar,que um comentário apenas não seria suficiente. Mas depois de parar com a Sertralina há mais de um mês e 3 dias o Clonazepan,e desempregada novamente,tudo foi desmoronando sobre minha cabeça. Lu, eu sou muito desequilibrada,impulsiva,e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda, Lu. Urgente! Não quero mais ser assim.

    Como eu já usei vários medicamentos sob prescrição médica e sob minha própria prescrição, hoje comprei o Oxalato de escitalopran.
    Tomei o 1° 15:40 e dormi até 18:00. Tinha um churrasco do aniversário do meu pai pra ir,e eu parecia uma morta viva. Sem vontade nenhuma de ir.O sintoma pesado de depressão já tinha mudado para uma apatia esquisita. Agora 22:46 é que comecei a me sentir melhor um pouco. Eu parei com a Sertralina pois fui parar no Pronto Socorro por conta de uma dosagem de 100 mg que o próprio psiquiatra tinha aumentado. E no pronto socorro,o médico suspendeu na hora, e disse que pelo tempo que eu estava tomando já tinha que ter obtido efeito. E na verdade eu continuava depressiva.

    Eu só quero começar do zero hoje, mas já fiquei desesperada em sentir o que senti hoje. Me ajude,por favor. Que Deus a abençoe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Respire fundo e procure ficar o mais calma possível, pois o desespero não leva a nada. Quanto maior for o nosso equilíbrio, melhores serão os resultados. Mais importante do que o trabalho agora é a sua saúde, pois uma pessoa doente não tem condições de trabalhar. Pense agora em melhorar seu estado emocional. O emprego vem depois. Há muito tempo pela frente.

      Amiguinha, quando você diz “Lu, eu sou muito desequilibrada, impulsiva, e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda. Urgente! Não quero mais ser assim.”, significa que está indo numa ótima direção, reconhecendo que precisa de ajuda. E não fique se culpabilizando, pois quando estamos sofrendo de qualquer transtorno mental temos dificuldades em domar as nossas emoções e costumamos agir de um modo que não queríamos. Isso acontece com todo mundo, não apenas com você. Leia os comentários para ter ideia de como isso acontece. Aceite tais atitudes como resultantes de seu transtorno. E nada de ficar se culpando. O importante é procurar ajuda médica. O que ficou para trás, ficou, e ponto final. Trabalhe apenas com o presente. Nada de ficar ruminando o passado. Vida nova, minha querida!

      Um de seus problemas, Jose, é usar a medicação sem nenhum comprometimento. Eu jamais teria coragem de usar um antidepressivo por conta própria. Isso é muito sério! A automedicação é condenável em todos os sentidos. Não faça isso. O médico precisa conhecer o seu histórico de vida para lhe receitar um medicamento, sem falar na dosagem que deverá usar. Há uma série de incompatibilidades que precisam ser levadas em conta. A coisa não é tão simples assim. Não se automedique, por favor!

      Aconselho-a a buscar um novo psiquiatra, alguém em quem sinta confiança e com quem tenha empatia e comece realmente do zero. Conte-lhe todo o seu histórico de tratamento, incluse não esconda que se automedica. Peça-lhe, também, para lhe indicar uma psicoterapia. O que você sentiu foi uma crise de pânico. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no blog. Você também precisa se ajudar, amiguinha. Espero que o oxalato de excitalopram que comprou tenha sido indicado por um médico. Se não foi, não tome. Até porque muitos medicamentos não podem ser misturados, pois as reações podem ser sérias. De certos antidepressivos para outros é necessário um tempo de espera, que só o médico poderá dizer. Você é inteligente e, portanto, irá superar essa fase com muita tranquilidade. Confie em si!

      Estarei aguardando novas notícias suas. Tudo irá dar certo. Lembre-se de que você é POP.

      Abraços,

      Lu

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      1. Josi

        Lu, obrigada pela resposta.
        Hoje estou no 5° dia do Oxalato de Escitalopran 10 mg. O médico me receitou-o da primeira vez que fiz a consulta. Antes eu só tomava o Limbitrol. Quando busquei ajuda em 2014, o psicólogo pediu que eu procurasse um psiquiatra para ajustar a medicação. Em agosto de 2014, o pisquiatra me disse que eu apresentava um quadro de ansiedade com alguns sintomas depressivos, que eu era uma pessoa preocupada de natureza,e a prescrição era pra eu tomar por tempo indeterminado. Como naquela época eu ainda tinha juízo, pois era o segundo medicamento controlado que iria tomar, existia cuidado e comprometimento da minha parte. Mas eu comecei a ficar boa e parei por conta própria e daí começou a bagunça.

        O médico não tinha falado quando parar, mas também nem sequer falou que se eu parasse de uma vez, ficaria pior. Foi aí que me perdi, e tenho tentado me achar desde então. Foi nesse ponto que eu disse que queria começar do zero.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Não devemos ficar remoendo o passado. Ele deve servir apenas de experiência para nós. O importante é a sua vontade de levar o seu tratamento a sério daqui para a frente. E isso já é meio caminho andado. Todos nós caímos em esparrelas e também falta muita informação por parte dos médicos em relação aos pacientes. Portanto, a culpa não foi só sua. Não pense mais nisso. Muita gente já agiu da mesma forma. Fazendo o tratamento direitinho, logo você estará ótima como naquela época. O importante é essa força de vontade de melhorar que você demonstra. O otimismo é muito importante nesse tipo de tratamento. Doravante sei que fará parte da família POP (paciente, otimista e persistente). E eu estarei aqui torcendo por você e acompanhando todo o seu progresso. Parabéns por estar no quinto dia do tratamento. Avante, minha querida!

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu,
          Hoje eu não consegui tomar. Estou muito mal desde que comecei. Parece que a vida sumiu de dentro de mim. Estou muito pior,bem pior do que antes de tomar. Não consigo fazer nada em casa,agora sim,com 5 dias de medicação = 5 dias sem vida. Jesus!

          Eu não sei o que está acontecendo comigo, Lu. Não sei se a química no meu cérebro pode ter alterado. Eu sei que antes eu estava tomando o Clonazepan, eu acordava cedo, disposta, sorria, comia, tinha fé. Limpava minha casa. Agora sim estou igual um zumbi, como se fosse só um corpo. Totalmente incapaz. É normal se sentir assim??

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Nas duas a três primeiras semanas, a pessoa fica pior do que antes de começar o tratamento. Algumas passam muito mal, mesmo. Essa fase é realmente difícil, mas é preciso superá-la com coragem. É preciso muita força para aguentar, como pode ver através dos relatos aqui neste espaço. É preciso passar por ela para ver a luz do sol depois do sofrimento. Também é necessário manter contato com seu médico nesse início, informando-o sobre tudo que está sentindo. Muitas vezes acontece de a pessoa não se adaptar ao medicamento, ou ter que modificar a dosagem. Portanto, marque um retorno com o especialista o mais rápido possível. Anote tudo o que está sentindo para não se esquecer.

          Josi, não é bom parar, pois cada recomeço é ainda mais difícil. Volte a tomar o medicamento amanhã e já marque um retorno com seu médico. Não abandone o tratamento. E, nessa fase, peça sempre alguém para ficar do seu lado, observando como está agindo. Não fique sozinha. Essa dissociação entre corpo e mente costuma acontecer, mas, como já disse, deve ser comunicada a seu médico. Somente ele saberá quais providências tomar em relação a seu tratamento. Mas não fique triste, pois ao final tudo dará certo. Muita gente aqui já passou por tudo isso.

          Não houve alteração alguma com a química do seu cérebro. Fique tranquila. Trata-se apenas da luta de seu organismo com a nova substância. Enquanto não passa essa fase ruim, mantenha contato diário conosco. Estamos todos torcendo por você. E retorne a seu médico.

          Abraços,

          Lu

  3. Ana Carolina

    Fui diagnosticada com TAG em agosto/2016 e comecei a tomar OXALATO DE ESCITALOPRAM. Sinto que estou engordando com o remédio, embora não tenha mudado a alimentação e esteja fazendo academia e correndo (coisas que já fazia antes de começar a tomar o remédio). Alguém sabe se é comum engordar? Por enquanto devo ter engordado uns 2 quilos, mas me preocupa onde isso irá parar…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Carolina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, os antidepressivos trazem efeitos adversos e, dentre esses, a possibilidade de engordar ou emagrecer. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa a emagrecer como a engordar, dependendo do metabolismo de cada organismo. Algumas pessoas perdem o apetite por completo, e emagrecem, enquanto outras passam a sentir muita fome, e engordam. Eu sou usuária desse medicamento e perdi peso, quando comecei a tomá-lo, mas, com o tempo, o meu organismo foi voltando ao normal. Muita gente tem reclamdo de ter engordado. O ideal é que converse com seu médico, caso ache que esteja engordando muito.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  4. Ana Rodrigues

    Oi, Lu, querida amiga!

    Saudades de suas sábias palavras, que só você, com toda sua doçura, sempre encontra uma forma carinhosa de nos responder e nos acalmar.
    Sempre acompanho os comentários, e às vezes faço uma pergunta aqui.

    O fato é que venho fazendo uso do escitalopram de 20 mg, iniciei o tratamento com 15 mg, mas não estava mais surtindo o efeito que obtive no início, então meu psiquiatra acabou me receitando o de 20 mg, que tomei por dois meses, porém não tive bons resultados, pelo contrário, passei a ter pensamentos piores que os que me levaram à procurar por ajuda profissional. Mas, como você sabe, não é fácil encontrar um bom psiquiatra, daqueles que estão dispostos a nos ouvir com o coração, não apenas como mais um que por ali passa. Isso me deixa muito frustrada e desiludida com tratamentos alopáticos, mas a questão é que quando estamos em crise, só queremos nos livrar do sofrimento, algo que nos alivie, faço terapia conjunta com o tratamento medicamentoso.

    A terapia ajuda, sem contar minha busca espiritual por um entendimento maior sobre o porquê ou para que temos que passar por isso, faço e fiz inúmeras tentativas de me encontrar e me entender, meditação, oração, já nem sei mais o que fazer, estou na fase do não aguento mais, mas sinto que não vou me livrar facilmente da TAG, e minha psicóloga disse que acha que não tenho TAG, e sim delírio de perseguição, o que eu concordo. Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica. Estou bem triste com essa situação. Gostaria de saber se essa piora é comum.

    Agradeço muito por você existir em nossas vidas, a tenho como um anjo,você sabe da grande admiração que tenho por você.

    Beijo,

    Ana

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Confesso-lhe que minha filosofia de vida tem sido “Viver um dia de cada vez, da melhor maneira possível, de modo que o amanhã seja um reflexo do meu hoje, pois creio que passado e futuro são raízes do presente, que crescem para trás e para a frente, de acordo com nossas ações.”. Por isso amiguinha, há muito deixei de fazer questionamentos. Navegar é preciso, seja lá quais forem as respostas, caso existam.

      Realmente é lamentável a qualidade da maioria dos profissionais da área médica, cujo única preocupação tem sido o número de $$$$. Fico pensando em como uma pessoa pode se sentir bem, prestando um serviço de péssima qualidade. Onde fica a satisfação pessoal, o sentimento do dever cumprido, o senso de ter dado de si o melhor? Serei eu retrógrada? E os preços das consultas particulares? Que abuso! Quanto despropósito! Quanta ganância! É lastimável! Como um psiquiatra pode dedicar apenas 15 minutos a alguém? Como avaliar a complexidade do cérebro humano num tempo tão minguado? Confesso que isso também me incomoda muito. O resultado desse desencanto com tais profissionais encontra-se no número crescente de pessoas, que acessa diariamente este cantinho, para ouvir de uma leiga, apenas palavras de encorajamento, pois nada tenho a oferecer senão isso. Muitas chegam aqui sem sequer ter ouvido falar sobre os sintomas adversos dos antidepressivos, abstinência, desmame, etc. O seu desencanto é meu também, minha querida Ana. Mas ainda assim precisamos dessa gente!

      Dentre as funções da terapia, a mais importante, sem dúvida, é a de ouvir o paciente. Essa interação é fundamental. Você diz: “Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica.”.

      Faça isso, converse com seu médico e veja a sugestão dele. Não pare por conta própria. Existem organismos que não se adapatam com determinados antidepressivos, necessitando de mudanças.

      Agradeço seu carinho. Vocês são muito especiais para mim!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ana

        Boa-noite, Lu!

        É minha cara, vou seguir sua filosofia de viver um dia de cada vez, porque sinto que já tenho muita informação, sobre os mais diversos assuntos e, sinceramente, não sei o que fazer com tudo que descubro, isso acaba me deixando mais ansiosa, por não conseguir por em prática. Mais uma vez agradeço de coração o seu esforço em buscar informações para nos tirar desse estado aflitivo que às vezes parece não ter fim, mas sei que não há mal que sempre dure. Vamos juntos nessa jornada, pois assim o fardo se torna mais leve.

        Abraços, Ana.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          É isso mesmo, amiguinha, pois viver o melhor possível “um dia de cada vez” já é o bastante. Há um texto muito interessante aqui no blog, do doutor Telmo Diniz, cujo título é NÃO PENSE GRANDE, PENSE PEQUENO, que eu acho da mais pura sabedoria. Nós, ocidentais, somos instados a sempre “pensar grande”, o que acaba por tornar-nos muito infelizes, quando não atingimos os objetivos sonhados. Ao voltarmos para a nossa cota de ambições diárias, elas se tornam muito mais fáceis de serem atingidas, sem nos causar grande ansiedade. O que importa é o “agora”. É ele que se fará passado e lançará as sementes para o futuro. Viva o com sabedoria e muita bondade no coração! Apenas isso!

          Lindinha, é preciso aprender a sossegar nosso coração, e consequentemente, botar freio na nossa ansiedade.

          Beijos,

          Lu

  5. Henrique

    Bom-dia, Lu! Parabéns pelo post! Estava procurando algo sobre os efeitos colaterais do Escitalopram, pois estou tomando há 3 dias e confesso que estou péssimo. Não consegui trabalhar ontem e hoje estou trabalhando na raça. Há 5 anos que não tomo nenhum remédio (antes tomei Olcadil e depois Paroxetina). Mas recentemente minha TAG voltou a incomodar e recebi essa nova receita de Escitalopram (gotas). Mas com a Paroxetina foi assim também, nos primeiros dias tive até depressão. Então, como eu já sei desses efeitos eu estou sendo paciente (literalmente, nos dois sentidos) e tentando aguentar as pontas.

    Abraços a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Henrique

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram possui efeitos adversos assim como todos os antidepressivos. Tem um sido um dos medicamentos para os transtornos mentais mais vendidos, como poderá comprovar através dos comentários. Se a TAG voltou a incomodar, o melhor é tomar as medidas necessárias logo no início, pois quanto mais tempo deixar passar, piores serão as crises. Eu também tomo a mesma substância, só que em comprimidos. Que bom saber que você é POP (paciente, otimista e persistente), pois as pessoas otimistas tendem a colher bons resultados mais depressa. Vou lhe enviar uns links para melhores informações sobre o medicamento.

      Agradeço a sua visita e comentário. E fica o convite para que faça parte de nossa família.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Carla Andrade

      Oi, Lu!
      Há um tempo atrás, eu enviei um comentário dizendo que tenho TAG e tomo lexotan, mas antigamente uma caixa durava até um ano, só que agora estou tomando de 2 em 2 dias, e minha cardiologista e meu clínico geral insistem para eu fazer o tratamento com escilex. Eu ficava receosa por conta de alguns anos atrás, quando tomei fluoxetina e quase enlouqueci, foi quando me foi apresentado o lexotan, que até então resolvia, só que agora sinto que não é o suficiente, pois estou tento até extra-sístole, e minha cardiologista disse que é da ansiedade.

      Resolvi que vou vencer esta batalha e vou tomar o escilex, só que minha cardiologista me receitou 10 mg e disse para eu tomar metade da metade uma semana, e depois passar para a metade ou seja 0,5 ao dia. Disse para eu tomar de manhã, e se me desse sono deveria mudar para a noite, porém de manhã vou para academia e não queria parar, se me desse sono, e de noite eu acho mais difícil nos finais de semana, pois saio e quero tomar nem que seja um espumante. Resolvi que vou tomar depois do almoço. Será que dá pra tomar neste horário, porque se me der sono de tarde estou sempre em casa. Até mais!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Carla

        O lexotan (bromazepam) é um mero ansiolítico que não age na raiz de seu transtorno, como relaxante sua ação é muito passageira. Ele pode ser usado como coadjuvante do tratamento com o antidepressivo, quando for necessário. Eu mesma faço uso dele, vez ou outra, e tomo o oxalato de escitalopram. Como suas crises, sem o tratamento adequado, vêm se acentuando, você está tendo necessidade de tomar o bromazepam quase que continuadamente. E a tendência é piorar cada vez mais, se não seguir a orientação de seus médicos. Ao ser diagnosticada com TAG já deveria ter iniciado o tratamento imediatamente.

        Sua médica está iniciando a medicação bem devagar, para que seu organismo acostume-se com ela. Não há problemas em tomar após o almoço, desde que procure manter sempre o mesmo horário. O que não pode é tomar em horários diferentes, para não ocasionar aumento da dosagem, pois o efeito é acumulativo. Quando tiver dúvida em relação a ter tomado ou não o remédio, não o tome. É preferível ficar sem do que dobrar a dose.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Carla Andrade

          Lu, muito obrigada pela atenção. Você é o máximo. Vou vencer esta batalha, todos nós vamos vencer e sermos, como diz, POPs. Daqui a alguns dias darei, com certeza, ótimas notícias.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Carla

          Parabéns a todos nós, guerreiros invencíveis na nossa labuta com nossos “chilique mentais” (transtornos mentais). Tenho certeza de que você levantará nossa bandeira. Estamos todos juntos. Avante, amiguinha!

          Beijos,

          Lu

    3. Fabricio

      Estou tomando cloridato de paroxetina de 20 mg há 2 semanas e estou péssimo, não sei oq fazer. Meu médico me receitou tomar o clonazepam junto, pois estou agitado, com tremores, palpitação, e muito medo. Acordo a noite com palpitação e medo. O que faço? Responda por favor…

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Fabrício

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, a primeira coisa a fazer é relaxar e compreender que todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, que passam entre duas a três semanas, de acordo com cada organismo. Em virtude da presença de tais sintomas, o medo, embora não desejável, é mais do que compreensível. Você se encontra na fase inicial do tratamento que é mesmo muito difícil, ficando pior do que antes de iniciá-lo. É a tentativa de seu organismo em rejeitar uma substância estranha. Mas tudo isso logo passará. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Mantenha seu médico informado sobre todos os sintomas ruins pelos quais vem passando. Leia também a bula para saber quando é necessário buscar ajuda médica. Saiba que mais de 90% das pessoas passam por isso. O importante é aguentar firme, sem parar o tratamento, a não ser a pedido médico. O clonazepam tem como objetivo acalmar essa sua agitação e ajudá-lo a passar por essa fase difícil. Ao final, tudo isso valerá a pena. Logo esses sintomas ruins irão desaparecer dando lugar aos bons. E você ficará ótimo. Não tenha medo, pois você não se encontrá só. Volte aqui sempre que precisar.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Fabricio

          Mas, Lu, é normal ficar com palpitação e tremores e o lado da minha cabeça fica dormente ou dando pontadas. Será que é da ansiedade.
          Obrigado pelo conforto e carinho por ter me respondidor.

          Abraços

        2. LuDiasBH Autor do post

          Fabrício

          O contato com seu psiquiatra é muito importante no início do tratamento, para que você possa relatar a ele todos os sintomas que está sentindo. Tremores e palpitações são normais, mas irá depender do grau de intensidade. Observe se os sintomas estão diminuindo ou aumentando. Procure relaxar para que sua ansiedade não interfira nos sintomas. Se achar que estão difíceis de suportar, entre em contato com seu médico. Muitas vezes é preciso diminuir a dosagem ou mudar para outro medicamento. Mas somente o profissional poderá tomar esta decisão. Para ficar mais tranquilo, leia direitinho, com bastante calma, a bula, no seguinte endereço:

          http://www.medicinanet.com.br/bula/8296/paroxetina.htm

          Dê-me notícias amanhã, dizendo-me como se encontra.

          Abraços,

          Lu

    4. Josi

      Olá, Henrique!

      Vi seu comentário no blog. Conseguiu algum resultado? Melhorou? Eu tomei o 5° comprimido ontem, mas me sinto muito pior que antes.
      É como você disse, parece que agora sim estou com depressão. Nossa estou muito mal! Sinto uma pressão na cabeça. Desânimo total. Não consigo fazer nada em casa. Me esforcei na segunda e fiz pelas beiradas. Nem parece eu. Muito mal!

      Responder
      1. Henrique A.

        Josi, bom-dia!
        Meus efeitos colaterais duraram exatamente 2 semanas. Estou tomando há pouco mais de um mês e estou me sentindo muito bem. Sugiro superar essa fase inicial, pois vale a pena. Boa sorte! Felicidades!

        Responder
  6. Gi

    Boa-noite, Lu!
    Depois de muita hesitação, finalmente procurei um psiquiatra para “dar um jeito” nessa ansiedade que me acompanha há mais de três décadas. Como dito por você, há muito preconceito com as doenças psíquicas e sempre as deixamos em segundo plano. Demoramos a entender que justamente a ansiedade nos traz de brinde uma série de problemas e outras doenças associadas.

    Navegando pela internet para entender como funciona os medicamentos, encontro esse espaço muitíssimo interessante! Tão acolhedor que me deu vontade de escrever. Parabéns! Acabo de ingressar nessa maratona e espero ser sempre positiva e otimista. Vou tomar Oxalato de escitalopram 10 mg (Remis) e depois volto aqui pra contar o resultado.

    Abraços fraternos,
    Gi

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gi

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade.

      Amiguinha, esperar três décadas para buscar auxílio foi um tempo longo demais, muito sofrimento em vão. Mas o importante é que você agora tomou as rédeas da sua saúde mental. Considere, portanto, o daqui para frente. Uma das coisas sérias a levar em conta é jamais parar o tratamento por conta própria, pois os transtornos mentais tendem a ficar mais severos e contínuos. A descontinuidade do tratamento deve sempre partir do profissional e não do usuário do antidepressivo. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente). No início, você terá que enfrentar os efeitos adversos, que duram cerca de duas a três semanas, normalmente, mas nada que não seja superável. Tudo valerá a pena em prol de uma melhor qualidade de vida. Também faço uso do oxalato de escitalopram com essa mesma dosagem.

      Gi, mantenha contato conosco. Não se sinta só! Vou lhe passar alguns links que a ajudarão a entender melhor seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Karine

    Boa tarde, Lu!

    Meu nome é Karine, tenho 40 anos e há mais ou menos 10 anos tenho TAG. Já tomei diversos antidepressivos e parei algumas vezes. Resultado: crises horríveis, sintomas adversos, parecendo uma morta-viva.

    Até semana passada tomava fluoxetina por conta de um desejo de gestação e minimização de consequências num possível feto, todavia, o medicamento não era bom pra mim, pois a Fluô despertava mais ansiedade ainda, trazendo dificuldade para dormir, entre outras. Minha psiquiatra já havia manifestado a vontade de trocar a medicação, mas eu estava muito resistente. De qualquer forma, após um ano aceitei a proposta e comecei a tomar o Oxa. O processo foi de substituição simultânea.

    Na fase 1 tomei a dose de Fluô (20 mg) que vinha tomando e agreguei (10 mg) de Oxa por cinco dias. Estou na fase 2, que é reduzir a Fluô para (10 mg) e seguir com o Oxa (10 mg). Na segunda entro na fase 3 que é tomar só o Oxa (10 mg), até a próxima consulta que será daqui a 20 dias. Fiquei um pouco receosa em tomar os dois ao mesmo tempo, mas a médica disse que seria tranquilo, eu acreditei nela, e realmente até agora, metade da fase 2, sinto poucos sintomas ruins. Eventualmente um pouco de sono, enjoo, e intestino preso.

    Também tomo 0.25 de Rivotril antes de dormir. Estou levando bem a coisa, esperando realmente que o Oxa possa me ajudar. Meu marido não aceita que eu tome medicação, sempre me criticando e isso é o que mais me incomoda. Em uma oportunidade deixei de tomar porque ele pediu, depois foi bem pior. Enfim, fico feliz em poder ler todos esses depoimentos.

    Um abraço e muito obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Karine

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se membro dela!

      Amiguinha, apesar da TAG, você me passa a sensação de ser uma pessoa muito equilibrada, perfeccionista e que tem consciência de suas reais necessidades. Isso já é um passo importante em sua caminhada. Você diz que já parou algumas vezes com o tratamento. Imagino que seja em conformidade com seu médico, pois, se assim não for, as crises irão ficando cada vez mais severas e constantes. E cada retorno trará um sofrimento maior ainda.

      Karine, como depressiva crônica, eu também uso antidepressivos desde a minha adolescência. Já passei por um monte deles, dos quais nem mesmo me lembro mais do nome. O penúltimo foi a fluoxetina, que tomei durante anos, e com a qual me dei muito bem. Mas ela parou de conter os meus “fricotes”. Meu médico indicou-me, então, o oxalato de escitalopram, com o qual venho me sentindo muito bem. Na passagem da “fluô” para o “oxi”, meu psiquiatra exigiu que eu esperasse duas semanas para tomar o segundo. Os efeitos adversos que você está sentindo são normais. Deverão passar em torno de duas a três semanas. O rivotril é um coadjuvante no tratamento. Tome somente quando sentir necessidade.

      Minha amiga, infelizmente o atraso tem feito com que muitas pessoas estigmatizem as doenças mentais. Elas não entendem que o cérebro faz parte do corpo e, por isso, também adoece assim como o coração, os rins, a pele, o fígado, etc. Os manicômios e sanatórios deixaram marcas profundas na compreensão de muitas pessoas, principalmente na dos homens. Não são poucos os que aqui chegam usando nomes femininos. Outros, bem mais conscientes e modernos, falam sobre seus transtornos e doenças mentais como sábios cidadãos do século XXI. Negar a doença não a fará desaparecer. É preciso enfrentá-la. A medicina tem trazido medicamentos cada vez mais modernos, possibilitando-nos viver com mais qualidade.

      Quanto a seu marido, será você a responsável por fazê-lo entender sua situação. Diga-lhe que o fato de ter TAG não a torna uma pessoa incapacitada, desde que faça uso do antidepressivo, assim como o hipertenso não pode ficar sem seu remédio, ou o diabético, por exemplo. Leve-o para ter uma conversa com seu médico, ou lhe peça para ler textos ou depoimentos sobre o assunto. Diga-lhe que não há vergonha alguma em tomar antidepressivos. E que as doenças mentais estarão na ponta dos três maiores problemas de saúde até o meio deste século. Mas em hipótese alguma deixe de tomar seu medicamento, sujeitando-se à vontade dele. Estou torcendo por você. Continue trazendo notícias. Certo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  8. Fábio

    Olá minha querida, Lu, daqui fala Fábio(Portugal).

    Já estou a fazer uso do escitalopram a cerca de mês e meio, 10 mg. Sinto umas melhoras, mas ainda não voltei ao que era. Será que se aumentar para 20 mg não ficarei melhor?

    Beijos e parabéns ao blog!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Se você já está sentindo melhoras, é bom que espere mais tempo, para que altere a dosagem do medicamento (só poderá ser feita por seu médico), pois muitos organismo levam mais tampo para usufruírem dos efeitos totais do antidepressivo. Também gostaria que lesse o meu artigo OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço para você,

      Lu

      Responder
      1. Deyse

        Oi Lu!
        Quanto tempo! Estou voltando pra dizer que já iniciei o desmame da medicação, estou tomando 15 mg de escitalopram! Porém hoje tive uma crise de ansiedade! Coisa que não sentia há certo tempo! Confesso que bateu desespero, chorei muito, com medo que volte toda a síndrome de pânico e a TAG! O que faço Lu?!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayse

          Como está sendo feito o desmame? Você estava tomando 20 mg? Mas não se preocupe, pois é por ocasião do desmame que o psiquiatra analisará se você está apta a parar o tratamento, ou não. Não há porque cair em desespero. Se ainda não for o momento de parar, basta voltar à dose que tomava e tudo se resolverá. Acompanhe direitinho o desmame e vá anotando o que sentir. Retorne a seu psiquiatra quando julgar necessário. Continue POP! Volte para me trazer notícias.

          Abraços,

          Lu

  9. Renata

    Olá, Lu!
    Tenho fibromialgia e ansiedade, não consigo dormir nem com o Alprazolam, tomei fluoxetina um tempo, mas piorava minha dor no corpo e parei. Fui ao médico e ele me receitou o Escitalopram de 10 mg, mas estou com medo de tomar, pois antidepressivos me causam aumento de ansiedade. Você acha que ele é melhor que a Fluoxetina, dá mais sono ou menos sono que a Fluoxetina? Sinto muita fraqueza nas pernas com a Fluoxetina, você não sentia nada quando tomava ela?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não tem sido poucas as pessoas que aqui chegam falando de TAG (Transtorno da Ansiedade Generalizada). O bom é que os antidepressivos estão cada vez mais modernos para combater os transtornos mentais. O oxalato de escitalopram encontra-se entre os antidepressivos mais receceitados pelos psiquiatras, como poderá ver aqui, através dos comentários. E uma de suas funções é exatamente combater a ansiedade.

      Renata, todos os antidepresssivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, que depois de duas a três semanas passam, vindo os bons resultados. O período inicial do tratamento é realmente muito sofrido, e muitas pessoas sentem-se piores do que antes de iniciarem-no. Contudo, todo o sofrimento vale a pena, depois de passado o período difícil. A pessoa passa a ter uma vida equilibrada. Os antidepressivos só causam ansiedade na fase inicial do tratamento. Seu médico poderá lhe passar um tranquilizante para tomar junto. Já tomei a fluoxetina e senti-me muito bem. Só mudei para outro antidepressivo quando ela deixou de fazer efeito, após longos anos. Nem me lembro mais como me senti no início do tratamento com ela.

      Os efeitos adversos dos antidepressivos variam de organismo. Não são os mesmos para todas as pessoas. Algumas têm muito sono, outras insônia, uns têm muito apetite e outros não conseguem comer quase nada. Mas, com o tempo, o organismo vai se adaptando ao remédio, equilibrando-se. Penso que você irá dar-se bem com o oxalato de escitalopram, que é um medicamento relativamente moderno, e muito usado. O que não pode é ficar sem fazer o tratamento, pois as crises vão ficando cade vez mais fortes, até passar a ter SP (Síndrome do Pânico). Estou torcendo por você. Quanto à fibromialgia, segundo um médico que escreve no meu site, três yakults (bebida fermentada com lactobacilos) diários são excelentes no combate da doença. Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  10. Jaqueline Autor do post

    Olá, Lu!
    Sou nova aqui, e estou muito mal novamente, tenho TAG há quase um ano e tomo o escilex de 10mg. Só que eu parei há quase um mês, por conta própria, e há uns 5 dias começaram as crises horríveis e voltei a tomar o escilex, só que estou tendo uns sintomas piores que os de antes, como ondas de frio e calor,tortura, enjoo, dor nos braços e pernas , aperto no peito, dor no estômago e sentimentos ruins. Queria saber se isso é porque eu voltei a tomar o remédio (efeitos colaterais), ou minha ansiedade piorou. Voltei a tomar faz 3 dias e parece que piorei !? Me ajude, por favor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jaqueline

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, seu psiquiatra deveria ter lhe avisado que não se pode parar por conta própria de tomar o antidepressivo. Quando isso acontece, além do sofrimento com a abstinência, o retorno ao medicamento ainda é mais sofrido. Os efeitos colaterais parecem ficar ainda mais fortes. Portanto, é normal que se sinta pior do que antes. Sua ansiedade aumentou, sim, mas por ter deixado de lado o antidepressivo, sem a orientação médica. Não faça isso jamais. Siga direitinho a prescrição médica.

      Jaqueline, alguns sintomas adversos, quando acontecem, devem ser comunicados ao médico. Vou lhe passar o link de alguns textos que irão ajudá-la. Continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Leia também, aqui no site, comentários de pessoas com o transtorno de ansiedade generalizada.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  11. Michele

    Oi, Lu!
    Fui diagnosticada com TAG e Compulsão alimentar. Não sou obesa por sorte, sei lá, mas engordei muito desde que me tornei mãe. Problemas de saúde, familiares e no serviço me levaram a desenvolver o transtorno, ou a demonstrá-lo, não sei! Mas o médico me receitou Reconter 15 mg e Topiramato 50mg. Passei dias terríveis, exatamente 5 dias, e desisti… Sei que não devia, mas me senti pior que antes do remédio. Li aqui que é normal, mas fiquei com muito medo. Pensei em procurar outro médico, mas todos os remédios me trarão efeitos colaterais e sempre fui adversa a remédios controlados…

    Sei que é difícil me ajudar assim, mas vim desabafar! Há lugares de que quero sumir, sair correndo… Há dias que não quero nem me levantar da cama. Sinto angústia, doenças psicossomáticas, meu relacionamento está se desfazendo e no período menstrual parece que vou morrer de tanto sofrimento. Tem que rir, já que chorar a gente chora quase todo dia. Será que vamos passar a vida inteira lutando contra isso?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      Seja bem-vinda à nossa imensa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, ao ler os comentários, poderá ver quão grande é o número de pessoas diagnosticadas com TAG, o que, em muitos casos, leva à compulsão alimentar. Resolvendo o primeiro problema, o segundo logo será sanado. Penso que os problemas apenas trouxeram seu transtorno à tona, pois esse jazia oculto como um iceberg. Mas não se preocupe mais com isso, agora que será medicada, ganhará melhor qualidade de vida. Siga em frente!

      Michele, você é a segunda pessoa que me escreve hoje dizendo que está tomando um antidepressivo juntamente com o Topiramato, o que me leva a crer que o segundo seja muito bom. Não resta dúvida de que os dias iniciais do tratamento são mesmo um pesadelo para a maioria das pessoas, que ficam piores do que antes. O bom é saber que essa turbulência possui tempo definido. Dentro de duas a três semanas os efeitos ruins vão passando e aparecendo os bons. O importante é não parar o tratamento, caso contrário, as crises serão cada vez mais fortes. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente) e elimine a palavra “medo” de sua vida. Assim que os bons efeitos surgirem, os problemas familiares e no trabalho irão passar, também. Converse com seu marido a respeito de seu problema, para que ela possa compreendê-la melhor. Pode também pedir a seu psiquiatra que faça isso ou pedir que ele (seu marido) leia os comentários aqui. Diga-lhe que se trata apenas de uma fase e que você precisa de contar com a ajuda dele. Seja humilde ao falar de si e ao pedir ajuda.

      Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Elimine o seu preconceito contra os remédios controlados, pois são usados por portadores de vários problemas de saúde: diabéticos, hipertensos, cardíacos, depressivos, etc. Nós só temos a agradecer à Ciência por oferecê-los a nós. Ponha mais otimismo em sua vida, a partir do uso do medicamento. Não se deixe levar por possições preconceituosas que ainda existem em relação aos problemas mentais. Eles crescem assustadoramente em todo o mundo.

      Michele, a sua vontade de sumir, não querer se levantar da cama, angústia… Tudo está ligado ao estado de saúde pelo qual passa. Mas não se desanime. Faça o tratamento direitinho e sua vida será outra. Mire-se nos exemplos dos colegas de caminhada aqui deste site. Leia suas histórias, recaídas, esperanças, e a luz no final do túnel que encontram. Não entregue os pontos. Viver é lutar todos os dias. Procure uma ginecologista para ver o seu problema menstrual, há muitos medicamentos para conter tal síndrome. Estanque essas lágrimas, fazendo o tratamento direitinho. Você deve, você é capaz de fazer o tratamento! Mire-se na nossa força. Quero sempre notícias suas. Conte com nossa ajuda, sempre. Você não se encontra só!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Boa-tarde Lu, tudo bem?
        Estou melhorando bastante, ainda tenho, às vezes, aquela ansiedade que quer dar uma subidinha na pressão, aí tomo um frontal e tudo se acerta. Meu médico aumentou minha dose de escitalopram para 1 e meio por dia, estou tomando também arsênico homeopático, e hoje comecei a tomar floral, recomendado pela minha psicóloga. Será que não faz mal todos esses remédios? Academia e regime também, 15 kg menos. Percebi que quando vou medir minha pressão, ela dá um pouco alterada, trazendo muita ansiedade, tenho que parar de medir, pois não tenho problema algum físico.

        Abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Os remédos homeopáticos não apresentam problemas, pois a dosagem é muito pequena. O floral pode ser tomado até por crianças. É totalmente inofensivo. Fique tranquilo. Quanto à pressão, você pode estar passando por uma hipertensão psicológica, ou seja, ela aumenta em razão de sua ansiedade ao medi-la. O bom mesmo é parar de medi-la. Não alimente a sua hipocondria. Parabéns pelos 15 kg perdidos, se essa era a sua intenção. Mas não abuse da academia, pois o corpo também precisa de descanso. Sinto-me feliz ao receber as notícias relativas à sua melhora. Maravilha!

          Abraços,

          Lu

      2. Michele

        Oi, Lu!
        Demorei, né… Estava no buraco da ansiedade. Tive uma crise tensa e fui a outro médico, que me receitou Sertralina e Topiramato, esse novamente.Tomei hoje já, alguns efeitos colaterais, mas nada que não suporte. De qualquer forma preciso seguir adiante, porque não dá pra viver com sentimentos ruins dentro de nós.

        Obrigada por sua preocupação. Estarei sempre aqui contando minha evolução.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Eu já estava com saudades suas.

          Amiguinha, a luta é grande até acertar com aquele medicamento que irá fazer toda a diferença. Isso acontece com todos. Continue POP. Seguindo sempre em frente. E não suma!

          Beijos,

          Lu

  12. Vinícius

    Boa-tarde, Lu!

    Desse mal todos sofremos, mas ainda bem que tem esses santos remédios para nos ajudar. Os seus textos estão ótimos, continue assim.
    Parabens, abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vinícius

      Quanto mais informados estivermos, mais fácil será o nosso tratamento. Que bom saber que estou ajudando!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  13. Bruna

    Bom-dia, Lu!
    Graças a Deus encontrei um lugar onde vejo que não somos (eu e meu marido) os únicos a passararmos por momentos difíceis! Vou tentar ser breve.

    Sou esposa de uma pessoa que tratou por anos a fio de depressão, pânico e chegou a ser diagnosticado como Bipolar, e nos últimos anos ficou sem tratamento, e tentando levar a doença do jeito mais natural, deixando os que vivem com ele, preocupados e esgotados. Consegui convencê-lo e 6ª feira (02/09) ele foi à consulta com psiquiatra. Foi diagnosticado com Transtorno de Ansiedade aumentado pelos fatores externos que inflamam “a doença”, mas não são os causadores do transtorno, como meu marido pensava. Achava que estava desse jeito devido aos problemas enfrentados. Como sempre digo, o remédio não é pra solucionar os problemas, mas o ajudará a ter força e coragem de enfrentá-los!

    Hoje posso dizer que estou esgotada, cansada, porque tenho que ser forte por todos (porque tenho 2 filhos pequenos). Fui muito acusada pelo meu marido por tudo que acontece com ele, mas sei que isso também é um tipo de fuga. Hoje ele está no seu 6º dia de 10 mg de oxalato de escitalopram e posso dizer que está numa “fossa” danada. O que posso fazer pra ajudá-lo? Já disse que ele tem que ter paciência e força, que dias melhores virão, mas meus dias, meses e posso dizer anos, não estão sendo fáceis. Deve ser hereditário pois a família (tios e primos) a maioria são assim também!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruna

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, posso imaginar como têm sido difíceis os tempos pelos quais passa, mas o importante é olhar para frente, pois o presente é uma ponte entre o passado e o futuro. Enquanto um já ficou para trás, o outro dependerá do modo como vivemos o “agora”. E quanto mais otimismo injetarmos em nossa vida, mais fáceis serão os nossos passos, por mais forte que seja a tempestade. Pesquisas médicas comprovam que os otimistas possuem melhor respostas nos tratamentos. Já que tristeza e derrotismo não acrescentam nada à nossa vida, caminhemos para frente, pois tudo na vida passa. Saiba também que encontrou um cantinho bem especial, com uma família maravilhosa.

      Ao contrário do que seu marido pensava, a TAG é também responsável pela falta de sucesso nos negócios, pois ele não se encontra equilibrado emocionalmente para tomar decisões. Um erro vai caindo sobre outro, formando um tenebroso labirinto, um buraco sem fundo, uma mistura explosiva. É humanamente impossível tomar decisões quando se está sob o fardo de uma ansiedade sem limites. Assim que o medicamento passar a fazer efeito, tudo irá mudar para ele. Você tem toda a razão, quando diz que o medicamento dará a ele o equilíbrio necessário para a resolução dos problemas. Quanto às acusações, não as leve a sério, pois não são culpa dele, que até agora não tem nenhum domínio sobre si. Somente quem sofre de TAG sabe o inferno que é a vida antes do tratamento, como você poderá ler nos comentários. Passe uma borracha nisso tudo e encare a vida daqui para a frente. Nada de ficar ruminando o passado, pois isso só fará mal aos dois e às crianças.

      Bruna, é preciso que você se prepare para ajudá-lo nessa fase inicial do tratamento. Todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam depois de duas a três semanas, de acordo com cada paciente. Não é um período fácil, pois a pessoa parece ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. Umas, ingenuamente, até param o tratamento, ficando as crises ainda mais severas. Não permita que ele faça nada sem o consentimento médico. Acompanhe-o com atenção e, sempre que necessário, entre em contato com o médico. Diga a seu marido que ele precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Convide-o a ler os depoimentos e os textos. Se necessário, veja com o psiquiatra se ele pode passar um tranquilizante para ele.

      Lindinha, o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) tem sido uma constante na vida de muitas pessoas, como poderá comprovar lendo os comentários aqui. O melhor de tudo é que existem excelentes medicamentos no mercado, que permitem a essas pessoas levarem uma vida cada vez mais normal. O primeiro passo é aceitar que se está doente e que é preciso ser medicado. Daí para a frente o organismo irá se equilibrando e tudo se encaixará, tornando a vida bem mais fácil. O fato de o seu marido ter aceitado fazer o tratamento é uma grande vitória. Estou feliz por ele e por você. Quanto a você, minha amiguinha, precisa relaxar para ajudá-lo nessa primeiras semanas. Peça ao médico para receitar-lhe um calmante fitoterápico. Eu também venho de uma família com depressão hereditária. Tomo antidepressivo desde adolescente e encontro-me muito bem. É claro que também tenho dias bons e outros nem tanto, mas por isso passam todos os viventes, pois faz parte de nossa humanidade. Meu marido também toma antidepressivo. Formamos um belo par… risos.

      Bruna, fico feliz que tenha encontrado este cantinho e que dele tenha gostado. Saiba que somos todos seus amigos. Você não se encontra só. Gostaria de saber se toma algum antidepressivo e ter notícias diárias suas e de seu marido, nessa fase inicial.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Bruna

        Nossa Lu, que resposta maravilhosa e completa!Tem dias que precisamos falar… Hoje você respondeu tudo aquilo que precisava ouvir / ler! Obrigada!

        Eu não tomo antidepressivo nenhum, somente o marido é que está em tratamento.Mas vou passar pelo meu ginecologista e ele me ajudará nisso!
        Esse negócio de hereditariedade, tenho medo, pois meu filho de 8 anos, tem muito do meu marido, tanto é que estou levando no neuropediatra, investigando se têm Defict de Atenção a pedido da escola.

        Beijos e logo logo posto pra você saber como estamos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Bruna

          Leve seu filho direitinho ao médico, conforme pedido, mas não se preocupe com isso, pois a medicina encontra-se cada vez mais avançada, com medicamentos eficazes. Pense em como viviam as crianças antigamente, quando a Ciência ainda engatinhava na área mental. Hoje é uma maravilha.

          Beijos,

          Lu

      2. Aliane

        Lu, boa-noite!
        Faço tratamento há 1 ano e 2 meses de depressão, transtorno do pânico e ansiedade, e agora minha médica descobriu que estou com um transtorno de dissociamento. Não sei o quee fazer. Continuo tomando oxalato de escitalopram 30 mg e agora ela acrencentou respiridona de 1 mg e revotril de 2 mg e quer trocar pra um chamado amitripitilina. Eu estou em pânico, já não sei mais o que tenho nem quem sou. Estou chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          Fique tranquila, minha amiguinha, pois tudo se ajeita. É muito importante que você confie em sua médica para que possa ter eficácia em seu tratamento. Se assim não for, opte por outro profissional, pois a confiança entre médico e paciente ajuda muito no tratamento. Saiba que os medicamentos usados para tratar a depressão, SP e a ansiedade ajudam no tratamento do transtorno dissociativo de identidade, também conhecido por transtorno de múltiplas personalidades, junto à psicoterapia.

          Amiguinha, se tiver dúvida quanto à troca de medicamentos que a sua médica quer fazer, converse com ela, para que lhe explique quais serão as vantagens. A amitriptilina é um antidepressivo muito conhecido, que se encontra na lista de medicamentos essenciais da organização mundial de saúde (OMS), portanto, nada há a temer. Trata-se de uma medicação muito usado em todo o mundo.

          O que fazer: comece ficando calma. Leve seu tratamento adiante e acredite que irá ficar boa. Hoje a medicina encontra-se muito avançada no campo da saúde mental. Não pare de tomar nenhum remédio sem o consentimento médico. Quanto mais tranquila ficar, mais rápido serão os progressos. É normal que se sinta “chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste”, mas tudo isso não passa de uma fase em sua vida. O importante é que se encontra em tratamento.

          Aliane, gostaria que me escrevesse sempre que possível. Ficaremos sempre em contato. Conte comigo. Estarei sempre esperando seu comentário.

          Abraços,

          Lu

        2. Aliane

          Oi, Lu, bom-dia!
          Muito obrigada por tudo. Eu confio na minha médica, mas estava bem mesmo, e do nada acotece isso de acrescentar mais uma doença, que eu nem sabia que existia. Minha querida Lu, estou muito triste, mas confiante que vou ficar bem em nome de Jesus.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          O diagnóstico de problemas mentais são por vezes muito difíceis, podendo sua médica ter-se enganado. Aguarde mais um tempo para uma reavaliação. Jogue a tristeza fora e fique apenas com a confiança. Logo tudo isso irá passar. Venha sempre conversar conosco.

          Beijos,

          Lu

  14. Janaína Autor do post

    Lu
    Estou mal faz uns 6 meses. Mas sempre naquela montanha russa, bem mal e vice-versa.Tomei durante um mês os florais de Bach e pra falar a verdade não sei se me ajudou de fato. Fui ao psiquiatra que me diagnosticou com depressão pós parto, tenho lido sobre os sintomas e sei também que posso ter TOC, pois tenho muitos pensamentos intrusivos que me perturbam muito. A médica me medicou com escitalopram, que estou tomando faz 16 dias. Os pensamentos diminuíram, mas apareceu com mais freqüência um sintoma que eu senti no início algumas vezes.Tenho a impressão de que minha vida não é real com muita frequência, quase o dia todo parece que vou acordar e era tudo um sonho. Isso me causa muito medo e angústia, pois tenho medo de perder minha filha, pois às vezes tenho a impressão que ela não existe “DEUS ME LIVRE”. Agora não sei se isso é pensamento do TOC ou despersonalização, transtorno esse pouco estudado.

    Estava vendo um video no you tube e tem uma menina que tomou venlafaxina e está recuperada da despersonalização, será que o escitalopram pra mim não está fazendo efeito? Ou é muito cedo ainda pra dizer? Alguém com o mesmo problema ou parecido? Alguma mãe com dpp? Me ajudem.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você vai começar mantendo a calma e vendo tudo dentro da normalidade. Os sintomas citados por você fazem parte da fase adversa do medicamento, inclusive a despersonalização. Saiba, porém, que isso acontece com muitos usuários de antidepressivo, na fase inicial, que dura em torno de três semanas, dependendo de cada organismo. Realmente não é fácil passar por esse período de turbulência, mas saiba que logo estará vendo céu azul. Como já faz mais de 15 dias que está tomando o oxalato de escitalopram, significa que está saindo dessa turbulência ocasionada pelo remédio. Ao ler os comentários verá que a grande maioria passa por isso. Não tenha medo. O importante é que esteja sempre em contato com sua médica, repassendo tudo que esteja sentindo.

      Jana, sua vida é real. Pense sempre nisso! Quando tal sensação vier a acontecer, repita para si mesma que se trata de um efeito adverso do medicamento, mas que já está passando. Não deixe sua mente tomar o comando de sua vida, a ponto de fazer com que você aceite que a ilusão seja realidade. E não deixe de falar sobre isso com a sua médica e seu esposo. Peça a ele para observá-la nessa fase. Certo? Eu sempre digo que nesse período é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Amiguinha, não fique buscando respostas na internet. Informações, sim, mas em sites confiáveis. Somente um psiquiatra poderá ao paciente o que tomar, e isso depois de uma longa conversa. Lembre-se de que cada organismo pode reagir de um modo diferente à medicação. Além disso, nem todo antidepressivo pode ser receitado a uma pessoa, pois entram outras questões, como cardíaca, hipertensão, etc. Esqueça as receitas baratas do Dr. Google. Informar não é o mesmo que receitar. O segundo depende de olho no olho e muita conversa, além de conhecimento do histórico pessoal e familiar do paciente. E é muito cedo para tirar qualquer tipo de conclusão sobre o medicamento. Talvez sua médica possa lhe passar um ansiolítico. Converse com ela.

      Dentre os comentários encontrará muitos casos de depressão pós parto. Leia com calma. Não se sinta só, venha sempre aqui conversar conosco.

      Um beijo para você e outro para sua filhinha que deve ser muito linda. E pensamento positivo, minha amiguinha.

      Lu

      Responder
    2. Maria

      Janaína
      Eu também estou no décimo sexto dia de escitalopram. Tenho pânico e depressão. Estava com as duas coisas e comecei a tomar o remédio de 5 mg. A ansiedade melhorou e nao tive mais crise de pânico, entretanto noto que a depressão piorou. Não tenho vontade de fazer nada, ao contrário de antes, que tinha ansiedade, mas estava mais animada. Hoje mesmo tomei o comprido e senti mal, parecendo que estava caminhando nas nuvens e que tinha despersonalizado. Achei que ia ter um AVC. Vim pra este cantinho da Lu, onde estou escrevendo. Aquela sensação ruim está passando.E acho que é a fase inicial do tratamento que é muito ruim. Temos de ser POPs.

      Um abraço e fé em Deus.

      Responder
  15. Fábio

    Olá, minha querida! Adorei o blog, queria expôr uma questão.
    Fui diagnosticado com depressão aguda e o meu psiquiatra receitou-me escitalaprom; faz 3 semanas que estou a tomar e não tive efeitos secundários nenhuns até agora, mas não vejo assim grandes melhoras. Acha que tenho que esperar mais um pouco para ver os resultados positivos?
    Tomo 10 mg de manhã e estava mesmo a pensar em aumentar a dose para os 20 mg, mas não queria aumentar por conta própria, mas a consulta com o psiquiatra é só daqui a 4 meses. O que faço?

    Beijinhos de luz e amor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, você se encontra na fase inicial do tratamento, quando o seu organismo ainda está em fase de adaptação ao antidepressivo, ou seja, arrumando a cama para ele se deitar. É realmente muito bom o fato de não ter passado pelos terríveis efeitos adversos, mas ainda assim faz-se necessário aguardar os bons resultados, cujo tempo varia de pessoa para pessoa. Você terá que esperar pelo menos 30 dias. Existem pessoas que vão sentir os bons efeitos lá para o segundo mês. Você diz que não viu “assim grandes melhoras”, o que significa que “pequenas” têm aparecido. Saiba que nós, usuários de antidepressivos temos que ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Temos que trabalhar com o tempo, também. E quanto mais tranquilos e positivos procurarmos ser, mais rápidos serão os resultados, conforme comprovam pesquisas médicas.

      Fábio, você precisa esperar mais tempo. Vá anotando tudo que se passa com você durante esse tempo, para levar para seu psiquiatra. Não adianta ficar pulando de um medicamento para outro. Eu também tomo 10 mg de oxalato de escitalopram há muitos anos (sou depressiva crônica) e tenho me dado muito bem.

      Amiguinho, somente seu médico, depois de uma avaliação de sua saúde, poderá fazer qualquer mudança na dosagem. O retorno ao psiquiatra, no início do tratamento, se tudo correr normal, deve acontecer após 30 dias e não quatro meses. Pelo menos é o que acontece aqui no Brasil (pelo modo como escreve, imagino que seja português). O retorno após quatro meses é inviável, até porque o médico tem que avaliar como o organismo do paciente está reagindo ao medicamento, pois há casos severos em que precisa ser suspenso. Não aumente a dose, pois poderá sofrer com os efeitos adversos. Devemos tomar somente a dosagem que nos é suficiente para, no futuro, quando o organismo exigir mais, possa ser aumentada. Lembre-se de que você se encontra no início do tratamento.

      O que faz? Aguarde 30 dias, caso não tenha efeitos insuportáveis, e retorne a seu psiquiatra para que ele o avalie. Não aumente a dosagem. E também não suma deste espaço.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Inês

        Oi, Lu!
        Fugi um pouco de cometar aqui para não aborrecer vocês com um monte de queixa nos dias mais difíceis. Faz duas semanas que estou tomando a Fluô e acho que estou finalmente melhorando a minha ansiedade. Comecei também a terapia para aprender a me preocupar de forma eficaz e não preocupar-me com tudo à toa. Seu blog tem me ajudado muito. Adorei ler os sensíveis flagrantes da vida real do Dr. Ivan Lage. Continue o bom trabalho que continuo dando notícias.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          A função deste cantinho é nos ajudarmos mutuamente. Não há nenhuma preocupação com as queixas dos dias mais difíceis. De que nos adiantam os amigos somente das horas boas? Deles eu abro mão. Portanto, florzinha, nada de ausência. Fico alegre com o descortinar das melhoras, dona POP. Quanto aos textos do Dr. Ivan Lage, eles são maravilhosos. Viu o quanto aquele homem é generoso? O seu trabalho é de tocar o coração.

          Um beijo no seu coração,

          Lu

      2. Fábio

        Olá, minha querida, Lu, daqui fala o Fábio de Portugal 🙂

        Venho agradecer a força e as dicas que me deu para esperar os 30 dias para o antidepressivo começar a fazer efeito. Na verdade passado os 30 dias já me sinto muito melhor, já não me sinto tão apagado da minha mente… Espero que com o tempo ainda novas melhorias possam surgir…

        Obrigado e um beijo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fábio

          Fiquei feliz com as suas notícias. A tendência é ficar cada vez melhor à medida que o medicamento pontencializa seus efeitos positivos. Não vá nos abandonar. Conheça outras partes do site. Convide seus amigos portugueses para conhecer nosso espaço, que conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Gustavo

        O seu comentário, apesar de diminuto, trouxe-me lágrimas aos olhos. É preciso haver muita generosidade dentro do coração, além de uma profunda sensibilidade, para repassar a outrem palavras tão carinhosas e incentivadoras. Sinto que você é alguém muito especial, do tipo de pessoa que faz toda a diferença em prol de um mundo melhor.

        Amiguinho, muito obrigada! Será um prazer contar com sua visita, sempre! Conheça outras categorias do site, que perfazem um total de 32, com os mais variados assuntos.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  16. Rodrigo

    Olá, tudo de bem?
    Estou com uma infecção urinária recorrente. Meu urologista passou Macrodantina e Oxe, pois informou que esse último ajudaria a tirar a sensibilidade da bexiga e da uretra, o que me faz ter vontade de urinar com frequência (perco a conta de quantas vezes vou ao banheiro por dia). Queria saber se essa combinação de medicamentos é normal, pois não tenho sintomas de ansiedade incontroláveis. Achei estranho. Gostaria de ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo
      Seja bem-vindo a este blog. Sinta-se em casa

      Amiguinho, para ser franca, eu não sabia que o oxalato de escitalopram pudesse ser usado para tal fim. Mas pensando bem, acho que o seu urologista tem razão, pois a sensibilidade da uretra e da bexiga desperta a vontade de urinar. E o antidepressivo irá controlar esse desejo constante, ao equilibrar o organismo, ainda que a ansiedade seja amena. Tenha a certeza de que ele sabe o que está fazendo, pois um deslize poderia acabar com sua carreira. Contudo, para que não paire nenhuma dúvida, e também para que fique tranquilo, não hesite em questioná-lo. Faça-lhe todas as perguntas que julgar necessárias. O médico tem o dever de tirar todas as dúvidas de seus pacientes.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  17. Inês

    Lu,um alô de Portugal!

    Eu fiz o tratamento inverso do seu. Fiz com escitalopram durante 9 meses para ansiedade e me sentia muito bem. Depois o médico (psiquiatra) decidiu pela retirada do remédio. Em três semanas estava de volta ao consultório, pior que no início. Me receitou então a fluoxetina e comecei a tomar há cinco dias atrás, dia sim e dia não, de 20 mg, pois aqui não existe dose menor. Estou me sentindo muito agitada, ansiosa com tremor nas mãos e tenho tomado medicação para dormir (trazodona). Eu sou positiva, penso que isso vai passar, mas o escitalopram não deu nada desses sintomas, apenas sonolência, acho que preferia ter continuado com ele mesmo.

    Este blog me dá força para este período inicial de tratamento tão difícil. Entretanto, vou começar psicoterapia, pois nunca tive depressão e a ansiedade vem do nada, então o médico acha que seria bom tentar descobrir se tem algo por detrás disso.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Inês

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha portuguesa, eu não entendei o porquê de seu médico ter retirado o oxalato de escitalopram, uma vez que estava se sentindo bem com ele. Normalmente, só se muda a dosagem ou o medicamento, quando não está fazendo efeito ou trazendo muitos sintomas adversos para o paciente. Em relação à sonolência, se tomava o medicamento durante o dia, poderia ter passado a tomá-lo à noite.

      O que você está sentindo são os efeitos adversos da fluoxetina, que normalmente duram cerca de duas a três semanas, dependendo de seu organismo. A fase inicial é mesmo muito difícil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Tenha a certeza de que tudo isso irá passar e você terá qualidade de vida. Não pare sem o consentimento médico, pois a ansiedade, se não tratada, resvala para a Síndrome do Pânico. E continue em contato conosco.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Inês

        O médico me retirou o escitalopram (aqui se chama só assim) porque acreditava que o meu tratamento havia terminado, pensávamos que a minha ansiedade havia ficado controlada. Porém não, e aí ele decidiu substituir pela fluoxetina. Estou indo fazer psicoterapia na próxima semana para ver se também ajuda. Depois falo pra vocês sobre os resultados. Esta manhã me senti um pouco melhor, cabeça mais limpa, mas o que me enerva mesmo é não conseguir dormir sem ajuda de outro remédio :s. Tenho medo de ficar dependente. Mas vou rezar para que seja só essa semana até os efeitos maus da fluoxetina irem embora e ficarem só os bons.

        Obs.: a mulher do meu pai é brasileira por isso me sinto tão bem desse lado do oceano como do outro.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Infelizmente não tem como o profissional saber, com exatidão, quando retirar o antidepressivo. Por isso, acontece de ele o retirar e depois ter que voltar com o tratamento, como aconteceu com você. Mas se estava dando bem com o escitalopram, por que mudou para a fluoxetina? Quanto à psicoterapia, se o seu problema tiver origem traumática, ela será ótima. Não seriam saudades do Brasil e a adaptação a uma nova cultura?

          Amiguinha, o ansiolítico é muito importante na fase inicial do tratamento, inclusive para ajudar a dormir. Mas assim que seu organismo adaptar-se bem ao antidepressivo, não mais haverá necessidade de fazer uso do mesmo. Não se preocupe com isso agora. A dependência não é assim como pensa, pois exige um tempo bem maior.

          Recebo muitos comentários de pessoas de Portugal. Inclusive tenho um leitor diário da cidade do Porto. Repasse o endereço do blog para seus amigos aí. Seja a minha representante… risos.

          Aguardo notícias suas. Abraços,

          Lu

        2. Inês

          Combinado, Lu. Serei sua representante para todos os que precisem aqui, também na cidade do Porto. Seu blog é o melhor ansiolítico possível.

          O médico quis experimentar a fluoxetina porque eu tive muita dificuldade no desmame do escitalopram. Já pensando no futuro, ele quis trocar. Mas mesmo no início, eu me sentia melhor com o escitalopram. A fluoxetina está sendo muito mais difícil de passar o período inicial. Para a semana vou aumentar a dose consoante as indicações e esperar mais dez dias e, se não melhorar, vou pedir para voltar ao esc. A psicoterapia é para ajudar a perceber se a ansiedade é causada por algum problema que eu não assumo nem para mim mesma, ou se é mesmo crônica. Essa noite me lembrei do seu POP e me ajudou imenso, pois mesmo com palpitações, peguei no sono. Obrigada por nos ouvir sempre, querida.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Para se ter certeza sobre os efeitos do medicamento em nosso organismo é necessário esperar, pelo menos, um mês. Há pessoas em que os efeitos adversos demoram mais a passar. Ao mudar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram e vice-versa faz-se necessário um período de espera, como explico em um dos textos. Sua psicóloga só irá encontrar em você saudades do Brasil… risos.

          É isso, amiguinha, nós somos POPs e nada irá nos derrubar. Tome um leite morno antes de deitar-se. Obrigada por ser minha embaixadora aí. Lembre-se de que o blog possui 32 categorias. SAÚDE MENTAL é apenas uma delas.

          Beijos,

          Lu

        4. Inês

          Obrigada, Lu pela, por sua resposta sempe pronta. Há quase uma semana com a fluô e acho que melhorei um pouco. Meu sono está regularizando com doses mínimas de calmante, meus pensamentos mais leves. Só tenho muita palpitação no peito na hora de deitar e levantar, mas sou POP e isso vai passar. Vamos torcer para que aumentando a dose nesta semana tudo se mantenha igual. Tenho lido outros textos do seu blog sim, que me têm feito sorrir bastante. Você é grande!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          À medida que o organismo vai se acostumando com o antidepressivo, os efeitos ruins vão acabando e os bons aparecendo. Tudo é uma questão de paciência. Para relaxar mais, poderá fazer uso de chá de camomila, seis vezes ao dia. Procure tomar um banhozinho tépido ao deitar-se e logo depois um copo de leite morno. Logo terá virado uma “anginha” de tão calma que se encontrará.

          Fico feliz ao saber que está lendo outras categorias do blog. Recomendo em especial VIDA SAUDÁVEL e também a ARTE DE VIVER. E continue POP, amiguinha. E grande é apenas a minha vontade de ajudar… risos.

          Grande abraço,

          Lu

        6. Dani

          Olá,Lu! Adorei seu blog!
          Tenho uma perguntinha. Eu posso tomar calmante naturais (ex. Valleriana) junto com a fluoxetina?

          Inté!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          E eu adorei a sua presença aqui. Sinta-se em família.
          Amiguinha, os calmantes naturais são ótimos. Pode tomar, sim. Mas gostaria que você informasse sobre o fitoterápico que irá tomar a seu médico, pois alguns não se adequam ao organismo da pessoa.

          Inté!

          Lu

        8. Inês

          Oi Lu!
          Uma semana com a fluô e estou desesperando. Tem horas que a minha ansiedade é tanta que parece que vou morrer. Tem outras que não sinto ansiedade nenhuma. A insônia é terrível, mas durmo com a trazodona (acho que no Brasil se chama donofren). Tenho vontade de correr ao psiquiatra e pedir meu oxi de volta. Mas além dos 15 dias de pausa que teria de fazer ainda há o risco de na segunda volta não ter o mesmo efeito. Mais uma semana tentando ser POP. Nada fácil.
          Obrigada pela sua paciência. Beijo!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Minha guerreirinha POP, respire fundo e continue. Logo tudo terá passado. A fase inicial com qualquer antidepressivo costuma ser terrível. Algumas pessoas sofrem bem mais do que outras. Mas todas vencem, exceto aquelas cujo organismo não aceita a fluoxetina. Por isso, vá comunicado ao psiquiatra todos os efeitos adversos pelos quais está passando. Se não der bem com a minha amiga fluô, deverá voltar para os braços do Oxi, com a anuência médica. Mas não desanime. É assim mesmo! Procure preencher sua mente com outras atividades. Estou torcendo por você.

          Grande abraço,

          Lu

  18. Janaina

    Olá, Lu!
    Faz três dias que comecei a tomar escilapran 10 mg. E as minhas dúvidas são muitas, porque parece que os sintomas pioraram. Estou confusa. Seria bom pra mim conversar com alguém que já toma e tirar minhas dúvidas. Fui ao especialista que me receitou, pois estou sofrendo depressão.
    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você encontrou o espaço certo, pois nosso objetivo aqui é trocar informações e ajudarmos uns aos outros. Antes de mais nada, saiba que, quando se começa o tratamento, é mesmo muito difícil, pois os sintomas ficam realmente piores do que antes. Não se trata de imaginação, isso acontece de verdade. É a luta do organismo para não aceitar uma substância nova. Mas, normalmente, depois de cerca de duas a três semanas, os sintomas ruins irão desaparecendo e os bons chegando. Nessa fase é preciso ter muita paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). Você está, portanto, na fase mais difícil, mas não desista, pois isso irá passar. E jamais pare sem consentimento médico, pois o retorno ao medicamento ainda é mais difícil, sem falar nas crises que se tornam mais fortes.

      Jana, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos psiquiatras. Eu mesma faço uso dessa substância, pois também sou depressiva, e estou me dando muito bem com o medicamento. Já o tomo há mais de quatro anos. Fique tranquila. E qualquer dúvida, venha aqui conversar conosco. Leia também os comentários para ver que a grande maioria das pessoas passa pelos efeitos adversos. Siga em frente, minha querida. Estamos aqui para ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  19. Cesar

    Boa tarde, Lu!

    Passei para falar que estou melhorando aos poucos, ainda tenho sintomas de ansiedade, 13º dia de ESC, tomei o frontal apenas nos primeiros 4 dias de trabalho, pois estava muito difícil. Ainda tenho alguns momentos de ansiedade, porém não deixo aquela adrenalina tomar conta, conseguindo controlar, meu medo é que a pressão suba com essa adrenalina, assim como subiu da outra vez.

    Queria muito também tirar uma dúvida, tem um polivitamínico chamado Viricaps, gostaria de saber se posso tomar junto com os remédio e também por estar passando por essa situação de ansiedade, sendo que na fórmula tem guaraná/cafeína.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Fico contente ao saber que continua melhorando. E olhe que ainda se encontra no início do tratamento, na fase dos efeitos adversos. Daqui para a frente se sentirá cada vez melhor. Lembre-se, contudo, de que terá momentos de ansiedade, pois isso é normal. A ansiedade só é ruim quando interfere na nossa sáude, quando aparece sem nenhum motivo. Aí, sim, é necessário buscar ajuda médica, como você o fez.

      Quanto ao polivitamínico seria bom que conversasse com seu médico em razão de sua pressão, que sobe com muita facilidade. O guaraná possui muita cafeína, sendo um estimulante energético. Pode ser que venha a aumentar a sua ansiedade e, consequentemente, sua pressão sanguínea. Leve para o médico ver a concentração do polivitamínico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Beleza, vou conversar com ele mesmo. A dificuldade que ainda sinto é de dirigir longe e sozinho, no resto está tranquilo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          À medida que seu organismo for se adaptando com o medicamento, essa dificuldade vai sendo eliminada. Por enquanto, tenha muito cuidado ao volante e procure sempre estar com alguém, já que isto lhe traz segurança.

          Abraços,

          Lu

  20. Alexandra da Silva

    Olá, Lu!
    Mudei de escitalopram para paroxetina de 20 mg, faz 20 dias, mas ainda sinto um pouco de ansiedade e pensamentos ruins, mas estou levando. Gostaria de saber se você faz ou já fez terapia? Porque não vejo ninguém comentando. Eu estou fazendo e está me ajudando muito no problema da sensibilidade que tenho, porque no remédio sinto todas os efeitos adversos. Somos POPs!

    Um abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      É normal a mudança de um antidepressivo para outro, até que se acerte naquele especial. É preciso fazer experiências, infelizmente. Quanto à psicoterapia, eu nunca fiz nenhuma. E, ao que parece, muitos poucos que aqui vêm o fazem. Se você está se sentindo bem, continue. Lembre-se de que mudar velhos hábitos e a maneira de enxergar a vida é fundamental. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Não há de que, minha amiguinha. Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  21. Marina

    Olá, Lu!
    Descobri hoje que meu irmão Arthur, de apenas 16 anos, precisará tomar este remédio. A primeira coisa que procurei foi a bula, e fiquei muito triste e preocupada com tantos efeitos colaterais. Inconformada tive que procurar alguma coisa sobre o Oxa que me alegrasse, e encontrei este texto, que foi uma das poucas coisas que me fez sorrir hoje. Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, jogue essa sua preocupação fora, pois não é o bicho-de-sete-cabeças como pinta a bula. Os laboratórios são obrigados a colocar tudo ali, até mesmo um único fato acontecido. Saiba que os adolescentes têm muito mais facilidade de adaptação aos remédios do que os adultos. Eu também comecei a tomar antidepressivo ainda na adolescência, pois a minha depressão é hereditária. Não me lembro de ter sentido alguma coisa. Portanto, nada de preocupar-se com o Arthur, pois ele irá tirar de letra. Sem falar que a preocupação (pré-ocupação) é uma tolice que não leva a lugar algum. Deixe as coisas acontecerem normalmente. Não encha a cabecinha do garoto com informações negativas, certo?

      Marina, todo antidepressivo traz efeitos colaterais, embora algumas pessoas não sintam absolutamente nada, como poderá ler aqui nos comentários. Mas esses efeitos passam depois de duas a três semanas, vindo os efeitos bons. Pode ser que o Arthur, por ser muito jovem, não passe por eles (hoje, muitas crianças tomam antidepressivo). Apenas acompanhe-o para observar suas reações. Caso ache que alguma reação mais forte esteja acontecendo, entre em contato com o médico dele. No primeiro mês de tratamento, o contato com o psiquiatra deve ser mais constante. E continue me informando sobre meu mais novo paciente virtual (é o segundo com 16 anos aqui). Não se esqueça!

      O que está levando o Arthur a tomar antidepressivo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  22. Cesar

    Boa tarde!
    Tive uma crise de ansiedade e minha pressão subiu muito, fiz todos exames e não tinha nada. O clínico recomendou sertralina, estava tomando por 15 dias, porém ainda com algumas crises, dirigir sozinho somente por perto. Hoje fui no psiquiatra que me passou o ESC 10 mg, disse que poderia parar com sertralina hoje e começar amanhã com ESC 10mg. Minha dúvida é se posso parar com a sertralina hoje, que tomei 9h da manhã, e iniciar o outro amanhã à noite?
    Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Crises fortes de ansiedade podem provocar a hipertensão. Devem ser tratadas logo de início, para não resvalarem para as terríveis crises de pânico. O oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados. Em muitos casos, quando o antidepressivo em uso não traz uma resposta satisfatória, o psiquiatra muda para outro, o que é normalíssimo. É fato que algumas substâncias não devem ser misturadas, devendo-se esperar um tempo para que o organismo elimine a anterior, mas não tenha receio, se o seu médico indicou-lhe para tomar imediatamente após a primeira em uso, significa que não há problemas. Fique tranquilo e tome sua medicação de acordo com o receitado pelo médico, que deve sempre ser uma pessoa de sua inteira confiança. Qualquer dúvida que tiver, não tenha receio de perguntar-lhe, principalmente no início do tratamento, quando acontecem os efeitos adversos. Volte para dizer-me como está se sentindo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cesar

        Lu, obrigado pelo retorno.
        É minha primeira consulta com ele, amanhã tenho psicólogo para fazer acompanhamento. Dr. Marcelo Maroni é o psiquiatra.
        Tem como se curar sem remédio? Logo que é algo psicológico.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando o problema mental é oriundo de um trauma, a cura via psicoterapia pode acontecer. Ainda assim, no pico da crise, a pessoa precisa estar medicada para dar conta de tocar a vida para frente e fazer o tratamento psicoterápico. Se for algo psicológico, a resolução será bem mais rápida. Depois me conte como foi a consulta.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Suponhamos que você passou por momento traumático (uma morte na família, um acidente, um relacionamento acabado, etc), que deu origem à sua ansiedade e depressão. Mas, quando problema advém do mau funcionamento cerebral, faz-se necessário o tratamento com antidepressivos. Entendeu agora?

          Abraços,

          Lu

        3. Katia

          Oi, Lu!

          Quanto tempo! Estou fazendo uso do oxi desde o fim de março/16, sem reações, tomo à noite, pois ele me dá sono. Quem me receitou foi meu cardiologista, pois tenho arritmia, controlada. Semana passada fui consultar com um psiquiatra, para acompanhar a medicação, e para pegar receita, pois mudei de cidade e meu cardio fica a 100 km agora. Fiquei assustada! Na primeira consulta, ele disse para deixar a medicação, iniciando o processo de “desmame”, mas isso na primeira consulta? Me disse para tomar um dia sim e outro não, durante um mês e retornar no seu consultório daqui 30 dias. Faz 4 meses que tomo o antidepressivo e estou me sentindo tão bem… Tenho medo de parar de tomar. O que você entende pelo tempo/duração do tratamento?

          Beijos,

          Katia

        4. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É possível que, pela conversa que teve com você, o psiquiatra tenha chegado à conclusão de que deve parar de tomar o antidepressivo. Através do desmame, ele irá descobrir se deve ou não continuar com o medicamento. Se tudo correr bem, o remédio ficará suspenso. Caso contrário voltará a tomá-lo, após retorno ao consultório. Não há outro jeito de saber se o seu tratamento já pode ser paralizado, senão dessa maneira. Trata-se, portanto, de uma experiência. Não há nada a temer. Algumas pessoas necessitam de um tempo menor para o tratamento, normalmente de seis meses, outras precisam de um ano ou mais, e outras devem fazer uso a vida toda. É isso que é chamado o tempo/duração do tratamento. Faça direitinho como ele mandou. Informe-me sempre, certo?

          Beijos,

          Lu

        5. Cesar

          Entendi, na verdade eu tive um aumento de pressão e achei que ia morrer, acredito que a partir daí fiquei com medo de fazer algumas coisas.
          Interessante que eu nao tenho esses sintomas e nunca tive, que colocam como síndrome do pânico, apenas vem subindo um gelo no corpo e amortece a cabeça e a língua, aí mudo o pensamento e passa, mas com isso parece que sinto a pressão subir. Será que é síndrome do pânico ou ansiedade, talvez até agorafobia?

          Abraço!

        6. LuDiasBH Autor do post

          César

          A Síndrome do Pânico (SP) pode se apresentar de diferentes formas. Há pessoas que sentem cãibras no corpo todo. Imagino que aquilo que sente também seja. E mudar o pensamento, não oferecendo resistência, é uma ótima estratégia, mas não pode ficar sem fazer o tratamento, pois ela tende a ficar cada vez mais forte. Pode ser, sim, que seu problema tenha surgido em razão do aumento de pressão. A ansiedade em excesso leva à Síndrome do Pânico. Mas não se preocupe, pois tudo isso irá desaparecer.

          Abraços,

          Lu

        7. LuDiasBH Autor do post

          César

          Nada a agradedecer, meu amiguinho. Continue me dando notícias.

          Abraços,
          Lu

        8. Cesar

          Lu, ontem à noite tomei pelo terceiro dia o ESC 10 mg e não tive nenhum efeito colateral por enquanto, será que ainda vou ter?
          Amanhã volto a trabalhar, e quero ver como vai ser lá, na sexta passei mal no meu emprego e não consegui ficar lá por mais de 40 minutos, acho que vou tomar metade de um frontal para ver se fico mais tranquilo. Nunca tomei, o que acha Lu? O médico receitou frontal de 0,5, quando tivesse crise de ansiedade. Se eu tomar meio já fará efeito? Se não fizer será que posso tomar a outra metade.

          Abraço

        9. LuDiasBH Autor do post

          César

          Algumas poucas pessoas não sentem os efeitos adversos do antidepressivo. Imagino que você seja uma delas. Maravilha! Fique tranquilo! Quanto ao frontal, esse medicamento é um ansiolítico para ajudá-lo a passar pelas primeiras semanas de uso do oxalato de escitalopram. Você pode tomar a metade e, se precisar, pode tomar a outra parte, conforme prescrição médica. Só não deve ultrapassar a dosagem que foi prescrita. Também procure ficar calmo, pois tudo irá dar certo. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Conte-me depois como foi seu dia.

          Abraços,

          Lu

        10. Cesar

          Bom dia, Lu,
          Dúvida que surgiu, posso fazer acupuntura junto com os remédios que estou tomando?

        11. LuDiasBH Autor do post

          César

          Pode fazer acunputura sem problema algum. E isso é ótimo!

          Abraços,

          Lu

    2. Cesar

      Bom dia, Lu!
      Tomei meio frontal de 0,5mg e vim trabalhar. Acho que estou melhor, vou aguentar firme, acredito que logo o ESC começa a fazer efeito, quantos dias será? Para quem não conseguiu ficar 40 minutos na sexta, já estou mais de 1 hora.

      Abraço

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        César

        Você irá tirar isso de letra. Procure ficar relaxado e esquecer-se do problema. O tempo em que o ESC começa a trazer efeitos positivos é normalmente entre duas a três semanas, mas há pessoas que já os sentem no segundo dia. Lembre-se de que você é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). Você irá ficar até o final de seu trabalho, numa boa. Avante, meu amiguinho!

        Abraços,

        Lu

        Responder
      2. Cesar

        Oi Lu, tudo bem?
        Será que existe algo receitado na Homeopatia que resolve pontualmente em caso de ataques de ansiedade, assim como o Frontal?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Confesso-lhe que não sei se a resposta é tão imediata quanto o Frontal, mas existem muitos remédios fitoterápicos com o objetivo de conter a ansiedade. O ideal é que você marcasse uma consulta com um homeopata, descrevesse-lhe seu problema, falando sobre o que toma, para que ele o orientasse neste sentindo.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando retornar a seu médico, não se esqueça de contar-nos como foi.

          Abraços,

          Lu

  23. Shay

    Lu, bom dia!

    Há dois anos atrás comecei com pequenas crises de ansiedade, ficava bastante nervosa ao fazer uma prova na faculdade e algumas vezes cheguei a esquecer todo conteúdo na hora da prova, tamanho era o nervosismo. Fui a um médico que me receitou Sertralina, que me ajudou muito, não tive efeitos colaterais, apesar de começar a ter sintomas de ansiedade com 26 anos (pelo menos que eu tenha percebido). Sou tricotilomaníaca desde os 13 anos. O medicamento amenizou, mas não sanou. Por problemas no plano de saúde não consegui mais consultar o psiquiatra, e por 1 ano e meio e fiquei sem medicamento algum, acreditando até mesmo que conseguiria melhorar sem o uso deles. Mas a algumas semanas atrás, tive outra crise de ansiedade na hora de uma prova e tive a sensação que iria morrer ali mesmo. Os sintomas foram muito piores, e toda vez que lembrava da bendita prova parecia que eu ia ter um AVC, mesmo depois de ter sido aprovada nela. Voltei ao psiquiatra que me receitou Escitalopram, comecei a tomar há 4 dias e a sensação é horrível, fico tonta, trêmula o dia todo, mexendo as pernas sem parar, uma dor de cabeça chata (e é muito difícil eu ter dor de cabeça), às vezes enjoo, isso desde o primeiro comprimido. Será que essa sensação é normal e daqui a 3 semanas realmente acabam esses sintomas? Estou mega ansiosa, pra variar.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Shay

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a ansiedade é normal em certos momentos de nossa vida, contudo, quando ela se torna angustiante e passa a interferir na nossa vida, significa que algo está errado, sendo necessário recorrer ao médico. E você agiu corretamente. Qualquer antidepressivo, depois de um longo tempo, passa a não mais fazer efeito para o organismo. Enquanto for possível aumentar a dosagem, o médico faz isso, mas depois torna-se necessário mudar para outro medicamento.

      Shay, a ansiedade excessiva, quando não contida, resulta em crises cada vez mais agudas e recorrentes, desembocando nas terríveis crises de pânico (Síndrome do Pânico), que trazem a sensação de que estamos morrendo, embora isso não seja verdade. Quanto ao oxalato de escitalopram, trata-se de uma das substâncias mais indicadas atualmente, como poderá ver através dos comentários. Eu também faço uso dela.

      Todo e qualquer antidepressivo traz efeitos adversos. E a magnitude desses varia de organismo para organismo. Inclusive, muitas vezes é necessário mudar até mesmo de substância, tamanha é a rejeição do organismo da pessoa ao medicamento. No início do tratamento, o quadro do paciente costuma ser tão agudo, que ele sente-se pior do que antes. Mas, normalmente, essas reações adversas passam entre duas a três semanas, contudo, alguns desses efeitos devem ser comunicados ao médico, que deve acompanhar todo o início do tratamento.

      Shay, vou lhe repassar, via e-mail, os links de alguns textos sobre o assunto. Leia-os com atenção e veja se não é necessário comunicar-se com seu médico imediatamente, em razão dos efeitos ruins que está sentindo. Muitas vezes é necessário um ansiolítico para acompanhar o início do tratamento. E assim que acertar com o medicamento, irá livrar-se da tricotilomania. Volte para dizer-me como está indo com o tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  24. Ci

    Boa tarde, Lu!

    Seu texto me deu coragem de finalmente experimentar o ESC (receitado em 03/2015), pois morro de medo das reações. Já tentei Paroxetina e pensei que ia morrer! Espero não sentir muitas reações. Torça por mim?

    Ci

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ci

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde habitam heróis e heroínas. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quanto mais cedo você fizer uso do medicamento, menor será seu sofrimento, sem falar na inquietação advinda da dúvida de tomar ou não tomar. Sem falar que a demora pode fazer com que as crises tornem-se mais fortes e contínuas. Como já sabe, as primeiras semanas são mais difíceis, mas nada que a gente não tire de letra. É por isso que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Passado esse início, sua vida será outra. Veja os comentários abaixo.

      Estaremos todos torcendo por você. Venha sempre nos dizer como anda o tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ci

        Obrigada, Lu!

        Sinto uma pressão na cabeça e muita sede. Isso é normal? Preciso persistir, minhas crises de ansiedade já não passam, tornaram-se contínuas e realmente tem me atrapalhado muito, tornando minhas relações bem complicadas. A força que encontro aqui vai me ajudar!

        Beijos,

        Ci

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ci

          Tais sintomas são normais, sim. Você precisa persistir no tratamento, caso contário não tardará a ter crises de ataque de pânico. Faz-se necessário controlar sua ansiedade, pois tais crises são terríveis. Conte conosco!

          Abraços,

          Lu

  25. Camilla

    Puxa vida, entrei aqui neste blog, porque eu tomo o Oxalato de Escitalopram há 5 anos. No início eu estava muito depressiva. Cheguei a tomar exorbitantes 40 mg por dia! Após 9 meses, eu consegui me estabilizar emocionalmente e tomei 20 mg por longos 4 anos. Mês passado diminui para 18 mg, e pretendo diminuir para 15 mg. Ele foi milagroso comigo. Com ele eu consigo viver, fazer minhas coisas, ter responsabilidades, rotina, coisas que doente eu não consigo. Mas a minha preocupação é: será que faz mal tomar antidepressivos por tanto tempo? Porque faz mais de 15 anos que eu tomo, e se eu paro de tomar, eu fico doente e não consigo “viver”. =(

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Camilla

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando somos vitimados por uma doença crônica, somos obrigados a tomar medicação a vida toda. Nesse caso, colocamos na balança o que pesa mais, se os bons resultados do medicamento em relação à nossa saúde ou qualquer efeito nocivo que ele possa deixar ao longo do tempo. E, no nosso caso, não resta dúvida de que precisamos de usar depressivo para o equilíbrio de nossa saúde mental. Portanto, que não seja essa a sua preocupação. Eu tomo antidepressivo desde adolescente, pois minha depressão é hereditária, e nunca senti nada de anormal no seu uso. Ao contrário, agradeço muitíssimo à Ciência por tal medicamento existir e proporcionar-me uma vida normal. Continue tomando sua medicação, feliz da vida, pois em tempos passados, estaríamos internadas em sanatórios. Venha sempre aqui trocar ideia conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Camilla

        Você tem toda razão, amiga! Minha depressão é hereditária também! E desde pequena mesmo já dava indícios que meu cérebro, coitadinho, tinha dificuldades para me manter. Aos 7/8 anos eu já tinha TOC e tive síndrome do pânico! Acho que os antidepressivos vão ser meus amigos pro resto da vida! Mas é como você falou, meu bem estar é muito mais importante! Ruim com eles pior sem eles.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Camilla

          Mas não será uma “besteirinha” dessas que irá nos atrapalhar a vida, pois somos mulheres guerreiras… risos. Conheça outras categorias do blog, companheira de caminhada.

          Abraço,

          Lu

    2. Lyvia

      Lu, parei a fluoxetina ontem. Vou esperar 15 dias para começar o escitalopran. Vou ficar bem nesses quinze dias sem medicamento nenhum? Estou meio tensa… Tenho Rivotril de 0,5 para emergências. Pode me dar alguma orientação?
      Obrigada

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lyvia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, fique tranquila quanto a esses quinze dias, pois a fluoxetina irá saindo lentamente de seu organismo. Quando fiz a transição, ficando 15 dias sem antidepressivo, tudo foi tranquilo. Quando ficava mais tensa, tomava um ansiolítico. Portanto, nada a temer. Use o rivotril quando achar necessário. Nesse período, venha todos os dias aqui, para ficar mais calma.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  26. Patrícia Autor do post

    Patricia
    28/07/2016 às 2:22 pm

    Olá, Lu!
    Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, hoje faz um mês que tomo o reconter de 10 mg ao dia. Os primeiros 15 dias foram muito ruins, mas agora estou bem melhor. Passei ontem pelo médico e pedi a ele pra passar um antidepressivo mais barato por que o que eu tomo é muito caro. Ele receitou o ESC, mas confesso que estou com medo de tomar e voltar a sentir tudo de novo. O que você me diz?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda ao blog. Sinta-se em família.

      Amiguinha, eu sempre compro o que se encontra mais barato. Por isso, sempre peço ao médico que coloque apenas o nome da substância principal (oxalato de escitalopram) e a dosagem. Você poderá tomar sem medo algum. Algumas pessoas mandam manipular, o que fica mais barato ainda. Mas é preciso escolher uma boa farmácia de manipulação. E retire a palavra “medo” de sua vida, pois a ciência prova que as pessoas otimistas têm melhores resultados nos tratamentos. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E venha sempre me contar como anda seu tratamento. Ainda bem que já saiu da fase dos efeitos adversos. Doravante estará cada vez melhor.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  27. Thais

    Bom dia, Lu!
    Saí ontem do psiquiatra com a medicação Escitalopram. Fui diagnosticada com um quadro depressivo moderado com algumas características de TOC.Tenho 22 anos. Confesso que estou com medo de tomar, por engordar e perder a libido! Perguntei pro doutor e ele me disse que, como meu quadro é depressivo, dá perda de ânimo, o remédio fará o efeito contrário. Apenas ressalvou que nos 5 primeiros dias pode ocorrer dor de estômago e a real melhora é só depois disso. Queria saber se os efeitos colaterais atrapalham muito a vida? Porque a depressão está, aos poucos, acabando com a minha.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thais

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a depressão e o transtorno do TOC (transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas) vêm sendo comum nos diagnósticos médicos. O importante é que existe tratamento para tais. Bendita seja a Ciência que vem nos permitindo ter uma vida cada vez melhor, com os remédios antidepressivos que se encontram no mercado.

      Thais, o antidepressivo tanto pode aumentar o apetite, como diminuí-lo. Eu me encontro no segundo grupo, pois tomo oxalato de escitalopram. Você terá primeiro que experimentar, para ver qual será a reação de seu organismo. Se começar a engordar, seu psiquiatra avaliará a questão, depois. Quanto à libido, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal. Sem falar que a depressão também acaba com a libido. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come… risos.

      Você deverá iniciar o seu tratamento o mais cedo possível, pois as crises tendem a piorar, se não forem tratadas. Os efeitos adversos podem ser vários, não apenas dor de cabeça. Vou lhe passar uns links sobre o assunto. Mas eles normalmente passam após duas a três semanas. Nada que não possamos aguentar. Afinal somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Acabe logo com a sua depressão, fazendo uso do medicamento. Leia também os comentários para entender melhor. E volte para conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  28. Rogerio Gouveia

    Bom dia, gente amiga e encucada!

    Recentemente fiz 2 meses de uso do “Reconter”(Oxalato de Escitalopram) 10 mg, dose diária. Como muitos aqui, achei o blog da Lu buscando informações e super preocupado por ter de me curvar ao uso de um antidepressivo. Isso me assusta e assusta a muitos certamente. Lembro que meu problema foi específico – grave problema financeiro na pequena empresa que administro há 18 anos. Estava uma pilha de nervos, super ansioso, sem conseguir dormir e a ponto de explodir. Potencializando o problema meio que me paralisando em relação a atitudes. Hoje posso dizer que ter procurado um psiquiatra e ter aderido ao tratamento foi um acerto.

    Há, de fato, um período inicial de adaptação… Tomei 5 mg durante as primeiras semanas e depois passei à dose de 10 mg. Os efeitos colaterais no meu caso, ficaram restritos aos corriqueiros – principalmente depois de ter elevado a dose de 5 mg para 10 mg, vivi dias onde a sensação de ansiedade e depressão se acentuaram. Depois da terceira semana isso foi ficando para trás.

    Hoje, com 2 meses de uso, os problemas persistem, mas minha maneira de lidar com eles e minha vida fora da empresa voltou a melhorar sensivelmente. Tenho dormido geralmente muito bem… Parei de ser um peso para a minha esposa (que segurou uma barra, mas também tem seus problemas como todos…). Há momentos de desânimo? Claro que sim. Mas o remédio não tem a função de resolver os problemas e todos os medos que encaramos a cada tropeço cotidiano, como também não pode ser responsável por nossa felicidade e euforia, quando alguma coisa bacana acontece. Altos e baixos são parte essencial da vida. A busca é pelo reequilíbrio. A gangorra parada no lado de baixo é que não pode ser. vez em quando é preciso pisar firme e subir…

    Diante do que leio aqui nesse tópico, meu caso é leve e tenho consciência disso. Mas gostaria de deixar meu relato de esperança para todos que vivem um mau momento. Vai passar… Tenham fé nisso. Eu venho tentando de todas as maneiras vencer essa dificuldade que me abateram. E dois meses depois, posso dizer que me sinto muitíssimo mais confiante do que naquela fase, que estava mais caído que “fiofó de cobra”. A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.

    Lu, muito obrigado por ajudar tanta gente com este espaço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rogério

      O seu comentário deixou-me muito emocionada. É muito bom saber que está melhor, tocando a vida para frente com coragem e esperança. É isto mesmo, meu amiguinho, pois navegar é preciso, esteja o mar em calmaria ou tempestuoso. O otimismo é um passo importante na resolução de nossos problemas. Sem ele é impossível tirar o barco do lugar. O desânimo faz parte da vida de qualquer mortal. Quem mandou a gente nascer com a capacidade de refletir? O importante é não deixá-lo tomar conta de nossa vida, pois há sempre luz adiante.

      Muito lindo e verdadeiro o que disse: “A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.”.

      Não suma, pois precisamos de seu otimismo aqui. Conheça também outras categorias do blog.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rogerio Gouveia

        Valeu, Lu!
        O importante é o essencial – passar uma mensagem positiva para as pessoas que estão se tratando e se reencontrando. Concordo contigo – como temos capacidade de refletir – muitas vezes o sofrimento vem de muitas maneiras e sentimos, nos abatemos. Mas o importante é o AMOR PRÓPRIO e ao próximo (de todas as distâncias).

        Beijão pra ti e pra todos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Você nem ideia de quanto mensagens positivas fazem bem. Portanto,sua presença será sempre muito querida. Conheça também outras categorias do site.

          Abraços,

          Lu

  29. Márcia Rodrigues Autor do post

    Olá, Lu!
    Achei muito interessante seu texto. Tomo fluxetina e misturei com um comprimido de valeriana, e fiquei com o coração disparado, indo parar no hospital. Antes já fazia uso de valeriana, mas foi a fluxetina que me ajudou a manter uma rotina mais saúdavel, pois tenho pensamentos de tristeza, vazio, desânimo, e com a fluxetina, consigo realizar minhas atividades com toda a criatividade que tenho. Mas às vezes percebo que fico muito faladeira, sei lá, picos de altos e baixos. Já fiz análise Yngiana e foi maravilhoso. Usem e abusem da oração da serenidade, é muito boa.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Márcia!

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você não me disse quando iniciou o tratamento com a fluoxetina. Se está no início, poderá estar sentindo os efeitos adversos da medicação, que passam com algumas semanas. Foi o mesmo médico que passou a valeriana e a fluoxetina? Se não foi, lembre-se que todo ansiolítico deve ser receitado pelo médico, depois de saber que outros remédios a pessoa está tomando.

      Tomei fluoxetina durante muito tempo. Quando ela passou a não mais fazer efeito, foi preciso mudar para outro antidepressivo. Esses pensamentos de tristeza, o vazio e o desânimo são típicos das pessoas depressivas. Ficar faladeira é até bom… risos. Nós, realmente temos esses picos de altos e baixos. Necessitamos de tais medicamentos para controlar a nossa mente quando a nossa depressão é crônica. A psicoterapia ajuda muito. Volte mais vezes para contar como anda sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Amanda

      Oi Lu!
      Como eu havia comentado, fui ao retorno com o psiquiatra, fazia 15 dias que eu estava tomando o ESPRAN (oxalato de escitalopran) e embora os efeitos colatarais ainda estivessem me incomodando, eu estava me sentindo bem melhor, mais calma e disposta. Ela pediu pra eu retornar daqui a 2 meses, e me disse que a partir de agora é só melhora. Só que na semana passada tive uma crise de pânico na quarta, tive até que tomar o rivotril que ela me deu como ‘SOS’. No outro dia, eu me senti muito deprimida e com aquela sensação pós crise, de cansaço. Dia 21 agora faz 1 mês que estou tomando o ESPRAN, e ainda sinto aquela queimaçãozinha no peito de ameaça de crise e me sinto ansiosa por dentro . Você acha que o efeito do remédio está regredindo? Quanto tempo depois de começar a tomar você se sentiu bem? Ainda me sinto bem aérea, às vezes, e com uma sensação de estar fora da realidade, de não ser eu, estranho demais.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Você ainda se encontra no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para que os usuários do antidepressivo sintam-se totalmente bem. Muitos precisam até de meses. Portanto, fique tranquila. No início é comum que aconteça algumas crises de pânico, que vão sumindo com o tempo. E quando uma crise acontece é normal a pessoa sentir-se deprimida, amedrontada e temendo outro ataque. Gostaria que lesse com atenção os artigos: O ANTIDEPRESSIVO EM NOSSA VIDA E CRISE DO PÂNICO: O MEDO DO MEDO.

        O efeito do remédio não está regredindo. Ainda é normal que isso aconteça. Confesso que nem me lembro mais quantos dias levei para sentir-me bem, pois faz muito tempo que tomo oxalato de escitalopram. E essa sensação que ainda sente, acontece no início do tratamento. Procure desligar um pouco do antidepressivo e levar uma vida normal. Mas se sentir algum incômodo muito ruim, comunique-se com seu médico. Fale-lhe também sobre essa sensação de “estar fora da realidade”.

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
  30. Felipe Autor do post

    Sabe como é início de tratamento, mil dúvidas surgem e como tu ja tens uma bagagem e experiência nisso, acho bacana trocar uma ideia contigo. Assim, como havia te falado, tomei por 3 semanas 5 mg do escitalopram e agora estou no vigésimo terceiro dia com a dosagem de 10 mg. Duas coisas me chamam muita a atenção: ainda tenho bastante angústia em certos momentos do dia. Tem horas que estou super bem e do nada vem aquela tristeza e angústia inexplicável (que parece que nada faz sentido, que nem mesmo as coisas que mais amo fazem sentido, mas eu tenho consciência disso e isso me deixa mais pra baixo). Mas o que mais me chama atenção é que, quando estou entre amigos, fazendo alguma coisa legal, eu esqueço que tenho ansiedade, angústia ou qualquer outra coisa e fico extremante em paz, a mente fica tranquila.
    Sua opinião sincera, vc acha que ainda é pouco tempo de tratamento? Com o passar do tempo e do tratamento essa angústia deve amenizar ou passar?
    Abração,
    Felipe

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Felipe

      Eu entendo sobre o que você está falando. Realmente isso acontece. Mesmo as pessoas que não se tratam de problemas mentais carregam, vez ou outra, essa tristeza que parece brotar do âmago de nosso ser. Ela diz respeito à finitude e a nossa impotência diante da vida. As pessoas mais sensíveis carregam essa tristeza ainda com mais peso. O que tem a fazer, quando isso acontece, é mover o pensamento para outras coisas, não permitindo que ele paire muito tempo em tal angústia. No seu caso, ela ainda se mostra mais potente, porque você se vê na fase inicial do tratamento, ainda sujeito aos efeitos adversos, mas isso irá amenizar ou até mesmo sumir. O não senti-la, quando está com os amigos, deve-se ao fato de ter os pensamentos preenchidos com outras coisas. Mas não se preocupe, isso é normal. E, como já percebeu, deve sempre preencher sua mente com coisas boas. Corte esses pensamentos, pois eles não levam a nada. É assim que faço.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Mariane

        Oi, Lu e pessoal!

        Desculpem-me o sumiço, mas acho que não tive muita coisa interessante a acrescentar nesses últimos dias. Após ler o relato do Felipe fiquei com vontade de falar que estou começando a segunda caixa de escilex, e também sinto em algum momento do dia o sentimento de angústia, e pensamentos ruins me invadem, meu pé começa a suar, mas agora é apenas um rápido momento do dia, antes do remédio era praticamente um dia inteiro com esse sentimento de angústia! Acredito que, por estar pouco mais de um mês, fazendo o uso do medicamento, ele possa vir a melhorar por completo esta situação. Apesar de tudo, já sinto uma melhora! Espero que os sintomas desapareçam por completo. Em meu retorno ao médico foi recomendado continuar com a dosagem de 10 mg, caso esses sintomas ainda insistam será aumentada para 15 mg. É isso aí, força pessoal! E Lu, como sempre muito atenciosa e carinhosa. Vida longa a você!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Pensei que tivesse nos abandonado. Ainda bem que voltou trazendo ótimas notícias. Quanto à angústia, é aquilo mesmo que respondi para o Felipe sobre esses momentos não desejáveis. Aconselho-a a reler, aqui no blog, o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Obrigada pelo carinho de sempre.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Mariane

          Oi, Lu e amigos do blog!
          Entrei agora no terceiro mês usando o Oxalato de escilatalopram, a dosagem foi aumentada de 10 para 15 mg por ainda estar sentindo muitos sintomas do TAG, e, acredito que vá para 20 mg, pois não senti nenhuma mudança após iniciar a dosagem de 15,mg. Essa madrugada acordei com aqueles velhos pensamentos que atormentam uma mente ansiosa “vou aguentar até a velhice assim?”, “não vou ser feliz nunca”, “a vida inteira será um martírio”, esses pensamentos continuam tomando a minha mente, e também sintomas físicos, como o aperto no peito e suor no pé em algum momento do dia. Isso me deixa bastante triste, porque talvez tenha que trocar a medicação, confesso que, no início foi mais animador, lá pelo 17º dia da primeira caixa, eu me senti bem melhor, mas, aos poucos, os sintomas foram voltando. Acrescento que está bem melhor que antes de fazer o uso da medicação, mas não está maravilhoso (sem sintomas) como eu acho que deveria estar!

          Estou meio perdida, gente. Não queria passar pelo processo de mudança de remédio, mas acho que será necessário! No mais, força para os companheiros de jornada! Lu, desculpa, só apareço para dar “bad news”… hahaha, mas é que nunca acho que tenho algo de interessante a acrescentar quando está “tudo bem”.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          As mudanças nas dosagens e também de medicamento são perfeitamente normais. Cada organismo reage de um jeito ao antidepressivo. O médico trabalha com acertos e erros, até encontrar a medicação e dosagens adequadas ao paciente. Portanto, é preciso ter bastante calma, deixando que o tratamento flua. Quanto maior for a ansiedade pelos efeitos, maior será demora, pois essa tensão irá influenciar no organismo. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a obter resultados mais rápidos e mais efetivos. Pense nisso!

          Quanto aos pensamentos ruins, quase todos nós, que fazemos tratamentos para doença mental, os temos, em maior ou menor grau. Nessa parte somente cabe a você modificar, mudando o curso de suas reflexões. Quando um pensamento ruim repassa a minha mente, eu logo o boto para fora, pois não o convidei a entrar. Mas como? Penso em outra coisa, até mesmo devaneio, leio um capítulo de um livro, ouço uma música, converso com alguém, vejo um filme, visito um amigo, faço pesquisas, escrevo, visito blogs e museus virtuais, etc. E o mais importante: eu racionalizo, ou seja converso comigo mesma: “Lu, você só tem agradecer… Praticamente um terço da população mundial sofre com a sua mesma doença, e existem outras bem mais sérias… A ciência avança cada vez mais neste campo… As pessoas à sua volta precisam de você, inclusive seus leitores… Ninguém passa pelo mundo sem sofrimento… A sua felicidade só pode vir de dentro para fora, pois você é o que imagina ser… A sua doença tem a importância que você der a ela, assim como qualquer outro acontecimento… Busque ser feliz…. Não se vitimize… Toque o barco com alegria… Viva apenas um dia de cada vez…”.

          Lindinha, o que há de errado em mudar de remédio? Já passei por incontáveis. O que importa é encontrar o melhor para seu organismo. Aquele que a deixará o melhor possível. Seja aberta ao novo. Há mulheres que mudam inúmeras vezes de marido (o que deve ser bem difícil até se adptar aos novos defeitos… risos), por que não se pode mudar de medicamento? Diga apenas que quer encontrar o melhor remédio para si. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          E não tem essa de sumir quando está bem. Nananinanão! Quero minhas abelhinhas e zangões aqui. Poderá ler outros artigos do blog (são 32 categorias) e comentar neles.

          Beijos,

          Lu

        4. Mariane

          Lu, essa conversa com você sempre me dá uma injeção de ânimo! (Acredito que não só a mim, mas a todos os companheiros aqui do blog). Muito obrigada por toda essa atenção, me sinto bem melhor após ler as suas respostas. Assim que tiver alguma evolução ou algo a acrescentar vou aparecer aqui no seu espaço sim 🙂 Ah, e sempre leio algo daqui do blog sim, vou começar a interagir nos outros posts também.

          Beijos!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Nós somos aquilo que pensamos ser. Portanto, temos que procurar pensar positivamente, sempre. Saiba que sempre encontrará aqui o nosso apoio, pois somos uma família. Será um prazer ver seus comentários em outras postagens.

          Beijos,

          Lu

  31. Ana Paula Soares

    Olá, Lu!

    Tenho 25 anos. Tive a primeira crise em janeiro passado, foi horrível, achei que ia morrer. Estava no parque com minha família e tudo estava bem. Até saímos do parque e fomos jantar.Quando cheguei em casa comecei a sentir um mal-estar (até achei que poderia ter sido a cervejinha que tínhamos tomado). Começou com uma dor de barriga, diarréia, falta de ar, tremedeira por todo corpo, o coração parecia sair pela boca,calafrios. Fazia mais de 30 graus e eu estava tomando banho com a temprematura do chuveiro em 90 graus, e continuava com frio. Deitei-me, queria dormir mas não conseguia, parecia que cada vez que fechava os olhos saía de mim. No outro dia estava melhor. Pesquisei na internet os meus sintomas e tudo apontava para crise de ansiedade e síndrome do pânico. Como havia melhorado não fui ao médico.

    Passaram se meses e nenhum sintoma apareceu. Mas em abril, num sábado, meu filho de 5 anos começou com febre de 38 graus, que ia e voltava. Eu comecei a ficar nervosa. No domingo ele começou a tomar antibiótico e melhorou (estava com amigdalite). Porém, na segunda-feira, minha filha de 2 anos começou com a mesma febre. Na tv só se ouvia falar em epidemia da gripe h1n1. Eu já quase estava surtando! O pediatra disse que era um resfriado comum. Fiquei de terça até sexta sem sair de casa só pesquisando sobre a tal gripe… Aí pronto enlouqueci de vez… Meu marido trabalhava em outra cidade a mais de 100km… Eu começei a ter palpitações, o coração acelerava, dor de barriga, não sentia fome, me deitava e ficava achando que ia morrer…. E meus filhos precisando de mim… Eu ligava pro meu marido e ficávamos mais de 1h no telefone até passar a crise…

    Comecei a ficar neurótica, achava que tinha problema de coração, passei a controlar tudo que comia. Marquei uma consulta com um clínico geral que disse que tudo estava ok… E me solicitou só alguns exame de sangue. Nessa consulta ele me receitou o Frontal, e me mandou tomar quando me desse essas crises. Eu me assustei por ter ganhando um faixa preta pra tomar…Relutei e não quis tomar… Já estava um pouco melhor. Cheguei a ir na UPA ganhar um diazepam, mas não queria tomar o Frontal.

    A nova consulta com o pediatra mostrou que o exame de sangue do meu filho tinha uma alteração (os leucocitos estavam um pouco baixo, mas por causa da amigdalite). Eu surtei novamente… Comecei a entrar em pânico, achando q meu filho estava com leucemia… Pirei mesmo… Parecia que tinha alguma coisa trancada na minha garganta.Tive que tomar o bendito Frontal por 4 dias até os novos exames ficarem prontos, mostrando que estava tudo normal… Parecia que tinham tirado uns 100 kg dos meus ombros.

    O pediatra e o meu marido tinham me avisado que essa alteração era normal por causa da amigdalite, mas isso não entrava na minha cabeça!
    Ai não me aguentei e marquei uma consulta com um cardiologista, que me examinou e me diagnosticou com Síndrome do Pânico. Ele me receitou o ESCILEX 10 mg, 1 comprimido ao dia/de manhã. Parecia que eu tinha piorado. Fui até ao consultório do médico. Ele não estava, mas a secretaria disse que era normal me sentir assim, que levaria umas 2 semanas para começar a me sentir melhor. Continuei tomando e logo melhorei… Graças ao seu post que me ajudou muito. Marquei um ecocardiograma, pois o médico achou melhor, porque daí tiro da minha cabeça que tenho algum problema de coração. Os meus exames de sangue estão ok.

    Hoje faz 21 dias que comecei a tomar o ESCILEX… Estava bem, porém no domingo de noite comecei a sentir uma leve “dor” bem acima do meu peito esquerdo, e começei a ficar nervosa. Na segunda de manhã minhas mãos estavam trêmulas e à noite comecei a sentir palpitações, mas ontem já estava melhor e hoje também. Parece que me sinto ansiosa com medo de uma nova crise! Será que o meu médico vai ter que aumentar a dose? Ele pediu para eu fazer o exame e levar pra ele…que me ligaria. O que eu faço? Desculpe pelo texto enorme!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Paula

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, está mais do que claro que você foi vítima da Síndrome do Pânico. Você já era predisposta a ela, e sua preocupação com seus filhos levou-a a um nível de ansiedade muito grande, que acabou desaguando em tal crise. Todos os sintomas que sentiu e ainda sente estão ligados a ela. Nem é preciso ficar fazendo exames, você nada tem do coração. A SP chega assim mesmo, com a sensação de que se está morrendo. É horrível. Percebo que você é uma pessoa extremamente ansiosa e insegura. É preciso trabalhar isso. Foi muito importante buscar tratamento, pois quanto mais cedo controlar tal síndrome, menos sofrerá. No início do tratamento a pessoa realmente piora. É uma pena que os médicos não expliquem isso aos pacientes, deixando-os cheios de dúvidas.

      Quanto ao fato de ainda estar sentindo certos sintomas, isso é normal, pois encontra-se no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para a adaptação ao medicamento. O seu médico pediu o ecocardiograma apenas para acalmá-la. E se ainda não ligou é porque está tudo bem. Se tivesse dado alguma coisa já teria ligado. Fique tranquila. Não invente doença. Seja POP (paciente, otimista e persistente)

      Ana Paula, o seu médico deve ter marcado um retorno para você. Será quando ele avaliará se deve ou não aumentar a dosagem do remédio. Procure relaxar e ficar o mais tranquila possível. Vou lhe passar uns textos, via e-mail, que irão ajudá-la. Escreva sempre que quiser e o quanto quiser. Pode desabafar à vontade. Continue me dando notícias.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  32. ANDRESSA DIAS

    Bom dia, gente!
    Vim desabafar. Fui diagnosticada com Síndrome do Pânico, mas insisti em dizer que não era. E não era mesmo. Fui um neurologista e fiz um exame chamado spect cerebral e deu alterações. Meu cérebro está oxidando, estou com pouca irrigação sanguínea e vou ter que investigar o que é (pode ser epilepsia, parkson, etc). O médico acha que essa alteração pode ser devido a anos de uso de esteroides anabolizantes.

    Eu sei que vocês amam os psiquiatras de vocês, eu fui muito bem atendida por todos que consultei mas nunca acreditei neles, nunca tive Síndrome do Pânico, estava tomando um remédio que não ia me curar de nada. Caso voces tenham muitos sintomas de depressão (muitas dores de cabeça, no corpo, nas articulações) procure um neurologista também, pode nao ser depressão mas algo de cunho neurológico. Depois conto o que tenho.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, existem inúmeras doenças que possuem sintomas similares. E quando se trata da mente, o campo é ainda mais nebuloso, pois somente de uns tempos para cá que a Ciência vem avançando nesta parte. O psiquiatra (ou neurologista) costuma pedir outros exames, principalmente quando o quadro apresenta dores. Mas quando são apenas sintomas comuns, tanto um quanto outro inicia o tratamento com antidepressivos ou pede que a pessoa procure tratamento psicoterápico.

      O uso de anabolizante tem sido condenado em muitos países. Mesmo no Brasil, não são poucas as reportagens publicadas. O corpo possui o seu ritmo normal, aumentá-lo ao máximo traz uma grande descompensação para o organismo. Mas fica aqui o seu alerta quanto à necessidade de exames mais profundos, quando houver dores de cabeça e nas articulações, e também quanto ao perigo que os anabolizantes trazem ao corpo.

      O importante agora é que seu problema vem sendo desvendado, o que torna mais fácil a sua cura. Continuamos aguardando suas novas informações, pois servem de auxílio para todos nós. Porém, tenho quase certeza de que deve-se ao uso de anabolizantes, pois um conhecido começou a ter um problema semelhante. Mas coragem na luta! Tudo será resolvido a contento. Siga em frente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  33. Amélia Cristina

    Boa tarde, Lu!
    Nossa! Como estou feliz em saber que existem pessoas como você, que nos estimula a não desistir do tratamento. Estou há 13 dias tomando OXALATO DE ESCITALOPRAM, receitado pela psiquiatra após o diagnóstico de ansiedade generalizada. Me encontro na fase dos sintomas super desagradáveis: tontura, náusea, tremor pelo corpo, um formigamento na cabeça que não sei bem como explicar (parece que está em curto meu cérebro) e um desânimo muito grande.

    Estou muito assutada, pois estou tomando 0,5 mg e já deveria ter aumentado, mas estou com medo dos sintomas se intensificarem. Você acha que deveria falar com a minha psiquiatra sobre esses sintomas apesar da baixa dosagem ou devo já aumentar para 10mg e ter paciência, que tudo vai passar e dias melhores virão?
    Grande beijo!
    Cris

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o oxalato de escitalopram, conforme poderá comprovar através dos comentários, tem sido um dos antidepressivos mais receitados atualmente. Eu também faço uso dessa mesma substância. Sei que não é fácil o período inicial do tratamento, mas valerá a pena passar por tudo isso, pois terá melhor qualidade de vida depois.

      Você ainda se encontra no período de turbulência, mas logo ele irá passar, advindo os bons efeitos. Paciência! Seja POP (paciene, otimista e persistente). Você deve tomar a medicação conforme orientação médica. Não há nada a temer. Os sintomas ruins irão desaparecer. Veja aqui quanto gente faz uso do Oxi… Tenha a certeza de que dias melhores virão. Só temos a agradecer, por vivermos nos dias de hoje, podendo contar com bons medicamentos no mercado. Portanto, siga à risca a orientação de sua médica, sem medo de ser feliz.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Isabela DeSouza

      Lu
      O único efeito colateral que tive foi muita sonolência por uns 2 meses. Hoje tomo 20 mg, e não sinto absolutamente nada!

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Isabela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, fico feliz ao saber que você gostou deste espaço. Venha fazer parte de nosso grupo. Muito obrigada pela sua visita e comentário.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Isabela DeSouza

        Lu
        É a primeira vez que levo a sério meu tratamento e resolvo tomar o remédio direitinho. Já tem 1 ano que estou com 20 mg do escitalopram para Transtorno Disfórico Pre Menstrual e inclusive “thoughts” e 0,5 de Rivotril pra síndrome das pernas inquietas. Também tenho psoríase e não sei se minha cabeça piora minha pele ou minha pele piora minha cabeça.

        Existe um estigma muito grande pra quem toma remédio controlado. Da primeira vez que o psiquiatra me receitou, há 13 anos atrás por causa de uma depressao pôs parto terrível, eu não segui o tratamento e minha vida deu um nó. Agora parece que está mais, digamos comum, parece que as pessoas falam com mais naturalidade a respeito. Me identifiquei com seu texto pela leveza com que você trata de um assunto sério. Me fez bem. Obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Por total desconhecimento, como se o cérebro não fizesse parte do corpo, houve um grande estigma contra as doenças mentais, mas, que aos poucos, com a nossa coragem de vir a público falar das nossas, elas vêm sendo melhor compreendidas. A medicina, nas últimas décadas, vem trazendo grandes avanços em relação ao conhecimento do cérebro, desvendando muitas doenças que nele ocorrem. E quanto mais falarmos de nossos problemas mentais, mais contribuiremos para que este estigma desapareça, pois hoje, a depressão é a doença que mais cresce no mundo, assim como outras de origem mental. Outro fator que contribui para essa visão ruim foi a existência dos manicônios e sanatórios. A história dos doentes mentais em tempos idos foi realmente muito dolorosa (veja aqui no blog em HISTÓRIA DA HUMANIDADE). O preconceito ainda é maior entre os homens. Muitos escrevem aqui com o nome de mulheres. Reconheço através dos e-mails, ou em um lapso de uso do masculino.

          Amiguinha, é muito importante seguir direitinho o tratamento, pois quanto mais o relegamos, mais fortes tornam-se as crises. Veja se dessa vez não pare. Quanto ao meu texto, quis apenas mostrar que a depressão é uma doença comum e, que deve ser tratada como qualquer outra. Porém, acabei me surpreendendo com o número de comentários, o que me levou a criar um grande espaço dentro do blog, para falarmos sobre isso.

          Você também está convidada para conhecer outras categorias do blog. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Douglas

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa. Lembre-se de que não se encontra só na sua caminhada. Volte sempre.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josenilson Edson

        Olá tudo bem!
        gostaria de saber se A fluoxetina tem relação com o tratamento de artrose. Fui diagnosticado com artrose no meu tornozelo esquerdo, atualmente sinto dores praticamente em todas as articulações do corpo, só que agora após alguns meses desse diagnóstico por um ortopedista, através de uma ressonância, fui ao reumatologista e o mesmo me receitou a fluoxetina de 20 mg. Confesso que não estou tomando, pois vi que o medicamento não está indicado para o tratamento de artrose, no entanto gostaria de saber se alguém já fez uso desse medicamento com a finalidade de tratar essa doença. Irei voltar para o médico semana que vem.
        Agradeço desde já.

        Josenilson

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josenilson

          Seja bem-vindo ao blog. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, você diz que a dor foi diagnosticada no seu tornozelo esquerdo, mas que está sentindo dores “praticamente em todas as articulações”. O fato é que a artrose não atinge assim tão rápido todas as articulações. Seu reumatologista pode ter diagnosticado em você alguma forma de depressão, que faz a pessoa sentir dores por todo o corpo. Mas, como não está se sentindo seguro com o medicamento, o ideal é que converse com ele sobre o porquê de ter lhe receitado um antidepressivo. E somente depois comece a tomar o remédio.

          Um grande abraço,

          Lu

  34. Andressa Dias

    Que coisa boa ler esses relatos!
    Tenho 26 anos, sou casada feliz, mas meu antigo emprego de 13 horas diárias me deixou maluca.

    Eu estava tomando SERTRALINA (maldita), digo isso porque me deu muito efeito colateral e decidi parar por conta :(. Faz 7 dias que não tomo a Sertralina, mas dentro dos 7 dias tive 3 ataques de pânico e fui ao hospital achando que eu ia morrer. Ou seja a Sertralina estava fazendo efeito bom sim, eu que parei.

    Estou diagnosticada com ansiedade e síndrome do pânico. Meu psiquiatra trocou a medicação para o OXALATO DE ESCITALOPRAM, tenho que começar hoje e confesso que estou com muito medo de tomar porque eu desenvolvi um pânico à medicação também. Eu acho que quando eu tomar vou morrer, ou ter AVC, algo muito doido. O psiquiatra me receitou também Diazepam 5 mg para dormir, mas não vejo necessidade, já que eu durmo 9 horas por dia, ferradas no sono (ele disse que posso ficar ansiosa por causa da medicação).

    AGORA O DILEMA: espero 20 dias até a Sertralina sair do meu organismo por completo para tomar o ESCITALOPRAM, ou começo logo mesmo achando que vou morrer por tomar?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, eu entendo perfeitamente o que está lhe acontecendo. Muitos aqui já passaram por isso, basta ler os comentários. Portanto, não se sinta sozinha em seus medos e angústias, tudo provocado pelo desequilíbrio mental. O que você precisa ter em mente é que os antidepressivos vieram para melhorar a qualidade de vida das pessoas que lutam com as doenças e síndromes da mente. Sempre falo que temos que agradecer à Ciência por nos permitir uma vida normal, através de anos e anos de pesquisas. Veja como era a vida dos doentes mentais antigamente. Há artigos sobre isso aqui no blog. Nós, que vivemos agora, somos todos privilegiados. Lutamos apenas contra os efeitos adversos iniciais. Por isso, veja o medicamento apenas como um aliado. E agradeça por poder contar com ele. Ao fazer tal análise você acabará com esse pânico ao medicamento.

      O oxalato de escitalopram é uma das substâncias mais receitadas atualmente. Nasceu de pesquisas canadenses. Tem trazido bons efeitos para quem faz uso dele. Hoje são vários os laboratórios que o produzem. É o mesmo antidepressivo que tomo. Sinto-me muito bem, embora, por ser humana, também tenha dias bons e outros nem tanto, pois as minhas emoções não morreram. Mas já não sinto nenhum efeito adverso. Você acha que quando o tomar irá morrer… Risos. Nada disso! Irá ficar vivinha da silva. Não permita que sua mente amotinada crie falsos presságios que jamais acontecerão. É preciso colocar essa senhora na rédea curta. Não lhe dê ouvidos, pois ela tem uma imaginação fértil.

      Querida, faça tudo de conformidade com o seu psiquiatra. Ninguém mais do que ele está apto a acompanhar seu tratamento. Acredite nas informações que ele lhe passa. Se diz que pode começar imediatamente a tomar o antidepressivo é porque realmente pode. Para isso ele estuda. Jamais daria uma informação que pudesse lhe trazer problemas. Outra coisa, em hipótese alguma pare por conta própria, pois o retorno é ainda mais sofrido. O diazepam é um ansiolítico que também irá mantê-la mais calma nessa fase inicial do tratamento. Ele irá ajudá a passar essa fase inicial que é muito difícil

      Andressa, ainda não existe nenhum antidepressivo que não traga efeitos adversos. Eles variam de intensidade de acordo com o organismo de cada pessoa. Mas esses efeitos vão cedendo ao longo dos dias, até sumirem por completo, ficando apenas os bons. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), em suma, ser guerreira. Não é fácil passar por esse período de turbulência, mas todos conseguem. Vale a pena tudo isso, em razão da nova vida que se descortina no horizonte de nossa vida, a seguir. Quando o organismo não aceita de jeito nenhum o remédio, o médico avalia, vê o porquê, e muda para outro.

      Lindinha, estou aguardando sua informação de que iniciou o seu tratamento hoje. Tenho certeza de que o fará. Comunique-se sempre conosco. Assim vamos nos ajudando mutuamente.

      Um beijo no seu coração de guerreira,

      Lu

      Responder
      1. ANDRESSA DIAS

        Oi, Lu!
        Muito obrigada pelo apoio. Estou relutosa em tomar a medicação, enquanto a SERTRALINA estiver no meu organismo não vou tomar, pois estou tendo muitos efeitos adversos por ter parado: dores de cabeça fortissimas, dores no corpo, palpitações, crises de choro (faz 9 dias que parei com a sertralina. O médico disse que ela fica no organismo 20 dias, vou esperar sair. Mas para piorar meu quadro clínico meu cachorrinho morreu ontem, estou destruída por dentro, mas por fora intocável, conseguindo me controlar em tudo inclusive no pânico.

        Hoje começo a PSICOTERAPIA vamos ver se vai me ajudar, quero fazer tratamento alternativo também, com uma terapeuta floral, e vou começar YOGA, pois não consigo mais treinar musculação. Enfim, vou contando pra vocês. Se for o caso começo com o Escitalopram dentro deste mês ainda.

        Beijinhos e luz.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Os efeitos adversos que você está sentido são relativos à abstinência da sertralina. É por isso que um antidepressivo nunca deve ser parado bruscamente, mas aos poucos, através do chamado desmame. Lamento pela morte de seu cachorrinho, pois sei como são essas perdas. Crio gatinhos. Tinha cinco, mas atualmente só tenho dois. Cada um que partia deixava-me arrasada. A vida desses bichinhos é muito curta.

          Assim que se sentir com forças, reinicie seu tratamento. A Yoga irá lhe fazer muito bem.

          Beijos,

          Lu

        2. Andressa Dias

          Gente, qual o horário que vocês tomam a medicação? De noite ou de manhã?
          Vou ter que começar a tomar mesmo, tentei de todas as formas ficar sem o remédio, mas sinto minhas mãos estão formigando, meu coração batendo, minha musculatura rígida, entre vários outros efeitos colaterais. Estou há 15 dias sem a sertralina, ia esperar 20 dias até ela sair do meu corpo, mas não tem como.
          obrigada pelo apoio.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Normalmente a medicação antidepressiva é tomada durante a noite ou de manhã. Se a pessoa fica o dia todo com sono, com muita moleza, o médico tende a passar para que ela tome à noite. Mas, se ela fica com muita insônia com o medicamento, ele a aconselha tomar de manhã, para não influir no sono noturno. Portanto, você irá encontrar pessoas que tomam o antidepressivo de manhã e outros de noite. Com o tempo verá qual é o horário melhor para você. Mas lembre-se de comunicar a seu médico a mudança e como fazê-la. Outra coisa, depois de 15 dias já não carrega mais sertralina no organismo, tanto é que já está com a síndrome de abstinência. Fique tranquila. E seja POP (paciente, otimista e persistente). Estou torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

  35. Marcela Tatiana

    Oi, Lu!
    Estou muito preocupada com minha saúde, o médico dobrou minha medicação, após uma recaída, tomava 25 mg de amitriptilina e 10 mg de escitalopram e agora tomo 50 mg de amitriptilina e 20 mg de escitalopram. Faz 10 dias que aumentei a amitriptilina e 7 dias que aumentei o escitalopam, mas parece que estou pior. Por que será? Pioramos tanto assim? Há utra coisa: quando troquei do fluoxetina para o escitalopram eu mudei de um dia para o outro, será esse o motivo da minha recaída, mesmo depois de 3 meses com o escitalopram?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcela Tatiana

      Não fique preocupada, amiguinha, pois todos nós que fazemos tratamento mental temos recaída. Leia os comentários para sentir que isso é muito normal. Numa crise, o médico pode dobrar a medicação e depois, aos poucos, ir diminuindo-a. Quando acontece o aumento da dosagem, os efeitos adversos são comuns e muitas vezes mais fortes. Mas esse período ruim irá passar. Não se aflija. A troca não tem mais nada a ver, pois já faz muito tempo. É o seu organismo tentando adaptar-se à nova dosagem. Tranquilize-se. Procure também fazer alguma atividade física. Dependento dos efeitos adversos (leia INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM), retorne a seu médico para uma nova avaliação. Aguardo novas notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  36. Ana

    Bom dia, Lu!
    Estou passando por um momento super difícil. Encontrei seu blog e me identifiquei bastante. Tenho 22 anos e sempre me considerei uma pessoa bastante ansiosa, com coração acelerado e inquietação, comia o tempo todo. Ano passado cursei o último ano da faculdade, obviamente estava na etapa da realização do TCC. Meu estresse e ansiedade eram tanto que engordei 5 kg, considerei normal pois todos passam por essa situação e ficam assim. Graças a Deus e ao esforço consegui me formar e em fevereiro foi minha colação.

    Até mais ou menos na terceira semana de março comecei a sentir meu apetite reduzido, eu sentia fome, porém olhava pra comida e parecia que me dava nojo, e cada dia que passava ia piorando. Fiquei com crise de sinusite e fui obrigada a tomar antibiótico, associei meu enjoo e desconforto abdominal por conta do medicamento e acreditei que quando terminasse de tomar ficaria melhor, mas engano meu, comecei a me sentir pior, muita náusea, sensação de indigestão, meu intestino estava péssimo, sentia o coração acelerado várias vezes ao dia, eu acordava com uma sensação de frio na barriga que não passava, era o dia todo e todos os dias nesse sufoco, eu mal conseguia me alimentar, tinha dia em que eu só conseguia tomar café da manhã e me sentia muito deprimida, com muita vontade de chorar com aquele nó na garganta, mas não conseguia chorar, não escorria nenhuma lágrima.

    Minha mãe começou a ficar super preocupada, ela perguntava o que estava acontecendo, mas eu não sabia responder porque não sabia dar um nome para o que eu estava passando. Ela pensou até que eu estava com anorexia, mas eu não comia porque não queria, eu tentava mas não conseguia, minha garganta travava e a comida não descia, eu tinha que forçar. Da terceira semana de março até hoje emagreci aproximadamente 6 kg, meu peso era 55,5 kg. Vendo minha situação, minha mãe resolveu me levar ao pronto socorro, *( OBS: tenho total pavor de hospital e de estar perto de pessoas doentes, sempre tive pavor de vômito, tanto de vomitar quanto de ver alguém o fazendo, se alguém me diz que esta passando mal eu já começo a suar frio, tremer e parece que meu coração vai sair pela boca)*. No hospital, eu comecei a entrar em pânico porque eu queria sair dali, estava quase desmaiando de agonia, fiquei esperando no jardim pra ver se me acalmava. Quando a médica me chamou contei tudo o que estava acontecendo e me deu uma vontade imensa de chorar, mas não saia nada, então ela me encaminhou ao psiquiatra. Marquei a consulta e comecei a fazer acupuntura, o que me fez melhorar significativamente e passei a semana relativamente bem.

    Fui à consulta e descrevi o que estava passando e o médico me diagnosticou com ansiedade com começo de somatização. Ele me prescreveu o LEXAPRO e me informou que demorava entre duas a três semanas para fazer efeito, e que se eu sentisse alguma coisa seria por conta da minha ansiedade e não por efeito do medicamento. Comecei a tomar o LEXAPRO dia 02/05/16 meio comprimido para a primeira semana e depois inteiro. No primeiro dia me senti muito ativa e feliz, no segundo dia comecei a me sentir um pouco deprimida, no terceiro dia parecia que eu ia morrer com muito calor no peito e coração acelerado e me sentia sufocada. Hoje é o quarto dia do medicamento e estou menos aflita do que ontem, porém está muito difícil eu conseguir me alimentar, é uma luta e um esforço constante, sinto fome mas esse frio na barriga e esse aperto da garganta não me deixam. Eu tento me acalmar mas às vezes entro em pânico e desespero.
    Muito obrigada e um excelente dia a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Aninha

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Eu sei como é difícil a tensão de final formatura, principalmente para as pessoas extremamente ansiosas, podendo essa desaguar no excesso de apetite ou falta desse, na tentativa de aliviá-la. E você vem passando pelos dois processos. Agora que se formou, quando já não carrega mais as preocupações relativas à formatura, acontece-lhe o inverso: a inapetência total.

      Amiguinha, todo antidepressivo traz efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode abrir o apetite como tirá-lo, dependendo de cada pessoa. Comigo aconteceu a mesma coisa: eu não conseguia comer. Porém, com o tempo, o organismo vai se equilibrando e, aos poucos, voltando ao normal. Nesse período, quando não se consegue comer, opte por vitaminas, sucos, chocolate, leite, chás, água de coco, etc, pois engolir é muito mais fácil do que mastigar. O que não pode é ficar sem se alimentar, o que tornaria seu corpo ainda mais frágil. Esse frio na barriga e esse aperto na garganta são efeitos adversos do remédio, que irão passando com o tempo. Penso que seu médico deveria lhe passar também um ansiolítico, para que aguente passar por essa fase mais difícil. Pode ser um fitoterápico. Converse com ele. E não se assuste. Tudo isso irá passar e você voltará à sua vida de antes. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Via e-mail irei lhe passar uns artigos que a ajudarão.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  37. Gilmara

    Querida Lu!
    É um prazer compartilhar com você nossas experiências com o “OXa” 10 mg. Neste blog encontro todas as respostas para nós, ansiosos, que vivemos cheias de dúvidas. Estou no meu 23° dia de tratamento com o Oxa e Lorazepam(2mg) à noite. Senti uma melhora na ansiedade, mas confesso que tomar lorazepam tem me preocupado por causar depedência. Fui ao neurologista semana passada, e ele falou que é para continuar para não ter insônia, já que um dia desses deixei de tomar o “lora” e não dormi nada, e passei o dia seguinte pessíma… Pela sua experíência será que vou ter que tomar por muito tempo o Lorazepan, e quanto tempo mais tenho que esperar para obter uma melhora mais concreta com o Oxa?

    Desde já agradeço e te parabenizo pelo lindo trabalho de ajudar a todos nós que estamos no mesmo barco. Paz e Luz para todos nós!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gilmara

      É um grande prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, é muito bom saber que já se encontra no 23º dia, saindo do período dos efeitos adversos, entrando na fase boa. Quanto ao Lorazepam, muitos médicos receitam um remédio coadjuvante no início do tratamento, para que a pessoa sofra menos com os efeitos colaterais do antidepressivo. Mas não se preocupe, assim que ficar boa, seu médico poderá ir diminuindo-o aos poucos, até suspendê-lo. Há também os fitoterápicos que são muito bons. Converse com seu médico sobre seu temor. Você já se encontra sentindo a melhora do Oxa, daqui para a frente, ela deverá ser cada vez maior.

      Obrigada pela visita, comentários e elogios ao blog. Vocês, leitores, é que são especiais. Conheça também outras categorias sobre saúde, etc.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Gilmara

        Olá, Lu!
        Venho aqui deixar mais um relato e encorajar a todos nós que passamos pelo mesmo problema… Estou no meu 48° dia de tratamento com o Escilex e agora com 0,5 mg de lorax (começei com 2mg). Estou me sentido 90% curada, já como quase estava antes, intestino regulado, sono regulado, ânimo p sair… Às vezes me irrito fora do normal mas já tenho uma grande melhora graças a Deus. No começo foi horrível, mas tinha a plena certeza que aquele quadro ia mudar… Tive paciência e começo a colher os frutos. No início fiquei com muito receio de tomar o lorax, hoje só tomo 1/4 e durmo do mesmo jeito de antes. Tenho certeza que daqui a alguns dias consigo me livrar dele (lorax). O meu recado é que não desistam jamais do tratamento pode ser demorado, mas um dia acertará!

        Lu, você foi a grande incentivadora para eu prosseguir no tratamento, talvez se não tivesse lido tantos relatos encorajadores seus não teria prosseguido na medicação. Que o Senhor na sua infinita misericódia te dê saúde para continuar ajudando tanta gente, como vem fazendo!

        Beijos, querida…

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Gilmara

          Como estou feliz com o seu relato!

          Lindinha, toda a força e coragem veio de dentro de você. Não tem nada a agradecer-me. Apenas a incentivei. E que suas palavras de ânimo ecoem em muitos outros que aqui chegarem, de modo a compreenderem que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A sua irritação diz respeito a seu temperamento. Trabalhe-o, para que ele não lhe faça mal. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  38. Barbara

    Olá, tudo bem?

    Nossa ainda bem que achei este blog, pois estou tomando o lexapro 9 gotinhas há um mês e meio e me sinto meio aérea, lenta, com falta de concentração, enfim, meio abobada, sem contar a falta de libido. Não tenho ânimo nenhum . Enfim me ajudem persisto no tratamento ou mudo de antidepressivo?

    Obrigada
    Barbara

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bárbara

      Sinta-se em família. Seja bem-vinda!

      Amiguinha, o antidepressivo pode reagir diferentemente de uma pessoa para outra. Pode ser que você precise de mais tempo para que seu organismo adapte-se totalmente. Toda parada ou mudança de antidepressivo só pode ocorrer com a permissão médica. Nunca faça isso por conta própria, pois pode lhe causar grandes danos. Aconselho-a a voltar a seu médico, relatar-lhe o que está lhe acontecendo e ver o que ele lhe diz. Quanto à libido, isso acontece, mesmo, no início do tratamento, mas depois o organismo vai se equilibrando. Não se preocupe. Volte sempre que precisar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Rick

        Oi Lu, sou eu, Rick.
        Estou no final da 2ª semana com ESC 10 mg e estou sentindo no final dessa segunda semana, minha visão meio turva. Fico logo aflito. Será que faz parte dos efeitos colaterais esse sintoma, alguém já relatou esse sintoma (específico) também?
        Aguardo sua resposta.

        Grande Abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, trata sim de um efeito do antidepressivo. Pelo visto, você já está saindo da fase braba dos efeitos adversos. Para que fique mais tranquilo, vou lhe passar, via e-mail, o link de um texto, para que saiba quando o sintoma é indicativo de que deva contatar seu médico. Continue POP (paciente, otimista e persistente) em seu tratamento. Logo estará ótimo.

          Abraços,

          Lu

  39. Josi

    Oi, Lu!
    Infelizmente, eu não consegui seguir com oxalato de escitalopran. Eu cheguei a tomar 15 dias diretos, mas não consegui, sei que dá resultados, fico lendo os posts aqui e fico pensando porque eu não consigo ir até o fim. Eu estou tomando Sertralina há 7 dias,tive uma crise de choro e tristeza antes da menstruação que me fizeram correr pra farmácia e comprar a Sertralina. Estou bem! O médico tinha dito que, ao trocar, eu deveria tomar de 50 a 75mg, mas depois da crise, hoje estou no 3º dia, estou tomando 100mg. Fui atrás da bula para pesquisar sobre superdosagem, mas pelo que encontrei, acho que pode. Se alguém puder me esclarecer algo a respeito. Sete dias certinhos, com efeitos colaterais sob controle. Me sinto bem.

    Aguardo seu retorno amiga e de quem puder ajudar também.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      É normal o fato de uma pessoa não se adaptar a determinado antidepressivo. Nesse caso é preciso mudar para outro. Fique tranquila. Eu só não estou entendendo o fato de você estar se automedicando. Como está comprando sem receita médica? Você não pode achar qual é a dosagem correta que deve tomar, mas seu médico. É muito sério a automedicação, principalmente com antidepressivos. Não faça isso em hipótese alguma, amiguinha. Remédios só devem ser receitados pelos profissionais competentes, assim como a dosagem a ser tomada. E olhe que você já está tomando 100 mg, sem ter passado por 50 e 70 mg. Estou preocupadíssima com você. Quero puxar a sua orelha. E ninguém poderá falar a respeito, pois cada caso é um caso e somente o médico pode conhecer o estado de sua paciente. E é normal as crises serem mais acentuadas na época da menstruação, quando nos encontramos muito sensíveis.

      Josi, gostaria que voltasse ao médico e conversasse com ele. Você poderá ter danos sérios, se estiver tomando antidepressivo à revelia médica. Todo cuidado é pouco!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josi Lopes

        Ei querida Lu!
        Já até indiquei seu blog pra uma amiga .
        Ela já fez contato e você já respondeu.
        Benção!

        Lu preciso de uma ajuda.
        Como te falei antes, eu parei com o escitalopran e entrei na sertralina. Os efeitos colaterais até então são mais em relação ao suor, e não sei se é coisa da minha cabeça,neura, variação de peso. Mas Lu,meu grande problema é que eu começo a melhorar e acho que não preciso mais do remédio. E paro. Me ajuda,estou indo bem com o sertralina, mas ele está acabando e preciso resolver se continuo. Minha amiga percebeu diferença em mim, e eu também. Não tenho condições de ir ao médico ainda. Pra você ter ideia, depois de dois dias sem tomar, eu percebi que fui ficando estranha e tomei ontem á noite enganda 2 comp de 50mg sertralina cada.E me sinto mto bem. O que faço?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Se eu estivesse perto de você, iria puxar suas orelhas com bastante força, como não moro, delego poderes à minha nova amiga (a que você enviou para o blog) para fazer isso por mim, caso queira parar a medicação. Menina, não brinque com a saúde. Cada volta é um retrocesso. As crises vão ficando mais agudas e o remédio trazendo mais efeitos adversos. Se você tomou ontem dois comprimidos, deveria ter passado o dia de hoje sem tomar, para não ter excesso da substância no organismo, voltando ao normal amanhã.

          Amiguinha, você deve seguir a orientação do seu médico. Não faça nada por sua própria cabeça, pois pode acabar tendo uma intoxicação até mesmo fatal. Antidepressivo não é a mesma coisa que um comprimido para febre. Leve seu tratamento com responsabilidade, antes que seja tarde.

          Abraços,

          Lu

    2. Laura

      Oi, Josi, tudo bem?

      Eu estava tomando a SERTRALINA.. meus Deus do céu, esse remédio acabou comigo. Eu não sinto vontade de fazer absolutamente nada e além disso, eu passo muito mal, me dá calafrios, cai a pressão é horrível, você está bem?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Laura

        Se está se sentindo tão mal assim com o antidepressivo, seria bom um retorno ao seu médico. Muitas vezes pode ser que a dosagem esteja elevada, ou seja preciso mudar para outro medicamento. Não deixe de olhar isso.

        Abraços,

        Lu

        Responder
      2. Josi Lopes

        Ei,Laura!
        Graças á Deus estou bem sim. Ele me deu menos efeito colateral que o Oxalato de Escitalopran.

        Responder
    3. Marcela Tatiana

      Oi, Josi!
      Você disse que não conseguiu mais tomar o escitalopram, por quê? Acho que estou no mesmo caso.
      Como você está se sentindo agora? Se quiser falar comigo, peça meu e-mail para a Lu.

      Responder
      1. Josi Lopes

        Marcela
        Eu até tomei por um tempo. Como eu estava muIto mal, segui firme e ele me tirou do buraco. Até eu achar que estava bem e que não precisava mais, e parei subitamente por conta própria. Depois virou uma bagunça pra conseguir voltar de novo, até que parei de vez e passei para sertralina. Agora estou aí dando cabeçada. Hoje mesmo escrevi pra Lu, contando mais uma das minhas…ela com razão queria puxar minhas orelhas…rs.

        Responder
  40. Flávia

    Oi Lu! Tudo bem?
    Há tempo nao posto aqui, nao é mesmo? Estive aproveitando que agora sinto-me bem melhor, o oxi me melhorou bastante! Fui viajar, a shows barzinhos, curti bastante meus amigos, e tudo isso sem crise! Parece até um sonho! Ontem mesmo voltei ao psiquiatra e ele ficou contente com os resultados e disse que estou bem estável, continuo na mesma dose até retornar lá em julho.

    O que estou meio em dúvida no momento é, ate onde é o limite do que eu posso falar com o meu psiquiatra, e se seria uma boa eu tentar uma terapia. Meu psiquiatra é gente boa, mas às vezes os conselhos dele pro que eu peço ajudam, como “voce nao pode deixar isso te dominar”, “tenha paciencia” e eu tenho tido bastante questionamentos internos sobre várias coisas. A situaçao financeira na minha casa nao está das melhores e tenho estudado para tentar concurso público. Às vezes falta-me concentração e eu fico sentindo que quero todas as minhas metas pra ontem! Eu cheguei a conversar sobre isso com o psiquiatra e ele disse que era tudo bem normal da situação, em que eu me encontrava, e nem tinha relaçao com a ansiedade. Mas eu gostaria de conselhos mais elaborados pra conhcer melhor a mim mesma e desenrolar essa situação. Qual sua opinião de terapia? Costuma funciona pro pessoal aqui? Agradeço a atençao 🙂 um abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Faz realmente muito tempo que você esteve por aqui. Mas, quando a pessoa some, logo presumo que se encontra bem. E eu fico feliz que assim você esteja e continue.

      Amiguinha, quando tomamos antidepressivo, tendemos a achar que tudo que nos acontece está ligado a ele. Esquecemo-nos de que as nossas emoções e carências continuam, que teremos dias bons e outros nem tanto, que os problemas da família continuarão refletindo em nós, que também passaremos por problemas pessoais, etc. A função principal do antidepressivo é dar-nos equilíbrio para tocar a nossa vida. Pensar que ele resolverá todos os nossos contratempos é um erro que precisa ser sanado, pois faz-nos perder a confiança no medicamento.

      Flávia, todas as pessoas passam por adversidades, pois essas fazem parte da vida. Não há como impedi-las de acontecer, mas há como enfrentá-las com equilíbrio emocional, buscando as melhores saídas. Quando a situação financeira não está bem, o caminho a tomar é diminuir despesas, abrir mão do supérfluo, modificar hábitos, gerenciar melhor as contas,etc. Não há como modificá-la sem tomar medidas para equilibrá-la. Gastar mais do que ganha é um costume muito brasileiro. Isso precisa ser revisto. Quanto a estudar para um concurso público é um passo muito bom. Precisamos buscar nossos próprios caminhos, acreditar na nossa capacidade de obter o que buscamos. Para essa meta é também preciso abrir mão de muitas coisas: passeios, barezinhos, viagens, e focar, por um tempo, naquilo que se quer. Nada existe nas nossas buscas que não exija sacrifícios. Pense nisso.

      Amiguinha, eu nunca acreditei em terapia, até por que tenho muitos exemplos de insucessos na minha família. Para mim, toda e qualquer mudança só pode ser feita unicamente pelo sujeito principal. O primeiro caminho é ler bons autores, conhecer outras filosofias de vida, etc. Eu, por exemplo, procuro centrar minha vida no Caminho do Meio (Caminho do Equilíbrio) ensinado pelo Budismo (não sou budista). Acho que o equilíbrio é a mola mestra que deve nortear nossas ações. Devemos refletir sobre o que fizemos, sempre, olhando os pontos em que não fomos tão bem. Amiga, eu estou falando de mim, mas pode ser que a terapia seja boa para você. Cada um é cada um. Dei apenas a minha opinião, como pediu. Leia livros do Dalai Lama. São muito bons para a reflexão.

      Flávia, você jamais irá encontrar as respostas que quer em psiquiatras, pois eles não têm tempo para dedicar a seus pacientes. Pensam apenas no remédio, sem se incomodar com o todo do indivíduo. Lembre-se de que vivemos num mundo capitalista, onde tempo é dinheiro. Procure bons amigos para conversar. Eles podem fazer toda a diferença.

      Espero que tenha lido o meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  41. Michele Santos

    Olá, Lu!
    Eu comecei o tratamento há 4 dias, estou sentindo diarreia, ânsia de vômito, tonturas, tremedeiras e a ansiedade redobrou! Esses sintomas costumam durar entre 2 a 3 h depois de tomar o escitalopram de 10 mg, após isso sinto-me a Mulher Maravilha. Me sinto super disposta para realizar minhas tarefas domésticas e meus estudos da faculdade. Quando anoitece, por volta das 19:00 h, começo a sentir sintomas isolados de síndrome do pânico. Fui diagnosticada com TAG e Síndrome do Panico, e li muito a respeito dessa medicação que combate exatamente o que preciso. Minha dúvida é que estou me sentindo assim, já conversei com meu médico e estamos sempre em contato. Mas eu gostaria de saber se alguém se sentiu ou se sente assim no início do tratamento. Sinto muito medo e já pensei até em desistir de dar continuidade ao tratamento, porém me lembro o quanto é importante para minha vida e também sem contar na grana que gastei com 2 caixinhas desse medicamento. Se puder me ajudar e esclarecer minhas dúvidas fico imensamente grata.
    Muito obrigado e um ótimo dia!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      É um grande prazer recebê-la aqui neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, muitos deles terríveis. É bom que saiba que as crises podem agravar ainda mais nos primeiros dias, como se o remédio estivesse fazendo mal. Trata-se da luta de nosso organismo diante de uma substância estranha. Mas cerca de duas semanas depois, de acordo com cada pessoa, os sintomas ruins vão desaparecendo e os bons chegando. Os sintomas aos quais se refere são normais no início do tratamento. Muitas pessoas já passaram por isso, basta ler os comentários. É preciso ter paciência e coragem para seguir em frente. Não pare, a não ser por indicação médica, pois, sem medicamento, as crises tornar-se-ão cada vez mais fortes e a volta ao remédio será cada vez mais sofrida. Vou lhe passar alguns links de texto para que tenha uma melhor compreensão sobre tais problemas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Michele Santos

        Obrigada, Lu!
        Me ajudou muito você me responder, pois é um incentivo a não abandonar o tratamento, porque não está fácil! Às vezes pareço ser deprimida, só choro e tenho pensamentos ruins! Vou acessar os links, sim, e não vou desistir, sei que vou conseguir. Obrigado mais uma vez até mais. Saiba que me senti muito bem-vinda por aqui viu, adorei o Blog! Parabéns!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Não desista, minha linda. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Logo essa fase ruim passará e você terá uma vida com qualidade. Cada volta ao tratamento significa sofrimento duplicado.

          Amiguinha, será sempre um prazer tê-la conosco. Continue nos falando sobre como anda seu tratamento.

          Beijos,

          Lu

      2. Michele Santos

        Lu
        Hoje faz 28 dias que estou tomando a medicação. Não estou sentindo os efeitos surpreendentes pra ser sincera, porém estou bem melhor das crises de pânico, que tinha quase que todos os dias… Ainda sinto uma vez ou outra o efeito colateral do escitalopram, mas bem menos de quando achei seu blog e pedi ajuda. Vamos ver o que dá, dia 28 tenho retorno ao psiquiatra e espero que ele me dê uma resposta para minha melhora. Me sinto apática, entende? Não sinto tristeza, porém não sinto uma alegria extrema.

        Obrigada Lu, por tudo… Que Deus te abençoe, você me ajudou muito, principalmente por ter medo pavoroso de medicação, e você foi muito importante nesse processo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Sinto-me feliz ao saber que está melhorando. E já houve um grande progresso nesses 28 dias. Ainda me lembro de como você chegou aqui. Só de ver-se livre das crises de pânico já é um grande alívio (espero que tenha lido o texto que fiz sobre o assunto). Pelo pouco tempo de uso do remédio, não dá ainda para sentir efeitos surpreendentes, miraculosos. Acalme-se minha amiguinha. Vá com calma. Tampouco a “alegria extrema” anda dando sopa por aí… risos. E mesmo quando ela vem, não demora muito, dissipa-se logo. Segundo um poeta chamado Kalil Gibran, nós não devemos ser excessivamente alegres ou excessivamente tristes, mas apenas equilibrados. Busque por ele e seus escritos no Google. Seu livro mais importante chama-se O PROFETA.

          Nada há para agradecer-me. Foi você a guerreira, todo mérito é seu. Eu apenas compartilhei palavras. Agora peço-lhe que continue aqui, ajudando outras pessoas que chegam tão sofridas e inseguras.

          Um beijo no coração,

          Lu

      1. Michele Santos

        Boa noite, Katia!

        Agora estou melhor dos efeitos colaterais. Já comecei nos 10 mg e vou continuar, pois uma hora ou outra sei que meu psiquiatra irá aumentar… Estou esperando me sentir ótima, porque ainda não me sinto, porém minhas crises de pânico já não vêm mais, graças a Deus!
        Beijos

        Responder
    2. Edilaine

      Michele
      Tive tudo isso também, passou depois de 15 dias com o medicamento, estou na quarta caixa e posso dizer 99% melhor que até mesmo antes da depressão, não desiste não.

      Responder
      1. Michele Santos

        Edilaine
        Estou bem agora… Não tão bem quanto eu esperava, mas não tive mais crises de pânico como estava tendo frequentemente. Agora é esperar, pois meu médico disse que o remédio vai fazer o efeito esperado em 60 dias… Estou contando! Obrigada pelo apoio!

        Beijos!

        Responder
  42. Katia Kist

    Oi, Lu!

    Amei o texto… Faz exatamente uma semana que comecei a tomar o “oxi” e adorei os resultados lidos aqui.

    O meu relato é sobre a dosagem inicial. Como sou uma “cagona” assumida com os efeitos colaterais, tenho arritmia e morro de medo de meu coração começar a palpitar enlouquecidamente, optei por iniciar o tratamento com 5mg na primeira semana. Na verdade no primeiro dia, quis ser valentona e tomei 10mg, mas não passei bem, fiquei meio ansiosa, com medo das reações, e já no segundo dia, quebrei o remedinho no meio: 5mg.

    Estou super bem, parece até que já fez algum efeitinho, pois estou mais tranquila e serena nesta semana. Sou daquelas que vira bicho nos dias que antecedem a “monstru” … sim, apelido que meu excelentíssimo deu para meu período menstrual. Meu humor oscila muito, me irrito com facilidade e sou muito reclamona no dia a dia. Ele brinca que nada me deixa feliz. Difícil me ver sorrindo! E é verdade mesmo. Às vezes, nem eu me aguento.

    Agora é aguardar o resultado do meu novo amigo na luta contra o mau-humor. Será que já pode ter iniciado o resultado positivo, utilizando somente uma semana de medicação? Eu acredito que deva ser “psicológico”. O que você me diz? Como foi para você o início do resultado?

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Kátia

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa.

      Que bom que não esteja passando pelos efeitos adversos do antidepressivo. Você faz parte do pequeno universo privilegiado… risos. Existem, sim, pessoas que não sentem efeitos colaterais e já começam a sentir-se bem com as primeiras dosagens. Não se trata de efeito”psicológico”. E começar com pequenas doses é o ideal, quando a pessoa pode esperar. Somente quando o paciente encontra-se muito mal é que o médico opta por uma dosagem maior logo de início.

      Lindinha, a função do antidepressivo é equilibrar o nosso humor. A depressão costuma nos deixar apáticas a tudo ou muito irritadas. Seu companheiro irá ter paz… risos. E você terá melhor qualidade de vida. O meu início foi muito tranquilo, pois lido com os antidepressivos desde a adolescência. Já nos tornamos excelente amigos. Às vezes nem me lembro que faço uso de oxalato de escitalopram. Os aborrecimentos que tenho são coisas normais da vida, motivados por acontecimentos exteriores. No mais, sinto-me muito bem. Depois me escreva dizendo como está.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Katia Kist

        Lu
        Você é uma amada, viu? Fiquei ansiosa aguardando se iria escrever algo sobre meu comentário… rsrsrs. Estou tão mais feliz, e faz apenas 10 dias de tratamento. Estou mais calma, menos irritada… Sorrindo! Estou tomando à noite, antes de dormir, e hoje será o primeiro dia que tomarei a dosagem preescrita de 10mg. Até ontem estava repartindo ao meio. Na segunda-feira conto como foi meu final de semana com os 10mg do “oxi”.

        Bom final de semana a todos!

        Beijos com um sorriso

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Eu respondo a todos os comentários feitos em qualquer parte do blog. Acho uma deselegância não responder aos comentários do leitor, que nos dá a alegria de sua presença. E quando se trata informações relativas à saúde mental, eu o faço ainda com maior rapidez, pois nunca sei quando a pessoa está precisando de uma resposta mais urgente. Vocês, leitores, são muito amados por mim, também. Quando somem, fico muito preocupada.

          Estou maravilhada com os resultados de seu tratamento. Pode ser que, ao tomar 10 mg, sinta um pequeno desconforto, e pode ser que não sinta absolutamente nada. Continue levando tudo tranquilamente. Eu sempre digo que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Eu quero saber, sim, como foi o seu final de semana.

          Abraços,

          Lu

        2. Katia Kist

          Oie !

          Lu,
          Sou do grupo das privilegiadas, mesmo! Tive somente um episódio que não foi legal, mas nada demais!
          No segundo dia em que comecei a tomar os 10mg (depois de ficar uma semana tomando somente 5 mg) , tomei o “oxi”, peguei no sono em seguida, e umas 3 horas depois acordei um pouco ansiosa, agitada, mas tomei um banho quente, relaxei e voltei a dormir. Não senti nenhuma diferença, a não ser o sono! Tomo à noite e “capoto”, meia hora depois de tomar os 10 mg. Como sou “cagona”, meu cardiologista pediu que eu tomasse à noite mesmo, antes de dormir.

          No mais,tudo na mais perfeita paz! Estou muito feliz de ter acertado a medicação, pois no ano passado “tentei” tomar a Sertralina e ela me deixou hiper, mega ansiosa … Não conseguia ficar sentada na cadeira. E desisti na primeira semana! Já com o Escitalopram está sendo totalmente diferente, estou de boa! Bom, qualquer novidade, relato aqui.

          Beijocas e boa semana!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Alguns privilegiados não sentem os efeitos adversos, enquanto outros penam… risos. O oxalato de escitalopram é uma substância relativamente nova no mercado, como menos efeitos colaterais. Outras virão, melhores ainda, tenho certeza. Seu comentário servirá de incentivo para muitas pessoas.

          Não suma, menina!

          Beijos,

          Lu

        4. Katia Kist

          Bom dia, Lu, bom dia amigos!

          Alguém tomando escitalopram 10 mg que não sente nenhum efeito colateral citado aqui (náuse, vomito, diarria …) mas se sente meio “cansada” sem muita atitude, estou na segunda semana do remedinho e ando meio “desligada”. Na primeira semana me senti tão animada, e agora essa “moleza”. Uma preguiça tomou conta de mim após a primeira cartela. Alguém com esse sintoma? Está certo isso? É comum?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É comum passar por isso. Você ainda se encontra na fase em que os efeitos adversos acontecem. Afinal não pode ficar deixando a gente com inveja, sem ter aqueles efeitos horrorosos. Pelo menos um “efeitinho” teria que ter. Essa moleza irá passar, não se preocupe. Ainda bem que tem sono, pois muitas pessoas ficam totalmente insones. Curta a sua preguiça lendo bons livros e assistindo a bons filmes. Aproveite a fase.

          Beijos,

          Lu

        6. Katia Kist

          Lu
          Não vou sumir, não!
          Relato aqui meu testemunho de felicidade. O “oxi” está sendo meu melhor amigo, já na 3ª semana de tratamento. Estou mais serena, calma, menos birrenta, lidando melhor com as dificuldades. QUALIDADE DE VIDA! Exatamente o que a Lu me falou lá no início das nossas mensagens.

          Continuem firmes e fortes, fui privilegiada de não sentir os efeitos adversos da medicação. O “oxi” me apaga, preciso tomá-lo à noite, e essa é minha dica: tentem tomá-lo à noite, não dá tempo do “psicológico” agir pensando em bobagem, creio que, vendo tantas reações negativas, as pessoas ficam na expectativa negativa também, pelo menos eu sou assim, tudo que falam, eu sinto! Mas conversem com o médico antes.

          Beijos,

          Até breve!

        7. Katia Kist

          Bom dia, Lu,bom dia a todos!
          Chegou meu momento mais temido, a semana que antecede a “monstru” TPM! Estava tranquila até então, me achando maravilhosa com os 10 mg do “oxi”,mas é só chegar minha “semaninha” diabólica que desanda tudo. Briguei com Deus e o mundo! Feriadão de mal … afeeee. Achei que o escitalopram ajudaria nessa questão, mas nessa última semana parece que não estou tomando nenhuma medicação, serotonina 0 (zero) em meio a meus neurônios de leão … rsrsrs

          Lu,será que vou ter que aumentar a dose? Estou pensando seriamente que sofro de disfunção pré-menstrual, será que o “oxi” vai dar conta dos meus hormônios? Ou não seria a medicação pra esse tipo de “problema”? Acho que para essa semaninha (que na verdade são quase 2 até passar tudo) melhor pedir para o médico um sossega leão! Sou muito inconstante, uma hora bem, outra nem tanto. Alguém é que nem eu, será? Buá!

          Beijos salgados

        8. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Os dias que antedecem a menstruação são um desespero para uma infinidade de mulheres. O próprio nome já indica: “síndrome pré-menstrual”. Mas à medida que envelhecemos, esta síndrome tende a ir amenizando. E olhe que é um número incalculável de sofredoras em todo o mundo. Não se sinta só… risos. O importante é que os amigos e familiares saibam que você passa por tal síndrome e, assim, terão mais paciência consigo nesse período. Mas não abuse! O antidepressivo ajuda, sim. Seria bom que fosse a um ginecologista e expusesse seu problema. Diga-lhe também qual é o antidepressivo que está tomando. Quanto a ser inconstante, o objetivo do antidepressivo é controlar essa sua instabilidade emocional. Gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, para que soubesse qual é a sua parte.

          Beijos,

          Lu

    2. Katia

      Lu

      Tenho um relato que acho bacana repassar, é sobre o horário de tomar o “oxi”. Comecei o tratamento tomando à noite, capotava em seguida que tomava ele (uns 30 min.), depois de três semanas, resolvi mudar o horário e tomar pela manhã (para ver como seria o meu dia). Meu apetite dobrou, fome, fome, fome. Voltei esta semana a tomar à noite e tudo normal. Passou a vontade voraz de comer. Então, aí vai minha dica, se você toma pela manhã, e tem um apetite voraz, veja com seu médico se tem como tomar à noite! Pra mim, ficou bom assim.

      Beijos

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Kátia

        É uma ótima ideia para as pessoas que dobram o apetite tomando o antidepressivo. Mas você lembrou muito bem que antes elas devem conversar com o médico.

        Um grande beijo,

        Lu

        Responder
        1. Katia

          Lu
          No meu caso, o cardiologista que faz meu acompanhamento para arritmia informou que o horário de tomar a medicação é indiferente, que poderia ver com qual me adaptaria melhor, a noite ou pela manhã …

          Até mais!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Algumas pessoas sentem muita sonolência com o antidepressivo, por isso, o ideal é que tomem-no à noite, enquanto outras não conseguem dormir, sendo melhor tomá-lo na parte da manhã. Vai depender muito do organismo de cada um.

          Beijos,

          Lu

    3. Katia

      Lu

      E bebidinhas, choppinho, etc… Alguém aqui faz uso de escitalopram e toma uma”s” cervejinha”s” de vez em quando? Pode… Não pode… Na bula vi somente que não é aconselhável.

      Beijocas

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Mas que danadinha sedenta! Vixe Maria!

        Amiguinha, o ideal é que a gente não bebesse nada, mas ninguém é de ferro e tampouco quer se enferrujar. Eu dou o mau exemplo de dizer que bebo um choppinho (apenas um) ou tomo dois copos de cerveja, ou uma taça de vinho (no máximo duas), sem medo de ser feliz.

        Beijos,

        Lu

        Responder
    4. Katia

      Bom dia, Lu!

      Venho informar que tenho tido crises de gula! O aumento de apetite para doces é algo absurdo! Sempre fui formigona, mas esses 2 kg ganhos em 3 meses de tratamento com o “oxi” estão me assustando… rsrsrsrrs. Mais alguém que teve aumento de apetite?

      Beijocas da “amiguinha” que adora esse “cantinho”! Saudades que eu estava!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Você andou sumida! Também estava com saudades suas.

        Amiguinha, os antidepressivos costumam emagrecer ou engordar, dependendo de cada pessoa. Eu fiquei totalmente sem apetite. Mas depois de um tempo, o organismo volta a equilibrar-se. Mesmo assim, procure comer mais vezes (de três em três horas e menos), para controlar seu peso. Opte também por uma alimentação mais leve.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Isabela DeSouza

          Sem mudar minha alimentação em nada, eu engordei 4 kg. Só se eu passar fome pra perder. Mesmo assim só consigo perder uns 2 kg no máximo fazendo uma super dieta rigorosa. Triste!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Normalmente, o organismo estabiliza-se depois de um tempo de uso do medicamento. Se achar que está ganhando muito peso, converse com seu médico. Eu sou do rol das que perdem o apetite. Não faça dietas que maltratem sua saúde. Opte por uma alimentação mais leve.

          Abraços,

          Lu

        3. Olinda

          Olá, quero saber se tem antidepressivos que emagrecem? Tomava sertralina por muitos anos, comecei a ganhar peso. Meu médico trocou por escitalopram e continuo ganhando peso. Total de 8 quilos, estou apavorada. Já fui obesa e tenho pânico de obesidade. Pelo que andei lendo, a fluoxetina faz perder peso. Essa informação é verdadeira?

        4. LuDiasBH Autor do post

          Olinda

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, os antidepressivos reagem diferentemente de pessoa para pessoa. O oxalato de escitalopram, por exemplo, leva algumas pessoas a perderem peso enquanto faz outras engordar. Eu, por exemplo, estou no grupo das que emagrecem, pois o escitalopram diminuiu muito o meu apetite, mas algumas pessoas relatam aqui que engordaram. Antes, tomava fluoxetina que também tirava todo o meu apetite. Assim sendo, não é possível determinar se uma pessoa irá perder peso ou engordar com esse ou aquele antidepressivo. Só depois que passa por ele que é possível sentir a reação do organismo.

          Você tem toda a razão em temer a obesidade, pois traz muitos problemas de saúde. Portanto, converse direitinho com seu médico sobre o fato de estar ganhando peso. Pode ser que a fluoxetina aja de modo diferente. Mas é preciso experimentar. Mas só faça mudanças de acordo com o parecer médico. Certo?

          Continue em contato conosco. Leia os comentários para tirar algumas dúvidas.

          Abraços,

          Lu

  43. Paulo Oliveira

    Bom dia, Lu!
    Venho contar minha experiência. Eu comecei a ter ansiedade em 04/09/2012, um dia antes do aniversário do meu filho. Foi um grande baque até descobrir o que eu tinha.

    Gastei alguns mil reais com gastro, pneumologista, fiz um bateria de exames cardíacos, gastro intestinais, entre outros. Num estalo de madrugada, eu resolvi procurar um neurologista. Mas no dia em que eu fui só tinha psiquiatra. A ansiedade aumentou, eu com aquele preconceito de que “só quem vai a psiquiatra é louco”. Mas para amenizar minha dor valia tudo. Mergulhei, mesmo com medo. O médico me ouviu e disse que nada mais era que ansiedade, que me levava a um quadro de depressão e me passou clomipramina,putz, não deu pra mim. Foram 5 dias terríveis.

    Voltei ao psiquiatra que me passou paroxetina 20 mg. Reestabeleci, só que me veio um grande problema: a falta de libido. Logo eu, que sempre a tive em alta. Aprendi a conviver com isso, alguns dia de libido a 60% e noutros a 20%. Só que depois de 3 anos, voltaram as crises, o desespero, meu Deus, tudo de novo. E para minha supresa, dois dias antes do aniversário do meu filho, de novo.

    Voltei ao meu psiquiatra, que se tornou um amigo, e ele queria que eu tomasse 40 mg da paroxetina. Aí questionei: s ecom 20 mg a libido era no máximo de 60%, imagine com 40 mg. Foi quando ele me passou o escitalopram, 10 mg. Foi bom, 6 meses sem crises, estava no céu. Tive que voltar em janeiro, pois as receitas tinham acabado. Foi quando ele aumentou a dosagem para 20 mg. Nossa, em fevereiro, agora, já foram duas crises fortes. Não entendi, se com 10 mg estava ótimo. Volto agora em março pra conversar com ele sobre o que iremos fazer .

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa, meu querido!

      Amiguinho, em razão do preconceito que ainda se tem contra as doenças mentais, essas são ainda pouco conhecidas para os leigos, infelizmente. O doente, portanto, sofre muito, até chegar a um diagóstico preciso. Passa por uma batelada de exames, gasta muito dinheiro, até descobrir que seu problema está no computador central (no cérebro). Aliado a isso está o fato de que não existem exames que comprovem o grau da doença mental, tendo o médico (psiquiatra ou neurologista) trabalhar com acertos e erros, num vai-e-vem de antidepressivos e dosagens.

      Paulo, a dificulade que o corpo tem para aceitar uma substância desconhecida também acontece quando o organismo e o antidepressivo tornam-se amigos em demasia. Eles ficam tão intímos, mas tão íntimos, que o segundo deixa de fazer efeito. E, com isso, faz-se necessário o apartamento, ou seja, mudar para outro antidepressivo. Eu já mudei para uma dezena deles, pois tenho depressão (genética) desde adolescente. Mas, se ainda há uma dosagem para subir, o médico faz isso, como aconteceu com você. Eu só não entendi por que ele mudou o escitalopram para 20 mg, se você estava “no céu” com 10 mg? Durante quanto tempo tomou 10 mg? Chegou a um mês? Essa é a minha dosagem há cerca de três anos. Preciso saber há quanto tempo toma escitalopram para dizer se ainda está dentro dos efeitos adversos.

      Amigo, quanto à queda da libido, isso acontece nos primeiros meses de tratamento com muitas pessoas, mas depois o organismo vai voltando ao normal. E não adianta nada ser um “garanhão” (risos) com a mente abilolada (risos). É preciso ter paciência, abrir-se com a parceira e compensar a queda da libido com bastante carinho (e presentes… hahahaha), afinal, toda a nossa pele tem sensibilidade. Outra coisa, torna-se necessário aliar ao tratamento novos hábitos. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Paulo Oliveira

        Boa tarde, Lu!
        Comecei a tomar escitalopram em setembro de 2015, 10 mg. Em janeiro fui pegar as novas receitas e ele resolveu mudar para 20 mg. Além do preço que mais que dobrou. Já me vieram 2 crises, 1 de 2 dias e outra a mais recente durou 4 dias.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          Eu só não entendi o porquê de ele ter mudado para 20 mg, se você estava se sentindo muito bem com 10 mg. Retorne a seu psiquiatra e converse com ele. A mudança só deve acontecer quando o paciente continua com problemas. Se estiver se sentindo muito mal, volte para 10 mg, repartindo o comprimido ao meio, até conversar com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Josi

        O fato de alguém viver solitário ou em solidão tem várias explicações. Um escritor, por exemplo, pode buscar a solidão para melhor encadeamento de suas ideias. Muitos artistas, em seus momentos criativos, preferem viver solitários, como se vê muito na história dos grandes mestres da pintura e da música. Existem também pessoas introspectivas que necessitam da solidão para viver, pois o mundo ao redor suga-lhes muita energia. Existe a solidão ocasionada pela inadaptação de uma pessoa a um determinado ambiente onde, mesma rodeada por muitas outras, ela se sente só. Há também a solidão interior ocasionada por traumas, rupturas, desgostos… Necessária para que a pessoa proteja-se em benefício de sua própria saúde, caso não queira ser esfacelada pelas circunstâncias ruins da vida. Há também a solidão decorrente de uma doença, como a depressão, em que corpo e mente pedem isolamento, até que se refaçam após tratamento. Portanto, amiguinha, a depressão também pode ser um sintoma da depressão, só que neste caso ela é passageira, se tratada.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Josi

          Mais uma vez fiquei surpreendida com a resposta. Obrigada Lu!

          Hoje comecei a tomar o suplemento de vitaminas para não perder nutrientes por conta da perda de peso. Eu ia comprar um para abrir o apetite e engordar, mas fiquei com receio de engordar muito,já que pode ser só um período de adaptação do remédio. E vamos que vamos em direção a uma melhor qualidade de vida. Meus agradecimentos a todos que postam seus comentários aqui também.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Essa é a guerreira POP que me encanta, sempre caminhando em direção à luz do entendimento, que traz otimismo e gera força para ajudar a passar pelo período de turbulência do remédio. Sei que não é fácil, pois também já passei por isso. Mas a postura otimista torna a passagem menos sofrida e auxilia o organismo a superar os efeitos adversos. Parabéns, Rosi. Sei que não tem sido fácil para você, mas ainda assim segue confiante. Como está difícil alimentar-se, procure beber chocolate, vitaminas e sucos, que descem com maior facilidade.

          Beijos,

          Lu

  44. Anelise

    BOA NOITE, GENTE!

    Vim contar mais uma etapa da minha vida, desta vez com êxito, graças a Deus. Alguns já devem ter lido algumas partes das minhas tentativas com antidepressivos, mas vou dar uma resumida.

    Eu tenho depressão e síndrome do pânico, me trato desde 2000, mas há 8 anos não tinha tido recaídas e nem crises. Estava tudo bem, tomava só fluoxetina de 20mg; até que em agosto comecei com crises e depressão forte. O psiquiatra tirou a fluo e me deu Lexapro(escitalopram) de 10 mg. Fiquei muito enjoada e não conseguia comer, mas as crises não cessaram. Ele aumentou a dose para 20 mg, mas mesmo eu continuava enjoada, sem ânimo e perdendo peso. O psiquiatra disse que meu organismo não havia se adaptado com escitalopram. Trocou para Luvox, mas não melhorei. Já estávamos em outubro e eu mal, perdendo peso e a vontade de viver. O psiquiatra então me receitou pondera (paroxetina) de 30 mg. Quase morri, já tinha perdido 25 quilos, não tinha vontade ou amor por nada. Achava que o jeito seria morrer. Passei a não gostar mais do psiquiatra e troquei-o. Foi minha sorte, esse novo disse que meu estômago e organismo estavam machucados e sensíveis, e que tínhamos que mudar de antidepressivo e começar com doses leves. Decidiu continuar com paroxetina, mas começar com a dose de 10 mg, e depois passamos para 20 mg. Comecei a me sentir bem, porém com uma fome desesperadora, fora do comum. Ele disse que teríamos que trocar novamente, e passamos para sertralina, que deu certo. Ela aumentou meu apetite, mas não compulsiva como estava antes, mas eu tive que mudar tudo, alimentação, estilo de vida e trabalho. Hoje minha medicação é Sertralina 150mg, Frontal 0,25 manhã e 0,5 noite, eu tomo ômega 3. Faço terapia que está me ajudando muito. Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, r se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.

    Este blog me ajudou muito. Eu me sentia bem melhor depois que lia os posts e as respostas deste anjo chamado Lu. Gratidão sempre, Lu.
    Grande beijo e saibam, é difícil mas não impossível. Para aqueles que ainda não acertaram a sua medicação… PACIÊNCIA E FÉ,aliás a Lu diz quesejamos POP. 🙂

    Deus nos abençõe.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Ao acompanhar e responder os seus comentários aqui no blog, sou testemunha de quanto sofreu. Eu me sinto muito feliz ao ler o seu novo comentário, falando que reencontrou o seu equilíbrio e, sobretudo, pela sua tomada de consciência, ao dizer que:

      “Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, e se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.”.

      Este blog atuou apenas no sentindo de manter viva as suas expectativas de melhora, tornando-a uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Você foi e continua sendo uma grande guerreira. Queremos continuar contando com sua presença, no sentido de dar forças para outras pessoas.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
  45. Débora

    Olá, Lu!
    Espero muito que alguém me ajude e me responda. Sempre idealizei ter um filho, tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais (nem que isso durasse 4 anos). NADA DISSO ACONTECEU. Engravidei, fui morar junto com o marido em outro Estado (muito longe de minha família, e o que mais me doeu foi ficar longe da minha gêmea). Passaram-se 35 semanas de gestação e atacou cálculo renal e perda total de liquido aminiótico. Meu filho nasceu de 35 semanas, parto cesária e foi para UTI. Aí já começava meu pesadelo sem fim. Resumindo: Ver meu filho na UTI fez secar meu leite, não tive parto normal nem amamentei e estava longe da família. Tive que visitar meu filho na UTI (o que mãe nenhuma mãe merece passar). NADA saiu como eu queria, como idealizei. Eu só chorava, estava letárgica, não tinha e nem tenho vontade de fazer NADA a não ser SUMIR. Olho para meu filho e me sinto uma inútil, que falhou em todos os sentidos, TUDO ME IRRITA A PONTO DE QUERER Me MATAR. Não tenho mais vida, só raiva e frustração. Hoje fui ao médico e ele me receitou este remédio escitalopram. Só que outro efeito negativo que estou passando é o aumento de peso, só engordei desde que meu filho nasceu. Ele fez 1 aninho há 4 dias atrás, é um anjo e até com ele me irrito. Eu não aguento mais. Não me suporto! Vocês acham que este remédio, escitalopram, vai me ajudar? não vou ficar mais gorda ainda?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      É um prazer recebê-la neste cantinho, onde poderá desabafar sempre, pois formamos uma família cheia de muito amor e compreensão.

      Amiguinha, quase todo ser humano tem a tendência de idealizar a própria vida. E é bom que assim seja, pois a idealização tem um ponto positivo: joga-nos para frente. Contudo, também possui um ponto extremamente negativo: quando nos deixa perder o contato com a realidade, tornando-nos refém de nossos próprios sonhos, não aceitando que coisa alguma seja diferente do idealizado. É aí que mora o grande perigo, pois entramos em descompasso com a nossa vida e com o mundo que nos rodeia.

      É verdade que a mulher, ao desejar um filho, idealiza “ter tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais”. E você usou a palavra certa “idealiza”. Mas quem disse que podemos responder por tal idealização? Idealizar significa “criar na imaginação, projetar, planejar, fantasiar”, o que distancia enormemente do “acontecer de verdade”. Penso que foi aí que você se perdeu, amiguinha, pois passou a vivenciar apenas o sonho, e quando a realidade fez-se presente, sem se ater a seus ideiais, não a aceitou. E, como vingança, criou um mundo só para si, como quem diz: Se não é como eu quero, eu também não o aceito!”. Atitude essa desprovida de maturidade, pois as coisas dificilmente acontecem como queremos, mas como têm de ser, movidas por diversos fatores impossíveis de serem explicados em poucas palavras. Vou lhe contar um fato que aconteceu com meu primo:

      Rafael era o terceiro filho. Os irmãos que o antecederam vieram cheios de saúde. Mas Rafa nasceu down. No hospital, meu primo entrou em choque. Uma enfermeira, maravilhosa, vendo o desespero do pai, abraçou-o e disse-lhe: “Você ganhou um anjo em sua vida! Sinta-se feliz com tamanho presente, pois somente as pessoas especiais são escolhidas.” Os anos passaram-se. Os outros dois filhos, ainda jovens, foram morar em outros países, mas Rafa continua com os pais. É um filho carinhoso e sensível, sempre a cobri-los de amor.

      Como vê, temos a tendência de julgar mal os fatos. O seu bebê é um presente dos céus, um guerreirinho, um exemplo de superação. Penso que intimamente, você cobra do pequenino e de seu marido, pelo fato de ter se afastado de sua irmã gêmea, morar num Estado longe de sua família, para, em consequência, passar por tanto sofrimento. O fato de sofrer porque seu bebê estava na UTI é apenas o pano de fundo, uma vez que se encontra fofo, já com um aninho. Toda essa sua frustração e a raiva estão nos laços cortados. Enquanto você não aceitar isso, não será uma pessoa feliz. Quantas mães passam por partos prematuros, com os bebês ficando hospitalizados durante um longo período? Inúmeras! E isso não deixa a maioria delas infeliz. Nós não falhamos quando o que acontece está além de nossas possibilidades. Você não teve falha alguma, ao contrário, doou-se totalmente. Portanto, reveja com carinho a sua postura atual. Está lhe faltando humildade para aceitar a vida tal e qual ela é.

      Débora, juntamente com o oxalato de escitalopram, deveria buscar uma terapia, também. Alguém que a ajudasse retroceder no tempo e arrancar as raízes desse seu sofrimento. Quanto ao escitalopram, ele tanto pode engordar como emagrecer. Existem pessoas que perdem muito peso com ele. Eu emagreci muito. Pode ser que isso aconteça consigo. Com o tempo o corpo volta ao equilíbrio.

      Amiguinha, gostaria que voltasse para conversar mais conosco. Inclusive sobre o remédio que passará a tomar, pois no início os sintomas são agravados. Acho que o remédio irá lhe dar estabilidade emocional e melhor qualidade de vida.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Débora

        LUZINHA, meu anjo!
        Nunca mais perderei o contato com você! Tem razão em tudo que disse! Vou fazer o tratamento, vou mantendo contato e espero partilhar muitas coisas boas com vocês! Obrigada, pessoa iluminada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Depois que lhe enviei a resposta a seu comentário, temi que tivesse sido rude consigo. Seu retorno deixou-me tranquila. Será um grande prazer tê-la conosco.

          Beijo no seu coração,

          Lu

  46. Marina

    Lu

    Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pelo seu trabalho de apoio e sensibilidade com as dificuldades alheias, bem como a forma com que responde aos questionamentos, sempre com muito humanismo e empatia… Encontrei o seu blog em um momento muito propício!

    Falando um pouquinho de mim e da minha experiência com o ESC: há uns 2,5 anos atrás meu médico clínico me receitou o escitalopram, pois me sentia muito cansada, mal conseguia dormir, muitas dores corporais e por estar enfrentando uma fase muito desgastante em um antigo emprego. Tomei o ESC por uns 2 anos, até fazer a interrupção de forma gradual… No início, nas primeiras semanas, realmente tive alguns efeitos adversos (principalmente tremores, muito sono e perda de apetite – coisa que mais me desagradou pois sou bem magrinha e perco peso com grande facilidade), mas passei a tomá-lo depois do almoço. Após a adaptação meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).

    Hoje, não tomo nenhum tipo de ansiolítico ou antidepressivo, e sofro muito por ansiedade, tanto que às vezes mal consigo dormir, pareço estar ligada diretamente em uma tomada, e logo depois meu corpo reclama através de dores musculares horríveis. Minha rotina é bem puxada (trabalho o dia todo e vou para a faculdade praticamente todas as noites), e mesmo assim meu cérebro encontra um “tempinho” para a tal ansiedade.

    Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos. Há mais ou menos 15 dias busquei auxílio psicológico e a referida profissional me disse que poderíamos ter o ESC como uma carta na manga, concomitante com as nossas sessões.

    Muitas coisas externas aconteceram em poucos meses (falecimento do meu avô depois de muito sofrimento em virtude de doenças, problemas familiares, perda de um animal de estimação muito querido) e sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros. Vejo que o caminho está afunilando e me levando novamente ao encontro com o ESC. Não consigo aproveitar a minha vida, digo, ver as coisas de forma diferente a não ser pelo modo mais difícil e doloroso, não consigo curtir meus amigos, meu noivo, meu dia a dia. Meu receio é me tornar dependente de uma vez por todas deste “branquinho” e principalmente a batalha dos efeitos adversos.

    Peço desculpas pelo texto enorme, mas gostaria de poder receber uma opinião sua quanto aos fatos! Um grande abraço e mais uma vez, parabéns pela sua dedicação, muita paz e luz!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      É um grande prazer receber a sua visita. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, existem vários tipo de depressão. Ao que me parece, a sua é reincidente. Ou seja, você faz o tratamento, fica boa por um tempo e depois ela volta. Este tipo é muito comum. Eu por exemplo, sou depressiva crônica, herança herdada de minha família materna. Terei que tomar antidepressivo “forever”. Mas isso não me assusta nem um pouco, ao contrário, agradeço aos cientistas maravilhosos que trabalharam para que eu pudesse ter melhor qualidade de vida, ao contrário da época negra em que as pessoas com doenças mentais eram jogadas nos manicômios ou sanatórios. Além do mais, muita gente toma remédios para hipertensão, diabetes, tireoide, etc, a vida toda. Se o meu cérebro adoece, como qualquer parte do meu corpo, tenho mais é que tratá-lo. Que a preocupação com o remédio não seja um porém na sua busca por tratamento.

      Marina, você diz:”Após a adaptação, meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).”.

      Avalio que o seu tratamento contou apenas com o antidepressivo, que corresponde a 50% dele, pois a outra parte diz respeito inteiramente a você, na maneira como deveria ter passado a olhar o mundo, sendo mais tolerantes consigo e com as pessoas em seu derredor. Devemos aprender que não podemos condicionar a nossa vida ao comportamento dos outros. Se não nos agrada, o melhor a fazer é ignorá-lo, pois cada um responde pela própria vida. As atitudes alheias não nos dizem respeito, a menos que nos prejudiquem. As pessoas não mudam porque queremos. Elas só mudam se quiserem. Condicionar nossa felicidade a elas é ser infeliz pelo resto da vida. Essa paz que você busca encontra-se no modo como compreende e aceita a vida com seus revezes e contratempos. E não acho que suas emoções tenham ficado mascaradas, penso que ficaram mais equilibradas.

      Amiga, acredito que você precisa ir a um psiquiatra, pois tais crises, se não tratadas, só tendem a agravar cada vez mais. Até mesmo a psicóloga pensa assim, ao dizer que o antidepressivo é uma “carta na manga”. Eu, particularmente, não sou chegada a essas terapias. Considero-as um mero coadjuvante do tratamento. Conheço pessoas que ficaram anos e anos em terapias sem terem melhora alguma, a não ser quando o caso é resultante de um trauma. Essa sua ansiedade, se não tratada, poderá evoluir para as terríveis crises de pânico. E com a rotina pesada que tem, precisa de algo que lhe dê equilíbrio para seguir avante. Você mesma diz: “sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros.”. E se a carga está excessiva, busque ajuda médica, quanto mais cedo, menor será seu sofrimento. Este é o meu conselho. Não tarde a colocá-lo em prática.

      Ao dizer: “Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos.”, deixa claro que está passando por uma severa crise de depressão. Esse medo precisa ser contido, antes que a impeça de sair de casa. Percebo que sua irritabilidade é altíssima, pois, normalmente, os depressivos tendem a ficar pacatos, indiferentes, querendo só ficar deitados. Você se mostra de mal consigo e com o mundo ao seu redor. É preciso aprender a aceitar as coisas que não pode mudar. E procurar conviver bem com elas, sem que essas a afetem tanto. Gostaria que lesse o meu texo denominado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Sei que irá lhe dar uma nova dimensão sobre o que significa o tratamento com um antidepressivo.

      Eu agradeço suas palavras generosas sobre minha participação na vida dos que me procuram. Eu já passei por tudo isso, e vi minha avó, mãe, tios e primos passarem pelo mesmo. Compreendi que o conhecimento de nosso sofrimento torna-o cada vez menor. E, encontrar quem nos dê atenção é fundamental para que prossigamos na busca de melhor qualidade de vida e autoestima. Sou eu quem agradece a sua confiança. Quero tê-la sempre aqui, falando sobre seu tratamento e trocando informações conosco.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Responder
      1. Marina

        Lu
        Muito obrigada pelo seu feedback!
        Realmente busquei auxílio psicológico devido a outros problemas e também para tentar compreender um pouco mais do que se passa no meu coração e minha mente, diante de tanta confusão de pensamentos/sentimentos, tentando encontrar algumas respostas (tenho muitos questionamentos internos). Tenho consciência de que preciso reavaliar minha personalidade e trabalhar estas dificuldades, bem como, quando temos a bênção de perceber que precisamos de ajuda, de irmos buscar… Temos tudo em nossas mãos! Não sou contra a medicalização ou qualquer tipo de tratamento alternativo, pois já precisei e foi eficaz. A questão da aceitação dos fatos e das pessoas, esta, sim, é complicada, de certa forma nem eu me aceito! Precisamos encontrar a felicidade dentro de nós, depois tudo se torna mais leve!

        Obrigada pelas palavras de apoio, elas são essencialmente importantes. Retornarei no passar dos dias para relatar os acontecimentos!

        Um grande abraço apertado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          A percepção do que lhe falta e do que é preciso compreender já lhe dão as setas dos caminhos a serem trilhados. Você é uma mulher muito inteligente e haverá de fazer esta passagem com muita tranquilidade. Permita a si mesma paciência nesta busca pela compreensão, sem nada cobrar de si ou qualquer forma de censura. Bote leveza em sua vida, pois ela é única. Aguardo notícias suas!

          Beijos,

          Lu

    2. Aliane

      Lu, querida!
      Eu sou a Aliane. Andei um pouco sumida, mas ontem meu médico mudou meu remédio dee oxalato de escitalioram de 30mg para fluoxetina de 60mg. Estou meu agoniada com isso, muito aflita e nervosa, sem saber o quee pensar. Ele diz que estou ainda na faze aguda e preciso ajustar a dose. Me ajude, minha amiga, dê-me uma luz.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Aliane

        Não há porque ficar temerosa, agoniada e nervosa. Tais mudanças são normais no início do tratamento. Existem muitas substâncias antidepressivas. Nem sempre a que faz bem para uma pessoa também faz para outra. Eu tomei a fluoxetina por muitos anos. Só parei porque ela deixou de fazer efeito para mim. Foi quando o médico mudou-me para o escitalopram. Portanto, fique tranquila e confie no seu médico. Ele sabe o que está fazendo. E não adianta ficar tomando um medicamento que não surte o efeito desejado. Não tem nada o que pensar, deve apenas tomar a fluoxetina… risos.

        Um grande beijo,

        Lu

        Responder
  47. Regis

    Primeiramente venho dar meus parabéns pelo site, muito bom mesmo!

    Vou contar um pouco da minha história e também pedir conselhos.

    Sempre fui ansioso,mas nada que me trapalhassemuito na vida. Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga), isso ocorreu umas 3 vezes no máximo até ano passado.

    Ano passado, eu comecei a trabalhar em uma cidade e estudar em outra, minha vida se resumia a viajar, trabalhar e estudar e dormir pouco. Certo dia cheguei do serviço e fiquei passando mal (dengue!). Passaram-se 15 dias aproximadamente e acordei bem. Conversei com os amigos da casa, tomei café e quando cheguei no ponto para pegar o ônibus pra empresa, me veio uma tontura forte, mal conseguia olhar pros lados. No hospital falaram que era intoxicaçao, e tomei remédios pra enjoo. Meus pais me buscaram e fiquei 5 dias em casa, fraco e com enjoos. Voltei à rotina meio fraco, com as batérias “viciadas”, sempre cansado. Passaram-se mais 16 dias e passei mal novamente, uma sensaçao ruim e novamente uma forte sensaç~so de vomitar. Passei mais uma semana mal e fraco, com muitos sintomas variados.

    Passei por todos os médicos até ir num péssimo pisiquiatra na cidade de Lavras MG, que atende pelo plano. Ele me ouviu falar por 2 minutos e falou que era depressão. Receitou Pristiq, orap e stilnox (ambos muito fortes). Nao iria tomar até acordar mal. Comprei e tomei achando que iria melhorar na hora, e foi um mês de sofrimento. Conseguia trabalhar e estudar (forçando muito, pois estava fraco ainda e com medo de tudo). Fui demitido e perdi o plano depois de dois meses com esses medicamentos, que não ajudaram em nada praticamente. Minha energia tinha acabado. Fui em outro médico, um neuro, que só receitou o que eu falei que tomava. Estava ansioso com tudo que acontecia e nem saia mais de casa. E tudo piorou de novo, porque voltei a tomar esses remédios, lembrando que o ORAP vicia, e que passei muito mal por largá-lo e o médico de Lavras nao disse nada.

    Voltando a São João del Rei pra terminar a faculdade, eu já não queria mais sair, me sentia ansioso o tempo todo (estava tomando o pristiq novamente), não ia a festas e nem nada que fazia antes. Fui a outro psiquiatra que falou que os remédios qe eu estava tomando nao tinham nada a ver com meu problema. Ele me passou rivotril 0.25 sublingual, 3 vezes ao dia. Comparado ao preço da consulta, o medicamento foi de graça. Fui tomando e mesmo assim aquela ansiedade absurda dada pelo pristiq nao saia de mim. Até que, por conta própria, aumentei as doses de rivotril pra 0.5, duas vezes a dia. Minha vida foi melhorando, ja fazia bastante coisa que tinha deixado de fazer pelos ataques de ansiedade que o pristiq me deu.

    Hoje nao tomo nenhum remédio, me sinto bem fraco comparado ao que era antes, nao saio e tenho medo de chegar em mulheres, ficar ansioso e passar mal, pois diariamente me sinto um pouco tonto e meu estômago já nao é mais o mesmo (agora tenho intolerância à lactose). Tenho medo de arrumar outro emprego, sinto tremedeiras e uma fadiga absurda, e ja nao sou mais a pessoa alegre que eu era há um ano atras. Será que é depressao ou ansiedade? Depressão também dá medo de sair e passar vergonha? Será que devo procurar novamente o psiquiatra?

    Desejo melhoras a todos, eu tinha preconceito até de ter esse tipo de doença :/

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Régis

      Seja bem-vindo a este cantinho, onde formamos uma família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, você tem passado por uma verdadeira via-cruz. O mais importante é que vem juntando forças e correndo atrás de sua saúde. É fato que nem sempre encontramos bons profissionais no nosso caminho, pois a medicina vem se tornando cada vez mais uma empresa com fim lucrativo. O juramento feito pelos profissionais não tem mais crédito algum. Mas ainda existe gente boa.

      Logo no início você diz:
      “Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga)”

      Isso me chamou a atenção porque a intolerância à lactose traz tais sintomas. Não acho que acabou desenvolvendo essa intolerância recentemente, mas já a trazia consigo desde o início, só sendo descoberta agora. Além da dengue, que mexe com todo o corpo, penso eu que você estava passando mal em razão da intolerância à lactose (também conhecida como deficiência de lactase, é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos). Com certeza, para se fortalecer, deve ter tomado vários alimentos com lactose, o que só fazia agravar o seu estado de saúde. Você em momento algum teve um ataque de pânico, mas sintomas provenientes dessa intolerância. E é claro que isso gerava mais ansiedade, depressão, autoestima baixa, medo, etc, pois não tinha uma análise correta de seu problema. Se agora está com depressão, ela é resultante dessa sua luta.

      Amiguinho, eu não acho que você tenha depressão. E se a tem, ela foi adquirida em razão desse seu tratamento traumático. Mas tratando a intolerância à lactose, a depressão (se houver) desaparecerá com pouco tempo de medicação. Aconselho-o a buscar um médico gastroenterologista, e contar toda a sua sina. Verá que logo, logo será outra pessoa. Infelizmente, tudo vem sendo visto como depressão, o que faz com que muitas doenças fiquem ocultas. Gostaria que continuasse me informando sobre sua saúde. Não deixe de ir ao gastroenterologista o mais rápido possível. Depois conversaremos sobre esse medo e vergonha que sente.

      Vou lhe passar dois links para leitura:
      http://www.minhavida.com.br/saude/temas/intolerancia-a-lactose
      http://drauziovarella.com.br/letras/l/intolerancia-a-lactose/

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Regis

        Muito obrigado pela resposta, Lu, você escreve muito bem!

        Cheguei a fazer exames gástricos e nada foi achado no ano passado, só essa leve intolerância mesmo. O médico falou que os remedios estavam bagunçando minha cabeça e que a intolerância pode muitas vezes ser gerada por ansiedade. Antes de ir pra outra cidade. eu era cheio de energia, e bebia muito leite e derivados, que nunca me fizeram mal. Talvez até mesmo a dengue pode ter causado tudo isso, mas nao sei falar sobre.

        Eu me recordo de passar pelo mesmo mal de ansiedade com 3 antigas namoradas (era jovem e sem experiência e cheio de medos). Mas hoje em dia, eu me sinto num caminho de dúvidas, porque nao sei qual médico procurar e realmente começar a tomar antidepressivos nao é facil no começo. Senti na pele depressão e crise de pânico quando comecei com o pristiq. Uma coisa que não mencionei é que vi muita coisa na internet sobre esses problemas serem genéticos, e não mencionei que minha mãe ja teve problemas de ansiedade e depressão, assim como tias e primos. Tenho certeza que o psiquiatra me passará escitalopram se eu for lá, já que meu primo se tratou e deu certo.

        Muito obrigado, e vou escrevendo como anda minha caminhada. Desejo sorte e força a todos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Régis

          É interessante notar que a intolerância à lactose produz os sintomas citados por você (enjoo, dor de barriga, dores no corpo, etc.), também. E em momento algum me pareceu que tivesse tido um ataque de pânico, que é bem diferente do relatado. Você viu que essa intolerância pode ter três causas, já citadas nos links que lhe enviei. Penso que deve levá-la a sério, evitando os alimentos que provocam o mal-estar.

          Amiguinho, existem vários tipos de depressão, dentre esses está a genética, que é o meu caso. Mas não significa que por ter pessoas na família com o problema você o tenha. Porém, se estiver com depressão, quanto mais cedo começar o tratamento melhor. Com o tempo, quando não tratadas, as crises tendem a ser mais constantes, agravando-se mais e mais. Não adianta fugir da raia, pois “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”… risos. Eu tomo escitalopram e sinto-me maravilhosamente bem, minha qualidade de vida melhorou muito, tanto é que estou aqui tentando ajudar as pessoas.

          Régis, eu vejo os antidepressivos como coisas maravilhosas criadas pelo homem. Bendito sejam aqueles que trabalham para melhorar a nossa saúde. Há pouco tempo atrás, as pessoas passavam por um sofrimento atroz, muitas delas parando em sanatórios, recebendo choques elétricos, etc. Na Idade Média, elas eram abandonadas pelas famílias. Portanto, procure abrir sua visão em relação a esses remédios maravilhosos, que estão a ser aprimorados cada vez mais. O preconceito contra os problemas mentais estão sendo cada vez mais deixados para trás. O homem está aprendendo que o cérebro também adoece, assim como o coração, o fígado, os rins… E que há meios para tratá-lo. Aconselho-o, portanto, a buscar um psiquiatra. O escitalopram é hoje um dos antidepressivos mais usados. Veja os comentários.

          Quanto à sua insegurança com as mulheres, isso pode estar ligado à depressão (um comentarista aqui tinha esse mesmo problema). Essa danadinha mexe muito com a gente, tirando todo o nosso equilíbrio, jogando nossa autoestima lá embaixo. Portanto, nessa sua caminhada, dê um passo de cada vez, começando pela ida ao psiquiatra. O resto a gente irá ajeitando com calma.
          Muito obrigada pelo elogio ao blog. Realmente ele é feito com muito amor e dedicação. Tenho grande carinho por todos vocês.

          Abraços,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          É um grande prazer recebê-la neste espaço. Sinta-se em casa.

          Amiga, espero que você seja forte no início de seu tratamento, em razão dos efeitos adversos, e que tenha excelentes resultados.
          Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  48. Flávia

    Obrigada, Lu, você está certa. Suas palavras sempre abrem os meus olhos. Depois volto pra contar sobre o psiquiatra 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Continue sendo uma garota POP (paciente, otimista e persistente). É o modo como nos colocamos diante da vida é que faz toda a diferença.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  49. Flávia

    Oi, Lu!
    Dei uma lida no texto e de fato, de vez em quando eu esqueço que desanimar com alguma coisa é natural do ser humano, e continuarei tendo meus momentos. A minha ansiedade tem aumentado um pouco ultimamente, mas ao menos vem só na forma de apertos no peito e frio na barriga, nada de crise. Penso que pode ser das expectativas da virada de ano, faculdade e coisas que tenho a fazer, mas ao mesmo tempo fico em dúvida se posso estar tendo uma recaída. Em 4 meses de tratamento ainda é normal ter seus momentos ansiosos ou talvez a minha dose ainda esteja fraca? Continuo nas 10 gotas. Semana que vem volto ao psiquiatra e tiro essas dúvidas também!

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Todos nós, tomando antidepressivos ou não, teremos altos e baixos, dias bons e outros não, alegrias e tristezas em nossa vida. Isso faz parte de nossa humanidade. O antidepressivo apenas nos equilibra para transitarmos pela vida com mais tranquilidade. Pense sempre nisto. Continuamos tendo expectativas, preocupando-nos com certas coisas, ou seja, continuamos humanos. E isso não significa uma “recaída”. Você vai ter ansiedade sempre, mas dentro da normalidade, sem que isso lhe faça mal. Explique para o médico como é o seu tipo de ansiedade, ele então poderá avaliar se precisa ou não aumentar sua dosagem. Procure continuar tranquila.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  50. Pedro

    Olá, Lu!
    Eu tomei por quase 20 anos cloridrato de clomipramina, de várias dosagens, juntamente com bromazepam 3 e 6 mg. Teve épocas em que eu não tomava de vez em quando… Às vezes bebia cerveja, etc. Então bateu a depressão novamente. Meu médico trocou a medicação e me receitou o Exodus 10mg e Frontal 1mg . Comecei faz 5 dias e estou ruim ainda. Não estou tendo efeitos colaterais do remédio, mas a deprê está horrível, aqueles pensamentos ruins voltaram, bem como a vontade de não fazer nada. Minha pergunta é: mesmo por eu ter tomado medicamentos durante muitos anos, devido a troca a pessoa fica ruim no começo, tudo de novo até o remédio interagir, ou não está fazendo efeito?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, a volta de sua depressão pode ter duas causas: ou você não estava tomando o remédio direito ou ele deixou de fazer efeito em seu organismo. Todo antidepressivo traz efeitos adversos, inclusive aumentando o estado depressivo no início do tratamento. Não importa que você já tenha tomados outros antes. Cada um traz uma substância diferente para o organismo, que com ela terá que se adaptar. Daí essa briga de foice, tudo se repetindo. Até que um se apaixona pelo outro.

      Pedro, com 5 dias apenas não dá para sentir um efeito visível. É preciso mais tempo, pois o antidepressivo é acumulativo. Normalmente, somente depois da segunda semana é que o efeito bom aparece. Deve estar fazendo efeito sim, uma vez que a “deprê está horrível”. Mas tudo isso irá passar. Precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Os efeitos bons irão recompensar o sofrimento de agora.

      Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Pedro

        Oi, Lu!

        Hoje fecharei um mês com o exodus e o frontal. Tive nessa última semana uma piora no quadro, mas, como tinha marcado o retorno ao médico, eu perguntei se talvez eu tivesse que voltar aos medicamentos antigos (clô). O médico disse que era para continuar e aumentou a dosagem para 20mg de exodus e frontal 2 mg. Estou no 2° dia dessa nova prescrição e ainda acordo com pânico e totalmente sem apetite. Só melhoro um pouquinho a partir da tarde. Será que tem pessoas que demoram mais de 30 dias para começar a fazer efeito com o Exodus?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Você chegou a sentir alguma melhora com o uso do exodus e do frontal? Ou não melhorou nada? Seu quadro era o mesmo de antes e agora piorou? Gostaria de obter tais informações para poder lhe responder.

          Abraços,

          Lu

        2. Pedro

          Meu quadro ano passado não era muito bom, porque fazia o tratamento há muito tempo, errado, pois às vezes tomava o remédio, às vezes bebia para ficar bom, alternando com bebidas. Quando notei que tinha que realmente decidir por tomar a medicação certinho, e o médico mudou para o êxodus. Achei que poderia beber algumas cervejas à noite, umas 2 vezes por semana, porque na bula dizia que não interagia com álcool. Só que acho que, por esse motivo, o remédio talvez não tenha dado efeito. Parei totalmente com qualquer bebida alcoólica, e depois disso fiquei pior. Falei isso pro médico, e ele falou que mesmo não interagindo, era para não misturar as coisas. Perguntei-lhe se com a duplicação da medicação, tomando certinho, eu ia melhorar, e ele falou que sim. No começo até consegui tentar me manter estável, mas desde a semana passada estou me sentindo pior. Agora vou tentar fazer certinho com essa dosagem, vou esperar mais uns 10 dias, senão vou ao médico de novo, pois está difícil de aguentar!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Como você não seguia corretamente o tratamento, só de agora para frente é que poderá avaliar a ação do antidepressivo. Não acredito no fato de que não há interação com o álcool, pois, quando tomava fluoxetina, passei por uma crise séria. Esqueci-me de que havia tomado o remédio e, tomei uma caipirinha na casa de uma amiga. Por pouco não surtei.

          Agora que você está tomando o remédio como deve, terá que passar pelos efeitos adversos, que duram em torno de duas a três semanas. Muitas vezes a pessoa fica pior do que antes de tomar a medicação, mas é preciso ter força para passar por essa fase turbulenta. É preciso ser POP (paciente, otimista, persistente). Todo o sofrimento pelo qual está passando irá valer a pena. Sua qualidade de vida melhorará muito. Pense nisto. Leia o texto em que falo sobre os efeitos adversos, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Ele o ajudará a compreender melhor essa fase pela qual passa. Coragem, amiguinho!

          Abraços,

          Lu

  51. Flávia

    Oi Lu!
    Feliz natal e Ano Novo atrasado pra você. Acabei sumindo, pois resolvi viajar pros feriados com uns amigos e meu primo, e foi muito gostoso.
    Estou agora com 4 meses de escitalopram (ainda nas 10 gotas) e bem, pois desde o primeiro mês os ataques sumiram. Estive me sentindo num geral bem, apenas um pouco letárgica e tonta de vez em quando (talvez nem tenha a ver com o problema?). O que aconteceu é que, ao voltar da viagem, me deu uma super “down”… Eu acho que é normal, né? Com a mudança de ambiente e coisa do tipo. Com esse “down” vieram alguns outros sintomas que eu sentia antes, nada muito forte, mas me incomodou um pouco. O que você acha? Ainda estou indo bem? No fim do mês voltarei ao psiquiatra e vou relatar tudo a ele. Obrigada novamente!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Fico feliz com as boas notícias. Você está indo muito bem. Também lhe desejo um 2016 cheio de muita saúde. Quanto à pergunta, encontrará resposta no texto que escrevi aqui no blog, chamado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Você terá exatamente as respostas que procura.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  52. André

    Oi, Lu!

    Muito legal e educativo seu blog. Tive 03 episódios de depressão (doença de base) com SP. Nas 03 ocasiões eu me tratei com LEXAPRO. Estou fazendo uso há aproximadamente 06 meses, tomo 15 mg. Concordo contigo sobre a eficácia do medicamento, embora já tenha lido relatos de pessoas que diziam que o escitalopram não melhorou em nada as suas vidas. Fazendo um balanço, acredito que o escitalopram resgatou 65% da minha qualidade de vida. Aliás, no meu caso, acho que ele foi muita mais eficaz na questão do Penico do que na Depressão propriamente dita. Posso dizer que as crises de pânico praticamente sumiram, quase que na totalidade.

    Tenho lido muito sobre antidepressivos e meu objetivo como de todos os demais colegas que sofrem deste males é FICAR 100%. Na minha última consulta, há 15 dias, com o psiquiatra, eu sugeri a mudança para o EFEXOR (VENLAFAXINA), pois ouço muita gente falando bem dele, inclusive pessoas que não se deram bem com o escitalopram. Sou grato ao escitalopram, pois reitero: ME TIROU DO BURACO, todavia, quero partir para a Venlafaxina. Quem sabe não seja ela o remédio ideal para mim. Você já fez uso desse medicamento? Conhece pessoas que a utilizaram? Caso sim, poderia por gentileza compartilhar a experiência?

    Abraços e um feliz 2016 a todos nós!

    Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amiguinho, realmente um antidepressivo pode ser bom para uma pessoa e não fazer nenhum bem a outra, pois varia de organismo para organismo. Então, as pessoas têm razão, quando dizem que esse ou aquele remédio não surtiu efeito. A busca por um bom antidepressivo, aquele que irá fazer bem à pessoa, demanda, muitas vezes, uma longa caminhada.

        Você pergunta sobre a Venlafaxina. Confesso que não a conheço, pois como você, uso o oxalato de escitalopram. Alguns comentaristas aqui vêm fazendo uso dela. Poderá ver através de comentários nos textos sobre este tema. Inclusive, se vier a ser prescrita para você, não deixe de trazer-nos informações.

        Obrigada pela generosidade dos elogios.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  53. Edson

    É incrível como o escitalopram interage nas complicadas funções químicas do cérebro e por consequência transforma para melhor a vida daqueles que sofrem com depressão, transtornos ansiosos e outros tantos males da mente humana. Com menos de 1 mês de uso, eu me sinto menos preso a medos, que sabia serem irracionais, meus sonhos noturnos são mais tranquilos, onde me percebo mais benevolente com meus fantasmas e eles para comigo. Mas será que somos apenas isso, um composto químico?

    Acredito que ante disso somos amor, ódio, medo, coragem, disciplina, caos, caridade, egoísmo e uma gama infinita de atitudes e sentimentos que certamente nos conduzirá para uma estrada menos ou mais aprazível. Esses sentimentos transformam a química do nosso cérebro e não o contrário, parte deles já estão conosco no ventre de nossas mães e parte serão adquiridos e transformados no decorrer de nossas vidas, de nossas próprias e únicas experiências.

    É importante sermos bons, primeiramente para conosco, e se necessário devemos buscar ajuda médica e espiritual para consegui-lo, depois abracemos o mundo com boas atitudes. Abençoadas por Deus estas se multiplicarão na nossa “Feliz Vida Nova”.
    Um 2016 repleto de realizações a todos, é o que desejo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Nós somos tudo isso e muito mais. Nem mesmo a Ciência ainda conseguiu nos decifrar totalmente, haja vista o número de doenças ainda desconhecidas para ela.

      Um 2016 com muita paz, saúde e prosperidade para você, também.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Edilaine

      Muito legal os bons comentários sobre o escitalopram. Venho sentido melhor com ele, estou tomando Reconter, 10 gotas. Meu médico disse que, por causa de festas, se eu não me sentisse muito “up”, poderia aumentar pra 15 gotinhas. Experimentei aumentar hoje. Venho tendo galatorreia com antidepressivos, e sinto arrepios no couro cabeludo e tensão nos ombros. Bom, vamos levando!
      Abraços

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        O oxalato de escitalopram vem sendo muito indicado pelos psiquiatras. Além de apresentar menos efeitos adversos, é mais efetivo no tratamento dos problemas mentais. Quanto à galactorreia, alguns fármacos elevam a produção de prolactina, causando tal problema. Penso que assim que seu organismo adaptar totalmente ao remédio, essa disfunção desaparecerá, assim como os arrepios no couro cabeludo e a tensão nos ombros. Fique tranquila!

        Abraços,

        Lu

        Responder
  54. Alexandre

    Boa noite, Lu!

    Hoje quero apenas lhe desejar um feliz Natal e um excelente Ano Novo!
    Obrigado por ter escrito este texto e por ter se tornado um canto muito especial para todos nós, sua palavras fizeram a diferença em nossas vidas e nos deu forças para seguirmos adiante.
    Obrigado por tudo!

    Alexandre

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Sou eu quem agradece o carinho de vocês e a confiança em mim depositada. Saber que ajudei de alguma forma é o maior presente recebido neste ano de 2015. Agradeço em especial a sua atenção. Que você também tenha um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muitas bênçãos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Oziel

        Oi, Lu um feliz Natal pra você!

        Gostaria de compartilhar com você o que estou passando. Eu era um cara muito divertido, casado, tenho um filhinho de 6 anos e adorava uma cervejinha, porém, sempre com amigos, gostava de fazer uso de drogas. Usei álcool e drogas durante uns 4 anos.

        Certo dia, após uma noite de álcool e drogas, tive meu primeiro ataque de pânico, e daí em diante começaram as minhas idas e vindas do PA. Meu cardiologista me receitou o proximax (citalopram), que tomei durante três dias, porém me atrapalhou muito em meu serviço, pois parecia um zumbi, e acabei interrompendo por conta própria.

        Fiz um curso para SP (síndrome do pânico) online com Luciano Rosa Reis, e aprendi a controlar as crises sem remédios. A ansiedade foi diminuindo bastante e comecei a melhorar. Voltei a ser eu mesmo. Após uns dois meses de bem-estar sem pensamentos ruins, onde tudo parecia estar bem, acordei com um zumbido muito alto em meu ouvido direito, e apouco dias depois no esquerdo. Minha autoestima e alegria foram prejudicadas novamente por conta disso, pois não tenho dormido direito por conta do zumbido, e hoje fico a maior parte do dia na cama, pois estou de férias, e parece que eu não sou mais quem eu era. Não uso mais drogas nem álcool, desde os ataques que tive, mas porém estou pra baixo, meio desanimado. E pior estou obcecado em ficar lendo sobre zumbidos, na NET, e as notícias não são boas, pois muitos dizem que não há cura.

        Gostaria muito que me ajudasse, Lu, pois tenho medo de estar depressivo, apesar de eu sair às vezes, e fazer uma corridinha, ir à casa de amigos e de meus pais, também para não ficar em casa trancado. Você acha que eu possa estar entrando em depressão?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          É um grande prazer recebê-lo neste cantinho, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, álcool e drogas é um explosivo em potencial, deixando sequelas nas pessoas. Mas deixemos esse tempo no passado, pois o importante é o presente, período em que se encontra “limpo”. Parabéns pela força, pois muitos não conseguem sair desse buraco negro.

          A Síndrome do Pânico atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. Ainda que não mate, desnorteia sua vítima, deixando-a, sobretudo, insegura. Ela deve ser tratada assim que tem início, pois, com o tempo, seus ataques vão ficando cada vez mais próximos e mais agudos. Como se trata de um problema químico, penso eu que deva ser tratada quimicamente, ou seja, com remédios. Você agiu errado ao abandonar o medicamento após iniciar seu tratamento. Faltou-lhe, tenho certeza, informações por parte do médico, dizendo-lhe que no início é assim mesmo, podendo a fase ruim durar duas semanas ou mais, mas que depois os efeitos bons irão surgindo. E, se após esse tempo ainda continuasse se sentindo ruim, o médico faria uma reavaliação, podendo diminuir a dose ou mudar para outro antidepressivo. O fato é que você interrompeu o seu tratamento e está pagando caro por isso. Mas o importante é que está buscando ajuda agora.

          Aconselho-o a ir primeiro a um médico otorrinolaringologista (se ainda não foi). Com o resultado em mãos, procure um psiquiatra. Relate-lhe tudo, principalmente o fato de encontrar-se obcecado por informações sobre zumbidos. O fato de permanecer na cama é um indicativo de que se encontra depressivo, assim como o seu desânimo e o astral baixo, pois a depressão ataca primeiro a nossa autoestima. Não procure por informações na internet, pois só quem pode avaliar o nosso estado de saúde é o profissional formado para isso. O Dr. Google não faz consulta presencial, e cada caso é um caso. Por isso, ele erra feio!

          Não tenha medo de estar depressivo. Se estiver, apenas fará um tratamento. O mercado está cheio de antidepressivos excelentes, que restituem a nossa qualidade de vida. Eu sou depressiva e já tive muitas crises de pânico. Agora, com o oxalato de escitalopram, encontro-me ótima. Portanto, nada como passar por uma avaliação médica e voltar a ser o que era antes. Aguardo notícias suas sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        2. Oziel

          Obrigado, Lu!
          Acabei de ler seu comentário e estou me sentindo bem melhor agora. Já marquei minha consulta com otorrinolaringologista e depois irei passar com o psiquiatra. Voltei de férias e estou bem disposto com meu trabalho, pois trabalho com obras, e estou enfrentando esse sol com muita alegria. Muito obrigado! Gostaria de ir te informando sofre o meu caso.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          Estou alegre ao saber que já está tomando as medidas necessárias à sua saúde. É isso mesmo, amiguinho. E voltar de férias neste pique é muito bom. Nada como um descanso para o corpo e a mente. Será um grande prazer receber e responder os seus comentários. Quero acompanhar tudo, sim. Não deixe de me informar. Gostaria também que lesse meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSO ORGANISMO.

          Muita saúde e realizações neste 2016 para todos nós.

          Abraços,

          Lu

      2. Thiago

        Oi Lu, tudo bem?
        Como disse em outros posts, comesse a usar cloridrato de fluoxetina de 20 mg por um mês, senti alguns efeitos adversos mas depois melhorei bastante. Na próxima consulta, o médico me passou paroxetina de 10 mg, fiquei muito bem. Não senti nem efeitos do medicamento. A minha casa está em obra, trabalhei pesado e me senti muito bem disposto. Estou mais ou menos há dez dias tomando paroxetina de 10 mg, só que ontem senti o início de palpitações mais na região do peito, os músculos se contraindo, pulando involuntariamente, a as pernas fracas e um poucos trêmulas. Estou com medo de que volte as reações de novo.
        Um grande abraço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos não nos transformam em super-homens ou em supermulheres. Continuamos seres humanos. É normal que sintamos problemas vez ou outra. Pode ter sido um efeito do excesso de trabalho, ao qual o corpo não estava acostumado. Elimine a palavra “medo” de sua vida. Não há de ser nada.

          Abraços,

          Lu

  55. JUNIOR

    Boa tarde!
    Alguém sabe se o posso trocar o oxalato de escitalopram por Donarem, pois faz 2 anos que tomo o esc, e a minha libido está acabando a cada dia, mal consigo chegar ao orgasmo. E pelo que eu pesquisei, o Donarem não causa perda de libido. Me ajudem pois minha esposa acha que eu não gosto mais dela.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Júnior

      Realmente, de modo geral, os antidepressivos diminuem a libido, uns mais do que outros, é verdade. Em algumas pessoas, com o tempo, a libido vai voltando ao normal. Quanto à mudança de remédio, somente o seu psiquiatra poderá decidir, inclusive alguns remédios necessitam de um tempo de espera. Portanto, nada de fazer mudanças por conta própria. Certo? Quanto à sua esposa, converse com ela abertamente sobre o assunto. Ela é também a sua melhor amiga. Leve-a consigo ao médico para que ouça as explicações desse. Não se preocupe, pois o psiquiatra irá resolver seu problema.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Edilaine

      Lu,
      Faz uma semana que estou tomando escitalopram e já vi melhoras. Nos primeiros dias senti vertigem e dores musculares, que já estão diminuindo.
      Boa sorte a todos e viva o Escitalopram!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Seu organismo reagiu muito rápido com o antidepressivo. Maravilha! Daqui para frente serão só notícias boas. Parabéns, garota POP!

        Abraços,

        Lu

        Responder
  56. Edson

    Nossa, Lu!
    Você é uma pessoa muito especial, obrigado por sua palavras. Ao ler seu texto de apresentação já tinha percebido o quanto você escreve bem, é tudo de muita qualidade tanto na forma quanto no conteúdo. E você se coloca como espectadora de si própria, o que é fantástico! Que tal escrever um livro contando sobre sua vida, de como o transtorno mental afetou a si própria e aos outros, o surgimento do blog, o interesse pela arte e pela cultura em geral, o tempo dedicado a ajudar o próximo, a volta por cima, quais as angústias mais comuns de seus seguidores, os transtornos mais comuns apresentados. Esteja certa que estará ajudando muita gente (mais ainda) pois sua forma de escrever é leve, é positiva, tem humor na dose certa, desmitifica a doença mental. Ótimas dicas sobre o problema (acompanhamento médico, dosagem, exercícios físicos, animais de estimação, ficar longe de noticiários …). Sei que há muitos trabalhos escritos por psicólogos e psiquiatras, mas um livro escrito por um de nós é um compartilhamento de inestimável valor, que ajudará muito aos que têm medo, aos que se sentem sós com o problema, solidão essa tantas vezes relatadas neste blog. Sucesso, aguardo o lançamento para breve!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Muito obrigada por suas palavras tão gentis e pelo incentivo. Você tem toda a razão quando diz que um livro escrito por alguém que sofre com a doença é muito mais incisivo, pois não é de ouvir dizer, mas sobre o que se vive na própria pele. Quanto ao surgimento do blog e do espaço voltado para as doenças e transtornos mentais, tudo não passou de um mero acaso. Escrevi o texto “Escitalopram ou Fluoxetina” como uma crônica qualquer. E foram chegando comentários e mais comentários… risos. Depois resolvi escrever mais outro, e mais outro… e acabei criando uma categoria denominada SAÚDE MENTAL, que já tem mais de 1000 comentários. E melhor, as pessoas começaram a interagir umas com as outras, numa espécie de fórum, formando um espaço gostoso, sem tecnicismo, em que nos ajudamos mutuamente.

      Amiguinho, eu tenho paixão por escrever. Tenho artigos para vários livros: poesias, crônicas, causos, etc. Mas falta-me coragem para trabalhar com a burocracia que é o lançamento de um livro. Trabalho com revisão de livros e sei como é difícil encontrar um espaço em meio a tantas coisas boas e também mediocridades que abarrotam o mercado livreiro. Mas pode ser que no futuro eu pense nessa sua sugestão, que é realmente muito interessante. Por enquanto, espero que me leia aqui… risos.

      Édson, gostaria de sugerir-lhe a leitura do livro O DEMÔNIO DO MEIO-DIA: UMA ANATOMIA DA DEPRESSÃO, autor: Andrew Solomon, editora: Companhia das Letras. Você poderá descê-lo (pdf) da internet (eu prefiro o livro em carne osso, digo, em papel e letras… risos). Foi o melhor livro que já li sobre o assunto. Mas não é para todo mundo que o recomendo, pois exige uma reflexão e compreensão maior.

      Menino, não nos deixe sós! Volte sempre que puder!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  57. Edson

    Olá, Lu!
    Estou no meu 4º dia com o Lexapro gotas (receitado 10 gotas), começando com 1 gota até atingir 10 gotas no décimo dia. Ontem observei minhas pupilas dilatadas, será que vai ser sempre assim? Em 2009, eu sofri assédio moral muito acirrado no trabalho (a gente só percebe mesmo quando já está destruído), e depois disso sofri perdas na família. Como consequência, eu me fechei em casa, onde me sinto mais seguro, mas a situação financeira vai apertando, e fui obrigado a pedir ajuda médica, afinal quero ter uma vida normal. Meu maior problema é a ansiedade extrema em situações de entrevistas ou de apresentar-me em público, ler um trecho de um texto ou me apresentar para meia dúzia de pessoas é um tormento. A voz fica embargada e me sinto cada vez mais constrangido, é um sentimento de fracasso que toma conta. Sei que sou capaz, mas pensamentos negativos tomam conta da minha mente. Será que o Lexapro vai me dar mais autoconfiança?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Não se deixe destruir por pessoas prepotentes, insetos asquerosos que proliferam pelo mundo. Não lhes dê essa satisfação. Parta do pressuposto de que somente uma pessoa poderá torná-lo infeliz – você mesmo. Segundo a lei de causa e efeito, o que fazem de ruim retornará para elas em dose dupla. A própria vida dá o troco aos que só fazem o mal. Eles não passam impunes, pois maldade atrai maldade. Não há lei mais forte do que esta. Portanto, passe uma borracha no passado, siga em frente. Quando menos esperar, verá que a vida deu o troco por você.

      As perdas familiares são muito doloridas, embora saibamos que elas acontecem e acontecerão sempre, pois se trata de uma lei natural da vida. Não há nada que possamos fazer a não ser aceitar. A perda de minha mãe foi muito dolorida para mim. Caí numa profunda depressão. Mas hoje encaro o fato com uma compreensão maior. Somos todos passageiros do tempo. Nossa vida é fugaz e, por isso, não podemos gastá-la, pensando nos que nos fizeram mal. A melhor resposta é buscarmos ser felizes. Os entes amados, que você perdeu, também querem que você seja feliz.

      A depressão leva-nos a ficar enclausurados em casa, porque passamos a ver o mundo exterior como uma ameaça a nós. Sentimos seguro no nosso lar, como se uma barreira separasse-nos do mundo. Mas chega uma hora em que é preciso sair desse casulo e alçar voo como faz a borboleta. Isso também aconteceu comigo. E é exatamente o que você está passando a fazer. Parabéns pela atitude de deixar o esconderijo.

      Amiguinho, quando passamos por traumas, precisamos lutar com todas as nossas forças para eliminar suas cicatrizes. Portanto, é natural que esteja se sentindo assim no momento. E, pelo que pressinto, você é uma pessoa introvertida. Também sinto grande dificuldade de falar em público ou participar de um debate. As palavras evaporam-se da minha mente… risos. Parece que eu não sei nada… risos. Isso não acontece só consigo. Somos muitos e muitos com tal dificuldade. Eu uso uma estratégia. Digo para mim mesma: todos aqui são como eu e já passaram pelo que estou passando agora, portanto, irei dar o melhor de mim, afinal não estou no Juízo Final… risos. E sempre dá certo! Levante a sua autoestima e acredite no seu potencial.

      Édson, o Lexapro é tido como um dos melhores antidepressivos do mercado. Como todos os demais, também possui seus efeitos adversos, que vão desaparecendo, normalmente, após a segunda semana de uso. A sua finalidade é justamente equilibrar o nosso estado emocional. Tenha a certeza de que irá ajudá-lo a adquirir a sua autoconfiança, dando um fim a esses pensamentos negativos. Em relação à sua pupila dilatada, trata-se de um dos seus efeitos adversos. Ainda assim é bom comunicar a seu médico. Gostaria que lesse o texto, aqui no blog, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      Amiguinho, foi um grande prazer receber a sua visita e o seu comentário. Sinta-se em casa e desabafe sempre que sentir vontade. Pelo seu comentário, captei em você uma pessoa inteligente e muito especial. Lembre-se de que é a pessoa mais importante do mundo para “Você”. E ninguém poderá fazê-lo menor, sem a sua permissão.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  58. Marla

    Olá!
    Eu que cheguei a pouco do médico, que me indicou ESC 10mg 1x ao dia. Estava me sentindo tão só, quando encontro este post. Que maravilha. Vou começar este tratamento, tomara que dê super certo.
    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marla

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, o fato de já ter sido diagnosticada e já estar iniciando o tratamento é um grande passo. Como já deve ter lido nos comentários, o início do tratamento é um pouquinho sofrido para alguns, pois os sintomas ficam ainda mais agudos. Mas isso dura apenas cerca de duas semanas, vindo depois os bons resultados do antidepressivo. A palavra chave é ser POP (paciente, otimista e persistente). Gostaria que lesse os outros artigos sobre o assunto, principalmente INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para conhecer os sintomas negativos que possa vir a ter, por um tempo. Procure manter sempre contato com seu médico, repassando-lhe qualquer anormalidade mais forte. E venha sempre aqui para contar-nos como anda sua saúde.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Antonia Lisboa

        Lu
        Tive perdas grandes em minha vida, comecei com pânico, depressão, mas assim que o psiquiatra passou oxalato de escilatopram, mudou minha vida, sou outra pessoa, tomo há 5 anos. Agora estou longe do Brasil, e tenho poucos comprimidos. Tenho 14 compromidos com a validade vencida de dois meses. Será que posso tomar? Passado da validade? E se eu encontro essa medicação em Portugal? Tem alguém, que pode me responder? Fico imensamente agradecida! Porque já estou me preocupando se não tiver esse meu remédio. Agradeço, desde já a quem me responder. Fica com Deus!

        Bete

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Antônia (Bete)

          O oxalato de escitalopram é um excelente antidepressivo. Também o tomo há cerca de cinco a seis anos.

          Amiguinha, todo antidepressivo só é vendido com receita médica. Portanto, terá que ir a um médico aí, para que ele lhe forneça uma. Tenha a certeza de que é vendido aí, sim, pois é muito receitado em todo o mundo. Não tenha preocupação com isso. Essa substância ativa teve sua origem no Canadá. Depois espalhou-se por todo o mundo. Pode haver diferença apenas no nome fantasia, mas se a substância principal for o oxalato de escitalopram, pode ter certeza de que o remédio é o mesmo. Tenho duas leitoras em Portugal que o tomam. Quanto aos comprimidos vencidos há dois meses, penso que seja um tempo muito grande. Pode ser que não mais façam efeito. Procure um médico para obter nova receita. Leve a caixa do que toma para que ele veja.

          Bete, convido-a a ler o texto que postei esta semana: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Obrigada pela visita e comentário. Volte sempre!

          Beijos,

          Lu

    2. Edilaine

      Sou uma pessoa super alegre e extrovertida. Este ano tive esse desequilibro químico chamado depressão. Desde julho venho sentindo mal, um medo extremo de estar doente fisicamente, porque não consigo voltar a ser a pessoa que eu era. Fiz inúmeros exames e graças a Deus nada diagnosticado. Tomei sertralina e alprazolan. Nada de melhorar, muitas dores físicas. Ele passou então para citalopran e alprazolan pra dormir.

      O Citalopran me deixou sonolenta mesmo após meses de tratamento. Esta semana volto ao médico para ele tentar um novo remédio, voltei a fazer esportes, trabalhar, mas os resquícios da depressão, como cefaleia cervicogênica, cabeça aérea, pensamentos lentos, não passaram ainda. Desejo que todos nós nos livremos desse mal e um dia possamos estar totalmente sem remédios, felizes e adeus à depressão, pânico, ansiedade…
      Bom final de semana a todos

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Muitas pessoas passam por uma via-sacra até encontrar um antidepressivo legal para seu organismo. Portanto, não se desanime. Os sintomas citados por você fazem parte da depressão, principalmente essa preocupação com doenças inexistentes. Eles irão passar, assim que acertar no antidepressivo.

        O Citalopran é um remédio muito bom, mas se não está dando conta do recado, seu médico provavelmente irá aumentar a dosagem ou mudar para outro, possivelmente o Lexapro. Seja POP (paciente, otimista e persistente), pois, quando menos esperar, estará se sentindo ótima. Procure viver um dia de cada vez, sem levar as coisas muito a sério. Procure ser tolerante consigo mesma e com o mundo à sua volta.

        Amiguinha, volte sempre aqui para nos dizer como anda a sua saúde.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Mariane

          Olá, Lu!
          Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, na verdade hoje é o primeiro dia, e já senti as reações, vim procurar se todos também sentiam o peito ardendo em fogo, uma inquietação, ansiedade extrema, visão turva, mas lendo os comentários, eu me sinto mais motivada a continuar. Gratidão a vocês!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

          Amiguinha, como o assunto da saúde mental é muito procurado neste blog, ele está passando a ocupar o primeiro lugar no top de busca. Temos por finalidade falar sobre o assunto, trocar informações, dar apoio uns para os outros. O blog também conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Então você está debutando hoje? O que está tomando? Por quê? Qual a dosagem? Queremos saber tudo. Vamos aguardar suas respostas. Vou lhe repassar uns links de textos para ajudá-la.

          Grande beijo,

          Lu

        3. Mariane

          Lu,
          tomei hoje o primeiro comprimido do escilex 10mg, fui diagnosticada com ansiedade e início de depressão (aquele diagnóstico feito por um médico que mal te olha na cara), mas acredito mesmo que eu estou sofrendo desses males. Por um tempo tentei me livrar da angústia, aperto no peito e da apatia sozinha, mas chegou uma hora em que não deu mais.

          Muito lindo o seu blog e a sua atitude de ajudar pessoas que passam por coisas parecidas (juntos somos mais fortes). Os efeitos colaterais (mesmo sendo o 1º dia) já foram consideráveis: sensação que o meu peito estava sendo esmagado, tontura, boca seca, desespero, inquietação, mas depois de um tempinho, essa sensação horrível passou.

          Queria muito partilhar um medo que tenho, que o é de ficar dependendo desse tipo de medicação para viver. Pensei muito hoje enquanto estava sentindo as reações, que eu nunca mais teria uma vida normal, e que até pra fazer o “desmame” eu correria o risco de uma recaída, mas isso é bem comum para uma pessoa que sofre de ansiedade, né? Hahahaha estar sempre pensando que o pior vai acontecer. A única pessoa que sabe que estou nessa condição é a minha mãe, para outros finjo estar tudo bem. As pessoas que conheço, incluindo meu pai, são preconceituosas ao extremo. Lu, desculpa pelo textão hahaha e, mais uma vez, gratidão!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Hoje existe uma gama tão grande de pessoas com ansiedade e depressão que o diagnóstico está ficando cada vez mais fácil para os médicos. Contudo, existem casos que necessitam de um acompanhamento psicoterápico, principalmente quando a depressão é causada por um trauma. Procure avaliar se essa angústia apareceu de repente, se houve alguma passagem traumática em sua vida, ou se ela sempre existiu, ainda que fraquinha. Quanta mais clareza tiver do problema, mais fácil será o tratamento.

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais no início do tratamento, cada pessoa passa por mais ou menos efeitos adversos. É o corpo tentando afugentar uma substância estranha que não é do seu agrado. Com o tempo, organismo e antidepressivo caem de amores um pelo outro. É nessa fase que os efeitos ruins vão sumindo e os bons aparecendo, oferecendo melhor qualidade de vida à pessoa. Mas é bom saber quando avisar seu médico sobre certos efeitos adversos. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Amiguinha, não é fácil conviver com a ansiedade, pois ela atrapalha todos os nossos caminhos. Portanto, preocupe-se apenas em ver-se livre dela e não com o tempo que fará uso do antidepressivo. Você terá uma vida normal, sim, e com mais qualidade. Se assim não fosse, eu não estaria aqui escrevendo para você, uma vez que minha depressão é crônica. Eu só tenho a agradecer à Ciência por ter descoberto esses remédios maravilhosos que nos permitem viver com melhor qualidade de vida. Tenho alguns textos no blog que mostram como era a vida dos doentes mentais antigamente. Nós somos privilegiadas, hoje. Também é preciso educarmos nossa mente para pensarmos positivamente. Há uma expressão que diz que somos aquilo que pensamos ser. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Mariane, nós precisamos desmistificar a doença mental. Mostrar que todas as partes de nosso corpo adoecem, inclusive o cérebro. E quanto mais escondermos isso, mais estigmatizada fica a nossa doença. Foi por isso que escrevi o primeiro texto sobre o assunto, que gerou um número tão grande de comentários, que tive que criar uma categoria somente para o assunto. Não se deixe levar pelo preconceito das pessoas. Quanto mais visível for colocada a doença mental, mais informações as pessoas terão. Portanto, quando sentir vontade de falar sobre o problema, coloque-o em pauta para quem quer que seja.

          Amiguinha, agradeço a sua generosidade em relação ao blog. É bom saber que estou ajudando as pessoas no sentido de dar-lhes apoio emocional. Acredito que tornamos nosso planeta mais rico quando compartilhamos o que temos de melhor. E é isso que necessitamos fazer num mundo tão materialista, onde o capital é quem dá as cartas. Sou avessa ao capitalismo selvagem.

          Escreva o quanto quiser. Será sempre um prazer contar com a sua presença. Conheça também outras partes do blog.

          Beijos,

          Lu

  59. Anelise

    Olha eu aqui “traveis”!
    Lu, eu não me acertei com o lexapro, e agora para minha surpresa, depois de 30 dias,não me dei bem com Luvox também. :/ Fui hoje ao psiquiatra e vou começar hoje mesmo com PONDERA de 30. Tenho fé que será este que vai me tirar deste quadro deprimente. “Vamos que vamos” vencer esta batalha. Mesmo passando por maus bocados, temos que tentar rir e buscar a felicidade, difícil em alguns momentos, mas não impossível.

    Beijo a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Seu organismo é muito exigente… risos. Penso que irá dar bem com o Pondera, pois muitos aqui fazem uso dele. Mas é assim mesmo, enquanto não acertar num antidepressivo que funcione legal para você, terá que ir fazendo teste. Mas como é uma garota POP, isso não será motivo para ficar desanimada. “Vamos que vamos, assim acabamos chegando lá.”

      Beijos,

      Lu

      Responder
  60. LuDiasBH Autor do post

    Oi, Lu!
    Estou de volta para dizer que a psiquiatra aumentou a dose do escitalopram. Agora estou com 20 mg. Ela pediu também pra eu tomar 2 gotas de rivotril, sempre que ficar com falta de ar, isto é, ansiosa. Posso tomar até 15 gotas por dia, mas não tomo tudo isso, não. Estou com 4 meses nesses medicamentos e me sinto bem, apesar que de vez em quando ainda tenho crises de falta de ar. Mas também foram muitos anos pra começar a me tratar. Quero muito melhorar a minha qualidade de vida. Foram muitas perdas durante um espaço de tempo curto. Isso foi forte demais pra mim. Mas estou bem e espero que vocês tenham também paciência em seguir com o tratamento.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pat

      Que bom saber que você está melhorando com o tratamento. A sua falta de ar é em razão da sua ansiedade. Assim que domá-la, não mais a sentirá. Lembre-se de que ela é originária de seu estado ansioso. Procure ficar calma. Mas diante dos baques pelos quais passou, você é realmente uma guerreira, uma garota POP. Daqui para a frente só tende a melhorar cada vez mais.

      Obrigada pelo carinho de seu retorno.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  61. Alexandre Silva

    Oi Lu, tudo bem?

    Eu estava tomando o ESC “oxalato de escitalopram” da Europharma, fui comprar mais duas caixas e não tinha mais. A farmacêutica disse que poderia tomar o da Biosintética “Aché” sem problemas algum, pois os dois são genéricos, resolvi comprar. Você acha que vou sentir diferença entre ambos? Creio que não irei ter problemas com relação a isso, queria sua opinião.

    Obrigado Lu!
    Abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Pode tomar sem nenhuma preocupação. A farmacêutica estava correta. Pelo que já ouvi falar, o melhor seria o Lexapro, que é o original, mas eu mesma só compro o que estiver mais barato. Tome seu remédio tranquilamente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        O oxalato de escitalopram tanto pode fazer engordar quanto emagrecer. Isso depende do organismo de cada um. Eu emagreci, pois me tirou todo o apetite. Veja os comentários.

        Obrigada por sua visita e pelo seu comentário. Volte sempre.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  62. Marcia Regina

    Olá, LuDias,

    Meu caso é bem parecido com o seu , tomei, durante 15 anos, sertralina e tinha medo de mudar, mas o meu marido me deu a maior força para procurar outro médico psiquiátrico. Ele tentou vários medicamentos, em seis meses mudou 4 vezes, até chegar oxalato de escitolopram 10 mg. Estou tomando faz 35 dias. Em quinze dias eu saí daquele quadro depressivo crônico, mas eu ainda não tenho vontade de me cuidar e nem sair de casa, e não sinto alegria de viver. Hoje eu cozinho, lavo, passo roupas, cuido do meu cachorrinho e estou caminhando 20 minutos todos os dias. Vou mais ao quintal, que é bem arborescido. Gostaria de uma opinião, se este medicamento ainda está trabalhando no meu cérebro? Gostaria de saber com quanto tempo você sentiu melhora total.

    Obrigada e me responda, por favor, Lu.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Márcia

      Seja bem-vinda a este cantinho, junte-se à nossa família!

      Amiguinha, chega um tempo em que o antidepressivo passa a não fazer mais efeito, tendo o nosso organismo acostumado muito com ele. Então é hora de aumentar a dosagem ou mudar para outro. E foi isso que aconteceu conosco. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais modernos do mercado, sendo receitado por quase todos os médicos. Além de ter uma eficácia maior, seus efeitos adversos são mais toleráveis. Portanto, a troca foi ótima. Você não me disse qual é a dosagem tomada, mas, ao que parece, está insuficiente. Pode ser que, ao voltar ao psiquiatra, ele a aumente. Há casos também em que o organismo demora um tempo maior para gozar dos bons efeitos do remédio. Continue observando as mudanças.

      Márcia, é importante que continue a fazer caminhada, pois o exercício físico é muito importante. E é claro que o remédio está fazendo efeito em seu organismo, uma vez que seu quadro melhorou bastante. O fato de ainda continuar desanimada pode estar ligado à dosagem. Volte a seu médico e converse com ele, relatando-lhe o que está sentindo. Você me pergunta sobre a melhora total. Penso que ninguém chega aos 100%, mesmo as pessoas que não têm a nossa doença. A vida reserva-nos muitas surpresas, e é normal que, algumas delas, terminem por nos deixar tristes, para baixo. Isso também tem a ver com a nossa sensibilidade. Nós, depressivos, somos pessoas extremamente sensíveis, mas temos que trabalhar nossas emoções, conscientizando-nos que o mundo é tal como é, e não iremos mudá-lo só pela nossa vontade. Este trabalho de conscientização é muito importante, pois ajuda-nos a ver a vida com mais otimismo, sem sentirmos responsáveis por tudo que acontece. Quando comecei a tomar o remédio, 15 dias depois apresentei um quadro de grande melhora. Mas há dias em que me sinto triste, com vontade de ficar em casa. O remédio não nos transforma em robôs, ajuda-nos a ter equilíbrio, vivendo com qualidade. É preciso também preencher a vida, fazendo algo de que goste. Não deixe tempo para os pensamentos negativos. Nossa luta é contínua. O importante é que nos sintamos equilibrados.

      Amiguinha, será sempre um prazer responder a todos os seus comentários. Nenhum ficará sem resposta. Volte depois para me contar como está se sentindo. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Thiago

        Olá, Lu!
        Hoje é o meu 6º dia, e já me sinto bem melhor. Não tive tempo de tirar algumas dúvidas com o meu psiquiatra, estou tomando cloridrato de fluoxetina, mas também sou hipertenso e tomo losartana de 50 e atenolol de 25. Minha cardiologista disse que posso até não ser hipertenso, mais só iria tirar aos poucos as medicações, depois que eu passasse pelo psiquiatra.
        Muito obrigado por tudo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Estou muito contente com as suas notícias. Se no 6º dia você já começa a sentir melhoras, imagine quando passar das duas semanas! Agora só tende a melhorar cada vez mais. Pode ser mesmo que a sua hipertensão esteja ligada a seu estado emocional. Sua cardiologista está certíssima.

          Continue trazendo notícias, veja também (mais abaixo) o comentário de um amigo deixado para você.

          Abraços,

          Lu

        2. Thiago

          Oi, Lu!
          Você poderia me responder algo. Claro que agora é o início do tratamento e estou me adaptando, mas de vez em quando gosto de tomar uma cerveja nos finais de semana. Gostaria de saber se com a medicação, o cloridrato de fluoxetina de 20 mg isso é possível, às vezes. Muito obrigado mesmo pela sua atenção.

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Danadinho, hein?
          Meu amiguinho, os antidepressivos são incompatíveis com bebida alcoólica. São muito perigosos o efeito que essa pode ocasionar. O melhor é evitá-las. Sem falar que sua dosagem de remédio é bem alta. Nada mais gostoso do que um suco de laranja bem geladinho, além de mais saudável. Já existe no mercado cerveja sem álcool. E para mim não há muita diferença. Acho uma delícia. Aconselho-o, portanto, a evitar a cerveja com álcool.

          Abraços,

          Lu

        4. Thiago

          Oi, Lu!
          Tudo bem? Hoje é o meu 14º dia de cloridrato de fluoxetina de 20 mg. Queria saber se é normal sentir palpitações ao deitar-me? E se a medicação te faz urinar a noite toda? Fora isso não sinto mais a agorafobia.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Eu tomei a fluoxetina há cinco anos atrás, durante muito tempo. Só parei porque passou a não fazer mais efeito para mim. Assim como qualquer outro antidepressivo, ela também tem efeitos adversos, como os citados por você. Mas o ideal é que entre em contato com seu médico, caso persistam tais sintomas, para que ele faça uma reavaliação de seu. Essa interação entre médico e paciente é muito importante no início do tratamento.

          Ter se livrado da agorafobia é uma boa notícia, garoto POP. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        6. Thiago

          Oi, Lu!
          Hoje eu fui dar uma corridinha de 10 metros, para pegar a condução, depois comecei a sentir falta de ar e um aperto no peito, dentro do ônibus. Fiquei com muito medo. Isso é normal?

        7. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          É claro que é normal, pois você ainda se encontra no início do tratamento. O antidepressivo é acumulativo no nosso organismo. Quando tiver a quantidade exata, tudo isso desaparecerá. O que você teve, na verdade, ainda foi um vestígio de pânico. Quando voltar a sentir isso, respire fundo, procure tirar a atenção de si, pense numa música, num filme, na namorada… Entabule conversa com quem estiver a seu lado, observe do lado de fora do ônibus, etc. Quanto mais focado ficar em si, pior irá se sentir. Também racionalize dizendo: “Isto não é nada! Não passa de criação da minha mente! Não vou dar bolas!”. Entendido?

          Um grande abraço, guerreiro maravilhoso!

          Lu

        8. Thiago

          Oi Lu, bom dia,
          Ontem voltei ao psiquiatra, e ele trocou a medicação depois de um mês, passei de cloridrato de fluoxetina de 20 para paroxetina de 10 mg. Tem algum problema em trocar a medicação assim bruscamente?

          Abraços.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Algumas substâncias não exigem a necessidade de parar um tempo para tomá-las. Não se preocupe, se o médico não pediu para aguardar um tempo é porque ele acha isso desnecessário. Inclusive, algumas podem até ser tomadas juntas. Confie no seu médico.

          Abraços,

          Lu

        10. Thiago

          Eu estou chateado, pois vi relatos de pessoas que engordam muito com paroxetina e eu emagreci 18 kg com muito custo, e agora vou engordar com esse medicamento.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos reagem de modo diferente para as pessoas. Algumas engordam, outras emagrecem. Mesmo assim, com o tempo, o nosso organismo acaba se equilibrando. Meu amigo toma paroxetina há muito tempo e não engordou um grama. Portanto, não fique sofrendo por algo que nem poderá acontecer. E se engordar, seu médico saberá como resolver o problema. Viva o agora, cada coisa no seu tempo. Continue fazendo caminhada, usando uma alimentação saudável e com poucas calorias.

          Abraços,

          Lu

        12. Thiago

          Oi, Lu, só passando pra te desejar um lindo dia, e também a todos os amigos guerreiros que lutam a cada dia contra esses problemas, somos mais fortes do que aparentamos.

          Abraços.

        13. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Nós, guerreiros POPs, agradecemos e desejamos o mesmo para você. Coragem é o nosso lema.

          Abraços,

          Lu

      2. Tina Cezar

        Oi, Lu,

        Gostei muito de suas palavras, e senti sinceridade e compaixão ao próximo. Também estou nesta vida de tomar antidepressivo faz uns 5 anos. Tomo, melhoro, paro, daí voltam as crises novamente, crises de irritação, descontentamento, mudança de humor repentina, fico emotiva por qualquer coisas que me contraria. E vem o choro e a tristeza, enfim, sinto-me péssima. No momento estou decepcionada comigo mesma! Voltei a tomar o Oxalato de escitalopram/10 mg (Reconter Genérico) uns 15 dias atrás, me sinto melhor e também sinto dor de cabeça, será que é normal? Porém sem alegria. Eu desejo muito que estas crises nunca mais voltem! Será que isso não tem cura? Não gostaria de tomar esses medicamentos a minha vida inteira! Tenho casos de esquizofrenia na família será que isso é hereditários?

        Caso deseje, favor me responder!
        Obrigada

        Tina

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tina

          Seja bem-vinda à nossa família, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, você diz: “Tomo, melhoro, paro…”. Gostaria de saber se para por conta própria, ou, se o faz sob ordem médica. Em se tratando do primeiro caso, jamais poderia fazer isso, pois sempre que paramos sem o parecer médico, as crises voltam ainda mais fortes. Se este for o seu caso, não mais incorra nesse erro.

          Tina, ao que me parece, você não tem levado o tratamento a sério. Caso eu esteja certa, pode ser essa a causa de suas recaídas. Quanto a ter que tomar antidepressivo a vida toda ou não, não deve ser essa a sua preocupação, mas sim o seu bem-estar, a melhoria na sua qualidade de vida. Há pessoas que terão que tomar remédio a vida toda para pressão, outras para diabetes, mais outras para tireoide, e assim vai. Se esse for o seu caso, não há nada de anormal nisso. Eu, por exemplo, irei tomar durante a minha vida toda. E sinto-me feliz pelo fato de a Ciência estar me permitido viver com qualidade e disposição. Em vez de ficar chateada, olho o lado positivo, e agradeço aos cientistas que, através de horas e horas cansativas de pesquisas, permitiram-me uma vida normal. Pense nisso!

          Amiguinha, por que se decepcionar consigo mesma? Temos que ser mais compreensivos conosco e com os outros em derredor, pois afinal somos todos humanos. E a nossa humanidade mostra-se através de nossos erros e acertos. Sem as nossas falhas não seríamos gente normal. Nossos erros são trampolins para as nossas mudanças. Não os leve a sério. Não cobre muito de si. É muito importante para a nossa saúde física e mental o modo como olhamos a vida. Nós, depressivos, somos muito sensíveis, magoamo-nos por qualquer coisa, temos a tendência de ficar de mal com o mundo. Isso precisa ser trabalhado, pois precisamos viver com mais leveza, de modo que a vida não seja um fardo.

          Há vários tipos de depressão. Alguns têm cura, outros não, precisando ser controlados. Mas os antidepressivos estão aí para nos ajudar. Seu problema não tem nada a ver com a esquizofrenia. Fique tranquila. Para tirar essa dúvida boba, converse com seu médico. Quanto à dor de cabeça, trata-se de um sintoma adverso do escitalopram, que acontece no início do tratamento, mas depois some. Se estiver muito intensa, contate o seu médico. Gostaria que lesse o artigo INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, aqui no blog, para saber quais os efeitos adversos que podem acontecer.

          Tina, volte sempre para contar-me como anda a sua saúde e ler os comentários dos colegas.

          Beijos,

          Lu

    2. Marcia Regina

      Lu,
      pensei que você me daria uma resposta, dizendo que eu ainda estou dentro do prazo do remédio fazer efeito, ou ele faz somente em 15 dias ou continua fazendo efeito. O remédio é de 10mg por dia, me responde assim que puder, pois fico muito ansiosa. Obrigada.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Márcia

        Como lhe disse, o remédio continua ajudando-a, pois seu efeito é acumulativo. Você mesma disse que melhorou com ele. No início, o médico passa uma dosagem para verificar como o nosso organismo irá reagir. Ele observará se podemos ficar com a dosagem receitada, ou, se deve diminuir ou aumentar. Isso é normal, pois cada pessoa reage ao antidepressivo de uma maneira diferente. O mesmo acontece com os efeito benéficos. Alguns demoram mais tempo para senti-los e outros sentem já na segunda ou terceira semana. Por isso, o especialista precisa de um tempo para avaliar seu paciente. Normalmente, o oxalato de escitalopram começa a fazer efeito após duas semanas. Você ainda está dentro do prazo. Não se preocupe, amiguinha. Alie ao remédio uma alimentação saudável, caminhada ou qualquer outro exercício físico. Seja POP (persistente, otimista e paciente). Viva apenas um dia de cada vez. O modo como vemos a vida é muito importante para nossa saúde.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Marcia Regina

          Muito obrigada, Lu, ajudou bastante. É um prazer conversar contigo, em breve nos falaremos, pois creio que está dando certo.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Marcia Regina

          Sinto-me feliz com tão boa notícia. O prazer é todo meu. Não suma, venha sempre nos falar como anda.

          Beijos,

          Lu

  63. Hélio

    Olá, pessoal!

    Há um tempinho deixei por conta própria a paroxetina, porém minhas crises de pânico voltaram com força total depois de uns 2 meses. Voltei à psiquiatra e ela voltou com a paroxetina, sofri com a readaptação. Porem, 3 meses depois do tratamento, sinto que continuo ansioso e com crises de depressão. Estou acreditando que a paroxetina não esteja mais surtindo efeito desejado no meu organismo.

    Lendo sobre o escitalopram, me animei um pouco, mas tenho um medo horrível de trocar de medicamento e passar pela fase de adaptação.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hélio

      Seja bem-vindo ao nosso grupo!
      Realmente é muito sério parar a medicação antidepressiva sem o acompanhamento médico, pois as crises acabam voltando ainda mais agudas. E pior, normalmente o remédio, que se estava tomando antes, passa a não mais fazer o efeito esperado. Portanto, se você já está tomando a paroxetina há três meses, já era para estar sentindo bons resultados. A sua médica deverá aumentar a dosagem e, se ainda assim continuar ansioso e com depressão, terá que mudar para outro.

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais modernos no mercado. A maioria dos profissionais da área receitam-no. Portanto, se tiver que trocar, não tenha medo. Sem falar que o período de adaptação é de apenas duas semanas. E os efeitos adversos, no início, são bem menos severos do que os de outros antidepressivos.

      Volte depois para nos contar o que ficou resolvido com a sua médica.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  64. Valmir Cândido

    Oi, Lu, tudo bem?

    Desculpa te incomodar. Sempre tomei antidepressivo, mas essa ansiedade nunca passa. Eu nunca tomei um ansiolítico, será que eu teria que pedir para o médico conciliar um ansiolítico junto com o pondera? Obrigado.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Não é incômodo algum. É sempre um prazer recebê-lo neste cantinho.

      O ansiolítico é normalmente usado no início do tratamento, para ajudar a pessoa a passar por aqueles sintomas ruins. Depois só é tomado esporadicamente. Somente é vendido com receita médica, portanto, precisa conversar com seu médico a esse respeito.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  65. Helen

    Olá, Lu!

    Procurando pela internet informações sobre oxalato de escitalopram, achei este site muito bom e importante. Eu estou tomando Exodus há 3 meses e meio, antes tomei Sertralina um mês. Com a Sertralina não conseguia dormir e suava em bicas e com o Exodus não sinto nenhum efeito colateral, não sinto nada!

    Estou me abrindo por estar precisando de ajuda. Eu não sabia que tinha depressão, sentia desânimo, muito grande, embora trabalhe, não sinto vontade de fazer nada, não sinto alegria e nem vontade de nada: me arrumar ou sair, se pudesse só ficava na cama encolhida. Durante um tempo, o médico falou que era da tireoide, no entanto piorei comecei a sentir como se meu corpo estivesse engessado, sem conseguir me mover, o desânimo estava quase me vencendo. Procurei um psiquiatra que me receitou os remédios que relatei.

    Eu não tenho melhora, não tenho alegria, não tenho ânimo, creio que a única alteração foi que fiquei mais racional, sou muito emotiva e essa mudança consegui perceber. No mais, a vida é a mesma, já não sei o que fazer. Relatei ao psiquiatra e ele aumentou para 15mg há um mês. A minha pergunta é: vai chegar um momento que o escitalopram vai fazer efeito?

    Muito Obrigada, pela atenção.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helen

      É um grande prazer recebê-la aqui neste cantinho, onde nos transformamos numa grande família, que se ajuda mutuamente. Portando, seja bem-vinda, sinta-se em casa.

      Amiguinha, a depressão ainda é desconhecida para muitas pessoas, pois seus efeitos, muitas vezes, são associados à nossa maneira de ser. Poucas vezes paramos para perguntar: “Por que estou assim!”. E, com isso, vamos empurrando os sintomas com a barriga, até que um dia o cérebro grita: “Agora basta, eu preciso de tratamento!”. É quando nos dirigimos ao médico, coisa que deveríamos ter feito muito tempo antes. Mas o importante agora é que você está sendo medicada.

      Helen, não resta dúvida de que os sintomas citados são inerentes à depressão. O depressivo gosta de ficar em casa, principalmente na cama, porque é aí onde se encontra seguro. Tem medo de enfrentar a vida, coisa normal para as outras pessoas. Ele se enclausura dentro de casa, como uma maneira de proteger-se, principalmente por sentir a sensibilidade à flor da pele, sendo machucado por qualquer coisa. Não se preocupe, isso é comum a todos os depressivos, inclusive eu.

      O antidepressivo entra na nossa vida justamente para equilibrar-nos emocionalmente, corrigindo o mau funcionamento de nossos neurônios birrentos. Há medicamentos cada vez mais novos no mercado. E o oxalato de escitalopram é um deles. Saiba porém, que cada organismo reage diferentemente a um antidepressivo. Portanto, o início do tratamento é difícil, até que o especialista acerte naquele que faz bem a nosso corpo. Depois de três meses já era para estar se sentindo bem com o escitalopram. Talvez seja necessário que seu médico aumente a dosagem para 20 mg.

      Amiguinha, se ao aumentar a dosagem para 20 mg, você não sentir os efeitos benéficos do remédio, significa que ele não se adequa a seu organismo, sendo necessária a mudança para outro, pois não vale a pena ficar jogando dinheiro fora. Sem falar que existem outros antidepressivos muito bons no mercado.

      Volte para me contar o que ficou resolvido, após a volta a seu psiquiatra.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  66. Valmir Cândido

    Olá, tudo bem com vocês?

    Alguém já tomou o pondera, o mesmo que o paroxetina, e sabe me dizer quanto tempo leva pra começar a fazer efeitos? Esse oxalato de escitalopram é o genérico do lexapro, eu tomei por 2 meses, foram os meses mais felizes da minha vida, mais aí parou de fazer efeito, por isso que o médico mudou para o pondera. Não sei se é por causa do laboratório que muda de fórmula. Tem algum laboratório de confiança que faz o oxalato pra me indicar? obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      O pondera é tomado por muitas pessoas que deixaram os seus comentários aqui. De modo geral, os antidepressivos levam cerca de 15 dias para fazer efeito. Pode ser que em algumas pessoas demorem mais e em outras menos. Tudo depende do organismo de cada um. Veja os comentários abaixo.

      O oxalato de escitalopram é a substância do remédio que, por sua vez, possui muitos nomes fantasia, de acordo com o laboratório. O original é o Lexapro. Os outros nomes são chamados de genéricos. Alguns médicos exigem que o paciente tome apenas o original, outros não se importam. Eu compro sempre o mais barato, embora meu médico diga que o melhor seja o Lexapro. Se você quer o considerado como o melhor, embora seja mais caro, compre o Lexapro, cujo laboratório é o Lundbeck.

      Qual era a dosagem que você estava tomando do oxalato de escitalopram?

      Abraços,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Valmir

          Eu não entendi o porquê de seu médico não ter passado para 20 mg, já que a dosagem de 10 mg estava fraca.

          Abraços,

          Lu

  67. Valmir Cândido

    Alguém já tomou o Pondera, para me dizer alguma coisa sobre ele. Não estou me acertando com nenhum, e o médico me passou para esse, que possui a substância paroxetina.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Seja bem-vindo a esta família. Sinta-se em casa.

      Ao ler os comentários abaixo, você irá encontrar muito gente que toma esse antidepressivo. Leia também nos outros postes sobre o assunto. Posso lhe dizer que ele é muito bom, mas que também tem os efeitos ruins, no início. Antes de acertarmos num antidepressivo bom para o nosso organismo, passamos por muitas experiências com outros. O importante é não desanimar.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Wendell

        Que texto maravilhoso, Lu BH!
        Passei pelos mesmos problemas, não desta forma lírica, mas quase sinônima, e hoje tomo o “Lexa 10”.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Wendell

          É um grande prazer recebê-lo neste cantinho, onde nossa família cresce cada vez mais. Seja bem-vindo!

          Amiguinho, aprendi, a duras penas, que o modo como olhamos a vida é de fundamental importância para a nossa saúde. Como a minha depressão é crônica, o melhor para mim seria aceitá-la, e, se possível, até nos tornarmos amigas. E foi assim que aconteceu. Hoje, convivemos numa boa, estando eu sempre amparada por um antidepressivo, sendo o Oxa o amante atual. Não mais opus resistência a ela, o que a enfraqueceu e acabou me fortalecendo. Há dias em que me levanto meio para baixo e digo para ela: Amiguinha, hoje não, pois tenho muito o que fazer.” E não é que a danadinha desaparece… risos.

          Obrigada pela sua visita e por suas palavras gentis.

          Abraços,

          Lu

  68. Valmir Cândido

    Olá, tudo bem, Lu?

    Quero que me ajude num diagnóstico. Sou protético dentário. Trabalho só com minha mulher, e minha vida é uma loucura. Há muito tempo sofro de ansiedade e tricotilomania (ato de arrancar os pelos da barba). Só que sinto que minha ansiedade está aumentando cada vez mais. Tenho todos os sintomas: taquicardia, inquietação nos pés, etc. Já usei vários tipos de medicamentos, só que eu começo e paro. A minha ansiedade é tanta, que se estou trabalhando e tenho que sair à tarde, entregar trabalhos. Tenho que me segurar.Às vezes chego quase a soltar a urina nas calças, só consigo dormir depois das 2 da manhã.

    Eu tenho fobia social. Para eu tirar a carteira de motorista foi um parto. Levei 2 anos, e minha carteira ficou na gaveta por uns 2 anos também, por medo de dirigir. Hoje já me libertei em partes disso. Se eu dirijo sozinho, ou com alguém no banco do passageiro, que não sabe dirigir vou embora, mas se a pessoa dirige eu travo, fico muito nervoso e tremo muito, com medo de errar e passar vergonha.

    No passado, quando tinha 19 anos, tocava numa banda, e cheguei a tocar para 5 ou 7 mil pessoas. De uns tempos pra cá, já me convidaram para tocar numa igreja, mas fico muito ansioso antes, durante e depois, tremendo muito. Erro demais. É sempre a mesma coisa. Quando me convidam, uma semana antes já nem durmo de tanta ansiedade e medo. Fico horas na frente do computador, ouvindo e tirando as músicas, quando chega na hora, erro muito. Depois fico pedindo desculpas para os outros músicos. Estou até querendo parar de tocar, porque a ansiedade antes me judia muito. Pensei em até parar de dirigir também, pois, pra eu pegar a BR levei uns 4 anos criando coragem.

    Hoje tenho 40 anos. Às vezes penso que vou ficar louco. No último médico que fui, ele me receitou o Pondera, mas fiquei com muito medo de tomar, por causa da dependência. Eu te confesso hoje que fui atrás do médico e pedi a receita porque meu desespero é grande. Será que eu tenho fobia social também. Queria que você me ajudasse para eu ver qual o caminho a seguir. O pior é que minha mulher acha que tudo isso é frescura. E que psiquiatra é só pra louco, ela não acredita na minha doença.

    Deus a abençoe!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Seja bem-vindo a este cantinho. Nós o recebemos como parte de nossa família. Sinta-se em casa, amigo.

      Antes de mais nada, parabéns pela sua profissão, que põe sorriso na boca de muita gente que, infelizmente, perdeu os dentes de uma forma ou de outra. O seu trabalho restitui a autoestima. Compreendo que a sua vida seja uma dupla loucura. Primeiro por trabalhar só com sua mulher, num serviço que demanda muita arte e atenção. Segundo, por conviver com uma doença mental, que ainda não foi sanada ou, pelo menos, equilibrada. Mas não há nada em sua saúde que não possa ser resolvido com um tratamento sério, levado até o final.

      Valmir, um dos maiores problemas com as pessoas que possuem doença mental é não dar continuidade ao tratamento iniciado, pois as crises voltam cada vez mais fortes, sendo necessário passar por uma quantidade enorme de antidepressivos, até acertar em um que o organismo aceite. Portanto, não pare mais sem o consentimento médico.

      Realmente o seu caso está ligado à fobia social. Recomendo-lhe a leitura do artigo abaixo:
      http://www.elianaferrarez.com.br/noticias/terapia_cognitiva/o_que_e_a_fobia_social_

      Não tenha medo de tomar antidepressivos, pois eles têm a finalidade de ajudá-lo a conter a sua ansiedade. Existe dependência maior do que temer a opinião dos outros sobre nós? E é exatamente isso o que a fobia social faz com a pessoa. O antidepressivo irá ajudá-lo a contornar essa sua ansiedade e esse seu medo de ser avaliado pelos outros.

      Em razão de tais problemas, é normal achar que está ficando louco. Mas não se preocupe, assim que encontrar um antidepressivo com o qual se dê bem, sua vida melhorará infinitamente. É também importante mudar o seu modo de olhar a vida, racionalizando o seu modo de agir. As pessoas perfeccionistas tendem a ser muito críticas consigo mesmas, com medo de errar. Mas quem não erra? Nós aprendemos com os nossos erros, que são nossos grandes mestres. Eles comprovam a nossa humanidade. Quanto à sua esposa, peça-lhe para ler os comentários do blog, para que ela tenha ideia de seu real sofrimento. Mostre-lhe também o artigo sobre “fobia social”. Que bom seria se tudo isso não passasse de invenção! Mas, infelizmente, é mais do que real.

      O texto que irá ler já lhe indica os caminhos, mas eu gostaria de acrescentar o seguinte:
      1- Ria de seus próprios erros, reconhecendo a sua humanidade.
      2- Lembre-se de que o modo como olha e sente a vida é muito importante para a sua saúde mental.
      3- Não se pode deixar guiar pelas emoções. A razão é importante.
      4- Não pare o tratamento sem o parecer médico.
      5- Procure ser uma pessoa otimista, e não se preocupe com a opinião dos outros.
      6- Aja com simplicidade, sempre consciente de que é uma pessoa humana, portanto, sujeita a erros como as outras.
      7- Procure a simplicidade da vida. Aprenda com os animais e as plantas.
      8- Lembre-se que não é obrigado a acertar sempre.
      9- Não se censure pelos seus erros.
      10- Não cobre de seu corpo aquilo que está aquém de sua capacidade.

      Vilmar, aqui no blog há uma categoria denominada ARTE DE VIVER, com artigos escritos por especialistas. Seria muito bom se você lesse esses artigos. Iria lhe fazer muito bem.

      Volte para me contar como anda a sua saúde. Não suma!

      Um grande abraço para você e sua esposa,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Valmir

          Você não tem nada a agradecer. Os meus leitores é que são muito fofos. Tenho por vocês um grande carinho.

          Abraços,

          Lu

  69. Jonas Oliveira

    Oi Lu, aqui é o Jonas!

    Desde o meu último contato contigo, eu tive uma boa melhora quanto aos sintomas da ansiedade. No entanto, hoje estou tomando por volta do meu comprimido de número 43, ou seja, já são aproximadamente 43 dias de tratamento, e ontem tive uma recaída nos sintomas. No meu trabalho senti um mal-estar com o retorno das palpitações, tontura e falta de ar, quase caí de tontura caminhando por um corredor do prédio. Fui pra casa e melhorei um pouco.

    Mas hoje novamente não estou me sentindo bem no trabalho. É normal essas recaídas? Seria o caso do médico pedir pra aumentar de 10mg para 15mg ou 20mg? Não estou me sentindo bem, a sensação é de que vou ter uma parada cardíaca a qualquer momento.
    Curiosamente, quando eu como chocolate os sintomas desaparecem, e me veem uma sensação boa. No entanto, em pouco tempo os sintomas retornam. Sei que não posso ficar dependente de chocolate por conta do açúcar.

    Por favor, gostaria de sua resposta. Sua experiência pode me ajudar.

    Deus te abençoe poderosamente pela ajuda que tem dado a tantas pessoas que estão precisando de ajuda. Tenha certeza que Ele te recompensará!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jonas

      Meu amiguinho, são comuns as recaídas quando se para o tratamento, ou o remédio não faz mais efeito, ou, se a dosagem estiver baixa. Elas vêm com os mesmos sintomas de antes. Aconteceu isso comigo, quando a fluoxetina passou a não fazer mais efeito, tendo que ser mudada para o oxalato de escitalopram. Penso que o médico terá que aumentar a dosagem. Logo que ele fizer isso, os sintomas ruins desaparecerão, inclusive essa ansiedade que está tendo, resvalando para o pânico. Portanto, não se preocupe. Nada a ver com parada cardíaca, mas com síndrome do pânico. Quanto ao chocolate, penso que não passa de uma mera coincidência. Ele tem poder energético e é antioxidade, mas opte pelo que vem com um mínimo de açúcar (80% ou 70%), ou compre o que vem em pó, em casas de produtos naturais.

      Jonas, retorne a seu médico e comente com ele sobre os sintomas que vem sentindo. E logo estará ótimo. Conte-me o que ele decidiu. Continue POP (paciente, otimista e persistente)

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  70. Alexandre Silva

    Boa tarde Lu!

    Estou há dois meses fazendo o tratamento com o ESC da Europharma 10mg, comecei com 5mg e atualmente estou na dose recomendada pela cardiologista, 10mg. Estou muito melhor, o remédio é muito bom, voltei a treinar, perdi o medo, ganhei força e estou reestruturando minha vida. Minhas crises de ansiedade vieram por estresse e excesso de treino físico, pois tudo que é demais prejudica. Fiz dieta por 2 anos seguidos, tomava pré treinos com muita cafeína, e isso ajudou a aguçar a ansiedade, me deixando elétrico e eufórico.

    Antes de dormir eu tomo 4 gotas de Rivotril e o oxalato eu tomo de manhã. O remédio é ótimo, conciliado com Deus na nossa vida. Aqui neste blog foi onde tive coragem de prosseguir com meu tratamento. Que Deus te abençoe, Lu!
    E a todos que sofrem com doenças psíquicas!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      É muito bom receber a notícia de que você se encontra cada vez melhor. Realmente todo excesso é prejudicial. Inclusive há um artigo no blog, em VIDA SAUDÁVEL, que o médico que aqui escreve, Dr. Telmo, diz que o excesso é tão prejudicial quanto a falta. Os bons resultados estão no equilíbrio. A fé também ajuda muito. Os suplementos calóricos não são recomendados. A cafeína em excesso aumenta a nossa ansiedade e tira o sono.

      Agradeço a sua visita, seu comentário e o convido para voltar sempre e conhecer outras partes do blog.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Sofia

      Olá, Lu!

      Sou mais uma a (sobreviver) viver com crises de ansiedade há uns três anos.

      A primeira vez que tive foi terrível, fiquei com a boca de lado e a tremer, pensei que estava a ter um AVC. Fui ao médico (clínico geral) e depois de uma série de análises, receitou-me Alprazolam, 0.25mg, um por dia (metade de manhã e metade à noite). Como a dose era baixa, o desmame e os sintomas não foram nada de muito sério. Andei cerca de um ano e meio relativamente bem. De vez em quando, quando tinha algum stress no trabalho, jantares de família ou algum compromisso mais sério (na véspera de me casar, por exemplo), começava a ter dificuldade em manter as “ideias claras”, começava a hiperventilar e tomava um.

      No final do ano passado fui diagnosticada com uma depressão, devido a uma situação de trabalho, e fui medicada com ESCITALOPRAM 10 mg (um por dia). Infelizmente e estupidamente, mudei de trabalho, pelo que, achando que estava melhor, só tomei um ou dois comprimidos e parei. Andei bem uns meses, mas depois tive um aborto espontâneo e as crises de ansiedade voltaram em força… E desta vez com uma força brutal! Já fui ao hospital duas vezes, uma porque pensava que tinha cancro na mama (tinha dores musculares na zona da axila), a outra porque pensava que tinha alguma coisa nos pulmões. Da primeira vez receitaram-me fisioterapia e massagens, da segunda, receitaram o Alprazolam (0.25mg, dois por dia).

      Normalmente, os meus sintomas físicos são: taquicardia, dores musculares, suores frios, diarreia, garganta “fechada”, dificuldade em respirar (respiração ofegante) e falta de apetite. Ando numa psicóloga há 3 meses e os efeitos são quase zero. Tenho feito acupuntura e massagens, que me relaxam e ajudam as dores musculares. Tento fazer yoga e algum exercício, mas parece sempre que vou morrer.

      Há dois dias atrás fui finalmente ao psiquiatra. Diagnóstico: Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Depressão. Medicação: ESCITALOPRAM 10 mg (ao peq. almoço) durante 8 dias, depois ESCITALOPRAM 20 mg (ao peq. almoço) até ver + 0.25 ou 0.50 (depende de como me sentir) de Alprazolam três vezes por dia (vou tentar manter a dose num total de 0.75/dia).

      E pronto. Sou mais uma para este barco do POP. É muito importante ler pessoas na mesma situação que nós. É muito importante perceber que temos uma doença como outra qualquer, que não se cura sozinha, apenas com passeios ou crochet.
      Obrigada a todos!

      Obrigada a Lu pela força e disponibilidade!

      PS: Sou de Portugal, sim 🙂

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Sofia

        Está convidada a fazer parte de nossa família. Seja bem-vinda, e sinta-se em casa.

        O primeiro ataque que teve, conforme seu relato, foi de pânico (SP), que é realmente horrível, com a sensação de morte iminente. Depois que passa, vem aquele alívio, como se tudo não tivesse passado de um susto.

        Você tomou uma dosagem bem baixa do alprazolam, por isso o desmame foi tão simples. Quanto ao estresse no trabalho e na família, isso é muito comum, faz parte da vida de todos nós. O que é preciso ver é como lidamos com esse estresse. Quando começa a perturbar a nossa vida, faz-se necessário procurar um médico. Nem sempre a nossa ansiedade, impaciência e medo estão ligados ao trabalho ou aos problemas rotineiros. Na maioria das vezes, achamos que é aí que está o x da questão, quando nosso problema é, na verdade, mental. E foi isso o que lhe aconteceu.

        Sofia, todos os seus sintomas (taquicardia, dores musculares, suores frios, diarreia, garganta “fechada”, dificuldade em respirar e falta de apetite) são relativos a seu estado mental. O psiquiatra é a pessoa mais indicada para o tratamento mental, pois o TOC e a depressão são doenças químicas e não um “faz de conta”. O resto funciona apenas como apoio.

        Em hipótese alguma devemos parar um tratamento sem o parecer do especialista, principalmente em se tratando de doença mental, pois as crises retornam com mais furor, e com mais dificuldade de serem debeladas, logo que nos acontece um problema. O antidepressivo, que era o equilíbrio, deixa-nos sem defesa. Sentir que está acometida por alguma doença grave é um dos sintomas da depressão. Agora, com o oxalato de escitalopram, tenho a certeza de que sua qualidade de vida dará um salto, para melhor. Continue sendo POP (paciente, otimista e persistente). A maneira como encaramos a nossa doença é fundamental para o bom resultado de nosso tratamento.

        Gostaria que lesse outros artigos aqui no blog, como INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para saber por quais efeitos adversos poderá passar, e, também, quando deverá procurar seu médico em razão desses. É importante estar sempre bem informada. Continue lendo os comentários, pois eles ajudam a compreender melhor essa doença, e a saber que não estamos sós neste barco. Um abraço a todos os portugueses. Fale de nosso blog para eles.

        Aguardo notícias suas. Venha sempre conversar conosco.

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
        1. Sofia

          Lu

          Obrigada pela simpatia e palavras de ânimo!

          Tenho “devorado” todas as informações e comentários aqui no blog. Até agora ainda não senti nenhum sintoma adverso relativamente ao Escitalopram. Tenho sentido dores de cabeça, tonturas ligeiras e náuseas, principalmente quando acordo, mas esses são efeitos ainda da ansiedade e do aumento da dosagem do Alprazolam. No geral sinto-me um pouco mais serena.

          Revejo-me nos comentários de todos os que aqui dizem. Como pode quem nunca passou por isso, entender-nos? Acho que a partir do momento em que aceitamos que temos uma doença real, que não desaparece só porque deixamos de pensar nela, o caminho torna-se um pouco mais fácil.

          Um abraço!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Sofia

          Dores de cabeça, tonturas ligeiras e náuseas também podem ser efeito do escitalopram. Nas primeiras semanas de uso, esses sintomas são muito comuns. Depois vão desaparecendo, à medida que o organismo vai aceitando o antidepressivo.

          Amiguinha, ainda bem que as doenças mentais vêm se tornando cada vez mais conhecidas. Imagine a vida difícil que levavam as pessoas acometidas por tal doença, antigamente. Na categoria denominada VIDA PRIVADA, eu escrevi o que sofriam os doentes mentais, na Idade Média. Passavam horrores! Infelizmente, certas religiões ainda tratam os doentes mentais como “possuídos” pelo diabo. Deveriam ser presos, quem dissesse isso. Inclusive, especula-se hoje que o menino “possuído” de um dos evangelhos, não passava na verdade de um epilético. A desinformação era muito grande naquela época.

          Realmente, quando aceitamos a nossa doença, seu tratamento torna-se muito mais fácil. Confesso-lhe que convivo muito bem com a minha. E olhe que a danadinha é genética. Continue POP e verá como sua vida mudará.

          Grande abraço,

          Lu

  71. Patrícia Autor do post

    Oi, como estão todos?

    Não sei muito bem lidar com net, mas aos poucos vou aprendendo. Sempre leio mas só agora consegui saber como entrar e fazer comentário.

    Vivi longos 20 anos tendo crises de ansiedade, mas só este ano estou me tratando. Há quatro meses estou tomando escitalopram. Agora neste momento estou bem, mas vocês não fazem ideia do que passou comigo. Há 20 anos descobri que tinha hipertireoidismo com bocão benigno, até fazer a cirurgia. Junto vieram crises de falta de ar violentíssimas, que me levaram ao hospital inúmeras vezes. Médicos e exames europeus perdi a conta e o dinheiro: endócrinos, gástricos, cardiologistas, até oftalmologistas. Chegando agora ao psiquiatra.

    Gostei muito de seu blog,Lu. Os depoimentos são importantes pra nos dar força. Muitos desses sintomas eu sempre tenho como dificuldades de concentração, sensaçao de morte, tremedeira suadeira. E o pior é a falta de ar ou dificuldade respiratória. Sempre achando que não poderia ser ansiedade, mas sim algumas doença pior. Nesses cinco meses que se passaram europeus, muito sofridos, mas agora estou me sentindo muito bem.

    Obrigada a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde formamos uma corajosa família. Sinta-se em casa! Quanto a lidar com a parte de comentários, você fez direitinho. Daqui para a frente não terá mais problemas.

      Pat, eu imagino o que sejam 20 anos de ansiedade, sem tratamento. Você não me disse, mas imagino que more em Portugal (ou morava). Dias atrás recebi um comentário de uma garota, que morou no Japão com a família, e lá eles não conseguiram diagnosticar a sua doença mental. Somente quando chegou ao Brasil é que teve início o seu tratamento. Ela sofreu muito, mas hoje encontra-se ótima. Portanto, admira-me o fato de não ter sido diagnosticada bem no início, sem necessidade de ter passado por tantos especialistas e sofrido tanto. As crises de falta de ar, a tremedeira e a sensação de morte iminente são todos sintomas claros da SP (Síndrome do Pânico), que, se não tratada, tende a ser cada vez mais constante. Eu também sofro da SP, mas desde que medicada, nunca mais passei a tê-la. Antes eu tomava fluoxetina, mas esse antidepressivo, com o tempo, ficou fraco para o meu organismo, foi quando passei a tomar o oxalato de escitalopram, um antidepressivo muito receitado no Brasil, excelente e que cobre uma gama de doenças mentais. Sinto-me excelente com ele.

      Pati, não se preocupe mais. Daqui para frente vai se sentir cada vez melhor. Também procure fazer um tipo de exercício físico (caminhada, Pilates, ginástica…) e uma alimentação saudável. Ali a isso, agora que está ficando boa, uma maneira diferente de olhar a vida, pois isso influi muito na nossa saúde. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente). E jamais abandone o tratamento sem ordem médica, pois o retorno das crises são ainda mais agudos.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Patricia

        Lu
        Não sou de Portugal, sou brasileira e moro em Montes Claros, MG. Há muitos anos os médicos falavam que eu era muito ansiosa, mas não passava disso. Somente no ano passado, algumas pessoas começaram a falar pra eu me tratar. Até nós mesmos não queremos aceitar, achando impossível que a ansiedade faça tudo isso conosco. Mas a partir do momento que aceitamos e decidimos tratar com medicamentos, exercício físico e tentando espairecer a mente, enfrentando nossos medos e anseios, com certeza a melhora vem também.

        Obrigada, pois este blog ajuda muitas pessoas a esclarecer dúvidas e também nos dá força.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Pat

          Realmente você esperou muito tempo para se tratar. Não precisa de ter passado por tanto sufoco. Mas agora estará melhor a cada dia. A ansiedade também afeta muito o nosso aparelho digestivo. O antidepressivo equilibra o nosso organismo. Nada a agradecer, minha querida.

          Sempre que possível, venha aqui bater um papo conosco. Conheça também os outros artigos do blog.

          Abraços,

          Lu

  72. Flávia

    Oi Lu!

    Eu gostaria de saber se a troca de dosagem também leva um tempo para maximizar o seu efeito, assim como o começo do tratamento. Tomei 5 mg do exodus por 1 mês, e agora por aproximadamente 15 dias estou tomando 10 mg. Como disse antes, eu estou bem melhor, voltei a fazer várias coisas, não tenho mais as crises de pânico propriamente ditas, mas ainda tenho umas crises de ansiedade e uns pensamentos meio chatos de vez em quando. Hoje, por exemplo, meu peito está bem apertado e o ar pesado. O meu psiquiatra marcou o retorno pra fim de novembro, disse que até lá eu deveria estar nos 100%. É assim mesmo o esperado? Estou progredindo normalmente ou já deveria estar sem crise nenhuma? Desde já agradeço novamente, um grande beijo 🙂

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      É muito bom saber que você vem melhorando a cada dia, depois de passado o período ruim inicial. Vejo que seu médico está introduzindo a medicação com bastante cuidado. Cinco miligramas é uma dosagem muito pequena. Agora, usando 10 mg, terá um resultado muito mais efetivo. Eu tomo esta dosagem, e sinto-me muito bem. A sua tendência é realmente melhorar cada vez mais. Portanto, é assim mesmo. Em razão da pequena dosagem inicial, o progresso está sendo mais lento, mas contínuo, o que é importante. Sinta-se tranquila, garota POP.

      Flávia, ainda que tomemos antidepressivo, haverá dias em que estaremos mais para baixo, como qualquer pessoa que não o toma, pois o remédio não tira as nossas emoções. Portanto, nada mais natural do que termos dias não muito agradáveis, em razão dos problemas que nos trazem a vida. A importância do remédio está no nosso equilíbrio mental e na eliminação do nosso excesso de ansiedade, que nos leva à horripilante síndrome do pânico. Lembre-se sempre disso.

      Não suma! Venha sempre nos encontrar.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
  73. Anelise

    Lu, deixei recado, não sei se foi, por isso escreverei novamente. Eu estava tomando lexapro de 10 mg, tive recaída e meu médico trocou para de 20mg, mas hoje, depois de 13 dias, tive nova recaída. Será que é normal? Ou antecipo minha consulta por que ele troque a medicação?
    Beijão

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lindinha
      Já respondi a seu outro comentário. Veja abaixo. Você não me disse para quando foi marcada a sua nova consulta. Se estiver próxima, acho que deve continuar, pois é depois de duas semanas que os efeitos são aparentes. O importante é que procure ficar tranquila. Com a nova dosagem, o organismo está tentando se adaptar a ela.

      Beijos,

      Lu

      Responder
        1. Anelise Borges

          Oi, Lu!
          Acabei de chegar do médico. Ele disse que preciso de mais uns dias para saber se vou ter que trocar o lexapro pela paroxetina. Como estou tomando o lexapro de 20mg há 12 dias, ele preferiu esperar mais uns dias. E me deu ALPRAZOLAM se tiver mais crises de pânico. Meu Deus, tomara que dê certo este tratamento, que pavor estas crises e estes pensamentos ruins :/
          Mas como diz tu : VAMOS SER POP.

          Beijão e obrigada mais uma vez.

          O que você achou?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          Concordo plenamente com seu médico. Inclusive escrevi no comentário anterior:
          “Se estiver próxima (a consulta), acho que deve continuar, pois é depois de duas semanas que os efeitos são aparentes.”.

          Como vê, acertei em cheio. O alprazolam irá ajudá-la muito.

          Beijos,

          Lu

        3. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          É isso aí. Nosso estado de espírito é fundamental para nosso tratamento.

          Abraços,

          Lu

  74. Anelise

    Oi, Lu!

    Eu estava tomando lexapro de 10 mg, tive recaídas e meu médico mudou para 20. Depois de ter passado mal com o efeito do remédio, melhorei, mas acabei de ter recaída (estou tomando o de 20mg há 13 dias) :/….
    Será que é normal o meu médico ter que mudar medicamento? Fico mega chateada a cada recaída, pensamentos ruins :/
    Please, preciso de sua dica.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Minha querida, as mudanças de doses e até mesmo de antidepressivos são normais, pois o médico trabalha com suposições, inicialmente, para chegar à dosagem certa e ao remédio que melhor adapte-se ao organismo do paciente. Portanto, tudo encontra-se dentro da normalidade. Não se preocupe.É por isso que é tão necessário que o especialista acompanhe seu cliente. O importante é que você continue POP (paciente, otimista e persistente). Também já passei por situações assim. Confie no seu médico, ele sabe o que faz.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Eliana!

      Minha querida, seja bem-vinda. Sinta-se em casa. Este blog está aberto à participação de todos. Será um prazer tê-la como parte de nossa família POP (paciente, otimista e persistente). O e-mail que lhe enviei acaba de voltar. Peço-lhe que veja qual é o erro.

      Um beijo em seu coração,

      Lu

      Responder
  75. Telma Martins Autor do post

    Bom dia , Lu!
    Hoje estou no 12º dia do exudos 20 mg e Rivotril. Estava tomando 15 mg e não estava fazendo efeito, da outra vez que fiz uso do exudos foi ótimo, eu me curei. O médico tirou a medicação depois de 2 anos, só que agora está diferente, sinto muito mal-estar principalmente na parte da manhã, uma sensação horrível nas pernas, tontura, sinto-me desorientada, mas à tarde passa. Será que é normal ou já está na hora de mudar o remédio .

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Telma

      Quando voltamos a tomar um antidepressivo, os sintomas serão os mesmos de quando o tomamos pela primeira vez. Acontece que toda a substância que existia no organismo foi eliminada, tendo ele que se readaptar a ela. Por isto, é normal que você esteja sentindo tudo isso. Quanto a ser pior na parte da manhã, isso tem razão de ser, pois é o horário em que o nosso metabolismo encontra-se mais baixo. Com o passar do dia o mal-estar vai desaparecendo. Quanto à desorientação, sugiro que repasse essa informação a seu médico.

      Telma, você já se encontra no 12º segundo dia de uso do remédio. Já está saindo da zona de turbulência. Aguente mais um pouco. E não está na hora de mudar de antidepressivo. Logo estará melhor. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Não sei se já lhe pedi para ler o texto denominado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Faça isso, para saber quais os efeitos adversos que necessitam de um contato imediato com o médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  76. Anelise Borges

    Boa tarde,

    Estou tratando pela 3ª vez a depressão, desta vez com lexapro de 20mg. Tive muitos reações, sem apetite, perdi 5 quilos em 6 dias, enjoo demais e sem ânimo. Agora, depois do 5° comprimido, estou bem melhor. Mas queria saber se alguém tem alguma experiência com 5HTP?

    Responder
    1. Anelise

      AGRADECIMENTO A ESTA PÁGINA

      Estou passando por mais um episódio de DEPRESSÃO e PÂNICO, agora me sentindo melhor, tratando com lexapro de 20mg. Nas horas das crises e da depressão tudo é muito intenso e cruel, dá um desespero danado, mesmo sabendo que os sintomas fazem parte desta doença terrível, bate o pavor. E eu corria para o computador para pesquisar sobre esta “coisa”. E numa destas pesquisas achei este blog, e cada vez que lia me acalmava, lia depoimentos e posts que me faziam ver que o que eu sentia era puro sintomas da doença. Agora parece bobo, mas na hora era um alívio, então quero agradecer do fundo do coração a este blog.

      E peço diariamente a Deus a cura para essa doença pavorosa.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Anelise

        Sinto-me muito feliz ao saber que estamos ajudando as pessoas a passarem pelas crises das doenças mentais. Obrigada pelo seu carinho e por sua confiança. Saiba que este cantinho, que cada vez recebe mais pessoas, estará sempre de braços abertos para os que aqui chegarem.

        Lindinha, ainda adolescente fui “presenteada” com uma crise de pânico, que não passava da ponta do iceberg da minha depressão. E não tardou muito para que ela desse as caras. Com o passar dos anos, e após procurar ler muito sobre esta doença e buscar tratamento, compreendi que o melhor a fazer seria não opor resistência à SP, e aceitar a depressão como quem aceita o diabetes, a hipertensão, etc. Passei a vê-la como algo natural para mim, que venho de uma família de depressivos crônicos, e tocar o barco da vida. E o mais interessante aconteceu: minha doença amainou e respondeu melhor ao tratamento, após essa minha atitude de olhá-la com outros olhos. Compreendi que o modo como eu agia tinha reação direta sobre ela. Foi assim que nos tornamos “amigas”. Compreendi que o antidepressivo não é tudo, que era preciso que eu também me ajudasse. Passei a não levar a ferro e a fogo os acontecimentos, a ser mais condescendente comigo e com os outros, a a olhar as doenças mentais com naturalidade. E foi assim que a minha vida deu um grande salto de qualidade. Não posso deixar de mencionar o quanto este espaço tem sido importante para mim, pois nada melhor do que se sentir útil.

        Anelise, mais uma vez, muito obrigada por suas palavras. Você faz parte de nossa família.

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
        1. Anelise Borges

          Que maravilha, bem isso, achar uma maneira mais fácil de lidar com ela (Doença).
          Já sou sua fã…..
          E “vamo que vamo”

          Beijos
          Deus esteja sempre conosco.

    2. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Eu conheço pessoas que tomam o 5HTP para emagrecer. Se você já está perdendo peso com o oxalato de escitalopram, além da falta de apetite que ele traz para algumas pessoas, imagino que não esteja pensando em tomá-lo. Antes de tomar qualquer remédio desconhecido, consulte seu médico antes. Quanto aos sintomas sentidos com o uso do antidepressivo, aguente mão, que eles irão diminuindo e, após a segunda semana, a maioria já inexiste. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Leia aqui no blog o artigo INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  77. Victor Hugo

    Olá, Lu!

    Precisei pesquisar sobre o oxalato de escitalopram (Reconter 10mg meu caso), pois minha consulta no psiquiatra durou 5 minutos, apesar de eu ter gostado do médico, foi muito rápido pro meu gosto. Mas encontrei seu blog e li os seus textos e vários comentários que me ajudaram bastante.

    Fui diagnosticado com TAG e estou fazendo o tratamento há 8 dias. Não vejo a hora de começar a fazer os efeitos positivos, já não aguento mais os efeitos colaterais. Estou tendo muita náusea, nariz entupido, boca e garganta seca, dificuldade para dormir, às vezes tenho tontura, perda de apetite, na hora no almoço quase não consigo comer direito. Já perdi peso, às vezes tenho falta d, ar não sei se por conta do nariz entupido, e vi também que minha ansiedade aumentou um pouco. Sei que muitos efeitos são normais, mas como a cabeça da gente funciona diferent, em tudo quero ir ao médico pra ver.

    Estou torcendo muito para que o remédio dê certo, e ao ver que mais pessoas com o mesmo problema estão tendo efeitos positivos já me alivia muito.

    Obrigado pelas dicas.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Victor

      O mal desses médicos, em sua maioria, é que já estão tão aptos em diagnosticar as doenças mentais, que acham que o paciente está pronto para receber os diagnósticos. Esquecem de repassar-lhes uma porção de informações sobre os sintomas adversos, sobre quando há necessidade de procurá-los e jamais parar o tratamento sem o consentimento deles. É por isso que aqui tento fazer esta parte, ainda que não tenha formação médica, apenas as experiências da vida como doente mental. Portanto, seja bem-vindo, a casa é sua!

      Você ainda se encontra no período de turbulência da medicação, quando os efeitos adversos aumentam realmente. É o corpo lutando contra a nova substância. Após a segunda semana, eles começam a diminuir, até desaparecerem. Por isso é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E jamais pare sem que seu médico o instrua sobre isso.

      Todos os sintomas citados por você são comuns ao tratamento, mas não se esqueça de que alguns podem ser causados ou ampliados pelo tempo que ora vivemos em alguns Estados brasileiros. Aqui em Minas Gerais, o tempo seco, com pouquíssima umidade, tem ocasionado boca, nariz e garganta secos. Não sei se é o seu caso. Quanto à dificuldade para dormir (alguns dormem demais e outros perdem o sono), poderá pedir a seu médico que lhe passe um ansiolítico, que irá ajudá-lo muito no início do tratamento.

      Victor, é também muito importante a maneira como você lida com a doença. Procure modificar a sua maneira de ver os problemas que acontecem a sua volta. Seja mais compassivo consigo e com os outros. Tenha uma alimentação sadia, abuse das vitaminas, sucos e chás (camomila) e faça algum exercício físico, pelo menos caminhada. Peço-lhe que também leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para saber quais são os efeitos adversos que devem levá-lo a buscar o médico.

      Volte sempre!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Victor Hugo

        Olá novamente, Lu!

        Obrigado pelas dicas, eu estou sendo POP justamente por tudo que li aqui, apesar da minha mãe não entender e achar que eu devo parar com a medicação. Já ate mandei um whats pro meu médico, mas ainda estou aguardando resposta dele.

        Realmente o tempo não ajuda, moro em Belo Horizonte e estou sofrendo com o tempo, e pra piorar eu tenho rinite. Às vezes sinto um nó na garganta, que depois melhora um pouco, acredito que seja essa mistura do tempo com o remédio, mas mesmo assim minha vontade é ir ao médico e tirar a dúvida… rsrsrs.

        Li em algum lugar que dividir o meu problema com outras pessoas que têm problemas parecidos seria bom, portanto volto a dar notícias quando tiver uma melhora e tiver os efeitos positivos.
        Até!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Victor

          Caso tenha um dos sintomas que necessitam da procura imediata do médico ou hospital (ver INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM) é que deve paralisar o medicamento, e mesmo assim sob a supervisão médica, para não ter o efeito rebote. Os sintomas que mencionou no seu comentário passado são comuns no início do tratamento, mas com o tempo ruim em Beagá, eles se avolumam. Vamos rezar para chover… risos. Tome bastante líquido. E, se a ida ao médico deixa-o mais tranquilo, faça isso. Depois diga-me como foi o encaminhamento dele.

          Abraços,

          Lu

  78. Fernando

    Tomei lexapro 10 mg por 1 ano e me fez bem. Parei por conta própria em julho passado. A coisa voltou com tudo, aflição, medo, angústia. Fui ao médico que me passou exodus 10 mg, não melhorei em 1 mês. O médico aumentou para 20 mg e com mais 1 mês não melhorei. Ele resolveu mudar para Efexor XR 75 mg. Estou no 5 dia. Será que vai fazer efeito? É um bom remédio ? Eu deveria ter tomado lexapro ao invés de êxodos? Estou com muitas dúvidas e esse tormento não passa.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Fernando!

      É um prazer recebê-lo aqui, onde trocamos informações sobre nossa saúde mental. Obrigada pela visita e comentário.

      Nando, primeiro vou lhe puxar a orelha por ter parado por conta própria. Sei, porém, que muitos médicos não avisam o paciente sobre isso. Mas agora já sabe, o desmame só pode ser feito com acompanhamento médico. Os antidepressivos não respondem igualmente para toda pessoa. Ou, com o tempo, param de funcionar no organismo, que se acostuma com ele. Por isso, a não melhora através do oxalato do escitalopram está dentro da normalidade, para algumas pessoas. Nesse caso, o médico realmente precisa buscar outro. Não adianta tomar um remédio que em nada melhora o nosso quadro. Seria jogar dinheiro fora. Depois de dois meses já era para sentir melhoras. Seu médico agiu corretamente.

      Eu tomei tanto o lexapro quanto o êxodos. Ambos fizeram o mesmo efeito para mim. Lembra-se de quando apareceu o Prozac (fluoxetina)? Diziam que somente ele fazia bem, sendo os outros com a mesma substância, mas com o nome fantasia diferente, ruins. Quando caiu a patente do Prozac, ninguém mais comentou nada. É preciso não acreditar muito nessas coisas, pois os laboratórios podem ser criminalizados, se o remédio não corresponder ao que está escrito na bula. Sempre peço ao meu médico para colocar o nome da substância principal, para eu possa comprar o mais barato. A Germed, normalmente, apresenta os melhores preços. Quanto ao Efexor XR 75 eu não o conheço. Dei uma lida na bula e vi que cobre os mesmos problemas do oxalato de escitalopram, mas o paciente deve sempre comunicar ao psiquiatra os efeitos adversos. Isso deve ser feito qualquer outro antidepressivo. Não se esqueça!

      Você irá melhorar sim. Contamos hoje com inúmeros remédios no mercado, que melhoram a nossa qualidade de vida. A medicina avança cada vez mais nas pesquisas relativas às doenças mentais, oferecendo-nos vários caminhos. Não se preocupe. Já tomei inúmeros. Gostaria que retornasse para me dizer se melhorou com a nova substância. Será bom, pois outros usuários também ficarão informados.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  79. Flávia

    Oi Lu!
    Estou com um sem e alguns dias de exodus, troquei a dose pro comprimido inteiro e as coisas melhoraram pra mim. Ainda tenho crises, mas nada que me faça chegar a extremos. Os sintomas estão melhorando também. Espero que logo cessem de vez, como o psiquiatra me garantiu! Vamos as dúvidas: a formulação do reconter é idêntica ao exodus?

    E, estou com um probleminha nesses dias. Peguei uma virose das brabas da minha sobrinha. Tenho tido febre todas as noites, muita dor na garganta, coriza, enfim! Até então só tomei dipirona pra conseguir baixar a febre e dormir, mas os sintomas retornam. Hoje eu mal preguei o olho. Passei em um clínico e ele me receitou um anti inflamatório e a própria dipirona, pra quando eu tivesse febre. Perguntei sobre o antidepressivo (levei a caixinha com bula e ele disse que não haveria problema algum). Você saberia me dizer se anti inflamatórios têm algum efeito negativo ou conflitante com o antidepressivo? Ano fiquei lá muito confiante.
    Muito obrigada novamente!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Sinto-me feliz com as boas notícias que me envia, em relação ao tratamento antidepressivo. Parabéns, garota POP! Não lhe disse que iria ficar cada vez melhor? Estão aí os bons resultados. Para você saber se um antidepressivo é igual a outro, basta ler na caixinha ou bula qual é a sua substância principal, uma vez que há muito nome fantasia no mercado, pois cada laboratório bota um diferente. O exodus tem com principal substância o oxalato de escitalopram. Se o reconter ou qualquer outro também tiver, trata-se do mesmíssimo remédio.

      Certas viroses necessitam de antibióticos, principalmente quando há inflamação. E se a sua garganta está inflamada, precisará tomá-lo. Não há nenhum problema com o antidepressivo, conforme alegou seu médico. Poderá tomá-lo tranquilamente. Tome bastante líquido, para hidratar o corpo. Depois venha me dizer como está. Certo?

      Beijos,

      Lu

      Responder
  80. Adriana Lemos

    Boa tarde Lu, tudo bem?

    Aqui é a Dri. Passei pra te dizer como estou e pra tirar uma duvida também. Estou em uso do escitalopram,com paroxetina e valeriana há 2 meses. Ainda tenho crises mais tudo sob controle, graças a Deus. Sofro de depressão e SP há quase 3 anos, depois do falecimento da minha mãe. Fiz uso da fluoxcetina, frontal, rivotril, diazepan, clonazepan, sertralina até que o médico me receitou o exudus(escitalopran) e me senti bem com ele. Agora estou com essa fórmula manipulada dos 3 medicamentos.

    Gostaria de saber o seguinte Lu, meu marido tem vontade de ter um filho, mas eu tenho medo por causa do meu tratamento, não sei se posso engravidar, não sei como vai ser se eu tiver que parar com o medicamento,e se crises vão voltar. Várias perguntas passam na minha cabeça. Pra acabar de completar, estou com uma secreção saindo dos meus seios,como se fosse colostro. Vi hoje e fiquei desesperada imaginando que posso estar grávida.

    Quero saber Lu, se pode ser que o antidepressivo faça sair essa secreção dos seios e se eu posso engravidar normalmente, sem prejudicar o bebê e nem o meu tratamento. Se alguém aqui no nosso cantinho souber de alguém que passou por isso ou que a própria pessoa já tenha passado por isso também, me dê uma ajuda por favor.

    Muito obrigada, Lu, por tudo que faz por nós e parabéns por esse cantinho que esclarece muitas dúvidas nossas. E que Deus te abençoe sempre.Feliz dia das crianças a você e a todos.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Dri!

      Aqui estaria tudo maravilhoso se uma chuvarada viesse banhar o Estado mineiro. Nosso clima anda muito seco e os rios com pouca água. Enquanto isso, o Sul do país passa por inundação. Como o homem tem desequilibrado o tempo!

      Lindinha, assim como você, já passei por uma infinidade de antidepressivos. Ainda bem que eles existem! A minha doença mental também se acentuou com a morte de minha mãe. Como nós sofremos com tais perdas! Mas é a vida e nada podemos fazer contra, senão aceitar.

      Realmente o escitalopram é excelente, tanto é que está na lista dos mais receitados. Acho ótimo que esteja dando certo com a fórmula manipulada. Quanto à gravidez, um dos alertas é que “O médico deve ser informado se a mulher está grávida ou pretende ficar. E também quando estiver amamentando, para evitar problemas para o bebê”. Portanto, é preciso consultá-lo sobre o assunto. Mas não se assuste, pois há jeito para isso, caso contrário nenhuma mulher que fizesse tratamento para depressão teria filhos.

      Quanto ao colostro, pode se tratar de uma gravidez psicológica. Nunca li nada sobre o antidepressivo que leve a isso. O melhor mesmo é consultar seu psiquiatra e, se necessário for, um ginecologista. Mas fique tranquila. Não precisa ficar insegura. Tome os caminhos necessários e tudo se resolverá. A nossa medicina está bem adiantada.

      Dri, faça os procedimentos necessários ainda esta semana. Não postergue-os e nem espere por respostas de ninguém. Se um bebê estiver a caminho, que seja bem-vindo. Aguardo sua resposta, após ida ao médico.Também lhe desejo um feliz dia das crianças, pois dentro de cada um de nós habita sempre uma criança, em quaisquer que sejam as fases de nossa vida.

      Um grande beijo,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Taty

          São os três ao mesmo tempo. Se assim não fosse, você poderia comprá-los na farmácia.

          Beijos,

          Lu

  81. Luis Andrade

    Bom dia, Lu!

    De uns 3 meses para cá, comecei a ter calafrios, palpitações, falta de ar, fraqueza, suor e tristeza. Pensei que era algo físico (morrendo). Ao chegar ao hospital, o médio viu meus dedos contraídos e já disse “isso é sistema nervoso, procure um psiquiatra”

    Estou há 2 semanas passando com o psicólogo e a 3 dias tomando Reconter 5 gotas por dia, e aumentarei para 7 gotas em 7 dias.
    Meu psiquiatra receitou também o Frontal SL 0,5 mg para tomar apenas se a crise for encontrável. O azar me persegue. Não sei se foi coincidência ou não, mas eu estava bem a 15 dias lindos e foi só começar a tomar o Reconter, que em 3 horas tive crise e estou com crises durante o sono, e de leve, durante o dia, até agora(3 dias).

    Tenho dúvidas se tomar estes dois medicamentos irá prejudicar meu fígado, já que faço tratamento de Hepatite B.

    Abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luís

      Seja bem-vindo a este cantinho. É um prazer tê-lo aqui conosco.

      Os sintomas que o levaram ao hospital são realmente relativos ao sistema nervoso. Você teve uma crise de pânico, como mostraram seus dedos contraídos. Ela traz a sensação de que estamos morrendo. Apesar de a sensação ser horrível, ela não mata. Fique tranquilo.

      Não se trata de azar, como diz em seu comentário, mas da ação normal do remédio no organismo, que a princípio tenta rejeitá-lo. Isso acontece com a imensa maioria dos usuários de antidepressivos. Portanto, torna-se necessário que a pessoa seja POP (paciente, otimista e persistente). Os primeiros dias são bem difíceis, mas é preciso seguir em frente. Repasse também ao psiquiatra tudo o que estiver sentindo, para que ele acompanhe o seu tratamento.

      O frontal é um ansiolítico para ajudá-lo no início do tratamento, quando as crises tendem a aumentar, até que o Reconter (oxalato de escitalopram) comece a agir no organismo, pois tem efeito acumulativo. Normalmente depois de duas semanas você começa a sentir as melhoras. Quanto ao fato de prejudicar ou não o seu fígado, a pessoa mais indicada para lhe dar essa resposta é o seu psiquiatra. Converse com ele. Leia também o artigo aqui no blog sobre o tema, denominado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e também os comentários. Eles lhe tirarão muitas dúvidas.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Luis Andrade

        Sensacional esse retorno do site sobre nossas perguntas e insegurança de início de tratamento. Me tranquiliza saber que os sintomas do início são normais em muitas pessoas. Estou no 3º dia do Reconter e por mais que não esteja bem, ainda não precisei do Frontal SL. Mas agora não terei medo de tomá-lo, se eu precisar para dormir, por exemplo, se acordar com palpitações. Não posso desistir agora do tratamento.
        Espero ajudar outros que lerem isso e acalmá-los como me acalmou.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Luis

          Sensacional é o seu retorno, dizendo-me que o site serviu para ajudá-lo, pois é essa a função deste cantinho. Sei que muitas vezes os médicos não fornecem aos pacientes todas as informações necessárias, em razão do tempo mínimo de consulta. E não há como tomar remédios, se não nos sentimos seguros. Quaisquer que sejam as suas dúvidas, volte aqui para conversarmos. Aproveite e conheça o blog todo.

          Abraços,

          Lu

        2. Luis Andrade

          Bom dia!

          Tenho visto relatos de pessoas que estão na primeira semana tomando o oxalato de escitalopram e têm dúvidas quanto aos sintomas e na demora do efeito. Resolvi deixar meu relato, e quem sabe ajude, e espero que alguém relate, caso tenha se curado e conseguido parar de tomar o remédio, e diga como foi a “desmamada” que é meu maior medo, pois acho que quando a pessoa se cura, ela não volta pra dizer como foi.

          Estou no sexto dia, tomando 5 gotas de Reconter(equivale a 5mg). No bolso fica o Frontal SL 0,5mg para caso de crises muito fortes.

          Dia 1: Ataque de ansiedade com os sintomas conhecidos, batimento alterado, suor, cala frio, enjoo, fraqueza, tristeza e depressão, ou seja, o mundo acabou. Penso em tomar o Frontal na hora, mas me levo a pensar que devo aprender a ter paciência. Fico então no meu mundinho, passando mal, enquanto as pessoas que amo ficam fazendo o que toda pessoa que tem crise de ansiedade odeia: “Vamos sair e fazer algo pra relaxar”. Elas não fazem por mal, eu mesmo acho isso uma frescura, e agora estou aqui mordendo a língua. Hora de dormir e voltar às batedeiras durante a noite. Seja forte eu pensava, não tome o Frontal, seu corpo precisa se acostumar com o Reconter, não o atrapalhe.

          Dia 02 : Palpitações pararam, fome zero, enjoo terrível, fraqueza, claro sem fome e com enjoo comer se torna uma tristeza, articulações do joelho duras. Mas eu sei que preciso comer, ou vou ficar fraco e consequentemente ter tremedeira, a pressão vai cair e vou achar que é a crise sendo que não é. Recomendo alimentos leves, vitaminas, coisa rápida que se engole logo, coloque aveia, ajuda a dar ânimo. Almoço: tente comer carne, ajuda a dar forças. Eu peso 100 kg e não conseguia comer 100 grs de comida. Mas tem que comer, gente. Ainda com calafrios e desânimo, fiquei na fase do silêncio, mas ficar deitado me deixa pior, me ativa uma tristeza tão grande, como se eu não tivesse motivo para viver, mas ano quero morrer, resolvi entrar na academia, pelo menos morro forte.

          Dia 03: enjoo, meu Deus, mulher grávida vive assim como? Tristeza, angústia, fraqueza, mas sem palpitações, suor eu tenho, não sei se é o calor, tudo eu acho que é o remédio. O desânimo é o que atrapalha mais, depois do enjoo. Parece que estou ficando blindado nos sentimentos, parece que o remédio bloqueia a tristeza e a alegria, tudo se torna neutro, espero que passe.

          Dia 04: Enjoo, nunca mais jogo pedra na cruz, as mulheres são seres divinos por aguentar isso por 9 meses, eu estou a 4 dias e assinaria qualquer coisa para passar. Tristeza, lá vem ela, desânimo acho que é a palavra que melhor classifica. Não sinto dor, ainda sinto aqueles momentos que parecem que vão dar o start da crise, mas o coração não acelera mais, fico apenas triste, introspectivo mas o físico não alterando, fico feliz e muito. Comer ainda é difícil, já perdi 7 kg, estou feliz, precisava perder 25, agora são só 18…rss. Hoje pedi arrego ao ao meu psiquiatra. Por sinal ele vai para céu, pois me responde via whatsapp. Disse-lhe que o enjoo estava demais, ele disse ser normal, e que tomasse 30 gotas de plasil. Não resisti, tomei uma vez só e chega! Não quero viciar, meu corpo precisa aprender a viver com o Reconter. Consegui comer 200 g de comida, por que não mais? Nao tenho prazer, coloco lasanha na boca e parece chuchu, estranho mas não reclamo, podia ser pior. Não sei se esse remédio é usado em pessoas obesas.

          05 Dia: Dormir não é problema nenhum, sem crises, tristeza às vezes, reparei que meu humor e meu corpo relaxam e volto a ser o Luis de antes, com ânimo, após 6 horas de tomar o remédio, mas quando me sinto feliz e com ânimo parece que o corpo relaxou. Reparei que estou 24 horas com os nervos do corpo constantemente tremendo, são microtremuras, pois quando aproximo meus dentes bem próximos, antes de se tocarem eles tremem e se tocam, e meus dedos tremem de leve também, como quando estamos com pressão baixa. Tenho medido minha pressão e batimentos, estão melhores que antes do tratamento. Minha pressão está ótima, ate fiquei surpreso, sempre foi alta. Ao acordar tomei o plasil fui fraco eu confesso, o nosso corpo precisa se adaptar ao Reconter, nao podemos enganá-lo. Tomei só pela manhã e o enjoo passou, mas fome não tenho, mas precisamos comer.

          06 Dia: É hoje, sem tomar plasil, não estou enjoado, mas estou esquecendo o que é ter fome, muito loco isso, pra mim que sou gordinho. Desânimo de levantar da cama ainda existe, por mim ficava lá, mas não podemos achar que tudo que sentimos é por causa da depressão. Levanto-me, tomo a vitamina e saio, andar ajuda, tomo sempre o Reconter às 10h. Reparei que hoje levou 3 horas para eu ficar falante, antes demorava 6 horas, não sei se tem a ver, quando fico falante reparo que o Luis voltou. Se alguém relatasse isso tambémseria mais fácil de entender. Triste ainda fico, depressivo às vezes, mas nada de palpitações. Amanhã dobro a dose para 10 gotas (10 mg). Espero que não tenha uma crise, não terei medo, temos que nos apegar às pequenas melhoras e não à cura imediata.

          Sei que escrevi demais, mas se gostarem relatarei mais com o passar do tempo. Quem conseguiu parar de tomar e puder dizer como foi seria legal.

          abs

        3. LuDiasBH Autor do post

          Olá, Luís!

          É um grande prazer recebê-lo aqui neste cantinho. Entre e fique à vontade, pois a casa é sua. Só não irei lhe servir um cafezinho mineiro bom broa e pão de queijo, porque você anda muito sem apetite. E ainda precisa perder 18 quilos… risos.

          Amiguinho, apesar da depressão, seu comentário fez-me sentir que aí mora uma pessoa amável, sensível, otimista, alegre e de bem com a vida. Que maravilha! Gosto de gente guerreira assim, que não se deixe abater pelas tempestades da vida, com a certeza de que o amanhã será sempre um dia melhor. Você é uma pessoa fantástica, que servirá de modelo para muitas outras aqui. É essa sua garra que mais facilmente leva à melhora, pois o corpo acompanha o seu humor.

          Achei muito interessante a sua briga de foice com o Frontal e depois com o plasil. Excelente! Vejo que quem manda na casa ainda é você… risos. Esses remédios são receitados, principalmente no início do tratamento, para ajudar a pessoa a passar pela fase crítica, que se dá nas duas primeiras semanas. Mas você é duro na queda e vem abrindo mão deles. Logo, logo estará ótimo.

          O oxalato de escitalopram age de duas maneiras nas pessoas: algumas passam a comer em demasia, outras perdem totalmente o apetite. Também me encontro entre as últimas. Com o tempo, o organismo irá se equilibrando e voltará à normalidade, não à de antes, pois parece-me que era excessiva, em razão de seu excesso de peso. Mas comerá o necessário para se manter bem, e ficará bonitão, ainda mais com os exercícios da academia… E não morrerá fraco… risos. Muita gente vem fazendo uso de antidepressivos para emagrecer. O que não acho legal, a não ser que tenha acompanhamento médico. A educação alimentar não passa por aí.

          Você quer saber se alguém já se curou da depressão. Amiguinho, existem muitos tipos de depressão. Vai depender do tipo que a pessoa possui. A minha, por exemplo, é crônica, venho de uma família que traz essa doença no gene. Vou ter que tomar remédio indefinidamente. Mas também conheço quem já se curou. A pessoa que tem depressão em razão de um trauma, por exemplo, pode ser curada até com seis meses. O desmame acontece segundo a prescrição médica. O corpo que não queria o antidepressivo no início, apaixona-se por ele, sendo duro separar esses amantes. É por isso que o desmame tem que ocorrer com a supervisão médica, que adotará a diminuição da dosagem de acordo com cada um. O remédio vai sendo diminuído gradativamente, até não restar mais nada dele no organismo. Uma coisa importante, nunca pare o tratamento por contar própria, como fazem alguns, pois a recaída é terrível, requerendo uma volta ao remédio com doses ainda mais fortes.

          Volte sempre para falar-nos dessa sua vontade férrea de se dar bem com o remédio. Você é POP (paciente, otimista e persistente). Parabéns! Que todos se mirem no seu exemplo, e agradeçam pela chance que temos hoje de contar com remédios excelentes no mercado, quando, em tempos idos, as pessoas eram jogadas em sanatórios. Benditos sejam todos aqueles que trabalham nos laboratórios médicos pesquisando para que tenhamos uma vida com qualidade.

          Um grande beijo no coração,

          Lu

  82. Jamal

    Bom dia!

    Eu me chamo Jamal, 33 anos, casado há 9 anos com Y de 28 anos, americana, temos um casal de filhos.

    Tudo começou faz uns 15 meses atrás, com acusações de infidelidade, ameaças de separação e logo após uma depressão bem forte por parte dela. Sempre era assim: acusações pela manhã, à tarde ou à noite até mesmo de madrugada. Crises de mania que antes via como um jeito de se separar de mim, por não gostar de mim ou alguma coisa assim. Antes as brigas ficavam por 3 a 5 dias, porque da minha parte era respondida no mesmo tom, às vezes com agressões de ambas as partes (claro que era bem pior para ela). Também o que esperar quando ela fala que vai me trair na minha cama com o vizinho…

    Bem, resumindo, passado esses 15 meses, há 3 ela está indo a um psiquiatra e a um psicólogo, e tomando êxodos 15mg. E faz uma semana está tomando 50 mg quitiapina, mas até hoje não vi mudanças por parte dela. Há um mês não respondo mais às suas crises, porque hoje entendo um pouco mais do que ela está passando, mas não é nada fácil essas crises de mania que continua pela manhã com xingamentos, e à tarde tenho meu amor de volta para mim.

    Não está nada fácil, mas vou te falar, mas não estou com muita vontade de desistir, apesar de pensar todas as manhãs nessa possibilidade. Hoje sei que a amo, antes não sabia que seria capaz de aguentar tudo isso. Bem vou tentar ser frequente nas dúvidas que tiverem, olha que tenho bagagem para responder…

    Abraços

    Jamal

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jamal

      Pelas descrições suas, sua esposa está com uma depressão bem aguda, pois ninguém aguenta levar uma vida assim tão neurótica, sem que esteja doente. E o pior é que a deprê pode usar as mais diferentes vestimentas: algumas pessoas ficam caladas, apáticas, com pensamentos ruins, alheias ao mundo, enquanto outras entram num estado total de ebulição, ficando inquietas, nervosas, ranzinzas, com pensamentos desequilibrados, em suma, de mal com a vida. Confesso que não sei qual dos grupos sofre mais. É claro que, quem convive com o segundo, passa por uma enorme exaustão. Em contrapartida é preferível ver a pessoa reagindo do que vê-la como se não mais pertencesse ao mundo dos vivos.

      Imagino bem o que você tem passado, mas é nessas horas que o amor deve falar mais alto e entrar em ação. A compreensão da família é muito importante no tratamento do doente mental. No seu caso, é de fundamental importância reconhecer a fase ruim que sua esposa está vivendo e dar-lhe o maior apoio. A melhor coisa que tem a fazer é não revidar, para não aumentar ainda mais o distúrbio dela, deixando-a mais ansiosa e nervosa. Dê-lhe carinho e atenção e diga-lhe que está a seu lado para ajudá-la a superar esses momentos difíceis de sua vida.

      Você diz que ela está tomando êxodus (oxalato de escitalopram) há três meses e, mesmo assim, não vem surtindo melhoras. Já era para estar melhorando. Converse com o psiquiatra. A quetiapina é usada no transtorno do humor bipolar. Penso que seja esse o diagnóstico de sua esposa. Por isso, ela fica mal de manhã, quando o organismo encontra-se com seu metabolismo em baixa, e melhora à tarde e à noite.

      A sua consciência de seu amor, numa fase tão difícil, é muito importante para o tratamento dela. Parabéns por estar junto, num momento em que muitos desistem. Tenho a certeza de que ela faria o mesmo por você.

      Quanto a responder as dúvidas que aqui surgem, será um grande prazer contar com a sua ajuda.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. JAMAL

        Olá, Lu!

        Vejo como ainda existem pessoas sérias e realmente preocupadas com este assunto que não e nenhuma brincadeira. Poderia passar horas falando o que ela faz e fala para mim. A partir do momento que você tem consciência que a ama, não tem como culpá-la. Agora mesmo, na hora do almoço, teve mais uma crise daquelas. Voltei 2 horas após e sentei com ela mais calma e falei.

        – Olha aqui, tudo o que você faz de ruim para mim me deixa muito chateado, mas ao mesmo tempo tem inteira noção que isso nunca foi o que você desejou, e tenho absoluta certeza que vamos ser felizes novamente.

        Estou bem conformado com a situação e ainda acho forças, que nunca imaginei ter, para sair dessa com meu amor. Com mais tempo vou dar uma contribuição aqui. Como é ruim viver sem saber o que que está acontecendo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jamal

          Você nem faz ideia de quantas pessoas existem no mundo lutando com as doenças mentais. Ainda bem que a medicina vem colocando no mercado produtos cada vez melhores, melhorando nossa qualidade de vida. Eu também sou depressiva crônica. Terei que tomar antidepressivo “forever”.

          Amigo, não estou entendendo o porquê de os remédios não estarem fazendo efeito. É preciso voltar ao psiquiatra para que ele faça uma nova avaliação. Vocês moram no Brasil ou nos EUA?

          Em se tratando das doenças mentais, quanto mais informação, melhor. Tive que brigar com três amigos virtuais que, após obterem melhoras, passaram a não levar o tratamento a sério. E a coisa não funciona assim. É preciso seguir a prescrição médica e ter contato constante com o profissional, pelo menos no início.

          Um grande abraço para você e a amada,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Taty

      De vez em quando, alguns comentários caem na caixa de spam, sem que eu saiba o porquê. Vá lá entender a “cabeça” dessas máquinas.. risos! Só agora, ao limpar a caixa, foi que os vi.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  83. Taty

    Oi, Lu, tudo bem?

    Estou me sentindo bem com o reconter 20mg. Não sinto mais aquela ansiedade absurda do início… Só que diante de uma situação estressora, a danada da ansiedade teima em querer voltar. Aí ataca logo o intestino, a boca fica seca, etc, mas passa logo. Aumento um pouco o Riv e melhoro.

    Lu, estou pensando em tomar apenas 15mg de reconter. O que você acha? E falando em Riv, estou apenas com uma gota pela manhã e outra à noite. Aumento só quando necessário. Será que devo diminuir o oxa?

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Taty

      Siga a prescrição médica ao pé da letra. Somente ele poderá mudar a dosagem do antidepressivo. Isso é muito sério, pois uma recaída é pior ainda. E, normalmente ela acontece quando o tratamento não é levado a sério. A indicação é que esse deve durar pelo menos seis meses. Somente seu médico poderá lhe dizer quando parar e como. Não pense que uma melhora significa que se está bem. A depressão é bem complexa. Muitas vezes ela dá uma trégua para voltar mais forte ainda. Não vá por sua cabeça e nem pela de outras pessoas. Veja os comentários com atenção e o relato das inúmeras pessoas que dizem que não levaram o tratamento a sério e voltaram num estado lastimável. Não seja uma delas.

      Veja como não está bem ainda:

      “Só que diante de uma situação estressora, a danada da ansiedade teima em querer voltar. Aí ataca logo o intestino, a boca fica seca, etc, mas passa logo.”.

      Taty, tenha juízo e faça o tratamento como deve ser.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Taty

        Oi, Lu…

        Devido alguns problemas, ontem passei o dia triste, desanimada, uns medos infundados… Mesmo tomando 20mg há exatamente dois meses… Será pq estou diminuindo o rivotril? O que você acha, Lu?
        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Taty

          Como você mesma disse, passou por alguns problemas ontem. Eis aí a causa de sua baixa. Ainda que tomemos antidepressivos, nossas emoções continuam. Portanto, somos passíveis ter de alegrias, tristezas, raiva e mágoas, como qualquer outro ser humano. Não tem nada a ver com a diminuição do rivotril, mas com o ser humano que é. O bom mesmo é não dar muita importância aos problemas, pois tudo na vida é passageiro. Há no blog, o texto de um médico que se chama TUDO PASSA. Dê uma lida nele e melhorará.

          Um grande beijo,

          Lu

  84. Maria Otilia

    Bom dia, Lu!

    Anjo da Guarda dos DTCE (depressivos em tratamento com oxalato de escitalopram)ajude-me, estou em tratamento desde janeiro e meu humor melhorou, estou sorrido até quando deveria chorar, mas estou engordando e isso não esta nada engraçado…rsrss. Você poderia me dizer se tem relação com esta medicação?

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anjinha DTCE

      Você andava bem sumida, danadinha. Não mais faça isso!

      Minha querida, cumpro o triste dever de informar-lhe que o oxalato de escitalopram pode ocasionar dois efeitos neste quesito: engordar ou emagrecer. Algumas pessoas passam a ter um apetite voraz, enquanto outras perdem toda a vontade de comer. Eu, por exemplo, encontro-me no segundo grupo. É uma falta de apetite total. E se fico chateada com alguma coisa, a minha garganta parece fechar-se, só descendo líquidos.

      Já que está engordando, o ideal é procurar cuidar melhor de sua alimentação, dando opção para frutas, verduras e legumes. Exercícios físicos são também de fundamental importância. Além disso, converse com seu médico. Convido-a a ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM que publiquei aqui no blog.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  85. Alexandra Carvalho

    Querida Lu,

    Confesso que esta troca de experiências que aqui se gerou te me ajudado muito nos últimos tempos. Hoje, finalmente, chegou o dia de partilhar também a minha experiência. Receber, mas também dar um pouco de mim.

    Sempre fui uma pessoa bastante ansiosa. Nada de muito extraordinário, as situações que normalmente geram ansiedade. Exames na escola/universidade, viagens, entrevistas de emprego, os primeiros dias de trabalho, quando algo no trabalho corre mal, enfim…
    Acontece que nos últimos 4 ou 5 anos, a vida passou-me a perna por diversas vezes – desemprego, desânimo, frustração, perda de sonhos e ambições… Em retrospectiva, algumas (muitas?) dessas vezes terei sido eu própria a autossabotar-me. Como resultado, nos últimos tempos (meses, talvez um ano ou mais) tenho vindo a fechar-me cada vez mais na minha concha, procurando cada vez menos contacto com os amigos, deixando de fazer as coisas que gosto, e mesmo as que tenho de fazer, pouco saído de casa, acabando por cair numa apatia e desmotivação infindas, e criando rotina perfeitamente inúteis. Sentia-me como se não sentisse nada. Nem bem, nem mal. Nem preocupada, nem despreocupada. Nem feliz, nem infeliz. Como se estivesse completamente anestesiada.

    No início de setembro fui de férias com o meu marido e os meus pais. Parti já algo enervada por nada em particular, e assim fiquei durante alguns dias. Durante esse período, julgo que estará agora a fazer um mês, tive o meu primeiro episódio de ansiedade/ataque de pânico verdadeiramente patológico. Uma coisa absurda, constante, opressiva e desesperante, que me deitou completamente abaixo. Como nada que eu já tivesse experimentado antes. Aliadas a todo o transtorno psicológico, vieram as somatizações: diarreias (convém referir que já há muitos anos sofro de alguns problemas com diarreias, tendo vindo a desenvolver, nos últimos tempos, uma preocupação excessiva, roçando a obsessão, com o funcionamento do meu sistema digestivo), tensão muscular constante (em especial dos músculos abdominais), vontade (quase) constante de ir ao banheiro, dores no abdômen e costas, taquicardia, frio no estomâgo e nó na garganta, falta de apetite, boca seca, sensação de frio, tremores, insônia (que veio junto com a sua amiga sonolência diurna), exaustão, enfim… O quadro completo! Com tudo isto, acabei por emagrecer 7 ou 8kg… Mas lá consegui aguentar até ao fim das férias, uns dias, melhor, outros, pior, mas sempre piorando de manhã e melhorando mais para o final da tarde/noite. Assim que regressei a casa fui a um psiquiatra na urgência hospitalar, que me prescreveu o oxalato de escitalopram. Como não gostei do trato do médico (empatia = 0!), aconselhei-me com a minha médica de família (clínica geral), que é quem me tem estado a acompanhar e tem sido extraordinária, e, em conjunto com ela, decidi efectivamente tomar o oxa.

    Na primeira semana… Horrível! Melhoras nada (mas estava prevenida, sabia que iria ser assim), uma variedade de efeitos secundários e… o temido efeito paradoxal! Péssimo, péssimo… Uma ansiedade extremada, um pânico constante, que nem para a noite acalmou. Pior do que qualquer coisa que eu tivesse sentido antes!… Mas eis que chega o 7º/8º dia… Parecia estar curada! Os especialistas falam em 3 semanas para o oxa fazer o seu efeito, e eu senti melhoras logo após 8 dias: era um milagre!…

    Sucede que os milagres são raros e acabei por cair em algumas das rotinas deletérias que levava anteriormente, não me sentindo particularmente mal por isso… E hoje, infelizmente, senti – ou voltei a sentir – o duro embate com a realidade. Estava para ir almoçar na casa de um casal amigo, naquele que seria o meu regresso ao convívio com amigos após este episódio. Acordo e de imediato: ansiedade. Falei com o meu marido e imediatamente desmarquei o combinado (felizmente, o casal amigo é muito compreensivo, pois também eles já padeceram destes nossos males). Depois disto, começo a ouvir um irritantíssimo ruído de máquina na rua (parece que ainda agora o oiço… mais uma maleita: intolerância ao ruído!) e… click! Ataque de pânico, mais ansiededade, mais ataques de pânico, mais ansiedade… Um círculo vicioso! Mais somatizações (agora também cefaleia e enjoos) e a cabeça que não para com as suas maquinações! Tudo com a mesma intensidade com que senti o efeito paradoxal, talvez até pior… Hoje está a ser mesmo muito duro!

    Mas hoje também aprendi algumas importantes lições: tento que tentar, com o máximo das minhas forças (embora isso, neste preciso momento em que escrevo, me pareça tarefa hercúlea, ou mesmo inglória)…

    …não esperar milagres.

    …confiar no efeito cumulativo do oxa e ir com calma (muita calma!). Faz esta quarta-feira, dia 7 de Outubro, 3 semanas que o tomo, todos os dias 10 mg com o café da manhã. Pode demorar menos, pode até demorar mais (estava avisada que poderia ser mais!). Mas o efeito será sempre cumulativo.

    …nunca (nunca, nunca, nunca!) voltar às rotinas, àquilo que me fez e faz mal.

    …e marcar uma consulta num bom psiquiatra, que me será recomendado pelo mesmo casal amigo do almoço (super compreensivos, bondosos, generosos, verdadeiros amigos, amanhã virão ter comigo para dar uma força e conversarmos um pouco!)

    E é esta a minha história recente. Esperemos que os próximos capítulos sejam mais luminosos!

    Mas não posso terminar sem um sentido agradecimento… Muito obrigada, Lu, por possibilitares este espaço de partilha. Ajuda (ajuda muito!) partilhar, deitar para fora, abrir o coração. Especialmente com aqueles e aquelas que melhor nos compreendem.
    E desculpa-me a longa missiva, e se, por vezes, fui confusa na escrita.

    Um grande beijo desde Portugal!

    Alexandra

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Minha querida Alexandra de além-mar, seja bem-vinda. Sinta-se em casa. É um grande prazer recebê-la do lado de cá – no Brasil.

      Amiguinha, pelo que vejo, há muito tempo você vem sendo acometida pela depressão. No mínimo durante uns cinco anos. Todos os sintomas relatados (desemprego, desânimo, frustração, perda de sonhos e ambições…) por você, antes de iniciar o tratamento, remetem a ela, a essa bruxa sempre a postos para nos enfrentar e tumultuar a nossa vida. E, mais para a frente, sua saúde agravava-se ainda mais:

      “[…] tenho vindo a fechar-me cada vez mais na minha concha, procurando cada vez menos contacto com os amigos, deixando de fazer as coisas que gosto, e mesmo as que tenho de fazer, pouco saído de casa, acabando por cair numa apatia e desmotivação infindas, e criando rotina perfeitamente inúteis. Sentia-me como se não sentisse nada. Nem bem, nem mal. Nem preocupada, nem despreocupada. Nem feliz, nem infeliz. Como se estivesse completamente anestesiada”.

      Eu ainda não entendi o porquê de a minha querida amiguinha não ter procurado ajuda médica, preferindo viver nessa turbulência por tanto tempo? Sei que a causa pode ter sido fruto da própria depressão, mas as pessoas à sua volta não perceberam que estava doente? E por que não a levaram ao médico? Foram muito anos de sofrimentos desnecessários, perdida em meio a um turbilhão de sintomas tenebrosos, quando existem no mercado bons antidepressivos. É sempre bom lembrar que todo o nosso corpo adoece, inclusive a mente.

      Alexandra, é mais do que compreensível a sua apatia diante da vida e as rotinas criadas, uma vez que se encontra muito doente, mentalmente falando. O nosso corpo avisa-nos sempre que algo não vai bem. É nesse ínterim que precisamos descobrir o que está fora do compasso e equilibrar o nosso organismo. Se não o fazemos, chega uma hora em que o dique rompe com violência. Em suma, o nosso corpo cobra-nos as medidas não tomadas. Não ficamos impunes por nos mantermos fora do eixo por muito tempo.

      O mês de setembro foi o rompimento do dique. Não havia mais como contê-lo. Estava cheio em demasia. Portanto, o relato abaixo já era esperado.

      “Durante esse período, julgo que estará agora a fazer um mês, tive o meu primeiro episódio de ansiedade/ataque de pânico verdadeiramente patológico.”

      O corpo precisava jogar tudo para fora, para que você tomasse consciência dele. E foi o que fez. A ansiedade vem sempre acompanhada da síndrome do pânico. Os dois são carne com unha. Se um chegou, o outro está a bater na porta. Eu os vejo como uma forma de defesa do corpo, pedindo tratamento. Ansiedade e SP já estavam em latência, esperando só o momento para a eclosão.

      O nosso aparelho digestivo é o saco de pancadas de nossas emoções. É nele que elas refletem com intensidade. Daí as famosas expressões “… Foi como um soco no estômago (mágoa)… Senti um frio na boca do estômago (medo)…”. Enquanto nosso coração passa imune, embora creditemos a ele nossos sentimentos, o aparelho digestivo vem a campo no intuito de dizer-nos que temos que buscar o equilíbrio, pois o corpo está em desarranjo, ou seja, em sofrimento. Isso acontece muito comigo, depressiva crônica. Qualquer desequilíbrio emocional, sinto logo dores no estômago, a sensação de ter um bolo na garganta, lábios secos e esbranquiçados e desarranjo intestinal, ou então descambo para o ressecamento. Quanto ao emagrecimento, ou partimos para a compulsão por comida ou nos tornamos vítimas da anorexia. Eu pertenço (pertencia) ao último grupo. Portanto, amiguinha, tudo isso têm raízes na sua doença. E tem cura. Quanto ao fato de piorar na parte da manhã, isso acontece porque é o momento em que nosso metabolismo encontra-se em baixa, aumentando no cair da tarde até a noite. Daí a necessidade de uma noite bem dormida, para poder enfrentar um novo dia.

      A empatia com o médico é fundamental para o nosso tratamento. Você agiu corretamente ao deixá-lo de lado. Ainda mais que se torna necessário um contato mais íntimo com o especialista, para repassar os efeitos adversos do remédio. Ele precisa estar em sintonia constante com o paciente. E nada como um especialista “pé no saco”, que só piora nossos problemas.

      Alexandra, como vem acompanhando os comentários e respostas sobre o uso do oxalato de escitalopram, não me deterei no assunto. Como tenho dito para os meus leitores, temos que ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). As recaídas no início do tratamento são normais. A nova substância é como um corpo estranho para o organismo. Ele luta, reluta, cede e depois se apaixona por ela, a ponto de não a deixar mais. É uma paixão bem intempestiva… risos. E a gente ali, no meio do embate, sendo jogado de um lado para o outro, num salve-se quem puder… Mas, como POPs, vamos no embate com as ondas, pois… “Navegar é preciso…”. Ao final, tripulantes e passageiros chegam ao cais todos salvos, se seguirem as instruções ensinadas por você.

      O convite para o almoço… Sua reação foi mais do que esperada. Havia tanto tempo distante de tais acontecimentos sociais que se sentiu amedrontada. Preferiu o seu casulo, onde pensa encontrar a sua proteção. Nós passamos, com a depressão, a ter um apego muito grande pela nossa casa. Ela funciona como um porto seguro. É nela que nos escondemos do mundo. É preciso entender que é preciso um tempo para sentir de novo o ar da liberdade, o contato com a vida lá fora. O nosso organismo reforça o nosso querer ficar quietinha em casa, enviando-nos um monte de sinais falsos (ele é bem espertinho e mandão):

      “Depois disto, começo a ouvir um irritantíssimo ruído de máquina na rua (parece que ainda agora o oiço… mais uma maleita: intolerância ao ruído!) e… click! Ataque de pânico, mais ansiededade, mais ataques de pânico, mais ansiedade… Um círculo vicioso! Mais somatizações (agora também cefaleia e enjoos) e a cabeça que não para com as suas maquinações! Tudo com a mesma intensidade com que senti o efeito paradoxal, talvez até pior… Hoje está a ser mesmo muito duro!”

      Amiguinha, logo, logo estará retomando a sua vida. Tenha calma. Aguente a barra e siga em frente. Saiba também, que existem certas características inatas em nós, muitas vezes erroneamente aliadas à depressão. Muitos de nós são introspectivos e sentem-se bem na própria companhia. Eu me encontro entre esses. Sempre fui arredia às aglomerações, a lugares barulhentos, gosto da solidão que me envolve na escrita e amo estar no meu lar. São características minhas. Observe quais são as suas, e não as tome como efeitos da depressão. Quanto à busca por um psiquiatra, faça isso logo. Ele é a pessoa mais indicada para acompanhar seu tratamento.

      Lindinha, sinto-me muito feliz com a sua presença aqui no blog, onde estiveram outras portuguesas relatando seus problemas, semelhantes aos nossos. E, antes mesmo de chegar ao final de seu comentário, já pensava em lhe perguntar se era portuguesa… risos. Não se sinta sozinha! Estamos aqui para acolhê-la com todo o nosso carinho. E não nos abandone mais. Gostaria de saber como anda, pois, apesar de serem muitos os comentaristas, sempre fico a me perguntar como anda um e outro, quando desaparecem. Eu preciso de notícias suas. Senão fico desamparada, fazendo mil conjecturas, e a deprê fica a me rondar… risos.

      Um grande beijo no coração,

      Lu

      Responder
      1. Alexandra Carvalho

        Lu,

        Acho que se acendeu uma luzinha quando li o teu comentário. Poderei eu sofrer realmente de depressão?!
        A verdade é que nunca achei que pudesse estar deprimida, nunca pensei dessa forma. Relativizei ou estava apenas em negação. Acho que o mesmo se terá passado com aqueles que me são mais próximos. Para mais, nunca fui uma pessoa muito expansiva, nunca exteriorizei muito e, até certo ponto, acho que em determinadas ocasiões terei chegado mesmo a usar uma ‘máscara de normalidade’… Daí que ninguém da minha família (nem eu própria!) tenha assumido que eu pudesse estar deprimida. Os sinais de alarme foram passando sem que ninguém lhes desse grande importância.

        Tens toda o razão quando dizes que o dique rompe com violência. O meu rompeu com estes episódios de ansiedade/pânico e lá veio a enxurrada. Com tanta relativização/negação, lamentavelmente, já só cheguei a mim própria na fase de controlo de danos.

        Por curiosidade, qual a tua opinião quanto à minha experiência com o Oxa até agora?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Ainda existe um certo preconceito em relação à doença mental, em todo o mundo, mas, aos poucos, em razão dos novos antidepressivos que chegam ao mercado, ele vem sendo relegado. Pelo que pude perceber, em conversa com outros leitores europeus, parece-me que nós, brasileiros, temos uma preocupação maior com o tratamento preventivo. Qualquer sintoma fora do normal leva-nos a procurar um médico. E não nos esquecemos das revisões anuais (check-up). Parece-me que os europeus tendem a dar mais ênfase ao tratamento curativo. Talvez seja essa a razão de não ter prestado atenção nos inúmeros avisos enviados por seu corpo, assim como aqueles que vivem à sua volta. Todos os sintomas apresentados são relativos à doença. Foi por isso que me assustei com o tempo que levou para buscar ajuda profissional.

          A depressão é a doença que mais cresce no mundo. Penso que ela sempre existiu num grau altíssimo, mas os avanços médicos nos diagnósticos tornaram-na mais visível. E as pessoas mais introspectivas, que tendem a guardar todas as suas emoções para si, em vez de externá-las, são um campo fértil para a ansiedade e a SP. O que não significa que as extrovertidas também não venham a tê-las.

          Quanto ao oxalato de escitalopram, trata-se de uma das substâncias mais usadas em todo o mundo, pelos psiquiatras, em razão das melhoras efetivas, cobrindo uma gama de doenças mentais. Muitas vezes, no início, aqui no Brasil, ele é associado a um ansiolítico, sendo o rivoltril o mais receitado, para servir de amparo às crises agudas, que alguns organismos apresentam nas primeiras semanas. Em muitas pessoas, a reação do corpo é tão grande, aumentando ainda mais os efeitos da depressão, mas que passarão assim que o remédio passar a acumular-se no organismo. Faz-se necessário, nesse período, o acompanhamento médico, pois muitas vezes é preciso mudar a dosagem para mais ou para menos. Sem falar que o profissional precisa tomar conhecimento dos efeitos adversos pelos quais passa o paciente. Portanto, você ainda está no início de seu tratamento, e encontra-se em meio à turbulência da adaptação à substância em questão, com altos e baixos. Tudo prossegue normalmente dentro do esperado. Mas é bom continuar vigiando os efeitos adversos (veja aqui no blog o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, e outros mais, assim como os comentários). Quanto mais informações nessa área, melhor.

          Não se preocupe, você ficará ótima! Coragem, amiguinha!

          Beijos,

          Lu

      2. Alexandra Carvalho

        Tinha apanhado a resposta a meio, mais um dos mistérios insondáveis na internet!
        Agora que já a li na totalidade, por favor ignora a minha última questão… Está esclarecida! 🙂

        Muito obrigada pela força e pelos preciosos conselhos!
        Com certeza que voltarei, para relatar a minha evolução, este carrossel de emoções. Até lá, POP todos os dias, POP sempre! 😀

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Eu já imaginava isso, pois liberei o comentário antes de terminá-lo… risos. Ia até falar-lhe sobre, via e-mail… risos. Mas não há problemas. Pensei que ampliei mais a explicação sobre o oxa (meu amante perfeito… risos). Garota POP, por favor, não vá abusar dele!

          Abraços,

          Lu

    2. Nanda

      Oi! Meu nome é Fernanda, e gostaria de saber se vocês sentiam tonturas, ficando assim meia lesada. É se melhoraram? Pois comecei a dois dias a tomar o escilex.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Nanda

        O escilex, como qualquer outro antidepressivo, traz efeitos adversos nas primeiras semanas, que irão passando com o tempo. Não fique preocupa. Depois da segunda semana em diante, normalmente, os bons efeitos aparecerão. Se os efeitos ruins estiverem incomodando-a muito, relate-os a seu médico.

        Convido-a a ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e os comentários dos textos sobre o assunto. Volte sempre!

        Grande abraço,

        Lu

        Responder
  86. Luiz Antonio

    Lu, eu estou tomando o escitalopram 5 mg de dia e à noite eu tomo um Rivrotil de 1 g, quando chega por volta das 9:00 horas da noite vem um sono terrível, e ainda tenho que tomar o rivrotil à noite. Como parar este sono? Se eu tomar ele à noite, posso parar com o Rivrotil.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiz Antônio

      É um grande prazer recebê-lo aqui entre nós. Seja bem-vindo!

      Amiguinho, o rivotril é normalmente indicado como adjuvante no tratamento com antidepressivo, nos transtornos de ansiedade, como ansiolítico, de modo geral, assim como nas crises de pânico, etc. Inicialmente ele me foi receitado, mas o meu sono além de ser muito pesado, trazia-me pesadelos terríveis. Eu acordava com a cabeça pesada, com uma sensação horrível. O meu médico então passou-me o bromazepam. Tanto o rivotril quanto o diazepam não são para usos continuados, depois de um tempo, eles devem ser retirados.

      Você não me disse quando começou o tratamento, para eu ter ideia se está no início ou não. Gostaria que me desse tal esclarecimento para eu lhe responder com mais embasamento. Aguardo resposta.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Luiz Antonio Alves Teles

        Olá, Lu, é um prazer também compartilhar ideias com você.

        O Rivotril eu tomo faz 3 anos, por causa do zumbido no ouvido. Eu fiz uma cirurgia de implante coclear e o zumbido sumiu, mas às vezes ele aparece, mas com uma intensidade menor que não chega a incomodar.

        O oxalato de escitalopram, eu comecei faz 3 dias, mas tenho retorno com a psiquiatra dia 28 de Outubro/15. Aconteceu 2 coisas comigo: a primeira foi o falecimento da minha (?) em fevereiro/015. Eu cuidei dela durante 15 anos, e agora mora sozinho com um cachorro cego e surdo. A segunda coisa é que fiz um implante coclear faz 1 ano e meio, e passei a escutar tudo, por ex: o apito do micro-ondas, o telefone tocar, fazia 40 anos que não falava ao telefone e agora eu falo, os pássaros cantando, a chuva caindo, etc. Mas por uma infelicidade minha, numa viagem de ônibus, eu para dormir, retirei o aparelho e coloquei no bolso. Quando chequei em casa deparei só com a pilha do aparelho e o aparelho em si eu perdi.

        Esse aparelho eu ganhei do SUS, mas agora eu tenho que comprar outro, ou entrar na justiça. Para comprar outro o valor está em $40.0000,00 reais, e, como não tenho esse dinheiro vou entrar na justiça para conseguir. Vai demorar para ganhar outro aparelho. Com isto eu fique meio atordoado e com muita ansiedade em ter o aparelho de novo, pois com ele eu era outra pessoa. Foi assim que eu conversei com a psiquiatra e ela me receitou o oxalato de escitalopram. Ela mandou eu tomar 1 por dia de manhã, mas eu tomo só metade, e no retorno eu conversarei com ela.
        Fique com Deus, Lu.

        Luiz Antônio

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Luiz Antônio

          É incrível como a vida prega-nos peça. Muitas vezes pensamos estar fazendo tudo direitinho e, sem qualquer motivo, apresenta-nos um aborrecimento. Alguns são possíveis de ser esquecidos com o tempo, mas outros mexem com a nossa saúde mental. Mas é assim mesmo, a vida é uma luta constante, com uns dias bons e outros nem tanto. O importante é que sigamos em frente, pois, como diz o texto de um amigo médico, postado na primeira página do blog, hoje, “Tudo passa!”.

          Você não chegou a dizer quem de sua família perdeu em fevereiro último. Imagino que seja sua esposa. Deixo aqui os meus sentimentos. Não há como correr dessa nossa finitude. É assim e ponto final. Resta-nos a aceitação. Imagino o quanto o seu cãozinho cego e surdo é um bom companheiro. Tenho um grande carinho pelos animais. Principalmente quando doentes e já idosos. Já tive cinco gatinhos (morreram 3) e agora tenho dois. Eu nutro por eles um grande carinho. A Jade (gatinha) já está bem velhinha. Como os bichos fazem-nos bem!

          Imagino a sua alegria após o implante coclear. A sensação de ouvir os sons da vida é indescritível. É como se estivesse nascendo de novo. Você levou muito tempo (40 anos) para exigir que o SUS desse-lhe o aparelho. Por quê? Eu fiquei muito comovida com a perda desse. Que chateação! Mas tenho a certeza de que a Justiça irá viabilizar um novo para você. Não demore a buscar seus direitos. Nunca pensei que um aparelho para surdez pudesse ser tão caro assim. O que tem de tão especial?

          A procura por uma psiquiatra foi muito importante, inclusive ela poderá lhe dar um laudo falando de como a falta do aparelho está mexendo com a sua saúde mental, tendo, inclusive, que tomar antidepressivo. Quando for à Justiça, anexe-o à sua defesa. Peque também testemunhos dos vizinhos que comprovem que você mora sozinho, sendo o aparelho de grande importância para a sua saúde física e mental.

          Como ainda está no início do tratamento com o oxalato de escitalopram, aconselho-o a continuar com o rivotril, pois ele é muito importante no início, pois ameniza os efeitos adversos que o antidepressivo pode ainda lhe trazer nas primeiras semanas. Ao voltar à psiquiatra, converse com ela sobre o sono exagerado e sobre a possibilidade de mudança de horário ou retirada do rivotril. Não tome decisão por conta própria, certo? E também não pare o tratamento sem ordem médica.

          Sempre que se sentir sozinho, venha aqui para o blog conversar conosco. Há também muitos outros artigos interessantes que poderá ler. Saiba que terá aqui muitos amigos. E será sempre um prazer contar com a sua presença. Qualquer dúvida, volte aqui.

          Um grande abraço para você e outro para o cãozinho que o acompanha,

          Lu

        2. Luiz Antonio

          Bom dia Lu, eu perdi a minha mãe em fevereiro, quanto ao custo do aparelho, é que eu usei um aparelho auditivo por 30 anos, até que ele já não fazia mais efeito em mim. Foi preciso fazer o implante coclear, que precisa primeiro fazer uma cirurgia atrás da orelha e um pouco acima da cabeça. O doutor implanta um chip e com isto você tem que ter um aparelho externo, que ele coloca atrás da orelha, e um fio com um ímã colocado na cabeça, onde está o chip. E como ele é importado da Suíça, custa muito caro.

          Abraços e um abençoado fim de semana.

          Luiz Antonio

        3. LuDiasBH Autor do post

          Luiz Antonio

          Receba a minha solidariedade pela morte de sua mãe agora em fevereiro. Também já perdi a minha. É uma dor indescritível. Mas o tempo vai tornando-a menos dolorida, deixando apenas a saudade.

          Eu não conhecia este tipo de cirurgia que me relata. Muito interessante! Possivelmente trata-se de algo ainda muito novo no país. Quanto ao aparelho, estou torcendo para que o consiga. Não se esqueça de anexar ao processo, o laudo médico, falando de sua depressão em razão da falta desse.

          Um grande abraço,

          Lu

    2. Emanoelle

      Olá, Lu!
      Sou a mais nova usuária do escitalopram. Tomava efexor 150 mg e mudei de médico, pois tive resposta parcial. O novo médico receitou reconter e estou tomando faz 6 dias. Estou tomando estes medicamentos, pois tenho uma grande ansiedade. Estou sentindo muita náusea, tontura, desânimo, e a ansiedade não reduziu, inclusive aumentou! É assim mesmo que ficamos no início?! Qual o prazo da melhora?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Emanoelle

        É um prazer receber mais uma garota POP (paciente, otimista e persistente).

        O oxalato de escitalopram é o que há de mais moderno no mercado, sendo receitado por quase todos os médicos, pois possui uma resposta muito boa a vários tipos de doenças mentais. Quanto aos efeitos adversos, eles chegam a ampliar os problemas (náuseas, ansiedade, apatia…) no início do tratamento. Isso é normal. Normalmente, a partir da terceira semana, os efeitos ruins diminuem até desaparecerem, e os bons aumentam. Portanto, tudo se encontra dentro da normalidade. Ainda assim, é necessário manter contato com seu médico, caso os efeitos sejam difíceis de aguentar.

        Recomendo-lhe que leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O ESCITALOPRAM e também os comentários aqui no blog.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Emanoelle

          Lu

          Passei por isto com os outros remédios que já tomei, e nenhum deu resposta total ao tratamento. Quero ter confiança que este me dará o que preciso: paz! Achas que ele é bem efetivo para ansiedade?
          Obrigada!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Emanoelle

          O que passará a tomar é um dos mais novos e mais receitados. Tenho a certeza de que terá um bom resultado. Ele trata a ansiedade, o pânico, a depressão e outras doenças mentais. Fique tranquila. Mas é preciso ter paciência. E não pare de forma alguma, sem consentimento médico.

          Abraços,

          Lu

        3. Emanoelle

          Estou nesta luta travada faz um ano. Tive momentos de melhora, quando foi introduzido um estabilizador de humor, e nesta o médico achou melhor tirar a venlafaxina. Então meu corpo está passando por duas coisas. Uma, a retirada de algo que meu corpo estava acostumado, e outra, a chegada de uma nova droga. Ficar ruim o dia inteiro confesso que me tira do sério… Mas vou seguir o seu conselho e tentar ficar calma. Só queria que estes sintomas horríveis passagem com um passe de mágica… E outra, hojr entro na dose de 10 mg. Espero mesmo de coração que dê certo…

          Abraços de obrigada por escutar desabafos.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Emanoelle

          Se fosse só desabafos estaria bem. O pior é a preocupação com os meus pupilos, quando esses somem, ficando muito tempo sem darem notícias. Alguns, assim que melhoram, não mais vêm aqui dizer um “olá”. Como a telinha não é mágica, fico aqui com os meus botões, imaginando se estão bons ou ruins. Meu marido diz que sou blogueira em tempo integral… risos. Mas nasci com essa preocupação com as pessoas, extensivas aos animais e plantas. Haja sensibilidade! Vixe Maria!

          Todos nós que temos doenças mentais, passamos por mudanças de remédios, uma vez que o nosso organismo acostuma-se, e o medicamento deixa de fazer efeito. Já passei por “n”. O penúltimo foi a fluoxetina, que usei durante muitos anos, e agora o oxalato. Sem falar que os psiquiatras e neurologistas sempre acompanham as novidades nesse campo. E não tardará a chegar um ainda mais “machão”, que nos cura com uma dosagem só. Estou no aguardo… risos.

          Todos querem se ver livres dos sintomas. Mas lembre-se de que depois da tempestade vem a bonança. Se conseguir algum passe de mágica, passe para nós… risos. Ao entrar na dose de 10 mg já está a meio caminho andando. Também tomo tal dosagem. Portanto, garota POP (paciente, otimista e persistente), você logo estará vivendo plenamente.

          Grande beijo,

          Lu

        5. Emanoelle

          Outra dúvida.. Aumentando a dose não irá piorar estes efeitos adversos. Pois já estou me sentindo tonta, enjoada e ansiosa, aí se isto piorar, tenho que ter muita paciência mesmo. Obrigada, Lu, por responder meus comentários… Estás me ajudando muito.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Emanoelle

          Não se preocupe quanto à dosagem repassada pelo médico. E esses efeitos adversos irão passar. Eles duram cerca de duas a três semanas. A seguir virão os bons efeitos. Não se preocupe. Para aumentar a dosagem, o médico fará primeiro uma avaliação de seu quadro. Fique tranquila, pois o período ruim irá passar. Loga estará trazendo boas notícias.

          Abraços,

          Lu

    3. Emanoelle

      Olá Lu! Sou a mais nova usuária do escitalopram. Tomava efexor 150 mg e mudei de médico pois tive resposta parcial. Este novo médico receitou reconter e estou tomando faz 6 dias. Estou tomando estes medicamentos pois tenho uma grande ansiedade. Estou sentindo muita náuseas, tontura, desânimo, e a ansiedade não reduziu, inclusive aumentou! É assim mesmo que ficamos no início?! Qual o prazo da melhora?

      Responder
      1. Emanoelle

        Lu

        Estou em uma fase chorona agora! Faz 3 dias que aumentei a dose para 10 mg. Minha cabeça não para de pensar tanto, e às vezes acho que não vou melhorar! Já estive melhor, mas a troca de medicamento mexeu comigo. E a ansiedade também continua. Ainda é cedo para exigir resultados?

        Obrigada

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Emanoelle

          Sua fase chorona logo irá passar, principalmente agora que está entrando na dosagem de 10 mg. Acredite que irá melhorar, como tem acontecido com muitas pessoas aqui nos comentários, que estavam péssimas, e agora sentem-se ótimas.

          A troca de medicamento sempre mexe com a pessoa, mas logo estabiliza. Sim, ainda é muito cedo para exigir resultados, pois cada organismo reage de um jeito diferente, num tempo também diferente.

          Avante, garota POP!

          Beijos,

          Lu

      2. Emanoelle

        Lu, por que pioramos no início do tratamento? Estou na minha primeira semana com 10 MG e me sinto mal ainda. As náuseas e tonturas deram um alívio, mas outros sintomas como indisposição, falta de motivação, ansiedade até mesmo algumas inseguranças bobas permanecem. Não sei se isto só acontece comigo! Quero muito trazer boas notícias!
        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lindinha

          No início do tratamento com o antidepressivo, nosso organismo amotina-se contra a nova substância que vai chegando sem nem pedir licença e, que veio para ficar muito tempo… risos. Ele então luta o mais que pode, tornando os sintomas ainda piores do que eram. Mas com o tempo, vencido pelo cansaço, ele passa a aceitá-la. O mais engraçado é que, algumas semanas depois, um se apaixona pelo outro, vira carne com unha. Por isso, o desmame precisa ser controlado, para que não haja a revolta do organismo… risos.

          A maioria das pessoas passam por tais transtornos. As duas primeiras semanas não são fáceis, mas você como uma garota POP (paciente, otimista e persistente) irá tirar de letra. Tudo o que relata faz parte da normalidade do tratamento no seu início. E não pense que seja a única ganhadora… risos. Basta ler os comentários aqui no blog.

          Emanoelle, você é ainda um bebê no tratamento. Logo virará adulta e ficará maravilhosamente bem. Não desanime. Tudo isso é passageiro. O importante é que aceite passar por isso, para ter uma vida com qualidade, depois. Continuo aguardando as boas notícias.

          Beijos,

          Lu

        2. Emanoelle

          Lu
          Agora o médico aumentou para 15 mg. Parece que minha ansiedade piorou mais. Tens certeza que esta medicação trata a ansiedade mesmo?! Você faz uso para isto?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Emanoelle

          Eu faço uso desta medicação e de um ansiolítico (bromazepam) há muitos anos. E tenho me dado muito bem. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais usados, pois cobre várias doenças mentais. Seja POP e logo estará bem. Não se esqueça sempre de repassar ao médico os efeitos adversos que está sentindo.

          Abraços,

          Lu

  87. LETÍCIA BORGES

    Lu

    Gostaria de saber como posso parar de tomar esse remédio? Estou sentindo meu corpo meio estranho. Tomei durante 7 meses e agora estou sem tomar faz 3 dias. Estou me sentindo estranha posso tomar um dia sim outro não?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Letícia

      Em hipótese alguma você poderá parar sem o consentimento médico. Somente ele poderá avaliar se já está bem para finalizar o tratamento. Pessoas que param antes, sem ordem médica, voltam com crises mais agudas ainda. E, sem falar, que para o desmame, é necessário a diminuição paulatina do medicamento, de acordo com o parecer médico. Essa estranheza que você sentiu, deve-se à parada brusca. Portanto, aconselho-a a buscar seu psiquiatra e conversar com ele.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  88. Andy

    Querida amiga Lu (já me sinto sua amiga, diante de seu relato, e tamanha proximidade)

    Convivo com idas e vindas de Anafranil, devido aquela síndrome de ansiedade (me nego a escrever aquela terrível palavra que inicia-se com “p.”.) Já estive N vezes de melhoras, e algumas recaídas, que me levaram de volta ao quero Anafranio (sim, eu também apelidei o meu querido e fiel amigo que foi meu anjo salvador tantas vezes).

    Desde os meus 11 anos sofro com idas e vindas. Atualemente, fui num novo psiquiatra, e ele me recomendou 10 gotinhas de lexapro + 25 mg de Anafranio (este último, já estava tomando, mas precisava aumentar a dose para pelo menos 50 mg. Ao invés disto, ele me passou o oxa). No entanto, acho que para diminuir os efeitos, ele me passou 1 gotinha no 1º dia. 2 gotinhas no 2º dia, e assim por diante, até chegar a 10 e manter.

    No entanto, no 2º dia com 2 gotinhas, eis que estou sentindo um terrível sabor amargo na boca e mal estar muito semelhante a um fígado atacado.

    Será isto comum? Será que depois passará? Será que devo insistir no oxa, se o Anafanio sempre me segurou tão bem, apesar dos efeitos colaterais (sono e constipação)? Me sinto um pouco perdida e na dúvida. Não quero mais sentir males colaterais. Será, enfim, que vale a pena o Oxa, quando o fiel Anafranio sempre me ajudou tanto?

    Agradeço a você por ser tão querida e nos oferecer este espaço e seu tempo carinhoso.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Andy

      Antes de mais nada, vou botar as cartas na mesa: o Anafranio e eu já vivemos juntos por muito tempo, mas não tivemos filhos… risos. Não é preciso ficar enciumada, pois não mais estou na cama com tal mancebo. Como sou uma mulher “moderníssima”, achei que ele estava ficando meio fraco para aguentar as minhas carícias selvagens, ou seja, não estava mais dando conta de mim. Olhe que esse mocinho não é de hoje! Está sendo cada vez mais desprezado pela galera… risos. Ele é do tempo do cloridrato de clomipramina, ou seja, de quando se amarrava cachorro com linguiça. Pode ficar tranquila com seu moçoilo! O seu romance já está no fim.

      Eu também nunca escrevo a palavra “pânico”… risos. Nem mesmo gosto do deus mitológico Pã, que deu origem a ela. Que deuzinho sem consciência, esse. Acontece que o Anafranil resolveu o meu problema com a SP por um tempo, depois relaxou, não dando mais conta do recado. Aí então caí nos braços da fluoxetina, num amor lésbico, durante um longo tempo. Mas coitada, não aguentou o meu ímpeto amoroso… risos. E, com a volta da SP, o meu psiquiatra receitou-me o Oxi. Confesso que ando chateada com ele, pois anda em todas as bocas, tanto masculinas quanto femininas… risos.

      Andy, o oxalato de escitalopram é o que há de mais novo no mercado, sendo receitado por 90% dos especialistas, pois além de ser muito eficaz, ainda cobre uma série de doenças mentais. O oxa é metido a besta. Primeiro ele faz o seu consumidor comer o pão que o diabo amassou, para depois lhe dar o seu amor incandescente. Eu confesso que não senti absolutamente nada. Foi lé com cré a nossa paixão. Ele nem teve o atrevimento de testar-me. Sabe que havia encontrado uma guerreira que luta desde a adolescência. Também acho que você não passará por muita turbulência, pois seu organismo já está acostumado como “corpos estranhos”, como o meu.

      O seu médico chegou à conclusão que já era hora de receitar-lhe algo mais novo e mais eficiente. Por isso, está tomando o oxa em doses homeopáticas. Ao chegar às 10 gotas, ele retirará o seu velho amante Anafranio, que não anda mais dando no couro, embora você pense que sim. Imagine elevar o coitado para 50 mg! O que significa que ele já está caindo das pernas. Aceite, amiguinha, os amores não são eternos, só os diamantes… risos. Não seja tradicionalista. O oxi poderá lhe oferecer momentos inesquecíveis. Faça o que o seu médico está pedindo. E sofrer um pouquinho, sabendo que viverá uma amor ardente, valerá a pena.

      Andy, vá em frente e siga a receita de seu médico. Mas não abuse muito do Oxa, pois há muita gente na fila. Eu digo que ele é um sultão, com um imenso harém. Obrigada pelo carinhoso comentário. E não nos deixe mais, pois fazemos parte de uma mesma família, sob o domínio de nosso amado Oxa. Dê o meu abraço ao Anafranio.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  89. Maria Aparecida

    Olá, Lu!
    Eu me chamo Maria, e estou tomando 3 gotas de reconter, e à noite tomo donaren, 5 gotas de rivotril, pois estou vivendo com muita ansiedade. Sinto a mandíbula enrijecida, isso a 3 dias. O reconter faz 16 dias e o donaren já tomo há 1 ano, mas sinto muita ansiedade e tenho pensamentos de doenças.

    Ajude-me, por favor!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Aparecida

      Minha querida, você chegou no lugarzinho certo, pois todos nós aqui travamos uma batalha contra as doenças mentais. Somos os guerreiros e guerreiras POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Portanto, não mais se sentirá sozinha. Aqui poderá deixar todos os seus comentários, pois ajudamo-nos mutuamente. Seja bem-vinda!

      O Reconter é um dos nomes fantasia da substância chamada oxalato de escitalopram. Trata-se de um dos depressivos mais vendidos e modernos do momento. Tem sido receitado por muitos psiquiatras, pois sua eficácia tem sido muito boa.

      A ansiedade é um dos problemas de nossos dias. A vida tem sido muito corrida. Nosso corpo não está aguentando a velocidade dos acontecimentos que nos envolvem. Ao ler os comentários presentes neste texto (e em outros sobre o assunto) verá como a ansiedade é uma queixa comum. Portanto, não tem necessidade de fantasiar mais doenças. Essa só já está de bom tamanho… risos.

      Amiga, você está na segunda semana do antidepressivo, por isso, ainda está sentido os efeitos adversos. Normalmente, os bons só começam a aparecer na terceira semana, para algumas pessoas. A ansiedade aumentada, assim como os pensamentos de doença são efeitos do remédio, que logo irão passar. Acalme-se. Você não tem nada, a não ser a doença mental. Veja que há muitas pessoas aqui que possuem a mesma mania de doenças, mas estão em tratamento, como você. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente). Quanto mais o paciente for otimista, mais rápido é o seu tratamento.

      Outra coisa: não deixe de entrar em contato com seu médico, sempre lhe relatando como está se sentindo. Esse contato com ele, nos primeiros meses é muito importante.

      Aguardo notícias suas. Abraços,

      Lu

      Responder
  90. Ricardo Oliveira Autor do post

    Boa noite!

    Eu passei por um problema no serviço em fevereiro, e isso me abalou muito, perdi 16 kg em 2 meses, comecei a entrar em pânico, desespero puro, pois trabalho com vendas, e fiquei desesperado com a possibilidade do meu recebimento cair pela metade, e eu não ter como sustentar minha família. Tentei me segurar até o início deste mês, mas não teve jeito, tive que procurar um psiquiatra. Ele me receitou espran 10 mg pela manhã e rivotril de 0,5 mg duas vezes ao dia. Hoje já faz 20 dias e sinto que o espran não está resolvendo nada. Eu só consigo me acalmar ou diminuir meu desespero com o rivotril. Será que o espram ainda vai fazer o efeito desejado?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Meu caro Ricardo

      Estou aqui pensando no que poderia levar uma pessoa a passar por uma crise tão profunda, a ponto de desestabilizar totalmente a sua saúde, quando não se trata de morte de familiares. Amiguinho, você não pode permitir que suas emoções tomem a rédea de sua vida, transformando-o num joguete. Por que sofrer com antecedência? A nossa saúde vale muito mais do que qualquer valor recebido, ainda que a nossa família tenha que apertar os cintos. Quantos de nós temos que fazer isso em vários momentos da vida? Com essa sua preocupação desordenada, acabou adoecendo, pois existe um grau de pressão que o nosso corpo pode aguentar. Quando o estresse leva-nos à exaustão, pagamos um preço alto por isso.

      Ricardo, através de seu comentário, pude observar que é uma pessoa altamente preocupada, responsável e perfeccionista. Seria bom que tentasse fazer uma mudança nesse seu modo de ser, que não lhe faz bem nenhum. Temos que nos adaptar aos tempos, sempre pensando em nossa saúde, nosso bem maior. Pense nisto!

      Foi ótimo ter procurado o psiquiatra, pois quanto mais cedo coibir essas manifestações, melhor. O Espran é um dos nomes fantasia da substância denominada oxilato de escitalopram, um dos antidepressivos mais usados no momento, em razão de sua eficácia e cobertura de várias doenças mentais. É um dos mais novos no mercado. Normalmente, os psiquiatras associam-no ao Rivoltril. (Veja os comentáros)

      Quanto aos resultados do remédio, isso varia de organismo para organismo. Há pessoas que os sentem já na primeira semana, enquanto outras só sentem depois da segunda ou terceira. Por isso, é preciso aguardar um tempo, para se ter uma resposta mais exata, pois a substância é acumulativa, por isso não tem efeito imediato. Você não disse se está enfrentando algum efeito adverso, a não ser a ansiedade. Mas no princípio, o antidepressivo chega a elevá-la, vindo essa a regredir após um tempo de uso.

      Rodrigo, é necessário que você continue mantendo contato com seu psiquiatra nos primeiros meses. Ele precisa tomar conhecimento de todas as mudanças efetuadas em seu organismo. Diga-lhe como se encontra. Muitas vezes é necessário dobrar a dose ou mudar de remédio, quando não há uma resposta prevista. Mas, por enquanto, seu tratamento ainda está dentro do prazo previsto para aguardar mais um tempo.

      Amiguinho, foi um prazer receber a sua visita. Venha sempre que precisar. Não se constranja em falar de seus problemas, pois todos nós aqui os temos. Certo?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  91. Jonas Oliveira

    Boa noite Lu, achei seu artigo bastante interessante e os comentários muito motivadores, principalmente da sua parte.

    Depois de duas semanas sofrendo com taquicardia, falta de ar, dores no peito, braço esquerdo e costas, com um medo horrível de parada cardíaca, fui diagnosticado ontem com transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Hoje comecei meu tratamento com o SCITALAX (OXALATO DE ESCITALOPRAM) 10mg/dia.

    Neste sentido, você sabe dizer se, no caso de ansiedade, a ação esperada do medicamento acontece na mesma média de tempo em relação aos demais casos (2 a 3 semanas)? Existem relatos de melhoras já nos primeiros momentos após a primeira administração do comprimido?

    Obrigado pelo relevante trabalho apresentado neste artigo.

    Que Deus te abençoe!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jonas

      Peço-lhe desculpas pela demora da resposta, pois seu comentário havia caído da caixa de spam. Somente agora, ao dar uma olhada nela foi que eu o encontrei. Seja bem-vindo a este cantinho!

      Os sintomas da TAG são similares aos de um ataque cardíaco, segundo informações. E se acompanhados da SP (Síndrome do Pânico) o problema complica ainda mais. Cada vez mais pessoas param nos atendimentos de urgência dos hospitais, imaginando estarem vitimadas por um problema cardíaco.

      O oxalato de escitalopram tem sido uma das substâncias mais usadas pelos médicos e uma das mais modernas, cobrindo uma gama de doenças mentais, como poderá ver aqui nos comentários. Primeiro gostaria de lhe dizer que poderá sentir efeitos adversos nas primeiras semanas. Alguns são normais, mas outros exigem que entre em contato com seu médico ou até mesmo procure um hospital. Também poderá não ter nenhum deles.

      A reação ao antidepressivo varia muito. Existem pessoas que começam a sentir os benefícios do remédio imediatamente, enquanto outras necessitam de duas semanas ou mais. Não há como ter uma resposta antecipada. Irá depender de seu organismo. Eu tive melhoras já na primeira semana e não passei pelos efeitos adversos, a não ser pela falta de apetite e pela diminuição da libido. Com o tempo, mesmo esses efeitos vão diminuindo.

      Obrigada pela presença e pelo carinho. Volte sempre que puder.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Regina

        Oi, Lu, meu cardiologista passou Exodus 10 mg, mas devido ao valor troquei por conta própria pelo Esc. Será que tem algum problema?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Regina

          Não tem problema algum, você só está mudando o nome fantasia do oxalato e escitalopram. Eu mesma só compro o que estiver mais barato. Por isso, peço ao médico que escreva apenas o nome da substância na receita (oxalato de excitalopram, 10 mg), para que eu possa comprar o que estiver mais em conta. Costumo comprar do laboratório Germed, com 60 comprimidos, que é quase sempre o mais barato.

          Abraços,

          Lu

      2. Jonas Oliveira

        Obrigado por responder meu comentário. Lu.

        Nos 2 primeiros dias, eu senti uma melhora muito boa. No entanto, hoje estou no sétimo dia e sinto a ansiedade aumentando progressivamente. Será que meu corpo não está respondendo ao medicamento? Uma vez que o remédio tem efeito cumulativo, o efeito não deveria ser reverso, ou seja, ir diminuindo a ansiedade à medida que o tempo vai passando?

        Mais uma vez obrigado!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jonas

          O remédio, normalmente, começa a apresentar os efeitos positivos ao entrar na terceira semana. Antes disso, há um aumento da ansiedade e de outros sintomas, como se fosse uma briga do remédio como o organismo, com esse último recusando a aceitá-lo, como se fosse um corpo estranho. Portanto, fique tranquilo. Isso é normal. Depois da terceira semana em diante, os efeitos ruins vão desaparecendo, ficando apenas os bons.

          Gostaria que você lesse alguns comentários presentes aqui, sobre o assunto, que poderão ajudá-lo muito. Muitas vezes, as experiências de outros são similares às nossas.

          Abraços,

          Lu

    2. Priscilla

      Lu, tudo bem?
      Já estive outra vez aqui relatando minha situação. Estou tomando escitalopram há um mês. Notei uma diminuição da ansiedade. Alguns momentos tenho recaídas, mas na maioria do tempo estou mais tranquila. O meu problema agora é a queda de cabelo. Meu cabelo está caindo aos tufos e inteiro. A psiquiatra disse que esse remédio não causa queda. Até minha sobrancelha tem caído. Os fios tão fracos demais. Alguém mais teve esse tipo de reação? Fiquei preocupada novamente, achando que posso estar com alguma doença que não descobrem.

      Um abraço.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Priscilla

        Eu sempre me lembro de vocês, que quase sempre me esquecem.

        Amiguinha, pode ficar tranquila, pois pode ocorrer queda de cabelo, sim. Basta ler a bula. A sua médica está enganada. Inclusive, leia o artigo que postei, denominado “INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM”. Penso que há o link dele abaixo deste acima. Caso contrário poderá acessar no local de pesquisa, na primeira página do blog. Lá você encontrará todos os efeitos adversos do oxalato de escitalopram.

        O meu amigo teve queda de cabelo, tomando a mesma substância. Acoselho-a a cortar seu cabelo curtinho e aguardar que esse efeito adverso passe. E eles retornarão mais lindos ainda. Portanto, nada de criar doenças. Os cabelos do meu já amigo já voltaram a crescer. Para fortalecê-los, preocupe-se também com a qualidade de sua alimentação.

        Poderá dormir tranquila, você não tem doença nenhuma, a não ser depressão.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Priscilla

          Lu, mas ele perdeu todo o cabelo? É sério, cada vez que lavo tenho a impressão que nos próximos dias perco tudo que tem. Eu vi na bula também que pode haver queda, mas como a médica me disse que não era esse o motivo, acabei ficando mais confusa ainda.

          Obrigada pela atenção de sempre.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Priscilla

          Você me disse que a médica disse que não era esse o motivo. Em que ela se baseou para lhe dizer isso? E a bula provou-lhe que pode haver queda, sim. Como vê, ela não tinha como ter lhe dado essa resposta. Prova que não estava consciente de todos os efeitos do remédio. Portanto, não há como ficar confusa. A bula relata tudo que pode acontecer ao paciente.

          Aconselho-a a ter a opinião de um segundo psiquiatra. Fale-lhe sobre o que leu na bula. O meu primo continua com o tratamento capilar. O novo psiquiatra poderá até suspender o remédio. Não fique preocupada. Conte-lhe tudo direitinho. Não deixe de marcar uma nova consulta. Conte-me o resultado. Estarei aguardando.

          Abraços,

          Lu

  92. Flavia

    Oi Lu!

    Estou com psiquiatra marcado pro dia 30 e gostaria de tentar tirar algumas dúvidas, antes de decidir todos os assuntos que devo abordar com ele. Estou no 20° dia de exodus e houve uma melhora (saí sozinha algumas vezes, o que antes parecia impossível, andei de ônibus, metrô, estou dormindo um pouco melhor e os ataques de pânico diminuíram bastante junto com as dores no peito). Mas ainda me encontro ansiosa e com alguns sintomas desagradáveis, como vertigem, por vezes falta de ar e tenho suado bastante, principalmente quando adormeço. Também tenho notado que enxergo mais chuvisco nos olhos (o chuvisco e o suor eu não tinha antes de começar com o remédio, o resto sim) e a minha libido também diminuiu, sendo que sempre foi bem alta, mesmo em períodos de ansiedade. A minha dúvida é, sendo que houve uma melhora, isso significa que em breve esses sintomas cessarão e o remédio deu certo pra mim? Tenho medo de começar a reclamar desses sintomas com o psiquiatra e ele resolver trocar a medicação, pois não queria ter que sofrer aquele início de tratamento de novo, sendo que já ocorreu uma melhora significativa com o exodus. Devo continuar a ser POP com esse remédio?

    Obrigada, um grande beijo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Minha querida pupila POP, você nem imagina como me sinto feliz ao receber seu e-mail tão para cima! Que bom! Que bom! Você já está entrando na fase boa do remédio, deixando os efeitos adversos para trás. Ainda que restem alguns sintomas que a incomodam, daqui para a frente eles irão enfraquecendo e desaparecendo. Continue firme, segurando o leme de seu tratamento. Não deixe a peteca cai, minha guerreira.

      Ao chegar ao médico, você deverá relatar os pontos em que está se sentindo melhor e os que ainda a afetam. Faça uma listinha com pontos positivos e negativos. Não esconda nada. Tenho a certeza de que ele não irá mudar o remédio, pois a melhora já está sendo sentida. Pode ser que faça ou não um ajuste na dosagem. Tal procedimento é normal.

      Flavinha, o remédio está dando certo para você. Os efeitos bons já são visíveis. Mas lembre-se de que se encontra no início do tratamento, e que muita coisa ainda irá entrar no eixo, melhorando sua saúde ainda mais. Tenha calma. Observo que é uma pessoa muito sensível, que se impressiona facilmente. Procure viver o melhor possível, ser feliz. Você passou por uma barra, agora é hora de curtir a vida.

      Continue aqui conosco, relatando o seu progresso. Você é mesmo uma guerreira POP. Parabéns, minha fofa. Continue assim!

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. LuDiasBH Autor do post

      Meu caro Ricardo

      Estou aqui pensando no que poderia levar uma pessoa a passar por uma crise tão profunda, a ponto de desestabilizar totalmente a sua saúde, quando não se trata de morte de familiares. Amiguinho, você não pode permitir que suas emoções tomem a rédea de sua vida, transformando-o num joguete. Por que sofrer com antecedência? A nossa saúde vale muito mais do que qualquer valor recebido, ainda que a nossa família tenha que apertar os cintos. Quantos de nós temos que fazer isso em vários momentos da vida? Com essa sua preocupação desordenada, acabou adoecendo, pois existe um grau de pressão que o nosso corpo pode aguentar. Quando o estresse leva-nos à exaustão, pagamos um preço alto por isso.

      Ricardo, através de seu comentário, pude observar que é uma pessoa altamente preocupada, responsável e perfeccionista. Seria bom que tentasse fazer uma mudança nesse seu modo de ser, que não lhe faz bem nenhum. Temos que nos adaptar aos tempos, sempre pensando em nossa saúde, nosso bem maior. Pense nisto!

      Foi ótimo ter procurado o psiquiatra, pois quanto mais cedo coibir essas manifestações, melhor. O Espran é um dos nomes fantasia da substância denominada oxilato de escitalopram, um dos antidepressivos mais usados no momento, em razão de sua eficácia e cobertura de várias doenças mentais. É um dos mais novos no mercado. Normalmente, os psiquiatras associam-no ao Rivoltril. (Veja os comentáros)

      Quanto aos resultados do remédio, isso varia de organismo para organismo. Há pessoas que os sentem já na primeira semana, enquanto outras só sentem depois da segunda ou terceira. Por isso, é preciso aguardar um tempo, para se ter uma resposta mais exata, pois a substância é acumulativa, por isso não tem efeito imediato. Você não disse se está enfrentando algum efeito adverso, a não ser a ansiedade. Mas no princípio, o antidepressivo chega a elevá-la, vindo essa a regredir após um tempo de uso.

      Rodrigo, é necessário que você continue mantendo contato com seu psiquiatra nos primeiros meses. Ele precisa tomar conhecimento de todas as mudanças efetuadas em seu organismo. Diga-lhe como se encontra. Muitas vezes é necessário dobrar a dose ou mudar de remédio, quando não há uma resposta prevista. Mas, por enquanto, seu tratamento ainda está dentro do prazo previsto para aguardar mais um tempo.

      Amiguinho, foi um prazer receber a sua visita. Venha sempre que precisar. Não se constranja em falar de seus problemas, pois todos nós aqui os temos. Certo?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Ricardo

        Obrigado, Lu!

        Eu sou realmente muito preocupado. Vou tentar parar de ter pensamentos ruins e esperar o remédio fazer efeito.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          É necessário comunicar a seu psiquiatra que está tendo pensamentos ruins. Faço este alerta a todas as pessoas que estão em tratamento.

          Abraços,

          Lu

  93. Fernando

    Olá, Lu!

    Sempre tive depressão, desde pequeno, mas não sabia o que era isso, e passava por essas crises na marra. Depois de adulto, 40 anos, iniciei tratamento com psiquiatra, após uma crise de pânico.

    No último tratamento que fiz, estava tomando 10 mg de lexapro + 7 gotas de rivotril para dormir. Resolvi, após 2 anos parar com tudo. Tomei rivotril por 9 anos. A depressão, ansiedade, medo, aflição, angústia, pensamentos negativos, desesperança voltaram com tudo. Fui a um psiquiatra que me receitou 20 mg de exodus, e já estou com 35 dias e nada de melhora. Será que o remédio não faz efeito? Antes eu tomava o lexapro, que é bem mais caro.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernando

      É muito triste saber que um garoto sofreu de depressão durante tantos anos, sem saber, passando por uma turbulência em sua vida “na marra”. Imagino o quanto deve ter sofrido. Isso continua acontecendo até hoje, pois o diagnóstico infantil é muito difícil. E você levou bem tempo para buscar tratamento (aos 40 anos). Ainda assim é muito importante que o tenha feito, pois, se deixadas de lado, as crises tendem só a piorar.

      Você não deveria ter parado sem ordem médica. Este é um problema sério entre os que fazem tratamento com antidepressivos. Cada parada inconsequente fortalece ainda mais a doença, que retorna com mais vigor, algum tempo depois, como aconteceu com você. Somente o especialista poderá dizer quando parar, sem falar que o paciente deve obedecer a um decréscimo da dosagem, conforme receita médica, para que o corpo acostume-se com a retirada da substância ativa. Não faça mais isso, amiguinho.

      O rivotril é um coadjuvante do antidepressivo, no tratamento das doenças mentais, mas sozinho não surte o efeito desejado, pois age como ansiolítico. Eu cheguei a tomá-lo junto com o oxalato de escitalopram, mas não me dei bem. Tinha pesadelos e acordava com a cabeça pesada. Meu médico então mudou para o bromazepam.

      Tanto o Lexapro quanto o Exodus são nomes fantasias da substância denominada oxalato de escitalopram. Cada laboratório bota um nome diferente. Já tomei ambos e não senti diferença nenhuma. Sempre compro do laboratório Germed, que vende a caixa com 60 comprimidos e apresenta melhores preços. Já peço ao médico que coloque o nome da substância (oxalato de escitalopram) na receita, pois assim posso optar pelo que quiser. Os manipulados não são muito confiáveis, pois dependem muito da seriedade do local de manipulação.

      O antidepressivo precisa de um tempo no organismo para trazer bons resultados, pois seu efeito é acumulativo. No início, algumas pessoas sentem o aumento dos sintomas, pois há uma reação do próprio organismo contra a nova substância. Depois de duas a três semanas em diante, os efeitos adversos vão diminuindo e o remédio passa a fazer efeito. Contudo, nem todo organismo adapta-se a esse ou aquele tipo de remédio. Portanto, aconselho-o a voltar a seu psiquiatra e a conversar com ele, falando sobre os sintomas ruins que persistem. No início, esse contato com o médico é de suma importância, ainda mais quando predominam pensamentos negativos.

      Nando, não se preocupe, você irá ficar ótimo. Seja um garoto POP (paciente, otimista e persistente). Não pare em hipótese alguma. Recorra a seu médico sempre que notar alguma anormalidade. Lembre-se de que não se encontra sozinho.

      Obrigada por sua visita ao blog e por aqui deixar o seu comentário. Espero-o, para nos contar como anda seu tratamento, após o retorno a seu médico. Sempre que precisar de ajuda, venha nos procurar. Certo?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  94. Fred

    Boa noite, Lu.

    Tenho 34 anos. Sou casado e tenho um filho de 1 ano e 2 meses. Sempre fui ansioso, e aos 14 anos descobri a maconha, que relaxava e acalmava minha ansiedade. Dessa forma, por 20 anos “tratei” minha ansiedade com maconha. Agora aos 34 tive diverticulite. Nunca tive problemas de saúde antes.

    Ao me internar, fiquei sem o uso da maconha por dois dias. Sendo que há 5 anos usava de 6 em 6 horas. Mas com o nascimento do bebê já vinha amadurecendo a ideia de abandonar esse vício horrível. Aproveitei os dias de internação e larguei-o. Em 2 dias começou a crise de abstinência e muita ansiedade. Tive duas crises de pânico. Procurei imediatamente um psicólogo que me indicou o psiquiatra. Pois não queria voltar a fumar. Queria algo para passar as crises de ansiedade e de pânico. O psiquiatra me diagnosticou com depressão, crise de ansiedade e de pânico. Ele me passou o rivotril sublingual de 0,25 em caso de crise de pânico, e de 2 mg para a noite, antes de dormir, e o oxalato de excitalopram de 10 mg.

    Comecei com meio por 7 dias e depois passei para um. Tem 25 dias que não fumo e a cada dia mais feliz com essa decisão. Porém, o oxa como dizem aqui, vem me trazendo coceira no corpo, mais ansiedade e estou precisando do rivotril sublingual, mais vezes. Tomei só dois dias e tive reações brandas, mas desagradáveis de coceira no corpo, boca seca, tontura ao me levantar, além de sonhos terríveis.

    Como estava tomando antibióticos para diverticulite, parei de tomar o oxa. Hoje, uma semana depois, acabou o antibiótico. Resolvi tomar de novo o oxa e tentar dar a oportunidade ao remédio de me ajudar. Pois estou sem rumo, e não consigo nem brincar com meu filho. Muitos medos e pensamentos negativos. Mas o x da questão é: Quanto tempo irei passar por essa sensação ruim do oxa? Algum dia na vida irei conseguir largá-lo? Não quero parar com uma droga (maconha) e ficar dependente de outra (oxa). Pode me ajudar? Estou muito receoso com o remédio.

    Obrigado,

    Fred

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fred

      É um grande prazer recebê-lo aqui neste cantinho, cujo objetivo é nos ajudarmos mutuamente, trocando ideias, falando dos efeitos adversos dos remédios e de nosso sucesso com eles. Sinta-se em casa.

      Quanto ao uso da maconha (THC), a área médica já tem como certa que ela traz muitos efeitos negativos e uns poucos positivos. Veja o que diz o Dr. Drauzio Varela em relação ao uso da maconha e os transtornos mentais:

      “Transtornos mentais — O uso regular (da maconha) aumenta o risco de crises de ansiedade, depressão e psicoses, em pessoas com vulnerabilidade genética. Uso frequente, em doses elevadas, durante mais tempo, modificam o curso da esquizofrenia, e reduzem de 2 a 6 anos o tempo para a ocorrência do primeiro surto.”

      Como vê, segundo a informação desse renomado médico, a maconha não coibia as suas crises de ansiedade, uma vez que o uso regular propicia-as. O bom é que você não mais é usuário dessa droga, que só deve ser usada com indicação médica. Observo também que o intervalo de uso era muito pequeno, passando você o tempo todo praticamente sob o efeito dela, que só fazia mascarar sua doença, sem jamais tratá-la. A crise de abstinência era esperada, portanto. Imagino que tenha dito a seu psiquiatra que fazia uso da maconha, para que ele o ajudasse no desmame. E mesmo que voltasse a fumar, chegaria um ponto em que os intervalos seriam ainda menores, de modo a esconder sua ansiedade e crise de pânico (SP), pois elas sempre estiveram consigo, sem tratamento algum.

      O rivotril tem sido muito receitado no país. Eu não me dei bem com ele, pois passei a ter muitos pesadelos e acordava com a cabeça pesada. Hoje tomo bromazepam. Quanto ao oxalato de escitalopram, é o que de melhor existe no mercado, sendo um antidepressivo que atinge uma gama de doenças mentais, com bons resultados. É disparadamente o que mais se receita hoje (veja os comentários). Portanto, você está fazendo uso de um ótimo remédio. Pode ficar tranquilo. Contudo, algumas pessoas, logo no início, sentem efeitos adversos. O corpo reage contra a nova substância, piorando ainda mais a ansiedade, etc. Com o tempo, ele vai se acostumando com o remédio, à medida que esse vai se acumulando no organismo. Por isso é que as primeiras semanas são terríveis. Normalmente, a partir da terceira semana, os bons efeitos começam a ser sentidos. E com o tempo, os ruins desaparecem por completo. A coceira no corpo, boca seca, tontura, etc, são sintomas do remédio, no início do tratamento. Aguente firme. Precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Somente o médico poderá suspender o uso, pois cada parada resulta em crises mais agudas e em sofrimento maior. Mas, se os sintomas estiverem muito fortes, incomodando-o, procure o médico e relate-lhe tudo. No início do tratamento o contato com o profissional é muito importante. Ele precisa saber como você se sente, principalmente quando se trata de pensamentos negativos.

      Fred, é normal que esteja sem rumo, pois seu tratamento está iniciando agora. Você ainda se encontra na fase dos efeitos adversos, na zona de turbulência… risos. É preciso ter confiança no remédio e aceitar esse período ruim. Ele irá passar, tenha a certeza disso. Normalmente, demora entre duas a três semanas, variando de pessoa para pessoa. Claro que poderá largá-lo, com o consentimento médico, é claro. Saiba que essa droga não possui os efeitos destrutivos da maconha. Eu agradeço a sua existência todos os dias, ainda que tenha que tomá-la diariamente, pois oferece-me qualidade de vida, levando-me a agir dentro da maior normalidade. Não há nem como comparar as duas substâncias. Enquanto uma leva para a vida, a outra encaminha para a morte, debilitando totalmente o organismo.

      Parabéns por ter largado a maconha e encarado seus problemas de frente. Somente os fortes são capazes de buscar novos caminhos, ainda mais quando sabem que existem pessoas que deles dependem. Sei que é um deles. E que tudo fará por seu filhinho e esposa. Estaremos aguardando seus novos relatos. Saiba que sempre encontrará apoio aqui. Somos guerreiros unidos! Somos irmãos!

      Um abraço especial para seu bebê e outro para o papai orgulhoso,

      Lu

      Responder
      1. Fred

        Oi, Lu, boa noite!
        Voltei e bem melhor. Já estou sem o rivotril e nunca cheguei a tomar o escitolapram inteiro. Ou seja. Há apenas 20 dias no máximo, estou tomando o escitolapram de 10mg pela metade. E faz 5 dias que estou tomando um dia sim e outro não. Pois minha fé é forte. E sei q Deus me curou. Estou me sentindo super bem e trabalhando normalmente. Enfim, já estou buscando o desmame. Hoje seria o primeiro dia que iria ficar sem um dia sim e um dia não. Ou seja, ia ser dias não. Mas me deu uma forte dor de cabeça. Pode ser abstinência do escitolapram? Será que deu tempo de fazer efeito por 15 dias 5 mg? Graças a Deus estou sem fumar também, e só com hábitos saudáveis, curtindo minha família. Posso proceder com desmame do oxa ? Continuo por quanto tempo um dia sim. Um dia não? Passo a tomar 1/4 um dia sim. Um dia não?

        Agradeço o apoio.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fred

          Meu amiguinho, a depressão é bem mais complexa do que imagina. Muitas vezes passamos por um período bom, para depois ter uma recaída. É por isso que o tratamento dever durar no mínimo seis meses, para que o profissional faça um diagnóstico mais abalizado do paciente. Somente ele, baseando-se no depoimento desse é que poderá pedir o desmame, sendo que o tal varia de pessoa para pessoa. Ainda que a sua crise tenha sido passageira, ocasionada por estresse ou um trauma, deveria seguir à risca o tratamento médico, pois as recaídas são ainda mais dolorosas, quando não se trata direito. Não confunda fé com tratamento médico. Ela é necessária, mas é preciso seguir a orientação do profissional. Confesso que estou preocupada com o modo como você vem conduzindo seu tratamento, sem se ater à prescrição médica. Gostaria que voltasse a seu médico e conversasse com ele para que tivesse a sua orientação. Seria irresponsabilidade minha se lhe desse qualquer dica nesse sentido. Quanto ao tempo de 15 dias, o antidepressivo já está, sim, fazendo efeito no organismo. Ele é acumulativo.

          Alegra-me muito o fato de ter parado de fumar. Parabéns, garotão. Pessoas inteligentes não usam essa droga que só traz prejuízos à saúde física e mental. Curta bem a sua família!

          Abraços,

          Lu

        2. Fred

          Oi, Lu!

          Resolvi seguir seu conselho. Voltei à tarde com o oxa e, como ele aumenta a ansiedade no início tive, que tomar o rivotril também. Amanhã devo passar para o comprimido inteiro. Estou me sentindo cada dia melhor. Ainda meio desanimado e pra baixo, mas sem crises de ansiedade. A questão agora é: sou paraquedista. Amo meu esporte. Será que o oxa pode afetar meus reflexos? Será que posso saltar e praticar meu esporte novamente?

          Desde a crise de pânico não pensava mais em saltar. Porém, parece que o oxa vem fazendo efeito e estou novamente pensando em voltar a voar. Depois de Deus e minha família, é minha maior paixão. Será que não vai dar uma crise de ansiedade ou de pânico? Na verdade sempre que entro no avião quase durmo. Estou tão relaxado por estar indo fazer algo que gosto. Devo esperar mais tempo? Agora a abstinência de salto que está me deixando maluco.. rsrs.

          Obrigado sempre pelo apoio.

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Fred

          Eis o meu amigo Fred, o homem dos ares. Maravilha! Nada como olhar tudo de cima!

          Amiguinho, estou muito feliz com a sua melhora. Viu como valeu a pena passar por todo aquele sofrimento inicial? A bonança sempre acaba nos premiando, após a tempestade. Você é mesmo um garoto POP!

          Você quer saber se pode voltar à sua atividade de paraquedista. Como já disse aqui, não sou uma expert no assunto, mas tenho anos de estrada, lidando com os “chiliques” de minha mente. Baseando-me nos anos de amancebamento com o Oxa, devo lhe dizer que ele não me priva de nada, a não ser dos “goles” (tomo um a dois copos de cerveja ou chope ou duas taças de vinho). Faço tudo a que tenho direito. Penso que o antidepressivo veio para nos libertar e não aprisionar. É ele que nos dá o equilíbrio necessário para conduzirmos nossa vida. Se não fosse para isso, não teria razão de existir. O meu amado Oxa traz-me uma grande confiança na vida e no modo como devo enfrentá-la. Por isso, eu o aceito com o maior carinho. Posso até me separar do maridão, mas do meu amante Oxa, jamais! A gente dá-se muito bem.

          Fred, a opinião acima é de uma leiga. Portanto, é o seu médico quem deverá lhe dizer quando deve voltar a voar. Tenho a certeza de que será breve, quando não estiver sentindo mais sintoma ruim algum. Eu também tinha SP (síndrome do pânico), mas desde que passei para o Oxa (há cerca de quatro ou cinco anos) nunca mais tive “uazinha”. Também aprendi a ser bem “relax” em relação à vida. Sou totalmente POP.

          Um abraço duplo em razão da acentuada melhora, meu pupilo,

          Lu

  95. Carolini

    Boa noite Lu! Boa noite a todos!

    Enfim os efeitos colaterais do scitalax passaram, e houve sim uma melhora. Estou na oitavo comprimido da segunda caixa, mas ainda me encontro ansiosa. Estou evitando tomar o rivotril de 0,25, pois sei que vicia, só tomo quando acho que vou entrar numa crise de pânico. Estou muito preocupada e sofrendo por antecipação, pois sexta-feira agora irei ao rock in Rio, e já estou pensando se vou passar mal no caminho. Já pensei em desistir, mas me sinto uma fraca e sei que vou ficar pior por não ter ido. Mas ao mesmo tempo estou com muito medo. Quanto à depressão, estou vivendo dias alternados, às vezes me sinto muito feliz, noutras desanimadas e com pessimismo, mas tenho fé que irá passar.

    Força a todos e obrigada, Lu, por ser sempre tão atenciosa. Aqui é o único lugar que eu consigo desabafar.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carolini

      Sinto-me feliz com os seus progressos. Você já está saindo da zona de perigo e entrando em mar calmo. Parabéns, minha linda. Daqui para a frente a tendência é sentir-se cada vez melhor. Quanto a ter uns dias melhores e outros piores, isso é comum a todos os seres humanos, pois afinal continuamos tendo as nossas emoções. Os antidepressivos não nos tornam robôs.

      Eu, particularmente não me dei bem com o rivotril, embora seja o segundo mais vendido no país, em sua especialidade. Quando preciso de dormir melhor ou me sentir mais calma, tomo 3 mg de bromazepam. Eu o tomo há mais de 10 anos. E não me viciei. Converse com seu médico sob a possibilidade de mudança de um para o outro.

      Você irá ao Rock in Rio! Maravilha! Queria poder ir também! Já estive lá uma vez e simplesmente amei! Por favor, não perca essa festa maravilhosa, em que a música toma todos os nossos sentidos, e a gente não pensa em mais nada. É um relaxamento total! Só faz bem! Curta bastante e depois venha aqui nos contar como foi. Isso irá lhe fazer muito bem. Todos nós, que já tivemos pânico, ficamos por um bom tempo imaginando que a SP possa nos atacar em algum momento, mas estando medicada, isso não mais acontecerá. Vá tranquila e tire essa palavra boba (medo) de sua mente. É preciso ter coragem para viver a vida plenamente. Vá de peito aberto. Cante, pule, ria, curta muito. Bote suas emoções para fora. Será mais um passo dado na busca da plenitude de sua vida. Também irei ficar muito triste, se você não for. Afinal é uma garota POP. Estou feliz por você. Estou aguardando-a para me contar tudo… Só não tome bebida alcoólica.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  96. Flavia

    Lu, será que queimação na garganta também é normal? Passei a sentir só depois do exodus, acompanhando os enjoos. Ai, ai, viu! Ainda ando bem desconfiada da medicação, mesmo já estando notando as melhoras. Espero que todos esses sintomas acabem logo. Muito obrigada por toda a ajuda que você tem me dado, de coração.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      A queimação na garganta e os enjoos são provenientes do remédio, sim. Aguente mais um pouquinho, pois a melhora definitiva já está chegando. Procure dormir bem e fazer uma alimentação equilibrada. Se você não acredita na medicação médica, fica difícil o seu tratamento. O nosso otimismo é fator importante no tratamento. Mude essa sua maneira negativa e derrotista de olhar para si e para o mundo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  97. Flavia

    Oi, Lu!

    Ando um pouco desconfiada com os sintomas, por isso resolvi vir compartilhar e tirar umas dúvidas. Eu não tenho depressão (segundo o próprio psiquiatra), só tenho crises de ansiedade e pânico. O problema é, panico/ansiedade pode nos levar a se sentir mal por um dia inteiro? Tem dias que eu me sinto tão cansada e abatida, e dura por dias inteiros os sintomas. Já passei em médicos várias vezes (eu não sabia que estava com pânico no começo, e imaginei varias doenças). E eles dizem que nem há necessidade de eu estar fazendo exames mais complexos… Mas sinto umas coisas esquisitas, que nem sei se encaixam em ansiedade, como por exemplo, um desconforto na mandíbula. Alguém ai já sentiu isso? O exodus também parece estar começando a se adaptar ao meu organismo (amanhã faz 15 dias de tratamento), mas ele aumentou uma sensação de bolo na garganta em mim que ainda persiste.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Sinto-me feliz ao saber que os bons efeitos do remédio já começam a manifestar-se. E olhe que duas semanas ainda é um tempo muito pouco. Com três semanas estará ainda melhor.

      A ansiedade e a SP são tão ruins quanto a depressão, podendo levar a ela, se não forem tratados. O pânico é terrível, pois embora suas crises tenham momentos definidos, vivemos como se estivéssemos à sua espera, o que nos leva a passar mal o dia inteiro, pois nunca sabemos quando o ataque vem. O que você sente é realmente em consequência da SP e da ansiedade. Seu corpo vive em permanente estado de alerta, gerando-lhe esses sintomas tão desagradáveis. Portanto, não se preocupe. Você não tem nenhuma outra doença. Só lhe resta ser POP (paciente, otimista e persistente). Não mais fique passando de médico em médico, procurando o que não tem. O desconforto na mandíbula faz parte da ansiedade, assim como o bolo na garganta. Eu já lhe falei que tinha esse bolo, e alguém neste texto ou em outro, falou sobre o mal-estar na mandíbula, antes do tratamento.

      Flávia, você não pode permitir ser dominada por criações de seu estado ansioso. Precisa acreditar nos profissionais aos quais recorre. Precisa ter cuidado para não se transformar numa pessoa hipocondríaca. Quanto mais otimismo sentir em relação ao tratamento, mais rápida será a sua cura.
      Fique calma e procure viver um dia de cada vez, o mais feliz possível.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
  98. Christiane

    Lu
    Adorei a forma como você descreveu a sua transição entre os remédios. Também uso o escitalopram e ultimamente ele não tem feito tanto efeito..:(
    Já passei por bastantes médicos e medicamentos e cada vez que tenho que trocar a medicação bate uma pontinha de desesperança (será que nunca vou achar meu companheiro?!) Enfim, queria dizer que gostei muito de encontrar esse cantinho de esperança, e adoraria fazer parte desse grupo, tenho me sentido tão só.

    Abraços, Christiane

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Christiane

      Minha fofinha, sinta-se em casa. O prazer é todo nosso ao recebê-la como parte de nosso grupo POP (paciente, otimista e persistente). A gente virou uma grande família, à qual se agregam mais e mais membros.

      Usei uma forma divertida para mostrar às pessoas que as doenças mentais não constituem um bicho-de-sete-cabeças, pois são bem mais comuns do que podemos imaginar. Assim como informar-lhes que o cérebro também adoece, como qualquer outra parte do corpo. E que existe tratamento para nossos “chiliques”, possibilitando-nos uma vida de qualidade.

      Chris, nós que tomamos remédios antidepressivos por um longo tempo, temos esse problema: o organismo acostuma-se com o remédio e passa não dar a mínima para ele, como se dissesse: aqui quem manda sou eu… risos. E lá vamos nós testar um novo medicamento. Mas confesso-lhe que não me importo muito com isso, pois sei que a ciência está empenhada em criar medicamentos cada vez mais modernos e efetivos. Assim, estamos sempre pulando de braços em braços… risos. O meu Oxi, por exemplo, já está em todas as bocas. Logo, logo aparece um amante novo e bem mais eficiente… risos. Fique tranquila! Não ficaremos sós!

      Amiguinha, mais uma vez, obrigada por sua visita. Não mais se sinta só. Abracemo-nos uns aos outros, para tornar nossos passos ainda mais fortes nesta nossa caminhada.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Também já perambulei por vários tratamentos. Já estou íntima dos laboratórios. Penso que deveria receber medicação grátis… risos.

      Responder
      1. Juliana Silvia

        Oi, bom dia, meninas!

        Vi este post hoje, quando estava tirando dúvidas sobre o escitolopram, porque o médico me receitou três cápsulas de 5gm, mas a farmacêutica falou que era para eu tomar só uma. Fiquei com medo, e só vou ver meu médico no final do mês. O que posso fazer, meninas, alguma dica?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Olá, Juliana!

          É um grande prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

          Ju, você não se explica muito bem no seu comentário. O médico receitou-lhe essa dosagem para tomá-la de uma só vez, ou a dispôs em três horários durante o dia?

          O escitalopram deve ser tomado uma só vez ao dia, num determinado horário. Concordo com a farmacêutica, pois a dosagem está alta para início de tratamento. Normalmente o médico pede uma dosagem mais baixa e vai aumentando, a menos que se trate de um caso muito grave. Sugiro-lhe que siga a orientação dela, até voltar a seu médico. Ou então procure outro psiquiatra para tirar suas dúvidas. Volte para nos contar sobre o que fez.

          Um grande abraço,

          Lu

  99. Alexandre Silva

    Oi Lu, boa noite!

    Hoje é meu segundo dia tomando o Oxalato de escitalopram “Esc” da Eurofarma. A ansiedade aumentou um pouquinho e tive uma leve tontura de tarde. Comecei com 5 mg de manhã, de noite tomo 5 gotas de Rivotril para ficar tranquilo e dormir. Aumento da ansiedade e leve tontura é normal?

    Obrigado, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Seja bem-vindo a nosso grupo, pois aqui formamos a família POP (paciente, otimista e persistente). Sinta-se em casa.

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram apresenta alguns efeitos adversos, para a maioria das pessoas, nas semanas inicias, sendo que os efeitos positivos acontecem, normalmente, depois da segunda semana. No início, inclusive, há o aumento da ansiedade. Trata-se da guerra com o organismo e a nova substância. O corpo deve perguntar-se: que diabo é isso? O mais engraçado é que depois ambos se tornam unha e carne… risos. Não querem mais se desgrudar.

      O rivotril tem como objetivo controlar a ansiedade e oferecer um sono tranquilo. Quanto ao aumento da ansiedade e da tontura, é normal, sim. Mas nesse início é importante que você esteja sempre em contato com o seu psiquiatra. Se achar que os sintomas estão incomodando-o muito, não deixe de relatá-los a seu médico. Procure ficar tranquilo, levar uma vida equilibrada, fazer exercícios (caminhada, por exemplo) e acreditar no seu tratamento. E jamais pare sem consentimento médico. Você começou com uma dosagem baixa, que deve ser levada até 10 mg. Tudo irá dar certo.

      Continue nos visitando para nos contar como anda seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandre

          Não há nada a agradecer, meu querido. Este cantinho é exatamente para trocarmos ideia, ajudando-nos mutuamente. Sempre que precisar, não se sinta constrangido em deixar seu comentário.
          Sucesso no seu tratamento.

          Abraços,

          Lu

  100. Flavia

    Lu, voltei do psiquiatra um pouco apavorada, pois passei a sentir uma vibração no peito junto com as dores… Será que alguém aí já sentiu isso com o exodus? O psiquiatra disse pra eu não me preocupar, que esse remédio não mexia com o coração, e esse dor/tremor não tinham relação, eram só efeitos inofensivos do início do tratamento. Mas nunca senti isto antes do remédio e estou bem assustada. Só vou poder passar num clínico amanhã cedo, e gostaria de saber se posso ficar tranquila…
    Desde já agradeço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Alguém aqui já relatou isso, quando começou a tomar esses remédio e o psiquiatra falou o mesmo com ela. Portanto, poderá ficar sossegada, pois trata-se de uma reação do remédio. Logo, logo passará e você se sentirá ótima. Tenha mais um pouquinho de paciência. A prova de que se trata de uma efeito do antidepressivo é que você nunca havia sentido isso antes. Confie no seu médico, para que o tratamento comece a mostrar os efeitos positivos o mais rápido possível.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
  101. Raquel Araújo Autor do post

    Lu, encontrei hoje por acaso seu blog. Estava procurando algo sobre o escitalopram e fiquei muito feliz em ver as palavras de ânimo que vc tem para cada um que procura ajuda. Ontem mesmo eu estava meditando nisso:

    O poder de ajudar os outros nos cura e nos move adiante.

    Parabéns!

    Raquel Araújo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Sinto-me feliz ao saber que encontrou este cantinho, onde nos ajudamos mutuamente, de modo que todos possam se sentir em casa. Seja bem-vinda!

      Quando escrevi o texto acima, não imaginava que fosse encontrar uma resposta tão grande. Comecei a receber mais e mais comentários. Sempre procurei responder todos, individualmente, dispensando ao comentarista o carinho que merece, ou que não encontra em casa. Quando dei por mim, o espaço já havia se transformado num maravilhoso fórum. Aqui, tento transformar cada um em POP (paciente, otimista e persistente). E penso que tenho feito bem às pessoas. E, em contrapartida, venho me sentindo cada vez melhor. Trata-se de uma troca mútua.

      Amiguinha, mais uma vez fica o convite para que se torne membro desta família POP.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
  102. Priscilla

    Bom dia, Lu!

    Li tantos depoimentos aqui. A gente sente que não está só no mundo.

    Eu sinto sintomas físicos, tonturas, desequilíbrio, formigamentos no corpo todo, gosto de sangue na boca, dores no estômago, sensação de que vou desmaiar, que não estou raciocinando, que meu corpo está separado da minha consciência, que coisa estranha.

    Algumas horas bate um desespero súbito, uma agonia. Isso é muito ruim. O que eu vim desabafar aqui é o seguinte: eu acho que tenho alguma doença que os médicos não descobrem, eu não acredito no diagnóstico deles. Fiz vários exames de sangue, tomografias, raio x, ultra-som. Eles dizem que não tenho nada que justifique esses sintomas, mesmo eu sentindo várias dores.

    Fui ao psiquiatra e estou no escitalopram. Já sinto que diminuíram as crises de ansiedade, os choros, mas confesso que a ideia de que estou doente e não descobrem ainda me atormenta. Alguém já passou por essa situação de todos falarem algo, e apenas você não acreditar, e se sentir pior com isso? Vou começar terapia com psicólogo amanhã. Já tive duas crises anteriores, e sempre que melhorava, e eu abandonava o tratamento. Tenho problemas em achar que sempre estou doente. Não posso sentir uma dor que já imagino mil doenças graves. Não queria ser assim!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Minha querida Priscilla

      Você encontrou o lugar exato para falar sobre seus problemas, pois terá a oportunidade de encontrar cinco companheiras que sentem o mesmo que você, em relação ao medo de doenças. E é bom que se diga, doenças fictícias, criadas pela mente atormentada de quem está vitimada pela depressão. Nossa mente é poderosa, amiguinha, pode viajar pelo mundo inteiro e criar tudo que quiser, e pior, fazer-nos acreditar que é verdade, ainda que toda a tecnologia médica comprove que não passa de ficção. Portanto, você não pode lhe dar muito crédito, alimentando fantasmas. Ponha os pés no chão e racionalize. Não se deixe levar como se fosse uma garotinha de cinco anos. Acredite no que os médicos dizem. Não procure por doença onde não existe. A depressão já não é suficiente?

      Tudo o que você está sentindo são sintomas ocasionados pela ansiedade e depressão. Tudo isso irá passar com a continuidade do uso do remédio, que precisa de um tempo para agir positivamente. Inicialmente, ele até aumenta os sintomas ruins, pois organismo não está acostumado à nova substância. Aos poucos, os efeitos bons irão tomando o lugar dos ruins. Mas não pare em hipótese alguma o tratamento, sem o consentimento médico. Cada parada leva a um retorno ainda mais sofrido. A doença torna-se resistente. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Priscilla, posso perceber que você é uma pessoa inteligente. E, assim sendo, precisa mudar a sua maneira de olhar e sentir a vida. Precisa aprender que não podemos nos deixar ser comandados apenas pelas emoções. O antidepressivo ajuda-nos, mas também precisamos ajudar o nosso corpo. Em hipótese alguma podemos abrir mão da razão, deixando-nos embalar pelas criações fantasmagóricas da mente. Temos que compreender que o nosso cérebro adoece, como qualquer outra parte de nosso corpo. E quando ele adoece, nós nos sentimos fragilizados em todos os aspectos, uma vez que ele é o comandante. Mas ainda assim, temos que fazer uso da razão (Ah! Isso é criação da minha mente… Não vou me importar!)

      Pri, procure viver apenas um dia de cada vez. Acredite no seu profissional. Ajude seu corpo a se sentir saudável. Ofereça-lhe uma alimentação equilibrada e boas noites de sono. E, quando menos esperar, verá que as agruras de hoje não passam de longínquas lembranças.

      Venha sempre nos contar como andam os seus progressos. Sinta-se em família, aqui neste cantinho. Será sempre um prazer recebê-la.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
      1. Priscilla

        Muito obrigada pelas palavras, Lu. Nunca tinha parado para pensar que o cérebro também adoece.. E ele que manda em tudo. Suas palavras me deram uma sacudida, como se diz aqui no Ceará. Até “printei” a resposta para ler quantas vezes forem necessárias. Vou mandar, sim, notícias da minha experiência. Que bom ler essa mensagem, você não sabe como fiquei feliz. Muito obrigada novamente.
        Um forte abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Priscilla, minha fofa, você não tem nada a agradecer. Sou eu quem agradece pela sua confiança.Saiba que todos nós aqui estamos torcendo por você. Qualquer problema que surgir, venha para cá, que nós lhe daremos força. E como é bom saber que tenho uma leitora querida aí no Ceará. Gosto muito de seu Estado. Mande mais gente daí para o nosso blog. E não se esqueça de que você é POP!

          Beijo no coração,

          Lu

    2. Adriano

      Sinto tudo isso. Fiz um exame chamado desidrogenase lactea e deu alteração, tente fazer um. Vou retornar ao médico e te falo.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Adriano

        Seja bem-vindo a este cantinho.
        Depois que retornar de seu médico, conte-nos como foi.

        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
    3. Lila

      Oi, Priscila!

      Eu também tenho a mesma coisa. Minha irmã que é médica, já me olha com descrença, quando relato algum sintoma. Já fiz raio x, tomografias, dopller, exames de sangue e nada. Comecei com crises de choro, nas quais chorava copiosamente. Fui à psiquiatra, e ela me passou uma medicação que não me lembro mais do nome. As crises de choro passaram. Só que depois, comecei a ficar com os pensamentos embaralhados na mente, pensei até em não viver mais para me livrar da agonia. Passei a ter a ideia fixa de que estava gravemente doente e os médicos não tinham competência para achar meu diagnóstico. Passava horas na net pesquisando doenças. Agora a minha pálpebra começou a tremer várias vezes ao dia. Fui a uns 10 especialistas e nada. Voltei à psiquiatra, e ela me passou fumarato de quetiapina. Estou tomando há quinze dias (25mg, dose mínima). Estou com as ideias mais ordenadas, bem como aceitando, graças a Deus, que não tenho uma doença grave, mas às vezes tenho recaídas e a tristeza fica querendo se instalar novamente.

      É muito difícil. Só quem passa é que sabe. Mas tenho fé em Deus que vou sair dessa. Tenha fé em Deus e no profissional que te acompanha. Ah, também estou fazendo Pilates. Tem me ajudado a relaxar. Fique em paz!

      Responder