SINAL FECHADO

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Autoria de LuDiasBH

luciana1

O V Festival da TV Record, ocorrido em 1969, teve como primeira colocada a canção Sinal Fechado, defendida pelo próprio compositor Paulinho da Viola.

A música traz um diálogo entre duas pessoas, paradas num sinal fechado, em seus respectivos carros, e, que não conseguem concluir o diálogo, feito de frases dispersas.

Embora os censores da ditadura não tivessem percebido, tratava-se de uma canção de forte conotação política, refletindo a mordaça da comunicação naqueles tempos de ditadura, com muitos artistas brasileiros vivendo no exterior e a sensação de medo presente nas conversas.

Paulinho da Viola ficou tão emocionado ao vencer o V Festival da TV Record que não teve condições nem de dar entrevistas, à época.

Tem sido comum muitas pessoas creditarem a Chico Buarque a canção Sinal Fechado, porque o cantor e compositor, em 1974, gravou um disco e deu a ele o nome da música de Paulinho da Viola: Sinal Fechado.

Abaixo a letra e o vídeo da canção:

Sinal Fechado
Autor: Paulinho da Viola
Intérprete: Paulinho da Viola

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro… E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo… Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos… Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é… Quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas…
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente…
– Pra semana…
– O sinal…
– Eu procuro você…
– Vai abrir, vai abrir…
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço…
– Por favor, não esqueça, não esqueça…
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!

https://www.youtube.com/watch?v=w9JWuQPeaW0/

Fontes de pesquisa
A era dos festivais/ Zuza Homem de Mello
Uma noite em 67/ Renato Terra e Ricardo Calil
Música Popular Brasileira Hoje/ Publifolha

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