OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

       descabelada     feliz
                         Antes                                                        Depois

Meus caros amigos, hoje eu lhes quero dar um precípuo testemunho e desejar que, com o meu relato, algumas almas desorientadas, aflitivas e tontas como era a minha, encontrem a salvação, não a eterna, mas a terrena, já que a primeira é consequência da segunda. Amém!

O fato é que eu andava fastidiosa e serrazina com este mundo nauseabundo. Nada minimizava o nojo e o desalento entranhado no meu pobre espírito, alquebrado pela abirritação e dolência, amarfanhado por dilatados e inconceptos ardis dos muitos contratempos desta vida. E pior, eu achava que era a única vivente a carregar tão achavascada cruz.

O maridão, não aguentando o embate com os meus atormentados demônios, tratou de salvar a própria pele, tentando me persuadir a procurar um bom psiquiatrista para, ao menos, abrandar a minha afronesia. Até ele, coitado, que sempre foi tido como o pai da paciência, não estava me suportando mais. O que dá uma ideia de como a coisa estava braba, brabíssima.

Embora com as ideias meio desconjuntadas pelos fricotes de minha mente, um lampejo de lucidez mostrou-me que poderia usar a insistência do meu varão para fazer escambo. Então, elenquei uma centena de pedidos. Alguns bem incabíveis e inusitados, eu bem sei. Mas não poderia perder a ensancha. Vai que o especialista da mente me restaurasse a massa cinzenta por completo e eu não tivesse outra oportunidade… O melhor era me precaver.

Ajustes feitos na transação e ciente de que detinha 90% das vantagens, selamos o compromisso. Eu aceitei ir ao psiquiatra, para o bem da família, dos bichanos, dos amigos e do mundo concreto que me rodeia, assim como do virtual. Como eu era chata, maçante, enfadonha, impertinente, rabugenta, tediosa e sofrida! Nem eu mesma me aguentava, mas não tinha como me ver livre de mim ou de deixar-me num canto de algum armário.

Dr. Wander Lemos, o psiquiatra, recebeu-me com cara de bons amigos. Entabulamos vários assuntos antes de entrarmos no X da questão. Aqui para nós, penso que esse tipo de introdução seja para avaliar o grau de desvairamento do paciente. Mas ao me perguntar sobre o motivo que me levou até ele, aproveitei a deixa e desfiei as contas do meu martírio, bem mais apavorantes do que o de Joana D`Arc. E o maridão, que já conhecia toda a ladainha de cor e salteada, ali ao lado, dando o suporte estratégico.

Contei ao especialista que já era uma velha batalhante nos desacertos de minha mente, herança de minha amadíssima avó, que tomava cloridrato de fluoxetina havia um bocado de tempo, sem falar em muitos outros cloridatos já apagados pela memória. Foi quando ele me sugeriu mudar para certo oxalato de escitalopram, bem mais moderno. Meu Deus, quem seria esse tal mancebo? Como me trataria? Dúvidas cruéis!

Meus caros leitores, confesso que foi um duro golpe para mim, a “sugestão” dada pelo doutor, pois durante 15 anos, a Fluô (fluoxetina) e eu vivemos como unha e carne, duas grandes e inseparáveis amigas. Ela me conhecia muito melhor de que eu mesma. Havia passado muitos percalços a meu lado, sem jamais me abandonar. Sabia de tudo o que se passava em minha mente, conhecia os meandros de minhas fantasias e as mágoas acumuladas ao longo de tantos anos de caminhada juntas. Passar de uma hora para outra a conviver com esse tal senhor oxalato de escitalopram, seria como trair uma amizade feita com os neurônios de minha cadeia nervosa. E eu nunca fui mulher de atraiçoar aqueles que me são caros. Dura decisão!

Ainda havia um senão, que ora lhes conto, meus amados. A Fluô era uma pessoa simples e comedida, que exigia de mim pouquíssimo valor monetário. Gastava com ela uma quantia pequena, a cada dois meses. É fato que a amiga já fora muito poderosa, quando usava o nobre nome de Prozac. Depois que caiu sua patente, a coitadinha de minha amiga virou gente comum, sem nenhum aparato de nobreza. E estava aí a maior causa do meu forte apego a ela. Não sabia ainda o que o tal do oxalato de escitalopram iria exigir por sua permanência comigo. Mas não tardaria por esperar.

Eu não tinha saída, pois no contrato que firmara com o meu “husband” havia uma cláusula em que me comprometia a seguir a orientação do especialista. Só não contava com o golpe de ter que me afastar de minha doce e generosa Fluô. Pensei que o tratador da mente fosse me recomendar uns gramas a mais da benignidade dela. E foi sob o rigor da lei matrimonial que dei adeus à minha companheira querida, mas que perdera a força para conter os meus chiliques e fricotes. Não me restava outro caminho, senão lhe dizer adeus. Ela ainda permaneceria no meu corpo durante 15 dias, até que se esvaísse por completo. Só então, estaria eu preparada, ou seja, purificada, para receber o outro mancebo. E também evitaria uma síndrome serotoninérgica.

Dr. Wander apresentou-me o tal senhor oxalato de escitalopram, presenteando-me com uma caixinha mirrada, uma amostra grátis bem magrelinha, com sete comprimidos apenas. Disse-me que o tal mancebo em questão viera da Dinamarca e, por isso, exigia um dote cinco vezes maior do que aquele pago à minha velha amiga Fluô, brasileiríssima. Coração e bolso trombetearam ao mesmo tempo, mas o olhar do machão repassou, em neon, a ordem de que eu deveria aceitar, pois saúde e bem-estar não têm preço. Com certeza, pensava mais na sua paz de espírito do que em mim. Aceitei, já que nossa conta é conjunta e o rombo seria pela metade. Mas saí do consultório pisando alto. Indignada, é bom que se diga.

Eis que a cartelinha acanhada, inexpressiva e raquítica acabou, e lá fui eu comprar o “bendito” para os outros dias faltantes. Quase caí do salto com seu valor abusivo. Levei o tal dinamarquês para casa numa revolta sem igual, xingando todas as suas gerações. Tomara que fossem inundados pelo degelo da calota polar do Ártico e, que os vikings voltassem para dizimá-los. Eu poderia comprar mensalmente tantos livros, CDs e DVDs com um valor daqueles… E pior, como o ciclo lunático, o desgraçado do remédio só vinha com 28 comprimidos. Aqueles dinamarqueses ignorantes nem sabiam que só o mês de fevereiro possui 28 dias. Ou era ganhuça das brabas? Eu fazia questão dos outros dois comprimidos. Pensei até em procurar o PROCON, mas o maridão falou que me bastava deixar de comprar alguns pares de sapatos anualmente. Sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo. E eu tinha o discernimento de que precisava de ajuda.

Amigos queridos, foi assim que conheci o jovem Oxalato de Escitalopram. Confesso que, apesar da saudade da Fluô, no segundo dia de affaire, tirando os exageros do romance, eu já estava apaixonada pelas transformações que ele operava em mim, embora seu preço acabasse sempre por me jogar na cama, digo, na lona. Valeria à pena continuar um amancebamento tão oneroso para uma das partes? O meu buldogue dizia que sim. E ao marido a gente sempre obedece… Desde que exista algo compensativo no pacto.

Mas, como tudo na vida flui, principalmente levando em conta a guerra travada entre os laboratórios farmacêuticos, uns parentes mais pobres do moçoilo começaram a chegar ao mercado do país, fazendo com que o dote do nobre e donairoso Escitalopram despencasse. Seu preço agora é módico, modicíssimo em relação a seu valor inicial, principalmente no que tange a seus familiares. Diria que já quase equivale ao preço da minha querida Fluô. O que foi a salvação de minha mente conturbada e amotinada. E o nosso aconchego não mais passa por nenhum tipo de desencontro. Haja paixão!

Devo confessar aos leitores que o novo embeleco mudou minha vida. Hoje, o mundo é tão azul quanto o planeta Avatar. A humanidade é composta por anjos resplandecentes e generosos, sem um laico de egoísmo. O sofrimento inexiste. Homens e animais vivem em perfeita harmonia. A justiça impera em todos os lugares da Terra, inclusive no Brasil. Não existem  desigualdades sociais, tampouco qualquer tipo de preconceito em relação às raças. O planeta é tratado com respeito. E eu sou brilhante, insinuante, coruscante e maravilhosa.

Só não sei, amigos, por quanto tempo durará o meu chamego com tal varão, pois, como sabem vocês, os homens são seres inconstantes e inconsistentes. Mas o Oxa (apelido carinhoso) tem sido um cavalheiro, daqueles que nos amparam com fervor nos momentos mais difíceis da vida. Além do mais, goza de todo o apoio do titular (Existe marido que é cego!). Posso ficar sem o meu varão, mas sem o Oxa, nem ver. Sem me amancebar com ele, uma vez por dia, meus pensamentos ficam inquietantes, rodopiando na bacia do cérebro, sem saberem onde parar, tamanho é o embeleco. E eu perco toda a minha tesura, ou melhor, textura.

Portanto, meus leitores, para uma vida risonha, nada como um amante perfeito. Mas que o seu custo não seja muito grande, pois, se assim for, nossos problemas redobram. O retorno de um amásio deve ser exageradamente maior do que os prazeres que lhe damos. Fora disso não há enrabichamento que resista, ou força que mantenha o amancebo.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Leiam também os artigos:
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR
SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Nota: Imagens copiadas de transitivoedireto.blogspot.com e  br.freepik.com

1.176 pensou em “OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Patrícia Autor do post

    Patricia
    28/07/2016 às 2:22 pm

    Olá, Lu!
    Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, hoje faz um mês que tomo o reconter de 10 mg ao dia. Os primeiros 15 dias foram muito ruins, mas agora estou bem melhor. Passei ontem pelo médico e pedi a ele pra passar um antidepressivo mais barato por que o que eu tomo é muito caro. Ele receitou o ESC, mas confesso que estou com medo de tomar e voltar a sentir tudo de novo. O que você me diz?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda ao blog. Sinta-se em família.

      Amiguinha, eu sempre compro o que se encontra mais barato. Por isso, sempre peço ao médico que coloque apenas o nome da substância principal (oxalato de escitalopram) e a dosagem. Você poderá tomar sem medo algum. Algumas pessoas mandam manipular, o que fica mais barato ainda. Mas é preciso escolher uma boa farmácia de manipulação. E retire a palavra “medo” de sua vida, pois a ciência prova que as pessoas otimistas têm melhores resultados nos tratamentos. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E venha sempre me contar como anda seu tratamento. Ainda bem que já saiu da fase dos efeitos adversos. Doravante estará cada vez melhor.

      Abraços,

      Lu

  2. Thais

    Bom dia, Lu!
    Saí ontem do psiquiatra com a medicação Escitalopram. Fui diagnosticada com um quadro depressivo moderado com algumas características de TOC.Tenho 22 anos. Confesso que estou com medo de tomar, por engordar e perder a libido! Perguntei pro doutor e ele me disse que, como meu quadro é depressivo, dá perda de ânimo, o remédio fará o efeito contrário. Apenas ressalvou que nos 5 primeiros dias pode ocorrer dor de estômago e a real melhora é só depois disso. Queria saber se os efeitos colaterais atrapalham muito a vida? Porque a depressão está, aos poucos, acabando com a minha.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thais

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a depressão e o transtorno do TOC (transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas) vêm sendo comum nos diagnósticos médicos. O importante é que existe tratamento para tais. Bendita seja a Ciência que vem nos permitindo ter uma vida cada vez melhor, com os remédios antidepressivos que se encontram no mercado.

      Thais, o antidepressivo tanto pode aumentar o apetite, como diminuí-lo. Eu me encontro no segundo grupo, pois tomo oxalato de escitalopram. Você terá primeiro que experimentar, para ver qual será a reação de seu organismo. Se começar a engordar, seu psiquiatra avaliará a questão, depois. Quanto à libido, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal. Sem falar que a depressão também acaba com a libido. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come… risos.

      Você deverá iniciar o seu tratamento o mais cedo possível, pois as crises tendem a piorar, se não forem tratadas. Os efeitos adversos podem ser vários, não apenas dor de cabeça. Vou lhe passar uns links sobre o assunto. Mas eles normalmente passam após duas a três semanas. Nada que não possamos aguentar. Afinal somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Acabe logo com a sua depressão, fazendo uso do medicamento. Leia também os comentários para entender melhor. E volte para conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

  3. Rogerio Gouveia

    Bom dia, gente amiga e encucada!

    Recentemente fiz 2 meses de uso do “Reconter”(Oxalato de Escitalopram) 10 mg, dose diária. Como muitos aqui, achei o blog da Lu buscando informações e super preocupado por ter de me curvar ao uso de um antidepressivo. Isso me assusta e assusta a muitos certamente. Lembro que meu problema foi específico – grave problema financeiro na pequena empresa que administro há 18 anos. Estava uma pilha de nervos, super ansioso, sem conseguir dormir e a ponto de explodir. Potencializando o problema meio que me paralisando em relação a atitudes. Hoje posso dizer que ter procurado um psiquiatra e ter aderido ao tratamento foi um acerto.

    Há, de fato, um período inicial de adaptação… Tomei 5 mg durante as primeiras semanas e depois passei à dose de 10 mg. Os efeitos colaterais no meu caso, ficaram restritos aos corriqueiros – principalmente depois de ter elevado a dose de 5 mg para 10 mg, vivi dias onde a sensação de ansiedade e depressão se acentuaram. Depois da terceira semana isso foi ficando para trás.

    Hoje, com 2 meses de uso, os problemas persistem, mas minha maneira de lidar com eles e minha vida fora da empresa voltou a melhorar sensivelmente. Tenho dormido geralmente muito bem… Parei de ser um peso para a minha esposa (que segurou uma barra, mas também tem seus problemas como todos…). Há momentos de desânimo? Claro que sim. Mas o remédio não tem a função de resolver os problemas e todos os medos que encaramos a cada tropeço cotidiano, como também não pode ser responsável por nossa felicidade e euforia, quando alguma coisa bacana acontece. Altos e baixos são parte essencial da vida. A busca é pelo reequilíbrio. A gangorra parada no lado de baixo é que não pode ser. vez em quando é preciso pisar firme e subir…

    Diante do que leio aqui nesse tópico, meu caso é leve e tenho consciência disso. Mas gostaria de deixar meu relato de esperança para todos que vivem um mau momento. Vai passar… Tenham fé nisso. Eu venho tentando de todas as maneiras vencer essa dificuldade que me abateram. E dois meses depois, posso dizer que me sinto muitíssimo mais confiante do que naquela fase, que estava mais caído que “fiofó de cobra”. A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.

    Lu, muito obrigado por ajudar tanta gente com este espaço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rogério

      O seu comentário deixou-me muito emocionada. É muito bom saber que está melhor, tocando a vida para frente com coragem e esperança. É isto mesmo, meu amiguinho, pois navegar é preciso, esteja o mar em calmaria ou tempestuoso. O otimismo é um passo importante na resolução de nossos problemas. Sem ele é impossível tirar o barco do lugar. O desânimo faz parte da vida de qualquer mortal. Quem mandou a gente nascer com a capacidade de refletir? O importante é não deixá-lo tomar conta de nossa vida, pois há sempre luz adiante.

      Muito lindo e verdadeiro o que disse: “A vida tem seus reveses, como diria o poeta, e temos que enxergar um pouco mais a poesia e um pouco menos o caos. Força pra todo mundo e vamos em frente.”.

      Não suma, pois precisamos de seu otimismo aqui. Conheça também outras categorias do blog.

      Abraços,

      Lu

      1. Rogerio Gouveia

        Valeu, Lu!
        O importante é o essencial – passar uma mensagem positiva para as pessoas que estão se tratando e se reencontrando. Concordo contigo – como temos capacidade de refletir – muitas vezes o sofrimento vem de muitas maneiras e sentimos, nos abatemos. Mas o importante é o AMOR PRÓPRIO e ao próximo (de todas as distâncias).

        Beijão pra ti e pra todos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Você nem ideia de quanto mensagens positivas fazem bem. Portanto,sua presença será sempre muito querida. Conheça também outras categorias do site.

          Abraços,

          Lu

  4. Márcia Rodrigues Autor do post

    Olá, Lu!
    Achei muito interessante seu texto. Tomo fluxetina e misturei com um comprimido de valeriana, e fiquei com o coração disparado, indo parar no hospital. Antes já fazia uso de valeriana, mas foi a fluxetina que me ajudou a manter uma rotina mais saúdavel, pois tenho pensamentos de tristeza, vazio, desânimo, e com a fluxetina, consigo realizar minhas atividades com toda a criatividade que tenho. Mas às vezes percebo que fico muito faladeira, sei lá, picos de altos e baixos. Já fiz análise Yngiana e foi maravilhoso. Usem e abusem da oração da serenidade, é muito boa.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Márcia!

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você não me disse quando iniciou o tratamento com a fluoxetina. Se está no início, poderá estar sentindo os efeitos adversos da medicação, que passam com algumas semanas. Foi o mesmo médico que passou a valeriana e a fluoxetina? Se não foi, lembre-se que todo ansiolítico deve ser receitado pelo médico, depois de saber que outros remédios a pessoa está tomando.

      Tomei fluoxetina durante muito tempo. Quando ela passou a não mais fazer efeito, foi preciso mudar para outro antidepressivo. Esses pensamentos de tristeza, o vazio e o desânimo são típicos das pessoas depressivas. Ficar faladeira é até bom… risos. Nós, realmente temos esses picos de altos e baixos. Necessitamos de tais medicamentos para controlar a nossa mente quando a nossa depressão é crônica. A psicoterapia ajuda muito. Volte mais vezes para contar como anda sua saúde.

      Abraços,

      Lu

    2. Amanda

      Oi Lu!
      Como eu havia comentado, fui ao retorno com o psiquiatra, fazia 15 dias que eu estava tomando o ESPRAN (oxalato de escitalopran) e embora os efeitos colatarais ainda estivessem me incomodando, eu estava me sentindo bem melhor, mais calma e disposta. Ela pediu pra eu retornar daqui a 2 meses, e me disse que a partir de agora é só melhora. Só que na semana passada tive uma crise de pânico na quarta, tive até que tomar o rivotril que ela me deu como ‘SOS’. No outro dia, eu me senti muito deprimida e com aquela sensação pós crise, de cansaço. Dia 21 agora faz 1 mês que estou tomando o ESPRAN, e ainda sinto aquela queimaçãozinha no peito de ameaça de crise e me sinto ansiosa por dentro . Você acha que o efeito do remédio está regredindo? Quanto tempo depois de começar a tomar você se sentiu bem? Ainda me sinto bem aérea, às vezes, e com uma sensação de estar fora da realidade, de não ser eu, estranho demais.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Você ainda se encontra no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para que os usuários do antidepressivo sintam-se totalmente bem. Muitos precisam até de meses. Portanto, fique tranquila. No início é comum que aconteça algumas crises de pânico, que vão sumindo com o tempo. E quando uma crise acontece é normal a pessoa sentir-se deprimida, amedrontada e temendo outro ataque. Gostaria que lesse com atenção os artigos: O ANTIDEPRESSIVO EM NOSSA VIDA E CRISE DO PÂNICO: O MEDO DO MEDO.

        O efeito do remédio não está regredindo. Ainda é normal que isso aconteça. Confesso que nem me lembro mais quantos dias levei para sentir-me bem, pois faz muito tempo que tomo oxalato de escitalopram. E essa sensação que ainda sente, acontece no início do tratamento. Procure desligar um pouco do antidepressivo e levar uma vida normal. Mas se sentir algum incômodo muito ruim, comunique-se com seu médico. Fale-lhe também sobre essa sensação de “estar fora da realidade”.

        Grande abraço,

        Lu

  5. Felipe Autor do post

    Sabe como é início de tratamento, mil dúvidas surgem e como tu ja tens uma bagagem e experiência nisso, acho bacana trocar uma ideia contigo. Assim, como havia te falado, tomei por 3 semanas 5 mg do escitalopram e agora estou no vigésimo terceiro dia com a dosagem de 10 mg. Duas coisas me chamam muita a atenção: ainda tenho bastante angústia em certos momentos do dia. Tem horas que estou super bem e do nada vem aquela tristeza e angústia inexplicável (que parece que nada faz sentido, que nem mesmo as coisas que mais amo fazem sentido, mas eu tenho consciência disso e isso me deixa mais pra baixo). Mas o que mais me chama atenção é que, quando estou entre amigos, fazendo alguma coisa legal, eu esqueço que tenho ansiedade, angústia ou qualquer outra coisa e fico extremante em paz, a mente fica tranquila.
    Sua opinião sincera, vc acha que ainda é pouco tempo de tratamento? Com o passar do tempo e do tratamento essa angústia deve amenizar ou passar?
    Abração,
    Felipe

    1. LuDiasBH Autor do post

      Felipe

      Eu entendo sobre o que você está falando. Realmente isso acontece. Mesmo as pessoas que não se tratam de problemas mentais carregam, vez ou outra, essa tristeza que parece brotar do âmago de nosso ser. Ela diz respeito à finitude e a nossa impotência diante da vida. As pessoas mais sensíveis carregam essa tristeza ainda com mais peso. O que tem a fazer, quando isso acontece, é mover o pensamento para outras coisas, não permitindo que ele paire muito tempo em tal angústia. No seu caso, ela ainda se mostra mais potente, porque você se vê na fase inicial do tratamento, ainda sujeito aos efeitos adversos, mas isso irá amenizar ou até mesmo sumir. O não senti-la, quando está com os amigos, deve-se ao fato de ter os pensamentos preenchidos com outras coisas. Mas não se preocupe, isso é normal. E, como já percebeu, deve sempre preencher sua mente com coisas boas. Corte esses pensamentos, pois eles não levam a nada. É assim que faço.

      Abraços,

      Lu

      1. Mariane

        Oi, Lu e pessoal!

        Desculpem-me o sumiço, mas acho que não tive muita coisa interessante a acrescentar nesses últimos dias. Após ler o relato do Felipe fiquei com vontade de falar que estou começando a segunda caixa de escilex, e também sinto em algum momento do dia o sentimento de angústia, e pensamentos ruins me invadem, meu pé começa a suar, mas agora é apenas um rápido momento do dia, antes do remédio era praticamente um dia inteiro com esse sentimento de angústia! Acredito que, por estar pouco mais de um mês, fazendo o uso do medicamento, ele possa vir a melhorar por completo esta situação. Apesar de tudo, já sinto uma melhora! Espero que os sintomas desapareçam por completo. Em meu retorno ao médico foi recomendado continuar com a dosagem de 10 mg, caso esses sintomas ainda insistam será aumentada para 15 mg. É isso aí, força pessoal! E Lu, como sempre muito atenciosa e carinhosa. Vida longa a você!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Pensei que tivesse nos abandonado. Ainda bem que voltou trazendo ótimas notícias. Quanto à angústia, é aquilo mesmo que respondi para o Felipe sobre esses momentos não desejáveis. Aconselho-a a reler, aqui no blog, o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Obrigada pelo carinho de sempre.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Mariane

          Oi, Lu e amigos do blog!
          Entrei agora no terceiro mês usando o Oxalato de escilatalopram, a dosagem foi aumentada de 10 para 15 mg por ainda estar sentindo muitos sintomas do TAG, e, acredito que vá para 20 mg, pois não senti nenhuma mudança após iniciar a dosagem de 15,mg. Essa madrugada acordei com aqueles velhos pensamentos que atormentam uma mente ansiosa “vou aguentar até a velhice assim?”, “não vou ser feliz nunca”, “a vida inteira será um martírio”, esses pensamentos continuam tomando a minha mente, e também sintomas físicos, como o aperto no peito e suor no pé em algum momento do dia. Isso me deixa bastante triste, porque talvez tenha que trocar a medicação, confesso que, no início foi mais animador, lá pelo 17º dia da primeira caixa, eu me senti bem melhor, mas, aos poucos, os sintomas foram voltando. Acrescento que está bem melhor que antes de fazer o uso da medicação, mas não está maravilhoso (sem sintomas) como eu acho que deveria estar!

          Estou meio perdida, gente. Não queria passar pelo processo de mudança de remédio, mas acho que será necessário! No mais, força para os companheiros de jornada! Lu, desculpa, só apareço para dar “bad news”… hahaha, mas é que nunca acho que tenho algo de interessante a acrescentar quando está “tudo bem”.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          As mudanças nas dosagens e também de medicamento são perfeitamente normais. Cada organismo reage de um jeito ao antidepressivo. O médico trabalha com acertos e erros, até encontrar a medicação e dosagens adequadas ao paciente. Portanto, é preciso ter bastante calma, deixando que o tratamento flua. Quanto maior for a ansiedade pelos efeitos, maior será demora, pois essa tensão irá influenciar no organismo. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a obter resultados mais rápidos e mais efetivos. Pense nisso!

          Quanto aos pensamentos ruins, quase todos nós, que fazemos tratamentos para doença mental, os temos, em maior ou menor grau. Nessa parte somente cabe a você modificar, mudando o curso de suas reflexões. Quando um pensamento ruim repassa a minha mente, eu logo o boto para fora, pois não o convidei a entrar. Mas como? Penso em outra coisa, até mesmo devaneio, leio um capítulo de um livro, ouço uma música, converso com alguém, vejo um filme, visito um amigo, faço pesquisas, escrevo, visito blogs e museus virtuais, etc. E o mais importante: eu racionalizo, ou seja converso comigo mesma: “Lu, você só tem agradecer… Praticamente um terço da população mundial sofre com a sua mesma doença, e existem outras bem mais sérias… A ciência avança cada vez mais neste campo… As pessoas à sua volta precisam de você, inclusive seus leitores… Ninguém passa pelo mundo sem sofrimento… A sua felicidade só pode vir de dentro para fora, pois você é o que imagina ser… A sua doença tem a importância que você der a ela, assim como qualquer outro acontecimento… Busque ser feliz…. Não se vitimize… Toque o barco com alegria… Viva apenas um dia de cada vez…”.

          Lindinha, o que há de errado em mudar de remédio? Já passei por incontáveis. O que importa é encontrar o melhor para seu organismo. Aquele que a deixará o melhor possível. Seja aberta ao novo. Há mulheres que mudam inúmeras vezes de marido (o que deve ser bem difícil até se adptar aos novos defeitos… risos), por que não se pode mudar de medicamento? Diga apenas que quer encontrar o melhor remédio para si. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          E não tem essa de sumir quando está bem. Nananinanão! Quero minhas abelhinhas e zangões aqui. Poderá ler outros artigos do blog (são 32 categorias) e comentar neles.

          Beijos,

          Lu

        4. Mariane

          Lu, essa conversa com você sempre me dá uma injeção de ânimo! (Acredito que não só a mim, mas a todos os companheiros aqui do blog). Muito obrigada por toda essa atenção, me sinto bem melhor após ler as suas respostas. Assim que tiver alguma evolução ou algo a acrescentar vou aparecer aqui no seu espaço sim 🙂 Ah, e sempre leio algo daqui do blog sim, vou começar a interagir nos outros posts também.

          Beijos!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Nós somos aquilo que pensamos ser. Portanto, temos que procurar pensar positivamente, sempre. Saiba que sempre encontrará aqui o nosso apoio, pois somos uma família. Será um prazer ver seus comentários em outras postagens.

          Beijos,

          Lu

  6. Ana Paula Soares

    Olá, Lu!

    Tenho 25 anos. Tive a primeira crise em janeiro passado, foi horrível, achei que ia morrer. Estava no parque com minha família e tudo estava bem. Até saímos do parque e fomos jantar.Quando cheguei em casa comecei a sentir um mal-estar (até achei que poderia ter sido a cervejinha que tínhamos tomado). Começou com uma dor de barriga, diarréia, falta de ar, tremedeira por todo corpo, o coração parecia sair pela boca,calafrios. Fazia mais de 30 graus e eu estava tomando banho com a temprematura do chuveiro em 90 graus, e continuava com frio. Deitei-me, queria dormir mas não conseguia, parecia que cada vez que fechava os olhos saía de mim. No outro dia estava melhor. Pesquisei na internet os meus sintomas e tudo apontava para crise de ansiedade e síndrome do pânico. Como havia melhorado não fui ao médico.

    Passaram se meses e nenhum sintoma apareceu. Mas em abril, num sábado, meu filho de 5 anos começou com febre de 38 graus, que ia e voltava. Eu comecei a ficar nervosa. No domingo ele começou a tomar antibiótico e melhorou (estava com amigdalite). Porém, na segunda-feira, minha filha de 2 anos começou com a mesma febre. Na tv só se ouvia falar em epidemia da gripe h1n1. Eu já quase estava surtando! O pediatra disse que era um resfriado comum. Fiquei de terça até sexta sem sair de casa só pesquisando sobre a tal gripe… Aí pronto enlouqueci de vez… Meu marido trabalhava em outra cidade a mais de 100km… Eu começei a ter palpitações, o coração acelerava, dor de barriga, não sentia fome, me deitava e ficava achando que ia morrer…. E meus filhos precisando de mim… Eu ligava pro meu marido e ficávamos mais de 1h no telefone até passar a crise…

    Comecei a ficar neurótica, achava que tinha problema de coração, passei a controlar tudo que comia. Marquei uma consulta com um clínico geral que disse que tudo estava ok… E me solicitou só alguns exame de sangue. Nessa consulta ele me receitou o Frontal, e me mandou tomar quando me desse essas crises. Eu me assustei por ter ganhando um faixa preta pra tomar…Relutei e não quis tomar… Já estava um pouco melhor. Cheguei a ir na UPA ganhar um diazepam, mas não queria tomar o Frontal.

    A nova consulta com o pediatra mostrou que o exame de sangue do meu filho tinha uma alteração (os leucocitos estavam um pouco baixo, mas por causa da amigdalite). Eu surtei novamente… Comecei a entrar em pânico, achando q meu filho estava com leucemia… Pirei mesmo… Parecia que tinha alguma coisa trancada na minha garganta.Tive que tomar o bendito Frontal por 4 dias até os novos exames ficarem prontos, mostrando que estava tudo normal… Parecia que tinham tirado uns 100 kg dos meus ombros.

    O pediatra e o meu marido tinham me avisado que essa alteração era normal por causa da amigdalite, mas isso não entrava na minha cabeça!
    Ai não me aguentei e marquei uma consulta com um cardiologista, que me examinou e me diagnosticou com Síndrome do Pânico. Ele me receitou o ESCILEX 10 mg, 1 comprimido ao dia/de manhã. Parecia que eu tinha piorado. Fui até ao consultório do médico. Ele não estava, mas a secretaria disse que era normal me sentir assim, que levaria umas 2 semanas para começar a me sentir melhor. Continuei tomando e logo melhorei… Graças ao seu post que me ajudou muito. Marquei um ecocardiograma, pois o médico achou melhor, porque daí tiro da minha cabeça que tenho algum problema de coração. Os meus exames de sangue estão ok.

    Hoje faz 21 dias que comecei a tomar o ESCILEX… Estava bem, porém no domingo de noite comecei a sentir uma leve “dor” bem acima do meu peito esquerdo, e começei a ficar nervosa. Na segunda de manhã minhas mãos estavam trêmulas e à noite comecei a sentir palpitações, mas ontem já estava melhor e hoje também. Parece que me sinto ansiosa com medo de uma nova crise! Será que o meu médico vai ter que aumentar a dose? Ele pediu para eu fazer o exame e levar pra ele…que me ligaria. O que eu faço? Desculpe pelo texto enorme!

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Paula

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, está mais do que claro que você foi vítima da Síndrome do Pânico. Você já era predisposta a ela, e sua preocupação com seus filhos levou-a a um nível de ansiedade muito grande, que acabou desaguando em tal crise. Todos os sintomas que sentiu e ainda sente estão ligados a ela. Nem é preciso ficar fazendo exames, você nada tem do coração. A SP chega assim mesmo, com a sensação de que se está morrendo. É horrível. Percebo que você é uma pessoa extremamente ansiosa e insegura. É preciso trabalhar isso. Foi muito importante buscar tratamento, pois quanto mais cedo controlar tal síndrome, menos sofrerá. No início do tratamento a pessoa realmente piora. É uma pena que os médicos não expliquem isso aos pacientes, deixando-os cheios de dúvidas.

      Quanto ao fato de ainda estar sentindo certos sintomas, isso é normal, pois encontra-se no início do tratamento. Alguns organismos exigem mais tempo para a adaptação ao medicamento. O seu médico pediu o ecocardiograma apenas para acalmá-la. E se ainda não ligou é porque está tudo bem. Se tivesse dado alguma coisa já teria ligado. Fique tranquila. Não invente doença. Seja POP (paciente, otimista e persistente)

      Ana Paula, o seu médico deve ter marcado um retorno para você. Será quando ele avaliará se deve ou não aumentar a dosagem do remédio. Procure relaxar e ficar o mais tranquila possível. Vou lhe passar uns textos, via e-mail, que irão ajudá-la. Escreva sempre que quiser e o quanto quiser. Pode desabafar à vontade. Continue me dando notícias.

      Um grande abraço,

      Lu

  7. ANDRESSA DIAS

    Bom dia, gente!
    Vim desabafar. Fui diagnosticada com Síndrome do Pânico, mas insisti em dizer que não era. E não era mesmo. Fui um neurologista e fiz um exame chamado spect cerebral e deu alterações. Meu cérebro está oxidando, estou com pouca irrigação sanguínea e vou ter que investigar o que é (pode ser epilepsia, parkson, etc). O médico acha que essa alteração pode ser devido a anos de uso de esteroides anabolizantes.

    Eu sei que vocês amam os psiquiatras de vocês, eu fui muito bem atendida por todos que consultei mas nunca acreditei neles, nunca tive Síndrome do Pânico, estava tomando um remédio que não ia me curar de nada. Caso voces tenham muitos sintomas de depressão (muitas dores de cabeça, no corpo, nas articulações) procure um neurologista também, pode nao ser depressão mas algo de cunho neurológico. Depois conto o que tenho.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, existem inúmeras doenças que possuem sintomas similares. E quando se trata da mente, o campo é ainda mais nebuloso, pois somente de uns tempos para cá que a Ciência vem avançando nesta parte. O psiquiatra (ou neurologista) costuma pedir outros exames, principalmente quando o quadro apresenta dores. Mas quando são apenas sintomas comuns, tanto um quanto outro inicia o tratamento com antidepressivos ou pede que a pessoa procure tratamento psicoterápico.

      O uso de anabolizante tem sido condenado em muitos países. Mesmo no Brasil, não são poucas as reportagens publicadas. O corpo possui o seu ritmo normal, aumentá-lo ao máximo traz uma grande descompensação para o organismo. Mas fica aqui o seu alerta quanto à necessidade de exames mais profundos, quando houver dores de cabeça e nas articulações, e também quanto ao perigo que os anabolizantes trazem ao corpo.

      O importante agora é que seu problema vem sendo desvendado, o que torna mais fácil a sua cura. Continuamos aguardando suas novas informações, pois servem de auxílio para todos nós. Porém, tenho quase certeza de que deve-se ao uso de anabolizantes, pois um conhecido começou a ter um problema semelhante. Mas coragem na luta! Tudo será resolvido a contento. Siga em frente.

      Abraços,

      Lu

  8. Amélia Cristina

    Boa tarde, Lu!
    Nossa! Como estou feliz em saber que existem pessoas como você, que nos estimula a não desistir do tratamento. Estou há 13 dias tomando OXALATO DE ESCITALOPRAM, receitado pela psiquiatra após o diagnóstico de ansiedade generalizada. Me encontro na fase dos sintomas super desagradáveis: tontura, náusea, tremor pelo corpo, um formigamento na cabeça que não sei bem como explicar (parece que está em curto meu cérebro) e um desânimo muito grande.

    Estou muito assutada, pois estou tomando 0,5 mg e já deveria ter aumentado, mas estou com medo dos sintomas se intensificarem. Você acha que deveria falar com a minha psiquiatra sobre esses sintomas apesar da baixa dosagem ou devo já aumentar para 10mg e ter paciência, que tudo vai passar e dias melhores virão?
    Grande beijo!
    Cris

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o oxalato de escitalopram, conforme poderá comprovar através dos comentários, tem sido um dos antidepressivos mais receitados atualmente. Eu também faço uso dessa mesma substância. Sei que não é fácil o período inicial do tratamento, mas valerá a pena passar por tudo isso, pois terá melhor qualidade de vida depois.

      Você ainda se encontra no período de turbulência, mas logo ele irá passar, advindo os bons efeitos. Paciência! Seja POP (paciene, otimista e persistente). Você deve tomar a medicação conforme orientação médica. Não há nada a temer. Os sintomas ruins irão desaparecer. Veja aqui quanto gente faz uso do Oxi… Tenha a certeza de que dias melhores virão. Só temos a agradecer, por vivermos nos dias de hoje, podendo contar com bons medicamentos no mercado. Portanto, siga à risca a orientação de sua médica, sem medo de ser feliz.

      Grande abraço,

      Lu

    2. Isabela DeSouza

      Lu
      O único efeito colateral que tive foi muita sonolência por uns 2 meses. Hoje tomo 20 mg, e não sinto absolutamente nada!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Isabela

        Que coisa maravilhosa! Desejo que continue cada vez melhor.

        Beijos,

        Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Isabela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, fico feliz ao saber que você gostou deste espaço. Venha fazer parte de nosso grupo. Muito obrigada pela sua visita e comentário.

      Abraços,

      Lu

      1. Isabela DeSouza

        Lu
        É a primeira vez que levo a sério meu tratamento e resolvo tomar o remédio direitinho. Já tem 1 ano que estou com 20 mg do escitalopram para Transtorno Disfórico Pre Menstrual e inclusive “thoughts” e 0,5 de Rivotril pra síndrome das pernas inquietas. Também tenho psoríase e não sei se minha cabeça piora minha pele ou minha pele piora minha cabeça.

        Existe um estigma muito grande pra quem toma remédio controlado. Da primeira vez que o psiquiatra me receitou, há 13 anos atrás por causa de uma depressao pôs parto terrível, eu não segui o tratamento e minha vida deu um nó. Agora parece que está mais, digamos comum, parece que as pessoas falam com mais naturalidade a respeito. Me identifiquei com seu texto pela leveza com que você trata de um assunto sério. Me fez bem. Obrigada!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Por total desconhecimento, como se o cérebro não fizesse parte do corpo, houve um grande estigma contra as doenças mentais, mas, que aos poucos, com a nossa coragem de vir a público falar das nossas, elas vêm sendo melhor compreendidas. A medicina, nas últimas décadas, vem trazendo grandes avanços em relação ao conhecimento do cérebro, desvendando muitas doenças que nele ocorrem. E quanto mais falarmos de nossos problemas mentais, mais contribuiremos para que este estigma desapareça, pois hoje, a depressão é a doença que mais cresce no mundo, assim como outras de origem mental. Outro fator que contribui para essa visão ruim foi a existência dos manicônios e sanatórios. A história dos doentes mentais em tempos idos foi realmente muito dolorosa (veja aqui no blog em HISTÓRIA DA HUMANIDADE). O preconceito ainda é maior entre os homens. Muitos escrevem aqui com o nome de mulheres. Reconheço através dos e-mails, ou em um lapso de uso do masculino.

          Amiguinha, é muito importante seguir direitinho o tratamento, pois quanto mais o relegamos, mais fortes tornam-se as crises. Veja se dessa vez não pare. Quanto ao meu texto, quis apenas mostrar que a depressão é uma doença comum e, que deve ser tratada como qualquer outra. Porém, acabei me surpreendendo com o número de comentários, o que me levou a criar um grande espaço dentro do blog, para falarmos sobre isso.

          Você também está convidada para conhecer outras categorias do blog. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Douglas

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa. Lembre-se de que não se encontra só na sua caminhada. Volte sempre.

      Abraços,

      Lu

      1. Josenilson Edson

        Olá tudo bem!
        gostaria de saber se A fluoxetina tem relação com o tratamento de artrose. Fui diagnosticado com artrose no meu tornozelo esquerdo, atualmente sinto dores praticamente em todas as articulações do corpo, só que agora após alguns meses desse diagnóstico por um ortopedista, através de uma ressonância, fui ao reumatologista e o mesmo me receitou a fluoxetina de 20 mg. Confesso que não estou tomando, pois vi que o medicamento não está indicado para o tratamento de artrose, no entanto gostaria de saber se alguém já fez uso desse medicamento com a finalidade de tratar essa doença. Irei voltar para o médico semana que vem.
        Agradeço desde já.

        Josenilson

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josenilson

          Seja bem-vindo ao blog. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, você diz que a dor foi diagnosticada no seu tornozelo esquerdo, mas que está sentindo dores “praticamente em todas as articulações”. O fato é que a artrose não atinge assim tão rápido todas as articulações. Seu reumatologista pode ter diagnosticado em você alguma forma de depressão, que faz a pessoa sentir dores por todo o corpo. Mas, como não está se sentindo seguro com o medicamento, o ideal é que converse com ele sobre o porquê de ter lhe receitado um antidepressivo. E somente depois comece a tomar o remédio.

          Um grande abraço,

          Lu

  9. Andressa Dias

    Que coisa boa ler esses relatos!
    Tenho 26 anos, sou casada feliz, mas meu antigo emprego de 13 horas diárias me deixou maluca.

    Eu estava tomando SERTRALINA (maldita), digo isso porque me deu muito efeito colateral e decidi parar por conta :(. Faz 7 dias que não tomo a Sertralina, mas dentro dos 7 dias tive 3 ataques de pânico e fui ao hospital achando que eu ia morrer. Ou seja a Sertralina estava fazendo efeito bom sim, eu que parei.

    Estou diagnosticada com ansiedade e síndrome do pânico. Meu psiquiatra trocou a medicação para o OXALATO DE ESCITALOPRAM, tenho que começar hoje e confesso que estou com muito medo de tomar porque eu desenvolvi um pânico à medicação também. Eu acho que quando eu tomar vou morrer, ou ter AVC, algo muito doido. O psiquiatra me receitou também Diazepam 5 mg para dormir, mas não vejo necessidade, já que eu durmo 9 horas por dia, ferradas no sono (ele disse que posso ficar ansiosa por causa da medicação).

    AGORA O DILEMA: espero 20 dias até a Sertralina sair do meu organismo por completo para tomar o ESCITALOPRAM, ou começo logo mesmo achando que vou morrer por tomar?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Andressa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, eu entendo perfeitamente o que está lhe acontecendo. Muitos aqui já passaram por isso, basta ler os comentários. Portanto, não se sinta sozinha em seus medos e angústias, tudo provocado pelo desequilíbrio mental. O que você precisa ter em mente é que os antidepressivos vieram para melhorar a qualidade de vida das pessoas que lutam com as doenças e síndromes da mente. Sempre falo que temos que agradecer à Ciência por nos permitir uma vida normal, através de anos e anos de pesquisas. Veja como era a vida dos doentes mentais antigamente. Há artigos sobre isso aqui no blog. Nós, que vivemos agora, somos todos privilegiados. Lutamos apenas contra os efeitos adversos iniciais. Por isso, veja o medicamento apenas como um aliado. E agradeça por poder contar com ele. Ao fazer tal análise você acabará com esse pânico ao medicamento.

      O oxalato de escitalopram é uma das substâncias mais receitadas atualmente. Nasceu de pesquisas canadenses. Tem trazido bons efeitos para quem faz uso dele. Hoje são vários os laboratórios que o produzem. É o mesmo antidepressivo que tomo. Sinto-me muito bem, embora, por ser humana, também tenha dias bons e outros nem tanto, pois as minhas emoções não morreram. Mas já não sinto nenhum efeito adverso. Você acha que quando o tomar irá morrer… Risos. Nada disso! Irá ficar vivinha da silva. Não permita que sua mente amotinada crie falsos presságios que jamais acontecerão. É preciso colocar essa senhora na rédea curta. Não lhe dê ouvidos, pois ela tem uma imaginação fértil.

      Querida, faça tudo de conformidade com o seu psiquiatra. Ninguém mais do que ele está apto a acompanhar seu tratamento. Acredite nas informações que ele lhe passa. Se diz que pode começar imediatamente a tomar o antidepressivo é porque realmente pode. Para isso ele estuda. Jamais daria uma informação que pudesse lhe trazer problemas. Outra coisa, em hipótese alguma pare por conta própria, pois o retorno é ainda mais sofrido. O diazepam é um ansiolítico que também irá mantê-la mais calma nessa fase inicial do tratamento. Ele irá ajudá a passar essa fase inicial que é muito difícil

      Andressa, ainda não existe nenhum antidepressivo que não traga efeitos adversos. Eles variam de intensidade de acordo com o organismo de cada pessoa. Mas esses efeitos vão cedendo ao longo dos dias, até sumirem por completo, ficando apenas os bons. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), em suma, ser guerreira. Não é fácil passar por esse período de turbulência, mas todos conseguem. Vale a pena tudo isso, em razão da nova vida que se descortina no horizonte de nossa vida, a seguir. Quando o organismo não aceita de jeito nenhum o remédio, o médico avalia, vê o porquê, e muda para outro.

      Lindinha, estou aguardando sua informação de que iniciou o seu tratamento hoje. Tenho certeza de que o fará. Comunique-se sempre conosco. Assim vamos nos ajudando mutuamente.

      Um beijo no seu coração de guerreira,

      Lu

      1. ANDRESSA DIAS

        Oi, Lu!
        Muito obrigada pelo apoio. Estou relutosa em tomar a medicação, enquanto a SERTRALINA estiver no meu organismo não vou tomar, pois estou tendo muitos efeitos adversos por ter parado: dores de cabeça fortissimas, dores no corpo, palpitações, crises de choro (faz 9 dias que parei com a sertralina. O médico disse que ela fica no organismo 20 dias, vou esperar sair. Mas para piorar meu quadro clínico meu cachorrinho morreu ontem, estou destruída por dentro, mas por fora intocável, conseguindo me controlar em tudo inclusive no pânico.

        Hoje começo a PSICOTERAPIA vamos ver se vai me ajudar, quero fazer tratamento alternativo também, com uma terapeuta floral, e vou começar YOGA, pois não consigo mais treinar musculação. Enfim, vou contando pra vocês. Se for o caso começo com o Escitalopram dentro deste mês ainda.

        Beijinhos e luz.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Os efeitos adversos que você está sentido são relativos à abstinência da sertralina. É por isso que um antidepressivo nunca deve ser parado bruscamente, mas aos poucos, através do chamado desmame. Lamento pela morte de seu cachorrinho, pois sei como são essas perdas. Crio gatinhos. Tinha cinco, mas atualmente só tenho dois. Cada um que partia deixava-me arrasada. A vida desses bichinhos é muito curta.

          Assim que se sentir com forças, reinicie seu tratamento. A Yoga irá lhe fazer muito bem.

          Beijos,

          Lu

        2. Andressa Dias

          Gente, qual o horário que vocês tomam a medicação? De noite ou de manhã?
          Vou ter que começar a tomar mesmo, tentei de todas as formas ficar sem o remédio, mas sinto minhas mãos estão formigando, meu coração batendo, minha musculatura rígida, entre vários outros efeitos colaterais. Estou há 15 dias sem a sertralina, ia esperar 20 dias até ela sair do meu corpo, mas não tem como.
          obrigada pelo apoio.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Andressa

          Normalmente a medicação antidepressiva é tomada durante a noite ou de manhã. Se a pessoa fica o dia todo com sono, com muita moleza, o médico tende a passar para que ela tome à noite. Mas, se ela fica com muita insônia com o medicamento, ele a aconselha tomar de manhã, para não influir no sono noturno. Portanto, você irá encontrar pessoas que tomam o antidepressivo de manhã e outros de noite. Com o tempo verá qual é o horário melhor para você. Mas lembre-se de comunicar a seu médico a mudança e como fazê-la. Outra coisa, depois de 15 dias já não carrega mais sertralina no organismo, tanto é que já está com a síndrome de abstinência. Fique tranquila. E seja POP (paciente, otimista e persistente). Estou torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

  10. Marcela Tatiana

    Oi, Lu!
    Estou muito preocupada com minha saúde, o médico dobrou minha medicação, após uma recaída, tomava 25 mg de amitriptilina e 10 mg de escitalopram e agora tomo 50 mg de amitriptilina e 20 mg de escitalopram. Faz 10 dias que aumentei a amitriptilina e 7 dias que aumentei o escitalopam, mas parece que estou pior. Por que será? Pioramos tanto assim? Há utra coisa: quando troquei do fluoxetina para o escitalopram eu mudei de um dia para o outro, será esse o motivo da minha recaída, mesmo depois de 3 meses com o escitalopram?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcela Tatiana

      Não fique preocupada, amiguinha, pois todos nós que fazemos tratamento mental temos recaída. Leia os comentários para sentir que isso é muito normal. Numa crise, o médico pode dobrar a medicação e depois, aos poucos, ir diminuindo-a. Quando acontece o aumento da dosagem, os efeitos adversos são comuns e muitas vezes mais fortes. Mas esse período ruim irá passar. Não se aflija. A troca não tem mais nada a ver, pois já faz muito tempo. É o seu organismo tentando adaptar-se à nova dosagem. Tranquilize-se. Procure também fazer alguma atividade física. Dependento dos efeitos adversos (leia INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM), retorne a seu médico para uma nova avaliação. Aguardo novas notícias suas.

      Beijos,

      Lu

  11. Ana

    Bom dia, Lu!
    Estou passando por um momento super difícil. Encontrei seu blog e me identifiquei bastante. Tenho 22 anos e sempre me considerei uma pessoa bastante ansiosa, com coração acelerado e inquietação, comia o tempo todo. Ano passado cursei o último ano da faculdade, obviamente estava na etapa da realização do TCC. Meu estresse e ansiedade eram tanto que engordei 5 kg, considerei normal pois todos passam por essa situação e ficam assim. Graças a Deus e ao esforço consegui me formar e em fevereiro foi minha colação.

    Até mais ou menos na terceira semana de março comecei a sentir meu apetite reduzido, eu sentia fome, porém olhava pra comida e parecia que me dava nojo, e cada dia que passava ia piorando. Fiquei com crise de sinusite e fui obrigada a tomar antibiótico, associei meu enjoo e desconforto abdominal por conta do medicamento e acreditei que quando terminasse de tomar ficaria melhor, mas engano meu, comecei a me sentir pior, muita náusea, sensação de indigestão, meu intestino estava péssimo, sentia o coração acelerado várias vezes ao dia, eu acordava com uma sensação de frio na barriga que não passava, era o dia todo e todos os dias nesse sufoco, eu mal conseguia me alimentar, tinha dia em que eu só conseguia tomar café da manhã e me sentia muito deprimida, com muita vontade de chorar com aquele nó na garganta, mas não conseguia chorar, não escorria nenhuma lágrima.

    Minha mãe começou a ficar super preocupada, ela perguntava o que estava acontecendo, mas eu não sabia responder porque não sabia dar um nome para o que eu estava passando. Ela pensou até que eu estava com anorexia, mas eu não comia porque não queria, eu tentava mas não conseguia, minha garganta travava e a comida não descia, eu tinha que forçar. Da terceira semana de março até hoje emagreci aproximadamente 6 kg, meu peso era 55,5 kg. Vendo minha situação, minha mãe resolveu me levar ao pronto socorro, *( OBS: tenho total pavor de hospital e de estar perto de pessoas doentes, sempre tive pavor de vômito, tanto de vomitar quanto de ver alguém o fazendo, se alguém me diz que esta passando mal eu já começo a suar frio, tremer e parece que meu coração vai sair pela boca)*. No hospital, eu comecei a entrar em pânico porque eu queria sair dali, estava quase desmaiando de agonia, fiquei esperando no jardim pra ver se me acalmava. Quando a médica me chamou contei tudo o que estava acontecendo e me deu uma vontade imensa de chorar, mas não saia nada, então ela me encaminhou ao psiquiatra. Marquei a consulta e comecei a fazer acupuntura, o que me fez melhorar significativamente e passei a semana relativamente bem.

    Fui à consulta e descrevi o que estava passando e o médico me diagnosticou com ansiedade com começo de somatização. Ele me prescreveu o LEXAPRO e me informou que demorava entre duas a três semanas para fazer efeito, e que se eu sentisse alguma coisa seria por conta da minha ansiedade e não por efeito do medicamento. Comecei a tomar o LEXAPRO dia 02/05/16 meio comprimido para a primeira semana e depois inteiro. No primeiro dia me senti muito ativa e feliz, no segundo dia comecei a me sentir um pouco deprimida, no terceiro dia parecia que eu ia morrer com muito calor no peito e coração acelerado e me sentia sufocada. Hoje é o quarto dia do medicamento e estou menos aflita do que ontem, porém está muito difícil eu conseguir me alimentar, é uma luta e um esforço constante, sinto fome mas esse frio na barriga e esse aperto da garganta não me deixam. Eu tento me acalmar mas às vezes entro em pânico e desespero.
    Muito obrigada e um excelente dia a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Aninha

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Eu sei como é difícil a tensão de final formatura, principalmente para as pessoas extremamente ansiosas, podendo essa desaguar no excesso de apetite ou falta desse, na tentativa de aliviá-la. E você vem passando pelos dois processos. Agora que se formou, quando já não carrega mais as preocupações relativas à formatura, acontece-lhe o inverso: a inapetência total.

      Amiguinha, todo antidepressivo traz efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode abrir o apetite como tirá-lo, dependendo de cada pessoa. Comigo aconteceu a mesma coisa: eu não conseguia comer. Porém, com o tempo, o organismo vai se equilibrando e, aos poucos, voltando ao normal. Nesse período, quando não se consegue comer, opte por vitaminas, sucos, chocolate, leite, chás, água de coco, etc, pois engolir é muito mais fácil do que mastigar. O que não pode é ficar sem se alimentar, o que tornaria seu corpo ainda mais frágil. Esse frio na barriga e esse aperto na garganta são efeitos adversos do remédio, que irão passando com o tempo. Penso que seu médico deveria lhe passar também um ansiolítico, para que aguente passar por essa fase mais difícil. Pode ser um fitoterápico. Converse com ele. E não se assuste. Tudo isso irá passar e você voltará à sua vida de antes. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Via e-mail irei lhe passar uns artigos que a ajudarão.

      Grande abraço,

      Lu

  12. Gilmara

    Querida Lu!
    É um prazer compartilhar com você nossas experiências com o “OXa” 10 mg. Neste blog encontro todas as respostas para nós, ansiosos, que vivemos cheias de dúvidas. Estou no meu 23° dia de tratamento com o Oxa e Lorazepam(2mg) à noite. Senti uma melhora na ansiedade, mas confesso que tomar lorazepam tem me preocupado por causar depedência. Fui ao neurologista semana passada, e ele falou que é para continuar para não ter insônia, já que um dia desses deixei de tomar o “lora” e não dormi nada, e passei o dia seguinte pessíma… Pela sua experíência será que vou ter que tomar por muito tempo o Lorazepan, e quanto tempo mais tenho que esperar para obter uma melhora mais concreta com o Oxa?

    Desde já agradeço e te parabenizo pelo lindo trabalho de ajudar a todos nós que estamos no mesmo barco. Paz e Luz para todos nós!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gilmara

      É um grande prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, é muito bom saber que já se encontra no 23º dia, saindo do período dos efeitos adversos, entrando na fase boa. Quanto ao Lorazepam, muitos médicos receitam um remédio coadjuvante no início do tratamento, para que a pessoa sofra menos com os efeitos colaterais do antidepressivo. Mas não se preocupe, assim que ficar boa, seu médico poderá ir diminuindo-o aos poucos, até suspendê-lo. Há também os fitoterápicos que são muito bons. Converse com seu médico sobre seu temor. Você já se encontra sentindo a melhora do Oxa, daqui para a frente, ela deverá ser cada vez maior.

      Obrigada pela visita, comentários e elogios ao blog. Vocês, leitores, é que são especiais. Conheça também outras categorias sobre saúde, etc.

      Beijos,

      Lu

      1. Gilmara

        Olá, Lu!
        Venho aqui deixar mais um relato e encorajar a todos nós que passamos pelo mesmo problema… Estou no meu 48° dia de tratamento com o Escilex e agora com 0,5 mg de lorax (começei com 2mg). Estou me sentido 90% curada, já como quase estava antes, intestino regulado, sono regulado, ânimo p sair… Às vezes me irrito fora do normal mas já tenho uma grande melhora graças a Deus. No começo foi horrível, mas tinha a plena certeza que aquele quadro ia mudar… Tive paciência e começo a colher os frutos. No início fiquei com muito receio de tomar o lorax, hoje só tomo 1/4 e durmo do mesmo jeito de antes. Tenho certeza que daqui a alguns dias consigo me livrar dele (lorax). O meu recado é que não desistam jamais do tratamento pode ser demorado, mas um dia acertará!

        Lu, você foi a grande incentivadora para eu prosseguir no tratamento, talvez se não tivesse lido tantos relatos encorajadores seus não teria prosseguido na medicação. Que o Senhor na sua infinita misericódia te dê saúde para continuar ajudando tanta gente, como vem fazendo!

        Beijos, querida…

        1. LuDiasBH Autor do post

          Gilmara

          Como estou feliz com o seu relato!

          Lindinha, toda a força e coragem veio de dentro de você. Não tem nada a agradecer-me. Apenas a incentivei. E que suas palavras de ânimo ecoem em muitos outros que aqui chegarem, de modo a compreenderem que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A sua irritação diz respeito a seu temperamento. Trabalhe-o, para que ele não lhe faça mal. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  13. Barbara

    Olá, tudo bem?

    Nossa ainda bem que achei este blog, pois estou tomando o lexapro 9 gotinhas há um mês e meio e me sinto meio aérea, lenta, com falta de concentração, enfim, meio abobada, sem contar a falta de libido. Não tenho ânimo nenhum . Enfim me ajudem persisto no tratamento ou mudo de antidepressivo?

    Obrigada
    Barbara

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bárbara

      Sinta-se em família. Seja bem-vinda!

      Amiguinha, o antidepressivo pode reagir diferentemente de uma pessoa para outra. Pode ser que você precise de mais tempo para que seu organismo adapte-se totalmente. Toda parada ou mudança de antidepressivo só pode ocorrer com a permissão médica. Nunca faça isso por conta própria, pois pode lhe causar grandes danos. Aconselho-a a voltar a seu médico, relatar-lhe o que está lhe acontecendo e ver o que ele lhe diz. Quanto à libido, isso acontece, mesmo, no início do tratamento, mas depois o organismo vai se equilibrando. Não se preocupe. Volte sempre que precisar.

      Beijos,

      Lu

      1. Rick

        Oi Lu, sou eu, Rick.
        Estou no final da 2ª semana com ESC 10 mg e estou sentindo no final dessa segunda semana, minha visão meio turva. Fico logo aflito. Será que faz parte dos efeitos colaterais esse sintoma, alguém já relatou esse sintoma (específico) também?
        Aguardo sua resposta.

        Grande Abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, trata sim de um efeito do antidepressivo. Pelo visto, você já está saindo da fase braba dos efeitos adversos. Para que fique mais tranquilo, vou lhe passar, via e-mail, o link de um texto, para que saiba quando o sintoma é indicativo de que deva contatar seu médico. Continue POP (paciente, otimista e persistente) em seu tratamento. Logo estará ótimo.

          Abraços,

          Lu

  14. Josi

    Oi, Lu!
    Infelizmente, eu não consegui seguir com oxalato de escitalopran. Eu cheguei a tomar 15 dias diretos, mas não consegui, sei que dá resultados, fico lendo os posts aqui e fico pensando porque eu não consigo ir até o fim. Eu estou tomando Sertralina há 7 dias,tive uma crise de choro e tristeza antes da menstruação que me fizeram correr pra farmácia e comprar a Sertralina. Estou bem! O médico tinha dito que, ao trocar, eu deveria tomar de 50 a 75mg, mas depois da crise, hoje estou no 3º dia, estou tomando 100mg. Fui atrás da bula para pesquisar sobre superdosagem, mas pelo que encontrei, acho que pode. Se alguém puder me esclarecer algo a respeito. Sete dias certinhos, com efeitos colaterais sob controle. Me sinto bem.

    Aguardo seu retorno amiga e de quem puder ajudar também.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      É normal o fato de uma pessoa não se adaptar a determinado antidepressivo. Nesse caso é preciso mudar para outro. Fique tranquila. Eu só não estou entendendo o fato de você estar se automedicando. Como está comprando sem receita médica? Você não pode achar qual é a dosagem correta que deve tomar, mas seu médico. É muito sério a automedicação, principalmente com antidepressivos. Não faça isso em hipótese alguma, amiguinha. Remédios só devem ser receitados pelos profissionais competentes, assim como a dosagem a ser tomada. E olhe que você já está tomando 100 mg, sem ter passado por 50 e 70 mg. Estou preocupadíssima com você. Quero puxar a sua orelha. E ninguém poderá falar a respeito, pois cada caso é um caso e somente o médico pode conhecer o estado de sua paciente. E é normal as crises serem mais acentuadas na época da menstruação, quando nos encontramos muito sensíveis.

      Josi, gostaria que voltasse ao médico e conversasse com ele. Você poderá ter danos sérios, se estiver tomando antidepressivo à revelia médica. Todo cuidado é pouco!

      Abraços,

      Lu

      1. Josi Lopes

        Ei querida Lu!
        Já até indiquei seu blog pra uma amiga .
        Ela já fez contato e você já respondeu.
        Benção!

        Lu preciso de uma ajuda.
        Como te falei antes, eu parei com o escitalopran e entrei na sertralina. Os efeitos colaterais até então são mais em relação ao suor, e não sei se é coisa da minha cabeça,neura, variação de peso. Mas Lu,meu grande problema é que eu começo a melhorar e acho que não preciso mais do remédio. E paro. Me ajuda,estou indo bem com o sertralina, mas ele está acabando e preciso resolver se continuo. Minha amiga percebeu diferença em mim, e eu também. Não tenho condições de ir ao médico ainda. Pra você ter ideia, depois de dois dias sem tomar, eu percebi que fui ficando estranha e tomei ontem á noite enganda 2 comp de 50mg sertralina cada.E me sinto mto bem. O que faço?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Se eu estivesse perto de você, iria puxar suas orelhas com bastante força, como não moro, delego poderes à minha nova amiga (a que você enviou para o blog) para fazer isso por mim, caso queira parar a medicação. Menina, não brinque com a saúde. Cada volta é um retrocesso. As crises vão ficando mais agudas e o remédio trazendo mais efeitos adversos. Se você tomou ontem dois comprimidos, deveria ter passado o dia de hoje sem tomar, para não ter excesso da substância no organismo, voltando ao normal amanhã.

          Amiguinha, você deve seguir a orientação do seu médico. Não faça nada por sua própria cabeça, pois pode acabar tendo uma intoxicação até mesmo fatal. Antidepressivo não é a mesma coisa que um comprimido para febre. Leve seu tratamento com responsabilidade, antes que seja tarde.

          Abraços,

          Lu

    2. Laura

      Oi, Josi, tudo bem?

      Eu estava tomando a SERTRALINA.. meus Deus do céu, esse remédio acabou comigo. Eu não sinto vontade de fazer absolutamente nada e além disso, eu passo muito mal, me dá calafrios, cai a pressão é horrível, você está bem?

      1. LuDiasBH Autor do post

        Laura

        Se está se sentindo tão mal assim com o antidepressivo, seria bom um retorno ao seu médico. Muitas vezes pode ser que a dosagem esteja elevada, ou seja preciso mudar para outro medicamento. Não deixe de olhar isso.

        Abraços,

        Lu

      2. Josi Lopes

        Ei,Laura!
        Graças á Deus estou bem sim. Ele me deu menos efeito colateral que o Oxalato de Escitalopran.

    3. Marcela Tatiana

      Oi, Josi!
      Você disse que não conseguiu mais tomar o escitalopram, por quê? Acho que estou no mesmo caso.
      Como você está se sentindo agora? Se quiser falar comigo, peça meu e-mail para a Lu.

      1. Josi Lopes

        Marcela
        Eu até tomei por um tempo. Como eu estava muIto mal, segui firme e ele me tirou do buraco. Até eu achar que estava bem e que não precisava mais, e parei subitamente por conta própria. Depois virou uma bagunça pra conseguir voltar de novo, até que parei de vez e passei para sertralina. Agora estou aí dando cabeçada. Hoje mesmo escrevi pra Lu, contando mais uma das minhas…ela com razão queria puxar minhas orelhas…rs.

  15. Flávia

    Oi Lu! Tudo bem?
    Há tempo nao posto aqui, nao é mesmo? Estive aproveitando que agora sinto-me bem melhor, o oxi me melhorou bastante! Fui viajar, a shows barzinhos, curti bastante meus amigos, e tudo isso sem crise! Parece até um sonho! Ontem mesmo voltei ao psiquiatra e ele ficou contente com os resultados e disse que estou bem estável, continuo na mesma dose até retornar lá em julho.

    O que estou meio em dúvida no momento é, ate onde é o limite do que eu posso falar com o meu psiquiatra, e se seria uma boa eu tentar uma terapia. Meu psiquiatra é gente boa, mas às vezes os conselhos dele pro que eu peço ajudam, como “voce nao pode deixar isso te dominar”, “tenha paciencia” e eu tenho tido bastante questionamentos internos sobre várias coisas. A situaçao financeira na minha casa nao está das melhores e tenho estudado para tentar concurso público. Às vezes falta-me concentração e eu fico sentindo que quero todas as minhas metas pra ontem! Eu cheguei a conversar sobre isso com o psiquiatra e ele disse que era tudo bem normal da situação, em que eu me encontrava, e nem tinha relaçao com a ansiedade. Mas eu gostaria de conselhos mais elaborados pra conhcer melhor a mim mesma e desenrolar essa situação. Qual sua opinião de terapia? Costuma funciona pro pessoal aqui? Agradeço a atençao 🙂 um abraço!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Faz realmente muito tempo que você esteve por aqui. Mas, quando a pessoa some, logo presumo que se encontra bem. E eu fico feliz que assim você esteja e continue.

      Amiguinha, quando tomamos antidepressivo, tendemos a achar que tudo que nos acontece está ligado a ele. Esquecemo-nos de que as nossas emoções e carências continuam, que teremos dias bons e outros nem tanto, que os problemas da família continuarão refletindo em nós, que também passaremos por problemas pessoais, etc. A função principal do antidepressivo é dar-nos equilíbrio para tocar a nossa vida. Pensar que ele resolverá todos os nossos contratempos é um erro que precisa ser sanado, pois faz-nos perder a confiança no medicamento.

      Flávia, todas as pessoas passam por adversidades, pois essas fazem parte da vida. Não há como impedi-las de acontecer, mas há como enfrentá-las com equilíbrio emocional, buscando as melhores saídas. Quando a situação financeira não está bem, o caminho a tomar é diminuir despesas, abrir mão do supérfluo, modificar hábitos, gerenciar melhor as contas,etc. Não há como modificá-la sem tomar medidas para equilibrá-la. Gastar mais do que ganha é um costume muito brasileiro. Isso precisa ser revisto. Quanto a estudar para um concurso público é um passo muito bom. Precisamos buscar nossos próprios caminhos, acreditar na nossa capacidade de obter o que buscamos. Para essa meta é também preciso abrir mão de muitas coisas: passeios, barezinhos, viagens, e focar, por um tempo, naquilo que se quer. Nada existe nas nossas buscas que não exija sacrifícios. Pense nisso.

      Amiguinha, eu nunca acreditei em terapia, até por que tenho muitos exemplos de insucessos na minha família. Para mim, toda e qualquer mudança só pode ser feita unicamente pelo sujeito principal. O primeiro caminho é ler bons autores, conhecer outras filosofias de vida, etc. Eu, por exemplo, procuro centrar minha vida no Caminho do Meio (Caminho do Equilíbrio) ensinado pelo Budismo (não sou budista). Acho que o equilíbrio é a mola mestra que deve nortear nossas ações. Devemos refletir sobre o que fizemos, sempre, olhando os pontos em que não fomos tão bem. Amiga, eu estou falando de mim, mas pode ser que a terapia seja boa para você. Cada um é cada um. Dei apenas a minha opinião, como pediu. Leia livros do Dalai Lama. São muito bons para a reflexão.

      Flávia, você jamais irá encontrar as respostas que quer em psiquiatras, pois eles não têm tempo para dedicar a seus pacientes. Pensam apenas no remédio, sem se incomodar com o todo do indivíduo. Lembre-se de que vivemos num mundo capitalista, onde tempo é dinheiro. Procure bons amigos para conversar. Eles podem fazer toda a diferença.

      Espero que tenha lido o meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

  16. Michele Santos

    Olá, Lu!
    Eu comecei o tratamento há 4 dias, estou sentindo diarreia, ânsia de vômito, tonturas, tremedeiras e a ansiedade redobrou! Esses sintomas costumam durar entre 2 a 3 h depois de tomar o escitalopram de 10 mg, após isso sinto-me a Mulher Maravilha. Me sinto super disposta para realizar minhas tarefas domésticas e meus estudos da faculdade. Quando anoitece, por volta das 19:00 h, começo a sentir sintomas isolados de síndrome do pânico. Fui diagnosticada com TAG e Síndrome do Panico, e li muito a respeito dessa medicação que combate exatamente o que preciso. Minha dúvida é que estou me sentindo assim, já conversei com meu médico e estamos sempre em contato. Mas eu gostaria de saber se alguém se sentiu ou se sente assim no início do tratamento. Sinto muito medo e já pensei até em desistir de dar continuidade ao tratamento, porém me lembro o quanto é importante para minha vida e também sem contar na grana que gastei com 2 caixinhas desse medicamento. Se puder me ajudar e esclarecer minhas dúvidas fico imensamente grata.
    Muito obrigado e um ótimo dia!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      É um grande prazer recebê-la aqui neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, muitos deles terríveis. É bom que saiba que as crises podem agravar ainda mais nos primeiros dias, como se o remédio estivesse fazendo mal. Trata-se da luta de nosso organismo diante de uma substância estranha. Mas cerca de duas semanas depois, de acordo com cada pessoa, os sintomas ruins vão desaparecendo e os bons chegando. Os sintomas aos quais se refere são normais no início do tratamento. Muitas pessoas já passaram por isso, basta ler os comentários. É preciso ter paciência e coragem para seguir em frente. Não pare, a não ser por indicação médica, pois, sem medicamento, as crises tornar-se-ão cada vez mais fortes e a volta ao remédio será cada vez mais sofrida. Vou lhe passar alguns links de texto para que tenha uma melhor compreensão sobre tais problemas.

      Beijos,

      Lu

      1. Michele Santos

        Obrigada, Lu!
        Me ajudou muito você me responder, pois é um incentivo a não abandonar o tratamento, porque não está fácil! Às vezes pareço ser deprimida, só choro e tenho pensamentos ruins! Vou acessar os links, sim, e não vou desistir, sei que vou conseguir. Obrigado mais uma vez até mais. Saiba que me senti muito bem-vinda por aqui viu, adorei o Blog! Parabéns!

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Não desista, minha linda. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Logo essa fase ruim passará e você terá uma vida com qualidade. Cada volta ao tratamento significa sofrimento duplicado.

          Amiguinha, será sempre um prazer tê-la conosco. Continue nos falando sobre como anda seu tratamento.

          Beijos,

          Lu

      2. Michele Santos

        Lu
        Hoje faz 28 dias que estou tomando a medicação. Não estou sentindo os efeitos surpreendentes pra ser sincera, porém estou bem melhor das crises de pânico, que tinha quase que todos os dias… Ainda sinto uma vez ou outra o efeito colateral do escitalopram, mas bem menos de quando achei seu blog e pedi ajuda. Vamos ver o que dá, dia 28 tenho retorno ao psiquiatra e espero que ele me dê uma resposta para minha melhora. Me sinto apática, entende? Não sinto tristeza, porém não sinto uma alegria extrema.

        Obrigada Lu, por tudo… Que Deus te abençoe, você me ajudou muito, principalmente por ter medo pavoroso de medicação, e você foi muito importante nesse processo.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Sinto-me feliz ao saber que está melhorando. E já houve um grande progresso nesses 28 dias. Ainda me lembro de como você chegou aqui. Só de ver-se livre das crises de pânico já é um grande alívio (espero que tenha lido o texto que fiz sobre o assunto). Pelo pouco tempo de uso do remédio, não dá ainda para sentir efeitos surpreendentes, miraculosos. Acalme-se minha amiguinha. Vá com calma. Tampouco a “alegria extrema” anda dando sopa por aí… risos. E mesmo quando ela vem, não demora muito, dissipa-se logo. Segundo um poeta chamado Kalil Gibran, nós não devemos ser excessivamente alegres ou excessivamente tristes, mas apenas equilibrados. Busque por ele e seus escritos no Google. Seu livro mais importante chama-se O PROFETA.

          Nada há para agradecer-me. Foi você a guerreira, todo mérito é seu. Eu apenas compartilhei palavras. Agora peço-lhe que continue aqui, ajudando outras pessoas que chegam tão sofridas e inseguras.

          Um beijo no coração,

          Lu

    2. Katia Kist

      Michele

      Tente começar com 5 mg… Converse com seu médico.
      Pra mim foi a melhor coisa!

      Beijocas

      1. Michele Santos

        Boa noite, Katia!

        Agora estou melhor dos efeitos colaterais. Já comecei nos 10 mg e vou continuar, pois uma hora ou outra sei que meu psiquiatra irá aumentar… Estou esperando me sentir ótima, porque ainda não me sinto, porém minhas crises de pânico já não vêm mais, graças a Deus!
        Beijos

    3. Edilaine

      Michele
      Tive tudo isso também, passou depois de 15 dias com o medicamento, estou na quarta caixa e posso dizer 99% melhor que até mesmo antes da depressão, não desiste não.

      1. Michele Santos

        Edilaine
        Estou bem agora… Não tão bem quanto eu esperava, mas não tive mais crises de pânico como estava tendo frequentemente. Agora é esperar, pois meu médico disse que o remédio vai fazer o efeito esperado em 60 dias… Estou contando! Obrigada pelo apoio!

        Beijos!

  17. Katia Kist

    Oi, Lu!

    Amei o texto… Faz exatamente uma semana que comecei a tomar o “oxi” e adorei os resultados lidos aqui.

    O meu relato é sobre a dosagem inicial. Como sou uma “cagona” assumida com os efeitos colaterais, tenho arritmia e morro de medo de meu coração começar a palpitar enlouquecidamente, optei por iniciar o tratamento com 5mg na primeira semana. Na verdade no primeiro dia, quis ser valentona e tomei 10mg, mas não passei bem, fiquei meio ansiosa, com medo das reações, e já no segundo dia, quebrei o remedinho no meio: 5mg.

    Estou super bem, parece até que já fez algum efeitinho, pois estou mais tranquila e serena nesta semana. Sou daquelas que vira bicho nos dias que antecedem a “monstru” … sim, apelido que meu excelentíssimo deu para meu período menstrual. Meu humor oscila muito, me irrito com facilidade e sou muito reclamona no dia a dia. Ele brinca que nada me deixa feliz. Difícil me ver sorrindo! E é verdade mesmo. Às vezes, nem eu me aguento.

    Agora é aguardar o resultado do meu novo amigo na luta contra o mau-humor. Será que já pode ter iniciado o resultado positivo, utilizando somente uma semana de medicação? Eu acredito que deva ser “psicológico”. O que você me diz? Como foi para você o início do resultado?

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Kátia

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa.

      Que bom que não esteja passando pelos efeitos adversos do antidepressivo. Você faz parte do pequeno universo privilegiado… risos. Existem, sim, pessoas que não sentem efeitos colaterais e já começam a sentir-se bem com as primeiras dosagens. Não se trata de efeito”psicológico”. E começar com pequenas doses é o ideal, quando a pessoa pode esperar. Somente quando o paciente encontra-se muito mal é que o médico opta por uma dosagem maior logo de início.

      Lindinha, a função do antidepressivo é equilibrar o nosso humor. A depressão costuma nos deixar apáticas a tudo ou muito irritadas. Seu companheiro irá ter paz… risos. E você terá melhor qualidade de vida. O meu início foi muito tranquilo, pois lido com os antidepressivos desde a adolescência. Já nos tornamos excelente amigos. Às vezes nem me lembro que faço uso de oxalato de escitalopram. Os aborrecimentos que tenho são coisas normais da vida, motivados por acontecimentos exteriores. No mais, sinto-me muito bem. Depois me escreva dizendo como está.

      Grande beijo,

      Lu

      1. Katia Kist

        Lu
        Você é uma amada, viu? Fiquei ansiosa aguardando se iria escrever algo sobre meu comentário… rsrsrs. Estou tão mais feliz, e faz apenas 10 dias de tratamento. Estou mais calma, menos irritada… Sorrindo! Estou tomando à noite, antes de dormir, e hoje será o primeiro dia que tomarei a dosagem preescrita de 10mg. Até ontem estava repartindo ao meio. Na segunda-feira conto como foi meu final de semana com os 10mg do “oxi”.

        Bom final de semana a todos!

        Beijos com um sorriso

        1. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Eu respondo a todos os comentários feitos em qualquer parte do blog. Acho uma deselegância não responder aos comentários do leitor, que nos dá a alegria de sua presença. E quando se trata informações relativas à saúde mental, eu o faço ainda com maior rapidez, pois nunca sei quando a pessoa está precisando de uma resposta mais urgente. Vocês, leitores, são muito amados por mim, também. Quando somem, fico muito preocupada.

          Estou maravilhada com os resultados de seu tratamento. Pode ser que, ao tomar 10 mg, sinta um pequeno desconforto, e pode ser que não sinta absolutamente nada. Continue levando tudo tranquilamente. Eu sempre digo que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Eu quero saber, sim, como foi o seu final de semana.

          Abraços,

          Lu

        2. Katia Kist

          Oie !

          Lu,
          Sou do grupo das privilegiadas, mesmo! Tive somente um episódio que não foi legal, mas nada demais!
          No segundo dia em que comecei a tomar os 10mg (depois de ficar uma semana tomando somente 5 mg) , tomei o “oxi”, peguei no sono em seguida, e umas 3 horas depois acordei um pouco ansiosa, agitada, mas tomei um banho quente, relaxei e voltei a dormir. Não senti nenhuma diferença, a não ser o sono! Tomo à noite e “capoto”, meia hora depois de tomar os 10 mg. Como sou “cagona”, meu cardiologista pediu que eu tomasse à noite mesmo, antes de dormir.

          No mais,tudo na mais perfeita paz! Estou muito feliz de ter acertado a medicação, pois no ano passado “tentei” tomar a Sertralina e ela me deixou hiper, mega ansiosa … Não conseguia ficar sentada na cadeira. E desisti na primeira semana! Já com o Escitalopram está sendo totalmente diferente, estou de boa! Bom, qualquer novidade, relato aqui.

          Beijocas e boa semana!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Alguns privilegiados não sentem os efeitos adversos, enquanto outros penam… risos. O oxalato de escitalopram é uma substância relativamente nova no mercado, como menos efeitos colaterais. Outras virão, melhores ainda, tenho certeza. Seu comentário servirá de incentivo para muitas pessoas.

          Não suma, menina!

          Beijos,

          Lu

        4. Katia Kist

          Bom dia, Lu, bom dia amigos!

          Alguém tomando escitalopram 10 mg que não sente nenhum efeito colateral citado aqui (náuse, vomito, diarria …) mas se sente meio “cansada” sem muita atitude, estou na segunda semana do remedinho e ando meio “desligada”. Na primeira semana me senti tão animada, e agora essa “moleza”. Uma preguiça tomou conta de mim após a primeira cartela. Alguém com esse sintoma? Está certo isso? É comum?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É comum passar por isso. Você ainda se encontra na fase em que os efeitos adversos acontecem. Afinal não pode ficar deixando a gente com inveja, sem ter aqueles efeitos horrorosos. Pelo menos um “efeitinho” teria que ter. Essa moleza irá passar, não se preocupe. Ainda bem que tem sono, pois muitas pessoas ficam totalmente insones. Curta a sua preguiça lendo bons livros e assistindo a bons filmes. Aproveite a fase.

          Beijos,

          Lu

        6. Katia Kist

          Lu
          Não vou sumir, não!
          Relato aqui meu testemunho de felicidade. O “oxi” está sendo meu melhor amigo, já na 3ª semana de tratamento. Estou mais serena, calma, menos birrenta, lidando melhor com as dificuldades. QUALIDADE DE VIDA! Exatamente o que a Lu me falou lá no início das nossas mensagens.

          Continuem firmes e fortes, fui privilegiada de não sentir os efeitos adversos da medicação. O “oxi” me apaga, preciso tomá-lo à noite, e essa é minha dica: tentem tomá-lo à noite, não dá tempo do “psicológico” agir pensando em bobagem, creio que, vendo tantas reações negativas, as pessoas ficam na expectativa negativa também, pelo menos eu sou assim, tudo que falam, eu sinto! Mas conversem com o médico antes.

          Beijos,

          Até breve!

        7. Katia Kist

          Bom dia, Lu,bom dia a todos!
          Chegou meu momento mais temido, a semana que antecede a “monstru” TPM! Estava tranquila até então, me achando maravilhosa com os 10 mg do “oxi”,mas é só chegar minha “semaninha” diabólica que desanda tudo. Briguei com Deus e o mundo! Feriadão de mal … afeeee. Achei que o escitalopram ajudaria nessa questão, mas nessa última semana parece que não estou tomando nenhuma medicação, serotonina 0 (zero) em meio a meus neurônios de leão … rsrsrs

          Lu,será que vou ter que aumentar a dose? Estou pensando seriamente que sofro de disfunção pré-menstrual, será que o “oxi” vai dar conta dos meus hormônios? Ou não seria a medicação pra esse tipo de “problema”? Acho que para essa semaninha (que na verdade são quase 2 até passar tudo) melhor pedir para o médico um sossega leão! Sou muito inconstante, uma hora bem, outra nem tanto. Alguém é que nem eu, será? Buá!

          Beijos salgados

        8. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Os dias que antedecem a menstruação são um desespero para uma infinidade de mulheres. O próprio nome já indica: “síndrome pré-menstrual”. Mas à medida que envelhecemos, esta síndrome tende a ir amenizando. E olhe que é um número incalculável de sofredoras em todo o mundo. Não se sinta só… risos. O importante é que os amigos e familiares saibam que você passa por tal síndrome e, assim, terão mais paciência consigo nesse período. Mas não abuse! O antidepressivo ajuda, sim. Seria bom que fosse a um ginecologista e expusesse seu problema. Diga-lhe também qual é o antidepressivo que está tomando. Quanto a ser inconstante, o objetivo do antidepressivo é controlar essa sua instabilidade emocional. Gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, para que soubesse qual é a sua parte.

          Beijos,

          Lu

    2. Katia

      Lu

      Tenho um relato que acho bacana repassar, é sobre o horário de tomar o “oxi”. Comecei o tratamento tomando à noite, capotava em seguida que tomava ele (uns 30 min.), depois de três semanas, resolvi mudar o horário e tomar pela manhã (para ver como seria o meu dia). Meu apetite dobrou, fome, fome, fome. Voltei esta semana a tomar à noite e tudo normal. Passou a vontade voraz de comer. Então, aí vai minha dica, se você toma pela manhã, e tem um apetite voraz, veja com seu médico se tem como tomar à noite! Pra mim, ficou bom assim.

      Beijos

      1. LuDiasBH Autor do post

        Kátia

        É uma ótima ideia para as pessoas que dobram o apetite tomando o antidepressivo. Mas você lembrou muito bem que antes elas devem conversar com o médico.

        Um grande beijo,

        Lu

        1. Katia

          Lu
          No meu caso, o cardiologista que faz meu acompanhamento para arritmia informou que o horário de tomar a medicação é indiferente, que poderia ver com qual me adaptaria melhor, a noite ou pela manhã …

          Até mais!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          Algumas pessoas sentem muita sonolência com o antidepressivo, por isso, o ideal é que tomem-no à noite, enquanto outras não conseguem dormir, sendo melhor tomá-lo na parte da manhã. Vai depender muito do organismo de cada um.

          Beijos,

          Lu

    3. Katia

      Lu

      E bebidinhas, choppinho, etc… Alguém aqui faz uso de escitalopram e toma uma”s” cervejinha”s” de vez em quando? Pode… Não pode… Na bula vi somente que não é aconselhável.

      Beijocas

      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Mas que danadinha sedenta! Vixe Maria!

        Amiguinha, o ideal é que a gente não bebesse nada, mas ninguém é de ferro e tampouco quer se enferrujar. Eu dou o mau exemplo de dizer que bebo um choppinho (apenas um) ou tomo dois copos de cerveja, ou uma taça de vinho (no máximo duas), sem medo de ser feliz.

        Beijos,

        Lu

    4. Katia

      Bom dia, Lu!

      Venho informar que tenho tido crises de gula! O aumento de apetite para doces é algo absurdo! Sempre fui formigona, mas esses 2 kg ganhos em 3 meses de tratamento com o “oxi” estão me assustando… rsrsrsrrs. Mais alguém que teve aumento de apetite?

      Beijocas da “amiguinha” que adora esse “cantinho”! Saudades que eu estava!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Katia

        Você andou sumida! Também estava com saudades suas.

        Amiguinha, os antidepressivos costumam emagrecer ou engordar, dependendo de cada pessoa. Eu fiquei totalmente sem apetite. Mas depois de um tempo, o organismo volta a equilibrar-se. Mesmo assim, procure comer mais vezes (de três em três horas e menos), para controlar seu peso. Opte também por uma alimentação mais leve.

        Beijos,

        Lu

        1. Isabela DeSouza

          Sem mudar minha alimentação em nada, eu engordei 4 kg. Só se eu passar fome pra perder. Mesmo assim só consigo perder uns 2 kg no máximo fazendo uma super dieta rigorosa. Triste!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Isabela

          Normalmente, o organismo estabiliza-se depois de um tempo de uso do medicamento. Se achar que está ganhando muito peso, converse com seu médico. Eu sou do rol das que perdem o apetite. Não faça dietas que maltratem sua saúde. Opte por uma alimentação mais leve.

          Abraços,

          Lu

        3. Olinda

          Olá, quero saber se tem antidepressivos que emagrecem? Tomava sertralina por muitos anos, comecei a ganhar peso. Meu médico trocou por escitalopram e continuo ganhando peso. Total de 8 quilos, estou apavorada. Já fui obesa e tenho pânico de obesidade. Pelo que andei lendo, a fluoxetina faz perder peso. Essa informação é verdadeira?

        4. LuDiasBH Autor do post

          Olinda

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, os antidepressivos reagem diferentemente de pessoa para pessoa. O oxalato de escitalopram, por exemplo, leva algumas pessoas a perderem peso enquanto faz outras engordar. Eu, por exemplo, estou no grupo das que emagrecem, pois o escitalopram diminuiu muito o meu apetite, mas algumas pessoas relatam aqui que engordaram. Antes, tomava fluoxetina que também tirava todo o meu apetite. Assim sendo, não é possível determinar se uma pessoa irá perder peso ou engordar com esse ou aquele antidepressivo. Só depois que passa por ele que é possível sentir a reação do organismo.

          Você tem toda a razão em temer a obesidade, pois traz muitos problemas de saúde. Portanto, converse direitinho com seu médico sobre o fato de estar ganhando peso. Pode ser que a fluoxetina aja de modo diferente. Mas é preciso experimentar. Mas só faça mudanças de acordo com o parecer médico. Certo?

          Continue em contato conosco. Leia os comentários para tirar algumas dúvidas.

          Abraços,

          Lu

  18. Paulo Oliveira

    Bom dia, Lu!
    Venho contar minha experiência. Eu comecei a ter ansiedade em 04/09/2012, um dia antes do aniversário do meu filho. Foi um grande baque até descobrir o que eu tinha.

    Gastei alguns mil reais com gastro, pneumologista, fiz um bateria de exames cardíacos, gastro intestinais, entre outros. Num estalo de madrugada, eu resolvi procurar um neurologista. Mas no dia em que eu fui só tinha psiquiatra. A ansiedade aumentou, eu com aquele preconceito de que “só quem vai a psiquiatra é louco”. Mas para amenizar minha dor valia tudo. Mergulhei, mesmo com medo. O médico me ouviu e disse que nada mais era que ansiedade, que me levava a um quadro de depressão e me passou clomipramina,putz, não deu pra mim. Foram 5 dias terríveis.

    Voltei ao psiquiatra que me passou paroxetina 20 mg. Reestabeleci, só que me veio um grande problema: a falta de libido. Logo eu, que sempre a tive em alta. Aprendi a conviver com isso, alguns dia de libido a 60% e noutros a 20%. Só que depois de 3 anos, voltaram as crises, o desespero, meu Deus, tudo de novo. E para minha supresa, dois dias antes do aniversário do meu filho, de novo.

    Voltei ao meu psiquiatra, que se tornou um amigo, e ele queria que eu tomasse 40 mg da paroxetina. Aí questionei: s ecom 20 mg a libido era no máximo de 60%, imagine com 40 mg. Foi quando ele me passou o escitalopram, 10 mg. Foi bom, 6 meses sem crises, estava no céu. Tive que voltar em janeiro, pois as receitas tinham acabado. Foi quando ele aumentou a dosagem para 20 mg. Nossa, em fevereiro, agora, já foram duas crises fortes. Não entendi, se com 10 mg estava ótimo. Volto agora em março pra conversar com ele sobre o que iremos fazer .

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa, meu querido!

      Amiguinho, em razão do preconceito que ainda se tem contra as doenças mentais, essas são ainda pouco conhecidas para os leigos, infelizmente. O doente, portanto, sofre muito, até chegar a um diagóstico preciso. Passa por uma batelada de exames, gasta muito dinheiro, até descobrir que seu problema está no computador central (no cérebro). Aliado a isso está o fato de que não existem exames que comprovem o grau da doença mental, tendo o médico (psiquiatra ou neurologista) trabalhar com acertos e erros, num vai-e-vem de antidepressivos e dosagens.

      Paulo, a dificulade que o corpo tem para aceitar uma substância desconhecida também acontece quando o organismo e o antidepressivo tornam-se amigos em demasia. Eles ficam tão intímos, mas tão íntimos, que o segundo deixa de fazer efeito. E, com isso, faz-se necessário o apartamento, ou seja, mudar para outro antidepressivo. Eu já mudei para uma dezena deles, pois tenho depressão (genética) desde adolescente. Mas, se ainda há uma dosagem para subir, o médico faz isso, como aconteceu com você. Eu só não entendi por que ele mudou o escitalopram para 20 mg, se você estava “no céu” com 10 mg? Durante quanto tempo tomou 10 mg? Chegou a um mês? Essa é a minha dosagem há cerca de três anos. Preciso saber há quanto tempo toma escitalopram para dizer se ainda está dentro dos efeitos adversos.

      Amigo, quanto à queda da libido, isso acontece nos primeiros meses de tratamento com muitas pessoas, mas depois o organismo vai voltando ao normal. E não adianta nada ser um “garanhão” (risos) com a mente abilolada (risos). É preciso ter paciência, abrir-se com a parceira e compensar a queda da libido com bastante carinho (e presentes… hahahaha), afinal, toda a nossa pele tem sensibilidade. Outra coisa, torna-se necessário aliar ao tratamento novos hábitos. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

      1. Paulo Oliveira

        Boa tarde, Lu!
        Comecei a tomar escitalopram em setembro de 2015, 10 mg. Em janeiro fui pegar as novas receitas e ele resolveu mudar para 20 mg. Além do preço que mais que dobrou. Já me vieram 2 crises, 1 de 2 dias e outra a mais recente durou 4 dias.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          Eu só não entendi o porquê de ele ter mudado para 20 mg, se você estava se sentindo muito bem com 10 mg. Retorne a seu psiquiatra e converse com ele. A mudança só deve acontecer quando o paciente continua com problemas. Se estiver se sentindo muito mal, volte para 10 mg, repartindo o comprimido ao meio, até conversar com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Josi

        O fato de alguém viver solitário ou em solidão tem várias explicações. Um escritor, por exemplo, pode buscar a solidão para melhor encadeamento de suas ideias. Muitos artistas, em seus momentos criativos, preferem viver solitários, como se vê muito na história dos grandes mestres da pintura e da música. Existem também pessoas introspectivas que necessitam da solidão para viver, pois o mundo ao redor suga-lhes muita energia. Existe a solidão ocasionada pela inadaptação de uma pessoa a um determinado ambiente onde, mesma rodeada por muitas outras, ela se sente só. Há também a solidão interior ocasionada por traumas, rupturas, desgostos… Necessária para que a pessoa proteja-se em benefício de sua própria saúde, caso não queira ser esfacelada pelas circunstâncias ruins da vida. Há também a solidão decorrente de uma doença, como a depressão, em que corpo e mente pedem isolamento, até que se refaçam após tratamento. Portanto, amiguinha, a depressão também pode ser um sintoma da depressão, só que neste caso ela é passageira, se tratada.

        Abraços,

        Lu

        1. Josi

          Mais uma vez fiquei surpreendida com a resposta. Obrigada Lu!

          Hoje comecei a tomar o suplemento de vitaminas para não perder nutrientes por conta da perda de peso. Eu ia comprar um para abrir o apetite e engordar, mas fiquei com receio de engordar muito,já que pode ser só um período de adaptação do remédio. E vamos que vamos em direção a uma melhor qualidade de vida. Meus agradecimentos a todos que postam seus comentários aqui também.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Essa é a guerreira POP que me encanta, sempre caminhando em direção à luz do entendimento, que traz otimismo e gera força para ajudar a passar pelo período de turbulência do remédio. Sei que não é fácil, pois também já passei por isso. Mas a postura otimista torna a passagem menos sofrida e auxilia o organismo a superar os efeitos adversos. Parabéns, Rosi. Sei que não tem sido fácil para você, mas ainda assim segue confiante. Como está difícil alimentar-se, procure beber chocolate, vitaminas e sucos, que descem com maior facilidade.

          Beijos,

          Lu

  19. Anelise

    BOA NOITE, GENTE!

    Vim contar mais uma etapa da minha vida, desta vez com êxito, graças a Deus. Alguns já devem ter lido algumas partes das minhas tentativas com antidepressivos, mas vou dar uma resumida.

    Eu tenho depressão e síndrome do pânico, me trato desde 2000, mas há 8 anos não tinha tido recaídas e nem crises. Estava tudo bem, tomava só fluoxetina de 20mg; até que em agosto comecei com crises e depressão forte. O psiquiatra tirou a fluo e me deu Lexapro(escitalopram) de 10 mg. Fiquei muito enjoada e não conseguia comer, mas as crises não cessaram. Ele aumentou a dose para 20 mg, mas mesmo eu continuava enjoada, sem ânimo e perdendo peso. O psiquiatra disse que meu organismo não havia se adaptado com escitalopram. Trocou para Luvox, mas não melhorei. Já estávamos em outubro e eu mal, perdendo peso e a vontade de viver. O psiquiatra então me receitou pondera (paroxetina) de 30 mg. Quase morri, já tinha perdido 25 quilos, não tinha vontade ou amor por nada. Achava que o jeito seria morrer. Passei a não gostar mais do psiquiatra e troquei-o. Foi minha sorte, esse novo disse que meu estômago e organismo estavam machucados e sensíveis, e que tínhamos que mudar de antidepressivo e começar com doses leves. Decidiu continuar com paroxetina, mas começar com a dose de 10 mg, e depois passamos para 20 mg. Comecei a me sentir bem, porém com uma fome desesperadora, fora do comum. Ele disse que teríamos que trocar novamente, e passamos para sertralina, que deu certo. Ela aumentou meu apetite, mas não compulsiva como estava antes, mas eu tive que mudar tudo, alimentação, estilo de vida e trabalho. Hoje minha medicação é Sertralina 150mg, Frontal 0,25 manhã e 0,5 noite, eu tomo ômega 3. Faço terapia que está me ajudando muito. Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, r se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.

    Este blog me ajudou muito. Eu me sentia bem melhor depois que lia os posts e as respostas deste anjo chamado Lu. Gratidão sempre, Lu.
    Grande beijo e saibam, é difícil mas não impossível. Para aqueles que ainda não acertaram a sua medicação… PACIÊNCIA E FÉ,aliás a Lu diz quesejamos POP. 🙂

    Deus nos abençõe.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Ao acompanhar e responder os seus comentários aqui no blog, sou testemunha de quanto sofreu. Eu me sinto muito feliz ao ler o seu novo comentário, falando que reencontrou o seu equilíbrio e, sobretudo, pela sua tomada de consciência, ao dizer que:

      “Já voltei a minha vida normal, claro que consciente de que a doença pode voltar, e se eu tiver uma crise não é o fim, ela vai e volta, faço caminhadas e tenho mais qualidade de vida. Aprendi que a melhora é um conjunto de alimentação, exercícios físicos e medicamento.”.

      Este blog atuou apenas no sentindo de manter viva as suas expectativas de melhora, tornando-a uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Você foi e continua sendo uma grande guerreira. Queremos continuar contando com sua presença, no sentido de dar forças para outras pessoas.

      Um grande beijo,

      Lu

  20. Débora

    Olá, Lu!
    Espero muito que alguém me ajude e me responda. Sempre idealizei ter um filho, tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais (nem que isso durasse 4 anos). NADA DISSO ACONTECEU. Engravidei, fui morar junto com o marido em outro Estado (muito longe de minha família, e o que mais me doeu foi ficar longe da minha gêmea). Passaram-se 35 semanas de gestação e atacou cálculo renal e perda total de liquido aminiótico. Meu filho nasceu de 35 semanas, parto cesária e foi para UTI. Aí já começava meu pesadelo sem fim. Resumindo: Ver meu filho na UTI fez secar meu leite, não tive parto normal nem amamentei e estava longe da família. Tive que visitar meu filho na UTI (o que mãe nenhuma mãe merece passar). NADA saiu como eu queria, como idealizei. Eu só chorava, estava letárgica, não tinha e nem tenho vontade de fazer NADA a não ser SUMIR. Olho para meu filho e me sinto uma inútil, que falhou em todos os sentidos, TUDO ME IRRITA A PONTO DE QUERER Me MATAR. Não tenho mais vida, só raiva e frustração. Hoje fui ao médico e ele me receitou este remédio escitalopram. Só que outro efeito negativo que estou passando é o aumento de peso, só engordei desde que meu filho nasceu. Ele fez 1 aninho há 4 dias atrás, é um anjo e até com ele me irrito. Eu não aguento mais. Não me suporto! Vocês acham que este remédio, escitalopram, vai me ajudar? não vou ficar mais gorda ainda?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      É um prazer recebê-la neste cantinho, onde poderá desabafar sempre, pois formamos uma família cheia de muito amor e compreensão.

      Amiguinha, quase todo ser humano tem a tendência de idealizar a própria vida. E é bom que assim seja, pois a idealização tem um ponto positivo: joga-nos para frente. Contudo, também possui um ponto extremamente negativo: quando nos deixa perder o contato com a realidade, tornando-nos refém de nossos próprios sonhos, não aceitando que coisa alguma seja diferente do idealizado. É aí que mora o grande perigo, pois entramos em descompasso com a nossa vida e com o mundo que nos rodeia.

      É verdade que a mulher, ao desejar um filho, idealiza “ter tudo muito planejado, parto normal e amamentar até o neném não querer mais”. E você usou a palavra certa “idealiza”. Mas quem disse que podemos responder por tal idealização? Idealizar significa “criar na imaginação, projetar, planejar, fantasiar”, o que distancia enormemente do “acontecer de verdade”. Penso que foi aí que você se perdeu, amiguinha, pois passou a vivenciar apenas o sonho, e quando a realidade fez-se presente, sem se ater a seus ideiais, não a aceitou. E, como vingança, criou um mundo só para si, como quem diz: Se não é como eu quero, eu também não o aceito!”. Atitude essa desprovida de maturidade, pois as coisas dificilmente acontecem como queremos, mas como têm de ser, movidas por diversos fatores impossíveis de serem explicados em poucas palavras. Vou lhe contar um fato que aconteceu com meu primo:

      Rafael era o terceiro filho. Os irmãos que o antecederam vieram cheios de saúde. Mas Rafa nasceu down. No hospital, meu primo entrou em choque. Uma enfermeira, maravilhosa, vendo o desespero do pai, abraçou-o e disse-lhe: “Você ganhou um anjo em sua vida! Sinta-se feliz com tamanho presente, pois somente as pessoas especiais são escolhidas.” Os anos passaram-se. Os outros dois filhos, ainda jovens, foram morar em outros países, mas Rafa continua com os pais. É um filho carinhoso e sensível, sempre a cobri-los de amor.

      Como vê, temos a tendência de julgar mal os fatos. O seu bebê é um presente dos céus, um guerreirinho, um exemplo de superação. Penso que intimamente, você cobra do pequenino e de seu marido, pelo fato de ter se afastado de sua irmã gêmea, morar num Estado longe de sua família, para, em consequência, passar por tanto sofrimento. O fato de sofrer porque seu bebê estava na UTI é apenas o pano de fundo, uma vez que se encontra fofo, já com um aninho. Toda essa sua frustração e a raiva estão nos laços cortados. Enquanto você não aceitar isso, não será uma pessoa feliz. Quantas mães passam por partos prematuros, com os bebês ficando hospitalizados durante um longo período? Inúmeras! E isso não deixa a maioria delas infeliz. Nós não falhamos quando o que acontece está além de nossas possibilidades. Você não teve falha alguma, ao contrário, doou-se totalmente. Portanto, reveja com carinho a sua postura atual. Está lhe faltando humildade para aceitar a vida tal e qual ela é.

      Débora, juntamente com o oxalato de escitalopram, deveria buscar uma terapia, também. Alguém que a ajudasse retroceder no tempo e arrancar as raízes desse seu sofrimento. Quanto ao escitalopram, ele tanto pode engordar como emagrecer. Existem pessoas que perdem muito peso com ele. Eu emagreci muito. Pode ser que isso aconteça consigo. Com o tempo o corpo volta ao equilíbrio.

      Amiguinha, gostaria que voltasse para conversar mais conosco. Inclusive sobre o remédio que passará a tomar, pois no início os sintomas são agravados. Acho que o remédio irá lhe dar estabilidade emocional e melhor qualidade de vida.

      Um grande beijo,

      Lu

      1. Débora

        LUZINHA, meu anjo!
        Nunca mais perderei o contato com você! Tem razão em tudo que disse! Vou fazer o tratamento, vou mantendo contato e espero partilhar muitas coisas boas com vocês! Obrigada, pessoa iluminada!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Depois que lhe enviei a resposta a seu comentário, temi que tivesse sido rude consigo. Seu retorno deixou-me tranquila. Será um grande prazer tê-la conosco.

          Beijo no seu coração,

          Lu

  21. Marina

    Lu

    Primeiramente gostaria de lhe parabenizar pelo seu trabalho de apoio e sensibilidade com as dificuldades alheias, bem como a forma com que responde aos questionamentos, sempre com muito humanismo e empatia… Encontrei o seu blog em um momento muito propício!

    Falando um pouquinho de mim e da minha experiência com o ESC: há uns 2,5 anos atrás meu médico clínico me receitou o escitalopram, pois me sentia muito cansada, mal conseguia dormir, muitas dores corporais e por estar enfrentando uma fase muito desgastante em um antigo emprego. Tomei o ESC por uns 2 anos, até fazer a interrupção de forma gradual… No início, nas primeiras semanas, realmente tive alguns efeitos adversos (principalmente tremores, muito sono e perda de apetite – coisa que mais me desagradou pois sou bem magrinha e perco peso com grande facilidade), mas passei a tomá-lo depois do almoço. Após a adaptação meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).

    Hoje, não tomo nenhum tipo de ansiolítico ou antidepressivo, e sofro muito por ansiedade, tanto que às vezes mal consigo dormir, pareço estar ligada diretamente em uma tomada, e logo depois meu corpo reclama através de dores musculares horríveis. Minha rotina é bem puxada (trabalho o dia todo e vou para a faculdade praticamente todas as noites), e mesmo assim meu cérebro encontra um “tempinho” para a tal ansiedade.

    Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos. Há mais ou menos 15 dias busquei auxílio psicológico e a referida profissional me disse que poderíamos ter o ESC como uma carta na manga, concomitante com as nossas sessões.

    Muitas coisas externas aconteceram em poucos meses (falecimento do meu avô depois de muito sofrimento em virtude de doenças, problemas familiares, perda de um animal de estimação muito querido) e sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros. Vejo que o caminho está afunilando e me levando novamente ao encontro com o ESC. Não consigo aproveitar a minha vida, digo, ver as coisas de forma diferente a não ser pelo modo mais difícil e doloroso, não consigo curtir meus amigos, meu noivo, meu dia a dia. Meu receio é me tornar dependente de uma vez por todas deste “branquinho” e principalmente a batalha dos efeitos adversos.

    Peço desculpas pelo texto enorme, mas gostaria de poder receber uma opinião sua quanto aos fatos! Um grande abraço e mais uma vez, parabéns pela sua dedicação, muita paz e luz!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      É um grande prazer receber a sua visita. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, existem vários tipo de depressão. Ao que me parece, a sua é reincidente. Ou seja, você faz o tratamento, fica boa por um tempo e depois ela volta. Este tipo é muito comum. Eu por exemplo, sou depressiva crônica, herança herdada de minha família materna. Terei que tomar antidepressivo “forever”. Mas isso não me assusta nem um pouco, ao contrário, agradeço aos cientistas maravilhosos que trabalharam para que eu pudesse ter melhor qualidade de vida, ao contrário da época negra em que as pessoas com doenças mentais eram jogadas nos manicômios ou sanatórios. Além do mais, muita gente toma remédios para hipertensão, diabetes, tireoide, etc, a vida toda. Se o meu cérebro adoece, como qualquer parte do meu corpo, tenho mais é que tratá-lo. Que a preocupação com o remédio não seja um porém na sua busca por tratamento.

      Marina, você diz:”Após a adaptação, meu estado emocional se equilibrou de “certa forma”… Conseguia tolerar um pouco mais as atitudes alheias, ter paz no meu coração e não sofrer tanto com a ansiedade, porém algumas emoções ficaram meio que mascaradas (dificilmente conseguia chorar ou expressar algo intenso).”.

      Avalio que o seu tratamento contou apenas com o antidepressivo, que corresponde a 50% dele, pois a outra parte diz respeito inteiramente a você, na maneira como deveria ter passado a olhar o mundo, sendo mais tolerantes consigo e com as pessoas em seu derredor. Devemos aprender que não podemos condicionar a nossa vida ao comportamento dos outros. Se não nos agrada, o melhor a fazer é ignorá-lo, pois cada um responde pela própria vida. As atitudes alheias não nos dizem respeito, a menos que nos prejudiquem. As pessoas não mudam porque queremos. Elas só mudam se quiserem. Condicionar nossa felicidade a elas é ser infeliz pelo resto da vida. Essa paz que você busca encontra-se no modo como compreende e aceita a vida com seus revezes e contratempos. E não acho que suas emoções tenham ficado mascaradas, penso que ficaram mais equilibradas.

      Amiga, acredito que você precisa ir a um psiquiatra, pois tais crises, se não tratadas, só tendem a agravar cada vez mais. Até mesmo a psicóloga pensa assim, ao dizer que o antidepressivo é uma “carta na manga”. Eu, particularmente, não sou chegada a essas terapias. Considero-as um mero coadjuvante do tratamento. Conheço pessoas que ficaram anos e anos em terapias sem terem melhora alguma, a não ser quando o caso é resultante de um trauma. Essa sua ansiedade, se não tratada, poderá evoluir para as terríveis crises de pânico. E com a rotina pesada que tem, precisa de algo que lhe dê equilíbrio para seguir avante. Você mesma diz: “sinto que o fardo ficou muito pesado para os meus ombros.”. E se a carga está excessiva, busque ajuda médica, quanto mais cedo, menor será seu sofrimento. Este é o meu conselho. Não tarde a colocá-lo em prática.

      Ao dizer: “Noto que não sinto mais prazer em meus afazeres (mesmo naqueles que antes amava), estou frequentemente irritada, sempre me falta algo, medo de praticamente tudo (penso, e se isso/aquilo acontecer), insatisfeita e muito crítica a tudo e todos.”, deixa claro que está passando por uma severa crise de depressão. Esse medo precisa ser contido, antes que a impeça de sair de casa. Percebo que sua irritabilidade é altíssima, pois, normalmente, os depressivos tendem a ficar pacatos, indiferentes, querendo só ficar deitados. Você se mostra de mal consigo e com o mundo ao seu redor. É preciso aprender a aceitar as coisas que não pode mudar. E procurar conviver bem com elas, sem que essas a afetem tanto. Gostaria que lesse o meu texo denominado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Sei que irá lhe dar uma nova dimensão sobre o que significa o tratamento com um antidepressivo.

      Eu agradeço suas palavras generosas sobre minha participação na vida dos que me procuram. Eu já passei por tudo isso, e vi minha avó, mãe, tios e primos passarem pelo mesmo. Compreendi que o conhecimento de nosso sofrimento torna-o cada vez menor. E, encontrar quem nos dê atenção é fundamental para que prossigamos na busca de melhor qualidade de vida e autoestima. Sou eu quem agradece a sua confiança. Quero tê-la sempre aqui, falando sobre seu tratamento e trocando informações conosco.

      Um beijo no coração,

      Lu

      1. Marina

        Lu
        Muito obrigada pelo seu feedback!
        Realmente busquei auxílio psicológico devido a outros problemas e também para tentar compreender um pouco mais do que se passa no meu coração e minha mente, diante de tanta confusão de pensamentos/sentimentos, tentando encontrar algumas respostas (tenho muitos questionamentos internos). Tenho consciência de que preciso reavaliar minha personalidade e trabalhar estas dificuldades, bem como, quando temos a bênção de perceber que precisamos de ajuda, de irmos buscar… Temos tudo em nossas mãos! Não sou contra a medicalização ou qualquer tipo de tratamento alternativo, pois já precisei e foi eficaz. A questão da aceitação dos fatos e das pessoas, esta, sim, é complicada, de certa forma nem eu me aceito! Precisamos encontrar a felicidade dentro de nós, depois tudo se torna mais leve!

        Obrigada pelas palavras de apoio, elas são essencialmente importantes. Retornarei no passar dos dias para relatar os acontecimentos!

        Um grande abraço apertado

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          A percepção do que lhe falta e do que é preciso compreender já lhe dão as setas dos caminhos a serem trilhados. Você é uma mulher muito inteligente e haverá de fazer esta passagem com muita tranquilidade. Permita a si mesma paciência nesta busca pela compreensão, sem nada cobrar de si ou qualquer forma de censura. Bote leveza em sua vida, pois ela é única. Aguardo notícias suas!

          Beijos,

          Lu

    2. Aliane

      Lu, querida!
      Eu sou a Aliane. Andei um pouco sumida, mas ontem meu médico mudou meu remédio dee oxalato de escitalioram de 30mg para fluoxetina de 60mg. Estou meu agoniada com isso, muito aflita e nervosa, sem saber o quee pensar. Ele diz que estou ainda na faze aguda e preciso ajustar a dose. Me ajude, minha amiga, dê-me uma luz.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Aliane

        Não há porque ficar temerosa, agoniada e nervosa. Tais mudanças são normais no início do tratamento. Existem muitas substâncias antidepressivas. Nem sempre a que faz bem para uma pessoa também faz para outra. Eu tomei a fluoxetina por muitos anos. Só parei porque ela deixou de fazer efeito para mim. Foi quando o médico mudou-me para o escitalopram. Portanto, fique tranquila e confie no seu médico. Ele sabe o que está fazendo. E não adianta ficar tomando um medicamento que não surte o efeito desejado. Não tem nada o que pensar, deve apenas tomar a fluoxetina… risos.

        Um grande beijo,

        Lu

  22. Regis

    Primeiramente venho dar meus parabéns pelo site, muito bom mesmo!

    Vou contar um pouco da minha história e também pedir conselhos.

    Sempre fui ansioso,mas nada que me trapalhassemuito na vida. Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga), isso ocorreu umas 3 vezes no máximo até ano passado.

    Ano passado, eu comecei a trabalhar em uma cidade e estudar em outra, minha vida se resumia a viajar, trabalhar e estudar e dormir pouco. Certo dia cheguei do serviço e fiquei passando mal (dengue!). Passaram-se 15 dias aproximadamente e acordei bem. Conversei com os amigos da casa, tomei café e quando cheguei no ponto para pegar o ônibus pra empresa, me veio uma tontura forte, mal conseguia olhar pros lados. No hospital falaram que era intoxicaçao, e tomei remédios pra enjoo. Meus pais me buscaram e fiquei 5 dias em casa, fraco e com enjoos. Voltei à rotina meio fraco, com as batérias “viciadas”, sempre cansado. Passaram-se mais 16 dias e passei mal novamente, uma sensaçao ruim e novamente uma forte sensaç~so de vomitar. Passei mais uma semana mal e fraco, com muitos sintomas variados.

    Passei por todos os médicos até ir num péssimo pisiquiatra na cidade de Lavras MG, que atende pelo plano. Ele me ouviu falar por 2 minutos e falou que era depressão. Receitou Pristiq, orap e stilnox (ambos muito fortes). Nao iria tomar até acordar mal. Comprei e tomei achando que iria melhorar na hora, e foi um mês de sofrimento. Conseguia trabalhar e estudar (forçando muito, pois estava fraco ainda e com medo de tudo). Fui demitido e perdi o plano depois de dois meses com esses medicamentos, que não ajudaram em nada praticamente. Minha energia tinha acabado. Fui em outro médico, um neuro, que só receitou o que eu falei que tomava. Estava ansioso com tudo que acontecia e nem saia mais de casa. E tudo piorou de novo, porque voltei a tomar esses remédios, lembrando que o ORAP vicia, e que passei muito mal por largá-lo e o médico de Lavras nao disse nada.

    Voltando a São João del Rei pra terminar a faculdade, eu já não queria mais sair, me sentia ansioso o tempo todo (estava tomando o pristiq novamente), não ia a festas e nem nada que fazia antes. Fui a outro psiquiatra que falou que os remédios qe eu estava tomando nao tinham nada a ver com meu problema. Ele me passou rivotril 0.25 sublingual, 3 vezes ao dia. Comparado ao preço da consulta, o medicamento foi de graça. Fui tomando e mesmo assim aquela ansiedade absurda dada pelo pristiq nao saia de mim. Até que, por conta própria, aumentei as doses de rivotril pra 0.5, duas vezes a dia. Minha vida foi melhorando, ja fazia bastante coisa que tinha deixado de fazer pelos ataques de ansiedade que o pristiq me deu.

    Hoje nao tomo nenhum remédio, me sinto bem fraco comparado ao que era antes, nao saio e tenho medo de chegar em mulheres, ficar ansioso e passar mal, pois diariamente me sinto um pouco tonto e meu estômago já nao é mais o mesmo (agora tenho intolerância à lactose). Tenho medo de arrumar outro emprego, sinto tremedeiras e uma fadiga absurda, e ja nao sou mais a pessoa alegre que eu era há um ano atras. Será que é depressao ou ansiedade? Depressão também dá medo de sair e passar vergonha? Será que devo procurar novamente o psiquiatra?

    Desejo melhoras a todos, eu tinha preconceito até de ter esse tipo de doença :/

    1. LuDiasBH Autor do post

      Régis

      Seja bem-vindo a este cantinho, onde formamos uma família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, você tem passado por uma verdadeira via-cruz. O mais importante é que vem juntando forças e correndo atrás de sua saúde. É fato que nem sempre encontramos bons profissionais no nosso caminho, pois a medicina vem se tornando cada vez mais uma empresa com fim lucrativo. O juramento feito pelos profissionais não tem mais crédito algum. Mas ainda existe gente boa.

      Logo no início você diz:
      “Quando ficava muito ansioso, acabava passando mal (apenas ânsia de vômito e fraqueza, e às vezes dor de barriga)”

      Isso me chamou a atenção porque a intolerância à lactose traz tais sintomas. Não acho que acabou desenvolvendo essa intolerância recentemente, mas já a trazia consigo desde o início, só sendo descoberta agora. Além da dengue, que mexe com todo o corpo, penso eu que você estava passando mal em razão da intolerância à lactose (também conhecida como deficiência de lactase, é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos). Com certeza, para se fortalecer, deve ter tomado vários alimentos com lactose, o que só fazia agravar o seu estado de saúde. Você em momento algum teve um ataque de pânico, mas sintomas provenientes dessa intolerância. E é claro que isso gerava mais ansiedade, depressão, autoestima baixa, medo, etc, pois não tinha uma análise correta de seu problema. Se agora está com depressão, ela é resultante dessa sua luta.

      Amiguinho, eu não acho que você tenha depressão. E se a tem, ela foi adquirida em razão desse seu tratamento traumático. Mas tratando a intolerância à lactose, a depressão (se houver) desaparecerá com pouco tempo de medicação. Aconselho-o a buscar um médico gastroenterologista, e contar toda a sua sina. Verá que logo, logo será outra pessoa. Infelizmente, tudo vem sendo visto como depressão, o que faz com que muitas doenças fiquem ocultas. Gostaria que continuasse me informando sobre sua saúde. Não deixe de ir ao gastroenterologista o mais rápido possível. Depois conversaremos sobre esse medo e vergonha que sente.

      Vou lhe passar dois links para leitura:
      http://www.minhavida.com.br/saude/temas/intolerancia-a-lactose
      http://drauziovarella.com.br/letras/l/intolerancia-a-lactose/

      Abraços,

      Lu

      1. Regis

        Muito obrigado pela resposta, Lu, você escreve muito bem!

        Cheguei a fazer exames gástricos e nada foi achado no ano passado, só essa leve intolerância mesmo. O médico falou que os remedios estavam bagunçando minha cabeça e que a intolerância pode muitas vezes ser gerada por ansiedade. Antes de ir pra outra cidade. eu era cheio de energia, e bebia muito leite e derivados, que nunca me fizeram mal. Talvez até mesmo a dengue pode ter causado tudo isso, mas nao sei falar sobre.

        Eu me recordo de passar pelo mesmo mal de ansiedade com 3 antigas namoradas (era jovem e sem experiência e cheio de medos). Mas hoje em dia, eu me sinto num caminho de dúvidas, porque nao sei qual médico procurar e realmente começar a tomar antidepressivos nao é facil no começo. Senti na pele depressão e crise de pânico quando comecei com o pristiq. Uma coisa que não mencionei é que vi muita coisa na internet sobre esses problemas serem genéticos, e não mencionei que minha mãe ja teve problemas de ansiedade e depressão, assim como tias e primos. Tenho certeza que o psiquiatra me passará escitalopram se eu for lá, já que meu primo se tratou e deu certo.

        Muito obrigado, e vou escrevendo como anda minha caminhada. Desejo sorte e força a todos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Régis

          É interessante notar que a intolerância à lactose produz os sintomas citados por você (enjoo, dor de barriga, dores no corpo, etc.), também. E em momento algum me pareceu que tivesse tido um ataque de pânico, que é bem diferente do relatado. Você viu que essa intolerância pode ter três causas, já citadas nos links que lhe enviei. Penso que deve levá-la a sério, evitando os alimentos que provocam o mal-estar.

          Amiguinho, existem vários tipos de depressão, dentre esses está a genética, que é o meu caso. Mas não significa que por ter pessoas na família com o problema você o tenha. Porém, se estiver com depressão, quanto mais cedo começar o tratamento melhor. Com o tempo, quando não tratadas, as crises tendem a ser mais constantes, agravando-se mais e mais. Não adianta fugir da raia, pois “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”… risos. Eu tomo escitalopram e sinto-me maravilhosamente bem, minha qualidade de vida melhorou muito, tanto é que estou aqui tentando ajudar as pessoas.

          Régis, eu vejo os antidepressivos como coisas maravilhosas criadas pelo homem. Bendito sejam aqueles que trabalham para melhorar a nossa saúde. Há pouco tempo atrás, as pessoas passavam por um sofrimento atroz, muitas delas parando em sanatórios, recebendo choques elétricos, etc. Na Idade Média, elas eram abandonadas pelas famílias. Portanto, procure abrir sua visão em relação a esses remédios maravilhosos, que estão a ser aprimorados cada vez mais. O preconceito contra os problemas mentais estão sendo cada vez mais deixados para trás. O homem está aprendendo que o cérebro também adoece, assim como o coração, o fígado, os rins… E que há meios para tratá-lo. Aconselho-o, portanto, a buscar um psiquiatra. O escitalopram é hoje um dos antidepressivos mais usados. Veja os comentários.

          Quanto à sua insegurança com as mulheres, isso pode estar ligado à depressão (um comentarista aqui tinha esse mesmo problema). Essa danadinha mexe muito com a gente, tirando todo o nosso equilíbrio, jogando nossa autoestima lá embaixo. Portanto, nessa sua caminhada, dê um passo de cada vez, começando pela ida ao psiquiatra. O resto a gente irá ajeitando com calma.
          Muito obrigada pelo elogio ao blog. Realmente ele é feito com muito amor e dedicação. Tenho grande carinho por todos vocês.

          Abraços,

          Lu

      2. Claudia

        Olá, Lu!
        Adorei ler você. Seu jeito de escrever é poético e romanciado. Estou há 3 dias com o oxa.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          É um grande prazer recebê-la neste espaço. Sinta-se em casa.

          Amiga, espero que você seja forte no início de seu tratamento, em razão dos efeitos adversos, e que tenha excelentes resultados.
          Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  23. Flávia

    Obrigada, Lu, você está certa. Suas palavras sempre abrem os meus olhos. Depois volto pra contar sobre o psiquiatra 🙂

    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Continue sendo uma garota POP (paciente, otimista e persistente). É o modo como nos colocamos diante da vida é que faz toda a diferença.

      Beijos,

      Lu

  24. Flávia

    Oi, Lu!
    Dei uma lida no texto e de fato, de vez em quando eu esqueço que desanimar com alguma coisa é natural do ser humano, e continuarei tendo meus momentos. A minha ansiedade tem aumentado um pouco ultimamente, mas ao menos vem só na forma de apertos no peito e frio na barriga, nada de crise. Penso que pode ser das expectativas da virada de ano, faculdade e coisas que tenho a fazer, mas ao mesmo tempo fico em dúvida se posso estar tendo uma recaída. Em 4 meses de tratamento ainda é normal ter seus momentos ansiosos ou talvez a minha dose ainda esteja fraca? Continuo nas 10 gotas. Semana que vem volto ao psiquiatra e tiro essas dúvidas também!

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Todos nós, tomando antidepressivos ou não, teremos altos e baixos, dias bons e outros não, alegrias e tristezas em nossa vida. Isso faz parte de nossa humanidade. O antidepressivo apenas nos equilibra para transitarmos pela vida com mais tranquilidade. Pense sempre nisto. Continuamos tendo expectativas, preocupando-nos com certas coisas, ou seja, continuamos humanos. E isso não significa uma “recaída”. Você vai ter ansiedade sempre, mas dentro da normalidade, sem que isso lhe faça mal. Explique para o médico como é o seu tipo de ansiedade, ele então poderá avaliar se precisa ou não aumentar sua dosagem. Procure continuar tranquila.

      Beijos,

      Lu

  25. Pedro

    Olá, Lu!
    Eu tomei por quase 20 anos cloridrato de clomipramina, de várias dosagens, juntamente com bromazepam 3 e 6 mg. Teve épocas em que eu não tomava de vez em quando… Às vezes bebia cerveja, etc. Então bateu a depressão novamente. Meu médico trocou a medicação e me receitou o Exodus 10mg e Frontal 1mg . Comecei faz 5 dias e estou ruim ainda. Não estou tendo efeitos colaterais do remédio, mas a deprê está horrível, aqueles pensamentos ruins voltaram, bem como a vontade de não fazer nada. Minha pergunta é: mesmo por eu ter tomado medicamentos durante muitos anos, devido a troca a pessoa fica ruim no começo, tudo de novo até o remédio interagir, ou não está fazendo efeito?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, a volta de sua depressão pode ter duas causas: ou você não estava tomando o remédio direito ou ele deixou de fazer efeito em seu organismo. Todo antidepressivo traz efeitos adversos, inclusive aumentando o estado depressivo no início do tratamento. Não importa que você já tenha tomados outros antes. Cada um traz uma substância diferente para o organismo, que com ela terá que se adaptar. Daí essa briga de foice, tudo se repetindo. Até que um se apaixona pelo outro.

      Pedro, com 5 dias apenas não dá para sentir um efeito visível. É preciso mais tempo, pois o antidepressivo é acumulativo. Normalmente, somente depois da segunda semana é que o efeito bom aparece. Deve estar fazendo efeito sim, uma vez que a “deprê está horrível”. Mas tudo isso irá passar. Precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Os efeitos bons irão recompensar o sofrimento de agora.

      Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Pedro

        Oi, Lu!

        Hoje fecharei um mês com o exodus e o frontal. Tive nessa última semana uma piora no quadro, mas, como tinha marcado o retorno ao médico, eu perguntei se talvez eu tivesse que voltar aos medicamentos antigos (clô). O médico disse que era para continuar e aumentou a dosagem para 20mg de exodus e frontal 2 mg. Estou no 2° dia dessa nova prescrição e ainda acordo com pânico e totalmente sem apetite. Só melhoro um pouquinho a partir da tarde. Será que tem pessoas que demoram mais de 30 dias para começar a fazer efeito com o Exodus?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Você chegou a sentir alguma melhora com o uso do exodus e do frontal? Ou não melhorou nada? Seu quadro era o mesmo de antes e agora piorou? Gostaria de obter tais informações para poder lhe responder.

          Abraços,

          Lu

        2. Pedro

          Meu quadro ano passado não era muito bom, porque fazia o tratamento há muito tempo, errado, pois às vezes tomava o remédio, às vezes bebia para ficar bom, alternando com bebidas. Quando notei que tinha que realmente decidir por tomar a medicação certinho, e o médico mudou para o êxodus. Achei que poderia beber algumas cervejas à noite, umas 2 vezes por semana, porque na bula dizia que não interagia com álcool. Só que acho que, por esse motivo, o remédio talvez não tenha dado efeito. Parei totalmente com qualquer bebida alcoólica, e depois disso fiquei pior. Falei isso pro médico, e ele falou que mesmo não interagindo, era para não misturar as coisas. Perguntei-lhe se com a duplicação da medicação, tomando certinho, eu ia melhorar, e ele falou que sim. No começo até consegui tentar me manter estável, mas desde a semana passada estou me sentindo pior. Agora vou tentar fazer certinho com essa dosagem, vou esperar mais uns 10 dias, senão vou ao médico de novo, pois está difícil de aguentar!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Pedro

          Como você não seguia corretamente o tratamento, só de agora para frente é que poderá avaliar a ação do antidepressivo. Não acredito no fato de que não há interação com o álcool, pois, quando tomava fluoxetina, passei por uma crise séria. Esqueci-me de que havia tomado o remédio e, tomei uma caipirinha na casa de uma amiga. Por pouco não surtei.

          Agora que você está tomando o remédio como deve, terá que passar pelos efeitos adversos, que duram em torno de duas a três semanas. Muitas vezes a pessoa fica pior do que antes de tomar a medicação, mas é preciso ter força para passar por essa fase turbulenta. É preciso ser POP (paciente, otimista, persistente). Todo o sofrimento pelo qual está passando irá valer a pena. Sua qualidade de vida melhorará muito. Pense nisto. Leia o texto em que falo sobre os efeitos adversos, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Ele o ajudará a compreender melhor essa fase pela qual passa. Coragem, amiguinho!

          Abraços,

          Lu

  26. Flávia

    Oi Lu!
    Feliz natal e Ano Novo atrasado pra você. Acabei sumindo, pois resolvi viajar pros feriados com uns amigos e meu primo, e foi muito gostoso.
    Estou agora com 4 meses de escitalopram (ainda nas 10 gotas) e bem, pois desde o primeiro mês os ataques sumiram. Estive me sentindo num geral bem, apenas um pouco letárgica e tonta de vez em quando (talvez nem tenha a ver com o problema?). O que aconteceu é que, ao voltar da viagem, me deu uma super “down”… Eu acho que é normal, né? Com a mudança de ambiente e coisa do tipo. Com esse “down” vieram alguns outros sintomas que eu sentia antes, nada muito forte, mas me incomodou um pouco. O que você acha? Ainda estou indo bem? No fim do mês voltarei ao psiquiatra e vou relatar tudo a ele. Obrigada novamente!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Fico feliz com as boas notícias. Você está indo muito bem. Também lhe desejo um 2016 cheio de muita saúde. Quanto à pergunta, encontrará resposta no texto que escrevi aqui no blog, chamado OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Você terá exatamente as respostas que procura.

      Beijos,

      Lu

  27. André

    Oi, Lu!

    Muito legal e educativo seu blog. Tive 03 episódios de depressão (doença de base) com SP. Nas 03 ocasiões eu me tratei com LEXAPRO. Estou fazendo uso há aproximadamente 06 meses, tomo 15 mg. Concordo contigo sobre a eficácia do medicamento, embora já tenha lido relatos de pessoas que diziam que o escitalopram não melhorou em nada as suas vidas. Fazendo um balanço, acredito que o escitalopram resgatou 65% da minha qualidade de vida. Aliás, no meu caso, acho que ele foi muita mais eficaz na questão do Penico do que na Depressão propriamente dita. Posso dizer que as crises de pânico praticamente sumiram, quase que na totalidade.

    Tenho lido muito sobre antidepressivos e meu objetivo como de todos os demais colegas que sofrem deste males é FICAR 100%. Na minha última consulta, há 15 dias, com o psiquiatra, eu sugeri a mudança para o EFEXOR (VENLAFAXINA), pois ouço muita gente falando bem dele, inclusive pessoas que não se deram bem com o escitalopram. Sou grato ao escitalopram, pois reitero: ME TIROU DO BURACO, todavia, quero partir para a Venlafaxina. Quem sabe não seja ela o remédio ideal para mim. Você já fez uso desse medicamento? Conhece pessoas que a utilizaram? Caso sim, poderia por gentileza compartilhar a experiência?

    Abraços e um feliz 2016 a todos nós!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Amiguinho, realmente um antidepressivo pode ser bom para uma pessoa e não fazer nenhum bem a outra, pois varia de organismo para organismo. Então, as pessoas têm razão, quando dizem que esse ou aquele remédio não surtiu efeito. A busca por um bom antidepressivo, aquele que irá fazer bem à pessoa, demanda, muitas vezes, uma longa caminhada.

        Você pergunta sobre a Venlafaxina. Confesso que não a conheço, pois como você, uso o oxalato de escitalopram. Alguns comentaristas aqui vêm fazendo uso dela. Poderá ver através de comentários nos textos sobre este tema. Inclusive, se vier a ser prescrita para você, não deixe de trazer-nos informações.

        Obrigada pela generosidade dos elogios.

        Abraços,

        Lu

  28. Edson

    É incrível como o escitalopram interage nas complicadas funções químicas do cérebro e por consequência transforma para melhor a vida daqueles que sofrem com depressão, transtornos ansiosos e outros tantos males da mente humana. Com menos de 1 mês de uso, eu me sinto menos preso a medos, que sabia serem irracionais, meus sonhos noturnos são mais tranquilos, onde me percebo mais benevolente com meus fantasmas e eles para comigo. Mas será que somos apenas isso, um composto químico?

    Acredito que ante disso somos amor, ódio, medo, coragem, disciplina, caos, caridade, egoísmo e uma gama infinita de atitudes e sentimentos que certamente nos conduzirá para uma estrada menos ou mais aprazível. Esses sentimentos transformam a química do nosso cérebro e não o contrário, parte deles já estão conosco no ventre de nossas mães e parte serão adquiridos e transformados no decorrer de nossas vidas, de nossas próprias e únicas experiências.

    É importante sermos bons, primeiramente para conosco, e se necessário devemos buscar ajuda médica e espiritual para consegui-lo, depois abracemos o mundo com boas atitudes. Abençoadas por Deus estas se multiplicarão na nossa “Feliz Vida Nova”.
    Um 2016 repleto de realizações a todos, é o que desejo!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Nós somos tudo isso e muito mais. Nem mesmo a Ciência ainda conseguiu nos decifrar totalmente, haja vista o número de doenças ainda desconhecidas para ela.

      Um 2016 com muita paz, saúde e prosperidade para você, também.

      Abraços,

      Lu

    2. Edilaine

      Muito legal os bons comentários sobre o escitalopram. Venho sentido melhor com ele, estou tomando Reconter, 10 gotas. Meu médico disse que, por causa de festas, se eu não me sentisse muito “up”, poderia aumentar pra 15 gotinhas. Experimentei aumentar hoje. Venho tendo galatorreia com antidepressivos, e sinto arrepios no couro cabeludo e tensão nos ombros. Bom, vamos levando!
      Abraços

      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        O oxalato de escitalopram vem sendo muito indicado pelos psiquiatras. Além de apresentar menos efeitos adversos, é mais efetivo no tratamento dos problemas mentais. Quanto à galactorreia, alguns fármacos elevam a produção de prolactina, causando tal problema. Penso que assim que seu organismo adaptar totalmente ao remédio, essa disfunção desaparecerá, assim como os arrepios no couro cabeludo e a tensão nos ombros. Fique tranquila!

        Abraços,

        Lu

  29. Alexandre

    Boa noite, Lu!

    Hoje quero apenas lhe desejar um feliz Natal e um excelente Ano Novo!
    Obrigado por ter escrito este texto e por ter se tornado um canto muito especial para todos nós, sua palavras fizeram a diferença em nossas vidas e nos deu forças para seguirmos adiante.
    Obrigado por tudo!

    Alexandre

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Sou eu quem agradece o carinho de vocês e a confiança em mim depositada. Saber que ajudei de alguma forma é o maior presente recebido neste ano de 2015. Agradeço em especial a sua atenção. Que você também tenha um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muitas bênçãos.

      Abraços,

      Lu

      1. Oziel

        Oi, Lu um feliz Natal pra você!

        Gostaria de compartilhar com você o que estou passando. Eu era um cara muito divertido, casado, tenho um filhinho de 6 anos e adorava uma cervejinha, porém, sempre com amigos, gostava de fazer uso de drogas. Usei álcool e drogas durante uns 4 anos.

        Certo dia, após uma noite de álcool e drogas, tive meu primeiro ataque de pânico, e daí em diante começaram as minhas idas e vindas do PA. Meu cardiologista me receitou o proximax (citalopram), que tomei durante três dias, porém me atrapalhou muito em meu serviço, pois parecia um zumbi, e acabei interrompendo por conta própria.

        Fiz um curso para SP (síndrome do pânico) online com Luciano Rosa Reis, e aprendi a controlar as crises sem remédios. A ansiedade foi diminuindo bastante e comecei a melhorar. Voltei a ser eu mesmo. Após uns dois meses de bem-estar sem pensamentos ruins, onde tudo parecia estar bem, acordei com um zumbido muito alto em meu ouvido direito, e apouco dias depois no esquerdo. Minha autoestima e alegria foram prejudicadas novamente por conta disso, pois não tenho dormido direito por conta do zumbido, e hoje fico a maior parte do dia na cama, pois estou de férias, e parece que eu não sou mais quem eu era. Não uso mais drogas nem álcool, desde os ataques que tive, mas porém estou pra baixo, meio desanimado. E pior estou obcecado em ficar lendo sobre zumbidos, na NET, e as notícias não são boas, pois muitos dizem que não há cura.

        Gostaria muito que me ajudasse, Lu, pois tenho medo de estar depressivo, apesar de eu sair às vezes, e fazer uma corridinha, ir à casa de amigos e de meus pais, também para não ficar em casa trancado. Você acha que eu possa estar entrando em depressão?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          É um grande prazer recebê-lo neste cantinho, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, álcool e drogas é um explosivo em potencial, deixando sequelas nas pessoas. Mas deixemos esse tempo no passado, pois o importante é o presente, período em que se encontra “limpo”. Parabéns pela força, pois muitos não conseguem sair desse buraco negro.

          A Síndrome do Pânico atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. Ainda que não mate, desnorteia sua vítima, deixando-a, sobretudo, insegura. Ela deve ser tratada assim que tem início, pois, com o tempo, seus ataques vão ficando cada vez mais próximos e mais agudos. Como se trata de um problema químico, penso eu que deva ser tratada quimicamente, ou seja, com remédios. Você agiu errado ao abandonar o medicamento após iniciar seu tratamento. Faltou-lhe, tenho certeza, informações por parte do médico, dizendo-lhe que no início é assim mesmo, podendo a fase ruim durar duas semanas ou mais, mas que depois os efeitos bons irão surgindo. E, se após esse tempo ainda continuasse se sentindo ruim, o médico faria uma reavaliação, podendo diminuir a dose ou mudar para outro antidepressivo. O fato é que você interrompeu o seu tratamento e está pagando caro por isso. Mas o importante é que está buscando ajuda agora.

          Aconselho-o a ir primeiro a um médico otorrinolaringologista (se ainda não foi). Com o resultado em mãos, procure um psiquiatra. Relate-lhe tudo, principalmente o fato de encontrar-se obcecado por informações sobre zumbidos. O fato de permanecer na cama é um indicativo de que se encontra depressivo, assim como o seu desânimo e o astral baixo, pois a depressão ataca primeiro a nossa autoestima. Não procure por informações na internet, pois só quem pode avaliar o nosso estado de saúde é o profissional formado para isso. O Dr. Google não faz consulta presencial, e cada caso é um caso. Por isso, ele erra feio!

          Não tenha medo de estar depressivo. Se estiver, apenas fará um tratamento. O mercado está cheio de antidepressivos excelentes, que restituem a nossa qualidade de vida. Eu sou depressiva e já tive muitas crises de pânico. Agora, com o oxalato de escitalopram, encontro-me ótima. Portanto, nada como passar por uma avaliação médica e voltar a ser o que era antes. Aguardo notícias suas sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        2. Oziel

          Obrigado, Lu!
          Acabei de ler seu comentário e estou me sentindo bem melhor agora. Já marquei minha consulta com otorrinolaringologista e depois irei passar com o psiquiatra. Voltei de férias e estou bem disposto com meu trabalho, pois trabalho com obras, e estou enfrentando esse sol com muita alegria. Muito obrigado! Gostaria de ir te informando sofre o meu caso.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Oziel

          Estou alegre ao saber que já está tomando as medidas necessárias à sua saúde. É isso mesmo, amiguinho. E voltar de férias neste pique é muito bom. Nada como um descanso para o corpo e a mente. Será um grande prazer receber e responder os seus comentários. Quero acompanhar tudo, sim. Não deixe de me informar. Gostaria também que lesse meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSO ORGANISMO.

          Muita saúde e realizações neste 2016 para todos nós.

          Abraços,

          Lu

      2. Thiago

        Oi Lu, tudo bem?
        Como disse em outros posts, comesse a usar cloridrato de fluoxetina de 20 mg por um mês, senti alguns efeitos adversos mas depois melhorei bastante. Na próxima consulta, o médico me passou paroxetina de 10 mg, fiquei muito bem. Não senti nem efeitos do medicamento. A minha casa está em obra, trabalhei pesado e me senti muito bem disposto. Estou mais ou menos há dez dias tomando paroxetina de 10 mg, só que ontem senti o início de palpitações mais na região do peito, os músculos se contraindo, pulando involuntariamente, a as pernas fracas e um poucos trêmulas. Estou com medo de que volte as reações de novo.
        Um grande abraço.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos não nos transformam em super-homens ou em supermulheres. Continuamos seres humanos. É normal que sintamos problemas vez ou outra. Pode ter sido um efeito do excesso de trabalho, ao qual o corpo não estava acostumado. Elimine a palavra “medo” de sua vida. Não há de ser nada.

          Abraços,

          Lu

  30. JUNIOR

    Boa tarde!
    Alguém sabe se o posso trocar o oxalato de escitalopram por Donarem, pois faz 2 anos que tomo o esc, e a minha libido está acabando a cada dia, mal consigo chegar ao orgasmo. E pelo que eu pesquisei, o Donarem não causa perda de libido. Me ajudem pois minha esposa acha que eu não gosto mais dela.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Júnior

      Realmente, de modo geral, os antidepressivos diminuem a libido, uns mais do que outros, é verdade. Em algumas pessoas, com o tempo, a libido vai voltando ao normal. Quanto à mudança de remédio, somente o seu psiquiatra poderá decidir, inclusive alguns remédios necessitam de um tempo de espera. Portanto, nada de fazer mudanças por conta própria. Certo? Quanto à sua esposa, converse com ela abertamente sobre o assunto. Ela é também a sua melhor amiga. Leve-a consigo ao médico para que ouça as explicações desse. Não se preocupe, pois o psiquiatra irá resolver seu problema.

      Abraços,

      Lu

    2. Edilaine

      Lu,
      Faz uma semana que estou tomando escitalopram e já vi melhoras. Nos primeiros dias senti vertigem e dores musculares, que já estão diminuindo.
      Boa sorte a todos e viva o Escitalopram!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Seu organismo reagiu muito rápido com o antidepressivo. Maravilha! Daqui para frente serão só notícias boas. Parabéns, garota POP!

        Abraços,

        Lu

  31. Edson

    Nossa, Lu!
    Você é uma pessoa muito especial, obrigado por sua palavras. Ao ler seu texto de apresentação já tinha percebido o quanto você escreve bem, é tudo de muita qualidade tanto na forma quanto no conteúdo. E você se coloca como espectadora de si própria, o que é fantástico! Que tal escrever um livro contando sobre sua vida, de como o transtorno mental afetou a si própria e aos outros, o surgimento do blog, o interesse pela arte e pela cultura em geral, o tempo dedicado a ajudar o próximo, a volta por cima, quais as angústias mais comuns de seus seguidores, os transtornos mais comuns apresentados. Esteja certa que estará ajudando muita gente (mais ainda) pois sua forma de escrever é leve, é positiva, tem humor na dose certa, desmitifica a doença mental. Ótimas dicas sobre o problema (acompanhamento médico, dosagem, exercícios físicos, animais de estimação, ficar longe de noticiários …). Sei que há muitos trabalhos escritos por psicólogos e psiquiatras, mas um livro escrito por um de nós é um compartilhamento de inestimável valor, que ajudará muito aos que têm medo, aos que se sentem sós com o problema, solidão essa tantas vezes relatadas neste blog. Sucesso, aguardo o lançamento para breve!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Muito obrigada por suas palavras tão gentis e pelo incentivo. Você tem toda a razão quando diz que um livro escrito por alguém que sofre com a doença é muito mais incisivo, pois não é de ouvir dizer, mas sobre o que se vive na própria pele. Quanto ao surgimento do blog e do espaço voltado para as doenças e transtornos mentais, tudo não passou de um mero acaso. Escrevi o texto “Escitalopram ou Fluoxetina” como uma crônica qualquer. E foram chegando comentários e mais comentários… risos. Depois resolvi escrever mais outro, e mais outro… e acabei criando uma categoria denominada SAÚDE MENTAL, que já tem mais de 1000 comentários. E melhor, as pessoas começaram a interagir umas com as outras, numa espécie de fórum, formando um espaço gostoso, sem tecnicismo, em que nos ajudamos mutuamente.

      Amiguinho, eu tenho paixão por escrever. Tenho artigos para vários livros: poesias, crônicas, causos, etc. Mas falta-me coragem para trabalhar com a burocracia que é o lançamento de um livro. Trabalho com revisão de livros e sei como é difícil encontrar um espaço em meio a tantas coisas boas e também mediocridades que abarrotam o mercado livreiro. Mas pode ser que no futuro eu pense nessa sua sugestão, que é realmente muito interessante. Por enquanto, espero que me leia aqui… risos.

      Édson, gostaria de sugerir-lhe a leitura do livro O DEMÔNIO DO MEIO-DIA: UMA ANATOMIA DA DEPRESSÃO, autor: Andrew Solomon, editora: Companhia das Letras. Você poderá descê-lo (pdf) da internet (eu prefiro o livro em carne osso, digo, em papel e letras… risos). Foi o melhor livro que já li sobre o assunto. Mas não é para todo mundo que o recomendo, pois exige uma reflexão e compreensão maior.

      Menino, não nos deixe sós! Volte sempre que puder!

      Abraços,

      Lu

  32. Edson

    Olá, Lu!
    Estou no meu 4º dia com o Lexapro gotas (receitado 10 gotas), começando com 1 gota até atingir 10 gotas no décimo dia. Ontem observei minhas pupilas dilatadas, será que vai ser sempre assim? Em 2009, eu sofri assédio moral muito acirrado no trabalho (a gente só percebe mesmo quando já está destruído), e depois disso sofri perdas na família. Como consequência, eu me fechei em casa, onde me sinto mais seguro, mas a situação financeira vai apertando, e fui obrigado a pedir ajuda médica, afinal quero ter uma vida normal. Meu maior problema é a ansiedade extrema em situações de entrevistas ou de apresentar-me em público, ler um trecho de um texto ou me apresentar para meia dúzia de pessoas é um tormento. A voz fica embargada e me sinto cada vez mais constrangido, é um sentimento de fracasso que toma conta. Sei que sou capaz, mas pensamentos negativos tomam conta da minha mente. Será que o Lexapro vai me dar mais autoconfiança?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Édson

      Não se deixe destruir por pessoas prepotentes, insetos asquerosos que proliferam pelo mundo. Não lhes dê essa satisfação. Parta do pressuposto de que somente uma pessoa poderá torná-lo infeliz – você mesmo. Segundo a lei de causa e efeito, o que fazem de ruim retornará para elas em dose dupla. A própria vida dá o troco aos que só fazem o mal. Eles não passam impunes, pois maldade atrai maldade. Não há lei mais forte do que esta. Portanto, passe uma borracha no passado, siga em frente. Quando menos esperar, verá que a vida deu o troco por você.

      As perdas familiares são muito doloridas, embora saibamos que elas acontecem e acontecerão sempre, pois se trata de uma lei natural da vida. Não há nada que possamos fazer a não ser aceitar. A perda de minha mãe foi muito dolorida para mim. Caí numa profunda depressão. Mas hoje encaro o fato com uma compreensão maior. Somos todos passageiros do tempo. Nossa vida é fugaz e, por isso, não podemos gastá-la, pensando nos que nos fizeram mal. A melhor resposta é buscarmos ser felizes. Os entes amados, que você perdeu, também querem que você seja feliz.

      A depressão leva-nos a ficar enclausurados em casa, porque passamos a ver o mundo exterior como uma ameaça a nós. Sentimos seguro no nosso lar, como se uma barreira separasse-nos do mundo. Mas chega uma hora em que é preciso sair desse casulo e alçar voo como faz a borboleta. Isso também aconteceu comigo. E é exatamente o que você está passando a fazer. Parabéns pela atitude de deixar o esconderijo.

      Amiguinho, quando passamos por traumas, precisamos lutar com todas as nossas forças para eliminar suas cicatrizes. Portanto, é natural que esteja se sentindo assim no momento. E, pelo que pressinto, você é uma pessoa introvertida. Também sinto grande dificuldade de falar em público ou participar de um debate. As palavras evaporam-se da minha mente… risos. Parece que eu não sei nada… risos. Isso não acontece só consigo. Somos muitos e muitos com tal dificuldade. Eu uso uma estratégia. Digo para mim mesma: todos aqui são como eu e já passaram pelo que estou passando agora, portanto, irei dar o melhor de mim, afinal não estou no Juízo Final… risos. E sempre dá certo! Levante a sua autoestima e acredite no seu potencial.

      Édson, o Lexapro é tido como um dos melhores antidepressivos do mercado. Como todos os demais, também possui seus efeitos adversos, que vão desaparecendo, normalmente, após a segunda semana de uso. A sua finalidade é justamente equilibrar o nosso estado emocional. Tenha a certeza de que irá ajudá-lo a adquirir a sua autoconfiança, dando um fim a esses pensamentos negativos. Em relação à sua pupila dilatada, trata-se de um dos seus efeitos adversos. Ainda assim é bom comunicar a seu médico. Gostaria que lesse o texto, aqui no blog, chamado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      Amiguinho, foi um grande prazer receber a sua visita e o seu comentário. Sinta-se em casa e desabafe sempre que sentir vontade. Pelo seu comentário, captei em você uma pessoa inteligente e muito especial. Lembre-se de que é a pessoa mais importante do mundo para “Você”. E ninguém poderá fazê-lo menor, sem a sua permissão.

      Um grande abraço,

      Lu

  33. Marla

    Olá!
    Eu que cheguei a pouco do médico, que me indicou ESC 10mg 1x ao dia. Estava me sentindo tão só, quando encontro este post. Que maravilha. Vou começar este tratamento, tomara que dê super certo.
    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marla

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, o fato de já ter sido diagnosticada e já estar iniciando o tratamento é um grande passo. Como já deve ter lido nos comentários, o início do tratamento é um pouquinho sofrido para alguns, pois os sintomas ficam ainda mais agudos. Mas isso dura apenas cerca de duas semanas, vindo depois os bons resultados do antidepressivo. A palavra chave é ser POP (paciente, otimista e persistente). Gostaria que lesse os outros artigos sobre o assunto, principalmente INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para conhecer os sintomas negativos que possa vir a ter, por um tempo. Procure manter sempre contato com seu médico, repassando-lhe qualquer anormalidade mais forte. E venha sempre aqui para contar-nos como anda sua saúde.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Antonia Lisboa

        Lu
        Tive perdas grandes em minha vida, comecei com pânico, depressão, mas assim que o psiquiatra passou oxalato de escilatopram, mudou minha vida, sou outra pessoa, tomo há 5 anos. Agora estou longe do Brasil, e tenho poucos comprimidos. Tenho 14 compromidos com a validade vencida de dois meses. Será que posso tomar? Passado da validade? E se eu encontro essa medicação em Portugal? Tem alguém, que pode me responder? Fico imensamente agradecida! Porque já estou me preocupando se não tiver esse meu remédio. Agradeço, desde já a quem me responder. Fica com Deus!

        Bete

        1. LuDiasBH Autor do post

          Antônia (Bete)

          O oxalato de escitalopram é um excelente antidepressivo. Também o tomo há cerca de cinco a seis anos.

          Amiguinha, todo antidepressivo só é vendido com receita médica. Portanto, terá que ir a um médico aí, para que ele lhe forneça uma. Tenha a certeza de que é vendido aí, sim, pois é muito receitado em todo o mundo. Não tenha preocupação com isso. Essa substância ativa teve sua origem no Canadá. Depois espalhou-se por todo o mundo. Pode haver diferença apenas no nome fantasia, mas se a substância principal for o oxalato de escitalopram, pode ter certeza de que o remédio é o mesmo. Tenho duas leitoras em Portugal que o tomam. Quanto aos comprimidos vencidos há dois meses, penso que seja um tempo muito grande. Pode ser que não mais façam efeito. Procure um médico para obter nova receita. Leve a caixa do que toma para que ele veja.

          Bete, convido-a a ler o texto que postei esta semana: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Obrigada pela visita e comentário. Volte sempre!

          Beijos,

          Lu

    2. Edilaine

      Sou uma pessoa super alegre e extrovertida. Este ano tive esse desequilibro químico chamado depressão. Desde julho venho sentindo mal, um medo extremo de estar doente fisicamente, porque não consigo voltar a ser a pessoa que eu era. Fiz inúmeros exames e graças a Deus nada diagnosticado. Tomei sertralina e alprazolan. Nada de melhorar, muitas dores físicas. Ele passou então para citalopran e alprazolan pra dormir.

      O Citalopran me deixou sonolenta mesmo após meses de tratamento. Esta semana volto ao médico para ele tentar um novo remédio, voltei a fazer esportes, trabalhar, mas os resquícios da depressão, como cefaleia cervicogênica, cabeça aérea, pensamentos lentos, não passaram ainda. Desejo que todos nós nos livremos desse mal e um dia possamos estar totalmente sem remédios, felizes e adeus à depressão, pânico, ansiedade…
      Bom final de semana a todos

      1. LuDiasBH Autor do post

        Edilaine

        Muitas pessoas passam por uma via-sacra até encontrar um antidepressivo legal para seu organismo. Portanto, não se desanime. Os sintomas citados por você fazem parte da depressão, principalmente essa preocupação com doenças inexistentes. Eles irão passar, assim que acertar no antidepressivo.

        O Citalopran é um remédio muito bom, mas se não está dando conta do recado, seu médico provavelmente irá aumentar a dosagem ou mudar para outro, possivelmente o Lexapro. Seja POP (paciente, otimista e persistente), pois, quando menos esperar, estará se sentindo ótima. Procure viver um dia de cada vez, sem levar as coisas muito a sério. Procure ser tolerante consigo mesma e com o mundo à sua volta.

        Amiguinha, volte sempre aqui para nos dizer como anda a sua saúde.

        Abraços,

        Lu

        1. Mariane

          Olá, Lu!
          Na primeira busca que fiz na internet, encontro este blog maravilhoso. Estou tomando pela primeira vez na vida antidepressivos, na verdade hoje é o primeiro dia, e já senti as reações, vim procurar se todos também sentiam o peito ardendo em fogo, uma inquietação, ansiedade extrema, visão turva, mas lendo os comentários, eu me sinto mais motivada a continuar. Gratidão a vocês!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

          Amiguinha, como o assunto da saúde mental é muito procurado neste blog, ele está passando a ocupar o primeiro lugar no top de busca. Temos por finalidade falar sobre o assunto, trocar informações, dar apoio uns para os outros. O blog também conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Então você está debutando hoje? O que está tomando? Por quê? Qual a dosagem? Queremos saber tudo. Vamos aguardar suas respostas. Vou lhe repassar uns links de textos para ajudá-la.

          Grande beijo,

          Lu

        3. Mariane

          Lu,
          tomei hoje o primeiro comprimido do escilex 10mg, fui diagnosticada com ansiedade e início de depressão (aquele diagnóstico feito por um médico que mal te olha na cara), mas acredito mesmo que eu estou sofrendo desses males. Por um tempo tentei me livrar da angústia, aperto no peito e da apatia sozinha, mas chegou uma hora em que não deu mais.

          Muito lindo o seu blog e a sua atitude de ajudar pessoas que passam por coisas parecidas (juntos somos mais fortes). Os efeitos colaterais (mesmo sendo o 1º dia) já foram consideráveis: sensação que o meu peito estava sendo esmagado, tontura, boca seca, desespero, inquietação, mas depois de um tempinho, essa sensação horrível passou.

          Queria muito partilhar um medo que tenho, que o é de ficar dependendo desse tipo de medicação para viver. Pensei muito hoje enquanto estava sentindo as reações, que eu nunca mais teria uma vida normal, e que até pra fazer o “desmame” eu correria o risco de uma recaída, mas isso é bem comum para uma pessoa que sofre de ansiedade, né? Hahahaha estar sempre pensando que o pior vai acontecer. A única pessoa que sabe que estou nessa condição é a minha mãe, para outros finjo estar tudo bem. As pessoas que conheço, incluindo meu pai, são preconceituosas ao extremo. Lu, desculpa pelo textão hahaha e, mais uma vez, gratidão!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Mariane

          Hoje existe uma gama tão grande de pessoas com ansiedade e depressão que o diagnóstico está ficando cada vez mais fácil para os médicos. Contudo, existem casos que necessitam de um acompanhamento psicoterápico, principalmente quando a depressão é causada por um trauma. Procure avaliar se essa angústia apareceu de repente, se houve alguma passagem traumática em sua vida, ou se ela sempre existiu, ainda que fraquinha. Quanta mais clareza tiver do problema, mais fácil será o tratamento.

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais no início do tratamento, cada pessoa passa por mais ou menos efeitos adversos. É o corpo tentando afugentar uma substância estranha que não é do seu agrado. Com o tempo, organismo e antidepressivo caem de amores um pelo outro. É nessa fase que os efeitos ruins vão sumindo e os bons aparecendo, oferecendo melhor qualidade de vida à pessoa. Mas é bom saber quando avisar seu médico sobre certos efeitos adversos. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Amiguinha, não é fácil conviver com a ansiedade, pois ela atrapalha todos os nossos caminhos. Portanto, preocupe-se apenas em ver-se livre dela e não com o tempo que fará uso do antidepressivo. Você terá uma vida normal, sim, e com mais qualidade. Se assim não fosse, eu não estaria aqui escrevendo para você, uma vez que minha depressão é crônica. Eu só tenho a agradecer à Ciência por ter descoberto esses remédios maravilhosos que nos permitem viver com melhor qualidade de vida. Tenho alguns textos no blog que mostram como era a vida dos doentes mentais antigamente. Nós somos privilegiadas, hoje. Também é preciso educarmos nossa mente para pensarmos positivamente. Há uma expressão que diz que somos aquilo que pensamos ser. Veja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Mariane, nós precisamos desmistificar a doença mental. Mostrar que todas as partes de nosso corpo adoecem, inclusive o cérebro. E quanto mais escondermos isso, mais estigmatizada fica a nossa doença. Foi por isso que escrevi o primeiro texto sobre o assunto, que gerou um número tão grande de comentários, que tive que criar uma categoria somente para o assunto. Não se deixe levar pelo preconceito das pessoas. Quanto mais visível for colocada a doença mental, mais informações as pessoas terão. Portanto, quando sentir vontade de falar sobre o problema, coloque-o em pauta para quem quer que seja.

          Amiguinha, agradeço a sua generosidade em relação ao blog. É bom saber que estou ajudando as pessoas no sentido de dar-lhes apoio emocional. Acredito que tornamos nosso planeta mais rico quando compartilhamos o que temos de melhor. E é isso que necessitamos fazer num mundo tão materialista, onde o capital é quem dá as cartas. Sou avessa ao capitalismo selvagem.

          Escreva o quanto quiser. Será sempre um prazer contar com a sua presença. Conheça também outras partes do blog.

          Beijos,

          Lu

  34. Anelise

    Olha eu aqui “traveis”!
    Lu, eu não me acertei com o lexapro, e agora para minha surpresa, depois de 30 dias,não me dei bem com Luvox também. :/ Fui hoje ao psiquiatra e vou começar hoje mesmo com PONDERA de 30. Tenho fé que será este que vai me tirar deste quadro deprimente. “Vamos que vamos” vencer esta batalha. Mesmo passando por maus bocados, temos que tentar rir e buscar a felicidade, difícil em alguns momentos, mas não impossível.

    Beijo a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Seu organismo é muito exigente… risos. Penso que irá dar bem com o Pondera, pois muitos aqui fazem uso dele. Mas é assim mesmo, enquanto não acertar num antidepressivo que funcione legal para você, terá que ir fazendo teste. Mas como é uma garota POP, isso não será motivo para ficar desanimada. “Vamos que vamos, assim acabamos chegando lá.”

      Beijos,

      Lu

  35. LuDiasBH Autor do post

    Oi, Lu!
    Estou de volta para dizer que a psiquiatra aumentou a dose do escitalopram. Agora estou com 20 mg. Ela pediu também pra eu tomar 2 gotas de rivotril, sempre que ficar com falta de ar, isto é, ansiosa. Posso tomar até 15 gotas por dia, mas não tomo tudo isso, não. Estou com 4 meses nesses medicamentos e me sinto bem, apesar que de vez em quando ainda tenho crises de falta de ar. Mas também foram muitos anos pra começar a me tratar. Quero muito melhorar a minha qualidade de vida. Foram muitas perdas durante um espaço de tempo curto. Isso foi forte demais pra mim. Mas estou bem e espero que vocês tenham também paciência em seguir com o tratamento.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pat

      Que bom saber que você está melhorando com o tratamento. A sua falta de ar é em razão da sua ansiedade. Assim que domá-la, não mais a sentirá. Lembre-se de que ela é originária de seu estado ansioso. Procure ficar calma. Mas diante dos baques pelos quais passou, você é realmente uma guerreira, uma garota POP. Daqui para a frente só tende a melhorar cada vez mais.

      Obrigada pelo carinho de seu retorno.

      Um grande abraço,

      Lu

  36. Alexandre Silva

    Oi Lu, tudo bem?

    Eu estava tomando o ESC “oxalato de escitalopram” da Europharma, fui comprar mais duas caixas e não tinha mais. A farmacêutica disse que poderia tomar o da Biosintética “Aché” sem problemas algum, pois os dois são genéricos, resolvi comprar. Você acha que vou sentir diferença entre ambos? Creio que não irei ter problemas com relação a isso, queria sua opinião.

    Obrigado Lu!
    Abraço

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Pode tomar sem nenhuma preocupação. A farmacêutica estava correta. Pelo que já ouvi falar, o melhor seria o Lexapro, que é o original, mas eu mesma só compro o que estiver mais barato. Tome seu remédio tranquilamente.

      Abraços,

      Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        O oxalato de escitalopram tanto pode fazer engordar quanto emagrecer. Isso depende do organismo de cada um. Eu emagreci, pois me tirou todo o apetite. Veja os comentários.

        Obrigada por sua visita e pelo seu comentário. Volte sempre.

        Abraços,

        Lu

  37. Marcia Regina

    Olá, LuDias,

    Meu caso é bem parecido com o seu , tomei, durante 15 anos, sertralina e tinha medo de mudar, mas o meu marido me deu a maior força para procurar outro médico psiquiátrico. Ele tentou vários medicamentos, em seis meses mudou 4 vezes, até chegar oxalato de escitolopram 10 mg. Estou tomando faz 35 dias. Em quinze dias eu saí daquele quadro depressivo crônico, mas eu ainda não tenho vontade de me cuidar e nem sair de casa, e não sinto alegria de viver. Hoje eu cozinho, lavo, passo roupas, cuido do meu cachorrinho e estou caminhando 20 minutos todos os dias. Vou mais ao quintal, que é bem arborescido. Gostaria de uma opinião, se este medicamento ainda está trabalhando no meu cérebro? Gostaria de saber com quanto tempo você sentiu melhora total.

    Obrigada e me responda, por favor, Lu.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Márcia

      Seja bem-vinda a este cantinho, junte-se à nossa família!

      Amiguinha, chega um tempo em que o antidepressivo passa a não fazer mais efeito, tendo o nosso organismo acostumado muito com ele. Então é hora de aumentar a dosagem ou mudar para outro. E foi isso que aconteceu conosco. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais modernos do mercado, sendo receitado por quase todos os médicos. Além de ter uma eficácia maior, seus efeitos adversos são mais toleráveis. Portanto, a troca foi ótima. Você não me disse qual é a dosagem tomada, mas, ao que parece, está insuficiente. Pode ser que, ao voltar ao psiquiatra, ele a aumente. Há casos também em que o organismo demora um tempo maior para gozar dos bons efeitos do remédio. Continue observando as mudanças.

      Márcia, é importante que continue a fazer caminhada, pois o exercício físico é muito importante. E é claro que o remédio está fazendo efeito em seu organismo, uma vez que seu quadro melhorou bastante. O fato de ainda continuar desanimada pode estar ligado à dosagem. Volte a seu médico e converse com ele, relatando-lhe o que está sentindo. Você me pergunta sobre a melhora total. Penso que ninguém chega aos 100%, mesmo as pessoas que não têm a nossa doença. A vida reserva-nos muitas surpresas, e é normal que, algumas delas, terminem por nos deixar tristes, para baixo. Isso também tem a ver com a nossa sensibilidade. Nós, depressivos, somos pessoas extremamente sensíveis, mas temos que trabalhar nossas emoções, conscientizando-nos que o mundo é tal como é, e não iremos mudá-lo só pela nossa vontade. Este trabalho de conscientização é muito importante, pois ajuda-nos a ver a vida com mais otimismo, sem sentirmos responsáveis por tudo que acontece. Quando comecei a tomar o remédio, 15 dias depois apresentei um quadro de grande melhora. Mas há dias em que me sinto triste, com vontade de ficar em casa. O remédio não nos transforma em robôs, ajuda-nos a ter equilíbrio, vivendo com qualidade. É preciso também preencher a vida, fazendo algo de que goste. Não deixe tempo para os pensamentos negativos. Nossa luta é contínua. O importante é que nos sintamos equilibrados.

      Amiguinha, será sempre um prazer responder a todos os seus comentários. Nenhum ficará sem resposta. Volte depois para me contar como está se sentindo. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      1. Thiago

        Olá, Lu!
        Hoje é o meu 6º dia, e já me sinto bem melhor. Não tive tempo de tirar algumas dúvidas com o meu psiquiatra, estou tomando cloridrato de fluoxetina, mas também sou hipertenso e tomo losartana de 50 e atenolol de 25. Minha cardiologista disse que posso até não ser hipertenso, mais só iria tirar aos poucos as medicações, depois que eu passasse pelo psiquiatra.
        Muito obrigado por tudo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Estou muito contente com as suas notícias. Se no 6º dia você já começa a sentir melhoras, imagine quando passar das duas semanas! Agora só tende a melhorar cada vez mais. Pode ser mesmo que a sua hipertensão esteja ligada a seu estado emocional. Sua cardiologista está certíssima.

          Continue trazendo notícias, veja também (mais abaixo) o comentário de um amigo deixado para você.

          Abraços,

          Lu

        2. Thiago

          Oi, Lu!
          Você poderia me responder algo. Claro que agora é o início do tratamento e estou me adaptando, mas de vez em quando gosto de tomar uma cerveja nos finais de semana. Gostaria de saber se com a medicação, o cloridrato de fluoxetina de 20 mg isso é possível, às vezes. Muito obrigado mesmo pela sua atenção.

          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Danadinho, hein?
          Meu amiguinho, os antidepressivos são incompatíveis com bebida alcoólica. São muito perigosos o efeito que essa pode ocasionar. O melhor é evitá-las. Sem falar que sua dosagem de remédio é bem alta. Nada mais gostoso do que um suco de laranja bem geladinho, além de mais saudável. Já existe no mercado cerveja sem álcool. E para mim não há muita diferença. Acho uma delícia. Aconselho-o, portanto, a evitar a cerveja com álcool.

          Abraços,

          Lu

        4. Thiago

          Oi, Lu!
          Tudo bem? Hoje é o meu 14º dia de cloridrato de fluoxetina de 20 mg. Queria saber se é normal sentir palpitações ao deitar-me? E se a medicação te faz urinar a noite toda? Fora isso não sinto mais a agorafobia.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Eu tomei a fluoxetina há cinco anos atrás, durante muito tempo. Só parei porque passou a não fazer mais efeito para mim. Assim como qualquer outro antidepressivo, ela também tem efeitos adversos, como os citados por você. Mas o ideal é que entre em contato com seu médico, caso persistam tais sintomas, para que ele faça uma reavaliação de seu. Essa interação entre médico e paciente é muito importante no início do tratamento.

          Ter se livrado da agorafobia é uma boa notícia, garoto POP. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        6. Thiago

          Oi, Lu!
          Hoje eu fui dar uma corridinha de 10 metros, para pegar a condução, depois comecei a sentir falta de ar e um aperto no peito, dentro do ônibus. Fiquei com muito medo. Isso é normal?

        7. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          É claro que é normal, pois você ainda se encontra no início do tratamento. O antidepressivo é acumulativo no nosso organismo. Quando tiver a quantidade exata, tudo isso desaparecerá. O que você teve, na verdade, ainda foi um vestígio de pânico. Quando voltar a sentir isso, respire fundo, procure tirar a atenção de si, pense numa música, num filme, na namorada… Entabule conversa com quem estiver a seu lado, observe do lado de fora do ônibus, etc. Quanto mais focado ficar em si, pior irá se sentir. Também racionalize dizendo: “Isto não é nada! Não passa de criação da minha mente! Não vou dar bolas!”. Entendido?

          Um grande abraço, guerreiro maravilhoso!

          Lu

        8. Thiago

          Oi Lu, bom dia,
          Ontem voltei ao psiquiatra, e ele trocou a medicação depois de um mês, passei de cloridrato de fluoxetina de 20 para paroxetina de 10 mg. Tem algum problema em trocar a medicação assim bruscamente?

          Abraços.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Algumas substâncias não exigem a necessidade de parar um tempo para tomá-las. Não se preocupe, se o médico não pediu para aguardar um tempo é porque ele acha isso desnecessário. Inclusive, algumas podem até ser tomadas juntas. Confie no seu médico.

          Abraços,

          Lu

        10. Thiago

          Eu estou chateado, pois vi relatos de pessoas que engordam muito com paroxetina e eu emagreci 18 kg com muito custo, e agora vou engordar com esse medicamento.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Os antidepressivos reagem de modo diferente para as pessoas. Algumas engordam, outras emagrecem. Mesmo assim, com o tempo, o nosso organismo acaba se equilibrando. Meu amigo toma paroxetina há muito tempo e não engordou um grama. Portanto, não fique sofrendo por algo que nem poderá acontecer. E se engordar, seu médico saberá como resolver o problema. Viva o agora, cada coisa no seu tempo. Continue fazendo caminhada, usando uma alimentação saudável e com poucas calorias.

          Abraços,

          Lu

        12. Thiago

          Oi, Lu, só passando pra te desejar um lindo dia, e também a todos os amigos guerreiros que lutam a cada dia contra esses problemas, somos mais fortes do que aparentamos.

          Abraços.

        13. LuDiasBH Autor do post

          Thiago

          Nós, guerreiros POPs, agradecemos e desejamos o mesmo para você. Coragem é o nosso lema.

          Abraços,

          Lu

      2. Tina Cezar

        Oi, Lu,

        Gostei muito de suas palavras, e senti sinceridade e compaixão ao próximo. Também estou nesta vida de tomar antidepressivo faz uns 5 anos. Tomo, melhoro, paro, daí voltam as crises novamente, crises de irritação, descontentamento, mudança de humor repentina, fico emotiva por qualquer coisas que me contraria. E vem o choro e a tristeza, enfim, sinto-me péssima. No momento estou decepcionada comigo mesma! Voltei a tomar o Oxalato de escitalopram/10 mg (Reconter Genérico) uns 15 dias atrás, me sinto melhor e também sinto dor de cabeça, será que é normal? Porém sem alegria. Eu desejo muito que estas crises nunca mais voltem! Será que isso não tem cura? Não gostaria de tomar esses medicamentos a minha vida inteira! Tenho casos de esquizofrenia na família será que isso é hereditários?

        Caso deseje, favor me responder!
        Obrigada

        Tina

        1. LuDiasBH Autor do post

          Tina

          Seja bem-vinda à nossa família, onde nos ajudamos mutuamente. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, você diz: “Tomo, melhoro, paro…”. Gostaria de saber se para por conta própria, ou, se o faz sob ordem médica. Em se tratando do primeiro caso, jamais poderia fazer isso, pois sempre que paramos sem o parecer médico, as crises voltam ainda mais fortes. Se este for o seu caso, não mais incorra nesse erro.

          Tina, ao que me parece, você não tem levado o tratamento a sério. Caso eu esteja certa, pode ser essa a causa de suas recaídas. Quanto a ter que tomar antidepressivo a vida toda ou não, não deve ser essa a sua preocupação, mas sim o seu bem-estar, a melhoria na sua qualidade de vida. Há pessoas que terão que tomar remédio a vida toda para pressão, outras para diabetes, mais outras para tireoide, e assim vai. Se esse for o seu caso, não há nada de anormal nisso. Eu, por exemplo, irei tomar durante a minha vida toda. E sinto-me feliz pelo fato de a Ciência estar me permitido viver com qualidade e disposição. Em vez de ficar chateada, olho o lado positivo, e agradeço aos cientistas que, através de horas e horas cansativas de pesquisas, permitiram-me uma vida normal. Pense nisso!

          Amiguinha, por que se decepcionar consigo mesma? Temos que ser mais compreensivos conosco e com os outros em derredor, pois afinal somos todos humanos. E a nossa humanidade mostra-se através de nossos erros e acertos. Sem as nossas falhas não seríamos gente normal. Nossos erros são trampolins para as nossas mudanças. Não os leve a sério. Não cobre muito de si. É muito importante para a nossa saúde física e mental o modo como olhamos a vida. Nós, depressivos, somos muito sensíveis, magoamo-nos por qualquer coisa, temos a tendência de ficar de mal com o mundo. Isso precisa ser trabalhado, pois precisamos viver com mais leveza, de modo que a vida não seja um fardo.

          Há vários tipos de depressão. Alguns têm cura, outros não, precisando ser controlados. Mas os antidepressivos estão aí para nos ajudar. Seu problema não tem nada a ver com a esquizofrenia. Fique tranquila. Para tirar essa dúvida boba, converse com seu médico. Quanto à dor de cabeça, trata-se de um sintoma adverso do escitalopram, que acontece no início do tratamento, mas depois some. Se estiver muito intensa, contate o seu médico. Gostaria que lesse o artigo INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, aqui no blog, para saber quais os efeitos adversos que podem acontecer.

          Tina, volte sempre para contar-me como anda a sua saúde e ler os comentários dos colegas.

          Beijos,

          Lu

    2. Marcia Regina

      Lu,
      pensei que você me daria uma resposta, dizendo que eu ainda estou dentro do prazo do remédio fazer efeito, ou ele faz somente em 15 dias ou continua fazendo efeito. O remédio é de 10mg por dia, me responde assim que puder, pois fico muito ansiosa. Obrigada.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Márcia

        Como lhe disse, o remédio continua ajudando-a, pois seu efeito é acumulativo. Você mesma disse que melhorou com ele. No início, o médico passa uma dosagem para verificar como o nosso organismo irá reagir. Ele observará se podemos ficar com a dosagem receitada, ou, se deve diminuir ou aumentar. Isso é normal, pois cada pessoa reage ao antidepressivo de uma maneira diferente. O mesmo acontece com os efeito benéficos. Alguns demoram mais tempo para senti-los e outros sentem já na segunda ou terceira semana. Por isso, o especialista precisa de um tempo para avaliar seu paciente. Normalmente, o oxalato de escitalopram começa a fazer efeito após duas semanas. Você ainda está dentro do prazo. Não se preocupe, amiguinha. Alie ao remédio uma alimentação saudável, caminhada ou qualquer outro exercício físico. Seja POP (persistente, otimista e paciente). Viva apenas um dia de cada vez. O modo como vemos a vida é muito importante para nossa saúde.

        Abraços,

        Lu

        1. Marcia Regina

          Muito obrigada, Lu, ajudou bastante. É um prazer conversar contigo, em breve nos falaremos, pois creio que está dando certo.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Marcia Regina

          Sinto-me feliz com tão boa notícia. O prazer é todo meu. Não suma, venha sempre nos falar como anda.

          Beijos,

          Lu

  38. Hélio

    Olá, pessoal!

    Há um tempinho deixei por conta própria a paroxetina, porém minhas crises de pânico voltaram com força total depois de uns 2 meses. Voltei à psiquiatra e ela voltou com a paroxetina, sofri com a readaptação. Porem, 3 meses depois do tratamento, sinto que continuo ansioso e com crises de depressão. Estou acreditando que a paroxetina não esteja mais surtindo efeito desejado no meu organismo.

    Lendo sobre o escitalopram, me animei um pouco, mas tenho um medo horrível de trocar de medicamento e passar pela fase de adaptação.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Hélio

      Seja bem-vindo ao nosso grupo!
      Realmente é muito sério parar a medicação antidepressiva sem o acompanhamento médico, pois as crises acabam voltando ainda mais agudas. E pior, normalmente o remédio, que se estava tomando antes, passa a não mais fazer o efeito esperado. Portanto, se você já está tomando a paroxetina há três meses, já era para estar sentindo bons resultados. A sua médica deverá aumentar a dosagem e, se ainda assim continuar ansioso e com depressão, terá que mudar para outro.

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais modernos no mercado. A maioria dos profissionais da área receitam-no. Portanto, se tiver que trocar, não tenha medo. Sem falar que o período de adaptação é de apenas duas semanas. E os efeitos adversos, no início, são bem menos severos do que os de outros antidepressivos.

      Volte depois para nos contar o que ficou resolvido com a sua médica.

      Um grande abraço,

      Lu

  39. Valmir Cândido

    Oi, Lu, tudo bem?

    Desculpa te incomodar. Sempre tomei antidepressivo, mas essa ansiedade nunca passa. Eu nunca tomei um ansiolítico, será que eu teria que pedir para o médico conciliar um ansiolítico junto com o pondera? Obrigado.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Não é incômodo algum. É sempre um prazer recebê-lo neste cantinho.

      O ansiolítico é normalmente usado no início do tratamento, para ajudar a pessoa a passar por aqueles sintomas ruins. Depois só é tomado esporadicamente. Somente é vendido com receita médica, portanto, precisa conversar com seu médico a esse respeito.

      Abraços,

      Lu

  40. Helen

    Olá, Lu!

    Procurando pela internet informações sobre oxalato de escitalopram, achei este site muito bom e importante. Eu estou tomando Exodus há 3 meses e meio, antes tomei Sertralina um mês. Com a Sertralina não conseguia dormir e suava em bicas e com o Exodus não sinto nenhum efeito colateral, não sinto nada!

    Estou me abrindo por estar precisando de ajuda. Eu não sabia que tinha depressão, sentia desânimo, muito grande, embora trabalhe, não sinto vontade de fazer nada, não sinto alegria e nem vontade de nada: me arrumar ou sair, se pudesse só ficava na cama encolhida. Durante um tempo, o médico falou que era da tireoide, no entanto piorei comecei a sentir como se meu corpo estivesse engessado, sem conseguir me mover, o desânimo estava quase me vencendo. Procurei um psiquiatra que me receitou os remédios que relatei.

    Eu não tenho melhora, não tenho alegria, não tenho ânimo, creio que a única alteração foi que fiquei mais racional, sou muito emotiva e essa mudança consegui perceber. No mais, a vida é a mesma, já não sei o que fazer. Relatei ao psiquiatra e ele aumentou para 15mg há um mês. A minha pergunta é: vai chegar um momento que o escitalopram vai fazer efeito?

    Muito Obrigada, pela atenção.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Helen

      É um grande prazer recebê-la aqui neste cantinho, onde nos transformamos numa grande família, que se ajuda mutuamente. Portando, seja bem-vinda, sinta-se em casa.

      Amiguinha, a depressão ainda é desconhecida para muitas pessoas, pois seus efeitos, muitas vezes, são associados à nossa maneira de ser. Poucas vezes paramos para perguntar: “Por que estou assim!”. E, com isso, vamos empurrando os sintomas com a barriga, até que um dia o cérebro grita: “Agora basta, eu preciso de tratamento!”. É quando nos dirigimos ao médico, coisa que deveríamos ter feito muito tempo antes. Mas o importante agora é que você está sendo medicada.

      Helen, não resta dúvida de que os sintomas citados são inerentes à depressão. O depressivo gosta de ficar em casa, principalmente na cama, porque é aí onde se encontra seguro. Tem medo de enfrentar a vida, coisa normal para as outras pessoas. Ele se enclausura dentro de casa, como uma maneira de proteger-se, principalmente por sentir a sensibilidade à flor da pele, sendo machucado por qualquer coisa. Não se preocupe, isso é comum a todos os depressivos, inclusive eu.

      O antidepressivo entra na nossa vida justamente para equilibrar-nos emocionalmente, corrigindo o mau funcionamento de nossos neurônios birrentos. Há medicamentos cada vez mais novos no mercado. E o oxalato de escitalopram é um deles. Saiba porém, que cada organismo reage diferentemente a um antidepressivo. Portanto, o início do tratamento é difícil, até que o especialista acerte naquele que faz bem a nosso corpo. Depois de três meses já era para estar se sentindo bem com o escitalopram. Talvez seja necessário que seu médico aumente a dosagem para 20 mg.

      Amiguinha, se ao aumentar a dosagem para 20 mg, você não sentir os efeitos benéficos do remédio, significa que ele não se adequa a seu organismo, sendo necessária a mudança para outro, pois não vale a pena ficar jogando dinheiro fora. Sem falar que existem outros antidepressivos muito bons no mercado.

      Volte para me contar o que ficou resolvido, após a volta a seu psiquiatra.

      Abraços,

      Lu

  41. Valmir Cândido

    Olá, tudo bem com vocês?

    Alguém já tomou o pondera, o mesmo que o paroxetina, e sabe me dizer quanto tempo leva pra começar a fazer efeitos? Esse oxalato de escitalopram é o genérico do lexapro, eu tomei por 2 meses, foram os meses mais felizes da minha vida, mais aí parou de fazer efeito, por isso que o médico mudou para o pondera. Não sei se é por causa do laboratório que muda de fórmula. Tem algum laboratório de confiança que faz o oxalato pra me indicar? obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      O pondera é tomado por muitas pessoas que deixaram os seus comentários aqui. De modo geral, os antidepressivos levam cerca de 15 dias para fazer efeito. Pode ser que em algumas pessoas demorem mais e em outras menos. Tudo depende do organismo de cada um. Veja os comentários abaixo.

      O oxalato de escitalopram é a substância do remédio que, por sua vez, possui muitos nomes fantasia, de acordo com o laboratório. O original é o Lexapro. Os outros nomes são chamados de genéricos. Alguns médicos exigem que o paciente tome apenas o original, outros não se importam. Eu compro sempre o mais barato, embora meu médico diga que o melhor seja o Lexapro. Se você quer o considerado como o melhor, embora seja mais caro, compre o Lexapro, cujo laboratório é o Lundbeck.

      Qual era a dosagem que você estava tomando do oxalato de escitalopram?

      Abraços,

      Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Valmir

          Eu não entendi o porquê de seu médico não ter passado para 20 mg, já que a dosagem de 10 mg estava fraca.

          Abraços,

          Lu

  42. Valmir Cândido

    Alguém já tomou o Pondera, para me dizer alguma coisa sobre ele. Não estou me acertando com nenhum, e o médico me passou para esse, que possui a substância paroxetina.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Seja bem-vindo a esta família. Sinta-se em casa.

      Ao ler os comentários abaixo, você irá encontrar muito gente que toma esse antidepressivo. Leia também nos outros postes sobre o assunto. Posso lhe dizer que ele é muito bom, mas que também tem os efeitos ruins, no início. Antes de acertarmos num antidepressivo bom para o nosso organismo, passamos por muitas experiências com outros. O importante é não desanimar.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Wendell

        Que texto maravilhoso, Lu BH!
        Passei pelos mesmos problemas, não desta forma lírica, mas quase sinônima, e hoje tomo o “Lexa 10”.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Wendell

          É um grande prazer recebê-lo neste cantinho, onde nossa família cresce cada vez mais. Seja bem-vindo!

          Amiguinho, aprendi, a duras penas, que o modo como olhamos a vida é de fundamental importância para a nossa saúde. Como a minha depressão é crônica, o melhor para mim seria aceitá-la, e, se possível, até nos tornarmos amigas. E foi assim que aconteceu. Hoje, convivemos numa boa, estando eu sempre amparada por um antidepressivo, sendo o Oxa o amante atual. Não mais opus resistência a ela, o que a enfraqueceu e acabou me fortalecendo. Há dias em que me levanto meio para baixo e digo para ela: Amiguinha, hoje não, pois tenho muito o que fazer.” E não é que a danadinha desaparece… risos.

          Obrigada pela sua visita e por suas palavras gentis.

          Abraços,

          Lu

  43. Valmir Cândido

    Olá, tudo bem, Lu?

    Quero que me ajude num diagnóstico. Sou protético dentário. Trabalho só com minha mulher, e minha vida é uma loucura. Há muito tempo sofro de ansiedade e tricotilomania (ato de arrancar os pelos da barba). Só que sinto que minha ansiedade está aumentando cada vez mais. Tenho todos os sintomas: taquicardia, inquietação nos pés, etc. Já usei vários tipos de medicamentos, só que eu começo e paro. A minha ansiedade é tanta, que se estou trabalhando e tenho que sair à tarde, entregar trabalhos. Tenho que me segurar.Às vezes chego quase a soltar a urina nas calças, só consigo dormir depois das 2 da manhã.

    Eu tenho fobia social. Para eu tirar a carteira de motorista foi um parto. Levei 2 anos, e minha carteira ficou na gaveta por uns 2 anos também, por medo de dirigir. Hoje já me libertei em partes disso. Se eu dirijo sozinho, ou com alguém no banco do passageiro, que não sabe dirigir vou embora, mas se a pessoa dirige eu travo, fico muito nervoso e tremo muito, com medo de errar e passar vergonha.

    No passado, quando tinha 19 anos, tocava numa banda, e cheguei a tocar para 5 ou 7 mil pessoas. De uns tempos pra cá, já me convidaram para tocar numa igreja, mas fico muito ansioso antes, durante e depois, tremendo muito. Erro demais. É sempre a mesma coisa. Quando me convidam, uma semana antes já nem durmo de tanta ansiedade e medo. Fico horas na frente do computador, ouvindo e tirando as músicas, quando chega na hora, erro muito. Depois fico pedindo desculpas para os outros músicos. Estou até querendo parar de tocar, porque a ansiedade antes me judia muito. Pensei em até parar de dirigir também, pois, pra eu pegar a BR levei uns 4 anos criando coragem.

    Hoje tenho 40 anos. Às vezes penso que vou ficar louco. No último médico que fui, ele me receitou o Pondera, mas fiquei com muito medo de tomar, por causa da dependência. Eu te confesso hoje que fui atrás do médico e pedi a receita porque meu desespero é grande. Será que eu tenho fobia social também. Queria que você me ajudasse para eu ver qual o caminho a seguir. O pior é que minha mulher acha que tudo isso é frescura. E que psiquiatra é só pra louco, ela não acredita na minha doença.

    Deus a abençoe!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valmir

      Seja bem-vindo a este cantinho. Nós o recebemos como parte de nossa família. Sinta-se em casa, amigo.

      Antes de mais nada, parabéns pela sua profissão, que põe sorriso na boca de muita gente que, infelizmente, perdeu os dentes de uma forma ou de outra. O seu trabalho restitui a autoestima. Compreendo que a sua vida seja uma dupla loucura. Primeiro por trabalhar só com sua mulher, num serviço que demanda muita arte e atenção. Segundo, por conviver com uma doença mental, que ainda não foi sanada ou, pelo menos, equilibrada. Mas não há nada em sua saúde que não possa ser resolvido com um tratamento sério, levado até o final.

      Valmir, um dos maiores problemas com as pessoas que possuem doença mental é não dar continuidade ao tratamento iniciado, pois as crises voltam cada vez mais fortes, sendo necessário passar por uma quantidade enorme de antidepressivos, até acertar em um que o organismo aceite. Portanto, não pare mais sem o consentimento médico.

      Realmente o seu caso está ligado à fobia social. Recomendo-lhe a leitura do artigo abaixo:
      http://www.elianaferrarez.com.br/noticias/terapia_cognitiva/o_que_e_a_fobia_social_

      Não tenha medo de tomar antidepressivos, pois eles têm a finalidade de ajudá-lo a conter a sua ansiedade. Existe dependência maior do que temer a opinião dos outros sobre nós? E é exatamente isso o que a fobia social faz com a pessoa. O antidepressivo irá ajudá-lo a contornar essa sua ansiedade e esse seu medo de ser avaliado pelos outros.

      Em razão de tais problemas, é normal achar que está ficando louco. Mas não se preocupe, assim que encontrar um antidepressivo com o qual se dê bem, sua vida melhorará infinitamente. É também importante mudar o seu modo de olhar a vida, racionalizando o seu modo de agir. As pessoas perfeccionistas tendem a ser muito críticas consigo mesmas, com medo de errar. Mas quem não erra? Nós aprendemos com os nossos erros, que são nossos grandes mestres. Eles comprovam a nossa humanidade. Quanto à sua esposa, peça-lhe para ler os comentários do blog, para que ela tenha ideia de seu real sofrimento. Mostre-lhe também o artigo sobre “fobia social”. Que bom seria se tudo isso não passasse de invenção! Mas, infelizmente, é mais do que real.

      O texto que irá ler já lhe indica os caminhos, mas eu gostaria de acrescentar o seguinte:
      1- Ria de seus próprios erros, reconhecendo a sua humanidade.
      2- Lembre-se de que o modo como olha e sente a vida é muito importante para a sua saúde mental.
      3- Não se pode deixar guiar pelas emoções. A razão é importante.
      4- Não pare o tratamento sem o parecer médico.
      5- Procure ser uma pessoa otimista, e não se preocupe com a opinião dos outros.
      6- Aja com simplicidade, sempre consciente de que é uma pessoa humana, portanto, sujeita a erros como as outras.
      7- Procure a simplicidade da vida. Aprenda com os animais e as plantas.
      8- Lembre-se que não é obrigado a acertar sempre.
      9- Não se censure pelos seus erros.
      10- Não cobre de seu corpo aquilo que está aquém de sua capacidade.

      Vilmar, aqui no blog há uma categoria denominada ARTE DE VIVER, com artigos escritos por especialistas. Seria muito bom se você lesse esses artigos. Iria lhe fazer muito bem.

      Volte para me contar como anda a sua saúde. Não suma!

      Um grande abraço para você e sua esposa,

      Lu

      1. Valmir Cândido

        Muito obrigado, Lu!
        Você me ajudou muito. Você é muito querida.

        Deus a abençoe!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Valmir

          Você não tem nada a agradecer. Os meus leitores é que são muito fofos. Tenho por vocês um grande carinho.

          Abraços,

          Lu

  44. Jonas Oliveira

    Oi Lu, aqui é o Jonas!

    Desde o meu último contato contigo, eu tive uma boa melhora quanto aos sintomas da ansiedade. No entanto, hoje estou tomando por volta do meu comprimido de número 43, ou seja, já são aproximadamente 43 dias de tratamento, e ontem tive uma recaída nos sintomas. No meu trabalho senti um mal-estar com o retorno das palpitações, tontura e falta de ar, quase caí de tontura caminhando por um corredor do prédio. Fui pra casa e melhorei um pouco.

    Mas hoje novamente não estou me sentindo bem no trabalho. É normal essas recaídas? Seria o caso do médico pedir pra aumentar de 10mg para 15mg ou 20mg? Não estou me sentindo bem, a sensação é de que vou ter uma parada cardíaca a qualquer momento.
    Curiosamente, quando eu como chocolate os sintomas desaparecem, e me veem uma sensação boa. No entanto, em pouco tempo os sintomas retornam. Sei que não posso ficar dependente de chocolate por conta do açúcar.

    Por favor, gostaria de sua resposta. Sua experiência pode me ajudar.

    Deus te abençoe poderosamente pela ajuda que tem dado a tantas pessoas que estão precisando de ajuda. Tenha certeza que Ele te recompensará!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jonas

      Meu amiguinho, são comuns as recaídas quando se para o tratamento, ou o remédio não faz mais efeito, ou, se a dosagem estiver baixa. Elas vêm com os mesmos sintomas de antes. Aconteceu isso comigo, quando a fluoxetina passou a não fazer mais efeito, tendo que ser mudada para o oxalato de escitalopram. Penso que o médico terá que aumentar a dosagem. Logo que ele fizer isso, os sintomas ruins desaparecerão, inclusive essa ansiedade que está tendo, resvalando para o pânico. Portanto, não se preocupe. Nada a ver com parada cardíaca, mas com síndrome do pânico. Quanto ao chocolate, penso que não passa de uma mera coincidência. Ele tem poder energético e é antioxidade, mas opte pelo que vem com um mínimo de açúcar (80% ou 70%), ou compre o que vem em pó, em casas de produtos naturais.

      Jonas, retorne a seu médico e comente com ele sobre os sintomas que vem sentindo. E logo estará ótimo. Conte-me o que ele decidiu. Continue POP (paciente, otimista e persistente)

      Um grande abraço,

      Lu

  45. Alexandre Silva

    Boa tarde Lu!

    Estou há dois meses fazendo o tratamento com o ESC da Europharma 10mg, comecei com 5mg e atualmente estou na dose recomendada pela cardiologista, 10mg. Estou muito melhor, o remédio é muito bom, voltei a treinar, perdi o medo, ganhei força e estou reestruturando minha vida. Minhas crises de ansiedade vieram por estresse e excesso de treino físico, pois tudo que é demais prejudica. Fiz dieta por 2 anos seguidos, tomava pré treinos com muita cafeína, e isso ajudou a aguçar a ansiedade, me deixando elétrico e eufórico.

    Antes de dormir eu tomo 4 gotas de Rivotril e o oxalato eu tomo de manhã. O remédio é ótimo, conciliado com Deus na nossa vida. Aqui neste blog foi onde tive coragem de prosseguir com meu tratamento. Que Deus te abençoe, Lu!
    E a todos que sofrem com doenças psíquicas!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      É muito bom receber a notícia de que você se encontra cada vez melhor. Realmente todo excesso é prejudicial. Inclusive há um artigo no blog, em VIDA SAUDÁVEL, que o médico que aqui escreve, Dr. Telmo, diz que o excesso é tão prejudicial quanto a falta. Os bons resultados estão no equilíbrio. A fé também ajuda muito. Os suplementos calóricos não são recomendados. A cafeína em excesso aumenta a nossa ansiedade e tira o sono.

      Agradeço a sua visita, seu comentário e o convido para voltar sempre e conhecer outras partes do blog.

      Abraços,

      Lu

    2. Sofia

      Olá, Lu!

      Sou mais uma a (sobreviver) viver com crises de ansiedade há uns três anos.

      A primeira vez que tive foi terrível, fiquei com a boca de lado e a tremer, pensei que estava a ter um AVC. Fui ao médico (clínico geral) e depois de uma série de análises, receitou-me Alprazolam, 0.25mg, um por dia (metade de manhã e metade à noite). Como a dose era baixa, o desmame e os sintomas não foram nada de muito sério. Andei cerca de um ano e meio relativamente bem. De vez em quando, quando tinha algum stress no trabalho, jantares de família ou algum compromisso mais sério (na véspera de me casar, por exemplo), começava a ter dificuldade em manter as “ideias claras”, começava a hiperventilar e tomava um.

      No final do ano passado fui diagnosticada com uma depressão, devido a uma situação de trabalho, e fui medicada com ESCITALOPRAM 10 mg (um por dia). Infelizmente e estupidamente, mudei de trabalho, pelo que, achando que estava melhor, só tomei um ou dois comprimidos e parei. Andei bem uns meses, mas depois tive um aborto espontâneo e as crises de ansiedade voltaram em força… E desta vez com uma força brutal! Já fui ao hospital duas vezes, uma porque pensava que tinha cancro na mama (tinha dores musculares na zona da axila), a outra porque pensava que tinha alguma coisa nos pulmões. Da primeira vez receitaram-me fisioterapia e massagens, da segunda, receitaram o Alprazolam (0.25mg, dois por dia).

      Normalmente, os meus sintomas físicos são: taquicardia, dores musculares, suores frios, diarreia, garganta “fechada”, dificuldade em respirar (respiração ofegante) e falta de apetite. Ando numa psicóloga há 3 meses e os efeitos são quase zero. Tenho feito acupuntura e massagens, que me relaxam e ajudam as dores musculares. Tento fazer yoga e algum exercício, mas parece sempre que vou morrer.

      Há dois dias atrás fui finalmente ao psiquiatra. Diagnóstico: Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Depressão. Medicação: ESCITALOPRAM 10 mg (ao peq. almoço) durante 8 dias, depois ESCITALOPRAM 20 mg (ao peq. almoço) até ver + 0.25 ou 0.50 (depende de como me sentir) de Alprazolam três vezes por dia (vou tentar manter a dose num total de 0.75/dia).

      E pronto. Sou mais uma para este barco do POP. É muito importante ler pessoas na mesma situação que nós. É muito importante perceber que temos uma doença como outra qualquer, que não se cura sozinha, apenas com passeios ou crochet.
      Obrigada a todos!

      Obrigada a Lu pela força e disponibilidade!

      PS: Sou de Portugal, sim 🙂

      1. LuDiasBH Autor do post

        Sofia

        Está convidada a fazer parte de nossa família. Seja bem-vinda, e sinta-se em casa.

        O primeiro ataque que teve, conforme seu relato, foi de pânico (SP), que é realmente horrível, com a sensação de morte iminente. Depois que passa, vem aquele alívio, como se tudo não tivesse passado de um susto.

        Você tomou uma dosagem bem baixa do alprazolam, por isso o desmame foi tão simples. Quanto ao estresse no trabalho e na família, isso é muito comum, faz parte da vida de todos nós. O que é preciso ver é como lidamos com esse estresse. Quando começa a perturbar a nossa vida, faz-se necessário procurar um médico. Nem sempre a nossa ansiedade, impaciência e medo estão ligados ao trabalho ou aos problemas rotineiros. Na maioria das vezes, achamos que é aí que está o x da questão, quando nosso problema é, na verdade, mental. E foi isso o que lhe aconteceu.

        Sofia, todos os seus sintomas (taquicardia, dores musculares, suores frios, diarreia, garganta “fechada”, dificuldade em respirar e falta de apetite) são relativos a seu estado mental. O psiquiatra é a pessoa mais indicada para o tratamento mental, pois o TOC e a depressão são doenças químicas e não um “faz de conta”. O resto funciona apenas como apoio.

        Em hipótese alguma devemos parar um tratamento sem o parecer do especialista, principalmente em se tratando de doença mental, pois as crises retornam com mais furor, e com mais dificuldade de serem debeladas, logo que nos acontece um problema. O antidepressivo, que era o equilíbrio, deixa-nos sem defesa. Sentir que está acometida por alguma doença grave é um dos sintomas da depressão. Agora, com o oxalato de escitalopram, tenho a certeza de que sua qualidade de vida dará um salto, para melhor. Continue sendo POP (paciente, otimista e persistente). A maneira como encaramos a nossa doença é fundamental para o bom resultado de nosso tratamento.

        Gostaria que lesse outros artigos aqui no blog, como INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para saber por quais efeitos adversos poderá passar, e, também, quando deverá procurar seu médico em razão desses. É importante estar sempre bem informada. Continue lendo os comentários, pois eles ajudam a compreender melhor essa doença, e a saber que não estamos sós neste barco. Um abraço a todos os portugueses. Fale de nosso blog para eles.

        Aguardo notícias suas. Venha sempre conversar conosco.

        Grande abraço,

        Lu

        1. Sofia

          Lu

          Obrigada pela simpatia e palavras de ânimo!

          Tenho “devorado” todas as informações e comentários aqui no blog. Até agora ainda não senti nenhum sintoma adverso relativamente ao Escitalopram. Tenho sentido dores de cabeça, tonturas ligeiras e náuseas, principalmente quando acordo, mas esses são efeitos ainda da ansiedade e do aumento da dosagem do Alprazolam. No geral sinto-me um pouco mais serena.

          Revejo-me nos comentários de todos os que aqui dizem. Como pode quem nunca passou por isso, entender-nos? Acho que a partir do momento em que aceitamos que temos uma doença real, que não desaparece só porque deixamos de pensar nela, o caminho torna-se um pouco mais fácil.

          Um abraço!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Sofia

          Dores de cabeça, tonturas ligeiras e náuseas também podem ser efeito do escitalopram. Nas primeiras semanas de uso, esses sintomas são muito comuns. Depois vão desaparecendo, à medida que o organismo vai aceitando o antidepressivo.

          Amiguinha, ainda bem que as doenças mentais vêm se tornando cada vez mais conhecidas. Imagine a vida difícil que levavam as pessoas acometidas por tal doença, antigamente. Na categoria denominada VIDA PRIVADA, eu escrevi o que sofriam os doentes mentais, na Idade Média. Passavam horrores! Infelizmente, certas religiões ainda tratam os doentes mentais como “possuídos” pelo diabo. Deveriam ser presos, quem dissesse isso. Inclusive, especula-se hoje que o menino “possuído” de um dos evangelhos, não passava na verdade de um epilético. A desinformação era muito grande naquela época.

          Realmente, quando aceitamos a nossa doença, seu tratamento torna-se muito mais fácil. Confesso-lhe que convivo muito bem com a minha. E olhe que a danadinha é genética. Continue POP e verá como sua vida mudará.

          Grande abraço,

          Lu

  46. Patrícia Autor do post

    Oi, como estão todos?

    Não sei muito bem lidar com net, mas aos poucos vou aprendendo. Sempre leio mas só agora consegui saber como entrar e fazer comentário.

    Vivi longos 20 anos tendo crises de ansiedade, mas só este ano estou me tratando. Há quatro meses estou tomando escitalopram. Agora neste momento estou bem, mas vocês não fazem ideia do que passou comigo. Há 20 anos descobri que tinha hipertireoidismo com bocão benigno, até fazer a cirurgia. Junto vieram crises de falta de ar violentíssimas, que me levaram ao hospital inúmeras vezes. Médicos e exames europeus perdi a conta e o dinheiro: endócrinos, gástricos, cardiologistas, até oftalmologistas. Chegando agora ao psiquiatra.

    Gostei muito de seu blog,Lu. Os depoimentos são importantes pra nos dar força. Muitos desses sintomas eu sempre tenho como dificuldades de concentração, sensaçao de morte, tremedeira suadeira. E o pior é a falta de ar ou dificuldade respiratória. Sempre achando que não poderia ser ansiedade, mas sim algumas doença pior. Nesses cinco meses que se passaram europeus, muito sofridos, mas agora estou me sentindo muito bem.

    Obrigada a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde formamos uma corajosa família. Sinta-se em casa! Quanto a lidar com a parte de comentários, você fez direitinho. Daqui para a frente não terá mais problemas.

      Pat, eu imagino o que sejam 20 anos de ansiedade, sem tratamento. Você não me disse, mas imagino que more em Portugal (ou morava). Dias atrás recebi um comentário de uma garota, que morou no Japão com a família, e lá eles não conseguiram diagnosticar a sua doença mental. Somente quando chegou ao Brasil é que teve início o seu tratamento. Ela sofreu muito, mas hoje encontra-se ótima. Portanto, admira-me o fato de não ter sido diagnosticada bem no início, sem necessidade de ter passado por tantos especialistas e sofrido tanto. As crises de falta de ar, a tremedeira e a sensação de morte iminente são todos sintomas claros da SP (Síndrome do Pânico), que, se não tratada, tende a ser cada vez mais constante. Eu também sofro da SP, mas desde que medicada, nunca mais passei a tê-la. Antes eu tomava fluoxetina, mas esse antidepressivo, com o tempo, ficou fraco para o meu organismo, foi quando passei a tomar o oxalato de escitalopram, um antidepressivo muito receitado no Brasil, excelente e que cobre uma gama de doenças mentais. Sinto-me excelente com ele.

      Pati, não se preocupe mais. Daqui para frente vai se sentir cada vez melhor. Também procure fazer um tipo de exercício físico (caminhada, Pilates, ginástica…) e uma alimentação saudável. Ali a isso, agora que está ficando boa, uma maneira diferente de olhar a vida, pois isso influi muito na nossa saúde. Seja uma garota POP (paciente, otimista e persistente). E jamais abandone o tratamento sem ordem médica, pois o retorno das crises são ainda mais agudos.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Patricia

        Lu
        Não sou de Portugal, sou brasileira e moro em Montes Claros, MG. Há muitos anos os médicos falavam que eu era muito ansiosa, mas não passava disso. Somente no ano passado, algumas pessoas começaram a falar pra eu me tratar. Até nós mesmos não queremos aceitar, achando impossível que a ansiedade faça tudo isso conosco. Mas a partir do momento que aceitamos e decidimos tratar com medicamentos, exercício físico e tentando espairecer a mente, enfrentando nossos medos e anseios, com certeza a melhora vem também.

        Obrigada, pois este blog ajuda muitas pessoas a esclarecer dúvidas e também nos dá força.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Pat

          Realmente você esperou muito tempo para se tratar. Não precisa de ter passado por tanto sufoco. Mas agora estará melhor a cada dia. A ansiedade também afeta muito o nosso aparelho digestivo. O antidepressivo equilibra o nosso organismo. Nada a agradecer, minha querida.

          Sempre que possível, venha aqui bater um papo conosco. Conheça também os outros artigos do blog.

          Abraços,

          Lu

  47. Flávia

    Oi Lu!

    Eu gostaria de saber se a troca de dosagem também leva um tempo para maximizar o seu efeito, assim como o começo do tratamento. Tomei 5 mg do exodus por 1 mês, e agora por aproximadamente 15 dias estou tomando 10 mg. Como disse antes, eu estou bem melhor, voltei a fazer várias coisas, não tenho mais as crises de pânico propriamente ditas, mas ainda tenho umas crises de ansiedade e uns pensamentos meio chatos de vez em quando. Hoje, por exemplo, meu peito está bem apertado e o ar pesado. O meu psiquiatra marcou o retorno pra fim de novembro, disse que até lá eu deveria estar nos 100%. É assim mesmo o esperado? Estou progredindo normalmente ou já deveria estar sem crise nenhuma? Desde já agradeço novamente, um grande beijo 🙂

    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      É muito bom saber que você vem melhorando a cada dia, depois de passado o período ruim inicial. Vejo que seu médico está introduzindo a medicação com bastante cuidado. Cinco miligramas é uma dosagem muito pequena. Agora, usando 10 mg, terá um resultado muito mais efetivo. Eu tomo esta dosagem, e sinto-me muito bem. A sua tendência é realmente melhorar cada vez mais. Portanto, é assim mesmo. Em razão da pequena dosagem inicial, o progresso está sendo mais lento, mas contínuo, o que é importante. Sinta-se tranquila, garota POP.

      Flávia, ainda que tomemos antidepressivo, haverá dias em que estaremos mais para baixo, como qualquer pessoa que não o toma, pois o remédio não tira as nossas emoções. Portanto, nada mais natural do que termos dias não muito agradáveis, em razão dos problemas que nos trazem a vida. A importância do remédio está no nosso equilíbrio mental e na eliminação do nosso excesso de ansiedade, que nos leva à horripilante síndrome do pânico. Lembre-se sempre disso.

      Não suma! Venha sempre nos encontrar.

      Um grande beijo,

      Lu

  48. Anelise

    Lu, deixei recado, não sei se foi, por isso escreverei novamente. Eu estava tomando lexapro de 10 mg, tive recaída e meu médico trocou para de 20mg, mas hoje, depois de 13 dias, tive nova recaída. Será que é normal? Ou antecipo minha consulta por que ele troque a medicação?
    Beijão

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lindinha
      Já respondi a seu outro comentário. Veja abaixo. Você não me disse para quando foi marcada a sua nova consulta. Se estiver próxima, acho que deve continuar, pois é depois de duas semanas que os efeitos são aparentes. O importante é que procure ficar tranquila. Com a nova dosagem, o organismo está tentando se adaptar a ela.

      Beijos,

      Lu

      1. Anelise

        Consegui marcar para hoje às 16 horas. Depois venho contar o que ele disse.

        Beijão e obrigada

        1. Anelise Borges

          Oi, Lu!
          Acabei de chegar do médico. Ele disse que preciso de mais uns dias para saber se vou ter que trocar o lexapro pela paroxetina. Como estou tomando o lexapro de 20mg há 12 dias, ele preferiu esperar mais uns dias. E me deu ALPRAZOLAM se tiver mais crises de pânico. Meu Deus, tomara que dê certo este tratamento, que pavor estas crises e estes pensamentos ruins :/
          Mas como diz tu : VAMOS SER POP.

          Beijão e obrigada mais uma vez.

          O que você achou?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          Concordo plenamente com seu médico. Inclusive escrevi no comentário anterior:
          “Se estiver próxima (a consulta), acho que deve continuar, pois é depois de duas semanas que os efeitos são aparentes.”.

          Como vê, acertei em cheio. O alprazolam irá ajudá-la muito.

          Beijos,

          Lu

        3. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          É isso aí. Nosso estado de espírito é fundamental para nosso tratamento.

          Abraços,

          Lu

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