30 BONS FILMES – ANTONIO VIANNA MONIZ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Eu tenho verdadeiro horror a essa história de quais são os dez mais! Já me pediram várias vezes, mas eu, por uma questão de educação, respondi. No fim de vinte anos, eu fui olhar as minhas listas e nenhuma era igual à outra. Havia alguns filmes que figuravam em todas. Mas é muito difícil dizer que esse filme é melhor do que esse outro! (Antonio Moniz Vianna)

Estrangeiros

1) Aurora (1927), de Friedrich Wilhelm Murnau
2) O delator (1935), de John Ford
3) Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
4) No tempo das diligências (1939), de John Ford
5) Punhos de campeão (1949), de Robert Wise
6) Intolerância (1916), de David Wark Griffith
7) Depois do vendaval (1952), de John Ford
8) M, O vampiro de Dusseldorf (1930), de Fritz Lang
9) Soberba (1942), de Orson Welles
10) O martírio de Joana D’Arc (1928), de Carl Theodor Dreyer
11) A doce vida (1960), de Federico Fellini
12) A última gargalhada (1925), de Murnau
13) Le million (1930), de René Clair
14) Consciências mortas (1943), de William A. Wellman
15) O homem que matou o facínora (1962), de John Ford
16) 8 e 1/2 (1963), de Federico Fellini
17) O tesouro de Sierra Madre (1948), de John Huston
18) Matar ou morrer (1953), de Fred Zinnemann
19) O sol brilha na imensidade (1953), de John Ford
20) Morangos silvestres (1957), de Ingmar Bergman

Brasileiros

1) O cangaceiro (1953), de Lima Barreto
2) Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khoury
3) Amei um bicheiro (1953), de Jorge Ileli
4) Todas as mulheres do mundo (1966), de Domingos Oliveira
5) Ravina (1957), de Rubem Biáfora
6) O pagador de promessas (1962), de Anselmo Duarte
7) Mulheres&Milhões (1961), de Jorge Ileli
8) Ganga Bruta (1932), de Humberto Mauro
9) O corpo ardente (1966), de Walter Hugo Khoury
10) Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha

Nota: cenas de Aurora e de Deus e o Diabo na Terra do Sol na ilustração.

Fonte de pesquisa:
http://setarosblog.blogspot.com.br/2012/12/os-melhores-filmes-de-antonio-moniz.html

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Ticiano – DIANA E CALISTO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição denominada Diana e Calisto é uma das obras-primas do pintor italiano Tiziano Vacellio, conhecido por Ticiano, e faz parte de um conjunto de telas célebres do pintor (Poesies), baseadas nas Metamorfoses de Ovídio. Ela retrata o momento em que a gravidez da ninfa Calisto é revelada à deusa Diana.

A pintura mostra a ninfa Calisto sendo obrigada por suas companheiras, a tomar banho diante de Diana, para que essa tome conhecimento de sua gravidez. A deusa encontra-se inclinada para frente, sendo apoiada por uma participante de seu séquito. Traz uma coroa de pérolas na cabeça. Com a mão esquerda, recosta-se na mulher e com a direita acusa a ninfa por ter perdido sua virgindade. Ao voltar-se para o grupo, onde se encontra Calisto, seu rosto pefilado fica na sombra. Ela é maior do que as demais personagens, o que a identificada como principal. A composição divide-se em dois grupos separados por um chafariz, que traz um pequeno cupido segurando um vaso com água, de onde desce água.

Calisto encontra-se no chão, segura por três ninfas, sendo que uma delas, mais escondida, contém seu pé direito. Uma ninfa, de pé, à esquerda, levanta o manto da vítima, para mostrar a Diana a sua volumosa barriga, desmascarando-a. A ninfa, que segura a maior parte de seu corpo, vira-se para a deusa com certo prazer estampado no rosto, esperando o julgamento da companheira grávida.

O séquito de Diana é composto por dez figuras e dois cães de caça. A mulher, vestida de azul, carrega uma aljava na cintura e um arco na mão direita. Outra aljava aparece na cintura da figura de rosa, que ampara Diana. A ninfa, que se encontra de costas para o observador, segura uma flecha com a mão esquerda, enquanto ampara-se numa aljava e num arco no chão.

Conta o mito que a ninfa Calisto havia jurado amor eterno à deusa Diana, mas Júpiter sentiu-se seduzido por sua beleza. Para aproximar-se dela, o deus dos deuses tomou a forma da deusa que ela venerava, possuiu-a e engravidou-a. Mesmo tendo ela sido violentada por Júpiter, através de sua capacidade de metamorfosear-se, Diana não aceitou o acontecido, expulsando-a de seu séquito. Ela foi depois transformada por Juno (esposa de Júpiter) numa ursa, sendo quase morta por seu filho, e elevada até às estrelas por Júpiter, compadecido com seu sofrimento.

Ficha técnica
Ano: c. 1556-1559
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 187 x 204,5 cm
Localização: National Gallery of Scotland, Escócia, Grã-Bretanha (em empréstimo)

Fontes de pesquisa
Ticiano/ Editora Taschen
http://www.nationalgallery.org.uk/paintings/titian-diana-and-callisto

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ANTÔNIO MONIZ VIANNA – CRÍTICO DE CINEMA

Autoria de Lu Dias Carvalho

Moniz
O cinema é uma arte industrial. Todas as artes estão se tornando ou comerciais ou industriais. Mas o fato de o cinema ser uma arte industrial não depõe muito contra ele. A arte pela arte não existe! Se existe, não prospera. O cinema teve que cumprir a trajetória de todas as outras artes. É claro que se baseando nelas também. O cinema se baseia na literatura. O cinema utiliza música. O cinema utiliza técnicas de teatro também. O cinema é uma arte! (Antônio Vianna Moniz)

O brasileiro Antonio Moniz Vianna (1924-2009) foi um importante crítico de cinema, trabalho iniciado aos 21 anos de idade. Desde muito cedo desenvolveu um grande apreço pelo cinema estadunidense, em especial pelo diretor John Ford. Aos 12 anos de idade, Moniz Vianna foi marcado pelo filme O Delator, e na adolescência por Longa Viagem de Volta e Vinhas da Ira, os três de John Ford. Também considerava o filme Aurora, obra de Wilhelm Murnau, maravilhoso, assim como Como Era Verde o Meu Vale (John Ford), que “quando termina a gente está chorando.”. Para ele, o cinema deve provocar emoção e reflexão, pois “Você não se emociona sem pensar. A emoção e a reflexão podem caminhar juntas. Sem pensar, você não consegue nada, não chega a lugar nenhum.”. Segundo dizia Moniz Vianna, a década de 30 foi a mais importante para o cinema, “quando foram criados todos os gêneros”.

Antonio Moniz Vianna foi entrevistado pelo jornalista Evaldo Mocarzel (críticos.com.br), três anos antes de sua morte em 2009. Na ocasião falou claramente sobre sua visão de Cinema. Abaixo, alguns trechos de suas respostas:

Advento do som no cinema – O advento do som atrapalhou o cinema inicialmente. Muito. Mas menos de dois anos depois, tudo isso já estava sendo superado. E foi sendo superado gradativamente. O som, praticamente, só dominou o cinema em 1929. Surgem os primeiros homens de cinema que transcendem essa barreira do som. No começo, foi aquela confusão, ninguém sabia como fazer o som. Aí vieram o Ernst Lubitsch, o Rouben Mamoulian, o Josef Von Sternberg e o Howard Hawks com Scarface. Vieram muitos. Veio o musical, que era impossível no cinema mudo e que não chegava a ser um gênero no começo do cinema falado, porque era só colocar a câmera diante do palco e filmar a dança. Depois veio o Busby Berkeley, que era um gênio! Então toda a linguagem, que se entende como a do cinema, até hoje, ela vem do cinema mudo, que, sobretudo nos últimos anos, estava no máximo. Não foi só Aurora, que é de 1927. Teve também O Sétimo Céu, os filmes de Sternberg, O Anjo Azul e vários outros. Tem o grande expressionismo alemão, que correu na década de 20 até o começo dos anos 30.

Cinema soviético – Eisenstein é um grande diretor. Mãe, do Pudovkin, é um grande filme. Dovjenko tem filmes bonitos, poéticos, sobretudo Terra. Até o primeiro filme de Eisenstein, Greve, eu acho muito bom, mas é muito pouco visto, pois todo mundo só fala de O Encouraçado Potemkin, Outubro e Ivan, o Terrível. As teorias de montagem de Eisenstein começam em Greve e chegam ao seu apogeu em O Encouraçado Potemkin e Outubro.

Expressionismo alemão – Foi um grande momento do cinema. Acho que influenciou muito o cinema. Um filme como A Última Gargalhada, de Murnau, é uma obra-prima mesmo. Há outras. Variété, de Ewald-André Dupont, por exemplo. Depois muitos expressionistas foram para Hollywood, como Murnau. Dupont foi também, fracassou, voltou e  nunca mais acertou a mão.

Cinema contemporâneo – Gostei muito de Pulp Fiction. Achei um filme bem interessante. Kill Bill eu detestei. Gosto muito de Woody Allen. O que eu mais gosto dele é Hannah e Suas Irmãs. Acho uma beleza de filme. Com todas as qualidades dele e mais ainda com todas as qualidades humanas que o filme tem. Também acho A Rosa Púrpura do Cairo um ótimo filme. Muito bom, embora se pareça muito com um filme de Buster Keaton, que foi um gênio do cinema.

Cinema brasileiro – Eu gosto de O Cangaceiro e acho o Lima Barreto um gênio, que não conseguiu se expressar pelo temperamento dele e pela situação do Brasil que não era boa para cinema. Glauber?! Terra em Transe é um filme de que não gosto nada! Eu gostei de Deus e o Diabo dentro do panorama do cinema brasileiro. É diferente. Humberto Mauro tem um papel importante no começo do cinema, tentando criar um cinema no Brasil. Não conseguiu. Ele fez aqueles filmes no começo da década de 20 e começo da década de 30 e depois parou. Mário Peixoto, eu o conheci muito, pois me dava muito com ele. Gosto de Limite. É uma experiência, uma daquelas coisas daquela época. Gosto também do Walter Hugo Khoury, tinha coisas boas. Eu gosto do cuidado que ele tinha com a produção, com o lado visual. Ele era um diretor cuidadoso.

Cinema novo – Palhaçada. Eles não tinham preparo para fazer cinema.

Lista de melhores filmes – Eu tenho verdadeiro horror a essa história de quais são os dez mais! Já me pediram várias vezes, mas eu, por uma questão de educação, respondi. No fim de vinte anos, eu fui olhar as minhas listas e nenhuma era igual à outra. Havia alguns filmes que figuravam em todas. Mas é muito difícil dizer que esse filme é melhor do que esse outro!

O cinema atualmente – O que é o cinema hoje? Está nos shoppings. Nos multiplexes, que são shoppings. Quer dizer: é uma loja onde tem um lugar reservado para vender pipoca. Nas cadeiras, há o lugar para você colocar o copo de coca-cola. E você está no shopping. Comprou ali uma camisa, um negócio qualquer. E agora vamos entrar nessa loja aqui que é um cinema. O filme escapar de tudo isso, e ainda ser bom, é muito difícil! Há pouco tempo eu vi um filme bom, embora dentro dessa coisa que a gente está falando, que foi O Pianista, de Roman Polanski. Um filme feito como um grande espetáculo perde muito na tela pequena. Mas os outros, não. Filmes intimistas não perdem nada em tela pequena. Ou perdem muito pouco.

Gênero de filmes – Há filmes que se ajustam a determinados gêneros. E há outros que não têm gênero. Por exemplo: Scarface é um filme de gangster, não é? Um Americano em Paris é um musical, não é? Mas Cidadão Kane, o que é? Qual é o gênero? Não tem. E não precisa ter. Documentário não é o meu gênero favorito. Não me atrai. Um documento histórico, educativo, isto sim. Mas documentário para fazer arte?! Vai fazer arte de outra forma! Documentário para informar, isso é perfeito! Para registrar, para informar, aí sim.

Tecnologia – Toda pessoa da minha idade tem resistência à tecnologia, ou melhor, aos excessos tecnológicos. Tudo digitável… Tenho uma enorme antipatia por isso! Daqui a pouco vou começar a achar o mundo inabitável. Por exemplo, você liga o telefone e não fala mais com ninguém. O elemento humano está desaparecendo. Você liga e aí vem uma voz que te diz para discar 1 para ver se a conta está atrasada… Disque 2 para… Até disque 7, porque não tem ninguém para falar com você. Isso causa enorme desemprego e toda essa balbúrdia social que a gente vive. E essa chateação terrível do disque 1, disque 2, disque 3, disque 4… E a falta de contato humano. Como é que você reclama uma coisa? Não consegue. Tenho celular e acho importante. Porque às vezes as pessoas precisam ser localizadas com certa urgência. Não é para conversar, não. Para marcar encontros. Para falar dois, três minutos. Celular é muito importante!

Resumo biográfico:
Antonio Muniz Vianna nasceu em Salvador, Bahia, em 1924 e mudou-se aos 11 anos para o Rio de Janeiro, onde viveu. Era médico, mas suas principais atividades sempre foram o jornalismo e o cinema. De 1946 a 1973, fez crítica no extinto Correio da Manhã (do qual foi redator-chefe em 1962-63), organizou grandes retrospectivas dos cinemas americano, francês, italiano, inglês e russo no MAM carioca (1958-62) e dirigiu as duas versões do Festival Internacional de Cinema do Rio (1965-1969). (Companhia das Letras)

Fontes de pesquisa
Criticos.com.br
Companhia das Letras

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PINTURA E ESTILOS ATRAVÉS DOS TEMPOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Retroagindo no tempo, chegamos ao século XVIII, período em que a pintura via-se dentro de um contexto artístico sufocante, submetida a uma rígida hierarquia que prevalecia sobre a crítica, e assim era julgada. A importância dos gêneros, segundo a visão da época, obedecia à seguinte ordem:

1º. pintura histórica
2º. paisagem
3º. retrato
4º. natureza-morta
5º. pintura de gênero

Pintura Histórica – nela estavam incluídos: temas religiosos, alegorias, temas relativos à história antiga (história propriamente dita e mitologia), história contemporânea (no final do século XVIII). Ocupava o principal lugar dentre os gêneros, uma vez que dizia respeito, quase sempre, à nação, engrandecendo-a diante de seu povo e do mundo. Abrangia o todo (o Estado). Tal gênero era tido como moral e intelectualmente mais importante do que os demais. Os quadros eram gigantescos, suntuosos e caros, ocupando o lugar central das exposições. Os demais gêneros eram considerados menores, uma vez que diziam respeito aos indivíduos, em particular.

Paisagem – ocupava o segundo lugar na importância dos gêneros da pintura. Sua única função era ornamentar o interior das casas. Representava o mundo natural. O ambiente retratado pela paisagem era sempre prazeroso e idealizado.

Retrato – apesar de ocupar a terceira posição, tinha muito destaque, em razão da procura e do interesse econômico dos pintores, enriquecendo-os. A burguesia endinheirada encontrava-se ávida por ascensão social. E o retrato denotava status. As encomendas eram cada vez maiores. Retratava-se o rei, a corte e os endinheirados. Mesmo os remediados queriam ter um retrato. E tudo que aparecia no retrato daquela época possuía uma simbologia específica. Por exemplo, a presença de um livro (ou livros) era indicativa de cultura; o uso de joias indicava prosperidade; roupas elegantes diziam respeito à riqueza e à prosperidade, etc.

Natureza-morta – ocupa o quarto lugar na hierarquia dos gêneros da pintura, portanto, era tida como uma arte menor, que, assim como a paisagem, tinha função apenas decorativa. Normalmente representava animais, frutas, pratos e outros ornamentos em cima de mesas. Os objetos tinham um significado específico, sendo que os animais, mortos ou vivos, traziam uma função alegórica.

Pintura de Gênero – também tinha função meramente decorativa. Era muito comum na Holanda, sendo pouco encontrada na França. Relacionava-se com os temas simples do dia a dia.

Nota: as pinturas que ilustram o texto encontram-se estudadas no blog: A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix / A Última Viagem do Temeraire, de Turner/ Retrato da Sra. Matisse, de Matisse/ Os Girassóis, de Van Gogh/ A Leiteira, de Vermeer

Fonte de pesquisa
O Sol do Brasil/ Lília Moritz Schwarcz

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FASES DA PRODUÇÃO DE UM FILME

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Por muito tempo eu me perguntei o porquê de acrescentarem, ao final dos filmes, aquele monte de créditos que ninguém lê. Assim que a película chega ao final, se o telespectador está no cinema, vai logo se levantando para sair, dando as costas para a tela; se está em casa, desliga a tevê ou muda de canal. Mas compreendo agora que os demorados créditos finais possuem razão de ser, pois a confecção de um filme demanda muitas cabeças pensantes. É um exército de pessoas dando o melhor de si, para o sucesso da película.

A produção de um filme passa por três fases básicas:

1-      pré-produção
2-      produção
3-      pós-produção

A pré-produção e a produção contam com a presença de:

  • produtores
  • diretores
  • roteiristas
  • atores

A pós-produção, feita após o término das filmagens, conta com equipes de:

  • edição
  • som
  • composição
  • efeitos especiais

As cenas, ao serem rodadas, nem sempre obedecem a uma sequência lógica, pois são filmadas de acordo com a locação. Um mesmo filme pode ser filmado em diferentes cenários. Por isso, somente na fase de pós-produção é que o montador e o diretor organizam a sequência lógica das cenas, num processo minucioso e demorado, em que muitas partes são descartadas. O sucesso do filme depende, muitas vezes, da forma como foi montado.

Depois de pronto o filme, os distribuidores, por sua vez, escolhem o local onde estreará e os exibidores levam-no à tela, estipulando um período para a sua exibição nos cinemas, que poderá ser alterado conforme o retorno das bilheterias.

O mercado do vídeo é outro filão para se ganhar dinheiro com o filme. E agora, com as televisões LED, nos mais variados tamanhos, fica ainda mais prazeroso assistir a um filme em casa. A internet também permite baixar muitos filmes pagos e gratuitos.

Nota: Imagem copiada de www.tvsinopse.kinghost.net

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Ticiano – O RAPTO DE EUROPA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição denominada O Rapto de Europa é uma das obras-primas do pintor italiano Tiziano Vacellio, conhecido por Ticiano, e faz parte de um conjunto de telas célebres do artista (Poesies), baseadas nas “Metamorfoses” de Ovídio, feitas para o rei da Espanha, Filipe II. Ela mostra o momento em que Europa é raptada por Júpiter, que toma a forma de um manso touro branco, levando-a a subir em suas costas.

A princesa encontra-se em difícil equilíbrio nas costas do belo e vigoroso touro branco, que adentra pelo mar com tão preciosa carga, em direção à ilha de Creta, onde a violação será levada a efeito. Ao descobrir que estava sendo raptada, Europa, com as roupas revoltas, mostra-se desesperada. Seu braço erguido, segurando o manto vermelho, encobre seu rosto, que olha para os dois cupidos acima, personificando a paixão. Suas pernas afastadas, ao mesmo tempo em que mostram a sua tentativa de desvencilhar-se de seu raptor, também intuem desejos por parte dela e o fato de que será desvirginada por Júpiter.

Europa traz a mão direita no chifre do touro, que também se mostra apavorado com a princesa às suas costas, temendo que ela caía no mar escuro e seja devorada por dois animais escamosos, predadores do oceano, presentes na tela. O touro tem a cabeça voltada para a direita, enquanto Europa olha em posição contrária. Sua cauda segue em direção a um cupido, que navega nas costas de um animal estranho, seguindo a princesa e Júpiter, e sugere que esteja a lhe pedir ajuda.

Na praia, pessoas do séquito da princesa clamam ao vê-la, juntamente com o touro, sumir mar adentro. No alto da composição, dois cupidos sobrevoam a dupla, portando arcos e flechas.

Ticiano deixa bem claro que se trata de uma cena de rapto e, que Aurora será estuprada. Ele mostra que, apesar do horror vivido pela princesa, esse também se transforma num estado de satisfação por parte da vítima, que não tem escolha.

Ficha técnica
Ano: c. 1556-1562
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 185 x 205 cm
Localização: Isabella Stuart Gardner Museum, Boston, EUA

Fontes de pesquisa
Ticiano/ Editora Taschen
http://www.gardnermuseum.org/collection/artwork/3rd_floor/titian_room/europa

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