UMA PEDRA NO MEIO DA FELICIDADE

Autoria do Dr. Ivan Large

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Há mais ou menos três anos que esse casal de jovens vem regularmente me visitar de seis em seis meses. Antes disso, estudavam juntos na mesma escola. Ambos, com quinze anos de idade, Francisco e Bianca passavam a maior parte do tempo juntos, trocando às vezes, beijos apaixonados, sob o olhar invejoso de seus colegas. A ideia que temos da felicidade era a que passava a imagem dos dois andando de mãos dadas, olhando sorridentes para um futuro sem nuvens. Mas um dia tudo mudou. Um acontecimento inesperado iria provocar um verdadeiro terremoto na vida deles e na de suas famílias:

Uma amiga de Francisco, com quem ele teria mantido, no passado, relações um pouco mais que amigáveis, apresentou os sinais de uma doença que foi logo diagnosticada como “Síndrome de imunodeficiência adquirida” (SIDA). Francisco e Bianca foram levados pelos pais a um médico, que pediu alguns exames laboratoriais. Esses revelaram que, apesar de não apresentar a doença, ambos eram portadores do vírus responsável pela sua transmissão. Desde então, submetem-se periodicamente a rigorosos exames médicos incluindo o dos olhos.

Com o consentimento das duas famílias, resolveram casar-se sem mais esperar, como se quisessem juntar as suas mãos a fim de segurar com mais força uma felicidade que ameaçava escapar-lhes. Como de costume, entram juntos no meu consultório, de mãos dadas, com um pequeno sorriso nos lábios. Examino um de cada vez enquanto o outro assiste em silêncio. Durante o exame, fico dividido entre minha preocupação ditada pelo dever profissional de procurar implacavelmente o menor sinal revelador da aparição da doença e um imenso desejo, fruto de um sentimento de amizade escondido no fundo do meu coração, de não encontrá-lo.

O exame já acabou e, mais uma vez, eu posso ser o mensageiro da melhor das noticias. Naquele momento, o mais importante, o presente, eles não têm nada nos olhos que lhes impeça de serem felizes.

O jovem casal vai embora, de mãos dadas, um pequeno sorriso nos lábios e nossas vidas continuam.

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MELHORES FILMES DA HISTÓRIA DO OSCAR

Autoria de Moacyr Praxedes

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Não resta dúvida de que o grande momento da festa do Oscar, aquele que é esperado por todos, trata-se da entrega da estatueta de Melhor Filme.  A escolha obedece aos seguintes critérios:

  1. Cada jurado entrega uma lista contendo 10 filmes escolhidos, na ordem de sua preferência (1º, 2º, 3º…).
  2. O filme vencedor será aquele que obtiver mais de 50% das indicações para o primeiro lugar.
  3. Caso nenhum filme obtenha tal porcentagem, a escolha levará em conta os situado no segundo lugar, terceiro e assim por diante.

Razões levantadas para a mudança:

  • Tornar a escolha mais democrática.
  • Dar oportunidade para um número maior de indicações.
  • Buscar o consenso através do voto preferencial.
  • Evitar que o indicado seja eleito com baixo percentual, não alcançando a maioria dos votos e nem o consenso entre os votantes.

Premiados como o “Melhor Filme” na história do Oscar:

1929 –  ASAS
            2 Oscar: Melhor Filme/ Efeitos de Engenharia
1930 – SEM NOVIDADES NO FRONT
           1 Oscar: Melhor Filme
           MELODIA DA BROADWAY
           1 Oscar: Melhor Filme

          Obs.: Nesse ano houve duas edições do Oscar.

1931 – CIMARRON
            3 Oscar: Melhor Filme/ Direção de Arte/ Roteiro Adaptado
1932 – GRANDE HOTEL
           1 Oscar: Melhor Filme
1933 – Não houve cerimônia do Oscar
1934 – CAVALGADA
            3 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte
1935 – ACONTECEU NAQUELA NOITE
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator (Clark Gable)/ Atriz (Claudete Colbert)/
Roteiro.
1936 – O GRANDE MOTIM
            1 Oscar: Melhor Filme
1937 – ZIEGFELD, O CRIADOR DE ESTRELAS
            3 Oscar: Melhor Filme/ Coreografia/ Atriz Coadjuvante
1938 – A VIDA DE ÉMILE ZOLA
           3 Oscar: Melhor Filme/ Roteiro/ Ator Coadjuvante
1939 – DO MUNDO NADA SE LEVA
            2 Oscar: Melhor Filme/ Diretor
1940 – E O VENTO LEVOU
           10 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz/ Atriz Coadjuvante/ Direção de Arte/Fotografia/
Edição/ Roteiro/ Oscar
Honorário para William Cameron Menzies, Oscar Técnico para Don Musgrave
1941 – REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL
            2 Oscar: Melhor Filme/ Direto
1942 – COMO ERA VERDE MEU VALE
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Direção deArte/ Fotografia
1943 – ROSA DA ESPERANÇA
           6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz / Atriz Coadjuvante / Fotografia/ Roteiro
1944 – CASA BLANCA
            3 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro
1945 – O BOM PASTOR
           6 Oscar: Melhor Filme/ Ator/ Ator Coadjuvante Diretor/ Música/ Roteiro Original
1946 – FARRAPO HUMANO
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Adaptado
1947 – OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS
            8 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Edição/Música/ Roteiro/ Oscar
Especial para Harold Russel
1948 – A LUZ É PARA TODOS
            3 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz Coadjuvante
1949 – HAMLET
            4 Oscar: Melhor Filme/ Ator/ Direção/ Figurino
1950 –  A GRANDE ILUSÃO
            3 Oscar: Melhor Filme/ Ator / Atriz Coadjuvante
1951 – A MALVADA
           6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro/ Ator Coadjuvante / Figurino/ Som
1952 – SINFONIA DE PARIS
            6 Oscar: Melhor Filme/ Direção de Arte/ Roteiro/ Figurino/ Trilha Sonora/
Roteiro Original
1953 – O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA
            2 Oscar: Melhor Filme/ Roteiro Original
1954 – A UM PASSO DA ETERNIDADE
            8 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante/ Atriz Coadjuvante/ Fotografia/  Edição/
Som/ Roteiro
1955 – SINDICATO DE LADRÕES
           8 Oscar: Melhor Filme/ Direto/ Ator/ Atriz Coadjuvante )/ Direção de Arte/ Fotografia/
Edição
1956 – MARTY
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro
1957 – A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS
            5 Oscar: Melhor Filme/ Roteiro Adaptado/ Montagem/ Fotografia/ Trilha Sonora
1958 – A PONTE DO RIO KWAI
            7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Fotografia/ Edição/Roteiro Adaptado/ Trilha Sonora
1959 – GIGI
            9 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte/ Fotografia/ Figurino/ Edição/ Canção
Original/ Trilha Sonora/ Roteiro Adaptado
1960 – BEN-HUR
            11 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Ator Coadjuvante/ Direção de Arte/ Fotografia/
Figurino/ Efeitos Especiais/ Edição/ Trilha Sonora/ Som
1961 – SE MEU APARTAMENTO FALASSE
           5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte/ Edição/ Roteiro Original
1962 – AMOR, SUBLIME AMOR
            10 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Atriz Coadjuvante / Direção de Arte/
Fotografia/ Figurino/ Edição de Som/ Trilha Sonora
1963 – LAWRENCE DA ARÁBIA
           7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Edição/ Direção de Arte/ Fotografia/ /Som/Trilha Sonora
1964 – AS AVENTURAS DE TOM JONES
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro/ Trilha Sonora
1965 – MINHA BELA DAMA
           8 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator/ Direção de Arte/ Figurino/ Trilha Sonora/Fotografia/
Som
1966 – A NOVIÇA REBELDE
          5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Edição/ Som/ Trilha Sonora
1967 – O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA
          6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Adaptado/Fotografia/ Figurino
1968 – NO CALOR DA NOITE
            5 Oscar: Melhor Filme/ Ator / Som/ Edição/ Roteiro Adaptado
1969 – OLIVER
            6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte/ Trilha Sonora/ Oscar Honorário para
Onna White
1970 – PERDIDOS NA NOITE
            3 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro Adaptado
1971 – PATTON
           7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator (George C. Scott)/ Direção de Arte/ Edição/ Som/
Roteiro Original
1972 – OPERAÇÃO FRANÇA
          5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Adaptado/ Edição
1973 – O PODEROSO CHEFÃO
            3 Oscar: Melhor Filme/ Ator/ Roteiro Adaptado
1974 – GOLPE DE MESTRE
            7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte/ Figurino/ Edição/ TrilhaSonora/ Roteiro
Original
1975 – O PODEROSO CHEFÃO II
            6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Direção de Arte/ Roteiro Adaptado/
Trilha Sonora
1976 – UM ESTRANHO NO NINHO
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator/ Atriz / Roteiro Adaptado
1977 – ROCKY, UM LUTADOR
           3 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Edição
1978 – NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz / Roteiro Original
1979 – O FRANCO ATIRADOR
           5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Edição/Som
1980 – KRAMER VS. KRAMER
           5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Atriz Coadjuvante/ Roteiro Adaptado
1981 – GENTE COMO A GENTE
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / RoteiroAdaptado
1982 – CARRUAGENS DE FOGO
            4 Oscar: Melhor Filme/ Figurino/ Trilha Sonora Original/ Roteiro Original
1983 – GANDHI
            8 Oscar: Melhor Filme/ Ator / Direção de Arte/ Fotografia/ Figurino/ Diretor/ Edição/
Roteiro Original
1984 – LAÇOS DE TERNURA
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz / Ator Coadjuvante/ Roteiro Adaptado
1985 – AMADEUS
            8 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Direção de Arte/ Figurino/ Maquiagem/ Som/
Roteiro Adaptado
1986 – ENTRE DOIS AMORES
            7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Fotografia/ Direção de Arte/ Trilha Sonora/ Som/ Roteiro
Adaptado
1987 – PLATOON
            4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Som/ Edição
1988 – O ÚLTIMO IMPERADOR
             9 Oscar: Melhor Filme/ Fotografia/ Diretor/ Direção de Arte/ Figurino/ Edição/ Trilha
Sonora/ Som/ Roteiro Adaptado
1889 – RAIN MAN
            4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Original
1990 – CONDUZINDO MISS DAISY
            4 Oscar: Melhor Film/ Atriz / Roteiro Adaptado/ Maquiagem
1991 – DANÇA COM LOBOS
            7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro Adaptado/ Fotografia/ Trilha Sonora/
Edição/ Som
1992 – O SILÊNCIO DOS INOCENTES
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Atriz / Roteiro Adaptado
1993 – OS IMPERDOÁVEIS
            4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante/ Montagem
1994 –  A LISTA DE SCHINDLER
            7 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Fotografia/ Direção de Arte/ Trilha Sonora/
Edição/ Roteiro Adaptado
1995 – FORREST GUMP
            6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator/ Roteiro Adaptado/ Efeitos Especiais/ Montagem
1996 – CORAÇÃO VALENTE
            4 Oscar: Melhor Filme/ Direção/ Fotografia/ Maquiagem/ Efeitos Sonoros
1997 – O PACIENTE INGLÊS
           9 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz Coadjuvante / Direçãode Arte/ Fotografia/ Figurino/
Trilha Sonora/ Edição/ Som
1998 – TITANIC
            11 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Direção de Arte/ Fotografia/ Figurino/ Efeitos Sonoros/
Som/ Efeitos Especiais/ Montagem/ Trilha Sonora/ Canção
1999 – SHAKESPEARE APAIXONADO
           7 Oscar: Melhor Filme/ Atriz / Atriz Coadjuvante / Figurino/ Direção de Arte/ Trilha
Sonora/ Roteiro Original
2000 – BELEZA AMERICANA
            5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Original/Fotografia
2001 – GLADIADOR
            5 Oscar: Melhor Filme/ Ator / Efeitos Especiais/ Figurino/ Som
2002 – UMA MENTE BRILHANTE
            4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz Coadjuvante / RoteiroAdaptado
2003 – CHICAGO
            6 Oscar: Melhor Filme/ Atriz Coadjuvante / Direção de Arte/ Edição/ Figurino/ Som
2004 – O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI
           11 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro Adaptado/ Som/ Efeitos Especiais/
Trilha Sonora/ Canção Original/ Maquiagem/ Edição/ Figurino/ Direção de Arte
2005 – MENINA DE OURO
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Atriz / Ator Coadjuvante
2006 – CRASH
            3 Oscar: Melhor Filme/ Roteiro Original/ Edição
2007 – OS INFILTRADOS
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro Adaptado/ Edição
2008 – ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ
           4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator Coadjuvante / Roteiro Adaptado
2009 – QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?
8 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Roteiro Adaptado/ Canção Original/ Trilha
Sonora/ Mixagem de Som/ Fotografia/ Edição
2010 – GUERRA AO TERROR
            6 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Edição (Montagem)/ Roteiro Original/ Som/
Edição de Som
2011 –  O DISCURSO DO REI
             4 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator / Roteiro Original
2012 – O ARTISTA
5 Oscar: Melhor Filme/ Diretor/ Ator/ Roteiro Original
2013 – ARGO
3 Oscar: Melhor Filme/ Roteiro Adaptado/ Edição
2014 – 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
3 Oscar: Melhor Filme/ Atriz Coadjuvante/ Roteiro Adaptado
2015 – A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA
3 Oscar: Melhor Diretor/ Melhor Roteiro Original/ Melhor Direção de Fotografia

 Os filmes mais premiados:

– O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – 11 Oscar
Titanic -11 Oscar
Ben- Hur -11 Oscar

2º – E o Vento Levou – 10 Oscar
Amor, Sublime Amor – 10 Oscar

3º – Gigi – 09 Oscar
O Último Imperador – 09 Oscar
O Paciente Inglês – 09 Osca

4º – Os Melhores Anos de Nossas Vidas – 08 Oscar
Sindicato de Ladrões – 08 Oscar
Minha Bela Dama – 08 Oscar
Gandhi – 08 Oscar
Amadeus – 08 Oscar
Quem Quer Ser um Milionário – 08 Oscar
A Um Passo da Eternidade – 08 Oscar

5º – Shakespeare Apaixonado – 07 Oscar
A Lista de Schindler – 07 Oscar
Dança com Lobos – 07 Oscar
Entre Dois Amores – 07 Oscar
Golpe de Mestre – 07 Oscar
Patton – 07 Oscar
Lawrence da Arábia – 07 Oscar
A Ponte do Rio Kwai – 07 Oscar

Fontes de Pesquisa:
Almanaque do Oscar/ Lojas Americanas
Wikipédia

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SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentadores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR

Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

MOLDANDO O NOSSO CÉREBRO

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Ticiano – VÊNUS VENDANDO O AMOR

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição denominada Vênus Vendando o Amor é uma das últimas obras mitológicas do pintor italiano Tiziano Vacellio, conhecido por Ticiano.

Na composição estão presentes Vênus, sentada, com uma coroa na cabeça, duas ninfas (ou Graças) e Cupido, em dois momentos. No primeiro, Cupido (Anteros) encontra-se atrás da mãe, que traz o rosto ligeiramente voltado para ele, alertando-a, possivelmente, para os perigos do amor voltado para as emoções relativas ao prazer do amor físico. Ele representa o amor que edifica. O segundo Cupido (Eros), no colo de Vênus, está sendo vendado com uma fita amarelada e simboliza o amor terreno, o amor físico com suas sofridas paixões. A deusa mostra-se mais afeita ao Cupido do amor terreno, trazendo certa malícia na fisionomia.

Duas mulheres do séquito de Vênus, postadas à sua frente, ao verem o Cupido, deus do amor carnal, sem seus atributos do amor, entregam-nos à deusa. A mulher mais alta entrega o arco, e a menor entrega a aljava carregada de setas.

Atualmente, alguns críticos acham que a figura segurando a aljava de flechas é a ninfa Afeto civil, e a segunda, segurando o arco, é Diana, a deusa da caça e da virgindade. Ticiano pode ter utilizado Afeto civil e Diana para simbolizar o amor casto, e o Cupido vendado para simbolizar o amor advindo da paixão cega, desenfreada. Todas as três mulheres mostram tensão na fisionomia, revelando que, qualquer que seja a forma de amor, existe sempre certa inquietude nele.

Ficha técnica
Ano: c. 1565
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 118 x 185 cm
Localização: Galeria Borghese, Roma, Itália

Fonte de pesquisa
https://romangodsandmonsters.wordpress.com/jen-sproul-venus-and-mars/jen-2/

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DAVID ATTENBOROUGH E A NATUREZA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Quando comecei, mostrávamos animais dentro do estúdio, em preto e branco, só com uma câmera parada. É extraordinário testemunhar a evolução dos documentários de lá para cá. (David Attenborough)

A história evolutiva está terminada. A viagem está completa. Se você me perguntasse há 20 anos se nós estaríamos concluindo uma tarefa tão gigantesca, eu teria dito “Não seja ridículo”. Estes programas contam uma história particular e tenho a certeza de que outros irão aparecer e contá-la muito melhor do que eu consegui, mas espero que, se as pessoas assistirem-na daqui a 50 anos, ela ainda tenha algo a dizer sobre o mundo em que vivo. (David Attenborough)

A vida animal é muito mais rica do que a humanidade em sua prepotência e arrogância pode imaginar. Exemplos estão aí debaixo do nosso nariz:

• a feitura dos hexágonos, a mais pura das figuras geométricas, pelas abelhas;
• a argamassa, de suma importância para as edificações, invenção das andorinhas;
• os diques, para regular as correntes, feitos pelos castores;
• o sistema de resfriamento dos cupinzeiros;
• o uso de ferramentas para quebrar nozes pelos chimpanzés;
• o ato de pastorear escaravelhos de certas espécies de formigas, para depois espremê-los e obter um tipo de leite, etc.

A introdução acima é uma espécie de abre-alas para falar do inglês David Attenborough, responsável por documentários sensacionais sobre a natureza, como nos mostra a superprodução “The Hunt”, nova série sobre o mundo animal (BBC Earth). Chegando à casa dos 90 anos, esse fantástico naturalista ainda tem muito a mostrar, depois de mais de sessenta anos nessa trilha que leva à vida animal.

Já na idade de 11 anos, David tinha uma bela coleção de fôsseis e pedras, a ponto de impressionar um especialista. Havia passado a infância a coleciona-los. Quando foi trabalhar na BBC, o fato de ser dentuço impediu o jovem de ser um apresentador, para a alegria do mundo animal e daqueles que são apaixonados por seu trabalho. “Life on Earth”, lançada nos fins dos anos 70, foi uma de suas importantes séries naturalistas.

David é tão importante para a natureza, que várias espécies receberam seu nome, como a planta carnívora Nepenthes attenboroughii, espécie da ilha Palawan, nas Filipinas, descoberta em 2007 e dedicada a ele, por ocasião do seu 80º aniversário. Em seus documentários, os animais são as mais importantes estrelas. Suas narrações são impregnadas de sensibilidade, cheias de drama e emoção.

O documentário “Life on Earth” é uma série épica que objetiva ilustrar a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin, o que implica na não aceitação das teorias criacionistas. Com isso, alguns religiosos contestam-no. Sobre os documentários, ele diz: “Os documentários são uma arma para mostrar às pessoas, que em sua maioria vivem nas cidades, a fragilidade do meio ambiente.”.

Ao ser questionado sobre seu amor pelo mundo animal, ele respondeu: “Acredito que ninguém nasça com esse amor dentro de si. Tive a sorte de travar contato precoce com o mundo natural e ser estimulado a descobri-lo.”.

Fontes de pesquisa:
Seis Mil Anos de Pão / Henriich E. Jacob
Veja / Novembro de 2015.
Wikipédia

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Teste – A ARTE BIZANTINA

Autoria de Lu Dias Carvalho

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(Faça o curso de HISTÓRIA DA ARTE gratuitamente neste site.)

Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, esse estava dividido em duas partes: a Ocidental, governada por Roma, e a Oriental, cujo principal centro de poder ficava em Bizâncio, cidade da Grécia Antiga. Ali a civilização cristã prosperou. Essa cidade, fundada por colonos gregos, tornou-se o centro do Império Bizantino, aí nascendo o estilo bizantino. A cidade de Bizâncio foi chamada de Constantinopla pelo imperador Constantino, o que significa “cidade de Constantino”. Mas em 1453, ao ser invadida pelos turcos, transformou-se na capital do Império Otomano, quando passou a chamar-se Istambul, nome que só seria oficializado em 1930. É hoje a mais famosa cidade da República da Turquia.

1. Por arte bizantina entende-se as manifestações artísticas surgidas no Império Bizantino entre os séculos V e XV. Os artistas deste estilo são conhecidos por usar uma técnica denominada:

a) pontilhismo
b) mosaico
c) plaine ar
d) fête galante

2. As imagens da arte bizantina tinham como objetivo:

a) Mostrar a beleza de seus textos visuais.
b) Ensinar as verdades fundamentais da fé cristã.
c) Utilizar figuras e símbolos pagãos.
d) Preparar os infiéis para a vinda de Cristo.

3. Eram características da arte bizantina, exceto:

a) Figuras alinhadas em posição frontal.
b) Ausência de profundidade espacial.
c) Uso do ouro e da cor pura para transmitir luz.
d) Expressões faciais denotando grande mobilidade.

4. Na arte bizantina até mesmo a cor e os bordados dos vestuários tinham por finalidade:

a) Definir cada personagem dentro das hierarquias do Império ou da Igreja.
b) Demonstrar a grandeza e a força do Império Romano para os adversários.
c) Destacar o relevo corpóreo das figuras e o claro escuro das obras.
d) Homenagear o imperador Constantino e a imperatriz Flávia Máxima.

5. O cristianismo que veio a tornar-se a religião oficial do Império Romano em 380,  enfocava na sua arte todas as afirmativas abaixo, exceto:

a) As histórias do Velho e do Novo Testamento.
b) A vida dos santos e mártires cristãos.
c) A conversão do imperador e da nobreza.
d) A conversão das pessoas à nova religião.

6. De acordo com a arte bizantina a arquitetura sacra era feita com grandes cúpulas. Uma das obras-primas desse período e considerada como o mais famoso monumento desse estilo é a Basílica de São Vital que fica em:

a) Ravena, na Itália;
b) Monique, na Alemanha;
c) Paris, na França;
d) Londres, na Inglaterra.

7. O mosaico não se destinava apenas a adornar as paredes e abóbadas, mas também a instruir os fiéis, ao mostrar-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e de vários imperadores.

Marque a alternativa correta no que diz respeito ao mosaico:

a) Teve seu auge na arte bizantina.
b) Manifestação artística em que são usados cacos de vidro e de cerâmica.
c) Trata-se de um tipo de arte que ornamentava o interior das igrejas.
d)  Todas as alternativas estão corretas.

8. O cisma que aconteceu entre o cristianismo de Roma e o do Império Bizantino teve como uma das causas o conflito sobre a função dos ícones religiosos.

Marque a alternativa correta:

a) O uso de pinturas com forma humana realista foi proibida.
b) Inúmeros artistas bizantinos retornaram à cidade após o decreto.
c) A iconoclastia era a favor da presença de ícones nas igrejas.
d) Apenas os governantes poderiam fazer uso de ícones nos palácios.

9. A arquitetura bizantina, embora tivesse muita correlação com a romana, foi a primeira tida como realmente cristã. Ela herdou da romana os arcos semicirculares e o uso de colunas, ainda assim trabalhou-os dentro de seu próprio estilo. O uso do domo (cobertura hemisférica de uma edificação) foi uma das maravilhas da arte bizantina. Na cidade de Veneza, na Itália, a Basílica de ………….. (ver ilustração acima) foi construída no estilo bizantino clássico:

a) Santa Maria del Fiori
b) Notre Dame
c) São Marco
d) São Pedro

10. As afirmações abaixo são características da arte bizantina, exceto:

a) Nela predominam os temas cristãos.
b) Existe a presença ostensiva do uso de cores.
c) Foi influenciada pela cultura greco-romana e a oriental;
d) Possui grandes afrescos em painéis de lona e madeira.

Gabarito
1.b / 2.b / 3.d / 4.a / 5.c / 6.a / 7.d / 8.a / 9.c / 10.d

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