Mestres da Pintura – PETRUS CHRISTUS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Pouco se sabe sobre a vida do pintor flamengo Petrus Christus (c.1415-1472/73), tido como um dos mais importantes sucessores do pintor Jan van Eyck. Além de ter sido colaborador desse após a sua morte, Petrus Christus foi quem levou avante o trabalho de sua oficina, inclusive terminando algumas obras inacabadas, deixadas por Eyck. Veio depois a criar a sua própria oficina, tornando-se um dos mais famosos representantes da Escola de Bruges.

Além da influência recebida de Jan van Eyck, Petrus foi também influenciado pela arte de Rogier van der Weyden e a de Robert Campin. É tido como um dos principais pintores da geração seguinte. Baseando-se apenas em suas experiências, o artista acabou por descobrir a lei da perspectiva linear, que foi aplicada em suas obras. Também é considerado o primeiro pintor a fazer uso de um cenário de interior para pintar seus modelos diante dele. É também famoso por suas paisagens, nas quais aplicou as leis básicas da perspectiva, abrindo novos caminhos para os que o precederam.

Nota: não se conhece um retrato do pintor. Ilustra o texto uma de suas obras, denominada Pietá, óleo sobre madeira, feita em cerca de 1455

Fontes de pesquisa
Los secretos de las obras de arte/ Editora Taschen
1000 obras-primas da pintura europeia/ Editora Könemann

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Rubens – OS QUATRO CONTINENTES

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição denominada Os Quatro Continentes, também chamada de Os Quatro Rios do Paraíso e ainda As Quatro Regiões do Globo, é uma obra alegórica do pintor barroco Peter Paul Rubens, o mais importante de todos os pintores flamengos do século XVII. Além de ter conhecido vários países, tendo sido diplomata, o artista era também muito culto. Por isso, acredita-se que ele tenha pintado os quatro continentes, personificados em figuras femininas, cada uma acompanhada de um deus tutelar: Europa, África, Ásia e as Américas, tema que era muito comum entre os artistas barrocos.

Esta pintura pertence ao período mais “clássico” do artista. Suas figuras apresentam destacados relevos que remetem às esculturas antigas, enquanto o desenho lembra a arte monumental de Michelangelo. A coloração viva e cheia está de acordo com a tradição veneziana. O artista conseguiu grande harmonia na composição, apesar dos variados elementos que nela se encontram. Presume-se que o crocodilo e a tigresa basearam-se em estudos vivos.

Por se tratar de uma alegoria, este quadro tem tido várias interpretações. Uma delas é a de que quatro deuses estão debaixo de uma tenda, ao lado de quatro mulheres (tidas em algumas interpretações como ninfas) abraçando ou sendo abraçados por elas. Cada um deles representa um continente. A tigresa com seus filhotinhos mamando representa o rio Tigre, enquanto um gigantesco jacaré simboliza o rio Nilo.

Uma segunda interpretação diz que as mulheres personificam os quatro continentes (Europa, Ásia, África e Américas), enquanto os homens representam os rios: o Nilo na África, o Danúbio na Europa, o Ganges na Ásia e o rio Prata na América. Excetuando a mulher negra, as demais foram pintadas com as mesmas feições das europeias. A tigresa ameaçando o jacaré para proteger os filhotes, simbolizaria a Ásia e o homem com um leme simbolizaria o rio Danúbio.

De acordo com uma das interpretações (Enciclopédia dos Museus) as figuras estariam assim distribuídas:

  • em cima, à esquerda, estão a Europa e o rio Danúbio;
  • embaixo, a África e o rio Nilo;
  • à direita, na frente, estão a Ásia e o rio Ganges;
  • atrás, a América e o rio Amazonas.

Nota: são cinco os continentes, mas o quinto, Oceania, não foi representado, pois ainda não se tinha conhecimento pleno dele à época. A obra foi cortada em todos os lados.

Ficha técnica
Ano: 1615
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 209 x 284 cm
Localização: Kunsthistorisches Museum, Viena, Áustria

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
os-quatro-continentes-de-peter-paul…https://books.google.com.br/books?id Os+quatro+continentes,+Peter+Paul+
https://books.google.com.br/books?isbn=8506072379

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AS COINCIDÊNCIAS DA VIDA

Autoria do Dr. Ivan Large

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Acaba de entrar na minha sala uma menina de quinze anos acompanhada de sua mãe. As duas parecem muito abaladas. Pergunto o que está acontecendo. É a mãe, dona Filomena quem me responde:

– Doutor, o senhor não vai acreditar, mas acabamos de encontrar na sua sala de espera o pai desta menina.

– O meu pai, não, o seu ex-marido! – Interrompe a mocinha, gritando furiosamente.

Depois de acalmarem-se um pouco, elas me contam que Geraldo, o pai de Carolina, abandonou mãe e filha, quando a garota tinha apenas três anos de idade. Casou-se com outra mulher com quem formou uma nova família. Durante os doze anos que seguiram, nunca procurou encontrar-se com a Carolina, que não o conhecia ate aquele momento, quando dona Filomena levou um tremendo susto, ao vê-lo aparecer na minha sala de espera, enquanto ambas esperavam ser atendidas.

O fato de pessoas tão profundamente ligadas e separadas, desde tanto tempo, terem marcado uma consulta no mesmo horário e com o mesmo médico, parece-me uma coincidência pelo menos estranha. Isso me lembra outra coincidência, quando, alguns anos atrás, antes de abrir o meu próprio consultório, eu atendia meus pacientes, uma vez por semana, na clínica de um colega, em Belo Horizonte.

Uma noite, eu liguei para meu irmão no Haiti. No final da conversa, ele me contou que conheceu um brasileiro que havia ficado algum tempo no seu país, trabalhando como observador da OEA e, que por coincidência morava em Belo Horizonte. A fim de anotar o seu número de telefone fui buscar, correndo, uma caneta e uma folha de papel. Mas depois de desligar, percebi que, na minha preocupação em anotar corretamente o seu numero de telefone, não tinha prestado atenção ao seu nome. Eu tinha quase certeza de que ele se chamava Leandro. Só que eu estava errado. Na verdade era Leonardo.

Na mesma hora eu liguei para ele. Uma mulher atendeu-me. Perguntei por Leandro. Ela me respondeu que ali não tinha ninguém com esse nome. Pensei que talvez o número estivesse errado, pedi desculpas e desliguei. No dia seguinte fui atender na clínica. Quando a minha primeira paciente entrou, eu a cumprimentei. Ela notou, pelo meu sotaque, que eu era estrangeiro, e me perguntou de onde eu era.

– Do Haiti! – respondi-lhe

– Foi você quem me ligou ontem à noite? – indagou ela.

Na minha frente estava a mãe do Leonardo, a mulher com quem eu tinha conversado. Vocês podem chamar isso de coincidência ou será… Será que algum amigo secreto sabendo do meu erro, quis consertá-lo, e encontrou uma maneira inusitada de me fazer entrar em contato com o Leonardo? Será também que alguma pessoa escondida quis organizar um encontro inesperado entre o Geraldo e sua ex-família? Será? Sei lá…

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Filme – O MENINO E O MUNDO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Nosso filme nasceu como um grito sincero de liberdade e de amor, um grito político, latino-americano. Mas, sobretudo, um grito contra o sufoco que a grande indústria cria aos potenciais artísticos, poéticos e de linguagem da animação. E acho que este grito ecoou onde precisava ecoar. Um momento importante onde filmes de animação mais autorais concorrem ao prêmio maior da indústria de cinema. (Alê Abreu)

O cinema brasileiro concorre ao Oscar deste ano com a animação O Menino e o Mundo, obra do diretor paulistano Alê Abreu, que vê seu filme como zebra, não em relação à sua qualidade, mas ao orçamento com que foi feito, o que tem deixado muita gente boquiaberta num universo em que os gastos com filmes vêm se tornando estratosféricos. A animação brasileira teve um orçamento (US$ 500 mil) considerado baixíssimo. Foi com emoção que Alê Abreu desabafou:

– Somos a zebra do ano, com o maior orgulho de ser zebra, e vamos trabalhar forte para trazer o careca dourado para o Brasil! Vitória! Airgela! Viva a animação brasileira!

Desde que estreou em 2014, O Menino e o Mundo vem fazendo bonito. Recebeu 44 prêmios, inclusive o de melhor animação, no Festival Annecy, na França, prêmio concedido tanto pelo júri quanto pelo público presente.  O Prêmio Cristal é considerado o maior prêmio da categoria em todo o mundo. E mais, foi aplaudido de pé.

O Menino e o Mundo conta a história de um garoto que deixa seu pequeno universo em busca do pai, que foi obrigado a sair de casa em busca de trabalho. Na sua jornada, o menino depara com um mundo caótico, que lhe é totalmente desconhecido, marcado pela desigualdade e perda de valores, pelo consumismo, pela tirania industrial e pela destruição aterradora do meio ambiente, ainda assim, encontra solidariedade pelo caminho. O mais interessante é que o filme não possui diálogos, e nos poucos trechos falados, fala-se em português, mas de trás para frente. A trilha sonora é responsável por dar vida ao filme, complementando-se com uma deslumbrante apresentação visual. Gustavo Kurlat e Ruben Feffer assinam a trilha sonora que possui a participação do percussionista Naná Vasconcelos e do rapper Emicida.

O cineasta Alê Abreu (44 anos), que em 2007 criou a animação Garoto Cósmico, com a qual fez sua estreia, diz que sua preocupação maior, ao fazer O Menino e o Mundo, era fugir um pouco dos elementos digitais, e trabalhar também com elementos aparentemente simples, em 2D, usando mais colagens, aquarela, canetinhas, tinta acrílica, etc. Com isso, seu trabalho segue uma rota totalmente diferenciada do universo de 3D, tão comum aos dias de hoje, e traz um desenho com um visual maravilhoso e com uma trama comovente.

Talvez a originalidade de O Menino e o Mundo, na qual se misturam técnicas de animação com a predominância de um traço simples, seja a responsável por levar esse menino pobre a desfilar pelo tapete vermelho do Oscar, fazendo com que todo o povo brasileiro sonhe e torça pare que ele encontre não apenas o pai, mas também o Oscar de melhor animação.

A animação brasileira concorre ao lado de “Anomalisa”, “Shauan, O Carneiro”, “Divertida Mente” e “Quando estou com Marnie”.

VEJAM UM PEDACINHO DA ANIMAÇÃO

Ficha técnica
Direção: Alê Abreu
Duração: 80 minutos
Recomendação: Livre
País: Brasil
Ano: 2013

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COMO SE ESCOLHE O OSCAR

Autoria de Lu Dias Carvalho oscaritos
Cerca de 6.000 membros da Academia, das mais diversas nacionalidades, são os responsáveis pela escolha dos premiados. Os votantes são divididos em 14 categorias:

• Atores
• Diretores de arte
• Fotógrafo
• Diretores
• Executivos
• Montadores
• Músicos
• Produtores
• Relações públicas
• Curta-metragem
• Animação
• Som
• Efeitos especiais
• Roteiristas

Como se processa a votação:

1. Na primeira etapa, cada associado vota nos finalistas da categoria a que pertence, para escolher os 5 melhores do ano anterior. Ou seja, atores votam em atores, diretores em diretores, músicos em músicos, etc.

2. Depois de serem anunciados os 5 finalistas de cada categoria, todos os membros da Academia votam nas 14 escolhidas anteriormente, indiferentemente de pertencer a essa ou àquela categoria.

3. As demais categorias são votadas pelo comitê de direção da Academia.

4. Para a escolha dos finalistas em Filmes Estrangeiros, Documentários e Curtas só podem votar os que assistirem a todos os concorrentes.

Como manter o sigilo e a imparcialidade:

1. As cédulas são enviadas, via correio, para a casa dos votantes. Eles têm duas semanas para enviar o voto.
2. Os envelopes são devolvidos à Academia, sem nenhuma alusão ao remetente.
3. Os computadores são responsáveis por fazer a apuração dos votos.
4. O resultado é colocado em envelopes rigorosamente lacrados.
5. Os envelopes só poderão ser abertos na hora da premiação.

Categorias

À medida em que a indústria cinematográfica foi se desenvolvendo, o número de categorias foi sendo alterado. No primeiro ano de existência do Oscar foram 11 categorias. Atualmente são 24, assim divididas:

I – Principais categorias

1. Melhor filme
Parece ser o ponto x da premiação. E para ele convergem todas as atenções. Talvez por englobar um universo maior. O filme precisa ser falado em inglês. O prêmio é entregue ao diretor da obra premiada.

2. Melhor diretor
Refere-se especificamente ao trabalho do diretor. Os votantes levam em conta a forma como ele transformou o roteiro em filme e o seu trabalho com os atores no desenrolar da história.

3. Melhor ator
Artistas de todos os países podem concorrer ao prêmio. São indicadas apenas as performances nos papéis principais da trama.

4. Melhor atriz (idem)

5. Melhor ator coadjuvante (papel secundário)
Participam artistas que atuaram em papéis secundários. Atores de todas as nacionalidades podem competir.

6. Melhor atriz coadjuvante (idem)

7. Melhor roteiro original/argumento original
É premiada a melhor obra escrita exclusivamente para se tornar um filme de cinema.

8. Melhor roteiro adaptado/argumento adaptado
O roteiro não pode ter sido feito especificamente para um filme, mas adaptado de uma obra, normalmente de livros.

9. Melhor filme de animação
Essa categoria é nova na história do Oscar (2002). As animações podem ser feitas com qualquer tipo de técnica.

10. Melhor filme em língua não-inglesa
O filme pode ser falado em qualquer língua, desde que não seja a inglesa. Pode, inclusive, ser produzido em países de língua inglesa, mas desde que a língua falada não seja o inglês.

II – Categorias secundárias

1. Melhor documentário
O documentário deve abordar temas científicos, sociais, culturais, artísticos, históricos, econômicos, etc. Não pode ser uma ficção. É permitido o uso de reconstituições e cenas retiradas de arquivos.

2. Melhor documentário de curta-metragem
Deve obedecer aos mesmos critérios do documentário de longa-metragem. A única diferença é o tempo de duração, que não pode ultrapassar os 40 minutos.

3. Melhor curta-metragem
Só podem concorrer nessa categoria, produções com até 40 minutos de duração (incluindo os créditos). Curtas de todos os países podem participar, caso preencham os requisitos propostos pela Academia.

4. Melhor curta-metragem de animação
Trata-se de animações realizadas com quaisquer tipos de técnicas. Também não podem ultrapassar os 40 minutos de duração.

5. Melhor trilha sonora/banda sonora
Concorrem apenas as músicas instrumentais compostas especialmente para cada filme.

6. Melhor canção original
A música deve ser composta especificamente para o filme. Também se olha a letra e interpretação vocal.

7. Melhor edição de som/montagem sonora
O som da obra deve obedecer a regras específicas estipuladas pela Academia. Ganha aquele que responder melhor aos quesitos exigidos.

8. Melhor mixagem de som/mistura sonora
É avaliado o melhor processo de combinar os vários sons do filme (harmonia) a partir de gravações separadas.

9. Melhor direção de arte/direção artística
Engloba a ambientação do filme, o cenário e demais artefatos usados para contar a história por parte do diretor de arte.

10. Melhor fotografia
É o prêmio para a excelência da fotografia (iluminação e enquadramento dentro dos sets de filmagens) para uma obra.

11. Melhor edição/montagem
A gravação de um filme não é linear. As cenas normalmente não são gravadas em ordem cronológica, seguindo o roteiro. Depois de todo o material pronto é que se faz a montagem, muitas vezes descartando partes julgadas desnecessárias. O prêmio é ganho pela melhor montagem feita.

12. Melhor figurino/guarda-roupa
O figurino é muito importante para retratar um filme num determinado tempo, assim como para caracterizar os personagens de uma obra. Vemos essa parte com mais clareza em filmes de ficção científica e épicos.

13. Melhor maquiagem/caracterização
É outra premiação que também desperta muito interesse. Escolhe-se, dentre os filmes concorrentes, aquele que apresenta a maquiagem de um personagem (ou personagens) que mais chama a atenção por sua criatividade e perfeição.

14. Melhores efeitos visuais/efeitos especiais
É uma das categorias mais aguardadas pelo público, onde são usadas as mais diferentes técnicas de efeitos especiais.

Curiosidades

  • Participação brasileira (filmes indicados):
    1963 – O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte) – Melhor Filme Estrangeiro
    1996 – O Quatrilho (Fábio Barreto) – Melhor Filme Estrangeiro
    1998 – O Que É Isso Companheiro? (Bruno Barreto) – Melhor Filme Estrangeiro
    1999 – Central do Brasil (Walter Salles) – Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz
    2004 – Cidade de Deus (Fernando Meirelles) – Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia
  • O maior número de indicações ao Oscar é de Walt Disney: 64. Recebeu 26 deles.
  • Meryl Streep é a atriz recordista de indicações ao prêmio (16 no total). Recebeu 3 estatuetas.
  • Os filmes que mais receberam o prêmio foram: Ben-Hur, Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Onze estatuetas para cada um.
  • Brasileiros que podem votar na premiação do Oscar: Bruno Barreto, Walter Sales, Fernando Meirelles e Fernanda Montenegro.
  • A Argentina foi o único país latino-americano a receber um Oscar na categoria de “melhor filme de língua estrangeira”. Itália e França são as campeãs (12 vezes cada uma).
  • Apenas 3 filmes receberam os cinco principais prêmios da Academia: Aconteceu Naquela Noite (1934), Um Estranho no Ninho (1975) e O Silêncio dos Inocentes (1990)
  • Não é preciso ser sócio da Academia para concorrer ao prêmio. E uma indicação não torna a pessoa sócia automaticamente.
  • Em 1953 a premiação foi televisionada pela primeira vez.
  • Em 1989 a frase “And the winner is…” (E o ganhador é…) mudou para “And the Oscar goes to…” (E o Oscar vai para…), para que os demais indicados não se sentissem derrotados.

Fonte de Pesquisa:
http://pt.wikipedia.org/
ttp://www.bastaclicar.com.br/cinema/oscar2007/historia.asp
Revista Época, 1º de março/2010

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Ticiano – DIANA E ACTEÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A composição denominada Diana e Acteão é uma das obras-primas do pintor italiano Tiziano Vacellio, conhecido por Ticiano, e faz parte de um conjunto de telas célebres do pintor (Poesies), baseadas nas Metamorfose de Ovídio. Ela mostra o momento em que a deusa recebe a visita de um intruso, durante seu banho.

Encontra-se Diana tomando banho numa fonte, ao lado de suas ninfas, todas nuas, quando é surpreendida por um jovem que ali aparece inadivertidamente. A deusa está sentada sobre um manto vermelho e traz sobre a cabeça uma coroa de perolas, encimada por uma lua crescente. Ela se mostra perturbada, e tenta cobrir o rosto e os seios com uma toalha branca, ajudada por uma criada negra, com veste vermelha e branca, que se posta atrás dela. Uma ninfa enxuga-lhe o pé direito, sem se mostrar incomodada com a presença do intruso. As outras ninfas tentam se esconder das mais diferentes formas: virando o corpo, ocultando-se atrás de uma coluna de pedra, usando uma toalha para cobrir-se, etc.

O jovem Acteão, usando sua roupa de caçar, mostra-se perplexo ao deparar-se com a deusa e seu séquito, levantando os braços. Sua surpresa é tão grande que seu arco cai no chão, a seus pés. Nas costas, ele carrega sua aljava. Leva consigo seus dois cães. Ao lado da deusa, um cãozinho parece querer enfrentar os invasores.

O crânio de um veado, acima da coluna, e as peles de caça penduradas nas árvores, acima da cabeça de Diana, já prenunciam a morte do jovem Acteão. Um regato separa Acteão da deusa e de seu séquito. Por entre o vão das árvores e da abóboda descortinam-se montanhas e um céu azul, com nuvens pesadas.

Segundo a mitologia romana, Diana era a deusa da caça que, zelosa de sua virgindade, transformou o caçador Acteão em cervo, por tê-la visto nua durante o banho. Ele foi morto por seus próprios cães e estraçalhado por eles.

Ficha técnica
Ano: c. 1556-1559
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 184,5 x 202,2 cm
Localização: National Gallery of Scotland, Escócia, Grã-Bretanha (em empréstimo)

Fontes de pesquisa
Ticiano/ Taschen
http://www.nationalgallery.org.uk/paintings/titian-diana-and-actaeon

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