Teste – A ARTE GREGA I

Autoria de Lu Dias Carvalho

acrop    discob

(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

Por volta de 700 a.C. um grupo de cidades-estados, dentre as quais se encontravam Esparta, Atenas, Corinto e Tebas, uniram-se, formando a célebre Grécia Antiga. Da junção dessas cidades, governadas pela aristocracia culta e amante da arte, nasceu um estilo arquitetônico primoroso que deu vida a algumas das mais belas estátuas de pedra esculpidas na história da arte. A escultura grega foi responsável por determinar o padrão da escultura ocidental durante um período de 2.500 anos. Os escultores gregos buscavam nos seres humanos o modelo para suas criações naturalistas e tridimensionais. Elas também retratavam os ideais de beleza física, força e coragem. Na pintura os artistas gregos criaram grandes murais, sendo que desses, poucos resistiram ao tempo.

1. Os artistas gregos criaram três estilos bem conhecidos de arquitetura que podem ser mais bem identificados no padrão escultórico das colunas e seus capitéis (coroamentos decorativos das colunas).

Relacionadas com tais estilos, marque a alternativa incorreta:

a) Ordem dórica (coluna e capitel são os mais simples);
b) Ordem jônica (coluna e capitel em voluta, ou seja, espiralado);
c) Ordem coríntia (coluna estreita e estriada e capitel em voluta e folha de acanto);
d) Ordem compósita (coluna quadrada com capitel oval).

2. A acrópole (cidade alta) era edificada na parte mais alta de um terreno onde, em caso de invasão, seria defendida com mais facilidade. Era também tida como um local sagrado. A Acrópole de Atenas é a mais famosa do mundo. Ali estão outras edificações célebres como:

a)  Partenon e  Erecteion.
b)  Partenon e  Coliseu.
c)  Erecteion e Epidaurus.
d)  Epidaurus e Coliseu.

3- Os templos gregos, ao serem construídos, tinham por objetivo servir de moradia para os deuses, sendo esses representados por estátuas sagradas. O Partenon (ou Partenão), construído em mármore branco e com a estátua da deusa grega esculpida em ouro e marfim, foi dedicado à deusa patrona da cidade de nome:

a) Afrodite.
b) Atena.
c) Ártemis.
d) Anteia.

4- Foram os gregos os responsáveis por criarem o teatro moderno ocidental. Em relação a este assunto, todas as afirmativas abaixo estão corretas, exceto:

a) As festas religiosas celebravam o deus Dionísio.
b) Cantos e danças faziam parte dos rituais festivos.
c) Esses rituais transformaram-se em peças de teatro.
d) Os teatros ficavam dentro de grandes templos.

5- Dentre os grandes nomes da escultura da Grécia Antiga encontra-se:

a) Michelangelo.
b) Rodin.
c) Fídias.
d) Donatelo.

6- Os gregos antigos foram exímios no trabalho com cerâmica. Através das obras que sobreviveram é possível verificar o grande talento que possuíam para o desenho, a pintura e a criação artística. Um dos trabalhos mais famosos e, que em 1900 foi derrubado por um guarda do museu, quebrando em 638 pedaços, tendo passado por duas restaurações, foi:

a) O Vaso François.
b) A Taça de Vinho com Alças.
c) O Vaso de Hércules em Combate.
d) A Ânfora com Fundo em Vermelho.

7- No período antigo da arte grega, os artistas desenvolveram o modelo de um homem jovem, sempre representado rigidamente nu, cuja beleza encontrava-se na perfeição do corpo atlético. Esse modelo era chamado de:

a) homine.
b) efebo.
c) varão.
d) kouros.

8- Os atletas gregos gozavam de grandes privilégios. Durante a primeira idade clássica passaram a servir como modelos, sendo suas formas menos rígidas. Todas as alternativas relativas a eles estão corretas, exceto:

a) A cultura atlética foi pouco importante para as artes visuais.
b) Os vencedores dos jogos olímpicos eram tidos como heróis.
c) O corpo dos vencedores era tido como a imagem da perfeição divina.
d) Uma coroa de oliveira adornava a cabeça dos vencedores.

9- Ao contrário dos atletas, as korai (plural de kore ou koré, jovem mulher) não eram apresentadas nuas, mas usando uma túnica que lhes cobria o corpo recatadamente.

Sobre essas imagens femininas pode-se dizer que:

a) Eram ofertadas à deusa Atena, protetora da cidade.
b) Representavam belas jovens que viviam em meio ao povo.
c) Muitas traziam na mão uma romã ou uma flor de açafrão.
d) Eram feitas na pedra bruta, sem receber cor alguma.

10- A famosa escultura denominada “O Discóbolo” ou “O Lançador de Disco” (ver imagem acima) foi criada pelo famoso escultor grego de nome:

a) Lísipo.
b) Praxíteles.
c) Policleto.
d) Míron.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE GREGA (I)

A ARTE GREGA (II)
Teste – O PERÍODO CLÁSSICO
O LANÇADOR DE DISCOS

Gabarito
 1d / 2a / 3b / 4d / 5c / 6a / 7d / 8a / 9c / 10d

Views: 39

Pierre Verger – SUA FAMÍLIA E SUA ARTE

Autoria de Lu Dias Carvalho

Verger e família0001     verger

O francês Pierre Verger (1902-1996) era filho de uma rica família de origem alemã e belga. Seu pai, Léopold Verger, ainda solteiro, mudou-se para a França, ali instalando uma pequena gráfica. Casou-se depois e teve três filhos, sendo Pierre o mais jovem deles. Na foto à direita, o nosso garotinho, com seis anos, encontra-se sentado à direita da mãe, com seu bonequinho de estimação. Atrás, de pé, estão seus dois irmãos. A segunda mostra-o na sua velhice.

A sorte nem sempre sorriu para o jovem Pierre que, antes dos 30 anos, já havia perdido seu pai e os dois irmãos, vindo a mãe a falecer mais tarde, quando ele tinha 32 anos de idade. Sobraram-lhe apenas os parentes distantes, sobre os quais não nutria simpatia alguma, em razão da vida superficial que levavam. Talvez tenha sido por isso que buscou sempre a simplicidade, em toda a sua vida.

Pierre Verger travou amizade com artistas e intelectuais de sua época, em Paris. Dentre esses, tornou-se íntimo do fotógrafo Pierre Boucher, com quem aprendeu as primeiras lições da arte que viria a ser o motivo central de sua vida: a fotografia, responsável por levá-lo a vários cantos do mundo. No início, sem dinheiro, chegou a trocar suas fotografias por alimentação, hospedagens e passagens. Mas, à medida que se firmava como um excelente fotógrafo jornalístico, especializado na fotografia em branco e preto (ainda não havia a colorida na época), passou a vender sua arte para jornais e revistas. Onde quer que fosse, não se apartava de sua amada companheira: uma máquina Rolleiflex (presente hoje na Fundação Pierre Verger), cujo visor era olhado de cima para baixo. Ele mesmo revelava suas fotos.

O fotógrafo deu volta ao mundo, documentando as mais diversas culturas, muitas delas hoje inexistentes, em razão da ocidentalização mundial. Agradava-lhe, sobretudo, as religiões afro-brasileiras, encontrando em Salvador/BA, um celeiro inimaginável para ser fotografado, além da beleza da cidade, suas tradições e hospitalidade das pessoas. E foi essa cidade que escolheu para viver, recebendo influências de Jorge Amado, Mãe Menininha, Mário Cravo, entre outros, e do povo baiano. Ali, ele escolheu um bairro pobre para morar, denominado Engenho Velho de Brotas, numa casa onde não havia luz e água encanada.

O trabalho etnológico de Pierre Verger deu-lhe o título de Doutor em Etnologia pela Universidade de Sorbonne (Paris/França). Recebeu também o título de Babalaô pelo Candomblé. O trabalho de Verger como fotógrafo continua dando frutos, ao influenciar grandes nomes da fotografia brasileira, como Mário Cravo, Sebastião Salgado, Vitória Régia Sampaio, Adenor Godim, Jahbson Borges (que trabalhou como seu assistente), entre outros.

Pierre Verger, cuja fotografia primava por captar o espontâneo e o mais natural possível, deixou um acervo fotográfico que contabiliza cerca de 65 mil negativos, de grande importância, sobretudo para o Brasil. Ali estão fotos dos mais inusitados lugares do mundo, mostrando pessoas no dia a dia, em seus diferentes afazeres e locais.

Fontes de pesquisa
http://www.unicamp.br/~everaldo/bahia/verger/verger.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Verger
Fotografando Verger/ Editora Companhia das Letrinhas

Views: 16

BONS FILMES SEGUNDO ROGER EBERT (II)

Autoria de Lu Dias Carvalho

rebertII

Não acredito em classificações e listas […], pois tais listas não têm sentindo e podem mudar de um dia para outro. Não procurei listar “os cem melhores filmes”, mas simplesmente selecionar cem bons filmes – sem ordem de classificação, escolhidos apenas segundo minhas preferências e suas qualidades artísticas, seu papel histórico, sua influência, etc. […] Para o crítico britânico Derek Malcolm um grande filme “é qualquer filme que ele considere impossível não querer rever”. Concordo com ele. (Roger Ebert)

O legado perene de Roger Ebert é o de converter e educar pessoas a apreciarem filmes importantes e desafiadores de todas as épocas […] redescobrindo tesouros esquecidos ou enterrados. […] Ele expandiu a visão dos espectadores, ampliou-lhes a capacidade de apreciar filmes e apresentou-lhes as melhores obras de muitos países. (Mary Corliss)

O estadunidense Roger Joseph Ebert (1942-2013) foi crítico de cinema e também roteirista. Iniciou sua carreira, como crítico, em 1967, escrevendo para o Chicago Sun-Times. Em sua coluna, ele fazia críticas e análises de filmes, que eram republicadas em mais de 200 jornais ao redor dos Estados Unidos e do mundo. Escreveu mais de 15 livros, incluindo seu guia anual de filmes, que reúne as suas críticas de cada ano. Foi o primeiro crítico de cinema a vencer um Prêmio Pulitzer de Crítica. Também recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. A crítica positiva de Roger Ebert a um filme era sinônimo de sucesso para esse, tanto é que passava a constar na capa do filme.

Abaixo, em ordem alfabética, o nome de mais 100 bons filmes segundo a  opinião de Roger Ebert, que deixa claro que não acredita em listas classificatórias, pois também crê que um bom filme é aquele que é impossível não querer rever. Alguns deles estão comentados aqui no nosso blog (marcados com asterisco):

1. 007 Contra Goldfinger (Guy Hamilton) *
2. A Sangue Frio (Richard Brooks)
3. Acossado (Jean-Luc Godard)
4. O Açougueiro (Claude Chabrol)
5. Alien – O Oitavo Passageiro (Ridley Scott) *
6. Amadeus (Milos Forman) *
7. Amarcord (Frederico Fellini)
8. Amor Sublime Amor (Robert Wise/ Jerome Robbins)
9. Antes Só do que Mal Acompanhado (John Hughes) *
10. Aurora (Friedrich Wilhelm)
11. As Aventuras de Robin Wood (Michael Curtiz/ William Keighley)
12. O Baile dos Bombeiros (Milos Forman)
13. Bob, O Jogador (Jean-Pierre Melville)
14. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese)
15. O Boulevard do Crime (Marcel Carné)
16. Branca de Neve e os Sete Anões (Walt Disney)
17. Os Brutos Também Amam (George Stevens)
18. Buster Keaton (Joseph Frances Keaton)
19. Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spealberg)
20. Cada um Vive como Quer (Bob Rafelsom)
21. Caminhos Perigosos (Martin Scorsese)
22. A Canção da Vitória (Michael Curtiz)
23. A Ceia dos Acusados (W.S. Van Dyke)
24. O Conto de Inverno (Erich Rohmer)
25. Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi) *
26. Contos de Tóquio (Yasujiro Ozu)
27. A Conversação (Frances Ford Copolla)
28. A Cor Púrpura (Steven Spielberg) *
29. Coronel Blimp – Vida e Morte (Michael Powell/ Meric Press Burguer)
30. Os Corruptos (Fritz Lang)
31. Desafio à Corrupção (Robert Rossen)
32. Desejos Proibidos (Max Ophuls)
33. Despedida em Las Vegas (Mike Figgs)
34. O Diabo Riu por Último (John Huston)
35. Digam o que Disserem (Cameron Crowe)
36. O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñel) *
37. Doze Homens e uma Sentença (Sidney Lumet)
38. Os Eleitos (Philip Kaufman)
39. Os Embalos de Sábado à Noite (Jonh Badham)
40. Um Estranho no Ninho (Milos Forman)
41. O Evangelho Segundo S. Mateus (Pier Paolo Pasolini) *
42. Feitiço da Lua (Norman Jewison)
43. A Grande Testemunha (Robert Bresson)
44. Grandes Esperanças (David Lean)
45. Grisbi, Ouro Maldito (Jacques Becker)
46. Gritos e Sussuros (Ingmar Bergman)
47. O Guarda (Edward Cline)
48. Uma História de Natal (Bob Clark)
49. O Homem que Ri (Paul Leni)
50. Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)
51. Um Inverno de Sangue em Veneza (Nicholas Roeg)
52. Isto é Spinal Tap (Rob Rainer)
53. Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock)
54. Jogo de Emoções (David Mamet)
55. King Kong (Merian C. Cooper)
56. Lanternas Vermelhas (Zang Yimou)
57. Laura (Otto Preminger)
58. O Leopardo (Luchino Visconti)
59. A Longa Caminhada (Nicholas Roeg)
60. A Marca da Maldade (Orson Weles)
61. Meu Jantar com André (Louis Malle)
62. Meu Passado me Condena (Basil Dearden)
63. Mon Oncle (Jacques Tati)
64. Meu Vizinho Totoro (Hayao Miyazaki)
65. Muito Além do Jardim (Hal Ashby)
66. Uma Mulher para Dois (François Truffaut)
67. O Nascimento de uma Nação (David Work)
68. As Noites de Cabíria (Federico Fellini)
69. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Wood Allen)
70. As Oito Vítimas (Robert Hamer)
71. Orfeu (Jean Cocteau)
72. Pacto Sinistro (Alfred Hitchcock)
73. Paris, Texas (Wim Wenders)
74. Patton – Rebelde ou Herói? (Franklin J. Schaffner)
75. Piquenique na Montanha Misteriosa (Peter Weir)
76. A Ponte do Rio Kwai (David Lean)
77. Primavera para Hitler (Mel Brooks)
78. A Queda da Casa de Uscher (Jean Epstein)
79. Ran (Akira Kurosawa)
80. Rashomon (Akira Kurosawa)
81. Rastros de Ódio (Jonh Ford)
82. A Regra do Jogo (Jean Renoir)
83. Rififi (Jules Dassin)
84. Romeu e Julieta (Franco Zeffirelli)
85. A Sala de Música (Satiajit Ray)
86. Scarface (Brian De Palma)
87. Sobre o Domínio do Mal (John Frankenheimer)
88. Solares (Andrei Tarkoviski)
89. Sonho Azul (Tian Zhuanjshuanj)
90. Um Sonho de Domingo (Bertrand Tavernier)
91. Stroszek (Weiner Herzog)
92. O Tesouro de Sierra Madre (John Huston)
93. Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (Sam Peckinpah)
94. Três Homens em Conflito (Sergio Leone)
95. Trilogia das Três Cores (Krzysztof Kieslowski) *
96. Tubarão (Steven Spilberg)
97. Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata)
98. A Última Gargalhada (Friedrich Wilhelm)
99. Umberto D (Vittorio De Sica)
100.Vinhas da Ira (John Ford)

Nota: Roger Ebert e sua esposa Chaz Ebert

Fonte de pesquisa
Grandes Filmes/ Roger Ebert
Editora Ediouro

Views: 11

ÍNDIA – CARTA DEIXADA PELO INDIANO ROHIT VEMULA

cartrohve

cartrohve I  cartrohve II  cartrohve III

Meu filho morreu por causa do abuso de poder e conspiração por algumas pessoas poderosas. Pelo menos, agora eles devem revogar a suspensão de quatro outros meninos. (mãe de Rohit Vemula)

Eis o texto completo da carta de suicídio do dalit indiano Rohit Vemula:

“Bom Dia,
Eu não estarei por perto quando você ler esta carta. Não fique com raiva de mim. Sei que alguns de vocês realmente se importavam comigo, amaram-me e trataram-me muito bem. Eu não tenho queixas sobre ninguém. Foi sempre comigo mesmo que tinha problemas. Eu me sinto um fosso crescente entre a minha alma e o meu corpo. E eu me tornei um monstro. Eu sempre quis ser um escritor. Um escritor da ciência, como Carl Sagan. Enfim, esta é a única carta que eu estou começando a escrever.

Eu amava a ciência, as estrelas, a natureza, eu amava as pessoas sem saber que há muito tempo elas se divorciaram da natureza. Nossos sentimentos são de segunda mão. Nosso amor é construído. Nossas crenças coloridas. Nossa originalidade é válida através da arte artificial. Tornou-se verdadeiramente difícil amar sem se machucar.

O valor de um homem foi reduzido à sua identidade imediata e à sua possibilidade mais próxima [de ser]. Para um voto. Para um número. Para uma coisa. Nunca fui um homem tratado como um espírito. Como uma coisa gloriosa composta de poeira de estrela. No próprio campo, nos estudos, nas ruas, na política, e em morrer e viver.

Estou escrevendo este tipo de carta pela primeira vez. Minha primeira vez de uma carta final. Perdoe-me se eu deixar de fazer sentido. Talvez eu estivesse errado o tempo todo na compreensão de mundo. Em compreender o amor, a dor, a vida, a morte. Não havia urgência. Mas eu sempre corria. Desesperado para começar uma vida. Para algumas pessoas a própria vida é uma maldição. Meu nascimento é meu acidente fatal. Eu nunca pude me recuperar de minha solidão na infância. A criança desvalorizada do meu passado. Eu não estou magoado neste momento. Eu não estou triste. Eu estou apenas vazio. Sem se preocupar comigo mesmo. Isso é patético. É por isso que eu estou fazendo isso.

As pessoas podem ver-me como um covarde. E egoísta ou estúpido, uma vez que eu me for. Não estou preocupado com o que eu sou chamado. Eu não acredito nas histórias do pós-morte, fantasmas, ou espíritos. Se houver alguma coisa em que eu acredite, eu acredito que eu possa viajar para as estrelas. E saber sobre os outros mundos.

Se você, que está lendo esta carta pode fazer algo por mim, eu tenho a receber 7 meses de minha pensão, um lakh e setenta e cinco mil rúpias. Por favor, veja se a minha família recebe isso. Eu tenho que dar cerca 40 mil para Ramji. Ele nunca os pediu de volta. Mas por favor, pague isso a ele.

Deixe que meu funeral seja silencioso e suave. Comporte-se como se eu só apareci e desapareci. Não derrame lágrimas por mim. Sei que estou mais feliz morto do que se estivesse vivo. “A partir de sombras para as estrelas.”

Anna, desculpe-me por usar o seu espaço para esta coisa. Para a família ASA, desculpe por desapontar todos vocês. Vocês me amavam muito. Desejo tudo de melhor para o futuro.

Pela última vez,
Jai Bheem

Eu me esqueci de escrever as formalidades. Ninguém é responsável por este meu ato de matar-me. Ninguém me instigou, seja por seus atos ou por suas palavras. Esta é a minha decisão e eu sou o único responsável por isso. Não quero problemas para meus amigos e inimigos depois que eu me for.”.

Nota: leia também:
ÍNDIA – JOVEM PESQUISADOR DALIT SUICIDA

Views: 21

ÍNDIA – JOVEM PESQUISADOR DALIT SUICIDA

Autoria de Luiz A. Gómez/ Calcutá

dalit

Índia: Suicídio de jovem pesquisador dalit gera onda de protestos contra discriminação por castas. Sem terra, escola ou respeito, ‘os intocáveis’ são discriminados de todas as formas e, na maior parte das vezes, impedidos de buscar qualquer ascensão.

Nem a melhoria da situação econômica ou o diploma de curso universitário são capazes de acabar com o estigma de ter nascido “dalit” (intocável) na Índia. Isto é o que nos prova o suicídio do jovem Rohit Vemula, em razão do rigoroso sistema de castas indiano, num país cheio de deuses e endeusado por muitos, como o centro da espiritualidade no planeta. E este caso é apenas  mais um dos muitos suicídios e assassinatos de estudantes dalits. Abaixo a transcrição do texto de Luiz A. Gómez, no site Opera Mundi:

Na centenária cidade de Hyderabad, antiga capital de reinos muçulmanos e hoje núcleo da indústria da tecnologia na Índia, na noite do dia 17 de janeiro do presente ano, Rohith Vemula decidiu escrever suas últimas palavras. “Amava a ciência, as estrelas, a natureza, e depois amava as pessoas sem saber que elas se divorciaram faz muito tempo da natureza”, escreveu o jovem doutorando da Universidade de Hyderabad. “O valor de um homem foi reduzido à sua identidade imediata, à sua mais próxima possibilidade [de ser]”. Rohith organizou suas coisas, despediu-se pedindo não perturbar seus amigos e inimigos e enforcou-se no pequeno quarto da residência estudantil, onde um amigo estava lhe dando alojamento.

Aos 26 anos, pobre e com seus direitos como estudante suspensos, inclusive a bolsa com a qual sustentava e apoiava sua mãe e seu irmão mais novo, Rohith não apenas queria escrever sobre Ciência. “Como Carl Sagan”, queria mudar o mundo, começando pelo seu entorno: membro do que desde muitos milênios atrás se conhece na Índia como as castas mais baixas, os intocáveis, o jovem era um conhecido ativista pelos direitos daqueles que, como ele, são discriminados diariamente em todos os âmbitos da vida pública do país. E sua morte começou a sacudir esse país imenso, dividido e cheio de deuses e de religiões.

Os dalits (ou “gente maltrapilha”, como seria sua tradução direta do hindu) são, na verdade, um conglomerado de grupos sociais, tradições e ofícios milenares que, segundo a religião hindu, são formados pelas pessoas que estão mais baixo na escala social, religiosa e econômica, sem direito a nada: nem terra, nem escola, nem respeito. Ainda assim, nessa rigidez hierárquica, o mais famoso entre eles, o Dr. B. D. Ambedkar, foi o principal redator da Constituição indiana e um severo crítico de Gandhi, com quem polemizou durante muitos anos. Para sua gente, é um herói quase mítico. Por isso, a grande maioria das organizações dalit na Índia têm Ambedkar em algum lugar, no nome ou no logotipo. Como a Associação de Estudantes Ambedkar (ou ASA), da Universidade de Hyderabad, que Rohith Vemula liderou com entusiasmo durante um tempo para ajudar estudantes como ele.

A vida de um estudante de uma casta baixa nessa universidade nunca foi fácil. Pulyla Raju, que se suicidou em 2013, ao não poder avançar em seus estudos (perseguido por companheiros e professores), ou Sunitha, que se suicidou grávida, em 2007, quando o jovem de uma casta privilegiada, que a seduzia, se negou a casar-se com ela por ser de outra casta, e zombou dela até depois da morte, sabiam bem disso. Assim como os 10 estudantes dalits que, nos anos 1980, foram suspensos por “contaminar” as aulas e nunca mais puderam voltar a estudar.

Da mesma forma que acontece em Délhi e Mumbai, os estudantes dalits são discriminados sistematicamente na Universidade de Hyderabad. Negam-lhes comer nos refeitórios das universidades (para não “contaminar” os pratos e os copos), batem em seus companheiros de outras castas, e os professores, com boas maneiras, humilham-nos nas aulas explicando que o conhecimento não está ao alcance deles, como revelou uma pesquisa do doutor Narayan Sukumar, acadêmico da Universidade Jawaharlal Nehru, em Délhi, que fez seu mestrado em Hyderabad.

É comum inscreverem contra eles insultos nas paredes e no Facebook, como fez há alguns meses Susheel Kumar, dirigente estudantil de uma casta alta e sobrinho de um conhecido político do partido Bharatiya Janata, o partido do primeiro-ministro Narendra Modi. Os insultos de Kumar não passaram despercebidos para Rohith Vemula e os membros da ASA, que o confrontaram com um protesto. O covarde aceitou eliminar seus posts e tudo pareceu voltar à aparente normalidade na Universidade de Hyderabad. Mas, no dia 4 de agosto, Susheel Kumar decidiu acusar os membros da ASA de agredi-lo e feri-lo. A denúncia teve uma resposta imediata das autoridades universitárias, em particular do vice-reitor Appa Rao. Os cinco estudantes dalits ativistas foram suspensos em agosto de 2015 e a sua “vítima” seguiu sua rotina, mas Rohith e o seu grupo protestaram até que a universidade formou uma comissão para investigar o caso.

Nada. A comissão universitária não encontrou prova alguma da suposta agressão contra Susheel Kumar. Mas isso não importou: alguns meses depois, os estudantes da ASA continuavam suspensos na Universidade de Hyderabad sem razão provada (bom, por fazer o que um estudante faz: protestar). Rohith deixou de receber sua bolsa (e de mandar dinheiro para casa). Os dalits tiveram de sair da residência estudantil e instalaram-se em uma barraca na entrada do recinto. Um retrato de Ambedkar, mantas para se cobrir e alguns livros e papéis era tudo o que possuíam. Oprimido pela rejeição, sem dinheiro nem casa, Rohith tirou a própria vida. Mas não agiu sozinho, como demonstrariam nos dias seguintes as cartas de um parlamentar, uma ministra do governo nacional e, sem dúvida, os protestos dos milhares e milhares de cidadãos em todos os cantos da Índia.

Nos dias posteriores ao suicídio de Rohith Vemula, muitos estudantes universitários começaram a protestar em Mumbai, Délhi, Calcutá, Madras e outras cidades. O destacado poeta Ashok Vajpeyi, estudante em sua juventude da Universidade de Hyderabad, devolveu seu título universitário. Centenas de acadêmicos de todo o mundo enviaram cartas de protesto e os meios de comunicação durante uma longa semana se ocuparam do jovem estudante que morreu se sentindo vazio, desejando “viajar para as estrelas… conhecer outros mundos”.

Começaram a aparecer os documentos que provam que essa discriminação não apenas é comum, mas sistemática. Como na carta do parlamentar Bandaru Dattatreya (de 17 de agosto), que chama os estudantes da ASA de “extremistas” e pede que as autoridades façam algo contra eles. Dattatreya é o ministro do Trabalho e Emprego da Índia. Ou a correspondência assinada por altos funcionários do ministério de Recursos Humanos e Desenvolvimento e o vice-reitor Rao, tendo como “assunto” as atividades “antinacionais” na Universidade de Hyderabad e o “ataque” ao jovem dirigente Susheel Kumar, e exigiram, em novembro de 2015, que a autoridade universitária resolvesse pessoalmente o problema. Ainda depois de ter sido provada a inocência dos cinco membros da ASA. A ministra de Recursos Humanos e Desenvolvimento, Smriti Irani, alguns dias depois do suicídio, disse que não se tratava de um conflito entre dalits e não dalits. “Houve uma tentativa maliciosa de projetar o problema como uma batalha de castas. A verdade é que não é”, disse Irani no dia 19 de janeiro, anunciado a criação de uma equipe de investigação para esclarecer o assunto.

O corpo de Rohith Vemula foi cremado de forma quase clandestina. Sua mãe recebeu as mensalidades da bolsa depois de uns dias. E ainda que ninguém tenha sido acusado de nada (e o primeiro-ministro Narendra Modi tenha falado “da dor de uma mãe que perdeu seu filho”), o vice-reitor Appa Rao deixou seu posto de maneira indefinida e os quatro estudantes da ASA foram readmitidos na Universidade de Hyderabad. Mas os protestos continuam, em Hyderabad e em Délhi, entre os estudantes e os milhões de dalits que habitam a Índia. Os quatro companheiros de Rohith Vemula pediram que Appa Rao entregue-se à polícia e que seja feita uma investigação criminal. Porque há dois fatos nesse drama que a Índia hoje discute: o sistema de castas continua vigente, discriminando cidadãos em todos os âmbitos, e Rohith, que estava “desesperado para começar uma vida”, está morto porque era um dalit.”

Leiam mais sobre:
ÍNDIA – CARTA DEIXADA PELO INDIANO ROHIT VEMULA
ÍNDIA – DOUTOR AMBEDKAR X GANDHI
INDIA – MINHA CASTA É O MEU DESTINO
ÍNDIA – ORIGEM DAS CASTAS E DALITS
ÍNDIA – O QUE É UM DALIT?
ÍNDIA – A FILOSOFIA HINDUÍSTA

Nota: Luis A. Gómez | Calcutá – 06/02/2016 – 08h00
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/43136/india+suicidio+de+jovem+pesquisador+dalit+gera+onda+de+protestos+contra+discriminacao+por+castas.shtml

 

Views: 26

BONS FILMES SEGUNDO ROGER EBERT (I)

Autoria de Lu Dias Carvalho

rebert

Vivemos numa caixa de espaço e tempo. Os filmes são as janelas para o mundo. […] O cinema é, entre todas as artes, aquela que tem o maior poder de empatia, e bons filmes farão de nós seres melhores. […] As produções atuais objetivam primordialmente atingir o grande público, nivelando-o por baixo, especialmente nestes últimos tempos em que Hollywood está orientada pelo mercado e que a sua máquina domina o cinema mundial. Os filmes aqui listados não são “os” cem maiores filmes de todos os tempos, pois qualquer lista deste tipo redundaria numa tentativa insensata de sistematizar obras que têm o seu próprio valor intrínseco. Mas se você tem como objetivo fazer um circuito entre os marcos do primeiro século do cinema, poderá tranquilamente começar por aqui. (Roger Ebert)

O legado perene de Roger Ebert é o de converter e educar pessoas a apreciarem filmes importantes e desafiadores de todas as épocas […] redescobrindo tesouros esquecidos ou enterrados. […] Ele expandiu a visão dos espectadores, ampliou-lhes a capacidade de apreciar filmes e apresentou-lhes as melhores obras de muitos países. (Mary Corliss)

O estadunidense Roger Joseph Ebert (1942-2013) foi crítico de cinema e também roteirista. Iniciou sua carreira como crítico em 1967, escrevendo para o “Chicago Sun-Times”. Em sua coluna, fazia críticas e análises de filmes, que eram republicadas em mais de 200 jornais ao redor dos Estados Unidos e do mundo. Escreveu mais de 15 livros, incluindo seu guia anual de filmes, que reúne as suas críticas de cada ano. Foi o primeiro crítico de cinema a vencer um Prêmio Pulitzer de Crítica. Também recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. A crítica positiva de Roger Ebert a um filme era sinônimo de sucesso para esse, tanto é que passava a constar na capa do filme.

Abaixo, em ordem alfabética, o nome de 100 bons filmes segundo a  opinião de Roger Ebert, que deixa claro que não acredita em listas classificatórias, pois,  assim como o crítico britânico Derek Malcolm, ele crê que um bom filme é aquele que você considere impossível não querer rever. Alguns deles estão comentados aqui no nosso blog, são os que trazem um asterisco:

1. 2001: Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick) *
2. A Aventura (Michelangelo Antonioni)
3. À Beira do Abismo (Howards Hawks)
4. A Bela da Tarde (Luis Bruñel) *
5. A Bela e a Fera (Jean Cocteau)
6. A Caixa de Pandora (J. W. Pabst)
7. A Doce Vida (Frederico Fellini) *
8. A Embriaguez do Sucesso (James Wong Howe)
9. A Felicidade Não se Compra (Frank Capra)
10. A General (Buster Keaton)
11. A Grande Ilusão (Jean Renoir)
12. A Lista de Schindler (Steve Spielberg)
13. A Malvada (Joseph Mankiewicz) *
14. A Mulher de Areia (Hiroshi Teshigahara)
15. A Noiva de Frankenstein (James Whale)
16. A Tortura do Medo (Michal Powell)
17. A Trilogia de Apu (Satiyajit Ray) *
18. Aguirre, a Cólera dos Deuses (Wernez Herzog)
19. Apocalipse Now (Francis Ford Coppola) *
20. As Férias do Sr. Hulot (Jacques Tati)
21. As Três Noites de Eva (Preston Sturgess)
22. Asas do Desejo (Win Wenders) *
23. Basquete Blues (Steve Janes)
24. Blow-Up – Depois Daquele Beijo (Michelangelo Antonioni)
25. Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (Arthur Penn) *
26. Cantando na Chuva (Stanley Doney/Gene Kelley)
27. Casablanca (Michael Curtiz)
28. Chinatown (Roman Polanski)
29. Cidadão Kane (Orson Welles) *
30. Cinzas no Paraiso (Terence Malick)
31. Corpos Ardentes (Lauren Kasdan)
32. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder)
33. Curva do Destino (Edgar G. Ulmer)
34. Diabo a Quatro (Irmãos Marx)
35. Doutor Fantástico (Tod Browning)
36. Drácula (Stanley Kubrick)
37. E o Vento Levou (Vários diretores)
38. E. T. – O Extraterrestre (Steve Spielberg)
39. Encouraçado Potemkin (Eisensteing )
40. Ervas Flutuantes (Yasugiro Ozu)
41. Faça a Coisa Certa (Spike Lee)
42. Fargo – Uma Comédia de Erros (Joel Coen) *
43. Guerra nas Estrelas (George Lucas)
44. Interlúdio (Alfred Hitchcock)
45. JFK -A Pergunta que Não Quer Calar (Oliver Stone)
46. Ladrão de Alcova (Ernest Lubitesch)
47. Ladrão de Bicicletas (Vittorio De Sica)
48. Lawrence da Arábia (David Lean)
49. Lírio Partido (D. W. Griffith)
50. Luzes da Cidade (Charles Chaplin)
51. M – O Vampiro de Düsseldorf (Fritz Lang) *
52. Manhattan (Wood Allen)
53. Metrópolis (Fritz Lang)
54. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpeah)
55. Nashville (Robert Altman)
56. Nosferatu (F.W. Murnau)
57. O Anjo Exterminador (Luis Bruñel)
58. O Ano Passado em Marienbad (Alan Resnair)
59. O Atalante (Jean Vigor)
60. O Decálogo (Krzysztof Kieslowshi)
61. O Mágico de Oz (Vários diretores)
62. O Matírio de Joana D’arc (Charl Theodor Dreyer)
63. O Medo Devora a Alma (Rainer W. Fassbinder)
64. O Mensageiro do Diabo (Charles Laughton)
65. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola)
66. O Samurai (Jean-Pierre Melville)
67. O Sétimo Selo (Ingmar Bergman)
68. O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme) *
69. O Terceiro Homem (Carol Reed)
70. Oito e Meio (Frederico Fellini)
71. Os Documentários “Up” (Michael Upted)
72. Os Incompreendidos (Françoise Truffaut)
73. Os Reis do Ié-Ié-Ié (Richard Lester)
74. Os Sete Samurais (Akira Kurosawa)
75. Ouro e Maldição (Erich von Strogheim)
76. Pacto de Sangue (Billy Wilder)
77. Paixão dos Fortes (John Ford)
78. Palavras ao Vento (Douglas Sirk)
79. Pickpocket (Robert Bresson)
80. Pinóquio (W. Disney)
81. Portais do Céu (Morris )
82. Psicose (Alfred Hitchcock) *
83. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Quentin Tarantino)
84. Quando Duas Mulheres Pecam (Ingmar Bergman)
85. Quando os Homens São Homens (Robert Altman)
86. Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder)
87. Rede de Inrrigas (Sidney Lumet)
88. Relíquia Macabra (John Huston)
89. Rio Vermelho (Howards Hawks)
90. Ritmo Louco (Fred Astaire)
91. Se Meu Apartamento Falasse (Billy Wilder)
92. Sindicato de Ladrões (Elia Kazan)
93. Taxi Driver (Martin Scorsese)
94. Touro Indomável (Martin Scorsese) *
95. Um Cão Andaluz (Luis Bruñel)
96. Um Corpo que Cai (Alfred Hithcock)
97. Um Sonho de Liberdade (Frank Darabont) *
98. Uma Mulher Sob Influência (John Cassavetes)
99. Viver (Akira Kurosawa)
100. Viver a Vida (Jean-Luc Godard)

Nota: estátua de bronze do crítico de cinema Roger Ebert, exposta em Champaign (EUA)

Fonte de pesquisa
A Magia do Cinema/ Roger Ebert
Editora Ediouro

Views: 20