DURA LEX SED LEX, NO CABELO SÓ GUMEX

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Muitas pessoas afirmam que o homem era muito mais vaidoso antigamente do que nos dias de hoje, pois há suspeitas de que múmias, no antigo Egito, 3,5 anos atrás, já tinham as madeixas embelezadas para causarem uma boa aparência no outro mundo. Retornando a uma época mais atual, citam como referência o uso da famosa brilhantina. Pode até ser que sim, e que depois tenha havido uma queda na afetação masculina. Porém, nos dias de hoje, é cada vez maior o número de homens usando xampus, filtros-solares, cremes corporais, botox e outras coisas tais. No que fazem muito bem, pois, como dizia a minha avó: “Quem não se enfeita por si se enjeita.”.

Uma história interessante da vaidade humana está relacionada com as madeixas masculinas. Como o homem não podia recorrer ao truque do rabo de cavalo, para impedir que os cabelos lisos despencassem pela testa, trazendo incômodo, o jeito era besuntá-los, deixando todos os fios bem acomodados, onde foram postos. Para tanto, numa época em que a cosmetologia e os produtos de cabalo engatinhavam, restava aos moçoilos mais vaidosos, buscar novas descobertas, muitas vezes oriundas do disse me disse, sem nenhum anteparo científico. E foi assim que surgiram inúmeros tipos de gorduras vegetais, com destaque para o azeite de oliva e o óleo de palma, que deixavam os cachos com uma aparência molhada. No interior do país também grassava a banha de galinha, que além de manter os rebelados no lugar, ainda os tratava, dando-lhes brilho e conservando-lhes a cor. E o cheiro? Isso aí é outra coisa! Muitas pessoas misturavam as gorduras com alfazema, madeira do oriente e a outros perfumes baratos.

Mas se alguém pensa que as receitas para manter a compostura das cabeleiras paravam por aí, está muito enganado. Algumas delas cheiravam a bruxaria. Na Europa, lá pelos idos de 1300, havia uma fórmula considerada infalível, que talvez algum leitor queira experimentar em seus cabelos rebeldes, tamanha é a sua simplicidade: misturava-se à gordura de lagarto (o coitadinho nem possui cabelo) fezes de pombos (sempre existiram aos montões). Uma vez pronta a pasta, essa deveria ser aplicada diretamente na juba humana. Na Ásia, a receita era mais apreciável: gordura animal com mel ou ocre. Se escorresse pela cara ainda daria para lamber. E ainda dava cor aos cabelos. Na Ásia, um arsenal de pentes e uma pomada que tinha como base a cera, davam conta dos penteados mirabolantes da nobreza. Na América do Norte, mais pomposa, usava-se óleo de urso, refinado. Coitado do animal, que nada tinha a ver com o requinte humano.

Para o bem dos moçoilos e moçoilas, que pegavam carona no envaidecimento dos machos, em 1800, as pomadas começaram a ganhar o mercado. E no século XX, os apetrechos embelezadores deram um passo maior ainda, no sentindo de diminuir o sofrimento olfativo, tanto de quem usava produtos animais, não lá muito agradáveis ao nariz, quanto de quem era obrigado a conviver com figuras tais. Nasciam assim a goma de petróleo e a cera de abelhas. Mas com o andar da carruagem, e, com o olho num mercado tão auspicioso, certo perfumista francês criou, em 1900, a salvação, não a eterna, mas temporária, para as madeixas masculinas: a brilhantina. Tratava-se de um óleo perfumado que não só apaziguava a cabeleira, como lhe dava, juntamente com os bigodes, um ar umedecido. Era a glória!

E a Grã-Bretanha era lá maluca de ficar longe desse filão da cabelama? Never! Em 1929 lançou no mercado o Brylcreem, que jogou por terra a popularidade da Brillantine. E aí veio a febre, e junto com ela os topetes, cada um mais altos e sofisticados. Eram a vez dos engordurados (greasers). Que o digam Elvis Presley, James Dean, John Travolta e a turma do rock`n`roll e seguidores.

E como as coisas andavam no Brasil? Será que a vaidade passava longe destas terras? De jeito nenhum. Nós tínhamos o Gumex, certo tipo de pó solúvel em água. O vaidoso tinha que ser rápido no gatilho, pois se demorasse na aplicação, a mistura virava uma sola. A propaganda em latim era uma pérola: “Dura lex sed lex, no cabelo só Gumex” (A lei é dura, mas é a lei, no cabelo só Gumex). Foi criada pelo nosso saudoso Ary Barroso. O melhor era o apelido que recebiam os usuários do Gumex: “engomadinho”, “lambido”, “cabelo que boi lambeu”, “alisadinho”, e muitos outros. E assim foi até os anos 60.

Como tudo que é usado em demasia acaba cansando, os topetes agigantados caíram do trono, ou melhor, da cabeça. Produtos à base de água e gel vieram botar os cabelos nos devidos lugares. Mas isso não durou muito tempo. Basta dar uma andada pelas ruas para ver os jovens com seus topetes a “la moicanos”, cheios de gel. E assim é a moda, num vai e vem contínuo.

Fontes de pesquisa
Aventuras na História/ Editora Abril
http://www.ufrgs.br/napead/repositorio/objetos/fases-da-publicidade/index.php?p=arquivos

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Cézanne – O NEGRO CIPIÃO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Eu sou o primitivo de uma nova arte. (Cézanne)

Esta pintura exagera o comprimento das costas do negro, demonstrando grande semelhança com a fotografia. A textura da tela, com um vermelho que sugere sangue, também parece evocar os ferimentos de Gordon, enquanto o branco pode ser lido como um monte de algodão, o que dá a dimensão dessa imagem, que deve ser entendida no contexto do debate abolicionista. ((Nicholas Mirsoeff, da Universidade de Nova York)

A composição O Negro Cipião, pintada por Cézanne, teve como modelo um negro que trabalhava na Academia Suíça de Paris que costumava servir de modelo para vários pintores, onde Cèzanne frequentava. O retrato foi feito no próprio atelier do artista e pertence à sua fase de transição, época em que ele ainda se encontrava em busca dos efeitos de claro-escuro e os contrastes luminosos, bem antes de brigar com o Impressionismo.

Na obra, um homem negro recostado, ao que parece ser um monte de algodão, parece descansar. Seu braço direito desce curvado sobre seu corpo, até tocar o assento do banco, que aparenta apertar com força, enquanto o esquerdo, apoiado no monte branco, serve de apoio para sua cabeça. Suas costas estão curvadas. Cipião traz o dorso nu e veste calças azuis. Juntamente com o monte branco, seu corpo forma um grande volume, num fundo opaco que salienta ainda mais a junção dos dois elementos.

Esta obra de Cézanne passou a fazer parte do Masp (São Paulo), em 1950. Depois de anos de estudos, ganhou um novo olhar, sendo Cipião visto não como um negro qualquer, mas como uma alusão clara à foto de um negro flagelado nos Estados Unidos, que foi publicada pela revista “Harper`s Weekly”, três anos antes de Cézanne ter pintado sua tela. Supõem os pesquisadores que, como se tratava da Guerra Civil Americana, a imagem em questão correu mundo, passando por Paris, onde era acalorado o debate dos abolicionistas, tendo Cézanne tomado conhecimento da mesma.

Esta obra de Cézanne é de uma grande sensibilidade. Vendo os detalhes da imagem, a posição de exaustão desse homem, tiramos muitas conclusões sobre a exploração do homem branco em relação ao trabalho escravo. Eu não me canso de analisar esta tela e cada vez mais percebo detalhes que passaram imperceptíveis. Esse grande gênio da pintura – aliás, todos os grandes gênios fazem isso – deixa-nos livres para viajar no tempo, refletir os momentos, tirar as nossas conclusões de que é necessário expandir o nosso pensamento para esferas inatingíveis. (Daisa Tavares Carrijo)

A fotografia de McPherson e Oliver era chamada de “Costas Açoitadas”, sendo Gordon o nome do negro açoitado.

Ficha técnica
Ano: c. 1867
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 107 x 83 cm
Localização: Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil

Fontes de pesquisa
Cézanne/ Coleção Folha
Cézanne/ Coleção Girassol
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/07

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GORDON – COSTAS FERIDAS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Para muitos estudiosos, foi ao tomar conhecimento do suplício de Gordon, cuja foto foi mostrada pela revista “Harper`s Weekly”, e que causou consternação em várias partes do mundo, especialmente entre os abolicionistas parisienses, que Cézanne pintou a sua obra denominada O Negro Cipião (foto menor). A composição era, portanto, um manifesto contra a escravidão. O artista pintou sua obra três anos depois de a foto ter sido publicada.

A história de Gordon não foge às muitas outras de negros escravos, que fugiam dos Estados sulistas norte-americanos, escravocratas, para se unirem àqueles que lutavam pelo fim da escravidão, no norte do país. Era o auge da Guerra Civil Americana.

Gordon conseguiu fugir, através dos campos pantanosos da Louisiana e Mississipi, friccionando cebola no corpo cansado, para despistar os cães farejadores, que se encontravam em seu encalço, seguidos de seus capatazes. O seu objetivo era se unir aos soldados do norte do país, que lutavam contra os Estados escravocratas.

Os fotógrafos McPherson e Oliver clicaram o escravo com as costas dilaceradas pela covardia de seus senhores. A foto saiu na revista “Haper’s Weekly”, recebendo o nome de Costas Feridas. Elas mais se parecem com um bordado executado no próprio corpo, que horroriza quem vê, até mesmo nos dias de hoje. Quanta maldade pode conter o coração humano!

Fontes de pesquisa
Cézanne/ Coleção Folha
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/07/1660211

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Cézanne – O MONTE SAINTE-VICTOIRE COM PINHEIRO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Cézanne nutria grande paixão pelo monte Sainte-Victoire, localizado a leste da cidade de Aix-en-Provence, no sul da França, que se encontra presente em mais de 60 composições do artista, dos mais diferentes ângulos. Ele chegava até mesmo a executar duas diferentes composições da mesma vista, ao mesmo tempo. Utilizava a sua presença para fazer seus experimentos com a pintura, em busca de equilíbrio, solidez e profundidade, levando em conta a geometria oculta nas rochas, casas e vegetação.

Cézanne dava ao resultado integral de seu trabalho mais importância do que aos detalhes do mesmo. Por isso, muitas vezes, esses detalhes podiam ser tanto uma coisa como outra. No quadro acima, podemos ver tal exemplo nas manchas de cores cinza e verde entre os galhos, que tanto se parecem com nuvens como com folhas, deixando a parte superior da tela com trêmulas cintilações.

O artista costumava construir suas formas, usando apenas as cores, como nos mostra muito bem a feitura da montanha íngreme. A árvore, por sua vez, mostra-se como uma moldura para a montanha, ao ocupar a parte superior da tela. Seu tronco parece declinar-se para a esquerda, a fim de acompanhar a inclinação do terreno, em diagonal, da paisagem ao fundo. O aqueduto visto na composição é a ponte de l`Arc, edificada no vale do Arco.

Cézanne, em suas pinturas paisagísticas, sempre optava por limitar-se apenas ao necessário, usando formas em linhas e geométricas.

Ficha técnica
Ano: 1882
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 67 x 92,5 cm
Localização: Galeria Courtauld, Londres, Reino Unido

Fonte de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante

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CAPELA N. SRA. DAS MERCÊS – UM TEMPLO ROCOCÓ

Autoria de Luiz Cruz

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No tempo da escravidão/ Quando o senhor me batia/ Eu rezava para Nossa Senhora/ Meu Deus, como a chibata doía! (Cantiga de Congado)

O arquiteto e pesquisador Sylvio de Vasconcellos foi um dos pioneiros a estudar a ocupação do território que veio a ser Minas Gerais. Ele resumiu seus estudos em um esquema fácil para a compreensão, dividindo o período em etapas: 1ª: 1700/1720 – o estabelecimento de um arraial, ao longo de um caminho e em torno de uma capela; 2ª: 1710/1750 – a edificação da matriz e a elevação do arraial à categoria de vila; 3ª: 1750/1800 – a saída das irmandades da matriz para a construção ou ampliação de suas capelas; 4ª: 1800/( ? ) – o retorno das irmandades para a matriz devido a circunstâncias econômicas, principalmente em consequência da queda da produção de ouro.

O esquema proposto por Sylvio Vasconcelos coincide exatamente com a construção da Capela de N. Sr.ª. das Mercês, de Tiradentes, em meados do século XVIII. Ela se encontra no largo com o mesmo nome da padroeira do templo, sendo considerada um primor do rococó mineiro. A edificação está alocada no meio do terreno, cujo acesso dá-se através de pequena escada. A capela encerra a paisagem do largo. No adro, fechado por mureta e portão em ferro batido, há uma calçada em blocos irregulares de pedra xisto verde, e no entorno da capela está o cemitério da irmandade.

A fachada da capela é simples, com a porta principal em almofadas e quatro janelas rasgadas, numa delas está a sineira. O frontão possui pequeno óculo central e uma cornija linear, que termina em volutas, encimadas por dois pináculos. O centro é elevado com cruz ladeada por dois pináculos menores. No tímpano do frontão encontra-se o brasão mercedário em argamassa. A fachada frontal tem embasamento em grandes blocos de pedra arenítica e é divida pelos cunhais em três tramos. No conjunto destaca-se a seteira retangular, com alisar em pedra. Nas fachadas frontal e laterais há embasamento do mesmo material; na posterior, apenas no tramo central não foi utilizada a pedra e nesse pano há apenas uma seteira vertical. Ainda no embasamento estão as aberturas dos respiradouros. Nos cunhais frontais laterais foram instalados dois grandes lampiões em ferro fundido, cujo braço é formado por um corpo de dragão que lança enorme labareda. Seu corpo dilui-se formando rocalhas. O telhado é em blocos, um para a capela-mor e outro para a nave, ambos em duas águas, e seus beirais são em cachorros. Nas laterais, o telhado é em água única, com beiral em beira seveira.

A capela abriga o altar-mor decorado com talha rococó e pinturas. O douramento do entalhe, as pinturas artísticas e as decorativas são de autoria de Manuel Victor de Jesus (c. 1755/60 – 1828). O camarim é pintado com rocalhas robustas, movimentadas, coloridas, com ramalhetes e vasos florais, além de frisos. No trono está a policromada imagem de N. Srª das Mercês, com os braços abertos, segurando o manto. Lá também se encontra imagem de São Gonçalo do Amarante. O frontispício do altar-mor abriga dois nichos laterais com as imagens de São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato, fundadores da Ordem Mercedária. A mesa do altar foi decorada com entalhes dourados, pinturas florais e rocalhas pintadas com pó de ouro e tinta marrom para destacar o sombreado e a volumetria. Para o altar, o presbitério, que é mais elevado, três degraus em pedra xisto verde conectam os espaços da capela-mor. A talha dourada, colunas, caneluras, faiscados, florões, sacrário com o Cordeiro de Deus sobre nuvens e o escudo mercedário compõem o frontispício.

O forro da capela-mor é formado por caixotões apresentando cenas alusivas a N. Senhora. Intercalando os quadros emoldurados com frisos, pinhas e folhas douradas, criando contraste entre os tons fortes, o branco e o ouro. Nas laterais, o forro é arrematado por cimalha faiscada com rosáceas e folhas entalhadas e douradas, compondo a demarcação dos caixotões. O frontispício e o forro são iluminados por um par de óculos das laterais. Há um barrado em tom azul forte, descoberto durante a última obra de restauro, que se encontrava debaixo de várias camadas de tintas. O arco-cruzeiro é bem alto, decorado com marmorizados ou pedra de fingimento, frisos e caneluras douradas. No seu centro há um escudo bem ao gosto do estilo rococó.

Na nave, dois púlpitos em madeira, instalados frontalmente, receberam pinturinhas de autoria ignorada. Um pequeno cancelo torneado em jacarandá, em bolachas, separa a nave da capela-mor. O coro é desprovido de decoração, com apenas a balaustrada torneada, e duas janelas com caixilhos com vidros coloridos. Dele se tem acesso à sineira. O forro da nave traz pintura arquitetônica, de origem ítalo-portuguesa, simplificada com apenas um balcão, com protuberâncias nas quinas, onde se encontram figuras de anjos. Ainda no balcão aparecem figuras, vasos floridos, ramalhetes, rocalhas, guirlandas e até fragmentos de corrente. Nas seções menores do retângulo do forro, junto ao arco-cruzeir, está São Raimundo Nonato; junto ao coro está São Pedro Nolasco. No centro está a imagem de N. Srª das Mercês coroada, sobre bloco de nuvens, cercada por nuvens e anjos. Na base da moldura encontram-se cinco anjos de corpo inteiro, ladeados por cabeças de anjos, aladas. O forro em berço é arrematado por cimalha robusta em faiscado branco, azul e vermelho.

A nave é iluminada por dois pares de óculos, através dos quais podemos apreciar a solidez e largura dos muros da igreja, edificados em taipa de pilão. Na sacristia destacam-se um arcaz de madeira, com entalhes em rococó, sobre o qual um oratório abriga um crucifixo e um lavabo em pedra xisto, com arremate em argamassa. Há um conjunto de gravuras antigas, entre elas litografias de exímia qualidade. O forro é artesoado, embora simples e pintado com cores fortes.

A Irmandade de N. Srª das Mercês pertencia aos Pretos Crioulos, ou seja, aos pretos nascidos no Brasil e também aos mulatos. Até o presente, a irmandade mantém a tradição de acompanhar o cortejo fúnebre de seus irmãos e faz o dobre de sino. O paisagismo do cemitério foi projetado pelo artista Roberto Burle Marx na década de 1980.

O Projeto Educação Patrimonial – IHGT/BNDES – realizou visitas guiadas à Capela de N. Srª das Mercês, durante e após o restauro, fundamentais para a compreensão desse  monumento sacro, cultural e arquitetônico, e, para se ter ideia da complexidade do trabalho de restauro artístico que é oneroso e requer mão de obra altamente especializada. Foi restaurada através de projeto que teve a Oficina de Teatro Entre & Vista como proponente. A Paróquia Stº Antônio e o IPHAN acompanharam a obra com o apoio financeiro do BNDES. O restauro artístico coube à empresa Anima Conservação, Restauro e Arte, o arquitetônico com a Tempus Empreendimentos. Sua entrega ocorreu no dia 26/07/2015, com a participação de 16 ternos de congados das seguintes localidades: Tiradentes, Dores de Campos, Carandaí, Ouro Branco, Miguel Burnier (Ouro Preto), Congonhas, Senhora de Oliveira, Conceição da Barra de Minas, São João del-Rei, Santa Cruz de Minas, Santana do Jacaré, Raposos e Conselheiro Lafaiete, que integraram o 2º Encontro de Congados de Tiradentes.

Nota: fotos do autor do texto

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Cézanne – MONTE SAINTE-VICTOIRE VISTO…

Autoria de Lu Dias Carvalho

MONSAVIVIBE

Na composição Monte Sainte-Victoire Visto de Bellevue, o pintor Cézanne apresenta uma paisagem com o Monte Sainte-Victoire, situado no sul da França, a sua grande fonte de inspiração. Ele mostra seu amado monte de forma sólida, mas em meio a um banho de luz, repassando-nos a sensação de que se encontra bem distante, ou seja, evidenciando solidez e profundidade.

Chamam a atenção na paisagem: um viaduto, numa longa horizontal, uma estrada no centro e a casa em primeiro plano, com suas linhas verticais bem marcadas. Tudo tão bem agregado à natureza, que dela parece fazer parte.

Ficha técnica
Ano: c. 1885
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 73 x 92 cm
Localização: Barnes Foundation, Merion, Pennsylvania

Fontes de pesquisa
A história da arte/ E.H. Gombrich

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