Autoria de Lu Dias Carvalho
O artigo Índia – Golpe da União com Estrangeiras, que tem por objetivo alertar as mulheres brasileiras contra o “golpe do casamento com indianos” via internet, vem batendo recordes de acesso. O texto tem recebido inúmeros comentários, sem falar naqueles que me são repassados diretamente por e-mail, uma vez que muitas mulheres sentem-se envergonhadas por terem caído no “conto do vigário”. Uma delas chegou a raspar as suas aplicações no banco para enviar dez mil dólares ao pilantra bom de lábia que se dizia apaixonado por ela, para que comprasse parte do enxoval em seu país e viesse para o Brasil, onde se casariam. Depois disso nunca mais teve notícias do ladino. Hoje ela faz tratamento antidepressivo. E não é só no Brasil que isso vem acontecendo, mas em várias partes do mundo. Casos semelhantes são registrados em Portugal, Espanha, Japão, Argentina, etc.
Caros leitores, nós podemos ajudar, fazendo com que um grande número de mulheres tome ciência destas tramoias que vêm se alastrando como erva daninha. Peço aos que participam de redes sociais que compartilhem os artigos relativos ao assunto. Precisamos desmascarar esses pilantras que usam da boa-fé de mulheres ingênuas e carentes para roubá-las. Abaixo posto alguns comentários de leitoras, que se viram envolvidas com os tais “príncipes indianos” e que deixaram aqui neste site seus relatos:
O mal dessas meninas é nunca acreditarem nas verdades e nos conselhos de quem já viu muito, já ouviu muito e já presenciou muita gente quebrar a cara. (Deby Calcinha)
Eu já sabia um pouco sobre eles. Por pouco não caí em um golpe. Namorei um indiano durante bom tempo, e estava realmente apaixonada, mas ele queria que eu o ajudasse com a “módica” quantia de US$10.000, e fez o maior escândalo quando eu disse não tê-la. Mesmo se tivesse, não daria, apaixonada fiquei mais desajuizada não! (Hellen P. Figueiredo)
Comigo aconteceu algo bem parecido. O indiano, por quem eu estava apaixonada, questionava-me muito sobre quanto era o valor de meu salário aqui no Brasil, se eu tinha conta em banco e o valor que detinha nela. Veio com uma história de que precisava urgentemente de uma quantia de 1.000 dólares, em 15 dias. Em nenhum momento, ele me falava em empréstimo, era para eu lhe dar o dinheiro. Foi daí pra frente que a minha ficha começou a cair. (Dirce)
O meu “gatinho indiano” é engenheiro, de família tradicional, come com as mãos e chupa os dentes. Eu continuo o namoro virtual, mas daí a querer uma vida em comum é outra história. Não daria certo de jeito nenhum. Mas quem quiser pagar para ver, que o faça. Tem gente que não aprende nunca e leva no lombo. As mulheres indianas também são muito sem-vergonha. Elas atacam junto com os maridos, tentando seduzir e obter vantagem em cima das estrangeiras. Já me deparei com dois casais assim. Mas eles eram amadores, a farsa apareceu nas primeiras conversas. Casais mais espertos, mais profissionais são perigosíssimos. (Maura)
Estou me relacionando com um indiano muito mais jovem que eu. Ele tem 27 e eu 47, ele é muçulmano e eu cristã, ele quer se casar comigo e vir para o Brasil. Eu quero até me casar com ele, porém preciso de mais informações, porque a dona do jogo sou eu, e qualquer coisa saio fora. (A.S. Ramos)
Estou muito triste ao ler os relatos. Namoro com um indiano, e sempre soube que era casado. Ele diz que eu decido, se quero morar lá ou aqui, e, que vem ao Brasil para me conhecer, e quer me engravidar logo, para eu ir embora com ele. Mesmo dizendo 1.000 vezes por dia que me ama, eu não confio… apaixonada, mas ajuizada. (Dani)
Conheci um indiano pela internet, e no 3º dia já dizia que me amava e queria se casar comigo. Nas conversas, questionei-o como iríamos nos casar, se as famílias indianas não aceitam casamentos com estrangeiras. Respondeu que as coisas por lá mudaram. E que viria me buscar, conhecer minha família e depois voltávamos para a Índia. É ruim, hein, largar meu país e minha família por causa de um homem desconhecido! Tô fora, antes solteira feliz do que casada infeliz e sem minha família. (Juliana)
Um cara indiano me pediu para adicioná-lo no Facebook, como eu já conheço a fama deles e essa história do golpe, eu ia recusar, mas gostei das postagens sobre artes, e adicionei-o, mas já avisei à figura que não estou procurando namorado. Se vier com segundas intenções eu o excluirei. (Andréa)
Conheci um indiano pelo aplicativo Wechat, que falou todas as lorotas já citadas. Chegou um momento em que me pediu dinheiro para as despesas diárias dele. Eu, na lata, disse que não era nem pai ou mãe dele, e, que tinha lutado muito para conseguir minha estabilidade. Como já disseram, eles mentem por natureza. Ninguém conhece o outro pela internet, nem namorando, com convívio diário se conhece, imagine na internet e ainda mais com um abismo cultural enorme. (Luana Porto)
É impressionante como eles são envolventes, sedutores e falam o que toda mulher quer ouvir. Com apenas uma semana já dizem que amam, só falam em casamento, não vivem mais sem você, chamam o tempo inteiro, parece que não trabalham, não dormem, não comem. Vivem exclusivamente de “amor”. Mesmo estando com o ‘pé no chão’ embarquei nesse jogo de conquistas, mas o pior estava por vir: a informação de que ele era casado com uma brasileira com esquizofrenia. Jurou que isso ia se resolver o mais rápido possível e, que eu esperasse por ele. Resolvi investigar. Descobri que tem uma conta (oculta) no Facebook, um casamento oportunista, pois conheceu a esposa através da internet e veio para o Brasil, e engana a família dela. Quando finalmente fui me retirar dessa confusão, ele mostrou quem era realmente: enlouqueceu, me insultou, humilhou e me ameaçou. Resolvi escrever o meu depoimento para que sirva de exemplo. (Ana)
Estou conversando há um mês com um indiano, via WhatsApp. Ele já quer se casar. E aconteceu o que mais me IMPRESSIONOU… ele me pediu dinheiro, em dólares. Minha “ficha” ainda está caindo, mas juntando os fatos e acontecimentos de uns dias atrás, já havia percebido o que ele realmente queria, e anteontem ele atacou. (Cris)
Os comentários sobre as histórias vividas confundem um pouco; eu namoro um indiano, que quer vir para o Brasil. Agora eu fico com mais dúvidas ainda. (Alice)
A coisa é sinistra, esses caras só querem aprontar e se dar bem. Quanto às moças que vão se casar e o indiano virá viver aqui, cuidado. Alguns vão para a Europa, casam, adquirem a cidadania, divorciam e trazem a família para o país. Esses que topam viver aqui podem estar planejando o mesmo. (Andrea Machado)
O indiano me ligava 24 horas por dia, mandando mensagens no celular e no whatsapp. Era uma rasgação de seda, dizendo “Eu te amo minha namorada e futura esposa, você é minha vida” e um monte de balela. Estava pensando que me enganava. Ele sempre me apressando: “Venha e me leve com você!”. Há alguns dias, mexendo no perfil dele, vi que tem um relacionamento sério. (Luana)
Estou mantendo contato com um jovem indiano, muito amável e doce, além de lindo. Fala coisas interessantíssimas sobre amor… Estou dando corda, porque o tema amor é sempre muito lindo… E o rapaz, assim como os demais ditos acima, fala em vir para o Brasil, casar, trabalhar. Da minha parte, eu jamais deixaria meu país pra ir atrás de algo tão incerto e arriscado. Não deixarei jamais que a ilusão cegue meus olhos e faça com que eu fuja da razão. Todas as informações que li aqui no blog me ajudaram muito e me deram forças pra manter meus pés bem firmes no chão. (Vivielen)
Eu não tenho nenhum namorado indiano, mas tenho diversos amigos indianos no facebook, e eles são assim mesmo. A maioria dos que assediam as mulheres pela internet é casada, e na Índia não existe divórcio. Eles têm dois interesses: sexo e dinheiro. Um deles me disse que era divorciado, que queria vir para o Brasil e se casar comigo. Eu nunca acreditei nele, e, se tivesse acreditado, teria caído do cavalo, porque é casado, e havia mentido pra mim. Percebi desde o começo que levaria um belo golpe, mesmo sem ele me dizer nada. A chance de se conseguir um homem sério na Índia é muito pequena. (Gisleine Dias)
O “meu indiano” sabe usar bem as palavras, principalmente as de amor, tema que sempre toca o coração. As palavras ditas pelo moço são as mesmas que li nos demais relatos: “Eu te amo, você é minha vida, não vivo sem você, nunca conseguirei te esquecer, tentar te esquecer me mataria, quero ser seu para sempre…”. Outro dia, ele me pediu que lhe enviasse uma lembrança minha para estar carregando, um “locket” (medalhão). Quando lhe perguntei o porquê de um medalhão, a resposta foi bem romântica. Porque ficaria bem perto de seu coração… Eu lhe falei que poderia até lhe enviar uma lembrança, mas não seria algo caro. Ele insistiu que tinha de ser o melhor que eu poderia dar, por se tratar de uma lembrança de amor, e citou a palavra “joalheria”. Eu finjo que não estou entendendo nada… Afinal, é amor online, era digital. Posso estar aparentemente demonstrando ser uma donzela seduzida por um príncipe encantado, uma vítima do amor dos contos de fadas modernos… risos. (Vivih)
Fecho a matéria com o sábio conselho da Vivih:
Nós temos acesso a informações e sabemos que a vida real é bem mais complexa. Deixo aqui uma pequena parte de minha experiência para que sirva de munição a qualquer amiga, que esteja vivendo a mesma experiência. Não se iludam, mantenham-se no controle da situação e não sejam vítimas dessa “laia” que usa de amor e carinho para crescer na vida, sem se importar em arrancar nossos românticos e vulneráveis corações.
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