Ianelli – CASA

Autoria de Lu Dias Carvalhoianelli1234

A cor é o elemento formal que emana luz e sensualidade. (Arcangelo Ianelli)

Eu não persigo a beleza; se ela ocorre, é involuntária. Busco fazer um trabalho profundo ao depurar a cor. (Arcangelo Ianelli)

De acordo com o pintor Arcangelo Ianelli, para se ter uma boa pintura é preciso abrir mão do supérfluo na busca do essencial. É exatamente isso que ele faz na sua fase do abstracionismo geométrico.

As composições iniciais de Ianelli eram figurativas, mas com o tempo, ele foi se distanciando da arte figurativa, abstraindo-se do real, até alcançar o abstracionismo, onde as cores e as formas abstratas ocupam toda a tela.

Na sua composição Casas, o artista impacta o observador pelo jogo de cores apresentado. As casas limitam-se apresentar o indispensável, para que possam ser reconhecidas como habitações. Formas retangulares e triangulares dão vida a elas, com suas cores frias, quentes e neutras, com grande predominância do azul e do branco.

Ficha técnica
Ano: 1960
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 80 x 58 cm
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Arcanjo Ianelli/ Coleção Folha

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SEKI

Autoria de LuDiasBH

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A estampa Seki corresponde à 48ª estação da série 53 Estações de Tôkaidô, do artista japonês Hiroshige.

Está anoitecendo. A aldeia recebe a última luz do dia, imersa pela queda de neve. Cinco figuras, agricultores voltando para casa depois de um dia de trabalho, descem cautelosamente a montanha em direção ao vale, onde situam suas casas.

O portal, situado na íngreme encosta, também coberto de neve, indica o caminho para o santuário xintoísta de Ise, que também se encontra sob camadas densas de neve.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: c. 1848
Dimensões: 22 x 34,8 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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Ianelli – O MENINO PINTOR

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O pintor brasileiro Arcangelo Ianelli retrata em sua composição O Menino Pintor o seu filho Rubens, que desde pequeno mostrava-se inclinado para a pintura, e sua filha Katia. Este é um quadro da sua fase figurativa.

Pelo chão da imensa sala encontram-se dois brinquedos: uma bola de cor alaranjada e um cavalinho de madeira de cor azul. Quadros e molduras estão dependurados ou recostados na parede, à direita.

O pequeno pintor chama a atenção por se encontrar diante de um gigantesco cavalete, onde pinta sua tela, enquanto é observado pela irmã, sentada num banquinho.

Ficha técnica
Ano: 1952
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 92 x 74 cm
Localização: Coleção particular

Fonte de pesquisa
Arcanjo Ianelli/ Coleção Folha

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AS MARAVILHAS DO VINHO

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Como tantas outras descobertas humanas, o vinho, provavelmente, foi fruto do acaso. O esquecimento de algumas uvas em um recipiente, resultando numa fermentação natural, foi o pontapé inicial da tão famosa bebida. Seu local de aparecimento mais provável foi a região do Cáucaso. Dali, ele se disseminou para Síria, Palestina e Egito. E então, para a Europa, de onde partiram os vinhos portugueses, que regavam a corte nos primeiros anos de nossa colonização. Histórias à parte, o vinho vem tomando conta de várias pesquisas, dando sinais positivos em relação a seus benefícios para saúde humana.

Os polifenóis, substâncias encontradas nos vinhos, são as implicadas como responsáveis por esses benefícios. Sendo que o polifenol de maior importância recebe o nome de resveratrol, um antioxidante natural presente na casca da uva. Diversos são os benefícios atribuídos a essas substâncias. Nas doenças coronárias, por exemplo, o consumo moderado de vinho controla os níveis sanguíneos de substâncias químicas inflamatórias no sangue. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Em relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes, evitando que este se coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto.

Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais, pois são antioxidantes. E, além desta ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, como fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho. Devido a sua propriedade antimicrobiana, os polifenóis reduzem as chances de pneumonia e outras infecções do aparelho respiratório. Do mesmo modo, seu consumo moderado combate a bactéria H. Pilori, responsável por úlceras no duodeno.

Alguns estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese. Não podemos esquecer de que este consumo deve ser moderado e aliado à ingestão concomitante de água. Acompanhando a tendência de melhora do sistema cardiovascular, estudos avaliam como benéfico o consumo de vinho em pessoas portadoras de diabete mellitus tipo II. Os mesmos polifenóis, devido a sua atividade antioxidante, reduzem a degeneração macular, que é a principal causa de cegueira em idosos. Por fim, estudos “in vitro” demonstram importante atividade antitumoral dos polifenóis do vinho.

Mesmo com tudo isso, nós não podemos achar que tomar vinho diariamente, mesmo que de forma moderada, será a resolução para as moléstias do mundo moderno. Bem como seu consumo tem contraindicações formais em vários casos. Entretanto, é um “remédio” sempre prazeroso de se degustar.

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LAGO PERTO DE HAKONE

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A estampa Lago Perto de Hakone é a 11ª estação da série 53 Estações de Tôkaidô, do pintor japonês Hiroshige.

O artista representa na estampa o cortejo de um senhor feudal (daimyô), à esquerda da composição, que desce o amedrontador Desfiladeiro de Hakone, em direção ao Lago Ashi.

Em fila indiana, o senhor feudal desce por entre as montanhas íngremes, como se ele e sua imensa comitiva fosse parte delas. Na passagem estreita é possível divisar apenas os chapéus do séquito, que se encontra escondido entre as cores das rochas e a vegetação.

À direita da composição está o azulado Lago Ashi. Ao fundo, há uma cordilheira de montanhas. E, mais ao fundo, ergue-se majestoso o Monte Fugi, coberto pela neve.

Ficha técnica
Artista: Hiroshige
Ano: 1832
Dimensões: 23 x 35 cm

Fonte de pesquisa
Hiroshige/ Editora Taschen

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MONGÓLIA – O PODER DOS XAMÃS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Oh, meu espírito, eu cavalgaria dez vacas mongólicas para vê-lo. Consinta, por favor, que o cuco dourado guie-me ao espírito. (Invocação dos praticantes do xamanismo)

Quando alguém se torna xamã, tem a responsabilidade de cuidar das pessoas a sua volta. (Explicação de um xamã).

O espírito entra, a consciência vai embora para algum lugar bonito. E o espírito apossa do corpo. Quando termina, ele parte e a consciência retorna. E vem um cansaço imenso. A gente demora muito para se recuperar. (Revelação de um xamã)

O xamã é uma espécie de sacerdote, pajé ou médico feiticeiro, muito comum entre os povos asiáticos, que exerce a função de adivinho e curandeiro, e é dono de uma posição de destaque na sociedade em que vive. Diz possuir o poder de entrar em contato com forças ou entidades sobrenaturais, através das quais realiza curas, faz adivinhações, pratica o exorcismo e encantamento, entre outras coisas. Acredita que é usado pelos espíritos e, por isso, possui o poder de curar tanto o corpo quanto a alma. Ele se considera uma espécie de canal entre o mundo real, onde habitam os homens, e o invisível, habitado por espíritos e deuses.

Na Mongólia, a etnia indígena Darhad, presente no norte do país, é responsável por manter o xamanismo em evidência, preservando parte das tradições de seu antigo estilo de vida nômade. Como a região em que vive essa etnia, situada na fronteira da Mongólia com a Rússia, é muito distante, tem sido mais fácil conservar tais tradições, diante das mudanças culturais que vêm ocorrendo em outras partes do país.

O transe é a ocasião em que o corpo do xamã recebe o espírito do mundo invisível. Acontece através da meditação e dos cânticos que começam lentos e vão tendo o ritmo acelerado, até o momento em que o homem cai no chão, quando se diz incorporado pelo espírito. O ar fica cheio de fumaça, pois o xamanismo crê que ela chama os espíritos. Vários talismãs são dispostos no local em que o xamã recebe as entidades espirituais. Durante o transe, ele se põe a receber as pessoas que o procuram, falando-lhes sobre a vida passada, respondendo perguntas e dando conselhos.

O xamanismo, conjunto de crenças e práticas associadas às atividades dos xamãs e também a sistemas religiosos análogos de outros povos, especialmente indígenas das Américas, muitas vezes está associado à religião praticada no país. Na Mongólia, por exemplo, incorporou as tradições locais do budismo. No período soviético, seu exercício foi proibido juntamente com outras religiões, mas mesmo assim era praticado ocultamente. O xamanismo possui um profundo respeito pela natureza e uma grande ligação com o passado. Mas também existe a prática de muita charlatanice.

Os adeptos do  xamanismo explicam que o indivíduo já nasce xamã, pois é escolhido pelos espíritos, função que passa de geração para geração, numa mesma família. Mas aquele que exerce tal prática, sente-se na obrigação de zelar por sua comunidade e acaba arcando com uma gama de problemas e sofrendo uma grande pressão psicológica. Talvez seja por isso que o alcoolismo é muito comum entre os xamãs. Em grandes ocasiões, os xamãs atuam em conjunto, num ritual mais complexo, quando são feitas oferendas aos espíritos.

Segundo a crença, jamais se deve olhar para os olhos de um xamã, quando ele está possuído por uma entidade, para que coisas ruins não aconteçam ao observador. Os espíritos que descem, também fazem exigências: bebidas, cigarros, etc., de modo que o xamã-espírito tem que atender seus pedidos. Se uma pessoa é chamada para o xamanismo e não obedece, ela passa a sofrer de muitos problemas físicos e psicológicos, até que venha a aceitar o manto xamanista.

Segundo dizem, um xamã jamais deve receber dinheiro, mas não é o que sempre acontece. Muitos são criticados por cobrar caro por seus trabalhos e por buscar fama, quando deveriam viver de doações. Não pode haver mulher xamã e nem todos os ritos podem ser presenciados por ela, que pode ser impura. Mas algumas mulheres não aceitam tal proibição e se tornam xamãs.

Fonte de pesquisa:
National Geographic/ Dezembro/ 2012

Nota: Imagem copiada de g1.globo.com

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