NOVO ESTILO – ARTE POP OU POP ARTE (Aula nº 110)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

O movimento artístico intitulado Pop Art tinha como objetivo fazer um juízo desdenhoso da sociedade de consumo. O crítico inglês Lawrence Alloway foi o responsável pela criação do termo, ao aludir-se a uma arte popular que usava como tema produtos industrializados do dia a dia das pessoas, a imagem de artistas de cinema famosos ou cantores populares, signos de publicidade, histórias em quadrinhos, etc. A Pop Art, portanto, nasceu como uma reação à filosofia da pintura abstrata do pós-guerra, cujo lema era a “arte pela arte”. Suas raízes estavam fincadas no Dadaísmo e nos ready-mades* de Marcel Duchamp, porém as imagens da cultura popular que os jovens viam em seu entorno ofereciam aquilo que eles necessitavam para ir contra o conservadorismo na arte mundial. A rejeição ao Expressionismo abstrato no que diz respeito às técnicas pictóricas, induziu os artistas pop a retomar o estilo figurativo, as linhas simples e as cores puras.

O termo “pop art” foi usada pela primeira vez em meados dos anos 1950, com a finalidade de descrever o trabalho de um grupo de jovens ingleses, quando Jasper Johns passou a ajuntar objetos da vida cotidiana e elementos da cultura popular em sua obra. Os astros deste movimento pintavam seus trabalhos com cores vibrantes e em tamanho grande, a fim de transformar o realismo em hiper-realismo. Infelizmente a crítica que fizeram não atingiu o objetivo pretendido, pois os trabalhos produzidos acabaram estimulando o consumo dos produtos usados nas respectivas obras de art. A Pop Art atingiu as massas ao utilizar objetos que lhes eram comuns, a exemplo do quadro “Garrafas de Coca-Cola Verdes” de Andy Warhol. Alguns artistas da Pop Art já tinham passado pela arte comercial.

Dentre os artistas da Pop Art, Andy Warhol e Roy Litchenstein merecem destaque, sendo que o inglês Richard Hamilton é tido como um dos pioneiros da Pop Art. O primeiro usou principalmente a técnica da serigrafia para dar colorido a uma arte que objetivava apresentar objetos produzidos em série, mecanicamente, para o consumo. Lichtenstein trabalhava à mão, o que se fazia no setor gráfico, simulando os pontos reticulados fazendo pontos, de modo semelhante ao usado pelos artistas do Pontilhismo. O uso de contorno preto e cores vivas causavam forte impacto no visual. Ele passou a pintar história em quadrinhos como tema. Como os quadros com personagens das histórias originais eram vistos fora do contexto, seus trabalhos transformaram-se em símbolos do mundo moderno.

A Pop Art foi o movimento dominante dos anos 1960 e 1970 na Inglaterra e nos EUA, mas não se pode dizer que primasse pela coerência, pois os artistas tinham projetos e trajetórias diferentes. Foi praticamente um fenômeno da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. Pelo fato de retirar suas imagens da cultura popular, acabou se transformando-se num grande sucesso comercial, pois ao apresentar imagens de arte comercial ganhou uma conotação mais de produção em massa que de individualidade. As obras eram cheias de humor satírico, mostrando os valores consumistas e as obsessões da sociedade contemporânea. O mais paradoxal é que, embora os artistas da Pop Art ambicionassem acabar com a distância entre a cultura de elite e a de massas, terminaram, na maioria das vezes, reforçando essa barreira, ao vender suas obras para galerias e colecionadores por preços exorbitantes. O próprio Andy Warhol aludia ao valor monetário da arte, tanto é que o crítico Morse Peckman em 1917 escreveu sobre suas obras: “Elas não deixam nada para o crítico fazer e nada para o público fazer, exceto comprá-las, se forem tolos, coisa que a maioria seguramente é”.

Os artistas brasileiros da década de 1960 também fizeram uso da serigrafia, contudo aqui foi usada como veículo para a denunciação social e política. Podem ser citados: José Roberto Aguilar e Wesley Duke Lee,

*Termo criado por Marcel Duchamp (1887-1968) para designar um tipo de objeto por ele elaborado que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados.

Nota: a obra que ilustra este texto, No Carro (1963), é do artista Roy Lichtenstein.

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

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NOVO ESTILO – ART CINÉTICA E A OP ART (Aula nº 109)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

                                                      (Clique na imagem para ampliá-la.)

A Arte Cinética, também conhecida como Cinestismo, diz respeito a obras que possuem movimento real ou aparente. Apareceu entre os anos de 1913 e 1920, quando artistas como Marcel Duchamp, Naum Gabo e Vladimir Tatlin passaram a preocupar-se como o movimento mecânico na obra deles, após Man Ray e Aleksandr Rodchenko criarem os primeiros móbiles e, quando os artistas de Bauhaus trabalharam com as técnicas de projeção para aperfeiçoar luz e movimento. Foram Naum Gabo e Antoine Pevsneros os primeiros a usar a palavra “cinética” em 1920, numa referência à arte. O cineasta Wolfgang Ramsbott foi o responsável por fixar o movimento, quando em 1960 publicou uma cronologia sobre Arte Cinética.

A Op Art, também conhecida como Arte Óptica, trata-se de uma manifestação artística que tem por base ilusões de óptica, ou seja, é a pintura ou escultura que utiliza efeitos ópticos e ilusionistas observados pelos olhos humanos. Tais trabalhos visam causar a impressão de que se encontram em movimento, ou passando por alguma deformação e, nalgumas vezes, repassam a sensação de emitir clarões e vibrações. São construções rigorosas, normalmente em branco e preto ou em cores contrastantes. O termo “op art” apareceu pela primeira vez num artigo não assinado da revista Time, publicado em 1964. Mais tarde a expressão passou a denominar todo tipo de arte que faz uso da ilusão e efeitos ópticos, exercendo um efeito psicofisiológico sobre o observador.  Sua origem, contudo, situa-se ao longo da história da arte. Também está relacionada com a pesquisa psicológica, ao relacionar a mente e o olho sobre a natureza da capacidade de percepção.

Uma exposição sobre a Op Art foi realizada em Nova Iorque em 1965 com o título “O Olho que Responde”, tornando o novo estilo muito popular. Nessa exposição havia obras de Bridget Riley, Victor Vasarely, Josef Albers, Almir da Silva Mavignier, Richar Anuszkiewicz, Julian Stanczak e Tadasuzuke Kuwayama, dentre outros. Não se trata, porém, de algo totalmente inovador, pois tais trabalhos já eram feitos há muitos tempos atrás, a fim de causar a ilusão óptica, como comprova o gravador e artista Maurits Cornelis Escher, tendo suas obras imitadas burlescamente até hoje, a exemplo do jogo “Sonic” que apresenta animações de pássaros que se transformam em peixes.

O escultor e artista plástico estadunidense Alexander Calder tornou-se famoso ao criar escultura com movimento – os móbiles. Influenciado por Piet Mondrian, ele criou suas primeiras construções abstratas em 1933. Também se pode aludir ao pintor e escultor húngaro Victor Vasarely que, trabalhando na França como designer gráfico, levou para sua obra o “movimento sem movimento”, firmando-se como um artista óptico, sendo considerado o pai da Op Art.

Desde a Antiguidade os artistas empregaram o tromp l’oeil (técnica artística que, com truques de perspectiva cria uma ilusão ótica que faz com que formas com duas dimensões aparentem possuir três) para criar efeitos visuais que enganam o olhar. Os primeiros modernistas abriram espaço para a Pop Art ao colocar lado a lado a cor pura e a abstração. A obra intitulada “Composição em Linhas” (1917) de Piet Mondrian foi posteriormente classificada como Pop Art. As experiências com a Arte Cinética tiveram início em 1950. O que cria a ilusão de que a obra encontra-se em movimento é o uso de cores, linhas e formas. Quase sempre o artista conta com a ajuda de assistentes, pois muitas vezes suas habilidades técnicas são mais importantes que as do artista.

Houve um rápido crescimento da geometria da Op Art em preto e branco para a colorida como mostram as obras de Vasarely e Riley. Não demorou para que esse tipo de arte fizesse parte do universo do consumismo. Passou a fazer parte do mundo da moda, dos outdoors, das capas de discos e de decorações de interiores. Durante os anos 1960 a Op Art e a Arte Cinética caíram no gosto popular. Embora sua origem remeta aos primeiros anos do século XX, a sua importância estende-se até os dias atuais.

Nota: a obra que ilustra este texto, intitulada Galaxie (1979), é do artista Victor Vasarely.

Fontes de pesquisa
Tudo sobre arte/ Editora Sextante
Manual compacto de arte/ Editora Rideel
A história da arte/ E. H. Gombrich
História da arte/ Folio
Arte/ Publifolha

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O FATALISMO NOS PROVÉRBIOS

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Autoria de Lu Dias Carvalho

roju

O que deve ser, será. (Shakespeare em Romeu e Julieta)

Os provérbios trazem em seu cerne traços marcantes da cultura da qual brotaram. E não poderia deixar de sê-lo, pois a linguagem reflete a nossa maneira de pensar e o modo como vemos o mundo, normalmente dentro do contexto em que nos encontramos inseridos. Nos provérbios, pequenas frases amontoam em si uma enormidade de conceitos, tendo o ouvinte que os destrinchar para compreendê-los melhor. E como a vida não é apenas isto ou aquilo, eles se apresentam das mais diferentes maneiras: irônicos, humorísticos, maliciosos, cáusticos, benevolentes, fatalistas…

Filosoficamente falando, o Aurélio define o fatalismo como: Atitude ou doutrina que admite que o curso dos acontecimentos está previamente fixado, nada podendo alterá-lo. Sendo o fatalista aquele que acredita que existe um destino e que tudo já está predeterminado para acontecer, por mais que se tente mudar o rumo das coisas. As ações humanas e as decisões da vontade não possuem peso nenhum diante da sorte inevitável para os adeptos das fatalidades.  Tudo acontece como tem de ser e ponto final, pensam eles. Mas, se todos cressem no fatalismo, a humanidade ainda estaria vivendo nas cavernas. Como o sentimento de destino está mais ligado às pessoas supersticiosas e ao pouco conhecimento científico que elas possuem sobre o mundo, os provérbios fatalistas são mais encontrados entre os ditos populares.

Provérbios fatalistas:

  1. O que tem de ser será.
  2. O que é bom dura pouco.
  3. Tanto faz como tanto fez.
  4. O que tem de ser traz força.
  5. Ninguém morre de véspera.
  6. O homem põe e Deus dispõe.
  7. Vida gemida, vida comprida.
  8. O que tem de ser, não precisa empurrar.
  9. Desgraça é como banana, só dá em penca.
  10. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
  11. A corda sempre arrebenta do lado do mais fraco.
  12. Espinho que tem de fincar, de pequeno traz a ponta.

Deixe nos comentários alguns que você conhece e que não foram citados aqui.

Fonte de pesquisa:
Provérbios e ditos populares/ Pe. Paschoal Rangel

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O SONHO (Aula nº 108 D)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

                                                (Clique na imagem para ampliá-la.)

A mulher adormecida em cima do sofá sonha que foi transferida para este bosque e que está a ouvir os sons do encantador de serpentes. O motivo do canapé inserido nesta pintura, deve-se a esse fato. (Rousseau)

A imagem irradia beleza, isso é indiscutível. Creio que ninguém vai rir este ano. (Guillaume Apollinaire)

É com Rousseau que podemos falar de a primeira vez do Realismo Mágico. (André Breton)

A composição O Sonho é uma obra-prima do pintor francês Henri Rousseau que traz como tema a selva, perfazendo um total de vinte e seis telas com essa mesma versão. Este é o último dos quadros com motivos selváticos, o maior deles e também o último do artista. O mais interessante é notar que, de um quadro para outro, a criatividade Rousseau foi ficando cada vez mais aguçada. Nesta tela em particular, segundo informações, existem mais de vinte tons de verde, sendo considerada uma obra-prima da arte moderna. Todos os pormenores são cuidadosamente trabalhados (haste, folha, flor, etc.). Trata-se de um dos mais belos ícones da pintura visual. Esta obra foi exposta no Salão dos Independentes, poucos meses antes do falecimento de artista francês.

O pintor deixa bem claro em sua criação que se trata de um sonho, daí a razão de a mulher encontrar-se reclinada e nua na tela, à esquerda, numa espécie de sofá de estilo francês, no meio da selva. A retratada é Yadwigha, amante polonesa da juventude do pintor. Arrebatada, ela aponta para o encantador de serpente, ali naquele mundo surreal, que se desenrola em seu derredor, composto por uma paisagem exótica, com folhagens variadas e diversos tipos de animais, dentre os quais são vistos macacos, aves, felinos, um elefante e uma cobra. Enquanto a leoa traz os olhos voltados para a sonhadora mulher, o leão mira o observador com seus olhos perscrutadores.

Um nativo negro, encantador de serpentes, vestindo uma saia colorida e tocando um instrumento de sopro semelhante a uma flauta, ocupa quase que a parte central da composição. Seu corpo mistura-se com o escuro da folhagem, mas seus olhos brilhantes destacam-se, chamando a atenção do observador – a quem fita intensamente. Apesar de tênue, a lua cheia joga sua luz sobre a selva, deixando-a a descoberto para ser admirada. Uma cobra escura, com barriga alaranjada, ondula em meio à vegetação colorida, lembrando as curvas dos quadris e da perna da jovem mulher, enquanto gigantescas e coloridas flores circundam-na.

Embora nunca tivesse deixado seu país, Rousseau transpôs para alguns de seus quadros um mundo fantástico, no qual a natureza é senhora absoluta. Nesta sua última obra, assim como a folhagem entrelaçada da floresta, ele fundiu o exótico e o comum, a selva representativa de um mundo distante e misterioso e o divã comum ao chamado mundo civilizado, numa junção dos dois extremos. As cenas sobre a selva, criadas pelo artista, foram inspiradas pelas visitas que fazia ao Museu Paris de História Natural e também aos jardins botânicos e estufas, e pelas revistas populares da época.

Nota: conheça os detalhes desta pintura, acessando o link abaixo. Não se esqueça de marcar “traduzir”: http://artsnfood.blogspot.com/2013/11/closely-looking-at-heri-rousseaus-dream.html

Ficha técnica
Ano: 1910
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 204,5x 298,5 cm
Localização: Museu de Arte Moderna, Nova Iorque, EUA

Fontes de pesquisa
Rousseau/ Editora Taschen
http://www.henrirousseau.net/the-dream.jsp
http://www.visual-arts-cork.com/paintings-analysis/dream-rousseau.htm

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A SABEDORIA POPULAR

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Autoria de Lu Dias Carvalho

 

jaja

Os provérbios são os cavalos da fala. (Prov. Ioruba)

Os provérbios são as filhas da experiência cotidiana. (Prov. Holandês)

Provérbios são frases curtas extraídas de longa experiência. (Prov. Cervantes)

A sabedoria popular está presente em todas as línguas, sendo expressa através de vários nomes: provérbios, adágios, sentenças, aforismos, parêmias, apotegmas, anexins, rifões, ditos e ditados populares. O provérbio apareceu bem antes da história da escrita, sendo transmitido, ao longo dos séculos através das tradições orais dos mais diferentes povos. A sua existência é tão remota que exemplos de sua presença datam de 2600-2550 a.C. É interessante notar como os provérbios foram difundidos através dos tempos, abrangendo formas diversas:

  • forma oral
  • forma escrita
  • no espaço local
  • no espaço nacional
  • no espaço internacional

Segundo pesquisas, o humanista Erasmo de Rotterdam foi um dos mais conhecidos colecionadores de provérbios. E ele, por sua vez, dizia que Aristóteles foi o primeiro a  entregar-se a tal tarefa. O filósofo levava sempre um caderno consigo, no qual recolhia os ditos populares. Já mais próximos de nós, Shakespeare e Cervantes também tinham grande admiração pelos provérbios, como comprovam a leitura de suas obras.

Os provérbios expressam, com poucas palavras, conhecimentos adquiridos pela sabedoria popular ao longo dos tempos, através da observação. Eles devem ser analisados sempre dentro de um contexto, para que sejam mais bem compreendidos, pois possuem um uso instantâneo em ocasiões propícias. Trazem em si diversas funções: solucionar um mal-entendido, dar conselhos, ensinar regras de vivência, pôr um ponto final numa discussão, usar de ironia, dar prosseguimento a um diálogo, ou dizer uma verdade que o emissor não quer dizer diretamente ao receptor, mas deseja levá-lo à reflexão. Num provérbio pode estar embutido:

  • um conselho: Em vez de dar o peixe, ensine a pescar;
  • um aviso ou previsão: Quem não ouve conselho, ouve coitado;
  • uma observação: Em boca fechada, não entra mosca;
  • uma afirmação abstrata: A união faz a força;
  • uma experiência concreta: Quem planta e cria, tem alegria.

Nos tempos atuais não resta dúvida de que a importância dos provérbios foi reduzida nas culturas nas quais predomina a escrita, mas eles ainda persistem com força. Estão na Bíblia, no Corão, no Talmude, nos Vedas, nos textos poéticos, políticos ou religiosos. Nas culturas orais os provérbios encontram-se nas citações dos chefes e anciãos que citam seus ancestrais como seus representantes. Eles sempre iniciam com as palavras: “Como diziam nossos antecipados…”. Essas pessoas são respeitadas e admiradas pelo vasto conhecimento de provérbios que detêm, sabendo utilizá-los no momento necessário. Saber usar bem os provérbios é uma arte.

Fontes de pesquisa
A Sabedoria Condensada em Provérbios/ Nelson Carlos Teixeira
Provérbios e Ditos Populares/ Pe. Paschoal Rangel
Nunca se Case com uma Mulher de Pés Grandes/ Mineke Shipper

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FESTA DE SÃO JOÃO (Aula nº 108 C)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A composição Festa de São João é uma obra do compositor, cantor, sambista e pintor brasileiro Heitor dos Prazeres. O artista optou pela arte naïf, palavra que significa “ingênuo” ou “inocente” em francês e que tem naïve como sua forma feminina. Os pintores que se incluíam em tal gênero não eram levados a sério até então, sob o argumento de que não possuíam formação acadêmica, ou seja, não carregavam em seu bojo a educação formal exigida pelo mundo artístico até então.

Numa pracinha circular de chão batido, rodeada por quatro casas à vista, enfeitada com bandeirolas coloridas, um grande grupo de pessoas festejam o São João, festa popular brasileira muito apreciada em todo o país. A criançada diverte-se soltando balões e tentando subir no pau de sebo — brincadeira própria das festividades juninas — que divide a composição ao meio. Alguns adultos, na parte esquerda da composição, observam a cena.

Quatro músicos tocando seus instrumentos estão à direita do quadro, próximos a duas mulheres com seus vestidos de chita coloridos e rodados. Mais à frente crepita uma fogueira e próximos a ela dela dança um casal e três mulheres. Dois garotos brincam com um balão.

Heitor foi convidado em 1943 parar participar da mostra dedicada à Arte Latino-Americana, no Roual Air Force (RAF) em Londres, em benefício das vítimas da Segunda Guerra Mundial. Sua tela Festa de São João foi indicada por seu amigo Augusto Rodrigues que também fazia parte da mostra, juntamente com outros artistas de vários países. A obra de Heitor chamou a atenção da rainha Elizabeth (à época, princesa) que, impressionada com a alegria e a espontaneidade vista no trabalho do artista, acabou comprando o quadro. Ela também se interessou por ele, fato que trouxe grande notoriedade para seu trabalho no mundo das artes plásticas, pois nesse mesmo ano ele foi convidado a expor, individualmente, em Belo Horizonte, no diretório acadêmico da Escola de Belas Artes.

Ficha técnica
Não encontrada

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