DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE

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Autoria de Dr. Telmo Diniz

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Uma grande causa de cegueira em idosos é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), ainda de causa desconhecida, na qual ocorre crescimento anormal dos vasos sanguíneos sob a retina. A mácula, que é uma região da retina, é afetada e o resultado é a baixa súbita ou progressiva da visão central. É comum em pacientes com mais de 55 anos e chega a atingir mais de 25% dos pacientes acima de 75 anos. A DMRI é a principal causa de cegueira central em pessoas com mais de 60 anos. Estima-se que 10% das pessoas entre 65 e 75 anos e cerca de 30% das com mais de 75 anos tenham a doença em todo o mundo. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de 3 milhões de pessoas com mais de 65 anos sofrem do problema no Brasil atualmente.

Existem duas formas da doença, a seca e a úmida. Entre 85% e 90% dos portadores de DMRI apresentam a forma seca da doença, mais branda e de evolução mais lenta. Entre 10% e 15% apresentam a forma úmida, mais agressiva. Cerca de 90% dos casos de cegueira ou de incapacitação ocorrem entre os que sofrem da forma úmida da doença.

Existem os tratamentos convencionais para a DMIR, que não me cabe descrevê-los, pois é de competência dos oftalmologistas. O que me levou a escrever o presente texto é que existem evidências científicas de melhora na progressão da doença com uso de alguns tipos específicos de suplementos alimentares.

Pesquisadores da Universidade de Harvard constataram que o consumo de uma combinação de vitaminas B6, B12 e ácido fólico parece diminuir o risco de DMRI em mulheres. Em um grande estudo realizado com mais de 5.000 mulheres com mais de 40 anos, verificou-se que aquelas que ingeriram os suplementos tinham 34% menos risco de qualquer tipo de degeneração macular e 41% menos chances de desenvolver uma degeneração visualmente significativa.

O Areds (Age-Related Eye Disease Study, “Estudo de Doenças Oculares Relacionadas à Idade”, em tradução livre) foi um dos mais extensos estudos sobre o assunto, que envolveu pacientes com mais de 55 anos de idade e não fumantes, por mais de dez anos. A conclusão do estudo mostrou que a combinação dos antioxidantes vitamina C, vitamina E, beta-caroteno (ou vitamina A), zinco e cobre, em doses previamente definidas, diminuiu o risco de progressão para a forma avançada da patologia em 25% e reduziu o risco de diminuição da visão em 27%.

Vitaminas

Outras conclusões, ainda preliminares, mostraram que a ingestão de ômega-3 na dieta regular ou encontrado nos peixes diminuiu o risco de progressão para a forma úmida da doença. É importante frisar que os pesquisadores afirmam que essa descoberta se aplica ao estágio inicial da doença e pode ser a primeira forma identificada de reduzir riscos de piora da visão. Outra forma já conhecida é abandonar o hábito do tabagismo.

Portanto, recomenda-se que pacientes com mais de 55 anos, não fumantes e portadores de formas intermediárias ou avançadas da DMRI, sejam tratados com suplementações vitamínicas baseadas neste estudo. É importante salientar que não basta a pessoa comprar um suplemento multivitamínico para estar protegida, pois são suplementos específicos e dosagens também definidas. Então, converse antes com seu médico.

(*) Imagem copiada de www.iofs.com.br

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