Mestres da Pintura – GEORGES BRAQUE

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Autoria de LuDiasBH

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Em si mesmas as coisas não existem. Só existem através de nós. O pintor não deve querer apenas refletir as coisas. Deve penetrar nelas. Seu ojetivo não é reproduzir um fato acontecido e sim oferecer um fato pictórico. (Braque)

A pintura aproxima-se mais e mais da poesia. A fotografia libertou-a do anedótico. Tal como a música, ela deve subsistir por seus próprios meios. (Braque)

Quero fazer uma pintura diante da qual se fique sem ideias. (Braque)

O pintor normando Georges Braque (1882-1963) era filho e neto de pintores. O avô e o pai possuíam uma firma especializada em decoração de paredes. Ao mudar-se para Havre, na França, o garoto passou a frequentar o liceu e a praticar esportes, fazendo cursos de belas-artes no período noturno. Mas nove anos depois, já com 17 anos de idade, ele deixou os estudos regulares para trabalhar com a família, período em que entrou em contato com a técnica da pintura sobre paredes. Também mostrou interesse pela música, tendo aulas de flauta. Aos 18 anos, Braque optou por estudar pintura em tempo integral, indo morar em Paris.

Na capital parisiense, Braque foi convocado para o serviço militar, vindo a pôr em prática seus objetivos somente dois anos depois, inscrevendo-se na Academia Humbert. Dentre os amigos que fez estava o pintor Raoul Dufy. Apaixonou-se pelo trabalho dos mestres Corot, Renoir, Monet, van Gogh, Seurat e, sobretudo, Cézanne. Ao lado do amigo Dufy, passou o verão em Honfleur, onde fizeram esboços e elegeram a pintura como tema.

Ao visitar a exposição do Salão de Outono, Braque tomou conhecimento do trabalho de um grupo de pintores rebeldes, os chamados fuavistas, dentre os quais encontravam-se Matisse e Derian, que lhe causaram uma forte impressão. Assim, os primeiros trabalhos verdadeiros criativos do pintor, são de concepção fauvista, tornando-se ele, nessa fase, um pintor independente. Em Antuérpia, cidade belga, trabalhou com o fauvista Frisz . Gostava de viajar em busca de inspiração. Nesse período expõe seis paisagens no Salão dos Independentes.

Braque foi se tornando desinteressado pela paisagem, distanciando-se da natureza, ficando cada vez mais tempo no estúdio, em busca de novas formas  e sobre a maneira de estruturar um quadro de modo diferente. O fauvismo foi ficando no passado. Seus quadros foram recusados pelo Salão de Outono, mas ganharam uma exposição particular. O crítico Louis Vauxcelles chamou suas telas de “cubistas”. O pintor passou a viajar e trabalhar em conjunto com o pintor espanhol Pablo Picasso.

Braque e Picasso buscaram inspiração para o Cubismo na arte dos povos primitivos, em especial nas esculturas totêmicas, ao visitarem o Museu de Enografia de Paris, que exibiu, para fins científicos, amostras da produção artística dos povos africanos. À arte africana agregaram a pré-colombiana, a grega arcaica e outras manifestações, espalhadas pelo tempo e pelo espaço, assim como as novas concepções da Física, a noção de espaço-tempo como unidade de medida, etc. No ajutamento de tudo isso, os dois artistas provocaram a mais radical transformação praticada pela arte europeia desde o Renascimento.

O pintor, que também era ilustrador, cenógrafo, escultor e gravador, além de reconhecido em todo o mundo, deixou uma marca perene no desenvolvimento da pintura, tornando-a intemporal. Braque morreu aos 81 anos de idade.

Fonte de pesquisa
Gênios da Pintura/ Abril Cultura

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