UM PRESENTE DE GREGO

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

homem234

Quem nunca recebeu um presente que não tem nada a ver consigo? Isso acontece porque nós, até mesmo quando presenteamos alguém, pensamos muito mais no nosso gosto do que na apreciação do presenteado. Somos por demais egocêntricos, imaginamos que aquilo que nos agrada, também irá agradar o outro. E sem dedicar à pessoa um mínimo de nossa atenção, acabamos, muitas vezes, por lhe dar um presente de grego, não lhe restando alternativa a não ser a de passá-lo para frente ou deixá-lo adormecido num cantinho do porão.

Segundo conta Homero (poeta da Grécia antiga ao qual é atribuída a autoria dos poemas épicos “Ilíada” e “Odisseia”) sobre a guerra de Troia, assim como vários escritores antigos e modernos após ele, por ocasião da guerra entre troianos e gregos, os últimos presentearam os primeiros com um colossal cavalo de madeira, empanturrado de soldados gregos por dentro, deixado à entrada da cidade de Troia. Ao vê-lo, os troianos logo concluíram que se tratava de um presente enviado pelo inimigo, que estava a pedir arrego. E como faltasse perspicácia aos troianos e lhes sobrasse arrogância, trataram logo de levar o gigantesco presente para dentro de suas muralhas, passando a comemorar a enganosa vitória, encharcando-se de vinho. À noite, o cavalo pariu um monte de guerreiros, que mataram a guarda dos portões, e os abriram para que outros guerreiros entrassem.

Assim, a expressão idiomática “presente de grego” passou a ser algo que vêm a nos dar desprazer, embora seja aparentemente agradável, pois só prejudica quem o recebe, e, que agradecemos de bom grado, se não nos derem. E a expressão “cavalo de Troia” passou a significar um inimigo encoberto, um embuste destrutivo, que hoje é tido até como o nome de um terrível vírus de computador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *