CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

carn.12

Nós, as vítimas dos descontroles mentais, vemo-nos muitas vezes à deriva, num mar de antidepressivos, sem saber qual rumo tomar, ou melhor, que rotas darão à nossa vida os médicos, em especial os psiquiatras, em razão de consultas relâmpagos, na maioria das vezes, nas quais mal damos conta de abrir a boca. E, se pouco ou nada indagam de nós ou de quem nos acompanha, aí a vaca vai para o brejo, e melhor seria ter buscado um curandeiro, jogador de búzios ou ledor de sorte.

Normalmente, quando buscamos um psiquiatra, já chegamos ao seu consultório com a serotonina lá embaixo e, consequentemente, com o estado de humor no fundo do poço. Não somos capazes de prestar muita atenção no que o especialista diz-nos, e muito menos somos capazes de dizer aquilo que ele deixou de nos perguntar. Se já nos encontramos tão fragilizados, faz-se necessário que o profissional retire de nós o maior número de informações possível, como se fora um dedicado detetive. Este é o seu papel. Esta é a sua função. Deixar o paciente à deriva é de uma judiação imensurável.

O artigo de hoje tem justamente a finalidade de alertar o leitor, vítima de doença mental, ou o acompanhante desse, no sentido de ter mais cuidado durante a consulta psiquiátrica, principalmente quando se tem contato com o profissional pela primeira vez, com relação às informações repassadas, e também com as explicações pedidas, pois um esclarecimento que deixa de ser dado, ou compreendido, pode trazer sérios problemas, sendo um deles a síndrome serotoninérgica.

Saiba, caro leitor, que a síndrome serotoninérgica é um problema sério que vem se repetindo com bastante frequência, cujos principais sintomas são os distúrbios neuromusculares, mudança do estado mental e hiperatividade autonômica, sendo que os casos mais sérios são os derivados da combinação de duas ou mais substâncias medicamentosas. No caso dos antidepressivos, faz-se necessário um tempo entre o antigo remédio tomado e o novo. Esse tempo deve ser recomendado pelo especialista consultado, levando em conta a interação medicamentosa. E, se ele se esqueceu de mencionar, pergunte-lhe. Não leve dúvidas para casa.

O namorado de uma amiga, após tomar cloridrato de fluoxetina (forma genérica do Prozac), indicado por um cardiologista, durante um período de 50 dias, sem nenhuma pausa foi instado a tomar oxalato de escitalopram (forma genérica do Lexapro), receitado por um psiquiatra. Segundo minha amiga, em nenhum momento o psiquiatra alertou o paciente sobre a necessidade de esperar 15 dias para iniciar a nova medicação. Ao contrário, liberou-o para já começar no dia seguinte. O resultado está nos dizeres dela: Infelizmente, nos últimos dias, meu namorado só tem piorado. Está mal humorado, irritado, frio, distante, desesperançoso, sem forças até mesmo para trabalhar.”.

Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso ao leitor:

Pergunta:
Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.

Resposta
Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

Como a nossa vida passou a andar com extrema rapidez, o mesmo esperamos dos remédios. Queremos obter respostas rápidas e eficazes. Mas com os antidepressivos a resposta não é tão veloz assim. Segundo informações médicas, é necessário que tomemos o remédio, pelo menos, durante três semanas, sem falharmos um dia sequer, para que sintamos o seu efeito positivo. E, se ao final de seis semanas, não sentirmos nenhuma modificação benéfica, resta-nos retornar ao psiquiatra para uma reavaliação. Ele nos dirá se os sintomas colaterais que estamos sentindo são normais, ou não; se devemos prosseguir com o medicamento ou passar para um novo. Mas não se esqueça, sempre, de informar ao médico o medicamento que está tomando e de perguntar-lhe por quanto tempo deve esperar para tomar o outro receitado.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

  OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

2.354 pensou em “CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Lina

    Boa-tarde!
    Tenho dúvidas, pois acho que drogaram minha bebida e tive um AVC isquémico no dia seguinte. Não estava doente, pelo contrário, sentia-me muito bem de saúde física e mental, mas acho que foi uma grande maldade, para me deixarem incapacitada e poderem me dominar e manipular à vontade.
    É possível terem colocado algo na bebida? A pessoa ou criminoso que me deixou incapacitada consome drogas e trafica também muitas drogas. Já pesquisei muito e é possível a cocaína provocar um avc isquémico (lado esqº). Estou incapacitada há 9 anos, perdi muito… Mas tenho a certeza absoluta que me tentaram matar! Não posso provar. Um bem haja da Madeira.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Lina

      Neste nosso mundo tão louco, tudo é possível. Assim como é possível ter um AVC isquémico de uma hora para outra, sem que se esteja doente. Aconteceu isso com uma minha amiga, ainda na flor da vida. Pela avaliação de seu sangue, o hospital poderia, à época, ter constatado se havia resquício ou não de alguma droga. De qualquer forma, como você não tem nada que comprove tal crime, caso tenha existido, o melhor é esquecer isso. O importante é que continua lúcida e inteligente, como posso observar através de seu comentário. Remoer o passado só contribui para tornar o nosso presente ruim. Portanto, viva a vida agora, da melhor forma que puder. Vejo que é uma pessoa brilhante.

      Amiguinha, agradeço a sua visita e o seu comentário. Será um prazer tê-la aqui conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Lina

        Obrigada, Lu, é isso que tenho feito: tentar esquecer, mas é complicado. De qualquer forma o criminoso já não está morando lá em casa. Fico aguardando a justiça de Deus que será feita, entretanto estou vivendo com esperança, muita esperança.
        Um abraço da Madeira.

        Lina

        1. LuDiasBH Autor do post

          Lina

          O fato de esquecer esse trauma só lhe trará bem. Ainda mais que o sujeito não está mais morando em sua companhia. Tudo o que se faz de mal aqui na Terra, é aqui mesmo que se paga. Não tenha dúvidas quanto a isso. Viva sua vida da melhor maneira possível. Busque alegria e felicidade nas pequenas coisas.

          Amiguinha, você mora na Ilha da Madeira? É brasileira? Como chegou a este blog? Fiquei curiosa.

          Grande abraço,

          Lu

  2. Paloma Lopes

    Oi, Lu!
    No início do tratamento é normal a gente sentir: enjoo, dor na língua, dor de cabeça, se irritar rápido, mudar de humor, dor nas costas, dor de barriga, respiração rápida, tontura, irritação, nervosismo, ansiedade, e a qualquer momento sentir que vai ter uma ataque de novo, barriga inchada, sensação estranha, suor, calor, quando vai dormir sentir uns choques no corpo? Ultimamente eu estou assim. Ora estou bem e do nada qualquer dor me assusta, e vou direto na net ver o que é. Tudo pesquiso. Até quanto tempo a gente fica sentindo isso. Eu fico cheia de duvidas e como tenho vergonha de falar para não preocupar, eu prefiro desabafar aqui. Grande abraço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Faça todas as perguntas que precisar. Desabafe, pois isso lhe fará muito bem. Sim, é comum sentir tudo isso no início do tratamento e muito mais. Leia os comentários para comprovar. Esta fase irá passar, mas é preciso ter paciência. Logo aparecerá luz no fim do túnel. Muitos desses efeitos adversos são potencializados por sua ansiedade. Por isso, quanto mais calma ficar, melhor. Outra coisa, pare de ir atrás do Dr. Google, pois ele só irá confundi-la, pois alguns sites não têm a menor credibilidade. Quando precisar, contate seu médico ou retorne a ele. Para saber quais são os sintomas comuns ao medicamento, leia sua bula. E veja com atenção quando deverá procurar o médico. Mas leia com calma. Vejo que a sua ansiedade está muito alta, podendo levá-la a uma crise de pânico. Quanto estiver assim, tome um banho morno para relaxar o corpo e passe um hidratante bem cheiroso. Um chazinho de camomila ou um suco de maracujá também são ótimos.

      Beijos,

      Lu

      1. Sii

        Lu, como sempre venho recorrer a você! Estou passando por um grande problema, que me deixa sufocada com vontade de chorar.

        Vai fazer dois anos que me casei, e meu esposo é um anjo que Deus colocou em minha vida. Depois de seis meses de casados, resolvemos engravidar, minha filha nasceu é linda e saudável, só que minha mãe se mete muito no meu casamento e na criação da minha filha, vive me estressando, e moro ao lado da casa dela.

        Temos uma relação conflituosa o tempo inteiro, e comecei a tomar antidepressivo devido a não suportar tanta pressão psicológica, pois quando estava grávida ela vivia enchendo minha cabeça, com medo da criança nascer com microcefalia. Em todas as consultas e ultrassons ela ia comigo. Sei que queria e quer o meu bem, mas isso me deixou impressionada demais. Eu vivia na internet pesquisando, comparando ultrassons, e isso me deixou muito sobrecarregada, tanto que na minha cesariana tiveram que colocar calmante no meu soro. Mas o fato é que depois que minha filha estava com três meses de nascida desencadearam as crises de ansiedade.

        Minha mãe nem sabe que tomo esse remédio( oxalato de escitalopram), pois é muito preconceituosa, se souber vai me chamar de doida. Passo o dia todo no trabalho e coloquei minha bebê em uma creche particular, só que com o convívio com outras crianças é inevitável não adoecer, está gripadinha no caso. Então ela quer que eu tire a bebê da creche pra ela olhar. Eu tirei por uma semana, só que ela vive reclamando, dizendo pra eu arrumar uma pessoa, se eu arrrumo uma pessoa, ela diz que não é pra eu colocar gente estranha dentro de casa, ela passa o dia me ligando dizendo que a menina está muito mal, que tenho que levar pro hospital. Quando chego lá, a menina está sorrindo. Ela entra na minha casa, me esculhamba de todo nome, fico só ouvindo, não discuto. Aí que ela fica zangada. Estou com medo do meu casamento acabar. Então vivo num turbilhão de emoções. Desse jeito não existe remédio que resolva. Me ajude, estou aqui em lágrimas…

        Abraços!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          O relacionamento entre mães e filhas foi, quase sempre, muito conturbado, principalmente quando elas são possessivas e mandonas como a sua mãe, que exige que você volte no tempo para viver a vida dela. Pelo que pude perceber através de seu depoimento, sua mãe está precisando de uma terapia urgentemente. Ela está mentalmente doente e já nem tem percepção de suas ações, achando que tudo é normal.

          Sii, não é o fato de você ser filha que precisa aturar todos os abusos de sua mãe. Precisa botar limites em tudo isso. Caso contrário irá ficar doente e perder seu marido. O ideal é que mudasse para longe dela. Não sendo isso possível no momento, tome, urgentemente, um posicionamento relativo a esse desrespeito por parte dela:

          1. Diga-lhe que, apesar de ser filha, você exige respeito por parte dela. Que quer ter uma amiga com quem contar nas horas boas e difíceis, mas não uma chefe cruel.
          2. Que não aceita interferência na criação de sua filha. Que ela já teve sua vez, mas que agora é o seu momento. Que sabe que cometerá muitos erros, mas será assim que irá aprender.
          3. Que sua criança irá continuar na creche, conforme desejo seu e de seu marido.
          4. Que não aguenta mais os sermões dela, a ponto de ter que buscar ajuda médica, pois está perdendo o equilíbrio.
          5. Que está correndo o risco de perder seu marido, em razão do comportamento abusivo dela, pois está interferindo em sua intimidade.
          6. E que irá se mudar, caso as coisas não se resolvam, pois a ama muito como mãe, mas não está aguentando ser tão maltratada por ela.

          Sii, caso ache que ela não escutará, enquanto você fala, escreva-lhe uma carta. Não seja ríspida. Fale com a maior delicadeza possível, mas fale suas verdades. Liberte-se da tutela de sua mãe.

          Você e seu marido dependem de sua mãe? Tem pai ou irmãos? Converse com eles sobre o que está vivendo. Não engula suas emoções. Levante sua cabeça e aja com uma pessoa séria e competente. Dê um basta nessa situação.

          Abraços,

          Lu

        2. Sii

          Oi, Lu! Obrigada pela sua resposta!

          Eu morava de aluguel, mas como minha mãe tinha a casa grande, resolvemos dividir no meio, moramos parede e meia, como se fala. Não posso financiar uma casa, pois meu marido já tem o nome comprometido em outro imóvel, pois ajudou a mãe dele a comprar um. Resumindo só posso comprar um apartamento, se eu me divorciar dele. A solução que teve foi morar ao lado da minha mãe. E eu ja investi muito na casa, reformei tudo. Ficou como eu queria. Então a casinha está aconchegante, só que não tenho privacidade alguma com meu esposo. Quando saio com ele e minha filha pro shopping, se eu demoro, ela fica me ligando, dizendo que está tarde, que a menina tem que dormir, tem que comer.

          A minha irmã, como lhe falei uma vez, sofre de bipolaridade, faz tratamento, até já tentou o suicídio, tomando vários vidros de rivotril, devido a uma briga que teve com minha mãe. A médica que consulta a minha irmã disse que ela tinha que evitar discutir, poisminha mãe tem problemas psiquiátricos também, só que não aceita tomar a medicação. Na cabeça dela, ela não tem nada. Ela vive se intrigando comigo, passa semanas sem falar, passa por mim e finge que não me conhece. Meu marido fica horrorizado com tudo isso, disse que nunca viu mãe se intrigar com filhos. O único jeito era se eu saísse de lá, mas estaria jogando tudo pro alto, até o amor de mãe e filha. Mas a minha saúde mental está em risco.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Há momentos em nossa vida em que todos os caminhos parecem estar fechados, mas isso não é verdade, pois há sempre uma janelinha a jogar-nos luz. Pense que se trata apenas de uma fase de sua vida.

          Pelo seu relato ficou claro que sua mãe sofre de algum transtorno mental. É uma pena que ela não aceite fazer um tratamento, pois além de prejudicar a própria vida, ainda prejudica a dos outros. O ideal, diante de sua impossibilidade de mudar, seria modificar-se em relação à sua mãe, ou seja, não dar muita importância ao comportamento dela, sempre se lembrando que não se encontra bem de saúde. Faça como os mineiros dizem: “a conversa entra por um ouvido e sai pelo outro”.

          Sii, na impossibilidade de haver mudanças no comportamento de sua mãe, elas deverão partir de você. Torne-se forte, estabilize seu emocional, não dê importância ao comportamento desequilibrado dela. Não há como medir forças com quem se encontra doente e não se trata. Seria pura perda de tempo. Você não pode levá-la a sério. Deixe que fale, que lamente, que reclame e continue fazendo as coisas do seu jeito. Siga o conselho que a médica deu à sua irmã. Quanto mais vulnerável você ficar, mais faz o jogo dela, mais se desequilibra e mais mal faz a seu marido, a sua filhinha e a si mesma. Fortaleça-se! Não permita que chantagens incomodem-na. Somente você poderá salvar a sua saúde mental. Pense nisso. Lembre-se de que os problemas têm o tamanho da importância que damos a eles. Passe a dar menos importância ao comportamento de sua mãe. Apenas isso!

          Beijos,

          Lu

      2. Fabiola

        Que saudade deste blog, que me ajudou tanto! Hoje já faz uns 9 meses que uso esse remédio, e graças a Deus estou ótima. Voltei a minha vida de trabalho e creio que cada um aqui vai ficar bem como eu.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Fabíola

          Que bom recebê-la com tão boas notícias. O seu comentário servirá de incentivo para muitas pessoas que se encontram na fase inicial do tratamento. Quero convidá-la para conhecer outras categorias do blog, incluisive ARTE DE VIVER. Procure no ÍNDICE GERAL.

          Um grande beijo,

          Lu

    2. Juliana

      Oi, Lu!
      Ultimamente tenho me sentido muito irritada,com palpitações no coração. Meu cargo é muito estressante, sou inspetora de alunos, e não tenho
      tido paciência. Estou muito estressada, não estou conseguindo trabalhar. Minha médica me indicou o oxalato de escitalopram e amato à noite, mas ao ler a bula senti medo das reações do remédio. Ajude-me ajuda!

      1. Juliana

        Olá, Lu!
        Já não sei o que fazer, não estou conseguindo ir trabalhar por causa dessa angústia. Eu me sinto desesperada e com muitas palpitações, não consigo nem dormir. Será que consigo um afastamento pelo INSS?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Você precisa iniciar o tratamento, tomando o antidepressivo que lhe foi receitado. Essa angústia só irá passar com o uso do medicamento. Enquanto não criar coragem, irá ficar assim. Peça a seu psiquiatra um atestado para 15 dias. Com esse período não precisará recorrer ao INSS. Mas terá que fazer o tratamento, senão nada será resolvido.

          Amiguinha, quando comentar, use caixa baixo (letras minúsculas). Certo?

          Abraços,

          Lu

        2. Nany

          Oi, Juliana!
          Eu me identifiquei com o teu caso! Tenho taquicardia, fico extremamente irritada, tenho falta de ar, não tenho vontade de me arrumar, nem ânimo para ir trabalhar, e além do mais tenho descontado muito na comida… Trabalho com cliente, sou gerente de contas de um Banco e sinto que cheguei no meu limite. Como você esta? Você vai se afastar pelo INSS? Eu penso muito nisso, mas me cobro muito, sinto culpa, mas ao mesmo tempo tem sido cada dia mais insuportável. Já cogitei pedir demissão, mas são 10 anos de empresa, eu perderia bastante.

      2. LuDiasBH Autor do post

        Juliana

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, é fato que todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, mas que passam entre duas a três semanas. Ao final vale a pena passar pela fase ruim, pois a vida fica bem mais equilibrada depois. Portanto, não se preocupe com as reações ruins. Veja quantas pessoas, inclusive crianças e idosos, tomam antidepressivos.

        As pessoas ligadas à Educação neste nosso país são as maiores vítimas de estresse. Uma pesquisa demonstrou que mais de 90% dos educadores sofrem de algum transtorno mental. É uma classe sofrida e mal paga. A maioria toma antidepressivos. Portanto, Ju, deixe seu medo de lado e inicie logo o seu tratamento. Quanto mais cedo começar, menor é o seu sofrimento. Aguardo um comentário seu, dizendo-me que deu início a seu tratamento.

        Beijos,

        Lu

        1. Juliana

          Oi, Lu!
          Obrigada pela resposta. Eu procurei uma psiquiatra e como não estava ainda me sentindo bem, ela me deu 10 dias em casa, porém ainda não me sinto melhor. Comecei a tomar os remédios mais ainda não consigo sair de casa, tenho medo de pedir mais 15 dias para minha médica e ela achar que estou de brincadeira ou frescura de para ir trabalhar. O que faço?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Você precisa voltar a sua médica e conversar com ela. A licença médica é um direito de todo trabalhador que se encontra doente. Não tem que ter medo de expor suas necessidades, pois, mais do que ninguem, o psiquiatra sabe o que ocorre com as pessoas que passam por estresse ou algum tipo transtorno mental. Diga-lhe que ainda sente medo de sair de casa, e que se sente pior do que antes de começar o tratamento.

          Ju, o antidepressivo demora cerca de 3 semanas para começar a mostrar os efeitos positivos. Nesse período, algumas pessoas passam muito mal, precisando de licença médica. Isso é muito comum. Eu sei que até 15 dias a pessoa recebe do patrão, se trabalha num emprego particular, mas depois depois de 15 dias é com o INSS. Informe-se direitinho em seu serviço ou com sua médica.

          Beijos,

          Lu

        3. Juliana

          Boa-noite, Lu!

          Eu vou pedir à médica uns dias, até o remédio começar a me ajudar, e eu conseguir enfrentar tudo isso, sei que preciso desses dias para me tratar, mas o que me incomoda é pensar que após a minha volta ao trabalho, posso ser mandada embora, pois a empresa em que trabalho não tolera muito atestado. E pra ajudar, as pessoas com quem trabalho ficam me mandando mensagens dizendo que meu chefe está bravo por minha ausência, porque estamos com problema de falta de funcionários. Logo as mensagens chegam bem ameaçadoras, que ele vai me demitir, e isso só agrava meu estado de saúde. Tentei retornar ao trabalho, mas dá um desespero, achei que teria um infarto de tanto que batia meu coração. As pessoas pensam que é frescura, mas só quem passa por isso para poder entender.Quanto aos remédios, tenho sentido dor de cabeça e enjoos, mas percebi pelos relatos aqui que é normal.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Essa fase ruim irá passar e logo você poderá voltar a seu serviço. É na sua saúde que deve centrar sua atenção. Mas não deixe de dar uma satisfação a seu chefe, ligando para ele e dizendo como se encontra. Diga-lhe que está ansiosa para voltar ao serviço, mas o remédio que está tomando traz reações muito fortes, com enjoos, dor de cabeça e tonturas, mas que a médica disse que efeitos só acontcem no primeiro mês de uso do antidepressivo, pois depois o organismo acostuma-se com ele. Tenho a certeza que seu chefe irá ficar sensibilizado com a sua atenção. Os chefes gostam de ser considerados.

          Não se importe com o que as pessoas pensam. Ninguém consegue mudar o mundo. Os enjoos e dores de cabeça são normais em relação aos efeitos do antidepressivo. Assim que passar essa fase ruim, você ficará ótima. E poderá trabalhar dando o melhor de si. Mas não se esqueça de, ao tirar nova licença, comunicar-se com seu chefe. Ninguém trabalha doente.

          Abraços,

          Lu

        5. Sii

          Oi, Lu!
          Consegui falar com minha médica e ela aumentou a dose para 15 mg de Exodus (Oxalato de escitalopram) e 0,25 mg de Rivotril sublingual, pra quando eu tiver crises de ansiedade. Disse que eu tive no dentista uma crise, que não tem nada haver com a anestesia e é pra eu continuar com a terapia. Será que com o aumento da dose de 10 para 15 mg, irei sentir os efeitos adversos de novo? Posso tomar o antiflamatório Cataflam, pois estou com a garganta inflamada? Já e comecei a tomar hoje pela manhã, pois eu sempre acordava com a cabeça pesada. Espero que eu fique mais disposta durante o dia.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          A sua médica confirmou o que eu havia lhe dito sobre não ter nada a ver com a anestesia dada pelo dentista. Algumas pessoas costumam sentir efeitos adversos na mudança da dosagem, enquanto outras nada sentem. Isso é muito relativo.

          Amiga, eu tenho tomado anti-inflamatório sempre que necessito, sem nenhum problema, mesmo tomando oxalato de escitalopram. Já tomei de diversas marcas. Melhoras para você!

          Abraços,

          Lu

  3. Edilma

    Boa-noite, Lu!
    Eu estou aqui cheia de dúvidas e angústias. Como já havia dito, faz dois meses que eu comecei a fazer o tratamento com oxalato. Só que no primeiro mês eu usei um medicamento de um fabricante, senti muitos enjoos, dores de cabeça e outros efeitos colaterais. No mês seguinte mudei para outro fabricante e não senti nada, quando foi este mês tive que comprar do primeiro; e aí voltou tudo de novo e até pior, pois ontem tive uma crise de ansiedade com uma queimação nos braços, enjoo, tonturas e falta de ar. Lu, é comum quando fazemos esta mudança de fabricante termos estes tipos de problemas?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Os sintomas adversos que você sentiu no primeiro mês são relativos ao início do tratamento. Todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais, que podem ser mais fortes ou mais leves, de acordo com cada organismo. Portanto, os efeitos sentindos inicialmente estão dentro da normalidade, sem nenhuma correlação com o laboratório.

      Não houve aumento da dosagem nesse último que comprou? Estou achando estranho isso, pois sempre compro o mais barato, dos mais diferentes laboratórios e nunca senti diferença alguma. Nâo é comum acontecer isso quando se faz esse tipo de mudança. Assim como eu, muitas pessoas compram sempre o que estiver mais em conta, embora certos médicos queiram que se compre o mais caro, importado.

      Meu médico escreve apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram), podendo eu comprar o medicamento de qualquer laboratório. Poderia me dizer de qual laboratório foi, para eu ver se já tomei dele? Pode ser também que haja necessidade de fazer mudanças na dosagem. Continue fazendo uso do medicamento, mas observe como estão suas reações. Se estiverem muito fortes, principalmente a falta de ar, comunique-se com seu médico. Não acho que seja resultado do laboratório, pois eles possuem regras a cumprir. Compare as bulas. Aguardo notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      1. Edilma

        Oi, Lu!
        O primeiro que eu tomei é da Medley, o Eficentus. E outro é da Eurofarma. Agora deixa eu lhe explicar direito o que aconteceu: às vezes quando como alguma coisa salgada, minha pressão costuma subir um pouco! E foi o que aconteceu neste dia: Minha pressão subiu e eu estava sozinha com minhas duas filhas em casa. E fui ficando nervosa e aí meus braços começaram a esquentar e a adormecer e quanto mais nervosa, pior fui ficando. Depois foi que eu me dei conta do que estava acontecendo. Então ao certo não sei se foi reação do remédio ou se foi uma crise de pânico.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Edilma

          Já tomei antidepressivos dos dois laboratórios. No momento, inclusive, tomo o da Eurofarma, que costuma ser o mais em conta. O que lhe aconteceu foi mesmo um ataque de pânico, em razão da ansiedade excessiva. Não existe outra explicação. Portanto, nada a ver com o medicamento. Fique tranquila!

          Amiguinha, saiba que os problemas possuem o tamanho que nós damos a eles. No caso de a sua pressão subir, a primeira coisa a fazer é se deitar e ficar quietinha. Você poderia ter telefonado para alguém ou chamado uma vizinha. O desespero só faz aumentar o problema. Procure trabalhar melhor suas emoções. E se sabe que a sua pressão sobe com facilidade, evite comer alimentos salgados. O estado de ansiedade, quando não controlado, também faz disparar a pressão e os batimentos cardíacos. Manter a calma é sempre importante.

          Beijos,

          Lu

        2. Sii

          Oi, Lu!
          Seus comentários são tão positivos que parece que você convive com todos nós! Vou fazer o que me falou em relação minha mãe.

          No dia em que briguei com minha mãe, começei a sentir novamente uns picos de ansiedades, um gelo na barriga, no mesmo dia fui ao dentista e comecei um tratamento de canal, informei a ele que estava tomando (oxalato de escitalopram 10 mg) há dois meses, só que canal é bem demorado. Quando eu estava na cadeira do dentista, de reprente me veio um pânico absurdo, achei que iria correr da cadeira, fiquei muito mal, comecei a rezar muito, e a todo momento eu sentia pânico e meu corpo esquentando. E ele teve que dar anestesia a todo momento, pois o dente não estava querendo pegar anestesia. Será que era devido ao escitalopram? No dia seguinte passei muito mal com crises de ansiedade intensa, comecei a sentir tudo novamente, era como se eu estivesse começado a medicação do zero, pensamentos ruins, fiquei pensando que eu tinha morrido e que era minha alma que estava andando dentro de casa, esquentamento pelo corpo inteiro, vontade de chorar, coisa que eu nunca tinha sentido nem antes de tomar a medicação. E minha médica está de férias. Eu acho que a anestesia cortou o efeito do Exodus, ou então houve interação medicamentosa. O que devo fazer, já que nessa semana terei que ir novamente ao dentista. Estou sem chão e bem preocupada, nervosa, com medo, com diarreia e tensa. Me ajude!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Nada a ver com a anestesia. Eu tomo o mesmo medicamento e uso anestesia em meu tratamento dentário. Nunca me aconteceu absolutamente nada. Todo o problema adveio de seu estado emocional, em virtude das crises com sua mãe. Você se encontrava com os nervos à flor da pele, muito desequilibrada e ansiosa, o que resultou numa crise de pânico.

          Sii, o efeito do antidepressivo é acumulativo, pois o medicamento fica no seu organismo durante duas semanas, ainda que o pare de tomar. Não existe isso de cortar o efeito. Certo? Tampouco houve interação medicamentosa. Era seu desequilíbrio emocional, mesmo. Ainda assim, avise para o seu dentista que toma o oxalato de escitalopram. E vá fazer seu tratamento numa boa. Quando sair de lá, tome um sorvete bem gostoso. Amiguinha, a nossa mente é muito criativa, não deixe que a sua comande sua vida, criando coisas bizarras. Ponha freio nela… Risos.

          Após o dentista, escreva-me.

          Beijos,

          Lu

      2. Juliana

        Oi, Lu!

        Já comecei a tomar os remédios e tenho sentido enjoos e dor de cabeça, além dessas reações adversas estou preocupada com o afastamento médico, pois a empresa não gosta de receber muitos atestados, pois já estamos com a falta de funcionários.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Parabéns por ter criado coragem para iniciar o tratamento. Lembre-se de que até crianças fazem uso de antidepressivos. Quanto à empresa, siga os conselhos que lhe dou no outro e-mail.

          Beijos,

          Lu

    2. Juliana

      Obrigada pela resposta. Meu chefe não quer saber de ninguém, é uma pessoa extremamente fria, gosta de humilhar as pessoas, e tem parte na situação em que me encontro, por causa da pressão que criava em mim, me deixou mais triste ainda. No caso eu tirei 10 dias, e após os 10 dias eu não retornei ao trabalho, retornarei a minha medica. Na terça, se ela me conceder mais um atestado de 10 dias, vou cair na perícia não é? A perícia pode negar o meu atestado?

      1. LuDiasBH Autor do post

        Juliana

        Não acredito que a perícia recuse o seu atestado médico, dependo do que sua médica escrever, alegando como se encontra seu estado de sáude. Penso que se ela lhe der mais cinco dias, não haverá necessidade de ir à perícia. O INSS só interfere quando são mais de 15 dias. De qualquer forma, informe-se com ela.

        Abraços,

        Lu

        1. Juliana

          Obrigada mais uma vez pela compreensão. Ela me colocou um cid f34 e transtorno de humor, gerado por estresse que é o meu caso, por isso não sei se o perito vai permitir esse afastamento, por não ser uma depressão grave. Eu tirei 10 dias e não voltei a trabalhar. Vou pedir mais uns dias ao meu médico, mas tenho medo de cair na perícia e ser negado o atestado. Ainda sinto tonturas e dor de cabeça constante.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Se você pegar mais cinco dias não precisará de passar pela perícia, pois até 15 dias a licença é por conta do patrão. Fique tranquila. Irá dar tudo certo.

          Abraços,

          Lu

  4. Paloma Lopes

    Oi, Lu!
    Respondendo sua pergunta anterior, eu tomei o Oxalato por 5 meses quase, porém meu corpo tremia muito, e me sentia muito tensa, nervosa, ansiosa, sentia que iria ter um ataque a qualquer momento, e qualquer dor me assustava. Meu médico aumentou a dosagem, porém me senti pior. Ele decidiu trocar a medição. Já faz duas semanas que tomo a nova medição, no começo passei muito mal com crises de choro, sensação de morte, coração acelerado, enjoo, tontura, medo de dormir e não acordar mais, mas graças a Deus parece que está passando. Faz 3 dias que só sinto uns desconfortos. Estou me sentido menos ansiosa, menos tensa, mais leve e solta, com mais racionalidade. O tratamento sei que é longo, mas como você mesmo disse, temos quer ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes), também sei que recaídas podem aparecer no caminho.

    Lu, você não tem noção como sua página está me ajudando. Eu estou lendo cada comentário e vejo que não estou só nesta longa batalha. Pode deixar que sempre vou estar aqui escrevendo, pois me faz bem escrever e ler os outros depoimentos.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Quando o organismo não se adapta a um antidepressivo, depois de um tempo de experiência, é necessário mudar para outro. Isso é muito comum no universo dos transtornos mentais. É bom saber que você está se adaptando à nova substância. Passada essa fase dos efeitos adversos, nem mesmo se lembrará de que toma um antidepressivo. Portanto, amiguinha, continue POP, pois é com otimismo que vamos seguindo em frente. O início é mesmo muito difícil, mas valerá a pena todo o sofrimento, ao notar, um tempo depois, como a sua qualidade de vida melhorou.

      Será um prazer contar com a sua presença aqui neste cantinho, onde formamos uma grande família. E onde ninguém se sente só. Somos todas e todos excelentes guerreiros. Juntos somos fortes!

      Um grande abraço,

      Lu

    2. Luciana

      Olá, Lu!
      Estou fazendo o uso do Oxalato de escitalopram porque tenho bulimia, e uso também o zolpiden porque tenho insônia. A bulimia me faz muito mal, sofro com isso há muitos anos não sei mais como lidar com essa doença, mas com essa medicação ela me faz esquecer um pouco da ansiedade de comer e depois jogar fora. Tenho notado melhoras, mas não está sendo fácil, pois esse medicamento faz com que eu durma muito. Há dias em que nem vontade de levantar da cama eu tenho, é um desânimo total.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Luciana

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, o passo mais importante você já deu, que foi o de procurar ajuda médica, pois a bulimia é um transtorno alimentar que deve ser levado a sério, pois debilita o organismo, desarmonizando-o. A Ciência vem avançando cada vez mais no campo cerebral, de modo que novos remédios chegam ao mercado para ajudar-nos em nossos transtornos, quaisquer que sejam eles. O importante é acreditar e continuar em frente. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Tenho a certeza de que você irá vencer. Acredite!

        Luciana, todo antidepressivo possui efeitos adversos. As reações são de acordo com o organismo de cada pessoa. Algumas passam a ter insônia e outras a dormir demais. Se está dormindo muito com o oxalato de escitalopram, por que não suspende o zolpiden? Não ficou claro para mim se é o zolpiden ou oxalato de escitalopram que está fazendo com que durma em demasia. A que horas toma o antidepressivo? Aguardo novas informações.

        Abraços,

        Lu

        1. Sii

          Oi, Lu!
          Tire-me uma dúvida: às vezes sinto falta de concentração no trabalho, estou trabalhando no computador e fico parada, olhando, pois me dá um branco no que estou fazendo. Acho muito ruim esse esquecimento derrepente. Isso é normal, será que vai passar? Tenho medo de me prejudicar no trabalho, pois tenho certeza que é devido à medicação (oxalato de escitalopram 10 mg, tomo há dois meses). Antes não era assim. E o fato de estar sentindo essa falta de concentração e de ficar tentando lembrar o que estava fazendo me deixa apreensiva e ansiosa, me dá um gelo na barriga. O que você acha?

          Beijos

        2. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          O mundo agitado em que vivemos já contribui para isso. Hoje lidamos com muitas informações e fazemos inúmeras coisas ao mesmo tempo. As preocupações são muitas, de modo que o pensamento fica pulando de um local para outro. O chamado “branco” muitas vezes pode ser fruto do estresse, ou do excesso de responsabilidade. É como se a mente tirasse o seu descanso por conta própria. O antidepressivo, no início, também pode contribuir para isso, mas a sua função primordial é equilibar o corpo, portanto, logo esse efeito adverso passará. Dê um tempo maior para que seu organismo acostume-se com a nova substância. Não há motivo para preocupação. O meu médico receitou-me “ginkgo biloba” para a memória. É um remédio natural. Leia mais sobre ele. Veja também se não está fazendo muitas coisas ao mesmo tempo.

          Abraços,

          Lu

  5. Rozana

    Olá, Lu!
    Que bom ter o Vírus da Arte e poder falar como estamos com a medicação. Estou no 13º dia, mas ainda com vontade de chorar, pior do que estava. Tomo 10 mg de oxalato de escitalopram e 10 mg de zolpiden, e ainda não consigo dormir sem o zolpiden. Tenho 57 anos e minha filha trabalha. Estou sozinha, e ainda não consigo ir trabalhar, preciso fazer terapia e acupuntura, espero melhorar, e com certeza irei. Quero voltar a minha vida de antes.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rozana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, passando pelos efeitos adversos, que na maioria das vezes demoram cerca de duas a três semanas, e é por isso que está se sentindo tão mal, bem pior do que antes de começar o tratamento. Trata-se da luta de seu organismo para não aceitar o medicamento. Mas logo isso passará, vindo a fase boa. E é claro que você irá ficar ótima, como eu que também tomo o oxalato de escitalopram. O zolpidem é para ajudá-la a dormir, pois muitas pessoas sentem insônia, no início do tratamento. Procure só tomá-lo quando sentir que não irá dormir. Para ajudar a atrair o sono, tome um banho morno antes de deitar-se e um copo de leite, também morno. Durante o dia faço uso de chá de camomila (três xícaras ao dia), sendo a camomila ideal aquela que a gente compra sequinha e ainda com uma florezinhas.

      Você não está mais sozinha, pois acabou de encontrar-nos. Venha sempre aqui conversar conosco ou ler os comentários dos membros de nossa grande família. O Vírus da Arte estará sempre de braços abertos para recebê-la.

      Grande abraço,

      Lu

  6. Paloma Lopes

    Lu, pouco tempo atrás vivia na emergência pensando que iria morrer de ataque cardíaco. Fazia vários exames e nunca dava nada. Todos os médicos me diziam para procurar ajuda profissional( psiquiatra), mas não queria aceitar isso, pois tinha aquele preconceito que é só para pessoas especiais. Na ultima vez que fui à emergência vi minha mãe chorando escondido, e isso me partiu o coração. Nesse mesmo dia uma médica muito gente fina falou para mim “Você não tem nada orgânico”, e explicou direito sobre meu diagnóstico. O primeiro passo foi aceitar essa doença, mal do século. Depois que a aceitei fui pro segundo passo, que foi ajuda com o psiquiatra. Ele me passou o oxalato de escitalopram de 5 mg para iniciar, e depois aumentou para 10, 15 e 20 mg. Porem não estava me sentido muito bem: sentia e sinto tremor, coração parece que vai sair pela boca e outros sintomas. Na última consulta ele trocou a medicação para VENLAXIN. No começo me deu várias crises, pois ele mandou tomar escitalopram 0,5 e venlaxin 35. É normal tomar dois no mesmo dia? Ontem eu já não tomei o escitalopram e comecei a tomar venlaxin 70 e a tarde nesse mesmo horário passei muito mal. Minha irmã disse que é normal, pois meu organismo estava acostumado com a medição. Isso é verdade? Eu fico muito assustada e morro de medo de morrer a qualquer momento. Eu lhe agradeço do fundo do meu coração se responder.

    Muito obrigada e que Deus abençoe você.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando se faz vários exames e constata que dão todos negativos, o problema encontra-se em outro lugar, como bem explicou a médica. E quanto mais cedo buscar ajuda do psiquiatra, menor será o sofrimento. O fato de aceitar que tem trantorno mental e saber que o nosso cérebro também adoece, já é meio caminho andado. Parabéns por ter caminhado nessa direção, pois não irá mais assustar sua mãe e sofrer desnecessariamente.

      Paloma, todos os antidepressivos trazem em seu bojo efeitos adversos. E o médico não sabe, no início, com qual deles o paciente irá melhor se adaptar. Por isso é que se sofre tanto, até encontrar aquele antidepressivo que melhor se adequa ao organismo. Você não me disse quanto tempo ficou tomando o oxalato de escitalopram, que é hoje um dos mais indicados.

      Quando se muda de um antidepressivo para outro, não sendo as substâncias incompatíveis, pode sim, fazer a transição, tomando os dois ao mesmo tempo, diminuindo aquele que irá sair. Portanto, confie no seu médico e siga direitinho a prescrição dada por ele. Ao passar a tomar um novo antidepressivo, você pode, sim, sentir seus efeitos adversos, que normalmente passam com duas a três semanas. Não há nada de anormal nisso. O importante é que sempre mantenha seu médico informado sobre os efeitos ruins do medicamento, principalmente na fase inicial do tratamento. Esse medo de morrer é comum a todos, no início, mas ele não procede. Fique tranquila. Logo estará ótima, e nem se lembrará dessa fase ruim de adaptação. Muitas vezes é preciso diminuir ou aumentar a dosagem, ou até mesmo tomar um tranquilizante junto. Por isso é importante que o profissional acompanhe-a nos dois primeiros meses.

      Gostaria que viesse sempre nos contar como anda o início de seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

  7. Gustavo Cunha

    Olá, Lu!
    Estive pesquisando um pouco sobre o uso de dois medicamentos ao mesmo tempo, pois minha avó tem o costume de tomar o escitalopram juntamente com o diazepam, e ela se queixa de nao sentir os efeitos do diazepam, gostaria de saber se um corta o efeito do outro, e se ela deveria tomar em horas diferentes esses medicamentos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gustavo Cunha

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, o diazepam é apenas um tranquilizante, que muitas vezes acompanha o uso do antidepressivo no início do tratamento. O ideal é usá-lo apenas quando a pessoa sentir necessidade. Se a sua avó não precisa dele, não há porque usá-lo. E se ela o toma para dormir, deve usá-lo um pouco antes de deitar-se. Faz muito tempo que sua avó faz uso de antidepressivo? Por que toma tranquilizante?

      Abraços,

      Lu

      1. Gustavo Cunha

        Minha vó é muito ansiosa e, por isso, o médico receitou o escitalopram. Agora o diazepam é pra ela dormir mesmo, pois sente dificuldade de dormir, porém ela toma uns 3 ou 4 comprimidos e não faz efeito. Já toma o diazepam há bastante tempo e não sei se por acaso ela seguiu exatamente a prescrição médica. Será possivel que o organismo dela tenha se acostumado com o medicamento?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Gustavo

          A maioria das pessoas toma o antidepressivo de manhã. Não sei no caso dela. Mas se toma o diazepam à noite, uma meia hora, mais ou menos, antes de deitar-se, está tudo certinho. Pode ser que a dosagem esteja fraca para ela. O ideal é que conversasse com o psiquiatra que a atende, que pode, inclusive, mudar para outro calmante diferente. Fale-lhe também para tomar um copo de leite morno ao deitar-se, que ajuda muito. Durante o dia, chá de camomila, pelo menos três xícaras, também ajuda a relaxar. O ideal é a camomila que vem com as florezinhas.

          Abraços,

          Lu

  8. Luana

    Lu, estou tomando escitalopram faz 2 semanas e ainda sinto enjoo, isso e normal?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o enjoo é normal, sim. Trata-de de um dos efeitos adversos do medicamento. Normalmente desaparece dentro de três semanas. Fique tranquila e continue seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      1. Valdeci Antônio

        Olá, Lu!
        Estou passando por algo diferente depois do término de um namoro de 5 anos. Fico triste, meu coração dói e dispara, a boca fica seca, e às vezes a visão turva. Eu como chocolate amargo e melhoro, fico alegre e nao sinto mais nada. Só que nao posso ficar comendo chocolate até essa fase passar. Alguém me indica algum médico ou remédio que substitua o chocolate.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Valdeci Antônio

          Bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, um namoro de cinco anos indica que foram muitos os momentos compartilhados. Posso imaginar o vazio que ficou em sua vida, ao distanciar-se de uma companheira de tantos anos. É mais do que natural que sinta a separação. Para ajudá-lo, faça uma lista com todas as coisas positivas que o namoro proporcionava e uma com as negativas. Se as primeiras forem bem superiores, jogue o orgulho de lado e tente reatar o namoro, mas se as segundas dominarem, alegre-se com o fato de ter saído de uma relação que poderia torná-lo infeliz, deixando o caminho livre para alguém muito especial, que irá aparecer a qualquer momento.

          O que você está sentindo é angústia. O chocolate amargo realmente tem a propriedade de melhorar o nosso humor. Se soubesse que a fase duraria pouco, poderia continuar comendo seu chocolate, que faz muito bem à saúde e muito mal ao bolso, uma vez que o amargo é bem mais caro, embora sejo o melhor. Quanto mais amargo, melhor para a saúde. Poderá também comprar cacau em pó (farmácia ou lojas de produtos naturais) e tomar com leite. Fica mais em conta.

          Valdeci, o seu transtorno é traumático, ou seja, advém de um momento ruim que está vivendo. E não tardará a passar. Se achar que os sintomas estão difíceis de aturar, consulte um psiquiatra ou mesmo um clínico geral. Penso que não há necessidade de usar um antidepressivo, mas apenas um calmante fitoterápico para ajudá-lo a vivenciar sua dor. Pode também mudar o seu ritmo de vida, saindo mais com os amigos, fazendo caminhadas, etc. Escrever aqui no blog, contando-nos como está passando por essa fase é também muito saudável. Faz bem botar para fora os nossos sentimentos.

          Um grande abraço,

          Lu

  9. Natalia

    Olá, Lu!

    Fui diagnosticada com Tag (transtorno da ansiedade generalizada) e a psiquiatra me receitou escitalopram 10 mg diariamente e alprazolam 1 mg somente quando eu tiver crise, além da psicoterapia. Pelo que tenho visto, quem toma alprazolam, toma diariamente e não nesse formato indicado a mim. Outro ponto que me deixou receosa, é que o medicamento causa dependência. Esses medicamentos foram receitados, pois tenho uma ansoedade muito forte, quando tenho crise, entro em desespero, literalmente em pânico. Mas não sei se o medicamento alprazolam vai me ajudar nesse caso somente de crise, e se vai me causar dependência dessa maneira.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, cada comentário aqui retrata um caso diferente, tendo o psiquiatra, após ter conhecido o histórico do paciente, dado-lhe uma medicação específica. Portanto, que não seja essa a sua preocupação. Tome a medicação em conformidade com a indicação de sua psiquiatra. Ela tem conhecimento e responsabilidade para agir da melhor maneira possível. Gostaria de lembrar-lhe que todo antidepressivo causa efeitos adversos no início do tratamento, mas que após duas a três semanas desaparecem.

      Natália, você diz que o seu medo é a dependência do medicamento. Penso que a sua preocupação deveria ser a de ficar livre desse transtorno que judia muito consigo e traz-lhe inúmeros problemas. A dosagem do alprazolam é mínima, e ainda para ser usada apenas quando sentir necessidade, podendo ser retirado assim que dele não mais precisar. Quanto ao oxalato de escitalopram, após um tempo de uso, sua médica irá observar se pode ou não suspender a medicação. Tudo vai depender da resposta de seu organismo. Além disso, há momentos na vida em que não temos muitas escolhas. Se você não fizer o tratamento, suas crises tendem a ser cada vez mais graves e constantes. Para ajudá-la a passar por essa fase difícil, ainda contará com a ajuda do tratamento psicoterápico. Portanto, não há nada a temer. Inicie seu tratamento o mais rápido possível.

      Estarei torcendo por você e aguardando notícias suas.

      Abraços,

      Lu

    2. Renata

      Olá, Lu!
      Estou tomando escitaloplan 10 mg há 16 dias. A médica disse para na 1º semana tomar meio e depois passar a tomar 1 inteiro. Comecei a tomar o inteiro no dia 31, hoje faz 9 dias. E desde de ontem comecei a sentir uns tremores nas mãos e um peso nas articulações dos braços. Li que um dos efeitos colaterais são tremores. Você sabe me dizer quanto tempo dura esses efeitos colaterais? Estou meia assustada com isso.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, a médica reduziu sua dosagem no início para facilitar ao organismo adapatar-se ao novo medicamento. Os efeitos adversos do antidepressivo costumam durar cerca de três semanas, dependendo de cada organismo e, dentre eles, estão os relatados por você. Ainda assim, não deixe de repassá-los a seu médico. Vou lhe enviar um link para que tenha mais clareza. Não fique assustada. Tudo isso irá passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente).

        Aguardo novo contato.

        Abraços,

        Lu

        1. Rick

          Olá, Lu?
          De volta aqui, rs. Estou com o novo esquema de tratamento. Tomo faz 20 dias, o venlafaxina. Tenho notado uns enjoos e suores frios, como se minha pressão arterial estivesse baixa. Será efeito adverso? Comparado aos últimos dias, tenho me percebido bem melhor.

          Abraço

        2. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Antes eu me preocupava muito com o sumiço dos meus amiguinhos, mas até compreender que isso significa que já estão bem. A venlafaxina é também um antidepressivo, logo, também apresenta efeitos adversos no início do tratamento. Tais sintomas fazem parte dos efeitos adversos, sim. Mas é importante que você verifique sua pressão arterial em casa ou numa farmácia próxima e mantenha contato com seu médico, se ela der muito baixa. Os enjoos e suores frios logo passarão.

          Fico feliz ao saber que esta sentindo cada vez melhor, o que significa que se organismo está se adequando ao medicamento.

          Grande abraço,

          Lu

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Eu pressinto que você se encontra cada vez melhor. Agora é apenas questão de ajustes.

          Abraços,

          Lu

  10. Dayane

    Ei, Lu!
    Flor, fiz uma depoimento positivo aqui anteriormente sobre o ecitalopran, pois uso o mesmo desde 08/2016, mas recentemente tive um problema no meu relacionamento, que me deixou muito nervosa e com aqueles ataques de ansiedade novamente. Infelizmente parecia que o remédio não estava fazendo mais efeito. Há mais ou menos 20 dias, o médico aumentou a dosagem para 20 mg e até o momento ainda continuo ansiosa, com pensamentos a mil e dores no peito. Não sei o que fazer, acho que meu corpo criou uma resistência ao medicamento.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Em menos de três meses um antidepressivo não deixa de fazer efeito. Tomo oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos e com a mesma dosagem. Saiba também que ele não tem o poder de nos preservar das emoções. Continuamos tendo alegrias, tristezas, raivas, mágoas, etc. As mudanças vêm de nossas atitudes em relação à vida, de dentro para fora. Não existe ainda a pílula da felicidade. Se o seu relacionamento não está bem, o antidepressivo, ao equilibrar seu organismo, irá ajudá-la a refletir sobre o que se faz necessário mudar para melhorá-lo, como explico no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Penso que nem era necessário aumentar a dosagem. Muitas pessoas sentem efeitos adversos com o aumento da dosagem do medicamento. E seu corpo não teve tempo de acostumar-se com o remédio. Gostaria que relesse o texto que cito acima. Aguardo novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      1. Dayane

        Lu, eu li seu outro post e me deu um pouco mais de clareza referente aos antipressivos. Como falado anteriormente, eu tomo ecitalopram há quase 4 meses e tive várias recaídas de ansiedade devido a situações adversas da vida, porém existem horas em que me sinto, como mencionado no seu post, um “Zumbi” com aparentemente emoções desligadas, sem aquele “Prazer Real” da vida. O problema é que nem sei como expressar isso para meu psiquiatra.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayane

          Não era para você estar se sentindo assim, após quatro meses do uso do medicamento. Terá que conversar com seu médico. Fale exatamente como escreveu aqui “Sinto-me como um zumbi, como se minhas emoções estivessem aparentemente desligadas, sem encontrar nenhum prazer real pela vida.”. O objetivo do antidepressivo é equilibrar o nosso organismo e não piorá-lo. Pode ser que a dosagem esteja alta, ou que o medicamento não está adequando a seu organismo, ou que seja o outro remédio que toma junto (ansiolítico). Precisa conversar com seu médico o mais depressa possível. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  11. Wal

    Olá, Lu!
    Você saberia me dizer se uma pessoa que usa escitalopram e depakote, pode fazer uso de anti-inflamatório (tipo cataflan ou menisulida). Meu filho está tratando com esses medicamentos e inventou de fazer um piercing, cuja cicatrização requer o uso de anti-inflamatório.
    Obrigada pela atenção.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wal

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Eu sou usuária de oxalato de escitalopram e tomei recentemente um anti-inflamatório (diclofenaco) sem problema algum. Mas aconselho-a a entrar em contato com o médico que trata seu filho, pois cada organismo costuma ter uma reação diferente, sem falar que é necessário conhecer o histórico de saúde da pessoa, sua sensibilidade a determinadas substâncias medicamentosas. Ele não poderia usar um anti-inflamatório de uso tópico? Se puder, opte por ele.

      Abraços,

      Lu

      1. Wal

        Lu, obrigada pela rapidez da resposta, pelo carinho e atenção.
        Eu estava pensando em dar diclofecano mesmo porque não conheço nenhum que possa passar exatamente no local(no caso a língua). De qualquer forma acho mais seguro mesmo entrar em contato com o médico. Obrigada mais uma vez.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Wal

          Realmente na língua fica difícil usar um medicamento no local. Imaginei que fosse no nariz. É preciso muito cuidado com piercings em tais locais. A limpeza diária do adorno é também de fundamental importância.

          Abraços,

          Lu

  12. Elena

    Oi, Lu!

    Comecei a tomar o Oxalato de Escitalopram de 10 mg sexta feira passada (dia 28/11), 1 vez ao dia, logo após o jantar, mas hoje, não estou mais aguentando os efeitos colaterais: muita sudorese, inquietação, palpitações, dores nas articulações, vista embaçada e a cabeça meio zuada. Queria saber se tem problema de parar com apenas 4 dias de uso. Me ajude, por favor.

    Aguardo resposta.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Elena

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não é fácil o início do tratamento com um antidepressivo, pois o organismo reage não querendo aceitar a nova substância. Os efeitos adversos são muito fortes, levando entre duas a três semanas, normalmente, para passarem. Você se encontra na primeira semana, portanto, na fase mais crítica. O importante é que tome conhecimento de quando se faz necessário buscar ajuda médica, como está no link do texto que lhe enviei. Fora disso, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), pois esse período ruim irá passar, e bons resultados virão.

      Você não deve parar sem antes consultar seu médico e relatar-lhe tudo que está acontecendo consigo. Na fase inicial do tratamento esse contato é de suma importância. Se não conseguir uma consulta com ele, entre em contato via telefone ou e-mail.

      Veja bem quais são as precauções a tomar:
      • se sentir inchaço na pele, língua, lábios ou face, ou apresentar dificuldades para respirar ou engolir (reação alérgica), contate seu médico ou vá diretamente para um hospital com serviço de emergência;

      • se apresentar febre alta, agitação, confusão, espasmos e contrações abruptas dos músculos, esses podem ser sinais de uma condição rara denominada síndrome serotoninérgica, contate o seu médico imediatamente;

      • se apresentar algum dos efeitos adversos a seguir, deve contatar imediatamente o seu médico ou ir diretamente para um hospital com serviço de emergência: dificuldade para urinar, convulsões, cor amarelada da pele ou no branco dos olhos.

      Gostaria que entrasse em contato comigo amanhã para dizer-me o que foi resolvido e como você se encontra. Certo?

      1. J. Alisson

        Boa tarde Lu, vi sua prontidao ao responder as mensagens e sua forma carinhosa. Sou muito difícil de dialogar, porém resolvi falar.

        Sempre fui um cara muito de boa com a vida, impressionava a todos com minha capacidade de lidar com os problemas. Mas nos últimos dias, meses, não tem sido dessa forma. Ando muito ancioso, deprimido, hiperativo e me estresso com quase tudo. Pode ser a mínima coisa possível, acabo me estressando e só depois percebo que a forma com que agi nao foi legal e que nao sou assim.

        Depois de muito tentar lutar contra isso resolvi procurar ajuda. O médico me receitou iniciar o tratamento com cloridrato de fluoxetina. Já havia procurado ajuda médica mais nunca cheguei a iniciar o tratamento, mas dessa vez, tomei hoje, pela primeira vez, a fluoxetina, porém tenho medo das reações que o medicamento pode causar, e que em vez de ajudar possa acabar atrapalhando. Na verdade tenho um grande receio a toda medicação, nunca fui de tomar remédio nem mesmo uma simples dipirona.

        Vejo que o fato de me irritar bastante com qualquer coisa estar interferindo em meus relacionamentos com as pessoas, e não quero mais isso pra mim, vejo que ja machuquei minha namorada bastante, porém nao consigo controlar. Na faculdade me falta ânimo e concentração. Tudo ficou muito complicado e tenho medo das reações adversas do medicamento, principalmente o fato de ver em alguns sites que a fluoxetina pode emagrecer.

        Nao consigo indentificar o fator de minha depressão, mas sou uma pessoa que me dedico muito ao bem-estar das pessoas e às vezes elas nos magoam e fico muito triste com isso. Nao meço esforços para ver o outro feliz, porém, às vezes nos deparamos com a ingratidão, a fofoca e o egoísmo, e com isso não aprendi a lidar.

        Aguardo respostas… E continue com seu trabalho, que Deus te abençoe grandiosamente.

        1. LuDiasBH Autor do post

          J. Alisson

          Bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa. Desculpe-me pela demora, pois o seu comentário havia caído na caixa de spam e só agora eu o vi. Quando houver demora na resposta, cobre-me.

          Amiguinho, a vida de todos nós flui como um rio, e é preciso estar preparado para lidar com essa fluidez que, de certa forma, é também maravilhosa, pelo fato de modificar sempre, tanto em relação às coisas boas quanto às ruins, pois tudo passa. E, como diz um velho ditado “Não há bem ou mal que dure para sempre!”. Ou seja, tempos que aprender a lidar com essa engrenagem chamada “existência”, não nos deixando seduzir demasiadamente pelas coisas prazerosas e nem nos abatermos com as negativas. Um grande escritor e poeta árabe de nome Kalil Gibran, em seu livro “O Profeta”, diz que estamos realmente bem quando não nos sentimos embriagados pela alegria e nem decaídos pela tristeza, ou seja, quando nos sentimos equilibrados em nossas emoções. Em suma, a palavra-chave para a nossa existência é “equilíbrio”.

          Ainda assim, J. Alisson, a nossa mente costuma dar-nos boas rasteiras. Muitas vezes pelo nosso descaso com o corpo físico, relegando-o a um segundo plano, assumindo mais responsabilidades do que aguentamos. Noutras, permitindo que nossas emoções assumam a rédea de nossa vida, abrindo mão do equilíbrio, chegando a um desgaste sem necessidade. Mas em algumas outras, não temos culpa alguma, pois nosso comando corporal (cérebro) adoece, sem que ao menos tenhamos conhecimento da causa. E seja lá qual for ela, é preciso buscar ajuda médica. O cérebro também faz parte do corpo, por isso adoece e precisa ser tratado. Parabéns pela sua iniciativa em buscar ajuda médica, pois assim evitará que crises agudas venham a fazê-lo sofrer sem necessidade.

          Amiguinho, todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais. E cada organismo reage de um jeito diferente a esse ou àquele. Somente com o uso é que se fica sabendo qual se adapta melhor ao nosso corpo. Mas não é nada que não se possa aguentar. Até mesmo crianças tomam-nos. O início é meio difícil, mas os dias bons que vêm a seguir compensam tudo. Eu que o diga, depressiva crônica. Benditos sejam esses medicamentos maravilhosos! Só tenho a agradecer. No início é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Depois, você nem percebe que faz uso de antidepressivo. Quanto ao seu caso, está me parecendo mais uma crise de estresse, que acaba levando à depressão. Penso eu que, como pouco tempo de tratamento (possivelmente seis meses) já estará bem, não precisando mais fazer uso do antidepressivo. Vamos ver como reagirá.

          J. Alisson, eu demorei muito tempo para aprender que ninguém pode me fazer feliz senão eu mesma. E também infeliz! Eu sofri muito até compreender que não tenho controle sobre o que as pessoas pensam, falam ou como agem. Só tenho controle sobre mim mesma, e nem sempre… risos. Eu penei até chegar à conclusão de que cada ser humano encontra-se num estágio de espiritualidade diferente. E que não posso exigir que todos estejam no mesmo patamar exigido por mim. É fato que todos nós, ao ajudarmos alguém, esperamos gratidão ou pelo menos respeito. Dizer o contrário é estar na posição de “santo”. Mas tanto a gratidão quanto o respeito dependem do grau de crescimento espiritual de cada um. Ao chegar a esta dedução, eu passei a fazer o bem unicamente pelo prazer de eu me sentir bem comigo mesma. Não espero nada, absolutamente nada, pois, em assim sendo, tudo que de bom vier da pessoa, vem a bom tempo. Quando adolescente, li dois livros chamados “Pollyana” e “Pollyana Moça”. Não me lembro do nome do autor. Nas minhas horas de desencanto sempre volto no tempo até esses dois livrinhos mágicos.

          Você sabia, amigo, que as pessoas fofoqueiras e intrigantes ocupam um lugar baixíssimo na escala espiritual? Interiormente possuem inúmeros problemas, com os quais não sabem lidar. A fofoca que fazem é um meio de ganhar a atenção e o carinho de alguém, pois não sabem obtê-lo de outra forma. São merecedoras de pena, pois no fundo também queriam ser amadas. Não as leve a sério!

          Amiguinho, foi um grande prazer responder o seu comentário. Espero que volte aqui muitas vezes para conversar comigo e demais colegas. Quero acompanhar o seu tratamento. Parabéns pelo primeiro dia de medicação. Somos todos bons guerreiros.

          Um grande abraço,

          Lu

  13. Graciele

    Olá, Lu, boa-tarde!

    Eu uso o escitolopram de 20 mg, e queria saber se posso misturar com o Depakote? O médico me passou para tomar a noite o Depakote. Mas sabe, como é, nós cismamos com tudo!
    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Graciele

      Antes de receitar qualquer medicamento, o profissional precisa saber sobre de outros que o cliente faz uso. Isso é imprescindível. Quando o médico faz isso, não há nada a temer, pois ele não é ingênuo para incorrer num erro de medicação, que pode levá-lo a perder seu registro. Portanto, se seu médico sabe que você faz uso do oxalato de escitalopram, pode tomar o Dekapote tranquilamente, pois ele funciona como coadjuvante do tratamento. Nada de cismas infundadas! E não suma, menina!

      Beijos,

      Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Graciele

          Significa que ele ajuda no tratamento, junto com o remédio principal.

          Abraços,

          Lu

        2. Rose

          Bom-dia, Lu! Como vai?
          Estou passando aqui para dizer o quanto você é maravilhosa, solidária e que com certeza Deus age em sua vida. Eu leio todos os seus e-mails acompanho diariamente o site “vírus da arte”!

          Seus esclarecimentos sobre as medicações e seus efeitos adversos são muito necessário para nós “leigos” no assunto, e você o faz com uma competência incrível. Parabéns! Peço muito a Deus que continue lhe dando forças para continuar nos recebendo no seu cantinho.
          Obrigada mesmo, por tanto carinho e consideração. Deus a abençoe abundantemente!

          Obs.: Uso escitalopram há 1 ano para tratar Síndrome do Pânico e graças a Deus estou bem.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rose

          Obrigada por suas palavras tão generosas!

          Amiguinha, gosto muito do provérbio que diz: “Quem não vive para servir, não serve para viver”, assim, tento ajudar dentro das minhas possibilidades. Quanto à competência, confesso-lhe que não a tenho, precisando muitas vezes pesquisar para responder, mas o que tenho em dose muito grande é boa vontade e amor a vocês, meus leitores queridos. Sei que muitos vêm aqui em busca de uma palavra de ajuda, principalmente na fase inicial, em que os efeitos adversos são muito fortes. Tento dar-lhes um pouco de coragem e otimismo para continuarem o tratamento.

          Muito obrigada por visitar o meu blog, pois são 32 categorias bem interessantes, com artigos bem diferenciados. Também fico feliz ao saber que está indo bem com o tratamento. Não suma!

          Beijos,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Graciele

          Eu já expliquei respondendo ao comentário que fez ontem. Veja mais abaixo.

          Beijos,

          Lu

  14. Bia

    Olá, Lu!

    Por favor, preciso de sua ajuda… Meu esposo passou a fazer uso do oxalato de escitalopram, considerando um quadro de depressão motivado pelo assassinato de sua filha, há 04 meses atrás. Nessa ocasião tínhamos apenas 01 mês de casados, sem nos conhecermos direito, pois não chegamos a namorar nem 06 meses. Ocorre que com uma semana de uso do medicamento, por um motivo bobo, saiu de casa, está falando em divórcio, e usando argumentos tão pequenos para o fim de nosso casamento. Gostaria de saber se esse medicamento pode estar deixando-o frio, insensível? Pois é assim que o percebo agora, não tinha essa conduta. Não há nada que eu fale que mude o seu pensamento, só piora as coisas, pois tem me machucado muito com as palavras.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bia

      Há fases em nossa vida em que é preciso ter muita sabedoria para superá-las. Mas você há de vencer! Neste espaço nós faremos o possível para ajudá-la. Comece buscando toda a calma que possa ter. Lembre-se de que tudo na vida é passageiro. Nada dura para sempre. Veja seu sofrimento sobre esta perspectiva. O sofrimento torna-nos pessoas melhores e mais generosas.

      Amiguinha, seu marido está sofrendo muito mais do que você possa imaginar. O assassinato da filha mexeu com toda a sua estrutura emocional. Ele está com depressão traumática, o que é mais do que natural, em relação à gravidade dos fatos. Nessa fase, para não enlouquecer, ele precisa de botar para fora sua raiva, impotência, desespero e revolta. E quem recebe toda essa carga emocional? Você… Pois é a pessoa mais próxima a ele. Nesse momento, você está servindo como saco de pancadas para todo o sofrimento dele. Saiba que ele nem tem consciência da dor que está a impingir-lhe, pois se encontra magoado com o mundo do qual você também faz parte.

      A fase inicial do tratamento com antidepressivo pode deixar a pessoa bem pior do que antes de iniciar o tratamento. Por isso, ele precisa estar sendo acompanhado, para que não venha a comenter uma ação impensada. Essa fase costuma durar até cerca de um mês, dependendo de cada organismo, até que os efeitos adversos passem, vindo os bons. E ele se encontra no auge da fase ruim. O medicamento, no início, pode deixar a pessoa fria, insensível, sem libido, sim. A perda da libido, para um homem machista, que não tem coragem de abrir-se com a esposa, ainda é mais difícil, trazendo-lhe angústia, aflição e amargura.

      Bia, quero fazer algumas considerações e gostaria que refletisse sobre elas:

      1. Seu marido está doente, numa fase dificílima. Sugiro que o deixe falar tudo que lhe veem à cabeça. Não rebata. Não acirre. Saiba que ele se encontra fora de seu equilíbrio. E tudo que disser só aumentará a revolta que está sentindo pelo mundo, e que desconta em você, pessoa mais próxima. Isso não significa que não a ame mais.

      2. Outro ponto importante é dizer-lhe que o ama, que estará sempre ao seu lado, em seu tratamento, mas que, depois que melhorar, se ainda achar que devem se separar, você aceitará, pois quer a felicidade dele. Mas que no momento, a sua preocupação é com sua saúde. Jamais diga que não quer separar, para que ele não sinta preso, nessa ânsia em que tenta se libertar de seu profundo sofrimento.

      3. Se você fez ou disse algo, ainda que insignificante, peça-lhe perdão. Reconheça que errou, que deveria ter sido mais sensível, etc. Além disso fazer bem para você, será muito importante para ele, que se encontra afundando. Quando mostramos a nossa humildade, acabamos por retirar a munição do outro.

      4. Permita que ele fique longe, se assim o quiser, nesse momento. Não o pressione. Diga-lhe apenas que “estará sempre de braços abertos para recebê-lo e para cuidar dele”. Peça à família dele para olhá-lo com carinho e atenção, pois a fase inicial do tratamento é muito séria.

      5. Evite comentar o assunto com pessoas que possam levar até ele o que você diz. Faça uma espécie de retiro espiritual. Volte-se para si mesma, reforce suas energias, seu lado espiritual. Mentalize coisas boas para você e para ele. Acredite no poder da mente.

      6. Cuide-se! Não se entregue ao desespero. Cuide de seus cabelos, sua pele e de seu corpo como um todo. Dedique-se ao trabalho. Leia coisas que possam fortalecê-la. A pessoa que se encontra em depressão precisa de alguém muito forte ao lado dela.Você agora é a fonte de luz, equilíbrio, confiança e amor dele.

      Amiguinha, irei lhe passar uns links que irão ajudá-la. Conte comigo nessa fase. Venha sempre aqui para reabastecer-se nessa caminhada.

      Um beijo no seu coração,

      Lu

      1. Bia

        Obrigada, Lu!
        Antes de ler sua resposta, creio que por inspiração divina, coloquei alguma coisa do que me orientou em prática, e já obtive resultados positivos! Consegui uma aproximação, e ele falou exatamente isso, que precisava ficar um pouco só, que não havia deixado de me amar, mas tudo está sendo muito difícil pra ele… Foi um trauma muito grande, eu não estava conseguindo perceber. E lendo agora suas orientações, que me ajudaram muito, mesmo! Li, reli e tornarei a examinar cada tópico atentamente! Creio que também ajudarão outras pessoas que passarem por aqui!

        Obrigada, querida por sua atenção, empenho e dedicação demonstrados através de suas orientações! Eu estava desesperada, assustada, sem chão… Agora tenho esperança, percebi que estava de certa forma sendo egoísta, assim como passarei a cuidar de mim também!
        Deus te abençoe e te recompense abundantemente!

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Bia

          Que bom saber que já estão havendo transformações. Mas não deixe de sempre repassar suas notícias para mim. Tudo irá dar certo. Dê tempo ao tempo, pois tudo na vida possui um tempo certo.

          Beijos,

          Lu

  15. Matheus Moraes

    Tudo bem com você, Lu?
    Primeiramente agradeço a você por ter sido a primeira pessoa com quem eu falei verdadeiramente sobre meus problemas (em março deste ano). Eu me encontrava totalmente perdido e triste com a vida, pensava que nada iria melhorar e que iria sucumbir com a doença. Procurei ajuda médica e tive o total apoio de minha família. Hoje, nove meses depois, volto para dizer que me sinto muito bem, meu sono voltou ao normal e a cada dia que passa não dependo de medicamento algum, às vezes, tomo o Mirtazapina para dormir, quando sinto que a ansiedade está um pouco acima do normal.

    Lembro-me dos dias escuros que tive durante o tratamento e das reações adversas com o ESC. Parecia que nunca iria melhor. Tive a impressão de que estava prestes a fazer uma loucura para sanar de vez os problemas, mas graças a Deus, a minha família e aos médicos/medicamentos estou bem melhor, levo uma vida normal novamente, e tento me controlar sempre que percebo que a ansiedade ou a preocupação querem tomar conta de mim.

    Sei que tudo pode voltar de uma hora para outra, mas enquanto isso nao acontece, vou vivendo a vida PLENAMENTE, dando e recebendo todo amor à minha família e sendo grato a tudo e a todos. Vivo uma vida mais leve, procuro nao mais misturar trabalho com vida afetiva, pois cada um tem seu lugar e hora. Mas dou muito valor agora às pequenas coisas, pequenos momentos, gestos… Valorizava muito o material e às vezes o trabalho me consumia tanto, que minha família ficava em segundo plano. Hoje não acontece mais isso… Familia e Saúde em primeiro lugar, o resto a gente dá um jeito.

    Fiquei com saudades deste cantinho, e vou ler todo o conteúdo do blog e tecer comentários no que achar interessante, ou seja, em tudo… E novamente te parabenizo pelo belo trabalho que o seu site faz, é de utilidade pública.

    Beijos no coração e fique com Deus!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Você é muito fofinho! Obrigada pelo carinho e generosidade, mas nada a agradecer-me.

      Amiguinho, senti-me muito feliz ao ler seu relato. O mais interessante é saber que se encontra bem e que mudou o seu modo de olhar a vida. Isso é fundamental, pois a gente só muda de dentro para fora. Fora disso toda mudança é vã. Quero me ater às suas positivas palavras, esperando que outros tomem-nas como modelo:

      “Sei que tudo pode voltar de uma hora para outra, mas enquanto isso nao acontece, vou vivendo a vida PLENAMENTE, dando e recebendo todo amor à minha família e sendo grato a tudo e a todos. Vivo uma vida mais leve, procuro nao mais misturar trabalho com vida afetiva, pois cada um tem seu lugar e hora. Mas dou muito valor agora às pequenas coisas, pequenos momentos, gestos… Valorizava muito o material e às vezes o trabalho me consumia tanto, que minha família ficava em segundo plano.”.

      Você continua maravilhosamente POP, vivendo um dia de cada vez.

      Um beijo no coração,

      Lu

  16. Cristiano

    Timei escitalopram por um ano, mas agora há 20 dias, por motivos financeiros, fiquei sem tomar. Como faço? Recomeço o tratamento?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristiano

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, você não está sentindo a a síndrome da abstinência? Você deve retomar o tratamento, na mesma dosagem que tomava antes. Para que comprar um remédio mais barato, peça ao médico para escrever na receita apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram), pois assim poderá comprar o genérico que estiver mais barato. É assim que faço, pois também uso essa mesma substância. Depois me diga como resolveu.

      Abraços,

      Lu

      1. Lala

        Lu, imploro por uma ajuda!

        Tenho transtornos de ansiedade há anos! Mas depois de muita persistência com medicamentos, eu me encontrei em uma fase melhor, em que pude me livrar dos remédios. Todavia voltei a precisar de um acompanhamento médico e vou iniciar agora com escitalopram. Mas tenho um trauma muito grande com o efeito colateral em relação à nulidade da libido. Na época em que tomei fluoxetina a minha libido zerou! Isso prejudicou demais meu casamento e foi um dos fatores da minha separação.

        Li em diversos comentários que o mesmo ocorre com o escitalopram. Dentre todos os antidepressivos, o escitalopram está em qual escala ou classificação de prejuízo no desempenho sexual? Pois sei que alguns medicamentos são mais prejudiciais nesse sentido e outros menos.
        Suportaria passar por qualquer outro efeito colateral novamente, mas a perda de libido não! Isso é um verdadeiro terror!

        O médico não quis associar o escitalopram a nenhum outro remédio. Estou há 1 semana com a caixa de comprimidos na bolsa sem coragem de tomá-los, com o receio enorme desse efeito colateral. Me ajuda, por favor, Lu! Com qualquer informação! Esse medicamento na maioria das vezes prejudica mesmo a libido dessa forma? Tomei BUP por anos e não sofri com esse efeito colateral!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Lala

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, é sabido que todos os antidepressivos trazen consigo efeitos adversos. O mais interessante é saber que esses tais “sujeitinhos” agem diferentemente em cada organismo. Em alguns fazem engordar, em outros emagrecer. Nesses eliminam a libido, naqueles aumentam, noutros não mudam em absolutamente nada, etc.

          É fato que tenho recebido muitas queixas quanto à perda da libido por parte do oxalato de escitalopram, assim como recebo comentários de pessoas que dizem não ter influenciado em nada. Como disse anteriormente, o divisor de águas é organismo de cada um. Eu também tomo oxalato de escitalopram. No início, a perda da libido foi enorme, assim como quando inicei com a fluoxetina. Contudo, com o passar do tempo, meu organismo foi voltando à normalidade.

          Lala, se essa é a sua maior preocupação, inclusive com resquícios traumáticos, sugiro que converse com seu médico abertamente sobre o assunto. Se teve a libido diminuída com a fluoxetina, é provável que o mesmo aconteça com o oxalato de escitalopram. Se não quer pagar para ver o que acontece, sugiro a mudança para outro antidepressivo. Vou também lhe enviar um link que a ajudará a tomar uma decisão.

          Amiga, espero que volte para contar-nos qual foi o caminho tomado por você. Só não deixe de fazer o tratamento, para que as crises não se agravem cada vez mais. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

  17. Ricardo

    Sou usuário dos ISRS há mais de 6 anos. Fiz uso do oxalato de escitalopram por mais de 100 dias e até gostei, não tive muitos efeitos colaterais, exceto perda da libido, em quase 80%, e perda das emoções. Fiquei meio apático, tanto para emoções “negativas” quanto “positivas”, não sentia mais nada. O médico mudou, então, para bupropiona 150 mg, que traz a libido de volta e as emoções. Um pouco de ansiedade também volta, e controla razoavelmente a depressão. Minha dúvida é sobre a perda da libido. Alguém aqui teve uma brusca queda na libido ao usar ISRS? Mulheres perceberam a perda da libido? E você Lu, sentiu algo alterado na sua libido?

    Dica: os remédios não fazem milagres, ajudam muito, principalmente no momento das crises, ansiedade excessiva, depressão, porém, temos que fazer nossa parte, tentar trabalhar os lados sombrios da nossa mente, buscar auto-conhecimento, aceitação de que a vida não vai ser como idealizamos/perfeccionismo, viver um dia de cada vez, saber que existirão momentos bons e ruins. Exercícios físicos ajudam muito, caminhadas, corridas, academia, ciclismo enfim… Focar mais a mente no presente, evitar ficar pensando no futuro e passado (geralmente só os fatos negativos).

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Quase todos os antidepressivos mexem com a libido, mais ou menos, de acordo com cada organismo. E todos eles mexem com as emoções, na fase inicial do tratamento. As mulheres (inclusive eu) também possuem o mesmo problema com a libido, nos primeiros meses de tratamento. Mas, à medida que o organismo vai se acostumando com a nova substância, as coisas vão se equilibrando, chegando à normalidade. Acontece de um antidepressivo mexer mais com a libido de uma pessoa do que com o de outra. Os homens, que normalmente são mais apressados, tendem a não aguentar passar tal período, migrando para outro medicamento. Inclusive, Ricardo, você poderá ler sobre isso aqui no texto, em INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      As suas dicas são de suma importância para que as pessoas com transtornos mentais possam se ajudar, além de contar com o medicamento. (Ver texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

      Um grande abraço,

      Lu

  18. Maria Vieira

    Olá, Lu!
    Estou a tomar Esc para a TAG há 5 dias. Sempre fui uma pessoa ansiosa e esta ansiedade, embora nao fosse por motivos graves e concretos, tem vindo a afetar-me o sono desde há muitos anos. Só agora decidi aceitar que, para resolver o meu problema, precisava de uma ajuda externa e profissional e, como tal, neste momento estou a tomar 10 mg escitalopram de manhã, e para dormir meio comprimido de trazodona 100 mg (triticum), pois a médica disse que em doses muito baixas a trazodona tem apenas efeito sedativo e não antidepressivo.

    Hoje estou a sentir-me estranha (passei hoje de 1/2 comprimido de Esc para 1 comprimido,tal como a médica aconselhou), meia ansiosa, sonolenta, com dificuldade em falar com energia (parece que enrolo as palavras). A combinação destes 2 medicamentos é boa? É normal ter estes efeitos?

    Obrigada, desde já!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Vieira

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a ansiedade nem sempre aparece em razão de um motivo concreto. Quanto se tem o motivo real, o tratamento é bem mais fácil, e significa que se trata de algo passageiro, em vez de crônico. Mas a TAG chega sem pedir licença e nem dizer a porque veio. O tratamento indicado é o antidepressivo, que acaba trazendo consigo efeitos adversos, que perduram durante o início da medicação.

      Maria, é normal passar pelos efeitos adversos do oxalato de escitalopram (ou de qualquer outro antidepressivo) no início do tratamento. A pessoa realmente fica pior do que antes de iniciar a medicação, pois o organismo teima em não aceitar a nova susbtância, numa briga de foice. Portanto, fique tranquila quanto a isso. Essa turbulência costuma durar entre duas a três semanas, dependendo de cada organismo. Portanto, com cinco dias, você se encontra no olho do furacão. Resta-lhe ser POP (paciente, otimista e persiste), pois há luz no fim do túnel. Mas valerá a pena passar por isso, uma vez que, posteriormente, terá melhor qualidade de vida.

      Minha querida, não se preocupe com a combinação feita pela médica, pois ela é responsável pelo seu tratamento, não podendo incorrer em erro. Muitas vezes pode acontecer de o profissional ter que mexer na dose dos medicamentos, mas no caso não seria do oxalato de escitalopram, que está com uma boa dosagem. Se continuar assim, não relute em procurá-la, pois pode ser que tenha que diminuir a trazodona. Observe com atenção como progride seu estado de saúde. Lembre-se de que, no início do tratamento, o contato do médico com o paciente é muito importante.

      Maria, vou lhe enviar uns links de textos que poderão ajudá-la. Pela linguagem usada no seu comentário, presumo que seja de Portugal ou de algum dos países africanos de língua portuguesa. Acertei?

      Abraços,

      Lu

      1. Maria Vieira

        E verdade! Sou de Portugal!
        obrigada pela prontidão em responder… Melhores dias virão! Sou uma pessoa super positiva, tenho energia e vontade de fazer as coisas, contudo, esta minha ansiedade torna-me uma pessoa muito medrosa, perfecionista, demasiado exigente comigo mesma e permanentemente inquieta com pequenas situações. Espero recuperar a capacidade de me deitar à noite e conseguir adormecer sem fazer um resumo exaustivo do meu dia, para ver em que errei ou falhei.

        Obrigada, Lu 🙂

        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Vieira

          A ansiedade é como um corrosivo que vai nos destruindo aos poucos, pois a inquietude tira-nos a paz, o equilíbrio e a interação com a vida. É preciso tratá-la, sim. Aliado ao tratamento faz-se necessário mudar a maneira como se olha a vida, sendo mais tolerante consigo e com as pessoas em derredor. Há um texto aqui no site que gostaria que lesse: NA VIDA TUDO PASSA! TUDO MUDA! (Busque no Google no no próprio blog).

          Maria, também lhe indico a categoria chamada ARTE DE VIVER, que trata extamente da maneira como devemos olhar e sentir a vida.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Adriano

          Querida Lu, estou de volta após 2 meses e meio de tratamento. Ontem tive um dia agitado, as coisas não ocorreram bem como eu imaginava, aí me senti estranho pela tarde, como se estivesse alterado. À noite saí com minha esposa para comermos uma pizza, e dito e feito a bendita crise de pânico voltou. Me senti tão triste em saber que ela não me abandonou. Tomei um rivotril sublingual e fiquei bem, depois. Gostaria de um conselho: o que devo fazer, pois eu tomo escitalopram de 10 mg e até este dia foi maravilhoso. Será que tenho que voltar ao médico e aumentar a dose? Isso não me deixaria mais estranho? Ou devo esperar até o final do terceiro mês. Uma palavra sua já me ajudaria muito.

          Um grande abraço

        3. LuDiasBH Autor do post

          Adriano

          É normal que todos nós passemos por dias mais agitados. Muitos fatores contribuem para isso, inclusive o próprio tempo atmosférico. Também não estive bem ontem, em razão de uma onda de calor que assolou minha cidade. Eu só queria ficar deitada, inerte, sem coragem alguma. Precisei de muita força para ir à aula de Pilates, e ainda assim não fiz quase nada. Você nem imagina como os fatos em nosso derredor têm o poder de desequilibrar o nosso organismo, repercutindo no nosso emocional. Por isso, sempre digo que precisamos mudar o nosso modo de olhar a vida (Texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

          A crise de pânico pode ter resultado da tensão vivida durante o dia. Mas não leve isso muito a sério e nem fique aguardando-a como se fosse uma visita muito prazerosa. Procure relaxar, ciente de que todos nós temos uns dias melhores e outros piores. O importante é como lidamos com isso. Como foi a primeira vez que teve tal crise, aconselho-o a aguardar mais um tempo. Caso ela volte a incomodá-lo, procure seu médico e converse com ele. Se necessário, a dosagem será aumentada.

          Amiguinho, embora esteja tomando um antidepressivo, isso não significa que estará insento dos transtornos da vida. Aliado ao medicamento é preciso aprender a lidar com os problemas. Gostaria que lesse ou relesse o texto que mencionei acima. Quando sentir que não está bem, sujeito a uma crise, tome o rivotril indicado pelo médico.

          Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        4. Marina

          Lu, estou tomando oxalato de escitalopram há 3 dias e não consigo dormir, sinto meu dedos da mão adormecerem, fico cansada e com vontade de dormir, mas não consigo, tenho medo, isso é normal? Sinto também um calor no pescoço como se estivesse sufocada. Estou preocupada.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, que passam entre duas a três semanas, dependendo do organismo. Você se encontra na primeira semana, portanto, no olho do furacão. Mas todo esse sofrimento valerá a pena, quando os bons resultados começarem a chegar. Você não disse qual é a dosagem que está tomando.

          Marina, eu vou lhe passar uns links para que veja quais são os efeitos adversos tidos como normais e aqueles que necessitam procurar seu médico ou hospital. Procure ficar tranquila. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Volte a me escrever.

          Beijos,

          Lu

    2. Vanessa

      Olá, Maria Vieira!
      Aconteceu o mesmo comigo. Exatamente assim, após o uso de escitalopran 10 mg pela manhã. Então meu médico mandou eu parar de tomar de manhã e passar a tomar antes de dormir. Tudo mudou pra melhor. Até a qualidade do meu sono melhorou, e de dia agora me sinto bem mais disposta e tranquila! Mude seu horário também, vai te fazer bem. Mas converse com seu médico antes.

  19. Maria Depre

    Lu
    Muito obrigada pelo texto!
    Estou exatamente na mesma situação.Tomo fluoxetina e como tenho piorado, meu namorado (que faz uso de escitalopram) sugeriu que eu tomasse. Eu disse que pesquisaria, e fico muito aliviada em saber que evitei maiores problemas.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Depre

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, embora haja médicos que permitam que o paciente mude da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, ou vice-versa, sem aguardar um determinado tempo, a maioria exige que haja um espaço entre um e outro. Meu psiquiatra mesmo exigiu que eu aguardasse 15 dias, até que a fluoxetina não mais estivesse em meu organismo.

      Maria, nunca mude de um antidepressivo para outro sem a concordância médica, pois tais medicamentos fazem parte de classes específicas. Depois de avaliar sua saúde geral é que seu médico irá prescrever o medicamento exato. Nunca tome por indicação de ninguém, pois existem indivíduos alérgicos a certas substâncias contidas no remédio. Se você tem piorado com o uso da fluoxetina, pode ser que o medicamento não esteja mais fazendo efeito ou que a dosagem esteja muito baixa. Somente o médico irá determinar qual seja a causa.

      Vou lhe passar uns links que irão ajudá-la muito. E volte sempre para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Alexsandra

        Oi!
        Eu me chamo Alexsandra. Estava fazendo uso do fluoxetina de 20 mg, mas agora tomo dois de 10 mg, estou sentindo fraqueza e cansaço.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, imagino que você tenha começado o tratamento recentemente, por isso está sentindo os efeitos adversos do medicamento, que normalmente passam em até três semanas.Você diz que tomava fluoxetina de 20 mg e agora passou para dois comprimidos de 10 mg. Não entendi, pois a dosagem continua a mesma. Você não quis dizer que passou para o oxalato de escitalopram? Explique melhor para mim.

          Beijos,

          Lu

        2. Alexsandra

          Lu, ontem me senti super bem, mas hoje estou meio desanimada, sem vontade de fazer nada, até fiquei tonta e cheguei a vomitar. Estou muito confusa.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          É preciso esperar um tempo para que o medicamento faça um efeito total no organismo. Enquanto isso é preciso ir aprendendo a conviver com os altos e baixos com muita paciência. Todos passam por isso. Todos nós amanhecemos, certos dias, sem vontade de fazer nada. Isso é normal. O fato de ter vomitado não está ligado a alguma coisa que comeu e fez mal para você? No início do tratamento temos a tendência a achar que tudo é proveniente do remédio. E nem sempre é!

          Beijos,

          Lu

        4. Alexsandra

          Faz uns quarenta dias que tomo fluoxetina. Tomava um de 20 mg pela manhã, mas estava sentindo muita falta de ar. A psiquiatra dividiu em duas doses de 10 mg, e aí comecei a sentir todos os sintomas da ansiedade de novo. Só volto a ela dia 22, por isso queria saber se e possível passar por todos os sintomas que senti nas primeiras doses do medicamento.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Ao que me parece, você está tomando duas doses de 10 mg ao dia. É isso? Se assim for, continua tomando 20 mg do mesmo jeito, pois os antidepressivos são acumulativos no organismo. Se está tomando a mesma dosagem, não era para estar sentindo os mesmos sintomas da ansiedade. Mas, se por acaso, passou a tomar apenas 10 mg por dia, significa que a dosagem está baixa para você. E se não parou e continua tomando o medicamento direitinho, sem ter aumentado a dosagem, não era para sentir todos os sintomas das primeiras doses, pois, de certa forma, esse período dos efeitos adversos já passou. Retire a minha dúvida: está tomando dois comprimidos de 10 mg, ao dia, em horários diferentes?

          Abraços,

          Lu

        6. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Isso mesmo, estou tomando duas doses de 10 mg em horários diferentes, mas acho que não é a dosagem ou o remédio certo pra mim, pois sinto muintos sintomas físicos: acordo cansada, com fadiga, sem disposicão pra fazer qualquer coisa. Já tomo a fluoxetina há quase cinquenta dias e não apresento melhora nos sintomas da TAG.

          Beijos,

          Alexsandra

        7. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Existem, realmente, pessoas que não se acertam com um determinado antidepressivo. Não adianta insistir. Quando o organismo não aceita a medicação, a mudança precisa ser feita. E depois de 50 dias já não era para estar se sentindo tão mal assim. É provável que o seu psiquiatra tenha que mudar para outro medicamento. Marque uma consulta com ele e diga-lhe que nesses 50 dias não sentiu melhora alguma, mas ao contrário. Fale-lhe que prefere mudar para outra medicação. Também tenho uma amiga que não se deu bem com a fluoxetina. Mas fique tranquila, pois tudo se resolve. E não deixe de comunicar-se comigo.

          Abraços,

          Lu

        8. Alexsandra

          Lu
          Se eu trocar a medicação, irei sentir todos os sintomas da fase de adaptação ou, se pelo fato de já ter tomado outro antidepressivo meu organismo já se encontra acostumado?

          Beijos,

          Alexsandra

        9. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Isso varia muito de pessoa para pessoa. Algumas não sentem nada ao mudar de antidepressivo. Outras sentem um pouco. E outras sentem os mesmos sintomas adversos. Mas isso não é motivo para não fazer a troca, quando ela se faz necessária, porque não adianta tomar um medicamento que não faz efeito positivo algum, levando a pessoa somente a gastar dinheiro. O mais importante é que o antidepressivo faça bem ao seu organismo. Certo?

          Abraços,

          Lu

        10. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Sempre à sua disposição, minha querida.

          Abraços,

          Lu

        11. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Tenho observado nos últimos dias que quando tomo café, eu me sinto meio fraca. Você acha que tem possibilidade do café estar prejudicando o meu tratamento com a fluoxetina?
          Obrigada!

        12. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Tudo não passa de impressão sua. O café tem cafeína que é um estimulante natural, que dá mais ânimo, e não tem nenhuma interação com a fluoxetina. Também já usei a dona “fluô” por muitos anos. Ela é muito boa. Pode tomar seu cafezinho sem medo.

          Grande abraço,

          Lu

        13. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Hoje acordei meio indisposta, deixei a limpesa da casa pela metade, fazendo tudo meio devagar, como acordo quase todos os dias. Amanhã vou a uma consulta com a psicóloga. Você acha que devo pedir pra trocar a fluoxetina, já que estou acordando meio indisposta?
          Obrigada,

          Alexsandra

        14. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Penso que você irá a uma consulta com a psiquiatra, pois a psicóloga não pode receitar antidepressivos.

          Faça uma listinha de todos os efeitos adversos que continua sentindo, para não se esquecer na hora da consulta. Diga-lhe que não está sentindo melhoras com a fluoxetina. Que continua indisposta, sem ânimo para fazer qualquer coisa. Deixe que ela a avalie e tome a decisão correta. Procure ficar calma para relatar tudo direitinho. Quando voltar da consulta, escreva-me dizendo como foi, se houve mudanças na medicação, etc.

          Abraços,

          Lu

        15. Alexsandra

          Lu, hoje estava marcada mimha consulta de retorno com a psiquiatra, mas ela ligou desmarcando. A medicacão acaba hoje, porém só vou voltar lá dia 22, assim vou ficar sem a medicacão por uns três dias, existe algum poblema?

          Obrigada!

        16. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Num período pequeno assim não fará muita diferença. Fique tranquila!

          Abraços,

          Lu

        17. Alexsandra

          LU, hoje a psiquiatra mudou a dosagem da fluoxetina para 40 mg, em duas doses de vinte, sendo 20 mg, às 8 da manha e 20 mg às duas da tarde. Você acha que é um intervalo muinto pequeno entre as duas doses? Os efeitos colaterais vão aparecer, já que aumentou a dosagem?

        18. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Em se tratando da dosagem de 40 mg ao dia, o intervalo está correto. Fique tranquila e tome direitinho. Penso que os efeitos colaterais deverão ser poucos, uma vez que seu organismo já deve ter se acostumado com o medicamento. O importante é ficar o mais calma possível, confiante no tratamento. Procure também fazer algum exercício físico. Caminhada é uma boa pedida.

          Abraços,

          Lu

        19. Alexsandra

          Lu, como já havia lhe falado, a médica aumentou a dosagem da fluoxetina. Comecei a tomar hoje, mas já estou bem ruim, com ânsia de vômito, muita angústia e bem irritada. Será que vai demorar pra passar tudo isso?

        20. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Calminha, minha linda. Ao aumentar a dosagem, os efeitos adversos costumam aparecer, mas logo passam. Lembre-se de que é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará saindo dessa fase. Todos passam por isso.

          Beijos,

          Lu

        21. Alexsandra

          Lu, faz cinco dias que a médica aumentou minha dosagem de fluxetina para 40 mg, estou sentindo dores de cabeça todos dias, como enxaqueca. Estou visivelmente cansada, acordo e vou dormir exausta. Não sei mas o que pensar. Será que tudo isso faz parte dos efeito do medicamento?

        22. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Muitas pessoas sentem sintomas muito fortes ao aumentar a dose do medicamento. Está dentro da normalidade, sim. Mas tudo isso irá passar. Se a dor de cabeça estiver sendo muito intensa, veja com seu médico, ou mesmo farmacéutico, qual é o analgésico melhor para tomar.

          Abraços,

          Lu

  20. Helaine

    Boa-tarde, Lu!
    Semana passada minha avó faleceu. Aparentemente recebi “bem” a notícia, porque ela estava bem doente e de certa forma já era o esperado. Porém, desde quinta-feira venho sentindo mal-estar, e de sábado pra cá meu estômago ficou muito ruim. Também estive no médico e ele trocou a medicação para Wuelbutrim de 150 mg. Comecei a tomá-lo no sábado. Apesar que já estava sentindo mal-estar antes, fico sem saber se também tem a ver com a mudança do remédio. Tenho muito medo de voltar a ficar como antes.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      O que aconteceu a sua avó faz parte do ciclo da vida, não há como impedir que aconteça. A Aceitação gera menos sofrimento. É normal que você se sinta angustiada com a perda. Junto a isso aliaram-se os efeitos adversos do novo remédio, pois todos os antidepressivos contém sintomas colaterais. Logo, seu mal-estar pode estar ligado às duas coisas. Mas isso irá passar. Não se preocupe. O importante é seguir em frente. E retire a palavra “medo” de sua vida. Pense positivament, sempre!

      Amiguinha, receba os meus sentimentos pela partida de sua avó.

      Abraços,

      Lu

      1. Helaine

        Obrigada, Lu!
        Sei que medo não deve existir, mas é que quando penso em tudo sinto desespero. Querida, você conhece esta medicação? Parece que o princípio é bupropiona. Você é uma benção!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Helaine

          O princípio ativo desse antidepressivo é a bupropiona, sim. Conheceço muita gente que faz uso dele, inclusive aqui nos comentários. Fique tranquila e continue tomando sua medicação direitinho. Bote bastante otimismo em sua vida e siga adiante, sempre.

          Beijos,

          Lu

        2. Rick

          Oi, Lu, boa-tarde!

          Fui hoje para a consulta com a psiquiatra e me queixei dos zumbidos… Falando que eu continuava (mesmo menos perceptível). Ela rebateu dizendo que era coisa da minha cabeça, que não tinha pretensão de mudar o medicamento (tomo o escitalopran 20 mg há 5 meses). Não deixei barato, e falei que esses zumbidos nao era coisa da minha cabeça e que estavam, sim, nos efeitos colaterais incomuns. Ao certo ela nao gostou e foi logo dizendo: “Quer mudar, eu mudo!”. E me receitou o Venlafaxina 37,5 mg para tomar junto com o escitalopram, que ainda tenho aqui. E depois dessa dosagem de 37,5, iniciar com a de 75 mg. Ela também me falou que não tem nada a ver tomar eles juntos. Perguntei se teria desmame, ela disse que não. Estou impressionado em como os médicos detestam ser confrontados. Sempre acham que sabem tudo. Nós pacientes precisamos de esclarecimentos.

          Obrigado, Lu. Aguardo notícias

          Rick

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Os médicos não estão conseguindo acompanhar os clientes de hoje, que contam com a internet, uma grande fonte de pesquisa. Muitos nem ao menos leem a bula para conhecerem todos os efeitos adversos do medicamento. Você agiu muito bem ao confrontá-la, pois tal informação consta na bula do oxalato de escitalopram.

          Muitos comentaristas aqui dizem tomar o cloridrato de venlafaxina. Além disso, muitos antidepressivos podem ser tomados ao mesmo tempo, para que não haja o efeito da abstinência, enquanto se muda de um para outro. E se ela o instruiu a fazer isso, pode ficar tranquilo. Espero que, com a nova medicação, os zumbidos desapareçam. Leia a bula do novo antidepressivo para ver se não consta tal efeito adverso na bula. E me informe como está se passando com o novo medicamento. Não suma!

          Abraços,

          Lu

        4. Rick

          Oi,Lu!

          Comecei meu novo tratamento. Hoje faz dois dias que tomo a venlafaxina de 37,5 mg (antes usava o excitalopran 20 mg). Estou sentido umas leseiras na cabeça. Sensação de fora da realidade. Como se realmente os sintomas ficassem à flor da pele,sabe? Acho que deve passar, não é Lu? Estou confiante, pois esse aí age em dois tipos de neurônio (Serotonina e noradrenalina. E não vejo a hora de me livrar de vez dessas crises ofegantes de ansiedade generalizada e síndrome do pânico.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          É normal que você tenha sintomas adversos no início do tratamento com um novo medicamento. Trata-se da fase de adaptação do medicamento ao seu organismo. O normal é que passe entre duas a três semanas. Ainda assim, continue observando suas reações. Se sentir que estão insuportáveis, não deixe de entrar em contato com sua médica. Por favor, não dirija até que passe essa fase. Quando se adaptar bem ao remédio, passar por tudo isso terá valido a pena. Procure ficar o mais relaxado possível. Lembre-se de que é importante continuar otimista. Mantenha contato comigo, pelo menos até essa fase ruim passar.

          Abraços,

          Lu

    2. Alexsandra

      Lu,sim, estou tomando dois comprimidos de 10 mg em horários deferentes.

      Obrigada,

      Alexsandra

      1. LuDiasBH Autor do post

        Alexsandra

        Se você está tomando os dois comprimidos ao dia (10 + 10 = 20 mg), a dosagem continua a mesma, portanto, não deveria sentir nenhuma mudança, como se estivesse iniciando o seu tratamento. O ideal é que se tome o antidepressivo numa única dosagem. Sua falta de ar passou? Converse com a sua médica sobre o que vem sentindo.

        Abraços,

        Lu

  21. Edilma Silva

    Lu
    Já estou tomando o oxalato há doze dias. Os enjoos melhoram mais, mas em compensação estou com uma diarreia já faz uma semana e até dor no reto estou sentindo. Ainda bem que tenho uma consulta dia vinte e seis, pois todo dia é um efeito colateral diferente. Gostaria de saber, se você também teve alguns desses problemas?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Esses problemas fazem parte dos efeitos adversos do remédio, contudo, alguns devem ser olhados como mais atenção, como a sua diarreia. Volte a ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, e veja quando é necessário buscar ajuda médica. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Diogo Araújo

        Olá, Lu!
        Há um ano venho sofrendo com depressão bipolar e TAG. Já tomei varios remédios e me internei duas vezes. Hoje estou tomando escilex 15 mg, 2 vezes ao dia, há 49 dias. E tomo também lítio amplitilina e axonium e pioram pra dormir. Estava indo bem, mas de três dias pra cá estou sentindo um pouco de tristeza e angústia. Será que isso vai passar?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Diogo

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, não é mesmo fácil lidar com os problemas mentais, principalmente quando ainda não acertamos totalmente com o medicamento, pois todo o tratamento requer experiência em relação ao antidepressivos. Muitas vezes é necessário passarmos por muitos medicamentos, até chegarmos àquele que fará bem ao nosso organismo. Isso demanda muita paciência. Por isso digo que nós tempos que ser POPs (paciente, otimistas e persistentes).

          O oxalato de escitalopram vem sendo indicado por inúmeros médicos, pois tem uma boa eficácia para a maioria das pessoas. Quanto à tristeza e à angústia, essas emoções são comuns a todos os seres humanos, mesmo para os que não sofrem de nenhum problema mental. Todos nós, há dias em que nos vemos ansiosos e depressivos. Domingo eu mesma estava assim. Mas isso passa, se nós nos ajudarmos. O antidepressivo é responsável por 50% de nossa melhora, mas a outra parte cabe a nós, pois ainda não se inventou a pílula mágica da felicidade. Eu vou lhe enviar o link de uns textos para que possam ajudá-los. E continue vindo aqui conversar conosco.

          Um abraço,

          Lu

        2. Rozana

          Lu, hoje estou triste, e meu corpo parece estar pegando fogo. Nem sei mais o que fazer, me ajude.
          .

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rozana

          Compreendo perfeitamente o que está sentindo, minha amiguinha. Não são poucos os que passam por isso. Lembre-se de que ainda se encontra no início do tratamento. É preciso ter força para superar essa fase difícil. Ela irá passar, não tenha dúvida disso. Que tal tomar um banhozinho morno, passar um hidratante bem cheiroso em todo o corpo e procurar relaxar? Eu sempre faço isso quando não estou me sentindo bem. Deixe a água levar toda a sua tristeza. É preciso se ajudar, pois o antidepressivo não faz tudo sozinho. Procure ler os comentários e veja como outras pessoas também se sentem (ou sentiram) nessa fase. Volte a ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Volte a escrever quantas vezes precisar. Botar para fora nossos sentimentos faz muito bem. Estou com você!

          Abraços,

          Lu

  22. Anna Luísa

    Boa-noite, Lu!

    Comecei o tratamento para ansiedade com lexapro há alguns dias, estou tomando 5 mg do comprimido de 10 mg, pois ainda não me sinto segura para aumentar a dosagem. Os efeitos colaterais são a pior parte obviamente, tive uma perda de peso (já sou magra), me falta o apetite, mas a pior parte é sentir formigamento nos braços de madrugada, os quais me acordam e enrolo para dormir, visto que logo após sinto uma ausência de sensibilidade no corpo inteiro. Isso passa ao decorrer do dia, mas me preocupa um pouco inclusive para voltar a dormir. Minha pisiquiatra é super acessível, mas receio em incomodá-la. Ler as experiências das pessoas que passaram pelo blog me deixa mais paciente e positiva para seguir o tratamento, principalmente pelo fato de que os efeitos que sinto nem se comparam a de muitos aqui. Por fim, gostaria de saber se com o tempo aparecem novos efeitos colaterais e se os formigamentos que sinto e a ausência/dormência são normais e não devo me preocupar.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Anna Luísa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, gostaria de iniciar a minha resposta aconselhando-a a seguir direitinho a prescrição de sua psiquiatra em relação à dosagem, pois somente assim poderá avaliar o efeito positivo do medicamento. Quanto a emagrecer, isso também aconteceu comigo, mas com o tempo a inapetência foi diminuindo e hoje está equilibrada, tendo eu recuperado os quilos que perdi. Para evitar a acentuada perda de peso, procure tomar mais sucos, vitaminas, chás, etc., pois o líquido é mais fácil de engolir.

      Anna, em relação aos efeitos adversos, eles estão presentes em todos os antidepressivos. Ainda assim faz-se necessário observá-los, pois alguns são graves, necessitando, até mesmo, de ir ao hospital com urgência. Tenho este assunto bem explicado num texto, sobre o qual lhe repassarei o link. Leia com atenção.

      Amiga, como você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, novos efeitos adversos podem aparecer nesse período, mas irão desaparecendo após duas a três semanas. Outra coisa, não se sinta incomodada em procurar sua psiquiatra na fase inicial da medicação, pois tal contato é de fundamental importância. E ler as experiências de outras pessoas ajuda-nos a compreender a nossa.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Anna Luísa

        Oi, Lu!
        Conversei melhor com a minha médica sobre os formigamentos e dormência que tinha descrito, e ela me informou que é causado pela ansiedade, me deixando mais amena ao saber que não era do remédio. Li os textos que me indicou. E é muito bom ler de alguém que sentiu na pele o início do tratamento. Tomei hoje o primeiro comprimido inteiro e estou esperançosa em continuar esta caminhada. Obrigada pela ajuda!

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Anna Luísa

          É muito importante continuar monitorando, mas sem neurose, os sintomas adversos que aparecem no início do tratamento. Sempre que necessário, volte à leitura do texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Parabéns por ter tomado o comprimido inteiro. A sua caminhada será muito valiosa, pois logo verá os resultados positivos do tratamento.

          Abraços,

          Lu

    2. Ricardo

      Aparecem sim novos efeitos, não sei se colaterais ou naturais, perda de libido total, perda de emoções totalmente, você vira um zumbi, o bom que não sofre, mas não tem prazer também. Não sei como as mulheres encaram a perda da libido, e se já perceberam como este medicamento afeta a libido, agora os homens já devem ter notado, sujeito fica praticamente broxa, castrado, sem tesão e sem ereção.

  23. Jorge

    Oi, Lu, boa-noite!

    Já comentei aqui outras vezes. Tomo há quase 3 meses o Escilex (tomava 10 mg, mas agora tomo 15 mg) e hoje me vi querendo utilizar um Salonpas por conta de dores no pescoço. Segundo consta na bula é um analgésico e anti-inflamatório. Minha dúvida é a seguinte: meu psiquiatra disse que o remédio não interagia com nenhum outro remédio, mas na internet é possível encontrar vários sites que falam que antidepressivos e anti-inflamatórios não combinam, podendo desde diminuir o efeito do antidepressivo até aumentar os ricos de uma hemorragia cerebral, e agora estou na dúvida se é melhor evitar um simples Salonpas ou se não há problemas em aplicá-lo.

    Agradeço a atenção!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Eu já tomei anti-inflamatório mesmo tomando oxalato de escitalopram quando, recentemente, tive uma distensão na região abdominal. Penso que algo esporádico não traz risco de hemorragia cerebral nenhum. Mas se está preocupado, faça uso do aplicado no local, como Diclofenaco (anti-inflamatório não-esteroide com ação sobretudo analgésica e anti-inflamatória com pouca ação antipirética. Apresenta-se nas formas químicas de sal sódico, sal potássico, e de complexo com colestiramina. Wikipédia). É o que mais usamos em casa.

      Não suma! Abraços,

      Lu

  24. Dayane

    Olá Lu, boa-tarde!
    Como o Adriano venho por meio deste informar minha satisfação com o medicamento ESC. que estou tomando há dois meses; no primeiro mês tomei meio descontroladamente por causa dos efeitos colaterais horríveis que tive, mas após dois meses de uso correto, eu me sinto melhor, as crises não desapareceram 100% porque a melhora varia de organismo para organismo, mas me sinto bem melhor em relação aos meus pensamentos negativos, e creio que de agora em diante vem a parte boa da coisa.
    Obrigada pelas orientações!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Esta é a segunda boa notícia do dia, e também uma bandeira de esperança para que as pessoas não parem o tratamento diante dos passageiros efeitos adversos. Cada parada leva a uma nova luta ainda mais sofrida. Tenha a certeza de que a tempestade passou e os efeitos bons vão se mostrando cada vez mais. Mas continue aqui conosco, dando forças para a nossa família. Eu me sinto muito triste pelo fato de as pessoas ficarem boas e sumirem, esquecendo-se de que o apoio delas é muito importante para os que continuam na luta com o antidepressivos, e também para uma dezena de pessoas novas, que aparecem no blog toda semana.

      Abraços, minha querida!

      Lu

  25. Livia Saraiva

    Oi, estou vivendo essa vida também. Depois de anos vivendo com a ansiedade, dores de cabeças, dores musculares, enjoo, encontrei uma psiquiatra que realmente me entendeu. Ela passou o Esc para mim. Estou tomando a metade faz uns seis dias, porém estou com muita reação: tremores, um aperto no peito muito grande, o coração acelerado, não consigo dormir e estou com muito medo de morrer. Esses tremores duram o dia inteiro. Ela passou também o rivotril, para eu tomar 01 a 02 gotinhas, porém eu não tomei e fiquei dois dias sem tomar o esc e não passam os efeitos. Li aqui que muita gente sente efeito, mas passa? Estou com medo de tomar, pois tomo de noite e fico desesperada.

    1. Adriano

      Querida Lu!
      Vim aqui para dar boas notícias e dizer que estou praticamente curado. Tomo escitalopram de 10 mg, há 36 dias, e digo que não tive mais aqueles pensamento ruins e o pânico foi embora. Já estou indo em vários lugares e não me deu mais crises. Acredite, funciona! No meu caso comecei a me sentir realmente melhor após 1 mês, tenho que continuar a usar por mais 2 meses e voltar ao médico. Eu me sinto disposto e mais sociável também. Achei que ia ficar lerdo por usar antidepressivo, bem pelo contrário, me deixou esperto como se estivesse normal.

      Forçaa pessoal, acreditem, você vão ficar bem. Tive bem ruim.

      Abraços

      1. LuDiasBH Autor do post

        Adriano

        Que notícia maravilhosa! Agradeço a sua sensibilidade ao compartilhá-la com toda a nossa família, pois será de grande valia, pois expressa paciência, otimismo e persistência. Muitos irão mirar no seu exemplo, sentido que valerá a pena suportar a fase ruim dos efeitos adversos, pois há luz no fim do túnel.

        Amiguinho, a prova de que o antidepressivo não deixa ninguém “lerdo” sou eu, usuária de tal tipo de medicamento desde a adolescência, e que tenho um monte de funções, dentre essas está a prazerosa oportunidade de conversar com vocês, meus amigos e irmãos. Todo este estigma envolvendo os antidepressivos não passa de ignorância em relação ao cérebro, ao alijá-lo das demais partes do corpo.

        Adriano, parabéns pelo seu esforço e persistência. Parabéns pela busca de uma vida com qualidade. Não pare antes do tempo. Saiba também que continuará havendo dias bons e outros nem tanto, pois continua humano em suas emoções. E não deixe de visitar-nos. Aproveite para conhecer as outras categorias do site. Será um prazer para mim!

        Um grande abraço,

        Lu

      2. Izabela

        Bom dia, Adriano.
        Como foi sua adaptação? Estou tomando Deciprax (oxalato de escitalopram) há 2 semanas, os efeitos estão sendo terriveis. Sinto um vazio imenso, uma desesperança até pior do que a que eu estava sentindo, um medo das pessoas e do mundo. Mas não deixo isto me vencer, vou às ruas, à academia, mas vou arrastando. Estou sentindo que estou lerda, sem raciocínio, está me prejudicando no trabalho e tudo. Entrei em contato com meu psiquiatra ele disse para eu me esforçar que os sintomas desaparecem em 1 mês aproximadamente.
        Como foi sua adaptação?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Izabela

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, espero que o Adriano veja o seu comentário. Você está agindo corretamente ao tentar levar sua vida como antes. Os sintomas adversos irão passar e terá valido a pena todo o seu esforço. É normal que se sinta pior do que antes de iniciar o tratamento. Seja POP (paciente, otimista e persistente) e siga em frente. Logo estará vendo a luz no fim do túnel.

          Abraços,

          Lu

      3. Marina Freitas

        Olá, pessoal!
        Eu estava bem confusa, minha cabeça não conseguia fixar apenas em um pensamento, pois muitos viam em minha mente, muitos pesadelos e também uma irritaçâo. Procurei ajuda porque já estava sendo criticada. Hoje faz 6 meses que tomo oxalato de escitalopram de 10 mg. Estou ótima, 100%, mas engordei muito, estão todos reparando, e não sou muito de comer. Será que é o medicamento? Faço academia, caminhada e não perco peso. Estou chateada com isso, tenho receio de parar com o medicamento. Ajudem-me respondendo. Obrigada!.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode engordar como emagrecer, dependendo da reação de cada organismo. De modo que, algumas pessoas engordam e outras emagrecem muito. Porém, com o tempo, o organismo vai recuperando o seu equilíbrio. Eu, por exemplo, emagreci muito, pois não tinha fome alguma. Agora já estou no meu peso ideal. Conheço pessoas que engordaram e depois voltaram ao peso de antes. Mas, se o fato de engordar está a incomodá-la, procure seu psiquiatra e fale sobre isso com ele, que poderá ajudá-la, inclusive mudando de medicação. Somente ele saberá o que fazer. Também poderá procurar uma nutricionista que a orientará nessa fase. Não pare a medicação sem o aval médico, pois a abstinência é terrível, fazendo com que as crises piorem. Tudo poderá ser resolvido com seu médico.

          Marina, percebi que você é muito preocupada com a opinião dos outros. Não seja assim, pois isso a fará sofrer muito. Preocupe-se com sua saúde, mas não com o que pensam as pessoas à volta. Aguado notícias suas.

          Abraços,

          Lu

      4. Kal

        Oi, Adriano e Lu!

        Fico bem mais tranquila em ver relatos com resultados positivos. Fui diagnosticada com TAG e depressão. Meu psiquiatra disse que a depressão é como se fosse um sintoma da TAG! Então, como senti sintomas de toda doença, fui em vários médicos, fiz vários exames e todos normais. Quando fui ao neurologista, ele passou o Remis (oxalato de escitalopram) 10 mg, mas que na primeira semana era para tomar apenas metade do comprimido. Com 4 dias resolvi procurar o psiquiatra e ele me falou que 5 mg não é dose terapêutica e que não tratava, que eu podia começar a tomar o compromido inteiro, na quarta-feira passada comecei (19/10/2016). Senti como se tivesse piorado os sintomas, mas percebo que venho melhorando aos poucos. A única coisa que mais me incomoda é a noite, pois mesmo tomando o apraz 0,50 mg, acordo muito na madrugada e isso me faz amanhecer cansada, e em alguns dias me sinto para baixo. O psiquiatra pediu que aumentasse a dose para 1 mg de apraz, antes de dormir, e falou que isso é efeito colateral do antidepressivo, que vai normalizar e já já não precisarei do apraz!

        O que vocês acham? Tem dias que acordo como se fosse tensa, costas pegando fogo.. É assim mesmo? O Remis não ja devia ter feito o efeito positivo? Quero me sentir mais disposta logo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Todos os sintomas citados por você são relativos à primeira semana de uso do antidepressivo, quando a pessoa sente-se pior do que antes de dar início ao tratamento. Trata-se de seu organismo tentando rejeitar uma substância que lhe estranha. Não se preocupe. Entre duas e três semanas, normalmente, você começará a sentir-se cada vez melhor. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para conviver com essa fase inicial. Mas todo o sofrimento valerá a pena. O ansiolítico é muito importante nesse princípio, pois ajuda a suportar os efeitos adversos, principalmente os relativos ao sono. Logo poderá deixá-lo de lado.

          Amiguinha, quanto à dosagem, seu médico está correto. A primeira semana com 5 mg é apenas no sentido de ir acostumando o organismo, aos poucos, com o medicamento, mas tal dosagem é aquilo que podemos chamar de “insossa”, não traz os efeitos necessários para a pessoa em tratamento. Você deverá sentir os efeitos positivos do oxalato de escitalopram lá para a segunda semana em diante, embora haja casos que fujam à regra. Enviei-lhe alguns links para que leia, no intuito de ajudá-la.

          Kal, pode sempre contar conosco. Não se sinta só.

          Abraços,

          Lu

        2. Kal

          Lu, obrigada por ser sempre tão atenciosa!

          Ontem completou 15 dias de escitalopram 10mg (remis) e ainda sinto sintomas como enjoo, ansiedade. Falei com meu psiquiatra por wpp e ele pediu para alterar a dose para 20 mg e que é normal e esperado esse aumento na maioria dos casos. Mas fiquei pensando, não será cedo para aumentar a dose? Estou bem apreensiva!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Eu nunca interfiro no tratamento da pessoa, até porque não tenho formação médica. Sou apenas uma interessada no assunto, sobre o qual leio muito e faço pesquisa. Mas sou aqui obrigada a dizer que concordo plenamente com você. Vejamos:

          1. Você ainda se encontra no período de normalidade dos efeitos adversos, que duram entre duas e três semanas, podendo chegar a um mês ou mais.
          2. O aumento da dosagem deve se dar com o paciente e o médico conversando “cara a cara”, com a avaliação feita através de perguntas e respostas, jamais por “zap” ou e-mail. Ele precisa saber, inclusive, se os sintomas vêm decrescendo, ou se estão acentuando.
          3. O aumento de dosagem é esperado, sim, em alguns casos, mas após uma avaliação médica mais séria. O especialista deverá explicar se você terá ou não efeitos adversos com o aumento da dose, etc. Eu, por exemplo, tomo 10 mg há mais de cinco anos.

          Amiguinha, você diz que ainda sente enjoo e ansiedade, o que é normal, pois ainda se encontra na fase inicial do tratamento. Gostaria de saber se é capaz de avaliar se tais sintomas estão aumentando ou diminuindo? Em que acha que obteve melhoras? Esperar completar mais uns dias seria ótimo, contudo, se sentir que é impossível, marque uma consulta com seu psiquiatra e vá pessoalmente conversar com ele.

          Beijos,

          Lu

        4. Kal

          Lu, eu senti melhora, e de domingo para cá tive sintomas de ansiedade, fiquei desanimada, enjoo, mas eis que hoje iniciou a menstruação. Será que esses sintomas não podem ter sido da tpm? E outra dúvida, sinto muita cólica menstrual, será que posso tomar o ponstan?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Você ainda se encontra no início do tratamento, mas a tpm também pode trazer sintomas parecidos. Quanto ao ponstam, não vejo problema algum, ainda assim, consulte o seu médico. Para amenizar a cólica menstrual, coloque bolsa de água quente ou um saquinho de gel aquecido, envoltos em toalha, no local.
          Beijos,

          Lu

  26. Edilma Silva

    Estou no quarto dia do oxalato. Os enjoos melhoram um pouco, mas as dores de cabeça aumentaram, e uma sensação de dormência na cabeça estão me deixando preocupada. Será que não tem o risco de ter um derrame por causa das dores?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Os efeitos adversos devem passar depois de 15 dias. Embora as dores de cabeça façam parte dos efeitos adversos, comunique-se com seu psiquiatra. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para saber quando deve procurar ajuda médica com mais urgência. Não há risco de derrames, mas veja com o psiquiatra como diminuí-la.

      Abraços,

      Lu

      Abraços,

      Lu

  27. Kat

    Oi, Lu!
    Nos 3 primeiros dias, ingeri apenas 1/2 comprimido e nesses dias consegui ter menos palpitações. Após a consulta com psiquiatra, ela pediu que eu ingerisse 1 inteiro pela manhã e suspendeu o fitoterápico Calman. Estou no 13° comprimido de Fluo e o principal efeito colateral é o excesso de sono – e claro, a perda do apetite, que está voltando aos poucos – pois já sou muito magra e temo emagrecer ainda mais. No 5° dia tive, diarreia e à noite a pior dor de cabeça da minha vida, achei inclusive que iria morrer ou estaria tendo um AVC – senti tremores a noite toda. No 6° dia tive um alivio extraordinário das dores musculares, um relaxamento profundo e gostoso. A dor de cabeça, segundo a psiquiatra, é um dos efeitos dos Serotonergicos no cérebro. Utilizarei por mais 2 meses e breve voltarei à consulta com a psiquiatra, para ver se ela vai aumentar a dose. Provavelmente vou tomar Fluo por muito tempo, pois tenho ansiedade há anos, desde infância, e atualmente tenho 26 anos, e a ansiedade me causou muitas dores físicas, proveniente da tensão muscular. Tenho dúvidas se tenho depressão, pois fico muito tempo no quarto sozinha, perdi o interesse por muitas coisas e me sinto sem esperanças, espero que a fluoxetina também resolva esse problema.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Kat

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, conviver com uma ansiedade sem limites é dose para leão. E somente quem passa ou passou por isso pode avaliar. É uma pena que não tenha buscado tratamento há mais tempo. O bom mesmo é que a Ciência tem trazido remédios que combatem tal distúrbio, possibilitando a seu portador uma vida com qualidade. Portanto, mantenha a calma, pois logo tudo isso será coisa do passado, e sua vida tomará o caminho desejável. E pelo que diz em relação ao desinteresse pela vida, é provável que também esteja com depressão, mas o antidepressivo sanará isso também. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e não se preocupe com o tempo que deverá tomar o medicamento. Jamais pare sem o consentimento médico, para que as crises não se tornem ainda mais fortes.

      Kat, eu tomei fluoxetina durante muitos anos. Só parei quando passou a não mais fazer efeito. Os efeitos adversos de que fala estão ligados ao antidepressivo. Mas eles não tardarão em passar, vindo os positivos. O que importa é que agora encontra-se em tratamento. Siga direitinho a recomendação médica e repasse para a psiquiatra tudo o que tem sentido em relação ao medicamento. Se achar que algum efeito ruim está a incomodá-la muito, não espere os dois meses para procurá-la.

      A médica suspendeu o fitoterápico em razão do excesso de sono que tem (alguns têm insônia). A inapetência também irá passar, à medida que o organismo for se equilibrando. Mesmo assim, procure ingerir pelo menos líquidos: sucos, vitaminas, etc. Continue nos dando notícias de seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

  28. Edilma Silva

    Estou no segundo dia do oxlato de escitalopram, e estou com uns sintomas desagradáveis como: enjoos, dor de cabeça e tonturas. Nao sei se consigo continuar com o tratamento para a ansiedade.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, mas que passam depois de um determinado tempo, que pode variar entre duas a três semanas ou um pouco mais. E é claro que você dará conta do recado. Existe algo pior do que conviver com ansiedade? Se você foi capaz de conviver com isso, como não aguentar duas a três semanas de sintomas ruins? Não pare o seu tratamento, pois as crises ficarão cada vez mais fortes, e terá que retomá-lo, queira ou não. Lembre-se de que precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). E quando menos esperar estará tendo uma vida infinitamente melhor, pois há sempre luz no final do túnel.

      Edilma, vou lhe passar o link de alguns textos que poderão ajudá-la. Saiba que também tomo oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos, e sinto-me muito bem. O início é difícil, mesmo, mas nada que não possa suportar. Lembre-se de que, se não tratada, a ansiedade tende a aumentar cada vez mais, até chegar à SP (Síndrome do Pânico). Leia os comentários para ver quantas pessoas estão vivendo o mesmo que você.

      Amiga, estamos todos torcendo por você. Dê-nos notícias diárias. Não se sinta só!

      Abraços,

      Lu

    2. Livia Saraiva

      Oi, estou vivendo essa vida também. Depois de anos vivendo com a ansiedade, dores de cabeças, dores musculares, enjoo, encontrei uma psiquiatra que realmente me entendeu. Ela passou o Esc para mim. Estou tomando a metade faz uns seis dias, porém estou com muita reação: tremores, um aperto no peito muito grande, o coração acelerado, não consigo dormir e estou com muito medo de morrer. Esses tremores duram o dia inteiro. Ela passou também o rivotril, para eu tomar 01 a 02 gotinhas, porém eu não tomei e fiquei dois dias sem tomar o esc e não passam os efeitos. Li aqui que muita gente sente efeito, mas passa? Estou com medo de tomar, pois tomo de noite e fico desesperada.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Lívia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, ao que me parece, você levou dois anos para procurar tratamento. É uma pena que tenha sofrido tanto tempo. Também faço uso do oxalato de escitalopram há mais de quatro anos e dou-me muito bem com este antidepressivo.

        Lívia, todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam em cerca de duas a três semanas, normalmente. É preciso ser forte nessa fase. É necessário ser POP (paciente, otimista e persistente). Não precisa ter medo de morrer, pois tais sintomas fazem parte das reações ruins. Quase todas as pessoas passam por isso na fase inicial do tratamento.

        Você deve seguir a risca a receita médica. Não adianta parar, pois cada vez que voltar ao medicamento será ainda pior. Não faça nada por conta própria. E quanto mais cedo passar essa fase ruim, melhor. Peça a sua médica para mudar o remédio para ser tomado na parte da manhã. Talvez seja melhor para você. Mas não faça isso sem o consentimento dela, para não acabar tomando uma super dosagem. E quando sentir que os efeitos ruins estão insuportáveis, entre em contato com a psiquiatra. Isso é muito importante nessas primeiras semanas. Leia os links que lhe enviei, para obter mais conhecimento.

        Beijos,

        Lu

  29. Gustavo

    Olá, Lu, boa-noite!

    Também estou diagnosticado com TAG, e sinto algumas coisas estranhas durante todo o dia, como estar fora de mim, um pouco de tontura, uma ansiedade forte que acaba tirando o sono, mas o que mais me incomoda desde o início é a minha alteração constante de pressão arterial. Há um mês atrás era 12/7 e hoje oscila drasticamente entre 16/10, 18/11 durante o dia todo, e muitas vezes estabiliza rápido, já noutras não tenho a mesma sorte. É nomal essa situação? Já realizei todos exames e não sou hipertenso. Iniciei o tratamento com oxalato de escitalopram há uma semana atrás, após ter esses sintomas.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gustavo

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a TAG (Transtorno da Ansiedade Generalizada) interfere duramente no equilíbrio do organismo da pessoa acometida por tal distúrbio. Dentre os seus inúmeros sintomas (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular, palpitações, falta de ar, taquicardia, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares, etc), que variam de uma pessoa para outra, também está o aumento da pressão arterial. Por sua vez, os antidepressivos também têm sintomas adversos, também variáveis de uma pessoa para outra, e um deles pode ser o aumento da pressão arterial.

      Portanto, Gustavo, o aumento de sua pressão arterial tanto pode estar sendo causada pela TAG ou pelo oxalato de escitalopram, na fase inicial do tratamento. O importante é que, passada a fase ruim, que dura entre duas a três semanas, os efeitos adversos do remédio irão desaparecendo e os bons surgindo. E a sua pressão voltará a normalizar-se, pois equilibrar o organismo é a função do medicamento, ao conter sua ansiedade exagerada. Essa situação é normal, sim. Fique tranquilo e siga seu tratamento direitinho. Não pare sem o consentimento médico. O início do tratamento é mesmo muito duro, mas nada que não possa aguentar. E vale a pena passar por esse sofrimento, pois sua qualidade de vida será outra. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Continue em contato comigo.

      Abraços,

      Lu

  30. Nathalie

    Olá, Lu, tudo bom?
    Minha sogra está em depressão. Ela começou a ficar estranha em abril. Há uns 2 meses conseguimos levá-la a uma psiquiatra que recomendou que tomasse o Reconter. Minha dúvida é a seguinte: ela costumava ir em outro psiquiatra apenas para pegar a receita do Alprazolam, ela é ansiosa mas o tratamento há anos já não faz efeito. Está viciada no remédio e não dorme sem ele. Ela nem conversava mais com o médico. Quando a nova psiquiatra recomendou o Reconter, disse que tomaria, parecia um pouco mais animada na segunda semana, mas não sabemos se foi devido ao remédio. Só que ela resolveu parar. Descobrimos há umas 2 semanas que tomou apenas 7 comprimidos. Ontem estava mal. Parece que estava deitada há 2 dias sem comer e nem beber nada, mal conseguia andar. Levamos ao hospital. Vai ficar morando conosco até melhorar. Porém, hoje demos o remédio de manhã e no almoço ela disse que já tinha tomado. Ou seja, tomou dois.

    Ligou falando que a casa estava alagada (não estava), disse que a PF está atrás dos carros, conversa com pessoas que não estão presentes e fala em cavernas mágicas. Me pediu para comprar um “Ctrl C + Ctrl V”. Estamos assustados, o que pode ser isso? Ela não fala mais nada com nada. Percebemos alguma confusão antes e já tinhamos até comentado, mas nada parecido com o que aconteceu hoje. Ela está em um outro mundo.
    Pode ser algum efeito adverso de um dos medicamentos ou a combinação dos dois? Pode ser um outro problema que está acontecendo junto? Ela tem 64 anos. Tem como reverter esse quadro?

    Ela já não vai trabalhar há meses. Mentia falando que estava tomando o remédio e que estava no trabalho. Está conversando com a parede falando que é a vizinha… O que fazer? A médica não estará na cidade nesta semana, será que tem algum problema esperar uma semana ou é o caso de procurar ajuda imediata? E de quem? Obrigada e desculpe pelo texto gigante.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Nathalie

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando a depressão é detectada, o importante é que o tratamento comece imediatamente para cortá-la no nascedouro, pois, com o tempo, ela só tende a piorar. Quanto à sua sogra, eu só não entendi o porquê de o psiquiatra com o qual ela pegava a receita de Alprazolam (tranquilizante) não ter lhe passado um antidepressivo. Será que ele não detectou sua depressão? Ela não pode ficar seguindo a orientação de dois psiquiatras, pois existem remédios que não são compatíveis, podendo acontecer um choque de extrema gravidade.

      O Reconter (oxalato de escitalopram) é atualmente um dos antidepressivos mais indicados para o combate à depressão. Inclusive eu mesma faço uso dele há vários anos. Porém, como os antidepressivos possuem efeito acumulativo, só pode haver descontinuidade com a anuência médica, jamais por conta própria. Imagino que ela tenha parado em razão dos efeitos adversos que aparecem no início do tratamento, e que passam depois de duas a três semanas, normalmente. A parada com o medicamento deve ter aumentado o grau da depressão, jogando-a na cama.

      Nathalie, é preciso ter muito cuidado ao tomar o antidepressivo, para que não haja superdosagem, principalmente no início do tratamento, quando o organismo ainda não se adaptou à nova substância. Essa reação que sua sogra apresentou foi sem dúvida efeito da dobra da dose. É bom que vocês, por enquanto, não deixem que ela tenha acesso ao remédio, dando-lhe na mão para tomá-lo. Como só tive acesso a seu comentário agora, imagino que já a tenha levado ao hospital e sanado o problema. Se ela melhorou sem tal necessidade, pule um dia sem dar o remédio, a fim de reequilibrar a dosagem. E se foi ao hospital, o médico deverá ter lhe dado as instruções necessárias.

      Algumas pessoas, nas primeiras semanas de uso do antidepressivo, apresentam confusão mental. Sendo a dosagem dobrada, a confusão é maior ainda, necessitando acompanhar o paciente, para que ele não pratique nenhum ato contra si mesmo, incluindo o suicídio. Nessa fase, sua sogra precisa ser vigiada. Não a deixe sozinha. Trata de efeitos adversos, sim, que irão diminuindo com o passar dos dias, até que o organismo equilibre-se totalmente. Quanto a isso não se preocupe. Veja também como ela está tomando o Alprazolam, se está usando a dosagem prescrita. É importante que sua psiquiatra tome ciência de todos esses fatos, inclusive sobre o uso do tranquilizante. E ela decidirá o que fazer. Tenha sempre o e-mail dela para contato, pois nas primeiras semanas essa interação é fundamental. Quando achar que a situação está séria, não sendo possível um contato com a médica, procure imediatamente um posto de saúde ou unidade hospitalar. Vou lhe enviar links de textos com maiores detalhes. Aguardo novas notícias.

      Abraços,

      Lu

  31. Vanessa

    Oi, Lu! Tudo bem? Parabéns pelo blog!
    Estou há 3 semanas tomando Escitalopram, mas acho que nao está funcionando pra mim, pois me sinto ainda muito ansiosa e com pensamentos ruins o dia todo. Antes de iniciar o tratamento, estava sentimdo uma dor na cabeça, num ponto específico, que segundo minha medica é sintoma da ansiedade. E essa dor me incomoda muito, acordo já pensando nela. Estou me sentindo muito triste e desanimada. Estava acostumada a tomar um vinho com o marido nas sextas-feiras! Estou sentindo falta disso. Posso tomar vinho fazendo uso do escitalopram? Tomo também zoplicone à noite para dormir!

    Beijos
    Vanessa

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade neste cantinho.

      Amiguinha, três semanas de uso do antidepressivo pode ser um prazo muito curto para você, pois muitas pessoas precisam de mais tempo. O ideal é que aguarde pelo menos 30 dias. Pode ser também que a dosagem precise ser aumentada, mas somente o médico poderá fazer isso, após uma avaliação dos resultados. Essa dor de cabeça é resultante da tensão que lhe causa a ansiedade, que mexe com todo o nosso organismo, à qual se adiciona o psicológico em desequilíbrio. Assim que o antidepressivo começar a fazer efeito tudo irá voltando ao normal, pois essa é a função do medicamento.

      Vanessa, o transtorno de ansiedade tem sido cada vez mais comum, conforme poderá ler nos comentários. Contudo, a Ciência vem colocando no mercado medicamentos cada vez mais modernos para contê-la. Levante o seu astral e seja POP (paciente, otimista e persistente), pois, quando menos esperar, tudo terá mudado para melhor. Mas é preciso acreditar no tratamento. Quanto ao vinho, poderá continuar tomando, nas sextas-feiras, umas duas taças com seu marido. Também tomo oxalato de escitalopram e tomo duas taças de vinho nos sábados. Mas não abuse, senhorinha. Agora veja se o zoplicone permite tomar (leia a bula).

      Amiguinha, algumas pessoas têm muito sono com o oxalato de escitalopram (compro sempre o mais barato), enquanto outras têm insônia. Se toma o zoplicone só para dormir, quando estiver sonolenta não há necessidade de tomá-lo. Tome também bastante chá de camomila durante o dia, um banho tépido antes de deitar-se e um copo de leite morno, caso tenha insônia. Quanto aos pensamentos ruins, aprenda a jogá-los fora toda vez que aparecerem. Procure preencher sua mente com outras coisas. Não dê espaço para eles. O bom é que tudo isso irá passar. Continue me enviando informações.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Rick

        Oi, Lu!

        Queria tirar uma dúvida. Hoje senti uma sensação de água fria no meu peitoral. Era como se tivessem colocado um gel refrescante de massagem, sabe? E foi aumentando essa sensação na medida em que meu medo aumentava. Pensei logo num ataque cardíaco. O que você me diz a respeito disso? Seria uma crise de síndrome do pânico? Ação do remédio? Pois essa semana tenho estado muito ansioso. Meu Deus! Quando é que isso vai passar…. Não posso sentir nada no meu corpo que potencializo. E fico muito mal. Os zumbidos nos ouvidos ainda permanecem… Mas tenho de conviver com eles. Fazer o quê?

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Não li nada que leve a tal sensação. Concluo, portanto, que se deve ao seu estado de ansiedade. E como gentileza gera gentileza… risos, ansiedade também gera ansiedade, ou seja, ela só vai potencializando, se não houver um freio. Portanto, trate de botar freio nessa indesejável senhora. Não lhe solte as rédeas. Procure sempre racionalizar suas emoções, quando desenfreadas.

          Amigo, em relação aos zumbidos, penso eu que irão passar quando mudar de antidepressivo, se estiverem relacionados ao mesmo, mas, se forem em razão de sua ansiedade, passarão quando domá-la, como já expuseram alguns comentaristas com o mesmo problema.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Rick

          Ciente. Lu.
          Pois é… Quando vem algo assim no meu corpo, penso logo em coração… E pronto. Pegue angústia… Infelizmente tenho que tratar dessa hipocondria que veio junto com o meu estado de ansiedade generalizada. Obrigado mais uma vez por me ouvir (ler) e poder me confortar com suas respostas.

          Rick

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Quanto mais conhecimento a gente agrega, mais fácil fica conviver com as neuroses… risos. Mas não permita que a hipocondria seja sua dona. Enxote-a! Mude seus pensamentos para outra direção, quando ela se aproximar.

          Abraços,

          Lu

  32. Helaine

    Boa-tarde, Lu e amiguinhos!
    Depois de dias de angústia e desespero graças a Deus e ao tratamento estou 99% melhor.Comecei com escitalopram de 10,depois fui para o de 15 e depois de mais um ajuste estou há 2 meses tomando o de 20 mg. Melhorei muito, estou conseguindo fazer minhas tarefas domésticas, sair para passear, conversar com as pessoas em minha volta, e aquela sensação de oco no peito também sumiu praticamente. Antes estava tomando 1 zolpidem de 10 para dormir, hoje já consigo dormir com meio.

    Lu, ainda sinto algumas sensações de angústia, sem compreender muito o porquê, mas acredito que vai passar também. O que incomoda muito é a falta de concentração, memória e os “brancos”que me dá do nada.

    Quero dizer aos amiguinhos, que ainda estão com crises fortes, que por mais que pensamos que as crises não irão passar, acreditem e insistam no tratamento porque tem sim a luz no fim do túnel, como diz a Lu!

    Sou muito grata a você, Lu, e a todos que colocam aqui as experiências; muito me ajudaram. E a sensação de que não estou só nessa condição foi e é essencial.
    Deus nos abençoe e sustente sempre!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      Hoje eu vou ter que tomar uma boa taça de vinho, pois é a segunda pessoa a dar-me boas notícias. Estou tão feliz por você, pois sei o quanto sofreu! E 99% é uma porcentagem maravilhosa.

      Amiguinha, mesmo quem não sofre de nenhum problema mental sempre irá ter dias bons e outros nem tanto, pois afinal ainda continuamos humanos. E que assim seja! Também tenho os meus dias cinzas, sem vontade de levantar-me da cama… Mas quando me lembro que um dia maravilhoso está lá fora à minha disposição, pulo da cama, abro a janela e agradeço por estar vivendo mais um dia. Outra lembrança boa nesses dias é pensar que muitas pessoas precisam de nós, que fazemos a diferença na vida delas. Quanto à falta de concentração e memória, vá na página principal deste site e clique em ÍNDICE GERAL. Ao abrir, clique em VIDA SAUDÁVEL. Ali encontrará vários textos que ajudam na concentração e memória.

      Obrigada pelo seu comentário tão gentil e pelas palavras direcionadas a nossos “amiguinhos”, indicando-lhes a luz no fim do túnel. E não nos abandone.

      Beijos,

      Lu

  33. Thiago Sartório Raymundo

    Olá, Lu!

    Vou tentar resumir um pouco da minha história quanto a minha ansiedade. De uns meses pra cá comecei a sentir que estava mais agitado, preocupado, então isso me comprometia a memória, concentração, esquecimento, me sentia mais “lerdo” também, tanto fisicamente quanto mentalmente, (mas não estava nada exagerado).

    Em julho tive uma crise de ansiedade, que pra mim, foi algo terrível, meu coração parecia que ia pular para fora do corpo. Nesse mesmo dia da crise, comecei com rivotril, apenas 10 gotas (3 de manhã, 3 à tarde e 3 à noite), que meu avô psiquiatra me deu pra sair da crise. Tomei apenas durante 1 semana e decidi parar ou trocar de medicação, pois só estava piorando a minha memória, concentração e amnésia e também problemas na fala, até mesmo dificuldades para ler, voz rouca. Foi daí que passei a ter consultas com outro profissional, psiquiatra também.

    Ele me receitou escitalopram 10 mg e alprazolam 0,5mg ao acordar. Desde então minha ansiedade estava diminuindo, mas surgiu outros efeitos colaterais, como zumbido no ouvido, dores de cabeça, comprometendo a respiração (tenho desvio de septo e rinite). Usei essa medicação durante 1 mês e nada de ficar bem… Troquei de medicação, passei a usar venlafaxina 75mg e quetiapina 25mg, minha atual medicação, comecei o tratamento no dia 31/08 e meus zumbidos e dores de cabeça só pioram.

    Queria saber se isso me ajudará quanto a memória, problemas na fala, concentração e amnésia. Porque oque mais me angustia é essa dificuldade que estou tendo, quanto mais problema, mais ansioso fico, e por estar muito triste e cabisbaixo, não me sinto à vontade em sair de casa, parece que não tenho assunto com ninguém, de tão preocupado estou. Ah, e sofro de insônia há 2 anos, meu sono sempre foi péssimo. Queria saber também se tem algum problema tomar o Cognitus para ajudar na memória, junto com esses medicamentos. Aguardo retorno, Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thiago

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, caso venha a ler os comentários dos textos aqui no blog, relativos à SAÚDE MENTAL, verá que a grande maioria lida com TAG (transtorno da ansiedade generalizada). Parece até mesmo que a Terra ajustou sua órbita para uma rotatividade maior, deixando-nos totalmente sem equilíbrio, tamanho é número de pessoas acometidas hoje pela ansiedade sem uma causa definida, e isso nas mais diferentes taxas etárias. Portanto, busque ficar tranquilo, pois isso é um dos males de nosso século. O bom é saber que a medicina avança cada vez mais no tratamento das questões mentais, possibilitando-nos melhor qualidade de vida. É fato que, por não se ter exames específicos, a gente pena um pouco, até acertar no medicamento que irá fazer toda a diferença. Nessa fase eu sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Se a sua ansiedade for traumática (derivada de um trauma) aconselho-o a fazer um tratamento psicoterápico, mas se apareceu do nada, sem nenhum motivo aparente, terá que fazer uso de um antidepressivo e ansiolítico.

      A crise que você teve em julho foi a malvada crise do pânico (SP), hoje tão comum. O que tenho percebido é que todas as pessoas que não tratam a ansiedade, permitem que essa se avolume e acabe desembocando na SP. E quanto mais cedo iniciar a medicação, mais rapidamente se verá livre dos chiliques trazidos por essa senhora. Mas, se não os levar a sério, as crises serão cada vez mais fortes e severas, como a malária. Portanto, não dê tréguas a essa visita indesejada. Depois que passei a fazer uso do oxalato de escitalopram, há mais de cinco anos, nunca mais tive SP (sou depressiva crônica, trata-se de um longo histórico familiar).

      Amiguinho, tudo isso irá passar. Dê tempo ao seu organismo para acostumar-se com os medicamentos. Todos passam por isso. Leia os comentários para ver que não está sozinho. Essa sua tristeza e desânimo são mais do que natural. Você quer ficar em casa porque é o lugar onde se sente mais seguro, caso tenha uma crise de pânico, onde não será incomodado por ninguém, onde as pessoas não virão lhe fazer perguntas. Todos nós, nessa fase, buscamos o casulo de nossa casa, pois ela representa a nossa segurança. Mas há uma coisa que precisa saber: o antidepressivo não faz milagres, se você não fizer a sua parte. Eu acho que ele representa 50% de nossa melhora, mas a outra parte é função pessoal nossa. Vou lhe passar o link de um texto em que trabalho com este tema.

      Normalmente, as pessoas ansiosas são insones, pois não conseguem livrar-se da lida do dia, carregando tudo na cachola. Mas existem pequenas coisas que podem nos ajudar (também sou): um banho tépido antes de dormir e também um copo de leite morno, chá de camomila umas seis xícaras ao dia, exercícios físicos (caminhada, por exemplo), música clássica bem baixinha, não ver tv ou ler até uma hora antes de deitar-se, etc.

      Thiago, muitas pessoas não se dão bem com rivotril. Eu sou uma delas. Comecei a ter alucinações e pesadelos. O meu médico mudou para bromazepam. Quanto aos efeitos adversos do antidepressivo, eles são normais e variáveis de pessoa para pessoa. Estou com um amiguinho aqui no blog que já fez mil exames para descobrir o zumbido nos ouvidos. Mas a bula do oxalato de excitalopram traz esse problema como um dos efeitos colaterais. À medida que seu organismo for se adaptando ao medicamento, tudo irá desaparecendo, chegando os bons efeitos. E ainda que tenha mudado de antidepressivo, terá que passar pelos efeitos colaterais, pois todos eles os possuem. Não há como fugir dos tais. Por isso, amiguinho, somente quando tais efeitos são insuportáveis, é que o médico costuma mudar a medicação. Algumas pessoas levam mais de um mês, até dois, para se adequar ao medicamento. É um período de muito paciência para todos.

      Thiago, não se sinta constrangido em me escrever sempre que assim o desejar. Quero continuar obtendo notícias suas. Combinado?

      Abraços,

      Lu

    2. Rick

      Olá, Thiago!
      Sua trajetória é muito parecida com a minha. Faço tratamento com escitalopran e Alprazolan. Tenho zumbidos nos ouvidos e não passam! Fiz uma série de exames e nada foi diagnosticado, me fazendo acreditar realmente que seja efeito dos remédios. Estou convicto também de que se fosse algo mais grave, já teria vindo à tona. Portanto, meu amigo, mesmo em meio a tanta angústia, não perca a esperança. Continue firme no tratamento sem o interromper. Um dia, isso ha de passar… E outra coisa, a sua história me deixou mais aliviado em saber que não estou sozinho… rs

  34. LuDiasBH Autor do post

    Allan

    Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

    Amiguinho, eu não entendi bem por que você tomou Cloridrato de Clomipramina após uma bebedeira, antidepressivo usado para tratar a depressão e distúrbios do humor. Com que intenção fez isso? Pensava em curar ressaca? Não resta dúvida, para mim, que os efeitos do medicamento não foram bons para você, uma vez que passou mal imediatamente a seu uso (veja o link http://www.minhavida.com.br/saude/bulas/446-cloridrato-de-clomipramina-comprimido-revestido). Quanto tempo levou para ir ao médico após ingerir tal medicamento? Se demorou, é fato que não mais havia tal substância em seu corpo, tampouco haveria risco de intoxicação. Mas o medicamento, usado sem nenhum critério, pode ter desencadeado uma crise de ansiedade, até então oculta, mas prestes a aparecer. Qualquer coisa pode desencandear tais crises.Não existe uma explicação lógica para elas. São como um iceberg, que muitas vezes deixa apenas uma pontinha de fora, mas pronto para vir à tona. Não pense mais nisso. O importante é o tratamento para contê-la.

    Allan, a médica deve ter ficado preocupada com o fato de você ter tomado um antidepressivo após uma bebedeira. Também fiquei surpresa. Por que existia tal remédio em sua casa? Alguém fazia uso? Você tinha conhecimento de qual era a eficácia dele? É uma pena que ela, a médica, tenha perdido uma boa oportunidade de tirar as dúvidas, empurrando-o para a frente. Mas mesmo mal-humorada, ela se preocupou consigo.

    O Alprazolam é um tranquilizante muito usado em crises de ansiedade, medo, tensão, irritabilidade, etc. Entre os meus leitores, seu uso é muito comum. Mas só deve ser tomado quando houver necessidade. Se não está sentindo nada disso, não precisa tomar todo dia. Ele é, normalmente, usado como coadjuvante de um antidepressivo, principalmente na fase inicial do tratamento. “Alguns dos efeitos colaterais de Alprazolam podem incluir prisão de ventre, depressão, alterações na memória, ansiedade, tremor, tontura, sonolência, perda de consciência, falta de coordenação motora, dificuldade para dormir, dor de cabeça, confusão, fala lentificada e difícil de compreender, secura na boca, nervosismo, náusea, inflamação na pele, cansaço extremo, irritabilidade, visão embaçada, diminuição do apetite, diminuição da libido ou impotência sexual, sensação de cabeça vazia, alterações no do equilíbrio ou perda ou aumento de peso” (http://www.tuasaude.com/alprazolam/).

    O Eficentus é um antidepressivo à base de oxalato de escitalopram, e, como todo antidepressivo, possui efeitos adversos. No início do tratamento a pessoa pode sentir pior do que antes, melhorando apenas duas a três semanas depois, normalmente. Você também não pode parar a bel-prazer, pois passa a sofrer os efeitos da abstinência. A prescrição médica deve ser seguida rigorosamente, pois seu efeito é acumulativo. Quando se para de tomar um antidepressivo por um tempo, seu retorno a ele ainda é mais sofrido, com crises mais agudas, como se a pessoa estivesse reiniciando o tratamento. Por isso, faz-se necessário o uso do desmame, sempre com a orientação médica. Leve em conta o parecer de seu médico e não o que dizem outros não especializados no assunto. Se o medicamento é acumulativo, ele precisa de um tempo x para ser totalmente eliminado. Vou lhe enviar uns links que o ajudarão.

    Os sintomas sentidos por você parecem estar ligados ao início do tratamento com o oxalato de escitalopram. Assim que passar essa fase inicial, você passará a sentir-se bem. É preciso paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). No retorno relate tudo tudo para seu psiquiatra (leve por escrito) e ele fará a melhor escolha. Fique tranquilo, pois tudo isso irá passar. Relate-me depois como foi no retorno.

    Abraços,

    Lu

  35. Allan

    Hoje, agora pouco, tive a pior crise de ansiedade de todas. Tive que tomar um comprimido inteiro para me acalmar. Será que um dia vou me sentir ao menos 80% normal do que era antes? Que agonia!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Eu sei o que a gente sofre com a visita dessa senhora chamada Síndrome do Pânico. Também já fui acometida por ela. Mas desde que passei a tomar oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos, nunca mais tive uma crise. E como você se encontra no início do tratamento, pode ser visitado por ela, até que o remédio faça total efeito. Quando ela vier, procure não enfrentá-la com resistência. Deite-se e fique o mais relaxado possível. Quanto menor a resistência, mais rápido ela passa. Leia o texto que lhe enviei via link. Coragem, meu amiguinho, logo o céu estará azul.

      Abraços,

      Lu

  36. Fernanda

    Olá, Lu!
    Vou lhe contar um pouco sobre minha experiência com Denyl, que tomei durante 1 ano, sem prescrição médica,pois uma amiga médica conseguia as amostras. Imagine uma pessoa chegar ao máximo de suas habilidades intelectuais durante esse período, logo em seguida essa minha amiga achou melhor parar com o fornecimento, pois estudos diziam que esse medicamento tem o efeito rebote. Foi difícil pra mim, parece que eu me tornei outra pessoa ao parar, irritada, negativista, reclamona, sonolenta durante o dia e desperta durante a noite, pesadelos constantes. Posso dizer que eu piorei muito do que eu era, porém, depois de uma consulta com o psiquiatra, que me revelou que terei que fazer uso desse medicamento, como um diabético com insulina, já que eu tinha uma falta de produção de serotonina no orgasnismo. Iniciei novamente com o medicamento, está sendo difícil, e me sinto muito sonolenta durante o dia e à noite vou dormir tarde demais. Sei que são as primeiras semanas, até o organismo acostumar, já passei por isso antes, então pessoal não desista de tomar, pois esse medicamento mudou a minha vida e pode mudar a sua também.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Vou começar puxando suas orelhas por ter tomado remédio sem prescrição médica, ainda mais em se tratando de antidepressivo, pois faz-se necessário que o médico saiba antes sobre muitos pontos da saúde da pessoa, inclusive sobre o coração, pois alguns não podem ser tomados por pessoas hipertensas. Não faça isso jamais. Não entendi sobre qual efeito rebote sua amiga referiu, pois toda pessoa, antes de parar o tratamento (por ordem médica) deve passar pelo desmame, em razão das agruras da abstinência. Os sintomas alegados por você, após parar a medicação, estão ligados à abstinência, ou seja, você não passou pelo desmame. Quanto ao fato de estar muito sonolenta, caso tome o medicamento pela manhã, veja com seu médico a possibilidade de passar a tomá-lo à noite.

      Fernanda, muito obrigada pelo seu incentivo, pois ele é fundamental para todos nós. Volte sempre que possível.

      Grande abraço,

      Lu

      1. Fernanda

        Obrigada, Lu,
        Sei que está errado, talvez essa minha amiga tenha feito uma experiência comigo, e logo que percebeu a gravidade de passar o remédio pra mim, sem conhecimento especializado, tenha resolvido parar de fornecer, com a desculpa do efeito rebote. Por isso que devemos sempre procurar um médico. Já iniciei o tratamento durante à noite, porém estou bem cansada durante o dia, chego a acordar com dores nos olhos de cansaço, mas sei que irá passar. Obrigada pelas dicas. Daqui um mês venho depor novamente, explicando no que resultou.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Fernanda

          O importante agora é que está sendo medicada. Siga direitinho toda a prescrição e não pare por conta própria, pois além da crise de abstinência, as demais crises voltam ainda mais agudas e o retorno ao medicamento é muito mais difícil. A fase inicial é mesmo muito difícil, mas pense que tudo isso é questão de tempo. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E não precisa ficar um mês sem nos visitar. Venha sempre trocar uma palavrinha conosco. Muito sucesso!

          Abraços,

          Lu

      2. Adriano

        Olá, Lu! Tudo bem.
        Estou tomando escitalopram há 30 dias. Tive ataques de pânico. Achei o remédio muito bom. Pois após 2 semanas não tive mais estes sintomas. Mas eu me sinto um pouco ansioso ainda. Gostaria de saber se é normal? Ou eu tenho que esperar mais alguns meses. Agradeço desde já.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Adriano

          Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, o oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados nos dias de hoje, pois cobre uma gama maior de problemas mentais. Normalmente, os sintomas ruins desaparecem com duas a três semanas, mas dependendo do organismo, requerem um tempo maior. É normal, sim. Mas é necessário, agora no início, que volte a seu médico e relate como se encontra. Pode ser que ele tenha que reavaliar a dosagem ou lhe passar um ansiolítico, que poderá ser retirado assim que seu organismo alcançar o equilíbrio necessário. Irei lhe passar uns links para melhor compreensão sua.

          Abraços,

          Lu

  37. Fernanda

    Boa Tarde, Lu

    Fui diagnosticada com TAG há umas semanas, o médico receitou escilatopram 10 mg de manhã e bromazepam 3 mg à noite, ao deitar. Comecei o tratamento com o escilatopram há 5 dias e me sinto melhor, mas não tive coragem de tomar o bromazepam, pois tenho medo de me sentir sonolenta e ficar ainda mais dependente de remédios. Você conhece o efeito e a necessidade desse remédio juntamente com o escilatopram. Desde já te agradeço muito e parabenizo por ajudar em nossa fragilidade.

    Abraços,

    Fernanda

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, embora eu não tenha TAG, mas depressão, são exatamente os dois medicamentos de que faço uso, e na mesma proporção. O bromazepam é um ansiolítico que deve ser tomado apenas quando sentir necessidade. Ele é uma espécie de coadjuvante do antidepressivo, principalmente na fase inicial, quando os efeitos adversos são fortes. Fora disso, tome apenas quando estiver muito tensa ou com dificuldade para dormir. Se não existir necessidade, não o tome. Eu sempre tenho uma caixinha para situações esporádicas. Pelo que percebo, você está passando bem pela fase inicial do tratamento. Isto é ótimo!

      Volte sempre para dizer-nos como vai o tratamento.

      Abraços,

      Lu

  38. Guilherme

    Oi, Lu, bom-dia!
    Gostaria de sua opinião sobre o meu caso. Há cerca de dois meses, assim do nada, comecei a ter uma severa crise de insônia. Nunca tive problemas para dormir. Procurei primeiro uma otorrino que me receitou um hipnótico (zoplicona), que resolveu nos primeiros dias apenas, mas a insônia persisitiu, e pior, a mente fritando, com zilhões de pensamentos ao mesmo tempo. Uma situação em que era impossível dormir. Um amigo me indicou um psiquiatra, pois, segundo ele, meu problema é a ansiedade. O médico me receitou 50 mg, dose mínima de Donaren, cloridrato de trazodona, que tomei por 25 dias. Nesse período, eu conciliava com o indutor do sono, mas as noites são sempre difíceis, sono que não descansa, sabe? Aí ele dobrou a dose do Donaren, 100 mg ao dia. Estou nesta nova dosagem há mais de duas semanas e sinto que nada mudou. Não consigo ter uma boa noite de sono, mesmo com o indutor. Tenho vários amigos que usam ou sabem de alguém que usa o oxalato de escitalopram. Será que é o mais indicado para o meu caso? Vai me ajudar a dormir melhor? Tenho consulta neste sábado com o meu médico. Estou pensando em sugerir essa medicação… Se puder me ajudar, obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Guilherme

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, antes de passar para os remédios antidepressivos é necessário fazer alguns exames para detectar a causa real de sua insônia, para que seja medicado com o remédio correto. Nunca tome qualquer medicamento desnecessariamente. Uma vez diagnosticada a causa, aí sim, deverá seguir a orientação médica. Portanto, não adianta os amigos dizerem que deva tomar isso ou aquilo.

      Guilherme, os efeitos adversos dos antidepressivos não são iguais para todas as pessoas. O oxalato de escitalopram, por exemplo, faz algumas pessoas terem muito sono e outras ficarem com insônia. Eu me situo no segundo grupo. Antes de tomar o medicamento é impossível saber qual será a sua reação. Portanto, não há certeza de que venha a dormir bem com o oxalato de escitalopram. Tudo irá depender da reação do seu organismo. Diga apenas a seu médico que continua com dificuldades para dormir. Existem também calmantes fitoterápicos, que poderão ajudá-lo. Mas continuo insistindo para que busque a real causa de sua insônia. Se possível, consulte um neurologista, que irá lhe pedir uma gama de exames. Mantenha contato conosco.

      Obs.: seu e-mail está incorreto. Conserte-o da próxima vez.

      Abraços,

      Lu

  39. João Neto

    Bom dia, Lu,

    Eu estou tomando apenas o Venlaxin de 75 mg, já que o médico mandou desmamar o escitalopram, e o remédio para dormir juntamente com ATIP. Não tenho receio de tomar medicamento nem do tempo que vai durar o tratamento. A propósito, eu tenho 36 anos, já que você perguntou, sou solteiro mais moro junto com minha noiva, praticamente casado. Sou servidor público. Quanto a mudar de médico, não sei se tenho tantas opções na minha cidade nesta especialidade, e devem até se conhecer.

    Obrigado pela atenção.

    1. LuDiasBH Autor do post

      João Neto

      Agora estou mais tranquila, pois vejo que tem maturidade para dar continuidade ao tratamento, sabedor que é de sua importância. E contar com a companhia de uma pessoa querida, e que se preocupa com você, é muito importante. Juntos haverão de passar pela fase difícil dos transtornos iniciais. O Velaxin (cloridrato de venlafaxina) tanbém é um antidepressivo muito receitado. Penso que, com o tempo, seu organismo irá se adaptando cada vez mais ao medicamento. O importante é que você tenha uma boa interação com seu médico. Procure também pensar positivamente, acreditando tratar-se apenas de uma fase ruim que irá passar. Leia os comentários e, se quiser, poderá interagir com as pessoas que tomam o mesmo medicamento que você. E sempre que quiser, venha conversar conosco.

      Abraços para você e sua noiva,

      Lu

      1. João Neto

        Bom dia LU,

        Descobri em exame de tomografia dos seios da face, que estou com hipertrofia dos cornetos nasais, e como já havia lhe dito, sinto muita pressão na cabeça que desce pro nariz, será que tem haver? Hoje são 11 dias tomando o venlaxin de 75mg, e as sensações na cabeça continuam.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Neto

          Acho que você acaba de encontrar a origem do seu problema. Tenho um amigo que estava com um problema semelhante, que sentia muita dor de cabeça, inclusive ânsia de vômito. Sei que os efeitos colaterais existentes no início do tratamento com anitidepressivos são brabos, mas podem estar sendo amplificados com o problema dos cornetos nasais. Você já levou o resultado para seu médico? O que ele lhe disse? Procure ficar o mais tranquilo possível, pois logo terá resolvido tudo.

          Abraços,

          Lu

  40. Edson

    Boa tarde!

    Estou há um mês fazendo o tratamento com Excilex 10 mg para transtorno da ansiedade, porém, ainda sinto uma sensação de queimação, que às vezes penso que vou morrer. A primeira vez foi quando passei a tomar 10 mg, pois comecei com 5 mg, achei que ia ter um infarto, foi horrível. Nunca mais senti essa sensação tão forte, mas ainda sinto. Antes nunca havia sentido isso, que será? Estou preocupado.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, quase todas as pessoas, quando iniciam o tratamento com antidepressivos, têm efeitos adversos cuja duração varia de acordo com cada organismo, até que venham os bons resultados. Essa queimação ainda faz parte dos efeitos ruins. Se persistir, aconselho-o a retornar a seu médico para dizer-lhe o que está sentindo. Vou lhe passar alguns links para que leia sobre o assunto, pois a substância ativaa do Escilex é o oxalato de escitalopram, a mais receitada pelos psiquiatras. Fique tranquilo.

      Abraços,

      Lu

  41. Ricardo

    Boa noite, Lu!

    Faz um tempinho desde a última vez que apareci por aqui, mas gostaria de compartilhar com você algo que está me incomodando. Estou fazendo o tratamento para SP com o Escitalopram 20 mg, pela manhã e, conjuntamente, estou tomando o Alprazolam 0,5 mg, à noite antes de dormir. Ocorre que, embora consiga passar bem a maior parte do dia, com apenas alguns incômodos, quando chega o final da tarde minha ansiedade simplesmente dispara e praticamente não consigo fazer mais nada. Isso tem me obrigado a tomar meio comprimido do Alprazolam, ou seja, mais 0,25 para conseguir me acalmar e terminar o dia. Eu confesso que tenho medo de ficar tomando o ansiolítico e acabar ficando dependente, pois tenho lido que esses remédios causam prejuízo à memória e ao sistema cognitivo. Enfim, você acha que com o tempo eu conseguirei deixar de tomar o calmante ou será que é bom conversar com o médico para tentar outra solução? Novamente, te agradeço pela atenção.

    Grande Abraço!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Não me lembro mais de quando foi que você deu início ao tratamento. Se já faz mais de um mês, não era para estar sentindo essa ansiedade tão exagerada, pois o objetivo do antidepressivo é contê-la. O ansiolítico deve ser tomado apenas quando necessário, numa crise de tensão, e não diariamente, e ainda mais tendo que dobrar a dosagem. Logo, alguma coisa está errada, sendo necessário que converse com seu psiquiatra. Você possui fobia noturna? O que o leva a ficar ansioso no final da tarde? Gosta de chegar em casa, ter a companhia de sua família? Há alguma coisa que o aborrece no período da tarde? Veja se consegue descobrir o porquê de ficar ansioso nesse período. Gostaria que lesse aqui no blog o texto: SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO.

      Aguardo seu contato.

      Abraços,

      Lu

      1. Ricardo

        Bom dia Lu,

        Acabei me esquecendo de contar o começo da história. Na verdade, eu iniciei o tratamento tomando 10 mg, passei para 15 mg, e há 21 dias o médico aumentou a dose para 20 mg, pois ainda estava sentindo muitos incômodos. Essa dose parece ser a ideal mesmo, pois não tenho tido mais pensamentos ruins todo o tempo, nem as crises fortes que estava tendo. No entanto, é justamente no fim da tarde que a ansiedade parece ficar elevada, talvez pelo cansaço acumulado do dia de trabalho. Eu estou evitando ao máximo tomar o calmante, mas às vezes parece ser inevitável. Enfim, tenho esperança que em breve consiga deixá-lo de lado, mas por enquanto está sendo bem difícil.

        Obrigado novamente, grande abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Continuo achando que existe algo à tarde ou à noite incomodando-o, pois o medicamento deve cobrir o dia todo, inclusive o cansaço do trabalho, já que a dosagem está correta. Você deve buscar uma resposta para isso com o seu médico. Não adianta ficar tomando ansiolítico sem saber o porquê. Uma vez encontrada a resposta, isso irá desaparecer, não havendo mais necessidade de calmante. Converse com seu médico sobre a possibilidade de você fazer uma terapia.

          Abraços,

          Lu

        2. Yone

          Olá, Lu!
          Eu me identifiquei muito com caso do Ricardo. Aumentei a dose de 10 para 15 mg há 15 dias, como falei uns dias atrás, e passei a tomar Apraz 1 mg à noite. Agora os sintomas mais fortes também vêm no final da tarde. Deu até vontade de fazer como nosso amigo, tomar uma dose pra acalmar, sinto muita tontura, vertigem e ansiedade.

          Beijos e melhoras para o Ricardo!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          Você ainda se encontra na fase de adaptação ao medicamento, ou seja, sofrendo com os sintomas adversos. Nessa fase é bom tomar um ansiolítico para ajudar a aguentar a barra. Porém, seu médico precisa saber sobre tudo que está sentindo. A finalidade do antidepressivo é conter a ansiedade, portanto, esses sintomas ruins logo deverão passar.

          Beijos,

          Lu

        4. Yone

          Obrigada, Lu, mais uma vez.
          Através deste blog e de suas palavras estou tentando ser POP, esperando os bons resultados aparecerem.
          Beijos, querida!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          Nada a agradecer, minha querida. Nós somos uma família muito unida.

          Abraços,

          Lu

        6. Yone

          Lu esqueci de escrever que desde o começo da medicação, em abril, perdi 7 kilos, ja sou magra. Perdi apetite, e o pior são as pessoas me questionarem por perder peso e estar tão magra; isso não está me fazendo bem.

          Beijos

        7. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          É interessante o fato de os antidepressivos agirem de modo diferente no organismo de cada pessoa. Algumas engordam com certo medicamento, enquanto outras emagrecem. O mesmo acontece com o sono, que pode ser excessivo ou mínimo. Tanto com a fluoxetina que eu tomava antes, quanto com o oxalato de escitalopram, que uso agora, eu também tenho pouco apetite. No início, eu não tinha fome nenhuma, agora meu organismo vem se equilibrando, sendo meu apetite maior no horário da noite. Mesmo assim, procuro comer, ainda que pouco, nos horários necessários. Mas como você está emagrecendo muito, faz-se necessário comunicar-se com seu médico, pois perdeu muito peso em pouco tempo. Ele deverá mudar para outro medicamento ou lhe passar uma dieta equilibrada. Saiba, porém, que isso faz parte dos efeitos colaterais. Releia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Abraços,

          Lu

        8. Rick

          Olá, Lu!
          Queria tirar uma dúvida. Esses antidepressivos podem causar zumbidos permanentes nos ouvidos? Faço uso do excitalopram desde maio desse ano. Inclusive faz 1 mês que minha dosagem passou de 10 para 20 mg junto com 1 mg de alprazolam. Foi necessário mudar, pelo fato de eu ainda estar sentindo ansiedade, principalmente no final do dia, uma fadiga, uma agonia misturada com tontura. Quanto a esse zumbido, desde julho está me incomodando. Ja fiz vários exames. Fui a vários médicos e está tudo normal nos exames. Não sei mais o que fazer. Será que o escitalopram gerou isso? Se sim, deveria parar? Mudar de substância? Às vezes chego a pensar que posso até ter alguma coisa no meu cérebro, sei lá. Que situação chata. Quando estou no silêncio piora. Como se fosse uma abelha em cada ouvido. Estou tenso, pois hoje é o que mais me preocupa.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          O zumbido ou barulho nos ouvidos (tinnitus) é uma reação adversa do oxalato de escitalopram. Como você já fez outros exames e tudo está normal, não resta dúvida de que se trata de uma reação do antidepressivo. Observei que o zumbido começou após o aumento da dosagem. Fique tranquilo, você não tem absolutamente nada no cérebro. Leia com atenção o meu texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e verá que lá fala sobre tal efeito adverso.

          Você deverá voltar a seu médico que, penso eu, irá mudar o seu medicamento, já que o ruído está insuportável. Mas não pare sem antes consultá-lo, até porque precisa passar pelo desmame, pois a abstinência é terrível. Rick, você não tem mais nada com que se preocupar, pois já encontrou a resposta. Para evitar o zumbido, enquanto não retorna a seu médico, procure ouvir música bem baixinha, com um fone de ouvido, o que atenuará o ruído. E ao dormir, faça uso do ansiolítico. Vamos acabar com essas abelhas que o perturbam logo, logo. Agora procure ficar calmo, senão irei aí puxar-lhe as orelhas.

          Abraços,

          Lu

        10. Rick

          Lu, você é ótima!
          Quanto aos zumbidos, mesmo antes do aumento da dosagem, eu já tinha começado a sentir. Vou ver seu artigo. Ok? Muito obrigado! Brevemente entrarei em contato. Estou acompanhando o blog todos os dias…

        11. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Sou apenas esforçada… risos. É bom saber que você agora estará mais tranquilo. Durma bem!

          Abraços,

          Lu

        12. Rick

          Oi Lu! Boa noite! Boa noite todos!

          Lu, retornei para minha psiquiatra depois de quase 1 mês para falar exatamente sobre esses zumbidos. Ela falou que não tinha nada a ver com os remédios, que poderia ser da ansiedade mesmo. Que graças graças Deus depois do aumento das dosagens, minhas crises andam menos intensas. fraquinhas… E vou continuar POP até matá-las de vez! Estou mais leve. Meu sono não está sendo mais interrompido na madrugada (que era horrível) depois que passei a tomar alprazolan 1mg (antes era apenas 0,25mg) Enfim… Estou ainda com os zumbidos… Não estou tão preocupado como antes, pois fiz uma bateria de exames e deu tudo normal. Acredito que seja da ansiedade mesmo, não? Ah! Outra coisa. Acho que essas leseiras e sensação de desmaio que às vezes me acometem devem ser dos remédios, acho.

          Obrigado, mais uma vez. Você é 10!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Mas você viu que na bula do remédio fala sobre a possibilidade de zumbidos nos ouvidos. Questione com ela isso. Mostre-lhe, se necessário, a bula. Com o tempo, à medida que o organismo vai se acostumando com o medicamento, esses sintomas adversos vão passando, até sumirem por completo, assim como essas sensações de desmaio e leseiras. Portanto, não se preocupe, mas não deixe de acompanhar direitinho os sintomas. Tudo irá dar certo!

          Abraços,

          Lu

        14. Rick

          Lu
          Talvez a médica não quisesse me surpreender ao dizer que os remédios poderiam causar os zumbidos, com receio de me deixar mais preocupado, penso eu. Contudo, serei perseverante. Acreditado em Deus. Crendo que tudo isso passará. Porque nem tudo é pra sempre. Nem mesmo a dor.

          Continuarei dando notícias. Crie um grupo no face ou wpp! Acho que seria ótimo!

          Beijos

        15. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Pode ser! Mas o importante é que está lá, escrito na bula, o que o deixa mais aliviado, sabe que não existe nada de anormal consigo. Quanto a criar um grupo no face ou no zap, eu não daria conta. Nem teria um minuto para fazer outras coisas, principalmente pesquisar, que exige muita atenção. Muitas pessoas têm me pedido isso. Prefiro responder aos comentários no blog, com calma, pesquisando quando necessário, etc. E ainda assim há dias em que respondo mais de 20 comentários, sem falar nos e-mails, o que me toma muito tempo, tempo esse oferecido com muito carinho e seriedade. Não faço parte de nenhuma rede social, pois ainda sou revisora de livros. Portanto, as pessoas terão que me encontrar aqui neste cantinho.

          Abraços,

          Lu

        16. Rick

          Pois é Lu. Est na bula. Pena que se enquadra como efeito colateral “incomum” do excitalopran. O que me deixou pouco triste com isso. O que você me diz? Quanto a sugestão da criação de grupos, wpp… É que é tão bom falar com você, que a gente sente a necessidade de interagir mais e mais… (risos)

          Obrigado!

        17. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Tudo o que está na bula já aconteceu com alguém, ainda que se trate de um efeito colateral “incomum”. Isso faz parte das regras a serem observadas pelos laboratórios, ou seja, colocar na bula qualquer efeito colateral que já tenha acontecido com alguém. Nosso mal é achar que o “incomum” não possa acontecer conosco. Sem falar que você fez inúmeros exames e todos deram negativos. Portanto, não deixe de trabalhar com essa possibilidade.

          Amiguinho, realmente não teria como trabalhar com o wpp ou qualquer rede social. Você nem imagina o número de leitores que tenho. Só num dos textos relativos a saúde mental eu tenho quase dois mil comentários. Se eu não os respondesse, coisa que jamais deixarei de fazer a menos que seja por um motivo imperioso, teria mais tempo. Sem falar que ainda preciso de tempo para correção de livros, pesquisas e preparar as 32 categorias do blog. Mas estou sempre aqui, à disposição de todos vocês. Obrigada por seu carinho.

          Abraços,

          Lu

        18. Rick

          Concordo com você, Lu. Nosso problema é esse, achar que o “incomum” nunca será experimentado por nós.
          Grande abraço e estarei te perturbando sempre que precisar, viu? Risos…

          Rick.

        19. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          A casa é sua. Sinta-se em família. Será sempre um prazer contar com sua presença.

          Abraços,

          Lu

        20. Lilith

          Olá, Rick!
          Tenho Transtorno misto de ansiedade e depressão (mais pra TAG mesmo). Tomava sertralina e alprazolam, sendo a sertralina trocada por escilex. Tomei hoje a primeira dose de 10 mg, depois de umas 3 horas da ingestão senti muita tontura, ansiedade, medo, confusão mental e diarreia. Vou passar a tomar pela metade pra adaptação. Quanto aos zumbidos mencionados, acredito que não seja do remédio, mas da ansiedade, infelizmente esse é um dos sintomas muito comuns, e eu sinto também zumbidos, arrepios pela cabeça, formigamentos as mãos e até no rosto. E outros sintomas. Mas uma hora passa. Beijos.

        21. Rick

          Lilith
          Pois é… Estarei confiante que um dia passe… Não vejo a hora!
          Obrigado pela atenção.

          Abraços

  42. Jorge

    Olá, Lu!

    Estou tomando o Escilex 10 mg há quase dois meses. Hoje aconteceu algo que está me deixando preocupado. Eu deveria tomá-lo por volta das 22h. Sentei para fazer algumas coisas antes, depois perambulei pela cozinha fazendo outras coisas, e quando olhei o remédio em cima da mesa onde ele sempre fica simplesmente meu deu um branco completo e eu não sabia mais se tinha ou não acabado de tomá-lo. Por um lado, sentia que não tinha tomado, mas não conseguia ter certeza. Acabei tomando (novamente?) o remédio, pois imaginei que, caso não tivesse realmente tomado, seria pior acordar amanhã sem ter tomado minha dose diária. Mas agora estou ficando cada vez mais ansioso e assustado imaginando que algo pode acontecer comigo se eu realmente tiver tomado-o duas vezes nessa noite. Caso eu tenha realmente tomado uma dose dupla, isso me traz algum risco?

    Agradeço demais qualquer ajuda.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Fique tranquilo, meu amiguinho. Mesmo que o tenha tomado, a dosagem de 20 mg é tomada por muitas pessoas. Não irá lhe acontecer nada. Durma tranquilo. Não há risco nenhum. Amanhã falarei com você com mais calma, pois cheguei agora. Bom sono!

      Abraços,

      Lu

  43. Dayane Oliveira

    Olá, Lu!

    Há algum tempo o médico me passou sertralina e com uma semana de tratamento parei, porque nao aguentei tamanha crise, mas quase um ano depois, a ansiedade voltou pior. Estou tomando apralzolan 1 mg à noite e Ecitalopran 10 mg pela manhã, há quase um mês. Iniciei ecitalopran tomando apenas a metade de 10 mg, peguei confiança e depois de uma semana comecei a tomar um inteiro. Porém, a ansiedade parece que piorou, sinto inquietação, coração acelerado, mente confusa. Às vezes sinto que meu peito vai pular do meu corpo de tanta inquietação. Trabalho em um emprego que me exige bastante concentração, e não sei mais oque fazer, qualquer coisa me irrita, me deixa mais triste… Sinto muita dor muscular, minhas veias agitaram mais, também, será isso uma experiência de início de tratamento?
    Desde já agradeço pela atenção, Lu.
    Abraços!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, imagino que tenha parado com a sertralina sem o consentimento médico, pois, quando não nos adaptamos a um antidepressivo, o médico passa-nos outro com substância diferente. Não faça mais isso, pois a volta das crises costuma ser mais forte ainda. O oxalato de escitalopram vem sendo um dos mais indicados (ver comentários).

      Dayane, quando há aumento da dosagem do antidepressivo, pode acontecer de o organismo reclamar, fazendo surgir efeitos colaterais nada agradáveis, inclusive com uma piora do problema mental. Fique tranquila, pois isso é normal de acontecer. Contudo, ao que me parece, tais sintomas estão muito difíceis para você, com tamanha inquietação. É necessário voltar a seu médico e narrar o que está lhe acontecendo. É bom que ele saiba também sobre essa dor muscular. O contato com o psiquiatra no início do tratamento é de fundamental importância, pois há casos em que é necessário diminuir a dosagem do antidepressivo, ou aumentar, ou até mesmo trocar de medicamento. Alguns sintomas devem ser comunicados imediatamente ao médico. Vou lhe passar uns links para que leia.

      Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      1. Amanda

        Oi Lu! Tudo bem?

        Já estive por aqui outras vezes e como o blog sempre me ajuda, estou aqui novamente pra compartilhar com você minha dúvida. Estou tomando o ESPRAN há 2 meses e estava até me sentindo melhor, na verdade estou, só que ontem eu fui fazer a minha prova prática de habilitação e automaticamente fiquei muito nervosa. Eu já esperava isso, só que desde ontem eu estou me sentindo muito mal, a ponto de ter uma crise. Tive até que tomar o rivotril agora de manhã. Acredito que seja por causa de ontem, mas fiquei super desanimada e imediatamente voltaram a minha mente o sentimento e a incerteza da minha melhora, bem como os pensamentos ruins.

        Hoje não consegui me concentrar no serviço e fiquei lendo várias coisas a respeito de superar a síndrome. Retorno ao psiquiatra no início de setembro, e acredito que ela tenha que aumentar a dose o ESPRAN. Lu, estou desesperada, será que nunca vou me curar? Será que posso aumentar o ESPRAN por minha conta?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          Nenhum antidepressivo remove as nossas emoções, apenas as equilibra. Se isso acontecesse, deixaríamos de ser humanos. Portanto, não há nada de errado em você ter ficado ansiosa com o exame de habilitação. Tenho um amigo que até vomitava, tamanha era a sua ansiedade. Passou por 8 exames até tirar a carteira. Você deveria ter tomado um ansiolítico antes, para tranquilizá-la. A ansiedade de ontem acabou refletindo no seu emocional, o que é comum.

          Amiguinha, não faça do seu problema mental um bicho-de-sete-cabeças. Agregue-o à normalidade de sua vida, levando adiante o tratamento. Você sabia que há pessoas que tomarão remédio para pressão, diabetes, tireóide, coração, etc, a vida inteira? E elas não questionam isso. O importante é o modo como levamos nossa vida. Eu, para lhe dizer a verdade, tomo o meu comprimidinho como se esse fizesse parte da minha alimentação. Não questiono, apenas agradeço por poder fazer uso do mesmo, melhorando minha qualidade de vida.

          Fofinha, todos nós passamos por momentos bons e ruins, tomando ou não um antidepressivo. E os momentos ruins não significam que estamos precisando de “cura”. Eles existem para todo mundo. Olhando do seu ponto de vista, na busca pelos 100%, toda a humanidade precisa de “cura”. Portanto, reavalie essa sua maneira de pensar. Aceite os altos e baixos da vida. Veja o seu tratamento psiquiátrico como algo normal. Esse seu desespero não tem razão de ser. Releia o meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Amanda, não aumente a dose do antidepressivo por conta própria. Você está precisando aumentar a dosagem de sua compreensão com a vida, de seu caminhar pelo planeta, das alegrias e tristezas pelas quais todos passam, da aceitação e do otimismo que devem ser o nosso esteio. Pesquisas comprovam que as pessoas otimistas têm melhores resultados em tudo que fazem. Não há razão para sentir-se desesperada com algo tão corriqueiro. Respire fundo, agradeça por ter tantos remédios à sua disposição. Certo? A felicidade nada mais é do que um estado de espírito.

          Escreva-me para dizer se já se encontra melhor.

          Abraço forte,

          Lu

      2. Edineide Bitencourt

        Lu, boa noite!

        Eu estava tomando paroxetina de 20 mg para tratamento de ansiedade, porém depois de 1 ano de tratamento, comecei a ter muitas recaídas, batidas aceleradas do coração e momentos depressivos, tristeza profunda. Então a psiquiatra optou por trocar a medicação para cymbi de 30 mg, o que resolveu o problema das dores que sinto em todo o corpo, porém à ansiedade havia aumentado. A psiquiatra resolveu acrescenta ao tratamento o escitalopram de 10 mg, o que resolveu a questão da ansiedade.

        Estou há 15 dias tomando o escitalopram e o efeito colateral q mais me incomoda é o sono excessivo e a falta de apetite alimentar. Tenho muita facilidade de perder peso e me preocupo, pois não tenho conseguido me alimentar, só de olhar para a comida minha garganta trava. As únicas coisas que desejo comer é café e chocolate. Quero saber se esses efeito do sono excessivo e da falta de apetite vai passar com o tempo e meu organismo vai se regularizar.

        Obrigada

        1. LuDiasBH Autor do post

          Edineide

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, acontece de um antidepressivo, depois de um determinado tempo, parar de fazer efeito. É o que aconteceu com a paroxetina. O médico pode aumentar a dosagem, se ainda for possível, ou mudar de medicamento. Se o cymbi (cloridrato de duloxetina) não se adequou totalmente a seu organismo, foi necessário efetuar outras mudanças. Imagino que, assim que seu organismo acostumar-se com o oxalato de escitalopram, sua médica retire o cymbi (Indicado no tratamento depressão, dor neuropática periférica e fibromialgia). Você tem problemas de fibromialgia?

          Todo antidepressivo apresenta efeitos adversos, variáveis de acordo com cada organismo. O oxalato de escitalopram tanto pode apresentar apetite exagerado ou inapetência, insônia ou excesso de sono. O problema do sono pode ser resolvido mudando o horário em que toma o comprimido. Se, por exemplo, você o ingere de manhã, vindo o sono a atrapalhar a normalidade de seu dia, poderá mudar para a noite. Mas não faça isso por conta própria, converse com sua médica antes, para não incorrer numa superdosagem. Quanto ao apetite, esse medicamento também pode trazer excesso de apetite ou inapetência. Também caí no grupo da falta de apetite. Porém, com o tempo, o organismo vai se equilibrando. Ainda hoje, só tenho mais apetite à noite (tomo o medicamento de manhã), mas mesmo assim eu me obrigo a comer, tomando mais sucos e vitaminas. O chocolate é uma boa fonte energética, mas não substitui a ingestão de frutas, legumes e verduras. Leve à sua médica tal problema. No início do tratamento é muito importante o contato com o especialista.

          Edineide, vou lhe passar uns links que lhe trarão mais informações. Volte para dizer-me como anda.

          Um grande abraço,

          Lu

      3. Dayane

        Olá, Lu,
        Sim, marquei retorno ao meu psiquiatra pra próxima semana, pois estou me sentindo mais ansiosa. Apesar que tomei o ecitalopram totalmente fora do que o médico passou, metade na primeira semana e um inteiro na outra, aí me senti mal e voltei a tomar metade, e agora a ansiedade está a mil, com todos os sintomas à flor da pele, fora que estou muito aérea. Muito difícil essa fase inicial do remédio, ficamos desorientados.
        Obrigada pela atenção.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayane

          Esse retorno é muito importante, pois ele poderá avaliar como o antidepressivo está agindo em seu organismo, se será necessário aumentar ou diminuir a dosagem. Procure tomar direitinho, como o prescrito.

          Amiguinha, a fase inicial é mesmo muito difícil, e quase todos passam por isso. É preciso ter muita paciência. Leia os comentários para ver que quase todos se sentem assim. Mas logo tudo isso terá passado e você estará bem.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        João Neto

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, você entra aqui para comentar igualzinho fez. Só que o comentário não aparece na hora, pois passa pela minha supervisão primeiro. Estava recebendo muitos “spams” e foi necessário tomar tal medida. Aguardo seu novo comentário.

        Abraços,

        Lu

        1. João Neto

          Bom dia Lu,

          Já havia feito um tratamento para TAG em 2015, mas agora em julho a ansiedade voltou juntamente com insônia, só conseguindo dormir depois de tomar stilnox. Procurei o psiquiatra que me medicou com reconter de 10 mg, iniciando em 16 de julho, mas passei a ficar dentro do quarto e não conseguia sair, com pensamentos de morte. Ele pediu para aumentar para 20 mg no dia 28 de julho. Depois de alguns dias e não me sentindo melhor, pedi para voltar a tomar venlaxin, que eu tinha tomado no ano passado. Ele mandou reduzir o reconter para 10 mg e tomar venlaxin de 37,5 mg, para desmame. Comecei no dia 03/08, e no dia 14 ele mandou parar o reconter de 10 mg, e no dia do retorno (17/08) pediu para aumentar o venlaxin para 75 mg, comecei no dia 19/08. Isso tudo pode ter me feito mais mal do que bem? Podemos tomar dois antidepressivos juntos? Sinto muitas sensações, calor, tontura, boca seca, dores abdominais, sensações no cérebro, dores nas pernas, ou seja, está difícil, sem trabalhar, sem me divertir.

        2. LuDiasBH Autor do post

          João Neto

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, a TAG, como outros transtornos mentais, é recorrente, mas os bons medicamentos existentes no mercado possibilitam-nos uma vida cada vez melhor. O Reconter tem como substância ativa o oxalato de escitalopram, um dos antidepressivos que vêm sendo muito indicado pelos psiquiatras. Lendo os comentários, poderá ver que mais de 70% das pessoas fazem uso de tal substância. Acontece que, como qualquer outro antidepressivo, ele apresenta efeitos adversos no início do tratamento, ficando a pessoa pior do que antes de começar a fazer uso desse. Mas, em torno de duas a três semanas, esses efeitos passam, embora em algumas pessoas possam demorar até meses. Contudo, alguns organismos não se adaptam ao medicamento, sendo necessário mudar para outro.

          João, alguns antidepressivos podem ser tomados associados, sim. Pode ficar tranquilo quanto a isso. Inclusive muitas pessoas que escrevem aqui fazem uso de dois medicamentos. As sensações que você diz sentir estão associadas aos efeitos adversos. Com o tempo, tudo isso irá passando, e os bons resultados irão chegando. É preciso ter paciência. Eu sempre digo que é necessário ser POP (paciente, otimista e persistente), pois as pessoas otimistas obtêm um resultado bem mais rápido. Logo você retomará a sua vida de novo e com muito mais qualidade. Mas é muito importante, agora no início de seu tratamento, manter um contato mais direto com seu médico, repassando-lhe todos os sintomas ruins que tem sentido, pois muitas vezes é necessário rever a dosagem ou mudar de medicamento. Depois que estiver tudo bem, esse contado poderá ser mais espaçado. Conte para ele que está sentindo sensações de calor, tontura, boca seca, dores abdominais, sensações no cérebro, dores nas pernas, etc. Não se sinta acanhado, pois é através de suas explicações que ele irá avaliar como o antidepressivo está agindo em seu organismo.

          Amiguinho, pelo seu comentário pude perceber que é uma pessoa extremamente exigente consigo mesmo, um perfeccionista. E, em consequência, acaba exigindo o mesmo dos outros, o que lhe traz muita ansiedade e aborrecimento. Procure rever isso. Mude seus hábitos, procure viver com o mínimo possível de estresse, seja tolerante consigo e com os outros. Torne a sua vida mais leve. Outra coisa, se não estiver sentindo confiança em seu médico, busque outro. A interação entre o psiquiatra e o paciente é de suma importância. Mas, caso isso aconteça, não se esqueça de levar todo o seu histórico do seu tratamento anterior.

          Gostaria que você continuasse me escrevendo. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

          João, como falo em um dos textos, o antidepressivo sozinho não faz o efeito esperado, sendo necessário que você também reveja alguns pontos em sua vida, para que se ajude a domar essa ansiedade. Vou lhe repassar os links, mas não deixe de ler.

        3. Emília Maria

          Cara Lu, venho com um quadro de ansiedade horrível. Desde 2008 passei pelo alpazolam, até que conheci o escitalopram, 10 mg de início, e me dei bem. Daí venho interrompendo, precisei passar para o de 20 mg. Interrompi no mês passado por preconceito meu mesmo. Tive uma crise de rebote desumana. O médico insinuou que talvez eu tenha usar por toda vida, e lendo seu depoimento de que o toma como se fosse uma alimentação, eu me tranquilizei mais. Será que eu posso aliar o escitalopram com a terapia de florais? Obrigada.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Emília

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, quando a ansiedade não possui um motivo claro e apenas uma pequena duração, faz-se necessário o uso de antidepressivo, pois o problema está no funcionamento cerebral. A medicação tem o objetivo de contê-la, de modo a tornar a vida da pessoa equilibrada, permitindo-lhe viver com qualidade. Portanto, é necessário seguir o tratamento direitinho, jamais parando por contra própria, pois as crises voltam com mais força, e os antidepressivos passam a ter efeitos adversos ainda mais fortes.

          Emília, você precisa compreender que qualquer parte do nosso corpo adoece, e o cérebro faz parte dele. Existem pessoas que precisam tomar remédios para hipertensão ou tireóide, por exemplo, a vida toda, o que não é diferente de nosso caso. Não vejo nenhum mal nisso, mas ao contrário, agradeço por viver numa época em que tais medicamentos existem, e não no tempo dos sanatórios ou manicômios. Agradeço diariamente pela existência do meu “comprimidinho” que me regula as emoções, permitindo-me viver com melhor qualidade de vida. Falo sobre ele aos quatro ventos, para que outras pessoas não se sintam estigmatizadas, mas agradecidas. Portanto, amiguinha, sinta-se feliz por poder fazer uso dele. Vamos, todos juntos, acabar com este preconceito que vitimiza as pessoas, num mundo em que a depressão e as síndromes mentais avolumam cada vez mais.

          Você poderá tomas os florais, sim, pois são fitoterápicos. Não há problema algum. Faça também exercícios físicos (o que mais a agradar) e procure preencher sua vida com coisas boas. Seja mais tolerante consigo e com os que vivem ao seu redor. Lembre-se de que todos nós somos humanos e é por isso que falhamos. E se tiver que tomar antidepressivo por toda a vida, faça-o com alegria. Quanto mais otimista for, melhor será o resultado de seu tratamento.

          Abraços,

          Lu

        5. Emília Maria

          Muito obrigada, minha querida.
          Foi um bálsamo, nunca tinha encontrado uma página e uma pessoa com essa visão. Me ajudou muito, muito. Acompanharei e darei notícias. Deus nos abençoe.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Emília

          Nada a agradecer, amiguinha. Aqui formamos uma família.

          Abraços,

          Lu

        7. João Neto

          Bom dia,

          Obrigado pela atenção. Li os links que você me enviou, bem como a sua resposta ao meu comentário.

          Nos últimos dias venho me preocupando com os meus sintomas e pensando se estou com a síndrome serotoninérgica, passo o dia com um peso na cabeça que desce para o nariz, como se tivesse alguém apertando, até para escrever alguma coisa tenho dificuldade é como se sentisse tremer, é muita coisa.

          Comecei a fazer uma atividade física, pilates, já tem 01 mês, gostei da filosofia e da forma, sendo que ao realizar o esforço fico com tremores, a instrutora me disse que a tremedeira já era pra ter passado, falei pra ela que estava sem atividade física regular há muitos anos, sedentário, fiquei em dúvida se pode ser da medicação, ou da falta de descanso, por não estar dormindo bem. Quanto ao psiquiatra, tá difícil de manter um contato com ele, tendo em vista que o mesmo tem inúmeras atividades e atende fora da minha cidade. Mando mensagens para ele informando sobre as sensações e muitas vezes não tenho respostas, e quando tenho na maioria das vezes não me satisfaço. Semana passada fui ao retorno e ele disse apenas que estava me achando mais calmo. Aumentou a dose do venlaxin e me ouviu relatar algumas coisas, achei ele meio apressado. Para mim, a maioria dos médicos de hoje estão preocupados apenas com dinheiro. Com a psicóloga é diferente, já que lá podemos falar à vontade.

        8. LuDiasBH Autor do post

          João Neto

          Você tem toda a razão quando avalia os médicos, em sua grande maioria, como ávidos pelo dinheiro. São os maiores exemplos do capitalismo doentio, em que a profissão tem o objetivo apenas de enriquecimento rápido. As pessoas que tem acesso aos médicos cubanos ficam impressionadas com a diferença da consulta. Quanto a seu psiquiatra, se ele não está lhe dando a atenção necessária, mude para outro. A nossa fidelidade deve ser com o melhor. Não hesite em mudar.

          Neto, acredito que você esteja sentindo apenas os efeitos adversos. Se estivesse com a síndrome serotoninérgica já estaria hospitalizado há muito tempo. Não bote isso na cabeça. Sugiro que marque outro psiquiatra, o mais rápido possível, leve por escrito todo o seu histórico, para não se esquecer de nada, e também o nome dos remédios que já tomou e toma até agora. Fale-lhe como está se sentindo com os últimos medicamentos. O uso do antidepressivo tem como finalidade melhorar a nossa qualidade de vida e não piorá-la. Se o medicamento não está lhe trazendo uma resposta positiva, precisará mudar para outro. E é sempre bom ter uma segunda opinião.

          Uma atividade física é muito importante. Também faço Pilates. Os tremores que sente não dizem respeito à atividade. Se não está dormindo bem, eles podem ser resultados disso. Mas é preciso saber o porquê de estar com insônia. O sono é fundamental para nós ansiosos e depressivos. É mais um motivo para procurar outro psiquiatra para reavaliá-lo. Além do mais, seria uma ótima oportunidade para se tranquilizar. Percebo que é muito preocupado. E quanto mais tenso estiver, maior será o seu desconforto. A visão de um novo médico irá acalmá-lo. Mais uma vez lembre-se de que se o seu médico receitou-lhe dois antidepressivos é porque eles podem ser tomados juntos. Tire da cabeça essa preocupação com síndrome serotoninérgica. Lembre-se de que o psiquiatra estuda para isso, e não seria irresponsável de cometer um ato tão falho assim. Veja através dos comentários que algumas pessoas com TAG tomam essa mesma medicação. O único problema que vejo são as reações adversas que estão fortes, incomodando-o muito, sendo preciso informá-las a seu médico. No mais procure ficar tranquilo. Só para ajudar em nossa conversa, qual é a sua idade?

          Um grande abraço,

          Lu

  44. Yone Moreira

    Olá Lu, espero que esteja bem!
    Voltei ao psiquiatra que tirou o topiramato, pois não me adaptei. Tive a impressão de que com ele cortou até efeito do escitalopram. Voltou a ansiedade e passei a dormir muito mal, fora outros efeitos colaterais. Agora o médico aumentou a dosagem do escitalopram para 15 mg e trocou rivoltril para o Apraz(Alprazolam) de 1 mg.

    Acontece, Lu, que estou igual ao começo, muita tontura, muita ansiedade e mesmo com o Apraz não consigo dormir a noite toda. Estou tendo muitos pesadelos e acordo molhada de suor.Será que precisava do desmame do rivotril, ou por ter tirado topiramato? Ou será o aumento do antidepressivo e adaptação com Apraz?

    Beijos e muito obrigada pela atenção e carinho!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Yvone

      Todo início de tratamento com antidepressivo é, na maioria das vezes, muito turbulento, pois passamos por diferentes experiências até acertar na medicação correta para o nosso corpo. É possível que o topiramato tenha interagido mal com o escitalopram. O aumento da dosagem também pode acarretar, no início, um pouco de desconforto, trazendo efeitos adversos que logo passam. O rivotril é um tranquilizante, não há necessidade de desmame. O apraz (alprazolam) é um remédio para ansiedade. Eu não me dei bem com o rivotril, passei a ter muitos pesadelos, portanto, pode ser também reação do apraz. Dê uma olhadinha na bula. Se continuar tendo pesadelos e acordando molhada de suor, informe o seu médico sobre tais sintomas.

      Depois me escreva dizendo se melhorou.

      Abraços,

      Lu

  45. Ana Rodrigues

    Olá, Lu, boa noite!

    Quero parabenizá-la pelo seu esforço em nos auxiliar diante desses transtornos, pelos quais passamos, e nos tornamos tão sensíveis, e você é tão atenciosa com todos, sempre.

    Fui diagnosticada com TAG, em agosto do ano passado, após um trauma que sofri, ao perceber que meu celular não estava mais comigo, enquanto eu estava em uma loja com minha mãe, meu pesadelo foi iniciado alguns dias depois do ocorrido. Procurei um profissional de psiquiatria para que me indicasse uma terapia, dei início ao tratamento com uma psicóloga e após um mês ela me encaminhou a um psiquiatra, que me receitou Exodus (oxalato de escitalopram). Após 5 meses de tratamento estava ótima, mas precisaria retornar ao psiquiatra para dar continuidade ao tratamento.
    Por problemas pessoais não pude ir à consulta, então parei com a medicação e fiquei bem até um mês após a retirada brusca do Exodus, mas sabia que não era o momento de interromper o tratamento, e tudo voltou como no início. Agora estou tomando novamente o medicamento há quase dois meses, mas ele é genérico, estou me sentindo bem melhor, mas voltei a ter uns pensamentos ruins, não sei ao certo o motivo disso, se é por causa do período menstrual. Muito obrigada pela atenção, você é incrível.

    Beijo
    Ana

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o seu problema tanto pode ter sido uma consequência do susto que levou, como pode ter vindo à tona em razão do acontecimento. Ou seja, você já o trazia consigo, mas ainda não havia mostrado as caras. Mas o que importa mesmo é que procurou tratamento, o que a deixou bem. É uma pena que tenha parado sem passar pelo “desmame”, pois é fundamental passar por essa fase, para que não venha a sofrer com a abstinência. O organismo, já acostumado com o antidepressivo, sente demais a sua falta. O desmame tem a finalidade de evitar isso. Ainda bem que voltou a tomar o remédio.

      Ana, eu tomo o oxalato de escitalopram há mais de quatro anos, e sempre compro o mais barato, pois o orginal é caríssimo. E sinto-me tão bem quanto com o original, que tomei no início do tratamento (cheguei a tomar três caixas dele). Aqui nos comentários poderá ver que muitas pessoas mandam manipular. O mesmo aconteceu com a fluoxetina, que chegou ao Brasil com o nome de Prozac, e era caríssima. Hoje é produzida por inúmeros laboratórios. Portanto, fique tranquila. Os pensamentos ruins estão sempre a rondar-nos, pois nos preocupamos com tudo, por isso, é importante que mantenhamos nossa mente ocupada. E, quando tais pensamentos aparecerem, enxote-os. Não lhes dê tempo de ocupar sua mente. Leia, veja bons filmes, faça caminhada, pesquise, ouça música, borde ou faça crochê, etc. Mantenha sua mente em atividade. Veja também, com o seu médico, se a dosagem do medicamento não está muito baixa. O período menstrual também afeta o emocional, em razão da concentração maior de hormônios.

      Lindinha, obrigada por suas palavras generosas. Venha sempre conversar conosco. Poderá interagir com qualquer comentarista, se quiser, ou comigo. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Ana Rodrigues

        Agradeço muitíssimo de coração por sua atenção e prontidão na resposta mais que completa que me deu. É muito bom ter alguém como você, que se importa com a gente, o mundo necessita de pessoas generosas e dispostas a dividir sua sabedoria com o mundo.
        Gratidão por ser essa pessoa linda e benevolente.

        Abraços,

        Ana

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          Será sempre um prazer receber seus comentários. Conheça outras categorias do blog. Tenho certeza de que irá gostar.

          Um grande abraço,

          Lu

      2. Haline

        Lu
        Você é ótima. Muito obrigada por todo esclarecimento e bondade por nos ajudar tanto.
        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Haline

          Nós, que temos problemas de saúde mental, precisamos muito encontrar quem nos ouça e dê-nos um pouco de suporte emocional, pois a maioria dos médicos, apressados que estão em ganhar dinheiro, deixam de lado o ponto mais importante na consulta. Este cantinho tem por objetivo trocarmos informações, ajudando-nos mutuamente. E maravilhosos são vocês que aqui vêm e confiam no grupo.

          Volte sempre e também conheça outras categorias do site.

          Abraços,

          Lu

      3. Ricardo

        Como não achei o lugar aqui no site, onde eu possa fazer minha pergunta, vou intrometer aqui e perguntar. Gostaria de saber das mulheres se a perda da libido foi grande? Pois em mim, sou homem, aliás, meio homem agora, pois nã0 tenho mais libido, acabou o tesão totalmente. O remédio me ajudou muito com a depressão que tenho desde os 12 anos de idade, creio que serei dependente deste medicamento a vida inteira, pois já tentei parar e a depressão voltava, tudo outra vez, pensamentos negativos, falta de energia, perda da vontade de conquistar objetivos, não ver graça mais na vida e nas pessoas.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Seja bem-vindo ao site. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, os antidepressivos, de modo geral, mexem com a libido, principalmente nos meses iniciais do tratamento. Contudo, com o passar do tempo, o organismo vai se equlibrando com o novo medicamento e todas as suas funções vão voltando à normalidade, inclusive a libido, como poderá ver através dos comentários. Portanto, não se aflija. Trata-se apenas de uma fase em sua vida. Veja isso com normalidade, pois tende a ser um homem mais completo ainda, e não um meio homem… risos. Se todas as pessoas que tomam antidepressivos nos dias de hoje fossem homens e mulheres pela metade, em relação à libido, o planeta não demoraria muito a ser despovoado… risos.

          Ric, o importante agora é que se preocupe com a sua saúde mental, pois a depressão mata qualquer tipo de “tesão”, pois tira-nos todo o prazer em viver. Gostei muito de receber a sua visita e comentário. Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

        2. Ricardo

          Agradeço sua resposta, acho interessante este espaço criado aqui, para tirar dúvidas e aprender mais sobre os medicamentos, a depressão…

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nada a agradecer. Convide seus amigos para conhecer este espaço.

          Abraços,

          Lu

  46. Flávia

    Bom-dia, Lu!

    Eu tive (ou ainda tenho) depressão no final do ano passado, em novembro, e meu psiquiatra me passou pra eu tomar o lexapro (que tomava de manhã) e o rivotril (à noite). Porém, há uma semana, (29 de julho), tomei meus últimos comprimidos, pois o meu médico me deu alta, mas nesses dias que estou sem remédio, minha família e eu também, percebi que estava muito irritada e muito sensível, por qualquer motivo e situação eu choro e me irrito com mais facilidade e explodo. Não consigo me controlar. Gostaria de saber se isso é abstinência dos remédios? Avisei ao meu psiquiatra que mandou que eu voltasse a tomar as duas medicações com a metade da dosagem, ou seja, dividir o de 10 mg.

    1. Flávia

      Esqueci de falar uma coisa: eu tinha lá em casa o genérico do lexapro que é o exudus e dividi e já comecei a usar. Tem problema usar o genérico?

      1. LuDiasBH Autor do post

        Flávia

        Não tem problema algum. Eu sempre uso o genérico, pois é mais barato.

        Abraços,

        Lu

    2. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a depressão possui diferentes tipos e graus. O psiquiatra pode ter avaliado a sua como passageira e, por isso, deu-lhe alta do tratamento. Através de seu comentário, pareceu-me que você não passou pelo “desmame”, parando abruptamente. Se isso aconteceu, está incorreto, por causa da abstinência causada pela falta do medicamento. Não se pode deixar um antidepressivo de uma vez. Portanto, se isso realmente aconteceu, os sintomas são da abstinência. Se seu psiquiatra não a instruiu quanto ao desmame, ele falhou. Ao retomar a medicação tomando pela metade, você estará passando pelo desmame necessário. E tudo irá se normalizar. Portanto, não mais se preocupe. Volte a comuncar-se conosco, para dizer como está sentindo.

      Abraços,

      Lu

      1. Flávia

        Oi, Lu!
        Obrigada pela resposta, mas acho que deixei de explicar que sim, o meu médico diminuiu sim a minha dose de forma gradativa para que houvesse o desmame. Porém, mesmo com esse desmame, quando acabaram os remédios, eu tive os sintomas acima explicados. Após esses esclarecimentos, volto com a pergunta, ainda assim pode ser abstinência dos remédios? Se não, o que pode estar causando essa intensidade de sentimentos? Já me adianto a falar que a irritabilidade é por qualquer motivo e o choro, até com propaganda de margarina.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Flávia

          Se após o desmame, esses sitomas persistirem, significa que ainda precisa de mais tempo de uso do antidepressivo. O seu psiquiatra irá acompanhá-la para avaliar como se comporta seu organismo, pois o desmame é justamente para impedir a abstinência causada pelo medicamento, uma vez que o organismo já se encontra acostumado com a substância. Siga tudo direitinho. Acompanhe com atenção os sintomas para repassar a ele. Esse choro sem motivo, até por propaganda de margarina… risos, não é normal. Mas fique tranquila, pois tudo isso é passageiro. Agora que voltou ao medicamento, observe também se essa emotividade está diminuindo. Mantenha-me informada.

          Abraços,

          Lu

        2. Rick

          Bom dia Lu, tudo bem?
          Voltei para falar que fui a minha psiquiatra pra falar estou há 3 meses de tratamento e nada resolveu com os remédios que eu estava a tomar (esc 10mg e Alprazolam 0,25mg). Sugeri para ela, mudar os remédios, ela não concordou. Optou por aumentar as dosagens, pelo menos neste mês para ver como eu reagiria. Hoje tomo 20 mg de esc (10 mg pela manhã e 10 mg a tarde) e 1mg de Alprazolam antes de dormir. Faz 5 dias que estou tomando esses medicamentos com essas doses, e tenho percebido meu corpo extremamente cansado sei lá… queria saber se tem relação com os remédios.

          Beijos, minha querida.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Aumentar a dosagem é a decisão que o médico toma quando o antidepressivo não está mostrando seus bons efeitos. Os sintomas que está sentido são relativas ao aumento da dosagem dos medicamentos. Observe tudo direitinho para repassar à sua psiquiatra as reações adversas que está sentindo. Chamou a minha atenção o fato de você estar tomando o oxalato de escitalopram duas vezes ao dia, quando a bula recomenda tomar numa única dose. Leia a bula direitinho e depois converse com ela sobre isso. Leia também, aqui no blog, o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Continue me dando notícias.

          Abraços,

          Lu

  47. Solange

    Fazia uso de sertralina por 4 anos, mas agora a dra. achou melhor mudar para o escitalopram, mas nao me fez nenhuma referência em esperar alguns dias para a mudança. Teria algum problema, pois tenho pavor só de pensar em tomar um novo medicamento.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Solange

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, se sua médica não disse nada é porque não há problemas na interação entre os dois medicamentos. Caso persista a sua dúvida, entre em contato com ela, para que não fique preocupada. Alguns antidepressivos até podem ser tomados juntos.

      Solange, vou lhe passar uns links, via e-mail, para que você tenha mais conhecimento sobre o novo medicamento, principalmente em relação aos sintomas adversos que pode ter, mas nada que não passe. Também tomo oxalato de escitalopram, que é um antidepressivo muito receitado atualmente, conforme poderá ver nos comentários.

      Grande abraço,

      Lu

  48. Julia

    Olá, Lu!

    Comecei a tomar Escilex no final de fevereiro, pois comecei a desenvolver Transtorno do Pânico, nada que afetasse meu cotidiano. Resolvi procurar ajuda logo para não aumentar o problema. Havia feito terapia com uma psicóloga, e ela desconfiou do diagnóstico que foi confirmado por um psiquiatra de confiança e o remédio foi receitado.

    Quando comecei a tomar o remédio, recorri a este site, mas nunca comentei. Hoje senti vontade de deixar minha mensagem para confortar quem está passando pelo que eu passei anteriormente. Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa, senti especialmente na primeira semana muita sonolência e pouco apetite, porém, isso com 15 já tinha desaparecido. Quanto à perda de libido, que muitos comentam, foi o sintoma que mais demorou a sumir, mas com uns 2 meses já estava tudo normalizado (graças a Deus, até porque eu tenho namorada). Além de Escilex foi receitado rivotril 0,25, sublingual, para uso emergencial, porém só precisei fazer uso apenas uma vez, na primeira semana de uso do Escilex, e não desenvolvi uma crise de fato.

    Outra informação importante, que vi outros postarem, o laboratório do remédio é realmente importante, tomei Escilex por 1 mês e quando fui comprar na farmácia tinha apenas o genérico, que acabou me causando diarreia por duas semanas, ou seja, passei mais uma vez por período de adaptação. Depois conversando com minha psicóloga e psiquiatra me recomendaram comprar o Escilex “original”, confesso que tenho que ir até farmácias mais distantes, mas compro o medicamento recomendado.

    Fora isso, é importante lembrar que SP tem cura: remédio, terapia, atividade física e até dieta específica podem espantar este mal que nos causa tanto transtorno. Continuo fazendo terapia com minha psicóloga, fazendo atividade física e tomando o remédio. O psiquiatra avisou que devo tomar o remédio por um ano, e procurá-lo em uma época em que eu não esteja passando por algum momento complicado, para começarmos o desmame. E o mais importante:nunca mais tive crises.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Júlia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quanto mais cedo a pessoa, com algum tipo de problema mental, buscar ajuda, menos sofrerá. As crises, quando não domadas, tendem a ser cada vez mais fortes e frequentes. Você agiu corretamente ao buscar um especialista. Não adianta jogar para frente o problema. É preciso enfrentá-lo e ficar livre do sofrimento.

      Sinto-me feliz, Júlia, ao saber que se deu muito bem com a medicação, não tendo mais crises. A atividade física é realmente importantíssima. Quanto aos laboratórios, posso lhe dizer que existe um lobby milionário por trás de alguns. Ainda me lembro de quando tomava o famosos Prozac (fluoxetina) e diziam que essa mesma substância, colocada no mercado por outros laboratórios, não valia nada. Mentira! Passei a tomar a manipulada, que custava a metade, e senti-me ótima. O mesmo vem acontecendo com o oxalato de escitalopram, cujo original é dinamarquês, e custa os olhos da cara. Tomo os de nome fantasia, mais baratos, há mais de quatro anos, e dou-me muito bem. Ainda continuo com 10 mg. E olhe que sou depressiva crônica. E isso é muito bom, pois muitas pessoas não podem comprar o “carésimo” Escitalopram, que também dá diarreia em algumas pessoas, como poderá comprovar através dos comentários e da bula do medicamento (leia-a). Portanto, fico com um pé atrás, quando vejo certos médicos exigirem que se compre esse ou aquele remédio de um determinado laboratório. Você já ouviu falar sobre a “máfia branca”? Em assim sendo, quem puder comprar o medicamento mais caro, que o faça, e quem não puder, que opte por um mais barato. O que não pode é ficar sem o remédio.

      Júlia, gostei muito do seu comentário, que servirá de estímulo para muitas pessoas que hesitam em fazer o tratamento com um antidepressivo. Volte sempre! Junte-se a nós nesta luta.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Julia

        Lu
        Esqueci de falar que tomo Escilex 10 mg! Realmente existe toda uma indústria farmacêutica que lucra e muito com a dependência de remédios. No meu caso, como me dei bem com o remédio e a diferença entre o genérico e o original é mais ou menos 10 reais a caixa, eu optei pelo original mesmo. O psiquiatra e psicóloga recomendaram-me comprar o de ‘grife’, se eu tivesse condições, pois no final das contas o princípio ativo é o mesmo. Eu estou pegando receita de 4 caixas, comprando 2 caixas de 60 comprimidos, estou gastando em média 50 reais por mês, como é o único remédio que eu tomo não está pesando no bolso.

        Fico feliz que tenhas gostado do meu comentário. Quando eu estava começando a tomar o remédio e meio assutada com possíveis efeitos colaterais, teu blog me ajudou bastante! Espero que meu comentário ajude outros leitores.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Júlia

          Comentários mostrando um quadro de melhoras sempre ajudam os indecisos. Muitas pessoas sentem medo dos efeitos colaterais, mas precisam saber que eles passam, e bons resultados chegam, valendo todo o sacrifício. Saber que o blog ajudou-a é muito gratificante para mim. Obrigada, querida! Continue conosco, trazendo boas novas.

          Abraços,

          Lu

  49. Natália

    Olá, Lu!

    Voltei aqui depois de uns meses pra relatar o que aconteceu comigo nesse tempo. Lembro que no começo do ano, quando minhas crises de ansiedade começaram, fiquei “no escuro”, desesperada com tudo que eu estava sentindo. Até que cheguei no seu blog e você me acalmou muito! Sou muito grata por isso!

    Comecei meu tratamento tomando o ESC. Fiquei com ele por uns 2 meses e me senti excelente! Mas devido o ESC tirar a libido, o médico trocou pela Bupropiona (BUP). Inicialmente comecei tomando 150 mg ao dia, mas quando ele alterou pra dose de manutenção (300 mg ao dia), comecei a ficar ruim novamente. Isso foi no final de junho e desde então só piorei. Retornei ao médico e ele me receitou 7,5 mg de ESC por dia. Estou tomando o ESC 7,5 mg com 150 mg de BUP todo dia de manhã. Faz apenas 15 dias que voltei com o ESC, mas estou tão ruim. Os sintomas físicos acabam comigo e só pioram minha ansiedade.

    Já não sei se o que estou sentindo é efeito colateral dos remédios, se os dois remédios juntos podem estar me fazendo mal, ou se é a minha própria ansiedade que está causando tudo isso em mim. Enfim, queria compartilhar com você e todos os outros que passam por isso a minha experiência até agora. Obrigada pelo apoio! Espero em breve retornar aqui, dizendo que estou melhor.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      O oxalato de escitalopram realmente causa diminuição na libido, como outros antidepressivos. Contudo, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal. Trata-se apenas de uma fase. Muitas pessoas aqui nos comentários dizem tomar bupropriona. Mas com todo antidepressivo existe a fase de adaptação. O médico mandou-a tomar os dois medicamentos, até que seu organismo adapte-se com a bupropriona e ele possa tirar o oxalato de escitalopram. Como digo, o psiquiatra também trabalha com experimentações, pois, a priori, não sabe qual será o antidepressivo que fará bem ao paciente. Pode ser que, após passar essa fase inicial, você se acostume com o novo medicamento. Se isso não acontecer, procure o seu psiquiatra e relate-lhe tudo, pois a função do antidepressivo é melhorar a nossa vida e não trazer piora para ela.

      Natália, o que está sentindo são os efeitos adversos do novo medicamento, que, no princípio, deixa a pessoa pior do que antes. Se não passarem, busque seu psiquiatra. Aguardo notícias suas.

      Beijos,

      Lu

  50. Matheus M.

    Boa tarde Lu e demais amigos!
    Volto para dizer que estou muito bem, e que a Mirtazapina 30 mg me ajudou bastante a eliminar ansiedade e pânico, que tive durante os primeiros meses do ano. Não me adaptei ao Escitalopram, pois, além de vários problemas emocionais que tiveram piora, também tive muitos problemas físicos e biológicos.

    Mais uma vez AGRADEÇO IMENSAMENTE a Lu por ter me ajudado em um momento de angústia e solidão, e vejo que ela continua ajudando várias pessoas. Fico muito feliz em saber que existem pessoas verdadeiras e com boas intenções para ajudar o próximo sem interesse financeiro ou troca de favores.

    Lu e demais amigos, abraços e torço para a recuperação de vocês, e qualquer coisa podem me contatar, ajudarei no que for possível, assim como a Lu faz (matheus57moraes@gmail.com)

    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Você é muito fofo! Nada a agradecer, meu amiguinho. Agradeço pelo seu interesse em ajudar, pois, nos períodos de crise, todos precisamos de contar com pessoas amigas, que possam nos compreender.

      Matheus, não suma do blog. Conheça outras categorias. Há muita coisa interessante. E continue nos dando notícias de sua sáude.

      Abraços,

      Lu

      1. Rick

        Olá, Lu!
        Faz 3 meses que estou tomando o escitalopam. Não estou bem. Percebi que ainda tenho crises de ansiedade intensas. Principalmente quando estou em algum lugar fechado. Começa com uma tontura e lá vem a crise. Terrível! Parece que vou morrer naquele intante. E para acabar de completar, adquiri um zumbido incessante nos ouvidos e estou mega hipocondríaco!! Não está fácil, sabe Lu? Devia estar bem, tendo em vista que já são 3 meses de tratamento. Será que é um sinal para mudar de medicamento? Às vezes tenho desejo de sumir, só para poder evitar esse turbilhão de sentimentos negativos que me invadem. Penso que nunca mais serei como antes, estou realmente desanimado. 🙁

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Com três meses de escitalopram já era para estar se sentindo melhor, realmente. Pode ser que a dosagem esteja baixa ou que seu organismo não está se adaptando ao remédio. Mas somente seu médico poderá lhe dizer isso. Talvez precise também de um ansiolítico. Procure seu psiquiatra e conte-lhe tudo que está sentindo. No princípio do tratamento esse contato é muito importante, para que ele avalie os resultados.

          Amiguinho, ao que me parece, você continua tendo crises de pânico, o que traz essa sensação de morte iminente. O zumbido pode estar ligado ao seu estado emocional. Talvez seja, sim, um sinal para aumentar a dosagem ou mudar de medicamento, pois quando o tratamento dá certo, tudo isso desaparece, como poderá ler nos comentários. Não se preocupe, assim que acertar com o medicamento, não mais sentirá isso. Mas é preciso ter paciência. Sei que não é fácil, mas é preciso seguir em frente. Penso que um ansiolítico irá lhe fazer muito bem. Garanto-lhe que você irá ficar melhor do que antes, assim que acertar a medicação, como ora me sinto. Pense positivamente. As pessoas otimistas têm resultados mais rápidos.

          Rick, aguardo a sua volta para dizer-me que foi ao psiquiatra. Se achar que não está resolvendo com ele, mude para outro. Mas não deixe de procurá-lo o mais rápido possível. Continue em contato comigo.

          Um forte abraço,

          Lu

        2. Rick

          Darei notícias sim, minha querida. Estou sempre acompanhando o blog. Parabéns! Tens dado muita esperança e força a cada um de nós aqui. Obrigado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Nada a agradecer. Só quero que continue POP (paciente, otimista e persistente).

          Abraços,

          Lu

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