Hans Burgkmair, o Velho – SÃO JOÃO EM PATMOS

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Autoria de Lu Dias Carvalho

                       

O pintor alemão Hans Burgkmair, o Velho (1473-1531), foi, à sua época, o mais importante pintor de Augsburg, sua cidade natal. Teve como primeiro mestre o pai, Thomas Bugkmair, pintor tradicional de Ausgsburgo e de Schongauer em Comarque, tinha como estilo o Gótico tardio. Veio depois a estudar com o famoso Martin Schongauer em Colmar. Viajou muito, inclusive pelo norte da Itália, apreendendo novos conhecimentos. Ao voltar para sua cidade natal, ingressou-se na Guilda de São Lucas e assumiu a oficina de seu pai. As suas primeiras obras foram criadas dentro do estilo Gótico tardio, mas não tardou a desenvolver um estilo próprio que primava pela suntuosidade e vivacidade. A arte italiana exerceu grande influência sobre o artista, levando-o a adotar o estilo grandioso da Alta Renascença e a fazer uso de cores muito ricas.

A composição religiosa denominada São João em Atmos é o painel central de um tríptico de painéis giratórios (figura menor), que apresenta São João, o evangelista, na ilha de Patmos, no Mar Egeu, local em que, segundo conta a lenda, o santo recebeu e redigiu as visões que tivera sobre o Apocalipse, a ele enviadas por um anjo.  Os painéis laterais da obra apresentam os bispos: Santo Erasmo e São Nicolau.

São João Evangelista encontra-se em meio a uma majestosa paisagem e mostra-se extremamente exaltado. Usa uma vestimenta avermelhada e um manto cor-de-rosa. Traz o rosto voltado para a esquerda, em direção ao anjo que aparece no céu, no meio de uma nuvem de luz que se posiciona entre as duas grandes árvores frutíferas. Na mão direita traz uma pena, enquanto a esquerda repousa sobre uma pilha de papéis. Na primeira folha já é possível ver parte da escrita do santo relatando suas visões. Das mãos do anjo partem raios mais fortes que atingem o santo no rosto.

Três fortes árvores, nas quais estão pousadas várias aves coloridas, entre elas um papagaio e um pica-pau, tomam grande parte da pintura, ficando o santo aí centralizado. Uma densa e rica vegetação cobre o chão, tendo o artista incorporado à cena plantas e animais exóticos. Em primeiro plano, na parte inferior direita, veem-se um sapo, um calango, um besouro, uma ave de rapina e um caracol. As duas árvores da esquerda estão ligeiramente inclinadas em direção ao santo, como se sopradas pelo poder divino.

Ficha técnica
Ano: 1518
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 153 x 125 cm
Localização: Pinacoteca de Munique, Alemanha

 Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann

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