O BATISMO DE CRISTO (Aula 38 A)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Os novos métodos da arte estavam sendo aplicados na região sul de Florença, nas cidades de Urbino e Arezzo, por um grande mestre da pintura de nome Piero della Francesca. Suas obras se distanciam uma geração após Masaccio, ou seja, acontecem depois de meados do século XV. O artista era dono de um completo domínio sobre a arte da perspectiva e usava muito bem o tratamento da luz — recurso que os artistas medievais mal levavam em conta. Piero compreendeu que a luz ajudava a modelar as formas das figuras e era de grande importância para a perspectiva, pois ajudava a criar a ilusão de profundidade, sendo ele possivelmente o grande herdeiro de Masaccio. É atualmente um dos artistas mais conhecidos e admirados do Renascimento. Estudaremos hoje uma de suas mais famosas obras. Primeiramente é necessário acessar o link Piero della Francesca – O BATISMO DE CRISTO e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer necessário.

Obs.: Enriqueça a sua capacidade interpretativa das obras de arte acessando o link acima. Faz-se necessário ler o texto integralmente.

  1. A composição acima, obra do pintor italiano Piero della Francesca, representa Cristo sendo batizado por seu primo João Batista no rio Jordão, tendo ao fundo:

    1. um castelo fortificado
    2. uma igreja medieval
    3. ama planície florida
    4. uma paisagem montanhosa

  2. O Batismo de Cristo é um tema muito comum, presente na obra de vários pintores, desde o início ………….. Esta composição encontra-se entre as mais belas.

    1. da arte grega
    2. do estilo gótico
    3. da era cristã
    4. da Renascença

  3. O Jesus de Piero della Francesca foge aos representados na maioria das pinturas, porque:

    1. Mostra-se cheio de uma aura de divindade.
    2. Apresenta-se como um homem comum.
    3. Possui traços rústicos e orelhas grandes.
    4. Aceita ser batizado por João Batista.

  4. Acima de sua cabeça paira a pomba sagrada que representa o Espírito Santo. Ela foi ………… (desenho ou pintura que representa objeto de três dimensões em forma reduzida ou encurtada, segundo as regras da perspectiva) para tomar a forma de uma nuvem.

    1. esfumada
    2. verticalizada
    3. escorçada
    4. centralizada

  5. João Batista — antecedeu Jesus nas pregações — encontra-se:

    1. Vestido com uma túnica rústica.
    2. Usando vestes de pele de carneiro.
    3. Coberto apenas por um véu branco.
    4. Envolto por um pano abaixo dos quadris.

  6. João Batista traz a perna esquerda levantada, enquanto derrama a água sobre a cabeça de Cristo. Seu braço e perna esquerdos formam ……………….. do mesmo tamanho.

    1. dois triângulos
    2. duas diagonais
    3. duas retas
    4. dois ângulos

  7. O rio Jordão é mostrado como:

    1. um caudaloso rio
    2. um riacho
    3. um filete de água
    4. um poço

  8. O homem tirando a roupa repassa a ideia de que:

    1. Outras pessoas estavam sendo batizadas naquele dia.
    2. Era o único a ser batizado após Jesus Cristo.
    3. Iria apenas tomar um banho no rio Jordão.
    4. Não fazia parte do grupo de João Batista.

  9. O centro da composição é ocupado:

    1. por João Batista
    2. pelos três anjos
    3. por Jesus Cristo
    4. pelo homem nu

  10. É possível traçar uma linha vertical imaginária desde a água que escorre da tigela sobre a cabeça de Jesus até suas mãos em postura de oração. Jesus, a mão de João, o pássaro e a bacia formam um eixo que divide a composição em…………..iguais.

    1. três partes
    2. quatro partes
    3. cinco partes
    4. duas partes

  11. Através da observação dos dois quadros menores, percebe-se que o vértice do triângulo encontra-se nas mãos:

    1. de Jesus Cristo
    2. de João Batista
    3. do anjo central
    4. do homem tirando a roupa.

  12. A técnica usada por Piero della Francesca para criar sua obra foi:

    1. afresco
    2. têmpera sobre tela
    3. óleo sobre tela
    4. têmpera sobre madeira

Gabarito
1.d / 2.c / 3.b / 4.c / 5.a / 6.d / 7.b / 8.a / 9.c / 10.d / 11.a / 12.d

Obs.: Conheça a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – PIERO DELLA FRANCESCA

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IDADE ANTIGA E RENASCIMENTO (Aula nº 38)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

    

                                            (Cliquem nas imagens para ampliá-las.)

Os estudiosos da Idade Média tiveram pouca compreensão sobre a Idade Antiga — época em que floresceu a cultura greco-romana. Ao analisá-la, eles o fizeram como se estivessem estudando sua própria época. Foram incapazes de lançar um olhar com mais profundidade sobre um período mais distante deles e que tinha muito a oferecer-lhes. Possuíam uma concepção tão equivocada sobre a Antiguidade que artistas medievais foram capazes de colocar a armadura de um cavaleiro medieval em Alexandre, o Grande — viveu na Antiguidade — e retratar batalhas romanas diante da paisagem de uma cidade medieval. Isso mostra a falta de agudeza de suas pesquisas.

Foi durante os séculos XIV e XV que os estudiosos passaram a ter uma visão diferenciada e uma compreensão mais crítica acerca da história da Antiguidade, buscando encontrar a diferença entre seu tempo e o dos povos que viverem naquele passado distante. Esse olhar mais analítico sobre a Idade Antiga exerceu uma grande influência na arte do Renascimento. Os pintores, por exemplo, buscavam colocar seus personagens num contexto histórico coerente. Embora os equívocos relativos à Antiguidade fossem se tornando cada vez menos frequentes, pode ser citado o caso do famoso pintor italiano Piero della Francesca (c. 1420-1492) que colocou numa mesma batalha — em uma de suas obras pictóricas — um soldado da Roma Antiga e um cavaleiro do século XV.

O fato de olhar com pouca acuidade para o passado não significa que os artistas medievais não se importassem com esse tempo. Eles também buscaram copiar restos da escultura clássica encontrados, contudo, foi somente na século XV que os artistas renascentistas conseguiram fazer uma investigação mais criteriosa das técnicas e dos temas da arte greco-romana, o que levou, durante o período do Renascimento, à popularização das cenas mitológicas clássicas, arvorando-se na arte da Grécia  e da Roma da Antiguidade. O mais paradoxal é que nessa busca pelo antigo também houve certo exagero, quando artistas do século XV passaram a retratar pessoas e acontecimentos de sua época num ambiente da Roma Antiga.

É impossível ignorar o ardor com que sábios e professores, durante o Renascimento, debruçaram-se sobre tudo que dizia respeito à Antiguidade, redescobrindo e restaurando textos clássicos, estudando monumentos antigos e o que restara deles, destrinchando convenções da retórica clássica, analisando a doutrina da Lei Romana, tentando extrair o máximo de conhecimento possível e aplicá-los ao contexto da época em que viviam. Em consequência de tudo isso não demorou muito para que todo esse conhecimento extraído da Antiguidade fosse lapidado e passasse a fazer parte da cultura italiana tanto no campo da arte quanto no da filosofia, numa interação com todos os aspectos da vida social e política da Itália e depois se expandisse por grande parte do território europeu.

O escritor Nicholas Mann — titular da obra denominada “Renascimento” — faz uma significativa citação sobre tal estilo: “Há múltiplas manifestações do Renascimento que são favoráveis à ilustração: o restabelecimento dos estilos clássicos, a generalização do estudo, a interação complexa de ideias pagãs e cristãs, uma fé redescoberta na dignidade do homem, um sentido de pompa e circunstância reforçado pela iconografia e pelo cerimonial da Roma antiga, o regresso dos deuses pagãos em todo o seu esplendor significativo e a pintura da natureza circundante”.

Exercício

1. Qual foi a relação dos estudiosos medievais com a Idade Antiga?
2. Qual foi a relação dos estudiosos do Renascimento com a Idade Antiga?
3. Que pontos do Renascimento o escritor Nicholas Mann cita como positivos?

Ilustrações: 1. Coliseu – Roma antiga, Itália (Idade Antiga) / 2. Partenon – Atenas, Grécia (Idade Antiga) /3. Catedral de Santa Maria del Fiori – Florença, Itália (Renascimento).

Fontes de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann

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CASADA COM UM BIPOLAR E PORTADOR DE…

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Autoria de Hella Andino

Sou casada com um bipolar e portador de HIV há treze anos.

No início deste ano, através de um depoimento que li, eu me identifiquei com a pessoa e comecei a notar que meu casamento não era tão perfeito como eu imaginava. De uma hora para outra comecei a perceber coisas que em minha ingenuidade, acreditava que eram feitas por amor, apenas provas de amor, e tudo em nome da nossa família. Eis minha história:

Conheci um rapaz e com um mês de namoro nós fomos morar juntos e eu logo engravidei do nosso primeiro filho, o que parecia um conto de fadas. Eu tinha a certeza que tinha encontrado o amor da minha vida. Com um ano de casados, ele descobriu ser portador de HIV. Eu não sabia ao certo nem o que era essa doença, mas o apoiei e ele, com um jeitinho todo amoroso, conseguiu me manipular e me convencer a fazermos sexo sem preservativo. Eu me sinto tão boba e ao mesmo tempo envergonhada com isso.

Engravidei do nosso segundo filho, ainda acreditando que vivia um conto de fadas, pois ele me fazia entender que era a “minha luz no fim do túnel”. Nesse período ele descobriu a bipolaridade. Sua infância foi bem difícil, tendo sua mãe se envolvido com drogas, ele foi torturado e houve a separação de seus pais. Porém, antes de me conhecer, ele também se envolveu com drogas.

Eu, como uma mulher apaixonada, certa de que meu casamento era feliz e perfeito, continuei apoiando-o em todos os sentidos. Os anos foram passando, cheio de proibições e eu sempre achando que era por amor, sendo uma boa esposa, cedendo e apoiando-o em tudo. Com 5 anos de relacionamento engravidei do meu terceiro filho. Na gravidez descobri que estava também com o vírus HIV. Sim, pessoal, ele me contaminou. Aí começaram também os episódios suicidas, as agressões psicológicas e o quebra-quebra de coisas em casa.

Neste ano, exatamente em fevereiro, como citei em cima, parece que eu acordei de um pesadelo, ao ler uma postagem sobre “agressão psicológica”. Percebi que aquilo que eu estava vivendo se tratava da mesma coisa.

Após uma briga sem motivos graves, como sempre ele fazia e depois me mandava embora, aceitei ir embora de verdade. Fui para a casa da minha mãe. Foram três dias de puro inferno. Ele me ligava e também ligava para todos da minha família. Não tive um minuto de paz, até que, muito pressionada pelas circunstâncias, pois ele não queria mais comer e falava em suicídio, resolvi voltar para não me sentir culpada, se algo acontecesse de ruim. Para ele tudo ficou normal.

Chegou a pandemia do Covid-19. Ele ficou e ainda e continua afastado do trabalho todos esses meses. Na semana passada entrou em mais um episódio de surto, alegando que eu não o amava e que faço tudo para ficar distante dele, ameaçando de novo se matar… Estou buscando ajuda psicológica, pois não sei mais o que fazer…. Só sei que não estou feliz e que esse amor é doentio e está acabando com a minha vida. Não posso viver mais assim!

Por favor, ajudem-me!

Ilustração: Mulher Chorando, 1947, obra de Candido Portinari

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Lucas Cranach, o Velho – O SUICÍDIO DE LUCRÉCIA

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Autoria de Lu Dias Carvalho

A composição O Suicídio de Lucrécia, também conhecida como Lucrécia, é uma obra do pintor alemão Lucas Cranach, o Velho, tema muito pintado pelo artista. Relata a morte da lendária dama romana que optou por suicidar-se a ter que enfrentar a vergonha de seu estupro.  Um pano foi acrescentado no princípio do século XVII para cobrir a região pubiana da personagem, mas para o bem da arte foi removido numa recente limpeza. Esta obra já esteve pendurada de frente para o quadro de Albrecht Dürer, sobre o mesmo tema, na galeria particular dos reis da Baviera.

Se comparada a obra de Dürer (presente no nosso blog), cheia de austeridade, a pintura de Cranach é muito mais bela e significativa, repassando ao observador uma grande inquietação espiritual, criada por alguns recursos presentes na tradição gótica, como a tensão linear presente nos contornos, a pose estudada e o cruzamento das pernas, resultando numa forte sensualidade.

Lucrécia, nua, encontra-se de frente para o observador, fitando-o. Seus cabelos ruivos e longos, jogados para trás, caem-lhe pelas costas, ultrapassando sua cintura. Um colar de ouro e pedras preciosas cingem-lhe o pescoço, enquanto mais abaixo vê-se um trançado, possivelmente de ouro. Seus seios são pequenos e hirtos. Não aparecem pelos na região pubiana. Um fino e transparente véu — só perceptível por suas pequenas pregas — enlaça seu corpo da cintura para baixo. Ela segura suas pontas com a mão esquerda, enquanto empunha o punhal com a direita, tocando o seio direito. Em seu rosto existe certa doçura e aceitação.

Ficha técnica
Ano: 1524
Técnica: óleo sobre tília
Dimensões: 193,5 x 75 cm
Localização: Pinacoteca de Munique, Alemanha

 Fonte de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

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A BÍBLIA SAGRADA E O LATIM (Aula nº 37)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

O estudo da história da humanidade, embora seja muito similar em diversos aspectos, indiferentemente da época, noutros nos leva por mares nunca dantes navegados. Quem nos dias de hoje, em sã consciência, poderia imaginar que o livro dos cristãos — a Bíblia — foi em tempos idos acessível apenas aos cidadãos bem nascidos e dentre esses não se incluíam mulheres e crianças, ainda que dominassem o latim.

De modo geral o ato de ler e escrever estava sob o domínio de pouquíssimas pessoas — normalmente de homens religiosos e eruditos. Já naquela época, o conhecimento era valioso, mas o “excesso” de informação era visto como um perigo para o cristão, principalmente para a mulher. No entanto, histórias bíblicas, fábulas morais e a vida dos santos eram vistas como conhecimentos que todos os fiéis deveriam ter.

Presume-se hoje que toda casa cristã contenha no mínimo uma Bíblia, mas na Idade Média e até mesmo no Renascimento tal livro era um bem extremamente precioso para encontrar-se nas mãos de qualquer um. Seu conteúdo — disponível apenas em latim — era tido como sagrado, sendo essa a alegação de sua inacessibilidade. Às mulheres e às crianças, ainda que fossem “bem nascidas” e exímias no conhecimento da língua latina — mas vistas como inferiores aos homens — cabia apenas o aprendizado das Escrituras Sagradas, desde que feito através de pinturas e imagens da vida dos santos que ornavam as igrejas, dos sermões, orações e catecismos.

Como a galhofa faz parte de todas as épocas da história da humanidade, as pinturas didáticas da Igreja Cristã de então eram frequentemente chamadas de “bíblias dos analfabetos”. Dentre os ditos “analfabetos” encontravam-se todos aqueles que não dominavam o latim, incluindo o povo inculto, incapaz de dominar qualquer que fosse o dialeto ou idioma.

Uma vez que se encontravam impedidos de ter acesso à leitura das Escrituras Sagradas, as pessoas que não dominavam o latim, mas que sabiam ler em outra língua, faziam uso  de textos escritos em italiano ou francês, contando histórias sobre a vida dos santos e dos mártires da Igreja. Tais escritos incentivavam as senhoras a serem boas esposas e mães; as moças a serem virgens e puras e os rapazes a portarem-se como testemunhas de Cristo levando a Cruz.

O latim — hoje língua morta — era o meio principal de comunicação usado nas cidades italianas pelo governo, pelos grandes negociantes e pela Igreja. Para trabalhar no mundo mercantil o indivíduo precisava ter um conhecimento rudimentar de aritmética e uma compreensão básica da língua latina. A maioria das cidades italianas possuía escolas — públicas ou privadas — de gramática.

Em finais do século XII a cidade de Milão orgulhava-se de possuir 60 escolas. E por volta de 1600 (séc. XVI) um cronista de Florença exultava-se com o fato de que “entre oito e dez mil rapazes e moças florentinos estavam aprendendo a ler”. As famílias ricas contratavam tutores particulares e aos estudantes que se encontravam num grau mais avançado era facultado assistir às conferências articuladas pelos frades dominicanos e franciscanos, ou assistir às aulas nas universidades recém-criadas.

A cidade de Pádua inaugurou sua universidade em 1222 (séc. XIII), transformando-se num grande centro de conhecimento na Europa. Ali, os eruditos encontravam-se voltados para os estilos e os tipos de literatura latina da Antiguidade. Tinham também como meta conscientizar seus seguidores sobre a importância do estudo do passado — parte importante da identidade de seu povo. Esse interesse e valorização do passado clássico foi fundamental para construção de uma consciência cívica moderna do povo daquela cidade. Os eruditos foram capazes de perceber o quanto o estudo da Antiguidade era importante em relação aos problemas contemporâneos da época.

No século XIII o latim era o único idioma usado como meio de comunicação na Itália, mas no século XV o dialeto toscano — precursor do italiano moderno — já se tornara um meio de comunicação para os indivíduos que detinham certa cultura. Três importantes escritores italianos — Dante Alighieri (1265-1321), Francesco Petrarca (1304-1374) e Giovanni Boccaccio (1313-1375) — foram fundamentais para que o dialeto florentino (o toscano) se transformasse numa língua literária de toda a península.  

Foi também no século XIII que apareceram as primeiras traduções da Bíblia do latim para o vernáculo falado na Itália. Por serem traduções parciais, copiadas à mão, seus preços eram exorbitantes. No século XIV quase toda a Bíblia já havia sido traduzida. Mas essas traduções — produzidas por tradutores anônimos — continuavam sendo aquisições apenas dos ricos ou bem instruídos — os únicos que detinham os meios de obtê-las. Mesmo quando a impressão reduziu seu custo, a Bíblia, segundo o historiador Gigliola Fragnito, ainda era “acessível a poucos”.

Obs.: A ilustração acima refere-se a uma Bíblia rara do século XIII que ficou perdida durante 500 anos, presente agora na biblioteca da Catedral de Canterbury na Inglatera.

Exercício

1. Como se dava a leitura da Bíblia na Idade Média?
2. O que ensinavam os eruditos da Universidade de Pádua?
3. Por que mesmo as traduções bíblicas não chegavam ao povo?

Fontes de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich
Renascimento/ Nicholas Mann

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OS ESPONSAIS DOS ARNOLFINI (Aula nº 36 A)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

                                                               (Clique na  gravura para ampliá-la.)

É importante lembrar que os mestres florentinos ligados ao círculo de Brunelleschi criaram um método através do qual representavam a natureza com exatidão científica. Usavam uma estrutura de linhas em perspectiva, sendo que o corpo humano era criado de acordo com os conhecimentos de anatomia que detinham e das leis da perspectiva. Jan van Eyck, contudo, criou a ilusão da natureza usando sua paciente adição de detalhes, o que convertia sua obra num espelho do mundo visível. Isso foi uma grande diferença entre a arte nórdica e a italiana, tendo durado por muito tempo. Nesta aula vamos estudar uma de suas obras que é tida como uma das mais notáveis pinturas de todos os tempos. Primeiramente é necessário acessar o link Van Eyke – OS ESPONSAIS DOS ARNOLFINI e ler o texto com muita atenção, sempre voltando a esse quando se fizer pertinente:

Obs.: Os participantes devem ler integralmente o texto indicado pelo link, para aguçar a sua capacidade de interpretação de obras.

  1. Para muitos a pintura de Jan Van Eyck registra………………., como traz uma visão das obrigações inerentes ao casamento naquela época em que homem e mulher detinham diferentes deveres.

    1. a gravidez da senhora Arnolfini
    2. uma cerimônia de um casamento
    3. uma cerimônia de noivado
    4. a bênção do pai à filha noiva

  2. A cabeça inclinada da mulher indica:

    1. lealdade
    2. indagação
    3. timidez
    4. submissão

  3. O encontro das mãos encontra-se quase que no centro da composição. É importante observar que a curva que elas criam é também vista…………, dando uma unidade à composição.

    1. no espelho
    2. na cama
    3. no candelabro
    4. no dossel

  4. O homem já não usa mais………….., tal gesto e a presença do cãozinho são tidos como sinais de fidelidade.

    1. tamancos
    2. chapéu
    3. barba
    4. calças

  5. Na época havia uma crença de que os pés descalços em contato com o chão tornavam a mulher………..

    1. estéril
    2. fértil
    3. doente
    4. zelosa

  6. A presença da cama representa a continuidade da linhagem e…………

    1. da fortuna
    2. da união familiar
    3. do bom nome
    4. do sobrenome

  7. Naquela época fazia parte dos costumes das famílias abastadas botar uma cama no salão, parte da casa onde eram recebidas as visitas, sendo normalmente usada como………

    1. local de descanso
    2. lugar para os enfermos
    3. assento para visitas
    4. local para os bebês

  8. A mulher posa como grávida para dar destaque……….., sendo essa, à época, a mais bela parte do corpo, assim como os seios pequenos e rígidos.

    1. ao ventre
    2. às mãos
    3. aos braços
    4. aos dedos

  9. As laranjas na iconografia cristã são representativas do fruto proibido do Jardim do Éden, sendo que o casamento cristão santifica…………..

    1. os pecados do casal
    2. os instintos pecaminosos
    3. os filhos que nascerão
    4. as desavenças conjugais

  10. A presença do cãozinho, cujo pelo foi pintado com maestria pelo artista, representa o amor simples, o bem-estar e……………

    1. a prosperidade
    2. a longevidade
    3. o companheirismo
    4. a fidelidade

  11. Esta composição de Jan van Eyke, apesar de ter sido feita na Idade Média, quando a pintura limitava-se a uma mera representação fisionômica, encanta sobretudo pela capacidade especial na apresentação das texturas de superfície, tais como:

    Marque a resposta incorreta.

    1. as flores no espelho
    2. a madeira dos assoalhos
    3. a madeira dos tamancos
    4. o corte do arminho sobre o casaco.

  12. Enquanto as sandálias vermelhas de Giovanna estão perto da cama, posição indicativa de seu compromisso com……………., os tamancos do marido estão mais próximos da saída, indicando seu compromisso com………………

    1. os filhos / os negócios
    2. os prazeres / a vida aventureira
    3. o lar / o mundo externo
    4. a casa / os amigos.

  13. A mulher não usa um vestido de noiva branco, pois tal costume só apareceu após a metade do século……

    1. XVI
    2. XVII
    3. XVIII
    4. XIX

  14. A presença de duas testemunhas só era necessária quando envolvia um casal com fortuna. Na pintura a mulher vinha de classe social baixa, devendo abrir mão de seus direitos à herança. Onde se encontram, então, as testemunhas?

    1. Sentadas no banco atrás do homem.
    2. No espelho que ornamenta a sala.
    3. De pé atrás da mulher.
    4. Não se encontram na pintura.

  15. No século XV o …………… era o único dos sacramentos que não exigia a presença de um sacerdote ou de testemunhas.

    1. Batismo
    2. Eucaristia
    3. Matrimônio
    4. Crisma

  16. A técnica usada por Jan van Eyck nesta pintura é:

    1. óleo sobre tábua de carvalho
    2. têmpera sobre madeira
    3. óleo sobre tela
    4. afresco

Gabarito
1.b / 2.d / 3.c / 4.a / 5.b / 6.d / 7.c / 8.a / 9.b / 10.d / 11.a / 12.c / 13.d / 14.b /15.c / 16.a

Obs.: Conheça mais sobre a vida do artista acessando o link abaixo:
Mestres da Pintura – JAN VAN EYCK

 

 

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