Da Vinci – A ÚLTIMA CEIA

Autoria de Lu Dias Carvalho

ceia

Segundo os Evangelhos cristãos, Jesus Cristo reuniu-se com seus doze apóstolos antes de sua morte e ressurreição, para com eles cear. Seria a última refeição compartilhada pelo Mestre e seus discípulos, chamada de a Última Ceia ou de Ceia do Senhor, ou ainda de Ceia Mística. Esse momento tem sido objeto de várias representações ao longo dos tempos, com diferentes artistas, mas nenhum deles foi capaz de rivalizar com Leonardo da Vinci, com sua pintura mural, iniciada em 1495 e provavelmente concluída em 1498.

A Última Ceia está entre as pinturas mais famosas de todos os tempos e é tida como um dos maiores tesouros da humanidade.  A sua importância não está no tema, muito comum à época em refeitórios, mas na interpretação que o pintor dá a ele. A pintura retrata um dos momentos mais dramáticos da vida terrena de Jesus, quando anuncia aos apóstolos que será traído por um deles. Enquanto o Mestre mostra-se tranquilo, com os abraços abertos simbolizando aceitação, seus discípulos apresentam-se extremamente estarrecidos. Da esquerda para a direita (sob o ângulo de quem está diante da pintura), estão no primeiro grupo: Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo: Judas Iscariotes (cabelo branco inclinado contra o suposto João), Simão Pedro e João; Jesus Cristo está ao centro; no terceiro grupo: Tomé, Tiago Maior e Filipe e no quarto grupo estão Mateus, Judas Jésus e Simão Cananeu também conhecido por Simão, o Zelote.

O mural cobre uma das paredes de uma sala que era usada como refeitório pelos monges do mosteiro de Santa Maria delle Gratie em Milão/ Itália. Muitas representações da “última ceia” de Cristo já foram feitas por diversos artistas, mas nenhuma se assemelha em dramaticidade, teatralidade e apreensão como esta. A obra não possui nada de caótico. Os doze discípulos parecem dividir-se naturalmente em grupos de três, sendo ligados por gestos e movimentos.

A Última Ceia foi realizada por Leonardo durante a sua primeira permanência em Milão. É um trabalho pictórico e, sem dúvida, uma das principais obras realizadas pelo pintor. Nele, Leonardo expõe a sua versatilidade e sensibilidade ao captar expressões humanas. Nas outras pinturas renascentistas sobre o mesmo tema, anteriores a esse, os apóstolos encontram-se sentados em torno de uma mesa, enfileirados ao lado de Cristo, durante a Eucaristia, enquanto Judas Iscariotes é representado de costas, separado do grupo. Já no mural de Leonardo, o momento é representado com extrema dramaticidade, sendo bem visíveis as reações de cada um deles. O mestre Da Vinci põe em evidência aquilo que ensinou na teoria: o pintor deve olhar com acuidade as posturas corporais, para melhor exprimir as paixões da alma.

É bem provável que a pintura mural de A Última Ceia tenha sido encomendada por Ludovico Sforza, o Mouro. Nas décadas que se seguiram, após o término dessa obra magistral, ela passou a sofrer grandes danos. Deve-se uma parte de tais perdas às infiltrações de umidade na parede do refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie em que foi feita e outra parte à técnica escolhida por Leonardo que empregou na sua feitura uma têmpera enriquecida por uma base a óleo que, diferentemente do afresco, necessitava de mais tempo para sua execução, técnica essa costumeiramente usada pelo pintor, mas em madeira.

Já se lamentava em 1517 os danos sofridos pela pintura. Em 1556 já se dizia que “não se conseguia ver mais que uma mancha ofuscante” e, em 1642, que “restavam poucos traços das figuras”. A partir do século 18, A Última Ceia passou por constantes restauros. Somente as restaurações documentadas foram oito, no mínimo. A última teve a duração de 22 anos, encerrando-se no ano de 1999.

 Diante de tantas reparações sofridas pela A Última Ceia, somos levados a crer que pouco temos da obra original. Segundo os críticos de arte, as maiores modificações aconteceram com as cabeças de Cristo e dos apóstolos, que perderam, sobretudo, a veemência expressiva. Só para se ter uma ideia das mudanças sofridas, nos desenhos de Leonardo, Judas apresenta uma rotação de três quartos, enquanto no mural, encontra-se de perfil. Até mesmo a figura de Cristo aponta diferenças claras na posição e inclinação da cabeça, assim como no perfil.

Ao pintar o mural de A Última Ceia, Leonardo da Vinci fez um estudo rigoroso dos personagens retratados, de modo a extrair deles uma humanidade jamais vista. A disposição dos apóstolos, em grupos de três, em volta de Cristo não é aleatória, mas obedece a uma sequência de divisões, que enseja diversos focos narrativos, com seus corpos em diferentes posturas e com fisionomias diversas. A distância entre eles é pequena, enquanto Cristo, centralizado, simboliza o equilíbrio e o poder do grupo.

Curiosidades:
A obra de Leonardo foi feita na parede do refeitório do convento de Santa Marie delle Grazie, procurando dar a impressão de que havia um prolongamento do ambiente.

  • A nova técnica de pintura de afresco, experimentada pelo artista, contribuiu para a degradação da obra, que em pouco tempo começou a trincar e a se desprender da parede.
  • Leonardo pintou A Última Ceia, um incrível trabalho, o mais sereno e distante do mundo temporal, durante anos caracterizados por conflitos armados, intrigas, preocupações e emergências. Ele a declarou como concluída, embora eternamente insatisfeito, continuou trabalhando nela.
  • A obra foi exposta à vista de todos e contemplada por muitos. Desde então, ele foi considerado um dos primeiros mestres da Itália, senão o primeiro.
  • Os artistas vinham de muito longe para analisar, cuidadosamente, a pintura, copiando-a e discutindo-a.
  • O rei da França, ao chegar a Milão, acariciou a ideia impossível de remover o afresco da parede para levar para o seu país.
  • Durante a sua realização, inúmeras lendas foram tecidas em torno do mestre e seu trabalho.

Ficha técnica:
Data: 1495/1497
Técnica: mista com predominância da têmpera e óleo sobre duas camadas de preparação de gesso aplicadas sobre o reboco (estuque).
Dimensões: 460 x 880 cm
Localização: Refeitório de Santa Maria dele Grazie, Milão, Itália

Fontes de pesquisa:
1000 Obras Primas da Pintura Européia
Grandes Mestres/ Abril Coleções
A História da Arte/ E. H. Gombrich

Endereço para ver a Última Ceia em alta definição:
Ouhttp://www.haltadefinizione.com/galleries.jsptras

Views: 59

LITERATURA DE CORDEL

Autoria de Lu Dias Carvalho

cordel

A poesia de cordel é uma das manifestações mais puras do espírito inventivo, do senso de humor e da capacidade crítica do povo brasileiro, em suas camadas modestas do interior. O poeta cordelista exprime com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econômica sentem realmente. A espontaneidade e graça dessas criações fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e análise de eruditos universitários. É esta, pois, uma poesia de confraternização social que alcança uma grande área de sensibilidade. (Carlos Drummond de Andrade)

A invenção da imprensa foi de grande valia para os travadores medievais, pois, além das apresentações que faziam, ainda podiam ganhar mais dinheiro ao final, vendendo o texto impresso de seus poemas (cantigas). Inicialmente, os impressos tratavam apenas de folhas soltas e, por isso, eram chamadas de “folhas volantes”, em Portugal.

Quando os colonizadores portugueses aportaram em nossas terras, trouxeram consigo aquilo que passara a ser tradição no país de origem: a tradição de seus poetas cantores e os vendedores de folhetos. Logo a moda começou a se espalhar pelo interior de nosso país, encontrando maior difusão no sertão nordestino. E, a partir do século 19, as histórias em verso deixaram de ser apresentada em folhas soltas, para se transformarem em livretos encadernados. Três grandes nomes da Literatura de Cordel destacaram-se naquela época: Ugolino Nunes da Costa, Germano da Lagoa e Leandro Gomes de Barros, o grande mestre de Pombal, que, inclusive, possui livros publicados por editoras, ao lado de João Martins de Atahyde.

Embora seja conhecida em todo o país, a Literatura de Cordel tem sua maior produção e aceitação no Nordeste brasileiro, especialmente nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, estando também presente nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo, onde vivem muitos imigrantes nordestinos. No Brasil ela aportou, vinda do país lusitano, primeiro na Bahia, em Salvador, primeira capital da nova nação e ponto de convergência natural de todas as culturas que aqui chegavam, e dali se irradiou pelo Nordeste.

A Literatura de Cordel é, portanto, um gênero literário popular que se originou a partir de relatos orais e depois escritos, que vem desde o Renascimento, século XVI, quando foi popularizada a impressão, chegando até nossos dias. No início, eram também apresentadas peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente.

A Academia Brasileira de Literatura de Cordel foi fundada em Setembro de 1988 no Rio de Janeiro. Poetas brasileiros famosos no gênero: Apolônio Alves dos Santos, Firmino Teixeira do Amaral, João Ferreira de Lima, João Martins de Athayde, Leandro Gomes de Barros e Manoel Monteiro. Poetas mais recentes, podemos citar: José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo, Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira. Um dos poetas da Literatura de Cordel e que mais sucesso fez até os dias de hoje foi o inesquecível Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Supõe-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles estão João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

Fontes de pesquisa:
Cordel e Viola/ Fábio Sombra
http://www.suapesquisa.com/cordel/
Wikipédia

Views: 10

Da Vinci – MONA LISA

Autoria de Lu Dias Carvalho

autis3

O seu sorriso era tão agradável que parecia ser divino, em vez de humano; e aqueles que o viram, ficaram espantados ao descobrir que ele parecia tão vivo quanto o original.  (Vasari)

Mona Lisa sorri e, graças a esse gosto, a esse artifício, o artista diz que a máscara agora é viva e que por trás dela há uma mente. (…) E o que gera a impressão de vida é, antes de mais nada, a relação que se estabelece entre a retratada e o espectador — e a representação da reação de um à presença do outro. (John Shearman)

O que de imediato nos impressiona é a medida surpreendente em que a mulher parece viva. (E. H. Gombrich)

Mona Lisa ou La Gioconda é uma das mais famosas obras de Leonardo da Vinci e o mais famoso retrato de toda a história da arte. A pintura levou cerca de quatro anos para ser concluída. Foi iniciada em Florença, passou pela segunda temporada do pintor em Milão e foi levada inacabada com ele para a França, onde permanece até hoje. Ao utilizar uma fórmula aparentemente simples, a unidade expressiva que Leonardo obteve entre a retratada e a paisagem torna seu trabalho um dos mais elogiados do mundo. A harmonia obtida na pintura, especialmente no sorriso da modelo, reflete a unidade entre Natureza e Homem, tão buscada pelo artista em sua filosofia.

Embora não tenham ficado registros sobre a pessoa retratada, é dada como certa que se trata de Lisa del Giocondo, mulher de um comerciante de seda, Francesco del Giocondo. Conforme pesquisas, o retrato foi feito possivelmente quando Lisa estava grávida ou após ter dado à luz. Teoria reforçada pela descoberta de um finíssimo véu negro na cabeça, usado pelas mulheres grávidas do século XVI. Tal descoberta deu-se durante estudos do Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus da França e o Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá, quando a pintura foi submetida a um estudo com scanners e lasers e puderam projetar uma imagem em 3D, com as várias camadas de pintura utilizadas.

Por sua vez, o historiador Maike Vogt-Lüerssen, depois de ter feito pesquisas sobre o retrato durante 17 anos, chegou à conclusão de que se trata de Isabel de Aragão, Duquesa de Milão. Segundo ele, o padrão do vestido verde escuro de Mona Lisa indica que o modelo é um membro da corte de Visconti-Sforza, onde Leonardo trabalhou como pintor durante 11 anos.

Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, por sua vez, sugere que a Mona Lisa é, na verdade, um autorretrato de Leonardo, porém, vestido de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto do pintor italiano e nos traços do modelo. Comparando um autorretrato do pintor com a mulher do quadro, verifica-se que as características dos rostos alinham-se perfeitamente. Essa hipótese ganha ênfase em O Código da Vinci (Dan Brown). Os críticos de arte, porém, acham tal afirmação totalmente desprovida de crédito. Salientam que as similaridades são devidas ao fato de ambos os retratos terem sido pintados pela mesma pessoa, usando o mesmo estilo.

Existem também relatos de que Mona Lisa nada mais é do que o retrato de Gian Giacomo Caprotti de Oreno, de alcunha Salai, que se tornou aluno de Leonardo e com quem supostamente manteve uma longa ligação amorosa. Contudo, Freud, em seu livro, Leonardo da Vinci e uma Memória da sua Infância, fala que o pintor era homossexual, mas que nunca teria agido de conformidade com seus desejos carnais. Os escritos e os livros de notas deixados por Leonardo apontam para a sua luta com a sexualidade. O fato é que Salai manteve-se como companheiro, assistente e serviçal de Leonardo por trinta anos, tendo recebido em testamento a pintura da bela Mona Lisa.

Após a morte de Leonardo não se tem mais certeza dos caminhos tomados por sua obra. Uns dizem que foi reconduzida a Milão, outros que foi vendida por Salai aos tesoureiros do rei da França em 1517. O que se sabe com certeza é que num determinado momento o quadro de La Gioconda foi anexado às coleções reais francesas. Contudo, somente em 1797 o público teve acesso à obra, após ser anexada ao patrimônio do Louvre. No início do século XIX, a pintura saiu de circulação por alguns anos para enfeitar os aposentos da imperatriz Josephine Bonaparte.

O sorriso enigmático de Mona Lisa é visto por alguns como se denotasse crueldade, próprio do sorriso de mulheres que escravizam os homens. Outros, contudo, veem nele grande encantamento e doçura. Atestam alguns que, ao sombrear sutilmente os cantos dos olhos e a boca da mulher, o pintor tornou a natureza exata de seu sorriso indeterminada. Tal sombreado recebe na pintura o nome de sfumato (esfumaçado). As curvas dos cabelos e da roupa também são criadas através do sfumato. Os sorrisos dúbios eram uma característica comum aos retratos feitos na época de Leonardo. Ao contrário dos trajes ostentosos e joias, usados na época, a indumentária de Mona Lisa é extremamente simples, desprovida de adornos. O que faz com que o observador retenha sua atenção nos olhos que parecem nos fitar, onde quer que nos encontremos diante do quadro, e nas mãos da mulher.

Cerca de 400 anos após ser concluído (agosto/1911), o quadro foi roubado, o que motivou a prisão ou o interrogatório de várias pessoas, dentre elas a do poeta francês Guillaume Apollinaire e do pintor espanhol Pablo Picasso. Para tristeza geral, dava-se a obra como perdida. Entretanto, ela reapareceu na Itália. O ladrão era um antigo empregado italiano do museu onde se encontrava a pintura, inconformado com o fato de que o quadro mais famoso do mundo, feito por um conterrâneo seu, ficasse na França e não na Itália. Outro fato triste aconteceu quando um louco jogou ácido sobre a obra, danificando sua parte inferior, sendo necessários vários anos para a sua completa restauração. E em 2009 uma russa, indignada por não receber a cidadania francesa, jogou uma xícara vazia contra o quadro, que acabou se quebrando na proteção de vidro à prova de balas.

A famosa obra de Leonardo da Vinci inspirou muitos artistas, dentre eles o notável Rafael, com o Retrato de Maddalena Doni (1505 -1506). Também determinou um novo padrão para os retratos futuros. O pintor apresenta a modelo numa composição em forma de pirâmide, onde ela fica bem centrada, sendo vista apenas acima do busto, com uma paisagem ao fundo. As mãos superpostas permanecem na base da pirâmide, espelhando a mesma luz que clareia a face, o pescoço e o colo. Um algoritmo de computador desenvolvido na Holanda pela Universidade de Amsterdã, em colaboração com a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descreveu o sorriso de Mona Lisa como uma mulher 83% feliz, 9% enjoada, 6% atemorizada e 2% incomodada.

Observação sobre a pintura de Mona Lisa:

  • A posição das mãos do modelo foi muito elogiada ao longo dos anos.
  • O sorriso enigmático deve-se à técnica de deixar os cantos da boca indefinidos, para que o espectador complete as formas com seu olhar.
  • A dama não possuía sobrancelhas e nem cílios, segundo o costume florentino da época. Nesta parte do quadro, percebe-se a técnica do sfumato.
  • A paisagem ao fundo do quadro não tem os dois lados similares. O horizonte direito está mais alto do que o esquerdo.
  • O efeito sutil do sfumato está, particularmente, nas sombras em torno dos olhos.
  • Se comparada à pintura de A Última Ceia, Mona Lisa encontra-se muito bem conservada, sem sinais relevantes de reparos ou pinturas sobrepostas, apesar do tempo em que foi feita. Porém, exames de raios-X indicaram a presença de três versões escondidas sob a atual pintura e já existem sinais de deterioração no revestimento de madeira, muito maior do que o esperado.
  • Leonardo da Vinci retratou Mona Lisa de acordo com sua visão sobre pintura, buscando uma completa harmonia entre a modelo e a natureza. Com a sua grande capacidade de observação, ele chegou à conclusão de que os contornos só serviam ao desenho, pois eles não existem na natureza. E, para eliminá-los, ele esfumaçava as cores, fazendo uma suave fusão entre elas, deixando ao observador a tarefa de delimitá-los com os próprios olhos. Tal técnica pode ser vista, principalmente, no rosto de Mona Lisa.

Curiosidades:

  • Mona Lisa, como o quadro mais famoso do mundo, adquiriu um estatuto de ícone cultural. São numerosas as suas reproduções e utilização na publicidade, objetos do dia a dia e como referência cultural.
  • Em 1919, o dadaísta Marcel Duchamp pintou sobre uma reprodução barata da Mona Lisa um bigode e uma pera, e a inscrição L.H.O.O.Q. (que significa Elle a chaud au cul, algo como Ela tem fogo no rabo, em português)
  • Em 1950 Mona Lisa foi uma balada de Nat King Cole em tributo ao quadro, foi o single mais vendido durante oito semanas, atingindo três milhões de cópias vendidas. A música foi premiada com o Oscar de Melhor Canção numa Banda Sonora.
  • Outras canções sobre o quadro são Mona Lisas and Mad Hatters de Elton John (Honky Chateau, 1972), Mona Lisa de Willie Nelson (Somewhere over the Rainbow, 1981), Mona Lisa de Slick Rick (The Great Adventures of Slick Rick, 1988), A Mona Lisa dos Counting Crows (inédita, 1992) e Mona Lisa de Britney (EP Chaotic, 2006). Em 1953, o cineasta Roberto Rossellini dirigiu o filme La Gioconda.
  • Salvador Dali, o famoso pintor surrealista espanhol, pintou o Autorretrato como Mona Lisa em 1954.
  • Em 1963, Andy Warhol lançou uma série de serigrafias a cores da Mona Lisa, afirmando o seu estatuto de ícone, ao lado de Marilyn Monroe ou de Elvis Presley.
  • O Sorriso de Mona Lisa (2003) é um filme que explora os ideais feministas.
  • A pintura detém um papel central no livro best-seller O Código da Vinci de Dan Brown (2003).
  • O cantor e compositor de música popular brasileira Jorge Vercillo compôs e gravou em 2004 uma canção chamada “Mona Lisa“.
  • É muito popular no Brasil uma representação da Mônica (principal personagem da  Turma da Mônica) igual a Mona Lisa.

Ficha técnica:
Ano: 1503/1506
Técnica: pintura a óleo sobre madeira de álamo
Dimensões: 77 x 53 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

 Fontes de pesquisa:
1000 Obras Primas da Pintura Europeia
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Grandes Mestres/ Abril Coleções
A História da Arte/ E. H. Gombrich

Views: 71

OS MENESTRÉIS E OS TROVADORES

Autoria de Lu Dias Carvalho

autis1

Façamos um passeio pela longínqua Idade Média, quando até mesmo os livros eram um privilégio dos pouquíssimos afortunados que sabiam ler e podiam comprá-los, pois, por serem copiados a mão, eram raríssimos e também muito caros. Mas o artista, o menestrel, sempre arrumou um jeitinho para entreter e receber algo em troca, principalmente depois que as cortes foram ficando mais refinadas e os menestréis foram sendo substituídos pelos trovadores. Por isso, tornaram-se errantes e passaram a entreter o povo. Foi assim que nos vilarejos da época, aproveitavam a aglomeração das feiras, que normalmente aconteciam uma vez por semana, para se apresentarem e ganharem alguns trocados. Embora compusessem seus próprios contos, também decoravam obras de outros, acrescentando alguns floreios, tornando-se assim os divulgadores das obras de outros autores.

O poeta ambulante, que cantava seus poemas ao som de instrumentos musicais, punha-se a contar os mais variados tipos de história: romances, aventuras, lendas e coisa e tal. Podia ficar horas a fio entretendo o povo. Para guardar de memória tantas histórias, elas eram cantadas em versos, coisa que vinha de bem mais longe, lá da Antiguidade Clássica, como podemos ver nas narrativas épicas, Ilíada e Odisseia, também contadas em verso. As rimas ajudavam na memorização da história.

Os instrumentos usados na época eram a rabeca (designação antiquada do violino) ou o alaúde, assim definido pelo mestre Aurélio: Antigo instrumento de cordas dedilháveis, de origem oriental, com a caixa de ressonância sensivelmente abaulada, sem costilhas e em forma de meia pera, e com a pá do cravelhame inclinada, formando ângulo quase reto com o braço longo. Para muitos, era um parente próximo do violão e da viola de nossos dias.

Os trovadores e menestréis estiveram presentes nas culturas francesa, espanhola e portuguesa. Tinham grande importância na vida do povo, pois falavam da cultura popular, dos acontecimentos e do amor, entre os muitos temas apresentados. Era comum, também, as competições entre eles, acompanhadas por instrumentos musicais.

Diferença entre menestréis e trovadores:

  • Menestréis – eram cantores, músicos, dançarinos, ator, palhaço, acrobatas, dramaturgos e malabaristas que vagavam de um lugar para o outro, entretendo as pessoas. Eram tidos como artistas menores.
  • Trovadores – faziam parte da nobreza e compunham música e poesia tendo o amor como tema preferido. Viviam de favores nas cortes. Suas poesias eram chamadas de cantigas, havendo dois tipos delas: lírico-amorosa (cantiga de amor e cantiga de amigo) e satíricas (além de expressarem o seu eu lírico amoroso, também se preocupavam em ridicularizar os costumes da época, ou seja, os falsos valores morais). As cantigas eram escritas a mão e reunidas em livros conhecidos como Cancioneiros. Pode-se dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa.

Fontes de pesquisa:
Corda e Viola/ Fábio Sombra
http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/trovadorismo.htm

Nota: Imagem copiada de www.jogospuzzle.com

Views: 78

Mestres da Pintura – LEONARDO DA VINCI

Autoria de Lu Dias Carvalho

leo

Embora fosse um gênio universal, Leonardo se revela grande, sobretudo como pintor. (W. Goethe – 1816))

Era um gênio cujo intelecto poderoso será eternamente objeto de assombro e admiração para os mortais comuns. (E. H. Gombrich)

Todos os trabalhos artísticos de Leonardo, de qualquer natureza, não passaram de momentos roubados à investigação científica.  (Bernard Berenson – 1897)

Foi o primeiro artista a estudar sistematicamente as proporções dos corpos dos homens e dos animais e a se dar conta das relações mecânicas do andar, do subir, do levantar pesos e do portar objetos. Também é aquele que descobriu as mais distantes características fisionômicas e meditou sobre a expressão dos motivos da alma. Para ele, o pintor é o olho do mundo, que domina todas as coisas visíveis. Era incansável ao observar e insaciável ao aprender.   (Heinrich Wölfflin – 1898)

O italiano Leonardo da Vinci (1452 – 1519) é considerado  uma das mais importantes figuras da arte ocidental. Embora tenha sido conhecido, principalmente, como pintor, era também cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Era visto por seus contemporâneos como uma pessoa estranha e misteriosa e hoje é visto por muitos como o precursor da aviação e da balística. Concebeu ideias muito à frente de seu tempo como a do helicóptero e o uso da energia solar. Sobre sua polivalência, afirma E. H. Gombrich: “Quanto mais se estudam os papéis deixados por ele, menos se pode entender como um ser humano foi capaz de se destacar de forma tão profunda em todos esses diferentes campos de pesquisa e de dar tão importantes contribuições para quase todos eles”.

A caminhada artística de Leonardo da Vinci estende-se por um período de cinquenta anos, em cenários de fundo histórico e cultural bem diferentes. Passa pela Florença de Lorenzo, o Magnífico, pela Milão da corte de Sforza e vai até o convívio com os dominadores franceses. Apesar de ter permanecido em diversos lugares, foi em Milão que Leonardo passou a maior parte de sua vida. Foi em Florença que trabalhou na prestigiosa oficina de Andrea del Verrocchio, um dos mais importantes e influentes artistas florentinos que também era escultor, ourives e fundidor. Ali permaneceu por um período de dez anos, transformando o aprendizado inicial num fecundo relacionamento de colaboração profissional com o mestre. Não resta a menor dúvida de que a permanência de Leonardo na oficina de Verrocchio estimulou a sua criatividade, cultivando o seu interesse por múltiplas atividades.

Muitos questionam o pequeno número de pinturas creditadas a Leonardo da Vinci, esquecendo-se de que ele não era um artista por profissão, mas um homem da ciência que usava seus conhecimentos advindos da investigação científica do mundo real e dos fenômenos físicos na pintura, como pode ser visto na extraordinária quantidade de escritos e desenhos deixados por ele. Além disso, suas experiências constantes em busca de novas técnicas foram responsáveis para que muitas de suas obras se perdessem. Sem falar que ele tinha dificuldade em terminar os trabalhos iniciados, tamanha era a polivalência de seus dons. Contudo, duas obras das cerca de quinze das que sobreviveram até nossos dias — Mona Lisa e a Última Ceia — estão entre as pinturas mais famosas de todos os tempos, comparadas apenas à Criação de Adão do pintor Michelangelo, seu contemporâneo.

Leonardo da Vinci era canhoto e passou a escrever da esquerda para a direita, é por isso que seus escritos só podem ser lidos  num espelho. Deixou vários cadernos com anotações, contendo desenhos, diagramas científicos e sua visão sobre a natureza da pintura. Esses cadernos formam um grande legado para as novas gerações de artista, o que só pode ser rivalizado com o legado de Michelangelo. Dentre os desenhos deixados por ele, o Homem Vitruviano tornou-se um ícone cultural. Leonardo é o arquétipo do homem universal do Renascimento. É tido como uma das pessoas mais talentosas de todos os tempos. Alguns o têm como o maior gênio da história em razão de sua multiplicidade de talentos tanto para as ciências como para as artes. Num estudo realizado em 1926, seu QI foi estimado em cerca de 180.

Em seus escritos foi encontrada a anotação “O sol não se move”, antecipando as teorias de Copérnico que poriam Galileu em apuros. Pode não ter publicado seus escritos temendo ser tido como herético, assim como pode ter feito pesquisas apenas com o intuito de satisfazer sua infinita curiosidade, não se considerando um cientista, buscando apenas conhecimento. Nutria grande preocupação em relação ao espaço ocupado pelos artistas. Pensava que, ao colocar a arte da pintura, num patamar mais científico, tal arte ocuparia uma posição mais prestigiada.

Quando ouvimos os sinos, ouvimos aquilo que já trazemos em nós mesmos como modelo. Sou da opinião que não se deverá desprezar aquele que olhar atentamente para as manchas da parede, para os carvões sobre a grelha, para as nuvens ou para a correnteza da água, descobrindo, assim, coisas maravilhosas. O gênio do pintor há de se apossar de todas essas coisas para criar composições diversas: luta de homens e de animais, paisagens, monstros, demônios e outras coisas fantásticas. Tudo, enfim, servirá para engrandecer o artista.  (Leonardo da Vinci)

Fontes de Pesquisa:
Grandes Mestres (Abril Coleções)
A História da Arte/ E. H. Gombrich
1000 Obras Primas da Pintura Europeia

Views: 13

LITERATURA INFANTIL E 100 BONS LIVROS

Autoria de Lu Dias Carvalho

 lit

Monteiro Lobato estreou em 1921 com “Narizinho Arrebitado”, apresentando ao mundo Emília, a mais moderna e encantadora fada humanizada. (Site Literatura Infantil)

No século XVII, são escritos por professores os primeiros livros direcionados às crianças. Tinham por finalidade ensinar os valores morais, sem qualquer tipo de interação com o prazer da leitura. A literatura infantil, propriamente dita, só vem a surgir no século XVIII. Até então, a criança fazia parte da vida social da família, sendo vista como um adulto, inclusive lendo livros que nada tinham a ver com a sua idade, como os grandes clássicos. Elas entendiam o que liam? Provavelmente não, a não ser uma ou outra com inteligência acima da média. Enquanto isso, as crianças das classes pobres liam contos folclóricos e lendas e, com certeza, apreendiam e divertiam muito mais.

Ao compreenderem que os clássicos lidos pelos adultos estavam longe da compreensão das crianças, pois havia uma grande distância entre elas e eles, é que os escritores da época passaram a adaptá-los, de modo a caírem no entendimento infantil. Por sua vez, os contos folclóricos serviram de base para os criativos deliciosos contos de fada. Assim, os primeiros livros deixaram de ser apenas um instrumento de conscientização, mas também passaram a proporcionar momentos de prazer às crianças. Hoje, milhares de livros estão à disposição do público infantil em todo o mundo.

A literatura infantil aportou no nosso país no final do século XIX. Os escritores Carlos Jansen com os “Contos seletos das mil e uma noites”, Figueiredo Pimentel com os “Contos da Carochinha”, assim como Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales Andrade deram os primeiros passos na criação da literatura infantil no Brasil. Contudo, Monteiro Lobato, que estreou na literatura infantil em 1921, com Narizinho Arrebitado, foi e continua sendo um dos mais importantes escritores da literatura direcionada às crianças.

Diz um velho ditado que “é de pequenino que se torce o pepino”, portanto, os pais que quiserem que seus filhos transformem-se em bons leitores no futuro, terão que começar a incentivá-los ainda bebês, lendo pequenas histórias para eles, onde predominem as gravuras, pois é quando começam a descobrir o mundo em volta assim como a relação com as pessoas. E, a partir do momento em que a criança aprende a ler, devem incentivá-la na busca pela leitura, a fim de que o hábito tome forma. Mas, antes de tudo, é preciso que os pais sejam também bons leitores, pois o exemplo pesa muito.

O universo de obras destinadas ao público infantil é cada vez maior, havendo títulos para todos os gostos. Além das bibliotecas públicas, as livrarias vêm criando espaços para os leitores, e destinando um espaço especial para as crianças, onde elas não apenas podem ler como trocar informações com outros coleguinhas acerca dos mais variados temas. É uma festa vê-las em meio a montes de livros infantis, cada vez mais atraentes e coloridos. Haja ouvidos para aguentar a feliz algazarra.

Existe um problema que vem contribuindo para que muitas crianças brasileiras passem a não gostar de leitura: a imposição de livros pela escola, livros esses que na maioria das vezes não correspondem à idade cronológica do aluno, ou seja, não se encaixam dentro de sua capacidade mental de compreensão. Isso é terrível, pois, ao não compreender um livro, esse se torna aborrecido e fatigante, como se sua leitura fosse um castigo para a criança, que passa a detestar todos os demais, antes mesmo de ter acesso a eles. Não sei bem que critérios as escolas seguem na escolha dos livros que seus alunos leem para provas e trabalhos. Além do mais, a leitura de livros não deveria valer nota, tampouco ser cobrada em provas. Se o professor promovesse um debate com a turma sobre o livro, enriquecendo sua temática, o resultado seria bem mais agradável e satisfatório.  Portanto, sou a favor de que tais procedimentos sejam revistos, se quisermos formar bons leitores, pois, não adianta querer amadurecer a criança à força. O tiro acaba saindo pela culatra. Ler deve ser primeiramente um prazer, pois, o resto vem por acréscimo.

A tarefa de escolher livros fica mais difícil à medida que a criança vai se aproximando do término da fase infantil, que vai do nascimento aos 11 anos, quando seus horizontes vão se ampliando e as histórias precisam ser mais elaboradas. Muitos pais ficam sem saber o que escolher, ou mesmo quem quer presentear uma criança maior, que já exige um pouco mais de complexidade na leitura. E foi pensando nisso que resolvi trazer uma lista de bons livros da ficção infantil, com experiências fantásticas e criativas, onde se misturam a literatura moderna e a tradicional. A listagem contempla a fase infantil, ou seja, até os 11 anos, embora essa classificação dependa muito da criança, pois, alguns livros listados exigem que ela já tenha formado um bom hábito de leitura. Aos livros:

  1. A Arca de Noé – Vinícius de Moraes
  2. A Árvore Generosa – Silverstein
  3. A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga
  4. A Branca de Neve – Irmãos Grimm
  5. A Bruxa Salomé – Audrey Wood
  6. A Bruxinha Atrapalhada – Eva Furnari
  7. A Bússola de Ouro – Philip Pulman
  8. A Casa Sonolenta – Audrey Wood
  9. A Comédia Humana – William Saroyan
  10. A Cor da Magia – Terry Pratchett
  11. A Espada na Pedra – T. H. White
  12. A Fada Que Tinha Ideias – Fernanda Lopes de Ameida
  13. A Família do Marcelo – Ruth Rocha
  14. A Fantástica Fábrica de Chocolate – Roald Dahl
  15. A Guerra dos Botões – Louis Pergaud
  16. A História do Dr. Dolittle – Hugh Lofting
  17. A História do Leão Que Não Sabia Escrever – Martin Baltscheit
  18. A História do Pedro Coelho – Beatrix Potter
  19. A História sem Fim – Michael Ende
  20. A Ilha do Tesouro – Robert Louis Stevenson
  21. A Lua Dentro do Coco – Sérgio Capparelli
  22. A Moça Tecelã – Marina Colasanti
  23. A Operação do Tio Onofre – Tatiana Belinky
  24. A Pedra Encantada de Brisingamen – Alan Garner
  25. A Sociedade do Anel – J. R. R. Tolkien
  26. A Teia de Charlotte – E. B. White
  27. A Terra dos Meninos Pelados – Graciliano Ramos
  28. A Turma da Mônica – Maurício de Souza
  29. A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda – Sylvia orthof
  30. A Vaca Proibida – Edy Lima
  31. A Vida Íntima de Laura – Clarice Lispector
  32. Adivinha Quanto Eu Te Amo – Sam McBratney
  33. Armazém do Folclore – Ricardo Azevedo
  34. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll
  35. Beleza Negra – Anna Sewell
  36. Bisa Bia, Bisa Bel – Ana Maria Machado
  37. Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa – Arden Druce
  38. Cena de Rua – Angela Lago
  39. Chapeuzinho Amarelo – Chico Buarque
  40. Cinco Crianças e um Segredo – E. Nesbit
  41. Contos de Fadas – Charles Perrault
  42. Contos de Fadas – Hans Christian Andersen
  43. Contos Tradicionais do Brasil – Luís da Câmara Cascudo
  44. Diário de um Banana – Jeff Kinney
  45. Emil e os Detetives – Erich Kastner
  46. Fábulas de Esopo
  47. Heidi – Johanna Spyri
  48. História das Crianças e do Lar – Irmãos Grimm
  49. Histórias Assim – Rudyard Kipling
  50. Indez – Bartolomeu Campos de Queirós
  51.  Jardins – Roseana Murray
  52. Lúcia, Já-Vou-Indo – Maria Heloísa Penteado
  53. Mafalda – Quino
  54. Marcelo, Marmelo, Martelo – Ruth Rocha
  55. Mary Poppins – P. L. Travers
  56. Menina das Estrelas – Ziraldo
  57. Moby Dick – Herman Melville
  58. Mulherzinhas – Louisa May Alcott
  59. Naruto – Masahi Kishimoto e Shonen Jump
  60. O Estranho Caso do Cachorro Morto – Mark Haddon
  61. O Fantástico Mistério da Feiurinha – Pedro Bandeira
  62. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Jorge Amado
  63. O Gênio do Crime – João Carlos Marinho
  64. O Golem – Isaac Bashevis Singer
  65. O Homem que Amava Caixas – Stephen Michael King
  66. O Jardim da Meia-Noite – Philippa Pearce
  67. O Jardim Secreto – Frances Hodgson Brunett
  68. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C. S. Lewis
  69. O Maravilhoso Mágico de Oz – L. Frank Baum
  70. O Menino Mágico – Rachel de Queiroz
  71. O Menino Maluquinho – Ziraldo
  72. O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint- Exupéry
  73. O Príncipe Feliz e outros Contos – Oscar Wilde
  74. O Rei do Rio de Ouro – John Russel
  75.  O Sofá Estampado – Lygia Bojunga
  76. O Ursinho Puff – A. A. Milne
  77. O Vento nos Salgueiros – Kenneth Grahame
  78. O Vovô Fugiu de Casa – Sérgio Caparrelli
  79. Ode a uma Estrela – Pablo Neruda
  80. Oh! – Josse Goffin
  81. Onde Vivem os Monstros – Maurice Sendak
  82. Os desastres de Sophie – Condessa de Ségur
  83. Os Meninos da Rua Paulo – Ferenc Molnár
  84. Ou Isto ou Aquilo – Cecília Meireles
  85. Peter Pan – J. M. Barrie
  86. Pinóquio – Carlo Collodi ou Carlo Lorenzini
  87. Pippi Meia Longa – Astrid Lindgren
  88. Pluft, o Fantasminha – Maria Clara Machado
  89. Por que o Elvis não Latiu? – Roberto Frizero
  90. Rebeca do Vale do Sol – Kate Douglas Wiggin
  91. Reinações de Narizinho – Monteiro Lobato
  92. Sábado na Livraria – Sylvie Neeman
  93. Sem Cabeça nem Pé – Edward Lear
  94. Sem Família – Hector Malot
  95.  Série Bruxinha – Eva Furnari
  96. Tonzeca, O Calhambeque – Camilla Cerqueira Cesar
  97. Um Amor de Botão – Pauline Carlioz
  98. Uma Dobra no Tempo – Madeleine L`Engle
  99. Uma Ideia Toda Azul – Marina Colasanti
  100. Xisto no Espaço – Lúcia Machado de Almeida

Fontes de pesquisa:
501 Livros
1001 Livros
http://literaturainfantilportaldoprofessor.wordpress.com/

Nota: Imagem copiada de lendoviajo.blogspot.com

Views: 56