OS GUARDA-CHUVAS (Aula nº 84 D)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

Talvez Renoir seja o único grande pintor que nunca fez um quadro triste. (Mirbeau)

A composição Os Guarda-chuvas é uma obra do chamado período “áspero” de Renoir, quando ele se encontrava na travessia do estilo Impressionista para um novo, mas ainda cheio de dúvidas, de modo que é possível encontrar elementos do Impressionismo presentes no quadro, inclusive o corte de figuras nas margens da tela.

A obra mostra o vai e vem de pessoas, debaixo de seus guarda-chuvas, num dia chuvoso na cidade, onde predominam os tons azuis, cinzentos e castanhos. O pintor iluminou-os com cores brilhantes. Ao contrário de suas obras impressionistas, Renoir trabalha as formas com precisão, como podemos ver no aro que a criança segura, nos guarda-chuvas e na chapeleira que a costureirinha segura no braço.

Os guarda-chuvas encontram-se nas mais variadas posições e direções, o que confere ao quadro uma grande variação de formas. Destacam-se como personagens principais da composição: as duas crianças com seus chapéus pomposos e a costureira carregando uma chapeleira. Apesar do dia acinzentado, as figuras parecem alegres, uma característica constante na obra do pintor.

Há uma certa dicotomia na composição da tela. Na parte direita uma senhora burguesa, elegantemente vestida, volta o olhar para suas duas crianças, cuja pintura lembra o estilo impressionista. Por sua vez, a bela costureira com a chapeleira, à esquerda da tela, possui traços nítidos, com sua silhueta bem delineada. Além disso, o azul aplicado na parte direita da tela é cobalto, enquanto o da esquerda trata-se de azul-marinho. O que demonstra que o quadro foi trabalhado em períodos diferentes.

Renoir coloca justapostas no primeiro plano duas figuras femininas de classes diferentes: uma burguesa e uma operária. A costureira não usa chapéu e, apesar de sua condição humilde, tem o porte altivo de uma grande dama, indiferente aos galanteios do homem a seu lado que lhe oferece guarida debaixo de seu guarda-chuva. Os olhos da jovem dirigem-se para o observador.

Atrás da personagem burguesa uma mulher olha para o céu e abre o seu guarda-chuva, sinalizando que começara a chover. A criança que carrega o aro usa um aparatoso chapéu e um esmerado casaco. Renoir era conhecido pela destreza em retratar crianças. A pequenina parece olhar diretamente para o observador. Em meio à aglomeração uma figura levanta mais alto o seu guarda-chuva, tentando abrir caminho sem bater nos outros. Pela posição dos guarda-chuvas é possível notar que as pessoas caminham em diferentes direções.

A falta de chuviscos e a calma das figuras não conferem realidade à composição no que diz respeito ao momento da queda da chuva. Apesar de aglomeradas, as pessoas parecem ignorar umas às outras.

Ficha técnica
Ano: 1881-1886
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 180 x 115 cm
Localização: The National Gallery, Londres, Grã Bretanha

Fontes de pesquisa:
Renoir/ Folha Coleções
Renoir/ Abril Coleções

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QUEM MUITO ABAIXA A BUNDA APARECE

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Autoria de Lu Dias Carvalho bunda

Este é um ditado muito comum, conhecido em todo o Brasil, apresentando pequenas variações, tais como: “quem muito abaixa o cu aparece” ou ainda “quem muito abaixa mostra a bunda”.

O ditado em questão originou-se da expressão “quem muito se abaixa, oculto padece”, mas como a língua tem essa capacidade fantástica de modificar-se através dos tempos, pois ela é viva, moldando-se ao sabor dos ventos e das culturas,  o “oculto padece” cedeu lugar à “bunda aparece” que possui um som semelhante. Talvez seja porque nos dias de hoje essa parte carnosa de nossa anatomia anda em alta, abundando e desbundando sem nenhum acanhamento, podendo se abaixar à vontade.

E por falar em abaixar-se, estupefata fiquei eu, ao saber que certas garotas abrem mão de determinada peça interna do vestuário feminino, responsável por cobrir e proteger os “países baixos”, quando estão nos bailes funks, apesar do sobe e desce dos requebros e dos micros vestidos. É o fim do mundo! – diria minha avó Otília, se viva estivesse, mas cada um é  cada um.

Voltando ao dito popular “quem muito se abaixa a bunda aparece”, tão comum no Brasil, trata-se de uma alusão às pessoas que se tornam servis em demasia, abrem mão de qualquer pensamento crítico, para agradar outrem, sem nunca expor as suas próprias convicções, seus pontos de vista. O resultado desse rebaixamento moral é que elas acabam perdendo o respeito dos outros por si próprias,  sujeitando-se a abusos de todo tipo, pois quem não se respeita jamais será respeitado, onde quer que se encontre. Portanto, não se abaixe ao ponto de deixar a bunda aparecer. Respeite-se!

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ROSA E AZUL (Aula nº 84 C)

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Autoria de Lu Dias Carvalho

                                     

Decênios depois, a menor das modelos, então Lady por ter casado com o general Townsend of Kut, relembraria que o tédio das sessões era compensado pelo prazer de vestir o elegante vestido de renda. (Ettore Camesasca)

Parti imediatamente após terminar o retrato das meninas Cahen, tão cansado que nem lhe sei dizer se a pintura é boa ou ruim. (Renoir)

A obra Rosa e Azul, nome popularmente conhecido da composição em razão das cores das vestimentas das meninas, é também conhecida como As Meninas Cahen d`Anvers. Trata-se de um dos retratos mais conhecidos de Renoir que era exímio em retratar crianças. É também um dos quadros mais visitados no Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra desde 1952.

Renoir retratou na composição as duas irmãs: Alice — a de cabelos escuros — e Elizabeth — a de cabelos loiros — filhas de um banqueiro judeu. Elas se encontram com a idade de cinco e seis anos, respectivamente. As duas garotinhas são representadas com seus vestidos rendados, embebidos de luz, com longas faixas na cintura. As meias e os laços dos cabelos possuem a mesma cor das faixas: uma rosa e outra azul, cores reforçadas pelo forte tom do tapete e das cortinas.

A irmã mais velha segura na mão da mais nova, como se quisesse protegê-la do cansaço. Os cabelos de Elizabeth, amarrados com um enorme laço, caem-lhe pelas costas e na frente, quase tocando-lhe a cintura, enquanto os de Alice, também amarrados com um laço, estão jogados para trás. As perninhas abertas da menor — de modo a sustentar o corpo com mais facilidade — denotam o seu cansaço, enquanto descansa a mão na sua faixa rosa. Seus olhos chorosos fitam o observador, como se estivesse a pedir uma pausa para um descanso.

Conforme relatou Renoir, não foi fácil retratar as duas pequenas, sendo necessárias várias e penosas sessões de poses. Elizabeth, a mais velhas, mostra-se vaidosa, segurando delicadamente a renda de seu vestido, mas Alice, a menorzinha, parece cansada, trazendo o rostinho fechado, querendo chorar.

Ao que parece, a família Cahen não ficou satisfeita com o resultado da composição, pois além de ter demorado um ano para pagar o pintor, ainda colocou o quadro na ala dos empregados da casa, o que denotou o seu desprezo pela pintura das filhas, embora Renoir já tivesse pintado outros quadros dessa mesma família.

A obra foi descoberta em 1900 — aparentemente abandonada — e depois disso fez uma longa caminhada até chegar ao Brasil. Foi adquirida em um leilão em Nova York em 1952 pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP), com recursos doados por Assis Chateaubriand, fundador do Museu. O quadrinista Maurício de Sousa também criou as suas fofas menininhas, alusivas à composição, com os personagens Magali e Mônica de Rosa e Azul.

Ficha técnica:
Ano: 1881
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 119 x 74 cm
Localização: Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil

Fontes de pesquisa:
Renoir/ Folha Coleções
Renoir/ Abril Coleções

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OS PROVÉRBIOS E AS CULTURAS

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Autoria de Lu Dias Carvalho

provarab

Quase todos os mesmos provérbios ou semelhantes, ainda que com palavras diferentes, encontram-se em todas as nações; e a razão é que os provérbios nascem da experiência, ou seja, da observação das coisas, as quais são as mesmas ou semelhantes em todos os lugares. (Francesco Guicciardini)

Todas as máximas têm máximas opostas. Os provérbios deveriam andar aos pares, cada um representando uma faceta da vida. (W. Matthews)

Parece-me, Sancho, que não há ditado que não seja verdadeiro, porque todos são observações retiradas da própria experiência, a Mãe de todas as Ciências. (Cervantes)

A sabedoria popular está presente em todas as línguas, sendo expressa através de várias maneiras: provérbios, adágios, sentenças, aforismos, parêmias, apotegmas, anexins, rifões, ditos e ditados populares. É interessante notar como os provérbios foram difundidos através dos tempos: na forma oral, na forma escrita, no espaço local, no espaço nacional e no espaço internacional.

O provérbio apareceu bem antes da história da escrita, sendo transmitido, ao longo dos séculos, através das tradições orais dos mais diferentes povos. A sua existência é tão remota que exemplos de sua existência datam de 2600-2550 a.C. O romancista, dramaturgo e poeta espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) dizia que os provérbios são frases curtas extraídas da longa experiência. Certo dito holandês de que os provérbios são os filhos da experiência cotidiana corrobora com Cervantes. O idioma ioruba dá ainda uma abrangência maior ao adágio ao exprimir que os provérbios são os cavalos da fala. Portanto, não causa surpresa o fato de estarem presentes em todas as culturas.

Segundo pesquisas, o humanista Erasmo de Rotterdam foi um dos mais conhecidos colecionadores de provérbios. E ele, por sua vez, diz que Aristóteles foi o primeiro a  entregar-se a tal tarefa. O filósofo levava sempre um caderno consigo, no qual recolhia os ditos populares. Já mais próximos de nós, Shakespeare e Cervantes também tinham grande admiração pelos provérbios, como mostram suas obras.

Os provérbios expressam, com poucas palavras, conhecimentos adquiridos pela sabedoria popular ao longo dos tempos, através da observação. Eles devem ser analisados sempre dentro de um contexto, para que sejam mais bem compreendidos, pois possuem um uso instantâneo em ocasiões propícias. Trazem em si diversas funções: solucionar um mal-entendido; dar conselhos; ensinar regras para se viver; pôr um ponto final numa discussão; usar de ironia; dar prosseguimento a um diálogo; ou dizer uma verdade que o emissor não quer dizer diretamente ao receptor, mas deseja levá-lo à reflexão.

Num provérbio pode estar embutido:

  • um conselho: Em vez de dar o peixe, ensine a pescar;
  • um aviso ou previsão: Quem não ouve conselho, ouve coitado;
  • uma observação: Em boca fechada, não entra mosca;
  • uma afirmação abstrata: A união faz a força;
  • uma experiência concreta: Quem planta e cria, tem alegria.

Nos tempos atuais não resta dúvida de que a importância dos provérbios foi reduzida nas culturas onde predomina a escrita, mas eles ainda persistem com força. Estão na Bíblia, no Corão, no Talmude, nos Vedas, nos textos poéticos, políticos ou religiosos. Nas culturas orais os provérbios encontram-se nas citações dos chefes e anciãos que citam seus ancestrais como seus representantes. Eles sempre se iniciam com as palavras: “Como diziam nossos antecipados…”. Essas pessoas são respeitadas e admiradas pelo vasto conhecimento de provérbios que detêm, sabendo utilizá-los no momento necessário.

É fantástica a capacidade que os provérbios populares possuem ao condensar numa pequena frase uma grande dose de sabedoria popular. A universalidade das mensagens que muitos desses provérbios encerram é outra característica interessante. É possível encontrá-los, com o mesmo sentido, nas mais diferentes culturas e línguas, o que torna muito difícil conhecer a origem de cada um deles. Os provérbios demonstram o quanto as culturas em todo o mundo possuem em comum, embora exista a ideia de que são as diferenças que as concebem.

É fato que os provérbios também contradizem entre si, pois, assim como a vida é cheia de contradições, eles não poderiam omitir a dualidade. O emissor faz uso desse ou daquele provérbio de acordo com o contexto em que se encontra inserido num determinado momento. São as circunstâncias as responsáveis pela escolha do provérbio, de modo que cada um puxa brasa para a sua sardinha. A exemplo de: “Deus ajuda quem cedo madruga” / “Mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga”.

Fontes de pesquisa:
Provérbios e Ditos Populares/ Pe. Paschoal Rangel
A Sabedoria Condensada dos Provérbios/ Nelson Carlos
Nunca se Case com uma Mulher de Pés Grandes/ Mineke Schipper

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O BOM E O RUIM DA VARIANTE ÔMICRON

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Autoria de Leandro Demori*

Sim, estamos na 3º onda!

A variante ômicron dominou o mundo e isso é uma péssima e uma ótima notícia. Eu não sou infectologista, mas fiquem tranquilos, as informações abaixo foram tiradas de dois excelentes podcasts que ouvi na madrugada de ontem: o da revista Slate e o do jornal The New York Times (ambos em inglês). Abaixo, de modo bastante objetivo, está tudo o que eles trouxeram sobre a nova mutação da covid-19 (com referências extra).

A variante ômicron já dominou o planeta, sendo que no Brasil o vírus vem se espalhando rapidamente. Por aqui, 6 em cada 10 infectados pegaram essa variante. O restante foi contaminado pela variante delta, a bambambã até poucas semanas atrás.

Estamos vivendo uma terceira onda no Brasil e talvez ela seja a pior de todas em número de contaminados. Essa onda ainda não aparece na imprensa, porque o Ministério da Saúde resolveu sofrer um ataque hacker que causou um apagão de dados. Mesmo assim, a média móvel aumentou 639%

Essa terceira onda chega em um momento em que nosso psicológico já foi para o espaço – estávamos contando com o fim aparente da fase aguda da pandemia para reatar os laços sociais e a vida lá fora. Portanto, essa é a péssima notícia. A vida normal vai ter que esperar.

Os sintomas da ômicron aparecem, em geral, no terceiro dia de contaminação. Os da delta apareciam no quinto dia. A nova variante, a princípio, também desaparece mais cedo.

A ômicron pode ser um dos vírus de mais rápida propagação da história. Uma fonte ouvida pelo El País fez um cálculo comparando a nova variante com o vírus do sarampo, um dos mais contagiosos do planeta. A conclusão: num cenário de ausência de vacinação, um caso de sarampo daria origem a outros 15 casos em apenas 12 dias. Já um caso de ômicron daria origem a 216 casos no mesmo período. Mas isso pode ser bom…

A variante ômicron é menos agressiva que a delta, seus efeitos são mais brandos e, sobretudo, ela tende e não atacar com violência os pulmões, concentrando-se muito mais no nariz. A possibilidade de parar em uma UTI e ser entubado cai muito, assim como a de morrer pela doença.

E o melhor de tudo: a ômicron parece proteger contra a delta, o que significa que a nova variante vai engolir a antiga e virar o vírus dominante no mundo. Muitos cientistas têm esperança de que o fim da pandemia aconteça por isso e com + vacinação.

Por fim, as vacinas estão segurando a onda. Com duas doses da Pfizer, a chance de você parar em um hospital é reduzida entre 60% e 70%. Com três doses é partir para o abraço (mas com o uso da máscara!). Cuidem-se!

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*Editor-Executivo do Jornal “The Intercept Brasil”

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O ALMOÇO DOS REMADORES (Aula nº 84 B)

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Autoria de Lu Dias Carvalho 

Estou em Chatou. Comecei a pintar um quadro de remadores que me tentava havia muito tempo. De vez em quando é preciso buscar coisas que estejam acima das próprias forças. (Renoir)

Tenho conhecido pintores que não fizeram nada de útil, porque se dedicaram a seduzir as mulheres em vez de pintá-las. (Renoir)

Renoir foi um dos principais integrantes do Impressionismo, sendo sua composição O Almoço dos Remadores a sua última grande obra no estilo, antes de buscar novos caminhos na pintura, como veremos mais adiante. Na composição o pintor retrata um almoço num dia de feriado, no terraço do restaurante francês La Fournaise, nas margens do rio Sena em Chatou, num dia quente de verão. A maioria dos modelos ali presentes são seus amigos e clientes habituais do lugar, todos muito jovens. Este quadro tornou-se uma das mais importantes criações do movimento impressionista.

Embora haja quatorze figuras na cena, são os dois barqueiros o eixo central da composição, não só pela robustez de seus corpos musculosos, como pelo tipo de roupa que usam, contrastando com os demais. Eles, ao contrário dos outros, usam camisetas brancas, deixando braços e pescoço nus. À época a moral burguesa exigia que todo o corpo estivesse coberto, sendo que os braços nus dos atletas poderiam trazer constrangimento às mulheres, o que não parece ocorrer com as da composição.

Todas as cinco garotas presentes na mesa usam chapéus, pois esses eram à época o símbolo da respeitabilidade e de status social. As mais pobres têm os chapéus adornados de flores e fitas, decorados por elas mesmas. Ao fundo uma mulher, ricamente vestida com seu casaco de pele e usando luvas, tapa os ouvidos para não escutar os elogios dos dois fãs ao seu lado.

O terraço está fechado por uma balaustrada. Finas estruturas de metal suportam o toldo de listras vermelhas que o cobre. Uma garota apoia-se despreocupadamente na balaustrada, enquanto ouve atentamente o personagem à sua frente. No parapeito também se encosta um dos barqueiros, numa atitude de ausência, parecendo mirar ao longe. Alguns personagens estão assentados ao redor de duas mesas, enquanto outros encontram-se ao fundo, no lado esquerdo da composição. Uma moça (futura esposa de Renoir) tem um cãozinho nos braços que traz suas patinhas traseiras sobre a mesa.

Ao fundo, entre as ramagens e na parte superior esquerda da composição, algumas embarcações podem ser vislumbradas, deslizando sobre as águas do rio Sena. Observando os objetos nas mesas, é possível concluir que o almoço está chegando ao fim, ou seja, os remadores e seus amigos acabam de comer.

Renoir mostra aqui sua perícia em pintar naturezas-mortas, ao representar os restos da refeição. Sobre a toalha branca da mesa em primeiro plano encontram-se um guardanapo amassado, uma fruteira, um pequeno barril de conhaque, garrafas de vinho semi-cheias e diversos tipos de copos: os grandes para o vinho tinto, os altos para o café, os pequenos para conhaques e licores.

Ficha técnica
Ano: 1880-1881
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 130 x 173 cm
Localização: The Phillips Collection, Washington, EUA

Fontes de pesquisa
Renoir/ Coleção Folhas
Renoir/ Coleção Girassol
Renoir/ Abril Coleções
Los Secretos de las Obras de Arte/ Editora Taschen

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