CORTANDO O NÓ GÓRDIO

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

midas.1png

Alguém disse, certa vez, que viver é um ato de coragem. Não resta dúvida que sim. Não há uma só semana em que não tenhamos que tentar desatar um nó górdio. Talvez seja este desafio, o que nos empurra na nossa caminhada neste nosso planeta Terra, que se mostra cada vez mais conturbado, com uma humanidade tão mesquinha. E, na impossibilidade de desatar o nó górdio das maldades humanas, muitas vezes é preciso cortá-lo nas estranhas, pois não há tempo a perder, senão o caos instala-se. O inimigo nunca dorme no ponto, mas um dia quebra a cara.

A expressão “nó górdio” tem sua origem na mitologia. Conta o mito que na Frígia (Ásia Menor), após a morte de seu rei, o povo foi consultar o Oráculo sobre qual seria o próximo soberano. E esse vaticinou que o futuro monarca entraria na cidade conduzindo um carro de bois. Assim, quando o humilde camponês de nome Górdio, adentrou na cidade, trazendo na sua carroça, mulher e filho, foi logo aclamado como rei pelo povo, que ainda comentava sobre a decisão do Oráculo.

Górdio, em agradecimento pela sua repentina mudança de vida, e também para não se esquecer de que deveria continuar humilde, ofereceu sua carroça à maior de todas as divindades – Zeus, o pai dos deuses. Ela foi amarrada a uma coluna do templo, com um nó tão bem feito e complexo, que se tornou impossível desatá-lo. O soberano reinou por muitos anos, sendo imbuído de grande sabedoria. Após sua morte, seu filho Midas (aquele mesmo que queria que tudo virasse ouro) ocupou seu lugar, fazendo crescer o império deixado pelo pai. Mas ao morrer, não deixou nenhum herdeiro. E de novo o trono viu-se sem um rei.

O povo recorreu novamente ao Oráculo. E esse vaticinou que quem conseguisse desatar o nó de Górdio, seria o novo rei da Ásia Menor. Todas as tentativas foram infrutíferas, pois aquela tarefa era impossível para um humano. Muitos e muitos anos passaram-se, até que foi ter à Frígia o conquistador Alexandre Magno. Ao tomar conhecimento do vaticínio do Oráculo, tentou desesperadamente desatar o nó, em vão. Mas como a espada pode tudo, na sua impaciência e exaltação, o conquistador cortou-o, vindo depois a dominar toda a Ásia. Como os poderosos contam suas verdades a bel prazer, espalhou-se o boato de que Alexandre Magno desatara o nó de Górdio, quando na verdade, cortara-o.

Nota: não foi encontrada a autoria da pintura que ilustra o texto.

2 comentários sobre “CORTANDO O NÓ GÓRDIO

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cibele

      Quero agradecer a sua visita e o seu comentário tão generoso. Será um grande prazer contar com a sua presença.

      Abraços,

      Lu

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *