CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

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Autoria de LuDiasBH

carn.12

Nós, as vítimas dos descontroles mentais, vemo-nos muitas vezes à deriva, num mar de antidepressivos, sem saber qual rumo tomar, ou melhor, que rotas darão à nossa vida os médicos, em especial os psiquiatras, em razão de consultas relâmpagos, na maioria das vezes, nas quais mal damos conta de abrir a boca. E, se pouco ou nada indagam de nós ou de quem nos acompanha, aí a vaca vai para o brejo, e melhor seria ter buscado um curandeiro, jogador de búzios ou ledor de sorte.

Normalmente, quando buscamos um psiquiatra, já chegamos ao seu consultório com a serotonina lá embaixo e, consequentemente, com o estado de humor no fundo do poço. Não somos capazes de prestar muita atenção no que o especialista diz-nos, e muito menos somos capazes de dizer aquilo que ele deixou de nos perguntar. Se já nos encontramos tão fragilizados, faz-se necessário que o profissional retire de nós o maior número de informações possível, como se fora um dedicado detetive. Este é o seu papel. Esta é a sua função. Deixar o paciente à deriva é de uma judiação imensurável.

O artigo de hoje tem justamente a finalidade de alertar o leitor, vítima de doença mental, ou o acompanhante desse, no sentido de ter mais cuidado durante a consulta psiquiátrica, principalmente quando se tem contato com o profissional pela primeira vez, com relação às informações repassadas, e também com as explicações pedidas, pois um esclarecimento que deixa de ser dado, ou compreendido, pode trazer sérios problemas, sendo um deles a síndrome serotoninérgica.

Saiba, caro leitor, que a síndrome serotoninérgica é um problema sério que vem se repetindo com bastante frequência, cujos principais sintomas são os distúrbios neuromusculares, mudança do estado mental e hiperatividade autonômica, sendo que os casos mais sérios são os derivados da combinação de duas ou mais substâncias medicamentosas. No caso dos antidepressivos, faz-se necessário um tempo entre o antigo remédio tomado e o novo. Esse tempo deve ser recomendado pelo especialista consultado, levando em conta a interação medicamentosa. E, se ele se esqueceu de mencionar, pergunte-lhe. Não leve dúvidas para casa.

O namorado de uma amiga, após tomar cloridrato de fluoxetina (forma genérica do Prozac), indicado por um cardiologista, durante um período de 50 dias, sem nenhuma pausa foi instado a tomar oxalato de escitalopram (forma genérica do Lexapro), receitado por um psiquiatra. Segundo minha amiga, em nenhum momento o psiquiatra alertou o paciente sobre a necessidade de esperar 15 dias para iniciar a nova medicação. Ao contrário, liberou-o para já começar no dia seguinte. O resultado está nos dizeres dela: Infelizmente, nos últimos dias, meu namorado só tem piorado. Está mal humorado, irritado, frio, distante, desesperançoso, sem forças até mesmo para trabalhar.”.

Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso ao leitor:

Pergunta:
Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.

Resposta
Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

Como a nossa vida passou a andar com extrema rapidez, o mesmo esperamos dos remédios. Queremos obter respostas rápidas e eficazes. Mas com os antidepressivos a resposta não é tão veloz assim. Segundo informações médicas, é necessário que tomemos o remédio, pelo menos, durante três semanas, sem falharmos um dia sequer, para que sintamos o seu efeito positivo. E, se ao final de seis semanas, não sentirmos nenhuma modificação benéfica, resta-nos retornar ao psiquiatra para uma reavaliação. Ele nos dirá se os sintomas colaterais que estamos sentindo são normais, ou não; se devemos prosseguir com o medicamento ou passar para um novo. Mas não se esqueça, sempre, de informar ao médico o medicamento que está tomando e de perguntar-lhe por quanto tempo deve esperar para tomar o outro receitado.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

  OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

2.354 comentários sobre “CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Regina Valentina

    Lu

    Meu marido começou a fazer tratamento com antietaniol. Vou ver se consigo explicar: Ele bebeu já muito, mas fica 7 a 8 meses sem beber. Depois bebe uns 3 dias seguidos. E quando para, não fica com síndrome de abstinência, vai ficando muito nervoso, irritado e de mau humor, voltando a beber novamente. Só que este medicamento não pode ser tomado a vida toda para poder segurar a vontade de beber. Pensei em um calmante, ansiolitico ou algo parecido, mas não sei e não conheço. Gostaria de poder ajudá-lo. Por favor, me oriente.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Regina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, um problema não pode ser combatido apenas em suas consequências. É preciso buscar as causas, pois somente assim poderá ser sanado em sua raiz. O antietaniol é um coadjuvante destinado ao tratamento do alcoolismo crônico, mas ele não trata a causa. No caso de seu marido é preciso descobrir o que o leva a beber tanto assim. Que trauma existiu em sua vida que o levou a buscar ajuda no álcool. Trata-se apenas de uma inclinação? É preciso averiguar com mais profundidade, pois fora disso qualquer medicamento agirá apenas como paliativo. Os ansiolíticos teriam as mesmas consequências, ou seja, agiriam apenas como paliativos temporários, até que o organismo se acostumasse com eles. Em nada adiantaria.

      Regina, sugiro-lhe que o leve a um psiquiatra. E esse, depois de medicá-lo, irá pedir-lhe faça terapia, tenho certeza. Não vejo outro caminho. Faça isso o mais rápido possível, quando ele se encontrar sóbrio. Gostaria que continuasse em contato comigo.

      Seu e-mail está incorreto.

      Abraços,

      Lu

  2. Warley

    Lu
    Comecei a tomar escitalopram 10 mg devido à ansiedade, tristeza, etc. Hoje faz 22 dias que comecei e estou me sentindo melhor.
    Acontece que estou tendo dificuldade de ereção e de chegar ao orgasmo! Continuo o tratamento ou paro por aqui?

    Obrigado

    1. LuDiasBH Autor do post

      Warley

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, dentre os quais encontra-se a diminuição da libido. Ao ler os comentários verá que é um problema que acontece muito. Contudo, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal.

      Warley, em hipótese alguma deverá parar o tratamento, pois as crises de ansiedade e depressão, se não tratadas, tendem a tornar-se cada vez mais fortes e mais constantes, como crises de pânico, tendo você que voltar a usar o antidepressivo, quer queira ou não. A melhor saída é conversar com a pessoa de sua parceria amorosa sobre o problema que ora vive. Tenho a certeza de que ela entenderá perfeitamente. Sempre brinco dizendo que não adianta ter ao lado um “garanhão” desequilibrado. Além do mais, o coito não é a única forma de sexo. Temos muitas coisas a aprender com os orientais. Continue me dando notícias suas.

      Seu e-mail está incorreto.

      Abraços,

      Lu

    2. Felipe Augusto

      Lu e leitores

      Acompanho os comentários desse site que me encorajaram a ter paciência para aguardar o efeito do remédio.

      O médico me receitou Exodus, 3 gotas, depois 5, 7 e faz dois dias 10. Não entendi muito bem o porque disso. Faz 23 dias que estou tomando o medicamento junto a um ansiolítico pra dormir.

      Fui algumas vezes parar no ps achando que estava sofrendo ataque do coração, inclusive com a pressão um pouco elevada. Os médicos falavam que era ansiedade. Eles me davam calmante e mandavam pra casa. Da última vez foi uma loucura, muito medo e vários sintomas físicos. Virei refém do meu medo, mas consegui me desprender da ideia de ter um problema grave no coração e de ficar contando as batidas e medindo pressão. Mas iniciei a semana com uma recaída. Mas estou confiante e espero muito não ter problemas cardiacos. Tenho outra consulta com o psiquiatra para falar da melhora. Espero ir melhorando até lá e ter minha vida de volta.

      Tenho 26 anos e sempre fui ansioso, descontando no álcool, que bebia todos os dias. Não sei se isso ajudou a desencadear esta síndrome… No início do tratamento sentia muita tontura, que diminuiu bastante. O que sinto ainda é o medo e às vezes um pouco de sensação de dificuldade pra respirar, o que me limita muito. Enfim, gostei do site, li todos os comentários no início do meu tratamento.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Felipe Augusto

        Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinho, você está com a Síndrome do Pânico. Como já deve ter lido aqui, todas as pessoas, que têm tal transtorno, acham que estão tendo um enfarte, o que as leva a ter um medo incontrolável. É que a crise é tão violenta, que repassa a sensação de que estamos morrendo. Portanto, não se preocupe, pois seu coração não tem problema algum. O objetivo do antidepressivo é dominar tal síndrome, possibilitando-o viver com qualidade.

        Felipe, alguns médicos preferem que o paciente comece tomando uma dosagem pequena, para que o organismo vá acostumando aos poucos com o antidepressivo. É por isso que a sua dosagem veio aumentando. Quanto ao ansiolítico, assim que não precisar dele para dormir, deixe-o de lado, para usá-lo apenas quando for necessário. As recaídas são normais, pois o organismo, a cada dosagem aumentada, acaba ressentindo. E você ainda se encontra na fase inicial. Passe a contar três semanas a partir do último aumento. Mas isso logo passa. Para a eficácia do tratamento seja POP (paciente, otimista e persistente). Em relação ao álcool, imagino que não tenha sido a causa de sua ansiedade, mas, sim, um efeito dela. Ou seja, você o tomava para acalmar-se. O fato é que ele potencializa ainda mais as crises. Mas fique tranquilo, pois tudo isso irá passar. Tenha paciência. Continue em contato com conosco.

        Abraços,

        Lu

    3. Felipe Augusto

      Lu
      Antes de passar no psiquiatra, sofri por quase dois meses esperando a data da consulta, pois estou fazendo pelo Sus. Nesse tempo fiz tratamento pro estômago, estava com refluxo, tomava 3 medicamentos, o que poderia até ser devido ao meu problema da síndrome. Em relação ao estômago já estou melhor, ainda sofrendo com o funcionamento dele que está longe de ser o que era.

      Com tantos problemas físicos, cheguei a acreditar que estava morrendo, e o pior de tudo era a sensação de tontura, dores no peito. Cheguei a pedir um eletrocardiograma pro clínico geral analisar, mas ele me disse que estava bem. Estava aflito, lendo páginas e mais páginas no Google, tentando achar explicação para tudo… O pior é que minha vida parecia “normal”, sendo difícil de aceitar essas coisas. Fugi de frequentar lugares lotados, pois em algumas tentativas, até em supermercados, me senti mal. Não sei quando terei coragem de ir à 25 de março, por exemplo, novamente. Será que tantos problemas assim podem ser justificados por transtornos mentais?
      Via meu pai tomando antidepressivo quando eu era pequeno nunca imaginei que entraria nesta. Hoje converso com ele a respeito de remédios, e sobre a contradição da vida. Difícil também lidar com amigos namorada que não entendem o que é ser refém de si próprio.

      Obrigado!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Felipe

        O seu problema estomacal deve estar ligado, sim, ao transtorno mental, pois nosso sistema digestivo é um dos mais afetados com tais distúrbios. Assim que o antidepressivo estiver agindo eficientemente, ele tenderá a desaparecer. Procure ficar o mais tranquilo possível. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a melhorar mais rapidamente.

        Amiguinho, o mundo de hoje, extremamente competivo, consumista é egoísta, é um campo fértil para muitos dos transtornos mentais. A cada dia mais e mais pessoas enchem os consultórios psiquiátricos. Resta-nos aceitar nossas limitações, buscar tratamento e seguir em frente da melhor forma possível. Os antidepressivos contribuem imensamente para a nossa qualidade de vida. Benditos sejam eles.

        Não era preciso que sofresse tanto, em busca por respostas no Google, quando poderia vir fazer parte de nossa família. Custou muito a encontrar-nos? Todo dia, centanas de pessoas acessam nosso site, em busca de resposta e ajuda emocional. Digo-lhe isso para saber que não se encontra só.

        A fuga de lugares lotados deve-se à Síndrome do Pânico. A maioria de nós já passou por tudo isso. Lembro-me de fugir até de cinemas. A nossa casa passa a ser nosso porto seguro. Mas o antidepressivo irá deixá-lo como antes. Poderá ir, não apenas à 25 de Março, mas até à China… risos. Quanto à namorada e amigos, abra-se com eles. Conte-lhes o que está lhe acontecendo. Se não acreditarem que as pessoas podem passar por situações assim, peça-lhes para visitar este espaço. Não tente esconder deles seu problema, pois isso o tornará ainda mais ansioso e inseguro.

        Abraços,

        Lu

  3. Clayson

    Olá, Lu!

    Na semana passada eu levei um susto: Tive a certeza que estava infartando! Eu pensava só em melhorar, mas quanto mais tentava, pior ficava. Aguentei uma noite inteira só de cochilos. Acordei e fiquei oscilando entre bem-estar e uns calafrios terríveis. Anoiteceu e minha respiração estava falhando. Procurei os sintomas na internet é constatei: infarto! Marquei psiquiatra pelo SUS, só que a triagem foi marcada para o dia 25 do mês que vem. Consegui ir em um clinico, que me passou apenas Rivotril à noite. Achei muito forte e consegui que outro médico me indicasse Alprazolam (não sei porqye achei que seria melhor que Rivotril). Tomei duas noites 1,0 mg de alprazolam, sendo que ia dormir lá para as 22 horas e sempre acordava lá para as 3 horas me sentindo ansioso.

    Decidi pagar um psiquiatra que me passou Exodus 20 mg, 5 gotas de manhã e cinco à tarde, junto com Alprazolam (0,25mg) de tarde e Rohypnol pra dormir. Fiquei apavorado com a bula do remédio pra dormir e nem tomei. Estou tomando há dois diasas gotas de Oxalato de Escitalopram e um comprimido de Alprazolam antes de dormir e até agora foi assim: 5 horas de sono noturno. Acho melhor acordar 4 e pouca do que tomar aquilo.

    No meu segundo dia de antidepressivo, eu posso dizer que já não sinto tanto enjoo, mas ainda estou um pouco inquieto, com ondas de calor, me sentindo um pouco lerdo. Mas hoje consegui me sentir bem e rir, até. Fiquei feliz, pois sempre fui muito risonho e brincalhão. Fora isso, quanto ao Exodus, estou buscando ser POP!

    Beijos e muita força para nós!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Clayson

        Faça quantos comentários quiser. Não há problema algum. Já respondi o anterior.

        Abraços,

        Lu

        1. Amintas

          Lu
          Fui recentemente à psiquiatra que me diagnosticou com TAG e TDAH. Acredito que ela acertou na “mosca”, no meu problema, haja vista que, além da extrema ansiedade que sempre me acompanhou ao longo desses 34 anos, também sempre tive problema em me concentrar, principalmente nos estudos. Por exemplo, enquanto estou tentando estudar, ainda que esteja “focado” no objeto do meu estudo, a minha mente não para e fica pensando numa série de coisas, o que, infelizmente, me impossibilita de concentrar a minha atenção nos estudos.
          Neste sentido, já devidamente diagnosticado, a médica me receitou, 3 (três) opções de medicamentos para tratamento. são eles:
          1- RECONTER 10mg;
          2- ESCILEX 10mg;
          3- ESPRAN 10mg;
          4- DECIPRAX 10mg.

          Diante dessas possibilidades de medicações e do meu quadro de saúde, qual deles devo tomar?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Amintas

          Bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, não precisava passar tanto tempo sofrendo, não é mesmo? O importante é que agora já se encontra em tratamento, o que irá lhe possibilitar uma melhor qualidade de vida. Em relação à lista de remédios, escolha o mais barato, pois todos têm como princípio ativo o oxalato de escitalopram. Estes são nomes fantasias para diferenciar um laboratório do outro. Quando pego minha receita, peço apenas ao médico para escrever “oxalato de escitalopram” e compro o mais barato.

          Abraços,

          Lu

        3. Amintas

          Lu
          Muito obrigado pela explicação! Desta vez comprei o RECONTER. comecei a tomar ontem e, por incrível que pareça, já estou me sentindo mais tranquilo, mais calmo, porém, talvez por estar no começo ainda, meio lento nos reflexos e raciocínio.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Amintas

          Vou lhe enviar, via e-mail, uns links que gostaria que lesse. Muito sucesso no tratamento.

          Abraços,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Clayson

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família!

      Amiguinho, você teve uma crise de pânico, que tem os mesmos sintomas de um ataque cardíaco. Na primeira vez que isso acontece, todos correm para o hospital achando que estão morrendo, pois não sabem o que está lhes acontecendo. A crise é tão sofrida, que a pessoa passa a ter medo do medo que sentiu. Buscar ajuda médica é o passo mais importante, pois, se não tratada, os ataques de pânico tendem a ser cada vez mais fortes e mais próximos. Como já sabe o que lhe aconteceu, caso venha a passar por um até que o antidepressivo entre em ação, deite-se e mantenha-se o mais relaxado possível, sem oferecer nenhuma resistência, apenas desviando sua atenção para outra coisa, aguardando que o mal-estar passe.

      O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados, pois sua eficácia tem sido comprovada em vários tipos de transtornos mentais. Também faço uso de tal substância há mais de cinco anos. Seu médico começou com 20 mg, pergunte-lhe se não poderia começar com 10 mg. Muitas pessoas ficam boas apenas com 10 mg. Mas não diga que fui eu quem mandou perguntar, pois eles não gostam da intromissão de terceiros. Quanto ao alprazolam ou rivotril, eles são indicados apenas para o início do tratamento, quanto a pessoa não está conseguindo conviver com os efeitos adversos. Caso não sinta necessidade, não precisa tomar esse ou aquele (são iguais). Mas assim que começar a melhorar deverá retirar esse tipo de medicamento, que, com o uso prolongada, trará prejuízos à saúde. Para melhorar seu sono, sem fazer uso de tal medicamento, tome um banho morno antes de dormir e um copo de leite tépido, e durante o dia faça uso de chá de camomila, melissa ou ibisco (3 xícaras). Existem também calmantes fitoterápicos.

      Clayson, pressinto que você logo estará bem, pois é uma pessoa muito alegre e otimista. Continue risonho, brincalhão e POP. Venha sempre nos fazer companhia. Encaminhe para este espaço pessoas que conheça e estejam sofrendo com transtornos mentais, pois nosso objetivo é ajudá-las.

      Abraços,

      Lu

      1. Clayson

        Lu, obrigado.

        Tenho receio de perguntar se não posso diminuir para 10 mg… Acho que ele vai me dizer: “se eu passei 20 mg, foi porque eu sabia o que estava fazendo”. Hoje eu estou me sentindo até muito bem, apesar das pernas inquietas. Ou seja: não sei se devo mexer em time que está ganhando, entende? Ele me pediu para voltar nele daqui há dois meses. Achei muito para quem toma Alprazolam todo dia (e teoricamente, o Rohypnol). Quanto ao Exodus, parece que estamos nos resolvendo. Eu ligo para o doutor ou não? Falo que estou com medo do remédio pra dormir? Pergunto se posso ir diminuindo o Alprazolam?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Clayson

          Você mesmo poderá ir manejando o alprazolam. Comece diminuindo a dosagem. Depois passe a tomá-lo somente quando achar extremamente necessário. Não há necessidade de voltar ao médico ou ligar para ele em relação a isso. Esse medicamento é apenas um coadjuvante no tratamento. Muitas pessoas nem mesmo fizeram uso dele, como poderá ler nos comentários.

          Em relação à dosagem de 20 mg, pelo que me relatou, você passou por uma única crise de pânico, não havendo necessidade da prescrição de uma dose tão alta, que diz respeito a casos mais severos. O bom de uma dosagem mais baixa é que, quando o organismo acostuma-se com o medicamento, pode-se aumentar a dosagem, sem precisar mudar para um outro antidepressivo, sem falar, também, que o preço é bem menor. Você também poderá dividir o comprimido em dois e tomar só a metade. Eu tomo 10 mg há mais de cinco anos. Trato de depressão e transtorno do pânico. Na dúvida, poderá também pedir a opinião de um segundo psiquiatra.

          Abraços,

          Lu

    2. Caetano

      Lu

      Eu estava tomando 5 mg de oxalato de escitalopram por 20 dias, e ontem tomei 10 mg, porque o médico pediu para aumentar a dose. Tomo remédio da pressão losartana, e ontem tomei de manhã 50 mg e 10 mg do espram. Como estava com ansiedade no trabalho, tomei 3 mg de bromazepam. Só que fiquei o dia inteiro com a pressão baixa: 10 por 6 e suando frio na testa e nuca. Hoje voltei a tomar de 5 mg do espram e diminuí o remédio da pressão para 25 mg. À noite vou tomar novamente 25 mg. O que você acha que aconteceu comigo e o que me recomendaria?

      1. LuDiasBH Autor do post

        Caetano

        Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se parte da família.

        Amiguinho, muitos médicos dão início ao tratamento com doses pequenas, para que o organismo vá se acostumando aos poucos, mas outros preferem iniciar com uma dose mais elevada. Imagino que tenha repassado para seu médico a listagem dos medicamentos dos quais faz uso. Isso é fundamental em todo o qualquer tratamento. Se não o fez, deverá entrar em contato com ele e falar-lhe sobre isso. Se já o fez, não se preocupe, pois trata-se de efeitos adversos do medicamento. Ainda assim, fale-lhe sobre a queda de pressão que teve. Ele terá que avaliar se foi apenas uma queda passageira ou se ela persistiu por um longo tempo.

        Todo antidepressivo traz efeitos adversos no início do tratamento, dentre eles o suor frio (veja o texto que lhe enviarei). Eles duram cerca de três semanas. Pessoas hipertensas também podem tomar antidepressivos. O uso de um ansiolítico para ajudar a conter a ansiedade, também pode ser feito. Portanto, não há problema algum e não há motivo para voltar a tomar 05 mg do antidepressivo. Se persistir a queda de pressão, volte a falar com seu médico, pois o medicamento para pressão não pode ser mexido sem ordem médica. Acho que o que está lhe acontecendo são os esperados efeitos adversos do antidepressivo. Saiba, porém, que na fase inicial é necessário repassar a seu médico informações sobre o que está sentindo. Vou lhe enviar uns links para ajudá-lo. Sempre que precisar, venha conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

  4. Thiago Régis

    Lu

    Há um ano e meio fiquei desempregado e desde então venho estudando fortemente para concursos com dedicação total. Há uns 6 meses tenho aumento de ansiedade, que está atrapalhando muito meus estudos. A concentração e memória foram para o lago abaixo. Intensifiquei as atividades físicas diárias (corrida e musculação), porém não sinto melhoras. Procurei um clínico geral, e esse me encaminhou para o psiquiatra, que me receitou BRINTELIX 10 mg. Tomei por 40 dias e só piorou minha ansiedade. Retornei ao médico que trocou a medicação pelo RECONTER 15 mg. Estou há 15 dias com essa medicação. Venho sentindo uma leve melhora na ansiedade, porém a concentração e memória não acompanham. Semana que vem retornarei ao psiquitra e gostaria de alguma orientação.

    Grato pela atenção!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thiago

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família!

      Amiguinho, a maioria do povo brasileiro tem vivido uma fase de grande frustração e desesperança. São tempos difíceis, pois nosso país está sendo governado por uma quadrilha de ladrões, totalmente descomprometidos com a ética. E nesta tensão em que o povo brasileiro vive, os transtornos mentais vêm aumentando dia a dia. Os consultórios psiquiátricos estão cheios. Também tenho passado por uma fase de grande desencanto, mas, como faço uso de antidepressivo, venho equilibrando a barra. Você faz bem ao buscar trilhar os caminhos do concurso público, pois não passa um só dia em que trabalhadores não sejam jogados na rua.

      Thiago, ao que me parece, sua ansiedade é decorrente do momento que vive. Quando é assim, há mais facilidade em controlá-la, sobretudo ao mudar certos parâmetros de sua vida. O tratamento com o antidepressivo é necessário, inclusive para evitar transtornos mais sérios como a Síndrome do Pânico, mas ele sozinho não resolve tudo. Você precisa trabalhar sua mente (vou lhe repassar o link).

      Você ainda se encontra no início do tratamento com o oxalato de escitalopram (também faço uso dele) aguardando que os efeitos bons apareçam, o que acontece, normalmente, em torno de três semanas, sendo preciso, portanto, um pouco mais de calma. Quanto às atividades físicas, quando em excesso, elas também trazem prejuízos ao corpo, que necessita de descanso. Segundo um médico que escreve aqui no site, o excesso de exercícios físicos é até mais prejudicial do que a falta. Sugiro que os faça dia sim e dia não. E não faça corrida e musculação no mesmo dia, pois são duas atividades extenuantes.

      Em relação à memória e à concentração, assim que o medicamento trouxer maior equilíbrio ao seu corpo, elas melhorarão. Procure também intercalar outras atividades em meio aos estudos, pois a mente precisa de descanso, também. Nunca estude mais de três horas sem fazer uma pequena pausa de pelo menos meia hora, em que poderá ouvir música, ver parte de um filme, conversar com alguém, ler nosso site (existem outras categorias), etc. Muitos médicos costumam receitar para a memória um fitoterápico de nome Ginko Biloba (é vendido sem receita médica). Eu o tomo diariamente. Dê uma olhada no Google para maiores informações. Procure também evitar álcool, e tome muito líquido (sucos, chás de camomila, melissa, ibisco, etc). O fundamental: viva com mais leveza, cobre menos de si e dos outros. E retorne sempre para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

  5. Bruno

    Lu e amigos

    Estou fazendo 5 meses tomando 10 gotas de oxalato de escitalopram (RECONTER) para ansiedade e fobia social. Graças a Deus não tive sintomas adversos, senti desde o início os efeitos apaziguadores do remédio, até porque eu fiz uma mentalização de que tudo iria melhorar com o medicamento, nem que fosse um efeito placebo. Sinto-me mais sereno e tranquilo, hoje faço coisas que há seis meses atrás me incomodavam muito, como dar um recado em uma sala cheia de gente. Participo de reuniões, frequento cursos, etc. Sou muito grato a meu psiquiatra e ao oxalato de escitalopram, posso dizer que mudou minha vida. Obviamente tenho feito atividades paralelas que reforçam meu estado de espírito, como praticar de atividade física, fazer meditação pela manhã antes de ir trabalhar, ouvir músicas mais relaxantes (troquei até a emissora de rádio), frequentar com mais assiduidade a missa dominical, etc. O somatório dessas pequenas atitudes é que vão dar o efeito de serenidade. Desejo a todos muita paz e confiança no tratamento.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Parabéns pelo seu sucesso. Deus e seu médico realmente fizeram maravilhas, mas você se esqueceu de dizer que os amigos deste cantinho também o ajudaram muito. Não suma. É sempre muito bom obter notícias suas.

      Abraços,

      Lu

  6. Antonio

    Lu
    Tenho TAG e estava fazendo uso de VELIJA 60 mg. Fiquei 7 semanas com ele, e na última passei a usar 30 mg. Acho que a noradrenalina não me deixou dormir. Comecei com EXODU 5 mg, primeira semana, e estou há 12 dias com 10 mg. Contudo, estou mil vezes mais ansioso, às vezes penso em suicídio, ser internado, não durmo há meses. O Rivotril 0,25 está fraco. Será que o VELIJA ainda está agindo? Faz 10 dias que parei.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, não é mesmo fácil o início do tratamento com antidepressivos. A pessoa realmente sente-se pior do que antes, pois seu organismo vê o remédio como um corpo estranho e não o aceita, daí a razão de sentir que sua ansiedade aumentou. Contudo, depois de cerca de três semanas, os efeitos ruins vão passando e os bons surgindo. Nesta fase inicial é preciso muita paciência e força de vontade. Eu sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A maioria passa pelo que você está vivenciando, conforme poderá ler nos comentários. Também é comum os pensamentos ruins, intensificados ainda mais pelo fato d enão dormir.

      Antônio, ainda que os efeitos adversos sejam comuns na fase inicial do tratamento, é muito importante que você repasse a seu médico tudo o que está sentindo, inclusive o fato de não estar dormindo há tanto tempo. Ele terá que aumentar a dosagem do rivotril, que só deve ser tomado quando for realmente necessário. O oxalato de escitalopram pode causar insônia no início do tratamento, mas, depois de um tempo, o corpo volta à sua normalidade. Comunique a alguém próximo a você o fato de estar tendo pensamentos ruins, inclusive relativos ao suicídio, para que a pessoa fique de olho em você até que esta fase passe. Quanto a ser internado, isso seria bom em razão do tempo que está sem dormir. Converse com seu médico sobre essa possibilidade, pois o sono é fundamental para o nosso equilíbrio.

      Saiba, meu querido amigo, que tudo isso irá passar, e você terá uma vida com qualidade, assim que o antidepressivo começar a trazer os bons efeitos. Muitas pessoas já passaram ou estão passando pelo mesmo que você. Mas quando essa turbulência estiver ficado para trás, você verá que valeu a pena ter passado por tudo isso. O antidepressivo existe para trazer-nos qualidade de vida, afastando nossos transtornos mentais. Tenha paciência! Saiba que não se encontra sozinho. Sempre que sentir vontade venha para cá conversar conosco. Veja-nos como parte de sua família. E como está se sentindo hoje?

      Abraços,

      Lu

      1. Antonio

        Lu, gostaria de saber sobre a retirada do VELIJA. Tomava de 60 mg, usei 30 mg por 7 dias, durante 7 semanas. Sabe dizer se há muitos efeitos colaterais? Tomava esse medicamento, mas acho que pra mim não deu certo, pois nunca sentia sono, mesmo tomando zolpidem à noite. Sabe dizer algo sobre o Velija?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Antonio

          O Velija é um antidepressivo que possui indicações e efeitos colaterais similares ao oxalato de escitalopram, mas sua principal substância é diferente. E se seu médico retirou-o, receitando-lhe outro antidepressivo, significa que você não estava dando bem com ele. É muito comum tais trocas no início do tratamento, até que a pessoa acerte com um remédio que lhe faça bem. Nosso organismo, muitas vezes, não aceita uma determinada substância, sendo necessário trocá-la por outra. Não mais se preocupe com o Velija. Logo se adaptará ao novo medicamento. Fique tranquilo.

          Abraços,

          Lu

  7. Rodrigo Apolinario

    Olá, Lu!

    Após três meses tomando escitolapram não senti nenhum efeito e minha médica trocou o remédio pelo bupropiona 150 mg, pela manhã e 10 mg de escitalopran, à tarde, pra não cortar de vez. Fiquei muito chateado pelo primeiro remédio não ter feito efeito, pois sofri muito com os efeitos colaterais e, como moro sozinho, preciso estar disposto pra fazer as tarefas rotineiras.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      O efeito do antidepressivo varia muito de um organismo para outro. Muitos organismo são resistentes a determinadas substâncias, sendo necessária a mudança para outra. E se durante três meses os efeitos positivos não apareceram, o ideal é realmente mudar para outra. Não fique tristinho, pois não adianta nada gastar dinheiro com um medicamento que não esteja agindo de acordo com o esperado. Continue nos dizendo como anda seu tratamento, agora com a bupropiona.

      Abraços,

      Lu

  8. José Sudário

    Lu

    Gostaria de deixar meu depoimento para o pessoal que lhe escreve em dúvida sobre a medicação para tratar depressão e ansiedade. Queria dizer que realmente depois de um tempo tomando o antidepressivo correto a pessoa melhora, os sintomas ruins vão cedendo aos poucos, pois cada organismo tem o seu tempo próprio, variando para mais ou para menos. Tentei vários antidepressivos até achar um com que meu organismo se adaptasse. Tentei durante três anos até achar. Hoje tomo fluoxetina, e, graças a Deus, dentro de três meses apareceram os bons efeitos do remédio, sumiu minha ansiedade e minha depressão que eram muito fortes.

    Quero deixar meu depoimento para mostrar a todos, que estejam passando por esse problema, que acreditem e suportem os efeitos colaterais do início da medicação, porque vocês vão melhorar.

    Obrigado, Lu, e fiquem todos com Deus.

    1. LuDiasBH Autor do post

      José Sudário

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Também já fiz uso do fluoxetina por um longo tempo. Trata-se de um antidepressivo muito eficiente. Só o deixei quando passou a não fazer mais efeito.

      Amiguinho, somos nós quem agradecemos a sua generosidade em vir aqui, trazer informações sobre seu trantamento no intuito de ajudar-nos. O número de pessoas boas como você, que se preocupam com o outro, tem sido uma constante aqui neste espaço, o que me deixa muito feliz. Será sempre um prazer receber sua visita aqui no site. Continue estimulando todos nós.

      Um grande abraço,

      Lu

    2. Érica

      Olá Lu e pessoal,
      minha mãe está tomando o Escitalopram de manhã e o Mirtazapina à noite e está se sentindo ótima. O Escitalopram eu já fazia manipulado e o Mirtazapina eu comprava na farmácia, mas como ele tem manipulado também comecei a mandar fazer e não teve nenhuma diferença. Minha Mãe acha melhor o manipuladodo que o da farmácia, e é muito mais barato. Ela já está em tratamento há 1 ano e 8 meses e melhorou muito. Como o médico me disse que ela irá tomar esses medicamentos por um longo tempo, cerca de uns 3 anos, eu parei de levá-la todo mês ao psiquiatra, consigo a receita na UBS de onde moro, mas penso em levá-la de 6 em 6 meses para ele dar uma avaliada nela.

      Pessoal o tratamento vale muito a pena e a medicação é uma questão de acertar qual se dá melhor com o seu organismo, e não muda nada o fato de ser manipulada, minha mãe toma e se sente muito bem e eu economizo muito mesmo, tem que se achar uma farmácia de manipulação de confiança.

      Beijos

      1. LuDiasBH Autor do post

        Érica

        Fico muito feliz ao saber que sua mãe sente-se cada vez melhor, depois de um longo período de sofrimento para você e para ela. Ainda me lembro de seu desespero, achando que ela nunca iria ficar boa. Em relação ao remédio manipulado, quando se encontra um local de confiança, realmente é a mesma coisa. E você está certa de pegar as receitas na UBS, pois ninguém dá conta de pagar médico só para pegar uma receita, pois eles não têm pena de ninguém.

        Um abraço para você e para seu filhinho,

        Lu

        1. Érica

          Lu!
          Eu achava que ela nunca iria ficar boa, com o desespero isso se passa na cabeça de nós todos, mas com o tempo vemos que não é verdade. Ainda bem que temos um Deus que nos dá força e as medicações para nos ajudar a voltar ao equilíbrio e ter uma vida normal.

          Beijos.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Érica

          Os transtornos mentais fazem-nos pensar em muitas coisas ruins. É por isso que devem ser tratados assim que aparecem, para que a pessoa não sofra muito. Mas com a ajuda de Deus, dos maravilhosos antidepressivos, e deste cantinho cheio de pessoas maravilhosas que dão suporte emocional uns aos outros, tudo acaba bem.

          Beijos,

          Lu

  9. Fábia

    Lu

    Por medo de ficar dependente da medicação e pelo fato de na última consulta, além de ter aumentado a dosagem do Alprazolam (que antes eram 0,5 Alpaz+ 50mg Assert pela manhã e 0,5 Alpaz Noite) a psiquiatra ainda incluiu mais um remédio(25mg de assert+Alprazolam manhã / Escilex+Alprazolam tarde / Alprazolam noite), eu decidi fazer o desmame, e comecei a tomar só a metade de cada dosagem, sem o Escilex. Mas tenho me sentido tão mal, às vezes arrependida. Me sinto angustiada, qualquer coisa funciona como gatilho. Sinto dormência no lado direito da cabeça, tórax e braço. Estou me sentindo frustrada. Estou em tratamento desde dezembro. Faço acompanhamento pisicológico e psiquiátrico. Mas meu humor está oscilando tanto, que interfere diretamente na minha rotina familiar. Leio tantos artigos falando da dependência que os antidepressivos causam, que tenho medo de enlouquecer.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábia

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Minha amiguinha, vou começar lhe puxando a orelha por ter retirado o antidepressivo (escilex) sem ordem médica. O desmame só pode ser feito por orientação do psiquiatra, que deverá acompanhar seu paciente nessa fase, avaliando se ele precisa prosseguir ou não com a medicação, caso os sintomas voltem. Se retirou o escilex de uma vez é normal que esteja se sentindo assim tão mal. Nenhum antidepressivo pode ser retirado subitamente, por causa dos efeitos causados pela abstinência, que traz todo tipo de sintomas, como os que ora sente. Aconselho-a a voltar a seu médico e conversar com ele. Caso contrário, suas crises tendem a tornar-se cada vez mais fortes. Se não estiver satisfeita com a psiquiatra que a atende, busque outro profissional, que lhe dará um novo parecer sobre seu caso. É muito importante a nossa confiança e interação com o médico.

      Flávia, é mais do que natural tomar antidepressivos. Há pessoas que tomam remédios para diabetes, outras para hipertensão, algumas para tireoide, algumas outras para coração… E nós tomamos para ajudar o nosso cérebro a funcionar melhor. Se não pensasse nisso, e levasse seu tratamento com naturalidade, não estaria com “medo de enlouquecer”. Tomo antidepressivo desde a minha adolescência (tenho depressão crônica) e sinto-me ótima, além de muito agradecida por existirem tais medicamentos. Benditos sejam eles, pois ajudam-me a ter uma melhor qualidade de vida. Portanto, amiguinha, procure ver tudo com naturalidade. Precisa aprender a ser POP (paciente, otimista e persistente). E não leia artigos sobre dependência ou não de tais medicamentos. O importante é que eles ajudem no funcionamento de seus neurônios. Viva apenas um dia de cada vez.

      Abraços,

      Lu

    2. Luiz Antonio

      Lu

      Sofri muito com ansiedade, que começou com excesso de trabalho. Resisti a tomar remédio até que não suportei e tomo Lyrica, luvox e Rivotril, doses baixas. Do Rivotril, depois de 4 anos, já me livrei. Agora quero me livrar dos demais. Estou super bem, mas meu médico fica me enrolando e só concordou em deixar o Rivotril fora, depois que comentei que já não usava e não sentia falta, se for o caso usaria como SOS.

      A minha dúvida é o que parar primeiro se o Lyrica ou ou Luvox. O Lyrica tomo 75 mg e o Luvox 50 mg , 1 de cada à noite só. O fato de estar bem é um fator que inibe o médico a parar com a medicação. Mas preciso experimentar me livrar da droga pra ver o que rola. Se for o caso, eu volto, não tenho problema com isso. O remédio me foi útil, hoje já sei lidar com a ansiedade e sei que haverá dias em que ela virá e da mesma forma irá embora. Também não tenho pressa, e me dei prazo até o fim do ano pra estar sem remédios. Obrigado desde já! É se quiserem podem contar comigo também.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Luiz Antônio

        Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinho, aconselho-o a não parar seu tratamento, em hipótese alguma, sem o acompanhamento médico. Acho muito justo que queira parar, uma vez que se encontra muito bem, até para saber se poderá ficar sem o medicamento, depois de usá-lo por um longo tempo. Convença seu médico de que quer experimentar sem os remédios. E, se for necessário, voltará ao uso dos mesmos. Diga-lhe que sua decisão já foi tomada e que necessita dele para ajudá-lo no desmame.

        Luiz Antônio, se depois de colocar sua opinião, seu médico ainda insistir para que continue, terá que buscar outro psiquiatra, pois não entendo o porquê de seu médico insistir na continuidade do tratamento, uma vez que seu transtorno (ansiedade) é muito comum, pelo que disse. Não posso lhe dizer qual medicamento parar, até mesmo por postura ética.

        Queremos, sim, contar com a sua presença, pois juntos poderemos ajudar muitas pessoas vitimadas pelos transtornos mentais. Contamos com sua presença.

        Abraços,

        Lu

        1. Luiz Antonio Pereira

          Sim, é verdade, mas ele ja concordou em ir reduzindo.
          Obrigado!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Luiz Antônio

          Agora é ter paciência e esperar. Continue em contato conosco.

          Abraços,

          Lu

  10. Eleni

    Olá, Lu!

    Estou de volta após 5 meses de uso do (escitalopram). Não troquei a medicação, conforme havia comentado no inicio do tratamento, esperei mais alguns dias e conseguir passar pelo tempo dos efeitos adversos. Fui persistente e hoje me sinto bem melhor, não tomo mais o Zolpidem para dormir. Consegui tirá-lo, estou apenas com o (escitalopram 10mg).

    Lu, venho tirar algumas dúvidas sobre os sintomas que continuo sentindo, se pode ser do medicamento ou não. Sinto dores nas panturrilhas que chegam a incomodar quando vou dormir, acordo às vezes a noite toda, suada e com o coração acelerado, isso acontece sempre a noite, durante o dia não sinto nada. Esses sintomas eram mais frequentes e prologados no início do tratamento, hoje ainda os sinto, porém com menos frequência e em menor tempo.

    As panturrilhas incomodam muito, confesso que estou com medo de ser problemas mais grave. Comentei isso à minha psiquiatra faz uns 2 meses atrás, ela falou que não iria aumentar a dosagem da medicação, pois estavam muito bem no resultado, porém desconhecia os sintomas das panturrilhas. Pediu para eu fazer alongamentos. Faço caminhadas e não ajudou muito. Também sinto que às vezes fico desanimada, preguiçosa e sem vontade de fazer nada, no outro dia sinto animada para qualquer coisa.

    Lu, você sabe se isso realmente pode ser da medicação? Tem relatos de alguém que sente esses sintomas? Mais uma vez, agradeço pela sua atenção.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Eleni

      Os sintomas levantados por você dizem respeito ao uso do antidepressivo, sim, como poderá ver, lendo o texto aqui no site, denomindado INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Talvez seja necessário o aumento da dosagem, uma vez que já se encontra há cinco meses usando o medicamento.

      As dores nas panturrilhas também acontecem com o uso do oxalato de escitalopram (dores musculares e nas articulações (mialgias e artralgias)), mas também estão ligadas à falta de exercícios. “Podemos considerar as panturrilhas nosso segundo coração porque ao movimentá-las a musculatura comprimirá as veias da perna e facilitará o retorno do sangue ao coração. Correr, caminhar e andar de bicicleta são bons exemplos que melhoram a circulação e evitam problemas como as varizes – explica Rafael Reimann Baptista, professor de Educação Física da PUCRS.”.

      Eleni, ainda que tomemos antidepressivos, sempre teremos dias bons e outros ruins, uma vez que continuamos humanos. Quem não se sente, vez ou outra, desanimado, sem vontade de fazer qualquer coisa, e ficar só deitado? Passo por isso sempre, o que não significa que esteja doente. Muitas vezes é necessário uma parada, pois o corpo sente necessidade de acumular mais energia. Não veja nisso um problema. Quanto aos relatos, existem muitos, mas é necessário que os leia nos textos referentes ao assunto. E não suma tanto. Senti a sua falta. O contato é muito bom para todos nós, quando a ajuda torna-se mútua.

      Não deixe de ler a postagem de uma de nossas colegas de caminhada, feita hoje, intitulada SER POP É FUNDAMENTAL.

      Beijos,

      Lu

      1. Ricardo

        Lu
        Eu estava usando o Eficentus do laboratório Medley, 10 mg diários, mudei para o genérico e depois de 5 dias dessa mudança me veio um cansaço, desânimo, sem energia e a depressão aumentou, já é a segunda vez que tento mudar para o genérico e me ocorre estes sintomas. Será mesmo que existe essa diferença do genérico para o remédio do laboratório? Alguém aqui já teve estes sintomas ao alternar o medicamento de marca por o genérico? Sobre a pergunta da Eleni eu digo que nunca tive dores musculares, nem na panturrilha, mas sim perda da libido, e às vezes um cansaço inexplicável, mesmo depois de 9 meses de uso, e às vezes uma apatia, falta de emoções, tanto ruins quanto boas.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Eu nada posso falar contra os genéricos, pois faço uso dos mesmos. Sempre compro o oxalato de escitalopram que estiver mais em conta, e nunca senti nenhuma diferença. E olhe que faço isso há anos. Muita gente aqui neste espaço também faz uso de genéricos. Através dos comentários você também poderá obter respostas sobre o assunto. Como você já tem nove meses de uso do medicamento, seria bom que seu médico avaliasse a dosagem. Muitas vezes o retorno dos sintomas adversos estão ligados à ineficiência da dose tomada. É preciso avaliar tudo. Espero mais notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Ricardo

          Lu
          Obrigado pela atenção. Pensei também que pudesse ser a dosagem do medicamento, talvez precise de um reajuste. Na data do meu retorno ao médico vou questionar isto com ele. Acrescentando, sobre o uso de genéricos, já tive experiências negativas com o Clonazepam genérico em comparação com o original, este último fazia efeito com muito mais eficácia.

          Abraço, estou sempre aqui acompanhando o site, sempre que tenho tempo.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Lembra-se de quando a fluoxetina vinha com o nome de Prozac? Pois é, os médicos diziam que somente o medicamento original, que era muito caro, era bom. Quando caiu a patente desse remédio, todo mundo passou a comprar apenas com o nome de fluoxetina, e ninguém mais se lembra de “Prozac”. Todo medicamento que chega ao mercado passa pelo controle da Anvisa. Só não tenho confiança nos medicamentos manipulados, pois dependem da seriedade do laboratório em questão, e a fiscalização é mínima, quando há.

          É sempre uma alegria saber que você acompanha e participa de nosso site.

          Abraços,

          Lu

  11. Andrea

    Tomo Exodus (escitalopram) pela manhã há 4 anos. E isso me ajudou bastantes. Ao longo desses anos completei o tratamento ora com Trileptal, ora com Clo. Agora estou só com Exodus e Carbolitium. Minha dosagem de serotonina abaixou muito. Estou com 7. O lítio também. Então meu psiquiatra me receitou Donaren Retard à noite. Li seu artigo e fiquei preocupada. Exodus e Donaren se dão bem?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Andrea

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, se o seu médico receitou o donaren retard, medicamento muito usado no tratamento de depressão, poderá tomá-lo sem medo. Não são todas as substâncias que não podem ser misturadas. Mesmo assim, em relação ao oxalato de escitalopram e a fluoxetina, não são todos os médicos que pedem para observar um certo tempo de espera.

      Andrea, continue nos relatando como anda o seu tratamento. Por que você faz tratamento há quatro anos? Qual é o seu transtorno mental? Os depoimentos são muito importantes no sentido de ajudar outras pessoas.

      Grande abraço,

      Lu

      1. Andrea

        Olá, Lu!

        Eu comecei o processo depressivo porque entrei na menopausa muito cedo. E não pude fazer tratamento de reposição hormonal, então ganhei esse “presente”, rs. Além das angústias vieram o medo de sair de casa, as crises de choro no caminho de volta pra casa e pensamentos que não eram meus. A psicoterapia e os remédios me ajudaram muito. Clo, foi um dos remédios que vi como é possível acabar com pensamentos obsessivos, manias, tocs. Agora tenho que resolver a questão da serotonina. A falta dela me trás muito desânimo. Eu quero fazer as coisas, mas não consigo agir. É como se me faltassem forças. Tudo que faço é com muito esforço e angústia. Mas agora, tomando esse Donarem Retard, há 3 dias, começo a sentir mudanças em mim. Eu tomava calmante todo dia para abafar a angústia. Já nem lembro mais que tenho calmantes como SOS. Agora é esperar 30 dias para fazer novos exames de serotonina e ver se está fazendo efeito.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Andrea

          O importante é que a Ciência vem avançando muito no tratamento dos transtornos mentais, possibilitando-nos uma melhor qualidade de vida. E para isso é preciso buscar ajuda médica, seguindo direitinho as prescrições médicas. Muitas vezes, esse esforço a angústia para fazer ou resolver as coisas estão ligados à baixa dosagem do antidepressivo, pois, com o tempo, o organismo acostuma-se com a dosagem. Agora, com o uso do Danarem Retard, penso que você terá esse problema resolvido. E se já não mais está sentindo falta do calmante, significa que o resultado está sendo positivo, mesmo num curto espaço de tempo de uso. Continue nos informando sobre seu tratamento, pois os comentários trazem muitas informações para quem os lê.

          Grande abraço,

          Lu

  12. Sandra

    Lu
    Tomo citalopran 10 mg, e estou em tratamento faz uns 3 anos. Eu estava muito mal e iniciei o tratamento e junto com a terapia individual. Foi muito difícil no início, mas hoje me sinto outra pessoa. Quero parar, mas a psiquiatra me diz que é melhor continuar. Qual seria a melhor maneira de parar o tratamento? Estou ciente que não devo parar abruptamente e não vou fazer isso. Mas quero conhecer o relato de alguém, para saber como foi, se houve recaída, se teve alguma crise.

    Grata

    1. LuDiasBH Autor do post

      Sandra

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a psiquiatra deve ter tomado por base o que você relatou, para que ache que deva prosseguir. Deve ter levado em conta seu histórico familiar, ou qual seja o seu transtorno mental, imagino eu. Converse com ela para que lhe diga qual é o motivo que a impede de tentar uma parada no tratamento. Se não estiver confiante nela, busque o parecer de outro psiquiatra. Quanto aos relatos sobre o assunto especificamente, deverá encontrar inúmeros comentários por aqui, ou seja, tanto de quem parou e teve que voltar imediatamente ao medicamento, quanto de quem ficou bem por um longo tempo, tendo que voltar anos depois à medicação, assim de como alguém que nunca mais precisou fazer uso dessa.

      Abraços,

      Lu

      1. Sandra

        Lu, muito obrigada!
        Vou conversar melhor com a médica então. Entendo que tratamento psiquiatrico é coisa séria. Mas quero tentar parar.

        Beijos

      2. Lorena

        Lu, bom dia.
        Estou tomando reconter há 15 dias, a primeira semana realmente foi muito complicada, porém depois melhorei muito. Só que ontem tive uma crise de ansiedade, mesmo tomando o remédio. Passei a semana bem, mesmo com algumas situações estressantes. O que devo fazer?

        Obrigada pelo apoio e carinho.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Lorena

          Você ainda se encontra dentro da fase turbulenta dos efeitos adversos. É normal que tenha crises, ainda que tenha passado uma semana relativamente bem. Os efeitos ruins tendem a sumir depois da terceira semana, normalmente. O medicamento é acumulativo no organismo e não como um analgésico, que funciona na hora. Portanto, fique tranquila e continue tomando o antidepressivo. Caso as crises persistam, converse com seu psiquiatra, pois muitas vezes é preciso rever a dosagem. E não se deixe apavorar por essa crise. Em caso de suspeita de crise, deite-se, respire fundo e relaxe, ciente de que se trata de algo passageiro. Não ofereça resistência, pois essa reforçará a crise, uma vez que. Continue em contato comigo.

          Abraços,

          Lu

  13. Rodrigo Apolinario

    Boa noite, estou tomando escitalopram 20 mg de manhã, há 5 semanas e nesse mesmo período queatipina à noite. Quando completou 4 semanas, retornei à minha médica, e disse que estava muito ansioso e irritável, e pedi calmante ou ansiolítco, mas ela se recusou e aumentar a queatipina pra 50 mg. Ela disse que a ansiedade vai diminiuir com o uso do escitalopram e seu efeito máximo pode demorar de 2 a 3 meses, isso procede?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, sua médica está corretíssima, pois a função do antidepressivo é justamente acabar com sua ansiedade. O início é mesmo muito difícil, havendo necessidade de ser POP (paciente, otimista e persistente). É verdade, o efeito total pode acontecer até aos três meses de uso do medicamento, pois depende do organismo de cada pessoa. Fique tranquilo. Para diminuir sua ansiedade, procure fazer caminhadas ou praticar algum tipo de exercício físico. Chá de camomila ou melissa, quatro vezes ao dia, também ajuda muito. E volte sempre para contar-nos como anda seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      1. Rodrigo Apolinario

        Agradeço a resposta. É que a ansiedade e o fato de ficar muito tempo em casa está me deixando louco. Não me sinto bem pra sair de casa e queria que a medicação fizesse efeito logo. Vou aguardar mais um tempo.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          As coisas nem sempre acontecem como queremos, principalmente quando dependem do tempo de espera. Temos que exercitar a nossa paciência e aguardar. Muitas vezes, querer adiantá-las, pode resultar num trabalho inútil ou agravá-las. Portanto, meu amiguinho, está na hora de colocar em teste a sua paciência. Faça outras coisas prazerosas, como ver filmes, ouvir música ou ler o nosso blog. Aqui temos 30 categorias de assuntos. Basta escolher o que mais o agrada.

          Abraços,

          Lu

    2. Gabriela Moreira

      Rodrigo Apolinário

      Sua médica está certíssima, pois tomo o exodus há 6 meses e estou bem. No começo foi horrível com os efeitos colaterais. Achei que o remédio não iria fazer efeito, estava muito muito ansiosa, mas depois da 5ª semana, os sintomas da ansiedade diminuiram bastante e hoje estou bem.

  14. Edilma Silva

    Lu
    Eu me esqueci que tinha tomado o remédio, e acabei tomando outro comprimido, como já havia comentado. Eu tomei no dia cinco e hoje é oito e ainda estou enjoada. Você saberia me dizer quantos dias duram os efeitos, quando se dobra a quantidade do remédio? Eu já dei uma olhada na bula, mais não tem nada específico sobre isso.
    Obrigada pela sua atenção!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Fique tranquila, pois o efeito pior já passou. Se isso vier a acontecer outra vez, pule o dia seguinte sem tomar o medicamento. Se não fez isso, pule um dia, para que os transtornos adversos passem mais rapidamente. A duração dos efeitos varia de um organismo para outro. Mas não há mais o porquê de ficar preocupada.

      Abraços,

      Lu

  15. Edilma Silva

    Bom dia,Lu!
    Olha eu aqui de volta, para tirar mais uma duvida! Eu me esqueci que tinha tomando o remédio e acabei tomando outro comprimido, e fiquei sentindo os mesmos sintomas que tive no começo do tratamento. Será que é normal ou não tem nada a ver?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Tem tudo a ver. Você dobrou a dosagem e seu organismo ressentiu. Na dúvida, é preferível não tomar o medicamento. Procure ter mais atenção, para não incorrer numa super dosagem. Pule amanhã sem tomar o medicamento, para equilibrar a dosagem.

      Abraços,

      Lu

    2. Priscila Santos

      Olá, Lu!
      Tomo fluoxetina há 1 ano e 4 meses, desde que fui diagnosticada com TAG, só que faz 7 meses que não vou ao psiquiatra, e continuo normalmente com o tratamento, tomando o fluoxetina de 20 mg. Não fui mais porque melhorei, mas não tirei o remédio nem pretendo, pois de vez em quando sinto ansiedade, e todo dia sinto algo, mas que não chega a incomodar. Recuperei minha vida 80%, graças a Deus e aos remédios. Também tenho rivotril de 0,5 mg que deixo aqui pra alguma emergência. Às vezes tomo quando sinto que preciso. Mas vou marcar psiquiatra pra informar a ele que estou tomando, etc… E não vou parar de tomar. Sinto medo, pois sei o que passei, e se eu tirar vai voltar tudo de novo, se tomando eu às vezes sinto algo, imagine sem.

      Obrigada!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Priscila

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, se você continua sentindo ansiedade sem nenhuma causa aparente, seria bom mesmo fazer um retorno a seu psiquiatra, para que ele avalie a dosagem. Quanto ao rivotril, deixe-o somente para quando houver real necessidade, não fazendo uso constante. Após o retorno que fará ao médico, venha aqui nos contar como foi. Será sempre um prazer contar com a sua presença.

        Abraços,

        Lu

  16. Valzinha

    Olá, Lu!

    Há 1 ano tomo a medicação oxalato de escitalopram de 10 mg, tenho 24 anos. Por conta própria decidi parar o tratamento, pois durante esses últimos meses comecei a sentir alguns sintomas de antes, mas não tão fortes. Faz uma semana que não tomo, gostaria de saber se existe indicação de algo natural para melhorar alguns dos sintomas que sinto agora, tas como: dores de cabeça,sensação de desmaio (fraqueza), perda de memória, lerdeza, como se estivesse cortando a minha memoria ao piscar o olho e sonolência? Após tratamentos com psicólogos e psicanalistas estou determinada a deixar a medicação, mais vejo que está dificil, por conta dos sintomas.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valzinha

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você agiu erradamente ao parar por conta própria, pois isso poderá lhe acarretar inúmeros problemas, ocasionados pela abstinência do medicamento. Você teria primeiro que passar pelo desmame, orientada por um psiquiatra. Seu organismo já está acostumado com o remédio e está sentindo enormemente a ausência da mesma. Você corre o risco de ter crises ainda mais fortes.

      O fato de ter começado a sentir os sintomas de antes, mesmo tomando o medicamento, pode significar que a dosagem esteja fraca, devendo seu médico aumentá-la. Depois de um certo tempo, a dose usada deixa de fazer efeito, devendo o médico aumentá-la. Quando isso começou a acontecer, deveria ter voltado imediatamente ao psiquiatra. É o que faço, sempre.

      Val, parar por conta própria foi um erro, que pode ser remediado. Volte a tomar o medicamento e, a seguir, retorne ao médico. E, junto com ele resolverá o caminho a seguir. Aguardarei notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Valzinha

        Lu
        Segui seu conselho, fui ao médico e conversei sobre o que estava acontecendo, ele me explicou que depois de um certo tempo podemos sentir alguns sintomas. Deixei bem claro que estou disposta a parar de tomar o remedio, e ele me explicou o desmame, que ficou da seguinte forma:
        – antes tomava o remédio às 10 horas e agora tomo às 18;
        – antes tomava 10 mg e agora tomo metade que é igual a 5 mg;
        – a partir de ontem, eu só vou tomar 15 dias e deixar de tomar, e caso sinta algo eu o procurarei.

        Desde já muito obrigado por sua ajuda, que Deus abençoe grandemente sua vida!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Valzinha

          Espero que tudo saía bem. Continue me dando notícias suas!

          Abraços,

          Lu

  17. Antonia

    Olá, Lu!

    Minha filha está com pensamentos suicidas, e até chegou a tomar remédios com essa intenção, como não soube o que tomar, não teve causas perceptivas, ela tem 12 anos. Após consultar um clínico geral para encaminhar a um psicológo, ela contou sobre esse feito, ele receitou o Oxalato de escitalopram. Mesmo assim marquei com um psiquiatra para avaliar, e ele receitou a continuidade desse medicamento. Estou preocupada, pois ela tem sonolência de dia, e insônia a noite, e fazem 2 dias que está reclamando de dor de cabeça. O clínico geral indicou tomar de manhã, e o psiquiatra à noite. Qual o melhor horário para ministrar esse medicamento? E a questão da idade, na bula diz para não ser ministrado para menores de 18 anos, devo questionar o psiquiatra?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, não é fácil lidar com trasntornos mentais ainda na adolescência. O mais importante, porém, foi o fato de você ter procurado ajuda médica para sua filhinha. Pode ser que se trate de uma depressão passageira, e logo ela estará boa. Fique tranquila.

      Todo antidepressivo traz efeitos colaterais (ver texto enviado via e-mail) nas primeiras semanas de uso. Essa fase é bem difícil, acontecendo, em alguns casos raros, a tentativa de suicídio também. Portanto, nesse início de tratamento, fique de olho nela, mas com tranquilidade, repassando-lhe segurança e calma.

      Antônia, como sua filha está tendo muita sonolência durante o dia, o melhor horário para tomar seria à noite, pois o sono seria transferido para um horário que não lhe traria problemas nos estudos. Mas é preciso ter muito cuidado ao fazer tal mudança, ou seja, ela jamais poderá tomar duas doses no mesmo dia, para não incorrer numa super dosagem. Caso mude o horário, ela deverá pular um dia sem tomar o medicamento, reiniciando-o depois. Quanto à idade, acho, sim, que deverá questionar o psiquiatra, para que você se sinta segura.

      Volte sempre para nos contar como anda o tratamento de sua filha, até porque é importante para nós o relato de casos na fase juvenil, pois aqui temos apenas depoimentos de adolescentes e adultos.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Aliny

        Oi Lu!
        Comecei meu tratamento a uns oito meses com a Fluoxetina 10 mg, e no mês passado retornei ao médico, pois não me sentia nada bem: crises de ansiedade, compulsão alimentar, angústias, fraquezas e pensamentos suicidas. Há quinze dias estou tomando escitalopram 10 mg. Na primeira semana as doses foram de 0,5 mg. Os efeitos são ruins. Por muito tempo fui atleta de fisiculturismo, e o uso de hormônios me deixou assim, se bem que já tenho casos na família, meu intuito é dividir com vocês minhas dificuldades e encontrar forças.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Aliny

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, o antidepressivo, ao acostumar-se com o nosso organismo, vai perdendo o seu efeito, voltando as crises citadas por você em seu comentário. O que é normal. Quando isso acontece, o médico poderá aumentar a dosagem ou mudar para outra substância. Também tomei fluoxetina por um tempo e hoje faço uso de oxalato de escitalopram. Os efeitos adversos acontecem no início do tratamento com a nova medicação, durando cerca de três semanas, não importando a dosagem. Nessa fase é preciso muita paciência. O melhor caminho é ser POP (paciente, otimista e persistente). É preciso se lembrar que os efeitos ruins passarão, vindo os bons, que lhe permitirão ter uma vida com qualidade.

          Aliny, temos comentários aqui de outras pessoas que usaram hormônios sintetizados e que tiveram sérios transtornos mentais, coincidência ou não. O bom é que você deixou isso para trás, e passará a cuidar de seu corpo com mais carinho, sem essas substâncias proibidas em vários países, que fazem muito mal, sobretudo, ao fígado. Gostaria que continuasse em contato conosco, falando-nos sobre seu tratamento. Não se sinta só, pois nós nos encontramos aqui. Muita força!

          Abraços,

          Lu

  18. Juliana

    Lu

    Obrigada pela orientação, já estava a enlouquecer e pensar em suicídio, a todo o tempo. Estou tentando me apegar a fé.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Se nós jogamos nossa vida nas mãos dos outros, tendemos a carregar uma carga muito pesada. Cada um de nós responde unicamente por si mesmo e, portanto, não tem que ficar se preocupando com o que as pessoas dizem. Morrem lelé quem se preocupa com a opinião de terceiros. Faça apenas aquilo que sua consciência dita, pois somente você sabe o que é bom para si mesma.

      Amiguinha, as pessoas que deixam a vida na mão de outras pessoas, acatando tudo o que elas dizem, além de perder a personalidade, acabam sofrendo muito, como está acontecendo com você. O seu trabalho poderia levá-la a um mal súbito, tamanho era o seu sofrimento lá. É preferível menos dinheiro na bolsa e mais paz na vida. Você é uma pessoa sensível, extremamente fragilizada. Precisa se fortalecer mais para não permitir que as opiniões de terceiros possam mexer com sua vida pessoal. Não dê a ninguém esse consentimento. Quem escolhe seus caminhos é somente você, minha lindinha. Você agiu corretamente! Sua vida é valiosa, jamais pense em tirá-la.

      Beijos,

      Lu

      1. Juliana

        Obrigada Lu, daqui pra frente tentarei ser mais forte e curar as cicatrizes deixadas por aquele lugar. Quando me bate aquele desespero, o coração a mil, eu tento relaxar e lembrar que não vou mais precisar estar ali novamente, passar por toda aquela pressão, e isso me acalma.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Fazer assim é agir com sabedoria. Parabéns!

          Beijos,

          Lu

  19. Juliana

    Lu

    Prossigo com as medicações. Fui demitida do trabalho, o que de alguma forma me trouxe conforto a minha alma angustiada naquele lugar. Ainda me pego em crise depressivas, mas não me deixo abalar.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Foi excelente a sua saída daquela empresa, pois só estava complicando a sua vida. Agora não viverá mais aquele dilema de sai, não sai. Procure se tratar direitinho. Essas crises depressivas só tendem a melhorar com o uso do medicamento.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu
        Ainda temo por minha escolha, pois muitos ficam a falar que joguei fora uma oportunidade, e que está difícil arranjar emprego, isso me machuca muito.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          O importante é a sua saúde. Não adianta ter emprego e não ter saúde. Não se preocupe com o que as pessoas dizem, pois somente você sabe pelo que passou, e as decisões são suas e não de outrem. Não permita que ninguém decida por você. Não se permita machucar com a opinião de terceiros. Isso seria uma grande bobagem. Toque sua vida para frente.

          Abraços,

          Lu

  20. Rodrigo Apolinário

    Lu
    Há algum tempo estava tomando paroxetina 40 mg, depois parei. Há uma semana, a médica receitou-me o escitalopram 20 mg. Assim como noutras vezes, estou sofrendo nessa fase inicial, muita ansiedade, sono na parte da manhã e parece que estou pior do que quando não estava tomando remédio. Ainda nao visitei minha médica pra comentar, mas os efeitos adversos passam após 20 dias? Estou tentando ter uma rotina normal, mas está complicado.

    Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo a este cantinho! Sinta-se em casa.

      Se você parou a paroxetina por conta própria, não mais faça isso, pois as síndromes vão ficando cada vez mais fortes. Só pare o seu tratamento com consentimento médico.

      Rodrigo, é normal que você passe, na fase inicial, pelos efeitos adversos, que duram em torno de duas a três semanas. Não sei o horário de uso do seu medicamento, mas, se o toma de manhã, poderá pedir para passar para a noite, evitando o sono durante o dia. Mas só faça isso com consentimento médico, para não incorrer numa super dosagem. Nunca deve tomar duas doses no mesmo dia. E, se estiver muito difícil essa fase inicial, peça a seu médico para lhe receitar um tranquilizante. É realmente normal ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. Mas fique tranquilo, pois isso logo passará.

      Abraços,

      Lu

      1. Rodrigo Apolinario

        Agradeço a resposta. Tomo a medicação de manhã, sim, e à noite tomo Hemifumarato de quetiapina 25 mg pra ajudar a dormir.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Se o antidepressivo faz você dormir, sendo que à noite ainda toma outro medicamento para ajudar no sono, não resta dúvida sobre a causa de tanta soneira. Converse com sua médica sobre a possibilidade de mudar o horário do antidepressivo para a noite. Talvez nem seja preciso o uso do segundo medicamento. Mas não faça nada sem primeiro conversar com ela. Não incorra numa super dosagem, mudando o horário por conta própria.

          Abraços,

          Lu

        2. Solange Calkavicius

          Lu

          Tomo fluoxetina faz 5 meses, pois a sertralina já não fazia efeito. Eu me sinto super bem, tenho menos medo, estou mais tranquila, tudo melhorou, pensamento positivo. Estava com muito receio de saber de exames, tinha dificuldade de ir ao médico levar os exame, por achar que poderia dar algo grave, antes do fluoxetina. Mas tenho notado que fico com um tremor, aí passei a tomar o antidepressivo à noite, e durante o dia não sinto os tremores. Será que vai demorar pra parar.
          Obrigada, aguardo.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Solange

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se parte da família.

          Amiguinha, eu tomei fluoxetina durante muitos anos, só parando quando a substância deixou de fazer efeito, pois meu organismo terminou por acostumar-se com ela. Também me sentia ótima. Continue tomando seu medicamento direitinho. Ao retornar a seu psiquiatra, você lhe falou sobre o tremor? O que ele lhe disse? Muitas vezes é preciso reajustar a dosagem para mais ou para menos. O contato com o médico é muito importante. Pelo que me disse, não está mais sentindo o tremor, depois que mudou o horário. É isso? Lembre-se de que jamais poderá tomar duas doses no mesmo dia, para não incorrer numa super dosagem. Seu médico deve sempre. Você pergunta: “Será que vai demorar para parar?”. Mas não já parou?. O que ainda está a preocupá-la? E por que faz uso de antidepressivo?

          Grande abraço,

          Lu

  21. LuDiasBH Autor do post

    Maah

    Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

    Amiguinha, muitos de nós travaram contato com os transtornos mentais ainda na adolescência. Eu sei que não é fácil, pois comecei a tomar antidepressivo aos 19 anos. O bom é que cada vez mais ha novos medicamentos no mercado, permitindo-nos melhor qualidade de vida. E quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor. Muitas vezes é preciso passar por muitos, até acertar naquele que fará toda a diferença. Não desista, para que as crises não se tornem mais graves. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Veja com seu psiquiatra a possibilidade de ter um acompanhamento psicoterápico. E venha sempre aqui conversar conosco. Certo?

    Abraços,

    Lu

    1. Mah

      Está bem, minha linda, obrigada. É bom saber que não é só eu que passo por isso. Fico me perguntado se um dia isso vai acabar?!

  22. Cláudia

    Lu

    Volto para falar sobre meu tratamento e ajudar as pessoas que estão aqui, procurando uma luz no fim do túnel.

    Hoje faz 23 dias que estou usando a fluoxetina em substituição ao oxalato. Essa semana, infelizmente, sofri mais um aborto espontâneo, segundo os médicos sem causa nenhuma. Sofri, chorei e estou tentando superar. Porém, estou relativamente bem, não tive crises de pânico nem ansiedade, estou conseguindo dormir à noite toda e fazendo minhas atividades diárias, e não usei nenhum ansiolítico, embora tenha liberação médica para usar o rivotril sublingual. Quero lembrar que estava usando frontal, quando iniciei o uso da fluoxetina, pois descobri que estava grávida e tive que cortar imediatamente o ansiolítico. Passei 3 semanas do cão suando, sofrendo, mas tentando superar e acreditando no que a médica disse, que após 20 dias eu ia sentir as melhoras. Realmente esse momento chegou.

    Quero dizer a todas as pessoas que estão sofrendo, principalmente no início do tratamento, que não desistam, o remédio funciona mesmo, desde que o tratamento seja seguido à risca. Meu objetivo agora é a estabilização total. Agradeço esse espaço que também tem me ajudado muito no processo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Você é mesmo generosa, pois em sua dor vem aqui trazer forças para todos aqueles que se encontram em tratamento com antidepressivos. Quero lamentar a perda de seu bebê, mas dizer-lhe que muitos outros virão. O que lhe aconteceu faz parte do processo evolutivo da vida, que acontece com mulheres em todo o mundo. Aceitação é sabedoria… E sei que você é uma mulher muito especial, que serve de exemplo para todos nós.

      Um abraço bem apertado,

      Lu

      1. Cláudia

        Lu, obrigada por sua acolhida, o que estou passando realmente não é fácil, mas seria ainda pior se eu não estivesse em tratamento. Força amigos, o ser humano é capaz de superar tudo!

        Abraços!

  23. Edward Colber

    Oi, Lu!

    Depois de um tempo estou aqui de volta. Hoje me consultei com um Neurologista apresentado por um amigo meu. Adorei a consulta, ele muito atencioso, me examinando dos pés à cabeça, e ouvindo todos os meus relatos… Hoje eu tomo escitalopram de 20 mg e a dose foi aumentada para 30 mg. Fiquei assustado. Ele afirmou categoricamente que eu iria melhorar dos sintomas que sinto. Aqui já teve histórico de pessoas que tomaram doses maiores que 20 mg. Seria normal amiga?

    Edward Colber

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edward

      Pela atenção do médico, vê-se que é muito responsável no trato com os pacientes, portanto, acredito que saiba muito bem o que está receitando. Embora eu nunca tenha visto aqui alguém dizer que toma mais de 20 mg, não significa que não possa. E você não tem problema de rins. Mas, se estiver temeroso, volte a conversar com ele. Não tome nenhum medicamento, enquanto estiver inseguro. Depois repasse para nós o que foi resolvido e como você se encontra. Estou torcendo para ele realmente acerte com sua medicação. Dê-me notícias.

      Abraços,

      Lu

      1. Edward Colber

        Bom-dia, minha amiga!

        É isso mesmo ele pediu para eu aumentar a dosagem nas duas primeiras semanas para 25 mg e depois para 30 mg. Já estou no terceiro dia com 25 mg e estou me sentindo meio mal, como no início do tratamento, com aqueles efeitos chatos como ansiedade, enjoo e falta de apetite. Seria normal isso quando aumenta a dosagem? Não está fácil, amiga! Parece que esse meu sofrimento não tem fim. Desde já obrigado e que Deus sempre a abençoe por essa pessoa que você é.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Edward

          É normal, sim, as pessoas sentirem os mesmos sintomas iniciais, após aumentarem a dosagem do medicamento. É organismo reagindo, como se dissesse: “Não foi esse o nosso combinado!”. Mas ele não resiste por muito tempo, vindo a aceitar o novo presente. Fique tranquilo.

          Amiguinho, eu sei que não é fácil, mas você é um dos nossos mais autênticos guerreiros nessa batalha. Continue sendo POP e logo estará livre de todo esse seu desconforto. Não se esqueça de alimentar direitinho. Quando o apetite falha, tome sucos, vitaminas, chás… O organismo precisa estar forte para aguentar os trancos da vida. Vou lhe enviar um link de um texto do doutor Telmo que fala sobre um suco fantátisco, que tomo todos os dias.

          Grande abraço,

          Lu

  24. Juliana

    Lu
    Voltei ao trabalho, continuo com a medicação. Descobri, como já havia dito anteriormente, um tumor, e por estar nessas condições preciso manter meu trabalho
    por causa do plano de saúde. Tenho medo de ser demitida estando doente. Dizem que posso ter uma estabilidade de 1 ano lá, mas teria que provar que fiquei doente no trabalho, você já passou por isso? Depois de retorno de afastamento foi demitida rápido? Por favor me auxilie, pois nunca passei por isso.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Já estava sentindo a sua falta.

      Amiguinha, onde é o tumor de que fala? Você não será demitida, fique tranquila. Sobre sua estabilidade no emprego, converse com o pessoal do Ministério do Trabalho, que terá todas as respostas de que necessita sobre o assunto. Quanto a provar que ficou doente no trabalho, sua médica poderá orientá-la. Além disso, veja a possibilidade de tirar licença para tratar o seu tumor. Já fez alguma biópsia? Dê-me mais explicações. Não, nunca fui demitida depois do retorno do afastamento. Você trabalha em empresa particular ou pública? Até que resolva tudo, continue trabalhando, mostrando-se intessada no seu serviço, e tratando o melhor possível as crianças. Procure também conversar com os colegas. Não se isole. Devemos dar a oportunidade de sermos ajudados, sempre.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu, eu sou comunicativa e gosto muito de ajudar os outros, sei ser profissional, mas meus amigos de trabalho não querem falar comigo, acham errado o meu afastamento. Não olham para mim, e não posso obrigá-los a falar comigo. Eu trabalho numa escola particular e não toleram afastamentos ou atestados, geralmente demitem. Eu marquei outro médico para ter uma segunda opinião, porque o que sentia era desespero, coração a mil, tremor em pensar no local de trabalho,eu passava mal, a pressão caía, ficava pálida. Ainda passo mal, mas me sinto bem melhor, porque mudaram tudo antes do meu retorno, tudo que me estressava e me sobrecarregava.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          As coisas irão mudando com o tempo, em relação a seus colegas de trabalho. Não se preocupe com isso. Faça o seu trabalho direitinho e toque a vida para frente. Na vida tudo passa, tudo muda. É bom ouvir outro médico, para ter uma segunda opinião. E se não quer perder seu trabalho, continue dando o melhor de si.

          Abraços,

          Lu

  25. Eleni Dias

    Lu

    Li os comentários e senti a vontade de te pedir ajuda em relação ao que está acontecendo comigo.

    Em agosto passado fui demitida da empresa onde trabalhava havia 5 anos. Na hora achei muito bom, pois passava muita raiva ali e por muitas vezes chegava em casa estressada, nervosa. Em dezembro do mesmo ano, viajei para minha cidade natal na Bahia, para visitar meus pais. Fui com minha filha de 7 anos e na outra semana meu marido chegou de férias. Estava tudo ótimo até que o dia em que fomos todos para um banho de rio no povoado próximo da cidade. Fiquei o dia inteiro ao sol e à noite senti uma forte dor de cabeça e fui parar no hospital com a pressão muito alta… Lu, nunca tive problemas de pressão e neste dia, ela subiu muito. Os médicos disseram que foi devido à insolação. Fiquei internada para normalizar meu estado de saúde… Mas fiquei pior naquele lugar, pois vi pessoas morrendo. Fiquei na base de calmantes até sair do hospital. Fiquei desesperada para sair daquela cidade, com medo de voltar para o hospital. Fui para a cidade vizinha, onde minhas tias moravam, pois era próximo ao hospital, que poderia me dar alguma assistência, se precisasse (isso na minha mente).

    Acabei me recuperado um pouco e voltei para minha casa em São Paulo, mas os medos não saíram da minha cabeça. Acordava na noite com o coração acelerado, queimação, vômito, medo de morrer do coração, até para prontos-socorros fui, e chegando lá minha pressão estava normal e o exame de Eletro também. Procurei um cardiologista que também é clinico geral, que me pediu exames de sangue e eletro. Passei no neurologista e todos os meus exames deram normais. O cardiologista me passou o Deciprax (Oxalato de Escitalopram 10 mg). Estou no 9º dia do medicamento, tomando a metade conforme orientações do médico. Confesso que não está sendo nada fácil as reações que estou sentindo: não durmo à noite, dores nas pernas, formigando, medo.

    Lu, fui orientada pelo médico a tomar o Hemitartarato de Zolpidem 10 mg nas noites que não sentir sono, pois ele me falou que a falta de sono é porque estou no inicio do tratamento. Eu o tomo e durmo que na hora, mas quando acordo pela manhã, sinto que meu corpo está tremendo por dentro, barulhos nos ouvidos, cabeça pesada, fadiga, dores musculares, principalmente nas pernas e indisposição. Gostaria de saber se todos esses sintomas são decorrentes do início do tratamento, pois não gostaria de tomar esse medicamento para dormir à noite, quero o meu sono normal. Esses medicamentos, principalmente Hemitartarato de Zolpidem 10 mg, causam dependência? O médico me informou que não, mas, como me senti à vontade para conversar com você, gostaria de ter sua opinião… Estou tentando ser positiva todas as vezes que vou tomar os medicamentos, mas escuto muito as pessoas falando para eu não tomar, que vou ficar na dependência, principalmente para dormir, o que me deixa triste, pois não quero ficar assim… me ajude Lu. Mais uma dúvida, gosto de tomar chá, me sinto mais tranquila durante o dia, isso pode prejudicar o tratamento?

    Muito obrigada pela oportunidade de poder desabafar com você. Sua página é maravilhosa.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Eleni

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o que você teve foi uma depressão traumática, em razão de sua permanência no hospital, vendo toda a desumanidade que ali acontecia. Como deve ser uma pessoa muito sensível, ficou totalmente abalada. Foi muito importante ter buscado ajuda médica, sendo que, no seu caso, não terá que tomar o antidepressivo por muito tempo. Imagino que dentro de seis meses já esteja boa. Mas lembre-se de jamais parar o tratamento por conta própria. Somente seu médico poderá dizer quando fazê-lo, tendo você que passar pelo desmame antes. Outra coisa, procure racionalizar tudo o que passou, colocando na sua mente que fatos assim acontecem em razão do total descaso da maioria dos políticos pelos mais necessitados, em países atrasados como o nosso. A única coisa que poderá fazer agora, para ajudar essa gente, é buscar votar em candidatos comprometidos com o povo humilde. Fazendo isso, estará dando uma grande ajuda a seu país e aos desvalidos. Não carregue culpa pelo que viu e sofreu. Veja tudo como uma tomada de consciência, como uma análise mais profunda do que acontece nos rincões mais pobres do Brasil. Somente o sofrimento faz-nos abrir os olhos para uma realidade que até então se mostrava distante de nós, pois, como diz um velho ditado, “o que os olhos não veem, o coração não sente”. Vida para frente, minha amiguinha.

      Eleni, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, que duram, normalmente, cerca de duas a três semanas, de acordo com o organismo da pessoa. Tudo o que está sentido logo irá passar, mas ainda assim repasse ao seu médico tais sintomas. Vou lhe enviar o link de um texto, para ver quando se faz necessário buscar ajuda médica imediata. Leia também os comentários dos textos, para se inteirar mais de seu tratamento. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos médicos, inclusive é o que tomo. E tanto pode tirar o sono, como deixar a pessoa insone. No segundo caso, o médico receita um tranquilizante para ajudar a pessoa a passar pela fase mais difícil.

      Minha querida, o medicamento receitado para dormir tem a finalidade de ajudá-la na fase inicial do tratamento com o antidepressivo. Tome-o apenas quando sentir que é necessário. O seu uso prolongado pode causar dependência, sim, conforme informa a bula, mas o esporádico, não. Poderá tomar sem medo e, como a sua insônia é passageira, logo poderá abrir mão dele. Os sintomas citados por você dizem respeito ao início do tratamento. Outra coisa, não dê ouvido a quem não entende do assunto e não está vivenciando o que você ora passa. Essa gente não tem nenhuma formação sobre o assunto. O que precisa fazer agora é cuidar de sua saúde mental, para que as crises sejam cortadas no início. Quanto a seu chá, tome-o sem medo de ser feliz. Opte pelo chá de camomila, de cidreira e de melissa, que são calmantes. Antes de dormir, um copo de leite morno também ajuda muito, assim como um banho tépido.

      Eleni, será sempre um prazer contar com sua presença. Não se sinta sozinha. Venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Eleni Dias

        Lu

        Primeiramente quero agradecer pela atenção e dedicação em responder nossos questionamentos, você não tem a noção de como ajuda as pessoas que estão passando por essa fase.

        Por gentileza, me tira uma dúvida, quando você diz uso esporádico do medicamento para dormir, isso que dizer posso tomar nas primeiras semanas do tratamento quando não conseguir dormir normalmente que não irá me causar dependência? Estou te perguntando isso pois faz 6 dias que o tomo e isso vem me preocupando. Se é realmente nas primeiras semanas que irei precisar ou terei que tomar junto ao oxalato de escitalopram até o final do tratamento. Antes do início do tratamento eu conseguia dormir normal, acordava na noite com os sintomas citados acima, tentava me controlar e aos poucos eles desapareciam, mas agora não vejo a noite passar, pois após tomar o medicamento já estou dormindo e acordo depois de 7 a 8h de sono.
        Mais uma vez muito obrigada, e desculpa o incômodo.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Eleni

          Você pode tomar, sim, nas primeiras semanas do tratamento, que é a fase mais difícil. No entanto, não precisa tomar todos os dias, caso sinta que irá dormir sem problema algum. Faça uso apenas quando sentir necessidade. Tenha-o na sua gaveta para os dias de insônia. E a dependência demanda um tempo bem maior. Fique tranquila. Hoje, tente dormir sem tomar o remédio. Pode ser que consiga. E não há incômodo algum. Sinta-se à vontade para perguntar.

          Abraços,

          Lu

        2. Eleni Dias

          Lu

          Todos os dias tento não tomar esse medicamento para dormir, mas quando vou pra cama relaxar, sinto formigamento nas minhas pernas, como se tivesse subindo dos meus pés para meu corpo. Os pés e mãos ficam suados e isso me deixa com muito medo, parece que está queimando, pesada, fadiga, dores musculares e zumbido nos ouvidos. Hoje deixei de ir a um passeio com a família e amigos devido a esse sintomas, começou a acontecer na madrugada, tomei o medicamento para dormir e após 5 a 6 h acordei sentindo essas coisas chatas.

          Lu, é muito difícil essa fase inicial do tratamento, passa tantas coisas negativas na mente, medo de sentir isso todos as noites e não saber como lidar. Fico pensando que o medicamento está prejudicando minha circulação sanguinea e, por isso, sinto esses sintomas… Gostaria de saber se tudo isso são coisas da minha imaginação ou realmente acontece no início do tratamento?

          Amanhã começo a tomar 1 comprido inteiro (oxalato de escitalopram) posso ter mais reações, ou aumentam as que estou sentindo? Sempre tomo entre 11:00 e 11:30 h, caso perceba que ao tomá-lo inteiro e sinta sono durante o dia, posso começar a tomar à noite, depois da jantar ou terei que voltar ao médico e questionar sobre isso?

          Sua linda, mais uma vez muito obrigada.

          Eleni

        3. LuDiasBH Autor do post

          Eleni

          Você se encontra na fase inicial do tratamento, quando os efeitos adversos aparecem com todo o vapor. Essa fase é muito difícil mesmo, pois a pessoa costuma se sentir pior do que antes de dar início ao tratamento. Não se preocupe. A maioria passa por isso. Mas não demorará para sentir que valeu a pena. Tudo o que está sentindo diz respeito aos efeitos adversos, e não faz parte de sua imaginação. Releia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para ficar mais tranquila. E veja quando se faz necessário procurar ajuda médica.

          Amiguinha, nessa fase inicial aparecem os chamados “pensamentos ruins”, com a mente a mil por hora, criando mil situações imaginárias. Acontece assim mesmo! Muitas pessoas correm para o médico, em crise, e descobrem que tudo é um efeito do antidepressivo. Não tem nada a ver com sua circulação sanguinea. Leia os comentários para sentir como passam as outras pessoas.

          Ao aumentar a dosagem, algumas pessoas sentem efeitos adversos mais fortes, enquanto outras nada sentem. Não há como dar uma resposta exata, pois varia de organismo. Vamos torcer para que você fique como está… risos. Quanto a mudar de horário, jamais faça isso sem o consentimento médico. Sem falar que, ao mudar o horário da dosagem, faz-se necessário pular um dia sem tomar, para que não haja super dosagem. Portanto, converse com seu médico antes. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo entrará na fase azul.

          Grande beijo,

          Lu

        4. Eleni Dias do Nascimento

          Lu

          Mais uma vez venho agradecer pela força e dedicação que você tem em nos responder… Muito obrigada.

          Hoje comecei o medicamento inteiro (10mg), confesso que estou ansiosa e um pouco preocupada com tais reações, mas serei POP (paciente, otimista e persistente) e vou passar por essa fase difícil. Irei observar se realmente terei reações e principalmente o sono durante o dia, caso isso aconteça voltarei ao médico e questionarei a mudança de horário para noite. Minha grande preocupação é não precisar tomar o Zolpidem para dormir. Fico preocupada com tal dependência a ele, mas como você já disse, isso será só no início do tratamento e logo conseguirei dormir normalmente.

          Lu, acho que minha preocupação em não dormir à noite pode também estar me prejudicando, ontem tomei meu chá de melissa e fui pra cama com um pouco de sono, mas não conseguir dormir, fiquei esperando, virando de um lado para o outro e nada, depois de muito tempo resolvi tomar o Zolpidem e conseguir dormir por 8 h. Meu marido me dá muita força, graças a Deus, e sempre fala, se não conseguir dormir toma o medicamento, ficar sem dormir será pior para mim.
          Vou conseguir passar por tudo isso, com fé em Deus.

          Obrigada,

          Eleni

        5. LuDiasBH Autor do post

          Eleni

          O início do tratamento é muito difícil para algumas pessoas. Não se preocupe em tomar o Zolpidem apenas por um tempo. E não irá ficar dependente com tão pouco uso. Isso acontece, normalmente, quando o período é muito prolongado. Também poderá pedir a seu médico para passar-lhe um fitoterápico (Valeriana, por exemplo), em razão de sua excessiva preocupação. Procure relaxar, para que o sono venha com naturalidade. Poderá tomar o chá de melissa, erva-cidreira ou camomila também durante o dia (umas três xícaras ao dia). Siga a recomendação de seu marido, se sentir que não irá dormir, tome o medicamento. Mas nada de neura. Certo?

          Abraços,

          Lu

    2. Eleni Dias do Nascimento

      Olá, Lu!

      Fui orientada pelo médico (cardiologista) a tomar os medicamentos citados no outro comentário. Porém, essa semana voltei ao médico para tirar algumas dúvidas em relação aos sintomas cada dia mais fortes (formigamento com dores fortes nas pernas) ao ponto de ainda não conseguir dormir sem o Zolpidem. Ele respondeu que os medicamentos receitados por ele são fracos e não causam reações, e o que estou sentindo são coisas da minha doença.

      Lu, eu me senti muito mal… Ainda bem que ontem tinha sessão com a psicóloga. Ela achou muito estranhas as informações do cardiologista e me aconselhou a procurar um psiquiatra e passar todas as informações do que aconteceu comigo e ter uma segunda opinião profissional. Fui ao psiquiatra e conversamos muito, informei o que estava acontecendo comigo. Ela falou que as reações que estou sentindo são muito fortes e que deveria trocar a medicação… Receitou Paroxetina 20 mg pela manhã e após a refeição o Loredon (cloridrato de trazodona) 50 mg, à noite, no começo do tratamento, para caso da falta do sono a noite. Questionei se deveria parar por algum tempo os medicamentos que já estou tomando, para iniciar os receitados, e ela falou que não, pois estou no início do tratamento e não causará nada em começar no dia seguinte.

      Lu, confesso que estou preocupada em relação à mistura de medicamentos e ao chegar em casa percebi que os dois medicamentos receitados por ela tem a mesma finalidade para o tratamento e, na verdade, se eu tomar os dois juntos aumentará a dosagem. Poderia me ajudar em minhas dúvidas.

      Mais uma vez, muito obrigada.

      Eleni

      1. LuDiasBH Autor do post

        Eleni

        Buscar uma segunda opinião é sempre muito bom, principalmente quando nos encontramos inseguros. Quanto à orientação da psiquiatra, penso que deve segui-la, pois ninguém melhor do que ela para saber o que está dizendo acerca de tais medicamentos. Alguns antidepressivos podem ser misturados sem nenhum problema, ou seja, pode-se tomar um assim que paralizar o outro, sem aguardar um tempo. Em alguns casos, até mesmo dois antidepressivos podem ser associados. Mas isso sempre sob a supervisão médica. Mas, caso você se sinta insegura, poderá aguardar uns três dias. Fique tranquila, se sua médica disse que não haverá problemas, não tema, pois ela não seria irresponsável a ponto de cometer um erro médico.

        Beijos,

        Lu

  26. Juliana

    Lu

    Ajude-me, estou desesperada, o INSS negou meu benefício e me mandou trabalhar no dia seguinte. Passei pelo médico da empresa que também me deu apta e me orientou a trabalhar 3 dias e entrar com recurso no INSS. A verdade é que não me imagino retornando agora, desesperada, coração a mil, parece que vou ter um treco. Tenho vontade de desaparecer, não posso nem imaginar aquelas 350 crianças em meu ouvido. Continuo com insônia, e a empresa me chantageando a pedir demissão. Passei lá para deixar um papel e já perguntaram se não quero pedir as contas, percebo que não me querem, inclusive ja colocaram um rapaz em meu lugar. Eu posso pedir uma novo afastamento, mesmo não tendo retornado à empresa?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Acalme-se! Não veja isso como fim do mundo, pois há problemas muito mais graves. Desespero não irá ajudá-la em nada, amiguinha. Todos nós que tiramos licença em razão de transtornos mentais, vivemos essa gangorra de retornar ao trabalho e depois ter que tirar nova dispensa. Isso acontece com todos e não apenas com você. Eu mesma já passei por isso. Você terá que seguir a orientação do médico do INSS, se não quiser ser mandada embora por abandono de cargo. Terá que retornar ao trabalho, e depois voltar ao médico para tentar uma nova licença. Sem isso não conseguirá um novo afastamento, passando por cima do parecer do perito. Faça um trabalho mental para aceitar as crianças, pois elas não têm culpa de nada. Ao retornar, trabalhe o melhor possível, de modo a não dar oportunidade para a empresa mandá-la embora. Trabalhe três a cinco dias e, sem dizer nada na empresa, busque nova consulta, relatando como se encontra. Conseguida a licença, comunique-se com a chefia da empresa. Se não comparecer, ou sair antes de ter uma licença, será posta na rua por justa causa. Pense bem! Tenho absoluta certeza de que dará conta de fazer isso. Você precisa trabalhar com seu emocional, vencendo a barreira que a impede de voltar ao trabalho. O ideal seria conseguir uma psicoterapia, também. Aguardo novas notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu
        Não consegui voltar ao trabalho nos dois primeiros dias, no outro fui, mas passei muito mal e quase desmaei, mas consegui enfrentar. As crianças me vendo naquele estado até me ajudaram. Obrigada por tudo, agora só espero a empresa me dispensar, eles geralmente mandam embora pessoas com afastamentos. No caso só tem estabilidadde quem tem acidente de trabalho.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Parabéns por ter aguentado firme. Viu como as crianças são compassivas ao ver o sofrimento de outrem? Quanto a ser mandada embora, quando um funcionário encontra-se de licença, a empresa não pode fazer isso, a menos que a lei tenha mudado com esse governo maluco que temos, que só privilegia as empresas e não dá a mínima para o trabalhador. Mas quando ele retorna ao trabalho, a empresa pode fazer isso.

          Abraços,

          Lu

  27. Juliana

    Oi, Lu!

    Passei pela médica por causa da insônia que estou tendo, e ela me passou donaren retard 150 mg, mas não tem sido muito útil. Dei uma lida na bula e não localizei o uso dele para combater a insônia, pois se trata de um antidepressivo, e eu já faço uso de um. Outra coisa, minha perícia está marcada pro dia 7 próximo. Tenho medo de não ganhar mais tempo. Não me imagino voltando àquela empresa, sinto que estão dispostos a me fazer pedir as contas. Preciso que o perito me dê mais um tempo, em se tratando do meu transtorno que é f34 é difícil manter-me em afastamento?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Se o remédio receitado por sua médica não está surtindo efeito em relação à sua insônia, terá que conversar com ela, que deverá mudá-lo. Quanto ao uso de dois antidepressivos, isso muitas vezes é usado. Quanta à perícia, você terá que estar preparada para obter mais licença ou não, pois a avaliação é do médico perito. Há quanto tempo está afastada, somando tudo? O f34 significa “transtornos de humor persistentes”, e a licença concedida diz respeito ao estado em que a pessoa encontra-se. Se o perito achar que você ainda não se encontra apta para trabalhar, tenha a certeza de que continuará afastada. O importante é você se manter tranquila e não ficar sofrendo antes da hora. Continuo torcendo por você.

      Beijos,

      Lu

  28. Juliana

    Lu,
    não consegui passar na perícia. Quando cheguei lá estava com cópia de um requerimento que a empresa me deu. Liguei na empresa falei o que aconteceu. Ela disse que estava na máquina, foi muito debochada, como se tivesse feito de propósito, pelo menos pareceu. Esperou eu passar pela perícia e ligar para dizer que estava na máquina de impressão. Há alguns dias fiz um exame de rotina e descobri que a minha prolactina está muito alta. Minha médica pediu uns exames do cérebro para saber se há algum nódulo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Quando se trata de transtornos mentais, a lida com a perícia é assim mesmo, num vai e vem sem conta. Você pode retornar ao trabalho e depois pegar uma nova licença. Mas isso não é coisa para deixá-la triste. Aguarde o resultado dos exames pedidos por sua médica. E não se preocupe com a opinião de ninguém. É impossível mudar as pessoas, pois cada um só oferece o que tem. Se uma pessoa é desprovida de compreensão e bondade, jamais poderá sem compreensiva e bondosa com outrem. O importante é o que somos. Não temos o poder de mudar ninguém. Portanto, vida para frente, amiguinha.

      Abraços,

      Lu

      1. Solange

        Lu

        Resposta excelente, é isso mesmo, quem humilha será humilhado também. Realmente não devemos ficar chateados com esse tipo de pessoas.

  29. Thalita

    Lu
    Meu médico viu a necessidade de aumentar a dosagem de meu medicamento. Estava tomando 15 mg mas não sentia nada de melhora, e ele sempre aumenta de 5 em 5 mg pra ir bem devagar. Quando cheguei rm 20 mg, deu uma estabilizada e comecei a sentir os efeitos positivos, mas ainda não estava 100%, devido a uns problemas também que estou passando. Agora ele aumentou pra 2/5 mg mas já na primeira dosagem senti diferença. Sinto meu corpo brigando, mas me dá uma luz, isso vai passar? :((((((

    Eu sinto as duas coisas: um pouco de inaceitaçao e que eu poderia comprar outras coisas kkkkk… Vejo muitas pessoas que tomam antidepressivos e ficam bem, porém, ao retirarem, retornam para a estaca zero. Quem usa esses medicamentos uma vez irá usar sempre?

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      O comportamento de um psiquiatra sério é realmente esse: aumentar progressivamente a dosagem, até ter a certeza de que o organismo da pessoa está reagindo adequadamente. Por isso, é muito importante o contato entre médico e paciente no início do tratamento. O que você tem a fazer é seguir direitinho a prescrição médica, e em hipótese alguma parar por conta própria. Outra coisa, não leve muito a sério os problemas do dia a dia. Todos nós os temos e eles passam mais cedo ou mais tarde. Viva um dia de cada vez, com a maior leveza possível. Como diz meu sobrinho, quem esquenta a cabeça é palito de fósforo, e acaba queimado.

      A aceitação do tratamento é de fundamental importância. Agradeça por viver nos tempos de hoje, quando a Ciência vem adentrando nos problemas do cérebro humano, procurando soluções. Agradeça pela existência dos antidepressivos, pois esses vêm contribuindo para a melhoria da saúde daqueles que possuem transtornos mentais. A humanidade passou por tempos miseráveis em outros tempos, quando era jogada em sanatórios e manicômios, e mais atrás, as pessoas eram tidas como loucas, abandonadas nas estradas, etc. Leia aqui no blog sobre o assunto em HISTÓRIA DA HUMANIDADE.

      Quanto à retirada do medicamento, isso vai depender do tipo de transtorno mental de cada pessoa e do grau em que se encontra. Algumas necessitam apenas de seis meses de tratamento, outras de um ano e outras devem ser tratadas indefinidamente. Mas não se preocupe com isso. O importante é que tenha a sua saúde mental estabilizada.

      Abraços,

      Lu

  30. Thalita

    Oi, Lu!
    É normal sentir apenas efeitos colaterais quando a substância da medicação é aumentada? Na verdade, eu tomo o espran, cujo princípio ativo é o oxalato de escitalopran, e hoje comprei o genérico da ultrafarma, cujo preço é bem menor, pode dar algum problema? Toda vez que vou comprar o medicamento, fico meio chateada… 🙁

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      É normal, sim, sentir efeitos adversos quando a dosagem do antidepressivo é aumentada. Eu também compro o genérico, sempre o mais barato. Agora estou tomando o da Ultrafarma. Fique tranquila, pois não sinto diferença alguma. O fato de ficar chateada ao comprar o medicamento pode estar ligado à sua inaceitação do transtorno mental, ou ter que pagar por um medicamento (que não é barato), quando poderia estar comprando algo mais agradável. Também preferia comprar livros, etc. Mas nem tudo é como queremos. Vida para a frente, amiguinha.

      Grande abraço,

      Lu

  31. Juliana

    LU, muito obrigada, estou pensando positivo, amanhã te conto tudo. Vou procurar estes livros, e obrigada pela dica.

  32. Pirilo

    Oi, Lu!

    Amiga, prefiro conversar com você do que com meu psiquiatra. Estou no 26º dia do Escitalopram, estava indo bem, mas hoje estou tendo uma crise brava, muito ruim mesmo. Ainda é normal eu passar por isso, pois já estou quase fazendo um mês. Estou apavorado, amiga. Apavorado.

    Beijos e SOS.

    Pirilo

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pirilo

      É normal, sim, ter ainda tais crises. Essas reações adversas não obedecem a uma regra, pois variam de um organismo para outro, podendo ser sentidas até mesmo por mais tempo. Só que as crises vão ficando cada vez mais esporádicas, até sumirem totalmente. Não fique apavorado, está tudo dentro da normalidade. Quanto mais relaxar, melhor. Não ofereça resistência. Deixe que a crise venha e passe. Volte a ler os textos: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO, aqui no site.

      Volte a contatar-me amanhã, para dizer como se encontra.

      Abraços,

      Lu

      1. Pirilo

        Minha amiga, Lu!

        Hoje estou no 29º dia do escitalopram. Aquela fase mais difícil já passou, mais estou muito preocupado, pois ainda sinto angústia, opressão no peito e terça-feira fui parar no hospital com crise forte de ansiedade. Tomei diazepam na veia para poder acalmar. Estava bem, e de repente as mãos começaram a formigar. Corri para o hospital. Morro de medo desse remédio, que todos elogiam, não fazer efeito em mim. Você acha que ainda é cedo para os efeitos positivos começarem.

        Abraços e muito obrigado.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Pirilo

          A palavra-chave para nós, portadores de síndromes mentais, é paciência. Não adianta querer manipular o tempo a nosso favor, pois isso não acontece. Os antidepressivos são bem “pirracentinhos”. Cada organismo reage de uma maneira diferente, alguns exigindo mais tempo para que tenham uma ação efetiva. Pode ser também que a dosagem necessite de ser reavaliada. O ideal é conversar com seu médico. Mas isso não é motivo de preocupação.

          Amiguinho, no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, eu explico que o medicamento é responsável por 50% do tratamento, cabendo a outra parte ao usuário. Mas como? Ele necessita mudar posturas de vida, modificar conceitos, ser menos intolerante consigo e com o outro e, sobretudo, ser otimista. Pesquisas mostram que as pessoam otimistas alcançam resultados positivos mais rapidamente. Não há porque ter medo de o remédio não fazer efeito, pois ele já está fazendo.

          Pirilo, num outro texto, denominado SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO, eu explico como se deve reagir a uma crise de pânico, jamais oferecendo resistência. Respire fundo e deite-se, relaxando o corpo o máximo possível, e procurando mudar o foco dos pensamentos. E o que você teve foi uma crise dessas. Outra coisa, elimine a palavra “medo” de sua vida. Ela é nociva em demasia. Ele só deve existir quando nos encontramos em perigo de morte. Fora disso, só nos traz problemas. Depois de 30 dias é importante o retorno ao médico, para avaliação do tratamento. Continue POP (paciente, otimista e persistente).

          Abraços,

          Lu

  33. Juliana

    Lu, fui até a empresa e me trataram mal, parecem me culpar por me afastar. Daqui a dois dias é a minha perícia e torço pra que dê tudo certo. De qualquer forma vou precisar arrumar outro emprego, pois trabalhar com criança não dá mais para mim, ainda mais que me exploram, fazendo-me colocar 60 crianças para dormir, sozinha. Tudo isso foi me estressando, até chegar no ponto em que estou.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Quando alguma coisa está consumindo a nossa saúde mental, o melhor a fazer é bater em retirada. Você tem toda a razão ao buscar um outro emprego, onde se sentirá mais feliz. Não adianta ganhar dinheiro para gastá-lo com a saúde. Procure ser o mais otimista possível. Acredite, ao final tudo dará certo. Pensamento positivo só atrai coisas boas. Estou torcendo por você.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu, obrigada pela força que você está me dando. Você não imagina o quanto tem me ajudado nesses últimos tempos. Que Deus a abençoe muito. Torça por mim,
        pois a minha perícia é amanhã, e estou pensando positivo como me ensinou.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Mente positiva atrai coisas positivas. O sentimento de negativismo e derrota só nos joga para trás. Como já lhe disse, a Ciência tem comprovado que as pessoas otimistas tendem a alcançar melhores resultados na vida. Em tudo que nos acontece pode ser encontrada uma janelinha para ver a luz. Indico-lhe, para leitura, dois livros finos e muito fáceis de ler, que não chegam a R$ 15,00 o preço de cada um (edição de bolso). Pode ser que também haja na internet e você poderá abaixá-los para ler:

          1- Polyana – Eleonor H. Porter
          2- Polyana Moça – Eleonor H. Porter

          O melhor acontecerá para você na perícia. Fique tranquila.

          Abraços,

          Lu

  34. EJTS

    Lu, parabéns pelo post! Bastante esclarecedor!

    Eu tenho problema com ansiedade desde pequeno, o que me atrapalhou em várias coisas. Também tenho tremor essencial. Juntando essas duas coisas, situações simples do dia a dia me deixam ansioso, com os tremores atacando bastante. Apesar disso, eu sempre fui muito persistente. Era errando, passando pela situação complicada, e tentando de novo até conseguir.

    Tenho 20 anos e nessa vida de adulto noto que a ansiedade me atrapalha um pouco no trabalho. Me consultei com um neurologista que me passou o Ecilatopran. Comecei a pesquisar um pouco sobre ele e não vinha encontrando muita coisa sobre efeito colateral. Mas cheguei nessa sua página e, pelo que vejo nos comentários, nem tudo são flores. Não imaginava que os efeitos colaterais fossem nesse nível e sinceramente, isso me colocou uma dúvida: se realmente tomo esse antidepressivo. Trabalho rodando escala (tem dias que trabalho pela manhã, outros à tarde e outros pela noite/ madrugada) e também voltarei à faculdade, e tenho medo de não conseguir fazer as coisas, enquanto essa fase de efeitos colaterais não passam (minha vida sempre foi muito agitada e corrida). Estou me questionando se vale a pena passar por tudo isso tomando o Ecilatopran 10 mg. Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      EJTS

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, que variam muito de acordo com cada organismo. O mais importante é saber que eles passam dentro de duas a três semanas, normalmente. Quanto ao fato de tomar ou não o medicamento, somente o seu médico poderá avaliar a respeito. Se a sua ansiedade for muito grande, sem falar no tremor essencial, a ponto de atrapalhar sua vida, é necessário tomar o antidepressivo, pois, se não tratada, ela pode desaguar na Síndrome do Pânico. E quanto mais jogar o tratamento para adiante, mais fortes vão ficando as crises, até não mais poder protelar. Eu também tomo esse medicamento e dou-me muito bem com ele.

      Você diz que trabalha rodando escala, logo, se necessário, poderá pedir a seu médico uma licença de 15 dias, nessa fase mais difícil do tratamento. Pode ser também que sinta poucos efeitos adversos. Quanto à vida agitada e corrida, sempre que possível reserve um tempo para si mesmo, pois nosso corpo precisa de descanso. O sono é muito importante. Não abra mão dele.

      Abraços,

      Lu

      1. EJTS

        Olá, Lu!
        Muito obrigado pela resposta!

        Depois de um tempo divagando, comecei a usar o oxlato de escitalopram 10 mg. Amanhã faz cerca de sete dias. Estou naquela fase dos efeitos colaterais da primeira semana. Nos primeiros dias, senti a boca bastante seca e tive que ficar ingerindo água o tempo todo. Também tive muitos gases e um pouco de diarreia. Agora, a sensação da boca seca já diminuiu e ainda continuo com gases em excesso e com a “barriga” um pouco instável. Em um dos dias, no trabalho, quando não usei o propranolol, a ansiedade bateu bem forte (faz um tempinho que não fico assim no trabalho, quando não uso o propanolol), me deixando totalmente distraído das atividades que estava fazendo. Foi chatinho! Tentei me acalmar e consegui diminuir um pouco e seguir a rotina de trabalho. Também, vez ou outra me encontro enjoado, com ânsia de vômito. Como você fala bastante nos seus comentários, venho tentando ser POP e aguardar essa fase chatinha passar e vir os efeitos desejados. A questão do sono ainda vem tendo problemas. Será uma outra coisa que irei investigar também!

        Parabéns pelo blog! Venho lendo outras postagens e achando bastante interessante! Além de toda essa sua paciência para responder cada comentário, de forma clara e colaborativa, de coração, é algo também que merece os parabéns. Muito obrigado pela ajuda! Prometo retornar dando mais notícias!

        Abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          EJTS

          Você se encontra no ápice do furacão, mas sei que é POP o bastante para tirar isso de letra. Logo nem mais se lembrará dessa fase ruim. Sei que os efeitos adversos não são fáceis de aguentar, mas valerá a pena passar por tudo isso, em benefício da melhoria da qualidade de vida. Os sintomas ruins citados por você fazem parte da fase inicial do tratamento. Devem durar cerca de duas a três semanas, embora haja pessoas que possuem o organismo mais resistente aos antidepressivos, demorando mais para chegar aos efeitos positivos. Se o sono está a incomodá-lo, converse com seu médico sobre a possibilidade de receitar-lhe um tranquilizante para dormir. Um banho morno e um copo de leite tépido antes de deitar-se pode ajudar muito.

          Amiguinho, agradeço pelos elogios a este espaço. Sinto-me feliz ao saber que realmente estou ajudando as pessoas. Como dizia a minha avó: “quem não vive para servir, não serve para viver”. Juntos, nós podemos fazer a diferença neste vasto e sofrido mundo dos transtornos mentais.

          Abraços,

          Lu

        2. EJTS

          Olá, Lu!

          Obrigado pela resposta! Hoje faz 16 dias que comecei a usar o Oxalato de Escitalopram 10 mg. A segunda semana de uso foi bem mais tranquila que a primeira. Dos efeitos colaterais, só o enjôo, às vezes vem incomodando. Espero que essa fase já esteja acabando. Quero ver os efeitos positivos!

          O meu problema com sono é complicado, porque ainda não sei exatamente o motivo. O neurologista que prescreveu o Escitalopram, disse que poderia ser causado por causa da minha excessiva peocupação com as coisas e a ansiedade oriunda disso (e faz sentido, penso bastante nas coisas que podem acontecer e como prever, contornar isso). Ele quer ver primeiro o efeito do Escitalopam para investigar melhor, com um exame de polissonografia. Uma outra causa seria a excessiva fadiga muscular que tenho. Eu sou portado da Síndrome de Ehlers-Danlos, também conhecida como Síndrome da Hipermobilidade Articular. Essa hipermobilidade pode ser entendida como movimentos que as articulações do meu corpo fazem a mais do que o normal. Isso faz com que surja diversos problemas nas articulações (articulações saem do lugar com facilidade, tendinites, artroses, entorses e dor). Faz com que os músculos sejam exigidos bem mais que o normal, para poder manter as articulações nos seus devidos lugares. A tendência é ter essa fadiga muscular que mesmo dormindo 7 ou 8 horas direto, o sono não é reparador, acordo cansado e com a sensação de não ter conseguido dormir nada. Essa Síndrome de Ehlers-Danlos me afeta bastante, não vou negar. Ela por si só, traz limitações que vez ou outra me deixam para baixo. É bem provável que meu problema com sono possa ser uma mistura dessas duas coisas. Estou correndo atrás para ver o que consigo fazer para aliviar.

          Em relação a tranquilizantes, é complicado por causa do meu horário de trabalho ser escalado. Minha reumatologista ficou receiosa em passar algo para eu dormir e me deixar muito sonolento, já que meu horário de trabalho não é regular. No momento estou trabalhando, fazendo faculdade (poucas cadeiras, pois não consigo dar conta de todas) e ainda fazendo pilates. Uma verdadeira correria! Uma noite mal dormida ferra com o resto do meu dia. Estou na procura de o que fazer pra me ajudar nisso!

          Muito obrigado e um grande abraço!

        3. LuDiasBH Autor do post

          EJTS

          Se já está sentindo uma melhora na segunda semana de tratamento, significa que não demorará a entrar na fase positiva do antidepressivo. Isso é uma excelente notícia. As turbulências estão ficando para trás. Estamos todos torcendo por você.

          Amiguinho, o sono é importantíssimo para o nosso organismo. Viver privado dele é realmente muito doloroso, pois desequilibra-nos por inteiro. Quanto aos calmantes fitoterápicos, esses não causam a soneira que os tranquilizantes alopáticos trazem, pois a substância principal é em dose muito reduzida. Você deveria experimentá-los, pois não levam àquele excesso de sono, na verdade, eles mais acalmam. Se possível, consulte um médico homeopata. Penso eu que sua insônia esteja ligada à Síndrome da Hipermobilidade Articular e também ao antidepressivo, que tem o poder de levar algumas pessoas a dormir muito, enquanto outras ficam insones, principalmente no início do tratamento, conforme consta como advertência na bula. Você está correto na sua análise, ao comentar que “É bem provável que meu problema com sono possa ser uma mistura dessas duas coisas.”.

          Você se explica: “Uma noite mal dormida ferra com o resto do meu dia.”. Também tenho esse mesmo problema. O sono para mim é da maior importância. Preciso de, pelo menos, sete horas de sono. Fora disso fico totalmente alquebrada.

          Amigo, agradeço-lhe pelas informações sobre a Síndrome de Ehlers-Danlos. Fica o convite para que escreva um texto sobre o assunto, para ser postado no site. Iria ajudar muitas pessoas com esse mesmo problema, ainda mais que você escreve com muita clareza.

          Um grande abraço,

          Lu

        4. EJTS

          Olá, Lu!

          Irei pesquisar sobre os fitoterápicos e também fazer uma consulta com homeopata (não conheço muito essa especialidade, mas posso pesquisar, sim). A questão do sono Lu, é muito antes de eu usar o antidepressivo. Já sofro com isso faz alguns anos e geralmente “me ataca” por vários dias seguidos, como aconteceu semana passada. Mas diferente das outras vezes, quando conseguia dormir direto, acordei muitas vezes durante a noite. Quem sabe possa ser o efeito do antidepressivo mesmo. E essa semana vêm sendo difícil! Três noites que não tenho um sono de qualidade. Só não está pior porque estou na folga do trabalho (que geralmente aproveito para ir em consultas médicas, fisioterapia, pilates), mas amanhã eu volto e o dia será bem puxado.

          Semana que vem voltarei para o neurologista, para mostrar o exame que fiz para confirmar o Tremor Essencial (o meu diagnóstico anterior foi totalmente clínico) e também ver essa questão do uso do Escitalopram. Não sei se pode ser considerado como um efeito colateral, mas minha cabeça vem sendo “invadida” por uma série de pensamentos negativos, que me deixam um pouco pra baixo, em momentos, que teoricamente, era para eu estar empolgado (quando estou fazendo pilates, por exemplo). Nessa semana, já aconteceu umas duas ou três vezes e alguns amigos notaram isso, pois minha expressão mudou totalmente (não sei se tem alguma relação pelo fato de eu não estar dormindo bem). Hoje faz cerca de 20 dias que iniciei o uso do Escitalopram.

          E posso fazer um texto sobre a Síndrome de Ehlers-Danlos, sim. Não vai ser fácil escrever, mas tentarei. É uma verdeira batalha para conseguir o diagnóstico e uma outra para achar os profissionais certos para acompanhar os nossos problemas. Isso se dá tanto pela falta de conhecimento dos médicos quanto pelo fato de acharem ser algo da nossa cabeça, que estamos inventando os sintomas, que somos hipocondríacos… Posso tentar passar a minha experiência com ela.

          Lu, mais uma vez muito obrigado! Que você continue com as suas postagens, pois de uma coisa eu tenho certeza, estão ajudando muitos aqui! Qualquer dúvida ou novidade, estarei aparecendo novamente!

          Grande abraço!

        5. LuDiasBH Autor do post

          EJTS

          Todo antidepressivo traz efeitos adversos, dentre esses estão os “pensamentos ruins”, que irão passando à medida que aumenta o tempo da medicação. Portanto, não se preocupe, caso esses sejam esporádicos. Fique apenas atento a eles, comunicando seu médico, caso passem a perturbar muito. O oxalato de escitalopram também pode trazer insônia em seu período inicial. E, certamente está ajudando a reforçar a sua dificuldade para dormir. Nessa fase, faz-se necessário usar um calmante ao deitar-se, como coadjuvante. A ida ao médico homeopata poderá ajudá-lo nesse problema, ao receitar-lhe um fitoterápico.

          Não tenho pressa quanto ao texto pedido. Vá fazendo aos pouquinhos, quando sentir vontade. Veja os links que irei lhe enviar.

          Abraços,

          Lu

  35. Juliana

    Oi, Lu!

    A ideia de retornar para meu trabalho e horrível, estou com insônia, só penso no trabalho, nas coisas horríveis que falaram de mim de como me criticaram e na pressão da empresa em me fazer pedir as contas. Acho que é ansiedade, não consigo parar de comer, estou engordando e me sentindo feia. Não posso pedir as contas desse trabalho, mas ao mesmo tempo não me vejo em condições de continuar nele.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Chega um momento em que é preciso enfrentar a vida, principalmente quando temos responsabilidade com nossa família. Nós já conversamos sobre o fato de você não dar importância ao que os outros dizem. O importante é o que você pensa de si mesma. O resto não interessa. Desde que o homem surgiu na Terra há mexericos e continuarão havendo em qualquer lugar, pois tal comportamento faz parte de nossa espécie.

      Ju, o medicamento pode estar levando-a a engordar. Quando voltar ao médico, converse com ele sobre isso. Quanto a seu trabalho, somente você poderá avaliar se deve ou não abrir mão dele. Mas saiba que não existe trabalho perfeito. Em qualquer um irá encontrar problemas. Pense direitinho antes de tomar qualquer decisão.

      Abraços,

      Lu

      1. Juliana

        Lu, obrigada pela força!
        Minha perícia foi marcada para 22 agora e estou tão nervosa. Os médicos veem este transtorno como frescura. Meu marido também não me da força em nada, só me critica, e acabo me sentindo mais angustiada.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Os médicos não têm mais essa visão errada sobre os transtornos mentais, pois as reportagens sobre o assunto são cada vez mais abundantes. Fique tranquila quanto a isso. Em relação a seu marido, muitos homens ainda se encontram atrasados em relação a este assunto, até porque ainda são vítimas do machismo. Só compreendem o problema quando o sentem na pele. Isso não acontece somente com seu marido. Peça-lhe para ler os comentários aqui neste espaço, para que ele vá entendo aos poucos. E não há motivo para ficar nervosa em relação à perícia. Tudo irá dar certo. Procure pensar positivamente.

          Abraços,

          Lu

  36. Luiza

    Olá estou desesperada, pois essa semana fui diagnosticada com síndrome do pânico. Tive uma crise com sensação de morte, e estou tomando escitalopram e está me dando muita fraqueza. Estou com medo, não consingo comer, o cheiro da comida me enjoa. Fruta pouquinho eu como. Isso é normal no início? Se continuar assim vou ficar sem forças. Me ajude, pois só de pensar já me vem sensação de novo da crise. Meu coração parece q fica sempre agitado. Socorro me ajude, é desperador não saber o que está havendo comigo e não ter o controle.
    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a primeira coisa a fazer é ficar calma, pois tudo isso irá passar. Sei que a fase inicial do tratamento com antidepressivo é mesmo dolorosa, mas todos passam por isso. A pessoa costuma ficar pior do que antes de dar início ao tratamento. Os efeitos adversos costumam ser bem fortes, mas dentro de três semanas, normalmente, eles começam a passar, vindo os bons.

      A Síndrome do Pânico é mesmo terrível, pois passa-nos a sensação de morte, quando isso não é verdade. Vou lhe enviar um texto sobre o assunto. Ao tomar o medicamento, algumas pessoas passam a comer em demasia e outras perdem o apetite, como é o seu caso (isso também me aconteceu), porém, depois de um tempo, o organismo vai voltando ao normal. Faça uso de sucos, chás, vitaminas, iogurtes, etc. Para que não mais sinta a crise de pânico, precisa tomar o medicamento. Não pare sem consentimento médico.

      Luiza, a Síndrome do Pânico é um transtorno mental, que acomete várias pessoas, principalmente aquelas que são muito ansiosas. Mas não se desespere, pois o antidepressivo tem por objetivo contê-la. Não é necessário ficar desesperada. É possível que ela apareça agora no início do tratamento, mas não lute, não ofereça resistência, pois, agindo assim, ela logo passa. Procure respirar fundo e ficar o mais tranquila possível. Leia os textos que lhe enviarei. Leia também os comentários dos leitores do site.

      Abraços,

      Lu

  37. Suely Andrade

    Olá, Lu!

    Amei seu site, e PARABÉNS pela sua generosidade com o próximo.

    Comecei com o oxalato de escitalopram 10 mg, há 26 dias tomando pela manhã, vou tomar por dois meses até a próxima consulta para saber se continuo ou paro. A primeira semana foi metade do comprimido para adaptação do organismo e em seguida comecei com o inteiro. Procurei o psiquiatra por conta de uma ansiedade imensa que estava me tomando a fala, não conseguia expressar o que queria falar, faltava folego, taquicardia, sudorese nas mãos e pés. Na realidade sempre fui ansiosa sem me dar conta, sempre vivi preocupada, imaginando coisas que não tinha acontecido ainda. Vim aqui deixar meu relato sobre a experiência com o escitalopram, porque depois de ler tantas perguntas e respostas, sinto que posso contribuir um pouco.

    Na primeira semana comecei a sentir dor de cabeça, minha ansiedade dobrou, suei muito, sonhei brigando com zumbis (rsrsr), demorava muito para dormir e acordava sonolenta. Não desisti, pois confiava na melhora. A segunda semana a dor de cabeça foi substituída por gases. Perseverei. Na terceira semana minha ansiedade já diminuiu, a fala já saiu mais tranquila e já respirei melhor, agora, na quarta semana, meus pés começam a querer suar, mas passa, já não pingam como antes, não tive mais pesadelo, mudei o horário de tomar o remédio para a noite, o sono voltou ao normal, infelizmente continuo com os gases e o intestino funcionando mais rápido. Vou esperar até o próximo mês e volto a dizer o que melhorou.

    Pessoal vale muito aguentar essas reações horrorosas, pois já sinto alegria e a tranquilidade voltando de novo a minha vida. Lu, um beijo e que Deus te abençoe grandemente!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Suely

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, foi muito bom ler o seu comentário falando sobre a sua melhora. Através dele os leitores poderão ver como os efeitos adversos vão passando, e isso lhes trará grande esperança. O importante é perseverar no tratamento, pois a luz sempre aparece no final do túnel.

      Será um prazer contar com a sua presença.

      Abraços,

      Lu

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