CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

Autoria de LuDiasBH

carn.12

Nós, as vítimas dos descontroles mentais, vemo-nos muitas vezes à deriva, num mar de antidepressivos, sem saber qual rumo tomar, ou melhor, que rotas darão à nossa vida os médicos, em especial os psiquiatras, em razão de consultas relâmpagos, na maioria das vezes, nas quais mal damos conta de abrir a boca. E, se pouco ou nada indagam de nós ou de quem nos acompanha, aí a vaca vai para o brejo, e melhor seria ter buscado um curandeiro, jogador de búzios ou ledor de sorte.

Normalmente, quando buscamos um psiquiatra, já chegamos ao seu consultório com a serotonina lá embaixo e, consequentemente, com o estado de humor no fundo do poço. Não somos capazes de prestar muita atenção no que o especialista diz-nos, e muito menos somos capazes de dizer aquilo que ele deixou de nos perguntar. Se já nos encontramos tão fragilizados, faz-se necessário que o profissional retire de nós o maior número de informações possível, como se fora um dedicado detetive. Este é o seu papel. Esta é a sua função. Deixar o paciente à deriva é de uma judiação imensurável.

O artigo de hoje tem justamente a finalidade de alertar o leitor, vítima de doença mental, ou o acompanhante desse, no sentido de ter mais cuidado durante a consulta psiquiátrica, principalmente quando se tem contato com o profissional pela primeira vez, com relação às informações repassadas, e também com as explicações pedidas, pois um esclarecimento que deixa de ser dado, ou compreendido, pode trazer sérios problemas, sendo um deles a síndrome serotoninérgica.

Saiba, caro leitor, que a síndrome serotoninérgica é um problema sério que vem se repetindo com bastante frequência, cujos principais sintomas são os distúrbios neuromusculares, mudança do estado mental e hiperatividade autonômica, sendo que os casos mais sérios são os derivados da combinação de duas ou mais substâncias medicamentosas. No caso dos antidepressivos, faz-se necessário um tempo entre o antigo remédio tomado e o novo. Esse tempo deve ser recomendado pelo especialista consultado, levando em conta a interação medicamentosa. E, se ele se esqueceu de mencionar, pergunte-lhe. Não leve dúvidas para casa.

O namorado de uma amiga, após tomar cloridrato de fluoxetina (forma genérica do Prozac), indicado por um cardiologista, durante um período de 50 dias, sem nenhuma pausa foi instado a tomar oxalato de escitalopram (forma genérica do Lexapro), receitado por um psiquiatra. Segundo minha amiga, em nenhum momento o psiquiatra alertou o paciente sobre a necessidade de esperar 15 dias para iniciar a nova medicação. Ao contrário, liberou-o para já começar no dia seguinte. O resultado está nos dizeres dela: Infelizmente, nos últimos dias, meu namorado só tem piorado. Está mal humorado, irritado, frio, distante, desesperançoso, sem forças até mesmo para trabalhar.”.

Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso ao leitor:

Pergunta:
Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.

Resposta
Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

Como a nossa vida passou a andar com extrema rapidez, o mesmo esperamos dos remédios. Queremos obter respostas rápidas e eficazes. Mas com os antidepressivos a resposta não é tão veloz assim. Segundo informações médicas, é necessário que tomemos o remédio, pelo menos, durante três semanas, sem falharmos um dia sequer, para que sintamos o seu efeito positivo. E, se ao final de seis semanas, não sentirmos nenhuma modificação benéfica, resta-nos retornar ao psiquiatra para uma reavaliação. Ele nos dirá se os sintomas colaterais que estamos sentindo são normais, ou não; se devemos prosseguir com o medicamento ou passar para um novo. Mas não se esqueça, sempre, de informar ao médico o medicamento que está tomando e de perguntar-lhe por quanto tempo deve esperar para tomar o outro receitado.

Leiam aqui também os artigos:
OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA
SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM

Nota: imagem copiada de www.psicologiaracional.com.br

2.111 comentários sobre “CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Seja você mesma. Relate os fatos com calma, falando exatamente como está se sentindo. Não se preocupe, pois o médico perito irá lhe fazer as perguntas. Não tenha medo, pois ele é um ser humano como você e conhece tudo sobre transtornos mentais. Nada há para temer. Estamos todos torcendo pela nossa Juju, que nos trará ótimas notícias.

      Beijos,

      Lu

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      1. Lizi

        Lu, faz 14 dias que estou tomando 10 mg de reconter, porém ainda me sinto ansiosa, sensação de peito apertado e insegura, mas em relação à primeira semana de tratamento a ansiedade está menor. Queria saber se é normal ainda está sentindo estes sintomas?

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Lizi

          Seja bem-vinda a este cantinho.

          Amiguinha, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, que, normalmente, dura entre duas a três semanas. Portanto, é mais do que normal ainda sentir os efeitos adversos. Fique tranquila e continue seu tratamento. Não pare sem ordem médica.

          Abraços,

          Lu

  1. Juliana

    Lu, estou um pouco melhor da ansiedade, conseguindo me controlar, mas gostaria de te perguntar se quando nos afastamos pelo INSS, passamos a receber menos que o nosso salário da empresa?

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Parabéns, menina! É muito bom saber que vem melhorando, minha querida. Quanto ao salário denominado “auxílio doença”, é um pouco menor do que o pago pela empresa, sendo que os funcionários que têm direito ao auxílio devem ter contribuído financeiramente por até 12 meses com o INSS.

      Abraços,

      Lu

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  2. Marco Antonio

    Olá, Lu!

    Tenho quase 18. Eu estava com fortes dores de estômago e indisposição, então fui ao médico, que me receitou uma vitamina que diz reestabelecer meu organismo ao normal, mas minha tia, que estava comigo, explicou-lhe que perdi minha mãe faz menos de 2 meses, e que poderia ser estresse e tal. Ele então me receitou o Esc, creio que seja ESCITALOPRAM.

    Eu o estava tomando fazia 2 dias, um por dia, mas no 3º dia resolvi tomá-lo à noite, antes de dormir, mas de madrugada eu estava acordado, assistindo uma série e começou a doer meu braço esquerdo. Resolvi buscar no google (uma grande burrice), e comecei a ver que poderiam ser sintomas de infarto. Comecei a ficar nervoso, meu corpo amorteceu todo, fiquei fraco, tremendo, respiração acelerada. Fui parar no pronto socorro, onde o médico disse que meu coração estava normal. No dia seguinte, ao meio-dia, tive outro caso parecido, um pouco mais fraco, e desde então estou com medo e ansioso. Creio eu que isso foi um crise de ansiedade/pânico. Achei que iria morrer. A questão é que eu nunca tive isso na minha vida, e a coincidência é que foi depois que comecei a tomar o “calmante”. Estou sem saber se devo continuar tomando ou não. Após aquele dia não tomei mais, estava pretendendo tomar hoje, mas não sei não. Se puder me dizer se este medicamento pode ter ocasionado isso, agradeceria.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Marco Antônio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Primeiro quero lhe dizer que lamento muito pela perda de sua mãe. É uma pena que nossas mães tenham que partir, mas isso faz parte do ciclo da vida. Muita força, meu irmãozinho!

      Amiguinho, as perdas acabam gerando uma depressão traumática, o que é mais do que normal diante do sofrimento. Algumas pessoas conseguem superar a dor com mais facilidade, enquanto outras necessitam de ajuda médica. O antidepressivo, nessa fase, atuará ajudando-o na transposição desse difícil período. Imagino que depois de seis meses não mais precisará dele.

      Não sei se você pediu orientação médica ao mudar o medicamento do meio-dia para a noite. Quando se muda o horário é necessário falhar um dia, pois não se deve tomar o medicamento em dosagem dupla. O período entre uma dose e outra deve ser, no mínimo, de 24 horas para que o paciente não incorra numa super dosagem, o que lhe traria muitos efeitos adversos. Talvez resida aí o seu problema.

      Todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais que costumam desaparecer entre duas a três semanas. Essa fase inicial é muito difícil, realmente, mas vale a pena passar por esse sofrimento, uma vez que nosso qualidade de vida melhora. Dentre os efeitos ruins está a sensação de que se está tendo um ataque cardíaco. Veja nos relatos como isso é comum. E quanto mais nervosa a pessoa fica, mais intensa é a crise. Não é preciso ter medo. Essas crises vão ficando cada vez mais fracas e logo desaparecerão. Você deve continuar tomando, sim. Qualquer anormalidade, comunique-se com seu médico.

      Marco Antônio, diga-me se você está se sentindo depressivo, ou se está aceitando bem a partida de sua mãe, ciente de que todos nós somos passageiros. Se estiver superando tudo com tranquilidade, não seria necessário apenas um ansiolítico? Mas se estiver muito deprimido, o antidepressivo será muito importante para você. Aguardo seu retorno.

      Abraços,

      Lu

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      1. Anderson

        Olá, Lu!

        Eu tinha 18 anos quando comecei a ter ansiedadade generalizada e crises de pânico, fazendo com que eu tivesse medo de fazer coisas simples, como ir à praça, por exemplo. Minha psicóloga me encaminhou pro psiquiatra, que me passou oxalato de escitalopram. Comecei com uma dose de 5 mg, e de um dia pro outro eu me senti elétrico e ansioso. Aquele remédio tinha sido minha salvação, deixando-me super bem. Mas 2 meses depois tudo estava de volta. O psiquiatra então aumentou minha dose para 10 mg, e melhorei repentinamente, comecei a ser uma pessoa calma, entendedora, porém “vagabunda”. Saía com os amigos todos os dias, ficava a noite toda no celular ou jogando vídeo game.

        Após 1 ano de escitalopram comecei a sentir neuroses (hipocondria, eu sempre tive, mas piorou) e ataques de pânico, pressão alta, e etc… Então faço uma burrice, aumento a dose por conta própria, de 10 mg para 15. À noite melhorei, fiquei feliz e despreocupado. Mas no dia seguinte senti meus batimentos cardíacos muito fortes e acelerados (eu tenho TOC também, e sou muito magro), o que me deixou extremamente nervoso, pensando que estava morrendo ou com pressão alta. Passei a sentir azias, mau hálito vindo do estômago, media a pulsação a cada minuto, inquieto e agitado. Essas crises de ansiedade começaram a ficar pior, e comecei a ir ao pronto socorro, por qualquer coisa que sentia. Tinha crises de choro, e fui ao pronto socorro com pressão 15×10. Passaram-me diurético e diazepam, o que me deixou mais calmo.

        Depois comecei a ficar ainda mais hipocondríaco, a neurose só piorava, não saía do pronto socorro. Depois de um dia estressante, com crises de choro, começo a pensar; “Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Amanhã não acordarei, estarei morto”. Escutava meus batimentos lentos, e vinha à minha mente que meu coração estava parando. Foi difícil cair no sono. Acordei assustado pelo simples fato de estar relaxado às 6h da manhã, com a respiração lenta. Fui ao pronto socorro com a pressão 14×8 e 58 batimentos. E comecei a botar na mente: “58 é muito baixo pra quem está com ansiedade”, e me encuquei com aquilo. Fiz um electro é exame de sangue (tropinina cardíaca) e tudo deu normal. Foi como se me dissesse: “Anderson, você está bem! Pare com isso!” Depois vieram mais crises de ansiedade e fui pro pronto socorro.

        Decido parar com o escitalopram abruptadamente e sem orientação psquiátrica, depois de 1 ano de tratamento. A crise de abstinência veio com tonturas, vertigens, náuseas, mau funcionamento do intestino, perda de peso, excesso de saliva, vômito, neurose, pensamentos negativos, crises de choro e pânico. E cada dia que passava aumentavam as vertigens, como se fossem flashs de tonturas muito fortes. O psquiatra passou-me alprazolam 0,25 pra freiar minha ansiedade. Falou que teria que mudar a forma da terapia. Fez uma receita pra manipulação, de paroxetina com lamotrigine. Fiquei meio em dúvida, até porque lamotrigine é um regulador de humor e pelo que eu saiba eu não tenho alteração nenhuma de humor.

        No mesmo dia começo a sentir fortes dores abdominais (no dia anterior tinha enchido a cara de coisas gordurosas). Eu não tinha tomado o calmante, porque ele foi receitado pra antes de dormir. As dores abdominais ficaram intensas e à noite comecei a ter febre e meu coração acelerado. Fui ao pronto socorro novamente, pressão 12×7 e 125 batimentos, com quase 39 de febre. A médica me passou um diazepam e buscopam na veia. Na fila de espera pro medicamento começo a pensar em várias coisas negativas e tenho ataque de pânico! Tomo o diazepam, e não adianta nada. Começo a tomar buscopam na veia. Foram os piores minutos da minha vida, meus braços e abdômen ficaram cada vez mais dormentes, travados, eu não conseguia mudar de posição. Veio uma sensação de desespero, achei que ia morrer. Tive vontade de sair correndo, achando que estava ficando louco, e isso enquanto tomava medicamento na veia! Não conseguia me controlar (eu tinha tomado diazepam de 10 mg e não fez efeito) e a médica me passou mais um remédio pro meu coração abaixar a frequência. Uma outra médica começa a me acalmar, vendo minha pulsação, que foi diminuindo… O jeito dela falar e explicar foi me deixando calmo e tive alta.

        Tomei o alprazolam e capotei de vez! No outro dia começou a síndrome de descontinuação do escitalopram, as dores abdominais voltaram, só que mais fracas, vertigens, e conforme os dias foram passando só fui piorando! Dor intestinal, vertigens, náuseas, ansiedade, inquietude sudorese, frio ou muito calor. Sofri por 3 dias. Parecia que eu era um usuário de crack em reabilitação.

        Eis que… VIVA! meu remédio novo chegou! Tomo-o de noite, como prescrito, e nas primeiras horas já me sinto melhor, porém agitado! No dia seguinte, acordo estranho, meio pensativo. Conforme foi passando o dia, comecei a ficar agitado, elétrico, hiperativo e comunicativo, e fui medir a pressão na farmácia (desnecessário), 12×7, porém os batimento estavam em 112, e isso foi motivo pra eu ir pro pronto socorro. Expliquei meu caso e o médico disse pra eu ter calma e me passou 5 mg de diazepam, que só me deixou meio bambo das pernas, mas que de nada adiantou, meu coração tinha ido pra 88 (normal), porém minhas mãos estavam geladas e pálidas. Recebi alta e fui embora comendo duas coxinhas bem grandes. Em casa, meu coração estava a mesma coisa, porém parecia que estava pior, eu o via pulando rápido e não resisti, voltei ao pronto socorro, onde me deram mais 5 mg de diazepam e falaram pra fazer electro, tomei o diazepam, e o electro saiu com arritimia.
        Fiquei extremamente preocupado e nervoso, pensando um milhão de coisas negativas. Um outro médico me passando 2L de soro na veia. Acho que ele achou que eu estava drogado, mas enfim… Fiquei lá cinco horas tomando o bendito soro. Antes, o psquiatra de plantão me avaliou e disse que estava tudo bem, que só estava daquele jeito por causa da troca de medicamento, que meu corpo tem que se acostumar com ele e tal, e me deu alta.

        Começo a ter febre e cólicas abdominais durante o soro. Porém faço mais um electro e dessa vez saiu tudo perfeito, sem nenhum problema. Recebo alta e no meio da noite a febre aumenta, começo a ter fraqueza, diarreia sem parar até agora aliás, e ondas de suores. De manhã tomo um remédio para febre e ela passa e não volta mais, porém a dor abdominal dessa vez esta menos forte, só a sinto dependendo da minha postura, muitos gases acompanham também. Neste momento, só sinto muita diarreia, gases e suadeiras. Hoje acordei com frio e suor, mas agora parece que sinto uma pouca melhora, mas ainda assim fico com coisas na cabeça, achando que tenho algo mais grave.

        Lu, você acha que são só coisas de efeitos do remédio?

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Anderson

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, peço-lhe perdão por eu ter rido muito ao ler o seu comentário, pois você é um excelente escritor, que mesmo nos momentos difíceis zomba da situação. Em vez de dramaticidade apresenta tudo com um gostoso humor. É preciso muita atenção para perceber que está falando de uma situação séria. As suas idas ao Pronto Socorro, você as descreve magistralmente. Fiquei imaginando o quão conhecido já deve ser na repartição. Adorei as duas coxinhas. Menino, você é o máximo, e deve aproveitar esta sua verve humorística para escrever. É, na verdade, um ótimo cronista. Ao dedicar-se à escrita, verá como metade de seus problemas desaparecerão. Foi isso que aconteceu comigo. A escrita é hoje uma terapia para mim, além de muito prazerosa. Não jogue fora este seu talento.

          Anderson, o Transtorno da Ansiedade Generalizada tem sido diagnosticado cada vez mais. Ao ler os comentários aqui descritos verá quanta gente de nossa família é dele portadora. O bom é que o mercado traz a cada dia medicamento mais modernos para contê-lo. Você também diz que foi dianosticado com TOC, transtorno também muito comum. E, aliado a isso, ainda é hipocondríaco. Como vê, trata-se de um coquetel bem forte, que necessita de ajuda médica. Jamais poderia ter parado sua medicação sem permissão médica. Imagino que não tinha conhecimento dos efeitos adversos da abstinância. A culpa é, na maioria das vezes, dos médicos, pois a maioria deles não explica nada aos pacientes sobre o tratamento com antidepressivos. Mas não se culpe mais. O importante é que agora está mais amadurecido e sabe da seriedade com que deve ser levado seu tratamento. O que passou, passou. Vida nova! Outra coisa, jamais aumente ou diminua a dosagem por conta própria. Somente seu médico poderá dizer quando isso deve acontecer, levando em conta uma avaliação profunda do seu estado orgânico.

          Amiguinho, para mim, o principal problema do descontrole de seu organismo deve-se à excessiva preocupação somática que tem com seu estado de saúde (hipocondria). Nossa mente é uma poderosa máquina e, quando perdemos o controle sobre ela, o nosso corpo paga um preço muito alto. Nosso cérebro é um computador que trabalha com possantes gigabites. Ainda assim, precisamos controlar sua cpu (unidade central de processamento), para que nos atenda a contento. Tomar conhecimento de que se é hipocondríaco já é uma boa ajuda, minora certos sintomas que nascem do nada, como você muito bem explica. E o que é esse “nada” senão o nosso descontrole mental, a nossa fragilidade em aceitar a morbidez de nossa mente, sujeitando-nos à sua tirania? Nos momentos de crise é preciso “racionalizar”, respirar fundo e deixar o momento passar. Quanto mais nós nos concentramos nas nossas doenças inexistentes mais elas criam vida, e tornam-nos seus escravos. Dê um XÔ para elas. Leia sobre os “transtornos neurovegetativos” ou “distúrbios do sistema neurovegetativo”.

          Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) até que eles passem. Quase todos imaginam que tenha algo grave acontecendo consigo, quando tudo não passa de efeitos do medicamento. Mas logo eles passam e os bons resultados aparecem, mostrando que valeu a pena passar por tanta turbulência, pois há luz no fim do túnel.

          Abraços,

          Lu

      2. Marco Antonio

        Lu

        Na verdade, eu guardo muito as coisas e não as demonstro. A saudade da minha mãe, com certeza, está aqui, mas não é algo aparente. Não sou uma pessoa com tendências depressivas, acredito. Sempre fui muito resolvido com estilo de vida e escolhas. Eu fumo e bebo, mas já fazia isso antes do ocorrido com a minha mãe. O problema é que sou sedentário (estou tentando corrigir ultimamente), e o fato de também fumar e beber me deixou mais assustado com o caso que me ocorreu (quase infarto). Estou até com medo de fumar e comecei a caminhar/correr com meus amigos, vou começar academia. Não tenho muita facilidade em chorar.

        Sempre quis uma vida sem medos, o meu maior medo é viver com medo, eu sempre admirei o estilo de vida “rock n roll” (sexo, drogas e rock n roll) e essa perda me abalou muito. Eu era bem resolvido com questão ideológica e estilo de vida, mas ultimamente tenho pensado bastante se vale a pena correr esse risco, devido ao alto estresse físico e emocional que estou passando. Afinal, mesmo que subconscientemente, a perda me afetou e muito.

        Não sei se o caso seria tomar logo o antidepressivo, por isso vou aguardar a próxima consulta para ver se realmente devo continuar tomando. Talvez um calmante mais fraco resolva o problema do estresse. Tenho a impressão que o antidepressivo seja demais para meu estado emocional. Nunca fui uma pessoa com pensamentos suicidas ou depressivos, embora eu guarde tudo. Pode ser que essa depressão seja subconsciente, como se fosse uma crise existencial, até por que minha vida deveria começar agora, 18 anos, amigos, festas, sempre gostei disso, mas nunca tive muitas oportunidades. Acho que esse estresse pode ser muita mágoa acumulada, sentimento negativo guardado lá no fundo, que está explodindo duma vez.

        Tenho vontade de chorar, quando começa a me dar essas coisas, essas dores de estômago, essa indisposição. A vontade de sair e me divertir é muito grande. Não digo apenas do abuso de bebida e fumo, digo de sair com amigos e dar risadas, fazer algo diferente, andar de skate, eu tenho realmente vontade disso, mas a indisposição me impede, é algo que eu não controlo. Não gosto de ficar o dia todo no meu quarto no computador, mas algumas vezes me sinto melhor aqui. Sempre me disseram que tenho personalidade forte, mas eu não sei o que fazer da minha vida, perdi o meu porto seguro, minha mãe, moro com minhas tias, tenho o apoio do meu pai. Estou passando por um momento muito difícil da minha vida, mas aparentemente eu não me sinto “depressivo” não sei o que pensar nem o que fazer, só estou com medo de ter que deixar tudo isso que eu desejo de lado, meus sonhos, minha visão da vida e de como devo vivê-la, pelo fato de poder ter estes problemas, pois meu maior medo é ter que viver com medo.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Marco Antônio

          Toda perda é muito dolorosa, e muitas vezes não damos conta do tamanho do nosso sofrimento, que pode tomar as formas mais diversas. Tentamos a qualquer custo preencher o vazio que fica. E nem sempre fazemos as melhores escolhas para preenchê-lo, tornando-o ainda mais insuportável.

          Amiguinho, em sua fala, você diz: “… meu maior medo é ter que viver com medo”. Ao tomar como parâmetro tal lema, já significa que nele está embutido o seu “medo”, ou seja, ele já está a incomodá-lo. Mostra que sua forma de agir, muitas vezes, não passa de uma maneira de enfrentar esse seu grande temor, que você toma como “fraqueza”. Penso que aqui faz uma confusão entre o “medo” como um aliado nas horas de perigo, quando o corpo faz uso da adrenalina para possibilitar o embate, e o “medo” fóbico. Enquanto o primeiro é sábio, o segundo é doentio e merece tratamento. Para mim, a melhor forma de vida está no equilíbrio, como reza a cultura budista no seu célebre “Caminho do Meio”.

          Você se diz sedentário, o que realmente não é bom, pois a Ciência vem apregoando os perigos do sedentarismo, principalmente em relação ao coração. Aliado a ele ainda carrega duas outras bombas-relógio: cigarro e bebida alcoólica. Este coquetel é perigosíssimo. E ter “medo” dele não significa covardia, mas “sabedoria”, apreço pela própria vida. Mas é bom ver como você vem amadurecendo, como quando diz: “… mas ultimamente tenho pensado bastante se vale a pena correr esse risco, devido ao alto estresse físico e emocional que estou passando.”. Não vale a pena, mesmo, meu irmãozinho. A saúde é o bem maior de nossa vida.

          Quanto ao transtorno da depressão, ele pode aparecer em nossa vida de formas diferentes, muitas vezes sem que nem o percebamos. E a depressão traumática é uma de suas formas. Somente ao abrir-se com seu médico, falando de seu mundo interior, muitas vezes tão fechado, é que ele será capaz de fazer uma avalição sólida. Não é a sua tia quem deve expor, mas você. Quando retornar à nova consulta, abra-se com o profissional, fale-lhe de sua vida pessoal, ajude-o a ajudá-lo. Você diz: “Na verdade, eu guardo muito as coisas e não as demonstro.”. Lindinho, pote que se enche muito acaba entornando, mais cedo ou mais tarde. Fale a seu médico sobre o que aqui diz: “Acho que esse estresse pode ser muita mágoa acumulada, sentimento negativo guardado lá no fundo, que está explodindo duma vez.”. Diga-lhe qual é sua mágoa acumulada e os sentimentos negativos guardados lá no fundo.

          Você escreveu que “Pode ser que essa depressão seja subconsciente, como se fosse uma crise existencial, até por que minha vida deveria começar agora, 18 anos, amigos, festas, sempre gostei disso, mas nunca tive muitas oportunidades.”. O que o impediu que as tivesse? Além do mais encontra-se na flor da vida, com um tempo imensurável para viver e ser feliz. A sua vida apenas desperta. Você também diz: “Tenho vontade de chorar, quando começa a me dar essas coisas, essas dores de estômago, essa indisposição.”. Chore! Isso lhe fará bem! E essa indisposição que o impede de sair e divertir-se com seus amigos pode ser realmente depressão.

          Você fecha seu comentário dizendo: “… mas eu não sei o que fazer da minha vida, perdi o meu porto seguro, minha mãe, moro com minhas tias, tenho o apoio do meu pai. Estou passando por um momento muito difícil da minha vida, mas aparentemente eu não me sinto “depressivo” não sei o que pensar nem o que fazer, só estou com medo de ter que deixar tudo isso que eu desejo de lado, meus sonhos, minha visão da vida e de como devo vivê-la…”.

          Lembre-se, Marco Antônio, de que você é um jovenzinho, ainda no limiar da vida. É, portanto, normal que ainda tenha muitas dúvidas e indagações. O tempo dar-lhe-á experiências para ajudá-lo a decidir. Viva apenas o “hoje” com sabedoria. Um dia de cada vez. Enriqueça sua vida com o conhecimento de onde extrairá a sabedoria. Torne-se, para você mesmo, a melhor pessoa do mundo. O tempo incumbir-se-á de fazer o resto. Este tem sido o método que aplico em minha vida. Não viva com “medo” de ter “medo”. Apenas viva com sabedoria, buscando o equilíbrio em tudo que faz. Quem vive assim desconhece o sentimento negativo embutido na palavra “medo”, quando esse não está aliado à proteção do próprio indivíduo. E conte sempre com este cantinho!

          Abraços,

          Lu

  3. Thalita

    Oi, Lu, tudo bem?
    Estou no 12º dia do remédio… Os primeiros dias foram ruins, como já tinha relatado aqui, porém, eu já estava me sentindo bem melhor já na sexta passada. Só que desde ontem venho muito nervosa lá no serviço devido a alguns comentários de crise de redução de funcionários, e etc. Isso tem me deixado muito nervosa, porque eles não decidem nada, e parece que ficam procurando pelo em ovo. Hoje eu fiquei triste, nervosa, agoniada, e explodi, fui para o banheiro chorar,pra aliviar um pouco. Me senti melhor depois, porém, no final da tarde senti muitos sintomas da ansiedade. Essa situação está me deixando mal. Se não fosse isso eu estaria boa, pois percebi que medicação tem me ajudado e a fé em Deus.
    Devido a essa montanha de sentimentos, a medicação fica comprometida?

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      Todos estamos neste mesmo barco, com um presidente incompetente, que está levando o país para o caos. Em vez de trabalhar para o crescimento do Brasil, incentivando seu crescimento, essa temeridade joga-nos no fundo do poço. Não é só você que está se sentindo assim. Somente em São Paulo, o BB e a CEF irão deixar na mão mais de 20 mil funcionários. Essa sua agonia vem sendo compartilhada, a cada dia, por milhões de brasileiros. Prova disso é o número de comentários que vem dobrando diariamente.

      Amiga, o antidepressivo dá-nos um pouco de equilíbrio nesse caos inimaginável, mas não faz milagres diante de tanto descalabro nos três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário). Estamos caminhando para ficarmos todos doentes. Não pense que é somente você. Veja o desespero de alguns comentaristas. Todos estamos mal, ao ver o nosso país afundar a cada dia.

      Beijos,

      Lu

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      1. Maurício Jardim

        Boa-noite!

        Queria muito participar desta página, pois me trato de bipolaridade já faz anos, sendo que foi me dado o diagnóstico somente em 2013, depois de 13 anos com a mesma psiquiatra. Tenho algumas dúvidas que muitas vezes ou me esqueço ou não fico à vontade para tirá-las. Pode ser porque tive que trocar de psiquiatra, pois a que eu tratava com ela parou de aceitar meu plano.

        Fazia uso de citalopram de 20 mg, e já mudei há alguns anos para escitalopram de 20 mg. Tomo também clonazepam de 2 mg + alprazolam de 0,5 mg, lamitor de 100 mg + zolpidem de 10 mg, vitamina D manipulada (5 gotas em jejum) e enalapril de 10 mg para pressão e omeprazol de 20 mg.

        Meu atual psiquiatra, já me trato com ele há mais de 2 anos, disse que eu tenho mais depressão do que euforia, digo mania na minha bipolaridade. Estou sempre com mais crises depressivas e meu psiquiatra vem mudando e retirando alguns medicamentos desses que eu já tomo há anos. Estou muito inseguro principalmente referente ao escitalopram, que ele trocou pelo ANAFRANIL (cloridrato de clomipramina de 25 mg, retirou o alprazolam e o zolpidem também, mais mesmo tomando o cloridrato de clomipramina de 25 mg por 3 vezes ao dia, há pouco tempo, sinto que o escitalopram me deixava melhor, mais seguro. Estou na dúvida se falo com o meu psiquiatra que eu prefiro os medicamentos do início. O que devo fazer?!

        Obrigado pela atenção!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maurício Jardim

          Bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, cada vez mais as pessoas vem sendo acometidas pelo transtorno da bipolaridade. O bom é que existem medicamentos cada vez efetivos, para ajudar seus portadores. Penso que muitas vezes é benéfico mudar de psiquiatra. Alguns são mais estudiosos e mais atentos aos problemas de seus pacientes. Aqui você pode expor todas as suas dúvidas. As que não soubermos responder, vamos pesquisar para lhe trazer respostas que o deixem mais tranquilo.

          Maurício, há uma gama de bons antidepressivos no mercado. Os psiquiatras fazem suas escolhas de acordo com o transtorno de cada paciente, o que é muito normal. Eu já passei por inúmeros, inclusive pelo anafranil. Tais mudanças são importantes porque, muitas vezes, uma pessoa dá-se melhor com certo antidepressivo. Há também o problema de que, com o tempo, o organismo acostuma-se com o medicamento e ficam “demasiadamente amigos”, a ponto de não mais fazer efeito.

          O seu atual psiquiatra está correto ao fazer alterações em seu tratamento, inclusive diminuindo o número de medicamentos. É normal essa dúvida no início do tratamento com um antidepressivo diferente, até porque o organismo passar por aquela fase difícil das primeiras semanas, quando o usuário sente-se muito mal. Faz-se necessário que você aguarde mais tempo, pelo menos um mês, para avaliar a nova medicação (você não diz há quanto tempo está tomando o anafranil). Depois disso, retorne a seu médico e repasse-lhe como vai o seu tratamento. Para não se esquecer, anote tudo num papel, antes da consulta. É muito importante relatar ao médico como está se sentido, pois é através de seu relato que ele irá avaliar o seu estado de saúde, quais remédios estão lhe fazendo bem, quais podem ser tirados, que outros devem ser mudados, etc. Portanto, não precisa falar com seu psiquiatra que prefere os medicamentos antigos, ao relatar-lhe como está passando, ele mesmo chegará a uma correta conclusão.

          Maurício, fique tranquilo, pois tudo irá dar certo. E será sempre um prazer contar com a sua presença aqui nesta página. Não tenha nenhum acanhamento em escrever quantas vezes sentir vontade.

          Abraços,

          Lu

        2. Maurício Jardim

          Bom-dia, Lu!

          Muito obrigado pela sua atenção. São de espaços assim e de seres humanos como você que precisamos, pois sofremos muitos preconceitos, obrigado mesmo.

          Eu não lhe passei como estou tomando o novo antidepressivo (cloridrato de clomipramina de 25 mg, que comecei terça feira passada, da seguinte forma: um comprimido de 25 mg às 08:00, às 12:00 e às 16:00, assim até 4 dias, depois nos mesmos horários, só que 2 comprimidos de 25 mg. No oitavo dia devo passar para o médico como estou me sentindo. Como eu tomava citalopram de 20 mg e depois passou para escilopram de 20 mg por muito tempo, me senti inseguro, e também ele tirou o moderador de humor, o LAMITOR de 100 mg. Falou que não gosta de receitar moderadores de humor, quando o quadro é de muita depressão, pois a minha bipolaridade como é mais depressiva, sendo menos a euforia, sendo melhor parar com o Lamitor. Um mês atrás o médico me passou valdoxan de 25 mg mais o Queropax de 100 mg, mais o valdoxan, que ele me deu 2 caixas de amostra grátis, pois é muito caro, e eu não tenho condições de comprar. Eu estava me sentindo melhor, e referente ao Queropax de 100 mg estava fazendo eu dormir muito bem, só que me deixava dopado todo o dia, diminui para 50, depois 25 e 12,5 fiquei bem sonolento não dopado, mas ele mandou parar.

          Novamente obrigado, vou aguardar e ver como vai ficar com essa nova medicação, pois é muito sofrimento.

          Abraços, fique com Deus e tenha um final de semana abençoado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maurício

          Um dos pontos fundamentais no tratamento dos transtornos mentais é ter confiança no médico, saber que se trata de uma pessoa séria e comprometida com a saúde do paciente. Se seu médico tiver esses requisitos, procure ficar tranquilo e seguir direitinho a medicação que ele lhe passou, repassando-lhe, sempre que possível, suas reações. Se sentir que algum transtorno está sendo difícil de suportar, entre em contato imediato com ele ou vá num posto de saúde mais próximo. É importante ler a bula, para saber quando deve procurar ajuda, mas não fique impressionado com tudo que lê ali.

          Amiguinho, a indústria farmacêutica é tão gananciosa quanto os nosso sistema bancário. Ela quer ganhar mais e mais. Por isso, sempre que um medicamento estiver com o preço abusivo, ou seja, muito caro, diga para o seu médico que está além de suas posses (eu sempre faço isso). Assim, ele lhe prescreverá outro com substância similar, de outro laboratório com preço bem mais em conta. Pode ver esta loucura de preços no próprio oxalato de escitalopram, que varia loucamente de um laboratório para outro. Mais uma vez eu lhe digo para confiar no seu médico, pois é a pessoa que mais tem capacidade de saber quais são os medicamentos que lhe são necessários. E não tenha insegurança em questionar-lhe sempre que tiver dúvida. A relação de paciente e médico mudou muito nos dias de hoje, pois o segundo está muito mais bem informado.

          Maurício, nós, portadores de trantornos mentais, precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). É muito sofrimento, sim, mas só temos a agradecer pelo avanço da Ciência em relação às doenças do cérebro. Procure também praticar algum exercício físico (pode ser caminhada) e olhar a vida com mais otimismo. Indico-lhe uma categoria no site chamada ARTE DE VIVER (busque em ÍNDICE GERAL). Tenho a certeza de que lhe fará muito bem. E volte aqui sempre que quiser. Leia também os comentários de outros membros de nossa família, aqui. Se quiser, poderá também escrever para eles.

          Abraços,

          Lu

  4. Juliana

    Nany

    Quando eu passei pela primeira vez por essa médica em que estou indo, ela também foi muito fria comigo, e só ficava só olhando para tela do computador. Eu me questionei, se ela estava realmente me ouvindo, e me receitou dois medicamentos: um antidepressivo e outro enxaqueca. Marcou um retorno de 15 dias. Minha consulta foi na sexta-feira e na segunda eu já estava desesperada, porque não tinha conseguido ir trabalhar e ainda sentia desespero e sufocamento. Então ela me deu 10 dias para aguardar o medicamento fazer algum efeito, mas ao final dos 10 dias não consegui ir ao trabalho. Retornei ao consultório em prantos e mal conseguia falar com ela, que me deu um atestado de 1 mês, mas estou ainda muito ansiosa, desesperada, sufocada. Preciso trabalhar essa minha ansiedade, como a Lu já me disse. Ontem fui até à empresa assinar uns papeis, e foi horrível, passei mal e comecei a suar frio, fiquei pálida e zonza,coração a mil.

    Nany, sei muito bem o que está passando e te entendo, e se precisar perguntar alguma coisa fique a vontade, porque estamos aqui para ajudar uns aos outros.

    Responder
  5. Amanda Castro

    Boa-noite!

    Eu tenho 14 anos e fui ao psiquiatra, que disse que tenho tanta ansiedade, que ja é meio TOC. E me receitou Eficentus (oxalato de escitalopram). E eu estou com muito medo de tomar, pois li a bula e fala que não é indicado para menores de 18, e que pode ter efeitos como suicídio. Ele disse para eu tomar meio comprimido durante 10 dias e depois 1 inteiro, só que eu estou com medo, tem muitos efeitos colaterais. Não devia ter lido a bula, pois esse meu toc só piorou. Só que se for por peso e tamanho eu tenho 18, pois sou muito alta peso 63 kg. Eu queria saber se é assim mesmo esses remédios, pois é a primeira vez, não sei o que faço.

    Obrigada desde já!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, assim como você, também comecei a usar antidepressivos na minha adolescência. Sinto-me muito feliz porque eles existem para ajudar-nos a ter uma boa qualidade de vida. Imagine como devia ser triste a vida das pessoas antes da descoberta desses remédios! E quando somos acometidos por qualquer tipo de transtorno mental faz-se necessário buscar ajuda médica, para que possamos viver sem o sofrimento que nos causam as crises.

      Amanda, realmente esse medicamento tem como advertência não ser usado por menores de 18 anos. Talvez seu psiquiatra tenha levado em conta a sua estrutura corpórea. Acontece, porém, que você está insegura para usá-lo, e isso não é bom. Portanto, aconselho-a voltar a seu médico (ou a um outro) e questioná-lo sobre a observação que consta na bula. Diga-lhe que ficou amedrontada, pois só tem 14 anos (você falou com ele a sua idade?). É muito importante que, ao tomar um medicamento, a gente sinta-se plenamente informada. E você tem toda a razão em fazer tal questionamento. Parabéns! Procure ficar tranquila até resolver tudo direitinho. Depois venha aqui me contar como foi seu contato com o psiquiatra. Saiba também que poderá escrever aqui quantas vezes necessitar. Estamos todos com você! Venha sempre conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Flavia Adriana

      Bom-dia, Amanda!

      Os medicamentos são meios de restaurar o quimismo cerebral, para que tenha condições normais de fazer uma terapia, tomar decisões ou lidar com a situação que é a causa(s) do seu estado atual. Você fez a coisa certa: foi ao especialista. Não se preocupe com alertas sobre a medicação que está usando. Seu médico te atendeu, te entrevistou e aplicou a dosagem correspondente ao seu caso, que ele deve acompanhar após o seu retorno à consulta (ademais, todo medicamento tem efeitos colaterais, porém, pesam muito menos diante dos sintomas das doenças que queremos tratar. É como alguém que precisa tratar de forte enxaqueca, cujo remédio causa acne ou engorda, como efeito colateral. Tratar a enxaqueca, certamente, será a prioridade. O médico, ao receitar, leva tudo isso em consideração. O resto, trata-se depois – mas ele está de olho, pode ter certeza. Então, quando voltar, ele vai poder avaliar se a medicação foi adequada, se a dose deve mudar, ou se o remédio não será mais necessário. Colabore com a análise dele, prestando bem atenção em como se sente ao longo dos dias, após o início da medicação. Caso você se decida por ir atrás de outra opinião, busque outro psiquiatra.

      Tenha em mente que você já estpa a caminho da saúde e lembre sempre de sair dessa sintonia de focar na doença. Foque mais na sintonia com a saúde. Ninguém é doente, e sim está doente, no momento, tendo toda a possibilidade e direito de buscar a saúde, estado natural de todos nós.
      Não importa se precisa tomar remédio, o que quer é se sentir bem, recuperar a alegria de viver fora do estado de angústia. E para isso, devemos lançar mão de todos os recursos. Então muda o olhar – vai buscando informações de como conquistar a saúde e o bem-estar, ao invés de manter a sintonia só com a enfermidade. Dê preferência às informações dos especialistas no assunto, pois a Ciência avança a cada dia e suas descobertas se espalham com muito mais velocidade entre os profissionais, que são obrigados, e não poderia ser de outro modo, a estarem sempre atualizados sobre os avanços da medicina, podendo assim, oferecer aos seus pacientes sempre o melhor tratamento que existe, em qualquer tempo. Não adiar o encontro com a melhora é o melhor caminho, não perdendo tempo com o que focar no problema, em vez de focar na solução. Crie disposição mental otimista para dar espaço propício à melhora, e medita em como o tratamento tira e alivia você deste estado, te fazendo conquistar a saúde e o equilíbrio que deseja e merece!

      Falando em meditação, a da Gratidão é ótima para isso! Alimentar os pensamentos com o que você já conquistou de bom, como: ter conseguido identificar que existe algo a ser cuidado e procurou ajuda especializada, (enquanto muitos não buscam porque gostam da posição de enfermos, por conseguir chamar a atenção dos que estão em volta, chantageando a todos emocionalmente, o chamado “ganho secundário” – nunca caia nessa grande cilada do ego, ao contrário, busque espalhar tua alegria, que atrai a todos com muito mais segurança e de forma muito mais agradável). Problemas toda humanidade sempre os teve; só os supera quem se decide pela conquista da saúde. O esforço otimista é o principal aliado dos tratamentos.

      Vou te passar uns links de umas aulas de medicina que esclarece muito sobre a nossa saúde integral. Se assim quiser, vai vendo a sequência, conforme sua possibilidade. Vai se sentir muito melhor ao falar sobre saúde e libertação das doenças.
      eis o primeiro:


      (Há aulas deste professor sobre a ansiedade também.)

      2: Tem um livro muito bom que ajuda a gente a parar de agir no automático da ansiedade – que é excesso de preocupação ou medo do futuro. O livro chamado O PODER DO AGORA – explica como a gente nunca está no momento presente, detalhadamente, e nos ajuda a ir vencendo esse estado mental automático que só atrapalha. Você vai ver como essas informações libertam. Tem o áudio no youtube também.

      Um grande abraço e viva a vida com amor e alegria. Estamos juntos, superando desafios. Espero ter ajudado.

      Responder
  6. Tissiana

    Boa-tarde!
    Sofro com TAG e ataques do pânico… Ultimamente procurei um médico ortomolecular que me pediu diversos exames de sangue, nos quais constatou cortisol alterado, prolactina, falta de vitamina D. Os hormônios da tireoide estão normais, graças a Deus… Ele me passou um tratamento com 5HTP, vitamina B6 e B3, cloreto de magnésio PA e fisioton e um antidepressivo chamado Venlafaxina. Ocorre minha flor, que não quero mais entrar em antidepressivos, pois os efeitos colaterais que me causam são terríveis… Sou uma pessoa muito agitada, nervosa, estressada e acho que o estresse desencadeou tudo isso em mim… Tomo o rivotril em gotas para me ajudar nas crises… Gostaria de saber se posso me ver livre dessas crises, sem tomar o antidepressivo, e só fazer os tratamentos que citei acima… Estou com crise compulsiva alimentar também, pois se não como, acabo tendo crises de ansiedade.

    Desde já muito obrigada… Deus abençoe!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tissiana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, são muitas as pessoas, que aqui escrevem, que fazem tratamento com o antidepressivo Venlafaxina. É fato que os antidepressivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, mas que passam, normalmente, entre duas a três semanas. Penso eu, que tenho depressão crônica (herança da minha parte materna), e que faço uso desse tipo de medicamento desde a minha adolescência, que todo o sofrimento da fase inicial compensa o fato de trazer-nos melhor qualidade de vida, uma vez passada a turbulência.

      Tissiana, embora haja uma corrente contrária ao uso de antidepressivos, eu, pessoalmente, acredito que os transtornos mentais exigem medicação alopática. Se tratamos dos nossos rins, coração, fígado, etc, por que devemos negar tratamento ao nosso cérebro. Ele faz parte de nosso corpo e, como tal, também adoece, exigindo os mesmos cuidados. Quando o transtorno apresentado possui origem traumática, fica mais fácil de ser tratado com psicoterapia, mas fora disso, faz-se necessário o uso de um antidepressivo.

      Lindinha, o rivotril em gotas irá apenas ajudá-la em suas crises, pois é um tranquilizante momentâneo, que não age no cerne da questão. Chegará um tempo em que terá que aumentar a dose para que faça algum efeito. Portanto, minha amiguinha, o ideal é que você siga a prescrição de seu médico, pois descreve a si mesma como:

      “Sofro com TAG e ataques do pânico… Sou uma pessoa muito agitada, nervosa, estressada e acho que o estresse desencadeou tudo isso em mim…”

      Tissiana, tais crises quando não tratadas tendem a ficar mais constantes e mais graves. Repense com carinho essa sua decisão, pois não vale a pena sofrer tanto assim, quando se pode melhorar a qualidade de vida.

      Espero recebê-la muitas vezes aqui.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Tissiana

        Obrigada, pela minha flor, pela atenção dada… Vou tentar seguir os seus conselhos…. rsrsrs… Deus lhe abençoe ricamente, e com certeza voltarei mais vezes! Um grande abraço, princesa!

        Responder
  7. Paloma Lopes

    Oi, Lu, voltei!

    Que doença é esta meu pai? Estou fazendo também terapia com um psicólogo. Faz duas semanas que estou sem crise, passou o enjoo, o mau humor, tonturas, língua amarga e outos que citei aqui, porém, quero que me tire uma dúvida: como moro bem próximo do meu local de trabalho, vou em casa almoçar, tomar um banho e tirar uma soneca. Tenho notado, e não é de hoje, que quando estou preste a cair no sono, sinto um choque no coração ou no peito, ainda não sei bem onde é, e me assusta, pois fico tensa, e isso é toda tarde. Às vezes à noite tenho até medo de dormir. Além de sentir isso, sinto meu braço, perna ou alguma coisa do meu corpo mexer sem eu ter feito nada, e isso me assusta também. A gente corre risco de morte tomando alguns desses remédios?

    Olhe, Lu, às vezes luto ao máximo, para não cair em desespero, mas esses “choques” me tiram do sério e me assustam. Eu, como lhe disse, já fiz vários exames e não constou nada.

    Eu amo esse seu site, você não tem noção de como está me ajudando muito.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Que maravilha, você está ultrapassando o Cabo das Tormentas, ao deixar os efeitos adversos para trás. Parabéns garota POP.

      Amiguinha, é muito comum o fato de as pessoas sentirem choque quando lutam para não dormirem. Ou seja, você sabe que não pode cair no sono, pois terá que se levantar para trabalhar. Assim, trava-se uma luta entre o seu corpo que pede uma boa soneca e sua mente que sabe que é impossível cair nos braços de Morfeu. Isso acontece comigo, se me deito apenas por um curto tempo, e o sono chega forte. Parece um choque elétrico. Atualmente prefiro fazer outra coisa a ter que me deitar com o compromisso de levantar-me meia hora depois. Gosto de dormir um sono solto, uai. Portanto, minha querida “pombinha”, passe a não se deitar após o almoço. E assim terá resolvido esse problema que a atormenta. Adeus senhores choques! E ninguém morre com esses remédios. Saiba que os antidepressivos também são usados por crianças. Você continuará “vivinha da silva”, risos.

      E eu amo a sua presença aqui, minha fofinha.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  8. Alê

    Olá, amiga!
    Comecei a tomar o antidepressivo Exodus tem 4 dias, porém, estou tendo muita diarréia. Vou no minímo umas 10 x ao banheiro. Isso pode ser reação do remédio?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alê

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. A diarreia encontra-se entre os efeitos ruins do oxalato de escitalopram. Saiba, porém, que as reações ruins duram, normalmente, entre duas a três semanas. Contudo, alguns efeitos devem ser comunicados a seu médico, como a diarreia, que pode levar o seu corpo a ficar desidratado. Vou lhe passar uns links para maiores informações.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  9. Juliana

    Lu,
    minha enxaqueca é muito forte, fico zonza, vomito, o que alivia são os coquetéis direto na veia. Minha duvida é quando eu passar pela perícia poder ocorrer do perito não me conceder mais alguns dias? Sei que cedo ou tarde terei que enfrentar, mas não estou conseguindo, só de pensar em estar naquele lugar com tanta criança, com cobrança de chefia, já me deixa sufocada em desespero. Estou pensando em pedir as contas, mas tenho muito medo de não conseguir outro emprego, e acho que esse afastamento vai contar pontos negativos para outra empresa que for trabalhar.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Você sabe o que significa a palavra “preocupação”? Significa ocupar sua mente com algo ruim que você não pode resolver no momento. Não adianta inquietar-se antes do tempo, pois seria sofrer desnecessariamente. Cada coisa a seu tempo, é assim que devemos viver. Saiba que as pessoas otimistas tendem a viver melhor e a conseguir o que desejam. Que diferença fará esse seu pensamento fixo no modo como o perito irá comportar-se em relação à sua consulta? Nenhuma! Portanto, amiguinha, entregue tudo nas mãos de Deus e aguarde que as coisas aconteçam.

      Juju, deligue-se, viva bem o momento, pois de outro jeito estará estragando seu tempo, enchendo-o com pensamentos negativos. Esqueça da escola, das crianças, de seu chefe e do perito. Curta sua licença da melhor forma possível. Deixe as coisas acontecerem. Espere o resultado da perícia para pensar em pedir as contas. E é claro que é um momento ruim para perder o emprego, em razão da crise que acontece no país. Viva um dia de cada vez. Não queira controlar o mundo. Isso só desgasta você.

      Ju, o perito irá lhe dar oportunidade de colocar tudo o que sente. Fale-lhe de seu “terror” de voltar para o trabalho, das noites sem dormir, de seu sufoco e desespero. Ele (ou ela) também é um ser humano. Já tirei muitas licenças de saúde em minha vida. Nunca tive problemas. Sempre encontrei peritos maravilhosos, humanos e honestos, que sabiam muito bem distinguir quem estava doente de verdade de quem só queria licença para não trabalhar. Portanto, amiguinha, fique tranquila… Irá dar tudo certo! Pense positivamente. Nossos pensamentos possuem força vital.

      Estarei torcendo por você, menininha ansiosa!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  10. juliana

    Oi, Nany,

    eu li o que você escreveu sobre seu local de trabalho. Seus sintomas são iguais aos meus. Eu peguei um mês em casa, e já penso que não vou conseguir voltar, pois só de pensar em estar lá já sinto dores de cabeça e meu coração acelera. Sei que tudo isso é inexplicável, me culpo por tudo, mal consigo dizer à minha médica o que sinto, tenho vontade de sair correndo, deme insolar, também tenho medo da medicação e de seus efeitos, de me viciar de ficar dependente disso. Gostaria muito de saber como você está?

    Responder
  11. Juliana

    Lu, minha médica me receitou o amato para enxaqueca, mais tive medo de tomar, pois a mesma me alertou que poderia emagrecer e, que iria perder o apetite, então tive medo de tomar. Analgésicos não aliviam a minha dor que é muita; ultimamente tenho parado várias vezes no hospital para ser medicada. Em relação ao antidepressivo, não obtive sucesso com o remis, trocando pelo pondera. Tenho medo de voltar a ter todos aqueles sintomas horríveis.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Muita gente usa o amato com a finalidade de emagrecer, isso é verdade. Como já lhe disse, experimente colocar bolsa com água quente na barriga (para cólica menstrual). E não tenha medo dos efeitos adversos, pois todos passam. O importante é a melhora na sua qualidade de vida.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  12. Juliana

    Nany

    Eu vou passar pela perícia agora, pois a minha médica me deu 30 dias, fora os 10 que já havia tirado. Eu não consigo nem passar na frente do meu trabalho pra você ter ideia. E de pensar naquele lugar já começo a passar mal, fico com dor de cabeça, palpitações, parece que vou infartar, e para ser sincera, não sei como vou conseguir retornar, parece frescura mais só quem passa por isso para entender. Estou com medo de passar pela perí cia, pois não sei como o perito irá me interpretar, e isso me deixa mais ansiosa e inquieta. Ultimamente não tenho conseguido me concentrar e nem ficar muito tempo em um ambiente. E você, como está?

    Responder
    1. Nany

      Juliana,

      sexta-feira peguei com a psiquiatra um atestado de 5 dias. Mas ela me tratou friamente, parece que estava achando frescura, foi do tipo: tome um rivotril e durma… Marquei um psiquiatra para amanhã à tarde, desta vez particular ( e caro :(… ), vamos ver como será…

      Também sinto o coração acelerar só de pensar em voltar para o Banco, não quero voltar pra lá, cogito até pedir demissão. Mas são 10 anos de empresa e estamos em um momento bem difícil no nosso país, né? Te entendo muito bem, é um sentimento muito ruim, dá um desespero só de passar em frente a agências bancárias… Não me sinto em condições de atender meus clientes e ter que vender, lidar com as metas. Simplesmente não dá. Não consigo. Lá parece que vou ter um ataque cardíaco. Uma colega mais experiente conversou comigo sobre afastamento… Vou conversar com o médico amanhã, para se possível me dar um afastamento do máximo de dias que ele puder dar… Espero que eu consiga. Melhoras! Força pra nós!

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Os dois são antidepressivos. Você não pode tomar sem o conhecimento de seu médico. Você pode tomar um analgésico. Mas não tome o Amytril sem conversar primeiro com seu médico. Veja o comentário da Nany dirigido a você. Responda-o.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Nany

        Oi, Lu!
        Não sei como vim parar nesta página, mas que bom te achar! Adorei os comentários e tuas orientações.

        Lu, tenho passado um estresse enorme no meu trabalho que esta afetando minha saúde e minha vida pessoal. Crises de falta de ar, taquicardia, sensação de sufocamento, vontade de chorar, compulsão alimentar, vontade de me isolar, têm sido dias difíceis. Chego em casa e não tenho nem vontade de conversar com meu namorado. Moramos juntos, ele tem sido muito paciente e não sabe o que fazer… Trabalho diretamente com o público, sou Gerente de Pessoa Física em um Banco, preciso estar bem para atender meus clientes, mas mal tenho vontade de me arrumar e de sorrir. Fico irritada muito rápido e me sinto bem culpada por isso. Parece que esse trabalho não tem nada a ver com a minha essência, sabe? E isso juntamente com a pressão do dia a dia, cobranças malucas em um lugar que só visa números, mais a falta de funcionários que deixa quem está ali sobrecarregado fez com que eu chegasse nesse estado em que me encontro.

        Fui a uma psiquiatra essa semana, que me receitou fluoxetina e rivotril e perguntou se eu queria uns 5 dias até o remédio fazer efeito. Eu recusei. Na verdade nem consegui falar tudo o que eu sentia, pois foi um atendimento tão frio, tão express, que juro, durou no máximo, no máximo 10 minutos.

        Tenho vontade de pedir demissão. Afinal, não está contente sai fora, né? Mas é um medo que me consome… São 10 anos de Banco, daqui a pouco eu chego aos 30 anos e não tenho nada certo em vista. Pedindo as contas eu perco um bom dinheiro, mesmo dinheiro não sendo tudo é difícil sair assim sem nada, ainda mais no momento em que estamos. Desde os 19 anos eu me viro sozinha, não tenho marido ou família com dindin para me manter. Ainda quero trabalhar com algo em que eu possa ajudar as pessoas a tornar suas vidas mais harmônica… Só de pensar que amanhã tenho que ir para o trabalho coração já acelera aqui. Vontade de ligar para a médica que mal me olhou nos olhos e pedir uns 15 dias. Mas aí vem uma culpa junto.

        Não tive coragem de tomar a fluoxetina e rivotril. Não sei explicar, mas quando eu penso em tomar, penso que na verdade o problema de tudo é o trabalho. Então se eu ficar uns dias longe, mesmo sem remédio conseguirei voltar a ficar bem. (Só que se eu pegar atestado, uma hora terei que voltar). Escrever faz bem, né?

        Obrigada por proporcionar isso em sua página.
        Beijos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Nany

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, profressores e bancários encontram-se entre as profissões mais desgastantes deste país, com um altíssimo número de pessoas com transtornos mentais. É vexamoso os grandes lucros que têm os bancos e o menospreso pela vida de seus funcionários, sem falar nos baixos salários, na falta de funcionários e nos cortes diários, em razão de políticas desumanas, em que o lucro é a bandeira do sistema. Você diz:

          “Lu, tenho passado um estresse enorme no meu trabalho que esta afetando minha saúde e minha vida pessoal. Crises de falta de ar, taquicardia, sensação de sufocamento, vontade de chorar, compulsão alimentar, vontade de me isolar, têm sido dias difíceis.”. Todos esses sitomas são alusivos a um enorme estresse que ora atravessa, necessitando realmente de ajuda médica para ultrapassar tal fase. Saiba que não tem culpa alguma para ficar irritada. Não se machuque mais ainda. Não peça demissão neste momento de crise porque passa o país. Se eles forem demitir funcionários em seu Banco, pelo menos terá os seus direitos preservados. O ideal é que tirasse um mês de licença.

          Nany, você é muito jovem ainda, já vá estudando outros campos de trabalho, que a tornem realizada. Prepare seu espírito para isso. Por que não tenta um concurso público numa área de que gosta? Ao dizer que:

          “Não tive coragem de tomar a fluoxetina e rivotril. Não sei explicar, mas quando eu penso em tomar, penso que na verdade o problema de tudo é o trabalho. Então se eu ficar uns dias longe, mesmo sem remédio conseguirei voltar a ficar bem.”, saiba que ainda que seja o problema proveniente do trabalho, você precisa de ajuda médica. O medicamento irá equilibrar o seu organismo, ajudando-a a sair de tal crise. Se não fizer o tratamento, poderá resvalar para uma crise de pânico aguda, pois se encontra num alto grau de estresse. Pode até mesmo tirar uns dias de licença e voltar com o mesmo problema, pois seu organismo encontra-se em desarmonia, por isso, necessita do medicamento o mais rápido possível. Não tenha medo de fazer o tratamento, pois muitos transtornos são desencadeados por crises de estresse. E quanto mais cedo tratá-la, melhor.

          Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Katia

          Nany,

          lendo sua história eu me identifiquei completamente. Tenho 31 anos, e me formei em direito aos 28 anos, realizando meu sonho, contudo, por questões financeiras, trabalho desde os 16 anos. E desde os 23 sou concursada em uma escola, mesmo após formada não consegui deixar a escola, por questão de estabilidade, e esses últimos três anos foram me corroendo por dentro, de forma que só de pensar em trabalhar sinto calafrios. Chego todos os dias no trabalho no maior mau humor, com medo de explodir e atingir alguém, sempre com muita vontade de chorar e sumir. Há mais de um ano estou fazendo terapia e há cerca de 6 meses estou sendo acompanhada por uma psiquiatra e tomando escitalopram e alprazolam para depressão e ansiedade.

          Somente quem passa por isso, pode saber a intensidade do mal-estar que é ter que sair de casa para trabalhar em algo que não nos realiza. É uma frustração imensa. Com a terapia estou tentando entender que isso é uma fase ruim e que irá passar e eu terei meu lugar ao sol, porém, a depressão me impede de fazer muitas coisas que poderiam me tirar dessa situação, como por exemplo estudar para um concurso, não tenho concentração para tal. Mas tenho fé que isso vai passar. E acho que a terapia tem sido fundamental para que eu consiga levantar da cama a cada dia. Por isso, acho que se você tem tanto medo de medicação, poderia fazer terapia, a mim ajudou bastante.

          Adorei a oportunidade de conhecer este site.

  13. Juliana

    Lu, desculpe eu te incomodar, é que estou tão nervosa, pois cada um fala uma coisa. Dizem que pode acontecer do perito não aceitar os dias dados pela minha médica, isso me deixa mais ansiosa ainda. A perícia é dia 12/12 e a minha licença acaba no dia 17/12. A empresa me pagou uns dias de trabalho e uma parte só do décimo terceiro, e disse que não vai pagar a outra parte, que o INSS é que deverá pagar.
    Fui informada que o INSS demora para pagar, que só irei receber em janeiro, passarei dezembro sem receber,e minhas contas não vou poder pagar sem dinheiro.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Como já lhe disse anteriormente, o perito irá avaliar sua real necessidade de licença ou não, mas dificilmente ele a negará. E não fique ouvindo uns e outros, pois ficará ainda mais ansiosa. Apenas aguarde o dia 17/12 tranquilamente. E mesmo que ele não dê a licença, os dias que você ficou aguardando a perícia médica serão dados como licença médica, ou seja, você não perderá nada. Fique tranquila.

      Não sei como é feito o pagamento pelo INSS. Dê uma chegadinha numa agência do órgão, ou no Ministério do Trabalho ou pergunte a um advogado. Eles lhe repassarão todas as informações. Quanto ao décimo terceiro, preste atenção:

      – Você irá receber de sua firma (do patrão) o tempo em que trabalhou na empresa. Se trabalhou 10 meses para a firma, irá receber dela relativo aos 10 meses. Como já recebeu uma parte, deverá receber a outra agora em novembro.
      – Quem pagará o período relativo à licença médica será o INSS. Se ficar 1 mês e 15 dias de licença, o seu patrão pagará 10 meses e o INSS pagará dois meses.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  14. Thalita

    Lu, esse remédio faz com que não tenhamos novas crises? Eu fico bem nervosa quando sou o centro das atenções, e se alguém olha dentro do meu olho eu já fico ansiosa… Por exemplo, se estou ansiosa e alguém vem falar comigo, dependendo da pessoa, se for alguém que eu não tenho confiança, meu coração já acelera.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thalita

      O antidepressivo tem o objetivo de estabilizar nossas emoções, melhorando nossa qualidade de vida, e de evitar que tenhamos novas crises. Com ele, essa sua exagerada timidez irá diminuir bastante. Outra coisa, a psicologia ensina que, quando conversamos com alguém, devemos olhar nos olhos da pessoa. E, ao contrário do que imagina, devemos ter receio de quem não nos olha nos olhos, pois são essas pessoas que têm algo a esconder. O primeiro ponto a levar em conta é que “ninguém é melhor do que você”, portanto, jamais tema a presença de alguém, quem quer que seja. Somos todos iguais. Pode ir botando um freio nesse seu coraçãozinho. E procure conversar com a pessoa olhando nos olhos dela, repassando sua confiança.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  15. Juliana

    Lu, minha médica me deu 30 dias em casa, a pericia esta marcada para dezembro. Caso o médico perito me dar alta eu recebo esses dias que fiquei em casa? O décimo terceiro eu recebo também,pois a empresa me disse que não vai pagar a proxima parcela.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      A sua licença vai até o dia da perícia. Não se preocupe. Se o médico der-lhe alta, terá que voltar ao serviço no dia seguinte ao da perícia (se for dia de trabalho). Receberá tudo direitinho. Não tem essa de o patrão dizer que não paga isso ou aquilo. O que manda são as leis trabalhistas. Lembre ao perito que sua licença acabou no dia X, ficando você a aguardar a revisão dele, portanto, estando sem licença nesses dias. Isso se ele não lhe der a licença. Mas acredito que ele a dará.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  16. Juliana

    Lu, estou com muito medo de passar na perícia, pois sei que a minha médica sabe o que estou passando, mas será que o perito concordará. A médica só me deu um testado com 30 dias, não me entregou mais nada e também não disse nada. Ela me passou outra medicação: pondera 10 mg. Esse medicamento é forte?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      O perito (ou perita) é também psiquiatra. Ele conhece tudo sobre transtornos mentais. Portanto, nada há para temer. O mais importante é o código que sua médica escreveu no pedido de licença. Os médicos comunicam-se através de códigos, em relação aos problemas mentais. Procure ser uma pessoa mais otimista. Seja POP! Acredite na vida! Elimine a palavra “medo” de seu dia a dia. O otimismo gera saúde. Tudo irá dar certo. Fique tranquila.

      O Pondera é um antidepressivo muito receitado, como poderá ver nos comentários. Acho que irá dar bem com ele. Não é que um antidepressivo seja mais forte do que outro, o fato é que algumas pessoas dão bem com uns e outras com outros.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  17. Juliana

    Lu, passei no meu médico e ele me deu 30 dias e trocou meu remédio Remis pelo Pondera 10 mg, pois o outro estava me fazendo mal. Como me deu mais 30 dias para começar a me adaptar com esse novo remédio, minha dúvida é se vou ter que passar pela perícia. No caso meu cid e f34, pode acontecer do perito não aceitar esse atestado e me fazer voltar ao trabalho?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Com mais de 15 dias de licença você terá que passar pela perícia do INSS, pois o patrão só tem o direito de pagar até 15 dias. Mas não se preocupe, pois geralmente a perícia aprova, principalmente em se tratando de transtornos mentais. Basta contar ao médico, direitinho, como está passando. Procure se informar onde deverá ir para marcar a perícia. Mas não demore, para não correr o risco de ficar sem receber seu pagamento.

      Cid F34 significa: Transtornos de humor [afetivos] persistentes.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  18. Lina

    Boa-tarde!
    Tenho dúvidas, pois acho que drogaram minha bebida e tive um AVC isquémico no dia seguinte. Não estava doente, pelo contrário, sentia-me muito bem de saúde física e mental, mas acho que foi uma grande maldade, para me deixarem incapacitada e poderem me dominar e manipular à vontade.
    É possível terem colocado algo na bebida? A pessoa ou criminoso que me deixou incapacitada consome drogas e trafica também muitas drogas. Já pesquisei muito e é possível a cocaína provocar um avc isquémico (lado esqº). Estou incapacitada há 9 anos, perdi muito… Mas tenho a certeza absoluta que me tentaram matar! Não posso provar. Um bem haja da Madeira.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lina

      Neste nosso mundo tão louco, tudo é possível. Assim como é possível ter um AVC isquémico de uma hora para outra, sem que se esteja doente. Aconteceu isso com uma minha amiga, ainda na flor da vida. Pela avaliação de seu sangue, o hospital poderia, à época, ter constatado se havia resquício ou não de alguma droga. De qualquer forma, como você não tem nada que comprove tal crime, caso tenha existido, o melhor é esquecer isso. O importante é que continua lúcida e inteligente, como posso observar através de seu comentário. Remoer o passado só contribui para tornar o nosso presente ruim. Portanto, viva a vida agora, da melhor forma que puder. Vejo que é uma pessoa brilhante.

      Amiguinha, agradeço a sua visita e o seu comentário. Será um prazer tê-la aqui conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Lina

        Obrigada, Lu, é isso que tenho feito: tentar esquecer, mas é complicado. De qualquer forma o criminoso já não está morando lá em casa. Fico aguardando a justiça de Deus que será feita, entretanto estou vivendo com esperança, muita esperança.
        Um abraço da Madeira.

        Lina

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lina

          O fato de esquecer esse trauma só lhe trará bem. Ainda mais que o sujeito não está mais morando em sua companhia. Tudo o que se faz de mal aqui na Terra, é aqui mesmo que se paga. Não tenha dúvidas quanto a isso. Viva sua vida da melhor maneira possível. Busque alegria e felicidade nas pequenas coisas.

          Amiguinha, você mora na Ilha da Madeira? É brasileira? Como chegou a este blog? Fiquei curiosa.

          Grande abraço,

          Lu

  19. Paloma Lopes

    Oi, Lu!
    No início do tratamento é normal a gente sentir: enjoo, dor na língua, dor de cabeça, se irritar rápido, mudar de humor, dor nas costas, dor de barriga, respiração rápida, tontura, irritação, nervosismo, ansiedade, e a qualquer momento sentir que vai ter uma ataque de novo, barriga inchada, sensação estranha, suor, calor, quando vai dormir sentir uns choques no corpo? Ultimamente eu estou assim. Ora estou bem e do nada qualquer dor me assusta, e vou direto na net ver o que é. Tudo pesquiso. Até quanto tempo a gente fica sentindo isso. Eu fico cheia de duvidas e como tenho vergonha de falar para não preocupar, eu prefiro desabafar aqui. Grande abraço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Faça todas as perguntas que precisar. Desabafe, pois isso lhe fará muito bem. Sim, é comum sentir tudo isso no início do tratamento e muito mais. Leia os comentários para comprovar. Esta fase irá passar, mas é preciso ter paciência. Logo aparecerá luz no fim do túnel. Muitos desses efeitos adversos são potencializados por sua ansiedade. Por isso, quanto mais calma ficar, melhor. Outra coisa, pare de ir atrás do Dr. Google, pois ele só irá confundi-la, pois alguns sites não têm a menor credibilidade. Quando precisar, contate seu médico ou retorne a ele. Para saber quais são os sintomas comuns ao medicamento, leia sua bula. E veja com atenção quando deverá procurar o médico. Mas leia com calma. Vejo que a sua ansiedade está muito alta, podendo levá-la a uma crise de pânico. Quanto estiver assim, tome um banho morno para relaxar o corpo e passe um hidratante bem cheiroso. Um chazinho de camomila ou um suco de maracujá também são ótimos.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Sii

        Lu, como sempre venho recorrer a você! Estou passando por um grande problema, que me deixa sufocada com vontade de chorar.

        Vai fazer dois anos que me casei, e meu esposo é um anjo que Deus colocou em minha vida. Depois de seis meses de casados, resolvemos engravidar, minha filha nasceu é linda e saudável, só que minha mãe se mete muito no meu casamento e na criação da minha filha, vive me estressando, e moro ao lado da casa dela.

        Temos uma relação conflituosa o tempo inteiro, e comecei a tomar antidepressivo devido a não suportar tanta pressão psicológica, pois quando estava grávida ela vivia enchendo minha cabeça, com medo da criança nascer com microcefalia. Em todas as consultas e ultrassons ela ia comigo. Sei que queria e quer o meu bem, mas isso me deixou impressionada demais. Eu vivia na internet pesquisando, comparando ultrassons, e isso me deixou muito sobrecarregada, tanto que na minha cesariana tiveram que colocar calmante no meu soro. Mas o fato é que depois que minha filha estava com três meses de nascida desencadearam as crises de ansiedade.

        Minha mãe nem sabe que tomo esse remédio( oxalato de escitalopram), pois é muito preconceituosa, se souber vai me chamar de doida. Passo o dia todo no trabalho e coloquei minha bebê em uma creche particular, só que com o convívio com outras crianças é inevitável não adoecer, está gripadinha no caso. Então ela quer que eu tire a bebê da creche pra ela olhar. Eu tirei por uma semana, só que ela vive reclamando, dizendo pra eu arrumar uma pessoa, se eu arrrumo uma pessoa, ela diz que não é pra eu colocar gente estranha dentro de casa, ela passa o dia me ligando dizendo que a menina está muito mal, que tenho que levar pro hospital. Quando chego lá, a menina está sorrindo. Ela entra na minha casa, me esculhamba de todo nome, fico só ouvindo, não discuto. Aí que ela fica zangada. Estou com medo do meu casamento acabar. Então vivo num turbilhão de emoções. Desse jeito não existe remédio que resolva. Me ajude, estou aqui em lágrimas…

        Abraços!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          O relacionamento entre mães e filhas foi, quase sempre, muito conturbado, principalmente quando elas são possessivas e mandonas como a sua mãe, que exige que você volte no tempo para viver a vida dela. Pelo que pude perceber através de seu depoimento, sua mãe está precisando de uma terapia urgentemente. Ela está mentalmente doente e já nem tem percepção de suas ações, achando que tudo é normal.

          Sii, não é o fato de você ser filha que precisa aturar todos os abusos de sua mãe. Precisa botar limites em tudo isso. Caso contrário irá ficar doente e perder seu marido. O ideal é que mudasse para longe dela. Não sendo isso possível no momento, tome, urgentemente, um posicionamento relativo a esse desrespeito por parte dela:

          1. Diga-lhe que, apesar de ser filha, você exige respeito por parte dela. Que quer ter uma amiga com quem contar nas horas boas e difíceis, mas não uma chefe cruel.
          2. Que não aceita interferência na criação de sua filha. Que ela já teve sua vez, mas que agora é o seu momento. Que sabe que cometerá muitos erros, mas será assim que irá aprender.
          3. Que sua criança irá continuar na creche, conforme desejo seu e de seu marido.
          4. Que não aguenta mais os sermões dela, a ponto de ter que buscar ajuda médica, pois está perdendo o equilíbrio.
          5. Que está correndo o risco de perder seu marido, em razão do comportamento abusivo dela, pois está interferindo em sua intimidade.
          6. E que irá se mudar, caso as coisas não se resolvam, pois a ama muito como mãe, mas não está aguentando ser tão maltratada por ela.

          Sii, caso ache que ela não escutará, enquanto você fala, escreva-lhe uma carta. Não seja ríspida. Fale com a maior delicadeza possível, mas fale suas verdades. Liberte-se da tutela de sua mãe.

          Você e seu marido dependem de sua mãe? Tem pai ou irmãos? Converse com eles sobre o que está vivendo. Não engula suas emoções. Levante sua cabeça e aja com uma pessoa séria e competente. Dê um basta nessa situação.

          Abraços,

          Lu

        2. Sii

          Oi, Lu! Obrigada pela sua resposta!

          Eu morava de aluguel, mas como minha mãe tinha a casa grande, resolvemos dividir no meio, moramos parede e meia, como se fala. Não posso financiar uma casa, pois meu marido já tem o nome comprometido em outro imóvel, pois ajudou a mãe dele a comprar um. Resumindo só posso comprar um apartamento, se eu me divorciar dele. A solução que teve foi morar ao lado da minha mãe. E eu ja investi muito na casa, reformei tudo. Ficou como eu queria. Então a casinha está aconchegante, só que não tenho privacidade alguma com meu esposo. Quando saio com ele e minha filha pro shopping, se eu demoro, ela fica me ligando, dizendo que está tarde, que a menina tem que dormir, tem que comer.

          A minha irmã, como lhe falei uma vez, sofre de bipolaridade, faz tratamento, até já tentou o suicídio, tomando vários vidros de rivotril, devido a uma briga que teve com minha mãe. A médica que consulta a minha irmã disse que ela tinha que evitar discutir, poisminha mãe tem problemas psiquiátricos também, só que não aceita tomar a medicação. Na cabeça dela, ela não tem nada. Ela vive se intrigando comigo, passa semanas sem falar, passa por mim e finge que não me conhece. Meu marido fica horrorizado com tudo isso, disse que nunca viu mãe se intrigar com filhos. O único jeito era se eu saísse de lá, mas estaria jogando tudo pro alto, até o amor de mãe e filha. Mas a minha saúde mental está em risco.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Há momentos em nossa vida em que todos os caminhos parecem estar fechados, mas isso não é verdade, pois há sempre uma janelinha a jogar-nos luz. Pense que se trata apenas de uma fase de sua vida.

          Pelo seu relato ficou claro que sua mãe sofre de algum transtorno mental. É uma pena que ela não aceite fazer um tratamento, pois além de prejudicar a própria vida, ainda prejudica a dos outros. O ideal, diante de sua impossibilidade de mudar, seria modificar-se em relação à sua mãe, ou seja, não dar muita importância ao comportamento dela, sempre se lembrando que não se encontra bem de saúde. Faça como os mineiros dizem: “a conversa entra por um ouvido e sai pelo outro”.

          Sii, na impossibilidade de haver mudanças no comportamento de sua mãe, elas deverão partir de você. Torne-se forte, estabilize seu emocional, não dê importância ao comportamento desequilibrado dela. Não há como medir forças com quem se encontra doente e não se trata. Seria pura perda de tempo. Você não pode levá-la a sério. Deixe que fale, que lamente, que reclame e continue fazendo as coisas do seu jeito. Siga o conselho que a médica deu à sua irmã. Quanto mais vulnerável você ficar, mais faz o jogo dela, mais se desequilibra e mais mal faz a seu marido, a sua filhinha e a si mesma. Fortaleça-se! Não permita que chantagens incomodem-na. Somente você poderá salvar a sua saúde mental. Pense nisso. Lembre-se de que os problemas têm o tamanho da importância que damos a eles. Passe a dar menos importância ao comportamento de sua mãe. Apenas isso!

          Beijos,

          Lu

      2. Fabiola

        Que saudade deste blog, que me ajudou tanto! Hoje já faz uns 9 meses que uso esse remédio, e graças a Deus estou ótima. Voltei a minha vida de trabalho e creio que cada um aqui vai ficar bem como eu.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fabíola

          Que bom recebê-la com tão boas notícias. O seu comentário servirá de incentivo para muitas pessoas que se encontram na fase inicial do tratamento. Quero convidá-la para conhecer outras categorias do blog, incluisive ARTE DE VIVER. Procure no ÍNDICE GERAL.

          Um grande beijo,

          Lu

    2. Juliana

      Oi, Lu!
      Ultimamente tenho me sentido muito irritada,com palpitações no coração. Meu cargo é muito estressante, sou inspetora de alunos, e não tenho
      tido paciência. Estou muito estressada, não estou conseguindo trabalhar. Minha médica me indicou o oxalato de escitalopram e amato à noite, mas ao ler a bula senti medo das reações do remédio. Ajude-me ajuda!

      Responder
      1. Juliana

        Olá, Lu!
        Já não sei o que fazer, não estou conseguindo ir trabalhar por causa dessa angústia. Eu me sinto desesperada e com muitas palpitações, não consigo nem dormir. Será que consigo um afastamento pelo INSS?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Você precisa iniciar o tratamento, tomando o antidepressivo que lhe foi receitado. Essa angústia só irá passar com o uso do medicamento. Enquanto não criar coragem, irá ficar assim. Peça a seu psiquiatra um atestado para 15 dias. Com esse período não precisará recorrer ao INSS. Mas terá que fazer o tratamento, senão nada será resolvido.

          Amiguinha, quando comentar, use caixa baixo (letras minúsculas). Certo?

          Abraços,

          Lu

        2. Nany

          Oi, Juliana!
          Eu me identifiquei com o teu caso! Tenho taquicardia, fico extremamente irritada, tenho falta de ar, não tenho vontade de me arrumar, nem ânimo para ir trabalhar, e além do mais tenho descontado muito na comida… Trabalho com cliente, sou gerente de contas de um Banco e sinto que cheguei no meu limite. Como você esta? Você vai se afastar pelo INSS? Eu penso muito nisso, mas me cobro muito, sinto culpa, mas ao mesmo tempo tem sido cada dia mais insuportável. Já cogitei pedir demissão, mas são 10 anos de empresa, eu perderia bastante.

      2. LuDiasBH Autor do post

        Juliana

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, é fato que todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, mas que passam entre duas a três semanas. Ao final vale a pena passar pela fase ruim, pois a vida fica bem mais equilibrada depois. Portanto, não se preocupe com as reações ruins. Veja quantas pessoas, inclusive crianças e idosos, tomam antidepressivos.

        As pessoas ligadas à Educação neste nosso país são as maiores vítimas de estresse. Uma pesquisa demonstrou que mais de 90% dos educadores sofrem de algum transtorno mental. É uma classe sofrida e mal paga. A maioria toma antidepressivos. Portanto, Ju, deixe seu medo de lado e inicie logo o seu tratamento. Quanto mais cedo começar, menor é o seu sofrimento. Aguardo um comentário seu, dizendo-me que deu início a seu tratamento.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Juliana

          Oi, Lu!
          Obrigada pela resposta. Eu procurei uma psiquiatra e como não estava ainda me sentindo bem, ela me deu 10 dias em casa, porém ainda não me sinto melhor. Comecei a tomar os remédios mais ainda não consigo sair de casa, tenho medo de pedir mais 15 dias para minha médica e ela achar que estou de brincadeira ou frescura de para ir trabalhar. O que faço?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Você precisa voltar a sua médica e conversar com ela. A licença médica é um direito de todo trabalhador que se encontra doente. Não tem que ter medo de expor suas necessidades, pois, mais do que ninguem, o psiquiatra sabe o que ocorre com as pessoas que passam por estresse ou algum tipo transtorno mental. Diga-lhe que ainda sente medo de sair de casa, e que se sente pior do que antes de começar o tratamento.

          Ju, o antidepressivo demora cerca de 3 semanas para começar a mostrar os efeitos positivos. Nesse período, algumas pessoas passam muito mal, precisando de licença médica. Isso é muito comum. Eu sei que até 15 dias a pessoa recebe do patrão, se trabalha num emprego particular, mas depois depois de 15 dias é com o INSS. Informe-se direitinho em seu serviço ou com sua médica.

          Beijos,

          Lu

        3. Juliana

          Boa-noite, Lu!

          Eu vou pedir à médica uns dias, até o remédio começar a me ajudar, e eu conseguir enfrentar tudo isso, sei que preciso desses dias para me tratar, mas o que me incomoda é pensar que após a minha volta ao trabalho, posso ser mandada embora, pois a empresa em que trabalho não tolera muito atestado. E pra ajudar, as pessoas com quem trabalho ficam me mandando mensagens dizendo que meu chefe está bravo por minha ausência, porque estamos com problema de falta de funcionários. Logo as mensagens chegam bem ameaçadoras, que ele vai me demitir, e isso só agrava meu estado de saúde. Tentei retornar ao trabalho, mas dá um desespero, achei que teria um infarto de tanto que batia meu coração. As pessoas pensam que é frescura, mas só quem passa por isso para poder entender.Quanto aos remédios, tenho sentido dor de cabeça e enjoos, mas percebi pelos relatos aqui que é normal.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Essa fase ruim irá passar e logo você poderá voltar a seu serviço. É na sua saúde que deve centrar sua atenção. Mas não deixe de dar uma satisfação a seu chefe, ligando para ele e dizendo como se encontra. Diga-lhe que está ansiosa para voltar ao serviço, mas o remédio que está tomando traz reações muito fortes, com enjoos, dor de cabeça e tonturas, mas que a médica disse que efeitos só acontcem no primeiro mês de uso do antidepressivo, pois depois o organismo acostuma-se com ele. Tenho a certeza que seu chefe irá ficar sensibilizado com a sua atenção. Os chefes gostam de ser considerados.

          Não se importe com o que as pessoas pensam. Ninguém consegue mudar o mundo. Os enjoos e dores de cabeça são normais em relação aos efeitos do antidepressivo. Assim que passar essa fase ruim, você ficará ótima. E poderá trabalhar dando o melhor de si. Mas não se esqueça de, ao tirar nova licença, comunicar-se com seu chefe. Ninguém trabalha doente.

          Abraços,

          Lu

        5. Sii

          Oi, Lu!
          Consegui falar com minha médica e ela aumentou a dose para 15 mg de Exodus (Oxalato de escitalopram) e 0,25 mg de Rivotril sublingual, pra quando eu tiver crises de ansiedade. Disse que eu tive no dentista uma crise, que não tem nada haver com a anestesia e é pra eu continuar com a terapia. Será que com o aumento da dose de 10 para 15 mg, irei sentir os efeitos adversos de novo? Posso tomar o antiflamatório Cataflam, pois estou com a garganta inflamada? Já e comecei a tomar hoje pela manhã, pois eu sempre acordava com a cabeça pesada. Espero que eu fique mais disposta durante o dia.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          A sua médica confirmou o que eu havia lhe dito sobre não ter nada a ver com a anestesia dada pelo dentista. Algumas pessoas costumam sentir efeitos adversos na mudança da dosagem, enquanto outras nada sentem. Isso é muito relativo.

          Amiga, eu tenho tomado anti-inflamatório sempre que necessito, sem nenhum problema, mesmo tomando oxalato de escitalopram. Já tomei de diversas marcas. Melhoras para você!

          Abraços,

          Lu

  20. Edilma

    Boa-noite, Lu!
    Eu estou aqui cheia de dúvidas e angústias. Como já havia dito, faz dois meses que eu comecei a fazer o tratamento com oxalato. Só que no primeiro mês eu usei um medicamento de um fabricante, senti muitos enjoos, dores de cabeça e outros efeitos colaterais. No mês seguinte mudei para outro fabricante e não senti nada, quando foi este mês tive que comprar do primeiro; e aí voltou tudo de novo e até pior, pois ontem tive uma crise de ansiedade com uma queimação nos braços, enjoo, tonturas e falta de ar. Lu, é comum quando fazemos esta mudança de fabricante termos estes tipos de problemas?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Os sintomas adversos que você sentiu no primeiro mês são relativos ao início do tratamento. Todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais, que podem ser mais fortes ou mais leves, de acordo com cada organismo. Portanto, os efeitos sentindos inicialmente estão dentro da normalidade, sem nenhuma correlação com o laboratório.

      Não houve aumento da dosagem nesse último que comprou? Estou achando estranho isso, pois sempre compro o mais barato, dos mais diferentes laboratórios e nunca senti diferença alguma. Nâo é comum acontecer isso quando se faz esse tipo de mudança. Assim como eu, muitas pessoas compram sempre o que estiver mais em conta, embora certos médicos queiram que se compre o mais caro, importado.

      Meu médico escreve apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram), podendo eu comprar o medicamento de qualquer laboratório. Poderia me dizer de qual laboratório foi, para eu ver se já tomei dele? Pode ser também que haja necessidade de fazer mudanças na dosagem. Continue fazendo uso do medicamento, mas observe como estão suas reações. Se estiverem muito fortes, principalmente a falta de ar, comunique-se com seu médico. Não acho que seja resultado do laboratório, pois eles possuem regras a cumprir. Compare as bulas. Aguardo notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Edilma

        Oi, Lu!
        O primeiro que eu tomei é da Medley, o Eficentus. E outro é da Eurofarma. Agora deixa eu lhe explicar direito o que aconteceu: às vezes quando como alguma coisa salgada, minha pressão costuma subir um pouco! E foi o que aconteceu neste dia: Minha pressão subiu e eu estava sozinha com minhas duas filhas em casa. E fui ficando nervosa e aí meus braços começaram a esquentar e a adormecer e quanto mais nervosa, pior fui ficando. Depois foi que eu me dei conta do que estava acontecendo. Então ao certo não sei se foi reação do remédio ou se foi uma crise de pânico.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Edilma

          Já tomei antidepressivos dos dois laboratórios. No momento, inclusive, tomo o da Eurofarma, que costuma ser o mais em conta. O que lhe aconteceu foi mesmo um ataque de pânico, em razão da ansiedade excessiva. Não existe outra explicação. Portanto, nada a ver com o medicamento. Fique tranquila!

          Amiguinha, saiba que os problemas possuem o tamanho que nós damos a eles. No caso de a sua pressão subir, a primeira coisa a fazer é se deitar e ficar quietinha. Você poderia ter telefonado para alguém ou chamado uma vizinha. O desespero só faz aumentar o problema. Procure trabalhar melhor suas emoções. E se sabe que a sua pressão sobe com facilidade, evite comer alimentos salgados. O estado de ansiedade, quando não controlado, também faz disparar a pressão e os batimentos cardíacos. Manter a calma é sempre importante.

          Beijos,

          Lu

        2. Sii

          Oi, Lu!
          Seus comentários são tão positivos que parece que você convive com todos nós! Vou fazer o que me falou em relação minha mãe.

          No dia em que briguei com minha mãe, começei a sentir novamente uns picos de ansiedades, um gelo na barriga, no mesmo dia fui ao dentista e comecei um tratamento de canal, informei a ele que estava tomando (oxalato de escitalopram 10 mg) há dois meses, só que canal é bem demorado. Quando eu estava na cadeira do dentista, de reprente me veio um pânico absurdo, achei que iria correr da cadeira, fiquei muito mal, comecei a rezar muito, e a todo momento eu sentia pânico e meu corpo esquentando. E ele teve que dar anestesia a todo momento, pois o dente não estava querendo pegar anestesia. Será que era devido ao escitalopram? No dia seguinte passei muito mal com crises de ansiedade intensa, comecei a sentir tudo novamente, era como se eu estivesse começado a medicação do zero, pensamentos ruins, fiquei pensando que eu tinha morrido e que era minha alma que estava andando dentro de casa, esquentamento pelo corpo inteiro, vontade de chorar, coisa que eu nunca tinha sentido nem antes de tomar a medicação. E minha médica está de férias. Eu acho que a anestesia cortou o efeito do Exodus, ou então houve interação medicamentosa. O que devo fazer, já que nessa semana terei que ir novamente ao dentista. Estou sem chão e bem preocupada, nervosa, com medo, com diarreia e tensa. Me ajude!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          Nada a ver com a anestesia. Eu tomo o mesmo medicamento e uso anestesia em meu tratamento dentário. Nunca me aconteceu absolutamente nada. Todo o problema adveio de seu estado emocional, em virtude das crises com sua mãe. Você se encontrava com os nervos à flor da pele, muito desequilibrada e ansiosa, o que resultou numa crise de pânico.

          Sii, o efeito do antidepressivo é acumulativo, pois o medicamento fica no seu organismo durante duas semanas, ainda que o pare de tomar. Não existe isso de cortar o efeito. Certo? Tampouco houve interação medicamentosa. Era seu desequilíbrio emocional, mesmo. Ainda assim, avise para o seu dentista que toma o oxalato de escitalopram. E vá fazer seu tratamento numa boa. Quando sair de lá, tome um sorvete bem gostoso. Amiguinha, a nossa mente é muito criativa, não deixe que a sua comande sua vida, criando coisas bizarras. Ponha freio nela… Risos.

          Após o dentista, escreva-me.

          Beijos,

          Lu

      2. Juliana

        Oi, Lu!

        Já comecei a tomar os remédios e tenho sentido enjoos e dor de cabeça, além dessas reações adversas estou preocupada com o afastamento médico, pois a empresa não gosta de receber muitos atestados, pois já estamos com a falta de funcionários.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Parabéns por ter criado coragem para iniciar o tratamento. Lembre-se de que até crianças fazem uso de antidepressivos. Quanto à empresa, siga os conselhos que lhe dou no outro e-mail.

          Beijos,

          Lu

    2. Juliana

      Obrigada pela resposta. Meu chefe não quer saber de ninguém, é uma pessoa extremamente fria, gosta de humilhar as pessoas, e tem parte na situação em que me encontro, por causa da pressão que criava em mim, me deixou mais triste ainda. No caso eu tirei 10 dias, e após os 10 dias eu não retornei ao trabalho, retornarei a minha medica. Na terça, se ela me conceder mais um atestado de 10 dias, vou cair na perícia não é? A perícia pode negar o meu atestado?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Juliana

        Não acredito que a perícia recuse o seu atestado médico, dependo do que sua médica escrever, alegando como se encontra seu estado de sáude. Penso que se ela lhe der mais cinco dias, não haverá necessidade de ir à perícia. O INSS só interfere quando são mais de 15 dias. De qualquer forma, informe-se com ela.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Juliana

          Obrigada mais uma vez pela compreensão. Ela me colocou um cid f34 e transtorno de humor, gerado por estresse que é o meu caso, por isso não sei se o perito vai permitir esse afastamento, por não ser uma depressão grave. Eu tirei 10 dias e não voltei a trabalhar. Vou pedir mais uns dias ao meu médico, mas tenho medo de cair na perícia e ser negado o atestado. Ainda sinto tonturas e dor de cabeça constante.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Juliana

          Se você pegar mais cinco dias não precisará de passar pela perícia, pois até 15 dias a licença é por conta do patrão. Fique tranquila. Irá dar tudo certo.

          Abraços,

          Lu

  21. Paloma Lopes

    Oi, Lu!
    Respondendo sua pergunta anterior, eu tomei o Oxalato por 5 meses quase, porém meu corpo tremia muito, e me sentia muito tensa, nervosa, ansiosa, sentia que iria ter um ataque a qualquer momento, e qualquer dor me assustava. Meu médico aumentou a dosagem, porém me senti pior. Ele decidiu trocar a medição. Já faz duas semanas que tomo a nova medição, no começo passei muito mal com crises de choro, sensação de morte, coração acelerado, enjoo, tontura, medo de dormir e não acordar mais, mas graças a Deus parece que está passando. Faz 3 dias que só sinto uns desconfortos. Estou me sentido menos ansiosa, menos tensa, mais leve e solta, com mais racionalidade. O tratamento sei que é longo, mas como você mesmo disse, temos quer ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes), também sei que recaídas podem aparecer no caminho.

    Lu, você não tem noção como sua página está me ajudando. Eu estou lendo cada comentário e vejo que não estou só nesta longa batalha. Pode deixar que sempre vou estar aqui escrevendo, pois me faz bem escrever e ler os outros depoimentos.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Quando o organismo não se adapta a um antidepressivo, depois de um tempo de experiência, é necessário mudar para outro. Isso é muito comum no universo dos transtornos mentais. É bom saber que você está se adaptando à nova substância. Passada essa fase dos efeitos adversos, nem mesmo se lembrará de que toma um antidepressivo. Portanto, amiguinha, continue POP, pois é com otimismo que vamos seguindo em frente. O início é mesmo muito difícil, mas valerá a pena todo o sofrimento, ao notar, um tempo depois, como a sua qualidade de vida melhorou.

      Será um prazer contar com a sua presença aqui neste cantinho, onde formamos uma grande família. E onde ninguém se sente só. Somos todas e todos excelentes guerreiros. Juntos somos fortes!

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Luciana

      Olá, Lu!
      Estou fazendo o uso do Oxalato de escitalopram porque tenho bulimia, e uso também o zolpiden porque tenho insônia. A bulimia me faz muito mal, sofro com isso há muitos anos não sei mais como lidar com essa doença, mas com essa medicação ela me faz esquecer um pouco da ansiedade de comer e depois jogar fora. Tenho notado melhoras, mas não está sendo fácil, pois esse medicamento faz com que eu durma muito. Há dias em que nem vontade de levantar da cama eu tenho, é um desânimo total.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Luciana

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, o passo mais importante você já deu, que foi o de procurar ajuda médica, pois a bulimia é um transtorno alimentar que deve ser levado a sério, pois debilita o organismo, desarmonizando-o. A Ciência vem avançando cada vez mais no campo cerebral, de modo que novos remédios chegam ao mercado para ajudar-nos em nossos transtornos, quaisquer que sejam eles. O importante é acreditar e continuar em frente. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Tenho a certeza de que você irá vencer. Acredite!

        Luciana, todo antidepressivo possui efeitos adversos. As reações são de acordo com o organismo de cada pessoa. Algumas passam a ter insônia e outras a dormir demais. Se está dormindo muito com o oxalato de escitalopram, por que não suspende o zolpiden? Não ficou claro para mim se é o zolpiden ou oxalato de escitalopram que está fazendo com que durma em demasia. A que horas toma o antidepressivo? Aguardo novas informações.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Sii

          Oi, Lu!
          Tire-me uma dúvida: às vezes sinto falta de concentração no trabalho, estou trabalhando no computador e fico parada, olhando, pois me dá um branco no que estou fazendo. Acho muito ruim esse esquecimento derrepente. Isso é normal, será que vai passar? Tenho medo de me prejudicar no trabalho, pois tenho certeza que é devido à medicação (oxalato de escitalopram 10 mg, tomo há dois meses). Antes não era assim. E o fato de estar sentindo essa falta de concentração e de ficar tentando lembrar o que estava fazendo me deixa apreensiva e ansiosa, me dá um gelo na barriga. O que você acha?

          Beijos

        2. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          O mundo agitado em que vivemos já contribui para isso. Hoje lidamos com muitas informações e fazemos inúmeras coisas ao mesmo tempo. As preocupações são muitas, de modo que o pensamento fica pulando de um local para outro. O chamado “branco” muitas vezes pode ser fruto do estresse, ou do excesso de responsabilidade. É como se a mente tirasse o seu descanso por conta própria. O antidepressivo, no início, também pode contribuir para isso, mas a sua função primordial é equilibar o corpo, portanto, logo esse efeito adverso passará. Dê um tempo maior para que seu organismo acostume-se com a nova substância. Não há motivo para preocupação. O meu médico receitou-me “ginkgo biloba” para a memória. É um remédio natural. Leia mais sobre ele. Veja também se não está fazendo muitas coisas ao mesmo tempo.

          Abraços,

          Lu

  22. Rozana

    Olá, Lu!
    Que bom ter o Vírus da Arte e poder falar como estamos com a medicação. Estou no 13º dia, mas ainda com vontade de chorar, pior do que estava. Tomo 10 mg de oxalato de escitalopram e 10 mg de zolpiden, e ainda não consigo dormir sem o zolpiden. Tenho 57 anos e minha filha trabalha. Estou sozinha, e ainda não consigo ir trabalhar, preciso fazer terapia e acupuntura, espero melhorar, e com certeza irei. Quero voltar a minha vida de antes.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rozana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, passando pelos efeitos adversos, que na maioria das vezes demoram cerca de duas a três semanas, e é por isso que está se sentindo tão mal, bem pior do que antes de começar o tratamento. Trata-se da luta de seu organismo para não aceitar o medicamento. Mas logo isso passará, vindo a fase boa. E é claro que você irá ficar ótima, como eu que também tomo o oxalato de escitalopram. O zolpidem é para ajudá-la a dormir, pois muitas pessoas sentem insônia, no início do tratamento. Procure só tomá-lo quando sentir que não irá dormir. Para ajudar a atrair o sono, tome um banho morno antes de deitar-se e um copo de leite, também morno. Durante o dia faço uso de chá de camomila (três xícaras ao dia), sendo a camomila ideal aquela que a gente compra sequinha e ainda com uma florezinhas.

      Você não está mais sozinha, pois acabou de encontrar-nos. Venha sempre aqui conversar conosco ou ler os comentários dos membros de nossa grande família. O Vírus da Arte estará sempre de braços abertos para recebê-la.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  23. Paloma Lopes

    Lu, pouco tempo atrás vivia na emergência pensando que iria morrer de ataque cardíaco. Fazia vários exames e nunca dava nada. Todos os médicos me diziam para procurar ajuda profissional( psiquiatra), mas não queria aceitar isso, pois tinha aquele preconceito que é só para pessoas especiais. Na ultima vez que fui à emergência vi minha mãe chorando escondido, e isso me partiu o coração. Nesse mesmo dia uma médica muito gente fina falou para mim “Você não tem nada orgânico”, e explicou direito sobre meu diagnóstico. O primeiro passo foi aceitar essa doença, mal do século. Depois que a aceitei fui pro segundo passo, que foi ajuda com o psiquiatra. Ele me passou o oxalato de escitalopram de 5 mg para iniciar, e depois aumentou para 10, 15 e 20 mg. Porem não estava me sentido muito bem: sentia e sinto tremor, coração parece que vai sair pela boca e outros sintomas. Na última consulta ele trocou a medicação para VENLAXIN. No começo me deu várias crises, pois ele mandou tomar escitalopram 0,5 e venlaxin 35. É normal tomar dois no mesmo dia? Ontem eu já não tomei o escitalopram e comecei a tomar venlaxin 70 e a tarde nesse mesmo horário passei muito mal. Minha irmã disse que é normal, pois meu organismo estava acostumado com a medição. Isso é verdade? Eu fico muito assustada e morro de medo de morrer a qualquer momento. Eu lhe agradeço do fundo do meu coração se responder.

    Muito obrigada e que Deus abençoe você.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paloma

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando se faz vários exames e constata que dão todos negativos, o problema encontra-se em outro lugar, como bem explicou a médica. E quanto mais cedo buscar ajuda do psiquiatra, menor será o sofrimento. O fato de aceitar que tem trantorno mental e saber que o nosso cérebro também adoece, já é meio caminho andado. Parabéns por ter caminhado nessa direção, pois não irá mais assustar sua mãe e sofrer desnecessariamente.

      Paloma, todos os antidepressivos trazem em seu bojo efeitos adversos. E o médico não sabe, no início, com qual deles o paciente irá melhor se adaptar. Por isso é que se sofre tanto, até encontrar aquele antidepressivo que melhor se adequa ao organismo. Você não me disse quanto tempo ficou tomando o oxalato de escitalopram, que é hoje um dos mais indicados.

      Quando se muda de um antidepressivo para outro, não sendo as substâncias incompatíveis, pode sim, fazer a transição, tomando os dois ao mesmo tempo, diminuindo aquele que irá sair. Portanto, confie no seu médico e siga direitinho a prescrição dada por ele. Ao passar a tomar um novo antidepressivo, você pode, sim, sentir seus efeitos adversos, que normalmente passam com duas a três semanas. Não há nada de anormal nisso. O importante é que sempre mantenha seu médico informado sobre os efeitos ruins do medicamento, principalmente na fase inicial do tratamento. Esse medo de morrer é comum a todos, no início, mas ele não procede. Fique tranquila. Logo estará ótima, e nem se lembrará dessa fase ruim de adaptação. Muitas vezes é preciso diminuir ou aumentar a dosagem, ou até mesmo tomar um tranquilizante junto. Por isso é importante que o profissional acompanhe-a nos dois primeiros meses.

      Gostaria que viesse sempre nos contar como anda o início de seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  24. Gustavo Cunha

    Olá, Lu!
    Estive pesquisando um pouco sobre o uso de dois medicamentos ao mesmo tempo, pois minha avó tem o costume de tomar o escitalopram juntamente com o diazepam, e ela se queixa de nao sentir os efeitos do diazepam, gostaria de saber se um corta o efeito do outro, e se ela deveria tomar em horas diferentes esses medicamentos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gustavo Cunha

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, o diazepam é apenas um tranquilizante, que muitas vezes acompanha o uso do antidepressivo no início do tratamento. O ideal é usá-lo apenas quando a pessoa sentir necessidade. Se a sua avó não precisa dele, não há porque usá-lo. E se ela o toma para dormir, deve usá-lo um pouco antes de deitar-se. Faz muito tempo que sua avó faz uso de antidepressivo? Por que toma tranquilizante?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Gustavo Cunha

        Minha vó é muito ansiosa e, por isso, o médico receitou o escitalopram. Agora o diazepam é pra ela dormir mesmo, pois sente dificuldade de dormir, porém ela toma uns 3 ou 4 comprimidos e não faz efeito. Já toma o diazepam há bastante tempo e não sei se por acaso ela seguiu exatamente a prescrição médica. Será possivel que o organismo dela tenha se acostumado com o medicamento?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Gustavo

          A maioria das pessoas toma o antidepressivo de manhã. Não sei no caso dela. Mas se toma o diazepam à noite, uma meia hora, mais ou menos, antes de deitar-se, está tudo certinho. Pode ser que a dosagem esteja fraca para ela. O ideal é que conversasse com o psiquiatra que a atende, que pode, inclusive, mudar para outro calmante diferente. Fale-lhe também para tomar um copo de leite morno ao deitar-se, que ajuda muito. Durante o dia, chá de camomila, pelo menos três xícaras, também ajuda a relaxar. O ideal é a camomila que vem com as florezinhas.

          Abraços,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o enjoo é normal, sim. Trata-de de um dos efeitos adversos do medicamento. Normalmente desaparece dentro de três semanas. Fique tranquila e continue seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Valdeci Antônio

        Olá, Lu!
        Estou passando por algo diferente depois do término de um namoro de 5 anos. Fico triste, meu coração dói e dispara, a boca fica seca, e às vezes a visão turva. Eu como chocolate amargo e melhoro, fico alegre e nao sinto mais nada. Só que nao posso ficar comendo chocolate até essa fase passar. Alguém me indica algum médico ou remédio que substitua o chocolate.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Valdeci Antônio

          Bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, um namoro de cinco anos indica que foram muitos os momentos compartilhados. Posso imaginar o vazio que ficou em sua vida, ao distanciar-se de uma companheira de tantos anos. É mais do que natural que sinta a separação. Para ajudá-lo, faça uma lista com todas as coisas positivas que o namoro proporcionava e uma com as negativas. Se as primeiras forem bem superiores, jogue o orgulho de lado e tente reatar o namoro, mas se as segundas dominarem, alegre-se com o fato de ter saído de uma relação que poderia torná-lo infeliz, deixando o caminho livre para alguém muito especial, que irá aparecer a qualquer momento.

          O que você está sentindo é angústia. O chocolate amargo realmente tem a propriedade de melhorar o nosso humor. Se soubesse que a fase duraria pouco, poderia continuar comendo seu chocolate, que faz muito bem à saúde e muito mal ao bolso, uma vez que o amargo é bem mais caro, embora sejo o melhor. Quanto mais amargo, melhor para a saúde. Poderá também comprar cacau em pó (farmácia ou lojas de produtos naturais) e tomar com leite. Fica mais em conta.

          Valdeci, o seu transtorno é traumático, ou seja, advém de um momento ruim que está vivendo. E não tardará a passar. Se achar que os sintomas estão difíceis de aturar, consulte um psiquiatra ou mesmo um clínico geral. Penso que não há necessidade de usar um antidepressivo, mas apenas um calmante fitoterápico para ajudá-lo a vivenciar sua dor. Pode também mudar o seu ritmo de vida, saindo mais com os amigos, fazendo caminhadas, etc. Escrever aqui no blog, contando-nos como está passando por essa fase é também muito saudável. Faz bem botar para fora os nossos sentimentos.

          Um grande abraço,

          Lu

  25. Natalia

    Olá, Lu!

    Fui diagnosticada com Tag (transtorno da ansiedade generalizada) e a psiquiatra me receitou escitalopram 10 mg diariamente e alprazolam 1 mg somente quando eu tiver crise, além da psicoterapia. Pelo que tenho visto, quem toma alprazolam, toma diariamente e não nesse formato indicado a mim. Outro ponto que me deixou receosa, é que o medicamento causa dependência. Esses medicamentos foram receitados, pois tenho uma ansoedade muito forte, quando tenho crise, entro em desespero, literalmente em pânico. Mas não sei se o medicamento alprazolam vai me ajudar nesse caso somente de crise, e se vai me causar dependência dessa maneira.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, cada comentário aqui retrata um caso diferente, tendo o psiquiatra, após ter conhecido o histórico do paciente, dado-lhe uma medicação específica. Portanto, que não seja essa a sua preocupação. Tome a medicação em conformidade com a indicação de sua psiquiatra. Ela tem conhecimento e responsabilidade para agir da melhor maneira possível. Gostaria de lembrar-lhe que todo antidepressivo causa efeitos adversos no início do tratamento, mas que após duas a três semanas desaparecem.

      Natália, você diz que o seu medo é a dependência do medicamento. Penso que a sua preocupação deveria ser a de ficar livre desse transtorno que judia muito consigo e traz-lhe inúmeros problemas. A dosagem do alprazolam é mínima, e ainda para ser usada apenas quando sentir necessidade, podendo ser retirado assim que dele não mais precisar. Quanto ao oxalato de escitalopram, após um tempo de uso, sua médica irá observar se pode ou não suspender a medicação. Tudo vai depender da resposta de seu organismo. Além disso, há momentos na vida em que não temos muitas escolhas. Se você não fizer o tratamento, suas crises tendem a ser cada vez mais graves e constantes. Para ajudá-la a passar por essa fase difícil, ainda contará com a ajuda do tratamento psicoterápico. Portanto, não há nada a temer. Inicie seu tratamento o mais rápido possível.

      Estarei torcendo por você e aguardando notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Renata

      Olá, Lu!
      Estou tomando escitaloplan 10 mg há 16 dias. A médica disse para na 1º semana tomar meio e depois passar a tomar 1 inteiro. Comecei a tomar o inteiro no dia 31, hoje faz 9 dias. E desde de ontem comecei a sentir uns tremores nas mãos e um peso nas articulações dos braços. Li que um dos efeitos colaterais são tremores. Você sabe me dizer quanto tempo dura esses efeitos colaterais? Estou meia assustada com isso.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Renata

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, a médica reduziu sua dosagem no início para facilitar ao organismo adapatar-se ao novo medicamento. Os efeitos adversos do antidepressivo costumam durar cerca de três semanas, dependendo de cada organismo e, dentre eles, estão os relatados por você. Ainda assim, não deixe de repassá-los a seu médico. Vou lhe enviar um link para que tenha mais clareza. Não fique assustada. Tudo isso irá passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente).

        Aguardo novo contato.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Rick

          Olá, Lu?
          De volta aqui, rs. Estou com o novo esquema de tratamento. Tomo faz 20 dias, o venlafaxina. Tenho notado uns enjoos e suores frios, como se minha pressão arterial estivesse baixa. Será efeito adverso? Comparado aos últimos dias, tenho me percebido bem melhor.

          Abraço

        2. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Antes eu me preocupava muito com o sumiço dos meus amiguinhos, mas até compreender que isso significa que já estão bem. A venlafaxina é também um antidepressivo, logo, também apresenta efeitos adversos no início do tratamento. Tais sintomas fazem parte dos efeitos adversos, sim. Mas é importante que você verifique sua pressão arterial em casa ou numa farmácia próxima e mantenha contato com seu médico, se ela der muito baixa. Os enjoos e suores frios logo passarão.

          Fico feliz ao saber que esta sentindo cada vez melhor, o que significa que se organismo está se adequando ao medicamento.

          Grande abraço,

          Lu

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Eu pressinto que você se encontra cada vez melhor. Agora é apenas questão de ajustes.

          Abraços,

          Lu

  26. Dayane

    Ei, Lu!
    Flor, fiz uma depoimento positivo aqui anteriormente sobre o ecitalopran, pois uso o mesmo desde 08/2016, mas recentemente tive um problema no meu relacionamento, que me deixou muito nervosa e com aqueles ataques de ansiedade novamente. Infelizmente parecia que o remédio não estava fazendo mais efeito. Há mais ou menos 20 dias, o médico aumentou a dosagem para 20 mg e até o momento ainda continuo ansiosa, com pensamentos a mil e dores no peito. Não sei o que fazer, acho que meu corpo criou uma resistência ao medicamento.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Em menos de três meses um antidepressivo não deixa de fazer efeito. Tomo oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos e com a mesma dosagem. Saiba também que ele não tem o poder de nos preservar das emoções. Continuamos tendo alegrias, tristezas, raivas, mágoas, etc. As mudanças vêm de nossas atitudes em relação à vida, de dentro para fora. Não existe ainda a pílula da felicidade. Se o seu relacionamento não está bem, o antidepressivo, ao equilibrar seu organismo, irá ajudá-la a refletir sobre o que se faz necessário mudar para melhorá-lo, como explico no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Penso que nem era necessário aumentar a dosagem. Muitas pessoas sentem efeitos adversos com o aumento da dosagem do medicamento. E seu corpo não teve tempo de acostumar-se com o remédio. Gostaria que relesse o texto que cito acima. Aguardo novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Dayane

        Lu, eu li seu outro post e me deu um pouco mais de clareza referente aos antipressivos. Como falado anteriormente, eu tomo ecitalopram há quase 4 meses e tive várias recaídas de ansiedade devido a situações adversas da vida, porém existem horas em que me sinto, como mencionado no seu post, um “Zumbi” com aparentemente emoções desligadas, sem aquele “Prazer Real” da vida. O problema é que nem sei como expressar isso para meu psiquiatra.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayane

          Não era para você estar se sentindo assim, após quatro meses do uso do medicamento. Terá que conversar com seu médico. Fale exatamente como escreveu aqui “Sinto-me como um zumbi, como se minhas emoções estivessem aparentemente desligadas, sem encontrar nenhum prazer real pela vida.”. O objetivo do antidepressivo é equilibrar o nosso organismo e não piorá-lo. Pode ser que a dosagem esteja alta, ou que o medicamento não está adequando a seu organismo, ou que seja o outro remédio que toma junto (ansiolítico). Precisa conversar com seu médico o mais depressa possível. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  27. Wal

    Olá, Lu!
    Você saberia me dizer se uma pessoa que usa escitalopram e depakote, pode fazer uso de anti-inflamatório (tipo cataflan ou menisulida). Meu filho está tratando com esses medicamentos e inventou de fazer um piercing, cuja cicatrização requer o uso de anti-inflamatório.
    Obrigada pela atenção.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wal

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Eu sou usuária de oxalato de escitalopram e tomei recentemente um anti-inflamatório (diclofenaco) sem problema algum. Mas aconselho-a a entrar em contato com o médico que trata seu filho, pois cada organismo costuma ter uma reação diferente, sem falar que é necessário conhecer o histórico de saúde da pessoa, sua sensibilidade a determinadas substâncias medicamentosas. Ele não poderia usar um anti-inflamatório de uso tópico? Se puder, opte por ele.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Wal

        Lu, obrigada pela rapidez da resposta, pelo carinho e atenção.
        Eu estava pensando em dar diclofecano mesmo porque não conheço nenhum que possa passar exatamente no local(no caso a língua). De qualquer forma acho mais seguro mesmo entrar em contato com o médico. Obrigada mais uma vez.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Wal

          Realmente na língua fica difícil usar um medicamento no local. Imaginei que fosse no nariz. É preciso muito cuidado com piercings em tais locais. A limpeza diária do adorno é também de fundamental importância.

          Abraços,

          Lu

  28. Elena

    Oi, Lu!

    Comecei a tomar o Oxalato de Escitalopram de 10 mg sexta feira passada (dia 28/11), 1 vez ao dia, logo após o jantar, mas hoje, não estou mais aguentando os efeitos colaterais: muita sudorese, inquietação, palpitações, dores nas articulações, vista embaçada e a cabeça meio zuada. Queria saber se tem problema de parar com apenas 4 dias de uso. Me ajude, por favor.

    Aguardo resposta.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elena

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não é fácil o início do tratamento com um antidepressivo, pois o organismo reage não querendo aceitar a nova substância. Os efeitos adversos são muito fortes, levando entre duas a três semanas, normalmente, para passarem. Você se encontra na primeira semana, portanto, na fase mais crítica. O importante é que tome conhecimento de quando se faz necessário buscar ajuda médica, como está no link do texto que lhe enviei. Fora disso, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), pois esse período ruim irá passar, e bons resultados virão.

      Você não deve parar sem antes consultar seu médico e relatar-lhe tudo que está acontecendo consigo. Na fase inicial do tratamento esse contato é de suma importância. Se não conseguir uma consulta com ele, entre em contato via telefone ou e-mail.

      Veja bem quais são as precauções a tomar:
      • se sentir inchaço na pele, língua, lábios ou face, ou apresentar dificuldades para respirar ou engolir (reação alérgica), contate seu médico ou vá diretamente para um hospital com serviço de emergência;

      • se apresentar febre alta, agitação, confusão, espasmos e contrações abruptas dos músculos, esses podem ser sinais de uma condição rara denominada síndrome serotoninérgica, contate o seu médico imediatamente;

      • se apresentar algum dos efeitos adversos a seguir, deve contatar imediatamente o seu médico ou ir diretamente para um hospital com serviço de emergência: dificuldade para urinar, convulsões, cor amarelada da pele ou no branco dos olhos.

      Gostaria que entrasse em contato comigo amanhã para dizer-me o que foi resolvido e como você se encontra. Certo?

      Responder
      1. J. Alisson

        Boa tarde Lu, vi sua prontidao ao responder as mensagens e sua forma carinhosa. Sou muito difícil de dialogar, porém resolvi falar.

        Sempre fui um cara muito de boa com a vida, impressionava a todos com minha capacidade de lidar com os problemas. Mas nos últimos dias, meses, não tem sido dessa forma. Ando muito ancioso, deprimido, hiperativo e me estresso com quase tudo. Pode ser a mínima coisa possível, acabo me estressando e só depois percebo que a forma com que agi nao foi legal e que nao sou assim.

        Depois de muito tentar lutar contra isso resolvi procurar ajuda. O médico me receitou iniciar o tratamento com cloridrato de fluoxetina. Já havia procurado ajuda médica mais nunca cheguei a iniciar o tratamento, mas dessa vez, tomei hoje, pela primeira vez, a fluoxetina, porém tenho medo das reações que o medicamento pode causar, e que em vez de ajudar possa acabar atrapalhando. Na verdade tenho um grande receio a toda medicação, nunca fui de tomar remédio nem mesmo uma simples dipirona.

        Vejo que o fato de me irritar bastante com qualquer coisa estar interferindo em meus relacionamentos com as pessoas, e não quero mais isso pra mim, vejo que ja machuquei minha namorada bastante, porém nao consigo controlar. Na faculdade me falta ânimo e concentração. Tudo ficou muito complicado e tenho medo das reações adversas do medicamento, principalmente o fato de ver em alguns sites que a fluoxetina pode emagrecer.

        Nao consigo indentificar o fator de minha depressão, mas sou uma pessoa que me dedico muito ao bem-estar das pessoas e às vezes elas nos magoam e fico muito triste com isso. Nao meço esforços para ver o outro feliz, porém, às vezes nos deparamos com a ingratidão, a fofoca e o egoísmo, e com isso não aprendi a lidar.

        Aguardo respostas… E continue com seu trabalho, que Deus te abençoe grandiosamente.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          J. Alisson

          Bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa. Desculpe-me pela demora, pois o seu comentário havia caído na caixa de spam e só agora eu o vi. Quando houver demora na resposta, cobre-me.

          Amiguinho, a vida de todos nós flui como um rio, e é preciso estar preparado para lidar com essa fluidez que, de certa forma, é também maravilhosa, pelo fato de modificar sempre, tanto em relação às coisas boas quanto às ruins, pois tudo passa. E, como diz um velho ditado “Não há bem ou mal que dure para sempre!”. Ou seja, tempos que aprender a lidar com essa engrenagem chamada “existência”, não nos deixando seduzir demasiadamente pelas coisas prazerosas e nem nos abatermos com as negativas. Um grande escritor e poeta árabe de nome Kalil Gibran, em seu livro “O Profeta”, diz que estamos realmente bem quando não nos sentimos embriagados pela alegria e nem decaídos pela tristeza, ou seja, quando nos sentimos equilibrados em nossas emoções. Em suma, a palavra-chave para a nossa existência é “equilíbrio”.

          Ainda assim, J. Alisson, a nossa mente costuma dar-nos boas rasteiras. Muitas vezes pelo nosso descaso com o corpo físico, relegando-o a um segundo plano, assumindo mais responsabilidades do que aguentamos. Noutras, permitindo que nossas emoções assumam a rédea de nossa vida, abrindo mão do equilíbrio, chegando a um desgaste sem necessidade. Mas em algumas outras, não temos culpa alguma, pois nosso comando corporal (cérebro) adoece, sem que ao menos tenhamos conhecimento da causa. E seja lá qual for ela, é preciso buscar ajuda médica. O cérebro também faz parte do corpo, por isso adoece e precisa ser tratado. Parabéns pela sua iniciativa em buscar ajuda médica, pois assim evitará que crises agudas venham a fazê-lo sofrer sem necessidade.

          Amiguinho, todos os antidepressivos possuem efeitos colaterais. E cada organismo reage de um jeito diferente a esse ou àquele. Somente com o uso é que se fica sabendo qual se adapta melhor ao nosso corpo. Mas não é nada que não se possa aguentar. Até mesmo crianças tomam-nos. O início é meio difícil, mas os dias bons que vêm a seguir compensam tudo. Eu que o diga, depressiva crônica. Benditos sejam esses medicamentos maravilhosos! Só tenho a agradecer. No início é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Depois, você nem percebe que faz uso de antidepressivo. Quanto ao seu caso, está me parecendo mais uma crise de estresse, que acaba levando à depressão. Penso eu que, como pouco tempo de tratamento (possivelmente seis meses) já estará bem, não precisando mais fazer uso do antidepressivo. Vamos ver como reagirá.

          J. Alisson, eu demorei muito tempo para aprender que ninguém pode me fazer feliz senão eu mesma. E também infeliz! Eu sofri muito até compreender que não tenho controle sobre o que as pessoas pensam, falam ou como agem. Só tenho controle sobre mim mesma, e nem sempre… risos. Eu penei até chegar à conclusão de que cada ser humano encontra-se num estágio de espiritualidade diferente. E que não posso exigir que todos estejam no mesmo patamar exigido por mim. É fato que todos nós, ao ajudarmos alguém, esperamos gratidão ou pelo menos respeito. Dizer o contrário é estar na posição de “santo”. Mas tanto a gratidão quanto o respeito dependem do grau de crescimento espiritual de cada um. Ao chegar a esta dedução, eu passei a fazer o bem unicamente pelo prazer de eu me sentir bem comigo mesma. Não espero nada, absolutamente nada, pois, em assim sendo, tudo que de bom vier da pessoa, vem a bom tempo. Quando adolescente, li dois livros chamados “Pollyana” e “Pollyana Moça”. Não me lembro do nome do autor. Nas minhas horas de desencanto sempre volto no tempo até esses dois livrinhos mágicos.

          Você sabia, amigo, que as pessoas fofoqueiras e intrigantes ocupam um lugar baixíssimo na escala espiritual? Interiormente possuem inúmeros problemas, com os quais não sabem lidar. A fofoca que fazem é um meio de ganhar a atenção e o carinho de alguém, pois não sabem obtê-lo de outra forma. São merecedoras de pena, pois no fundo também queriam ser amadas. Não as leve a sério!

          Amiguinho, foi um grande prazer responder o seu comentário. Espero que volte aqui muitas vezes para conversar comigo e demais colegas. Quero acompanhar o seu tratamento. Parabéns pelo primeiro dia de medicação. Somos todos bons guerreiros.

          Um grande abraço,

          Lu

  29. Graciele

    Olá, Lu, boa-tarde!

    Eu uso o escitolopram de 20 mg, e queria saber se posso misturar com o Depakote? O médico me passou para tomar a noite o Depakote. Mas sabe, como é, nós cismamos com tudo!
    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Graciele

      Antes de receitar qualquer medicamento, o profissional precisa saber sobre de outros que o cliente faz uso. Isso é imprescindível. Quando o médico faz isso, não há nada a temer, pois ele não é ingênuo para incorrer num erro de medicação, que pode levá-lo a perder seu registro. Portanto, se seu médico sabe que você faz uso do oxalato de escitalopram, pode tomar o Dekapote tranquilamente, pois ele funciona como coadjuvante do tratamento. Nada de cismas infundadas! E não suma, menina!

      Beijos,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Graciele

          Significa que ele ajuda no tratamento, junto com o remédio principal.

          Abraços,

          Lu

        2. Rose

          Bom-dia, Lu! Como vai?
          Estou passando aqui para dizer o quanto você é maravilhosa, solidária e que com certeza Deus age em sua vida. Eu leio todos os seus e-mails acompanho diariamente o site “vírus da arte”!

          Seus esclarecimentos sobre as medicações e seus efeitos adversos são muito necessário para nós “leigos” no assunto, e você o faz com uma competência incrível. Parabéns! Peço muito a Deus que continue lhe dando forças para continuar nos recebendo no seu cantinho.
          Obrigada mesmo, por tanto carinho e consideração. Deus a abençoe abundantemente!

          Obs.: Uso escitalopram há 1 ano para tratar Síndrome do Pânico e graças a Deus estou bem.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rose

          Obrigada por suas palavras tão generosas!

          Amiguinha, gosto muito do provérbio que diz: “Quem não vive para servir, não serve para viver”, assim, tento ajudar dentro das minhas possibilidades. Quanto à competência, confesso-lhe que não a tenho, precisando muitas vezes pesquisar para responder, mas o que tenho em dose muito grande é boa vontade e amor a vocês, meus leitores queridos. Sei que muitos vêm aqui em busca de uma palavra de ajuda, principalmente na fase inicial, em que os efeitos adversos são muito fortes. Tento dar-lhes um pouco de coragem e otimismo para continuarem o tratamento.

          Muito obrigada por visitar o meu blog, pois são 32 categorias bem interessantes, com artigos bem diferenciados. Também fico feliz ao saber que está indo bem com o tratamento. Não suma!

          Beijos,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Graciele

          Eu já expliquei respondendo ao comentário que fez ontem. Veja mais abaixo.

          Beijos,

          Lu

  30. Bia

    Olá, Lu!

    Por favor, preciso de sua ajuda… Meu esposo passou a fazer uso do oxalato de escitalopram, considerando um quadro de depressão motivado pelo assassinato de sua filha, há 04 meses atrás. Nessa ocasião tínhamos apenas 01 mês de casados, sem nos conhecermos direito, pois não chegamos a namorar nem 06 meses. Ocorre que com uma semana de uso do medicamento, por um motivo bobo, saiu de casa, está falando em divórcio, e usando argumentos tão pequenos para o fim de nosso casamento. Gostaria de saber se esse medicamento pode estar deixando-o frio, insensível? Pois é assim que o percebo agora, não tinha essa conduta. Não há nada que eu fale que mude o seu pensamento, só piora as coisas, pois tem me machucado muito com as palavras.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bia

      Há fases em nossa vida em que é preciso ter muita sabedoria para superá-las. Mas você há de vencer! Neste espaço nós faremos o possível para ajudá-la. Comece buscando toda a calma que possa ter. Lembre-se de que tudo na vida é passageiro. Nada dura para sempre. Veja seu sofrimento sobre esta perspectiva. O sofrimento torna-nos pessoas melhores e mais generosas.

      Amiguinha, seu marido está sofrendo muito mais do que você possa imaginar. O assassinato da filha mexeu com toda a sua estrutura emocional. Ele está com depressão traumática, o que é mais do que natural, em relação à gravidade dos fatos. Nessa fase, para não enlouquecer, ele precisa de botar para fora sua raiva, impotência, desespero e revolta. E quem recebe toda essa carga emocional? Você… Pois é a pessoa mais próxima a ele. Nesse momento, você está servindo como saco de pancadas para todo o sofrimento dele. Saiba que ele nem tem consciência da dor que está a impingir-lhe, pois se encontra magoado com o mundo do qual você também faz parte.

      A fase inicial do tratamento com antidepressivo pode deixar a pessoa bem pior do que antes de iniciar o tratamento. Por isso, ele precisa estar sendo acompanhado, para que não venha a comenter uma ação impensada. Essa fase costuma durar até cerca de um mês, dependendo de cada organismo, até que os efeitos adversos passem, vindo os bons. E ele se encontra no auge da fase ruim. O medicamento, no início, pode deixar a pessoa fria, insensível, sem libido, sim. A perda da libido, para um homem machista, que não tem coragem de abrir-se com a esposa, ainda é mais difícil, trazendo-lhe angústia, aflição e amargura.

      Bia, quero fazer algumas considerações e gostaria que refletisse sobre elas:

      1. Seu marido está doente, numa fase dificílima. Sugiro que o deixe falar tudo que lhe veem à cabeça. Não rebata. Não acirre. Saiba que ele se encontra fora de seu equilíbrio. E tudo que disser só aumentará a revolta que está sentindo pelo mundo, e que desconta em você, pessoa mais próxima. Isso não significa que não a ame mais.

      2. Outro ponto importante é dizer-lhe que o ama, que estará sempre ao seu lado, em seu tratamento, mas que, depois que melhorar, se ainda achar que devem se separar, você aceitará, pois quer a felicidade dele. Mas que no momento, a sua preocupação é com sua saúde. Jamais diga que não quer separar, para que ele não sinta preso, nessa ânsia em que tenta se libertar de seu profundo sofrimento.

      3. Se você fez ou disse algo, ainda que insignificante, peça-lhe perdão. Reconheça que errou, que deveria ter sido mais sensível, etc. Além disso fazer bem para você, será muito importante para ele, que se encontra afundando. Quando mostramos a nossa humildade, acabamos por retirar a munição do outro.

      4. Permita que ele fique longe, se assim o quiser, nesse momento. Não o pressione. Diga-lhe apenas que “estará sempre de braços abertos para recebê-lo e para cuidar dele”. Peça à família dele para olhá-lo com carinho e atenção, pois a fase inicial do tratamento é muito séria.

      5. Evite comentar o assunto com pessoas que possam levar até ele o que você diz. Faça uma espécie de retiro espiritual. Volte-se para si mesma, reforce suas energias, seu lado espiritual. Mentalize coisas boas para você e para ele. Acredite no poder da mente.

      6. Cuide-se! Não se entregue ao desespero. Cuide de seus cabelos, sua pele e de seu corpo como um todo. Dedique-se ao trabalho. Leia coisas que possam fortalecê-la. A pessoa que se encontra em depressão precisa de alguém muito forte ao lado dela.Você agora é a fonte de luz, equilíbrio, confiança e amor dele.

      Amiguinha, irei lhe passar uns links que irão ajudá-la. Conte comigo nessa fase. Venha sempre aqui para reabastecer-se nessa caminhada.

      Um beijo no seu coração,

      Lu

      Responder
      1. Bia

        Obrigada, Lu!
        Antes de ler sua resposta, creio que por inspiração divina, coloquei alguma coisa do que me orientou em prática, e já obtive resultados positivos! Consegui uma aproximação, e ele falou exatamente isso, que precisava ficar um pouco só, que não havia deixado de me amar, mas tudo está sendo muito difícil pra ele… Foi um trauma muito grande, eu não estava conseguindo perceber. E lendo agora suas orientações, que me ajudaram muito, mesmo! Li, reli e tornarei a examinar cada tópico atentamente! Creio que também ajudarão outras pessoas que passarem por aqui!

        Obrigada, querida por sua atenção, empenho e dedicação demonstrados através de suas orientações! Eu estava desesperada, assustada, sem chão… Agora tenho esperança, percebi que estava de certa forma sendo egoísta, assim como passarei a cuidar de mim também!
        Deus te abençoe e te recompense abundantemente!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Bia

          Que bom saber que já estão havendo transformações. Mas não deixe de sempre repassar suas notícias para mim. Tudo irá dar certo. Dê tempo ao tempo, pois tudo na vida possui um tempo certo.

          Beijos,

          Lu

  31. Matheus Moraes

    Tudo bem com você, Lu?
    Primeiramente agradeço a você por ter sido a primeira pessoa com quem eu falei verdadeiramente sobre meus problemas (em março deste ano). Eu me encontrava totalmente perdido e triste com a vida, pensava que nada iria melhorar e que iria sucumbir com a doença. Procurei ajuda médica e tive o total apoio de minha família. Hoje, nove meses depois, volto para dizer que me sinto muito bem, meu sono voltou ao normal e a cada dia que passa não dependo de medicamento algum, às vezes, tomo o Mirtazapina para dormir, quando sinto que a ansiedade está um pouco acima do normal.

    Lembro-me dos dias escuros que tive durante o tratamento e das reações adversas com o ESC. Parecia que nunca iria melhor. Tive a impressão de que estava prestes a fazer uma loucura para sanar de vez os problemas, mas graças a Deus, a minha família e aos médicos/medicamentos estou bem melhor, levo uma vida normal novamente, e tento me controlar sempre que percebo que a ansiedade ou a preocupação querem tomar conta de mim.

    Sei que tudo pode voltar de uma hora para outra, mas enquanto isso nao acontece, vou vivendo a vida PLENAMENTE, dando e recebendo todo amor à minha família e sendo grato a tudo e a todos. Vivo uma vida mais leve, procuro nao mais misturar trabalho com vida afetiva, pois cada um tem seu lugar e hora. Mas dou muito valor agora às pequenas coisas, pequenos momentos, gestos… Valorizava muito o material e às vezes o trabalho me consumia tanto, que minha família ficava em segundo plano. Hoje não acontece mais isso… Familia e Saúde em primeiro lugar, o resto a gente dá um jeito.

    Fiquei com saudades deste cantinho, e vou ler todo o conteúdo do blog e tecer comentários no que achar interessante, ou seja, em tudo… E novamente te parabenizo pelo belo trabalho que o seu site faz, é de utilidade pública.

    Beijos no coração e fique com Deus!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Você é muito fofinho! Obrigada pelo carinho e generosidade, mas nada a agradecer-me.

      Amiguinho, senti-me muito feliz ao ler seu relato. O mais interessante é saber que se encontra bem e que mudou o seu modo de olhar a vida. Isso é fundamental, pois a gente só muda de dentro para fora. Fora disso toda mudança é vã. Quero me ater às suas positivas palavras, esperando que outros tomem-nas como modelo:

      “Sei que tudo pode voltar de uma hora para outra, mas enquanto isso nao acontece, vou vivendo a vida PLENAMENTE, dando e recebendo todo amor à minha família e sendo grato a tudo e a todos. Vivo uma vida mais leve, procuro nao mais misturar trabalho com vida afetiva, pois cada um tem seu lugar e hora. Mas dou muito valor agora às pequenas coisas, pequenos momentos, gestos… Valorizava muito o material e às vezes o trabalho me consumia tanto, que minha família ficava em segundo plano.”.

      Você continua maravilhosamente POP, vivendo um dia de cada vez.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Responder
  32. Cristiano

    Timei escitalopram por um ano, mas agora há 20 dias, por motivos financeiros, fiquei sem tomar. Como faço? Recomeço o tratamento?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristiano

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, você não está sentindo a a síndrome da abstinência? Você deve retomar o tratamento, na mesma dosagem que tomava antes. Para que comprar um remédio mais barato, peça ao médico para escrever na receita apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram), pois assim poderá comprar o genérico que estiver mais barato. É assim que faço, pois também uso essa mesma substância. Depois me diga como resolveu.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Lala

        Lu, imploro por uma ajuda!

        Tenho transtornos de ansiedade há anos! Mas depois de muita persistência com medicamentos, eu me encontrei em uma fase melhor, em que pude me livrar dos remédios. Todavia voltei a precisar de um acompanhamento médico e vou iniciar agora com escitalopram. Mas tenho um trauma muito grande com o efeito colateral em relação à nulidade da libido. Na época em que tomei fluoxetina a minha libido zerou! Isso prejudicou demais meu casamento e foi um dos fatores da minha separação.

        Li em diversos comentários que o mesmo ocorre com o escitalopram. Dentre todos os antidepressivos, o escitalopram está em qual escala ou classificação de prejuízo no desempenho sexual? Pois sei que alguns medicamentos são mais prejudiciais nesse sentido e outros menos.
        Suportaria passar por qualquer outro efeito colateral novamente, mas a perda de libido não! Isso é um verdadeiro terror!

        O médico não quis associar o escitalopram a nenhum outro remédio. Estou há 1 semana com a caixa de comprimidos na bolsa sem coragem de tomá-los, com o receio enorme desse efeito colateral. Me ajuda, por favor, Lu! Com qualquer informação! Esse medicamento na maioria das vezes prejudica mesmo a libido dessa forma? Tomei BUP por anos e não sofri com esse efeito colateral!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lala

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, é sabido que todos os antidepressivos trazen consigo efeitos adversos. O mais interessante é saber que esses tais “sujeitinhos” agem diferentemente em cada organismo. Em alguns fazem engordar, em outros emagrecer. Nesses eliminam a libido, naqueles aumentam, noutros não mudam em absolutamente nada, etc.

          É fato que tenho recebido muitas queixas quanto à perda da libido por parte do oxalato de escitalopram, assim como recebo comentários de pessoas que dizem não ter influenciado em nada. Como disse anteriormente, o divisor de águas é organismo de cada um. Eu também tomo oxalato de escitalopram. No início, a perda da libido foi enorme, assim como quando inicei com a fluoxetina. Contudo, com o passar do tempo, meu organismo foi voltando à normalidade.

          Lala, se essa é a sua maior preocupação, inclusive com resquícios traumáticos, sugiro que converse com seu médico abertamente sobre o assunto. Se teve a libido diminuída com a fluoxetina, é provável que o mesmo aconteça com o oxalato de escitalopram. Se não quer pagar para ver o que acontece, sugiro a mudança para outro antidepressivo. Vou também lhe enviar um link que a ajudará a tomar uma decisão.

          Amiga, espero que volte para contar-nos qual foi o caminho tomado por você. Só não deixe de fazer o tratamento, para que as crises não se agravem cada vez mais. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

  33. Ricardo

    Sou usuário dos ISRS há mais de 6 anos. Fiz uso do oxalato de escitalopram por mais de 100 dias e até gostei, não tive muitos efeitos colaterais, exceto perda da libido, em quase 80%, e perda das emoções. Fiquei meio apático, tanto para emoções “negativas” quanto “positivas”, não sentia mais nada. O médico mudou, então, para bupropiona 150 mg, que traz a libido de volta e as emoções. Um pouco de ansiedade também volta, e controla razoavelmente a depressão. Minha dúvida é sobre a perda da libido. Alguém aqui teve uma brusca queda na libido ao usar ISRS? Mulheres perceberam a perda da libido? E você Lu, sentiu algo alterado na sua libido?

    Dica: os remédios não fazem milagres, ajudam muito, principalmente no momento das crises, ansiedade excessiva, depressão, porém, temos que fazer nossa parte, tentar trabalhar os lados sombrios da nossa mente, buscar auto-conhecimento, aceitação de que a vida não vai ser como idealizamos/perfeccionismo, viver um dia de cada vez, saber que existirão momentos bons e ruins. Exercícios físicos ajudam muito, caminhadas, corridas, academia, ciclismo enfim… Focar mais a mente no presente, evitar ficar pensando no futuro e passado (geralmente só os fatos negativos).

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Quase todos os antidepressivos mexem com a libido, mais ou menos, de acordo com cada organismo. E todos eles mexem com as emoções, na fase inicial do tratamento. As mulheres (inclusive eu) também possuem o mesmo problema com a libido, nos primeiros meses de tratamento. Mas, à medida que o organismo vai se acostumando com a nova substância, as coisas vão se equilibrando, chegando à normalidade. Acontece de um antidepressivo mexer mais com a libido de uma pessoa do que com o de outra. Os homens, que normalmente são mais apressados, tendem a não aguentar passar tal período, migrando para outro medicamento. Inclusive, Ricardo, você poderá ler sobre isso aqui no texto, em INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      As suas dicas são de suma importância para que as pessoas com transtornos mentais possam se ajudar, além de contar com o medicamento. (Ver texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  34. Maria Vieira

    Olá, Lu!
    Estou a tomar Esc para a TAG há 5 dias. Sempre fui uma pessoa ansiosa e esta ansiedade, embora nao fosse por motivos graves e concretos, tem vindo a afetar-me o sono desde há muitos anos. Só agora decidi aceitar que, para resolver o meu problema, precisava de uma ajuda externa e profissional e, como tal, neste momento estou a tomar 10 mg escitalopram de manhã, e para dormir meio comprimido de trazodona 100 mg (triticum), pois a médica disse que em doses muito baixas a trazodona tem apenas efeito sedativo e não antidepressivo.

    Hoje estou a sentir-me estranha (passei hoje de 1/2 comprimido de Esc para 1 comprimido,tal como a médica aconselhou), meia ansiosa, sonolenta, com dificuldade em falar com energia (parece que enrolo as palavras). A combinação destes 2 medicamentos é boa? É normal ter estes efeitos?

    Obrigada, desde já!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Vieira

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a ansiedade nem sempre aparece em razão de um motivo concreto. Quanto se tem o motivo real, o tratamento é bem mais fácil, e significa que se trata de algo passageiro, em vez de crônico. Mas a TAG chega sem pedir licença e nem dizer a porque veio. O tratamento indicado é o antidepressivo, que acaba trazendo consigo efeitos adversos, que perduram durante o início da medicação.

      Maria, é normal passar pelos efeitos adversos do oxalato de escitalopram (ou de qualquer outro antidepressivo) no início do tratamento. A pessoa realmente fica pior do que antes de iniciar a medicação, pois o organismo teima em não aceitar a nova susbtância, numa briga de foice. Portanto, fique tranquila quanto a isso. Essa turbulência costuma durar entre duas a três semanas, dependendo de cada organismo. Portanto, com cinco dias, você se encontra no olho do furacão. Resta-lhe ser POP (paciente, otimista e persiste), pois há luz no fim do túnel. Mas valerá a pena passar por isso, uma vez que, posteriormente, terá melhor qualidade de vida.

      Minha querida, não se preocupe com a combinação feita pela médica, pois ela é responsável pelo seu tratamento, não podendo incorrer em erro. Muitas vezes pode acontecer de o profissional ter que mexer na dose dos medicamentos, mas no caso não seria do oxalato de escitalopram, que está com uma boa dosagem. Se continuar assim, não relute em procurá-la, pois pode ser que tenha que diminuir a trazodona. Observe com atenção como progride seu estado de saúde. Lembre-se de que, no início do tratamento, o contato do médico com o paciente é muito importante.

      Maria, vou lhe enviar uns links de textos que poderão ajudá-la. Pela linguagem usada no seu comentário, presumo que seja de Portugal ou de algum dos países africanos de língua portuguesa. Acertei?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Maria Vieira

        E verdade! Sou de Portugal!
        obrigada pela prontidão em responder… Melhores dias virão! Sou uma pessoa super positiva, tenho energia e vontade de fazer as coisas, contudo, esta minha ansiedade torna-me uma pessoa muito medrosa, perfecionista, demasiado exigente comigo mesma e permanentemente inquieta com pequenas situações. Espero recuperar a capacidade de me deitar à noite e conseguir adormecer sem fazer um resumo exaustivo do meu dia, para ver em que errei ou falhei.

        Obrigada, Lu 🙂

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Vieira

          A ansiedade é como um corrosivo que vai nos destruindo aos poucos, pois a inquietude tira-nos a paz, o equilíbrio e a interação com a vida. É preciso tratá-la, sim. Aliado ao tratamento faz-se necessário mudar a maneira como se olha a vida, sendo mais tolerante consigo e com as pessoas em derredor. Há um texto aqui no site que gostaria que lesse: NA VIDA TUDO PASSA! TUDO MUDA! (Busque no Google no no próprio blog).

          Maria, também lhe indico a categoria chamada ARTE DE VIVER, que trata extamente da maneira como devemos olhar e sentir a vida.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Adriano

          Querida Lu, estou de volta após 2 meses e meio de tratamento. Ontem tive um dia agitado, as coisas não ocorreram bem como eu imaginava, aí me senti estranho pela tarde, como se estivesse alterado. À noite saí com minha esposa para comermos uma pizza, e dito e feito a bendita crise de pânico voltou. Me senti tão triste em saber que ela não me abandonou. Tomei um rivotril sublingual e fiquei bem, depois. Gostaria de um conselho: o que devo fazer, pois eu tomo escitalopram de 10 mg e até este dia foi maravilhoso. Será que tenho que voltar ao médico e aumentar a dose? Isso não me deixaria mais estranho? Ou devo esperar até o final do terceiro mês. Uma palavra sua já me ajudaria muito.

          Um grande abraço

        3. LuDiasBH Autor do post

          Adriano

          É normal que todos nós passemos por dias mais agitados. Muitos fatores contribuem para isso, inclusive o próprio tempo atmosférico. Também não estive bem ontem, em razão de uma onda de calor que assolou minha cidade. Eu só queria ficar deitada, inerte, sem coragem alguma. Precisei de muita força para ir à aula de Pilates, e ainda assim não fiz quase nada. Você nem imagina como os fatos em nosso derredor têm o poder de desequilibrar o nosso organismo, repercutindo no nosso emocional. Por isso, sempre digo que precisamos mudar o nosso modo de olhar a vida (Texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

          A crise de pânico pode ter resultado da tensão vivida durante o dia. Mas não leve isso muito a sério e nem fique aguardando-a como se fosse uma visita muito prazerosa. Procure relaxar, ciente de que todos nós temos uns dias melhores e outros piores. O importante é como lidamos com isso. Como foi a primeira vez que teve tal crise, aconselho-o a aguardar mais um tempo. Caso ela volte a incomodá-lo, procure seu médico e converse com ele. Se necessário, a dosagem será aumentada.

          Amiguinho, embora esteja tomando um antidepressivo, isso não significa que estará insento dos transtornos da vida. Aliado ao medicamento é preciso aprender a lidar com os problemas. Gostaria que lesse ou relesse o texto que mencionei acima. Quando sentir que não está bem, sujeito a uma crise, tome o rivotril indicado pelo médico.

          Aguardo notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        4. Marina

          Lu, estou tomando oxalato de escitalopram há 3 dias e não consigo dormir, sinto meu dedos da mão adormecerem, fico cansada e com vontade de dormir, mas não consigo, tenho medo, isso é normal? Sinto também um calor no pescoço como se estivesse sufocada. Estou preocupada.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, que passam entre duas a três semanas, dependendo do organismo. Você se encontra na primeira semana, portanto, no olho do furacão. Mas todo esse sofrimento valerá a pena, quando os bons resultados começarem a chegar. Você não disse qual é a dosagem que está tomando.

          Marina, eu vou lhe passar uns links para que veja quais são os efeitos adversos tidos como normais e aqueles que necessitam procurar seu médico ou hospital. Procure ficar tranquila. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Volte a me escrever.

          Beijos,

          Lu

    2. Vanessa

      Olá, Maria Vieira!
      Aconteceu o mesmo comigo. Exatamente assim, após o uso de escitalopran 10 mg pela manhã. Então meu médico mandou eu parar de tomar de manhã e passar a tomar antes de dormir. Tudo mudou pra melhor. Até a qualidade do meu sono melhorou, e de dia agora me sinto bem mais disposta e tranquila! Mude seu horário também, vai te fazer bem. Mas converse com seu médico antes.

      Responder
  35. Maria Depre

    Lu
    Muito obrigada pelo texto!
    Estou exatamente na mesma situação.Tomo fluoxetina e como tenho piorado, meu namorado (que faz uso de escitalopram) sugeriu que eu tomasse. Eu disse que pesquisaria, e fico muito aliviada em saber que evitei maiores problemas.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Depre

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, embora haja médicos que permitam que o paciente mude da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, ou vice-versa, sem aguardar um determinado tempo, a maioria exige que haja um espaço entre um e outro. Meu psiquiatra mesmo exigiu que eu aguardasse 15 dias, até que a fluoxetina não mais estivesse em meu organismo.

      Maria, nunca mude de um antidepressivo para outro sem a concordância médica, pois tais medicamentos fazem parte de classes específicas. Depois de avaliar sua saúde geral é que seu médico irá prescrever o medicamento exato. Nunca tome por indicação de ninguém, pois existem indivíduos alérgicos a certas substâncias contidas no remédio. Se você tem piorado com o uso da fluoxetina, pode ser que o medicamento não esteja mais fazendo efeito ou que a dosagem esteja muito baixa. Somente o médico irá determinar qual seja a causa.

      Vou lhe passar uns links que irão ajudá-la muito. E volte sempre para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alexsandra

        Oi!
        Eu me chamo Alexsandra. Estava fazendo uso do fluoxetina de 20 mg, mas agora tomo dois de 10 mg, estou sentindo fraqueza e cansaço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, imagino que você tenha começado o tratamento recentemente, por isso está sentindo os efeitos adversos do medicamento, que normalmente passam em até três semanas.Você diz que tomava fluoxetina de 20 mg e agora passou para dois comprimidos de 10 mg. Não entendi, pois a dosagem continua a mesma. Você não quis dizer que passou para o oxalato de escitalopram? Explique melhor para mim.

          Beijos,

          Lu

        2. Alexsandra

          Lu, ontem me senti super bem, mas hoje estou meio desanimada, sem vontade de fazer nada, até fiquei tonta e cheguei a vomitar. Estou muito confusa.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          É preciso esperar um tempo para que o medicamento faça um efeito total no organismo. Enquanto isso é preciso ir aprendendo a conviver com os altos e baixos com muita paciência. Todos passam por isso. Todos nós amanhecemos, certos dias, sem vontade de fazer nada. Isso é normal. O fato de ter vomitado não está ligado a alguma coisa que comeu e fez mal para você? No início do tratamento temos a tendência a achar que tudo é proveniente do remédio. E nem sempre é!

          Beijos,

          Lu

        4. Alexsandra

          Faz uns quarenta dias que tomo fluoxetina. Tomava um de 20 mg pela manhã, mas estava sentindo muita falta de ar. A psiquiatra dividiu em duas doses de 10 mg, e aí comecei a sentir todos os sintomas da ansiedade de novo. Só volto a ela dia 22, por isso queria saber se e possível passar por todos os sintomas que senti nas primeiras doses do medicamento.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Ao que me parece, você está tomando duas doses de 10 mg ao dia. É isso? Se assim for, continua tomando 20 mg do mesmo jeito, pois os antidepressivos são acumulativos no organismo. Se está tomando a mesma dosagem, não era para estar sentindo os mesmos sintomas da ansiedade. Mas, se por acaso, passou a tomar apenas 10 mg por dia, significa que a dosagem está baixa para você. E se não parou e continua tomando o medicamento direitinho, sem ter aumentado a dosagem, não era para sentir todos os sintomas das primeiras doses, pois, de certa forma, esse período dos efeitos adversos já passou. Retire a minha dúvida: está tomando dois comprimidos de 10 mg, ao dia, em horários diferentes?

          Abraços,

          Lu

        6. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Isso mesmo, estou tomando duas doses de 10 mg em horários diferentes, mas acho que não é a dosagem ou o remédio certo pra mim, pois sinto muintos sintomas físicos: acordo cansada, com fadiga, sem disposicão pra fazer qualquer coisa. Já tomo a fluoxetina há quase cinquenta dias e não apresento melhora nos sintomas da TAG.

          Beijos,

          Alexsandra

        7. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Existem, realmente, pessoas que não se acertam com um determinado antidepressivo. Não adianta insistir. Quando o organismo não aceita a medicação, a mudança precisa ser feita. E depois de 50 dias já não era para estar se sentindo tão mal assim. É provável que o seu psiquiatra tenha que mudar para outro medicamento. Marque uma consulta com ele e diga-lhe que nesses 50 dias não sentiu melhora alguma, mas ao contrário. Fale-lhe que prefere mudar para outra medicação. Também tenho uma amiga que não se deu bem com a fluoxetina. Mas fique tranquila, pois tudo se resolve. E não deixe de comunicar-se comigo.

          Abraços,

          Lu

        8. Alexsandra

          Lu
          Se eu trocar a medicação, irei sentir todos os sintomas da fase de adaptação ou, se pelo fato de já ter tomado outro antidepressivo meu organismo já se encontra acostumado?

          Beijos,

          Alexsandra

        9. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Isso varia muito de pessoa para pessoa. Algumas não sentem nada ao mudar de antidepressivo. Outras sentem um pouco. E outras sentem os mesmos sintomas adversos. Mas isso não é motivo para não fazer a troca, quando ela se faz necessária, porque não adianta tomar um medicamento que não faz efeito positivo algum, levando a pessoa somente a gastar dinheiro. O mais importante é que o antidepressivo faça bem ao seu organismo. Certo?

          Abraços,

          Lu

        10. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Sempre à sua disposição, minha querida.

          Abraços,

          Lu

        11. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Tenho observado nos últimos dias que quando tomo café, eu me sinto meio fraca. Você acha que tem possibilidade do café estar prejudicando o meu tratamento com a fluoxetina?
          Obrigada!

        12. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Tudo não passa de impressão sua. O café tem cafeína que é um estimulante natural, que dá mais ânimo, e não tem nenhuma interação com a fluoxetina. Também já usei a dona “fluô” por muitos anos. Ela é muito boa. Pode tomar seu cafezinho sem medo.

          Grande abraço,

          Lu

        13. Alexsandra

          Oi, Lu!
          Hoje acordei meio indisposta, deixei a limpesa da casa pela metade, fazendo tudo meio devagar, como acordo quase todos os dias. Amanhã vou a uma consulta com a psicóloga. Você acha que devo pedir pra trocar a fluoxetina, já que estou acordando meio indisposta?
          Obrigada,

          Alexsandra

        14. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Penso que você irá a uma consulta com a psiquiatra, pois a psicóloga não pode receitar antidepressivos.

          Faça uma listinha de todos os efeitos adversos que continua sentindo, para não se esquecer na hora da consulta. Diga-lhe que não está sentindo melhoras com a fluoxetina. Que continua indisposta, sem ânimo para fazer qualquer coisa. Deixe que ela a avalie e tome a decisão correta. Procure ficar calma para relatar tudo direitinho. Quando voltar da consulta, escreva-me dizendo como foi, se houve mudanças na medicação, etc.

          Abraços,

          Lu

        15. Alexsandra

          Lu, hoje estava marcada mimha consulta de retorno com a psiquiatra, mas ela ligou desmarcando. A medicacão acaba hoje, porém só vou voltar lá dia 22, assim vou ficar sem a medicacão por uns três dias, existe algum poblema?

          Obrigada!

        16. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Num período pequeno assim não fará muita diferença. Fique tranquila!

          Abraços,

          Lu

        17. Alexsandra

          LU, hoje a psiquiatra mudou a dosagem da fluoxetina para 40 mg, em duas doses de vinte, sendo 20 mg, às 8 da manha e 20 mg às duas da tarde. Você acha que é um intervalo muinto pequeno entre as duas doses? Os efeitos colaterais vão aparecer, já que aumentou a dosagem?

        18. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Em se tratando da dosagem de 40 mg ao dia, o intervalo está correto. Fique tranquila e tome direitinho. Penso que os efeitos colaterais deverão ser poucos, uma vez que seu organismo já deve ter se acostumado com o medicamento. O importante é ficar o mais calma possível, confiante no tratamento. Procure também fazer algum exercício físico. Caminhada é uma boa pedida.

          Abraços,

          Lu

        19. Alexsandra

          Lu, como já havia lhe falado, a médica aumentou a dosagem da fluoxetina. Comecei a tomar hoje, mas já estou bem ruim, com ânsia de vômito, muita angústia e bem irritada. Será que vai demorar pra passar tudo isso?

        20. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Calminha, minha linda. Ao aumentar a dosagem, os efeitos adversos costumam aparecer, mas logo passam. Lembre-se de que é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará saindo dessa fase. Todos passam por isso.

          Beijos,

          Lu

        21. Alexsandra

          Lu, faz cinco dias que a médica aumentou minha dosagem de fluxetina para 40 mg, estou sentindo dores de cabeça todos dias, como enxaqueca. Estou visivelmente cansada, acordo e vou dormir exausta. Não sei mas o que pensar. Será que tudo isso faz parte dos efeito do medicamento?

        22. LuDiasBH Autor do post

          Alexsandra

          Muitas pessoas sentem sintomas muito fortes ao aumentar a dose do medicamento. Está dentro da normalidade, sim. Mas tudo isso irá passar. Se a dor de cabeça estiver sendo muito intensa, veja com seu médico, ou mesmo farmacéutico, qual é o analgésico melhor para tomar.

          Abraços,

          Lu

  36. Helaine

    Boa-tarde, Lu!
    Semana passada minha avó faleceu. Aparentemente recebi “bem” a notícia, porque ela estava bem doente e de certa forma já era o esperado. Porém, desde quinta-feira venho sentindo mal-estar, e de sábado pra cá meu estômago ficou muito ruim. Também estive no médico e ele trocou a medicação para Wuelbutrim de 150 mg. Comecei a tomá-lo no sábado. Apesar que já estava sentindo mal-estar antes, fico sem saber se também tem a ver com a mudança do remédio. Tenho muito medo de voltar a ficar como antes.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      O que aconteceu a sua avó faz parte do ciclo da vida, não há como impedir que aconteça. A Aceitação gera menos sofrimento. É normal que você se sinta angustiada com a perda. Junto a isso aliaram-se os efeitos adversos do novo remédio, pois todos os antidepressivos contém sintomas colaterais. Logo, seu mal-estar pode estar ligado às duas coisas. Mas isso irá passar. Não se preocupe. O importante é seguir em frente. E retire a palavra “medo” de sua vida. Pense positivament, sempre!

      Amiguinha, receba os meus sentimentos pela partida de sua avó.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Helaine

        Obrigada, Lu!
        Sei que medo não deve existir, mas é que quando penso em tudo sinto desespero. Querida, você conhece esta medicação? Parece que o princípio é bupropiona. Você é uma benção!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Helaine

          O princípio ativo desse antidepressivo é a bupropiona, sim. Conheceço muita gente que faz uso dele, inclusive aqui nos comentários. Fique tranquila e continue tomando sua medicação direitinho. Bote bastante otimismo em sua vida e siga adiante, sempre.

          Beijos,

          Lu

        2. Rick

          Oi, Lu, boa-tarde!

          Fui hoje para a consulta com a psiquiatra e me queixei dos zumbidos… Falando que eu continuava (mesmo menos perceptível). Ela rebateu dizendo que era coisa da minha cabeça, que não tinha pretensão de mudar o medicamento (tomo o escitalopran 20 mg há 5 meses). Não deixei barato, e falei que esses zumbidos nao era coisa da minha cabeça e que estavam, sim, nos efeitos colaterais incomuns. Ao certo ela nao gostou e foi logo dizendo: “Quer mudar, eu mudo!”. E me receitou o Venlafaxina 37,5 mg para tomar junto com o escitalopram, que ainda tenho aqui. E depois dessa dosagem de 37,5, iniciar com a de 75 mg. Ela também me falou que não tem nada a ver tomar eles juntos. Perguntei se teria desmame, ela disse que não. Estou impressionado em como os médicos detestam ser confrontados. Sempre acham que sabem tudo. Nós pacientes precisamos de esclarecimentos.

          Obrigado, Lu. Aguardo notícias

          Rick

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Os médicos não estão conseguindo acompanhar os clientes de hoje, que contam com a internet, uma grande fonte de pesquisa. Muitos nem ao menos leem a bula para conhecerem todos os efeitos adversos do medicamento. Você agiu muito bem ao confrontá-la, pois tal informação consta na bula do oxalato de escitalopram.

          Muitos comentaristas aqui dizem tomar o cloridrato de venlafaxina. Além disso, muitos antidepressivos podem ser tomados ao mesmo tempo, para que não haja o efeito da abstinência, enquanto se muda de um para outro. E se ela o instruiu a fazer isso, pode ficar tranquilo. Espero que, com a nova medicação, os zumbidos desapareçam. Leia a bula do novo antidepressivo para ver se não consta tal efeito adverso na bula. E me informe como está se passando com o novo medicamento. Não suma!

          Abraços,

          Lu

        4. Rick

          Oi,Lu!

          Comecei meu novo tratamento. Hoje faz dois dias que tomo a venlafaxina de 37,5 mg (antes usava o excitalopran 20 mg). Estou sentido umas leseiras na cabeça. Sensação de fora da realidade. Como se realmente os sintomas ficassem à flor da pele,sabe? Acho que deve passar, não é Lu? Estou confiante, pois esse aí age em dois tipos de neurônio (Serotonina e noradrenalina. E não vejo a hora de me livrar de vez dessas crises ofegantes de ansiedade generalizada e síndrome do pânico.

          Abraços

        5. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          É normal que você tenha sintomas adversos no início do tratamento com um novo medicamento. Trata-se da fase de adaptação do medicamento ao seu organismo. O normal é que passe entre duas a três semanas. Ainda assim, continue observando suas reações. Se sentir que estão insuportáveis, não deixe de entrar em contato com sua médica. Por favor, não dirija até que passe essa fase. Quando se adaptar bem ao remédio, passar por tudo isso terá valido a pena. Procure ficar o mais relaxado possível. Lembre-se de que é importante continuar otimista. Mantenha contato comigo, pelo menos até essa fase ruim passar.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        Alexsandra

        Se você está tomando os dois comprimidos ao dia (10 + 10 = 20 mg), a dosagem continua a mesma, portanto, não deveria sentir nenhuma mudança, como se estivesse iniciando o seu tratamento. O ideal é que se tome o antidepressivo numa única dosagem. Sua falta de ar passou? Converse com a sua médica sobre o que vem sentindo.

        Abraços,

        Lu

        Responder
  37. Edilma Silva

    Lu
    Já estou tomando o oxalato há doze dias. Os enjoos melhoram mais, mas em compensação estou com uma diarreia já faz uma semana e até dor no reto estou sentindo. Ainda bem que tenho uma consulta dia vinte e seis, pois todo dia é um efeito colateral diferente. Gostaria de saber, se você também teve alguns desses problemas?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Esses problemas fazem parte dos efeitos adversos do remédio, contudo, alguns devem ser olhados como mais atenção, como a sua diarreia. Volte a ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, e veja quando é necessário buscar ajuda médica. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Diogo Araújo

        Olá, Lu!
        Há um ano venho sofrendo com depressão bipolar e TAG. Já tomei varios remédios e me internei duas vezes. Hoje estou tomando escilex 15 mg, 2 vezes ao dia, há 49 dias. E tomo também lítio amplitilina e axonium e pioram pra dormir. Estava indo bem, mas de três dias pra cá estou sentindo um pouco de tristeza e angústia. Será que isso vai passar?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Diogo

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, não é mesmo fácil lidar com os problemas mentais, principalmente quando ainda não acertamos totalmente com o medicamento, pois todo o tratamento requer experiência em relação ao antidepressivos. Muitas vezes é necessário passarmos por muitos medicamentos, até chegarmos àquele que fará bem ao nosso organismo. Isso demanda muita paciência. Por isso digo que nós tempos que ser POPs (paciente, otimistas e persistentes).

          O oxalato de escitalopram vem sendo indicado por inúmeros médicos, pois tem uma boa eficácia para a maioria das pessoas. Quanto à tristeza e à angústia, essas emoções são comuns a todos os seres humanos, mesmo para os que não sofrem de nenhum problema mental. Todos nós, há dias em que nos vemos ansiosos e depressivos. Domingo eu mesma estava assim. Mas isso passa, se nós nos ajudarmos. O antidepressivo é responsável por 50% de nossa melhora, mas a outra parte cabe a nós, pois ainda não se inventou a pílula mágica da felicidade. Eu vou lhe enviar o link de uns textos para que possam ajudá-los. E continue vindo aqui conversar conosco.

          Um abraço,

          Lu

        2. Rozana

          Lu, hoje estou triste, e meu corpo parece estar pegando fogo. Nem sei mais o que fazer, me ajude.
          .

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rozana

          Compreendo perfeitamente o que está sentindo, minha amiguinha. Não são poucos os que passam por isso. Lembre-se de que ainda se encontra no início do tratamento. É preciso ter força para superar essa fase difícil. Ela irá passar, não tenha dúvida disso. Que tal tomar um banhozinho morno, passar um hidratante bem cheiroso em todo o corpo e procurar relaxar? Eu sempre faço isso quando não estou me sentindo bem. Deixe a água levar toda a sua tristeza. É preciso se ajudar, pois o antidepressivo não faz tudo sozinho. Procure ler os comentários e veja como outras pessoas também se sentem (ou sentiram) nessa fase. Volte a ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Volte a escrever quantas vezes precisar. Botar para fora nossos sentimentos faz muito bem. Estou com você!

          Abraços,

          Lu

  38. Anna Luísa

    Boa-noite, Lu!

    Comecei o tratamento para ansiedade com lexapro há alguns dias, estou tomando 5 mg do comprimido de 10 mg, pois ainda não me sinto segura para aumentar a dosagem. Os efeitos colaterais são a pior parte obviamente, tive uma perda de peso (já sou magra), me falta o apetite, mas a pior parte é sentir formigamento nos braços de madrugada, os quais me acordam e enrolo para dormir, visto que logo após sinto uma ausência de sensibilidade no corpo inteiro. Isso passa ao decorrer do dia, mas me preocupa um pouco inclusive para voltar a dormir. Minha pisiquiatra é super acessível, mas receio em incomodá-la. Ler as experiências das pessoas que passaram pelo blog me deixa mais paciente e positiva para seguir o tratamento, principalmente pelo fato de que os efeitos que sinto nem se comparam a de muitos aqui. Por fim, gostaria de saber se com o tempo aparecem novos efeitos colaterais e se os formigamentos que sinto e a ausência/dormência são normais e não devo me preocupar.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anna Luísa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, gostaria de iniciar a minha resposta aconselhando-a a seguir direitinho a prescrição de sua psiquiatra em relação à dosagem, pois somente assim poderá avaliar o efeito positivo do medicamento. Quanto a emagrecer, isso também aconteceu comigo, mas com o tempo a inapetência foi diminuindo e hoje está equilibrada, tendo eu recuperado os quilos que perdi. Para evitar a acentuada perda de peso, procure tomar mais sucos, vitaminas, chás, etc., pois o líquido é mais fácil de engolir.

      Anna, em relação aos efeitos adversos, eles estão presentes em todos os antidepressivos. Ainda assim faz-se necessário observá-los, pois alguns são graves, necessitando, até mesmo, de ir ao hospital com urgência. Tenho este assunto bem explicado num texto, sobre o qual lhe repassarei o link. Leia com atenção.

      Amiga, como você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, novos efeitos adversos podem aparecer nesse período, mas irão desaparecendo após duas a três semanas. Outra coisa, não se sinta incomodada em procurar sua psiquiatra na fase inicial da medicação, pois tal contato é de fundamental importância. E ler as experiências de outras pessoas ajuda-nos a compreender a nossa.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Anna Luísa

        Oi, Lu!
        Conversei melhor com a minha médica sobre os formigamentos e dormência que tinha descrito, e ela me informou que é causado pela ansiedade, me deixando mais amena ao saber que não era do remédio. Li os textos que me indicou. E é muito bom ler de alguém que sentiu na pele o início do tratamento. Tomei hoje o primeiro comprimido inteiro e estou esperançosa em continuar esta caminhada. Obrigada pela ajuda!

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anna Luísa

          É muito importante continuar monitorando, mas sem neurose, os sintomas adversos que aparecem no início do tratamento. Sempre que necessário, volte à leitura do texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Parabéns por ter tomado o comprimido inteiro. A sua caminhada será muito valiosa, pois logo verá os resultados positivos do tratamento.

          Abraços,

          Lu

    2. Ricardo

      Aparecem sim novos efeitos, não sei se colaterais ou naturais, perda de libido total, perda de emoções totalmente, você vira um zumbi, o bom que não sofre, mas não tem prazer também. Não sei como as mulheres encaram a perda da libido, e se já perceberam como este medicamento afeta a libido, agora os homens já devem ter notado, sujeito fica praticamente broxa, castrado, sem tesão e sem ereção.

      Responder
  39. Jorge

    Oi, Lu, boa-noite!

    Já comentei aqui outras vezes. Tomo há quase 3 meses o Escilex (tomava 10 mg, mas agora tomo 15 mg) e hoje me vi querendo utilizar um Salonpas por conta de dores no pescoço. Segundo consta na bula é um analgésico e anti-inflamatório. Minha dúvida é a seguinte: meu psiquiatra disse que o remédio não interagia com nenhum outro remédio, mas na internet é possível encontrar vários sites que falam que antidepressivos e anti-inflamatórios não combinam, podendo desde diminuir o efeito do antidepressivo até aumentar os ricos de uma hemorragia cerebral, e agora estou na dúvida se é melhor evitar um simples Salonpas ou se não há problemas em aplicá-lo.

    Agradeço a atenção!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Eu já tomei anti-inflamatório mesmo tomando oxalato de escitalopram quando, recentemente, tive uma distensão na região abdominal. Penso que algo esporádico não traz risco de hemorragia cerebral nenhum. Mas se está preocupado, faça uso do aplicado no local, como Diclofenaco (anti-inflamatório não-esteroide com ação sobretudo analgésica e anti-inflamatória com pouca ação antipirética. Apresenta-se nas formas químicas de sal sódico, sal potássico, e de complexo com colestiramina. Wikipédia). É o que mais usamos em casa.

      Não suma! Abraços,

      Lu

      Responder
  40. Dayane

    Olá Lu, boa-tarde!
    Como o Adriano venho por meio deste informar minha satisfação com o medicamento ESC. que estou tomando há dois meses; no primeiro mês tomei meio descontroladamente por causa dos efeitos colaterais horríveis que tive, mas após dois meses de uso correto, eu me sinto melhor, as crises não desapareceram 100% porque a melhora varia de organismo para organismo, mas me sinto bem melhor em relação aos meus pensamentos negativos, e creio que de agora em diante vem a parte boa da coisa.
    Obrigada pelas orientações!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Esta é a segunda boa notícia do dia, e também uma bandeira de esperança para que as pessoas não parem o tratamento diante dos passageiros efeitos adversos. Cada parada leva a uma nova luta ainda mais sofrida. Tenha a certeza de que a tempestade passou e os efeitos bons vão se mostrando cada vez mais. Mas continue aqui conosco, dando forças para a nossa família. Eu me sinto muito triste pelo fato de as pessoas ficarem boas e sumirem, esquecendo-se de que o apoio delas é muito importante para os que continuam na luta com o antidepressivos, e também para uma dezena de pessoas novas, que aparecem no blog toda semana.

      Abraços, minha querida!

      Lu

      Responder
  41. Livia Saraiva

    Oi, estou vivendo essa vida também. Depois de anos vivendo com a ansiedade, dores de cabeças, dores musculares, enjoo, encontrei uma psiquiatra que realmente me entendeu. Ela passou o Esc para mim. Estou tomando a metade faz uns seis dias, porém estou com muita reação: tremores, um aperto no peito muito grande, o coração acelerado, não consigo dormir e estou com muito medo de morrer. Esses tremores duram o dia inteiro. Ela passou também o rivotril, para eu tomar 01 a 02 gotinhas, porém eu não tomei e fiquei dois dias sem tomar o esc e não passam os efeitos. Li aqui que muita gente sente efeito, mas passa? Estou com medo de tomar, pois tomo de noite e fico desesperada.

    Responder
    1. Adriano

      Querida Lu!
      Vim aqui para dar boas notícias e dizer que estou praticamente curado. Tomo escitalopram de 10 mg, há 36 dias, e digo que não tive mais aqueles pensamento ruins e o pânico foi embora. Já estou indo em vários lugares e não me deu mais crises. Acredite, funciona! No meu caso comecei a me sentir realmente melhor após 1 mês, tenho que continuar a usar por mais 2 meses e voltar ao médico. Eu me sinto disposto e mais sociável também. Achei que ia ficar lerdo por usar antidepressivo, bem pelo contrário, me deixou esperto como se estivesse normal.

      Forçaa pessoal, acreditem, você vão ficar bem. Tive bem ruim.

      Abraços

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Adriano

        Que notícia maravilhosa! Agradeço a sua sensibilidade ao compartilhá-la com toda a nossa família, pois será de grande valia, pois expressa paciência, otimismo e persistência. Muitos irão mirar no seu exemplo, sentido que valerá a pena suportar a fase ruim dos efeitos adversos, pois há luz no fim do túnel.

        Amiguinho, a prova de que o antidepressivo não deixa ninguém “lerdo” sou eu, usuária de tal tipo de medicamento desde a adolescência, e que tenho um monte de funções, dentre essas está a prazerosa oportunidade de conversar com vocês, meus amigos e irmãos. Todo este estigma envolvendo os antidepressivos não passa de ignorância em relação ao cérebro, ao alijá-lo das demais partes do corpo.

        Adriano, parabéns pelo seu esforço e persistência. Parabéns pela busca de uma vida com qualidade. Não pare antes do tempo. Saiba também que continuará havendo dias bons e outros nem tanto, pois continua humano em suas emoções. E não deixe de visitar-nos. Aproveite para conhecer as outras categorias do site. Será um prazer para mim!

        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
      2. Izabela

        Bom dia, Adriano.
        Como foi sua adaptação? Estou tomando Deciprax (oxalato de escitalopram) há 2 semanas, os efeitos estão sendo terriveis. Sinto um vazio imenso, uma desesperança até pior do que a que eu estava sentindo, um medo das pessoas e do mundo. Mas não deixo isto me vencer, vou às ruas, à academia, mas vou arrastando. Estou sentindo que estou lerda, sem raciocínio, está me prejudicando no trabalho e tudo. Entrei em contato com meu psiquiatra ele disse para eu me esforçar que os sintomas desaparecem em 1 mês aproximadamente.
        Como foi sua adaptação?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Izabela

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, espero que o Adriano veja o seu comentário. Você está agindo corretamente ao tentar levar sua vida como antes. Os sintomas adversos irão passar e terá valido a pena todo o seu esforço. É normal que se sinta pior do que antes de iniciar o tratamento. Seja POP (paciente, otimista e persistente) e siga em frente. Logo estará vendo a luz no fim do túnel.

          Abraços,

          Lu

      3. Marina Freitas

        Olá, pessoal!
        Eu estava bem confusa, minha cabeça não conseguia fixar apenas em um pensamento, pois muitos viam em minha mente, muitos pesadelos e também uma irritaçâo. Procurei ajuda porque já estava sendo criticada. Hoje faz 6 meses que tomo oxalato de escitalopram de 10 mg. Estou ótima, 100%, mas engordei muito, estão todos reparando, e não sou muito de comer. Será que é o medicamento? Faço academia, caminhada e não perco peso. Estou chateada com isso, tenho receio de parar com o medicamento. Ajudem-me respondendo. Obrigada!.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marina

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode engordar como emagrecer, dependendo da reação de cada organismo. De modo que, algumas pessoas engordam e outras emagrecem muito. Porém, com o tempo, o organismo vai recuperando o seu equilíbrio. Eu, por exemplo, emagreci muito, pois não tinha fome alguma. Agora já estou no meu peso ideal. Conheço pessoas que engordaram e depois voltaram ao peso de antes. Mas, se o fato de engordar está a incomodá-la, procure seu psiquiatra e fale sobre isso com ele, que poderá ajudá-la, inclusive mudando de medicação. Somente ele saberá o que fazer. Também poderá procurar uma nutricionista que a orientará nessa fase. Não pare a medicação sem o aval médico, pois a abstinência é terrível, fazendo com que as crises piorem. Tudo poderá ser resolvido com seu médico.

          Marina, percebi que você é muito preocupada com a opinião dos outros. Não seja assim, pois isso a fará sofrer muito. Preocupe-se com sua saúde, mas não com o que pensam as pessoas à volta. Aguado notícias suas.

          Abraços,

          Lu

      4. Kal

        Oi, Adriano e Lu!

        Fico bem mais tranquila em ver relatos com resultados positivos. Fui diagnosticada com TAG e depressão. Meu psiquiatra disse que a depressão é como se fosse um sintoma da TAG! Então, como senti sintomas de toda doença, fui em vários médicos, fiz vários exames e todos normais. Quando fui ao neurologista, ele passou o Remis (oxalato de escitalopram) 10 mg, mas que na primeira semana era para tomar apenas metade do comprimido. Com 4 dias resolvi procurar o psiquiatra e ele me falou que 5 mg não é dose terapêutica e que não tratava, que eu podia começar a tomar o compromido inteiro, na quarta-feira passada comecei (19/10/2016). Senti como se tivesse piorado os sintomas, mas percebo que venho melhorando aos poucos. A única coisa que mais me incomoda é a noite, pois mesmo tomando o apraz 0,50 mg, acordo muito na madrugada e isso me faz amanhecer cansada, e em alguns dias me sinto para baixo. O psiquiatra pediu que aumentasse a dose para 1 mg de apraz, antes de dormir, e falou que isso é efeito colateral do antidepressivo, que vai normalizar e já já não precisarei do apraz!

        O que vocês acham? Tem dias que acordo como se fosse tensa, costas pegando fogo.. É assim mesmo? O Remis não ja devia ter feito o efeito positivo? Quero me sentir mais disposta logo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Todos os sintomas citados por você são relativos à primeira semana de uso do antidepressivo, quando a pessoa sente-se pior do que antes de dar início ao tratamento. Trata-se de seu organismo tentando rejeitar uma substância que lhe estranha. Não se preocupe. Entre duas e três semanas, normalmente, você começará a sentir-se cada vez melhor. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para conviver com essa fase inicial. Mas todo o sofrimento valerá a pena. O ansiolítico é muito importante nesse princípio, pois ajuda a suportar os efeitos adversos, principalmente os relativos ao sono. Logo poderá deixá-lo de lado.

          Amiguinha, quanto à dosagem, seu médico está correto. A primeira semana com 5 mg é apenas no sentido de ir acostumando o organismo, aos poucos, com o medicamento, mas tal dosagem é aquilo que podemos chamar de “insossa”, não traz os efeitos necessários para a pessoa em tratamento. Você deverá sentir os efeitos positivos do oxalato de escitalopram lá para a segunda semana em diante, embora haja casos que fujam à regra. Enviei-lhe alguns links para que leia, no intuito de ajudá-la.

          Kal, pode sempre contar conosco. Não se sinta só.

          Abraços,

          Lu

        2. Kal

          Lu, obrigada por ser sempre tão atenciosa!

          Ontem completou 15 dias de escitalopram 10mg (remis) e ainda sinto sintomas como enjoo, ansiedade. Falei com meu psiquiatra por wpp e ele pediu para alterar a dose para 20 mg e que é normal e esperado esse aumento na maioria dos casos. Mas fiquei pensando, não será cedo para aumentar a dose? Estou bem apreensiva!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Eu nunca interfiro no tratamento da pessoa, até porque não tenho formação médica. Sou apenas uma interessada no assunto, sobre o qual leio muito e faço pesquisa. Mas sou aqui obrigada a dizer que concordo plenamente com você. Vejamos:

          1. Você ainda se encontra no período de normalidade dos efeitos adversos, que duram entre duas e três semanas, podendo chegar a um mês ou mais.
          2. O aumento da dosagem deve se dar com o paciente e o médico conversando “cara a cara”, com a avaliação feita através de perguntas e respostas, jamais por “zap” ou e-mail. Ele precisa saber, inclusive, se os sintomas vêm decrescendo, ou se estão acentuando.
          3. O aumento de dosagem é esperado, sim, em alguns casos, mas após uma avaliação médica mais séria. O especialista deverá explicar se você terá ou não efeitos adversos com o aumento da dose, etc. Eu, por exemplo, tomo 10 mg há mais de cinco anos.

          Amiguinha, você diz que ainda sente enjoo e ansiedade, o que é normal, pois ainda se encontra na fase inicial do tratamento. Gostaria de saber se é capaz de avaliar se tais sintomas estão aumentando ou diminuindo? Em que acha que obteve melhoras? Esperar completar mais uns dias seria ótimo, contudo, se sentir que é impossível, marque uma consulta com seu psiquiatra e vá pessoalmente conversar com ele.

          Beijos,

          Lu

        4. Kal

          Lu, eu senti melhora, e de domingo para cá tive sintomas de ansiedade, fiquei desanimada, enjoo, mas eis que hoje iniciou a menstruação. Será que esses sintomas não podem ter sido da tpm? E outra dúvida, sinto muita cólica menstrual, será que posso tomar o ponstan?

        5. LuDiasBH Autor do post

          Kal

          Você ainda se encontra no início do tratamento, mas a tpm também pode trazer sintomas parecidos. Quanto ao ponstam, não vejo problema algum, ainda assim, consulte o seu médico. Para amenizar a cólica menstrual, coloque bolsa de água quente ou um saquinho de gel aquecido, envoltos em toalha, no local.
          Beijos,

          Lu

  42. Edilma Silva

    Estou no quarto dia do oxalato. Os enjoos melhoram um pouco, mas as dores de cabeça aumentaram, e uma sensação de dormência na cabeça estão me deixando preocupada. Será que não tem o risco de ter um derrame por causa das dores?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Os efeitos adversos devem passar depois de 15 dias. Embora as dores de cabeça façam parte dos efeitos adversos, comunique-se com seu psiquiatra. Leia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, para saber quando deve procurar ajuda médica com mais urgência. Não há risco de derrames, mas veja com o psiquiatra como diminuí-la.

      Abraços,

      Lu

      Abraços,

      Lu

      Responder
  43. Kat

    Oi, Lu!
    Nos 3 primeiros dias, ingeri apenas 1/2 comprimido e nesses dias consegui ter menos palpitações. Após a consulta com psiquiatra, ela pediu que eu ingerisse 1 inteiro pela manhã e suspendeu o fitoterápico Calman. Estou no 13° comprimido de Fluo e o principal efeito colateral é o excesso de sono – e claro, a perda do apetite, que está voltando aos poucos – pois já sou muito magra e temo emagrecer ainda mais. No 5° dia tive, diarreia e à noite a pior dor de cabeça da minha vida, achei inclusive que iria morrer ou estaria tendo um AVC – senti tremores a noite toda. No 6° dia tive um alivio extraordinário das dores musculares, um relaxamento profundo e gostoso. A dor de cabeça, segundo a psiquiatra, é um dos efeitos dos Serotonergicos no cérebro. Utilizarei por mais 2 meses e breve voltarei à consulta com a psiquiatra, para ver se ela vai aumentar a dose. Provavelmente vou tomar Fluo por muito tempo, pois tenho ansiedade há anos, desde infância, e atualmente tenho 26 anos, e a ansiedade me causou muitas dores físicas, proveniente da tensão muscular. Tenho dúvidas se tenho depressão, pois fico muito tempo no quarto sozinha, perdi o interesse por muitas coisas e me sinto sem esperanças, espero que a fluoxetina também resolva esse problema.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Kat

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, conviver com uma ansiedade sem limites é dose para leão. E somente quem passa ou passou por isso pode avaliar. É uma pena que não tenha buscado tratamento há mais tempo. O bom mesmo é que a Ciência tem trazido remédios que combatem tal distúrbio, possibilitando a seu portador uma vida com qualidade. Portanto, mantenha a calma, pois logo tudo isso será coisa do passado, e sua vida tomará o caminho desejável. E pelo que diz em relação ao desinteresse pela vida, é provável que também esteja com depressão, mas o antidepressivo sanará isso também. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e não se preocupe com o tempo que deverá tomar o medicamento. Jamais pare sem o consentimento médico, para que as crises não se tornem ainda mais fortes.

      Kat, eu tomei fluoxetina durante muitos anos. Só parei quando passou a não mais fazer efeito. Os efeitos adversos de que fala estão ligados ao antidepressivo. Mas eles não tardarão em passar, vindo os positivos. O que importa é que agora encontra-se em tratamento. Siga direitinho a recomendação médica e repasse para a psiquiatra tudo o que tem sentido em relação ao medicamento. Se achar que algum efeito ruim está a incomodá-la muito, não espere os dois meses para procurá-la.

      A médica suspendeu o fitoterápico em razão do excesso de sono que tem (alguns têm insônia). A inapetência também irá passar, à medida que o organismo for se equilibrando. Mesmo assim, procure ingerir pelo menos líquidos: sucos, vitaminas, etc. Continue nos dando notícias de seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  44. Edilma Silva

    Estou no segundo dia do oxlato de escitalopram, e estou com uns sintomas desagradáveis como: enjoos, dor de cabeça e tonturas. Nao sei se consigo continuar com o tratamento para a ansiedade.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edilma

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, mas que passam depois de um determinado tempo, que pode variar entre duas a três semanas ou um pouco mais. E é claro que você dará conta do recado. Existe algo pior do que conviver com ansiedade? Se você foi capaz de conviver com isso, como não aguentar duas a três semanas de sintomas ruins? Não pare o seu tratamento, pois as crises ficarão cada vez mais fortes, e terá que retomá-lo, queira ou não. Lembre-se de que precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). E quando menos esperar estará tendo uma vida infinitamente melhor, pois há sempre luz no final do túnel.

      Edilma, vou lhe passar o link de alguns textos que poderão ajudá-la. Saiba que também tomo oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos, e sinto-me muito bem. O início é difícil, mesmo, mas nada que não possa suportar. Lembre-se de que, se não tratada, a ansiedade tende a aumentar cada vez mais, até chegar à SP (Síndrome do Pânico). Leia os comentários para ver quantas pessoas estão vivendo o mesmo que você.

      Amiga, estamos todos torcendo por você. Dê-nos notícias diárias. Não se sinta só!

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Livia Saraiva

      Oi, estou vivendo essa vida também. Depois de anos vivendo com a ansiedade, dores de cabeças, dores musculares, enjoo, encontrei uma psiquiatra que realmente me entendeu. Ela passou o Esc para mim. Estou tomando a metade faz uns seis dias, porém estou com muita reação: tremores, um aperto no peito muito grande, o coração acelerado, não consigo dormir e estou com muito medo de morrer. Esses tremores duram o dia inteiro. Ela passou também o rivotril, para eu tomar 01 a 02 gotinhas, porém eu não tomei e fiquei dois dias sem tomar o esc e não passam os efeitos. Li aqui que muita gente sente efeito, mas passa? Estou com medo de tomar, pois tomo de noite e fico desesperada.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lívia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, ao que me parece, você levou dois anos para procurar tratamento. É uma pena que tenha sofrido tanto tempo. Também faço uso do oxalato de escitalopram há mais de quatro anos e dou-me muito bem com este antidepressivo.

        Lívia, todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam em cerca de duas a três semanas, normalmente. É preciso ser forte nessa fase. É necessário ser POP (paciente, otimista e persistente). Não precisa ter medo de morrer, pois tais sintomas fazem parte das reações ruins. Quase todas as pessoas passam por isso na fase inicial do tratamento.

        Você deve seguir a risca a receita médica. Não adianta parar, pois cada vez que voltar ao medicamento será ainda pior. Não faça nada por conta própria. E quanto mais cedo passar essa fase ruim, melhor. Peça a sua médica para mudar o remédio para ser tomado na parte da manhã. Talvez seja melhor para você. Mas não faça isso sem o consentimento dela, para não acabar tomando uma super dosagem. E quando sentir que os efeitos ruins estão insuportáveis, entre em contato com a psiquiatra. Isso é muito importante nessas primeiras semanas. Leia os links que lhe enviei, para obter mais conhecimento.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  45. Gustavo

    Olá, Lu, boa-noite!

    Também estou diagnosticado com TAG, e sinto algumas coisas estranhas durante todo o dia, como estar fora de mim, um pouco de tontura, uma ansiedade forte que acaba tirando o sono, mas o que mais me incomoda desde o início é a minha alteração constante de pressão arterial. Há um mês atrás era 12/7 e hoje oscila drasticamente entre 16/10, 18/11 durante o dia todo, e muitas vezes estabiliza rápido, já noutras não tenho a mesma sorte. É nomal essa situação? Já realizei todos exames e não sou hipertenso. Iniciei o tratamento com oxalato de escitalopram há uma semana atrás, após ter esses sintomas.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Gustavo

      Seja bem-vindo a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a TAG (Transtorno da Ansiedade Generalizada) interfere duramente no equilíbrio do organismo da pessoa acometida por tal distúrbio. Dentre os seus inúmeros sintomas (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular, palpitações, falta de ar, taquicardia, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares, etc), que variam de uma pessoa para outra, também está o aumento da pressão arterial. Por sua vez, os antidepressivos também têm sintomas adversos, também variáveis de uma pessoa para outra, e um deles pode ser o aumento da pressão arterial.

      Portanto, Gustavo, o aumento de sua pressão arterial tanto pode estar sendo causada pela TAG ou pelo oxalato de escitalopram, na fase inicial do tratamento. O importante é que, passada a fase ruim, que dura entre duas a três semanas, os efeitos adversos do remédio irão desaparecendo e os bons surgindo. E a sua pressão voltará a normalizar-se, pois equilibrar o organismo é a função do medicamento, ao conter sua ansiedade exagerada. Essa situação é normal, sim. Fique tranquilo e siga seu tratamento direitinho. Não pare sem o consentimento médico. O início do tratamento é mesmo muito duro, mas nada que não possa aguentar. E vale a pena passar por esse sofrimento, pois sua qualidade de vida será outra. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Continue em contato comigo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  46. Nathalie

    Olá, Lu, tudo bom?
    Minha sogra está em depressão. Ela começou a ficar estranha em abril. Há uns 2 meses conseguimos levá-la a uma psiquiatra que recomendou que tomasse o Reconter. Minha dúvida é a seguinte: ela costumava ir em outro psiquiatra apenas para pegar a receita do Alprazolam, ela é ansiosa mas o tratamento há anos já não faz efeito. Está viciada no remédio e não dorme sem ele. Ela nem conversava mais com o médico. Quando a nova psiquiatra recomendou o Reconter, disse que tomaria, parecia um pouco mais animada na segunda semana, mas não sabemos se foi devido ao remédio. Só que ela resolveu parar. Descobrimos há umas 2 semanas que tomou apenas 7 comprimidos. Ontem estava mal. Parece que estava deitada há 2 dias sem comer e nem beber nada, mal conseguia andar. Levamos ao hospital. Vai ficar morando conosco até melhorar. Porém, hoje demos o remédio de manhã e no almoço ela disse que já tinha tomado. Ou seja, tomou dois.

    Ligou falando que a casa estava alagada (não estava), disse que a PF está atrás dos carros, conversa com pessoas que não estão presentes e fala em cavernas mágicas. Me pediu para comprar um “Ctrl C + Ctrl V”. Estamos assustados, o que pode ser isso? Ela não fala mais nada com nada. Percebemos alguma confusão antes e já tinhamos até comentado, mas nada parecido com o que aconteceu hoje. Ela está em um outro mundo.
    Pode ser algum efeito adverso de um dos medicamentos ou a combinação dos dois? Pode ser um outro problema que está acontecendo junto? Ela tem 64 anos. Tem como reverter esse quadro?

    Ela já não vai trabalhar há meses. Mentia falando que estava tomando o remédio e que estava no trabalho. Está conversando com a parede falando que é a vizinha… O que fazer? A médica não estará na cidade nesta semana, será que tem algum problema esperar uma semana ou é o caso de procurar ajuda imediata? E de quem? Obrigada e desculpe pelo texto gigante.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Nathalie

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando a depressão é detectada, o importante é que o tratamento comece imediatamente para cortá-la no nascedouro, pois, com o tempo, ela só tende a piorar. Quanto à sua sogra, eu só não entendi o porquê de o psiquiatra com o qual ela pegava a receita de Alprazolam (tranquilizante) não ter lhe passado um antidepressivo. Será que ele não detectou sua depressão? Ela não pode ficar seguindo a orientação de dois psiquiatras, pois existem remédios que não são compatíveis, podendo acontecer um choque de extrema gravidade.

      O Reconter (oxalato de escitalopram) é atualmente um dos antidepressivos mais indicados para o combate à depressão. Inclusive eu mesma faço uso dele há vários anos. Porém, como os antidepressivos possuem efeito acumulativo, só pode haver descontinuidade com a anuência médica, jamais por conta própria. Imagino que ela tenha parado em razão dos efeitos adversos que aparecem no início do tratamento, e que passam depois de duas a três semanas, normalmente. A parada com o medicamento deve ter aumentado o grau da depressão, jogando-a na cama.

      Nathalie, é preciso ter muito cuidado ao tomar o antidepressivo, para que não haja superdosagem, principalmente no início do tratamento, quando o organismo ainda não se adaptou à nova substância. Essa reação que sua sogra apresentou foi sem dúvida efeito da dobra da dose. É bom que vocês, por enquanto, não deixem que ela tenha acesso ao remédio, dando-lhe na mão para tomá-lo. Como só tive acesso a seu comentário agora, imagino que já a tenha levado ao hospital e sanado o problema. Se ela melhorou sem tal necessidade, pule um dia sem dar o remédio, a fim de reequilibrar a dosagem. E se foi ao hospital, o médico deverá ter lhe dado as instruções necessárias.

      Algumas pessoas, nas primeiras semanas de uso do antidepressivo, apresentam confusão mental. Sendo a dosagem dobrada, a confusão é maior ainda, necessitando acompanhar o paciente, para que ele não pratique nenhum ato contra si mesmo, incluindo o suicídio. Nessa fase, sua sogra precisa ser vigiada. Não a deixe sozinha. Trata de efeitos adversos, sim, que irão diminuindo com o passar dos dias, até que o organismo equilibre-se totalmente. Quanto a isso não se preocupe. Veja também como ela está tomando o Alprazolam, se está usando a dosagem prescrita. É importante que sua psiquiatra tome ciência de todos esses fatos, inclusive sobre o uso do tranquilizante. E ela decidirá o que fazer. Tenha sempre o e-mail dela para contato, pois nas primeiras semanas essa interação é fundamental. Quando achar que a situação está séria, não sendo possível um contato com a médica, procure imediatamente um posto de saúde ou unidade hospitalar. Vou lhe enviar links de textos com maiores detalhes. Aguardo novas notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  47. Vanessa

    Oi, Lu! Tudo bem? Parabéns pelo blog!
    Estou há 3 semanas tomando Escitalopram, mas acho que nao está funcionando pra mim, pois me sinto ainda muito ansiosa e com pensamentos ruins o dia todo. Antes de iniciar o tratamento, estava sentimdo uma dor na cabeça, num ponto específico, que segundo minha medica é sintoma da ansiedade. E essa dor me incomoda muito, acordo já pensando nela. Estou me sentindo muito triste e desanimada. Estava acostumada a tomar um vinho com o marido nas sextas-feiras! Estou sentindo falta disso. Posso tomar vinho fazendo uso do escitalopram? Tomo também zoplicone à noite para dormir!

    Beijos
    Vanessa

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade neste cantinho.

      Amiguinha, três semanas de uso do antidepressivo pode ser um prazo muito curto para você, pois muitas pessoas precisam de mais tempo. O ideal é que aguarde pelo menos 30 dias. Pode ser também que a dosagem precise ser aumentada, mas somente o médico poderá fazer isso, após uma avaliação dos resultados. Essa dor de cabeça é resultante da tensão que lhe causa a ansiedade, que mexe com todo o nosso organismo, à qual se adiciona o psicológico em desequilíbrio. Assim que o antidepressivo começar a fazer efeito tudo irá voltando ao normal, pois essa é a função do medicamento.

      Vanessa, o transtorno de ansiedade tem sido cada vez mais comum, conforme poderá ler nos comentários. Contudo, a Ciência vem colocando no mercado medicamentos cada vez mais modernos para contê-la. Levante o seu astral e seja POP (paciente, otimista e persistente), pois, quando menos esperar, tudo terá mudado para melhor. Mas é preciso acreditar no tratamento. Quanto ao vinho, poderá continuar tomando, nas sextas-feiras, umas duas taças com seu marido. Também tomo oxalato de escitalopram e tomo duas taças de vinho nos sábados. Mas não abuse, senhorinha. Agora veja se o zoplicone permite tomar (leia a bula).

      Amiguinha, algumas pessoas têm muito sono com o oxalato de escitalopram (compro sempre o mais barato), enquanto outras têm insônia. Se toma o zoplicone só para dormir, quando estiver sonolenta não há necessidade de tomá-lo. Tome também bastante chá de camomila durante o dia, um banho tépido antes de deitar-se e um copo de leite morno, caso tenha insônia. Quanto aos pensamentos ruins, aprenda a jogá-los fora toda vez que aparecerem. Procure preencher sua mente com outras coisas. Não dê espaço para eles. O bom é que tudo isso irá passar. Continue me enviando informações.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Rick

        Oi, Lu!

        Queria tirar uma dúvida. Hoje senti uma sensação de água fria no meu peitoral. Era como se tivessem colocado um gel refrescante de massagem, sabe? E foi aumentando essa sensação na medida em que meu medo aumentava. Pensei logo num ataque cardíaco. O que você me diz a respeito disso? Seria uma crise de síndrome do pânico? Ação do remédio? Pois essa semana tenho estado muito ansioso. Meu Deus! Quando é que isso vai passar…. Não posso sentir nada no meu corpo que potencializo. E fico muito mal. Os zumbidos nos ouvidos ainda permanecem… Mas tenho de conviver com eles. Fazer o quê?

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Não li nada que leve a tal sensação. Concluo, portanto, que se deve ao seu estado de ansiedade. E como gentileza gera gentileza… risos, ansiedade também gera ansiedade, ou seja, ela só vai potencializando, se não houver um freio. Portanto, trate de botar freio nessa indesejável senhora. Não lhe solte as rédeas. Procure sempre racionalizar suas emoções, quando desenfreadas.

          Amigo, em relação aos zumbidos, penso eu que irão passar quando mudar de antidepressivo, se estiverem relacionados ao mesmo, mas, se forem em razão de sua ansiedade, passarão quando domá-la, como já expuseram alguns comentaristas com o mesmo problema.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Rick

          Ciente. Lu.
          Pois é… Quando vem algo assim no meu corpo, penso logo em coração… E pronto. Pegue angústia… Infelizmente tenho que tratar dessa hipocondria que veio junto com o meu estado de ansiedade generalizada. Obrigado mais uma vez por me ouvir (ler) e poder me confortar com suas respostas.

          Rick

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Quanto mais conhecimento a gente agrega, mais fácil fica conviver com as neuroses… risos. Mas não permita que a hipocondria seja sua dona. Enxote-a! Mude seus pensamentos para outra direção, quando ela se aproximar.

          Abraços,

          Lu

  48. Helaine

    Boa-tarde, Lu e amiguinhos!
    Depois de dias de angústia e desespero graças a Deus e ao tratamento estou 99% melhor.Comecei com escitalopram de 10,depois fui para o de 15 e depois de mais um ajuste estou há 2 meses tomando o de 20 mg. Melhorei muito, estou conseguindo fazer minhas tarefas domésticas, sair para passear, conversar com as pessoas em minha volta, e aquela sensação de oco no peito também sumiu praticamente. Antes estava tomando 1 zolpidem de 10 para dormir, hoje já consigo dormir com meio.

    Lu, ainda sinto algumas sensações de angústia, sem compreender muito o porquê, mas acredito que vai passar também. O que incomoda muito é a falta de concentração, memória e os “brancos”que me dá do nada.

    Quero dizer aos amiguinhos, que ainda estão com crises fortes, que por mais que pensamos que as crises não irão passar, acreditem e insistam no tratamento porque tem sim a luz no fim do túnel, como diz a Lu!

    Sou muito grata a você, Lu, e a todos que colocam aqui as experiências; muito me ajudaram. E a sensação de que não estou só nessa condição foi e é essencial.
    Deus nos abençoe e sustente sempre!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      Hoje eu vou ter que tomar uma boa taça de vinho, pois é a segunda pessoa a dar-me boas notícias. Estou tão feliz por você, pois sei o quanto sofreu! E 99% é uma porcentagem maravilhosa.

      Amiguinha, mesmo quem não sofre de nenhum problema mental sempre irá ter dias bons e outros nem tanto, pois afinal ainda continuamos humanos. E que assim seja! Também tenho os meus dias cinzas, sem vontade de levantar-me da cama… Mas quando me lembro que um dia maravilhoso está lá fora à minha disposição, pulo da cama, abro a janela e agradeço por estar vivendo mais um dia. Outra lembrança boa nesses dias é pensar que muitas pessoas precisam de nós, que fazemos a diferença na vida delas. Quanto à falta de concentração e memória, vá na página principal deste site e clique em ÍNDICE GERAL. Ao abrir, clique em VIDA SAUDÁVEL. Ali encontrará vários textos que ajudam na concentração e memória.

      Obrigada pelo seu comentário tão gentil e pelas palavras direcionadas a nossos “amiguinhos”, indicando-lhes a luz no fim do túnel. E não nos abandone.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  49. Thiago Sartório Raymundo

    Olá, Lu!

    Vou tentar resumir um pouco da minha história quanto a minha ansiedade. De uns meses pra cá comecei a sentir que estava mais agitado, preocupado, então isso me comprometia a memória, concentração, esquecimento, me sentia mais “lerdo” também, tanto fisicamente quanto mentalmente, (mas não estava nada exagerado).

    Em julho tive uma crise de ansiedade, que pra mim, foi algo terrível, meu coração parecia que ia pular para fora do corpo. Nesse mesmo dia da crise, comecei com rivotril, apenas 10 gotas (3 de manhã, 3 à tarde e 3 à noite), que meu avô psiquiatra me deu pra sair da crise. Tomei apenas durante 1 semana e decidi parar ou trocar de medicação, pois só estava piorando a minha memória, concentração e amnésia e também problemas na fala, até mesmo dificuldades para ler, voz rouca. Foi daí que passei a ter consultas com outro profissional, psiquiatra também.

    Ele me receitou escitalopram 10 mg e alprazolam 0,5mg ao acordar. Desde então minha ansiedade estava diminuindo, mas surgiu outros efeitos colaterais, como zumbido no ouvido, dores de cabeça, comprometendo a respiração (tenho desvio de septo e rinite). Usei essa medicação durante 1 mês e nada de ficar bem… Troquei de medicação, passei a usar venlafaxina 75mg e quetiapina 25mg, minha atual medicação, comecei o tratamento no dia 31/08 e meus zumbidos e dores de cabeça só pioram.

    Queria saber se isso me ajudará quanto a memória, problemas na fala, concentração e amnésia. Porque oque mais me angustia é essa dificuldade que estou tendo, quanto mais problema, mais ansioso fico, e por estar muito triste e cabisbaixo, não me sinto à vontade em sair de casa, parece que não tenho assunto com ninguém, de tão preocupado estou. Ah, e sofro de insônia há 2 anos, meu sono sempre foi péssimo. Queria saber também se tem algum problema tomar o Cognitus para ajudar na memória, junto com esses medicamentos. Aguardo retorno, Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thiago

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, caso venha a ler os comentários dos textos aqui no blog, relativos à SAÚDE MENTAL, verá que a grande maioria lida com TAG (transtorno da ansiedade generalizada). Parece até mesmo que a Terra ajustou sua órbita para uma rotatividade maior, deixando-nos totalmente sem equilíbrio, tamanho é número de pessoas acometidas hoje pela ansiedade sem uma causa definida, e isso nas mais diferentes taxas etárias. Portanto, busque ficar tranquilo, pois isso é um dos males de nosso século. O bom é saber que a medicina avança cada vez mais no tratamento das questões mentais, possibilitando-nos melhor qualidade de vida. É fato que, por não se ter exames específicos, a gente pena um pouco, até acertar no medicamento que irá fazer toda a diferença. Nessa fase eu sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Se a sua ansiedade for traumática (derivada de um trauma) aconselho-o a fazer um tratamento psicoterápico, mas se apareceu do nada, sem nenhum motivo aparente, terá que fazer uso de um antidepressivo e ansiolítico.

      A crise que você teve em julho foi a malvada crise do pânico (SP), hoje tão comum. O que tenho percebido é que todas as pessoas que não tratam a ansiedade, permitem que essa se avolume e acabe desembocando na SP. E quanto mais cedo iniciar a medicação, mais rapidamente se verá livre dos chiliques trazidos por essa senhora. Mas, se não os levar a sério, as crises serão cada vez mais fortes e severas, como a malária. Portanto, não dê tréguas a essa visita indesejada. Depois que passei a fazer uso do oxalato de escitalopram, há mais de cinco anos, nunca mais tive SP (sou depressiva crônica, trata-se de um longo histórico familiar).

      Amiguinho, tudo isso irá passar. Dê tempo ao seu organismo para acostumar-se com os medicamentos. Todos passam por isso. Leia os comentários para ver que não está sozinho. Essa sua tristeza e desânimo são mais do que natural. Você quer ficar em casa porque é o lugar onde se sente mais seguro, caso tenha uma crise de pânico, onde não será incomodado por ninguém, onde as pessoas não virão lhe fazer perguntas. Todos nós, nessa fase, buscamos o casulo de nossa casa, pois ela representa a nossa segurança. Mas há uma coisa que precisa saber: o antidepressivo não faz milagres, se você não fizer a sua parte. Eu acho que ele representa 50% de nossa melhora, mas a outra parte é função pessoal nossa. Vou lhe passar o link de um texto em que trabalho com este tema.

      Normalmente, as pessoas ansiosas são insones, pois não conseguem livrar-se da lida do dia, carregando tudo na cachola. Mas existem pequenas coisas que podem nos ajudar (também sou): um banho tépido antes de dormir e também um copo de leite morno, chá de camomila umas seis xícaras ao dia, exercícios físicos (caminhada, por exemplo), música clássica bem baixinha, não ver tv ou ler até uma hora antes de deitar-se, etc.

      Thiago, muitas pessoas não se dão bem com rivotril. Eu sou uma delas. Comecei a ter alucinações e pesadelos. O meu médico mudou para bromazepam. Quanto aos efeitos adversos do antidepressivo, eles são normais e variáveis de pessoa para pessoa. Estou com um amiguinho aqui no blog que já fez mil exames para descobrir o zumbido nos ouvidos. Mas a bula do oxalato de excitalopram traz esse problema como um dos efeitos colaterais. À medida que seu organismo for se adaptando ao medicamento, tudo irá desaparecendo, chegando os bons efeitos. E ainda que tenha mudado de antidepressivo, terá que passar pelos efeitos colaterais, pois todos eles os possuem. Não há como fugir dos tais. Por isso, amiguinho, somente quando tais efeitos são insuportáveis, é que o médico costuma mudar a medicação. Algumas pessoas levam mais de um mês, até dois, para se adequar ao medicamento. É um período de muito paciência para todos.

      Thiago, não se sinta constrangido em me escrever sempre que assim o desejar. Quero continuar obtendo notícias suas. Combinado?

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Rick

      Olá, Thiago!
      Sua trajetória é muito parecida com a minha. Faço tratamento com escitalopran e Alprazolan. Tenho zumbidos nos ouvidos e não passam! Fiz uma série de exames e nada foi diagnosticado, me fazendo acreditar realmente que seja efeito dos remédios. Estou convicto também de que se fosse algo mais grave, já teria vindo à tona. Portanto, meu amigo, mesmo em meio a tanta angústia, não perca a esperança. Continue firme no tratamento sem o interromper. Um dia, isso ha de passar… E outra coisa, a sua história me deixou mais aliviado em saber que não estou sozinho… rs

      Responder
  50. LuDiasBH Autor do post

    Allan

    Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

    Amiguinho, eu não entendi bem por que você tomou Cloridrato de Clomipramina após uma bebedeira, antidepressivo usado para tratar a depressão e distúrbios do humor. Com que intenção fez isso? Pensava em curar ressaca? Não resta dúvida, para mim, que os efeitos do medicamento não foram bons para você, uma vez que passou mal imediatamente a seu uso (veja o link http://www.minhavida.com.br/saude/bulas/446-cloridrato-de-clomipramina-comprimido-revestido). Quanto tempo levou para ir ao médico após ingerir tal medicamento? Se demorou, é fato que não mais havia tal substância em seu corpo, tampouco haveria risco de intoxicação. Mas o medicamento, usado sem nenhum critério, pode ter desencadeado uma crise de ansiedade, até então oculta, mas prestes a aparecer. Qualquer coisa pode desencandear tais crises.Não existe uma explicação lógica para elas. São como um iceberg, que muitas vezes deixa apenas uma pontinha de fora, mas pronto para vir à tona. Não pense mais nisso. O importante é o tratamento para contê-la.

    Allan, a médica deve ter ficado preocupada com o fato de você ter tomado um antidepressivo após uma bebedeira. Também fiquei surpresa. Por que existia tal remédio em sua casa? Alguém fazia uso? Você tinha conhecimento de qual era a eficácia dele? É uma pena que ela, a médica, tenha perdido uma boa oportunidade de tirar as dúvidas, empurrando-o para a frente. Mas mesmo mal-humorada, ela se preocupou consigo.

    O Alprazolam é um tranquilizante muito usado em crises de ansiedade, medo, tensão, irritabilidade, etc. Entre os meus leitores, seu uso é muito comum. Mas só deve ser tomado quando houver necessidade. Se não está sentindo nada disso, não precisa tomar todo dia. Ele é, normalmente, usado como coadjuvante de um antidepressivo, principalmente na fase inicial do tratamento. “Alguns dos efeitos colaterais de Alprazolam podem incluir prisão de ventre, depressão, alterações na memória, ansiedade, tremor, tontura, sonolência, perda de consciência, falta de coordenação motora, dificuldade para dormir, dor de cabeça, confusão, fala lentificada e difícil de compreender, secura na boca, nervosismo, náusea, inflamação na pele, cansaço extremo, irritabilidade, visão embaçada, diminuição do apetite, diminuição da libido ou impotência sexual, sensação de cabeça vazia, alterações no do equilíbrio ou perda ou aumento de peso” (http://www.tuasaude.com/alprazolam/).

    O Eficentus é um antidepressivo à base de oxalato de escitalopram, e, como todo antidepressivo, possui efeitos adversos. No início do tratamento a pessoa pode sentir pior do que antes, melhorando apenas duas a três semanas depois, normalmente. Você também não pode parar a bel-prazer, pois passa a sofrer os efeitos da abstinência. A prescrição médica deve ser seguida rigorosamente, pois seu efeito é acumulativo. Quando se para de tomar um antidepressivo por um tempo, seu retorno a ele ainda é mais sofrido, com crises mais agudas, como se a pessoa estivesse reiniciando o tratamento. Por isso, faz-se necessário o uso do desmame, sempre com a orientação médica. Leve em conta o parecer de seu médico e não o que dizem outros não especializados no assunto. Se o medicamento é acumulativo, ele precisa de um tempo x para ser totalmente eliminado. Vou lhe enviar uns links que o ajudarão.

    Os sintomas sentidos por você parecem estar ligados ao início do tratamento com o oxalato de escitalopram. Assim que passar essa fase inicial, você passará a sentir-se bem. É preciso paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). No retorno relate tudo tudo para seu psiquiatra (leve por escrito) e ele fará a melhor escolha. Fique tranquilo, pois tudo isso irá passar. Relate-me depois como foi no retorno.

    Abraços,

    Lu

    Responder
  51. Allan

    Hoje, agora pouco, tive a pior crise de ansiedade de todas. Tive que tomar um comprimido inteiro para me acalmar. Será que um dia vou me sentir ao menos 80% normal do que era antes? Que agonia!

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Eu sei o que a gente sofre com a visita dessa senhora chamada Síndrome do Pânico. Também já fui acometida por ela. Mas desde que passei a tomar oxalato de escitalopram, há mais de quatro anos, nunca mais tive uma crise. E como você se encontra no início do tratamento, pode ser visitado por ela, até que o remédio faça total efeito. Quando ela vier, procure não enfrentá-la com resistência. Deite-se e fique o mais relaxado possível. Quanto menor a resistência, mais rápido ela passa. Leia o texto que lhe enviei via link. Coragem, meu amiguinho, logo o céu estará azul.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  52. Fernanda

    Olá, Lu!
    Vou lhe contar um pouco sobre minha experiência com Denyl, que tomei durante 1 ano, sem prescrição médica,pois uma amiga médica conseguia as amostras. Imagine uma pessoa chegar ao máximo de suas habilidades intelectuais durante esse período, logo em seguida essa minha amiga achou melhor parar com o fornecimento, pois estudos diziam que esse medicamento tem o efeito rebote. Foi difícil pra mim, parece que eu me tornei outra pessoa ao parar, irritada, negativista, reclamona, sonolenta durante o dia e desperta durante a noite, pesadelos constantes. Posso dizer que eu piorei muito do que eu era, porém, depois de uma consulta com o psiquiatra, que me revelou que terei que fazer uso desse medicamento, como um diabético com insulina, já que eu tinha uma falta de produção de serotonina no orgasnismo. Iniciei novamente com o medicamento, está sendo difícil, e me sinto muito sonolenta durante o dia e à noite vou dormir tarde demais. Sei que são as primeiras semanas, até o organismo acostumar, já passei por isso antes, então pessoal não desista de tomar, pois esse medicamento mudou a minha vida e pode mudar a sua também.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Vou começar puxando suas orelhas por ter tomado remédio sem prescrição médica, ainda mais em se tratando de antidepressivo, pois faz-se necessário que o médico saiba antes sobre muitos pontos da saúde da pessoa, inclusive sobre o coração, pois alguns não podem ser tomados por pessoas hipertensas. Não faça isso jamais. Não entendi sobre qual efeito rebote sua amiga referiu, pois toda pessoa, antes de parar o tratamento (por ordem médica) deve passar pelo desmame, em razão das agruras da abstinência. Os sintomas alegados por você, após parar a medicação, estão ligados à abstinência, ou seja, você não passou pelo desmame. Quanto ao fato de estar muito sonolenta, caso tome o medicamento pela manhã, veja com seu médico a possibilidade de passar a tomá-lo à noite.

      Fernanda, muito obrigada pelo seu incentivo, pois ele é fundamental para todos nós. Volte sempre que possível.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Fernanda

        Obrigada, Lu,
        Sei que está errado, talvez essa minha amiga tenha feito uma experiência comigo, e logo que percebeu a gravidade de passar o remédio pra mim, sem conhecimento especializado, tenha resolvido parar de fornecer, com a desculpa do efeito rebote. Por isso que devemos sempre procurar um médico. Já iniciei o tratamento durante à noite, porém estou bem cansada durante o dia, chego a acordar com dores nos olhos de cansaço, mas sei que irá passar. Obrigada pelas dicas. Daqui um mês venho depor novamente, explicando no que resultou.

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Fernanda

          O importante agora é que está sendo medicada. Siga direitinho toda a prescrição e não pare por conta própria, pois além da crise de abstinência, as demais crises voltam ainda mais agudas e o retorno ao medicamento é muito mais difícil. A fase inicial é mesmo muito difícil, mas pense que tudo isso é questão de tempo. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E não precisa ficar um mês sem nos visitar. Venha sempre trocar uma palavrinha conosco. Muito sucesso!

          Abraços,

          Lu

      2. Adriano

        Olá, Lu! Tudo bem.
        Estou tomando escitalopram há 30 dias. Tive ataques de pânico. Achei o remédio muito bom. Pois após 2 semanas não tive mais estes sintomas. Mas eu me sinto um pouco ansioso ainda. Gostaria de saber se é normal? Ou eu tenho que esperar mais alguns meses. Agradeço desde já.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Adriano

          Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, o oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados nos dias de hoje, pois cobre uma gama maior de problemas mentais. Normalmente, os sintomas ruins desaparecem com duas a três semanas, mas dependendo do organismo, requerem um tempo maior. É normal, sim. Mas é necessário, agora no início, que volte a seu médico e relate como se encontra. Pode ser que ele tenha que reavaliar a dosagem ou lhe passar um ansiolítico, que poderá ser retirado assim que seu organismo alcançar o equilíbrio necessário. Irei lhe passar uns links para melhor compreensão sua.

          Abraços,

          Lu

  53. Fernanda

    Boa Tarde, Lu

    Fui diagnosticada com TAG há umas semanas, o médico receitou escilatopram 10 mg de manhã e bromazepam 3 mg à noite, ao deitar. Comecei o tratamento com o escilatopram há 5 dias e me sinto melhor, mas não tive coragem de tomar o bromazepam, pois tenho medo de me sentir sonolenta e ficar ainda mais dependente de remédios. Você conhece o efeito e a necessidade desse remédio juntamente com o escilatopram. Desde já te agradeço muito e parabenizo por ajudar em nossa fragilidade.

    Abraços,

    Fernanda

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, embora eu não tenha TAG, mas depressão, são exatamente os dois medicamentos de que faço uso, e na mesma proporção. O bromazepam é um ansiolítico que deve ser tomado apenas quando sentir necessidade. Ele é uma espécie de coadjuvante do antidepressivo, principalmente na fase inicial, quando os efeitos adversos são fortes. Fora disso, tome apenas quando estiver muito tensa ou com dificuldade para dormir. Se não existir necessidade, não o tome. Eu sempre tenho uma caixinha para situações esporádicas. Pelo que percebo, você está passando bem pela fase inicial do tratamento. Isto é ótimo!

      Volte sempre para dizer-nos como vai o tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  54. Guilherme

    Oi, Lu, bom-dia!
    Gostaria de sua opinião sobre o meu caso. Há cerca de dois meses, assim do nada, comecei a ter uma severa crise de insônia. Nunca tive problemas para dormir. Procurei primeiro uma otorrino que me receitou um hipnótico (zoplicona), que resolveu nos primeiros dias apenas, mas a insônia persisitiu, e pior, a mente fritando, com zilhões de pensamentos ao mesmo tempo. Uma situação em que era impossível dormir. Um amigo me indicou um psiquiatra, pois, segundo ele, meu problema é a ansiedade. O médico me receitou 50 mg, dose mínima de Donaren, cloridrato de trazodona, que tomei por 25 dias. Nesse período, eu conciliava com o indutor do sono, mas as noites são sempre difíceis, sono que não descansa, sabe? Aí ele dobrou a dose do Donaren, 100 mg ao dia. Estou nesta nova dosagem há mais de duas semanas e sinto que nada mudou. Não consigo ter uma boa noite de sono, mesmo com o indutor. Tenho vários amigos que usam ou sabem de alguém que usa o oxalato de escitalopram. Será que é o mais indicado para o meu caso? Vai me ajudar a dormir melhor? Tenho consulta neste sábado com o meu médico. Estou pensando em sugerir essa medicação… Se puder me ajudar, obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Guilherme

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, antes de passar para os remédios antidepressivos é necessário fazer alguns exames para detectar a causa real de sua insônia, para que seja medicado com o remédio correto. Nunca tome qualquer medicamento desnecessariamente. Uma vez diagnosticada a causa, aí sim, deverá seguir a orientação médica. Portanto, não adianta os amigos dizerem que deva tomar isso ou aquilo.

      Guilherme, os efeitos adversos dos antidepressivos não são iguais para todas as pessoas. O oxalato de escitalopram, por exemplo, faz algumas pessoas terem muito sono e outras ficarem com insônia. Eu me situo no segundo grupo. Antes de tomar o medicamento é impossível saber qual será a sua reação. Portanto, não há certeza de que venha a dormir bem com o oxalato de escitalopram. Tudo irá depender da reação do seu organismo. Diga apenas a seu médico que continua com dificuldades para dormir. Existem também calmantes fitoterápicos, que poderão ajudá-lo. Mas continuo insistindo para que busque a real causa de sua insônia. Se possível, consulte um neurologista, que irá lhe pedir uma gama de exames. Mantenha contato conosco.

      Obs.: seu e-mail está incorreto. Conserte-o da próxima vez.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  55. João Neto

    Bom dia, Lu,

    Eu estou tomando apenas o Venlaxin de 75 mg, já que o médico mandou desmamar o escitalopram, e o remédio para dormir juntamente com ATIP. Não tenho receio de tomar medicamento nem do tempo que vai durar o tratamento. A propósito, eu tenho 36 anos, já que você perguntou, sou solteiro mais moro junto com minha noiva, praticamente casado. Sou servidor público. Quanto a mudar de médico, não sei se tenho tantas opções na minha cidade nesta especialidade, e devem até se conhecer.

    Obrigado pela atenção.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      João Neto

      Agora estou mais tranquila, pois vejo que tem maturidade para dar continuidade ao tratamento, sabedor que é de sua importância. E contar com a companhia de uma pessoa querida, e que se preocupa com você, é muito importante. Juntos haverão de passar pela fase difícil dos transtornos iniciais. O Velaxin (cloridrato de venlafaxina) tanbém é um antidepressivo muito receitado. Penso que, com o tempo, seu organismo irá se adaptando cada vez mais ao medicamento. O importante é que você tenha uma boa interação com seu médico. Procure também pensar positivamente, acreditando tratar-se apenas de uma fase ruim que irá passar. Leia os comentários e, se quiser, poderá interagir com as pessoas que tomam o mesmo medicamento que você. E sempre que quiser, venha conversar conosco.

      Abraços para você e sua noiva,

      Lu

      Responder
      1. João Neto

        Bom dia LU,

        Descobri em exame de tomografia dos seios da face, que estou com hipertrofia dos cornetos nasais, e como já havia lhe dito, sinto muita pressão na cabeça que desce pro nariz, será que tem haver? Hoje são 11 dias tomando o venlaxin de 75mg, e as sensações na cabeça continuam.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Neto

          Acho que você acaba de encontrar a origem do seu problema. Tenho um amigo que estava com um problema semelhante, que sentia muita dor de cabeça, inclusive ânsia de vômito. Sei que os efeitos colaterais existentes no início do tratamento com anitidepressivos são brabos, mas podem estar sendo amplificados com o problema dos cornetos nasais. Você já levou o resultado para seu médico? O que ele lhe disse? Procure ficar o mais tranquilo possível, pois logo terá resolvido tudo.

          Abraços,

          Lu

  56. Edson

    Boa tarde!

    Estou há um mês fazendo o tratamento com Excilex 10 mg para transtorno da ansiedade, porém, ainda sinto uma sensação de queimação, que às vezes penso que vou morrer. A primeira vez foi quando passei a tomar 10 mg, pois comecei com 5 mg, achei que ia ter um infarto, foi horrível. Nunca mais senti essa sensação tão forte, mas ainda sinto. Antes nunca havia sentido isso, que será? Estou preocupado.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, quase todas as pessoas, quando iniciam o tratamento com antidepressivos, têm efeitos adversos cuja duração varia de acordo com cada organismo, até que venham os bons resultados. Essa queimação ainda faz parte dos efeitos ruins. Se persistir, aconselho-o a retornar a seu médico para dizer-lhe o que está sentindo. Vou lhe passar alguns links para que leia sobre o assunto, pois a substância ativaa do Escilex é o oxalato de escitalopram, a mais receitada pelos psiquiatras. Fique tranquilo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  57. Ricardo

    Boa noite, Lu!

    Faz um tempinho desde a última vez que apareci por aqui, mas gostaria de compartilhar com você algo que está me incomodando. Estou fazendo o tratamento para SP com o Escitalopram 20 mg, pela manhã e, conjuntamente, estou tomando o Alprazolam 0,5 mg, à noite antes de dormir. Ocorre que, embora consiga passar bem a maior parte do dia, com apenas alguns incômodos, quando chega o final da tarde minha ansiedade simplesmente dispara e praticamente não consigo fazer mais nada. Isso tem me obrigado a tomar meio comprimido do Alprazolam, ou seja, mais 0,25 para conseguir me acalmar e terminar o dia. Eu confesso que tenho medo de ficar tomando o ansiolítico e acabar ficando dependente, pois tenho lido que esses remédios causam prejuízo à memória e ao sistema cognitivo. Enfim, você acha que com o tempo eu conseguirei deixar de tomar o calmante ou será que é bom conversar com o médico para tentar outra solução? Novamente, te agradeço pela atenção.

    Grande Abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Não me lembro mais de quando foi que você deu início ao tratamento. Se já faz mais de um mês, não era para estar sentindo essa ansiedade tão exagerada, pois o objetivo do antidepressivo é contê-la. O ansiolítico deve ser tomado apenas quando necessário, numa crise de tensão, e não diariamente, e ainda mais tendo que dobrar a dosagem. Logo, alguma coisa está errada, sendo necessário que converse com seu psiquiatra. Você possui fobia noturna? O que o leva a ficar ansioso no final da tarde? Gosta de chegar em casa, ter a companhia de sua família? Há alguma coisa que o aborrece no período da tarde? Veja se consegue descobrir o porquê de ficar ansioso nesse período. Gostaria que lesse aqui no blog o texto: SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO.

      Aguardo seu contato.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ricardo

        Bom dia Lu,

        Acabei me esquecendo de contar o começo da história. Na verdade, eu iniciei o tratamento tomando 10 mg, passei para 15 mg, e há 21 dias o médico aumentou a dose para 20 mg, pois ainda estava sentindo muitos incômodos. Essa dose parece ser a ideal mesmo, pois não tenho tido mais pensamentos ruins todo o tempo, nem as crises fortes que estava tendo. No entanto, é justamente no fim da tarde que a ansiedade parece ficar elevada, talvez pelo cansaço acumulado do dia de trabalho. Eu estou evitando ao máximo tomar o calmante, mas às vezes parece ser inevitável. Enfim, tenho esperança que em breve consiga deixá-lo de lado, mas por enquanto está sendo bem difícil.

        Obrigado novamente, grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Continuo achando que existe algo à tarde ou à noite incomodando-o, pois o medicamento deve cobrir o dia todo, inclusive o cansaço do trabalho, já que a dosagem está correta. Você deve buscar uma resposta para isso com o seu médico. Não adianta ficar tomando ansiolítico sem saber o porquê. Uma vez encontrada a resposta, isso irá desaparecer, não havendo mais necessidade de calmante. Converse com seu médico sobre a possibilidade de você fazer uma terapia.

          Abraços,

          Lu

        2. Yone

          Olá, Lu!
          Eu me identifiquei muito com caso do Ricardo. Aumentei a dose de 10 para 15 mg há 15 dias, como falei uns dias atrás, e passei a tomar Apraz 1 mg à noite. Agora os sintomas mais fortes também vêm no final da tarde. Deu até vontade de fazer como nosso amigo, tomar uma dose pra acalmar, sinto muita tontura, vertigem e ansiedade.

          Beijos e melhoras para o Ricardo!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          Você ainda se encontra na fase de adaptação ao medicamento, ou seja, sofrendo com os sintomas adversos. Nessa fase é bom tomar um ansiolítico para ajudar a aguentar a barra. Porém, seu médico precisa saber sobre tudo que está sentindo. A finalidade do antidepressivo é conter a ansiedade, portanto, esses sintomas ruins logo deverão passar.

          Beijos,

          Lu

        4. Yone

          Obrigada, Lu, mais uma vez.
          Através deste blog e de suas palavras estou tentando ser POP, esperando os bons resultados aparecerem.
          Beijos, querida!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          Nada a agradecer, minha querida. Nós somos uma família muito unida.

          Abraços,

          Lu

        6. Yone

          Lu esqueci de escrever que desde o começo da medicação, em abril, perdi 7 kilos, ja sou magra. Perdi apetite, e o pior são as pessoas me questionarem por perder peso e estar tão magra; isso não está me fazendo bem.

          Beijos

        7. LuDiasBH Autor do post

          Yone

          É interessante o fato de os antidepressivos agirem de modo diferente no organismo de cada pessoa. Algumas engordam com certo medicamento, enquanto outras emagrecem. O mesmo acontece com o sono, que pode ser excessivo ou mínimo. Tanto com a fluoxetina que eu tomava antes, quanto com o oxalato de escitalopram, que uso agora, eu também tenho pouco apetite. No início, eu não tinha fome nenhuma, agora meu organismo vem se equilibrando, sendo meu apetite maior no horário da noite. Mesmo assim, procuro comer, ainda que pouco, nos horários necessários. Mas como você está emagrecendo muito, faz-se necessário comunicar-se com seu médico, pois perdeu muito peso em pouco tempo. Ele deverá mudar para outro medicamento ou lhe passar uma dieta equilibrada. Saiba, porém, que isso faz parte dos efeitos colaterais. Releia o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM.

          Abraços,

          Lu

        8. Rick

          Olá, Lu!
          Queria tirar uma dúvida. Esses antidepressivos podem causar zumbidos permanentes nos ouvidos? Faço uso do excitalopram desde maio desse ano. Inclusive faz 1 mês que minha dosagem passou de 10 para 20 mg junto com 1 mg de alprazolam. Foi necessário mudar, pelo fato de eu ainda estar sentindo ansiedade, principalmente no final do dia, uma fadiga, uma agonia misturada com tontura. Quanto a esse zumbido, desde julho está me incomodando. Ja fiz vários exames. Fui a vários médicos e está tudo normal nos exames. Não sei mais o que fazer. Será que o escitalopram gerou isso? Se sim, deveria parar? Mudar de substância? Às vezes chego a pensar que posso até ter alguma coisa no meu cérebro, sei lá. Que situação chata. Quando estou no silêncio piora. Como se fosse uma abelha em cada ouvido. Estou tenso, pois hoje é o que mais me preocupa.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          O zumbido ou barulho nos ouvidos (tinnitus) é uma reação adversa do oxalato de escitalopram. Como você já fez outros exames e tudo está normal, não resta dúvida de que se trata de uma reação do antidepressivo. Observei que o zumbido começou após o aumento da dosagem. Fique tranquilo, você não tem absolutamente nada no cérebro. Leia com atenção o meu texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e verá que lá fala sobre tal efeito adverso.

          Você deverá voltar a seu médico que, penso eu, irá mudar o seu medicamento, já que o ruído está insuportável. Mas não pare sem antes consultá-lo, até porque precisa passar pelo desmame, pois a abstinência é terrível. Rick, você não tem mais nada com que se preocupar, pois já encontrou a resposta. Para evitar o zumbido, enquanto não retorna a seu médico, procure ouvir música bem baixinha, com um fone de ouvido, o que atenuará o ruído. E ao dormir, faça uso do ansiolítico. Vamos acabar com essas abelhas que o perturbam logo, logo. Agora procure ficar calmo, senão irei aí puxar-lhe as orelhas.

          Abraços,

          Lu

        10. Rick

          Lu, você é ótima!
          Quanto aos zumbidos, mesmo antes do aumento da dosagem, eu já tinha começado a sentir. Vou ver seu artigo. Ok? Muito obrigado! Brevemente entrarei em contato. Estou acompanhando o blog todos os dias…

        11. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Sou apenas esforçada… risos. É bom saber que você agora estará mais tranquilo. Durma bem!

          Abraços,

          Lu

        12. Rick

          Oi Lu! Boa noite! Boa noite todos!

          Lu, retornei para minha psiquiatra depois de quase 1 mês para falar exatamente sobre esses zumbidos. Ela falou que não tinha nada a ver com os remédios, que poderia ser da ansiedade mesmo. Que graças graças Deus depois do aumento das dosagens, minhas crises andam menos intensas. fraquinhas… E vou continuar POP até matá-las de vez! Estou mais leve. Meu sono não está sendo mais interrompido na madrugada (que era horrível) depois que passei a tomar alprazolan 1mg (antes era apenas 0,25mg) Enfim… Estou ainda com os zumbidos… Não estou tão preocupado como antes, pois fiz uma bateria de exames e deu tudo normal. Acredito que seja da ansiedade mesmo, não? Ah! Outra coisa. Acho que essas leseiras e sensação de desmaio que às vezes me acometem devem ser dos remédios, acho.

          Obrigado, mais uma vez. Você é 10!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Mas você viu que na bula do remédio fala sobre a possibilidade de zumbidos nos ouvidos. Questione com ela isso. Mostre-lhe, se necessário, a bula. Com o tempo, à medida que o organismo vai se acostumando com o medicamento, esses sintomas adversos vão passando, até sumirem por completo, assim como essas sensações de desmaio e leseiras. Portanto, não se preocupe, mas não deixe de acompanhar direitinho os sintomas. Tudo irá dar certo!

          Abraços,

          Lu

        14. Rick

          Lu
          Talvez a médica não quisesse me surpreender ao dizer que os remédios poderiam causar os zumbidos, com receio de me deixar mais preocupado, penso eu. Contudo, serei perseverante. Acreditado em Deus. Crendo que tudo isso passará. Porque nem tudo é pra sempre. Nem mesmo a dor.

          Continuarei dando notícias. Crie um grupo no face ou wpp! Acho que seria ótimo!

          Beijos

        15. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Pode ser! Mas o importante é que está lá, escrito na bula, o que o deixa mais aliviado, sabe que não existe nada de anormal consigo. Quanto a criar um grupo no face ou no zap, eu não daria conta. Nem teria um minuto para fazer outras coisas, principalmente pesquisar, que exige muita atenção. Muitas pessoas têm me pedido isso. Prefiro responder aos comentários no blog, com calma, pesquisando quando necessário, etc. E ainda assim há dias em que respondo mais de 20 comentários, sem falar nos e-mails, o que me toma muito tempo, tempo esse oferecido com muito carinho e seriedade. Não faço parte de nenhuma rede social, pois ainda sou revisora de livros. Portanto, as pessoas terão que me encontrar aqui neste cantinho.

          Abraços,

          Lu

        16. Rick

          Pois é Lu. Est na bula. Pena que se enquadra como efeito colateral “incomum” do excitalopran. O que me deixou pouco triste com isso. O que você me diz? Quanto a sugestão da criação de grupos, wpp… É que é tão bom falar com você, que a gente sente a necessidade de interagir mais e mais… (risos)

          Obrigado!

        17. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Tudo o que está na bula já aconteceu com alguém, ainda que se trate de um efeito colateral “incomum”. Isso faz parte das regras a serem observadas pelos laboratórios, ou seja, colocar na bula qualquer efeito colateral que já tenha acontecido com alguém. Nosso mal é achar que o “incomum” não possa acontecer conosco. Sem falar que você fez inúmeros exames e todos deram negativos. Portanto, não deixe de trabalhar com essa possibilidade.

          Amiguinho, realmente não teria como trabalhar com o wpp ou qualquer rede social. Você nem imagina o número de leitores que tenho. Só num dos textos relativos a saúde mental eu tenho quase dois mil comentários. Se eu não os respondesse, coisa que jamais deixarei de fazer a menos que seja por um motivo imperioso, teria mais tempo. Sem falar que ainda preciso de tempo para correção de livros, pesquisas e preparar as 32 categorias do blog. Mas estou sempre aqui, à disposição de todos vocês. Obrigada por seu carinho.

          Abraços,

          Lu

        18. Rick

          Concordo com você, Lu. Nosso problema é esse, achar que o “incomum” nunca será experimentado por nós.
          Grande abraço e estarei te perturbando sempre que precisar, viu? Risos…

          Rick.

        19. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          A casa é sua. Sinta-se em família. Será sempre um prazer contar com sua presença.

          Abraços,

          Lu

        20. Lilith

          Olá, Rick!
          Tenho Transtorno misto de ansiedade e depressão (mais pra TAG mesmo). Tomava sertralina e alprazolam, sendo a sertralina trocada por escilex. Tomei hoje a primeira dose de 10 mg, depois de umas 3 horas da ingestão senti muita tontura, ansiedade, medo, confusão mental e diarreia. Vou passar a tomar pela metade pra adaptação. Quanto aos zumbidos mencionados, acredito que não seja do remédio, mas da ansiedade, infelizmente esse é um dos sintomas muito comuns, e eu sinto também zumbidos, arrepios pela cabeça, formigamentos as mãos e até no rosto. E outros sintomas. Mas uma hora passa. Beijos.

        21. Rick

          Lilith
          Pois é… Estarei confiante que um dia passe… Não vejo a hora!
          Obrigado pela atenção.

          Abraços

  58. Jorge

    Olá, Lu!

    Estou tomando o Escilex 10 mg há quase dois meses. Hoje aconteceu algo que está me deixando preocupado. Eu deveria tomá-lo por volta das 22h. Sentei para fazer algumas coisas antes, depois perambulei pela cozinha fazendo outras coisas, e quando olhei o remédio em cima da mesa onde ele sempre fica simplesmente meu deu um branco completo e eu não sabia mais se tinha ou não acabado de tomá-lo. Por um lado, sentia que não tinha tomado, mas não conseguia ter certeza. Acabei tomando (novamente?) o remédio, pois imaginei que, caso não tivesse realmente tomado, seria pior acordar amanhã sem ter tomado minha dose diária. Mas agora estou ficando cada vez mais ansioso e assustado imaginando que algo pode acontecer comigo se eu realmente tiver tomado-o duas vezes nessa noite. Caso eu tenha realmente tomado uma dose dupla, isso me traz algum risco?

    Agradeço demais qualquer ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Fique tranquilo, meu amiguinho. Mesmo que o tenha tomado, a dosagem de 20 mg é tomada por muitas pessoas. Não irá lhe acontecer nada. Durma tranquilo. Não há risco nenhum. Amanhã falarei com você com mais calma, pois cheguei agora. Bom sono!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  59. Dayane Oliveira

    Olá, Lu!

    Há algum tempo o médico me passou sertralina e com uma semana de tratamento parei, porque nao aguentei tamanha crise, mas quase um ano depois, a ansiedade voltou pior. Estou tomando apralzolan 1 mg à noite e Ecitalopran 10 mg pela manhã, há quase um mês. Iniciei ecitalopran tomando apenas a metade de 10 mg, peguei confiança e depois de uma semana comecei a tomar um inteiro. Porém, a ansiedade parece que piorou, sinto inquietação, coração acelerado, mente confusa. Às vezes sinto que meu peito vai pular do meu corpo de tanta inquietação. Trabalho em um emprego que me exige bastante concentração, e não sei mais oque fazer, qualquer coisa me irrita, me deixa mais triste… Sinto muita dor muscular, minhas veias agitaram mais, também, será isso uma experiência de início de tratamento?
    Desde já agradeço pela atenção, Lu.
    Abraços!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Dayane

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, imagino que tenha parado com a sertralina sem o consentimento médico, pois, quando não nos adaptamos a um antidepressivo, o médico passa-nos outro com substância diferente. Não faça mais isso, pois a volta das crises costuma ser mais forte ainda. O oxalato de escitalopram vem sendo um dos mais indicados (ver comentários).

      Dayane, quando há aumento da dosagem do antidepressivo, pode acontecer de o organismo reclamar, fazendo surgir efeitos colaterais nada agradáveis, inclusive com uma piora do problema mental. Fique tranquila, pois isso é normal de acontecer. Contudo, ao que me parece, tais sintomas estão muito difíceis para você, com tamanha inquietação. É necessário voltar a seu médico e narrar o que está lhe acontecendo. É bom que ele saiba também sobre essa dor muscular. O contato com o psiquiatra no início do tratamento é de fundamental importância, pois há casos em que é necessário diminuir a dosagem do antidepressivo, ou aumentar, ou até mesmo trocar de medicamento. Alguns sintomas devem ser comunicados imediatamente ao médico. Vou lhe passar uns links para que leia.

      Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Amanda

        Oi Lu! Tudo bem?

        Já estive por aqui outras vezes e como o blog sempre me ajuda, estou aqui novamente pra compartilhar com você minha dúvida. Estou tomando o ESPRAN há 2 meses e estava até me sentindo melhor, na verdade estou, só que ontem eu fui fazer a minha prova prática de habilitação e automaticamente fiquei muito nervosa. Eu já esperava isso, só que desde ontem eu estou me sentindo muito mal, a ponto de ter uma crise. Tive até que tomar o rivotril agora de manhã. Acredito que seja por causa de ontem, mas fiquei super desanimada e imediatamente voltaram a minha mente o sentimento e a incerteza da minha melhora, bem como os pensamentos ruins.

        Hoje não consegui me concentrar no serviço e fiquei lendo várias coisas a respeito de superar a síndrome. Retorno ao psiquiatra no início de setembro, e acredito que ela tenha que aumentar a dose o ESPRAN. Lu, estou desesperada, será que nunca vou me curar? Será que posso aumentar o ESPRAN por minha conta?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          Nenhum antidepressivo remove as nossas emoções, apenas as equilibra. Se isso acontecesse, deixaríamos de ser humanos. Portanto, não há nada de errado em você ter ficado ansiosa com o exame de habilitação. Tenho um amigo que até vomitava, tamanha era a sua ansiedade. Passou por 8 exames até tirar a carteira. Você deveria ter tomado um ansiolítico antes, para tranquilizá-la. A ansiedade de ontem acabou refletindo no seu emocional, o que é comum.

          Amiguinha, não faça do seu problema mental um bicho-de-sete-cabeças. Agregue-o à normalidade de sua vida, levando adiante o tratamento. Você sabia que há pessoas que tomarão remédio para pressão, diabetes, tireóide, coração, etc, a vida inteira? E elas não questionam isso. O importante é o modo como levamos nossa vida. Eu, para lhe dizer a verdade, tomo o meu comprimidinho como se esse fizesse parte da minha alimentação. Não questiono, apenas agradeço por poder fazer uso do mesmo, melhorando minha qualidade de vida.

          Fofinha, todos nós passamos por momentos bons e ruins, tomando ou não um antidepressivo. E os momentos ruins não significam que estamos precisando de “cura”. Eles existem para todo mundo. Olhando do seu ponto de vista, na busca pelos 100%, toda a humanidade precisa de “cura”. Portanto, reavalie essa sua maneira de pensar. Aceite os altos e baixos da vida. Veja o seu tratamento psiquiátrico como algo normal. Esse seu desespero não tem razão de ser. Releia o meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Amanda, não aumente a dose do antidepressivo por conta própria. Você está precisando aumentar a dosagem de sua compreensão com a vida, de seu caminhar pelo planeta, das alegrias e tristezas pelas quais todos passam, da aceitação e do otimismo que devem ser o nosso esteio. Pesquisas comprovam que as pessoas otimistas têm melhores resultados em tudo que fazem. Não há razão para sentir-se desesperada com algo tão corriqueiro. Respire fundo, agradeça por ter tantos remédios à sua disposição. Certo? A felicidade nada mais é do que um estado de espírito.

          Escreva-me para dizer se já se encontra melhor.

          Abraço forte,

          Lu

      2. Edineide Bitencourt

        Lu, boa noite!

        Eu estava tomando paroxetina de 20 mg para tratamento de ansiedade, porém depois de 1 ano de tratamento, comecei a ter muitas recaídas, batidas aceleradas do coração e momentos depressivos, tristeza profunda. Então a psiquiatra optou por trocar a medicação para cymbi de 30 mg, o que resolveu o problema das dores que sinto em todo o corpo, porém à ansiedade havia aumentado. A psiquiatra resolveu acrescenta ao tratamento o escitalopram de 10 mg, o que resolveu a questão da ansiedade.

        Estou há 15 dias tomando o escitalopram e o efeito colateral q mais me incomoda é o sono excessivo e a falta de apetite alimentar. Tenho muita facilidade de perder peso e me preocupo, pois não tenho conseguido me alimentar, só de olhar para a comida minha garganta trava. As únicas coisas que desejo comer é café e chocolate. Quero saber se esses efeito do sono excessivo e da falta de apetite vai passar com o tempo e meu organismo vai se regularizar.

        Obrigada

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Edineide

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, acontece de um antidepressivo, depois de um determinado tempo, parar de fazer efeito. É o que aconteceu com a paroxetina. O médico pode aumentar a dosagem, se ainda for possível, ou mudar de medicamento. Se o cymbi (cloridrato de duloxetina) não se adequou totalmente a seu organismo, foi necessário efetuar outras mudanças. Imagino que, assim que seu organismo acostumar-se com o oxalato de escitalopram, sua médica retire o cymbi (Indicado no tratamento depressão, dor neuropática periférica e fibromialgia). Você tem problemas de fibromialgia?

          Todo antidepressivo apresenta efeitos adversos, variáveis de acordo com cada organismo. O oxalato de escitalopram tanto pode apresentar apetite exagerado ou inapetência, insônia ou excesso de sono. O problema do sono pode ser resolvido mudando o horário em que toma o comprimido. Se, por exemplo, você o ingere de manhã, vindo o sono a atrapalhar a normalidade de seu dia, poderá mudar para a noite. Mas não faça isso por conta própria, converse com sua médica antes, para não incorrer numa superdosagem. Quanto ao apetite, esse medicamento também pode trazer excesso de apetite ou inapetência. Também caí no grupo da falta de apetite. Porém, com o tempo, o organismo vai se equilibrando. Ainda hoje, só tenho mais apetite à noite (tomo o medicamento de manhã), mas mesmo assim eu me obrigo a comer, tomando mais sucos e vitaminas. O chocolate é uma boa fonte energética, mas não substitui a ingestão de frutas, legumes e verduras. Leve à sua médica tal problema. No início do tratamento é muito importante o contato com o especialista.

          Edineide, vou lhe passar uns links que lhe trarão mais informações. Volte para dizer-me como anda.

          Um grande abraço,

          Lu

      3. Dayane

        Olá, Lu,
        Sim, marquei retorno ao meu psiquiatra pra próxima semana, pois estou me sentindo mais ansiosa. Apesar que tomei o ecitalopram totalmente fora do que o médico passou, metade na primeira semana e um inteiro na outra, aí me senti mal e voltei a tomar metade, e agora a ansiedade está a mil, com todos os sintomas à flor da pele, fora que estou muito aérea. Muito difícil essa fase inicial do remédio, ficamos desorientados.
        Obrigada pela atenção.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayane

          Esse retorno é muito importante, pois ele poderá avaliar como o antidepressivo está agindo em seu organismo, se será necessário aumentar ou diminuir a dosagem. Procure tomar direitinho, como o prescrito.

          Amiguinha, a fase inicial é mesmo muito difícil, e quase todos passam por isso. É preciso ter muita paciência. Leia os comentários para ver que quase todos se sentem assim. Mas logo tudo isso terá passado e você estará bem.

          Abraços,

          Lu

      1. LuDiasBH Autor do post

        João Neto

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, você entra aqui para comentar igualzinho fez. Só que o comentário não aparece na hora, pois passa pela minha supervisão primeiro. Estava recebendo muitos “spams” e foi necessário tomar tal medida. Aguardo seu novo comentário.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. João Neto

          Bom dia Lu,

          Já havia feito um tratamento para TAG em 2015, mas agora em julho a ansiedade voltou juntamente com insônia, só conseguindo dormir depois de tomar stilnox. Procurei o psiquiatra que me medicou com reconter de 10 mg, iniciando em 16 de julho, mas passei a ficar dentro do quarto e não conseguia sair, com pensamentos de morte. Ele pediu para aumentar para 20 mg no dia 28 de julho. Depois de alguns dias e não me sentindo melhor, pedi para voltar a tomar venlaxin, que eu tinha tomado no ano passado. Ele mandou reduzir o reconter para 10 mg e tomar venlaxin de 37,5 mg, para desmame. Comecei no dia 03/08, e no dia 14 ele mandou parar o reconter de 10 mg, e no dia do retorno (17/08) pediu para aumentar o venlaxin para 75 mg, comecei no dia 19/08. Isso tudo pode ter me feito mais mal do que bem? Podemos tomar dois antidepressivos juntos? Sinto muitas sensações, calor, tontura, boca seca, dores abdominais, sensações no cérebro, dores nas pernas, ou seja, está difícil, sem trabalhar, sem me divertir.

        2. LuDiasBH Autor do post

          João Neto

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, a TAG, como outros transtornos mentais, é recorrente, mas os bons medicamentos existentes no mercado possibilitam-nos uma vida cada vez melhor. O Reconter tem como substância ativa o oxalato de escitalopram, um dos antidepressivos que vêm sendo muito indicado pelos psiquiatras. Lendo os comentários, poderá ver que mais de 70% das pessoas fazem uso de tal substância. Acontece que, como qualquer outro antidepressivo, ele apresenta efeitos adversos no início do tratamento, ficando a pessoa pior do que antes de começar a fazer uso desse. Mas, em torno de duas a três semanas, esses efeitos passam, embora em algumas pessoas possam demorar até meses. Contudo, alguns organismos não se adaptam ao medicamento, sendo necessário mudar para outro.

          João, alguns antidepressivos podem ser tomados associados, sim. Pode ficar tranquilo quanto a isso. Inclusive muitas pessoas que escrevem aqui fazem uso de dois medicamentos. As sensações que você diz sentir estão associadas aos efeitos adversos. Com o tempo, tudo isso irá passando, e os bons resultados irão chegando. É preciso ter paciência. Eu sempre digo que é necessário ser POP (paciente, otimista e persistente), pois as pessoas otimistas obtêm um resultado bem mais rápido. Logo você retomará a sua vida de novo e com muito mais qualidade. Mas é muito importante, agora no início de seu tratamento, manter um contato mais direto com seu médico, repassando-lhe todos os sintomas ruins que tem sentido, pois muitas vezes é necessário rever a dosagem ou mudar de medicamento. Depois que estiver tudo bem, esse contado poderá ser mais espaçado. Conte para ele que está sentindo sensações de calor, tontura, boca seca, dores abdominais, sensações no cérebro, dores nas pernas, etc. Não se sinta acanhado, pois é através de suas explicações que ele irá avaliar como o antidepressivo está agindo em seu organismo.

          Amiguinho, pelo seu comentário pude perceber que é uma pessoa extremamente exigente consigo mesmo, um perfeccionista. E, em consequência, acaba exigindo o mesmo dos outros, o que lhe traz muita ansiedade e aborrecimento. Procure rever isso. Mude seus hábitos, procure viver com o mínimo possível de estresse, seja tolerante consigo e com os outros. Torne a sua vida mais leve. Outra coisa, se não estiver sentindo confiança em seu médico, busque outro. A interação entre o psiquiatra e o paciente é de suma importância. Mas, caso isso aconteça, não se esqueça de levar todo o seu histórico do seu tratamento anterior.

          Gostaria que você continuasse me escrevendo. Certo?

          Um grande abraço,

          Lu

          João, como falo em um dos textos, o antidepressivo sozinho não faz o efeito esperado, sendo necessário que você também reveja alguns pontos em sua vida, para que se ajude a domar essa ansiedade. Vou lhe repassar os links, mas não deixe de ler.

        3. Emília Maria

          Cara Lu, venho com um quadro de ansiedade horrível. Desde 2008 passei pelo alpazolam, até que conheci o escitalopram, 10 mg de início, e me dei bem. Daí venho interrompendo, precisei passar para o de 20 mg. Interrompi no mês passado por preconceito meu mesmo. Tive uma crise de rebote desumana. O médico insinuou que talvez eu tenha usar por toda vida, e lendo seu depoimento de que o toma como se fosse uma alimentação, eu me tranquilizei mais. Será que eu posso aliar o escitalopram com a terapia de florais? Obrigada.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Emília

          Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, quando a ansiedade não possui um motivo claro e apenas uma pequena duração, faz-se necessário o uso de antidepressivo, pois o problema está no funcionamento cerebral. A medicação tem o objetivo de contê-la, de modo a tornar a vida da pessoa equilibrada, permitindo-lhe viver com qualidade. Portanto, é necessário seguir o tratamento direitinho, jamais parando por contra própria, pois as crises voltam com mais força, e os antidepressivos passam a ter efeitos adversos ainda mais fortes.

          Emília, você precisa compreender que qualquer parte do nosso corpo adoece, e o cérebro faz parte dele. Existem pessoas que precisam tomar remédios para hipertensão ou tireóide, por exemplo, a vida toda, o que não é diferente de nosso caso. Não vejo nenhum mal nisso, mas ao contrário, agradeço por viver numa época em que tais medicamentos existem, e não no tempo dos sanatórios ou manicômios. Agradeço diariamente pela existência do meu “comprimidinho” que me regula as emoções, permitindo-me viver com melhor qualidade de vida. Falo sobre ele aos quatro ventos, para que outras pessoas não se sintam estigmatizadas, mas agradecidas. Portanto, amiguinha, sinta-se feliz por poder fazer uso dele. Vamos, todos juntos, acabar com este preconceito que vitimiza as pessoas, num mundo em que a depressão e as síndromes mentais avolumam cada vez mais.

          Você poderá tomas os florais, sim, pois são fitoterápicos. Não há problema algum. Faça também exercícios físicos (o que mais a agradar) e procure preencher sua vida com coisas boas. Seja mais tolerante consigo e com os que vivem ao seu redor. Lembre-se de que todos nós somos humanos e é por isso que falhamos. E se tiver que tomar antidepressivo por toda a vida, faça-o com alegria. Quanto mais otimista for, melhor será o resultado de seu tratamento.

          Abraços,

          Lu

        5. Emília Maria

          Muito obrigada, minha querida.
          Foi um bálsamo, nunca tinha encontrado uma página e uma pessoa com essa visão. Me ajudou muito, muito. Acompanharei e darei notícias. Deus nos abençoe.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Emília

          Nada a agradecer, amiguinha. Aqui formamos uma família.

          Abraços,

          Lu

        7. João Neto

          Bom dia,

          Obrigado pela atenção. Li os links que você me enviou, bem como a sua resposta ao meu comentário.

          Nos últimos dias venho me preocupando com os meus sintomas e pensando se estou com a síndrome serotoninérgica, passo o dia com um peso na cabeça que desce para o nariz, como se tivesse alguém apertando, até para escrever alguma coisa tenho dificuldade é como se sentisse tremer, é muita coisa.

          Comecei a fazer uma atividade física, pilates, já tem 01 mês, gostei da filosofia e da forma, sendo que ao realizar o esforço fico com tremores, a instrutora me disse que a tremedeira já era pra ter passado, falei pra ela que estava sem atividade física regular há muitos anos, sedentário, fiquei em dúvida se pode ser da medicação, ou da falta de descanso, por não estar dormindo bem. Quanto ao psiquiatra, tá difícil de manter um contato com ele, tendo em vista que o mesmo tem inúmeras atividades e atende fora da minha cidade. Mando mensagens para ele informando sobre as sensações e muitas vezes não tenho respostas, e quando tenho na maioria das vezes não me satisfaço. Semana passada fui ao retorno e ele disse apenas que estava me achando mais calmo. Aumentou a dose do venlaxin e me ouviu relatar algumas coisas, achei ele meio apressado. Para mim, a maioria dos médicos de hoje estão preocupados apenas com dinheiro. Com a psicóloga é diferente, já que lá podemos falar à vontade.

        8. LuDiasBH Autor do post

          João Neto

          Você tem toda a razão quando avalia os médicos, em sua grande maioria, como ávidos pelo dinheiro. São os maiores exemplos do capitalismo doentio, em que a profissão tem o objetivo apenas de enriquecimento rápido. As pessoas que tem acesso aos médicos cubanos ficam impressionadas com a diferença da consulta. Quanto a seu psiquiatra, se ele não está lhe dando a atenção necessária, mude para outro. A nossa fidelidade deve ser com o melhor. Não hesite em mudar.

          Neto, acredito que você esteja sentindo apenas os efeitos adversos. Se estivesse com a síndrome serotoninérgica já estaria hospitalizado há muito tempo. Não bote isso na cabeça. Sugiro que marque outro psiquiatra, o mais rápido possível, leve por escrito todo o seu histórico, para não se esquecer de nada, e também o nome dos remédios que já tomou e toma até agora. Fale-lhe como está se sentindo com os últimos medicamentos. O uso do antidepressivo tem como finalidade melhorar a nossa qualidade de vida e não piorá-la. Se o medicamento não está lhe trazendo uma resposta positiva, precisará mudar para outro. E é sempre bom ter uma segunda opinião.

          Uma atividade física é muito importante. Também faço Pilates. Os tremores que sente não dizem respeito à atividade. Se não está dormindo bem, eles podem ser resultados disso. Mas é preciso saber o porquê de estar com insônia. O sono é fundamental para nós ansiosos e depressivos. É mais um motivo para procurar outro psiquiatra para reavaliá-lo. Além do mais, seria uma ótima oportunidade para se tranquilizar. Percebo que é muito preocupado. E quanto mais tenso estiver, maior será o seu desconforto. A visão de um novo médico irá acalmá-lo. Mais uma vez lembre-se de que se o seu médico receitou-lhe dois antidepressivos é porque eles podem ser tomados juntos. Tire da cabeça essa preocupação com síndrome serotoninérgica. Lembre-se de que o psiquiatra estuda para isso, e não seria irresponsável de cometer um ato tão falho assim. Veja através dos comentários que algumas pessoas com TAG tomam essa mesma medicação. O único problema que vejo são as reações adversas que estão fortes, incomodando-o muito, sendo preciso informá-las a seu médico. No mais procure ficar tranquilo. Só para ajudar em nossa conversa, qual é a sua idade?

          Um grande abraço,

          Lu

  60. Yone Moreira

    Olá Lu, espero que esteja bem!
    Voltei ao psiquiatra que tirou o topiramato, pois não me adaptei. Tive a impressão de que com ele cortou até efeito do escitalopram. Voltou a ansiedade e passei a dormir muito mal, fora outros efeitos colaterais. Agora o médico aumentou a dosagem do escitalopram para 15 mg e trocou rivoltril para o Apraz(Alprazolam) de 1 mg.

    Acontece, Lu, que estou igual ao começo, muita tontura, muita ansiedade e mesmo com o Apraz não consigo dormir a noite toda. Estou tendo muitos pesadelos e acordo molhada de suor.Será que precisava do desmame do rivotril, ou por ter tirado topiramato? Ou será o aumento do antidepressivo e adaptação com Apraz?

    Beijos e muito obrigada pela atenção e carinho!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Yvone

      Todo início de tratamento com antidepressivo é, na maioria das vezes, muito turbulento, pois passamos por diferentes experiências até acertar na medicação correta para o nosso corpo. É possível que o topiramato tenha interagido mal com o escitalopram. O aumento da dosagem também pode acarretar, no início, um pouco de desconforto, trazendo efeitos adversos que logo passam. O rivotril é um tranquilizante, não há necessidade de desmame. O apraz (alprazolam) é um remédio para ansiedade. Eu não me dei bem com o rivotril, passei a ter muitos pesadelos, portanto, pode ser também reação do apraz. Dê uma olhadinha na bula. Se continuar tendo pesadelos e acordando molhada de suor, informe o seu médico sobre tais sintomas.

      Depois me escreva dizendo se melhorou.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  61. Ana Rodrigues

    Olá, Lu, boa noite!

    Quero parabenizá-la pelo seu esforço em nos auxiliar diante desses transtornos, pelos quais passamos, e nos tornamos tão sensíveis, e você é tão atenciosa com todos, sempre.

    Fui diagnosticada com TAG, em agosto do ano passado, após um trauma que sofri, ao perceber que meu celular não estava mais comigo, enquanto eu estava em uma loja com minha mãe, meu pesadelo foi iniciado alguns dias depois do ocorrido. Procurei um profissional de psiquiatria para que me indicasse uma terapia, dei início ao tratamento com uma psicóloga e após um mês ela me encaminhou a um psiquiatra, que me receitou Exodus (oxalato de escitalopram). Após 5 meses de tratamento estava ótima, mas precisaria retornar ao psiquiatra para dar continuidade ao tratamento.
    Por problemas pessoais não pude ir à consulta, então parei com a medicação e fiquei bem até um mês após a retirada brusca do Exodus, mas sabia que não era o momento de interromper o tratamento, e tudo voltou como no início. Agora estou tomando novamente o medicamento há quase dois meses, mas ele é genérico, estou me sentindo bem melhor, mas voltei a ter uns pensamentos ruins, não sei ao certo o motivo disso, se é por causa do período menstrual. Muito obrigada pela atenção, você é incrível.

    Beijo
    Ana

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o seu problema tanto pode ter sido uma consequência do susto que levou, como pode ter vindo à tona em razão do acontecimento. Ou seja, você já o trazia consigo, mas ainda não havia mostrado as caras. Mas o que importa mesmo é que procurou tratamento, o que a deixou bem. É uma pena que tenha parado sem passar pelo “desmame”, pois é fundamental passar por essa fase, para que não venha a sofrer com a abstinência. O organismo, já acostumado com o antidepressivo, sente demais a sua falta. O desmame tem a finalidade de evitar isso. Ainda bem que voltou a tomar o remédio.

      Ana, eu tomo o oxalato de escitalopram há mais de quatro anos, e sempre compro o mais barato, pois o orginal é caríssimo. E sinto-me tão bem quanto com o original, que tomei no início do tratamento (cheguei a tomar três caixas dele). Aqui nos comentários poderá ver que muitas pessoas mandam manipular. O mesmo aconteceu com a fluoxetina, que chegou ao Brasil com o nome de Prozac, e era caríssima. Hoje é produzida por inúmeros laboratórios. Portanto, fique tranquila. Os pensamentos ruins estão sempre a rondar-nos, pois nos preocupamos com tudo, por isso, é importante que mantenhamos nossa mente ocupada. E, quando tais pensamentos aparecerem, enxote-os. Não lhes dê tempo de ocupar sua mente. Leia, veja bons filmes, faça caminhada, pesquise, ouça música, borde ou faça crochê, etc. Mantenha sua mente em atividade. Veja também, com o seu médico, se a dosagem do medicamento não está muito baixa. O período menstrual também afeta o emocional, em razão da concentração maior de hormônios.

      Lindinha, obrigada por suas palavras generosas. Venha sempre conversar conosco. Poderá interagir com qualquer comentarista, se quiser, ou comigo. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ana Rodrigues

        Agradeço muitíssimo de coração por sua atenção e prontidão na resposta mais que completa que me deu. É muito bom ter alguém como você, que se importa com a gente, o mundo necessita de pessoas generosas e dispostas a dividir sua sabedoria com o mundo.
        Gratidão por ser essa pessoa linda e benevolente.

        Abraços,

        Ana

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          Será sempre um prazer receber seus comentários. Conheça outras categorias do blog. Tenho certeza de que irá gostar.

          Um grande abraço,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Haline

          Nós, que temos problemas de saúde mental, precisamos muito encontrar quem nos ouça e dê-nos um pouco de suporte emocional, pois a maioria dos médicos, apressados que estão em ganhar dinheiro, deixam de lado o ponto mais importante na consulta. Este cantinho tem por objetivo trocarmos informações, ajudando-nos mutuamente. E maravilhosos são vocês que aqui vêm e confiam no grupo.

          Volte sempre e também conheça outras categorias do site.

          Abraços,

          Lu

      2. Ricardo

        Como não achei o lugar aqui no site, onde eu possa fazer minha pergunta, vou intrometer aqui e perguntar. Gostaria de saber das mulheres se a perda da libido foi grande? Pois em mim, sou homem, aliás, meio homem agora, pois nã0 tenho mais libido, acabou o tesão totalmente. O remédio me ajudou muito com a depressão que tenho desde os 12 anos de idade, creio que serei dependente deste medicamento a vida inteira, pois já tentei parar e a depressão voltava, tudo outra vez, pensamentos negativos, falta de energia, perda da vontade de conquistar objetivos, não ver graça mais na vida e nas pessoas.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Seja bem-vindo ao site. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, os antidepressivos, de modo geral, mexem com a libido, principalmente nos meses iniciais do tratamento. Contudo, com o passar do tempo, o organismo vai se equlibrando com o novo medicamento e todas as suas funções vão voltando à normalidade, inclusive a libido, como poderá ver através dos comentários. Portanto, não se aflija. Trata-se apenas de uma fase em sua vida. Veja isso com normalidade, pois tende a ser um homem mais completo ainda, e não um meio homem… risos. Se todas as pessoas que tomam antidepressivos nos dias de hoje fossem homens e mulheres pela metade, em relação à libido, o planeta não demoraria muito a ser despovoado… risos.

          Ric, o importante agora é que se preocupe com a sua saúde mental, pois a depressão mata qualquer tipo de “tesão”, pois tira-nos todo o prazer em viver. Gostei muito de receber a sua visita e comentário. Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

        2. Ricardo

          Agradeço sua resposta, acho interessante este espaço criado aqui, para tirar dúvidas e aprender mais sobre os medicamentos, a depressão…

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nada a agradecer. Convide seus amigos para conhecer este espaço.

          Abraços,

          Lu

  62. Flávia

    Bom-dia, Lu!

    Eu tive (ou ainda tenho) depressão no final do ano passado, em novembro, e meu psiquiatra me passou pra eu tomar o lexapro (que tomava de manhã) e o rivotril (à noite). Porém, há uma semana, (29 de julho), tomei meus últimos comprimidos, pois o meu médico me deu alta, mas nesses dias que estou sem remédio, minha família e eu também, percebi que estava muito irritada e muito sensível, por qualquer motivo e situação eu choro e me irrito com mais facilidade e explodo. Não consigo me controlar. Gostaria de saber se isso é abstinência dos remédios? Avisei ao meu psiquiatra que mandou que eu voltasse a tomar as duas medicações com a metade da dosagem, ou seja, dividir o de 10 mg.

    Responder
    1. Flávia

      Esqueci de falar uma coisa: eu tinha lá em casa o genérico do lexapro que é o exudus e dividi e já comecei a usar. Tem problema usar o genérico?

      Responder
    2. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a depressão possui diferentes tipos e graus. O psiquiatra pode ter avaliado a sua como passageira e, por isso, deu-lhe alta do tratamento. Através de seu comentário, pareceu-me que você não passou pelo “desmame”, parando abruptamente. Se isso aconteceu, está incorreto, por causa da abstinência causada pela falta do medicamento. Não se pode deixar um antidepressivo de uma vez. Portanto, se isso realmente aconteceu, os sintomas são da abstinência. Se seu psiquiatra não a instruiu quanto ao desmame, ele falhou. Ao retomar a medicação tomando pela metade, você estará passando pelo desmame necessário. E tudo irá se normalizar. Portanto, não mais se preocupe. Volte a comuncar-se conosco, para dizer como está sentindo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Flávia

        Oi, Lu!
        Obrigada pela resposta, mas acho que deixei de explicar que sim, o meu médico diminuiu sim a minha dose de forma gradativa para que houvesse o desmame. Porém, mesmo com esse desmame, quando acabaram os remédios, eu tive os sintomas acima explicados. Após esses esclarecimentos, volto com a pergunta, ainda assim pode ser abstinência dos remédios? Se não, o que pode estar causando essa intensidade de sentimentos? Já me adianto a falar que a irritabilidade é por qualquer motivo e o choro, até com propaganda de margarina.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Flávia

          Se após o desmame, esses sitomas persistirem, significa que ainda precisa de mais tempo de uso do antidepressivo. O seu psiquiatra irá acompanhá-la para avaliar como se comporta seu organismo, pois o desmame é justamente para impedir a abstinência causada pelo medicamento, uma vez que o organismo já se encontra acostumado com a substância. Siga tudo direitinho. Acompanhe com atenção os sintomas para repassar a ele. Esse choro sem motivo, até por propaganda de margarina… risos, não é normal. Mas fique tranquila, pois tudo isso é passageiro. Agora que voltou ao medicamento, observe também se essa emotividade está diminuindo. Mantenha-me informada.

          Abraços,

          Lu

        2. Rick

          Bom dia Lu, tudo bem?
          Voltei para falar que fui a minha psiquiatra pra falar estou há 3 meses de tratamento e nada resolveu com os remédios que eu estava a tomar (esc 10mg e Alprazolam 0,25mg). Sugeri para ela, mudar os remédios, ela não concordou. Optou por aumentar as dosagens, pelo menos neste mês para ver como eu reagiria. Hoje tomo 20 mg de esc (10 mg pela manhã e 10 mg a tarde) e 1mg de Alprazolam antes de dormir. Faz 5 dias que estou tomando esses medicamentos com essas doses, e tenho percebido meu corpo extremamente cansado sei lá… queria saber se tem relação com os remédios.

          Beijos, minha querida.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Aumentar a dosagem é a decisão que o médico toma quando o antidepressivo não está mostrando seus bons efeitos. Os sintomas que está sentido são relativas ao aumento da dosagem dos medicamentos. Observe tudo direitinho para repassar à sua psiquiatra as reações adversas que está sentindo. Chamou a minha atenção o fato de você estar tomando o oxalato de escitalopram duas vezes ao dia, quando a bula recomenda tomar numa única dose. Leia a bula direitinho e depois converse com ela sobre isso. Leia também, aqui no blog, o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM. Continue me dando notícias.

          Abraços,

          Lu

  63. Solange

    Fazia uso de sertralina por 4 anos, mas agora a dra. achou melhor mudar para o escitalopram, mas nao me fez nenhuma referência em esperar alguns dias para a mudança. Teria algum problema, pois tenho pavor só de pensar em tomar um novo medicamento.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Solange

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, se sua médica não disse nada é porque não há problemas na interação entre os dois medicamentos. Caso persista a sua dúvida, entre em contato com ela, para que não fique preocupada. Alguns antidepressivos até podem ser tomados juntos.

      Solange, vou lhe passar uns links, via e-mail, para que você tenha mais conhecimento sobre o novo medicamento, principalmente em relação aos sintomas adversos que pode ter, mas nada que não passe. Também tomo oxalato de escitalopram, que é um antidepressivo muito receitado atualmente, conforme poderá ver nos comentários.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  64. Julia

    Olá, Lu!

    Comecei a tomar Escilex no final de fevereiro, pois comecei a desenvolver Transtorno do Pânico, nada que afetasse meu cotidiano. Resolvi procurar ajuda logo para não aumentar o problema. Havia feito terapia com uma psicóloga, e ela desconfiou do diagnóstico que foi confirmado por um psiquiatra de confiança e o remédio foi receitado.

    Quando comecei a tomar o remédio, recorri a este site, mas nunca comentei. Hoje senti vontade de deixar minha mensagem para confortar quem está passando pelo que eu passei anteriormente. Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa, senti especialmente na primeira semana muita sonolência e pouco apetite, porém, isso com 15 já tinha desaparecido. Quanto à perda de libido, que muitos comentam, foi o sintoma que mais demorou a sumir, mas com uns 2 meses já estava tudo normalizado (graças a Deus, até porque eu tenho namorada). Além de Escilex foi receitado rivotril 0,25, sublingual, para uso emergencial, porém só precisei fazer uso apenas uma vez, na primeira semana de uso do Escilex, e não desenvolvi uma crise de fato.

    Outra informação importante, que vi outros postarem, o laboratório do remédio é realmente importante, tomei Escilex por 1 mês e quando fui comprar na farmácia tinha apenas o genérico, que acabou me causando diarreia por duas semanas, ou seja, passei mais uma vez por período de adaptação. Depois conversando com minha psicóloga e psiquiatra me recomendaram comprar o Escilex “original”, confesso que tenho que ir até farmácias mais distantes, mas compro o medicamento recomendado.

    Fora isso, é importante lembrar que SP tem cura: remédio, terapia, atividade física e até dieta específica podem espantar este mal que nos causa tanto transtorno. Continuo fazendo terapia com minha psicóloga, fazendo atividade física e tomando o remédio. O psiquiatra avisou que devo tomar o remédio por um ano, e procurá-lo em uma época em que eu não esteja passando por algum momento complicado, para começarmos o desmame. E o mais importante:nunca mais tive crises.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Júlia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quanto mais cedo a pessoa, com algum tipo de problema mental, buscar ajuda, menos sofrerá. As crises, quando não domadas, tendem a ser cada vez mais fortes e frequentes. Você agiu corretamente ao buscar um especialista. Não adianta jogar para frente o problema. É preciso enfrentá-lo e ficar livre do sofrimento.

      Sinto-me feliz, Júlia, ao saber que se deu muito bem com a medicação, não tendo mais crises. A atividade física é realmente importantíssima. Quanto aos laboratórios, posso lhe dizer que existe um lobby milionário por trás de alguns. Ainda me lembro de quando tomava o famosos Prozac (fluoxetina) e diziam que essa mesma substância, colocada no mercado por outros laboratórios, não valia nada. Mentira! Passei a tomar a manipulada, que custava a metade, e senti-me ótima. O mesmo vem acontecendo com o oxalato de escitalopram, cujo original é dinamarquês, e custa os olhos da cara. Tomo os de nome fantasia, mais baratos, há mais de quatro anos, e dou-me muito bem. Ainda continuo com 10 mg. E olhe que sou depressiva crônica. E isso é muito bom, pois muitas pessoas não podem comprar o “carésimo” Escitalopram, que também dá diarreia em algumas pessoas, como poderá comprovar através dos comentários e da bula do medicamento (leia-a). Portanto, fico com um pé atrás, quando vejo certos médicos exigirem que se compre esse ou aquele remédio de um determinado laboratório. Você já ouviu falar sobre a “máfia branca”? Em assim sendo, quem puder comprar o medicamento mais caro, que o faça, e quem não puder, que opte por um mais barato. O que não pode é ficar sem o remédio.

      Júlia, gostei muito do seu comentário, que servirá de estímulo para muitas pessoas que hesitam em fazer o tratamento com um antidepressivo. Volte sempre! Junte-se a nós nesta luta.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Julia

        Lu
        Esqueci de falar que tomo Escilex 10 mg! Realmente existe toda uma indústria farmacêutica que lucra e muito com a dependência de remédios. No meu caso, como me dei bem com o remédio e a diferença entre o genérico e o original é mais ou menos 10 reais a caixa, eu optei pelo original mesmo. O psiquiatra e psicóloga recomendaram-me comprar o de ‘grife’, se eu tivesse condições, pois no final das contas o princípio ativo é o mesmo. Eu estou pegando receita de 4 caixas, comprando 2 caixas de 60 comprimidos, estou gastando em média 50 reais por mês, como é o único remédio que eu tomo não está pesando no bolso.

        Fico feliz que tenhas gostado do meu comentário. Quando eu estava começando a tomar o remédio e meio assutada com possíveis efeitos colaterais, teu blog me ajudou bastante! Espero que meu comentário ajude outros leitores.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Júlia

          Comentários mostrando um quadro de melhoras sempre ajudam os indecisos. Muitas pessoas sentem medo dos efeitos colaterais, mas precisam saber que eles passam, e bons resultados chegam, valendo todo o sacrifício. Saber que o blog ajudou-a é muito gratificante para mim. Obrigada, querida! Continue conosco, trazendo boas novas.

          Abraços,

          Lu

  65. Natália

    Olá, Lu!

    Voltei aqui depois de uns meses pra relatar o que aconteceu comigo nesse tempo. Lembro que no começo do ano, quando minhas crises de ansiedade começaram, fiquei “no escuro”, desesperada com tudo que eu estava sentindo. Até que cheguei no seu blog e você me acalmou muito! Sou muito grata por isso!

    Comecei meu tratamento tomando o ESC. Fiquei com ele por uns 2 meses e me senti excelente! Mas devido o ESC tirar a libido, o médico trocou pela Bupropiona (BUP). Inicialmente comecei tomando 150 mg ao dia, mas quando ele alterou pra dose de manutenção (300 mg ao dia), comecei a ficar ruim novamente. Isso foi no final de junho e desde então só piorei. Retornei ao médico e ele me receitou 7,5 mg de ESC por dia. Estou tomando o ESC 7,5 mg com 150 mg de BUP todo dia de manhã. Faz apenas 15 dias que voltei com o ESC, mas estou tão ruim. Os sintomas físicos acabam comigo e só pioram minha ansiedade.

    Já não sei se o que estou sentindo é efeito colateral dos remédios, se os dois remédios juntos podem estar me fazendo mal, ou se é a minha própria ansiedade que está causando tudo isso em mim. Enfim, queria compartilhar com você e todos os outros que passam por isso a minha experiência até agora. Obrigada pelo apoio! Espero em breve retornar aqui, dizendo que estou melhor.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      O oxalato de escitalopram realmente causa diminuição na libido, como outros antidepressivos. Contudo, com o tempo, o organismo vai voltando ao normal. Trata-se apenas de uma fase. Muitas pessoas aqui nos comentários dizem tomar bupropriona. Mas com todo antidepressivo existe a fase de adaptação. O médico mandou-a tomar os dois medicamentos, até que seu organismo adapte-se com a bupropriona e ele possa tirar o oxalato de escitalopram. Como digo, o psiquiatra também trabalha com experimentações, pois, a priori, não sabe qual será o antidepressivo que fará bem ao paciente. Pode ser que, após passar essa fase inicial, você se acostume com o novo medicamento. Se isso não acontecer, procure o seu psiquiatra e relate-lhe tudo, pois a função do antidepressivo é melhorar a nossa vida e não trazer piora para ela.

      Natália, o que está sentindo são os efeitos adversos do novo medicamento, que, no princípio, deixa a pessoa pior do que antes. Se não passarem, busque seu psiquiatra. Aguardo notícias suas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  66. Matheus M.

    Boa tarde Lu e demais amigos!
    Volto para dizer que estou muito bem, e que a Mirtazapina 30 mg me ajudou bastante a eliminar ansiedade e pânico, que tive durante os primeiros meses do ano. Não me adaptei ao Escitalopram, pois, além de vários problemas emocionais que tiveram piora, também tive muitos problemas físicos e biológicos.

    Mais uma vez AGRADEÇO IMENSAMENTE a Lu por ter me ajudado em um momento de angústia e solidão, e vejo que ela continua ajudando várias pessoas. Fico muito feliz em saber que existem pessoas verdadeiras e com boas intenções para ajudar o próximo sem interesse financeiro ou troca de favores.

    Lu e demais amigos, abraços e torço para a recuperação de vocês, e qualquer coisa podem me contatar, ajudarei no que for possível, assim como a Lu faz (matheus57moraes@gmail.com)

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Você é muito fofo! Nada a agradecer, meu amiguinho. Agradeço pelo seu interesse em ajudar, pois, nos períodos de crise, todos precisamos de contar com pessoas amigas, que possam nos compreender.

      Matheus, não suma do blog. Conheça outras categorias. Há muita coisa interessante. E continue nos dando notícias de sua sáude.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rick

        Olá, Lu!
        Faz 3 meses que estou tomando o escitalopam. Não estou bem. Percebi que ainda tenho crises de ansiedade intensas. Principalmente quando estou em algum lugar fechado. Começa com uma tontura e lá vem a crise. Terrível! Parece que vou morrer naquele intante. E para acabar de completar, adquiri um zumbido incessante nos ouvidos e estou mega hipocondríaco!! Não está fácil, sabe Lu? Devia estar bem, tendo em vista que já são 3 meses de tratamento. Será que é um sinal para mudar de medicamento? Às vezes tenho desejo de sumir, só para poder evitar esse turbilhão de sentimentos negativos que me invadem. Penso que nunca mais serei como antes, estou realmente desanimado. 🙁

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Com três meses de escitalopram já era para estar se sentindo melhor, realmente. Pode ser que a dosagem esteja baixa ou que seu organismo não está se adaptando ao remédio. Mas somente seu médico poderá lhe dizer isso. Talvez precise também de um ansiolítico. Procure seu psiquiatra e conte-lhe tudo que está sentindo. No princípio do tratamento esse contato é muito importante, para que ele avalie os resultados.

          Amiguinho, ao que me parece, você continua tendo crises de pânico, o que traz essa sensação de morte iminente. O zumbido pode estar ligado ao seu estado emocional. Talvez seja, sim, um sinal para aumentar a dosagem ou mudar de medicamento, pois quando o tratamento dá certo, tudo isso desaparece, como poderá ler nos comentários. Não se preocupe, assim que acertar com o medicamento, não mais sentirá isso. Mas é preciso ter paciência. Sei que não é fácil, mas é preciso seguir em frente. Penso que um ansiolítico irá lhe fazer muito bem. Garanto-lhe que você irá ficar melhor do que antes, assim que acertar a medicação, como ora me sinto. Pense positivamente. As pessoas otimistas têm resultados mais rápidos.

          Rick, aguardo a sua volta para dizer-me que foi ao psiquiatra. Se achar que não está resolvendo com ele, mude para outro. Mas não deixe de procurá-lo o mais rápido possível. Continue em contato comigo.

          Um forte abraço,

          Lu

        2. Rick

          Darei notícias sim, minha querida. Estou sempre acompanhando o blog. Parabéns! Tens dado muita esperança e força a cada um de nós aqui. Obrigado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Nada a agradecer. Só quero que continue POP (paciente, otimista e persistente).

          Abraços,

          Lu

  67. Jorge

    Olá, Lu!

    Há quase 1 mês deixei um comentário aqui falando sobre o ataque de pânico que tive no meu segundo dia de tratamento com o oxalato de escitalopram. Hoje está fazendo um mês que iniciei o tratamento e estou tomando diariamente, pela manhã, 10 mg do remédio. Sinceramente, sinto que minha vida só piorou. Todos os dias fico muito nervoso antes de sair de casa. Tenho tido diarreia praticamente todos os dias. Tive ataques de pânico, ou algo próximo disso, várias das vezes estando fora de casa. Há vários dias minhas manhãs são de grande tristeza, sem ânimo para fazer nada, apenas com vontade de dormir mais. Percebo que, de modo geral, estou vivendo um tormento maior do que o que vivia antes de iniciar o tratamento, e a sensação é de que nem ao menos consigo perceber qualquer tipo de melhora gradual. Não sei mais o que fazer.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Em algumas pessoas, a reação do antidepressivo demora mais a chegar, necessitando de mais tempo. Pode ser o seu caso, pois a finalidade do medicamento é fornecer uma melhor qualidade de vida a seu usuário e não o deixar pior. Caso contrário não teria razão de ser. Existem também casos em que a pessoa não se adequa a determinada substância, sendo necessário mudar para outra, ou ainda que a dosagem esteja baixa. Mas somente seu médico poderá decidir. O importante é que você esteja em contato com ele, repassando-lhe todos os sintomas adversos, inclusive o da diarreia, que continua a sentir. No início do tratamento esse contato é fundamental para a escolha do antidepressivo adequado. Se achar que não está havendo progresso com seu médico, busque outro psiquiatra. Pode ser que seja necessário trocar o medicamento.

      Amiguinho, saiba que tudo isso irá passar assim que acertar no tratamento (veja os comentários semelhantes no blog), mas é preciso paciência.
      Como eu lhe disse acima, volte a seu psiquiatra ou procure outro. A diarreia não pode durar tanto tempo, pois debilita o organismo.

      Jorge, gostaria que lesse com atenção os textos presentes aqui no blog: OS ANTIDEPRESSIVOS EM MINHA VIDA, INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM e SÍNDROME DO PÂNCIO – O MEDO DO MEDO. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  68. Mona Portugal

    Oi, Lu, espero que esteja tudo bem com você, amore!

    Venho contar minha experiência durante esses 5 meses de tratamento. Tomo o Oxilato de Escitalopram 10 mg e Stilno x Cr à noite. O primeiro que tomei foi da marca Biossintética, que me tirou da crise. Tive todos os sintomas de adaptação, piorando, mas com a sua ajuda, consegui suportar. Depois ele receitou o Scitalax (Ranbaxy). Por ser uma marca pouco conhecida, achei dificuldade em encontrar, tendo vezes que não achava, e numa dessas vezes comprei uma caixa de outro laboratório. Comecei a sentir muito mal, como se estivesse tendo uma crise de fígado, seguidos de muito mal-estar, chegando a ser internada com hipoglicemia e pressão baixa. Voltei ao médico, que me disse que o remédio não me fez bem, e eu estava com abstinência da medicação. Voltou a receitar o Scitalax, com muita dificuldade para achar. Mas eu tinha a sensação que não estava tomando nada, meus sofrimentos foram voltando aos poucos, mesmo eu tomando essa medicação, cansada, ansiosa, chorosa, deprimida… Fiz o desmame sozinha, com toda cautela… Parei com tudo… Voltei a tomar meus fitoterápicos… Exatamente uma semana depois da parada total, comecei a sentir dores pelo corpo, voltando a lembrar que tenho Fibromialgia, porque até então durante esses meses não tive dor. Tentei de tudo, toda medicação para dor que você imaginar, e nada. Cheguei ao ponto de voltar a tomar a medicação, eu não estava mais suportando tanta dor no corpo e, além dessa dor da fibromialgia, os sintomas da depressão e do pânico. Tudo voltou a ser como era antes, falta de disposição, falta de alegria, falta de paciência, dores pelo corpo, tristeza… Voltando ao ESC, no mesmo dia senti minhas dores diminuírem.

    Hoje fui comprar meu remédio, voltei a comprar o da Biossintética… Acho que foi o que fez com que me sentisse melhor e, pela minha sensibilidade, não posso ficar mudando de fabricantes.

    Um grande abraço amore, somente um breve relato de uma paciente que não se adapta ao medicamento, e vou ser sincera, foram meses em que tive que ser muito forte para não desistir.

    Beijocas no seu coração!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mona

      É muito bom receber a sua visita depois de tanto tempo. Quando as pessoas somem, eu sempre imagino que estão se dando bem com a medicação.

      Amiguinha, existem organismos muito fragilizados que ressentem com qualquer mudança. Deve ser esse o seu caso e o de outra leitora que também me escreveu hoje sobre o assunto. Por isso, faz-se necessário que o paciente observe sua medicação para repassar ao médico um relatório o mais exato possível. Como você foi sempre muito sensível, opte sempre por aquele que lhe faz bem.

      Também achei interessante a relação das dores da fibromialgia com o medicamento. Muito interessante! Segundo um médico, que escreve aqui no blog, Dr. Telmo Diniz, quem tem problemas com fibromialgia deverá tomar 3 frasquinhos de leite fermentado com lactobacilo, diariamente. Experimente, pois se trata de um ótimo alimento.

      Outro grande abraço para você. Não suma!

      Lu

      Responder
      1. Naldo

        Estou tomando procimax o mesmo que citalopram de 20 mg; tomo pela manhã às 7h, quero saber se tem problema tomar chá de erva cidreira.

        Obs.: Seu e-mail está incorreto. Conserte-o!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Naldo

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, não há problema algum. O chá de erva-cidreira é também um excelente calmante. Mas para sentir seu real efeito, tome pelo menos três xícaras ao dia. O de camomila e maracujá também são excelentes.

          Continue nos visitando.

          Abraços,

          Lu

  69. Helaine

    Boa tarde, Lu!
    Passando para dizer que depois de 19 dias com a nova dosagem (15 mg) de escitalopram estou me sentindo melhor, graças a Deus! Ainda sinto alguns calafrios, preocupações excessivas, um pouco de angústia/vazio, mas creio que passará também. Estou tomando somente meio Zolpidem para dormir. Porém, Lu, não estou conseguindo me concentrar em nada praticamente: leitura, programa de televisão, rádio, reportagem, não consigo memorizar o que leio e o que vejo, por vezes estou conversando e some da mente o que iria falar, dá um branco. Será que é efeito da medicação?
    Agradeço mais uma vez por sua generosidade em criar este espaço para troca de experiências e desabafos. Você é uma benção!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      É muito bom saber que o seu tratamento vem evoluindo para melhor, cada vez mais. Como você se encontra na fase inicial é normal que tais sintomas ainda estejam presentes, mas com o tempo, o organismo vai se adequando ao remédio e tudo volta ao equilíbrio de antes. Portanto, não se preocupe. Dê tempo ao tempo. Mas lembre-se de que as angústias existenciais são inerentes ao ser humano, não havendo nenhum remédio que as cure, a não ser um trabalho próprio que as remedie. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no blog, para compreender melhor. Fique tranquila, não se encuque e leve sua vida da melhor maneira possível, e deixe que seu organismo faça o resto, pois ele é muito sábio. Agregue ao tratamento algum tipo de exercício físico. Pode ser caminhada. E tome bastante líquido para hidratar o corpo.

      Vocês, meus leitores, é que são uma bênção. Já fazem parte de minha vida.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  70. Rodrigo

    Olá, Lu!
    Tomo escitalopram desde fevereiro, comecei com 10 gotas, e atualmente estou com 15. Hoje tenho uma filha de um mês, e isso está me deixando meio ansioso. Meu médico me garantiu que a TAG não volta pra quem está medicado, porém pode ser que ele tenha que aumentar um pouco a dose dependendo de como eu me sinta. Minha dúvida é se alguém ja teve recaída, tomando o remédio corretamente?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Antes de mais nada, parabéns pela filhinha.

      Muitas pessoas pensam que o estresse só advém de coisas ruins. Não é bem assim. O nascimento de sua filhinha, apesar de ser algo maravilhoso, pode ter contribuído para a sua ansiedade ou estresse. Aos poucos você irá se acalmando, voltando tudo ao normal. Não se preocupe.

      Uma pessoa só tem recaída tomando um antidepressivo em três casos:
      1- quando o organismo não está se adaptando ao medicamento;
      2- quando se toma o remédio há muito tempo e ele passa a não mais fazer efeito;
      3- quando a dosagem precisa ser revista.

      Portanto, não precisa ficar preocupado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rodrigo

        Verdade, apesar de ser uma felicidade, vem junto o medo do futuro, do desconhecido, etc. Bom, então vou ficar tranquilo, pois logo deve passar este mal-estar.

        Obrigado.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Para livrar-se de tais preocupações, busque viver apenas um dia de cada vez, e curta bastante o seu filhinho. Viva apenas o hoje com responsabilidade e estará preparando o futuro.

          Abraços,

          Lu

  71. Graciele

    Boa tarde, Lu!
    Já que você toma escitolopram por muito tempo, poderia me dizer se é normal sentir um gosto doce na boca, pois ultimamente ando sentindo este gosto adocicado.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Graciele

      O oxalato de escitaloprama pode ocasionar mudanças no paladar, sim. Fique tranquila. Veja mais no texto INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  72. Luiz

    Olá, achei muito bacana este blog seu.

    Sou estudante de medicina do 5º ano já, logo logo estarei me formando. Com a dificuldade, a pressão e o stress da faculdade minha ansiedade acabou piorando e neste ano tive 4 crises de pânico e a ansiedade disparou no dia a dia. Há 5 dias iniciei o tratamento com escitalopram. Estou tomando 7 mg por dia, por enquanto, para tentar evitar os efeitos colaterais. Porém não adiantou, minha ansiedade piorou bastante, estou sentindo que não vai passar, que vou ficar ficar louco, com palpitações, tonturas, visão turva, com pensamentos acelerados e medo de adoecer. Porém, o engraçado é que no próprio ambulatório da faculdade já atendi pacientes assim e eu mesmo expliquei a necessidade de aguentar firme, de ser paciente e, que isso iria passar e agora estou passando pelo mesmo, e realmente não é fácil tudo isso.

    A sensação inicial é realmente horrível e eu mesmo estou com medo de não aguentar. Por enquanto, nesta semana estou de férias e na semana que vem já retorna meu internato e fico preocupado em não me sentir um pouco melhor até lá, já que não posso faltar nenhum dia. Estou tentando botar na minha cabeça os próprios comentários que passei para os pacientes, mas não é tarefa fácil pois imagino que os efeitos que a ansiedade rebote aparece em cada um é meio individual. Além do mais estou esperando que, quando começar a ficar no dia a dia da faculdade e a cabeça tiver focada nas aulas, talvez possa ir melhorando os efeitos da ansiedade.

    Enfim, um desabafo e que sejamos fortes neste início de tratamento e espero que também me sinta melhor como vocês daqui um tempo. Parabéns pelo blog!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiz

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Como pode ver através dos comentários, a maior dificuldade das pessoas que me procuram está correlacionada com a falta de informação por parte do profissional. A maioria deles nada fala sobre os efeitos adversos iniciais, sobre os terríveis sintomas da abstinência, quando se para abruptamente. Em suma, o usuário de antidepressivos não é preparado para lidar com o tratamento. O blog tem servido apenas como ponto de apoio, uma vez que não indico nenhum remédio. E cada vez mais impressiona-me o número de pessoas que aqui chegam. Tudo teve início com uma postagem em que falava sobre minha depressão. Daí foi uma enxurrada de comentários, aos quais respondo com o maior carinho.

      Amiguinho, normalmente, as pessoas, quando em vias de formarem-se, em razão do excesso de compromisso, são acometidas pela ansiedade que, se não tratada, acaba descambando para os ataques de pânico. Temos muitos casos semelhantes ao seu, aqui. E a fase inicial do tratamento é mesmo terrível. Digo que a pessoa precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). E, como sabe, nas duas primeiras semanas, a pessoa sente-se pior do que antes de iniciar o tratamento. Eu digo que é o chamado período de turbulência. O bom mesmo é saber que isso é passageiro e que haverá uma brilhante luz no fim do túnel, tendo valido todo o sofrimento.

      Quer dizer que está sentindo na própria pele o que sentem os pacientes… risos. Mas na gente tudo parece pior. Você irá aguentar sim, pois só falta mais uma semaninha para sair dessa turbulência. E verá que valeu a pena. Você não está tomando nem um ansiolítico para aguentar essa fase inicial? Talvez seja necessário. Ele reduz o nível de tensão inicial.

      Luiz, tenho a certeza de que dará tudo certo em seu internato. E logo você estará exercendo sua profissão. Que tal fazer especialização em psicoterapia? Quem sofreu na pele os contratempos da mente poderá ser um ótimo profissional, pois vivenciou na própria pele o que passam os pacientes. E este campo está precisando de profissionais mais sensíveis e não autômatos, que somente receitam.

      Amiguinho, estou torcendo para o seu sucesso. Quando estiver no internato, continue entrando em contato conosco. Gostaria de fazer-lhe um elogio quanto à siceridade de seu depoimento. Ele será de grande valia ao mostrar que todos temos que lutar para adequar-se ao medicamento, ainda que tenhamos que passar por uma fase tão difícil. Agradeço também a sua generosidade ao elogiar o blog. Você é mesmo muito fofinho. Com certeza será um excelente profissional cujo viés humano jamais o abandonará. Aguardo novos contatos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Luiz

        Olá Lu, obrigado pela resposta. Muito bom conversar e ver comentários de pessoas que passaram pela a mesma situação que eu estou passando agora. Pois então, espero que logo logo tudo isso passe. Estão sendo bem angustiantes estes dias e o pior é que só tenho esta semana de férias e foi bem quando resolvi iniciar o tratamento. Mas estou torcendo que tudo ocorra bem e esses sentimentos e sintomas físicos desapareçam com os próximos dias.

        Eu tenho um ansiolítico aqui, o clonazepam, mas por enquanto estou tentando controlar sem a ajuda dele, mas realmente estou achando que será bom usar mesmo por estes próximos dias para diminuir a agitação e a angústia.

        Acho bem interessante a parte da psiquiatria, mas que já decidi minha especialização, vou fazer Diagnóstico por Imagem, foi a cadeira de que mais gostei na faculdade. Mas concordo que falta muito por parte dos profissionais explicarem este início do tratamento. O próprio psiquiatra que eu fui não me explicou tudo corretamente, é uma pena.

        Com o passar dos dias comento aqui como está sendo para mim. Obrigado pelo apoio e excelente trabalho que você faz!
        Abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Luiz

          Muito sucesso para você. Venha sempre nos visitar e contar como anda sua saúde mental.

          Abraços,

          Lu

    2. Cris

      Boa tarde, Luiz!

      Tenha paciência que isso vai passar, parece que não, mas passa. Comecei a tomar no final de abril e no começo também senti tudo isso, além de perder totalmente o sono e o apetite. Depois de fazer “n” exames comecei tirar da cabeça que estava com alguma doença. Só quem passa mesmo por isso pra entender. Como a Lu sempre diz, precisamos ser POP (pacientes, otimistas e persistentes).

      Abraços

      Responder
  73. Yone

    Olá, Lu!
    Gostaria de voltar, depois de passar na tão sonhada consulta com o psiquiatra, já que estava passando pelo clínico geral. Já se foram 3 meses de tratamento com 10 mg de escitalopram e 1 comprimido de 2 mg de clonazepam à noite. Confesso que só tomo metade. Enfim, estou bem, sobrevivi, estou ansiosa ainda, libido zero e intestino preso. O psiquiatra não quis aumentar a dose do escitalopram, pra não piorar a libido, e recomendou 25 mg de topiramato para humor e compulsão, e tentar parar com clonazepam. Mas está difícil, porque comecei com o topiramato,que me tirou o sono. Estou irritada, parece que estão voltando todos efeitos do começo do escitalopram. Será q passará? Sabe algo sobre esse medicamento, Lu?

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Yvone

      Você precisa tomar a dosagem exata indicada pelo médico. Somente ele poderá aumentá-la, diminuí-la ou retirá-la. Talvez seja isso a causa dos problemas pelos quais está passando, como a ansiedade que persiste em continuar. Realmente os antidepressivos interferem na libido, mas com o tempo o organismo vai se acostumando com o remédio e tudo volta ao normal. Mas qualquer homem prefere uma mulher equilibrada, com menos libido, do que uma tigreza desequilibrada. Converse com seu companheiro a respeito. O problema do intestino preso pode ser resolvido tomando mais líquido, comendo mais fibra, principalmente a bucha da laranja, assim como mamão, ameixa seca, aveia, etc.

      Não conheço o topiramato. Li que é estabilizante do humor e neuroprotetor. Converse com seu médico sobre o fato de ele ter tirado seu sono, pois dormir mal deixa a pessoa extremamente irritada, causando ansiedade. E isso deve estar interferindo no seu equilíbrio emocional. Tudo isso passará. Basta apenas adaptar aos medicamentos. Mas não deixe de conversar com o seu médico, pois somente ele poderá adequar sua medicação.

      Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Yone

        Lu, minha linda!
        O único que tomo menos é o rivoltril, o escitalopram tomo certinho. O psiquiatra inclusive quer que diminua, mas agora é impossivel. O topiramato tirou o sono. E já estava com o sono bem melhor. Agora vou esperar um mês pra ver como fico!
        Beijos e obrigada, querida!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Yvone

          Ainda bem! O rivotril pode ser tirado, sim, mas aos poucos. Para melhorar seu sono, tome um banho tépido antes de dormir e um copo de leite morno. Suco de maracujá também é ótimo, assim como chá de camomila. Evite fazer coisas, uma hora antes de deitar-se, que a deixem agitada ou preocupada.

          Beijos,

          Lu

        2. Josi

          Bom dia, Lu!
          Se alguém puder me ajudar… Estou conseguindo obter êxito com a Sertralina na dose de 100 mg por enquanto. Percebi que o efeito é mais lento, mas não apresentei efeito colateral a ponto de ter que parar. Estou começando a me sentir melhor. Minha dúvida é sobre o Clonazepan (Rivotril) que vejo tão comentado por aqui. Nunca havia feito uso dele, eu usava o Limbitrol.
          Mas o médico disse que eu poderia tomar esse e me receitou tomar 1/2 comprimido de 2 mg, pois percebi que a Sertralina estava me deixando ligada.

          Minha dúvida é que eu o tomo à noite e sempre desperto cedo, tipo 6:30. Alguém poderia me esclarecer mais sobre esse medicamento? Detalhe:durante o dia vou ficando com muito sono.

          Agradeço.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          O organismo humano é muito complexo, podendo algumas pessoas apresentar reações totalmente diferentes, tomando o mesmo remédio. O clonazepan pode trazer sonolência para algumas pessoas e insônia para outras. Você não disse a que horas deita-se, mas o importante é que durma pela menos sete horas. Se estiver dormindo pouco, esse efeito adverso também poderá passar com o uso continuado do medicamento. O rivotril é um dos medicamentos mais usados no Brasil.

          Abraços,

          Lu

        4. Josi

          Ei Lu, obrigada.
          Estou tomando 2 mg á noite, geralmente ás 22:00 ou à hora que vou dormir, às vezes 23h,mas no geral 22:00.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Se você está acordando às 6:30 horas, dormindo no horário citado, seu sono está ótimo, perfazendo um total de 8 horas. Não há com que se preocupar.

          Abraços,

          Lu

        6. Josi

          Lu, quanto a acordar cedo tudo bem, está sendo até bom para mim. Mas a questão é que durante o dia sinto uma sonolência terrível. Será que se mexesse no horário da tomada ou tomasse 1 mg ajudaria?

        7. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Imagino que essa sua sonolência advenha do antidepressivo que toma. Converse com seu médico sobre o horário de tomá-lo. Pode ser que mudando para a noite nem seja preciso usar o rivotril. Mas em hipótese alguma mude o horário por conta própria, para não incorrer em super dosagem, pois entre um comprimido e outro precisa haver um espaço de 24 horas. Quando for fazer a mudança, terá que passar um dia sem tomar.

          Beijos,

          Lu

        8. Josi

          Obrigada, Lu!
          Logo logo vou consultar o médico. O bom é que de alguma forma está funcionando. Estou feliz por isso!
          Volto a falar com vocês.

          Beijos

        9. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Não há nada a agradecer. Só um pequeno lembrete: evite escrever em “internetês”, pois muitas pessoas não entendem e, portanto, tenho que consertar todas as palavras.

          Beijos,

          Lu

        10. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Hahahahhaha!
          Vc n sabe o q eu escrevi? Eu tbm n vou dizer, pq vc agora entendeu… risos.

          Bjs

          Lu

  74. Lidiane

    Boa tarde, Lu!

    Há algumas semanas tive minha primeira crise de pânico, e comecei a tomar o Escitalopram há uma semana. Estava pensando em parar, pois estava me sentindo muito angustiada e mais ansiosa que antes. Mas acabei encontrando seu post, o que me deu esperança de continuar. Estou aprendendo a conter aquele “medo” e a controlar minha respiração, quando sinto que terei uma nova crise, ajuda bastante! Mas queria algo para me deixar menos agitada durante o dia. Tem algum problema tomar chá de camomila?

    Muito obrigada pela atenção!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lidiane

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a síndrome do pânico é resultante do excesso de ansiedade. Controlando a ansiedade, a crise desaparece. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos médicos, conforme poderá comprovar através dos comentários. O início do tratamento é mesmo muito difícil, pois a pessoa sente-se pior do que antes de iniciá-lo. Mas é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), pois valerá a pena. Normalmente depois da segunda semana os sintomas ruins irão desaparecendo e os bons chegando. Todos passam por isso. Não pare, pois as crises tendem a aumentar. Aguente firme.

      O chá de camomila é excelente, assim como o suco ou chá de maracujá. Tome-o, pelo menos, umas três vezes ao dia. À medida que o medicamento começar a fazer efeito, sua agitação irá desaparecendo. Vou lhe passar uns links sobre o assunto.

      Volte sempre para comentar comigo sobre o andamento de sua saúde mental. Será um prazer tê-la aqui.

      Responder
  75. Cris

    Bom dia pessoal!
    Depois de ler alguns depoimentos aqui, achei importante escrever pra contar que também passei por tudo isso, principalmente nas primeiras semanas tomando o escitalopram. Praticamente nas duas primeiras semanas não conseguia dormir de jeito nenhum, e as sensações eram bastante ruins. Fui paciente e persistente.

    Mas agora, depois de 2 meses já estou me sentindo ótima. Tudo voltou ao normal: sono, apetite, disposição. Meu médico pediu pra tomar pela manhã e nunca com o estômago vazio. Também voltei a praticar atividade física que ajuda bastante.

    Não desistam do tratamento! O começo é ruim mesmo, mas vai passar!

    Abraços,
    Cris.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Oi, Cris!

      Todos nós agradecemos as suas palavras de incentivo. Vejo que se tornou mesmo uma garota POP (paciente, otimista e persistente). Que todos se mirem em seus exemplos.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
  76. Patrícia

    Olá, Lu!

    Há cerca de 3 meses comecei a usar o escitalopram. Tive uma crise em que me sentia mal e ansiosa sempre por complicações na faculdade. Fui à médica e ela, sem saber direito da minha história, me recomendou tomar esse remédio. Porém, comecei com 5mg e tenho continuado com essa dose, e já me sinto melhor – fui a psicóloga e não tive mais as crises. Porém, abandonei a médica porque não gostei dela e agora continuo usando. Vou procurar outro médico mas tenho uma festa essa semana em que gostaria de beber. Você acha que posso tomar 2,5 mg no dia anterior e tomar cerveja na festa?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, ao que me parece sua crise é resultante de suas preocupações na faculdade. Procure levar esse tempo com alegria, pois é a melhor fase de sua vida. Logo passará! Não leve as coisas muito a sério. Tempere tudo com pitadas de tolerância e alegria, pois tudo na nossa vida é passageiro. E o que nos faz sofrer hoje, poderá trazer saudades amanhã. Lembre-se de que os problemas têm a dimensão que damos a eles.

      O oxalato de escitalopram é um antidepressivo relativamente moderno, sendo muitor receitado pelos médicos. É possível que precise de fazer uso dele apenas por um período curto. Ainda assim, jamais pare sem o consentimento médico, passando pelo desmame. Caso contrário, as crises voltarão ainda mais fortes. E, se não gostou da médica, tem mais é que procurar outro profissional. Um médico amigo é fundamental para o bom resultado do tratamento.

      Quanto ao uso do antidepressivo com álcool, isso não é recomendado. Em toda bula pede-se para evitar bebida alcoólica. E não adianta diminuir a dosagem (risos) pois o efeito do remédio é acumulativo, não funcionando como uma aspirina. O antidepressivo vai sendo depositado no organismo, necessitando de pelo menos 15 dias para que seja eliminado. Penso que poderá tomar uma latinha de cerveja ou duas doses de vinho (uma ou outra bebida e não as duas juntas), aliando a isso muito água e estômago cheio. Não abuse em hipótese alguma, pois nunca se sabe qual reação terá.

      Depois me conte como foi a festa.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  77. Anny Carina

    Olá, Lu!
    Esta é minha primeira postagem aqui. Vou resumir minha história. Tenho 24 anos e é a segunda vez que sofro com ansiedade/depressão. Da primeira vez foi há uns 9 anos atrás, foi mais mais difícil do que está sendo agora por vários motivos: eu era muito nova e sem entendimento da família, sofri demais e demoramos a procurar tratamento. Na época comecei a tomar fluoxetina, que no começo foi difícil porque tive uma crise forte, indo parar na emergência, mas segundo o médico era normal, e tive que continuar. Depois comecei a sentir melhoras, e sempre me esforçando pra sair e distrair, mesmo passando mal.

    Fazia pouco mais de 8 anos que não tomava mais antidepressivo e me sentia normal, achei q nunca mais precisaria. Mas há mais ou menos uma semana atrás, por preocupações com doenças e trabalho (preocupações desnecessárias) acabei voltando a sentir tudo de novo e sei que é a ansiedade. Procurei psiquiatra, pois estava muito mal. Ele me receitou escitalopram 10 mg e alprazolam 0,5 mg nas tres primeiras noites e quando sentisse em crise.

    Já marquei um psiquiatra para ter acompanhamento, pro dia 20. Faz hoje 7 dias que estou tomando só o escitalopram, e está sendo sendo muito ruim os efeitos, mas msm com muita dificuldade tenho me esforçado pra sair e até trabalhar. Sinto a boca amarga,tremores, náuseas e às vezes bate o desespero e tento controlar (sem tomar o alprazolam). Tenho altos e baixos, como ja passei por isso, sei que depende de mim também, mesmo com todo sofrimento e falta de vontade.

    O que está acabando comigo é que não consigo dormir, durmo no máximo umas 4 h partidas. Acordo e fico muito ansiosa. Vejo a hora de não aguentar de tanto cansaço e sono que sinto. Estou morrendo de medo disso não passar. Não tenho tomado o alprazolam porqye o médico disse que só em crises, mas nao consigo dormir, é horrível. Mesmo tomando-o não tenho dormido 100%. Como só vou começar o acompanhamento com psiquiatra dia 20, está difícil esperar e não sei o que fazer. Estou fazendo terapia há 2 semanas pra ver no que dá. Desculpe o textão, mas estava precisando compartilhar com quem entende.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny

      Bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, existem inúmeros tipos de depressão, sendo que um deles é recorrente, ou seja, a doença some por algum período e depois volta. Mas não há com que se preocupar, pois o mercado tem hoje bons remédios para isso. O importante é fazer o tratamento direitinho, conforme o encaminhamento médico, não parando sem sua autorização. Em suma,seja POP (paciente, otimista e persistente).

      Muitas vezes, a ansiedade, que gera o pânico e a depressão não aparecem por conta de uma preocupação, mas porque a doença já estava ali, debilitando o organismo. E a gente arranja mil desculpas para o seu surgimento. Ao contrário, ela é que gerou o excesso de preocupação, que é apenas a ponta do “iceberg”. Acontece muito isso. Fique tranquila. O importante é que não demorou em procurar ajuda, pois as crises, sem tratamento, tendem a ser cada vez mais constantes e agressivas.

      O oxalato de escitalopram (eu compro sempre o mais barato) é um dos bons antidepressivos no mercado. Tem sido receitado pela maioria dos médicos, como poderá comprovar aqui, através dos comentários. Trata-se de um remédio relativamente novo, e que cobre uma série de problemas mentais. Como todo antidepressivo, ele também tem seus efeitos adversos, inclusive os citados por você. Mas depois de duas a três semanas, normalmente, eles vão desaparecendo e vão surgindo os bons. Embora essa fase seja terrível, sentindo a pessoa pior do que antes de ser medicada, vale a pena passar por todo esse tormento, pois uma vida nova descortina-se no final do túnel, possibilitando viver com qualidade. Não se apavore, minha querida. É assim mesmo.

      O oxalato de escitalopram tanto pode fazer a pessoa dormir demais ou ficar insone. Eu me senti como você, no início. Ao que me parece, está o tomando à noite, o que ainda dificulta mais o sono. Sugiro que passe a tomá-lo na parte da manhã, junto com o café, mas preste atenção, para não cair numa super dosagem. Quanto for mudar para a manhã, fique o dia anterior sem tomar o remédio. Reiniciando-o somente um dia depois. Entendeu direitinho? Assim terá a possibilidade de dormir melhor. Você também deve fazer uso do alprazolam, agora no início, pois ele ajuda a combater a insônia. Assim que seu sono for estabilizado, poderá retirá-lo. Procure também fazer algum esporte, ou mesmo caminhada, o que a relaxará. Antes de dormir tome um banho tépido e um copo de leite morno. Faça também uso de chá de camomila, 3x ao dia, que é um excelente calmante. Tome também suco de maracujá.

      Anny, irei passar o link de alguns textos para ajudá-la. Outra coisa, ao escrever, não se preocupe com o tamanho do texto, mas apenas com as palavras em “internetês”, pois tenho que consertar todas, uma vez que muitas pessoas não as entendem. Certo? Volte para me contar como se sente depois das mudanças.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  78. Ricardo

    Bom dia, Lu!
    Esta é a primeira vez que posto aqui, mas achei muito legal o jeito com que você responde as dúvidas e auxilia as pessoas que tem SP. O meu caso é muito parecido com os demais. Fui diagnosticado há seis anos e desde então começou a batalha para encontrar o remédio ideal. Inicialmente eu tomava o Citalopram, que durou um certo tempo, mas depois ficou fraco. Na sequência, troquei para o Escitalopram e me recordo que tive uma boa adaptação com ele, mas infelizmente voltei a sentir incômodos. Finalmente, cheguei à Paroxetina, que tomei por mais de quatro anos, com resultados bons, mas com o passar do tempo senti que os efeitos estavam sendo mais maléficos do que benéficos.

    Agora, minha médica me prescreveu novamente o Escitalopram, pois, segundo ela, o organismo pode voltar a se acostumar com ele.. Comecei a tomar faz cinco dias, mas hoje especialmente estou sentindo muito desconforto. Você sofreu com isso quando fez a troca pelo Escitalopram?

    Um grande abraço

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      É um grande prazer receber a sua visita. Sinta-se em família.

      Amiguinho, normalmente as pessoas que possuem a Síndrome do Pânico também são depressivas, como é o meu caso. Esta síndrome advém do excesso de ansiedade, daí a necessidade de controlar a segunda, para eliminar a primeira. O bom é que a Ciência, à medida que vai compreendendo os meandros da mente, tem colocado no mercado antidepressivos cada vez mais eficientes. Eu também tenho passado por um sem conta de medicamentos. Demorei muito tempo com a fluoxetina, até que essa perdeu sua ação sobre meu organismo. Já estou há muito tempo com o oxalato de escitalopram, com o qual tenho me dado muito bem, pois nem me lembro mais quando tive a última crise de pânico.

      O oxalato de escitalopram (compro sempre o mais barato) é um dos bons antidepressivos encontrados no mercado. Já faço uso dele há mais de quatro anos. Ao ler os comentários, poderá ver que é o mais receitado pelos médicos. Como sabe, todo antidepressivo, no início do tratamento apresenta sintomas adversos. Ainda que você o tenha tomado durante algum tempo, ao retornar ao tratamento com ele, sentirá novamente os efeitos adversos, que variam de intensidade de acordo com cada pessoa, até que passe cerca de duas a três semanas. Portanto, o desconforto que está sentindo é normal. É preciso ser paciente até que ele passe. Eu senti isso, sim. Quase todos sentem. Fique tranquilo. Vou lhe passar uns links de textos para sua melhor compreensão.

      Ricardo, aguardo novas notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ricardo

        Nossa! Muito obrigado pela ajuda, ainda bem que existem pessoas assim no mundo. Vou continuar a luta e sei que uma hora vou reencontrar o equilíbrio! Mandarei notícias. Um grande abraço e, novamente, PARABÉNS pela solicitude e paciência!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nada a agradecer. Diz um conhecido ditado que “quem não vive para servir, não serve para viver”… Apenas tento compartilhar um pouco daquilo que aprendi. Será sempre um prazer contar com sua presença.

          Abraços,

          Lu

        2. Ricardo

          Boa noite, Lu!

          Queria aproveitar sua experiência para tirar mais algumas dúvidas, se possível. Hoje completo 9 dias tomando o Escitalopram e posso dizer que, no geral, estou me adaptando bem ao remédio. O único problema que tenho sentido é que, logo apó tomá-lo, pela manhã, começo a sentir uma grande euforia e ansiedade (que são sensações boas, no caso), mas com o passar do dia e especialmente à noite, essa ansiedade boa se transforma em ansiedade ruim, começa a apertar o peito e o ar parece que diminuir

          Nos primeiros dias eu me rendia e corria logo tomar o alprazolam 0,5 mg, e logo já sentia uma melhora, porém ficava com um certo peso na consciência, por não estar aguentando sem o remédio, e também com um certo medo de ficar dependente de mais uma medicação. Gostaria de saber se você chegou a tomar algum ansiolítico no início? E teve algum receio quanto a isso? Novamente, muito obrigado pela atenção.

          Grande abraço!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Você se encontra no início do tratamento, portanto, é normal que ainda esteja sentindo as reações adversas inerentes ao medicamento. Imagino que, após a segunda semana, tudo isso terá passado, vindo apenas os bons resultados. Agora é preciso ter um pouco de paciência. É a fase em que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). As reações descritas por você são normais. Elas irão desaparecer, fique tranquilo. Esses primeiros dias são mesmo terríveis. Existem pessoas que penam ainda mais. Veja os comentários.

          Rick, muitas vezes é necessário o uso de um ansiolítico para aguentar as reações adversas do antidepressivo. Depois que elas passarem, poderá deixá-lo de lado. Assim sendo, não há o perigo de dependência. Eu tomei ansiolítico, sim (bromazepam). E sempre o tenho, mas só tomo-o esporadicamente, quando fico com muita insônia ou passo por uma situação que exige muita calma. Nunca tive receio algum. Ao contrário, sempre agradeço à Ciência por me permitir melhorar a minha qualidade de vida, coisa que não foi possível a muitos outros no passado, quando as doenças mentais ainda eram desconhecidas. Sou uma pessoa muito otimista! Não me entrego facilmente. Gostaria que lesse o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Conte sempre comigo para trocarmos ideias.

          Abraços,

          Lu

      2. Ricardo

        Lu
        Novamente, muito obrigado pelos conselhos. É reconfortante conversar com alguém que realmente nos entende. Costumo dizer que apenas quem já sentiu as agruras de uma crise de ansiedade pode falar com propriedade sobre o assunto. Para quem nunca sentiu pode até parecer exagero não é verdade? Mas nós sabemos que não é. Enfim, vou continuar na luta, serei POP. E em breve trago notícias melhores!

        Um grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          É preciso sofrer na pele para conhecer a dor do outro. Em um dos textos, recebi um comentário de um estudante de medicina (5º ano) que diz já ter atendido muitos pacientes no ambulatório, com crises decorrentes das semanas iniciais de tratamento com antidepressivo, mas jamais imaginou que seriam tão terríveis. Agora está passando pela ansiedade, que arrematou com crises de pânico.

          Tenho a certeza de que está sendo POP. Logo estará saindo dessa turbulência, e vendo um céu de brigadeiro. Aguardo contatos.

          Abraços,

          Lu

  79. Carla Cristina

    Caros amigos,
    foi muito bom achar este blog, pois é bom saber que não somos únicos com as doenças da mente. Neste momento de minha vida me sinto péssima, porque tenho tido constantes crises de ansiedade, que chegam as vezes ao pânico.

    Eu quero compartilhar minha sensação e ver se alguém já sentiu o mesmo. Às vezes estou estudando ou vendo TV e de repente sinto as minhas pernas gelarem, logo sobe uma sensação estranha no peito, como se ele esquentasse e sobe para minha cabeça, meu coração dispara e me sinto sufocada. Fui à psiquiatra e ela me receitou Escitalopram 10 mg pela manha e alprazolan de 0,5 à noite. Acontece que o ESC me fez piorar, fiquei mais agitada quando o tomei. Senti a crise muito mais forte. Quando falei para a médica, ela mandou eu comprar o rivotril sublingual com SoS, apenas usei uma vez, porque parecia que ía morrer, o meu peito ficou mais quente e a sensação era de morte eminente.

    Acho que esses remédios não me fazem bem, hoje só estou tomando o alprazolan, porque com ele me sinto bem, o ESC apenas tomei na primeira semana 2 dias e tive uma crise horrível, depois de 1 mês tomei um único dia e novamente tive a crise. Então não tomei mais. Eu me sinto como um robô desajustado, muito mal, pois às vezes acho que estou com uma doença em estágio avançado, mas os médicos dizem que meus exames estão bons e que essa crise de ansiedade é por causa da chegada da menopausa, já que estou com 46 anos e fiz histerectomia.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carla Cristina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você não diz por quanto tempo usou o oxalato de escitalopram. E, ao que me parece, sua médica não a alertou sobre os sintomas adversos, que acontecem no início do tratamento, ficando a pessoa pior do que antes de iniciá-lo. Contudo, com cerca de duas a três semanas, de uso do antidepressivo, os sintomas ruins passam e os bons começam a chegar. Todo antidepressivo traz essas reações iniciais, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa. São normais essas crises nas primeiras semanas, quando o organismo rejeita o remédio. É preciso saber disso para dar prosseguimento ao tratamento. Vale a pena passar por tudo isso, pois os efeitos positivos trazem uma melhor qualidade de vida. Portanto, não há como dizer se você deu bem ou não com o escitalopram, em razão do tempo curto que o tomou.

      Se os exames deram bem, você se encontra ótima. O problema é somente mental. A maioria acha que está com uma doença séria, como poderá ler nos comentários. Tudo é ilusão. Uma vez tendo acertado com o antidepressivo, tudo irá desaparecer. Não se torture com isso. Faça o seu tratamento direitinho e não se preocupe. Vou lhe repassa uns textos que irão ajudá-la. Certo?

      Continue me informando sobre sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Carla, não é fácil conviver com a síndrome do pânico, que advém do excesso de ansiedade. Tratando a ansiedade, ela desaparece. Eu também a tinha. Hoje tomo oxalato de escitalopram, e há quatro anos que não mais a tenho. Se não fizer o tratamento, ela tende ficar cada vez mais forte e mais constante.

      Responder
  80. Ricardo

    Bom dia, Lu!
    Tenho um programa alimentar em que fico 16 h em jejum e 8 h de janela de alimentação. Como tomo o ESC no meu período de jejum, queria saber se ele afeta essa fase quebrando o jejum, ou se não há problema. Caso ele quebre, terei de transferir para a noite. Outra dúvida, a diferença em se usar o medicamento original ESC – Europharma e os genéricos, por exemplo Medley, é significante?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Seja bem-vindo ao blog. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, espero que esse seu jejum não seja diário, pois não devemos ficar mais de três horas sem alimentação, em razão do suco gástrico que pode provocar problemas estomacais tais como gastrites. O ESC não afeta o jejum, tanto é que o ideal é que seja tomado durante o café da manhã. Ele não quebra seu jejum. Eu sempre tomo a medicação (oxalato de escitalopram) que se encontra com melhor preço. Nâo vejo diferença.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Ricardo

        Quanto ao meu estilo de alimentação, trata-se de um plano estudado e seguido por muitas pessoas mundo afora, mais conhecido como Dieta Intermittent Fasting. Obrigado pela resposta.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nunca ouvi falar sobre o assunto. Irei dar uma pesquisada sobre ele. Muita saúde e sucesso para você.

          Abraços,

          Lu

      2. Cristiane Castilho

        Boa noite, Lu!
        Você já viu algum relato de pessoas que tiveram problemas na troca de escitalopram de laboratórios diferentes? Eu tomei o Reconter por um mês e segui tomando o escitalopram da ems (ou algo parecido). Voltei a ter as mesmas sensações do início do tratamento, só que com a ansiedade piorada. Fui ao psiquiatra e quando relatei tudo, ele disse que o laboratório influencia e me mandou voltar ao Reconter.
        Beijos e desde já obrigada por manter esse meio de ajuda a todos nós.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cristiane

          É um prazer recebê-la neste espaço. Sinta-se em casa.

          Eu nunca ouvi falar que uma mesma substância, mas com nome fantasia diferente, possa trazer mudanças tão abruptas. Eu mesma não sou fiel a um determinado laboratório. Sempre compro o medicamento que estiver mais barato. E nunca senti absolutamente nada diferente. Já tomei Lexapro, Exodus, Reconter… Tudo na maior normalidade. Pode ser que o meu organismo não seja tão sensível, depois de anos a fio tomando antidepressivo. Ninguém também nunca relatou aqui tal discrepância. Volte sempre!

          Beijos,

          Lu

  81. Graciele

    Olá, querida!
    Passei a ler o blog e estou adorando. Tomo o escitolopram 10 mg, 1 ao dia, há 6 dias. Tenho muita ardência no couro cabeludo, bem em cima, e comichões no rosto, e ficam muito vermelho. Será que é da ansiedade? Você acha que esse remédio vai me ajudar? Sou muito ansiosa, não aguento mais me sentir assim. Eu posso tomar clonazepam tomando escitolopram? E remédio para dores como dipirona eu posso? Desde já agradeço.
    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Graciele

      Seja bem-vinda ao blog. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, tenho a certeza de que irá se sentir bem com o antidepressivo, pois a finalidade dele é justamente acabar com a ansiedade que, se não tratada, desaguará nas terríveis crises de pânico. Realmente é muito sofrido lidar com o excesso de ansiedade. Quanto à ardência no couro cabeludo e os comichões, certamente devem-se aos efeitos adversos do medicamento, que passam em torno de duas a três semanas. Ainda assim é necessário que comunique a seu médico tais sintomas.

      Somente o médico que a acompanha poderá dizer quais remédios poderá tomar diariamente. Siga direitinho as prescrições feitas por ele. Quanto à dipirona, eu a tomo vez ou outra.

      Graciele, vou lhe repassar o link de alguns textos, via e-mail, que poderão ajudá-la. Volte sempre!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  82. Helaine

    Boa noite, Lu
    Fui ao médico ontem e ele passou o escitalopram de 15 mg e receitou o rivotril sublingual, caso tenha alguma crise (na semana passada tive uma muito forte na rua). Estou com receio de comprar o rivotril, porque tenho medo de acabar viciando! Mas creio em Deus que vai dar tudo certo!
    Tenha um final de semana abençoado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      O rivotril é para ser tomado somente em caso de crises. É bom que o tenha em casa, para sua segurança. Se não precisar, não mexa nele. Ninguém vicia tomando um remédio vez ou outra. Vai dar tudo certo, sim. Fique tranquila. Um bom final de semana para você também.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  83. Alexandra da Silva

    Olá, Lu!
    Gostaria de saber se você toma algum ansiolíticos? Ou só o escitaloplam? Porque tomo o de 20 mg e alprazolam de 0,5, mas não esta adiantando. Retornei ao psiquiatra e ele suspendeu o escitaloplam e passou a paroxítona de 20 mg. Não comecei a tomar ainda, pois estou com medo das reações. Ele quer que eu pare de tomar o alprazolam. Tenho que tomar assim durante 10 dias, e à noite tomar paroxítona e zolpidem, e pela manhã 10 mg de escitalopram, e depois mais 10 mg de escitalopram de 5mg e depois parar.Não receitou nenhum ansiolítico. Tenho muitas crise de ansiedade e pânico.
    Beijos e obrigada pela paciência!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      Eu não tomo o oxalato de escitalopram acompanhado de nenhum ansiolítico. Só quando a insônia bate é que tomo 3 mg de bromazepam. Fora disso só tomo o antidepressivo. Alguns psiquiatras receitam um ansiolítico, mas só quando se faz muito necessário, no início do tratamento. E seu médico julgou que não é necessário. Siga seu tratamento direitinho, conforme indicação dele. Se for necessário, tenha a certeza de que ele lhe receitará depois, mas primeiro é preciso experimentar.

      Alexandra, leia com atenção a receita do médico, para que não faça confusão na hora de tomar os remédios. Qualquer dúvida, entre em contato com ele. Se não deu bem com o escitalopram, como acontece com algumas pessoas, poderá se sentir bem com a paroxetina. Não tenha medo das reações, pois todas elas passam com o uso do medicamento. Comece logo a tomar a medicação indicada, para que não venha a ter crises de ansiedade e pânico. Quanto mais cedo começar, melhor será. E não se sinta acanhada de procurar-me quantas vezes necessitar. Certo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alexandra da Silva

        Oi, Lu!
        Obrigada pela atenção. Os eleitores poderiam falar um pouco das suas recuperações. Depois de um certo tempo são poucas as pessoas que falam. Fica a ideia.

        Abraços,

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          As pessoas só buscam o contato quando precisam. Assim que se encontram bem, desaparecem. Poucas são as que voltam a dar notícias. Eu avalio que, ao sumirem, encontram-se ótimas.

          Beijos,

          Lu

      2. Alexandra da Silva

        Olá, Lu, boa noite!
        Comecei a tomar a paroxítona 20mg depois de 30 dias, e agora retornei ao médico e ele aumentou para 40 mg. Estou mal, na verdade faz 9 meses que eu não sei o que é me sentir bem de verdade; tento levar uma vida normal mas está difícil, pois quando não é ansiedade são as reações dos remédios. Às vezes eu minto para as pessoas, dizendo que está tudo bem, porque ão sei o que falar, parece que a depressão é mais fácil de tratar do que a ansiedade, não sei se estou falando besteira. Desculpe beijos e obrigada por ler nossas mensagens.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Se há nove meses que está tomando paroxetina e não se sente bem, imagino que seu médico deve estar atento a isso, mudando de medicamento, se necessário for. Não se sinta constrangida em dizer para ele como está se sentindo. Precisa ser o mais verdadeira possível. Quanto aos outros, diga, sim, que está bem, a menos que sejam pessoas íntimas. Também penso que a ansiedade maltrata mais, mas assim como a depressão, ela pode ser contida, basta apenas acertar no medicamento. Não hesite em procurar seu médico, quantas vezes for necessário. Pode ser que a paroxetina não esteja sendo eficiente. Se não der certo tomando 40 mg, volte ao psiquiatra e converse seriamente com ele. Mas vai dar tudo certo. Tenha paciência. Leia os outros textos sobre o assunto. É sempre um prazer manter contato com meus leitores queridos.

          Abraços,

          Lu

  84. Jorge

    Oi, boa noite!
    Meu psiquiatra me receitou o Escilex 10 mg, mas estou apenas no segundo dia de tratamento, e nos oito primeiros dias devo tomar apenas 5 mg. Ele somou ao tratamento o Cognitus, que é um complexo vitamínico fitoterápico. Disse que eu tenho uma ansiedade generalizada com características de pânico.

    Antes de ir ao psiquiatra, eu achava que eu tinha ataques de pânico, mas ele me explicou que não é bem assim, como se o que eu tivesse fosse uma espécie de “pré-ataque de pânico” (ou pelo menos foi isso o que entendi…). No entanto, hoje à noite, no meu segundo dia de tratamento, senti um desespero horrível aqui dentro de casa, muito maior do que normalmente sinto. Achei que fosse morrer, que fosse enlouquecer, sentia vontade de chorar, mas as lágrimas não saiam, senti que ia desmaiar, um tanto trêmulo, acho até que minha pressão baixou, estava com os pés e mãos gelados. Foi uma das piores sensações que já senti na minha vida, tamanha a intensidade. Minha namorada conseguiu me acalmar no momento, mas continuo com o medo de que isso volte a acontecer, e a vontade que sinto é de abandonar o tratamento, porque se isso for só o primeiro momento de uma série de efeitos colaterais, não sei se aguentarei. Também estou sentindo muito enjoo e diarreia.

    Essas reações todas são normais? A tendência é piorar? Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jorge

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Meu amiguinho, o período inicial do tratamento é doloroso. Ficamos pior do que antes de dar início ao mesmo. É a luta de nosso organismo rejeitando o medicamento. Mas, passadas duas a três semanas, normalmente, os efeitos adversos vão desaparecendo e os bons surgindo. Nessa fase ruim é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Conforme poderá ler nos relatos, quase todos passam por isso. Mas tal sofrimento valerá a pena, pois você terá uma vida mais tranquila após o organismo adequar-se ao remédio. Não pare a medicação, pois o retorno será ainda mais sofrido, e com crises ainda mais fortes.

      A SP (síndrome do pânico) é originária da ansiedade. Por isso, é preciso controlar a ansiedade, para afugentar tal crise. Se não for tratada, a situação só tende a agravar-se, com ataques mais constantes. Eu também comecei assim, com ataques de pânico. Faz muitos anos que não mais tenho. Hoje tomo oxalato de escitalopram e levo uma vida normal.

      Você diz: “No entanto, hoje à noite, no meu segundo dia de tratamento, senti um desespero horrível aqui dentro de casa, muito maior do que normalmente sinto. Achei que fosse morrer, que fosse enlouquecer, sentia vontade de chorar, mas as lágrimas não saiam, senti que ia desmaiar, um tanto trêmulo, acho até que minha pressão baixou, estava com os pés e mãos gelados.”.

      Não se assuste, isso é passivo de acontecer, até que os efeitos bons da medicação surjam. Você teve uma crise de pânico. Contudo, lembre-se de que ela não mata, apesar de deixar-nos péssimos. Se vier outra crise, não ofereça resistência. Deite-se, respire fundo e aguarde passar. Procure não reagir. Quanto menos resistência oferecer, mais branda ela será. Mentalize: “Está passando! Está passando! Nada tenho a temer!”.

      Jorge, não abandone o remédio, sem o consentimento médico. Lembre-se que o retorno ao tratamento será ainda mais sofrido. Vou lhe passar o link de alguns textos, via e-mail, que irão ajudá-lo. Você irá aguentar, sim. Passar por essa turbulência e ver luz no fim do túnel é muito melhor do que conviver com inesperados ataques de pânico a vida toda.

      Essas reações são normais. Mas deverá comunicar a seu médico se a diarreia persistir. Fique tranquilo e otimista. Volte sempre para conversar conosco. Muito sucesso em seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Jorge

        Lu, muito obrigado pela atenção e pelos conselhos. Apesar de sofrer há muitos anos com a ansiedade, essa coisa toda de tomar os remédios e lidar com reações adversas é muito nova para mim. Sempre que pensei em iniciar o tratamento, desisti antes mesmo de comprar o remédio. Dessa vez entendi que me tratar era algo necessário e inadiável. E ler agora o que você me escreveu me dá uma força que acho que sozinho eu não teria. Fui lendo também os relatos de outras pessoas e fui me sentindo mais seguro quanto a seguir em frente e educar os medos.

        Ah, e os links serão muito bem vindos! Agradeço imensamente o apoio,

        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jorge

          O ideal é que você tivesse iniciado o tratamento há mais tempo, uma vez que as crises de pânico tendem a acentuar cada vez mais, quando não tratadas. Agora que está sendo medicado, não pare por conta própria, pois o retorno torna-se cada vez mais sofrido. Aguente esse período de turbulência, pois encontrará céu limpo pela frente. O tratamento irá lhe trazer uma melhor qualidade de vida, sem o medo recorrente de crises. Será como tirar um peso da cabeça. Siga em frente com coragem.

          Amiguinho, já lhe enviei os links dos artigos. Venha sempre aqui buscar forças para continuar.

          Abraços,

          Lu

  85. Helaine

    Boa noite, Lu!
    Estou tomando o escitalopran há 1 mês e 23 dias, já melhoraram bastante os sintomas, mas continuo a sentir uma agitação, o coração é como se esfriasse, pensamentos ruins! A psicóloga disse que é porque ainda não chegou na totalidade do resultado. Há 2 anos tive crises enormes de ansiedade e depois de usar fluoxetina melhorei, a ponto de achar que podia parar. Infelizmente, desde abril voltei a sentir todos os sintomas. Fui ao médico e retomei o uso da fluoxetina mas não estava melhorando, ao contrário… A médica me passou o escitalopram, e as primeiras 3/4 semanas foram muito difíceis e às vezes eu me desespero, com medo de não passar essas sensações.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Helaine

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, imagino que tenha parado o tratamento por conta própria, coisa que jamais deverá fazer daqui para a frente, pois cada retorno é ainda mais sofrido. Também já tomei fluoxetina, com a qual me dei muito bem, mas ela deixou de fazer efeito, tendo eu que passar para o oxalato de escitalopram, com o qual me sinto ótima. As semanas iniciais são mesmo muito difíceis, mas não pode desanimar, pois logo os efeitos adversos passam e os bons aparecem. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), para melhorar a qualidade de vida. Não há porque se desesperar, pois essas sensações ruins irão desaparecer.

      Helaine, o tempo de espera, para que o remédio faça efeito, varia de pessoa para pessoa. É preciso ter paciência. Além disso, faz-se necessário que sua médica (psiquiatra) acompanhe o seu tratamento. Muitas vezes é preciso fazer mudanças na dosagem. Se os pensamentos ruins e agitação estiverem muito fortes, não deixe de comunicar a ela. Vou lhe repassar uns links de texto para que compreenda melhor o seu tratamento. Certo?

      Volte sempre para me contar como anda a sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Helaine

        Lu
        Obrigada pela disposição e boa vontade. Muito bom ter alguém que compreende o quanto é ruim essas sensações, principalmente sem fazer julgamentos.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Helaine

          Nada a agradecer, minha amiga. Sinta-se em casa.

          Abraços,

          Lu

    2. Claudia

      Lu, estou amamentando e tomando o clomipramina. Mas eu estou preocupada com meu bebê, porque apareceu umas alergias nela. Também li na bula que o clomipramina não pode ser usado durante a amamentação. E eu estou sentindo muita cólica de rins.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Cláudia

        É um prazer recebê-la neste espaço. Sinta-se em casa.

        Amiguinha, toda mulher que engravida deve comunicar a seu médico sobre os remédios dos quis faz uso. E isso diz respeito também aos antidepressivos. Ele já deverá alertá-la em relação à amamentação. Portanto, deverá procurar o seu médic o mais rápido possível. Caso não consiga uma consulta para agora, tente falar com a secretária dele. Não sendo possível, o jeito é parar a medicação por causa do bebê e levá-lo ao pediatra.

        Abraços,

        Lu

        Um grande abraço.

        Responder
    3. Amanda

      Lu
      Retomei com o Espran na terça passada, meio comprimido até ontem… Resolvi tomar à noite, e foi bom, pois senti bem menos os efeitos ruins. Ontem, como prescreveu a psiquiatra, comecei a tomar 1 comprimido inteiro. Hoje estou meio tonta e fora da realidade, agitada por dentro também. Será que é normal? Isso passa?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Você ainda se encontra sob os efeitos colaterais. É preciso muita paciência para superar essa fase. O que está sentindo está de acordo com o início do tratamento. Tenha a certeza de que irá passar. Aguente firme. Se os sintomas ruins estiverem insuportáveis, procure se comunicar com seu médico. Se a sua agitação for muito grande, ele poderá lhe receitar um ansiolítico.

        Retorne para trazer-me notícias suas.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Cris

          Isso mesmo, Amanda, esses efeitos irão passar. É preciso ter paciência como a Lu disse.
          Espero que fique bem logo!

          Abraços

        2. Amanda

          Obrigada pela força, meninas… O que me encoraja a continuar é ver aqui tantos depoimentos positivos. Não vejo a hora de melhorar e futuramente não tomar mais nada… rs (super otimista.. rs). Beijo pra vocês! Vou dando notícias.

  86. Fernando

    Olá, Lu!
    Comecei a tomar sertralina e durante uma semana me senti muito mal. Tinha muitas náuseas, não conseguia comer nada. Comecei a usá-la porque fui diagnosticado com depressão. Minha psiquiatra trocou a medicação para o exodus. Fiquei até alguns dias sem tomar qualquer medicamento. Mas sinto azia, mal-estar, náuseas, falta de apetite, garganta seca. Já faz 1 mês que tenho esses sintomas. Acordo bem, mas durante o dia os sintomas vão piorando. O que pode ser? Já fui ao psiquiatra, psicóloga, homeopata… Não aguento mais me sentir mal. Não consigo fazer atividade física por causa do mal-estar, não tenho apetite, minha vida está um inferno.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernando

      Seja bem-vindo a este cantinho, sinta-se em família.

      Amiguinho, o início do tratamento com antidepressivos é difícil mesmo, em razão dos efeitos adversos. Até que o organismo adapte-se a uma substância específica, a gente sofre um bocado. Mas a melhora que se opera depois vale todo o sacrifício. Portanto, não fique desanimado. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Aguente firme.

      Normalmente, os efeitos adversos do oxalato de escitalopram passam depois de três semanas, porém, existem certos organismos que pedem mais tempo. E os sintomas descritos por você dizem respeito à fase de adaptação. Somente, em certos casos, será necessário procurar o médico em razão dos efeitos adversos. Seu psiquiatra receitou-lhe algum ansiolítico? Muitas vezes isso é necessário para aguentar a barra inicial do tratamento.

      Nando, vou lhe repassar uns links, via e-mail, para que se inteire melhor sobre seu tratamento, e também para que tome ciência dos efeitos ruins, sabendo quando se faz necessário buscar o médico. E não pare sem o consentimento do profissional, pois cada retorno é mais sofrido.

      Continue me informando sobre o seu tratamento. Certo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  87. Priscila Santos

    Olá, Lu!
    Eu ando angustiada com o estado da minha mãe, ela foi ao psiquiatra e ele disse que estava com transtorno de ansiedade. Passou para ela tomar o oxalato de escitalopram e diazepam. Porém, desde que ela começou a tomar os remédios ela não reage, só dorme, tem dificuldades para andar, comer, ela apenas quer dormir. Ela acabou tirando o diazepan e está só com o oxalato de escitalopram, mas ainda está muito sonolenta. Ela quer continuar tomando até completar o prazo de 10 dias, que foi o que o médico pediu, mas eu fico nervosa e angustiada por vê-la assim. Não sei se é normal realmente, mais pelo que já li parece ser… Estou vendo que já eu que vou precisar de tratamento.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Priscila

      Seja bem-vinda à nossa família, sinta-se em casa!

      Amiguinha, o transtorno da ansiedade tem sido muito diagnosticado nos dias de hoje. Ao ler os comentários, poderá ver que inúmeras pessoas fazem tratamento em razão dele. Não há com que se preocupar. O importante é que sua mãe já está sendo medicada, pois ele leva à Síndrome do Pânico, que traz crises terríveis.

      Todo antidepressivo, no início do tratamento, traz reações adversas. É assim mesmo. Mas essas vão passando à medida que o organismo acostuma-se com a substância estranha. Contudo, é bom saber quando deve se preocupar com as reações adversas, informando-as ao médico. Você não disse qual é a dosagem que sua mãe usa. Pode ser que o psiquiatra tenha que diminuí-la. Mas não faça nada sem consultá-lo. O ansiolítico é importante para ajudar no início do tratamento. Converse com o médico sobre o uso do diazepam.

      Priscila, irei lhe enviar uns links para que leia e fique mais calma. Basta apenas acompanhar as reações de sua mãe. Ela está certa ao não querer parar o tratamento, pois a volta ainda pior. Procure ficar tranquila. Leia mais comentários para ver como funciona o mundo dos antidepressivos.

      Volte sempre!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Priscila Santos

        Oi, Lu!
        Muito obrigada por responder, é muito confortante falar com alguém que irá nos compreender. Suas palavras me confortam e me acalmam. Obrigada também pelos links que você passou, irei ler todos!
        Deus te abençoe! Um abraço!

        Responder
      2. Emanuel Nunes

        Olá, Lu!
        Faz algum tempo que não passo para conversar um pouco. Mas tenho uma dúvida! E tenho boas novas falando sobre esta dúvida. Vou ser pai novamente, minha esposa está na 14ª semana de gestação. Foi um bebê programado, mas acabei esquecendo de perguntar algo em nossos acompanhamentos ao médicos. Eu tomando escilatopram há mais de um ano e meio. Existe alguma coisa que pode interfirir no desenvolvimento do meu pequeno ou pequena (ainda não sabemos)? Mesmo fazendo a eco transnucal que deixou-nos muito tranquilos, vejo que temos que tentar estar atentos a tudo.
        Abraço e agradeço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Emanuel

          Que notícia maravilhosa! Parabéns ao papai e à mamãe. Haverá de ser uma garotona (ou garotão) maravilhosa. Quanto à sua preocupação, ela é infundada. Não há nada a ver com o antidepressivo. Somente a mãe, quando toma antidepressivo, deverá conversar com seu médico antes de engravidar, ou, quando a gravidez é inesperada, coversar logo a seguir.

          Um grande abraço,

          Lu

    2. Michelle Silva

      Oi, Lu, boa noite!
      Sofro há algum tempo com síndrome do pânico, fiz tratamento há anos atrás, mas só tomei clonazepan, pois quando tentei introduzir alguns antidepressivos tive seios colaterais assustadores. Fiquei com medo e deixei de tomar por conta própria, e nunca mais procurei um psiquiatra. Porém, há dois anos venho sentido os efeitos do transtorno novamente, sinto-me irritada constantemente, meu humor é péssimo, sempre estou mal humorada e sem paciência. As pessoas percebem, e é uma situação bem chata, que me incomoda muito. Isso tem interferido no meu casamento, no trabalho e no relacionamento com as pessoas… Não suporto mais… Voltei ao psiquiatra na semana passada, depois de anos, que me passou escitalopram, porém, ainda não tive coragem para comprar, parece que o medo fala mais alto. Tenho muito medo de sentir os efeitos terríveis que senti há anos atrás. Não sei o que fazer, me sinto muito mal, não sei como tenho me mantido de pé. A médica pediu pra começar com meio comprimido de 10mg. Me ajude! Tenho tomando o rivoltril diariamente, ando muito triste e fraca, vivendo de altos e baixos!
      Obrigada desde já pela atenção!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Michelle

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, o mais importante você fez, que foi buscar ajuda. Os antidepressivos estão cada vez mais modernos e com menos efeitos colaterais. Os efeitos ruins que se apresentam no início do tratamento logo passam, vindo os bons, oferecendo-lhe uma vida equilibrada, sem os transtornos que a machucam atualmente. O importante, para livrar-se de tal agoniação, é iniciar o tratamento. Não pense no resto. Viva um dia de cada vez. Além disso, viver é um ato de coragem. Estamos a todo momento sendo colocados à prova. E não será um remédio que lhe meterá medo. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Poderá comprovar isso através dos comentários aqui. O rivotril servirá apenas como coadjuvante inicial do tratamento. Depois poderá ser tirado.

        Também sou vítima da SP (síndrome do pânico), mas desde que inicei o tratamento com o oxalato de escitalopram, há uns quatro anos atrás, nunca mais tive crises. Elas são terríveis. E pior do que elas é saber que podem chegar a qualquer momento. Essa ansiedade acaba com o nosso equilíbrio emocional, interferindo em todos os campos de nossa vida. Não há efeito adverso que possa ser pior do que uma crise dessas. Portanto, inicie a medicação amanhã. E venha aqui nos contar como anda. Não existe outra coisa a ser feita. Basta engolir o primeiro comprimido. Só isso. Espero que o faça amanhã, de acordo com a prescrição médica. E não pare por conta própria, pois isso só fortalece as crises. Certo? Espero resposta positiva…

        Abraços,

        Lu

        Responder
  88. Alexandre Francisco

    Boa tarde, LU!

    Já um bom tempo venho tendo tristeza interna, como se fosse um vazio ou perda de alguém que amamos. Acordo chorando, queimação nos braços pegando fogo literalmente, suadeira nos pés e mãos e muita inquietação na perna direita. Fui ao psiquiatra e depois de 01 ano lutando para não tomar remédio, não resisti e comecei a tomar o Lexapro.

    Comecei com 05 mg e depois de uma semana passei para 10 mg. Já faz 40 dias que estou tomando de 10 mg, porém, de uma semana pra cá, comecei a ter muita dor de cabeça na região da NUCA, e não passa com nada. Até fiquei sábado e domingo sem tomar o Lexapro e melhorou tanto, que até tomei cerveja. Voltei a tomar o lexapro na segunda e a cabeça começou doer na nuca novamente. Será que vai passar essa dor? Paro de tomar o Lexapro? O problema é que adoro uma cervejinha no fim de semana, e aí? Posso beber? No domingo não tomo remédio e tomo cerveja? Sou uma pessoa que gosta de sair, adoro ir para meu fogão a lenha e fico muito feliz ao lado da esposa, filhas e genro, detalhe: não sinto nada.

    Sempre fui muito feliz, contador de piadas e não sei explicar essa angústia que tenho sentido. Nunca gostei de tomar remédio. Esse então nem se fala, será que vou conseguir largar depois? Aiaia.
    Desde já muito obrigado.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandre

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinho, essa senhora abusada, que ora o visita, chama-se depressão. Ela chega sem pedir licença. E não faz escolhas. Tanto pessoas alegres ou tristes caem no seu gosto. É por demais imparcial. Portanto, não adianta se questionar. Só há um meio de expulsá-la: tratamento o mais cedo possível, para que as crises não fiquem intensas, inclusive com a presença de algo pavoroso: Síndrome do Pânico. Essa sensação de vazio e questionamento interior são próprios da depressão. O mais importante é que você já iniciou o tratamento, que tanto pode ser por alguns meses ou para sempre (meu caso – depressão hereditária). Mas isso não importa, pois o que conta é a melhoria na qualidade de vida.

      Alexandre, todos os antidepressivos apresentam efeitos adversos durante o início do tratamento. É preciso acompanhá-los com atenção, para saber quando procurar o médico. Inclusive, essa sua dor de cabeça intensa deve ser comunicada a ele. Seu psiquiatra precisa reavaliar os efeitos do remédio em seu organismo. Estou achando estranho o fato de ela só aparecer após 40 dias de uso do medicamento. Você não está tomando algum outro remédio? É preciso levar em conta tudo. Penso que deva parar a medicação, até conversar com seu médico.

      Quanto a beber, você precisa ser moderado na dosagem. Se for comedido, não tem importância. Mas não abuse. Pressinto que é mesmo muito alegre. Seu comentário expressa isso. Pessoas assim tendem a ter um resultado ótimo no tratamento. Assim que se adequar ao medicamento, será a mesma pessoa de antes. Vou lhe passar alguns links, via e-mail, para que conheça mais sobre o problema. Volte para dizer-me se foi ao médico e o que foi resolvido.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Alexandre Silva

        Oi Lu.

        Obrigado pela resposta.
        Estou retornando hoje ao meu psiquiatra e também liguei para ele hoje cedo, porque acordei com muita dor na nuca. Ele também achou estranho minha dor de cabeça e até pediu para não tomar o lexapro e tomar umas gotas de Rivotril para ver se a dor vai diminuir ou sumir. Não tomei porque hoje tive que fazer uma pequena viagem para atender um cliente e fui dirigindo. Mesmo tendo esses problemas estou conseguindo trabalhar, porém tem hora que ela bate e aí fico mal, choro, respiração fica fraca e parecendo que vou morrer. Amanhã comento o que ele falou.
        Estarei te perdubando por aqui um pouco. Sou muito ansioso e antes das coisas acontecerem já estou sofrendo. Dureza.

        Obrigado e grande abraço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandre

          Em seu comentário, você diz :”… aí fico mal, choro, respiração fica fraca, parecendo que vou morrer.”. Isso significa que você já está tendo um início da Síndrome do Pânico, mas, como se encontra medicado, ela não irá para frente.

          Será um prazer receber a sua visita. Não há perturbação alguma. Aproveite e conheça outras partes do blog.

          Abraços,

          Lu

        2. Alexandre Francisco

          Boa tarde, Lu!
          Olha eu aqui outra vez… rs. Só pra te falar, voltei ao médico que me pediu para tomar 1/2 comprimido do lexapro. Falou que não era pra dar dor de cabeça. Se a dor de cabeça continuar com 1/2 comprimido, vou passar a tomar o paroxetina. Vamos aos testes. Na verdade é isso, somos testados pelos psiquiatras.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Alexandre

          Existem pessoas que têm como sintoma adverso do oxalato de escitalopram a dor de cabeça. Algumas já relataram isso aqui no blog. Se a dor continuar, deve fazer o que seu médico pediu. Não se esqueça!

          Há um comentário direcionado a você, veja abaixo.

          Abraços,

          Lu

    2. Ricardo

      Alexandre
      Isso que você está fazendo de parar o remédio um ou dois dias e voltar a tomar depois é um grave erro, ou você coloca na cabeça que vai usar todos os dias ou nem comece o tratamento. Alguns remédios antidepressivos têm efeitos colaterais no começo do tratamento, depende do organismo, tem uns que com uma semana melhora, eu tomava lamotrigina, era excelente para ansiedade, me acalmou , mas teve um efeito colateral que não passava nunca, que era câimbras excessivas nas pernas e braços. Paroxetina ja me dava tonturas direto. Estes remédios são bons por um lado mas são ruins por outro, é muito triste ter que precisar, ficar dependente deles para viver.

      Responder
  89. Cris

    Boa tarde a todos!

    Também estou tomando Oxa de 15 mg. Me identifiquei com quase todos os sintomas. Tenho muita ansiedade e pânico.
    Muito bom compartilhar informações.

    Paciência e força a todos nós!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Eu também tinha pânico, mas desde que comecei a tomar o oxalato de escitalopram há quatro anos, nunca mais tive. Há quato tempo você iniciou o tratamento?

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cris

        Boa tarde, Lu! Boa tarde, a todos!

        Iniciei o tratamento no final de abril passado. Nas duas primeiras semanas não conseguia dormir e nem comer. Mas depois fui melhorando e hoje está tudo normal. A única coisa que tem me incomodado é que sinto minha visão um pouco estranha, como se tivesse ligeiramente embaçada. Quando voltar ao médico vou falar sobre isso. Há alguns anos atrás tive depressão e tomava Sertralina. Mas os sintomas do pânico são bem diferentes.
        Muito bom poder compartilhar informações e dúvidas com vocês.

        Abraços.

        Cris.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          O período inicial com o antidepressivo é bem difícil, mesmo. A pessoa realmente piora o quadro. Depois tudo vai entrando nos eixos, na medida em que surgem os efeitos positivos. Essa visão turva faz parte dos sintomas iniciais, ainda assim é bom comunicar a seu médico, se possível até mesmo ligar para ele, se estiver incomodando-a muito. A sertralina é muito usada para a depressão, mas o oxalato de escitalopram abrange uma gama maior de problemas mentais. Espero que tenha lido os textos que lhe enviei por link.

          Ter você aqui conosco também é muito bom.

          Um grande abraço,

          Lu

      2. Rafaella

        Olá, Lu!
        Vim parar aqui procurando informações sobre o escitalopram. Tomei durante 2 anos 10 mg para o pânico! As crises voltaram e a psquiatra aumentou para 15 mg. Por 17 dias tive efeitos colaterais terríveis, como náuseas, vômitos e tonteiras. Voltei a tomar 10 mg há 6 dias e os efeitos colaterais do aumento da dose ainda persistem. Sabe me dizer se isso é normal?! Muito obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rafaella

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, o fato de as crises terem voltado significa que a dosagem está insuficiente para você. Nesse caso, o recomendado é o aumento da dosagem e, em casos mais sérios, até mesmo a mudança de antidepressivo. Esses efeitos colaterais estão dentro da normalidade. Fique tranquila. Vou lhe enviar uns links para sua maior compreensão.

          Abraços,

          Lu

    2. Amanda

      Lu
      Eu tenho uma dúvida. Há um mês atrás passei em uma psiquiatra pela primeira vez devido a crises de pânico. A psiquiatra receitou Espran 5 mg durante 5 dias e após isso 10 mg e Rivotril 2 gotas como ‘SOS’. Ela tinha me dito sobre os efeitos nos primeiros dias, mas eu não imaginei que seria tão ruim. Fiquei totalmente grogue, mal consegui trabalhar. Por conta disso não tomei mais. Fiquei uma semana super bem, animada, com todos os motivos para ficar bem, pois fui pedida em casamento, e eu e meu noivo vamos nos mudar para um apartamento lindo, e agora terei possibilidade de trazer meu filho que mora em outra cidade com meus pais, para morar comigo. Estava animada e fazendo planos para essa nova fase, mas agora comecei a sentir novamente as terríveis sensações do pânico, que mesmo não tão fortes já me preocuparam. Entrei em contato com a psiquiatra e ela indicou a mesma medicação com a mesma posologia.

      Dessa vez quero tentar, pois eu não aguento mais viver assim. Eu era uma pessoa super ativa, animada, feliz e hoje vivo com medo de passar mal. Minhas dúvidas são: tomo Benicar e Selozok para pressão, teria algum problema associá-los ao Espran? Existe algum horário melhor para tomar o Espran e se livrar um pouco dos efeitos colaterais? Agradeço muito a atenção!

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Todos os antidepressivos possuem efeitos adversos. Existem pessoas que nada sentem, contudo, a maioria sente-se pior do que se encontrava antes. Tais efeitos são normais, e a pessoa precisa se preparar para viver com eles durante algumas semanas. Em relação à SP, ela deve ser tratada o quanto antes, pois as crises tendem a ser cada vez mais frequentes e intensas. Foi ótimo o seu retorno ao tratamento. Também tenho crises de pânico, mas que desapareceran com o antidepressivo. Há mais de cinco anos que não mais me incomodam. Elas antecedem a depressão, pois deixam a pessoa insegura, desanimada e com medo de enfrentar a vida fora de casa.

        Amiguinha, o ideal é que você converse com sua psiquiatra sobre os remédios que toma. Deveria ter feito isso na consulta. Somente ela poderá lhe dizer se uma medicação interage com outra. Quanto ao horário em que deve ser tomada, isso depende de como você reage ao medicamento. Se esse lhe dá muito sono, o ideal é que o tome à noite. Se fica acesa, passe a tomá-lo de manhã. Outra coisa, quando ficar em dúvida, se tomou ou não o antidepressivo, fique esse dia sem fazer uso dele, para que não venha a ingerir uma superdosagem. Entre um comprimido e outro deve sempre haver um período de 24 horas. Certo?

        Volte para me dizer como tem se sentido.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Amanda

          Muito obrigada pelo retorno.
          Foi muito bom encontrar este blog e ver que muitas pessoas já superaram esse mesmo problema. Prometo ir te contando a evolução!
          Muito obrigada mais uma vez!

  90. Rogerio Gouveia

    Bom dia, Lu e demais amigos!

    Hoje completo 30 dias de tratamento com Escitalopram. Foram 5 gotas durante 1 semana, passando a 10 gotas nas semanas subsequentes. Relato brevemente minha experiência.

    Na primeira semana não senti absolutamente nada de efeito colateral e nem melhora alguma. Depois de uns 2 dias na dose 10 gotas, senti a aguardada piora nos sintomas. Bateu uma tristesura mais acentuada e noites mal dormidas (se bem que eu já vinha com um sono picotado antes do início do tratamento). Procurei começar a tomar um suco bem concentrado de maracujá 1 hora antes de dormir, e funcionou muito bem. Pego 1 maracujá gordinho, abro, coloco no liquidificador com um mínimo de água, bato, e após coar, tomo o suco. Coincidência ou não, essa atitude associada com o uso contínuo do Escitalopram, talvez as noites frias de São Paulo também, melhoraram a qualidade do meu sono. A tristesura acentuada se foi e a partir da terceira semana, comecei a sentir que o pessimismo que me fez procurar um psiquiatra e adotar o tratamento, diminuiu sensivelmente.

    Lembro que meu caso não é um problema que veio do nada. Enfrento problemas financeiros num pequeno negócio e o aprofundamento da crise me deixou num estado depressivo. O problema, infelizmente persiste, mas sinto que minha atitude com a ajuda do tratamento, mudou bastante e estou tentando enfrentar do jeito possível, que é trabalhando. Segunda que vem retorno ao médico, e se tiver novidade, compartilharei aqui com todos. No meu caso, sinto que o tratamento está cumprindo o papel de aliviar um pouco a barra, que eu não estava aguentando suportar por minhas forças. Não sou de entregar os pontos, não é isso. Mas é a velha história de sentir que está perdendo o controle da situação.

    Espero que fiquem todos bem e agradeço a Lu por sempre estar atenta e tentando ajudar quem pinta por aqui.

    Um abraço,

    Rogerio

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rogério

      É muito bom saber que você começa a sentir os bons efeitos do tratamento, o que lhe possibilita maior tranquilidade para resolver os problemas que pintam. Esse equilíbrio é fundamental em todas as circunstâncias de nossa vida, principalmente nos momentos em que é preciso ter bastante lucidez. A tendência é cada vez você se setir melhor. E o suco de maracujá é maravilhoso. Quando não tiver essa fruta em casa, poderá tomar um copo de leite morno, antes de dormir.

      Amiguinho, as crises afetam todos nós. E essa que ora atravessamos não diz respeito apenas ao Brasil, mas ao mundo. Tenho amigos na Europa que se queixam da mesma coisa. Um amigo, que morava em Portugal há mais de 10 anos, fechou seu negócio e retornou ao Brasil. O mesmo vem acontecendo na França, Espanha, Grécia, etc. O modelo econômico que hoje permeia o mundo ocidental está falido, segundo os economistas em todo mundo. É preciso repensar um novo caminho. Mas fique tranquilo, pois tudo isso irá passar. Aja com calma e prudência para superar esses momentos difíceis. Na vida, tudo passa. Pressinto que você é uma pessoa muito sábia, portanto, terá a tranquilidade necessária para superar as dificuldades do momento. Veja os textos do doutor Telmo sobre o assunto (clique em ÍNDICE GERAL, depois em ARTE DE VIVER).

      Venha sempre trocar ideias conoscos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  91. Marcela Tatiana

    Oi Lu!
    Estava tomando escitalopram 20 mg de manhã e 50 mg amitriptilina há um mês nesse aumento da medicação. Mas mesmo com a dose dobrada não melhorei! A psiquiatra mudou tudo, agora tomo fluoxetina 20 mg manhã, escitalopram 10 mg, 50 mg amitriptilina e rivotril 0,5 mg , os três de noite! Daqui há duas semanas volto na consulta. Mas já vejo melhoras. Acho que é o rivotril!

    Abraços.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcela

      Será que você não se enganou ao escrever, pois disse que está tomando fluoxetina e o oxalato de escitalopram. Ambos são antidepressivos (veja o texto: CUIDADOS AO USAR ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA). Quanto ao rivotril, ele é apenas um calmante, sendo o Brasil seu maior consumidor. Gostaria que me escrevesse a respeito dos dois antidepressivos que diz estar tomando no mesmo dia.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Marcela Tatiana

        Oi, Lu!
        A psiquiatra até escreveu num papel à parte, a medicação que devo tomar. Fluoxetina 20 mg de manhã e escitalopram 10 mg de noite, amitriptilina 50 mg de noite, e rivotril 0,5 mg de noite. Ela mesma comentou comigo para eu não me assustar com a quantidade de medicações, irá me avaliar dia 20/06. Com o tempo ela vai diminuindo essa medicação. Eu acho que ela não cortou o escitalopram de vez pelos sintomas de abstinência. Tomo agora somente a metade. E ela disse que eu devia voltar com a fluoxetina, por isso me prescreveu também ela. Acha perigoso dois ISRS? Estou me sentindo bem melhor. Espero continuar melhorando.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Marcela

          Realmente fiquei curiosa, pois, quando passei da fluoxetina para o escitalopram, meu psiquiatra exigiu que eu aguardasse 15 dias para tomar o escitalopram, ou seja, até que não houvesse mais resíduo da fluoxetina em meu organismo. Mas sua psiquiatra deve saber o que está fazendo. Você deve ter lido o texto que lhe indiquei.

          Amiguinha, você ficará cada vez melhor, tenha a certeza disso.

          Um grande abraço,

          Lu

  92. Matheus M

    Lu, tudo bem com voce?
    Estou de volta para contar novidades. Após tomar durante 2 meses o Escitalopram, voltei ao médico em maio e o mesmo recomendou o desmame devido a minha melhora com o tratamento. Como tomava 20 mg, passei a tomar durante uma semana 10 mg e na outra semana 5 mg… Na terceira já estava sem tomar o medicamento. Até que nao tive problemas, mas a insônia persiste, tanto que fico agoniado, parece que vai começar o martírio novamente, voltei ao médido e ele me passou Mirtazapina 30 mg.

    Estou bem melhor, Lu, e agradeço imensamente sua ajuda e apoio desde o início do meu problema. Foi a primeira pessoa a me orientar e acalmar no começo do processo. Ainda não estou curado, lógico, mas me sinto bem melhor e mais disposto a amar meu filho e esposa! Vamos ver se essa inssônia cessará! Manterei todos atualizado!

    Obrigado e está convidada, caso venha a Governador Valadares/MG, a conhecer a mim e a minha família!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Estou muito contente com as suas notícias. Como vê, é preciso encarar os problemas de frente. Mas não se apavore se tiver que tomar o medicamento por um tempo maior. Esse primeiro desmame é, na verdade, um teste para ver se o organismo já está bem. Algumas pessoas necessitam voltar a usar o medicamento por mais alguns meses. Isso é normalíssimo, caso venha a acontecer. Mas torço para que não mais precise.

      Amiguinho, o ansiolítico irá ajudá-lo a dormir. Poderá fazer uso de fitoterápicos. Há o maracujá que é um alimento e calmante natural. Um copo de leite morno antes de dormir também é muito bom, assim como um banho morno. O chá de camomila é também um calmante natural.

      Matheus, conheço a sua bela terra. Tenho uma tia que morou aí. Muito obrigada pelo convite. Foi o primeiro que recebi, aqui no blog. Você é uma pessoa muito fofa e generosa. E não tem nada a agradecer-me. Apenas lhe repassei um pouco de confiança. E não me abandone. Volte sempre ao blog, mesmo que seja para ler sobre outros assuntos. E fale sobre ele para seus familiares e amigos.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Érica

      Olá, Matheus!

      Minha mãe também toma oxalato de escitalopram 20 mg e a mirtazapina 30 mg, que é muito boa para dormir. Ela vem dormindo bem com essa medicação, que é também um antidepressivo, mas é mais eficiente em relação ao sono. Antes, minha mãe estava a tomar meio comprimido de 15 mg, depois trocamos de médico, e ele aumentou para 30 mg, e disse que poderia fazer um efeito bom na depressão, junto com o escitalopram, mas que poderia tirar um pouco o sono nessa dosagem de 30 mg, e que era pra eu avaliar. Faz um mês que ela toma a nova dosagem e vem dormindo normalmente, graças a Deus, espero que você também durma e melhore cada vez mais.

      Abraços

      Responder
  93. Carolini Passos

    Boa noite, Lu
    Andei meio afastada da internet devido à falta de tempo mesmo. Ainda continuo tomando o escitalopram de 10, acredito que já vai fazer uns dois anos. Já tentei parar umas 3 vezes, mas a falta que o remédio faz é terrível, sinto muito mal, não consigo nem trabalhar, então pedi para o médico mas duas caixas, não vejo a hora de largar essa dependência. Confesso que o remédio me ajudou bastante, mas uma hora ou outra ainda me vejo deprimida, mas já me acostumei com essa vida. Tenho fé que um dia vou estar 100%.

    Esta semana estou me sentindo um pouco pra baixo, e com bastante tonteira. Estou preocupada com isso, porque venho tomando o remédio. Geralmente as tonteiras só apareciam quando eu tentava parar, já não sei se é pscicológico ou se são mesmo sintomas físicos, de resto está tudo bem
    Saudades suas Lu e dos depoimentos de todos aqui.

    Um beijão

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carolini

      Também estava com saudades suas. Não pode me abandonar… risos.

      Amiguinha, lembre-se de que jamais poderá parar sem o acompanhamento médico, pois a abstinência é violenta. Muito cuidado! Existe todo um ritual em relação à diminuição da dosagem. Outro ponto importante é se lembrar de que, pelo fato de sermos humanos, continuaremos tendo dias bons e outros nem tanto. Ninguém fica 100% bem, quer tome antidepressivo ou não. Todos temos os nossos problemas que acabam por nos incomodar de uma forma ou de outra. Não acha que 90% já estão de boa valia… risos.

      Se já faz muito tempo que não volta a seu médico, faça isso já, para que ele avalie o seu tratamento. Avalie também se não há algo incomodando-a. Quero ter depois notícias suas. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  94. Catarina

    Lu
    Tenho consciência que fiz uma grande asneira! Estava a tomar escitalopram há quase 6 meses devido à ansiede que surgiu pela primeira vez, depois de um longo internamento hospitalar (problema intestinal, tenho uma colite ulcerativa). Pensava que ia ter um ataque cardíaco, mas o médico rapidamente percebeu do que se tratava e eu fiquei muito aliviada! Nunca senti nenhum sintoma (tomava 10 mg por dia) e sinceramente até me esqueci porque tomava aquele comprimido. Até que acabei de tomar todos os comprimidos e esqueci de fazer o desmame! Ate me esqueci de ir à farmácia levantar os restantes comprimidos (quantidade para 6 meses). O último comprimido foi tomado há cerca de 3 semanas, e há cerca de 2 semanas que ando com TODOS os sintomas de abstinência e a tendência é de piorar. Só percebi isso ontem! Também pensava que já era uma nova doença. Tentei contactar o médico que me atendeu, mas sem efeito. Resolvi comprar as 3 caixas e retomar o tratamento para daqui uns meses fazer o desmame corretamente. Na sua opinião, pensa que é boa ideia retomar o tratamento depois de 3 semanas de interrupção tendo em conta que ainda tenho pelo menos 6 meses de tratamento?

    Grata pela atenção

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Catarina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, realmente você não deveria ter parado sem o parecer médico, pois a abstinência é terrível. Pelo sintoma que diz ter tido inicialmente, após a sua hospitalização, presumo que possa ter sido síndrome do pânico. Em razão dos sintomas de abstinência que já vêm sentindo, aconselho-a a retomar o uso do antidepressivo o mais rápido possível, antes que as crises tornem-se cada vez mais agudas. Siga a mesma dosagem indicada por seu médico. Quanto ao tempo de tratamento, refere-se apenas a uma suposição, pois somente após o desmame é que seu médico terá certeza de quanto tempo deve durar. Em se tratando de uma ansiedade causada por fatores traumáticos, o tempo de medicação fica, normalmente, entre seis meses e um ano.

      Só por curiosidade, você é portuguesa? Volte para nos dizer como está indo.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Catarina

        Lu
        Sim, sou portuguesa. Ontem, quando encontrei este post e vi que tinha mais de 1600 comentários, ainda tentei encontrar algum que se relacionasse comigo. Acabei por imprimi-los todos (até porque as experiências dos outros sao sempre enriquecedoras), para ler este fim de semana e colocar o comentário. Obrigada pela sua incrível disponibilidade e generosidade!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Catarina

          Tenho muitos leitores e leitoras de Portugal, nossa pátria irmã. O Rui é um leitor diário, que mora na cidade do Porto.

          É verdade, este post tem um número impressionante de comentários. E, como você diz, “as experiências dos outros são sempre enriquecedoras”. Também tenho aprendido muito com os meus comentaristas. Viramos uma grande família. No meu blog trabalho com 32 duas categorias diferentes, mas sempre procuro responder primeiro os comentários que se encontram na de SAÚDE MENTAL, pois muitos chegam aqui desesperados, precisando de um apoio emocional. E o tempo (sou também revisora de livros) é a gente que faz. Sempre procuro dar um jeitinho de responder a todos que me procuram com a maior atenção e carinho possível.

          Não tem nada a agradecer, minha amiguinha. Apenas fale deste blog para seus contatos.

          Um grande beijo,

          Lu

  95. Michelle

    Olá, Lu, boa tarde!
    Fui diagnosticada com TAG e a médica me receitou Oxalato de Escitalopram, 5 mg por 7 dias, e depois passou para 10 mg. Estou morrendo de medo de começar a tomar, medo dos sintomas, medo de não conseguir dormir e medo de diminuir a libido, que ja não anda bem. Como foi o seu início? E eu posso beber socialmente, tipo 1 ou 2 cervejas por semana?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Michelle

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, vamos começar tirando essa palavra feia de sua vida “medo”. Viver é um ato de coragem, portanto, toquemos a vida para frente. Veja quantas pessoas aqui tomam esse ou aquele antidepressivo. Além do mais, os sintomas acontecem somente no início do tratamento. E pela qualidade de vida que passamos a ter, vale a pena todo o sofrimento.

      Algumas pessoas sentem muito sono com o oxalato de escitalopram, enquanto outras ficam um pouco insones, mas nada que um ansiolítico não possa resolver. Inclusive existem bons fitoterápicos nesse campo. Também tomo esse mesmo antidepressivo e sinto-me muito bem. O início é meio difícil para alguns, por causa dos efeitos adversos, que duram cerca de duas semanas, normalmente. Você pode beber cerveja, sim, e até mesmo uma a duas taças de vinho. Mas não abuse. Seja comedida. Vou lhe passar mais informações sobre o assunto, via e-mail.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  96. Kamilla

    Oi, Lu!
    Eu estava sentindo muito palpitação, dor de cabeça e pressão alta. Fui ao cardiologista 2x e meus exames estão normais. Eu tinha muito medo de morrer. Isso acontece depois que tive que operar às pressas de apendicite. O médico disse que eu posso estar com síndrome do pânico, e me passou o medicamento Escitalopram. Pediu que eu tomasse meio comprimido durante 30 dias. Gostaria de saber se 30 dias é suficiente para que eu fique curada desse mal, que é muito ruim. Às vezes penso que irei infartar ou ter um avc. Depois desses 30 dias ficarei curada? Estou muito assustada com muito medo de tomar esse remédio.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Kamila

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, tudo leva a crer que a sua operação de apendicite feita às pressas resultou num trauma, que se mostra em forma de síndrome do pânico. Concordo com seu médico. Você deve ter passado por um susto muito grande. O importante agora é que já está bem da cirurgia, devendo atacar as raízes traumáticas que ficaram. Não adianta ficar fazendo exames, pois o seu problema é mental. O uso do oxalato de escitalopram irá fazer muito bem para você. Fique tranquila. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E não fique encucada com doenças. O importante é fazer o tratamento direitinho com o antidepressivo (eu também tomo esse mesmo). Não posso lhe dizer qual é o tempo necessário para que fique boa, pois cada organismo reage de um jeito. Mas não se preocupe com isso. Após os 30 dias, o médico avaliará como se encontra, se deve parar ou não com o medicamento. Veja a quantidade de pessoas que tomam antidepressivos. Não há porque ter medo. O importante é melhorar e ter qualidade de vida.

      Vou lhe repassar uns links, para que se informe melhor.

      Grande beijo,

      Lu

      Responder
      1. Felipe

        Olá, Lu! Tudo bem?
        Primeiramente, parabéns pelo blog. Fui diagnosticado com ansiedade e início de depressão. Primeiramente, a psiquiatra me receitou 5mg de oxalato de escitalopram por 21 dias (para adaptação ao medicamento). Agora , estou no oitavo dia com a dose de 10 mg. Nestes oito dias, tive dias bons e outros com bastante ansiedade. Você acredita que seja normal para o tempo de medicação de 10mg?
        Obrigado! Fique com Deus!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Felipe

          Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, normalmente, a ansiedade é o estandarte da depressão. Mas o importante é que você já está sendo medicado. Agora é ser POP (paciente, otimista e persistente) para passar pelo período inicial, que costuma ser bem doloroso. Mas confesso-lhe que compensa. Você já se encontra no oitavo dia e, portanto, ainda sujeito às tribulações dos efeitos adversos. Logo, porém, tudo isso terá passado e bons tempos virão. Sem dúvida que tudo é normal. Aguente firme. Vou lhe repassar uns links para maior esclarecimento. E volte sempre para me contar como anda o tratamento. Jamais pare sem o consentimento médico.Também tomo este mesmo antidepressivo, 10 mg, e sinto-me muito bem.

          Abraços,

          Lu

        2. Deby

          Bom dia,Lu!
          Faz uns meses que nos falamos. Estou tomando exodos desde o dia 16 de fevereiro, comecei com 5 mg por sete dias depois 10mg, e após dois meses meu psiquiatra passou para 15 mg. Eu lhe disse que me sentia bem, que a comida voltou a ter sabor, mas ainda nao me sentia 100%. Mesmo me sentindo bem melhor eu ainda nao me sinto 100%. Sinto medo quando chega a noite, medo de sentir tudo novamente e um pouco de ansiedade… Fui diagnosticada com ansiedade generalizada. Faz mais ou menos um ano e meio quando tudo começou. Mas resisti para tomar medicacão. Sei que você toma o exodos, então me diz se será que vou ter que mudar de medicação?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Deby

          Como já disse, nenhum antidepressivo tem o poder de eliminar todas as nossas emoções (tristezas e alegrias). Se isso acontecesse, nós nos transformaríamos em robôs. O medicamento faz a sua parte, mas nós precisamos fazer a nossa. Eu tomo oxalato de escitalopram (sempre compro o nome fantasia mais barato) há mais de quatro anos, e continuo me sentindo bem, não mais tendo crises. O médico só muda o antidepressivo quando ele deixa de fazer bem para o paciente. Não há porque mudar o seu remédio. Gostaria que lesse (ou relesse o texto), aqui no blog, OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Grande abraço,

          Lu

        4. Rogerio Gouveia

          Lu e Felipe
          Eu estou nesta mesma batida. No meu caso foram 7 dias com 5mg e estou no nono dia com 10 mg. Eu tenho sentido, como se tivesse muito mais ansioso e nervoso. Não tenho dormido bem e tenho vontade de ficar largadão, mas não posso. Espero que dentro de uns 10 dias esses sintomas se estabilizem. O médico disse que meu caso não parecia dos mais aprofundados, e acho que ele tem razão, mas é muito tempo segurando uma “bucha” danada na empresa. Tenho a impressão de que chega um momento em que a gente sucumbe mesmo… Hoje eu acordei num mau humor ferrado, abrindo a boca umas 300 vezes, sem vontade de falar. Tudo ao contrário do que sou normalmente, um cara que costumava acordar cantando (sem exagero). Mas vamos em frente. Abraços e saúde a todos!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, o que você está sentindo são os efeitos adversos do antidepressivo. Realmente a pessoa piora os sintomas nas duas primeiras semanas, normalmente. Não se preocupe. Quando os benefícios vierem, terá valido a pena todo esse sofrimento.

          A competição das empresas entre si está acabando com a estabilidade emocional de seus funcionários, sem falar da que existe dentro dos seus setores. Essa é a herança do capitalismo selvagem, onde o lucro é o que importa e não o ser humano.

          Rogério, esse seu mau humor é normal. Está dentro do esperado. Sem falar que pode estar acordando com sono. Procure dormir mais cedo. Você voltará a ser o cara que acordava cantando. Tudo é questão de tempo. Enquanto isso, seja POP (paciente, otimista e persistente). Vou lhe indicar, via e-mail, outros textos que o ajudarão muito. Continue nos contando como tem sido o seu progresso.

          Abraços,

          Lu

        6. Felipe

          Boa tarde, Lu!
          Muito obrigado pelo retorno, és muito atenciosa. Estou no décimo terceiro dia com a dosagem de 10 mg, e ainda tenho dias que fico com bastante ansiedade. Minha grande dúvida é: mesmo tendo feito o tratamento com a dosagem de 5mg nos 20 primeiros dias, é normal ter crises fortes de ansiedade nas duas primeiras semanas com a dosagem de 10mg?
          Abração! Fique com Deus!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Felipe

          É possível ter essas crises com o aumento da dosagem, pois cada organismo possui um ritmo próprio. Não se preocupe. Aguarde com calma. Você não me disse se já está sentindo alguma melhora. Aguardo informação.

          Abraços,

          Lu

        8. Felipe

          Olá, Lu!
          Realmente, acabei me esquecendo de relatar se estava melhor. Me sinto um pouco melhor, sinto que a ansiedade deu uma aliviada, mas ainda sinto aquele medo de ter crises fortes e ficar pra baixo, entende? Quando fico meio pra baixo, sinto que perco a vontade de fazer coisas que antes gostava muito (academia, sair com os amigos, etc) e às vezes tenho uns pensamentos sem fundamento algum, mas acredito que isso faça parte do quadro, certo?

          Beijo, Lu. Fique com Deus.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Felipe

          Elimine a palavra “medo” de sua vida. É preciso acreditar na eficiência do tratamento. As pessoas otimistas tendem a ter um resultado melhor e mais rápido. Todos nós, quer tomemos antidepressivo ou não, há dias em que nos sentimos para baixo, sem vontade de fazer nada. Isso é normal. É preciso trabalhar para afugentar os pensamentos ruins, desviando-os para coisas boas. Também é preciso voltar ao médico para que ele avalie o progresso feito. Muitas vezes é necessário mexer na dosagem. Não sei se lhe disse sobre a importância de tomar um ansiolítico nos momentos de muita ansiedade (há fitoterápicos muito bons). Converse com seu médico sobre isso. Espero que tenha lido os textos: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA e SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO.

          Abraços,

          Lu

        10. Rogerio Gouveia

          Amigos
          Hoje completei a terceira semana. Uma com 5 mg, outras duas com 10 mg. Não sei se por conta do tempinho mais frio, mas tive uma melhora na qualidade do meu sono nos 3 últimos dias. Ao invés de me entupir de fitoterápico, comprei uns maracujás e tenho ingerido no período noturno. Ou comendo a própria fruta ou batendo com um pouquinho de água. Comigo ajuda muito. Ainda foi duro acordar na segunda e vir para o trabalho. Mas hoje me sinto melhor. Aos poucos vou passando essas primeiras semanas. A cabeça que encasquetava num pensamento e ficava ali como um turbilhão, parece que vai dando um tempo. Estou satisfeito por ter tido coragem de iniciar um tratamento. Ficar sofrendo sem ajuda me parece mais perigoso do que se tratar. Tudo vai dar certo!

          Abração pra todos, especialmente para a Lu.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Parabéns pelo progresso. É bom saber que já está saindo da zona de turbulência. O maracujá, além de calmante, é também muito gostoso e muito rico para a alimentação. Está fazendo muito bem, ao usá-lo. Iniciar o tratamento foi a melhor coisa que fez, pois quanto mais cedo começar, menor é o sofrimento. Empurrar com a barriga não resolve. Tudo já está dando certo.

          Abraços,

          Lu

        12. Felipe

          Olá, Lu!

          Você está certíssima, vou eliminar a palavra “medo” do meu questionário (risos). Sobre o ansiolítico, a psiquiatra receitou Rivotril 0,25 mg, mas tento não tomar, tomo apenas quando a crise é realmente insuportável.
          Agora é ser POP e esperar.

          Abração

        13. LuDiasBH Autor do post

          Felipe

          Quero todos os meus amigos sendo POPs… risos. Em vez do ansiolítico, poderá fazer uso do maracujá, que além de ser um alimento maravilhoso é também um excelente calmante. Há também o chá de camomila. E, para dormir, nada como um copo de leite morno.

          Abraços,

          Lu

        14. Felipe

          Lu, querida!

          Muito obrigado pelas dicas, serão muito úteis.
          Volto a dizer, e não é blablabla, que o teu trabalho é incrível. Dedicar um tempo para ajudar outras pessoas é um gesto tão nobre, digno de alguém de luz e de um grande coração. Faço parte de uma ONG, onde ajudamos, principalmente, moradores de rua, pessoas carentes e confesso pra ti, é um trabalho grandioso, não existe dinheiro no mundo que pague um gesto de amor por outras pessoas.

          Que Deus continue iluminando o teu caminho, todos os dias.
          Abração, Lu!

        15. LuDiasBH Autor do post

          Felipe

          A melhor maneira de tornarmo-nos seres melhores neste planeta é ajudando o próximo. Aprendi isso desde criança. Eu e meu marido também fazemos esse tipo de trabalho social, sempre que de nós necessita a Cruz Vermelha, além de ajuda a animais abandonados. Acredito eu que os moradores de rua, as pessoas carentes de modo geral, e os animais abandonados são um verdadeiro teste para o nosso coração, num mundo tremendamente materialista e egoíta. Trabalhos como o seu são bênçãos esparsas no planeta. Parabéns para você e seu grupo. Quando quiserem postar algum texto sobre o trabalho que fazem, basta me enviar. Tenho uma categoria aqui no blog só para isso, denominada CAUSAS HUMANITÁRIAS. Mais uma vez, muito obrigada por suas generosas palavras.

          Abraços,

          Lu

      2. Rick

        Olá, Lu!

        Faz exatamente 2 meses que tomo escitalopram 10mg e alcadil 1mg. Ainda tenho crises de ansiedade e tem dias que minha cabeça dói. Além de uma sensação de está tonto ou fora da realidade. Terrível. Inclusive até a claridade me incomoda. Às vezes acho até que esses remédios causaram em mim enxaqueca, sei lá. Enfim, acho que não estou me dando com o remédio. Primacialmente esse escitalopram. Vou mudar de psiquiatra. Pois aquele com quem eu estava me tratando é muito disperso. Não mostrava profissionalismo nem interesse no caso. É tanto que nessa última consulta que tive, ele se esqueceu de passar o alcadil. E tive que voltar pra ele poder prescrever o remédio. Muito desligado.

        Abraço, Lu. Adoro você!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Andava sumido! Que bom que reapareceu!

          Amiguinho, acho que esse seu psiquiatra está precisando de tratamento… risos. Realmente parece muito desligado. O melhor que faz é procurar outro. Não dá para lidarmos com alguém em quem não temos confiança. Pelo que diz, realmente está com crises de enxaqueca. Mas somente o médico poderá dizer se é proveniente do antidepressivo ou não. Pode ser mera coincidência. O ideal é que busque um novo psiquiatra, relate-lhe todo o seu histórico, para que ele lhe dê um novo parecer. É fato que em algumas pessoas o antidepressivo leva mais tempo para fazer efeito, até mesmo três meses. Mas não deixe de procurar um novo especialista. Pode ser também que seu organismo não esteja se adequando ao novo remédio.

          Também tenho muito carinho por todos vocês que aqui vêm. Já fazem parte de minha vida. Traga-me novas informações. E não suma!

          Beijo no coração,

          Lu

        2. Rogerio Gouveia

          Querida Lu,

          Muito obrigado por esse retorno… caramba!
          Eu estava malzinho, mas mal estou conseguindo trabalhar de tão agitado. Bom… Tudo na vida é experiência e essa de tomar Escitalopram está me deixando “Excitaloprado”….rsrs

          Você ajuda tanta gente com suas palavras, muito obrigado… Isso faz a maior diferença pra todos, pode ter certeza. Seu blog foi o único lugar humano e com seriedade, que achei, comentando sobre o uso de antidepressivos… Vou tentar virar POP, mas, por enquanto estou muito impaciente.

          Tudo de bom!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Adorei o “excitaloprado”. Você me fez dar boas gargalhadas. Mas não se preocupe, logo encontrará o eixo da normalidade… risos.

          Amiguinho, uma coisa fundamental você traz consigo: senso de humor. As pessoas bem-humoradas tendem a vencer os desafios com mais facilidade do que as muito contidas. Você, pelo que vejo, já é POP por natureza. Logo estará tirando de letra o oxalato de escitalopram, não tenho dúvidas disso. Se estiver se sentindo muito agitado, peça a seu médico um ansiolítico. Existem alguns fitoterápicos muito bons. Procure tomar, chá de camomila (3 vezes ao dia). O maracujá é também um excelente calmante.

          Agradeço-lhe pelas palavras carinhosas, mas apenas tento dar apoio e atenção às pessoas que aqui chegam, muitas delas sem poder contar com ninguém. O que começou com um simples texto virou hoje um fórum sobre o assunto. Sinto-me feliz em poder ajudar, ainda que seja só com palavras.

          Um grande abraço,

          Lu

  97. Marcela Tatiana

    Oi, Lu!
    Estou precisando desabafar! Não bastava a recaída que tive na depressão e ansiedade, ganhei uma amigdalite. Estava com febre, muita dor para engolir. Fui ao hospital, ganhei antibiótico. Amanhã termina a caixa, mas desde ontem começou uma coceira entre as nádegas, e está tudo vermelho por dentro. Estou ficando louca, sempre tem uma coisa em mim. Acha que deve ser do antibiótico? Estou mal não sei se é psicológico ou se é de tanta doença. Não aguento mais estar doente. Obrigada e desculpa o desabafo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tati

      Para que não se sinta só, eu fiquei 15 dias com uma gripe fortíssima e depois veio uma faringite que me deixou 10 dias sem falar uma palavra. Esta época do ano é mesmo muito doentia. Todo ano passo por isso, apesar de toda a vitamina C que tomo. O melhor a fazer, além de cuidar bem do corpo, tomando bastante líquido, é manter o máximo de tranquilidade possível. Meu marido também está tomando antibiótico, pois está com a garganta inflamada. A coceira pode ser causada pelo antibiótico (veja a bula), ou por alguma alergia (mudou o sabonete ou creme corporal?) ou até mesmo ser de fundo emocional. Seria bom que consultasse um dermatologista, caso não fale sobre isso na bula do antibiótico. Logo estará bem. Mantenha-me informada (ainda estou meio rouca).

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Amanda

      Ainda não sei como funciona isso direito, mas estava buscando informações sobre o ‘Espran’ quando achei este blog.

      Há mais ou menos 1 ano tenho tido crises de ansiedade muito fortes, que me leva aos hospitais. Procurei uma psiquitra e ela me passou o Espran. Fiquei muito animada pra começar o tratamento, pois não aguentava mais essas crises. Eu que sempre fui uma pessoa super animada, agora estou sem fazer quase nada, pois vivo com medo de ter outras crises. Pois bem, tomei ontem mesmo meio comprimido do remédio, assim como ela receitou (meio comprimido 2 dias, e após 1 comprimido ao dia). Ela disse que eu sentiria uma nauseazinha… Antes tivesse sentido. Tomei assim que almocei, e fiquei com a sensação de que estava bêbada… Uma pressão (dor, sei lá) na cabeça, uma sensação super estranha de estar flutuando. Hoje, quando acordei, ainda estava meio tonta, porém não tomei… Eu me assustei com o que senti. Gostaria de saber se existe cura para a síndrome do pânico somente com acompanhamento psicológico e sem o uso de medicação.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Amanda

        Seja bem vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

        Lindinha, infelizmente sua médica não a orientou sobre os efeitos adversos do antidepressivo. Todos eles possuem. Algumas pessoas sentem mais, outras menos. Mas, normalmente, esses sintomas ruins passam depois de duas semanas, vindo os bons resultados. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor, pois as crises tendem a ficar cada vez mais agudas, quando não tratadas. O oxalato de escitalopram é uma das substâncias mais receitadas atualmente. Eu também faço uso dela e dou-me muito bem, não tendo mais crises de pânico.

        O tratamento psicológico resolve em uns casos (os de origem traumática), mas em outros não, sendo necessário o uso do antidepressivo para conter a ansiedade. O que você sentiu foram os efeitos adversos do medicamento, que acontecem no início do tratamento, mas não demoram a passar. Leia os comentários e veja que todos passam por isso. Não fique assustada. Vou lhe enviar alguns links para que tenha mais informações. Continue dizendo-nos como anda sua saúde.

        Beijos,

        Lu

        Responder
  98. Daniele Sofia

    Oi Lu, tudo bem?

    Há alguns anos eu vinha sentindo muitas coisas coisas estranhas acontecendo em meu corpo: palpitações, falta de ar, arritimia, sudorose e uma pressão em volta da cabeça. Diversas vezes fui parar no pronto socorro, achando que estava tendo um infarto e até mesmo um avc. Eu sentia muito medo, porque os médicos faziam exames e falavam que eu não tinha nada, que estava tudo em ordem. Mas eu sabia que tinha algo errado.

    Há dois meses atrás comecei a pesquisar sobre o assunto e comecei a achar que estava com síndrome do pânico. Mostrei palestras aos meus pais, pois eles achavam que era tudo frescura. Eles me levaram ao neurologista que disse que realmente estava com um quadro de síndrome do pânico. Ele me passou escitalopram 10 mg e rivotril clonazepan 0,25 sublingual. Disse pra tomar 1 comprido de escitalopram por dia e o rivotril sempre que tivesse as crises. Comecei a tomar o escotalopram metade de um comprido, nos 15 primeiros dias, e agora comecei a tomar inteiro. Estou tomando há 20 dias. O rovotril eu tomo antes de dormir porque tenho muita insonia e costumo dormir 7/8 da manhã.

    Eu estou muito desanimada, e sentindo fortes dores na cabeça, mesmo sabendo que isso é sintoma da síndrome do pânico, fico querendo fazer uma tomografia porque acho q tenho algo mais grave, é horrível. Nao consigo sair de casa nem para ir ao shopping, sinto muito medo de passar mal e nao ter como ser socorrida. Nao saio sozinha, nao fico sozinha em casa e nem saio de ônibus .

    Eu parei meu trabalho e parei meus cursos porque sempre na hora de ir tinhas as crises. Meu pai passou a me levar para o trabalho de carro, mas na volta não podia buscar, e todos os dias era o mesmo inferno, passava mal no ôninus e sentia q todos estavam me observando. Isso nunca vai passar? Tenho só 21 anos e quero minha vida de volta. Não aguento mais ficar trancada dentro de casa vendo a vida passar 🙁

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Daniele

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Lindinha, eu sei muito bem o que está passando, pois tive minha primeira crise de pânico na adolescência. Foram tempos difíceis, até pela minha falta de maturidade e compreensão da doença. Mas não se apavore, pois isso tudo passará. Trata-se apenas de uma fase em sua vida. O importante é que tenha procurado ajuda. E foi uma pena que os médicos não tenha descoberto o problema mais cedo, deixando-a sofrer por tanto tempo, pois quanto mais cedo ela vier a ser tratada, menor é o sofrimento. Agora é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Esse tipo de problema chega sempre trazendo-nos a impressão de que vamos ter um ataque cardíaco ou um avc. Exames são feitos e nada é constatado. Mas havia algo errado, sim. Sua mente pedia socorro em seu desequilíbrio. Agora, encontrada a causa, não há mais necessidade de fazer nenhum exame, mas apenas fazer o tratamento direitinho. Vejo que é uma garota inteligente, pois sozinha fez seu próprio diagnóstico. Parabéns! Eu também tomo oxalato de escitalopram e tenho me dado muito bem. É um dos bons remédios que se encontram no mercado, sendo muito receitado pelos médicos. Os demais funcionam como apoio durante a fase inicial do antidepressivo, podendo depois ser retirados aos poucos.

      Dani, todos os antidepressivos possuem efeitos adversos. A sua insônia pode ser causada pela fase inicial do oxalato de escitalopram. Normalmente, os efeitos ruins passam depois de 15 dias, mas existem pessoas que possuem o organismo mais resistente ao medicamento e demoram mais tempo. Portanto, não se apavore. Tranquilize-se. Tudo o que descreve faz parte dos sintomas adversos. Acontece com todos. A pessoa parece ficar ainda pior do que antes. Mas assim que os efeitos ruins foram desaparecendo, os bons irão chegando e o desânimo e a insegurança irão desaparecendo.

      A Síndrome do Pânico é cruel, porque mexe muito com a nossa vida, enchendo-nos de temores. Queremos ficar em casa, porque é onde nos sentimos seguros, rodeados por nossa família. Achamos que em qualquer outro lugar iremos ter uma crise, sem ninguém para nos socorrer. Já passei por tudo isso. Hoje viajo sozinha e faço tudo que necessito, totalmente independente. Portanto, aguente esse período de turbulência, pois não tardará a enxergar o céu azul.

      Amiguinha, faço ideia de como está ansiosa para voltar à sua vida de antes. Com seus 21 anos, você tem mais é que curtir a vida. E isso irá acontecer mais cedo do que imagina. Não se deixe abater. Logo voltará a ter uma vida com qualidade. Aguente com firmeza essa fase inicial do medicamento. Vale a pena. Leia os comentários no blog e veja como muitas pessoas viveram o mesmo que você ora passa. Não se entregue. Saiba que não está só. Conte sempre conosco. Venha para o blog, leia também outros artigos diferentes, seja otimista e acredite no seu tratamento. Trata-se apenas de uma fase passageira de sua vida. Logo estará saltitando por aí.

      Dani, vou lhe enviar uns links para que leia os textos. Eles irão ajudá-la muito. Aguardo mais notícias suas.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Responder
      1. Tiago Carvalho

        Bom Dia Lu.
        Poderia me ajudar por favor. Tenho 28 anos e tenho tido episódios de palpitações e falta de ar. Fiz diversos exames e não constataram nada grave (Cardiológicos, pneumológicos, tomografia). Fui no psiquiatra e ele receitou Ansitec, e após 3 semanas não houve melhora. Após isso, ele mudou e retirou o Ansitec e receitou o Reconter de dia e Bromazepam à noite, pois também tenho tido insônia. Minha dúvida vem, pois na bula do Reconter diz que não se pode tomar, se a pessoa faz uso de remédios que controlam o ritmo cardíaco como arritmias, e eu possuo prolapso na válvula mitral e uso Propranolol. Meu médico não me alertou sobre, apenas disse para eu não ler a bula (pois ficaria mais ansioso) e tomar as doses mínimas. Estou com medo de tomar, o que eu me aconselha? Não sei o que eu faço? Tive sintomas parecidos 7 anos atrás e tratei com propranolol + pondera + bromazepam e não houve problemas. Grato desde já.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tiago

          Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

          Amiguinho, durante a consulta você repassou para seu médico que tinha prolapso na válvula mitral e que tomava propranol? E ainda assim ele lhe passou o Reconter? Vejo que está inseguro quanto a tomar ou não o antidepressivo, após se inteirar da bula. Indico-lhe dois caminhos: 1- Volte a seu médico e converse abertamente com ele, falando-lhe dos seus temores. 2- Procure um outro especialista e conte-lhe o ocorrido. Enquanto tiver dúvidas, tomar o antidepressivo só aumentaria a sua ansiedade. É preciso confiar no profissional para sentir-se seguro. Certo.

          Vou lhe repassar o link de outros textos, para sua melhor compreensão. Volte para dizer-me qual foi o encaminhamento que você deu ao problema.

          Grande abraço,

          Lu

  99. Mona Portugal

    Oi Lu, quanto tempo hein?
    Estava distante, mas não deixei de ler os comentários dos nossos amiguinhos. Infelizmente, depois de 3 meses de tratamento, não venho passando bem. Domingo passei a tarde internada, tive uma crise enorme de dor de cabeça frontal, do nada, tremores, calafrios, fui parar no pronto socorro, por não saber o que estava acontecendo. Desde que comecei a fazer o tratamento com o Escitalopram venho sempre tendo a sensação de que vou apagar, desmaiar, sentindo esses calafrios. Nesse último mês piorei muito, não psicologicamente, mas de mal estar. Na emergência, domingo, fui diagnosticada com queda de pressão e hipoglicemia. Mas não estou melhorando, cheguei a tomar remédio para Labirintite, pois estou zonza e com sensação de ouvido tampado. A única diferença que teve Lu, é que esse mês comprei o Genérico da Medley.

    Um grande abraço, amiga!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mona

      Senti a sua falta. Imaginei que estivesse ótima, pois muitos desaparecem quando se encontram bons, livres dos efeitos colaterais.

      Amiguinha, a primeira coisa a observar é se tais problemas, como a dor de cabeça, queda de pressão e hipoglicemia, estão ligados ao uso do antidepressivo. Temos a tendência de achar que toda anormalidade física seja decorrente dele, o que nem sempre é verdade, porque mesmo tomando um antidepressivo, podemos ser acometidos por outras doenças. Portanto, precisa realizar exames para ver se tais problemas são inerentes ao medicamento. Há também o caso de que certos organismos não se adaptam a esse ou aquele antidepressivo, necessitando assim, o acompanhamento médico para averiguação, fazendo a mudança quando for necessária. Depois de três meses não era para estar sentindo efeitos adversos tão fortes do remédio, e não estar sentindo melhoras. Volte a seu psiquiatra e converse com ele. Anote tudo o que está sentindo para não se esquecer. Averigue o porquê da hipoglicemia assim como da suposta labirintite. Depois quero notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  100. Rogerio Gouveia

    Olá, Lu,
    Depois de meses, para não dizer anos, sob pressão no cotidiano da empresa, administrando problemas financeiros que parecem intransponíveis, em 2016 parece que deixei de ter a super força que sempre tive e senti o baque. Noites de sono se foram, a cabeça que não desliga nunca dos problemas. A fadiga de chegar em casa, encostar no sofá e dar aquele cochilo que logo é interrompido de supetão, como se fosse proibido desligar e descansar.

    Eu sou casado faz 20 anos, não tenho filhos e vivo muito bem com a minha esposa. Inclusive com uma vida pessoal tranquila, sem tantos compromissos financeiros. Mas é incrível como nos últimos meses senti esse acúmulo. Depois de comentar com outros médicos e aceitar usar um fitoterápico, finalmente no dia 16 procurei um bom psiquiatra. E iniciei um tratamento com Reconter (escitalopram) há 1 semana… A partir de amanhã subindo a dose de 5mg para os 10mg. Lutar sozinho contra um estado de ansiedade (que ainda não consigo definir) creio que se tornou um risco muito maior do que aceitar um tratamento médico.

    Depois de muito relutar, fiquei imaginando que era o momento de adotar um tratamento, já que a vida tem seus caminhos e os problemas podem inclusive se agravar ou podem surgir outros… Isso é mais que normal na vida das pessoas. Eu tenho plena consciência que, embora meu problema esteja me pesando, há outros muito maiores que as pessoas passam e que até tiram de letra. Desde que fui diagnosticado e receitado, buscava um site de troca de ideias, experiências, etc… E que bom chegar até o seu site… Tenho certeza que fiz a coisa certa ao procurar um médico e adotar o tratamento. A medicina pode e deve nos ajudar em determinadas situações.

    Sempre fui um cara alegre, ativo, gosto de viajar, de sair, etc… Ultimamente estou muito mais recluso e suscetível a qualquer probleminha… Minha mulher é uma guerreira, baita companheira e mesmo ela, depois de meses, dá sinais que não sabe mais o que fazer para que eu mude o foco dessa situação. A coisa está pesada também para ela. Mas acredito que futuramente isso vai passar, os “nós” que tenho pela frente serão (de um jeito ou de outro) desatados e a vida voltará a fluir normalmente. Espero que o medicamento funcione comigo e que me acompanhe no período necessário para ultrapassar essa fase. Em uma semana, não tive nenhuma reação, mas ainda não senti melhoras, o que é muito normal. Se tiver algo para me dizer, agradeço.

    Rogerio Gouveia.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rogério

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa. A gente sempre tem o que falar um para o outro.

      Amiguinho, nós, humanos, principalmente após a Revolução Industrial, perdemos a noção de que não somos robôs. Temos acumulado mais serviços e obrigações do que podemos dar conta. Ainda que a mente repasse-nos a falsa impressão de que somos super-homens, o corpo dá o seu grito de alerta, chamando-nos à razão. E ainda bem que alguns consigam perceber isso, enquanto é cedo, pois milhares e milhares de pessoas mundo afora, tombam vitimados por ataques cardíacos, fator que mais mata hoje em todo o planeta. Neste mundo extremamente materialista em que vivemos, onde o “ter” há muito substituiu o “ser”, se não botarmos um freio em nossas ambições, mesmo que as realizemos, não teremos saúde para delas usufruir. Estamos nos esquecendo de que somos seres finitos. Temos um tempo x de vida, assim como nossos bichinhos de estimação. E nada há que mude isso. Esta compreensão é importante para que mudemos certos hábitos e tenhamos a compreensão de que nossa vida, ainda que com menos riqueza, vale muito mais se acompanhada de paz de espírito. Nosso corpo é o que temos de mais importante. Nosso maior tesouro. Tratá-lo da melhor forma possível, compreendendo suas reais necessidades é fundamental para vivermos com qualidade de vida. Portanto, agradeça a seu corpo pelo aviso. Ele está lhe pedindo ajuda, atenção. É também preciso levar em conta o envelhecimento corporal, reduzindo as atividades de quando se era mais jovem.

      A ansiedade, quanto mais cedo for tratada, menor será o sofrimento, pois ela dá vida a muitos outros monstrinhos. Pelo visto, você ainda não teve a chamada SP (síndrome do pânico). Se não a teve, estava a caminho. O antidepressivo, que tem como substância principal o oxalato de escitalopram, é hoje um dos mais receitados. Além de ter menos efeitos adversos, sua eficácia é maior, abrangendo um maior número de problemas mentais. Acho que 80% dos comentaristas aqui fazem uso dele, inclusive eu. E tenho me dado muito bem.

      Rogério, durante o tratamento com antidepressivo a pessoa precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). É preciso ter paciência, sobretudo, para vencer o que chamo de período de turbulência (efeitos adversos), que dura, normalmente, cerca de duas a três semanas, de acordo com cada organismo, podendo alguns necessitar de mais temo. Depois desse período, os bons efeitos vão aparecendo. Um alerta: em hipótese alguma paralize o tratamento sem o consentimento de seu médico, pois além dos efeitos horríveis da abstinência, os problemas voltam com intensidade ainda maior. E você não está lutando sozinho. Somos aqui um monte de guerreiros. Não se sinta só! Buscar tratamento foi uma ação corretíssima. A relutância só faria agravar seus problemas. Infelizmente muitas pessoas não percebem isso. Uma coisa importante que percebi é que você é uma pessoa otimista, o que fará com que a sua melhora seja mais rápida.

      Os companheiros e companheiras sofrem junto com seus pares. Principalmente em países onde as doenças mentais ainda não são bem compreendidas pela população, trazendo estigmas ainda originados da Idade Média, e, mais recentemente, dos traumáticos e desumanos manicômios e sanatórios. Faz-se necessário a sua desmistificação para maior conhecimento, aceitação e menor sofrimento de todos: doentes e família. O conhecimento dos problemas permite-nos trabalhá-los melhor.

      Amiguinho, irei lhe repassar links que o ajudarão a compreender melhor o momento que vive. Fico feliz que tenha encontrado este blog, que hoje recebe mais de 500 acessos diários nos textos relacionados com doenças mentais. E nós seguiremos nos ajudando mutuamente. Sempre que sentir vontade, venha para cá. Conheça também outras categorias do blog.

      Um grande abraço para você e sua esposa,

      Lu

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      1. Rogerio Gouveia

        Oi Lu!
        Obrigado pela simpática recepção.
        Pretendo frequentar o blog e assim ir passando minha experiência. Estou curioso para saber como estarei dentro de duas ou três semanas.
        E é bom saber que o blog é essencialmente voltado à arte. Quem lida ou se identifica com a arte de uma maneira geral, tende a ficar muito mais “à flor da pele” para situações indigestas. A gangorra emocional é complicada – arte de um lado, o sublime; vida cotidiana do outro, o necessário. Requer muito equilíbrio.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Certa vez escrevi um texto sobre os desacertos da minha mente e recebi uma enxurrada de comentários e e-mails. Percebi que as pessoas precisavam de ajuda emocional, de quem dialogasse com elas. E foi assim que entrei nesta seara… (risos). Realmente, as pessoas ligadas à arte são acometidas por grande sensibilidade, ou seja, veem o mundo por prismas que fogem à maioria da observação comum. Será um prazer contar com a sua participação neste blog.

          Abraços,

          Lu

        2. Rogerio Gouveia

          Oi Lu!
          Hoje completei minha segunda semana com o Reconter. Na primeira, 5 gotas, na segunda, 10 gotas que é a dose em que devo permanecer. Ontem foi o dia em que me senti ansioso, angustiado, insone, etc. No feriado, eu fiquei o dia todinho no sofá, debaixo de uma mantinha… hehehe… O clima estava convidativo. E assim vou passando por essas primeiras semanas de tratamento. Espero que este estado de fadiga, de “tomara que o mundo acabe em barranco” passe logo para que eu possa desfrutar de dias mais produtivos, assim espero. Pelo que li na bula e em depoimentos, até que não estou tão mal assim com os efeitos do início. É isso! Beijão e obrigado.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rogério

          Você já está saindo da área de turbulência. Céu azul à vista. Vale a pena todo o sofrimento inicial. De vez em quando ficar no sofá, debaixo de uma mantinha, recebendo tudo nas mãos é bom demais. Mas não fique mal acostumado. Fico feliz que se sinta cada vez melhor. Continue dando notícias.

          Abraços,

          Lu

        4. Rogerio Gouveia

          Oi Lu!

          Já entramos em outubro e tive até dificuldade de localizar essa nossa troca de ideias, mas achei. Passo para dizer que continuo utilizando o Escitalopram sem ter nenhum sintoma adverso. Só mesmo nas primeiras semanas como é de se esperar. Meu estado geral é bom, mas como minha ansiedade tem causa e a causa continua na ativa, tem dia que estou mais otimistas, tem dia que estou lá embaixo. Além de pessoa física, sou pessoa jurídica e essa tem me tirado do eixo. Ninguém que seja responsável pode viver feliz, se seu ganha pão dá sinais de instabilidade… Posso imaginar quanta gente se encontra nesse mesmo estado com desemprego e outras dificuldades… Mas tenho no medicamento, um aliado. E vamos em frente.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Rogerio

          É preciso eliminar o motivo de sua ansiedade, ou aprender a conviver com ela, pois o medicamento não resolve tudo sozinho. Credito a ele apenas 50% dos efeitos positivos. Pois é, enquanto as pessoas continuam sofrendo com a instabilidade do país e com desemprego, a bufunfa de Eduardo Cunha continua lá fora, e ele curtindo a vida de nababo. Não dá para acreditar!

          Amigo, leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no blog. Ele poderá ajudá-lo. E não suma, amiguinho.

          Abraços,

          Lu

  101. Fernanda

    Oi, Lu, boa tarde!
    Hoje faz 1 semana que tomo 1/2 comprimido do oxalato de escitalopram, ficarei com essa dosagem por 30 dias e após passo a tomar 1 comprimido. Na primeira noite tive muito enjoo, dor de cabeça, sensação estranha. Os enjoos passaram, a dor de cabeça também, só que de dois dias pra cá venho tendo muita sensação de pressão no peito, vem do nada e some do nada, junto com tremor. É uma sensação de piora horrível. Será que posso tomar Valeriana “valerimed” para relaxar um pouco?

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda ao blog. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, o que você está sentindo são os efeitos adversos do antidepressivo. Não se preocupe, normalmente eles passam depois de duas a três semanas. Quanto ao uso de Valeriana, embora seja um fitoterápico, seria bom consultar o seu médico, pois, segundo a bula, “O medicamento a base de V. officinalis pode potencializar o efeito de outros medicamentos depressores do SNC (sistema nervoso central)”. Vou lhe passar uns links que vão lhe dar mais informações.

      Abraços,

      Lu

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      1. Maria Madalena

        Oi,Lu!
        Hoje completei 9 dias tomando escitalopram 10 e graças a Deus não tive efeitos terríveis como eu temia. Tenho tido diarreia e à tarde quando não tenho nada a fazer tenho muita ansiedade e inquietude nas pernas. Tenho sempre a necessidade de estar movimentando, também tive muito sono pela manhâ, o que agora já está controlado, às vezes tontura, mas nada que não possa suportar. Posso dizer que estou muito bem, já tenho mais vontade de cuidar de mim, estou pensando em tomar remédio para emagrecer, mas ainda preciso esperar minha consulta com psiquiatra para tomar opinião,e você o que me diz? Desde já obrigada por tudo!
        Um abraço.

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