Arquivo da categoria: Apenas Arte

Textos sobre variados tipos de arte

PINTURA E ESTILOS ATRAVÉS DOS TEMPOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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Retroagindo no tempo, chegamos ao século XVIII, período em que a pintura via-se dentro de um contexto artístico sufocante, submetida a uma rígida hierarquia que prevalecia sobre a crítica, e assim era julgada. A importância dos gêneros, segundo a visão da época, obedecia à seguinte ordem:

1º. pintura histórica
2º. paisagem
3º. retrato
4º. natureza-morta
5º. pintura de gênero

Pintura Histórica – nela estavam incluídos: temas religiosos, alegorias, temas relativos à história antiga (história propriamente dita e mitologia), história contemporânea (no final do século XVIII). Ocupava o principal lugar dentre os gêneros, uma vez que dizia respeito, quase sempre, à nação, engrandecendo-a diante de seu povo e do mundo. Abrangia o todo (o Estado). Tal gênero era tido como moral e intelectualmente mais importante do que os demais. Os quadros eram gigantescos, suntuosos e caros, ocupando o lugar central das exposições. Os demais gêneros eram considerados menores, uma vez que diziam respeito aos indivíduos, em particular.

Paisagem – ocupava o segundo lugar na importância dos gêneros da pintura. Sua única função era ornamentar o interior das casas. Representava o mundo natural. O ambiente retratado pela paisagem era sempre prazeroso e idealizado.

Retrato – apesar de ocupar a terceira posição, tinha muito destaque, em razão da procura e do interesse econômico dos pintores, enriquecendo-os. A burguesia endinheirada encontrava-se ávida por ascensão social. E o retrato denotava status. As encomendas eram cada vez maiores. Retratava-se o rei, a corte e os endinheirados. Mesmo os remediados queriam ter um retrato. E tudo que aparecia no retrato daquela época possuía uma simbologia específica. Por exemplo, a presença de um livro (ou livros) era indicativa de cultura; o uso de joias indicava prosperidade; roupas elegantes diziam respeito à riqueza e à prosperidade, etc.

Natureza-morta – ocupa o quarto lugar na hierarquia dos gêneros da pintura, portanto, era tida como uma arte menor, que, assim como a paisagem, tinha função apenas decorativa. Normalmente representava animais, frutas, pratos e outros ornamentos em cima de mesas. Os objetos tinham um significado específico, sendo que os animais, mortos ou vivos, traziam uma função alegórica.

Pintura de Gênero – também tinha função meramente decorativa. Era muito comum na Holanda, sendo pouco encontrada na França. Relacionava-se com os temas simples do dia a dia.

Nota: as pinturas que ilustram o texto encontram-se estudadas no blog: A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix / A Última Viagem do Temeraire, de Turner/ Retrato da Sra. Matisse, de Matisse/ Os Girassóis, de Van Gogh/ A Leiteira, de Vermeer

Fonte de pesquisa
O Sol do Brasil/ Lília Moritz Schwarcz

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Domenichino – O TORNEIO DE TIRO DE DIANA

Autoria de Lu Dias Carvalho

O pintor italiano Domenico Zampieri (1581 – 1641), apelidado de Domenichino (pequeno Domenico), foi um dos mais famosos sucessores de Ludovico Carracci com quem estudou. Trabalhou com Annibale Carraci. Além desses dois pintores foi também influenciado por Correggio, Rafael e Caravaggio. Seu estilo independente tinha tudo a ver com a claridade e a monumentalidade da pintura clássica. Após a morte de seu mestre Annibale Carraci, veio a tornar-se o mestre da pintura paisagista de Bolonha. Suas obras (afrescos e retábulos) tratavam de temas mitológicos e religiosos.

A composição intitulada O Torneio de Tiro de Diana, também conhecida por A Caçada de Diana, ou ainda Diana e Suas Ninfas, é uma obra-prima do artista, tendo recebido influência da “Bacanal” de Ticiano (pois fora encomendado para ser uma continuação dessa obra) e também por Correggio. É tida como uma das mais belas e harmônicas composições com tema mitológico do século XVII. Ilustra uma passagem da obra “Eneida” de Virgílio, em que entram sutis alusões simbólicas.

A deusa da caça Diana, vestindo uma túnica amarela, encontra-se em meio ao grupo principal de ninfas que participam de um torneio de tiro aos pombos. Ela as observa disparando as flechas. A primeira acerta um poste, enquanto a segunda passa ao lado da ave que serve de alvo. A terceira ninfa acerta o pássaro na cabeça, o que motiva a deusa a erguer os braços, mostrando o primeiro prêmio: um aro de ouro. Ela também traz nas mãos seu arco e sua aljava. Uma criada, à sua direita, apresenta os demais prêmios, suspensos no topo de uma vara.

Acteon, o caçador, encontra-se à direita, entre as árvores, aguardando o momento em que Diana irá tomar seu banho, nua. Um dos cães de Diana, contido por uma ninfa, mostra-se extremamente agitado, tentando agarrar o intruso, enquanto o outro bebe água. Duas jovens ninfas, em primeiro plano, banham-se no pequeno rio. Uma delas aponta para longe. Ao fundo desenrola-se uma paisagem com gramados verdes e montanhas acinzentadas, onde são vistas várias figuras humanas. Duas delas trazem um veado morto, numa vara.

O artista chama a atenção em sua pintura, sobretudo, pela harmonia da composição, pela intimidade da atmosfera e pela monumentalidade das figuras e posição. O colorido cinzento-esverdeado da paisagem é outro ponto de grande beleza. A junção de tais características seria muito importante para os artistas vindouros como princípios de composição. A pintura repassa um momento de extremada harmonia entre todas as figuras.

Ficha técnica
Ano: c. 1617
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 225 x 320 cm
Localização: Galleria Borghese, Roma, Itália

Fontes de pesquisa
Galleria Borghese/ Os Tesouros do Cardeal
1000 obras-primas da pintura europeia/ Köneman
Mitologia/ Thomas Bulfinch

https://www.wga.hu/html_m/d/domenich/1/diana.htm

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A TATUAGEM E SEUS SÍMBOLOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O primeiro homem, ao perder o pelo, descobriu a tatuagem. (João do Rio)

Desde os tempos remotos o homem faz uso do próprio corpo para expressar um determinado tipo de linguagem, assim como também imprime no corpo de outrem sinais para demonstrar sua condição social ou submissão, como podemos ver na história da escravidão, quando os escravos eram marcados com ferro em brasa, e nos campos de concentração, numa perversidade inimaginável.

A tatuagem sempre esteve presente na história da humanidade, como demonstra Ötzi, tendo vivido  há cerca de 5 200 anos, assim como a múmia egípcia Amunet, encontrada em Tebas,  que viveu há quatro mil anos distante de nossos dias.

O uso de tatuagem, “piercings” ou qualquer outro tipo de adorno corporal, sofre transformações através dos tempos, e também muda de uma cultura para outra. Contudo, traz sempre uma linguagem específica, quer seja a de beleza, poder, memória ou identidade. Estão presentes nos ritos de passagem de vários povos, ou em momentos especiais da vida, como nascimento, adolescência, casamento, guerra, luto, etc.

 O candidato a tal embelezamento deve levar a sério o ato de tatuar-se e a colocação de “piercings”, pois a falta de condições higiênicas pode ocasionar a contração de doenças seríssimas, como AIDS, hepatite C e sífilis, entre outras. Cardíacos, portadores de próteses ou pessoas com tendência ao queloide devem ter muito cuidado, repassando o fato ao tatuador, que deve ser uma pessoa experiente e idônea. É bom que se saiba que menores de 18 anos são proibidos de fazer tatuagens.

Símbolos mais comuns encontrados na tatuagem e o que significam:

• âncora – fidelidade, firmeza e solidez;
• borboleta – renascimento, felicidade;
• coração – local dos sentimentos;
• crânio, caveira – a transitoriedade da vida;
• índio – coragem e valentia;
• mulher – afirmação da virilidade;
• pomba- pureza e paz;
• sereias – perigo da navegação, tentação e morte;
• abutre – morte e também renovação da vida;
• águia – coragem, poder e conquista;
• carpa – força, bravura e constância;
• escorpião – dedicação, potência e também morte e vingança;
• golfinho – sabedoria, prudência, regeneração, adivinhação;
• serpente – a alma e a fecundidade, mas também a tentação do diabo;
• tigre – força e destemor;
• cerejeira – a transitoriedade da vida;
• crisântemo – rapidez e determinação
• peônia – riqueza e honra;
• rosa vermelha – amor eterno e fidelidade.
• anjo – proteção;
• dragão – a essência da espiritualidade;
• fada – a magia e a imaginação.

Nota: A Jovem Filha dos Puctos, obra de Jacques Le Moyne de Morgues

Curiosidade:
Heródoto, geógrafo e historiador grego, nascido no século V a. C., já se referia, em seus escritos, a um povo que vivia no norte da Europa, atual Escócia, que praticava a tatuagem, decorando todo o corpo.

Fontes de pesquisa
http://www.mundodastatuagens.com.br/significados-das-tatuagens/
Tatuagem/ Leusa Araujo/ Editora Cosac Naify

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OS BELOS TAPETES TURCOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O tapete oriental não nasceu com a finalidade ornamentista que tem nos dias de hoje, sendo usado em tempos idos para proteger as pessoas contra o frio, durante os rigorosos invernos. Sua tecelagem, característica da cultura e arte persas, remonta à antiga Pérsia, atual Irã, entre as tribos nômades que empregavam barro, insetos, plantas, raízes e cascas na confecção dos mesmos. A partir do século XVI, a tecelagem de tapetes acabou se transformando em arte. Atualmente, riquíssimos em cores e em motivos empregados, os tapetes ornamentam os mais diferentes lugares.

Estudiosos acreditam que o tapete Pazyryk, o mais antigo de que se tem notícia, tenha sido feito por volta de 500 antes de Cristo. Alguns cientistas creem que a confecção de tapetes surgiu na era do paleolítico (7000 a.C).  Com o passar dos tempos, materiais decomponíveis foram sendo empregados na confecção de tapetes, tais como lã, seda e algodão, o que impede os arqueólogos de encontrá-los nas escavações para estudos.

A revolução islâmica foi responsável pela queda da produção de tapetes persas, pois considerava que esses eram um “tesouro nacional”, vedando a sua exportação para o Ocidente. Mas, com a queda de tão importante fonte de renda, os responsáveis por tal política acabaram capitulando em 1984  e o mercado de tapetes orientais entrou em alta, sendo a maior parte de sua produção, nos dias de hoje, totalmente mecanizada, embora as técnicas tradicionais de tecê-los à mão, ainda convivam com as modernas. Mas os tapetes manuais são caríssimos.

O tapete turco é também chamado de tapete da Anatólia. O que o difere do tapete persa é apenas a técnica usada na sua tecelagem e o emprego dos motivos que o decoram, embora já se possa encontrar no Irã o mesmo tipo de técnica empregada na Turquia. Em Istambul existem vários comerciantes que produzem artesanalmente seus tapetes, em teares verticais, usando lã de carneiro como matéria prima e que possuem uma grande diversidade de cores e desenhos.

Os quatro principais tipos de tapetes turcos, de acordo com o material usado, são:

  • Seda sobre seda
  • Lã sobre algodão
  • Lã sobre lã
  • Viscose sobre algodão

Contrastando com os tapetes indianos, os turcos não possuem desenhos de figuras humanas, após Maomé, de acordo com as regras muçulmanas. Seus motivos geométricos representam as tradições de uma tribo ou o gosto artístico de quem o confecciona. São ornados com linhas verticais, horizontais e oblíquas, formando desenhos simples, muitas vezes criado pela repetição de um mesmo motivo, transmitido de geração em geração.

Fonte de pesquisa:
Wikipédia

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POMPEIA – A VILA DOS MISTÉRIOS

Autoria de Lu Dias Carvalho

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A cidade de Pompeia pertencia ao Império Romano e ficava a poucos quilômetros de Nápoles, na Itália. No ano 79 d.C. ela foi soterrada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, durante uma violenta erupção que a cobriu totalmente, matando tudo o que tinha vida. O lugar permaneceu soterrado durante 1600 anos, quando em 1748 foi descoberta por acaso. E qual não foi o espanto de seus descobridores ao notar que as cinzas e a lama não apenas conservaram as construções e objetos, como também moldaram os corpos dos imolados pelo cataclismo, ao longo de tantos séculos.

Pompeia tornou-se patrimônio mundial da humanidade, sendo tombada pela UNESCO, e transformou-se numa das mais procuradas atrações turísticas da Itália. Desde a época de sua descoberta escavações vêm sendo feitas, revelando imensos tesouros, e trazendo a compreensão de como viviam as pessoas naquela época. Mas não tem sido fácil a preservação do local que já passou, inclusive, por um terremoto em 1909. Até mesmo a chuva tem feito estragos. A própria UNESCO, em razão da má conservação do sítio arqueológico mais importante de nosso planeta, ameaçou retirá-la do rol dos locais tidos como patrimônios da humanidade. É lastimável que a má administração do local tenha contribuído para que a Casa dos Gladiadores ruísse.

Uma das maiores atrações de Pompeia é a Vila dos Mistérios. Trata de uma gigantesca mansão com 60 quartos, construída no século 2 a.C, sendo uma das mais bem preservadas. Seu nome tem origem no afresco triclínio (na Roma antiga tratava-se de um refeitório com três ou mais leitos inclinados, dispostos ao redor de uma mesa.), pintado cerca de 70-60 a.C. Era ali que muitas famílias ricas romanas ficavam durante as férias. Para restaurar essa atração foram necessários dois anos de trabalho intensivo. Além de reforçar as estruturas do ambiente, havia uma grande preocupação em recuperar os muitos afrescos ali existentes.

Os afrescos, ainda em estudo, parecem mostrar as diversas fases do ritual de iniciação ao culto do deus do vinho e do prazer, conhecido por Baco (Dionísio em grego). A personagem central parece ser uma jovem da nobreza que passa pelo ritual, para que pudesse ter seu acesso à sociedade da época. Em algumas das fases ritualísticas encontra-se o próprio deus. Há também a presença de seres mitológicos.

Nota: a segunda imagem trata-se de um dos afrescos restaurados.

Ficha técnica
Autor: desconhecido
Ano: c. 60 a.C.
Técnica: afresco
Dimensões: 1,62m de altura
Localização: Pompeia, Itália

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VLADIMIR DENSHCHIKOV – ARTE SACRA EM MACRAMÊ

Autoria de Lu Dias Carvalho

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O artista ucraniano Vladimir Denshchikov vem encantando o mundo com a magia de seus quadros, que retratam ícones religiosos, que na Igreja russa e na grega referem-se à representação, em superfície plana, da figura de Cristo, da Virgem ou de um santo. Só que o artista não utiliza tintas e pincéis para pintá-los, mas fios de linho. Não se pode dizer que se trata de um trabalho fácil, quando se tem que fazer centenas de milhares de nós, à mão, formando os mais diferentes cruzamentos geométricos, nos mais diversos padrões e uma infinidade de formas decorativas, levando entre três e nove meses para criar um único trabalho.

Há mais de 30 anos Vladimir Denshchikov, que também é ator e diretor artístico em seu país, vem confeccionando suas telas através de uma técnica conhecida como macramê (técnica de tecer fios sem utilizar nenhum tipo de maquinaria ou ferramenta), deslumbrando quem as vê. Em seu trabalho tão original, somente o rosto e as mãos dos santos são pintados sobre a tela. Até mesmo essa é feita pelo artista, que usa um pedaço de linho puro, mergulhando-o em água e o trabalhando, corda por corda. Uma tela pronta pode contabilizar vários milhões de nós.

Segundo notícias, em 2007, o artista foi vitimado por um derrame, antes de fazer uma estreia de uma peça, o que o levou a abandonar o trabalho de ator e a passar para o de diretor. Mas, mesmo em estado de recuperação, continuou a fazer um ícone para a igreja da aldeia de Malorechenskoye, embora sentisse muita dificuldade para fazer os nós. E, milagrosamente, segundo conta o artista, começou a sentir a mão que se encontrava parcialmente paralisada, mover-se cada vez mais, como se fosse guiada por Deus.

Vale a pena conhecer os trabalhos maravilhosos desse artista, acessando o Google.

Fonte de pesquisa
http://judamore.blogspot.com.br/

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